domingo, 5 de agosto de 2012

TRANSIÇÃO & FRAGMENTAÇÃO DA ESSÊNCIA





Sessão 177
"Transição & Ligações com a Essência"
Sexta-feira, 30 de Maio de 1997 (Privada) ©
Tradução: Amadeu Duarte
(Na foto: Vicki e Mary)

Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Ron (Olivia), Jessele (Margot) e o Howard (Bosht).

Nota: Gostaria de aproveitar esta oportunidade para agradecer à Margot por ter transcrito esta sessão. Muito obrigado, Margot! Excelente trabalho!

Elias chega às 6:33 da tarde. (O tempo são trinta e cinco segundos)

ELIAS: Boa noite. (A sorrir) Sejam bem-vindos! Solicitais audiência esta noite? (Pausa) E qual é o pedido que quereis apresentar sob a forma de questionário?

MARGOT: Bom, eu tenho um monte de agradecimentos a endereçar-te por toda a ajuda que tive nas últimas semanas, e queria reportar-te que a minha energia se encontra elevada e que tudo está bem. Mas tenho umas quantas coisas sobre as quais te queria perguntar que têm que ver com isso. Já não sou agora a mesma que era antes de tudo isso acontecer em Março, e pensei nisso muito e pude constatar que não sou a mesma em muitas coisas. Não entendo porquê e gostava de saber mais sobre isso. Se fizesses o favor de me explicar por que razão não me sinto a mesma pessoa que era, e contudo sou a mesma?

ELIAS: No futuro, isso deverá ser comum para aqueles indivíduos que optarem por empreender a acção de transição no foco físico. Por vezes, nos vossos focos individuais, notareis diferenças em vós ao trocares de posição com um Eu alterno ou contactardes um Eu provável; mas na acção de transição, podeis considerar a ocorrência de uma mudança mais drástica. Parece ser bem perceptível. Moves-te no sentido de saíres por completo da consciência objectiva. Estás a incorporar uma maior consciência subjectiva; e apesar de estares no estado consciente e na realidade objectiva, em simultâneo usas mais a tua realidade subjectiva. Isso provoca uma mudança na tua percepção. Trata-se de um reconhecimento de um saber maior sobre ti mesma.

MARGOT: Por certo.

ELIAS: Ao percorrerdes um foco individual, tendeis a aprender a conhecer-vos razoavelmente bem a partir de um ponto de vista objectivo; mas conforme declarei ao longo destas sessões, cada indivíduo comporta muito mais do que percebeis no vosso conhecimento objectivo. Ao passardes para a acção de transição, permitis que uma maior parte de vós passe a ser objectivamente conhecida. Por isso, reconheceis uma maior plenitude de vós próprios. Isso parecerá, em parte, pouco familiar; sendo essa igualmente a razão por que podeis experimentar, nas fases iniciais dessa acção de transição, o que podereis designar por um processo breve de angústia. Haveis de sentir temporariamente - coisa que tu já sentiste - um sentimento de perda, sem terdes uma noção precisa daquilo em relação ao que sentis pesar; é a consciência objectiva a sentir pesar por si própria, na falta de compreensão ao dar por si a sofrer interrupção. Este não é o (teu) caso. Na realidade, fundes a consciência objectiva com a consciência subjectiva para formar um enfoque mais pleno. Mas inicialmente, a consciência objectiva não reconhece isso, por só conhecer a identidade que tinha.

Ao passardes por certas acções da transição concedeis a vós próprios certos períodos de alívio. Nisso, haveis de vos sentir bastante normais e ajustados, e como aquele por que vos reconheceis, mas também não; por reconhecerdes um elemento vosso que parece diferente e novo. Isso não é novo! Ele esteve sempre junto de vós, por ser vós. É o elemento da vossa consciência subjectiva que agora permitis que se torne objectivamente conhecido; razão por que vos sentis confortáveis com essa novidade, embora simultaneamente vos pareça ligeiramente estranho.

MARGOT: Eu pareço ter muito mais energia do que aquela que alguma vez tenha tido. Existe como que uma nova vibração na minha energia que consigo sentir, mas torna-se difícil de a descrever. Sinto-a, simplesmente. Assim, estará essa percepção subjectiva a ter lugar ou a tomar uma parte mais activa? Para mim é óbvio que se torna energético.

ELIAS: Absolutamente, isso é igualmente um resultado da actividade subjectiva. Aqueles que se envolvem com a actividade subjectiva deverão sentir tanto física como mentalmente um período de tempo energético, tal como acontece com o Michael também, no período subsequente ao do intercâmbio que temos de energia; embora este na realidade seja bastante diferente. Mas à medida que permitis que uma maior parte de vós seja objectivamente actualizada nos limites deste foco e desta dimensão, também colheis o que percebeis como os benefícios do que podereis designar por o vosso Eu mais vasto, por a vossa energia na realidade ser ilimitada. Se permitirdes que a tua consciência subjectiva trespasse e seja actualizada de uma forma objectiva, afrouxais as crenças que tendes o que permite uma maior fluência da vossa energia. Afrouxais as restrições que exerceis sobre o vosso foco.

MARGOT: Isso descreve a coisa muito bem. Obrigado. Com respeito a esta essência aqui (indica a Vicki) com quem entrei em contacto e com quem sinto este tipo de relação, poderás revelar-me alguma coisa, ou revelar-nos mais sobre essa ligação que temos, ou a razão por que me senti tão atraída para isto mesmo a tempo de conseguir estabelecer este laço?

ELIAS: Conforme já estás ciente, não existem acidentes. Cada um de vós orquestra a actualização das suas probabilidades do modo mais eficiente no âmbito do sentido de valor de toda a consciência. É percebida por muitos a existência de coincidências e acidentes espantosos que podem ocorrer, mas na realidade não é tão estranho que todas essas actualizações sucedam objectivamente, dada a natureza exacta das probabilidades. Esta dimensão que vós criastes é primorosamente intrincada. Vós idealizastes um sistema de probabilidades que é imaculadamente preciso, que não admite nenhum desvio nem da grossura de um fio de cabelo; razão por que vos dizemos que não existem acidentes.

Eu posso-te dizer que também partilhastes relacionamentos noutros focos, mas o momento imediato em relação à tua atenção situa-se aqui, e é isso que tem importância. Tu partilhaste igualmente uma acção de contraparte com o Lawrence noutros focos, e eu partilhei experiências com esse indivíduo várias vezes. O Olivía também partilhou uma acção de contraparte contigo, (indicando o Howard) o que vos leva a sentir atracção um pelo outro actualmente, no contexto do presente momento.

Tu escolheste esperar até que as probabilidades se atualizassem, no caso desses indivíduos que formam a pirâmide (grupo), antes de empreenderes contacto, por no âmbito de um saber que tinhas tiveste uma compreensão durante um enorme período de tempo de que a informação pode revelar-se útil no forjar, no esboçar da acção de transição no contexto do foco físico. Optaste por dar início a essa acção junto com muitos outros, à medida que os vossos cientistas desenvolvem a cura deles para a senilidade. Nessa medida, virás futuramente a conceder energia para a acção da transição, no caso daqueles que optarem por empregar essa acção. Tu procuraste essas essências que deverão contribuir com informação para ti, à medida que prossegues no ciclo e contribuis com energia para uma acção futura, no âmbito da consciência.

MARGOT: Num segmento do sonho que tive com a Vicki na noite passada ou esta manhã cedo, em que a via claramente como aquela entidade que eu conhecia tão bem, representará a interpretação pessoal que faço da essência dela? É que foi notável!

ELIAS: Isso é a recordação de um foco que partilhastes. Por isso, proporcionaste a ti própria um retracto a título de recordação.

MARGOT. Estou a entender. Além disso, com respeito ao sonhar, no outro dia tive mais alguns daqueles sonhos que costumo ter em que ouço bater três vezes. (Elias sorri) No primeiro ouvi bater três vezes, a porta abriu-se, e alguém entrou, alguém que eu jamais conhecera, uma mulher vestida num estilo fora de moda, o que provavelmente não vem ao caso, com relação a isto. Voltei a adormecer passado pouco tempo, e ouvi mais três batidas à porta e a porta abriu-se e ninguém entrou. Agora, esses sonhos sempre me acordam instantaneamente. Terá alguma coisa que ver com essas três batidas. Haverá alguma coisa que me possas dizer acerca desse tipo de sonhos que tenho?

ELIAS: Tenho. Conforme declaramos, nenhuma acção é acidental. Tu deixaste-te atrair a esta companhia devido à contribuição de energia que te podem ceder, assim como pela contribuição de energia que tu podes fornecer. A realização de sentido de valor não ocorre numa direcção mas em todas as direcções, ou não ocorre de todo.

Esse bater é significativo. No âmbito da consciência e da energia e da troca de energias, muitos novos elementos estão a ser introduzidos. Estão a ser introduzidas diferenças. No âmbito da agenda deste fenómeno, está a ter lugar uma expansão; o que é bastante significativo e importante no âmbito da acção da mudança. Nessa medida, as pessoas deixam-se conduzir em consciência para cederem uma energia de auxílio. Alguns deverão ceder energia ao Michael no âmbito da consciência. Ambos escolhestes (a Margot e o Howard) dar apoio desse modo. Cada um daqueles que contribui com energia permitir-se-á alguma informação que lhe indique o facto de presentemente estar a empreender tal acção. É em teu benefício assim como em benefício daqueles que se acham envolvidos que proporcionas a ti própria esta informação, permitindo-te desse modo ter conhecimento de teres empregado essa acção de cedência de energia.

Três batidas é significativo no âmbito da consciência, relativamente ao Michael, por representar uma retenção ou sujeição em relação à consciência objectiva. Como essa energia sofre uma expansão, o seu volume deverá efectivamente aumentar, coisa que já começou a fazer. O Michael tem efectivamente consciência desse aumento, embora só tenha uma consciência parcial da extensão do aumento. Nessa medida, é necessário usar outras essências a título de ajuda ou apoio. A pirâmide, apesar de apresentar uma enorme energia na unidade, não se revela suficientemente forte. Consequentemente, gera-se um chamado em relação a outras essências no sentido de prestarem auxílio no campo da energia de apoio. Isso permite aquilo que tu (Vicki) ou o Michael objectivamente expressais como um ambiente propício sem o qual a onda se poderá apresentar demasiado forte.

Não vos deixastes atrair por coincidência. Embora pareça que muitos procedam de muitas áreas e sejam atraídos para estas reuniões por coincidência, cada um de vós terá orquestrado essa acção com precisão, e enquadraste-o no quadro do vosso tempo. Escolhestes mover-vos por outras áreas deste foco até esse período. Conseguistes o que escolhestes e determinastes conseguir, até ao presente momento. Nessa medida, passais agora a mover-vos numa nova área num novo empenho pela exploração da consciência, assim como também pela objectivação de elementos da consciência que a maioria das pessoas não acredita serem possíveis.

MARGOT: Então, creio que o que estás a dizer é que toda a gente que se tenha deixado atrair para este grupo particular, de toda a parte, e que nós estejamos ligados nisso. Isso tem sido muito difícil de entender, o facto de que eu fizesse parte desse grupo! Tudo bem, mas quando parece que todos temos o mesmo tipo de sonhos ao mesmo tempo conforme tivemos há duas semanas aproximadamente, em que a natureza dos sonhos se apresentou como muito assustadora e todos parecemos estar num tipo de local aterrador, dever-se-á isso à situação do grupo ou... não terá ocorrido de todo!

ELIAS: Não aconteceu por acaso! (A sorrir) Trata-se de uma onda que a consciência atravessa; uma experiência que é partilhada.

MARGOT: Terá tido algum significado especial o facto de o não termos compreendido? Haverá alguma coisa que pudéssemos compreender em relação a isso, e que nos ajudasse um pouco mais?

ELIAS: Há muitos elementos em relação a essas imagens objectivas que apresentastes a vós próprios, colectivamente. Os aspectos mais importantes desse imaginário estais a continuar a investigar, um elemento dos quais é o da vossa missão dos sonhos, o qual prossegue; E esse imaginário particular, caso seja empregue e seguido, deverá provar-se bastante instrumental para a compreensão que tendes da vossa missão dos sonhos.

Há também outras probabilidades, em relação às quais vos encontrais a vacilar, à beira delas. Colectivamente ainda não escolhestes o rumo em que passareis a encaminhar-vos, mas esse imaginário também serve de indicativo dessas probabilidades e movimento. Conforme declarei, ao actualizardes essas probabilidades, apresentar-vos-ei informação destinada ao esclarecimento.

(Para a Vicki) Isso relaciona-se com o teu outro imaginário onírico, mas podes começar a ver objectivamente nas tuas probabilidades que na realidade ainda não escolheste. A suspeição e o questionamento que já surgem geram uma confusão diminuta mas perceptível quanto às alianças. Recorda no imaginário do primeiro sonho o elemento da duplicidade, o elemento da falsidade, o elemento da escolha, e o elemento da escolha da essência original; o factor da influência no sentido do afastamento da essência. (1)

Vou-te dar uma pista inerente à tua missão dos sonhos e às imagens que colhes. Essa oscilação pode não necessariamente ser no sentido do afastamento do Elias, mas o que é a essência original? Tu! E com que é que te debates presentemente? Com a duplicidade! E que é que te digo continuamente? Para confiares em ti mesma! Para não te deixares influenciar pelos outros em quem confias, e não confiares em ti. Também podes transmitir essa mensagem ao Michael.

MARGOT: (Para a Vicki) Podes falar justamente quando sentires vontade de o fazer!

ELIAS: Eu compreendo bem que esta resposta parece um tanto vaga, mas tu também não actualizaste essas probabilidades até ao presente; e conforme declarei anteriormente, a explicação que te dou sobre as probabilidades não terão serventia para ti antes de as actualizares, por não entenderes e não prestares atenção. Tu captas a tua própria atenção com as próprias probabilidades que se te insinuam e a seguir ainda não compreendes, mas encontras-te mais receptiva à explicação.

VICKI: Muito bem, eu tenho mais uma pergunta sobre isso. No contexto da expansão e da pirâmide também, torna-se muito confuso quando a “voz interior” de cada um lhe passa a dizer algo diferente. Assim, podemos ter hipoteticamente quatro pessoas a confiar nelas próprias em quatro sentidos diferentes, sem se moverem!

ELIAS: Isso proporciona-te a oportunidade de usares a tua criatividade. Prossegue com o teu avanço de uma forma criativa. Não tendes que estar todos inicialmente de acordo, por cada um de vós proporcionar um elemento diferente ao todo e ao movimento. Cada um de vós, na singularidade que o/a caracteriza, percebe unicamente certos aspectos; razão por que tendes a vossa pirâmide, de modo a poderdes constatar outras percepções de que não tendes percepção. Nessa medida, tudo pode ser incorporado assim como utilizado no contexto de uma concordância, e continuar a avançar para diante, segundo o entendimento que tendes. Conforme já vos disse muitas vezes, nem tudo é “assim ou assado”. Vós dispondes de um número incontável de probabilidades. As escolhas de que gozais são vastas.

VICKI: Ainda se torna confuso, quando estamos a tentar confiar em nós próprios e isso provoca desacordo e conflito.

ELIAS: Reforçai-vos uns aos outros, e confiai em vós próprios.

VICKI: Bom, creio que nos saímos muito bem com isso, em grande medida. É só há certas alturas em que a confiança específica que cada um tem em si difere bastante da de outro.

ELIAS: Por pordes em questão a confiança em vós próprios, cada um de vós, muitas vezes, e sentirdes mais vontade de confiardes nos outros do que em vós; mas vós também facultais informação. Por isso, toda a informação é para ser empregada e percebida, e não desconsiderada.

(Para a Margot) Prossegue.

MARGOT: Esta situação em que o Bruce e eu nos metemos, gostava de abordar isso, ou de te interrogar com relação a isso. Eu intuí que o nome da essência dele é Uriel, que é um nome que já tinha escutado bastante devido ao facto da minha melhor amiga, a Carol... Deu-se um tipo qualquer de união que ela teve quando era criança e com que cresceu, que na terminologia que emprego constituiu a âncora terrena para um anjo chamado Uriel. O Bruce e eu conversamos um com o outro acerca disso, e agora, é claro que ele quer que eu tenha a certeza e o mencione. As perguntas dele eram... e isto veio directamente da parte do Bruce: “Que será que o Bruce tem que o leva a enquadrar-se no nome Uriel?”

ELIAS: (A sorrir) O tom! (Riso)

MARGOT: Eu já ouvi essa resposta antes, sendo a razão da próxima pergunta da parte dele! Devo revelar-ta primeiro? A pergunta dele foi: “Poderás ajudar o Bruce e eu na ligação e quanto (à discrepância de) nomes entre o Arcajo Uriel e o nome da essência do Bruce?”

ELIAS: Isso já é uma pergunta diferente! Nesta dimensão vós criais muitos tipos diferentes de imagens e associais-lhes identificações sem o saberdes. Criais sistemas de crenças em torno de elementos que conheceis no âmbito da consciência, mas que esquecestes no foco individual. Por isso, se saísseis ainda que por momentos dessa realidade particular e vísseis a totalidade da consciência, elos desses como os que citas pareceriam não ser invulgares de todo, mas bastante comuns. Esse mesmo elemento que reconheceste e a que vinculaste o mesmo nome ou termo constitui um outro aspecto dessa mesma essência Uriel. Podeis anexar-lhe qualquer identificação segundo a vossa preferência, e pode ser interpretado como um anjo, uma fada, como um guia, ou como um mestre. Isso não tem importância. O que tem importância é que no âmbito da consciência admitis um conhecimento se materialize objectivamente para vós próprios, em reconhecimento do que o termo engloba. Fazeis isso com bastante frequência. Não reconheceis que realizais essa acção com tanta frequência. Por isso, quando notais por incidente associado ao mesmo nome e vos deixais atrair por um laço de familiaridade que sentis, ficais surpreendidos, e manifestais incredulidade por tais coisas poderem ocorrer.

Vós estais sempre ligados pela consciência. Num foco individual, podeis não constatar objectivamente uma ligação (que tenhais) com um outro indivíduo que também se ache focado no físico num mesmo quadro temporal, durante um certo tempo; mas conforme eu declarei, todas as vossas probabilidades são muito precisas, e atraís a vós aquelas probabilidades destinadas a ser actualizadas na altura em que se mostrarem mais eficazes para vós. Por isso, nesta altura começas a reconhecer ligações com outros indivíduos em muitas áreas, e proporcionas a ti própria informação objectiva a fim de confirmares as ligações que tens. Proporcionais a vós próprios pedacinhos de informação por aqui e por acolá a fim de validardes a atracção que sentis pelos outros que de outro modo não conseguis explicar.

MARGOT: Então, poderia concluir a partir do que disseste que a Carol e o Bruce pertencem à mesma essência? Ou estão ligados ao nível da essência?

ELIAS: Não, mas eu estou consciente do modo como poderás chegar a essa confusão. Esse é um aspecto da essência Uriel que se fundiu com uma outra essência, e que se revela num foco físico particular.

MARGOT: Será isso aquilo a que chamamos de “entrelaçado de almas”? (Pausa)

ELIAS: Eu estou a compreender a terminologia que empregas, e digo-te que ela consta de uma explicação simplificada, mas podes estabelecer tal relação.

MARGOT: Muito bem. Está certo. Ouvi dizer, ou li desde que comecei a ler as transcrições que muitas vezes, ou que por vezes, aqueles que se acham na transição durante a vida decidem que essa seja a sua última manifestação. Será esse o meu caso?

ELIAS: É.

MARGOT: Eu também pensava que fosse. Então o objectivo que tenho para esta vida... também li sobre isso algures, numa transcrição, que alguém se sentia confuso ou que muita gente se sentia confusa acerca do objectivo que tinha, e que geralmente isso está relacionado com a família da essência a que pertencem, ou de que fazem parte, ou são. Poderias fornecer-me alguma informação sobre aquilo que vês em relação ao facto de ter satisfeito o objectivo que tinha, inerente á essência Sumafi e ao alinhamento com a Ilda? Sinto-me um tanto confusa em relação a tudo isso.

ELIAS: Tu tens-te vindo a conduzir à realização que agora empreendes.

MARGOT: A transição.

ELIAS: Exacto.

MARGOT: Terá isso representado o objectivo que tinha?

ELIAS: Materializar essa acção no foco físico, e ceder energia para a sua consecução. Há outras acções a que tinhas vindo a prestar energia anteriormente no âmbito da acção do envolvimento da vossa mudança, em relação ao que isto se revela similar em determinados aspectos. Por isso, tens vindo a conseguir resultados no âmbito do objectivo que tinhas, no sentido de explorares essas áreas e de prestares energia ao progresso de ambas.

MARGOT: Assim, durante toda a minha vida tenho vindo a sentir-me positivamente intrigada com a morte e tornei isso num estudo, segundo creio, em todos os aspectos. Então esse foi o objectivo que tinha a revelar-se ao longo de toda a minha vida? (Não constituirá isto um exemplo fascinante do modo como seguimos o objectivo que temos ao longo da nossa vida?)

ELIAS: Exacto.

MARGOT: Isso faz muito sentido para mim. Mas não me parece fazer parte da Sumafi.

ELIAS: Ah, justamente!

MARGOT: Fará?

ELIAS: Tu estás a demonstrar a acçao da transição, e o propósito dos Sumafi consiste em proporcionarem toda a informação respeitante a qualquer aspecto da consciência ou da realidade de forma ommenos distorcida possível. Nessa medida, também estão bastante envolvidos na instrução. Por isso, em consciência tu optaste por um caminho didático, por assim dizer, ao projectares informação no âmbito da energia para outras essências fisicamente manifestas, a fim de conseguirem resultados no acto da transição assim como no da mudança.

MARGOT: Então esse propósito situa-se bastante no alinhamento dos Sumafi.

ELIAS: Precisamente.

MARGOT: Estou a entender.

ELIAS: Vou propor um intervalo. Podereis continuar com as vossas perguntas assim que retornarmos.

MARGOT: Obrigado.

INTERVALO

ELIAS: Continuemos.

MARGOT: Eu gostava de saber por que razão escolherei o nome de essência de Jessele. Também queria saber mais sobre o nome dele, (indicando o Howard) Bosht? Creio ser assim que se pronuncie.

ELIAS: Bosht. Eu expliquei previamente que isso traduz tons...

MARGOT: Pois. Isso, eu entendo.

ELIAS: ...com que vos identificais. Geralmente, não sempre mas no geral, quando uma essência se fragmenta pode passar a alinhar por um aspecto do tom sustentado pela essência de que se tenha fragmentado. Nessa medida, passará a manifestar o próprio tom, o que se revelará mais agradável para ela. Por vezes, uma essência pode fragmentar-se e na nova fragmentação pode optar por um tom completamente diferente.

O tom não é o mesmo que o som, embora possamos utilizar o som no vosso foco como termo de comparação, conforme vos é dado entendê-lo. Na vossa dimensão física, podeis tocar uma nota que emita um som claro. Nesse som, existem muitos sons distintos. Nessa única nota ou tonalidade musical, há muitos tons distintos. Do mesmo modo, a essência apresenta um tom que tenha escolhido para si própria, e ao fragmentar-se, a essência que se fragmenta pode escolher um elemento do tom com que se identifica pela maior parte, no âmbito de aspectos diferentes da essência que se fragmenta, e pode optar por criar o seu próprio tom a partir disso. Essencialmente, isso é o que tu também criaste.

Também poderás ver isso nos vossos aspectos físicos da cor, que também apresentam tom; sendo essa a razão por que faço a distinção entre tom e som, que não são a mesma coisa. Também não é o mesmo que cor, mas poderás usar isso a título de exemplo para vós próprios, com que possais identificar-vos. Podes escolher a cor verde, que te hás-de deparar com a existência de inumeráveis tonalidades de tom nessa cor. Se encarares uma essência como a cor verde, ela poderá fragmentar um número incontável de outras essências. Cada essência, ao se fragmentar, pode optar por um tom diferente desse mesmo verde. Deverá apresentar uma ligeira diferença em relação à essência de que se fragmentou, mas também apresentará semelhanças. Nessa medida, quando se manifesta no físico, assim como no âmbito da consciência, (embora no âmbito da consciência isso não seja necessário... podes colocar isso dentro de parêntesis) podeis ter uma maior capacidade de identificar outros fisicamente manifestos que se possam ter fragmentado a partir da mesma essência, por apresentardes uma semelhança de tom. Isso não quer dizer que aprecieis sempre os outros que se manifestam num tom semelhante e se tenham fragmentado a partir da mesma essência por poderdes, na perspectiva que tendes, manifestar-vos contrariamente. Por isso, podereis sentir repulsa um pelo outro; mas também sentireis uma identificação, por reconhecerdes o tom.

Na tradução para as palavras da linguagem que empregais, o tom apresenta pouca semelhança. É-vos apresentado a cada um de vós, por constituir um fascínio. Por isso, é-vos estendido como uma dádiva, por apreciardes esse símbolo de vós próprios. No mundo físico, não é possível dar-vos uma explicação e uma identificação verdadeira quanto a esse tom. Posso-vos dizer que escolhestes alinhar pela essência que se fragmentou e criar um tom semelhante àquele da essência que se fragmentou, por muitos se terem fragmentado da tua essência e terem apresentado um tom semelhante ao da tua essência. Não é sempre que um fragmento possa escolher manifestar um tom que se afaste muito da essência de que se tenha fragmentado.

MARGOT: Agora, aplicar-se-á o mesmo, nesse caso, ao nome que ele tem, Bosht?

ELIAS: Aplica.

MARGOT: Na terminologia de que disponho, estou familiarizada com o termo “alma gémea” ou “chamas gémeas”, o qual fala da separação física que ocorreu, com base no entendimento que tenho, de modo a essência original poder experimentar mais. Tem sido a minha compreensão no passado que eu tenho esta alma gémea chamada Lowell Thomas, que evidentemente, do que tu comentaste quando a Vicki te perguntou sobre isso antes, estava muito estreitamente ligado, não só a mim como ao Paul, que tem ocupado muitos dos pensamentos que tenho desde Março. Poderás dar-me não só uma explicação daquilo a que chamo “alma gémea” ou “chamas gémeas” e esclarecer-me um pouco quanto á ligação que tenho com o Paul, conforme o pressenti em Março?

ELIAS: Quanto a esse outro indivíduo (Lowell) e tu, vós apresentais uma ligação. (Pausa) Isso vai ser muito complicado e difícil de explicar na vossa linguagem e na compreensão que tendes. (Pausa)

Antes de mais, constitui uma crença, isso de “alma gémea”, no contexto com que o estás a identificar. Existe o que na realidade podereis designar por “almas gémeas” ou essência, só que a identificação é diferente. Quanto à ligação existente entre esses três, (Margot, Lowell e o Paul) um fragmentou-se do Paul. Agora entramos na área complicada! (A sorrir) Tu não te fragmentaste a partir do Paul, mas achas-te entrelaçada na essência, em aspectos não físicos, (pausa) de tal modo que as essências podem tornar-se quase indistinguíveis.

Esta linguagem coloca uma enorme dificuldade em termos de explicação, por não pretender enganar-te quanto ao facto de teres a tua própria essência, a tua própria identidade e o teu próprio tom; mas dá-se um entrelaçamento dessas duas essências, a tua e a do Patel (Paul). Isso tem lugar em camadas da consciência que não se acham focadas no físico.

Existem aspectos de todas as essências, incluindo aquelas essências que optam por entrar nos focos físicos, que também permanecem focadas no não-físico. Nessas áreas, podeis designar esses aspectos das essências como uma consciência mais ampla. Nessas áreas da consciência, as definições ou distinções entre as essências... não entre as identidades, mas entre as essências... tornam-se menos claras.

Nisso, muitas essências portadoras de um objectivo e de um tom semelhante entrecruzam-se de modo semelhante a vapores. Se visualizásseis a essência como uma nuvem gasosa, também podereis visualizar outra essência como uma nuvem gasosa diferente que se funde com a primeira. Nessa medida, ainda conseguiríeis investigar os elementos químicos e distinguir uma essência da outra, embora para a vossa visão elas se tivessem misturado de tal modo que terão acabado por deixar de apresentar definição, e não conseguíeis perceber mais os limites uma da outra. Do mesmo modo, essas essências, noutras áreas da consciência encontram-se assim entrelaçadas. Por isso, também se dá uma identificação aproximada daqueles fragmentos que se dividiram a partir da essência do Patel, o que também vos faculta mais explicações para a atracção e a identificação em termos de familiaridade que sentes em relação ao Olivia e ao Lawrence e ao Michael. (2)

MARGOT: Obrigado. Fico grata por isso. Que definição darás a “Vidente”? É entendimento meu que nem todos os Sumari sejam Videntes, não?

ELIAS: Correcto.

MARGOT: Então, que definição darias a Vidente? Já me disseram várias vezes no passado que eu sou uma Vidente, mas não entendo isso.

ELIAS: Voltemos uma vez mais, na direcção de “antes do começo”, nos termos da compreensão que tendes. Ao criardes esta dimensão e esta manifestação física que comporta todo este universo físico, certas essências optaram colectivamente por diferentes objectivos respeitantes à criação desta manifestação física, e nessa medida, escolheram agrupamentos de famílias da essência para os associarem a esta dimensão particular e criação física. Nesse sentido, cada família tem certas essências que estavam a criar esta dimensão e todos os seus aspectos físicos. Quando optaram, por criar este planeta e a vossa espécie, algumas essências optaram por não se focar de um modo completamente objectivo no físico. Essas essências faziam parte, na vossa terminologia, dos Caminhantes do Sonho. Aqueles Caminhantes do Sonho que escolheram não passar para a área da completa manifestação física e da consciência objectiva. Muitas essências pertencentes a cada uma dessas famílias optaram por entrar neste ciclo da manifestação física, optando desse modo por se focar por completo e de forma objectiva no físico; sendo isso o que presentemente podeis constatar na solidez que apresentais. Podeis ver o vosso corpo e a vossa manifestação como sólida e inserida na matéria e manifestada por completo no físico. Os Caminhantes do Sonho optaram por não actualizar esta manifestação. Por isso, na sua presença física no vosso planeta, eles podem ser vistos como translúcidos; não apresentam solidez; não se manifestam na matéria física, embora possam ser percebidos em termos físicos. Esses da classe dos Sumafi são intitulados de Videntes; aquelas essências que optaram por não se manifestar no ciclo da manifestação física.

Nessa medida, os Videntes, por meio da fragmentação e de muitas outras acções, incorporaram aspectos da essência noutras essências no âmbito da família Sumafi. Os Videntes, até ao vosso presente momento, não optaram por se manifestar objectivamente no foco físico. Por isso incorporam aspectos em certas essências os quais comportam a informação acerca do propósito Vidente, isenta de distorção. Se estiveres a praticar um jogo, podes olhar para os actuais Videntes, tais como tu, como os vossos guardiães; os vossos detentores da memória. Objectivamente não recordas tudo quanto se acha codificado em ti, embora estejas a começar a recordar, ao admitires trepasses e recordações subjectivos. Isso é parte da influência do aspecto Vidente.

Conforme declarei, cada família tem essências de capacidade equivalente, digamos. Por isso, em cada família da essência existem aspectos dessas essências que não se focaram por completo no físico “antes do começo”, incluídas naqueles que presentemente se encontram igualmente focados. Por isso, podeis assistir àqueles que apresentam a mesma acção de trespasse subjectivo em todas as famílias. Isso também é instrumental na acção desta mudança de consciência, ao dirigir a mudança para uma área de consciência não distorcida e de percepção da ligação com a essência, ao contrário de desenvolverdes simples crenças novas.

MARGOT: Obrigado.

ELIAS: Felicito-te pelo interrogatório que usaste esta noite, por teres pedido explicações para áreas difíceis ou que se situam nos limites destas formas de compreensão.

MARGOT: Só tenho mais uma pergunta rápida, e só por ter ouvido a Vicki dizer que ela é uma alma jovem. Sinto ser uma alma muito antiga! Será assim, ou sinto-me apenas cansada?

ELIAS: (A sorrir) Devo dizer-te que posso brincar contigo, ao te dizer que só estejas a sentir ser uma alma antiga por te sentires objectivamente envelhecida! (A rir) Embora, na realidade, tenhas razão. Não é de surpreender que as pessoas no conhecimento objectivo que têm reconheçam a posição que assumem, por assim dizer, na essência. As pessoas no foco físico reconhecem objectivamente um saber relacionado com o que designais por alma antiga ou alma nova, assim como por um novo foco ou por um foco final.

MARGOT: Isso deve querer dizer, não será, que a que se fragmentou, a fragmentação tenha ocorrido mais cedo que outras? Não será isso que “antiga” e “nova” definirá?

ELIAS: O tempo existe todo em simultâneo! (A sorrir)

MARGOT: Ah, eu sei disso! Estou a referir-me a... de que é que estou para aqui a falar? (Riso)

ELIAS: Na definição de uma alma antiga ou uma alma nova, isso representa a designação ou a identificação na vossa percepção física que tivestes, ou tendes presentemente, muitos ou poucos focos nesta dimensão.

MARGOT: Está bem.

ELIAS: Portanto, se tiverdes poucos focos nesta dimensão, haveis de vos identificar como uma alma nova. Se tiverdes muitos, haveis de vos identificar como uma alma antiga.

MARGOT: Eu compreendo. Obrigado. Estarei casada com uma alma antiga?

ELIAS: Justamente!

MARGOT: Justamente! Ele não pertence aqui!

ELIAS: (A rir) Não sabes do que estás a falar! Mas tens toda a razão! (Para o Howard, que ainda está a rir) Podes cruzar-te com a Dimin num outro foco dimensional! (Desatamos todos a rir, a esta altura)

HOWARD: Eu tenho uma pergunta relacionada com o poema que compus. A Vicki fez-me acerca umas perguntas acerca dele e eu tentei explicar o que lhe estava a fazer nesse momento. Está a tornar-se progressivamente difícil mudar-lhe as palavras. E está cada vez mais a tornar-se num assombro, para mim, pelo que creio que esteja quase pronto. Sinto que esteja quase para ser publicado. Por isso, essa é a pergunta que faço. Será esta uma última edição que sofre?

ELIAS: Isso, uma vez mais, constitui um exemplo para ti, assim como para outros, da confiança naquilo que é o teu ser; e nisso, o teu ser passará a instruir-te tal como te está a impedir uma manipulação exagerada. Tu tens conhecimento no teu íntimo, e se confiares nele facultar-te-ás a expressão mais criativa.

VICKI: Posso fazer uma pergunta? Por que razão toda esta interacção me terá suscitado um sorriso durante o tempo todo? (A esta altura, o Elias começa de novo a rir)

MARGOT: Que riso!

ELIAS: Mas não estarás a optar por permanecer enrolada no teu canto e a afastares-te da interacção? (A rir)

VICKI: Não!

ELIAS: Por sentires afinidade por estes indivíduos, por uma razão; mas eu digo-te que a interacção também foi bastante informativa e estimulante, por o interrogatório se endereçar no sentido de áreas que julgais ser importantes! Eu compreendo muito bem os pontos de vista que defendes! (Riso) Embora com justiça, deva dizer que todo o tipo de questionário seja proveitoso para aquele que o faz. Alguns são apenas mais estimulantes, todavia!

VICKI: Diria que sim!

ELIAS: Nem toda a esperança está perdida, Lawrence!

VICKI: Viva!

ELIAS: Poderás deparar-te com indivíduos que possam desencadear a tua filosofia uma vez mais!

VICKI: Isso havia de ser formidável!

ELIAS: Ah, não terás confiança em que venham a ser atraídos a este fórum aqueles que satisfaçam isso?

VICKI: Creio que já comecei a interrogar-me, por aqui e por ali.

ELIAS: Bastante compreensível. (A rir) Paciência!

VICKI: Claro...

HOWARD: Estarei a entender que este nome por que me dás a conhecer tenha sido alterado muito recentemente? A partir do Betelgeuse? Estará isso certo? O Estrela Vermelha? (O Elias começa a rir) Quero dizer, isso era exactamente a imagem que obtive, a do estrela vermelha zangado, aquele do poema épico de Orion. Ou será o árabe Bat-al-juza?

ELIAS: (A rir) Isso é uma interpretação do tom de um foco que tem uma existência simultânea numa outra dimensão. Aquilo que te foi apresentado pelo Elias é um tom da essência.

HOWARD: Muito bem. Está bem.

ELIAS: Torna-se bastante difícil manter todos esses focos ordenados, não é? (Desatamos todos a rir)

HOWARD: É sim senhor! É sim senhor! É a parte divertida que a metafísica tem, o facto de sermos capazes de permanecer lúcidos enquanto nos encontramos perdidos nos sonhos que temos!

ELIAS: Em especial enquanto vos divertis ao redor do cosmos por diferentes dimensões! Podeis confundir-vos com toda a facilidade... não podeis, Lawrence? (Com sentido de humor)

VICKI: Podemos, sim! (A rir)

ELIAS: Desejareis colocar mais alguma pergunta?

HOWARD: Bom, a noite passada foi bastante traumática para mim, e eu perdi-me num sítio por onde andei no ano passado. Deixei a loja a cargo de uma jovem. Não estou certo de isto ser uma pergunta. Penso que seja uma declaração. Nós estamos a tentar provar a nós mesmos que confiamos em que as coisas se aguentem quando chegarmos a casa, mas esta jovem pôs a confiança que eu tinha à prova. Não tenho nem a certeza se alguma das máquinas que tenho virá a funcionar de novo quando regressar! Não há questão quanto a isso. É uma divagação, mas durante a noite passada, foi isso que eu disse? Eu por fim lá cedi e disse: “Não sei o que fazer.” Foi verdadeiramente traumático.

MARGOT: Nunca o tinha visto em tal estado de dor como na noite passada quanto a fazer esta viagem, que ele fez pelo amor que sente por mim, por eu ter tido vontade de vir...

HOWARD: E eu conhecer o caminho...

MARGOT: Pois, mas fiquei um tanto confusa. Mas foi verdadeiramente difícil na noite passada. Ele jamais tinha tido um negócio antes, e jamais lhe voltaria costas nem o deixaria a cargo seja de quem for...

HOWARD: Bom, já tinha tido um negócio antes, mas não um que realmente estivesse a prosperar e a crescer, e eu realmente adoro-o. É uma loja adorável. Estou envolvido com toda uma comunidade.

ELIAS: Mas não irá estar devastado quando regressares. Essa é uma lição objectiva, por assim dizer, nos termos do Omnisciente Elias, (riso) quanto ao: “não tem importância.” (Pausa)

A maioria de vós tende a atribuir demasiada ênfase e valor a esses elementos que são exteriores a vós. O que não quer dizer que aquilo que criais não seja importante, por que é. Isso não pretende igualmente dizer que a vossa criatividade não seja igualmente válida, por ser; por tudo o que criais nesta dimensão ser fantástico. Por isso, não me interpretes mal. Não desvalorizo aquilo que criaste pela tua expressão física do negócio que tens, mas recorda-te de que é uma expressão criativa situada no momento. Para além disso, não tem importância.

Além disso, recorda o que tu já apresentaste a ti próprio, em termos de informação respeitante à confiança; por que se não confiares, tu projectarás essa energia e criarás aquilo em que não confias! Vós criais a vossa realidade. Ela não vos é imposta. Por isso, se confiardes em vós, haveis de criar aquilo que vos agradar. Haveis de colher na proporção da expectativa que tendes, por ser nisso que projectareis a vossa energia e ser a forma como criais a vossa realidade.

HOWARD: Bom, estou a pensar nas atitudes que tomei. Está bem. Foi um período terrível o da noite passada.

MARGOT: Mas atravessámo-lo.

HOWARD: Bom, confiamos, creio eu.

RON: Posso interromper para trocar a cassete?

ELIAS: Desejareis colocar mais perguntas?

HOWARD: Deus, não sei. Há tanta coisa! Não tenho mais a fazer.

ELIAS: Vamos dar por terminado por esta noite, e caso desejeis fazer mais perguntas, podeis telefonar-me de novo

HOWARD: Obrigado.

MARGOT: Obrigado.

ELIAS: Não tendes de que. Por esta noite, com afecto, au revoir!

Elias parte às 8:58 da noite.

NOTAS:

(1) Isto é em referência ao sonho que a Vicki teve, em Agosto de 1995. O Elias apresentou uma interpretação extensa deste sonho que na altura não fez sentido. Também o designou por um sonho precognitivo. Gostava de apresentar uma melhor explicação aqui, só que ainda não descobri como fazê-lo!

(2) A Mary e a Vicki fragmentaram-se respetivamente do Elias e do Paul no âmbito de uma acção qualquer de fusão, e o Ron fragmentou-se do Paul. Esta representaria a identificação no contexto do tom e da fragmentação que a Margot reconhece. (Ou algo do género!)
(Nota do tradutor: Este Paul teve igualmente um foco na qualidade de Pitágoras, informação essa que foi confirmada em primeira-mão a este tradutor, pelo próprio Elias)

© 1997 Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados


Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.

O MATERIAL ELIAS