sexta-feira, 10 de agosto de 2012

PROJECÇÕES DA CONSCIÊNCIA





Sessão 746 
“Vias de Comunicação para além da do pensamento”
“Usar o Pensamento para Interpretar a Emoção”
Sexta-feira, 22 de Dezembro de 2000 (Privada/Telefone) (Imagem: Mary Ennis, a medium)
Tradução: Amadeu Duarte
 
Participantes: Mary (Michael) e o Frank (Ulra).

Elias chega às 11:36 da manhã. (Tempo de chegada é de 23 segundos)

ELIAS:  Bom dia!

FRANK:  Bom dia!  É excelente falar de novo contigo.

ELIAS:  E contigo também.

FRANK:  E Feliz Natal para ti!

ELIAS:  Ah ah ah ah ah ah!  Mas estendo-te um voto de felicidade neste vosso feriado, também!

FRANK:  Muito obrigado. (Elias ri)  Bom, vamos lá ver.  Por onde começaremos, hoje?

ELIAS:  (Folgazão) Por onde preferires!

FRANK: Está bem. Diria que aí há uns oito ou nove anos em encontrava-me numa viagem de negócios, e encontrava-me na costa oeste, num quarto de hotel, e acordei a meio da noite e senti-me quase como... na verdade, tal como se estivesse fora do meu corpo, como se a minha consciência andasse a esvoaçar pelo quarto, de um lado para o outro. E isso prolongou-se por vários segundos, e em seguida penso ter tomado consciência do que se passava, e aquilo terminou. A pergunta que te dirijo é: que se terá passado por essa altura? Terá sido uma experiência fora do corpo, ou que é que terá exactamente sido isso?

ELIAS: Foi. Isso foi o que poderá ser chamado de projecção.

Deixa-me dizer-te que podemos definir uma diferença entre aquilo que designais como uma experiência de projecção fora do corpo e uma projecção de consciência. Porque na acção duma experiência fora do corpo, o que definis com essa acção é uma projecção da consciência subjectiva e da consciência objectiva completamente removidas da consciência do corpo.

Essa acção pode ser empreendida por qualquer indivíduo, só que temporariamente, apenas – caso o indivíduo opte por continuar neste foco físico – porque a consciência do corpo físico requer que a consciência subjectiva do indivíduo a dirija e interaja com ela de modo a poder operar.

Por isso, a consciência do corpo físico sustenta-se a si própria só que de uma forma temporária sem essa interacção, mas vós podeis criar essa acção por períodos temporários. Mas geralmente, não é isso que as pessoas empreendem nesta dimensão física, por subsistir um reconhecimento da influência mútua entre a consciência do corpo e a consciência subjectiva.

Geralmente, aquilo que criais nesse tipo de experiência a que te estás a referir é que, na realidade, vós estais a permitir que um aspecto da consciência subjectiva continue a estar associada à consciência do corpo e a orientá-la, e estais a permitir que a vossa consciência objectiva e um aspecto da consciência subjectiva se projecte da consciência do corpo e crie uma maior mobilidade na vossa dimensão física, e por vezes também noutras áreas da consciência.

A maior parte das vezes, as pessoas projectam a sua consciência nesta dimensão física e não noutras dimensões físicas nem noutras áreas da consciência, por isso corresponder à natureza da vossa atenção tal como a manifestais nesta dimensão física. Por isso, é compreensível que venhais a projectar a vossa consciência e a explorar outras áreas ou vias da experiência em relação a esta dimensão física. Estás a compreender?

FRANK: Estou, sim. Bom, isso também não ficará a dever-se ao facto de não compreendermos outras dimensões?

ELIAS: Em parte, sim, tens razão.

Porque, como vos manifestais numa dimensão física particular, a vossa consciência objectiva, ou aquilo que entendeis como a compreensão que tendes da realidade, baseia-se nas imagens dessa dimensão física particular.

Nesse contexto, ao projectardes a vossa consciência para outra dimensão física, podeis proporcionar a vós próprios experiências, só que elas não se traduzem na compreensão que tendes desta dimensão de forma genuína ou exacta, por se tratar de uma tradução.

As outras dimensões físicas são bastante diversificadas, e as manifestações que incorporam podem expressar-se de forma bastante diferente do que reconheceis como manifestações físicas, e isso não se traduz de modo exacto na compreensão e percepção que tendes.

FRANK: Está bem. Bom, voltando à questão, eu presumo que isso seja uma coisa que faça com regularidade.

ELIAS: É.

Eu posso-te dizer que TODOS vós estabeleceis esse tipo de projecção com bastante regularidade. Apenas não dais atenção a essa acção ao passardes objectivamente para a vossa consciência familiar. Por isso, deixais de proporcionar a vós próprios uma recordação ou lembrança objectiva dessa acção, mas trata-se de uma acção que empreendeis com bastante frequência.

Muitas experiências desse tipo são efectuadas durante o sono, e muitos indivíduos noutras culturas permitem-se esse tipo de acção durante o estado meditativo.

FRANK: Está bem. Se isto acontecesse no estado meditativo, será que recordaríamos melhor o sucedido, e de forma consciente?

ELIAS: Isso depende do indivíduo e da focalização da atenção que estiver a fazer nessa altura. Se estiver a dirigir a sua atenção a fim de lhe permitir ter consciência disso durante a experiência da meditação, sim, podeis possibilitar uma maior recordação objectiva.

Mas também te posso dizer, existem muitos indivíduos que empreendem esse tipo de acção durante o estado de vigília, enquanto empreendem diferentes tipos de actividades objectivas, e não permitem recobrar uma lembrança objectiva do que empreenderam.

Também te posso dizer que por vezes, todos tereis empreendido esse tipo de experiência. Muitos criam esse tipo de projecção enquanto no estado de vigília procedem a uma actividade qualquer que percebem como mundana ou monótona. Outros podem experimentar esse tipo de projecção enquanto conduzem os seus veículos.

FRANK: Será uma coisa que eu faça com regularidade?

ELIAS: Por vezes.

Nesse sentido, ao te deparares com esse tipo de experiências, podes permitir-te perceber que não proporcionas uma recordação da acção que estiveste a empreender durante esse tempo, mas tens consciência de ter a atenção focada de outro modo.

Reconheces que ao conduzir o teu veículo, não estás a prestar atenção a tal acção, e aquilo que dizes a ti próprios subsequentemente é o facto de não saberes como terás passado esse tempo ou terás sido levado a um outro estado de consciência, sem que te lembres daquilo que tiveres feito nem experimentado durante esse tempo.

FRANK: Está bem. Bom, isso acontece-me bastante! (a rir)

ELIAS: Ah, ah, ah, ah, ah, ah!

FRANK:  Muito bem, nesse caso a pergunta seguinte: por que razão... nessa altura particular, por volta de Setembro de 92... por que razão  terei tomado consciência disso nessa altura, e por que não tenho tomado desde então? Desde essa altura tentei recriar essa experiência, mas não fui capaz de o fazer. Por isso, por que razão terei descoberto isso nessa altura, e não depois?

ELIAS:  Devo-te dizer que na realidade isso é bastante comum, o facto das pessoas se permitirem ter consciência de uma experiência de modo bastante propositado numa altura qualquer.

Nesse momento, permitiste-te unicamente uma expressão de isenção de temor, uma isenção da análise, uma isenção de informação objectiva no sentido da análise, e nessa medida, apresentaste a ti próprio um à-vontade temporário na consciencialização objectiva do que estavas a empregar nessa projecção.

Agora; isso é intencional por te proporcionar um exemplo objectivo do facto de poderes recordar e tirar partido disso à medida que escolheres voltar a criar esse tipo de consciência, por assim dizer.

Porque com isso, apresentas a ti próprio informação sobre como envolver esse tipo de experiência de forma a permitir-te o exemplo e a recordação, não só da própria experiência como do estado de espírito que tinhas, por assim dizer, nesse momento, e da diferença patente entre esse instante e o que crias nas alturas em que intencionalmente tentas recriar esse tipo de percepção.

Por agora estenderes a ti próprio muito mais informação, a qual provoca um entusiasmo e um desejo objectivo de empregares esse tipo de experiências mas também gerar uma acção automática e resposta em ti no sentido de criares objectivamente uma intensidade de concentração, e essa concentração objectiva na intensidade que assume gerar tensão e também produzir uma pressão na tua energia em vez de concessão e de relaxamento.

Também te faz adoptar mais o raciocínio. Na experiência anterior não analisavas nem criavas elaboração mental alguma quanto ao modo como haverias de criar tal acção. Permitiste-te unicamente expressar com liberdade esse tipo de experiência, e permitiste-te uma percepção objectiva de tal acto, embora como uma fluência da energia livre. Agora empregas um raciocínio em relação ao próprio acto e isso complica o movimento que empreendes.

FRANK:  Muito bem, então a pergunta é: como é que relaxo de modo a ser capaz de realizar aquilo que estou a tentar realizar?

ELIAS:  Sim.

VIC:  Ah?

ELIAS:  E permite-te usar um ponto de referência, mas sem ser por uma expressão de concentração objectiva. Permite-te sugerir um ponto de referência, uma direcção, por assim dizer. Isso permitir-te-á focar a tua energia em vez de dispersares a tua energia.

Assim que te tiveres permitido sugerir o teu objectivo, por assim dizer, e ter escolhido um ponto de referência... quer seja simplesmente por uma projecção da tua consciência na direcção de um outro local físico, ou do mesmo compartimento que estiveres a ocupar fisicamente no momento, ou de uma outra faixa temporal, não importa realmente aquilo que estiveres a escolher mas sim que apresentes a ti próprio inicialmente uma direcção, que com isso passas a focar a tua energia.

Agora; focar a tua energia não exige pensamento nenhum. A sugestão é suficiente. Assim que tiveres apresentado a ti próprio uma sugestão, também não importa que realmente projectes a tua percepção no sentido desse ponto de referência particular, por a questão não assentar nisso. A intenção de apresentares a ti próprio este tipo de sugestão serve unicamente para proporcionares a ti próprio a sugestão de te focares na tua energia.

Assim que tiveres apresentado essa sugestão, permite-te relaxar fisicamente na tua energia e raciocinar, sem criares distracção ou interrupção nesse relaxamento ao empregares o raciocínio...

FRANK:  Presumo que isso se aplique quase a tudo quanto queira manifestar, não?

ELIAS:  Aplica, em grande medida.

FRANK:  Está bem.

ELIAS:  Os pensamentos constituem uma criação desta dimensão que se prestam a uma função específica. Mas, nesta dimensão física, vós direccionastes a vossa atenção quase em exclusivo para a criação de pensamento pela expressão de uma comunicação a vós próprios de tal modo extrema que chegastes a afastar a vossa atenção do reconhecimento de todas as outras vias de comunicação que apresentais a vós próprios.

Na realidade, a expressão de comunicação do pensamento na sua função genuína é relativamente reduzida, nos termos do entendimento que tendes. A função real do vosso pensamento é a de definir e identificar outras comunicações. Mas conforme declarei, vós voltastes a vossa atenção para essa expressão particular com uma tal intensidade que acabou por se tornar no que agora identificais como um modo quase exclusivo de comunicação, o que na realidade não traduz a função que ela tem.

Essa é a razão por que muitas vezes experimentais conflito e confusão assim como obstáculos nos movimentos e nas experiências que produzis, por estardes a empregar o vosso pensamento de uma forma excessiva.

FRANK:  Está bem, isso é muito interessante. Falemos agora das outras vias de comunicação. Presumo que estejas a falar de coisas tipo os acontecimentos que se dão.

ELIAS:  Não necessariamente.

FRANK:  Muito bem. Bom, quais são as outras vias, os outros modos de comunicação?

ELIAS:  Dir-te-ei que vós criastes um modelo de realidade física intrincado.

Em vós próprios criastes um corpo físico que comporta sentidos externos e sentidos internos, os quais representam TODAS as comunicações objectivas que transmitis a vós próprios. E conforme tive ocasião de sugerir numa informação recente, uma outra via de comunicação bastante expressiva a que prestais muito POUCA atenção e que representa uma das vossas vias MAIS expressivas de comunicação são as vossas emoções.

As vossas emoções, uma vez mais, conforme afirmei várias vezes recentemente junto de vós, não constituem reacções. Elas não são respostas; não representam reacções. São comunicações. Mas como as definis em termos de reacções não prestais atenção àquilo que elas vos transmitem. Encarai-las apenas como uma bitola, um indicador relativo ao vosso estado do ser, mas elas não são bitola nenhuma relativa ao vosso estado do ser. Elas representam uma comunicação real que se expressa de modo objectivo, a partir da vossa consciência subjectiva na direcção da consciência objectiva.

FRANK:  Está bem. Bom, explica-me cá isto. Como é que eu hei-de interpretar essa comunicação? Digamos que acordo numa bela manhã e que me sinto excelente, ou numa outra manhã eu acordo e me sinto emocionalmente deprimido. Como é que interpreto essa comunicação?

ELIAS:  Isso é a função do vosso intelecto. Na realidade, essa é a função da criação a que procedeis, de pensamentos. Eles fornecem-vos a via da interpretação.

O pensamento, em si mesmo, não foi concebido como um modo de comunicação efectivo. Constitui uma função de interpretação e apresenta uma permissão no sentido da compreensão íntima relativamente à identificação dessas outras vias de comunicação... embora muitas vezes não seja necessario empregar a acção do pensamento na interpretação das comunicações.

Mas em relação aos vossos comunicados emocionais, ao criardes uma emoção e reconhecerdes que se trata de uma comunicação e não de uma reacção e também não é bitola nenhuma do vosso estado do ser, isso por si só possibilita uma informação diferente quanto ao raciocínio que empregais, e os vossos pensamentos automaticamente adoptam um tipo diferente de movimento no reconhecimento dessa comunicação.

Ao definires a emoção da ansiedade, por assim dizer... ao declarares que podes acordar numa bela manhã e experimentar essa sensação ou emoção de ansiedade ou de depressão.

Nessa medida, ao identificares isso como um indicador e como uma reacção para com o teu estado de ser, os pensamentos que tens movem-se numa função automática e apenas te dão conta da identificação do sentimento, por assim dizer, e o pensamento não vai além disso na identificação a que procede, por apenas identificar uma reacção para com o vosso estado do ser. Por isso, não emprega mais nenhuma informação na interpretação.

Ao te permitires reconhecer que isso não representa reacção nenhuma, e que não é indicador nem bitola nenhuma, os teus pensamentos automaticamente se voltam numa direcção diferente, e nessa medida, a interpretação tem início com uma pergunta relativamente ao que compreende a natureza da transmissão ou comunicado, e à medida que a comunicação prossegue, o raciocínio continua com a interpretação que faz desse comunicado. Procedes à interrogação em ti próprio e respondes por ti próprio à comunicação.

A dificuldade ou falha na comunicação que é expressada é na identificação da definição do que está a ter lugar, que está a ocorrer, e como vês que a emoção não representa uma comunicação, não recebes a comunicação ou a mensagem, por assim dizer.

FRANK:  Nesse caso estarás a dizer que a emoção represente como que uma batida à porta, e que em vez de abrirmos a porta e empregarmos o resto da coisa, dizemos que alguém terá batido à porta e passamos a ignorar isso?

ELIAS:  Correcto.

FRANK:  Ah, muito bem. Então, por outras palavras, se reconhecermos o que essa emoção compreende, nesse caso acabará por surgir mais a seguir e há-de transmitir o que quer que a mensagem contenha.

ELIAS:  Correcto.  Haverás de apresentar a ti mesmo muito mais informação.
Esse é um modo válido e uma via bastante eficaz de comunicação íntima que todos concebestes nesta dimensão física.

Vou dizer uma vez mais que vos estendi a todos um indicador dos elementos básicos que tendes nesta vossa realidade física e nesta dimensão particular, e eles são a sexualidade e a emoção; não o pensamento. O pensamento constitui um instrumento que criastes destinado à interpretação, à identificação e à definição, mas não como um elemento e expressão básica da vossa realidade física.

FRANK:  Gostava de passar para uma outra coisa que é um pouco diferente, mas que creio estar relacionada. Há duas coisas de que quero falar:

a primeira, por vezes quando me descontraio, quando talvez estou a meditar, talvez quando fecho os olhos e tento respirar e relaxar, vejo uns borrões ou pontos violeta que parecem surgir e desvanecer-se. Ocasionalmente eles apresentam-se de uma cor verde, também. Isso é algo que já vem acontecendo há muito tempo, e é a primeira coisa que mencionaria.

Em segundo lugar, não tanto actualmente, mas no passado, quando costumava meditar, ou uma vez mais, quando procurava relaxar, costumava começar a sentir o meu corpo a vibrar. Por vezes vibro de tal modo que quase não suporto isso, pelo que basicamente tenho que parar de fazer o que estiver a fazer. E sinto curiosidade quanto ao que pensas que isso seja e ao que isso signifique.

ELIAS:  Ora bem; antes de mais vou-te dizer que, em relação às expressões da cor que apresentas a ti próprio, isso de facto constitui uma demonstração do facto de estares genuinamente a permitir-te relaxar, e de que estás a focar a tua atenção no modo de que estivemos hoje aqui a falar - permitir-te focar a tua atenção num ponto de referência, que se torna no que terás escolhido nesse centro particular de energia violeta, por assim dizer.

Agora; há muitos que se permitem focar nesse centro particular de energia num acto meditativo, o qual assenta na relação com as crenças subjacentes, mas vos proporciona uma orientação na vossa atenção e na vossa energia.

E se continuardes a permitir-vos relaxar e não focais a vossa atenção objectiva tão intensamente nessa expressão de cor e continuardes a permitir-vos divagar sem pensar, também podereis empregar outras acções e movimentos.

E se praticardes, podereis começar por impressões que permitis sejam reconhecidas de uma forma objectiva, sem as menosprezar, e por meio dessa prática, as impressões poderão tornar-se mais vívidas. Alguns geram uma percepção visual efectiva dessas impressões, e outros permitem-se nessa altura projectar a sua percepção para outras áreas.

Mas isso na realidade constitui uma validação de ti próprio, pelo reconhecimento de estares a satisfazer os começos desse tipo de movimento, ao te permitires ver essa cor.

FRANK:  Está bem mas, e a vibração?

ELIAS:  Ora bem; isso também ocorre como uma expressão de validação, só que de um modo diferente. O que estás a admitir com essas duas acções - uma relativa à cor - é a tradução objectiva de que a tua consciência subjectiva está a mover-se em harmonia com a intenção que estás a estabelecer em termos objectivos.

A vibração constitui a validação objectiva para ti próprio, de estares a focar a tua atenção no que poderei designar por um modo interior, em ti próprio. Estás a afastar a tua atenção da distracção das criações e expressões externas e estás a permitir-te focar toda a tua atenção, por assim dizer, em ti próprio, e isso é expressado em resposta por meio da criação dessa vibração física dentro de ti.

Agora; ambas essas expressões constituem uma validação dirigida a ti próprio - que tu estás a apresentar a ti próprio - de estares a conseguir o movimento que pretendes estabelecer.

Assim que essa comunicação - uma vez mais - é acolhida, a manifestação efectiva física pode ser interrompida.

FRANK:  Está bem. Bom, agora sinto-me um pouco confuso. Quando referes interrompida, quererás dizer isso no sentido de poder ser ou não interrompida, ou no sentido de eu poder dispensar isso? Além disso, volto à pergunta: o que acontece com a vibração? Senti-a de tal modo intensa que precisei interromper aquilo que estava a fazer.

ELIAS:  Justamente. Eu compreendo isso, mas é exactamente o que te estou a dizer, que quando essa acção é acolhida como uma comunicação e aceite como uma validação, e passas a permitir-te relaxar e deixar de manter a tua atenção nessa experiência particular, que representa um comunicado, a comunicação é interrompida, por ter sido recepcionada, do mesmo modo que expressaste com a batida à tua porta.

FRANK:  Muito bem, então o que estás a dizer é que, ao dar continuidade a isso, agora que compreendo o que se está a passar e consigo relaxar mais ou menos, isso simplesmente passa, mas eu permaneço no estado meditativo.

ELIAS:  Sim.

FRANK:  Aah!

ELIAS:  A tua atenção move-se com essa acção. Assim que a vibração tem início, a tua atenção foca-se nessa acção - do mesmo modo que a tua atenção objectiva ao focar-se na batida à porta e na audição do som que provoca - e nisso, se continuares a concentrar-te na vibração, deixas de estar a focar a tua atenção no objectivo.

FRANK:  Entendido.

ELIAS:  A tua atenção terá passado para uma expressão diferente e foca-se na vibração, pelo que a vibração tem continuidade, por estar a ser reconhecida como uma comunicação de validação.

FRANK:  Muito bem. Vejamos o que se segue... onde é que estávamos a querer chegar com isto? Muito bem, algumas perguntas sobre condições físicas que tive. Tive um problema com o meu nervo ciático, e tenho igualmente um problema, um problema recorrente, na área da virilha, em relação ao qual consultei o médico ontem, que basicamente me disse que não havia nada que pudesse fazer. Ele basicamente atribuiu isso à idade e aos ferimentos provocados pelos velhos desportos e a coisas do género. Por isso, a pergunta que te quero lançar é: qual será a razão de tais manifestações?

ELIAS:  Antes de mais, meu amigo, vou-te perguntar, que impressão tens?

FRANK:  Eu devia estar ciente de que me ias perguntar isso!

ELIAS:  Ah ah ah ah ah ah ah!

FRANK:  (A rir) Bom, vejamos. Ambos abrandam o movimento que empreendo, isso é certo. (Pausa) Tenho que dizer, não estou certo, mas provavelmente não reflecti muito nisso. Pretenderás que me dedique a isso antes de voltarmos a conversar?

ELIAS:  Podes, e eu também te posso apresentar ALGUMA informação.

FRANK:  Está bem, óptimo.  Eu estou disposto a acolhê-la! (Ambos riem)

ELIAS:  Posso-te dizer que tu criaste uma dessas expressões em relação à sexualidade. Não me estou a referir ao acto de empregares a actividade sexual, mas à expressão da sexualidade e a muitos dos aspectos do sistema de crenças da sexualidade, e ao modo como crias as associações que estabeleces em relação à sexualidade nesta expressão física.

Conforme expressaste a título informativo o que te foi apresentado pelo teu médico, expressaste a identificação de se tratar de uma manifestação de actividades anteriores e por estares a envelhecer, pelo que estarás a degenerar-te em certas expressões. Isso é tudo uma expressão da identificação e avaliação a que procedes quanto à expressão individual que assumis da sexualidade no vosso foco.

Bom; na realidade podes afectar a criação disso na área física da virilha permitindo-te reconhecer as crenças que tens em relação à sexualidade, e permitindo-te apresentar a ti próprio permissão para te expressares menos por uma expressão relativa à resignação quanto à progressão na idade. Estás a compreender?

FRANK:  Claro. Penso que seja um grande problema que tenho, não será?

ELIAS:  (A rir levemente)  É uma associação fortemente mantida em relação às crenças que tens.

Quanto à criação da irritação do nervo, podes permitir-te investigar isso também na relação que isso tem com as tuas expressões de apoio, não apenas em relação a ti próprio, mas à forma como encaras o apoio que dás aos outros.

Isso também representa um problema que tens que é fortemente expressado - a avaliação a que procedes das alturas em que percebes não estar a dar suficiente apoio aos outros pelo que te passas a julgar a ti próprio, e das alturas em que não estás a manifestar apoio a ti próprio, e voltas a tua atenção para o exterior e expressas uma expectativa e um querer em relação à recepção desse tipo de expressão por parte dos outros, quando na realidade estás a comunicar a ti próprio o desejo que tens de estender essa expressão a ti próprio.

Nessas alturas em que sentes um agravamento físico, por assim dizer, nesse nervo em particular, se te permitires ter consciência objectiva do que estás a empreender nessas alturas, podes começar a reconhecer que essa é uma expressão consistente que crias, em relação às formas de julgamento que estás a atribuir a ti próprio, por meio da percepção de apoio a ti próprio, ou do apoio em relação ao qual te sentes carente na expressão que adoptas em relação aos outros.

FRANK:  Referes-te ao apoio dos outros?

ELIAS:  Correcto, e à condenação de ti próprio; não que não estejas a expressar apoio aos outros, mas que a percepção que tens da tua expressão seja a de que é inadequada e insuficiente. (Com firmeza)

FRANK:  Ah, está bem ... ah, está bem.

ELIAS:  E isso tu manifesta-lo pela irritação desse nervo.

FRANK:  Está bem, eu entendo.

ELIAS:  A razão para teres escolhido esse nervo em particular deve-se ao facto de ser central em relação ao teu corpo físico e afectar as tuas funcionalidades.

FRANK:  Muito bem, eu tenho mais um a pergunta acerca desse problema. Eu nasci com um problema congénito na espinha. A coluna não chegou a formar-se adequadamente. Por que razão terei vindo a esta realidade física com tal condição? (Pausa de 22 segundos)

ELIAS:  Ah, mas eu posso-te dizer que tu criastes essa expressão física neste foco de modo bastante intencional. Nessa medida, isso proporcionou-te uma experiência de desafio em relação às expressões de carácter físico, aos talentos ou conquistas físicas. Isso proporciona-te uma expressão subjacente de contínua motivação.

Mas também te proporcionou uma contribuição à tua consciência objectiva com a compreensão em relação àqueles que expressam uma limitação qualquer física, e da afectação que esse tipo de expressão de restrição física produz em relação às percepções do indivíduo.

E nessa medida, estendes a ti próprio um reconhecimento de que independentemente da definição que as sociedades ou que os indivíduos atribuem às limitações físicas, isso não impõe absoluto nenhum.


E nessa medida, tu permitiste-te dar passos em relação a esse desafio que te sugere uma diferença da percepção que tens em relação a esse tipo de questão, o qual também te faculta uma expressão diferente na interacção que tens com os outros.

FRANK:  Está bem.  Isso é profundo. (Ambos riem)

ELIAS:  Ah! Consequentemente podes oferecer a ti próprio um ponto, meu caro amigo, pela excelente expressão que criaste, não? Ah ah ah ah ah ah!

FRANK:  Também vou aceitar essa!

ELIAS:  Ah ah ah ah ah!

FRANK:  Muito bem, vejamos. Eu tenho mais umas quantas perguntas rápidas. A minha filha está com um problema no joelho. Poderás sugerir-me alguma coisa sobre o que lhe esteja a causar isso? Por que razão estará a dar expressão a isso?

ELIAS:  Que impressão tens? (O Frank suspira)  Ah ah ah ah ah!

FRANK:  Não sei — por estar à procura de atenção?

ELIAS:  Em parte; não inteiramente. Por ESTAR a proporcionar uma compensação, mas que impressão terás quanto à natureza dessa compensação?

FRANK:  Não sei - mais atenção da minha parte e da parte da minha mulher? Realmente não tenho ideia.

ELIAS:  Para além da expressão de atenção, também está a provocar um abrandamento do movimento que ela empreende por esta altura, o que lhe faculta um tipo diferente de interacção e de expressão com os outros membros da família assim como com outros indivíduos.

Com a criação disso ela está a expressar o reconhecimento de querer, por assim dizer, a expressão de carinho que não está a proporcionar a ela própria. Por isso, está a voltar-se para fora, por assim dizer, para apresentar essa expressão a ela própria, e isso por vezes pode ser traduzido de forma objectiva por expressões de simpatia, mas mais por um suavizar do tom da parte dos outros.

Há expressões menos óbvias que são criadas por esse tipo de interacção que podeis não necessariamente notar e reconhecer de um modo objectivo, mas isso proporciona-lhe uma expresão de carinho que ela busca como compensação por não estar a estender a ela própria. Também te posso dizer que existe um pequeno elemento de medo que está a obter expressão no movimento que ela empreende, pelo que ela cria uma afectação física a fim de abrandar os movimentos que empreende.

FRANK:  Isso faz todo o sentido. Muito bem. Agora; conforme me tinhas dito antes, o papel que me cabe é o de não fazer mais do que acompanhá-la, certo?

ELIAS:  Correcto.

FRANK:  Muito bem. A minha canalização congelou na noite passada. Por que razão terei manifestado isso? (O Elias ri) Os canos da água da nossa casa?

ELIAS:  (A sorrir) Mas, uma vez mais te perguntarei, que impressão terás?

FRANK:  A impressão que tenho é aquele assunto relativo à última vez em que conversamos... falamos em não empregar a acção de vitimização, e eu penso que tenha sido o propósito disso, e que eu comecei a sentir-me vítima, e a seguir terei dado por mim e percebido que o que quer que se dê, eu crio isso. É aquilo que inicialmente assumo em relação à questão.

ELIAS:  A interpretação objectiva, mas posso dizer-te que tens razão.

Também te posso dizer - de acordo com o movimento consistente (o Frank começa a rir) que instauraste na interacção comigo - que em cada encontro objectivo que temos, tu dás expressão à experiência objectiva de uma acção física, antes de nos envolvermos - ah ah ah ah! - o que te proporciona um desafio!

FRANK:  Eu estou somente a tentar ajudar-te! (A rir)

ELIAS:  Ah ah ah ah ah! Fico a antecipar a tua continuidade futura nesse padrão, não só como um comunicado dirigido a ti próprio e uma apresentação de imagens físicas, mas também como uma via de entretenimento! Ah ah ah ah ah!

FRANK:  Bom, penso que já lá tenhamos chegado!

ELIAS:  Ah ah ah ah ah!

FRANK:  (A rir) Ah, isto é estupendo!  Muito bem, a última pergunta que tenho a dirigir-te é, se nos conheceremos de uma forma objectiva. Será?

ELIAS:  No foco físico?  Conhecemos.

FRANK:  Poderás revelar-me algo acerca disso?

ELIAS:  Primeiro vou deixar que investigues, e estender-te-ei a minha validação no nosso próximo encontro.

FRANK:  É perfeitamente justo.

ELIAS:  NÃO representará um desafio assim tão grande para ti, na percepção que tens, permitir-te um reconhecimento objectivo de UM dos teus focos da atenção! Nós tivemos vários. Por isso, poderás escolher. Ah ah ah!

FRANK:  Está bem, estupendo.  Bom, obrigado.


ELIAS:  Não tens de quê, meu amigo.  Virei a interagir contigo e a cutucar-te na investigação que empreenderes dos focos que partilhamos. Ah ah ah!

FRANK:  Bom, também fico grato por isso.

ELIAS:  (A rir)  Para ti com um enorme carinho — e em reconhecimento do vosso feriado — te  dirijo um au revoir.

FRANK:  Adeus.

Elias parte às 12:46 da tarde.

© 2001 Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados

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