sexta-feira, 28 de setembro de 2012

“O DERRAMAMENTO DE PETRÓLEO DO GOLFO DO MÉXICO”





Sessão 3001
Terça-feira, 5 de Julho de 2010 (Privada)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael) e Lynda (Ruther)

(Tempo de chegada do Elias é desconhecido.)

ELIAS: Boa tarde!

LYNDA: Boa tarde! Gostaríamos de te questionar acerca do derramamento de óleo que se verifica em Nova Orleães. Eu sei que talvez uma ou mais pessoas te terão questionado sobre isso, só que as sessões delas não vieram a público. Umas quantas pessoas gostavam de saber o que pensarás disso – que é que estaremos a fazer, o que é que se estará a passar lá, e o que poderemos fazer para contribuirmos com energia.

ELIAS: Que é que quereis saber especificamente em relação ao que estais a fazer?

LYNDA: Que teremos feito para criar isso. Que terá causado isso?

ELIAS: O que deu origem a isso foi uma divisão da energia, situação essa em que duas energias se opuseram uma à outra. Nessa medida, uma maior concentração de energia, e por isso uma maior concentração de poder, a qual expressa uma exibição desse poder – o qual, num certo sentido, na percepção que tendes, poderia ser encarado de uma forma positiva, por o planeta estar a responder à maior exibição de energia. O que se pretende dar a entender com isto é que o planeta está a gerar uma força de energia que está a reflectir a percentagem mais ampla da energia das pessoas.

Agora; o que se pretende dizer com isto é que nesta altura, todos estais a mudar, mas há uma percentagem de indivíduos que estão a mudar que não têm consciência de estarem a mudar. O que não quer dizer que não estejam a tomar parte, porque estão, mas não têm consciência objectiva da participação que têm. Portanto, ao não terem consciência, algumas acções há que continuam a empregar com que lhes estão familiarizados, e que, de certa forma não se opõem necessariamente a essa mudança, mas são restritivas. Eles não estão objectivamente a participar com consciência, e como tal não estão objectivamente cientes daquilo que estão a fazer. O que não é invulgar, porque mesmo aqueles que incorporam informação também experimentam questões em certas alturas em que não têm consciência daquilo que estão a fazer. Mas nesta situação existe igualmente a outra facção, que é a percentagem de indivíduos que estão a participar na mudança e que têm consciência objectiva em várias capacidades.

Bom; aquilo que expressei foi que o planeta está a reflectir a maior percentagem. A maior percentagem são os indivíduos, as pessoas que estão objectivamente cientes de alguma forma, e em determinado grau, da participação que têm nesta mudança, e o planeta está a reflectir isso. O planeta não está a revoltar-se. O planeta não comporta emoção nem pensamento. Por isso, não se trata dessa questão. É inteiramenteuma questão de energia.

Nessa medida, os indivíduos que estão a participar na Mudança mas não têm consciência disso, estão a continuar a expressar e a empregar as acções com que estão familiarizados e a que estão acostumados, e estão a proceder naquelas direcções, que, em certas situações e de certas formas, acabam por não vos ser benéficas no geral, tanto à vossa espécie como para qualquer outra espécie, e para além das espécies.

Ora bom; aquilo que aconteceu nesta situação foi que os indivíduos que não têm consciência objectiva obviamente não estão a prestar atenção, e ao não prestarem atenção àquilo que estão a fazer, abrem a porta para aqueles que estão a prestar atenção e que sabem o que estão a fazer. Nessa medida, o modo através do qual o planeta está a reflectir isso é através de uma exibição de não participação.

Vós, enquanto humanos, extraístes diferentes compostos e diferentes tipos de manifestação que rotulais de fontes de energia, ou que utilizais como fonte de energia, por um certo tempo – na realidade por um período de tempo não muito prolongado, por terdes vindo a produzir essa acção num período de tempo relativamente breve em relação à história – não que não tenhais gerado a acção de explorar diversos minérios ao longo da vossa história e durante um período de tempo considerável, mas não necessariamente neste tipo de capacidade nem com o propósito da utilização como fontes de energia massivas. Isso constitui um desenvolvimento relativamente recente na vossa história.

Agora; conforme referi anteriormente em relação a este tema em particular, há diferentes tipos de matéria que geram diferentes tipos de energia. Há determinados tipos de matéria na vossa realidade que são utilizados e que constituem o que designaríeis por energias renováveis, ou tipos de matéria que são transformados em energias reutilizáveis, e há tipos de matéria que eu designei por matéria morta.

Ora bem; a matéria morta é importante, e tem utilidade e funções, só que não necessariamente em relação á promoção de manifestações de vida.

Estou ciente de existirem indivíduos que não estabelecem uma separação em relação ao que é dotado de “vida” e que percebem o próprio planeta como uma entidade viva. Mas quando gerais uma distinção naquilo que classificais como vivo e no que classificais como inerte, tal como plantas e animais ao contrário das rochas, em benefício de alguns, sim, eu admito, que no quadro geral possais expressar que toda a manifestação tenha vida, por toda a manifestação incorporar consciência. Mas vós estabeleceis a distinção na vossa realidade entre as manifestações vivas e as não-vivas. E em relação a isso, existem certas formas de elementos na vossa realidade que não são concebidos para serem usados de forma a promover as manifestações de vida. Esses são os elementos mortos.

O aspecto de certas energias que extraís do vosso planeta encontram-se no local em que se encontram por uma razão. Elas constituem combustível, só que não o vosso combustível. Elas representam uma forma de combustível relativo ao vosso próprio planeta. São compósitos que geram a composição e a estratificação e a manifestação do projecto do vosso próprio planeta. Que, o vosso planeta contém muitas, muitas camadas, e no seu desígnio elas funcionam bem. Elas funcionam de uma forma que é bastante similar á do vosso corpo físico. Vós incorporais órgãos, sangue, nervos e diferentes sistemas na consciência do vosso corpo que funcionam de forma a manter o movimento, a representação e a manutenção da consciência do vosso corpo. O vosso planeta incorpora os seus próprios sistemas. Eles são diferentes, mas o princípio é similar. Esses compósitos que se encontram no vosso planeta prestam-se ao funcionamento e às operações, por assim dizer, do vosso planeta.

A energia morta constitui a combinação de diferentes elementos, o que cria o que reconheceis como um tipo de lodo, quando flui. Essa lama, por assim dizer, constitui um tipo de lubrificante para os componentes das operações internas do vosso próprio planeta.

Empregais um cliché de que sois muito aficcionados nesta altura, que é o do “círculo da vida”. Existem diversos círculos de vida, mas encontram-se todos interligados. Quando morreis, o aspecto das manifestações relativas ao vosso planeta, certos aspectos dessas manifestações vivas, vão contribuir para as operações e para as manifestações do planeta. O planeta suporta-vos, vós suportai-lo a ele, e isso acha-se tudo interligado.

Agora; nisso, alguns aspectos, em condições diferentes – coisa que ocorre de modo bastante preciso – são reconfigurados na energia para se tornar diferentes tipos de manifestações relativas ao vosso planeta, e esse lodo é uma delas. Existem muitas outras, muitas que também extraís, que se encontram no local em que se encontram por um motivo, por uma razão, e a razão não é necessariamente serem extraídas.

Bom; permiti que vos proponha um ligeiro aparte. Tendes vindo a extrair esse lubrificante há um breve período de tempo – mas há um período de tempo considerável, segundo a percepção que tendes – período esse em que, um dos efeitos que tem vindo a ocorrer, e que está a aumentar em relação ao esgotamento que estais a provocar desse lubrificante nos estratos a que ele pertence, é o de estardes a experimentar um maior número de tremores.

LYNDA: Terramotos.

ELIAS: Por esse lodo que reconfigurais numa fonte de energia, não ter sido concebido para ser uma fonte de energia desse tipo. Ela poderá funcionar dessa maneira, e podereis produzi-la desse modo? Podeis, sim. Será concebida para isso? Não. Vós podeis reconfigurar qualquer manifestação que escolhais para a fazer funcionar de uma outra forma. Terá ela sido concebida para produzir isso? Não necessariamente.

Quando extraís e afastais aspectos naturais que são concebidos para funcionar de um modo particular com a configuração da vossa Terra, as suas funções passam a ser diferentes, tal como a consciência do vosso corpo passaria a funcionar se lhe extraísses certos químicos e os substituísses por outros ou não os substituísses de todo. Se não empregardes a concentração apropriada ou a configuração do conteúdo de cálcio da consciência do vosso corpo, o que ocorrerá?

LYNDA: Ossos frágeis e todo o tipo de degeneração.

ELIAS: Ele deixa de funcionar optimamente. Passa a funcionar de modo diferente. Continuará a funcionar, só que de modo diferente, e talvez não com a mesma suavidade. Se extrairdes, nos termos mais simples, a gordura da maquinaria do vosso planeta, ele deixará de funcionar do mesmo modo, também.

O vosso planeta é muito semelhante às máquinas que vós criais, e as máquinas que criais que empregam partes de trabalho produzidas com base em tipos de materiais duros, requerem lubrificantes para funcionarem bem e adequadamente. O vosso planeta é composto de componentes muito duros, e há diferentes manifestações no vosso planeta que são concebidas para acomodar esses factores.

Agora; em relação ao que está a ocorrer neste local particular com o vosso óleo, ele está a ser vomitado pelo vosso planeta de um modo inútil – o que constitui um reflexo daqueles que têm consciência de uma forma objectiva de estarem a mudar e das opiniões e percepções que têm de se tratar de uma substância que não deveria estar a ser utilizada. Portanto, constituindo a maior percentagem e desse modo o maior poder em energia, o planeta está a reflectir essa expressão, essa energia. Por isso, ele está, nos vossos termos, a expelir de um modo que não tem utilidade. Mas também está a expressar, através desse vomitar, precisamente aquilo que eu referi. Essa é uma matéria morta. Não é um composto que promova a manifestação de vida. Por isso, que é que está a fazer? Está a produzir aquilo que a sua forma natural faz. Ao não ser reconfigurada, está a produzir o que percebeis agora como destruição e morte, e continua a fazer isso. Nessa medida, parece imparável, o que também representa uma exibição do quão poderoso isso pode ser, e nos vossos termos, do quão destrutivas certas acções poderão ser se não prestardes atenção.

Eu dir-vos-ia que é provável que o maior potencial presentemente seja o de descobrirdes uma maneira de parar esse vomitar. Se isto virá a ser suficiente para gerardes uma interrogação que promova um questionamento a ponto de começardes a implementar a mudança, isso ainda está por ver. Está a gerar uma atenção considerável, e quanto mais o planeta continuar a vomitar, mais afectará, e quanto mais afectar, mais incontrolável parecerá, e mais enfatizará a questão.

Isto não é uma questão de bem ou de mal. Também não é uma questão de certo ou de errado. É uma questão de mudança e daquilo que quereis. Que representará o vosso maior benefício colectivo e o que não representará? Não é uma questão de oposição ou de alguns indivíduos estarem errados.

LYNDA: Há muita culpa a ser atribuída de parte a parte, muita culpa mesmo.

ELIAS: A questão não é essa. A questão é que o vosso planeta dispõe da capacidade de alterar isso por si só sem a vossa ajuda, a qual não é útil. O vosso planeta pode reajustar-se e pode reconfigurar-se. O desafio é o de que as espécies inteligentes que ocupam o vosso planeta insistem em ajudar o planeta e não em deixar de o ajudar. Por insistirem em estar no controle e assim tentarem manipular situações as quais o próprio planeta poderia efectivamente sanar por si mesmo.

Mas não é isso que está a acontecer, por os humanos se estarem a incluir a eles próprios, o que, por um aspecto, é um tanto compreensível, por os humanos terem criado a situação e como tal se verem como responsáveis. E de certo modo, sois. Mas isso também é relativo. É tudo uma extensão de vós. Sereis responsáveis por uma destruição massiva? Por um lado, poderia responder a isso e dizer que sois. Por outro lado, também poderia responder dizendo que não, não completamente.

Estais a produzir explorações, estais a experimentar, e estais a descobrir que certas explorações não resultam por completo em benefício da vossa parte. A dificuldade ou o desafio inerente a isso é que com certas descobertas passa a levar longos períodos a reconhecerdes que isso não resulta necessariamente em vosso benefício, por que da perspectiva a mais curto prazo ou reduzida, parece ser bastante em vosso benefício.

LYNDA: E parece mesmo ser inovador.

ELIAS: Olhai todas as espantosas invenções que criastes e as invenções massivas: os foguetões, os aviões, os comboios, invenções interessantes e surpreendentes e excitantes e as descobertas excitantes de formas de reconfiguração empregues na criação de combustíveis. Esse fascínio ainda não declinou em tédio e continua a representar um tipo de fascínio.

Nesse sentido, continuais a produzir essas acções que não são compatíveis com a manifestação. Elas não são compatíveis com a promoção da manifestação. Elas não são compatíveis com a promoção das manifestações de vida. Por isso, podem ser benéficas para os foguetes e para os aviões e para os veículos e para as locomotivas na produção de propulsão, mas não são benéficos nem compatíveis com os órgãos, com os sentidos, com a vida conforme a conheceis, e estais a apresentar a vós próprios uma dose considerável de exemplo. Por que essa mesma lama que estais agora a testemunhar como um exemplo na extinção de muitas formas de vida, noutras configurações está a contribuir para a mesma acção junto de todos vós: vós respirai-la, e consumi-la.

LYNDA: Consumimo-la? Que queres dizer?

ELIAS: Que a ingeris.

LYNDA: Respirámo-la, é o que queres dizer?

ELIAS: Para além do a respirardes.

LYNDA: Ah, nos plásticos com que as embrulhamos — nas embalagens?

ELIAS: Não somente nisso. Nos vossos próprios alimentos que são componentes dessa lama que ingeris. Absorvei-la através da vossa pele, coisa que não aconteceria se ficasse no local em que deveria permanecer.

LYNDA: Nas profundezas da Terra. Que poderemos fazer?

ELIAS: Já estais a fazer. A percentagem de indivíduos, essa colectividade de pessoas está a crescer, e a que se encontra objectivamente consciente da mudança é ligeiramente maior, de várias formas, do que aqueles que não estão.

Eu disse-vos desde o começo deste fórum que deveria resultar trauma – e Já está a resultar trauma. A questão reside precisamente no que vos tenho vindo a apresentar em termos de informação: não é uma questão de culpa, não é uma questão do que seja errado e do que seja certo, de quem esteja certo ou errado nem das acções que sejam correctas e das acções que sejam erradas. São tudo escolhas.

A descoberta consiste numa acção maravilhosa! É excitante; conduz à expansão. Quererá isso dizer que todas as descobertas sejam benéficas se foram continuadas? Não necessariamente. A descoberta quanto ao facto de conseguirdes reconfigurar um elemento particular numa energia utilizável é excitante, e constitui um tributo ao vosso engenho. Quererá isso dizer que seja necessariamente benéfico continuar na direcção de certas reconfigurações de elementos? Não necessariamente, mas isso também constitui uma descoberta: descobrir que certas escolhas não são necessariamente benéficas e que outras escolhas, podeis sim, empreender, mas será realmente benéfico de empreendê-las?

Podeis igualmente dar com um martelo num pé. A descoberta de terdes essa capacidade inicialmente parecerá excitante. Eu diria que geralmente, muito rapidamente descobrireis ser desconfortável e que pode não ser por completo benéfico continuar a dar com o martelo no pé.

Estais a descobrir capacidades. Descobristes capacidades, algumas das quais não vos são necessária nem essencialmente benéficas, mas também estais a descobrir isso. Parece que a descoberta do que não vos é benéfico seja lenta e tarde em vir, mas com efeito, não é, verdadeiramente. Vós levastes muitos séculos para chegar ao ponto de procederdes à descoberta das invenções que realizastes tais como a da locomotiva. Não despendestes tanto tempo quanto isso desde a descoberta dela para começar a perceber que podem existir outros métodos que podeis empregar. Se sois capazes de descobrir a reconfiguração de um elemento que podeis tornar num combustível, podereis descobrir outros.

LYNDA: O que, conforme é do nosso conhecimento, tens gente com quem conversas que conhecem certos aparelhos de energia que poderiam ser implementados. Eu gostaria de acreditar que isso venha a ter lugar mais cedo do que tarde.

ELIAS: Já começou. Já estais a implementar diferentes tipos de configuração. Isso é uma vez mais um outro exemplo de que aquilo com que estais familiarizados não é tão facilmente descartado. Com aquilo com que estais familiarizados, tendes a tendência de...

LYNDA: Existe a crença de massas acerca do volume de dinheiro que essa indústria gerará.

ELIAS: Por ser habitual!

LYNDA: É isso que queres dizer com familiar?

ELIAS: É.

LYNDA: Então, não somos capazes de imaginar nenhuma outra forma de produzir tanto dinheiro.

ELIAS: Exacto. Mas mesmo em relação a esse assunto, é familiar. Que será que vos motivará a produzir uma acção diferente ou uma nova descoberta se aquela que tiverdes descoberto, na familiaridade em que assenta, mesmo no caso de não ser confortável, for previsível? Pode não ser confortável, mas é familiar e é previsível.

LYNDA: Precisaremos de dar com um martelo num pé para chamar a nossa própria atenção? Creio que precisamos.

ELIAS: Em certos casos.

LYNDA: Torna-se difícil ser brando connosco próprios quando ouvimos palavras destas, mas creio que neste caso sejam chave. Isso é o que estamos a fazer todos os dias.

ELIAS: E reconhecer que o que fazeis se propaga por ondulação. Eu dir-te-ia, caso fosses hipoteticamente empregar o assunto desta situação particular...
(A gravação pára) Continuemos.

Agora; esta situação é o que designaríeis como um exemplo a larga escala daquilo que fazeis. Se investigásseis – coisa que tenho noção das pessoas já fazerem – na realidade, a situação poderia ser vista na forma das escolhas e acções de um indivíduo. Um indivíduo produziu uma escolha, e ela teve lugar. A escolha e a energia desse indivíduo propaga-se e vai afectar um número considerável de outras energias; a escolha desse indivíduo propagou-se por todo o mundo. A escolha desse indivíduo no momento constituiu uma simples escolha, uma escolha a que o indivíduo não prestou atenção ou terá prestado muito pouca atenção.

Isso serve como um exemplo primordial daquilo que vos digo a cada um de vós em relação ao poder das vossas escolhas e da vossa energia. É tão poderoso e de tão longo alcance quanto esse indivíduo singular. Chegareis a pensar convosco próprios como um indivíduo num momento desses, ao gerar uma escolha dessas, terá expressado uma ideia qualquer em relação à escolha dele vir a expressar-se e a gerar tal consciência por todo o vosso mundo? Não. Esse indivíduo ver-se-á como tão importante ou terá imaginado que as suas escolhas individuais tenham sido tão importantes? Elas são. Todas as escolhas individuais são assim importantes. Quer produza uma acção numa torre de petróleo ou produza uma acção no seu lar. Não importa. A energia é energia, e não tem limites.

Portanto, que podereis fazer? Tende consciência. Prestai atenção ao que estais a fazer, com consciência de que se propaga do mesmo modo quanto a propagação gerada por esse indivíduo. Sejam conscientes; prestai atenção ao que estais a fazer; prestai atenção à forma como estais a propagar; prestai atenção à vossa energia. Qual será o vosso maior benefício? Essa é a questão fundamental: que resultará no vosso maior benefício? Prestai atenção a isso. Se tiverdes que proceder a um questionamento, questionai em toda e qualquer situação: “Que será que resultará no meu maior benefício?” Isso é chave em relação àquilo a que deveis prestar atenção.

LYNDA: Isso suscita um monte de perguntas que eu tenho sobre os rumos que tomo. Vou parar por aqui e deixar que assimilemos isto, a ver o que isso suscitará nas nossas próprias aplicações pessoais. Creio que vai suscitar um monte de interrogações. Quero-te agradecer por isto, Elias.

ELIAS: Não tens de quê.

LYNDA: Na realidade sinto-me encorajado, por a maré estar a mudar. Mas é uma forma assustadora de o fazermos. Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

LYNDA: Espero poder voltar a conversar contigo.

ELIAS: Muito bem. Fico a antecipar isso. Para ti, como sempre, minha cara amiga, com um enorme afecto e um enorme encorajamento, au revoir.

LYNDA: Au revoir.

Elias parte após 59 minutos.


terça-feira, 11 de setembro de 2012

EQUILÍBRIO ENTRE INTELECTO E INTUIÇÃO



Sessão 553
“Equilíbrio Entre Intelecto e Intuição”
“A Actualização da Inspiração”
Domingo, 23 de Janeiro de 2000 © (Privada/Telefone)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes:  Mary (Michael) e o Frank (Ulra).
Elias chega às 11:30 da manhã. (Tempo de chegada são 25 segundos)

ELIAS:  Bom dia!

FRANK:  Bom dia, Elias.  Com estás?

ELIAS:  Como sempre, e tu? (A rir)

FRANK:  Óptimo, hoje sinto-me óptimo!

ELIAS:  (A rir) Podes prosseguir!

FRANK:  Perdão?

ELIAS:  Podes prosseguir.

FRANK:  Muito bem. Bom, desde a última conversa que tivemos, tenho vindo a tentar notar as reacções automáticas que adopto, conforme sugeriste, e notei que tenho andado mais envolvido com a vida e no geral mais feliz, e gostava de saber se poderias comentar isso um pouco.

ELIAS:  (A rir) Também poderás notar que isso deve facilitar o alívio de elementos inerentes à criação de conflitos que fazes, porque, ao te permitires considerar isso, também poderás apresentar a ti próprio interrogações quanto às reacções automáticas que adoptas numa dada situação, e ao te permitires reconhecer os factores motivacionais que te influenciam as respostas automáticas, também proporcionas a ti próprio muito mais escolhas quanto à forma como hás-de responder – ou deixar de responder – a cada interacção em que tomas parte.

FRANK:  Eu diria que certamente a última parte parece ser a que tende a prevalecer mais, o facto de estar a proporcionar a mim próprio mais escolhas, embora deva também dizer que não tenho a certeza de ter sido bem-sucedido na detecção das respostas que adoptei. Por vezes passa uma hora, ou meio-dia, antes de eu dizer: “Ena pá, aconteceu aquilo assim, e olha como reagimos,” o que é melhor do que antes, quando nem sequer pensava nisso, creio eu.

ELIAS:  Ah! Bom, deixa que te diga para não te minimizares nisso, e em vez disso para estenderes reconhecimento a ti próprio por ESTARES a identificar, independentemente do facto de identificares a possibilidade de um atraso entre a resposta efectiva e o reconhecimento que fazes dela.

Por que eu vou dizer-te que essa é uma acção bastante inusitada no foco físico. Por isso, poderás ver que requeira uma prática considerável, mas se continuares a praticar, o espaço de tempo que possa decorrer entre a resposta automática e o reconhecimento dela pode tornar-se mais curto.

Mas também te vou dizer que, no contexto da força que as crenças exercem – o que influencia bastante as respostas automáticas que tendes e é o elemento que vos influencia a percepção na criação dessas respostas automáticas – mesmo na acção de notardes as respostas automáticas que criais em meio à criação dessas crenças, podereis experimentar dificuldade em permitir-vos perceber as escolhas que tendes a fim de apresentardes a vós próprios outras expressões que não simplesmente a resposta automática. Por essa ser uma acção bastante familiar para todos, no foco físico.


Acostumastes-vos bastante a subsidiar a expressão das crenças que tendes no vigor que apresentam sem sequer raciocinar em conjugação com elas. Consequentemente, no início e durante um certo tempo, ao pordes em prática essa acção, ela poderá requerer um certo esforço para vos permitir o reconhecimento de dispordes de mais escolhas do que aquelas que previamente vos tereis permitido perceber.

FRANK:  Muito bem, eu compreendo. Estou a entender isso.

Okay. Há uns dias atrás, despertei uma ideia no sentido de dar início ao meu próprio negócio e de pôr determinadas coisas em prática. Acordei muito cedo e fiquei estendido na cama cerca de uma hora a pensar nisso e senti-me bem em relação ao facto, confiante e positivo. Mas à medida que o dia foi passando e perdi essa sensação, comecei a pensar mais nos problemas e nas questões e obstáculos e esse tipo de coisa. Interrogo-me do que se terá passado nessa altura. Terá a ideia inicial representado algo que me tenha vindo no estado de sonhos a partir da minha essência, e à medida que o dia foi passando terei eu deixado que a parte de mim que está focada aqui tenha suscitado todas as dúvidas? Poderias comentar isso um pouco?

ELIAS:  Dir-te-ei que, de certa forma, tens razão na avaliação que fazes do que terá ocorrido.

E nesse sentido, também apresentaste a ti próprio um exemplo do modo como crias a tua realidade, e como permites que as crenças e a tua realidade convencional te influenciem o movimento que empreendes e de certo modo te ditem as escolhas.


Por que neste caso, o que apresentaste a ti próprio foi a oportunidade de ver como proporcionaste informação, e o que poderás designar por inspiração, que é, por assim dizer, uma comunicação proveniente da essência que te é dirija à tua consciência objectiva.

Mas como acolheste essa informação, também hesitaste na resposta que lhe deste, e com essa hesitação, ao criares um raciocínio em termos de avaliação dessa comunicação, começas a permitir que o teu pensamento racional te manipule a direcção a tomar, de certo modo.

Nessa medida, encaras o processo racional do pensamento como uma realidade mais exacta. Isso constitui uma expressão do intelecto e, conforme já declarei anteriormente, muitas vezes aquilo que criais no foco físico é um tipo de batalha ou competição entre a intuição e o intelecto.

Os dois componentes da vossa realidade nesta dimensão física, por assim dizer, não foram concebidos para entrar em competição ou oposição um com o outro, mas ao invés para se moverem em harmonia um com o outro e em equilíbrio, a fim de proporcionarem uma avaliação precisa da vossa realidade física.

Mas durante a duração da vossa participação nesta dimensão física - e do movimento que empreendeis cada vez mais por meio de uma expressão de separação da essência e vigorosa e progressivamente em alinhamento com as vossas crenças - separastes igualmente o intelecto e a intuição nas suas expressões, e optais por dar ouvidos a uma ou à outra numa determinada altura em vez de escutardes ambas em conjunto.

E nessa situação que apresentaste a ti próprio, permitiste-te ver esse processo... antes de mais, o quão ambos esses dois componentes da tua realidade se acham separados, por facultares a ti próprio a comunicação e a inspiração por intermédio da intuição, a qual traduzes para a consciência objectiva, e ao te permitires pensar e ponderar nessa comunicação e na questão que engloba, passas da interacção que estás a ter com a intuição para uma interacção com o intelecto; não conjunta mas isoladamente.

E ao deslocares a tua atenção para o intelecto, começas a elaborar ideias pelo que identificas como racionalização, e essa racionalização, sem empregares a intuição em simultâneo, passas a adoptar a expressão do vigor das crenças e das expressões de duplicidade que assumes, a qual permites que te desconsidere, pelo que passas a colocar obstáculos diante de ti e a dizer a ti próprio que a inspiração que tiveste é irrealista ou irracional, ou que deve ser muito difícil, ou que não deve passar de uma expressão de devaneio, ou de pensamento positivo, e que na realidade não tens a capacidade de actualizar esse tipo de inspiração. E desse modo, ao te desconsiderares também desvias a tua atenção e apresentas a ti próprio muitas, muitas, muitas razões e desculpas quanto ao porquê de não conseguires realizar a actualização da inspiração.

Ora bem; ao apresentares esse tipo de situação a ti próprio, através do facto de o teres notado, tu também te permites ver o quão automática é a forma como crias a tua realidade, e isso proporciona-te o reconhecimento objectivo de que esse tipo de acção não está gravado na rocha e que tu tens a capacidade de o alterar.

Agora; permite a ti próprio a percepção de facto que, mesmo levando-te a dar a volta à atenção, esses tipos de expressão têm um forte elemento de vigor, e são também bastante reforçados pelo vigor da energia das crenças das massas. Portanto, assim que transformares a tua atenção e te passares a validar podes experimentar dificuldade em actualizar essa expressão da tua inspiração, pela simples razão das crenças que estão a ser sustentadas SEREM tão vigorosamente expressadas que constituem expressões e respostas automáticas. Por isso, ao suplantares, por assim dizer, essa expressão de energia, poderás inicialmente experimentar alguns elementos de dificuldade.

Mas eu encorajo-te bastante quanto ao facto de teres a capacidade de actualizar essa inspiração, que com isso, caso escolhas responder ao desafio que apresentaste a ti próprio, também poderás proporcionar a ti próprio muita informação na expressão da forma como criar a tua realidade, do porquê crias a tua realidade, e uma validação das capacidades individuais que tens, e que elas são de longe muito menos limitadas do que percebes que sejam. (Pausa)

FRANK:  Está bem. Bom, para onde é que eu me estou a dirigir com isto? Presumamos que eu queira actualizar isso, a título de exemplo. De que modo hei-de abordar o problema?

ELIAS:  Antes de mais, podes transformar a tua atenção e permitir-te a percepção de isso não constituir um problema e de que não precisas atacar o problema como um inimigo, mas que te podes permitir uma expressão de aventura e de animação no movimento que empreenderes na exploração dessa aventura, e permitir-te, nessa exploração que empreendes, manter a tua atenção na direcção da actualização daquilo que for inspirador para ti.

FRANK:  Está bem. Bom, quando dizes para manter a atenção na direcção da actualização desta inspiração, que é exactamente que estás a querer dizer? Que eu devia andar a pensar nisso o tempo todo, ou meditar, ou...

ELIAS:  Não. Aquilo que te estou a dizer, ao te apresentar este tipo de declaração, é para te permitires ter percepção da tua inspiração. Isso não requer que andes continuamente a pensar ou a meditar nem requer uma concentração objectiva por uma expressão objectiva continuada, mas reconhecer tão só a fluência da tua energia, de certo modo, e não te permitires desconsiderar-te ou ir à deriva, por assim dizer, para a racionalização e as expressões que te sugiram não teres a capacidade de realizar isso.

FRANK:  Hmm.  Está bem.

ELIAS:  Por isso ser facilmente expressado, por te ser bastante familiar, e poderes suplantar a expressão da aventura e da animação e da inspiração muito facilmente por UMA expressão de desconsideração, como por exemplo dizendo para ti próprio: "Eu não consigo realizar isso. É demasiado difícil."

FRANK:  Está bem. Anteriormente, quando mencionaste a batalha entre a intuição e o intelecto, e como ela resulta um tanto da perspectiva da separação das partes da essência... poderias falar do modo como eu poderei conseguir uma maior integração entre o meu foco e a minha essência?

ELIAS:  Justamente. Isso é uma expressão de percepção. À medida que te permitires mais expandir cada vez a percepção que tens, sem te agarrares à estreiteza em que assenta, também deverás adoptar um maior equilíbrio nas expressões que assumes do intelecto e da intuição, e o elemento chave dessa acção é PERCEBER.

Posso não conseguir realçar-te este termo o suficientemente, por ser de uma formidável importância no vosso foco físico por, geralmente, GRANDE PARTE da vossa realidade ser criada sem uma observação objectiva da vossa parte.

E nessa medida, à medida que te permitires observar os pensamentos que tens - e notares esses pensamentos, permite-te igualmente incorporar a observação do que estás a expressar igualmente a ti próprio ao nível intuitivo, por esse não ser um elemento que te esteja ocultado - poderás permitir-te ver que esses dois elementos da tua realidade e de ti próprio estão continuamente em jogo, por assim dizer.

Nessa medida, não é que na realidade um se encontre silenciado e o outro esteja a expressar-se, numa altura qualquer da tua realidade. É mais o facto de numa dada altura manteres a tua atenção simplesmente na direcção de um ou do outro. Por isso, se te permitires notar uma expressão do intelecto ou da intuição, também poderás permitir-te reconhecer o que a outra também está a expressar-te em simultâneo, por serem concebidos para se moverem em harmonia um com o outro a fim de te proporcionarem um retracto global mais pleno, por assim dizer, em vez de apenas um segmento desse retracto numa dada altura.

Agora; permite-te igualmente perceber na tua observação que, numa altura qualquer em que estejas a empregar a tua atenção junto com o teu intelecto, é bastante fácil voltares a tua atenção para o intelecto em conjugação com a tua intuição, e que podes criar uma elaboração mental e uma racionalização dessa informação intuitiva facilmente, por te ser bastante familiar.

É também bastante familiar e fácil para ti passar além do equilíbrio com tal acção, e passares mais para a expressão do intelecto, e dar um passo mais além, por assim dizer, em que comeces a desconsiderar a intuição. Isso ocorre de forma bastante automática. Por isso, digo-te uma vez mais para observares, e para te permitires ter percepção disso.

Já pelo inverso, poderás permitir-te notar que, desviar a tua atenção isolada que depositas no intelecto e permitir-te incorporar o reconhecimento da intuição em simultâneo é coisa que pode não ter tão facilmente expressão.

Se começares pelos pensamentos que tens e te permitires abrir a consciência objectivamente e incorporar a percepção da tua intuição em conjugação com o teu pensar e o teu intelecto, poderás experimentar uma maior dificuldade com esse tipo de acção, por te ser menos familiar.

Essa é uma das razões por que tu e outros poderão experimentar dificuldade no que designais por dar ouvidos à vossa pequenina voz interior, por não estardes habituados à expressão de incorporar o intelecto e a intuição em harmonia e em simultâneo. Um parece assolar o outro continuamente e em qualquer altura.

Alturas há e situações em que cada um de vós permite que a intuição exceda o intelecto, só que admitis muito menos uma expressão dessas do que o contrário.

FRANK:  E a ideia passa por integrar as duas.

ELIAS:  Exacto, mas podes facilitar essa acção com a prática, se notares a interacção que tens com cada uma delas, e permitires a expressão da outra no momento em que notares uma.

FRANK:  Está bem.  Bom, vai ser uma coisa excelente para pôr em prática!

ELIAS:  Ah ah ah ah! E podes colocar um desafio a ti próprio com a prática da actualização DESSA acção! (A sorrir)

FRANK:  Bom, uma outra coisa que me disseste da última vez que conversamos é algo em que tenho andado a pensar um pouco, e é o facto de teres dito que a percepção, e não as crenças, é o que cria a realidade, e eu sempre pensei que fosse ao contrário, que as crenças criavam a percepção, o que equivale à criação da realidade. Assim, creio que gostaria que falasses um pouco sobre isso, e o modo como poderei alterar as percepções que tenho.

ELIAS:  Eu vou-te dizer que na realidade expressaste isso, embora nos teus termos, de forma muito aproximada do que também te estou a expressar agora.

As vossas crenças constituem o factor de influência, por assim dizer, que actua sobre a vossa percepção. A vossa percepção constitui o elemento ou o instrumento que empregais na vossa realidade que vos cria essa realidade, mas a vossa percepção é formada por intermédio da influência exercida pelas crenças que tendes. Elas (crenças e percepção) movem-se entrelaçadas umas nas outras.

Agora; não te digo que as vossas crenças sejam o único factor presente na criação da vossa percepção, ou que sejam o único factor que seja capaz de criar a percepção que tendes, e assim, as crenças que tendes, em si mesmas, não são o único elemento que vos cria a realidade.

Essa declaração de que as vossas crenças sejam o único elemento que cria a vossa realidade constitui uma distorção, por existirem outros elementos de energia que também vos influenciam a percepção que podem na realidade não ser uma expressão das vossas crenças, mas que também podem influenciar a criação da vossa realidade.

Por isso, definir-te-ei a coisa nos seguintes termos: as crenças que tendes influenciam a vossa percepção num grau formidável, por assim dizer, e na maior parte, constituem o factor que vos motiva e influencia a percepção. Mas a vossa percepção, não as crenças em si mesmas, é o que vos cria a realidade.

FRANK:  Bom, é muito interessante. Eu queria voltar a isso, mas antes de o fazer, quais serão os outros factores, os outros elementos que nos influenciam a realidade?

ELIAS:  Existem alguns elementos da realidade, da consciência, que são exteriores aos vossos sistemas de crenças, de certo modo.

Agora; posso-te dizer que na expressão desta realidade física, se dão interpretações de energia que permitem que certas expressões se foquem, por assim dizer, nesta área da consciência em conjugação com a vossa realidade física. Mas dir-te-ei que existem alguns elementos, tais como aqueles aspectos da consciência que podem ser classificados como verdades, por assim dizer, e que em si mesmas se situam fora do âmbito das vossas crenças. Elas também podem ser incorporadas nas vossas crenças, mas em si mesmas, não são elementos das vossas crenças.

Existem também concepções ou estruturas da vossa realidade física que em si mesmas não constituem crenças. A estrutura da vossa emoção nesta realidade física ou a estrutura da vossa sexualidade nesta dimensão física em si mesmas não constituem crenças. Vós criastes sistemas de crenças respeitantes a esses, ou em torno desses elementos básicos da vossa realidade, mas existem elementos inerentes e tais estruturas da vossa realidade que em si mesmos não constituem elementos dos vossos sistemas de crenças, e desse modo, são aspectos, por assim dizer, ou componentes que vos moldam a percepção.

Conforme afirmei, a vossa percepção constitui uma ferramenta, por assim dizer, que vos permite interagir com esta dimensão física por meio da criação da vossa realidade nela.

Nessa medida, ao separardes certos elementos da vossa realidade das crenças que tendes sobre eles, tal como a vossa expressão emotiva ou concepção que fazeis da sexualidade nesta dimensão particular, eles também passam a influenciar a percepção que tendes, mas não constituem crenças.

A orientação que tendes em qualquer foco particular nesta dimensão influencia-vos bastante a percepção na criação da vossa realidade, mas a orientação que tendes não constitui crença nenhuma.

FRANK:  Muito bem, eu compreendo. Bom, nesse caso, voltemos à questão das crenças. Já que as crenças constituem o aspecto chave que fazem parte de mim e que eu disponho mais ou menos da capacidade de escolher, digamos que eu pretenda manifestar alguma coisa diferente na minha realidade objectiva daquilo que estiver agora a manifestar e que consigo identificar uma crença que parece causar o reflexo disso no meu foco. Para além de reconhecer e de aceitar isso, conforme falamos da última vez, haverá alguma coisa que precise fazer ou algo pelo que consiga acelerar o processo da manifestação de algo diferente? (O Elias ri) Sinto-me impaciente, conforme poderás constatar!

ELIAS:  (A sorrir) Para além de reconheceres e aceitares – vou abordar isto, por serem duas acções completamente distintas!

Eu posso-te dizer que poderás reconhecer e identificar um aspecto de uma crença, assim como poderás mesmo permitir-te reconhecer e identificar uma crença em si mesma na sua totalidade. Mas actualmente também te direi com absoluta certeza que NÃO reconhecerás a acção da ACEITAÇÃO da crença, por isso ser completamente diferente!

E se tu tivesses actualizado a aceitação, não me terias colocado esta pergunta, por já estares a actualizar um elemento qualquer da tua preferência, por não estares a colocar obstáculos no teu próprio caminho que pudessem contribuir para a falta de aceitação de que padeces na actualização ou materialização que fazes dos teus quereres. (A sorrir) Por isso, dir-te-ei que o acto da aceitação É a acção que te permitirá a própria direcção de que andas à procura.

Porque, ao reconheceres cada aspecto das crenças que tens, também te poderás permitir reconhecer o quanto esse aspecto particular da crença está acoplado a um aspecto da duplicidade, e se permitires reconhecer ISSO, também poderás permitir-te reconhecer escolha, e que não estás restringido a essa avaliação, e podes apresentar a ti próprio uma perspectiva do quanto isso te influencia a realidade.

Pois te digo que cada aspecto de toda a crença que tendes nesta dimensão física se acha acoplado a um aspecto da duplicidade. O sistema de crenças da duplicidade é aquele sistema de crenças que se acha entrelaçado em todos os outros sistemas de crenças, com todos os aspectos das crenças, e constitui o factor de influência mais complicado dos sistemas de crenças, e que se traduz pela intensidade que é expressada no âmbito dos vossos sistemas de crenças.

O acto da aceitação de cada aspecto inerente a toda a crença representa a ausência de julgamento seja de que modo for por que se traduza, seja bom ou mau. Inclinais-vos a permitir-vos reconhecer simplesmente estar a proceder a um julgamento no caso de formulardes uma forma de juízo que identifiqueis como negativa, mas se estabelecerdes um juízo positivo, em que um elemento qualquer seja bom, não notareis o facto, e não o associais ao que designais por julgamento, só que é uma forma de juízo, e a aceitação constitui a ausência de qualquer dessas formas de juízo.

Por isso, se vos permitirdes voltar-vos no sentido da expressão de aceitação, sem criardes NENHUMA dessas expressões de juízo em termos de “bom” OU de “mau”, eliminais as limitações que vos restringem, por criardes limitações mesmo no caso da expressão de qualquer elemento da vossa realidade que seja bom, e estreiteceis a perspectiva que tendes da vossa realidade de modo a incorporardes apenas aqueles elementos que são identificados em termos do que seja bom.

Existem muitos mais elementos da vossa realidade e das escolhas que empreendeis e das expressões que assumis do que apenas aqueles que sejam passíveis de ser expressados simplesmente como bons ou maus, mas vós limitais muitas das vossas escolhas com a identificação e o juízo a que procedeis dos elementos inerentes à vossa realidade que SÃO bons e maus. Até mesmo a motivação que tendes se direcciona no sentido de quererdes expressar-vos em termos positivos.

FRANK:  Hmm. Muito bem. Obviamente que passar para uma área dessas de não julgar constitui um conceito muito estranho, não é?

ELIAS:  É, e essa é a razão por que continuo a expressar-vos a cada um, assim como a ti, que o reparo que fazeis é significativo, na permissão que concedeis a vós próprios para expandirdes a percepção que tendes, e para colocardes essa percepção em prática - no sentido de voltardes a vossa atenção para vós próprios.

Por o acto da aceitação vos ser bastante estranho nesta dimensão física, mas eu posso dizer-te que constitui um elemento base da acção desta mudança da consciência, e que todos vós, enquanto essências, que tomais parte na manifestação nesta dimensão física particular, escolhestes no âmbito de uma concordância actualizar esta mudança de consciência na vossa dimensão física.

Consequentemente deverá manifestar-se com base nessa escolha, e nessa medida, haveis de vir a aceitar, por corresponder àquilo que estais a escolher, e podes permitir-te sentir encorajado em relação a tal coisa.

Mas a intenção está em dar lugar à criação do acto de aceitação com a menor quantidade de conflito possível.

FRANK:  Está bem. Permite que me vire para outras coisas muito rapidamente. Eu magoei o meu dedo indicativo da mão direita, ou pelo menos ele começou a doer-me, e isso leva-me a interrogar-me acerca da razão por que o terei manifestado. Que estará subjacente a isso?

ELIAS:  Ora bem; dir-te-ei que te permitiste provocar uma afectação do teu dedo em ligação com um outro indivíduo que se acha presentemente focado no físico, e nessa medida, permitiste-te uma conexão no âmbito da energia e aceitaste a expressão de energia, e optaste igualmente por expressar uma manifestação de energia de forma semelhante.

Presentemente isso é bastante propositado, por te facultar a oportunidade de perceber que na ausência de separação, todos vós que tomais parte nesta dimensão física, independentemente do modo como vos virdes em termos de separação, estais todos interligados, e afectais ou influenciais-vos uns aos outros independentemente da ideia que tiverdes, por a energia se expressar, e se achar em contínuo movimento.

Dir-te-ei que numa altura anterior apresentei um exemplo da expressão de energia e da interligação e da ausência de separação, e do modo como as expressões de energia podem afectar os indivíduos de forma semelhante em locais físicos bastante distintos e sem o menor reconhecimento objectivo ou conhecimento uns dos outros. Poderás interrogar o Michael subsequentemente à nossa conversa de hoje, que ele poderá fazer-te uma referência a essa informação. Nessa medida, poderás referir-lhe palavras-chave da troca de energias como a flor e o cartão, que ele recordar-se-á.

FRANK:  Desculpa — qual foi a última?

ELIAS:  A flor, o cartão e o quadro; ele recordar-se-á daquilo que estou a referir, e será capaz de te dar essa informação. (1)

Mas em conjugação com isto agora e com o que foi criado, um outro foco de uma outra essência - da essência Margaret - criou uma acção no dedo por um movimento objectivo semelhante ao que estás presentemente a criar. Tal acção foi empregue de modo a perceber as respostas automáticas, para reparar nas escolhas, e para reparar em como o indivíduo está a criar a própria realidade. (Referência sessão #548)

De forma semelhante, tens vindo a focar a tua atenção em tipos de acção semelhantes, e no contexto dessa semelhança de atenção, permitiste-te experimentar fisicamente uma interligação na expressão com esse outro indivíduo, e por isso também criaste uma afectação física na tua energia do teu dedo físico.

FRANK:  Está bem. É muito interessante! (O Elias sorri) Bom, espero melhorar em breve!

ELIAS:  Ah ah ah ah!

FRANK:  Será algo que eventualmente acabará por passar?

ELIAS:  Caso o escolhas, pois também poderás entreter essa afectação que sentes no dedo por todo o teu foco caso optes por isso! Ah ah ah! Apesar de me aventurar a expressar-te que não virás a criar tal coisa! (A sorrir, enquanto o Frank desata na gargalhada)

Poderás aborrecer-te bastante com a contínua manipulação da energia destinada à criação de afectação e dor física que sentes no teu dedo se o fizeres por um tempo demasiado longo! Por isso digo-te que seja mais provável que venhas a interromper tal acção. Ah ah! Foi-te simplesmente apresentado como uma expressão de um exemplo físico de interligação.

FRANK:  Está bem, mas não é propiamente ninguém que eu conheça ou que venha a conhecer, será?

ELIAS:  Não é um indivíduo que objectivamente, nos vossos termos, conheças presentemente, embora possas permitir-te interagir com esse indivíduo objectivamente, caso o escolhas.

FRANK:  Muito bem. Interessante! Só mais uma pergunta rápida que gostava de fazer: A minha filha mais velha e eu somos muito, muito chegados, e eu só gostava de saber se teremos tido outros focos juntos. (Pausa)

ELIAS:  Sim, tens razão. Vou-te encorajar a investigar aqueles focos que partilhas com esse indivíduo, e vou-te dizer que tens um foco em que criais uma inversão dos papéis e em que esse indivíduo se expressa no papel de pai, e tu te expressas do papel do filho.

FRANK:  Está bem. Talvez possamos conversar sobre isso na próxima vez.

ELIAS:  Ah ah ah!

FRANK:  Elias, muitíssimo obrigado.

ELIAS:  Não tens o que agradecer. Expresso-te um encorajamento em relação à continuação da observação a que estás a proceder, e uma confirmação daquilo que também tens vindo a incorporar.

Nessa medida, estendo-te uma expressão de energia, e fico a antecipar o nosso próximo encontro e continuação das nossas conversas.

FRANK:  Muitíssimo obrigado, eu também fico a ansiar por isso.

ELIAS:  Com toda a ternura expresso-te neste dia um adieu.

FRANK:  Bom dia.

Elias parte às 12:32 da tarde.

NOTAS:

(1)  Eis, pois, um exemplo da flor, do postal, e do quadro, proveniente da sessão #11, 5/31/95:

Nesta audiência, estás a envolver a satisfação do teu elemento político da tua essência ao participares junto com outras essências e ao te ligares a elas. Também te está a ser estendida a oportunidade de veres a afectação e a interligação que tens com outras essências. Isso pode ter lugar a um nível tão simples quanto o das coincidências físicas inconsequentes.

Tu, Oliver, podes sair amanhã, em busca de um cartão. Ao procederes a tal acto, alguém mais num outro local qualquer pode ser afectado pelo que vires no cartão. Digamos que vez a gravura de uma flor. Ele, por sua vez, comprará a flor. Procederá à escolha de uma cor. Não terá conhecimento nenhum da tua gravura nem da flor da outra pessoa. Só colherá a impressão de uma cor, mas isso estará tudo ligado.

Vós acreditais que a única forma por que podeis afectar outra essência individual seja através de um envolvimento directo com ela. Isso está errado. Vós afectais continuamente outras essências, e nem sequer tendes conhecimento disso. A Elizabeth pode deslocar-se à escola. Pode apreciar a cor de uma secretária por um instante. Uma outra pessoa noutra parte do vosso mundo pode ser atingida pela ideia do mesmo tipo de madeira para produzir uma secretária. Não pensais que estas coisas tenham qualquer ligação. Estais completamente errados. Podeis optar por não interagir com um única pessoa durante o vosso dia. Estareis não obstante a afectar, com a vossa simples existência e pensamentos, todas as outras essências existentes.

Essa é a razão por que é tão importante que compreendais que não estais separados nem desligados. É por isso que opto por vos falar em grupo. Haveis de experimentar uma maior ligação continuamente. Vireis a ter noção da ligação mais vasta e profunda que tendes com outras essências. Deveis começar por aqui.

© 2000  Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados


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