sábado, 4 de agosto de 2012

DESAFIOS INERENTES AO RELACIONAMENTO





Sessão 433
“Orientações Diferentes no Relacionamento”
“Movimentos Naturais nas Relações”
“expressões naturais”
(Excerto) (Na foto: Sessão de grupo com a Mary em primeiro plano)
Quarta-feira, 28 de Julho de 1999 © (Privada/Telefone)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes:  Mary (Michael), Jo (Tyl), e o Paul (Caroll)
 
...

JO:  E a orientação que o Paul tem, e a minha... Cremos que a do Paul seja comum, não?

ELIAS:  Correcto.

JO:  E a minha, será soft?

ELIAS:  Correcto.

JO:  Bem, com base no que referiste acerca das pessoas... Teceste um forte comentário em relação às dificuldades por que as pessoas passam nos relacionamentos devido a estas orientações serem destinadas ao conflito. Estou aqui a parafrasear, mas gostava de saber o que dirias acerca do relacionamento que temos, e sobre a permanência num relacionamento confortável e íntimo, e o que deveríamos passar agora a fazer com esta informação.

ELIAS:  Deixai que vos diga que, antes de mais, não ando a dizer a ninguém que a combinação das (diferentes) orientações nos relacionamentos (de carácter) íntimo esteja destinada ao conflito, por assim dizer.

Eu afirmei anteriormente que se optardes por vos envolver numa relação de parceria que apresente intimidade com outro indivíduo que tenha uma orientação diferente da vossa, vireis a experimentar elementos conflituantes.

Ora bem; com isto não vos estou a dizer que não possais criar uma relação desse tipo, nem vos estou a dizer que nos vossos termos físicos estejais condenados a isso caso crieis um tipo de relação dessas. O que vos estou a dizer é que cada orientação física, para o referir em termos figurados – o que se revela objectivamente de um modo bastante evidente – fala a sua própria língua, digamos.

Consequentemente, ao combinardes orientações diferentes, irão experimentar conflitos temporários, mas essa qualidade “temporária” pode variar enormemente, por falardes línguas diferentes. Por isso, as percepções que tiverdes deverão ser, de certo modo, bastantes diferentes uma da outra.

A razão por que experimentais conflito deve-se ao facto de terdes posto a vossa realidade em movimento e num certo tipo de direcção baseado nas crenças que tendes, e nessa medida, uma das expressões que criais na vossa realidade é uma falta de tolerância para com a diferença e uma insistência em conformar os outros a vós próprios.

Voltais-vos no sentido de expressardes a questão que defendeis, digamos – as opiniões ou percepções que defendeis – um ao outro, na tentativa de influenciar o outro com a vossa percepção, o que se afigura como uma expressão bastante semelhante à da tentativa que instaurais nos vossos focos de criardes a realidade do outro, coisa em relação à qual agora tendes consciência de não poder ser conseguida, embora continueis a tentar.

Vós camuflais a tentativa que fazeis no sentido de apresentardes a vós próprios vários tipos de desculpa para as expressões que empregais. Dizeis que estais a ajudar. Dizeis que estais a dispensar uma informação mais completa. Dizeis que estais a proporcionar um maior à-vontade na direcção do indivíduo. Podeis expressar vários tipos de sentido na camuflagem que empregais, mas a linha base nessa área é que não estareis a aceitar a expressão do outro e que estareis a tentar alterar a sua realidade na vez dele.

Nessa medida, COMO vos moveis todos nessa direcção de forma tão automática, se criardes um relacionamento com um indivíduo que tenha uma orientação diferente da vossa, haveis de instaurar automaticamente um elemento de conflito, por virdes a trazer à superfície essas diferenças e criardes expressões óbvias dessas diferenças.

Agora; podeis dizer-me que sentis confusão em relação a isso, por terdes criado um relacionamento de total harmonia e isso se endereçar na direcção contrária da expressão do que estou a apresentar-vos com esta informação, mas eu dir-vos-ei que discordo, por...

JO:  Não me lembro de ter referido “total harmonia”!

ELIAS:  Ah ah ah ah ah! (O Paul e a Jo desatam na gargalhada)

Nessa medida, tendes uma forte noção no vosso íntimo de existirem áreas em que FALAIS línguas diferentes e em que TENTAIS apresentar a percepção que tendes ao outro numa tentativa de vos influenciardes uma ao outro à conversão das percepções individuais que tendes. Isso é bastante comum no foco físico.

Ora bem; aquilo que EU estou a dizer, em termos bem realistas no foco físico e sob a influência das crenças e das expressões automáticas que adoptais, é que caso opteis por entrar numa relação íntima de parceria com um indivíduo de uma orientação diferente, passará a apresentar-se uma maior probabilidade de não continuardes numa relação duradoura com esse indivíduo; não que tal não seja possível, mas por vós no foco físico optardes por não vos endereçardes no sentido de empregar a energia que é requerida para a tradução das línguas.

Podeis traduzir essas línguas diferentes e ter a capacidade de o fazer de um modo eficaz, do mesmo modo que o fazeis no caso dos idiomas que falais. Se assim o escolherdes, poderão apresentar-vos um idioma particular no vosso foco físico – e podeis optar por falar um idioma diferente, e falá-lo com fluência, e ter uma compreensão objectiva e eficaz desse outro idioma.

Do mesmo modo, podereis realizar o mesmo na área da orientação, mas muitos não optam por incorporar mais do que uma língua, por isso requerer uma concentração de energia em termos de compreensão, interpretação, tradução, prática, e muitos optam por não se voltar nessa direcção de manipular a sua energia em volumes de expressão desse tipo.

Por isso, posso-vos dizer que muitos relacionamentos de companheirismo não têm continuidade caso empreguem dois tipos de orientação diferente, por perceberdes que isso seja exaustivo e fatigante para vós, e por vezes mesmo muito frustrante, por assim dizer. Mas HÁ indivíduos que se VOLTAM nessa direcção e que OPTAM por traduzir e interpretar e compreender e aprender a língua do outro.

Por isso, afirmo-vos que isso não constitui factor absoluto, o facto de precisardes estabelecer um relacionamento íntimo de companheirismo com um outro indivíduo que tenha a mesma orientação que vós, ou o facto de estardes sempre votados ao fracasso se não escolherdes um indivíduo da mesma orientação. Estou simplesmente a apresentar uma explicação do que vós instaurais na vossa realidade, de modo a poderdes compreender a razão por que certas tensões se dão de forma natural nas expressões físicas que adoptais e o modo como criais a vossa realidade e como podereis alterar essa mesma realidade caso optardes por isso.

Torna-se bastante difícil alterar a vossa realidade caso não saibais de um modo objectivo o que é que estais a alterar! Se não perceberdes de uma forma objectiva que dispondes da capacidade de alterar, não vos voltareis necessariamente na direcção de tentar alterar, e no imobilismo que isso impõe, apenas perpetuais as crenças que tendes. A intenção desta mudança de consciência é de aceitardes as crenças e de vos permitirdes muito mais liberdade nas expressões que adoptais e nas capacidades de que gozais e na criatividade que tendes.

Nessa medida, se não tiverdes noção das crenças que tiverdes e não tiverdes consciência das expressões naturais e do que tiverdes criado na vossa dimensão física, de que modo podereis alterar isso de uma forma objectiva?

Por isso é que vos apresento informação, de modo a poderdes ter perspectiva de vós e obter uma maior compreensão objectiva de vós próprios e uns dos outros e das crenças que defendeis, por nessa medida, proporcionardes a vós próprios a oportunidade de ver toda a vossa realidade de uma maneira muito mais vasta, e ao terdes uma consciência mais alargada da vossa realidade, também facultareis a vós próprios muito menos limites e uma maior oportunidade de vos expressardes com muito menos conflito.

JO: 
Obrigado. Foi bastante útil. A informação relativa à orientação realmente ajuda a descrever a barreira patente na linguagem que pressentimos desde sempre. Apenas nunca fomos capazes de... não sabíamos realmente de onde procederia isso, pelo que se revela muito útil. Obrigado.

ELIAS:  Não tens o que agradecer.

Com isto, permiti que igualmente vos diga que uma das razões por que as pessoas que têm diferentes orientações se deparam com tanto conflito nos relacionamentos por que passam se deve à percepção que têm, a qual é directamente influenciada pela orientação que têm, por desse modo vos perceberdes a vós próprios e ao vosso mundo de um modo diferente.

Consequentemente, também respondereis a vós próprios, uns aos outros, e ao vosso mundo de modo bastante diferente. As expressões que adoptais uns para com os outros tornam-se estranhas, e por vezes poderá parecer ocupais planetas completamente diferentes e não só países diferentes, por a vossa realidade SER tão distintas.

Nisso tem igualmente peso as crenças sustentadas pelas massas, por as crenças das massas vos referirem a existência de absolutos, e que tendes determinados domínios na percepção na vossa realidade que são iguais, mas eu afirmo-vos que isso está errado. Cada um de vós tem a sua percepção que é única e individual.

Bom; podeis apresentar semelhanças ao terdes a mesma orientação, mas as expressões individuais dessas semelhanças que expressardes serão diferentes. A questão está em reconhecerdes todas essas diferenças, toda essa diversidade, e perceber a maravilha que caracteriza todas essas expressões. Não precisais ser iguais. Isso não tem importância!

Vós criastes a vossa realidade de uma forma eficaz a fim de acomodardes todas essas distinções singulares. Por isso, não precisais meter todas essas coisas no mesmo saco. (A sorrir)

JO: 
Chega mesmo a parecer que temos diferentes percepções em relação ao conflito que temos com base nessas diferenças. Parece que chegamos a encarar esta situação de modo bastante distinto.

ELIAS: 
Absolutamente, mas isso também é uma expressão das diferenças que tendes na orientação. Aqueles que possuem uma orientação soft poderão referir que o conflito que experimentem em determinadas áreas seja intenso na expressão que adopta, mas em outras áreas que digam respeito unicamente ao indivíduo, possam sentir muito menos conflito. Permitam que clarifique.

Um indivíduo que tenha uma orientação comum pode expressar um enorme interesse por áreas que o afecte directamente, e pode revelar-se, nos vossos termos físicos, bastante sensível em relação a situações e a emoções e a ideias relativas e ao que seja feito àqueles em relação a quem perceber ter laços de proximidade, mas o interesse e o sentido que sente deverão mover-se em relação à percepção que tem e deverão envolver aquilo que o afectar directamente, por uma forma qualquer.

Agora; ao contrário dos que têm uma orientação intermédia, os que têm uma orientação comum deverão permitir-se ser afectados pelos que os rodeiem num ambiente de proximidade, ou de companhia, por assim dizer – por aqueles indivíduos com quem têm uma relação familiar, ou de amizade, ou de companheirismo – mas isso deverá ser filtrado pelo que possa afectá-los directamente de um modo qualquer. Isso já deverá assumir importância.

Agora; um indivíduo que tenha a orientação soft pode não se deixar afectar por meros acontecimentos ou conceitos ou emoções ou pensamentos que os afectem directamente e de uma forma objetiva. Eles podem ser afectados, por assim dizer, por muitos outros elementos que parecerão ser exteriores a eles, e apresentar uma capacidade de resposta directa em termos afectados, e isso já assumirá importância.

Por isso, no caso de dois indivíduos que se envolvem um com o outro, a percepção do que para eles tenha importância ou apresente intensidade pode diferir bastante. Podeis escolher uma questão qualquer que desejeis investigar e podeis expressar muitas diferenças na percepção que tiverdes, que isso irá influenciar bastante a intensidade do envolvimento da interação que estiverdes a ter em relação a essas questões.

JO:  Por exemplo, o interesse que sinto pelos relacionamentos, e pela sexualidade. Embora não me afecte necessariamente de uma forma directa, as ideias que estão relacionadas com isso são algo com que entro mais em ressonância do que o Paul, e isso influencia-me mais a mim do que a ele.

ELIAS:  Os indivíduos que têm uma orientação soft são os grandes defensores de causas – ah ah ah! (O Paul e a Jo desatam a rir) – por terem uma consciência objectiva da interligação em que todo o indivíduo se insere. Por isso, também são directamente afectados por toda a realidade que formais nesta dimensão física.

Aventurar-me-ei a dizer que, dada a oportunidade – ou caso se permitam apresentar a eles próprios uma oportunidade para tanto – serão capazes de contactar outros focos dimensionais e de se deixar igualmente afectar bastante.

Bom; vós não procedeis a uma compreensão objectiva nem ao reconhecimento de outras dimensões físicas, mas caso uma outra dimensão física vos fosse apresentada, que em qualquer área que das crenças que tendes julgásseis “digna de causa”, por assim dizer, permitir-vos-íeis automaticamente ser bastante afectados, por isso assumir importância.

Isso representa uma objectiva capacidade de resposta em relação a uma expressão objectiva – e não apenas subjectiva - de interligação com todos os aspectos da consciência; todos os outros indivíduos na vossa realidade física, todas as outras situações, todas as outras criações e não só o que criais individualmente, por terdes a percepção de que todos afectam um ao outro.

Por isso, as expressões inerentes à orientação soft e à orientação comum diferem bastante, por as pessoas da orientação comum criarem no exterior. As da orientação soft, recordai, criam dentro E fora.

O que estou a dizer com isto é que a (consciência) objectiva e a subjectiva se movem por um tipo particular de expressão que se traduz objectivamente. Os da orientação comum criam a sua realidade por meio da percepção exterior que têm, o que se traduz pela expressão de imagens objectivas.

Não vos confundais. Isto não pretende dizer que os indivíduos que criam a orientação comum também não criem um movimento subjectivo, por que o fazem. Todos envolveis movimento subjectivo. Todos envolveis movimento objectivo. Isto não diz respeito a essa questão. Essa questão da orientação diz respeito ao assunto da percepção e ao modo como criais a vossa realidade, como a interpretais, como traduzis todas as imagens da vossa realidade.

Os indivíduos que têm uma orientação comum traduzem as suas imagens, tanto subjectivas como objectivas, de uma forma objectiva. Eles encaram as coisas pelo exterior. Consequentemente, apresenta-se uma diferença muito distinta entre essas duas expressões da orientação, por os indivíduos da soft combinarem essas expressões da (orientação) subjectiva e da objectiva na percepção que têm e nas expressões que adotam da percepção, por uma expressão objectiva.

De momento não vamos debater os indivíduos da orientação intermédia, por não ser relevante para as experiências por que ambos passais, um com o outro.

Nessa medida, muitas vezes também, aqueles que têm uma orientação soft podem experimentar dificuldades com a tradução para a linguagem de tudo quanto estejam a experimentar, e na partilha objectiva dessas experiências com outro indivíduo de outra orientação.

Essa é a razão por que muitos, muitos indivíduos se deixam conduzir para relacionamentos duradouros com indivíduos da mesma orientação, por nesse caso resultar uma compreensão natural e automática. Também se gera um movimento natural e automático no sentido da aceitação. Não se apresenta necessidade de converter o parceiro a uma percepção diferente, por resultar uma compreensão e um conhecimento naturais, por terem uma percepção similar. É isso que dá lugar à criação de uma ausência de conflito entre os indivíduos que apresentem a mesma orientação.

Agora; nessa medida, podeis continuar na vossa relação de companheirismo e defrontar-vos com esses desafios, mas não vos iludais por meio do emprego de uma outra camuflagem, ao garantirdes a vós próprios que haveis de conseguir, por isso ser nobre e representar a razão para serdes tão iluminados, por que isso NÃO satisfaz os requisitos dessa tradução.

A realização dessa tradução constitui uma expressão autêntica, não de simples curiosidade mas de apreço pela diferença, e nessa medida, torna-se numa expressão de abono para com a aceitação das expressões da diferença, e não de frustração e de uma maior tensão.

Muitos indivíduos podem servir-se desta informação que está agora a ser apresentada e passar para os domínios da conquista: “Eu vou empregar uma interacção e uma relação íntima com um/a companheiro/a de uma orientação diferente da minha, por isto representar uma conquista e uma medalha de mérito.”

Eu digo-vos que uma motivação dessas precisa ser examinada, por a expressão genuína que criará a fluência natural do movimento de longevidade permanente – em termos objectivos – de um relacionamento desse tipo ser a vontade de explorar no âmbito da curiosidade movida pelas diferentes línguas, e pela vontade de aceitar, e o conhecimento genuíno de que não tem importância. Estais a compreender?

JO:  Estou, obrigado. A causa que de momento carrego (Elias apresenta um sorriso rasgado) é muito exterior às crenças relacionadas com as relações e ao tipo de relacionamento que temos, e eu gostava de obter alguma informação acerca disso, assim como em relação à permissão que faço em relação a um escorrimento de influências provenientes de um outro foco que apresenta diferentes crenças em relação ao sexo e aos relacionamentos, e o quanto isso também me estará a influenciar a percepção. (Pausa)

ELIAS:  Mas, não quererás ser mais precisa quanto à identificação daquilo a que te estás a referir com esta pergunta?

JO:  Penso que sejam os “deveres” que fazem parte de uma relação de carácter exclusivo. Pareço estar em contacto com alguém que provavelmente preferiria morrer a casar e que é perseguido por defender crenças relativas á liberdade sexual, e eu não faço ideia de como isso possa ser útil para mim. Creio que possa ser, só que não tenho a menor ideia como. Creio que em teoria, inclino-me a rebelar-me contra uma enorme necessidade de proceder à manifestação de uma promessa junto de alguém quando essa pessoa goza de tal variedade de relacionamentos, apesar de não poder dizer que acredito nisso de forma não teórica neste foco, por também ter criado um relacionamento de exclusividade maravilhoso com alguém. Assim, creio sentir-me somente confusa em relação ao que se está a passar aqui neste intercâmbio com esse outro foco da Judeia.

ELIAS:  Deixa que te diga que há movimentos naturais que empregais nesta dimensão física, e que há crenças que empregais na consideração desses movimentos naturais. Há crenças que se estendem para além dos vossos movimentos naturais.

Agora; nisso, o conceito de se ajustar aos moldes de um relacionamento ao estilo isolado, no singular, de um indivíduo a expressar devoção exclusivamente a outro ao longo de todo o foco, CONSISTE numa manifestação de crenças, mas também brota, por assim dizer, de um movimento natural. É desse modo que vos confundis, por estabelecerdes crenças que vos desviam das expressões naturais que manifestais.

Agora; nas vossas expressões naturais, não existem regras que vos digam que preciseis devotar-vos a um relacionamento com um indivíduo por todo o vosso foco, mas também vos moveis pela expressão natural de vos deixar atrair para um/a companheiro/a que apresente a mesma orientação, a mesma língua, as mesmas expressões que vós, e moveis-vos em cooperação com esse indivíduo numa parceria.

Ora bem; isso não é criado por razões que se prendam com a procriação. Não é criado por razões de crenças de precisardes adoptar a monogamia como o modo pelo qual estivésseis destinados a expressar a vossa realidade. Constitui apenas o modo natural como as coisas fluem.

Olhai para vós e olhai para as formas de curiosidade e as expressões e as interrogações e o quão frequentemente vos inclinais no sentido as almas gémeas e das separações (divórcios). Vós sentis fascínio pela área que engloba essas coisas. Por que razão sentis fascínio por isso? Pela razão que eu vos referi muitas vezes, antes: as crenças que tendes baseiam-se em verdades. Elas desviam-se bastante dessas verdades; apresentam-se bastante distorcidas em relação a tais verdades, mas as suas linhas de base surgem a partir daquilo que é do vosso conhecimento subjacente. Consequentemente, vós voltais-vos naturalmente e de modo automático para uma expressão de parceria.

Agora; essa expressão por vezes pode variar. No seu movimento natural e na sua forma natural, pode não dizer respeito exclusivamente a um indivíduo em particular. Pode ser expressado em relação a dois ou três ou mesmo em relação a quatro, e não necessariamente se enquadrado nas crenças do acasalamento entre diferentes sexos, sequer. Mas vós expressastes tantos aspectos de crenças que complicastes a vossa realidade e condicionastes-vos profundamente.

Sob a influência das crenças que tendes actualmente, moveis-vos no sentido de passardes o vosso foco e de escolher um ponto no vosso foco, e de instaurar a instituição do casamento, por assim dizer, e de estabelecer um relacionamento isolado, exclusivo, com um outro indivíduo – de preferência do sexo oposto – e nessa medida, prosseguis com o vosso foco e criais os vossos focos juntos e em harmonia, e dais expressão a uma enorme confusão e conflito interrogando-vos no vosso íntimo sobre a razão para isso não se expressar pela forma que imaginais.

Mas não recordais o fluir natural das vossas criações, o vosso fluir natural, inerente às orientações que tendes, inerente às criações que instaurais nesta realidade, sem serdes influenciados pelo número incontável de aspectos das crenças que tendes. Eu afirmo-vos que vos deixais naturalmente atrair para as parcerias por uma questão de reforço, por uma questão de validação – que vós designais por companhia – pelo estímulo, pela exploração de tudo quanto apresentais a vós próprios nesta peregrinação física.

E nisso, experimentais a interligação com os outros através da emoção, da energia, do pensamento, das capacidades, da criatividade, de toda a exploração que fazeis na realidade física.

Vós criastes uma realidade que se expressa objectivamente de uma forma singular. Criastes formas físicas individuais, criastes personalidades únicas e individuais, criastes formas de percepção individuais, criastes realidades individuais. Nessa medida, a maneira de diminuirdes a separação, de apresentardes a vós próprios o sentido da interligação e o lembrete em termos objectivos de não existirdes isolados, é pela criação de parcerias e experimentando a vossa realidade nos termos físicos em conjugação com outros indivíduos.

Agora; nessa medida, é por essa razão que criastes a orientação intermédia com uma menor frequência do que qualquer outra orientação, por a expressão particular dessa orientação se deixar conduzir de forma mais isolada e focar a sua percepção, a atenção, intensamente em si mesma e facilmente passar para as expressões de ausência de interacção com os outros. Essa é uma experiência que a essência escolhe explorar nesta dimensão, mas que também, conforme declarei, cria essa expressão com muito menos frequência do que qualquer outro tipo de orientação, por vos EXPRESSARDES naturalmente no sentido da interligação. TODA a consciência se acha interligada.

Agora; quanto às crenças na monogamia e todos os termos que atribuís em conjunção com esse conceito – lealdade, devoção, empenho, amor – isso são aspectos das crenças que tendes; não que o próprio amor seja a expressão de um aspecto das vossas crenças, só que em muitas das expressões que assume, é.

Por isso, eu digo-vos que podeis ter uma consciência de vos moverdes num sentido natural de buscardes outro indivíduo ou indivíduos que partilhem da vossa permanência temporária e da exploração que fazeis em termos objectivos convosco ao longo do vosso foco, que isso constitui a inclinação e a tendência natural, acasalar-vos com outro indivíduo, mas é a expressão das vossas crenças que os leva para os condicionalismos desse movimento natural.

Agora; na expressão que assumis, moveis-vos ligeiramente nesse sentido de modo mais intenso na vossa atenção em razão do reconhecimento que fazeis das diferenças inerentes às orientações. Por isso, como vos deixastes atrair um para o outro no âmbito da diferença de orientações, isso também amplia certos elementos da vossa realidade para que voltareis a atenção, pelo aumento das diferenças que vos caracterizam.

Cada um de vocês escuta aquilo que estou agora a dizer, neste exacto momento. Mas cada um de vós escuta de um modo diferente.

Cada um de vós tem uma compreensão daquilo que vos estou a transmitir. Mas cada uma das formas de compreensão que tendes é diferente.

Nessa medida, digo-vos para, quando finalizarmos a conversa que estamos a ter, procederdes a uma experiência. Não vos volteis no sentido da competição nem no sentido de entrar em discussão quanto ao que vos apresentei na informação de hoje, e de dizer um ao outro: “O Elias disse isto.” Mas ao invés, escutai um ao outro ao apresentardes um ao outro as percepções individuais que tiverdes relativamente ao que vos apresentei, e ao permitir-vos escutar um ao outro permiti-vos uma abertura para passardes a adoptar o “não tem importância”.

Dir-vos-ei de forma bastante genuína que por vezes não vos compreendereis um ao outro. As percepções que tendes são de tal modo diferentes que não se encontram, mas não tem importância, por ser bastante aceitável que apresenteis essas diferenças. Não é preciso conversão nenhuma, por uma percepção não ser melhor do que a outra. Uma percepção não está certa nem a outra errada. São simplesmente diferentes, e o mesmo pode ser alcançado por ambas.

Um poderá plantar uma árvore num vaso, enquanto o outro poderá plantar a árvore no solo. Ambas as árvores acabarão por crescer. Podeis tratar delas diferentemente e a experiência que obtiverdes ser diferente. A percepção que tiverdes quanto ao cuidado a dispensar à árvore pode diferir. Mas ambas as árvores hão-de crescer. Não tem importância. Estais a compreender?

...

Nota da Vicki:  E aqui, ficamos sem cassete às 2:55 da tarde.  Detesto quando isto acontece!  É como perder o final de um filme de que se gosta.

© 1999  Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados



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