sexta-feira, 3 de agosto de 2012

CONSIDERAR/RECONHECER E IDENTIFICAR/ABORDAR/ACEITAR




Sessão 455
“A linguagem da percepção, ou as diferenças apresentadas pelas diferentes orientações”
“irá o elias ditar livros?”
“na realidade, não tem importância!”
Quarta-feira, 25 de Agosto de 1999 © (Privada/Telefone)
Tradução: Amadeu Duarte (Na foto: Mary em transe)

Participantes:  Mary (Michael) e Paul (Caroll)
Elias chega às 2:17 da manhã. (Tempo de chegada são 23 segundos)

ELIAS:  Bom dia!

PAUL:  Bom dia, velho amigo! (Elias ri)  O nosso diálogo prossegue!

ELIAS:  Mas, e por que sentido pensarás encaminhar-te hoje?

PAUL:  Como sabes, há várias direcções que estou a considerar, hoje. Creio que vamos começar por onde deixamos da última vez o nosso herói, quando conversamos há quatro semanas atrás. Estávamos a falar de orientação com respeito à Joanne e a mim próprio, e a algumas das diferenças que nos caracterizam e algumas das coisas que estivemos a explorar; de modo que é por aí que gostava de começar hoje.

ELIAS:  Muito bem.

PAUL:  Creio que a primeira pergunta que quero colocar seja o facto de a Joanne ter tido uma sessão que não foi gravada, há duas semanas atrás, e os últimos quinze minutos da nossa sessão de há quatro semanas não ficaram gravados na fita, o que me leva, assim como à Joanne, a sentir curiosidade quanto à razão para termos criado essa situação de não gravação. (1)

ELIAS:  Isso representa uma pergunta interessante, não somente no vosso caso, como também no caso dos outros, por no foco físico, muitos serem os que tendem a atribuir esse tipo de acções a energias que possam estar a interferir com o vosso equipamento e que possam ser projectadas por mim, e não foi isso que foi criado.

Eu devo dizer-te que, conforme estarás ciente, TU criaste uma interposição de energia que foi provocar o efeito na gravação, digamos, dessas interacções.

Deixa que te explique que em certas alturas, cada um de vós apresenta uma expressão de energia que é passível de se tornar bastante intensa, e nessa medida, conforme expressei à Tyl, aquilo que criais é um tipo de escudo ou uma expressão do que podereis designar por protecção.

Áreas há em que cada um de vós, que percebeis como muito vulneráveis, e que não encarais como um aspecto positivo, mas um aspecto de vós e da vossa energia que requer a protecção de vós próprios em relação a todos os indivíduos.

Por isso, quando estivemos os três a conversar, nas expressões finais dessa sessão particular, surgiu uma certa tensão. Eu abordei cada um de vós e comecei a dirigir-me à Tyl, e isso provocou um aumento na energia dela além de um incómodo e de tensão. Isso nem sempre é reconhecido de imediato em termos objectivos, mas é automaticamente activado, e como a Tyl activou um aumento de tensão no campo de energia dela, também tu, em resposta, deste início a um aumento da tensão no teu campo de energia – não no mesmo grau de intensidade com que ela a estava a expressar, mas na capacidade de resposta que criaste em reconhecimento da energia dela e da condescendência para com essa energia – e com tal acto, cedestes energia um ao outro nessa expressão de retração e da criação desse escudo de energia.

Bom; embora possais olhar para certas acções no foco físico como expressões impressionantes, eu afirmo-te que vós criais esses tipos de acções e de respostas na energia com toda a naturalidade e facilidade e sem a menor ideia do que estais a fazer. Essa é uma acção automática que desenvolvestes em vós, e com que podeis afecta bastante vários elementos da realidade que vos rodeia de uma forma objectiva.

Nessa medida, podeis reconhecer que o movimento deste tipo de equipamento envolve impulsos eléctricos. No foco físico, vós enquanto indivíduos sois bastante aficcionados pela manipulação de impulsos eléctricos. Nem sequer precisas fazer a menor ideia quanto à direcção que esse tipo de energia passa a ter. Vós próprios incorporais muita actividade elétrica e sois capazes de interferir com o vosso equipamento elétrico com toda a facilidade.

Nessa medida, ao responderes à energia dela e ela ter reagido por meio da protecção, foi criado um bloqueio. De certo modo, sem a projecção da verbalização, a comunicação foi apresentada no seguinte sentido: "Pára. Já chega. Não tenho vontade de continuar a partilha." A comunicação foi projectada na minha direcção, nos seguintes termos: "Vai com cuidado, Elias."

Eu acolho isso na expressão que me é endereçada, e conforme poderás recordar, eu estendi conforto nessa área, e também dei conta à Tyl da concessão no sentido de iniciar uma interacção entre ela e eu, por ela sentir uma prontidão sem expectativa em relação à duração que pudesse ter, confirmando-lhe simplesmente a energia que já tinha estado a projectar para mim através do desejo de tal interacção. O desejo é grande, mas o temor também é.

Nessa medida, ao nos envolvermos na interacção objetiva, ela também projectou a energia dela através daquela protecção a fim de criar uma situação que ela percebesse como protectora e que lhe permitisse o elemento de segurança enquadrado das crenças que tinha, de modo a poder permitir-se abrir-se e expressar vulnerabilidade para comigo, mas essa tinha que ser uma interacção exclusiva comigo que não incluísse mais ninguém.

Ora bem; posso-te dizer que de facto, com o emprego desta interacção, tu também projectas um tipo de energia similar que já está a afectar e a provocar interferência juntos dos impulsos eléctricos, coisa que hás-de notar. Assim que receberes objectivamente a transmissão desta sessão, hás-de lembrar-te de que a interacção que tiveste com o Michael não apresentou a interferência com que te deparas presentemente. (2)

PAUL:  Pois é, eu estava a observar o sinal ou ruído da linha telefónica à medida que estavas a transmitir esta informação acerca da interferência e a reparar nisso, mas obrigado por mo dizeres.

Creio que o que queria dizer a seguir é que por vezes quando penso na interacção que tenho contigo, quer seja privada, quer seja de grupo - mas não existe nada privado ao nível da essência, reconheço-o - é frequente perceber que estou realmente, de certo modo, a dirigir-me ao meu próprio espelho, ao pensar nisso e que tu me espelhas outros aspectos de mim próprio a que normalmente não tenho acesso no meu estado objectivo. E assim, dado isso, só queria aproveitar o tempo de hoje para pelo menos abordar alguns desses problemas difíceis que tenho na área do relacionamento, ou lá do que for, e pelo menos abrir a porta à discussão contigo de parte disso, que o que tiveres a dizer a seguir será excelente.

ELIAS:  Muito bem. Podes prosseguir que eu permitirei que dirijas esta interacção para as áreas que representam motivo de preocupação.

PAUL:  Bom, conforme disse anteriormente, quando deixamos o nosso herói há umas quatro semanas atrás, estávamos a falar de diferenças, e uma das coisas que me impressionaram é que eu aprecio a diversidade e as diferenças; e por exemplo, a Joanne a eu temos orientações diferentes e objectivos e coisas do género, e creio que em resultado disso, por vezes gera-se um conflito. Creio que sentimos preocupação quando a informação nova acerca da orientação estava a ser apresentada - a ponto de causar conflito entre as pessoas que tenham uma orientação diferente ou linguagem ou uma percepção diferente - o que representou basicamente um: "Merda! Estamos metidos em grandes sarilhos, com isto!" É mais ou menos amplificado, e nós começamos a focar-nos nas diferenças em vez e nos focarmos nas semelhanças, e eu tenho consciência dessa ser uma área para a qual tinha estado a olhar a partir da perspectiva que tinha, e só queria saber, em certo sentido... sei que muitas vezes  dizes que atraímos experiências a nós para nos levar a perceber e a abordar os problemas, e  nós encontrámo-nos em meio a esta onda da sexualidade e a lidar com esses problemas, e evidentemente a Joanne e eu temos vindo a lidar com essas questões sozinhos, e... Não tenho bem a certeza da pergunta que estou a formular. A tendência que sinto é no sentido de dizer: "Por que razão estou a fazer isto?", e ainda assim consigo fazer uma ideia, mas a minha boa vizinha e amiga Vicki foi muito útil, e até mesmo a Mary hoje, cedo, ao falar sobre esse tipo de criações e relacionamentos etc. E não estou certo quanto à pergunta seguinte que vou formular, pelo que vou deixar a teu cargo o que venha a seguir. (3)

ELIAS:  Deixa que te diga, inicialmente, que a razão por que me estou a dirigir a ti e a dizer-te que vós escolheis um sentido é por causa dessa mesma expressão que apresentaste. Eu compreendo que tenhas perguntas, mas também não te estás a permitir ver quais serão essas perguntas.

Nessa medida, deixa que te diga, Caroll, tu avalias muitas expressões diferentes. Tu assistes às interacções que tens com os outros - observas a interacção que pode ser criada entre ti e a tua companheira - e avalias o que estejam a apresentar; no caso da tua companheira, dos indivíduos que dizes serem amigos, das expressões dos mais diversos indivíduos. Tu moves-te na direcção de avaliares e de estimares e de tentares apresentar a ti próprio uma compreensão das percepções que têm e dos movimentos e daquilo que criam, mas nessa direcção da atenção que instauraste, nem sempre apresentas a ti próprio a atenção em relação a ti próprio do mesmo modo, pela avaliação do que ESTÁS a definir, pela direcção para a qual ESTÁS a passar, pelas perguntas que TENS, pelo que te causa confusão a TI.

Permites que em parte isso ecluda à superfície, mas muitas vezes apenas permites uma expressão parcial disso. Permites o sentimento; permites que a emoção desperte e que instaure um sentido de questionamento, digamos, mas não formulas necessariamente que na tua ideia se forme a identificação do QUE estás a questionar, e com isso, continuas na tua confusão e na frustração.

Ora bem; periodicamente volto-me na direcção de dizer aos outros, por assim dizer, de lhes dizer para formularem uma pergunta, e ao interrogá-los sobre o que desejam abordar, já cheguei a ponto de lhes explicar que a razão por que os abordo desse modo é para que entendam a própria pergunta, e para apresentarem a eles próprios uma maior capacidade de serem directos nas próprias ideias que formulam.

Tu, durante grande parte do teu foco, moves-te na direcção automática de traduzir tudo quanto acolhes – em ti e na TUA realidade – por uma elaboração de raciocínio. Seja uma interacção física ou uma expressão emocional - não importa – hás-de criar uma interpretação por meio de um raciocínio a fim de avaliares o que estás a criar e aquilo com que te defrontas e o que empreendes.

Em relação aos outros, tu consegues isso de um modo bastante eficiente ao tentares aceder à direcção que tomam, ao que estão a criar, à atenção que têm, assim como à percepção que apresentam. Ao interagires com eles, a tua atenção move-se mais no sentido de avaliares o que estão a criar do que de avaliares o que tu estás a criar; mais no sentido da análise e da avaliação da percepção que apresentam do que permitir que a tua atenção se volte para a tua percepção.

Essa é a razão por que não formulas uma direcção específica na inquirição que apresentas, e voltas a responsabilidade do interrogatório, ou a sugestão de respostas, ou de reacções, para mim. Também aplicas esse tipo de atitude às interacções que tens com os outros. Crias esse tipo de acção com a tua companheira. Escutas, avalias a percepção que ela apresenta, e transferes a responsabilidade da interacção para ela, e com isso, crias de modo muito eficiente no teu íntimo a ideia de ser execelente, por te permitir uma abertura no sentido de acolheres a informação. Isso representa, isso sim, o acto de te iludires a ti próprio, por poderes dizer a ti próprio como estás a criar de um modo eficiente e o quão bem te estás a expressar a ti próprio por meio de uma abertura a fim de recepcionares informação da parte da tua companheira ou da parte de outro indivíduo ou mesmo da minha parte, mas não estás a apresentar informação a ti próprio.

(Nota do tradutor: Por que razão esta abordagem que o Elias aqui emprega em relação a alguém focado no pensamento não me soa de modo nenhum estranha, é algo que me leva a testificá-lo com um conhecimento de primeira mão. Será, sem dúvida, por isso que o Elias me  referiu que algumas das qualidades que terá motivado a recente fragmentação que a minha essência sofreu/moveu, e que se apresentou como uma grandeza de tal modo indescritível na criação que envolve que não conseguiria traduzir,tenham sido as que desenvolvi com base nestas andanças, a saber, a da força (de carácter), da sensibilidade e da generosidade! Mas não, o Elias não está a ser severo nem a aplicar correctivo algum com tal interacção; está unicamente a fazer o que só pode ser feito para levar o individuo que se estriba nas considerações intelectuais – e que parece sugerir deslealdade e desonestidade – a levá-lo aconfrontar o obstáculo que está a impor qa ele próprio, ao voltar-se para fora e apontar nos outros a raís do problema que é da sua responsabilidade!)

Bom; conforme estás ciente, de facto não é necessário que me apresentes informação quanto à direcção que adoptas. Eu sei em que direcção te estás a mover, e tenho percepção das dificuldades que NÃO estás a abordar. (A sorrir) Tenho consciência das confusões que te estás a permitir identificar, mas a questão reside em TE permitires ver com o que é que te estás a confundir.

Agora; nisso, eu expressei previamente que com a aceitação do movimento que empreendeis no foco físico, do processo que tiverdes optado por empregar – não apenas da tua parte, mas de TODOS vós enquanto indivíduos nesta dimensão física – é de inicialmente notardes – esses são passos que empregais – e quando notardes, então permitis-vos dar o passo de reconhecer e de identificar, e quando vos tiverdes permitido reconhecer e identificar, então passais para o passo seguinte de considerar isso, e depois de o terdes considerado, começais a aceitar.

Ora bem; tu permitiste-te notar, por sentires conflitos e confusões evidentes e objectivas. Por isso, és capaz de expressar a ti próprio que repararás, não obstante, e que terás criado interacções que são de tal modo objectivamente evidentes que a menos que te encontres no estado subjectivo do coma, (O Paul ri) hás-de reparar e ter consciência do que estiver a ser criado nas interacções dos relacionamentos que tens. Quer se trate de relações íntimas ou não, tu tens consciência do percebimento de conflitos e de confusões que são instaurados nelas.

Por isso, empregaste o primeiro passo da observação. Agora passaste para o vosso segundo passo, mas criaste muitos obstáculos com esse segundo passo, mas deixa que te diga que esse segundo passo é o mais difícil para TODOS vós no foco físico – o reconhecimento e a identificação daquilo que estais a constatar.

Essa é a área do deconhecido. Também é incómoda, e nessa medida, gera-se um espantoso abono em relação à duplicidade, pelo que não sentis uma vontade muito grande de passar para o reconhecimento e a identificação. Em algumas dessas áreas procedeis a um reconhecimento, mas não identificais por completo, e essa é a área em que não vos permitis identificar com clareza para vós próprios onde residem a confusão e conflito que sentis. Conceptualmente e em teoria, podeis apresentar isso aos outros, mas no vosso íntimo, recuais, e dizeis a vós próprios que é muito mais fácil identificar situações e criações no caso dos outros, do que a que vos permitireis a vós próprios.

(Nota do tradutor: Nunca terá o leitor sentido, em meio a uma discussão acesa em que sentimos o  frémito da justificação e da defesa dos pontos de vista que defende, o incontornável apelo da “consciência” a cutucá-lo? Pois bem, conquanto possa assentar ainda na distorção das noções de culpabilidade, isso representa um indicador válido que nos leva a voltar na direcção de um exame mais aprofundado, e a suspendermos a análise fria e crua, não será?
Não há absolutos, conforme o autor destes diálogos comummente refere, pelo que não há quem esteja ao abrigo dos desafios que lança a si próprio nem seja superior ou inferior aos demais, ou esteja certo em relação aos demais; nós elaboramos as nossas próprias teses, e é aqui, nesta prancheta, neste cadinho de realidade e de resistência que as pomos em prática e as testamos, por ser um acto criativo e ser assim que comprovamos o valor intrínseco ao processo – e não ao resultado, lembrem-se! A antítese muitas vezes esconde a negação desse desafio e não passa de uma desculpa para não reagir)

Essa é a razão por que me abordas e não formulas uma pergunta. Eu emprego uma abordagem específica disso, por apresentar importância. Mas não poderás abordar as crenças que tens e o que estás a criar e as interacções que estás a ter caso não te permitas identificar aquilo em que consistam.

Muitos podem notar muitas acções no seu foco físico, mas se não identificarem aquilo em que essas acções consistem – o modo como estejam a ser criadas, a razão para estarem a ser criadas, o que está a ser criado – se não identificarem essas áreas, permanecerão no passo da simples observação e não abordarão os problemas que têm, e eu devo dizer-te de forma bastante realista que muitos ficam pelo passo da observação e não se permitem passar para o passo da abordagem, por não penetrarem na área da identificação, por isso vos sugerir a responsabilidade que VOS cabe a vós, e isso representar a área de maior incómodo para as pessoas no foco físico – o reconhecimento de isso não ser o que o outro indivíduo está a criar ou o modo como está a expressar-se nem o modo como vos está a abordar, mas o modo como acolheis e a vossa responsabilidade quanto àquilo que ESTAIS a criar. ISSO consta da identificação, e ISSO representa a área difícil.

Eu afirmo-te com toda a franqueza que não importa aquilo que mais alguém crie no vosso foco físico. O que importará é o modo como o acolheis. Qualquer outro indivíduo poderá provocar uma expressão qualquer na vossa dimensão física, e podeis juntar-vos a ele e interagir com ele, e ele poderá projectar energia por uma maneira qualquer à sua escolha no vosso foco físico, que isso não tem importância. O que representará o factor determinante é o modo como VÓS optais por acolher e como VÓS incorporais essa energia, e o reconhecimento – termos chave! Reconhecer, identificar - reconhecer que dispondes de escolha, que não sois vítimas, que não vos ditam o que haveis de fazer, que os outros não escolhem por vós; que VÓS criais as vossas escolhas, que VÓS criais as reacções que tendes, que VÓS criais as respostas que haveis de dar, que VÓS criais as ideias que formais, que VÓS criais as vossas reacções emocionais. TODA a vossa realidade física é criada por vós e por mais ninguém.

Outros poderão expressar-vos e poderão projectar-vos energia, mas VÓS sempre dispõem da escolha quanto ao modo como acolhereis essa energia e quanto ao que fareis com essa energia, por dispordes de escolhas em todas as situações, em cada confronto, em cada acção, em cada situação, em cada interacção. Escolheis o modo como haveis de responder, ou se havereis de responder, ou quando devereis responder, e a razão por que havereis de responder.

ISTO é o que te vou sugerir a direcção neste dia, como a direcção em que deves empregar o raciocínio, por teres desenvolvido o teu processo de avaliação por intermédio do raciocínio de uma forma aguda. Por isso, dirige o teu processo de raciocínio para ti e para esse conceito - no sentido de que, independentemente da percepção que outro indivíduo apresentar, independentemente da realidade dele, da interacção que exerça, da projecção que faça, TU sempre dispões de escolha, e no sentido de que podes instaurar as escolhas que TU desejares implementar independentemente da expressão que ele apresentar.

Eu propus um exemplo recentemente a um outro indivíduo que te passarei a apresentar igualmente, num sentido ligeiramente diferente.

Podeis empregar a interacção que tendes com a o vosso companheiro/a. Não importa que tenhais orientações diferentes nem que faleis línguas diferentes. Não importa que as vossas percepções possam apresentar diferenças significativas neste foco particular. Vós dispondes de opções nessa área. Também te devo dizer que não há julgamento algum a atribuir a essas opções. Elas não passam de escolhas. Se escolherdes permanecer numa relação com um indivíduo que apresente uma orientação diferente da vossa, podeis conseguir isso. Digo-te de forma completamente realista que sentireis dificuldades que vos serão demasiado óbvias no foco físico.

Caso prefiram usar uma segunda língua física a acrescentar à vossa língua nativa, para o designar nos vossos termos, inicialmente sentireis dificuldades, por precisardes alterar o raciocínio e a percepção que tendes a fim de incluirdes as diferenças apresentadas pela língua e proceder a uma tradução. O que não quer dizer que, nos vossos termos bem concretos, não possais dominar essa segunda língua, mas inicialmente sentireis dificuldades, e dependerá da vossa escolha o modo como essas dificuldades se venham a apresentar temporárias ou duradouras. Podereis sentir dificuldades durante um breve período de tempo - um mês, vários meses - assim como podereis sentir dificuldades nas tentativas de domínio dessa segunda língua durante anos, no enquadramento do vosso tempo. Isso é opção vossa, e essa opção é motivada pelo desejo que tiverdes.

Nessa medida, a situação das diferenças na orientação não é diferente. Compreende o emprego de diferenças na percepção e na linguagem, e não te estou a dizer que também preciseis dominar isso, mas que tenhais consciência da motivação que tendes... e aqui voltamo-nos para ti.

Toma consciência, no reconhecimento e na identificação que conseguires da motivação que te impele e do que TU escolhes em termos da direcção para que te voltas, e do porquê.

Eu garanto-te que, se tu ou outro indivíduo qualquer se voltar na direcção de considerar essa outra llíngua da percepção - a orientação diferente - para expressar a si próprio a sua própria realização e um reconhecimento da sua própria nobreza, então dir-te-ei que com toda a probabilidade, o mais provável é que não o conseguais e que apenas defronteis e sintais um conflito crescente, por estardes a abordar a interacção no sentido da conquista, e com isso, abordai-la com o intuito da conquistar, e essa motivação não vos proporcionará a compreensão que exigis para vos poderdes mover de um modo eficiente no sentido dessa outra língua. Mas se abordardes essa interacção com base na motivação da curiosidade, da exploração, e do desejo de aceitação, nesse caso a motivação e o desejo que sentirdes deverá levar-vos a uma expressão genuína de um menor conflito e de compreensão, e permitir-vos-eis conseguir resultados nessa área.

Muitos indivíduos não optam por empregar a energia para fins didáticos em relação a essa outra língua. Nada há a julgar em relação a tal escolha, por produzirdes muitíssimos focos nesta dimensão, e desse modo também optais por empregar muitas interacções e diversos tipos de relacionamento ao longo desses focos.

Por isso, não importa o facto de estardes a incorporar um tipo qualquer de relacionamento num determinado foco. Isso fica por completo ao critério da vossa opção, mas como havereis de conseguir estabelecer uma opção eficaz nessa área, com objectividade, se não apresentardes a vós próprios informação relativa ao desejo que tiverdes? Se não reconhecerdes nem identificardes a motivação que tiverdes e a direcção que estais a usar, o que criardes não passará de confusão, por não vos permitirdes reconhecer e identificar.

Por isso, uma vez mais, te instruiria no sentido de te permitires dirigir a tua atenção para o reconhecimento e a identificação do que estás a empregar e do porquê de estares a empregar isso e do que estás a criar; para a razão porquê estarás a gerar essa confusão, para estares a usar a direcção que estás a usar nas escolhas que TU estás a estabelecer, e não nas opções dos outros. Nesse sentido, deixa que te apresente o seguinte exemplo.

Um outro indivíduo... digamos, que se trata da tua companheira Tyl. No nosso cenário hipotético, ela pode abordar-te de uma forma objectiva. Podeis começar a discutir e ela pode projectar-te energia, e nas expressões objectivas que usar para contigo, pode projectar-te uma energia mos de falta de compreensão, de confusão, de irritação, de frustração e de falta de aceitação.

Isso terá importância? De que modo responderás a isso?

Hipoteticamente na situação que empregamos, poderemos dizer que acolhas essa energia que te esteja a ser projectada e possas não adoptar resposta nenhuma, e possas dizer a ti próprio que estejas a conseguir aceitar a diferença e aceitar a percepção dela, embora a vossa percepção possa diferir, e que te permitirás ficar calado.

Estarás genuinamente a aceitar, ou estarás simplesmente a expressar serenidade?

Por não estares de acordo, e desse modo não compreendes a expressão dela, e com isto não te estou a dizer que precises estar de acordo! Podes, de modo completamente confortável, reconhecer a diferença sem responderes, sem comparares, e sem moveres a menor reacção em ti próprio.

Agora; quanto à escolha do modo como deverás acolher, poderás na mesma situação não acolher isso em silêncio. Poderás optar por envolver interacção e apresentar a percepção que tenhas e a opinião que tenhas da situação. Essa expressão tampouco comportará condenação alguma, por a expressão da percepção que tiveres não apresentar nada de errado.

Mas, que motivação terás? Acolherás a diferença meramente por apresentar a diferença e continuarás a aceitar a diferença da percepção dela, ou apresentarás a diferença que tens na tua percepção a fim de convenceres ou de provocares agitação?

Nós os três falamos sobre essa mesma acção, por ambos empregardes essa acção um com o outro, e nessa medida, eu disse-vos a cada um de vós para empregardes o que vos estava a presentar por meio da informação, mas para não vos voltardes para a tentativa de vos agitar um ao outro nas vossas percepções quanto ao que vos apresento, por estar ciente, conforme tu estás, de cada um de vós escutar o que digo de forma muito diferente. Cada uma das percepções que tendes, em relação às mesmas palavras que são proferidas, difere bastante, e nessa medida, encorajo-vos no sentido de aceitardes essas diferenças e de não vos voltardes para a expressão de passar por cima das percepções individuais que tendes.

Tens razão; deixaste-te conduzir para essa situação de modo bastante intencional e numa altura que é propositada. Ambos escolhestes voltar-vos no sentido de expandirdes a consciência que tendes individualmente e em cooperação um com o outro, e nessa medida, apresentais a vós próprios o desafio de incluir essa aceitação um em relação ao outro, de modo a poderdes IGUALMENTE estender isso aos demais. Eu afirmo-te, do mesmo modo que o fiz à Tyl, que cada um de vós se endereça no sentido de dizer a si próprio que é magnânimo na aceitação das diferenças que os outros apresentam, mas acrescentar-te-ei de uma forma bastante explícita que não, não aceitais.

Torna-se confortável abrigar a ideia de serdes indivíduos bons e simpáticos, e que a expressão disso represente a aceitação das diferenças nos outros, mas vós aceitais os outros e as percepções que apresentam caso não interajam directamente convosco. Mas assim que - na vossa percepção - vos afectarem directamente, isso criará uma jogada e um cenário completamente diferente, e não vos sentireis tão dispostos a aceitar numa situação dessas.

Agora; não vos estou a dizer que não sejais indivíduos bons e simpáticos, por nas directrizes do vosso foco físico poderdes identificar que ambos assumem expressões desse tipo. Não tem importância. NA REALIDADE, NÃO TEM IMPORTÂNCIA. O que tem importância é o modo como interagireis convosco próprios, como ireis acolher a energia, e como ireis interpretar pela recepção que fizerdes da energia e pelo reconhecimento de dispordes de escolha. Não existem absolutos!

Lembra-te do exercício da projecção e da permissão e do amortecimento. Reparai no tom que empreguei na interacção com aqueles indivíduos segundo o que expressei como projecção. Muitos perceberam esse tom e essa expressão como ofensiva e intrusiva; assustadora. Foi simplesmente uma projecção de energia que empregava um tom específico com a intenção de evocar uma resposta específica. (Referência: sessão #302, PERMISSÃO, PENETRAÇÃO E AMORTECIMENTO de 26/7/98)

Mas lembra-te do que te estou a transmitir actualmente, e que o que estou a dizer a todos os outros e a todos vós com esse exemplo é que dispondes de escolha quanto ao modo como haveis de acolher isso.

Não importa que eu possa projectar - ou outro indivíduo qualquer no foco físico - possa projectar energia que possais acolher como ofensiva ou irritante ou frustrante ou prejudicial. Isso pode corresponder à intenção do indivíduo que a projecta, mas não precisais acolher essa energia desse modo caso opteis por a não acolher, e a opção cabe-vos EFECTIVAMENTE a vós. Um indivíduo pode abordar-vos e agredir-vos fisicamente, e vós tendes a opção quanto ao modo como acolher isso e como ESCOLHER interpretar isso na vossa percepção, mas a percepção que tendes é fortemente influenciada pelas crenças e experiências e problemas que tendes.

Essa é a razão da enorme importância de voltardes a vossa atenção para vós e de reconhecerdes e de identificardes o que VÓS estais a fazer, o que VÓS sustentais nas crenças que tendes, aquilo a que VÓS reagis... e a razão para reagirdes desse modo. Por serdes influenciados por certas crenças e problemas que abrigais em VÓS.

Não importa o modo que o outro indivíduo adopte ou o que outro indivíduo vos projecte. Vós sempre dispondes da opção quanto à forma de acolher isso. (Pausa)

Não importa que frustreis o objectivo do outro, e não importa que não o acolheis com a expectativa que ele tenha quanto à recepção que façais dele. (Pausa)

A questão reside em vos focardes em vós e nas motivações que tendes, nas crenças que sustentais, nos vossos problemas, nos vossos "santuários", nos estímulos, nos raciocínios, nas vossas emoções, na vossa percepção; no que optais por integrar e no que optais por não integrar, no que optais por permitir que passe a influenciar e no que optais por não permitir que influencie; sempre com a lembrança de que vós criais a vossa realidade. Isso não vos é imposto por ninguém nem por circunstância ou acção alguma, em TODA a vossa realidade.

Estás a entender?

PAUL:  Foi incrível! Claro, deste-me muito em que pensar, e agradeço o facto de mo teres transmitido. Já estás a falar há uns minutos, e eu anotei algumas coisas e tenho algumas perguntas que gostaria de te colocar mas só queria dizer que é extremamente útil e fornece clareza para as alturas em que estiver a lidar com essa situação, pelo que te endereço um sentido agradecimento! (4)

ELIAS:  Mas deixa que te dê conta de um elemento que poderás notar neste exacto momento. Nota a tua energia. Nota a descontração que neste exacto momento apresentas na tua energia, e o quanto conseguiste alterar a expressão da energia que tinhas e como te permitiste aceitar um abono em termos de acolhimento, e não estás mais a interferir neste momento com os impulsos eléctricos.

PAUL:  Deves ser adivinho, Elias! Eu ia perguntar-te isso que observei nos últimos quinze ou vinte minutos, como a interferência se tinha alterado e reflectido o meu estado, e terei realmente estado a ceder energia da minha parte para a redução dessa interferência. (5)

Eu tenho uma pergunta que se reporta a alguns dos comentários que estavas a fazer acerca da observação e do reconhecimento e da identificação, e é muito... bom, ficou mais claro. Ficou mais claro para mim nos termos dos problemas pessoais que tenho no relacionamento, que me situo no segundo estágio do reconhecimento e da identificação, e só queria ter a certeza, ou estar mais certo de qualquer modo, que será nesse estágio da interacção... que a abordagem terá início? Assim que reconhecer as crenças e as identificar, poderei abordá-las?

ELIAS:  É. Hás-de notar que à medida que continuares a reconhecer e a identificar, também deverás continuar a sentir confusão e conflito, mas ao dares início ao passo da abordagem de... mas isso NÃO é uma acção que inclua necessariamente um raciocínio ou concentração!

Mas hás-de notar, no acto de abordares esses elementos na tua realidade, que o conflito e a confusão que sentes começarão a diminuir, e que quanto mais abordares, mais o conflito e a confusão se dissiparão, e ao te voltares no sentido da aceitação de um aspecto qualquer, adoptas uma expressão genuína de ausência de importância.

PAUL:  Isso é bastante óbvio e útil para mim. Também tenho a impressão de que esses três passos não constam de um processo linear em termos de causa e de efeito, mas de uma acção simultânea, de facto. Cada aspecto da observação, do reconhecimento, da identificação, da abordagem e a seguir da aceitação dá-se em diferentes camadas e em partes diferentes por estarmos a considerar... bom, estamos a lidar com muitas crenças diferentes nessa situação.

ELIAS:  Tens razão; abordais vários aspectos diferentes das crenças, em simultâneo. Por isso, podeis empregar todos esses passos, os quais na realidade perfazem um total de quatro, porque ao empregardes o "não tem importância", estais a entrar no vosso passo da aceitação.

Nessa medida, ESTAIS a empregar todos esses passos em simultâneo em diferentes camadas ao abordardes os diferentes aspectos das crenças. Também estais a abordar o emprego, NUM certo nível das crenças, de todos esses passos em simultâneo por camadas diferentes, mas não estareis necessariamente a actualizá-los na consciência objectiva que tendes em simultâneo.

PAUL:  Mas isso é claro. Só fico com a sensação de uma distinção... bom, por exemplo, eu estava a conversar com a Vicki na noite passada e a usar o exemplo da existência de: "Duzentas e cinquenta e sete crenças com que estamos a lidar numa situação que criamos, e talvez consigamos reparar ou reconhecer e identificar sete ou oito nesse exemplo particular, e como contornamos a gaiola dos pássaros em determinados segmentos e em termos lineares, ao processarmos a informação objectivamente." Por vezes representa evidentemente uma luta, e resulta em confusão, conforme disseste, e isso é verificado na experiência que faço, mas representa pelo menos um enquadramento óbvio para me focar em mim e para me ver ao meu espelho e para me concentrar em mim, pelo que foi bastante útil.

A pergunta seguinte que tenho relativa a essa área... tu referes-te à natureza das escolhas com muita frequência, ao dispensares a informação que apresentas, e eu só gostava de fazer menção ao quão isso representa uma área nova e estranha para mim e para muitos de nós, perceber o poder formidável que temos em potencial quando reconhecemos na periferia a presença de todas essas escolhas que não reconhecemos. Eu sei que a Joanne e eu nesta situação temos vindo a explorar estas coisas, e algumas delas são encantadoras enquanto outras afiguram-se-nos aterradoras!

Assim, só queria declarar que isso faz parte do desafio inerente à criação disto, aprender que temos escolha. Estamos de tal modo habituados a não ter o sentido de termos opção e de sermos coagidos pelo governo e pela família e pelos negócios para que trabalhamos, etc. Por isso, tenho curiosidade em saber que comentário poderás fazer quanto à mudança que estamos a experimentar, em relação à percepção do poder de decisão e do quão isso se afeiçoa assustador para mim.

ELIAS:  Mas tens razão, e isso passa-se com TODOS, e não apenas contigo, por estardes a passar da área das limitações para a área das liberdades. Estais a passar da área de permitirdes que vos ditem para a área da escolha, e essas são acções bastante desconhecidas no vosso foco físico, que vos levam a recuar automaticamente para aquilo a que estais habituados, e EMPREGAIS elementos de temor e de apreensão na perspectiva que fazeis das escolhas.

Também envolveis muita confusão, por sentirdes intimamente - pressentis e permitis-vos passar para uma consciência objectiva parcial - que desejais liberdade, mas que estais demasiado habituados a ser restringidos, e desse modo, ao actualizardes e passardes para as áreas de expressão de uma maior liberdade, confundis-vos e não compreendeis objectivamente como manipular essas liberdades.

Percebeis que deveis FAZER alguma "coisa" com a vossa energia, com a vossa produtividade, com o vosso tempo, com a criatividade que tendes. Precisais empregar um movimento e uma acção contínua por forma produtiva e direcionar-vos no âmbito disso, e sentis uma enorme confusão por não estardes acostumados a direcionar-vos seja em que área for do vosso foco. Permitis ser coagidos, e isso faculta-vos directrizes e orientação.

E agora voltais-vos para o domínio da liberdade e da direcção pessoal e NÃO das ordens, e nessa medida isso gera confusão, pois, que havereis de fazer com essa liberdade? De que modo a manipulareis? Que haveis de fazer com essa liberdade? Não o sabeis objectivamente, em razão do que sentis confusão, e com essa confusão recuais de novo para aquilo a que estais habituados, por ser confortável. Compreendeis as limitações que tendes. Compreendeis os obstáculos que defrontais. Compreendeis as ordens, os ditames a que estais habituados. Mas não tendes uma compreensão objectiva da liberdade e da criatividade!

No âmbito das limitações e das crenças e das ordens, compreendeis a criatividade – a criatividade constitui uma expressão artística. Completamente errado, mas tal é a identificação que fazeis. É muito limitada e bastante dirigida de uma forma específica, e é o que a vossa realidade oficial vos dita no âmbito das crenças que tendes, mas existem DE LONGE MAIS escolhas quanto às expressões da criatividade do que simples expressões artísticas!

Esse termo da criatividade não é definido apenas pelo emprego das expressões artísticas, mas representa a identificação e portanto a inclusão de limitações. Se não tirardes um proveito objectivo de certos talentos que tendes na vossa realidade física, também vos confundireis, por não encontrardes uma definição para a criatividade.

É por isso que vos apresento informação a todos, a fim de vos abrir os horizontes, e de modo a poderdes entender que as definições que empregais na vossa realidade ditadas pelas crenças que tendes são estreitas, e que muito mais da vossa realidade aguarda o uso de todas as formas de criatividade, de todas as formas de percepção, de todas as vossas formas de liberdade.

Mas nas interacções que temos, eu tenho noção do quanto isso é passível de criar um elemento formidável de temor, por ser bastante habitual, e essa é a razão por que vos encorajo a todos para expressardes reconhecimento por vós e para vos permitirdes fazer uso da confiança em vós próprios. Permiti isso como o vosso começo, o facto de vos poderdes passar a conhecer inicialmente, que isso facultar-vos-á a possibilidade de alongardes mais o passo que dais no vosso charco e de empregardes o vosso novo movimento rumo a mais formas de liberdade do que as que já tendes.

Como havereis de identificar a vossa criatividade individual, se não vos identificardes a vós próprios? De que modo conseguireis actualizar a vossa expressão de liberdade e de criatividade se não reconhecerdes e identificardes as próprias expressões e criações, as próprias direcções e os desejos que adoptais? Essa é a razão por que continuo a expressar-vos para procederdes à identificação, para reconhecerdes, para empregardes informação relativa a vós, por não vos permitirdes facultar a vós próprios as vossas próprias formas de liberdade se não vos conhecerdes!

PAUL:  Eu tenho uma outra pergunta, Elias: dirias, pelo menos em relação à minha expressão e à expressão recente da Joanne, que isto represente um exemplo – nos teus termos, na definição que empregas – do trauma provocado pela mudança?

ELIAS:  Devo dizer-te que no caso individual do que criais em conjunto e do emprego da afectação emocional e da confusão que experimentais individual e conjuntamente, assim como do conflito que experimentais individualmente em vós próprios – por o conflito que se desenvolve no íntimo de cada um de vós ser de longe mais vasto do que o conflito que expressais um ao outro – nisso, sim, diria que estais a experimentar um elemento traumático no âmbito da acção desta mudança. Eu sugeri-vos a todos, a título de preparação, que muitos de vós haveis de empregar esse tipo de trauma.

Também te direi que tu não empregas essa expressão traumática ao extremo, conforme alguns estão a fazer, e não me estou a referir em termos que possais constatar objectivamente nas massas. Não me estou a referir aos desastres nem às guerras, conforme os termos que correspondem ao conhecimento que tendes. Não é a esse trauma que me estou a referir.

Estou a referir-me ao trauma individual que se apresenta como um tumulto e um grassar do conflito e da confusão que é gerada no indivíduo ao batalhar com a aceitação dele próprio e com o reconhecimento da sua realidade e da vastidão que essa realidade incorpora.

Em parte, sim, cada um de vós está a empregar um elemento disso em vós próprios e estais a experimentar os vossos elementos individuais de trauma, mas à medida que essas expressões são igualmente experimentadas ao nível colectivo, podeis assistir ao emprego de eventos de massas que apresentem trauma, mas isso brota do trauma individual que estiver a ser experimentado.

Nessa medida, estendo-vos uma enorme energia e encorajamento, e um grande reconhecimento, de modo a poderdes reconhecer que isso também é temporário e que dispondes de escolha no sentido de passar por esse trauma e de empregardes uma nova expressão de júbilo de uma maneira que ainda não experimentastes neste foco físico, e que virá a ser experimentado por em cheio e de modo intenso, e vós tendes a capacidade de criar isso! É apenas uma questão de escolha. (Pausa)

PAUL:  Então, presumivelmente, há um estágio em que a confusão se reduz por ela própria. Creio ter uma pergunta relacionada com estas ondas que a consciência atravessa conforme referes, e tenho uma impressão. O pressentimento que tenho em relação a isso é que essa energia brote a partir do interior, subjectivamente, a partir de outras áreas regionais, e que cada um de nós goze da liberdade para moldar isso e de o experimentar à vontade.

As ondas deste ano revelam-se poderosas, conforme declaraste muitas vezes ao longo de 1999. Creio que o que estou a querer saber é: que irá seguir-se em termos de ondas? Parecem existir várias intercaladas e num entrelaçado conjunto. Não se trata apenas de uma única onda que termine na Quarta-feira e na Quinta-feira seguinte tenha início a onda seguinte. Há uma sobreposição, quase como olharmos para o oceano e percebermos as ondas e a água.

ELIAS:  Tens razão; elas apresentam essa característica de sobreposição. Nesta altura em particular, vós estais a empregar essa onda particular de energia que aborda essas crenças da sexualidade, e conforme declarei anteriormente, isso representa uma “gaiola” que encerra muitíssimos pássaros. Esse sistema de crenças comporta muitos aspectos e nessa medida, estais a experimentar diversos tipos de influência com esta onda. Este é um sistema de crenças muito amplo que incorpora elementos inerentes à vossa realidade que são básicos na criação dessa realidade.

O que estou a querer dizer com isto é que há certos sistemas de crenças que não incorporam necessariamente elementos básicos da vossa realidade. Por isso, ao poderem ser empregues, podeis não passar por um período de tempo tão prolongado como o fazeis no caso de outros sistemas de crenças. Alguns sistemas de crença podem também não parecer afectar necessariamente com tanta intensidade como outros sistemas de crenças.

Esse sistema de crenças em particular apresenta uma energia FORMIDÁVEL que está a afectar elementos básicos da vossa realidade; a vossa própria percepção é afectada por esse sistema de crenças e todos os aspectos que apresenta.

Esse sistema particular de crenças tem lugar em TODAS as vossas criações. Nem todas as crenças afectam a TOTALIDADE da vossa realidade; esse sistema de crenças AFECTA. Consequentemente, muito há a considerar. Existem muitos aspectos distintos, e muitas expressões diferentes relativas a cada um desses sistemas de crenças. Há muitos aspectos diferentes, e diferentes expressões para cada um desses aspectos.

Lembra-te de que - conforme abordamos os pássaros que se acham alojados na gaiola - podeis perceber um pássaro, e podeis vê-lo por intermédio de vários ângulos diferentes. O que estou com isto a querer dizer é que podeis ver um aspecto inerente a uma crença, e ele poder manifestar-se por vários tipos diferentes de expressões. Por isso, esses sistemas de crença são muito mais vastos do que o que percebeis, e é por isso que exercem uma tal expressão de energia e movem um tremendo volume de energia nas expressões que adoptam e a razão por que afectam bastante.

Quanto à pergunta que fizeste do que vem a seguir, devo dizer-te neste exacto momento, que já dispões de muito que considerar se empregares essa crença! (O Paul ri)

Também te direi, como sempre, no quadro das probabilidades, que compete à escolha que definirdes colectivamente, o sistema de crenças por que optareis por empregar na vossa próxima onda, mas dir-te-ei que ainda não empregastes uma sobreposição de ondas.

PAUL:  Eu tenho uma pergunta, Elias, subordinada aos sistemas de crenças. Há pouco tempo atrás, o James perguntou-te sobre os sistemas de crenças, e tu apresentaste-lhe dez sistemas diferentes de crenças - ao estilo do conceito de uma panóplia. E mencionaste a duplicidade, a sexualidade, as relações, a percepção, as emoções, a ciência, a criação física do nosso universo, a verdade, a espiritualidade/religião, e por último... Estou certo em relação a todos esses, creio eu, mas quanto ao último tu designaste-o como "certos sentidos", e só estou curioso se não poderás explicar o que querias dizer quando mencionaste certos sentidos. Se isso incluirá os sentidos interiores, etc.?

ELIAS:  Eu referi que vós tendes crenças na área de certos sentidos, porque em relação a certos sentidos interiores, não empregais necessariamente o envolvimento de aspectos inerentes às crenças apenas pela razão de não dispordes de uma identificação objectiva para eles.

Caso em questão - o vosso sentido interior da conceptualização. Vós nem sequer procedeis a um reconhecimento e identificação daquilo por que esse sentido particular se traduz nem do modo como o empregar objectivamente nem qual seja a função que lhe caiba. Por isso, também não incorporais aspectos inerentes às crenças relativas a ele, por o não identificardes.

PAUL:  Então, quando mencionavas o facto de possuirmos sentidos interiores... deixa ver se consigo expor a coisa de novo. Tu estás a admitir que em certos sentidos interiores, nos aspectos subjectivos do ser que utiliza esses sentidos em termos de percepção, que tal acção não envolve crenças?

Uma parte complementar disso, em relação ao ser subjectivo, são os cinco sentidos - evidentemente temos crenças ao redor disso - será aquilo a que te estás a referir nessa área das crenças?

ELIAS:  O que estou a referir é que sim, vós comportais aspectos inerentes às crenças que são empregues em conjunção com os vossos sentidos exteriores. Sim, tendes aspectos de sistema de crenças em relação a alguns dos vossos sentidos interiores. O próprio sistema de crenças em si mesmo consiste numa explicação que forneceis objectivamente a vós próprios quanto a um elemento qualquer da vossa realidade. Vós criastes definições e explicações para vós próprios relativas a tudo quanto criais na vossa realidade.

Agora; não te estou a dizer que não tendes o vosso sentido interior da conceptualização, mas na vossa consciência objectiva, não o identificais. Por isso, também não incorporais aspectos relativos às crenças com respeito a ele, mas INCORPORAIS aspectos das crenças respeitantes aos outros sentidos, interiores e exteriores.

O sistema de crenças diz respeito às crenças. Os aspectos dizem respeito a todos os sentidos e ao seu funcionamento.

PAUL:  Certo, ficou esclarecido.  Obrigado.

ELIAS:  Não tens de quê. Podes fazer mais uma pergunta, e daremos por terminado.

PAUL:  Está bem, agradeço a amabilidade, mas realmente estou grato por toda a informação que me dispensaste hoje. Tenho uma pergunta relativa a um sonho.

Tenho vindo a fazer uma lista de vários pontos de referência de que estou a começar a tomar consciência, e passei por uma série de experiência lúcidas de projecção fora do corpo ao longo dos anos, em que pude visualizar um quadro negro ou uma porta, e o aparecimento de uma escrita. Inicialmente, ao longo dos anos, senti uma enorme dificuldade em me focar e em recordar a informação que me fora apresentada, mas nos últimos anos, foi-se tornando mais claro.

Tive uma experiência em particular em que criei um azulejo branco. Eu estava a olhar a partir de um ambiente de sonho em que me encontrava numa cidade, num cenário urbano, e olhei para baixo a partir de um carro, e esse ponto de referência permitiu que obtivesse lucidez, ou que me projetasse num estado de lucidez. Esse foi um azulejo branco de umas dez polegadas quadradas, e em que apareciam cinco fileiras de letras enegrecidas, e isso obrigou-me a concentrar na clareza. Formulei uma decisão no sentido da clareza, e eis que os títulos de cinco livros surgiram nesse azulejo!

Tudo quanto presentemente consigo recordar é que o terceiro constituía um título longo que começava: "Na Essência..." e se estendia a um subtítulo, e que o quinto título continha três palavras em relação às quais me sentia excitado por me ter recordado, e o que me promoveu a excitação que senti era o facto de serem três livros escritos por ti! E ao reincidir de novo no estado de sonhos... É típico recordar essas experiências ou procurar recordá-las de modo que quando acordo as possa anotar ou verbalizá-las para o meu gravador.

Assim, a pergunta que tenho a fazer relaciona-se com a natureza que esse ponto de referência me apresenta, e como utilizo isso e qualquer coisa que me ajude a obter informação. E a segunda parte, se terei efectivamente sintonizado livros que tenhas escrito, e se serão tão prováveis quanto isso no quadro que temos das probabilidades.

ELIAS:  Quanto ao aspecto inicial da tua pergunta e do teu ponto de referência, estás a permitir-te incorporar isso a fim de acederes ao imaginário relativo a ti de um modo mais eficaz, e também estás a usar uma recordação objectiva nessa acção. Por isso, isso facilita-te a consciência objectiva nessas áreas do imaginário intrínseco às projecções e também intrínseco ao estado de sonhos.

Agora; também te direi que embora o vosso imaginário onírico exista em paralelo com as imagens da consciência de vigília que tendes, de certo modo facultais a vós próprios muito mais liberdade nas expressões de imagens e de um modo criativo no vosso estado de sonhos. As imagens do vosso estado de sonhos não empregam tanto a influência dos absolutos quanto as imagens que empregais no vosso estado de vigília.

Por isso, lembra-te de que, quando empregas imagens no teu estado de sonhos, não estás necessariamente a ver por imagens o que possa ser traduzido em termos absolutos no vosso estado desperto, o que nos conduz ao segundo aspecto da pergunta e ao emprego desses livros que são fornecidos por mim.

Eu digo-te que, no âmbito das probabilidades, HÁ probabilidades que foram já accionadas em relação ao emprego de livros concretos e objectivos que apresentem uma informação dispensada por mim, mas que ainda não foram traduzidas pelo que viste nas imagens oníricas que tiveste como um absoluto, de modo a eu vir a criar isso no formato de livros.

Neste presente momento, não irei empregar a acção de ditar e de criar livros concretos como os que tendes.

Eu tive ocasião previamente de apresentar aos indivíduos que vou ter vontade de empregar interacção com indivíduos em termos de auxílio caso eles manifestem a intenção de empregar uma acção dessas, mas não darei início a tal acção por mote próprio, e não vou ditar nada destinado à publicação de mais livros para terdes nas vossas prateleiras.

Nessa medida, a interacção que vou empregar será no sentido de envolver os indivíduos e de usar a energia deles de uma forma objectiva. Isso é realizado tanto em grupo como individualmente, e satisfaz o objectivo e o propósito que defini na interacção enquadrada neste fenómeno.

Não defini nada no sentido de criar livros. Vós podeis criar livros. Eu produzo uma interacção com as pessoas.

PAUL:  Isso ficou bastante esclarecido, mas agradeço muito a resposta.

ELIAS:  Ah ah ah!  Não tens de quê.

PAUL:  Já estamos a trabalhar nessa área há algum tempo. Eu, assim como a Joanne e o David, e outros que eu conheço. Assim, agradeço-te por isso.

ELIAS:  Não tens o que agradecer. Estendo-te um enorme encorajamento neste dia e dirijo-te uma expressão de energia em auxílio, de modo a te permitires ver além do medo que sentes e além dos demónios que tens que não passam da apresentação que fazes de obstáculos que se situam diante de ti... mas, na verdade eles não te mordem!

PAUL:  Muito obrigado, meu velho amigo.  Voltaremos à conversa contigo em breve.

ELIAS:  Muito bem.  Estendo-te neste dia um enorme carinho e afecto...

PAUL:  Endereço-te o mesmo.

ELIAS: ...e estendo-te um caloroso au revoir.

Elias parte às 4:02 da tarde.

NOTA DA VICKI:  As notas seguintes foram sugeridas pelo próprio Paul:

(1)  Hão-de notar que na sessão conjunta que a Joanne e eu tivemos, #433, o vídeo termina antes de a sessão terminar. Ficaram à volta de uns vinte minutos de informação por registar.

Gostaria de dizer que durante esse período o Elias revelou o segredo da vida, mas já referiu que “não tem importância!”

De qualquer maneira, quando a sessão seguinte da Jo ocorreu duas semanas mais tarde, em 11 de Agosto de 1999, a Mary teve o cuidado extra de verificar repetidamente se a cassete de vídeo teria espaço suficiente antes de ligar a câmara de gravação. Após a sessão, a Mary verificou a cassete de vídeo e ficou aborrecida ao descobrir que a sessão não tinha sido gravada!

Assim, ficamos curiosos quanto ao que se terá passado... bom, de qualquer modo, nos termos de Elias. Depois de tudo, surgiu uma explicação racional para a primeira ocorrência, por a Mary ter gravado uma sessão de telefone anterior na mesma cassete de vídeo de duração de duas horas, pelo que ficamos sem espaço na cassete antes de a nossa sessão terminar. Mas quando a sessão privada da Jo não “pegou”, chegou a tornar-se um pouco mais invulgar. Informação não oficial, no mínimo!

(2)  Gerou-se um volume considerável de interferência na linha, nos primeiros vinte minutos, mais ou menos, desta sessão.

Como isso já tinha acontecido em sessões anteriores que tínhamos tido por telefone, a Vicki na realidade sugeriu que utilizássemos diferentes telefones (além dos sem-fio que temos) sempre que tivéssemos uma sessão por telefone, por tornar a transcrição mais fácil. Por isso concordamos naturalmente e agora utilizamos os velhos telefones com fio. Assim, não posso atribuir as interferências à minha instalação nem à da Mary.

Eu detectei essa interferência ao ocorrer e tentei acalmar conscientemente, por o Elias ser o único a falar nessa parte da sessão. Pela primeira vez, senti realmente que o desconforto que sentia se devia a essa interferência, por de algum modo a estar a provocar e vice-versa. Mas o Elias tinha razão: durante o período anterior em que estivera a conversar com o Elias, não se deu a menor interferência.

(3)  Tão difícil quanto este tópico tenha sido de abordar junto com o Elias, para mim, em retrospectiva, penso que tanto a Joanne como eu facultamos a nós próprios um excelente exemplo sobre o quão fácil é interpretar esta informação ao nosso modo peculiar, acabando por obter percepções completamente diferentes.

De acordo com o Elias, a Jo é soft e eu sou comum. Nós estamos juntos há mais de doze anos a esta parte e pensávamos que nos conhecíamos bastante. Foi surpreendente começar a acreditar que pudesse surgir um conflito inicial num relacionamento que apresentasse diferentes orientações, e que esse conflito pudesse durar anos! Mas quem, no seu perfeito juízo, seria masoquista a ponto de sofrer por causa disso? Desnecessário será dizer que nós enfatizamos isso durante um certo tempo e quisemos obter mais informação, a qual subsequentemente surgiu desta forma, e nas transcrições que se seguiram.

Gostava de estender os meus sinceros agradecimentos e o meu profundo apreço por quantos tiveram a coragem de assimilar esta nova informação e de a partilhar com o resto de nós. Conforme a Vicki me disse há uns anos, “Não sempre a vida é um mar de rosas!”

(4)  Notarão que o Elias apresentou aqui mais de seis páginas de informação sem um único intervalo. Se escutarem, o Elias continua muitas vezes a falar, mas eu por vezes fico de tal modo entusiasmado que se torna fácil o facto de eu interromper e interpor uma resposta ou uma pergunta que venha no seguimento. Mas eu entrei numa faixa em que a atenção que lhe dediquei apresentou uma qualidade que só posso descrever em termos de uma beleza estética, quase como escutar uma música suave que apresente grandes letras ou poesia num estado alterado.

Além disso também me interroguei sobre quanto tempo o Elias iria falar caso não o interrompesse – com seriedade – mas quanto mais avançávamos, mais o prazer que sentia na atenção que lhe dedicava era realçado. Escusado será dizer que, enquanto lidava com os meus próprios prolemas pessoais, esse período de escuta me ajudou a acalmar-me em relação ao nervosismo que experimentei durante os minutos de abertura desta sessão.

(5)  O comentário que fiz, “Deves ser adivinho, Elias!” foi num franco tom de gozação!

Nota da Vicki:  Agradecemos os esclarecimentos, Paul!

© 2000  Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados


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