domingo, 9 de setembro de 2012

ENSINAR A PENSAR - ALMA E ESSÊNCIA







Sessão 2839
“Ensinar a Pensar”
“Alma e Essência”
“Acompanhamento na fase de Transição Pós-Morte”
“Vício do Álcool”
Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009 (Privada/Telefone)
Participantes: Mary/Michael e Alan/Deschyl)
Tradução: Amadeu Duarte


ELIAS: Bom dia!
ALAN: Olá Elias, viva.
ELIAS: Ah, ah, ah. Sê bem-vindo.
ALAN: Muito obrigado. Tenho muita honra em estar aqui a conversar contigo.
ELIAS: Sobre que é que vamos conversar?
ALAN: Bom, eu gostava de me focar na minha carreira, se me for permitido. Basicamente, aquilo de que estou à procura é de orientação, instruções, aconselhamento e algumas correcções onde estas se mostrarem necessárias, além, talvez, dum pouco de encorajamento.
ELIAS: Muito bem.
ALAN: Ora bem; eu ocupo o meu tempo com aconselhamento mas acontece que estabeleci as minhas próprias normas, as quais designo na terminologia de neurontologia. Não sei se estarás em condições de perscrutar esse material a partir duma perspectiva tua ou se deva explicar-to.
ELIAS: Uma pequena explicação apresentar-se-ia oportuna.
ALAN: A neurontologia é a natureza do ser do indivíduo. Consta do auxílio estendido às pessoas sobre como pensar, de tal forma que se vejam capazes de evitar uma data de problemas antes que ocorram ou, claro está, como corrigir qualquer dificuldade que se possa apresentar. A minha área de trabalho cobre tudo desde problemas relacionados com o sono até ao cancro, englobando tudo o mais que se situa por entre isso.
ELIAS: Muito bem. Mas, e em relação aos teus anseios?
ALAN: Bom, penso que estou a encaminhar-me nesse sentido. Eu gostava de... antes de mais, eu tenho trinta anos de actividade na área em que trabalho. Comecei como hipnotizador e passei por tudo isso e principiei a trabalhar com o transe profundo, com o que consegui aprender imenso acerca do comportamento humano. Aquilo que gostaria imediatamente de abordar é o que passarei a definir como neurontologia. Deverei explicar-to a fim de te dar uma ideia do que trata?
ELIAS: Muito bem.
ALAN: Muito bem, dispomos de duas frases... ou melhor, na realidade são duas palavras, uma das quais refere “ontologia”, que, como sabes significa a natureza do ser, e em seguida temos o termo “neurónios”, do que resulta neurontologia, mas, claro está que “neurónios” se relaciona com o cérebro. Portanto, essencialmente trata do conceito em que o espírito e a matéria, ou o espírito e a consciência do corpo se encontram ou relacionam...
ELIAS: Muito bem.
ALAN: ...muito bem. A natureza do ser. Aquilo a que o meu trabalho parece conduzir-me – ao ensinar as pessoas como pensar – eu estou sempre a voltar ao conceito básico que apelido de conceito do ser humano. Gostarias que me estendesse um pouco sobre isso, ainda que por breves instantes?
ELIAS: Muito bem.
ALAN: O ser humano, no sentido tradicional, é claro, refere simplesmente a pessoa humana, certo? Aquilo que eu fiz foi juntar as peças pelo que humano traduz um adjectivo e ser se refere à entidade espiritual, pelo que disporíamos de um espírito... um espírito humano, por assim dizer - daí um ser humano. Ficou claro?
ELIAS: Ficou.
ALAN: Muito bem. Então transformei isso no conceito do ser humano, com base no que passamos a integrar a consciência física e a consciência espiritual, cada uma das partes com a função de ensinar a outra sobre a forma como as coisas operam e com o fim específico da integração e da resolução, de modo a prestar-se ao crescimento pessoal.
ELIAS: Mas, como defines tu o aspecto espiritual?
ALAN: Bom, digamos por ora que isso traduza aquilo de que procedes. Isso faz parte da área em que sinto maior dificuldade, quer dizer, temos o conceito da essência - o que compreendo perfeitamente - temos aquilo que é designado como espírito humano, que é... aquilo que eu ou em relação ao meu próprio corpo, por exemplo... Será que isso te responde à questão?
ELIAS: Portanto, estabeleces uma distinção entre a essência e o espírito e defines o espírito como estando associado à consciência do corpo humano?
ALAN: Exactamente.
ELIAS: Muito bem.
ALAN: Será isso correcto?
ELIAS: Podes faze-lo, sim.
ALAN: Muito bem, não é incorrecto?
ELIAS: Não, não é incorrecto.
ALAN: Muito bem, encantado. Então, essencialmente, aquilo com que nos deparamos é o facto de podermos... Eu poder dirigir-me a qualquer deles. Posso dirigir-me à consciência do corpo por ela dispor de capacidades específicas, e consigo dirigir-me à consciência espiritual por ela comportar habilidades específicas...
ELIAS: Exacto. Mas...
ALAN: E integrá-las com o fim de... do que designo por tornar num todo ou curar ou seja lá o que for que se mostre apropriado à situação. Aquilo que estou a dizer fará sentido?
ELIAS: Está, mas referindo-te à consciência do corpo, propriamente dita, que capacidades e funções dirás que ela comporte?
ALAN: Valha-me deus. Eu sugeriria basicamente qualquer coisa ao nível físico... Com certeza que tem consciência do meio ambiente, não somente do que o circunda no imediato como também ao redor do planeta. Entendo a consciência do corpo como a capacidade virtual de extrair informação de todo o meio circundante.
ELIAS: Exacto.
ALAN: Portanto, essa é uma das áreas com que trabalho. A cura consiste na capacidade que o corpo tem de se regenerar a si mesmo, de se manter e de se restabelecer a si mesmo...
ELIAS: Exacto.
ALAN: Estará bem? Esses são os poucos detalhes que consigo evocar de imediato, tendo presente que me encontro num estado nervoso por causa desta conversa.
ELIAS: Ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah. Posso-te dizer que compreendo, mas não é preciso que estejas nesse estado. (Alan ri)
ALAN: E eu posso dizer que para ti é fácil dizer isso!
ELIAS: Ah, ah! Tens toda a razão! Ah, ah, ah, ah, ah. Agora, em relação à definição do aspecto espiritual, que expressarás em relação a esse aspecto?
ALAN: Designá-lo-ia livremente como uma visão geral, a capacidade de guiar e de dirigir e de explorar e de passar pela experiência humana.
ELIAS: Muito bem, e que termo usarás para definires esse aspecto espiritual?
ALAN: Essa é uma boa pergunta.
ELIAS: Ah, ah... (Alan ri)
ALAN: Essa é uma das questões que te ia colocar. Talvez nos possamos desviar por momentos, antes de voltarmos à questão.
ELIAS: Podes, sim. Muito bem.
ALAN: Muito bem. Por uma questão de clareza, por favor corrige-me se eu estiver errado. Se dispomos, digamos, com base nesta discussão, de seis biliões de pessoas no mundo... tudo bem, nesse caso, em termos práticos dispomos de seis biliões de espíritos agregados aos corpos humanos. Será correcto afirmar tal coisa?
ELIAS: Não necessariamente.
ALAN: Muito bem, no geral...
ELIAS: Eu entendo o conceito que estás a empregar...
ALAN: Muito bem. Bom, eis a questão que tenho a colocar-te: se isso estiver correcto e dispusermos de toda esta multidão do que passo a designar como espírito humano, nesse caso esse espírito humano não formará um tipo de espécie, tipo uma espécie espiritual? Isto fará sentido?
ELIAS: Faz, sim. De certo modo, sim, tens razão.
ALAN: Isso disporia dum nome?
ELIAS: Não necessariamente, Apesar de poderdes atribuir-lhe uma designação, aquilo a que a maioria das pessoas associaria a isso será o que designais como a alma.
ALAN: Está bem. Serão a alma e a essência a mesma coisa?
ELIAS: São, essencialmente. Mas na extensão do que estás a referir, poderíamos referir existir um aspecto que é passível de ser definido como o aspecto espiritual do ser humano, o qual pode ser definido como alma ou o Eu ou a Personalidade. Na realidade a alma é essencialmente o mesmo que a definição da essência. Mas, tu estás a definir em relação à existência humana e à experiência humana.
ALAN: Pois, está correcto. Do ponto de vista do propósito de ensino e da ajuda prestada àqueles que me procuram.
ELIAS: Exacto. Mas a essência está associada a muito mais para além da experiência humana ou da existência humana...
ALAN: Isso compreende a massa, não é?
ELIAS: Sim, mas expande-se por muitas outras dimensões. Por isso, se te inclinares a tentar atribuir definições relativamente à existência humana e à realidade e à experiência humanas, talvez um termo mais preciso para esse aspecto espiritual seja o do Eu ou da Personalidade.
ALAN: Muito bem. Bom, podemos destrinçar mas penso... que seja importante alcançar uma clareza efectiva quanto a isto, em relação à personalidade e em relação ao que descrevo como o ser humano – sendo que “humano” refere um adjectivo e “ser” refere um substantivo. Por outras palavras, em relação a descrever o espírito humano como o ser humano...
ELIAS: Exacto.
ALAN: Ora, isso representa o Eu.
ELIAS: Sim.
ALAN: Muito bem. Nesse caso o Eu não é a identidade física mas a espiritual.
ELIAS: Exacto.
ALAN: Muito bem. Então o Eu que se vem, digamos, ao planeta numa dada altura gozará dum nome ou duma categoria específica para a sua espécie?
ELIAS: Não necessariamente outro para além do Eu, que está associado ao que defini como a Área Regional 2...
ALAN: Área Regional 2.
ELIAS: ...a qual na verdade consiste mais numa acção do que numa coisa. Mas isso está associado à consciência subjectiva, que poderás de certo modo associar ao Eu, e que traduzirá a existência do indivíduo...
ALAN: Muito bem. Desculpa, prossegue, se fazes favor.
ELIAS: ...do indivíduo. Bom, isso não exclui a consciência objectiva, mas a consciência objectiva ocupa o que defini como a Área Regional 1, que comporta toda a experiência objectiva e...
ALAN: Que é o físico.
ELIAS: Exacto. A subjectiva estará mais associada à Área Regional 2, a qual não é completamente física.
ALAN: Muito bem. Eu vou passar os olhos pelo material que se refere às Áreas Regionais, mas não tenho acesso a isso neste instante, pelo que talvez possamos avançar...
ELIAS: Muito bem.
ALAN: No trabalho que faço tenho a intenção - na área da neurontologia - e em especifico no campo da aplicação da tecnologia do pensamento, de ajudar as pessoas quanto à forma de pensar. Por uma questão de deixar bem esclarecido, não ensino o que pensar, ensino sobre o modo (correcto) de pensar. Bom, segundo a perspectiva que tens, estarei a ser exacto ao usar esses termos?
ELIAS: Estás.
ALAN: Muito bem. Será o termo “traduzir o pensamento numa realidade” exacto?
ELIAS: (Repete para si mesmo) Traduzir o pensamento numa realidade, mas...
ALAN: Ensinar as pessoas a forma de traduzir o seu pensamento numa realidade... Quer dizer, é o que acontece a todo o instante, obviamente, correcto?
ELIAS: Em que termos específicos?
ALAN: Bom, nos termos correntes todos querem ser felizes, saudáveis, ricos e sensatos, não é?
ELIAS: Exacto.
ALAN: Muito bem. Nesse caso, tornar esses desejos numa realidade.
ELIAS: Muito bem. Bom, a razão porque eu estou a colocar estas perguntas fica a dever-se ao facto de que a ideia de que o pensamento possa criar a vossa realidade se torne bastante traiçoeira...
ALAN: Pois, procuro ser suficientemente claro em relação a isso.
ELIAS: ...porque o pensamento não é que vos cria a realidade, e torna-se demasiado importante estabelecermos tal distinção.
ALAN: Também entendo isso. Aquilo que estou aqui junto de ti a evocar é o facto da preocupação que tenho em relação à exactidão. O problema óbvio com que me deparo do meu lado, ao lidar com o público em geral, é que preciso comunicar em termos que sejam inteligíveis...
ELIAS: Pois! Estou a compreender.
ALAN: ...Bom, “pensamento” é um termo genérico. Como sabes, toda a gente pensa, por assim dizer, sem precisar pensar em como faze-lo...
ELIAS: Ah, ah, ah, ah. Tens razão.
ALAN: Muito bem, nesse caso ensino a pensar em relação ao pensamento, certo? Para que não voltes a colocar-me de novo a questão.
ELIAS: Muito bem. Ah, ah, ah.
ALAN: Tu entendes ao que me refiro...
ELIAS: Entendo!
ALAN: Ao mesmo tempo o maior problema e indecisão que me move residem no facto da exigência de precisão por sentir que o meu trabalho venha a tornar-se importante. Certamente virá a ser importante para mim próprio. Daí o meu interesse em me tornar exacto e em te consultar.
ELIAS: Estou a compreender. O que tem todo o cabimento, além de ser um aspecto significativo e estabelecer a distinção de que, sim o pensamento é importante e é um instrumento bastante empregue e comum a todos os indivíduos, mas é igualmente significativamente importante não vos voltardes na direcção de expressar às pessoas a ideia de que podem criar o que quiserem ou o que escolherem ou que podem deliberadamente criar a sua realidade de modo efectivo e eficiente apenas por intermédio do pensamento.
ALAN: Bom, é nesse exacto ponto que eu interfiro, sabes, para dizer - tudo bem, nesse ponto passamos a lidar com crenças, propósitos, expectativas, desejos, imaginação e percepção, esse tipo de coisa.
ELIAS: Coisa que influencia o pensamento, mas apesar do pensamento constituir um aspecto bastante importante da vossa realidade e do vosso funcionamento, torna-se muito importante incluir o aspecto da energia e do modo como ela é projectada em conjunção com o pensamento e com outras expressões igualmente...
ALAN: Inteiramente de acordo...
ELIAS: ...porque ao enfatizardes significativamente o pensamento na abordagem que estabeleceis com os indivíduos, isso pode tornar-se factor de equívoco ou de confusão devido ao facto das pessoas já atribuírem demasiada confiança ao pensamento. Mas o pensamento em si mesmo comporta uma constante espantosa que abre terreno à distorção e à falta de precisão, pelo que pode tornar-se num factor criador dum sentido que não permite que as pessoas realizem aquilo que querem se confiarem no pensamento mais do que já confiam.
ALAN: Eu compreendo. Bom, numa tentativa de conduzir a conversa um passo à frente talvez de modo a podermos avançar, é claro que eu entendo que o pensamento constitua uma tradução, certo?
ELIAS: Sim, estás certo.
ALAN: Muito bem. É por isso que utilizo o termo “traduzir o pensamento numa realidade”. É desse modo que apresentas a coisa no teu material.
ELIAS: Muito bem. Mas isso...
ALAN: Todavia a utilização do termo “traduzir o pensamento” cria espaço a uma questão que tem base numa dedução: “Que será que isso significa?”...
ELIAS: Exacto.
ALAN: ...e isso dá lugar a que incorramos no campo das crenças, das expectativas, dos propósitos e dos desejos e por aí fora...
ELIAS: Correcto.
ALAN: ...foi por essa razão que fiz isso. Portanto, nesse conceito da tradução do pensamento numa realidade, tal como ensinamos as pessoas a aplicar a tecnologia do pensamento...
ELIAS: Sim.
ALAN: ...quero salvaguardar a certeza de estarmos com os pés assentes em terreno fiável e com base na tua perspectiva, porque daqui a vinte anos quero ter a certeza de ainda nos encontrarmos no caminho certo.
ELIAS: Muito bem.
ALAN: ...por isso...
ELIAS: Mas aquilo que até agora tens vindo a referir é correcto.
ALAN. Muito bem. Óptimo. É tudo quanto necessito de momento. Para empregar uma expressão corrente... Tenho sempre a possibilidade de ligar-te!
ELIAS: Ah, ah, ah, ah. Mas realmente podes faze-lo! Ah, ah, ah, ah.
ALAN: Certo. Muito bem. Passando a outras perguntas. É só dar uma vista de olhos aqui nas anotações que fiz, se mo permitires, apenas por um instante.
ELIAS: Muito bem.
ALAN: Umm, penso que o que gostaria de fazer é passar a umas questões pessoais, se me for permitido.
ELIAS: Estás à vontade.
ALAN: Quando o mau pai faleceu, há cerca duns dez anos, dei por mim no calor do momento, na fase em que ele estava a fazer a transição para o estado pós mortem ou a entrar em transição, com a cabeça pousada na testa dele – sem que consiga fazer ideia da razão que me terá levado a fazer isso – foi simplesmente uma coisa que dei por mim a fazer, à medida que ele penetrava na fase da passagem. Deparei-me com a imagem dum cockpit dum bombardeiro de guerra da Segunda Guerra Mundial junto com ele, no lugar do co-piloto... Ele era um piloto da Segunda Grande Guerra. E aí alcançamos um certo ponto em que dei por mim fora do aparelho como se estivesse a pairar em pleno ar até acabar por regressar ao presente instantaneamente para me ver ter a cabeça pousada na testa sem vida dele. A pergunta que te quero colocar é a seguinte: Terá isso representado uma experiência autêntica para ele?...
ELIAS: Foi, assim como para ti.
ALAN: ...tal como foi para mim? Então, foi mesmo real para ele?
ELIAS: Foi.
ALAN: Nesse caso estávamos a utilizar, chamá-lo-ei de metáfora com o propósito de propiciar a transição para ele? Terei usado os termos apropriados?
ELIAS: Usaste!
ALAN: Muito bem. Então estamos no bom caminho, em relação a isso?
ELIAS: Sim!
ALAN: Bom, isso é um alívio por eu não saber se me encontrava no domínio da fantasia ou do que se tratava.
ELIAS: Ah, ah, ah. Não!
ALAN: Nesse caso isso representa boas notícias. Imagino que ele se encontre bem. Talvez possas investigar assim que dispuseres duma oportunidade?
ELIAS: Está.
ALAN: E agora, voltando aos meus dias da hipnose, faz muitos anos atrás, eu... o que eu costumava fazer era ir – é claro que aqui estou a referir crenças, bem o sei – cheguei aos chamados níveis (inaudível), aos níveis mais profundos acessíveis ao homem, sob o estado hipnótico, mas depois isso acabou por ficar para trás mas resultou numa compreensão cristalina – aquilo a que chamo olhar através duma lente de aumento...
ELIAS: (Sorri)
ALAN: ...e aprendi imenso tanto em relação ao comportamento humano como ao que chamo de consciência no geral... Será isso válido?
ELIAS: É!
ALAN: Muito bem. Ser-me-ia aconselhável voltar de novo à utilização disso?
ELIAS: Isso depende da tua escolha, por traduzir uma questão ligada à motivação subjacente que tenhas...
ALAN: É somente a de aprender.
ELIAS: ...mas, como traduzirias isso em meio ao que fazes?
ALAN: Sim, estamos ambos a colectar material... presumo que esteja a entrar... classificaria isso como os níveis do Eu, imbuído do propósito de trazer de volta aquilo que já é do domínio do meu conhecimento, e de o recordar, de forma a poder utilizá-lo nos níveis do ensino...
ELIAS: Muito bem.
ALAN: Isso fará sentido?
ELIAS: Faz! E será benéfico? É.
ALAN: Então óptimo, maravilha, vou começar a fazer isso. Talvez tropece em ti quando chegar a esse estágio.
ELIAS: Ah, ah, ah. Talvez isso aconteça!
ALAN: Ah, esse é um pensamento maravilhoso. Prosseguindo, no meu trabalho deparo-me com um alcoólico, chamado Carol, a qual fui incapaz de contactar, por ser extremamente difícil. Ainda bebe imenso e utiliza medicamentos do médico dela e esse tipo de coisa... Poderias investigar a situação e oferecer-me uma sugestão sobre o melhor modo de a contactar, ou de comunicar com ela para de algum modo lhe propiciar uma mudança?
ELIAS: Um momento. (Pausa de 14 segundos) Muito bem. Ora bem; primeiro...
ALAN: Localizaste-a?
ELIAS: Localizei. (Elias passa a falar de modo pausado) Antes de mais, deixa que te diga que aquilo que este indivíduo experimenta não é assim tão incomum em relação à preferência pela utilização de substâncias e ao emprego das crenças que abriga quanto à afectação proporcionada por essas substâncias. Ora bem, nesse âmbito, e em muitos casos, a sugestão de que determinadas substâncias sejam prejudiciais e as sugestões que lhes são estendidas quanto a um considerável volume de informação que é passível de ser encarado como factos, por assim dizer, em relação a determinadas substâncias que são designadas como prejudiciais e destrutivas; para muitos tal informação torna-se eficaz por lhes despoletar certos aspectos do medo no íntimo, medo esse que é capaz de suprimir a sua vontade e mesmo a sua necessidade, por assim dizer; da utilização dessa substância em particular. Já noutros casos – e tal como referi, isso não deixa de ser comum – esse tipo de abordagem revela-se sobremodo ineficaz, e a razão porque se torna ineficaz está em que o potencial do que quer que a substância possa gerar para o utilizador não tenha importância. Ele não se deixa afectar por esse medo, o que não quer dizer que não comporte temores, porque comporta...
ALAN: Oh, deus meu, e de que maneira.
ELIAS: E esses temores tornam-se avultados e um tanto avassaladores, mas os medos que albergam são de tal modo extremados que a continuação da utilização ou do emprego da substância gera um rumo que quase se torna num estado de existência em que o indivíduo não fica verdadeiramente imobilizado nem bloqueado, segundo a expressão que empregais. Aquilo para que passam, ao invés, consiste numa camuflagem em que acreditam encontrar-se para lá dos efeitos destrutivos das substâncias em particular.
Bom, entende que quando um indivíduo passa a assumir esse tipo de camuflagem, aquilo que está a fazer em termos concretos é a passar-se cada vez mais para uma actualização das crenças inerentes a essa substância em particular pelo que ela passa a gerar uma acção destrutiva nele e de certo modo ele gera comportamentos e acções que tendem a tornar-se destrutivas para o meio circundante, só que na maior parte das vezes eles tornam-se destrutivos para eles próprios. Eles geram uma energia que lhes reforça todas essas crenças e todos esses medos relativos às manifestações destrutivas e passam a actualizar isso por intermédio da energia que passam a expressar e a projectar, mas também camuflam isso para si próprios de tal forma que se convencem de serem imunes a toda a afectação física para além do que encaram como o efeito desejado.
Efeito desejado esse que, tampouco é claramente definido devido ao facto deles terem deixado de gerar aquilo que querem que corresponda ao seu desejo. Eles dão lugar a isso por breves instantes e em seguida, como continuam a empregar a substância, o desejo esperado deixa de ter expressão. Mas aquilo que ganha expressão é a falsa persona que exibem, por meio da qual dão a entender serem capazes de utilizar o que quer que escolham que isso não tem importância e não os afectar; eles encontram-se ao abrigo da afectação do que estão a utilizar. Por isso, de certo modo, quase se percebem como invencíveis, juntamente com a contínua percepção e em simultâneo o facto de poderem mesmo desaparecer ou separar-se do físico, que é coisa que também não tem importância.
ALAN: Estou a compreender.
ELIAS: Bom; nesse sentido, quando uma pessoa passa por essa experiência e gera esse tipo de percepção, qualquer tipo de abordagem que possa perceber de algum modo que se ache imbuída da intenção de deter o que esteja a fazer serve unicamente para reforçar-lhes a vontade de continuarem a faze-lo.
ALAN: Pois. Bom, eis a pergunta que tenho para te colocar: Como havemos de fazer, como havemos de influenciar, como havemos de estabelecer a diferença? Tem que haver uma forma.
ELIAS: O modo através do qual abordas esse tipo de situação reside em deflectires a importância (do acto). Agir desse modo e prestar atenção àquilo que tem importância para ti. Continuas a empregar aquilo que para ti assume importância e...
ALAN: Bom, com este exemplo que estás a traçar tu referes-te especificamente à Carol...
ELIAS: ...a qualquer indivíduo.
ALAN: ...Muito bem. Quando empregas o termo “tu”, referes-te a mim e à minha cliente, não é?
ELIAS: Sim, mas essa é uma situação generalizada. Nesse sentido, a importância não corresponde necessariamente ao que seja confortável...
ALAN: Isso, eu compreendo.
ELIAS: ...a importância pode representar aquilo de que não gostas, assim como resistência, ou recorrer a uma acção que os outros não queiram que empregueis...
ALAN: Uma reacção no sentido da inversão?
ELIAS: ...deixa que te diga que um aspecto bastante significativo inerente ao facto, que por sinal se acha bastante presente nos indivíduos que utilizam esse tipo de acção e de conduta, se acha extremamente entrelaçado com a independência. Eles apuram as escolhas – tal como tu fazes, só que de um modo diferente – como sendo o sentido de independência, e o sentido de independência que associam à sua identidade é de tal modo significativo que não conseguem separar esse apego, esse apêndice da sua identidade; por isso, a percepção que têm é que se trata da sua identidade, pelo que assume uma enorme importância assim como as escolhas que elegem e a capacidade de implementarem essas escolhas são tudo o que suporta essa independência. Por isso, qualquer acção ou expressão que lhes ameace essa independência seja de que modo for, passará imediatamente a ser rejeitada...
ALAN: Entendido!
ELIAS: ...e vai-lhes reforçar uma progressão por essa independência e pelo que quer que a suporte.
ALAN: Entendido!
ELIAS: Relativamente a uma substância, é opção que lhes diz respeito somente tilizá-la, e vós não o podeis mudar, coisa que é do seu inteiro conhecimento.
ALAN: Mas enquanto continuam a lutar pela sua independência as opções que se lhes apresentam esvaem-se. Eles ficam mesmo sem qualquer opção, não é?
ELIAS: É, mas podem sempre usar essa opção,  a de dar prosseguimento a essa conduta e a de continuarem a empregar a substância com um conhecimento de que não o podeis alterar...
ALAN: Deixa lá ver se já consigo acompanhar-te. Este foi um aconselhamento estupendo.
ELIAS: Muito bem.
ALAN: Portanto, começaste por utilizar cuidadosamente e por duas vezes o termo “sugestão”.
ELIAS: Sim.
ALAN: Muito bem. Como é do teu conhecimento sou especialista na área da sugestão, no meu nível. Por isso, se voltasse atrás e recomeçasse a utilizar a sugestão de qualquer modo que contrariasse a independência, ou mesmo uma forma de interdependência através da qual conseguisse compreender que pode interagir com os outros ao mesmo tempo que lhe preservasse o seu sentido de independência. Terei metido as mãos pelos pés, aqui? Tenho a mente a operar tão rápido que já só estou a tentar alcançar-te.
ELIAS: Ah ah ah ah ah ah.
ALAN: Portanto a interdependência... o que a está a prejudicar é o sentido de independência, não é?
ELIAS: É. Mas também é aquilo que ela procura desesperadamente proteger.
ALAN: Pois, pois, é claro que o ego dela opera desse modo. Portanto, se contrariar isso por intermédio de sugestões relacionadas com a forma dela poder interagir com os outros, mesmo que começando comigo, e estendesse isso a partir daí... se ela... se conseguirmos acalmar as suas defesas e o seu sentido de independência ela passaria a uma posição em que poderia gozar de opções, não será mesmo?
ELIAS: Isso é correcto no modo como abordares a situação. Que expressarias tu a esse indivíduo?
ALAN: Isso mereceria uma reflexão da minha parte neste momento, mas é óbvio que a vou ter de volta ao meu gabinete em breve, e... e a minha estratégia não tem operado... é claro que isto é novo...
ELIAS: Estou ciente disso. O primeiro passo assenta no facto de não te endereçares no sentido de que o consumo do álcool seja errado...
ALAN: Pois, permanecer longe disso.
ELIAS: ...ou que isso seja mau...
ALAN: Pois, manter isso à distância. Certo.
ELIAS: ...porque isso representa um embate imediato de encontro a um escudo de protecção.
ALAN: Sim, entendido. Entendido. A abordagem directa está fora de hipótese. Portanto, estávamos a debater a qualidade do viver, tal como a interdependência e a independência e coisas do género...
ELIAS: E é uma questão de começares a avançar na direcção da interacção e de o fazeres dum modo que comece a salientar que a independência na realidade não é sinónimo de liberdade...
ALAN: Sim, eu acabei de ler essas notas do que referiste ontem; por acaso elas surgiram-me aqui no computador.
ELIAS: A independência constitui uma sujeição formidável. Mas esta não é uma afirmação que um indivíduo nesse tipo de situação possa aceitar automaticamente, e definitivamente não de imediato. Nesse sentido, o indivíduo gera uma tal protecção dessa independência que no início nem lhe consegues tocar. Por isso, é uma questão de circundares a questão ao invés de ires de encontro a ela de modo frontal...
ALAN: Entendido!
ELIAS: ...com isto torna-se mais numa questão de demonstrares sem necessariamente o fazerdes pelo uso de termos como o da independência, mas demonstrares exemplos do que seja entendido como independência e admitires isso, antes de mais. O aspecto inicial consiste em te passares para uma posição de confiança - que nada nos termos dessa confiança é expressado pelo outro indivíduo, actualmente. Por isso, para estabeleceres confiança, é necessário que não apresentes nenhuma ameaça. E o modo através do qual poderás deixar de demonstrar ameaça é o do admitires e reconheceres.
ALAN: Pois, é claro.
ELIAS: Por isso, o primeiro passo consiste em reconheceres tudo o que esteja a ser percebido nessa independência, e no facto de reconheceres que a própria independência é estimada na conta duma jóia rara, e de não a desvalorizares.
ALAN: Entendido. Óptimo.
ELIAS: Assim que conseguires estabelecer um vislumbre de verdade, por meio do qual não apresentes a menor ameaça, e em que expresses reconhecimento, o outro indivíduo começa a receber a energia desse reconhecimento e começa a reconhecer não ser necessário defender-se. Inicialmente isso é o mais importante, além de ser aquilo que durante algum tempo deves evitar. Não evoques a menor razão de defesa.
ALAN: Entendido! Obrigado.
ELIAS: Não tens de quê.
ALAN: Devias ter sido terapeuta!
ELIAS: Ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah! (Alan ri junto com o Elias)
ALAN: Está bem. Agora umas... duas outras questões que quero descobrir em geral, com consciência de que estamos a ficar sem tempo. Há duas coisas que gostava de debater, se for possível. Uma é o que chamarei “transferência de pensamento” e a outra é o que chamarei de “recordação”. Na realidade trata-se dum termo que tu empregas; lembrar.
ELIAS: Existe uma diferença entre recordação e lembrança.
ALAN: Está bem, designá-lo-ei como recordação por ser desse modo que recordo o teu... (ri)
ELIAS: Sim. Esse é um termo que emprego.
ALAN: Penso que actualmente designas isso como recordação, por cujo intermédio podemos realmente obter informação interior.
ELIAS: Sim. Sim, isso representará o genuíno estado de existência do vosso eu autêntico. Isso equivale à experiência da recordação. Mas eu perguntar-te-ia de que modo definirás isso de “transferência de pensamento”.
ALAN: Hmm, bom, transferência de pensamento... Eu vou-te dar um exemplo: há cerca de uma semana eu pedi à Mary para marcar esta entrevista e desde essa altura, desde que a entrevista foi marcada, eu tenho tido enormes revelações relativamente ao meu próprio trabalho, mesmo sem conversar contigo directamente...
ELIAS: Ah, ah, ah. O que não é invulgar.
ALAN: ...sim, mas tu tens vindo a transferir-me energia em cooperação comigo...
ELIAS: Sim, tu estás certo.
ALAN: ...está bem. Bom, essa energia de facto representa uma comunicação, não será?
ELIAS: Sim, tens razão.
ALAN: Muito bem, então tens vindo a comunicar comigo – a esta altura preciso utilizar os meus próprios termos – abaixo do meu nível do pensamento?
ELIAS: Tenho!
ALAN: Está bem. Bom, poderei aprender a fazer isso?
ELIAS: Podes!
ALAN: Está bem. Diz-me como. (Ri)
ELIAS: Trata-se duma transferência de energia; isso será o mais exacto, por meio do que... deixa que te diga, meu amigo, que a energia consegue comportar a informação toda que é passível de ser traduzida em pensamento ou sentimentos, sem sensações nem pensamento alguns efectivos. E nesse sentido, tu, do mesmo modo que qualquer outro indivíduo, já passaste por experiências na tua vida, por assim dizer...
ALAN: Sim.
ELIAS: ...em que obtiveste consciência de comunicações por intermédio da energia e sem a manifestação de qualquer comunicação verbal efectiva...
ALAN: Bestial. Exactamente. É aí que quero chegar.
ELIAS: ...e isso é uma questão de te tornares genuinamente atento em relação à actualidade inerente à realidade da energia. Isso é bastante real. E além disso também é mais exacta que qualquer outro tipo de comunicação (a da energia). Por isso, é uma questão de começares por ti próprio, apesar de poderes praticar com outros sem que objectivamente tampouco tenham consciência do que estejas a fazer. Podes praticar com os outros se lhes prestares uma atenção autêntica. Não necessariamente ao que estejam a dizer mas prestando atenção à energia, permitindo-te sentir a energia que expressam. Aquilo que expressam em termos verbais representará parcialmente o que poderão estar a expressar em termos de energia, mas criarás a capacidade de sentir essas variações por meio das quais a energia poderá diferir do que o indivíduo estiver de facto a expressar.
Também te estenderia a sugestão de que a prática de ver efectivamente a energia pode constituir um auxílio no rumo que tomas assim como no trabalho que exerces, o que na realidade é bastante fácil. Não é difícil visualizar a energia e é meramente uma questão de vos familiarizardes com ela. Também te diria que, se o preferires, o Michael é bastante hábil na visualização da energia pelo que se preferires podes contactá-lo relativamente a esse tema. Mas também te pode servir como um grande auxílio, sentir a energia dos outros, e permitir-te encetar esse tipo de comunicação, além do facto de que isso te pode permitir tornar mais eficiente e eficaz na tua própria energia e – segundo a concepção que tendes – interpretá-la e compreendê-la de modo mais efectivo e eficaz; por isso, pode tornar-se bastante benéfico em ambos os sentidos.
ALAN: Maravilhoso. Obrigado. Uma última coisa, não sei se será plausível pensar na questão da neurontologia e do meu trabalho a estender-se ao futuro junto com a tecnologia do pensamento aplicado. Serás capaz de investigar um pouco e aconselhar-me mais ou menos se estarei no bom caminho, e se isso resultará no meu caso?
ELIAS: Sim. E tem uma enorme capacidade de se expandir pelo que te diria que tens um enorme potencial para seres bem sucedido.
ALAN: Maravilha, obrigado. Isso é bastante encorajador. (Elias ri)
Então, estou no caminho certo?
ELIAS: Sim, eu diria que sim.
ALAN: Oh, isso é formidável. Formidável. Bom, como ainda dispomos de alguns minutos será que te posso colocar uma pergunta... Não pretendo ser grosseiro nem nada disso, mas a pergunta – que é que te motiva?
ELIAS: Que é que me motiva? Mas porque razão avalias que isso possa ser de algum modo grosseiro?
ALAN: (Ri) Visto deste lado da cerca... (ambos riem abertamente). Há anos que eu venho a sonhar em falar contigo, sabes.
ELIAS: Ah, ah, ah, ah, ah!
ALAN: Por isso...
ELIAS: Meu amigo, a motivação que me move é a desta mudança que a consciência está a sofrer. Isso constitui uma motivação formidável para mim. Assim como a participação que tenho nesta mudança, apesar de não estar a participar de um modo físico, porque eu estou a tomar parte na acção da mudança e na sua inserção na vossa realidade. A vossa realidade é bastante fascinante e diversificada e incorpora uma complexidade formidável que é fascinante. Nesse sentido, vós como um todo incorporais um enorme potencial para gerardes espantosos movimentos de expansão na qualidade física da vossa realidade, e enquanto espécie, enquanto seres existentes na vossa realidade vós incorporais uma tremenda motivação para vos expandirdes. Aquilo que me motiva é o interesse que sinto por esta mudança na consciência inerente á vossa realidade, e nesse sentido, a motivação que me impele a interagir com todos vós consiste em diminuir a capacidade de trauma associada a essa mudança por todos os meios ao meu alcance.
ALAN: Formidável. Sabes aquilo que me sinto impelido a perguntar-te? É as minhas características pessoais básicas, o meu nome da essência e tudo isso.
ELIAS: Mas, que impressão quanto às famílias da essência e...?
ALAN: Ah, ah! Já esperava que me perguntasses isso!
ELIAS: Ah, ah, ah.
ALAN: Dá-me um instante. Oh, estava no meu computador. Espera um instante que eu estou a extrair tudo (Inaudível). Ah, onde pára isso? Tem lá paciência, se fazes favor... Está bem, o nome da essência eu desconheço.
ELIAS: Muito bem.
ALAN: Perdão... Talvez Sumari, creio que seja o que me caracteriza: quanto à minha cor, creio ser verde dourado; a nota musical chave – assim de memória, Fá; e tenho uma orientação comum. Que tal?
ELIAS: Eu digo-te que acertaste em tudo, e também que o alinhamento que estabeleces neste foco é Sumafi. Quanto ao nome da essência, Deshyl.
ALAN: Caramba! És capaz de o soletrar?
ELIAS:  D-E-S-C-H-Y-L
ALAN: Muito bem. Então finalmente conheço o meu próprio nome.
ELIAS: Ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah. Parabéns!
ALAN: Bom, se eu meditar nesse nome, isso ajudará?
ELIAS: Ajuda! Pode ajudar, sim.
ALAN: Muito bem. Fantástico. Então disponho de todo um novo horizonte com isto. (Elias ri) Foi espectacular, mas não sei quanto mais tempo nos restará. Vamos ter a campainha a alertar-nos a todo o instante. Não é?
ELIAS: Vamos sim, e dir-te-ei que isso deve ocorrer já dentro duns trinta dos vossos segundos. Ah, ah, ah.
ALAN: Religião - eu sinto-me constantemente obcecado em relação à religião e o conceito de deus por vezes leva-me às lágrimas. Bem sei tratar-se duma crença – um concelho rápido qualquer.
ELIAS: Não te combatas a ti próprio. Não tem importância aquilo que apresentas a ti próprio enquanto crença; isso não quer dizer que não seja real. Pode não traduzir uma verdade mas na vossa realidade é bastante real. Mas talvez possamos vir a ter uma conversa mais aprofundada em relação a esse tema no futuro.
ALAN: Penso que gostaria. Elias, a minha (inaudível) gratidão.
ELIAS: Não tens mesmo de quê, meu amigo. Fico a antecipar o nosso próximo encontro.
ALAN: Ah, ah! E eu envio-te alguma (inaudível)...
ELIAS: Mas eu também te estendo a minha energia.
ALAN: Muitíssimo obrigado.
ELIAS: Com um enorme afecto e uma enorme estima, meu querido amigo. Au revoir.
ALAN: Muitíssimo obrigado.

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