sexta-feira, 10 de agosto de 2012

PROJECÇÕES DA CONSCIÊNCIA





Sessão 746 
“Vias de Comunicação para além da do pensamento”
“Usar o Pensamento para Interpretar a Emoção”
Sexta-feira, 22 de Dezembro de 2000 (Privada/Telefone) (Imagem: Mary Ennis, a medium)
Tradução: Amadeu Duarte
 
Participantes: Mary (Michael) e o Frank (Ulra).

Elias chega às 11:36 da manhã. (Tempo de chegada é de 23 segundos)

ELIAS:  Bom dia!

FRANK:  Bom dia!  É excelente falar de novo contigo.

ELIAS:  E contigo também.

FRANK:  E Feliz Natal para ti!

ELIAS:  Ah ah ah ah ah ah!  Mas estendo-te um voto de felicidade neste vosso feriado, também!

FRANK:  Muito obrigado. (Elias ri)  Bom, vamos lá ver.  Por onde começaremos, hoje?

ELIAS:  (Folgazão) Por onde preferires!

FRANK: Está bem. Diria que aí há uns oito ou nove anos em encontrava-me numa viagem de negócios, e encontrava-me na costa oeste, num quarto de hotel, e acordei a meio da noite e senti-me quase como... na verdade, tal como se estivesse fora do meu corpo, como se a minha consciência andasse a esvoaçar pelo quarto, de um lado para o outro. E isso prolongou-se por vários segundos, e em seguida penso ter tomado consciência do que se passava, e aquilo terminou. A pergunta que te dirijo é: que se terá passado por essa altura? Terá sido uma experiência fora do corpo, ou que é que terá exactamente sido isso?

ELIAS: Foi. Isso foi o que poderá ser chamado de projecção.

Deixa-me dizer-te que podemos definir uma diferença entre aquilo que designais como uma experiência de projecção fora do corpo e uma projecção de consciência. Porque na acção duma experiência fora do corpo, o que definis com essa acção é uma projecção da consciência subjectiva e da consciência objectiva completamente removidas da consciência do corpo.

Essa acção pode ser empreendida por qualquer indivíduo, só que temporariamente, apenas – caso o indivíduo opte por continuar neste foco físico – porque a consciência do corpo físico requer que a consciência subjectiva do indivíduo a dirija e interaja com ela de modo a poder operar.

Por isso, a consciência do corpo físico sustenta-se a si própria só que de uma forma temporária sem essa interacção, mas vós podeis criar essa acção por períodos temporários. Mas geralmente, não é isso que as pessoas empreendem nesta dimensão física, por subsistir um reconhecimento da influência mútua entre a consciência do corpo e a consciência subjectiva.

Geralmente, aquilo que criais nesse tipo de experiência a que te estás a referir é que, na realidade, vós estais a permitir que um aspecto da consciência subjectiva continue a estar associada à consciência do corpo e a orientá-la, e estais a permitir que a vossa consciência objectiva e um aspecto da consciência subjectiva se projecte da consciência do corpo e crie uma maior mobilidade na vossa dimensão física, e por vezes também noutras áreas da consciência.

A maior parte das vezes, as pessoas projectam a sua consciência nesta dimensão física e não noutras dimensões físicas nem noutras áreas da consciência, por isso corresponder à natureza da vossa atenção tal como a manifestais nesta dimensão física. Por isso, é compreensível que venhais a projectar a vossa consciência e a explorar outras áreas ou vias da experiência em relação a esta dimensão física. Estás a compreender?

FRANK: Estou, sim. Bom, isso também não ficará a dever-se ao facto de não compreendermos outras dimensões?

ELIAS: Em parte, sim, tens razão.

Porque, como vos manifestais numa dimensão física particular, a vossa consciência objectiva, ou aquilo que entendeis como a compreensão que tendes da realidade, baseia-se nas imagens dessa dimensão física particular.

Nesse contexto, ao projectardes a vossa consciência para outra dimensão física, podeis proporcionar a vós próprios experiências, só que elas não se traduzem na compreensão que tendes desta dimensão de forma genuína ou exacta, por se tratar de uma tradução.

As outras dimensões físicas são bastante diversificadas, e as manifestações que incorporam podem expressar-se de forma bastante diferente do que reconheceis como manifestações físicas, e isso não se traduz de modo exacto na compreensão e percepção que tendes.

FRANK: Está bem. Bom, voltando à questão, eu presumo que isso seja uma coisa que faça com regularidade.

ELIAS: É.

Eu posso-te dizer que TODOS vós estabeleceis esse tipo de projecção com bastante regularidade. Apenas não dais atenção a essa acção ao passardes objectivamente para a vossa consciência familiar. Por isso, deixais de proporcionar a vós próprios uma recordação ou lembrança objectiva dessa acção, mas trata-se de uma acção que empreendeis com bastante frequência.

Muitas experiências desse tipo são efectuadas durante o sono, e muitos indivíduos noutras culturas permitem-se esse tipo de acção durante o estado meditativo.

FRANK: Está bem. Se isto acontecesse no estado meditativo, será que recordaríamos melhor o sucedido, e de forma consciente?

ELIAS: Isso depende do indivíduo e da focalização da atenção que estiver a fazer nessa altura. Se estiver a dirigir a sua atenção a fim de lhe permitir ter consciência disso durante a experiência da meditação, sim, podeis possibilitar uma maior recordação objectiva.

Mas também te posso dizer, existem muitos indivíduos que empreendem esse tipo de acção durante o estado de vigília, enquanto empreendem diferentes tipos de actividades objectivas, e não permitem recobrar uma lembrança objectiva do que empreenderam.

Também te posso dizer que por vezes, todos tereis empreendido esse tipo de experiência. Muitos criam esse tipo de projecção enquanto no estado de vigília procedem a uma actividade qualquer que percebem como mundana ou monótona. Outros podem experimentar esse tipo de projecção enquanto conduzem os seus veículos.

FRANK: Será uma coisa que eu faça com regularidade?

ELIAS: Por vezes.

Nesse sentido, ao te deparares com esse tipo de experiências, podes permitir-te perceber que não proporcionas uma recordação da acção que estiveste a empreender durante esse tempo, mas tens consciência de ter a atenção focada de outro modo.

Reconheces que ao conduzir o teu veículo, não estás a prestar atenção a tal acção, e aquilo que dizes a ti próprios subsequentemente é o facto de não saberes como terás passado esse tempo ou terás sido levado a um outro estado de consciência, sem que te lembres daquilo que tiveres feito nem experimentado durante esse tempo.

FRANK: Está bem. Bom, isso acontece-me bastante! (a rir)

ELIAS: Ah, ah, ah, ah, ah, ah!

FRANK:  Muito bem, nesse caso a pergunta seguinte: por que razão... nessa altura particular, por volta de Setembro de 92... por que razão  terei tomado consciência disso nessa altura, e por que não tenho tomado desde então? Desde essa altura tentei recriar essa experiência, mas não fui capaz de o fazer. Por isso, por que razão terei descoberto isso nessa altura, e não depois?

ELIAS:  Devo-te dizer que na realidade isso é bastante comum, o facto das pessoas se permitirem ter consciência de uma experiência de modo bastante propositado numa altura qualquer.

Nesse momento, permitiste-te unicamente uma expressão de isenção de temor, uma isenção da análise, uma isenção de informação objectiva no sentido da análise, e nessa medida, apresentaste a ti próprio um à-vontade temporário na consciencialização objectiva do que estavas a empregar nessa projecção.

Agora; isso é intencional por te proporcionar um exemplo objectivo do facto de poderes recordar e tirar partido disso à medida que escolheres voltar a criar esse tipo de consciência, por assim dizer.

Porque com isso, apresentas a ti próprio informação sobre como envolver esse tipo de experiência de forma a permitir-te o exemplo e a recordação, não só da própria experiência como do estado de espírito que tinhas, por assim dizer, nesse momento, e da diferença patente entre esse instante e o que crias nas alturas em que intencionalmente tentas recriar esse tipo de percepção.

Por agora estenderes a ti próprio muito mais informação, a qual provoca um entusiasmo e um desejo objectivo de empregares esse tipo de experiências mas também gerar uma acção automática e resposta em ti no sentido de criares objectivamente uma intensidade de concentração, e essa concentração objectiva na intensidade que assume gerar tensão e também produzir uma pressão na tua energia em vez de concessão e de relaxamento.

Também te faz adoptar mais o raciocínio. Na experiência anterior não analisavas nem criavas elaboração mental alguma quanto ao modo como haverias de criar tal acção. Permitiste-te unicamente expressar com liberdade esse tipo de experiência, e permitiste-te uma percepção objectiva de tal acto, embora como uma fluência da energia livre. Agora empregas um raciocínio em relação ao próprio acto e isso complica o movimento que empreendes.

FRANK:  Muito bem, então a pergunta é: como é que relaxo de modo a ser capaz de realizar aquilo que estou a tentar realizar?

ELIAS:  Sim.

VIC:  Ah?

ELIAS:  E permite-te usar um ponto de referência, mas sem ser por uma expressão de concentração objectiva. Permite-te sugerir um ponto de referência, uma direcção, por assim dizer. Isso permitir-te-á focar a tua energia em vez de dispersares a tua energia.

Assim que te tiveres permitido sugerir o teu objectivo, por assim dizer, e ter escolhido um ponto de referência... quer seja simplesmente por uma projecção da tua consciência na direcção de um outro local físico, ou do mesmo compartimento que estiveres a ocupar fisicamente no momento, ou de uma outra faixa temporal, não importa realmente aquilo que estiveres a escolher mas sim que apresentes a ti próprio inicialmente uma direcção, que com isso passas a focar a tua energia.

Agora; focar a tua energia não exige pensamento nenhum. A sugestão é suficiente. Assim que tiveres apresentado a ti próprio uma sugestão, também não importa que realmente projectes a tua percepção no sentido desse ponto de referência particular, por a questão não assentar nisso. A intenção de apresentares a ti próprio este tipo de sugestão serve unicamente para proporcionares a ti próprio a sugestão de te focares na tua energia.

Assim que tiveres apresentado essa sugestão, permite-te relaxar fisicamente na tua energia e raciocinar, sem criares distracção ou interrupção nesse relaxamento ao empregares o raciocínio...

FRANK:  Presumo que isso se aplique quase a tudo quanto queira manifestar, não?

ELIAS:  Aplica, em grande medida.

FRANK:  Está bem.

ELIAS:  Os pensamentos constituem uma criação desta dimensão que se prestam a uma função específica. Mas, nesta dimensão física, vós direccionastes a vossa atenção quase em exclusivo para a criação de pensamento pela expressão de uma comunicação a vós próprios de tal modo extrema que chegastes a afastar a vossa atenção do reconhecimento de todas as outras vias de comunicação que apresentais a vós próprios.

Na realidade, a expressão de comunicação do pensamento na sua função genuína é relativamente reduzida, nos termos do entendimento que tendes. A função real do vosso pensamento é a de definir e identificar outras comunicações. Mas conforme declarei, vós voltastes a vossa atenção para essa expressão particular com uma tal intensidade que acabou por se tornar no que agora identificais como um modo quase exclusivo de comunicação, o que na realidade não traduz a função que ela tem.

Essa é a razão por que muitas vezes experimentais conflito e confusão assim como obstáculos nos movimentos e nas experiências que produzis, por estardes a empregar o vosso pensamento de uma forma excessiva.

FRANK:  Está bem, isso é muito interessante. Falemos agora das outras vias de comunicação. Presumo que estejas a falar de coisas tipo os acontecimentos que se dão.

ELIAS:  Não necessariamente.

FRANK:  Muito bem. Bom, quais são as outras vias, os outros modos de comunicação?

ELIAS:  Dir-te-ei que vós criastes um modelo de realidade física intrincado.

Em vós próprios criastes um corpo físico que comporta sentidos externos e sentidos internos, os quais representam TODAS as comunicações objectivas que transmitis a vós próprios. E conforme tive ocasião de sugerir numa informação recente, uma outra via de comunicação bastante expressiva a que prestais muito POUCA atenção e que representa uma das vossas vias MAIS expressivas de comunicação são as vossas emoções.

As vossas emoções, uma vez mais, conforme afirmei várias vezes recentemente junto de vós, não constituem reacções. Elas não são respostas; não representam reacções. São comunicações. Mas como as definis em termos de reacções não prestais atenção àquilo que elas vos transmitem. Encarai-las apenas como uma bitola, um indicador relativo ao vosso estado do ser, mas elas não são bitola nenhuma relativa ao vosso estado do ser. Elas representam uma comunicação real que se expressa de modo objectivo, a partir da vossa consciência subjectiva na direcção da consciência objectiva.

FRANK:  Está bem. Bom, explica-me cá isto. Como é que eu hei-de interpretar essa comunicação? Digamos que acordo numa bela manhã e que me sinto excelente, ou numa outra manhã eu acordo e me sinto emocionalmente deprimido. Como é que interpreto essa comunicação?

ELIAS:  Isso é a função do vosso intelecto. Na realidade, essa é a função da criação a que procedeis, de pensamentos. Eles fornecem-vos a via da interpretação.

O pensamento, em si mesmo, não foi concebido como um modo de comunicação efectivo. Constitui uma função de interpretação e apresenta uma permissão no sentido da compreensão íntima relativamente à identificação dessas outras vias de comunicação... embora muitas vezes não seja necessario empregar a acção do pensamento na interpretação das comunicações.

Mas em relação aos vossos comunicados emocionais, ao criardes uma emoção e reconhecerdes que se trata de uma comunicação e não de uma reacção e também não é bitola nenhuma do vosso estado do ser, isso por si só possibilita uma informação diferente quanto ao raciocínio que empregais, e os vossos pensamentos automaticamente adoptam um tipo diferente de movimento no reconhecimento dessa comunicação.

Ao definires a emoção da ansiedade, por assim dizer... ao declarares que podes acordar numa bela manhã e experimentar essa sensação ou emoção de ansiedade ou de depressão.

Nessa medida, ao identificares isso como um indicador e como uma reacção para com o teu estado de ser, os pensamentos que tens movem-se numa função automática e apenas te dão conta da identificação do sentimento, por assim dizer, e o pensamento não vai além disso na identificação a que procede, por apenas identificar uma reacção para com o vosso estado do ser. Por isso, não emprega mais nenhuma informação na interpretação.

Ao te permitires reconhecer que isso não representa reacção nenhuma, e que não é indicador nem bitola nenhuma, os teus pensamentos automaticamente se voltam numa direcção diferente, e nessa medida, a interpretação tem início com uma pergunta relativamente ao que compreende a natureza da transmissão ou comunicado, e à medida que a comunicação prossegue, o raciocínio continua com a interpretação que faz desse comunicado. Procedes à interrogação em ti próprio e respondes por ti próprio à comunicação.

A dificuldade ou falha na comunicação que é expressada é na identificação da definição do que está a ter lugar, que está a ocorrer, e como vês que a emoção não representa uma comunicação, não recebes a comunicação ou a mensagem, por assim dizer.

FRANK:  Nesse caso estarás a dizer que a emoção represente como que uma batida à porta, e que em vez de abrirmos a porta e empregarmos o resto da coisa, dizemos que alguém terá batido à porta e passamos a ignorar isso?

ELIAS:  Correcto.

FRANK:  Ah, muito bem. Então, por outras palavras, se reconhecermos o que essa emoção compreende, nesse caso acabará por surgir mais a seguir e há-de transmitir o que quer que a mensagem contenha.

ELIAS:  Correcto.  Haverás de apresentar a ti mesmo muito mais informação.
Esse é um modo válido e uma via bastante eficaz de comunicação íntima que todos concebestes nesta dimensão física.

Vou dizer uma vez mais que vos estendi a todos um indicador dos elementos básicos que tendes nesta vossa realidade física e nesta dimensão particular, e eles são a sexualidade e a emoção; não o pensamento. O pensamento constitui um instrumento que criastes destinado à interpretação, à identificação e à definição, mas não como um elemento e expressão básica da vossa realidade física.

FRANK:  Gostava de passar para uma outra coisa que é um pouco diferente, mas que creio estar relacionada. Há duas coisas de que quero falar:

a primeira, por vezes quando me descontraio, quando talvez estou a meditar, talvez quando fecho os olhos e tento respirar e relaxar, vejo uns borrões ou pontos violeta que parecem surgir e desvanecer-se. Ocasionalmente eles apresentam-se de uma cor verde, também. Isso é algo que já vem acontecendo há muito tempo, e é a primeira coisa que mencionaria.

Em segundo lugar, não tanto actualmente, mas no passado, quando costumava meditar, ou uma vez mais, quando procurava relaxar, costumava começar a sentir o meu corpo a vibrar. Por vezes vibro de tal modo que quase não suporto isso, pelo que basicamente tenho que parar de fazer o que estiver a fazer. E sinto curiosidade quanto ao que pensas que isso seja e ao que isso signifique.

ELIAS:  Ora bem; antes de mais vou-te dizer que, em relação às expressões da cor que apresentas a ti próprio, isso de facto constitui uma demonstração do facto de estares genuinamente a permitir-te relaxar, e de que estás a focar a tua atenção no modo de que estivemos hoje aqui a falar - permitir-te focar a tua atenção num ponto de referência, que se torna no que terás escolhido nesse centro particular de energia violeta, por assim dizer.

Agora; há muitos que se permitem focar nesse centro particular de energia num acto meditativo, o qual assenta na relação com as crenças subjacentes, mas vos proporciona uma orientação na vossa atenção e na vossa energia.

E se continuardes a permitir-vos relaxar e não focais a vossa atenção objectiva tão intensamente nessa expressão de cor e continuardes a permitir-vos divagar sem pensar, também podereis empregar outras acções e movimentos.

E se praticardes, podereis começar por impressões que permitis sejam reconhecidas de uma forma objectiva, sem as menosprezar, e por meio dessa prática, as impressões poderão tornar-se mais vívidas. Alguns geram uma percepção visual efectiva dessas impressões, e outros permitem-se nessa altura projectar a sua percepção para outras áreas.

Mas isso na realidade constitui uma validação de ti próprio, pelo reconhecimento de estares a satisfazer os começos desse tipo de movimento, ao te permitires ver essa cor.

FRANK:  Está bem mas, e a vibração?

ELIAS:  Ora bem; isso também ocorre como uma expressão de validação, só que de um modo diferente. O que estás a admitir com essas duas acções - uma relativa à cor - é a tradução objectiva de que a tua consciência subjectiva está a mover-se em harmonia com a intenção que estás a estabelecer em termos objectivos.

A vibração constitui a validação objectiva para ti próprio, de estares a focar a tua atenção no que poderei designar por um modo interior, em ti próprio. Estás a afastar a tua atenção da distracção das criações e expressões externas e estás a permitir-te focar toda a tua atenção, por assim dizer, em ti próprio, e isso é expressado em resposta por meio da criação dessa vibração física dentro de ti.

Agora; ambas essas expressões constituem uma validação dirigida a ti próprio - que tu estás a apresentar a ti próprio - de estares a conseguir o movimento que pretendes estabelecer.

Assim que essa comunicação - uma vez mais - é acolhida, a manifestação efectiva física pode ser interrompida.

FRANK:  Está bem. Bom, agora sinto-me um pouco confuso. Quando referes interrompida, quererás dizer isso no sentido de poder ser ou não interrompida, ou no sentido de eu poder dispensar isso? Além disso, volto à pergunta: o que acontece com a vibração? Senti-a de tal modo intensa que precisei interromper aquilo que estava a fazer.

ELIAS:  Justamente. Eu compreendo isso, mas é exactamente o que te estou a dizer, que quando essa acção é acolhida como uma comunicação e aceite como uma validação, e passas a permitir-te relaxar e deixar de manter a tua atenção nessa experiência particular, que representa um comunicado, a comunicação é interrompida, por ter sido recepcionada, do mesmo modo que expressaste com a batida à tua porta.

FRANK:  Muito bem, então o que estás a dizer é que, ao dar continuidade a isso, agora que compreendo o que se está a passar e consigo relaxar mais ou menos, isso simplesmente passa, mas eu permaneço no estado meditativo.

ELIAS:  Sim.

FRANK:  Aah!

ELIAS:  A tua atenção move-se com essa acção. Assim que a vibração tem início, a tua atenção foca-se nessa acção - do mesmo modo que a tua atenção objectiva ao focar-se na batida à porta e na audição do som que provoca - e nisso, se continuares a concentrar-te na vibração, deixas de estar a focar a tua atenção no objectivo.

FRANK:  Entendido.

ELIAS:  A tua atenção terá passado para uma expressão diferente e foca-se na vibração, pelo que a vibração tem continuidade, por estar a ser reconhecida como uma comunicação de validação.

FRANK:  Muito bem. Vejamos o que se segue... onde é que estávamos a querer chegar com isto? Muito bem, algumas perguntas sobre condições físicas que tive. Tive um problema com o meu nervo ciático, e tenho igualmente um problema, um problema recorrente, na área da virilha, em relação ao qual consultei o médico ontem, que basicamente me disse que não havia nada que pudesse fazer. Ele basicamente atribuiu isso à idade e aos ferimentos provocados pelos velhos desportos e a coisas do género. Por isso, a pergunta que te quero lançar é: qual será a razão de tais manifestações?

ELIAS:  Antes de mais, meu amigo, vou-te perguntar, que impressão tens?

FRANK:  Eu devia estar ciente de que me ias perguntar isso!

ELIAS:  Ah ah ah ah ah ah ah!

FRANK:  (A rir) Bom, vejamos. Ambos abrandam o movimento que empreendo, isso é certo. (Pausa) Tenho que dizer, não estou certo, mas provavelmente não reflecti muito nisso. Pretenderás que me dedique a isso antes de voltarmos a conversar?

ELIAS:  Podes, e eu também te posso apresentar ALGUMA informação.

FRANK:  Está bem, óptimo.  Eu estou disposto a acolhê-la! (Ambos riem)

ELIAS:  Posso-te dizer que tu criaste uma dessas expressões em relação à sexualidade. Não me estou a referir ao acto de empregares a actividade sexual, mas à expressão da sexualidade e a muitos dos aspectos do sistema de crenças da sexualidade, e ao modo como crias as associações que estabeleces em relação à sexualidade nesta expressão física.

Conforme expressaste a título informativo o que te foi apresentado pelo teu médico, expressaste a identificação de se tratar de uma manifestação de actividades anteriores e por estares a envelhecer, pelo que estarás a degenerar-te em certas expressões. Isso é tudo uma expressão da identificação e avaliação a que procedes quanto à expressão individual que assumis da sexualidade no vosso foco.

Bom; na realidade podes afectar a criação disso na área física da virilha permitindo-te reconhecer as crenças que tens em relação à sexualidade, e permitindo-te apresentar a ti próprio permissão para te expressares menos por uma expressão relativa à resignação quanto à progressão na idade. Estás a compreender?

FRANK:  Claro. Penso que seja um grande problema que tenho, não será?

ELIAS:  (A rir levemente)  É uma associação fortemente mantida em relação às crenças que tens.

Quanto à criação da irritação do nervo, podes permitir-te investigar isso também na relação que isso tem com as tuas expressões de apoio, não apenas em relação a ti próprio, mas à forma como encaras o apoio que dás aos outros.

Isso também representa um problema que tens que é fortemente expressado - a avaliação a que procedes das alturas em que percebes não estar a dar suficiente apoio aos outros pelo que te passas a julgar a ti próprio, e das alturas em que não estás a manifestar apoio a ti próprio, e voltas a tua atenção para o exterior e expressas uma expectativa e um querer em relação à recepção desse tipo de expressão por parte dos outros, quando na realidade estás a comunicar a ti próprio o desejo que tens de estender essa expressão a ti próprio.

Nessas alturas em que sentes um agravamento físico, por assim dizer, nesse nervo em particular, se te permitires ter consciência objectiva do que estás a empreender nessas alturas, podes começar a reconhecer que essa é uma expressão consistente que crias, em relação às formas de julgamento que estás a atribuir a ti próprio, por meio da percepção de apoio a ti próprio, ou do apoio em relação ao qual te sentes carente na expressão que adoptas em relação aos outros.

FRANK:  Referes-te ao apoio dos outros?

ELIAS:  Correcto, e à condenação de ti próprio; não que não estejas a expressar apoio aos outros, mas que a percepção que tens da tua expressão seja a de que é inadequada e insuficiente. (Com firmeza)

FRANK:  Ah, está bem ... ah, está bem.

ELIAS:  E isso tu manifesta-lo pela irritação desse nervo.

FRANK:  Está bem, eu entendo.

ELIAS:  A razão para teres escolhido esse nervo em particular deve-se ao facto de ser central em relação ao teu corpo físico e afectar as tuas funcionalidades.

FRANK:  Muito bem, eu tenho mais um a pergunta acerca desse problema. Eu nasci com um problema congénito na espinha. A coluna não chegou a formar-se adequadamente. Por que razão terei vindo a esta realidade física com tal condição? (Pausa de 22 segundos)

ELIAS:  Ah, mas eu posso-te dizer que tu criastes essa expressão física neste foco de modo bastante intencional. Nessa medida, isso proporcionou-te uma experiência de desafio em relação às expressões de carácter físico, aos talentos ou conquistas físicas. Isso proporciona-te uma expressão subjacente de contínua motivação.

Mas também te proporcionou uma contribuição à tua consciência objectiva com a compreensão em relação àqueles que expressam uma limitação qualquer física, e da afectação que esse tipo de expressão de restrição física produz em relação às percepções do indivíduo.

E nessa medida, estendes a ti próprio um reconhecimento de que independentemente da definição que as sociedades ou que os indivíduos atribuem às limitações físicas, isso não impõe absoluto nenhum.


E nessa medida, tu permitiste-te dar passos em relação a esse desafio que te sugere uma diferença da percepção que tens em relação a esse tipo de questão, o qual também te faculta uma expressão diferente na interacção que tens com os outros.

FRANK:  Está bem.  Isso é profundo. (Ambos riem)

ELIAS:  Ah! Consequentemente podes oferecer a ti próprio um ponto, meu caro amigo, pela excelente expressão que criaste, não? Ah ah ah ah ah ah!

FRANK:  Também vou aceitar essa!

ELIAS:  Ah ah ah ah ah!

FRANK:  Muito bem, vejamos. Eu tenho mais umas quantas perguntas rápidas. A minha filha está com um problema no joelho. Poderás sugerir-me alguma coisa sobre o que lhe esteja a causar isso? Por que razão estará a dar expressão a isso?

ELIAS:  Que impressão tens? (O Frank suspira)  Ah ah ah ah ah!

FRANK:  Não sei — por estar à procura de atenção?

ELIAS:  Em parte; não inteiramente. Por ESTAR a proporcionar uma compensação, mas que impressão terás quanto à natureza dessa compensação?

FRANK:  Não sei - mais atenção da minha parte e da parte da minha mulher? Realmente não tenho ideia.

ELIAS:  Para além da expressão de atenção, também está a provocar um abrandamento do movimento que ela empreende por esta altura, o que lhe faculta um tipo diferente de interacção e de expressão com os outros membros da família assim como com outros indivíduos.

Com a criação disso ela está a expressar o reconhecimento de querer, por assim dizer, a expressão de carinho que não está a proporcionar a ela própria. Por isso, está a voltar-se para fora, por assim dizer, para apresentar essa expressão a ela própria, e isso por vezes pode ser traduzido de forma objectiva por expressões de simpatia, mas mais por um suavizar do tom da parte dos outros.

Há expressões menos óbvias que são criadas por esse tipo de interacção que podeis não necessariamente notar e reconhecer de um modo objectivo, mas isso proporciona-lhe uma expresão de carinho que ela busca como compensação por não estar a estender a ela própria. Também te posso dizer que existe um pequeno elemento de medo que está a obter expressão no movimento que ela empreende, pelo que ela cria uma afectação física a fim de abrandar os movimentos que empreende.

FRANK:  Isso faz todo o sentido. Muito bem. Agora; conforme me tinhas dito antes, o papel que me cabe é o de não fazer mais do que acompanhá-la, certo?

ELIAS:  Correcto.

FRANK:  Muito bem. A minha canalização congelou na noite passada. Por que razão terei manifestado isso? (O Elias ri) Os canos da água da nossa casa?

ELIAS:  (A sorrir) Mas, uma vez mais te perguntarei, que impressão terás?

FRANK:  A impressão que tenho é aquele assunto relativo à última vez em que conversamos... falamos em não empregar a acção de vitimização, e eu penso que tenha sido o propósito disso, e que eu comecei a sentir-me vítima, e a seguir terei dado por mim e percebido que o que quer que se dê, eu crio isso. É aquilo que inicialmente assumo em relação à questão.

ELIAS:  A interpretação objectiva, mas posso dizer-te que tens razão.

Também te posso dizer - de acordo com o movimento consistente (o Frank começa a rir) que instauraste na interacção comigo - que em cada encontro objectivo que temos, tu dás expressão à experiência objectiva de uma acção física, antes de nos envolvermos - ah ah ah ah! - o que te proporciona um desafio!

FRANK:  Eu estou somente a tentar ajudar-te! (A rir)

ELIAS:  Ah ah ah ah ah! Fico a antecipar a tua continuidade futura nesse padrão, não só como um comunicado dirigido a ti próprio e uma apresentação de imagens físicas, mas também como uma via de entretenimento! Ah ah ah ah ah!

FRANK:  Bom, penso que já lá tenhamos chegado!

ELIAS:  Ah ah ah ah ah!

FRANK:  (A rir) Ah, isto é estupendo!  Muito bem, a última pergunta que tenho a dirigir-te é, se nos conheceremos de uma forma objectiva. Será?

ELIAS:  No foco físico?  Conhecemos.

FRANK:  Poderás revelar-me algo acerca disso?

ELIAS:  Primeiro vou deixar que investigues, e estender-te-ei a minha validação no nosso próximo encontro.

FRANK:  É perfeitamente justo.

ELIAS:  NÃO representará um desafio assim tão grande para ti, na percepção que tens, permitir-te um reconhecimento objectivo de UM dos teus focos da atenção! Nós tivemos vários. Por isso, poderás escolher. Ah ah ah!

FRANK:  Está bem, estupendo.  Bom, obrigado.


ELIAS:  Não tens de quê, meu amigo.  Virei a interagir contigo e a cutucar-te na investigação que empreenderes dos focos que partilhamos. Ah ah ah!

FRANK:  Bom, também fico grato por isso.

ELIAS:  (A rir)  Para ti com um enorme carinho — e em reconhecimento do vosso feriado — te  dirijo um au revoir.

FRANK:  Adeus.

Elias parte às 12:46 da tarde.

© 2001 Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

IMAGINAÇÃO E REALIDADE





Sessão 159
"Laços, Regressões a Vidas Passadas, Suicídio e Morte"
Domingo, 23 de Março de 1997 © (Na foto: Vicki, Ron,Mary Ennis e a Cathy)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Ron (Olivia), Cathy (Shynla), Bob (Simon), Drew (Matthew), Norm (Stephen) e o Greg (Olivia).
(O Ron e o Greg são focos da mesma essência)

Elias chega às 7:24 da tarde. (O tempo é 30 segundos)

ELIAS: Boa noite. Esta noite, vamos abordar as vossas perguntas respeitantes à transição ou à mudança, e também podereis fazer perguntas sobre os relacionamentos pessoais que tendes nos focos por presentemente esse ser um movimento comum a muitos indivíduos, e que se estende muito para lá daqueles com quem tivestes contacto; o que se traduz por um trespasse, no âmbito da consciência, de uma recordação; uma fase inicial, digamos, da vossa mudança. (Pausa prolongada)

VICKI: Muito bem, eu vou em primeiro lugar. Sinto curiosidade em relação a saber mais sobre os relacionamentos pessoais que existem entre mim e algumas das pessoas com quem interajo no computador, em especial neste foco de 1700. Sinto existir um forte relacionamento entre a Uriel e eu, e entre a Jessele e eu, e entre o meu e o teu foco, e sinto uma ideia vaga e indeterminada que não consigo definir em relação a Rameau (nome da essência da mulher do Bruce) e à Sena. É sobre isso que tenho vindo a cismar.

ELIAS: Vós sois focos que se sobrepõem. Nem todos esses indivíduos tomam parte nesse foco particular de que falas. Nesse foco particular, o Uriel faz parte. Quanto à ligação física que possa ter contigo, a Rameau não toma parte. Isso refere uma ligação que o Uriel e a Rameau têm, uma vez mais, nesse período. Tu estás a permitir que informação respeitante a outros indivíduos venha ao de cima, mas ela não está ligada a esse mesmo foco. Esses indivíduos têm uma interacção contigo noutros focos; não juntos, mas de forma independente um do outro.

A Jessele apresenta uma forte interacção e ligação contigo num foco de que falamos anteriormente. Esse foco particular envolve indivíduos com quem também tem contacto neste foco actual, e em relação ao que também fizeste perguntas em relação à tua mãe e ao Peter (Julie), caso te recordes desse foco particular. Esse indivíduo teve um relacionamento de irmã contigo, o qual constitui uma relação muito chegada. Esse é um reconhecimento com que estás a entrar em contacto presentemente. Esse outro indivíduo ocupa uma interacção contigo em vários focos diferentes, um dos quais envolve um outro foco que te é familiar a ti e ao Michael na vossa localidade da Turquia.

Tu estás a permitir que a informação extravase, de forma a poderes notar ligações existentes no âmbito da consciência com indivíduos com quem actualmente interages. Eu já vos disse a todos que haveis de atrair a vós a experiência da nova manifestação com indivíduos com quem também tiverdes estado envolvidos noutros focos. Isso é bastante comum. Nem todos vós reconheceis as ligações que tendes uns com os outros por intermédio de outros focos, mas à medida que avançais na acção da vossa mudança ou da transição, permitis uma abertura no sentido de fazer trespassar informação subjectiva e recordação de ligações que tendes nessas manifestações. Consequentemente, também haveis de recordar outras conexões que tiverdes para além da manifestação física.

VICKI: Uma pergunta ainda sobre esse mesmo assunto da parte da Jessele, que teve impressões sobre alguém chamado Lowell Thomas, e que nessas impressões que teve está ligada a esse indivíduo focado no físico agora comigo e com o Michael e com o Paul, e que se interroga de onde procederá isso.

ELIAS: Esse é um trespasse similar de informação, tal como o William também se tem visto assolado com a irritação procedente do fascínio que sente por um indivíduo e interroga sobre a razão para isso. Esses são reconhecimentos objectivos actuais de indivíduos noutros focos com quem tens um relacionamento. Nessa medida, ela está certa quanto ao facto de ocorrer uma manifestação conjunta desses indivíduos, e quanto ao facto dessa identificação brotar de um sentimento que está bastante ligado à actividade subjectiva. Ela identifica presentemente como Lowell Thomas, o qual num outro foco teve um relacionamento muito chegado à Jessele; isso também apresenta um aspecto da personalidade do Paul. Daí o reconhecimento.

NORM: Eu tive um sonho em que me encontrava num infantário. Não estou certo do que estaria realmente a fazer lá, para além de estar a inspecionar bebés. Eu conseguia saber se eles teriam talento físico. Foi muito vívido, a mudança que presenciei nos rostos daqueles que eram fisicamente talentosos. Poderás explicar-me o que eu estaria lá a fazer?

ELIAS: Para te proporcionar um nível inicial de interpretação, devo dizer-te que estavas a proporcionar a ti próprio a identificação e o reconhecimento daqueles indivíduos que se manifestam a partir da Rosa.

NORM: Eu tinha noção de se tratar da Rosa, que um dos bebés provinha da essência da Rosa (Cristo).

ELIAS: Isso também se presta, conforme poderás notar, no âmbito da consciência objectiva, para te permitir um discernimento da realidade de certas trocas de energia e formas de veracidade. Nessa medida, também estendeste a ti próprio a oportunidade de submeter isso a um teste.

NORM: Não estou certo de que teste seja esse.

ELIAS: Já te permitiste a comparação do intercâmbio de energias, e a capacidade de que dispões de reconhecer a validade de uma verdadeira troca de energias. (O Norm tinha ido assistir a um médium a canalizar uma entidade, e tinha ficado bastante desapontado)

NORM: Esse é sem sombra de dúvida um dos objectivos que tenho.

ELIAS: Tu realizaste isso recentemente, nestes últimos dias.

NORM: Foi uma beleza. Jamais tinha assistido à formação de uma mudança tão clara. Foi uma beleza. Foi adorável assistir à forma como conseguia mudar diante dos meus próprios olhos. Foi formidável.

ELIAS: Grande parte do imaginário onírico que tendes é igualmente relevante em relação às imagens que tendes no estado desperto. Embora possais não compreender como esses elementos se ajustam, eles são bastante exactos na apresentação que vos fazem da informação, tal como neste pequeno exemplo. Vós criais imagens que vos permitem a informação do reconhecimento da Rosa. Nessa medida, explicais a vós próprios que possuís a capacidade de reconhecer a capacidade psíquica. Manifestais no imaginário objectivo físico acção que vos leva a um contacto com diferentes indivíduos que podeis classificar na categoria da energia psíquica. Permitis-vos discernir de uma forma objectiva a diferença de tal intercâmbio no caso deles, tal como no vosso estado de sonhos conseguis diferenciar por entre esses catraios, quais os que possuem tal capacidade e quais os que não possuem. Por isso, aquilo que manifestaste na acção e nos acontecimentos objectivos espelha o que criaste no imaginário do estado de sonho, proporcionando a ti próprio a oportunidade de perceberes a relação existente a acção objectiva e a subjectiva, coisa que constitui o teu objectivo, assim como permitir-te a oportunidade de ver que dispões da capacidade de discernimento.

NORM: Estará a interpretação que fiz da (nome não revelado) correcta?

ELIAS: Isso é o que te tenho vindo a dizer quanto à interpretação desse sonho. Está. (Pausa prolongada)

VICKI: Que grupo tão calado! Muito bem, eu tenho perguntas sobre o estado de transição, pergunta essa que a Jessele também queria colocar. Ela quer saber sobre esta crença que refere, que diz que quando morremos de uma forma traumática ou por meio de um acidente súbito, precisamos de algum tipo de ajuda, algum tipo de salvamento resultante dessa morte traumática, e sente curiosidade em relação ao que possas ter a dizer.

ELIAS: Vamos agora passar para o nosso mais sagrado domínio metafísico da religiosidade? Isso é um mandamento, creio eu! Salvar aqueles que sofrem uma morte violenta! Não estou a ver nenhum incenso nem quaisquer campainhas a tocar! (Riso)

Isso, uma vez mais, consiste numa crença. As pessoas podem escolher desprender-se do foco físico por meio daquilo que percebeis como eventos drásticos ou traumáticos que isso não indica necessidade alguma de ajuda. Conforme podeis perceber o suicídio como um grito de socorro, no âmbito da consciência esse é um acto que é empreendido por o indivíduo não estar a realizar o seu sentido de valor num foco particular.

Cada pessoa escolhe o método, se quiserdes, de se desprender do foco físico. Alguns escolhem adoptar um tipo de despedida dessas por variadíssimas razões. Alguns escolhem um drama como a encenação final, outros escolhem aquilo que nas crenças que têm acreditam constituir um meio rápido e indolor. Muitos não acreditam que possam alcançar o desenlace do físico por meio do sono. Apesar de poderem abrigar uma ilusão nesse sentido, não acreditam ser capazes de o fazer, e sentem temor em relação a tal acto ou ao evento que designais como morte. Por isso, escolhem passar por esse evento com rapidez. Existem igualmente outras razões relativas às razões por que um indivíduo escolhe uma passagem dessas, tal como existem inúmeras razões para as pessoas escolherem o desenlace por via da criação de uma doença. Isso são tudo escolhas.

Quanto à questão desses indivíduos precisarem de uma maior ajuda do que qualquer outro, isso é errado. Há indivíduos que se envolvem na acção da morte sossegadamente, sem drama, e que não aceitam nem se dão conta de terem empreendido tal acção, por não se permitirem passar objectivamente para a área da transição, da qual falamos anteriormente. Esses indivíduos podem necessitar de assistência em termos de informação relativa ao posicionamento que assumem na consciência mas isso não tem qualquer influência na sua escolha do método do desenlace.

VICKI: O sentimento que ela alberga é o de que o neto já tenha parcialmente entrado nesse estado da transição. Será isso correcto?

ELIAS: Ligeiramente.

VICKI: A outra pergunta que eu tenho nessa área, é: lembro-me que há algum tempo falavas em algumas pessoas que escolhem voltar a manifestar-se rapidamente, em resultado de algum tipo de trauma.

ELIAS: Isso não se deve necessariamente ao trauma do acto da morte; mas na experiência do foco, uma pessoa pode escolher desprender-se dum foco e enfiar-se num outro de forma deliberada, não permitindo, em relação ao vosso modo de pensar, qualquer período de transição.

VICKI: Nesse caso, ela há-de penetrar nesse foco com a maior parte das suas crenças ainda intactas?

ELIAS: Absolutamente correcto, assim como com grande parte da identificação que tinha no foco anterior. Muitos desses indivíduos experimentam muito conflito ao se impelirem desse modo no sentido de um outro foco. Muitas vezes, eles também não se ajustam, segundo a compreensão que tendes, à consciência objectiva do novo foco. Por isso retiram-se mais para uma maior subjectividade, o que representará, aos vossos olhos, os traços de insanidade ou de uma anomalia.

DREW: Gostava de te interrogar acerca da questão do suicídio. Uma vez mais, evocas um assunto em que tenho andado a semana toda a pensar.

BOB: Oh, Drew! (Bob, tu fazes-me partir toda a rir!)

DREW: Não é nada pessoal! (Riso geral)

ELIAS: (Ri) Estou a compreender muito bem! Não vamos ter que encomendar um serviço fúnebre em teu nome!

DREW: Eu tenho uns quantos amigos em relação a quem isso se coloca. Tu mencionaste que uma morte violente ou suicídio pode representar uma forma de se desprender da vida, em resultado de um incumprimento do sentido de valor. Poderão esses actos também alinhar por uma realização de sentido de valor?

ELIAS: Podem. Tal como já mencionamos anteriormente, alguns também poderão escolher tal acto como uma forma de auxílio a terceiros. Existem muitos aspectos diferentes por que um indivíduo pode escolher empreender tal tipo de evento. Na maior parte das “vossas” vezes, poderemos dizer que esses indivíduos sentem insatisfação na criação da realidade que manifestam, e não têm consciência objectiva de estarem a realizar o seu sentido de valor. Compreendei que o sentido de valor não se restringe exclusivamente a vós. Quando realizais sentido de valor, influenciais a consciência toda. Por isso, se isso não estiver a ser efectuado, haveis de ter consciência disso no vosso íntimo. Haveis de o sentir. Consequentemente, haveis de sentir insatisfação e vontade de vos desprender do foco individual.

Outros exemplos há em que as pessoas podem escolher esse evento do suicídio de modo a fazer valer aquilo que expressei como uma declaração objectiva destinada a captar a atenção dos outros, o que contribui para a realização de valor de todos. Só que atribuís ideias negativas a tais acções. Na realidade, trata-se simplesmente de eventos que fazem parte do movimento da consciência. Eles não são negativos nem positivos. São o que são.

DREW: Nesse caso, será possível que no âmbito de uma acção de contraparte ou subordinada a um consenso subjectivo, o acto do suicídio não seja necessariamente o resultado de nenhum tipo de insatisfação, mas antes de uma acção efectivada no sentido de uma aprendizagem de todos os que se acham envolvidos?

ELIAS: Exacto.

DREW: É-nos objectivamente ensinado que, quando se fala de suicídio, ainda que por brincadeira, se trata de algo que deveria ser considerado com seriedade. Também somos inclinados a acreditar que, se conseguirmos evitar que alguém cometa suicídio - que pessoalmente compreendo que provavelmente não consigamos evitar qualquer coisa que escolham levar a cabo - que deveremos procurar impedi-lo, tanto quanto possível. Por isso, sinto-me um pouco despedaçada com os sinais que recebo por parte das pessoas que devíamos levar a sério, em relação à possibilidade de cometerem suicídio, e em relação ao que devíamos fazer em relação a isso, se alguma coisa pudermos fazer.

ELIAS: Eu digo-te que isso depende da escolha do indivíduo, apesar de também não vos dizer que não noteis ou que sejais insensíveis em relação a tal acto; por na consciência subjectiva, a despeito das razões que apresentardes para tal acção, o indivíduo experimentar uma formidável insatisfação com a sua manifestação, e sentir uma imensa confusão nesse foco. Estes indivíduos são de um modo bastante concreto bastante atormentados, nos vossos termos, e experimentam um enorme trauma. Por isso, ao reconhecerdes isso, o auxílio ou a ajuda em termos de energia que podeis dar, de certo modo, de uma forma proveitosa para o indivíduo é permitir que concilie o seu objectivo com as suas acções subjectivas. Isso poderá não impedir a acção que estiver a eleger, mas podeis estender-lhe alguma conciliação, o que lhe assegurará alguma confiança ou garantia quanto às escolhas que promove.

Todos vós encarais as vossas acções como necessitadas de um resultado palpável imediato. Também sustentais expectativas em relação a esses resultados. Consequentemente, abordais um indivíduo que esteja a passar por uma situação traumática, ofereceis-lhe apoio e esperais assistir a uma mudança objectiva, em resultado dessa influência. Vós tereis influenciado, mas pode ser que durante toda a extensão da vossa vida possais não testemunhar a extensão de tal influência. A consciência é muito mais vasta do que os limites de um foco. Um foco é muito mais vasto do que aquilo que podereis imaginar. Por isso, podeis estar a afectar bastante noutras camadas desse foco particular. Cada acto que empregais servirá de auxílio na realização do sentido de valor de todos, e não só do vosso. Por isso, estais a ser úteis a vós próprios ao ajudar o outro.

Muitos dos líderes que tivestes ao longo da vossa história que vós também associais ao vosso elemento religioso expressaram muitos desses conceitos, nos termos "daquilo que manifestardes aos outros o manifestardes a vós próprios". Trata-se dum conceito que não é novo. Eu proponho-vos que, na medida em que vos expandirdes na consciência que tendes, também vos tornareis cada vez mais conscientes da interligação de toda a consciência, e de que o que se manifesta no outro se manifesta também em vós. Estais a afectar a totalidade, do mesmo modo que todos vos estão a afectar.
Caso desejeis servir de ajuda a um outro indivíduo, tornai-vos nesse indivíduo, e tereis consciência do que será exigido. Podeis alcançar isso de modo bastante eficiente. Permiti-vos utilizar o sentido da empatia. Permiti-vos reconhecer os vossos sentidos interiores, e nessa medida procurai tornar-vos naquilo que procurais ajudar. Portanto, haveis de compreender e haveis de vos dirigir quanto ao modo de realizar isso. Lembrai-vos de que qualquer oferta será inútil caso envolva uma expectativa (de resultados). A expressão de dádiva será significativa e útil no âmbito da pureza do acto, isenta de expectativas.

DREW: Por que razão irá a expectativa macular essa expressão de apoio?

ELIAS: Por apresentardes juízo de valor implícito (crítico).

DREW: E ele é passível de se tornar numa forma de manipulação?

ELIAS: Justamente.

DREW: Não representará o cumprimento de sentido de valor uma escolha?

ELIAS: Representa.

DREW: Então, se alguém estiver a considerar o desenlace por não estar a realizar o seu sentido de valor, isso será uma escolha que pode ser alterada.

ELIAS: Pode, mas (vós) não a podeis alterar.

DREW: Eu compreendo. Só podemos tentar compreender e ajudar o indivíduo a alcançar compreensão, e em seguida deixá-lo proceder à sua escolha.

ELIAS: E podeis influenciar. Podeis não escolher nem criar a realidade na vez do outro, mas podeis influenciar.

DREW: Ajudando-o a entender aquilo que não tiver compreendido antes?

ELIAS: Absolutamente; sendo por isso que vos encorajo continuamente a interagir. Vós diminuís a vossa objectividade como sendo caracterizada por imagens destituídas de importância. Por isso desconsiderais-vos e à compreensão que possuís. Ofereceis uns aos outros muito mais auxílio por meio da permuta. Também vos referi que a permuta verbal que exerceis no foco físico é útil ao processo da efectivação, porque vós produzis um pensamento no âmbito da energia e manifestai-lo em termos físicos por meio da verbalização. Provocais uma reacção química que é real. Trata-se duma outra acção inerente ao foco físico. Os vossos pensamentos consistem numa acção, e são reais. São energia. A verbalização desses pensamentos consiste numa outra acção que apresenta uma realidade diferente e que se torna material.

NORM: A escrita terá uma acção semelhante à da verbalização?

ELIAS: Similar. Não é o mesmo, mas é semelhante. Não produz uma actualização química, conforme declarei anteriormente, embora conceda energia para a actualização, por se prestar à comunicação e permitir uma ligação objectiva com outros indivíduos.

DREW: Quererá isso dizer que caso haja uma probabilidade desejável que gostássemos de actualizar de uma forma objectiva, dirigindo os nossos pensamentos, o nosso discurso, todas as nossas energias nessa direcção isso venha a ajudar a possibilitar a manifestação de tal probabilidade?

ELIAS: Sim, mas também vos vou sugerir que a actualização ou materialização de uma coisa ou de um evento também depende da contribuição da satisfação do sentido de valor. (Pausa)

Vamos fazer um intervalo, e logo retornarei para poderdes continuar a perguntar coisas, e eu apresentar-vos mais informação subordinada a vós próprios.

INTERVALO

Nota: A Cathy conduziu o cão dela ao exterior por alguns minutos, período em que decidimos recomeçar na sua ausência, só para a deixar irritada. Sem dúvida que somos uma malta fixe! Só que gostamos de brincar um pouco...

ELIAS: Continuemos com as vossas perguntas, a menos que prefiram ficar à espera! (Riso generalizado) Shh! Na realidade vamos começar com uma meditação! (Representa uma pose de meditação)

RON: Ohmmm...

ELIAS: Muito bem!

BOB: Ora, onde vamos quando meditamos? (Riso generalizado)

ELIAS: Aos mesmos locais - que todavia não são locais nenhuns - que aqueles em que me situo realmente!

BOB: Nesse caso, é tipo uma perda de tempo, não???

ELIAS: Desnecessário. (A Cathy retorna) Ah! Resolveste dar-nos um ar da tua graça! (Riso) Uma vez mais,  apresento à Shynla que isto pode ser encarado como mais uma das partidas que o Lawrence costuma praticar!

CATHY: O quê???

BOB: Ela pediu que Elias regressasse enquanto estavas ausente.

ELIAS: Não tão drástico quanto os Milumet... (Uma piada que tinha sido proferida anteriormente)

CATHY: De todo!

NORM: Tanto a minha mulher como eu estamos curiosos em relação ao Stephen e à Dehl, quanto ao facto de nos termos fragmentado de alguma essência em comum com o resto deste grupo.

ELIAS: Estás a referir-te à fragmentação de cada um de vós?

NORM: Sim.

ELIAS: O Stephen fragmentou-se a partir da Otha. A Dehl (A sorrir) fragmentou-se da... Ordin. (A Cathy faz um grunhido. Não vou tentar explicar o significado disto aqui. É demasiado complicado, e nem eu próprio chego e compreender bem. Suficientemente será dizer que a Otha e a Ordin são bastante instrumentais no âmbito da acção do intercâmbio de energias)

BOB: Não o entendo!

NORM: Mas não tereis todos eventualmente procedido da Ordin: a Mary, a Vicki, o Ron e a Cathy?

ELIAS: Não.

NORM: Está bem. Pensei que houvesse...

ELIAS: Essas essências fragmentaram-se a partir do Paul, ou do Paul e do Elias.

NORM: Onde é que tem lugar a Ordin, no teu caso? Pensei que a Ordin se situasse dois fragmentos atrás. (Riso) Não será isso verdade? (O Elias começa a rir)

CATHY: Explica lá essa, Elias!!! (Desatamos todos a rir)

NORM: Que é que se está a passar???

BOB: Eu estou a entender menos do que tu!

ELIAS: A Otha fragmentou o Elias e o Paul.

NORM: Ah, a sério? Nesse caso, somos irmãos fragmentados? (Precisáveis ter tido conhecimento dos últimos emails da Carole para apreciar isto devidamente!)

ELIAS: Na maneira de pensar da Aileen, (A Vicki perde-se de riso) isso é capaz de representar a criação de uma situação de incesto! Ah, bom, mas isto são cogitações da essência! Como não envolvemos qualquer actividade sexual neste foco...

RON: Essa ia ser a minha pergunta seguinte!

ELIAS: ...temos que nos divertir com esse tipo de fragmentação incestuosa! (A rir, seguido de uma pausa, para depois sussurar) Quanto silêncio! (E a seguir alto e bom som) No exterior!

BOB: Muito bem, eu tenho uma pergunta. Nem sequer sei como formulá-la. Estás ciente do suposto encontro transfocal que tive? Eu tenho dúvidas. Tive uma enorme dificuldade em definir para mim próprio aquilo que experimentei. Poderás ajudar-me em relação a isso? (Termo que se refere a uma experiência de regressão a uma vida passada)

ELIAS: Estais acostumados a questionar toda a experiência que não consigais classificar na percepção objectiva que tendes de acontecimentos concretos reais. Isso não está limitado a ti. É coisa que é partilhada por toda a vossa espécie. Por isso, torna-se-vos difícil aceitar informação que apresenteis a vós próprios; razão por que as pessoas passarão a buscar outros indivíduos que designais como psíquicos e permitem que eles vos interpretem a vossa experiência, e aceitais essa informação  mais prontamente do que haveis de aceitar informação proveniente de vós próprios! Torna-se-vos difícil aceitar a realidade da informação que estendeis a vós próprios, por acreditardes que, se poderdes apresentar uma informação a vós próprios de forma inadvertida, isso possa ter mais validade. Se tiverdes consciência da informação que apresentais a vós próprios, automaticamente vos inclinareis no sentido da explicação de se tratar de imaginação. Acreditais que criais as ideias ou as imagens ao permitirdes que a imaginação flua de modo livre. Já tive ocasião de vos dizer muitas vezes que a imaginação constitui uma realidade. Nessa medida, estais completamente à margem quanto à consciência das inúmeras dimensões existentes no âmbito da consciência. Por isso, qualquer informação que obtenhais e apresenteis a vós próprios, será válida. Pode não ter que ver com este foco particular, por assim dizer, por poder estar relacionada com uma outra dimensão no âmbito da consciência, mas não existe coisa alguma nos termos do que encarais como imaginação.

Nessa experiência que proporcionaste a ti próprio, na realidade estabeleceste de uma forma genuína uma ligação parcial com a recordação de um outro foco. Lutas com isso objectivamente, por não teres apresentado em termos teatralizados.

BOB: Poderia dizer contudo, que as impressões que obtive enquanto estávamos a fazer isso foram de uma natureza diferente do que as das impressões. Por isso aceito, tanto quanto me é dado conhecer agora, que ambas sejam válidas, mas  pareçam ter naturezas diferentes.

ELIAS: Correcto.

BOB: Isso quererá dizer que nessa experiência particular eu estivesse a misturar os focos ou que não tenha estado particularmente focado, para usar um trocadilho, mas algumas das impressões que estava a obter teriam sido de uma natureza enquanto outras impressões teriam sido de outra, ambas válidas embora não necessariamente associadas?

ELIAS: Correcto. Tu experimentaste uma recordação parcial de um outro foco que poderás considerar relevante em relação a esta dimensão. Ao te debateres de uma forma objectiva no sentido de desconsiderares a experiência e usares de cepticismo quanto à realidade do acontecimento, turvas a percepção que tens. Nessa medida, confundes a informação que permites que trepasse. Por isso, por vezes relaxas e admites um fluir livre, e em outras alturas interpões a consciência objectiva a ponto de desconsiderares, o que influencia as imagens que trespassam. Nesse sentido, podes alterar as imagens e distorcer parte delas. Isso ocorre no caso de muita gente. À medida que vos permitis compreender que todas as impressões que tendes são adequadas e verdadeiras, haveis de relaxar, e deixar que a comunicação flua.

BOB: Muito bem. Obrigado.

DREW: Imaginar uma outra vida não é a mesma coisa que recordar um foco alternado, certo? Apesar de ambos poderem ser reais e válidos pelo que são, mas são diferentes.

ELIAS: Não gosto da terminologia de "imaginação" pela razão de instaurardes automaticamente uma distinção, e já perceberdes que em certos aspectos percebeis estar a tentar o que designais por estados alterados como uma criação da imaginação. Também estais a desconsiderar-vos, ao acreditar que a imaginação não seja uma realidade e na verdade tenha menos valor. Conceptualmente, podeis dizer que acreditais que a imaginação constitua uma realidade, mas distinguis. A imaginação representa esta realidade. (Estendendo a mão direita para fora, na direcção do lado direito) A realidade real representa esta realidade (batendo na mesa com a mão esquerda) Vós não experimentais esta realidade (indicando a mão direita). É elusiva. Anda a "flutuar pelo cosmos." É real mas não afecta, por ter que ver com imaginação que se prende com uma outra dimensão qualquer algures!

Vou dirigir-me à tua pergunta sobre a diferença, por haver uma diferença, embora a diferença não se situe na criação da realidade. A diferença situa-se na criação. Todos os focos são uma criação da essência. Aquilo que percebeis ser imaginação num foco, por vezes, não sempre, pode ser uma criação do foco. Lembrai-vos de que, nem sempre é assim, por poderdes imaginar elementos e acontecimentos completamente estranhos à vossa existência e não estardes realmente a criar isso. Estais a recordar esses acontecimentos ou elementos no âmbito da consciência, pertencentes a outros aspectos dimensionais.

Agora; quanto à questão do vosso novo jogo (ETF) e à criação do que pensais que seja produto da imaginação em oposição à realidade dos focos, podeis nesse estado admitir uma intersecção de um outro foco. Também podeis criar um imaginário do tipo de um foco que represente uma realidade e constitua um foco provável, o que é criado pelo foco, por vós, e não criado como um foco a partir da essência; embora seja um foco da essência ao ser criado. Só é diferente no modo de criar.

DREW: Creio que onde pelo menos eu numa regressão comecei a interrogar-me quanto ao que estava a experimentar foi na diferenciação quanto às imagens que estou a experimentar poderem ser uma recordação de um outro foco, ou imagens que esteja a criar a partir deste foco.

ELIAS: Eu estou a compreender a confusão que sentes, e digo que muitos outros indivíduos realmente experimentam esse mesmo problema, embora não necessariamente nos contornos do vosso novo jogo. Isso também podeis encarar como um sintoma do movimento actual que se está a gerar na consciência. Refiro-vos isto  em diferenciação de outros que passam pela mesma acção, por não seres a única a experimentar essa confusão e esse estado no vosso novo jogo. Muitos, ao não se permitirem alongar no que designais como um estado alterado de consciência, experimentam esse mesmo tipo de confusão e de acção. Isso é uma diminuição (desconsideração) de vós próprios. Existe uma ligeira diferença na acção que tu, Matthew, empregaste. Eu apresentei-vos alguma informação anteriormente relativa ao rápido avanço que estais a ter na consciência em ligação com o presente fórum e esta informação, e como tu estás a avançar com rapidez no âmbito desta informação também deverás experimentar muitos outros aspectos do mesmo modo, na consciência, como outros experimentam, em associação com esta acção da mudança e da transição. Neste momento actual, no quadro das probabilidades que moves, não escolheste por completo voltar a manifestar-te ou deixar de te manifestar de novo. Estás a vacilar. Nessa medida, permites-te a abertura no emprego que fazes de ambas essas acções da mudança e da transição. Por isso, apresentas a ti própria informação subjectivamente a fim de criares a tua opção.

Virás a experimentar muitos elementos em conjugação com outros indivíduos, que se apresentarão em paralelo com acontecimentos e manifestações subjectivas. Por isso, ao me dirigir a ti com respeito á acção a que procedes enquadrada no vosso novo jogo, faço-o de modo diferente do que o faço em relação ao Simon; por a acção, embora objectivamente parecer ser a mesma, na realidade é diferente. Um, (voltado para o Bob) debate-se com a racionalidade objectiva, em relação à qual permitirás que seja silenciada e facultarás uma maior liberdade se usares de uma perspectiva mais alargada, e permitindo igualmente a permitindo a confiança que tens em ti, no sentido de verificares a tua experiência como real; A outra, (Voltando-se para Drew) emprega o mesmo tipo de confusão só que por um raciocínio diferente, por apesar de veres que estás a desconsiderar e a intersectar objectivamente, nesses actos também estás a tentar manter o pé na consciência objectiva. Por isso, a acção parece idêntica; um conflito, um batalhar e também uma desvalorização, embora o raciocínio seja diferente. O Simon deverá passar a permitir uma maior facilidade, por a consciência objectiva não sofrer ameaça alguma.

Eu estou a entender que neste momento actual possam existir elementos que comunico que não compreendeis e que não sentis estar a experimentar, mas como estais a empreender um avanço rápido não passará muito tempo, nos vossos termos, até perceberdes aquilo de que falo. Por isso, apresento-vos esta explicação antes de ocorrerem os eventos. Tendes muita coisa a investigar e a aprender, e muito movimento que vós, no âmbito do desejo que tendes, escolhestes envolver. (Pausa)

A consciência subjectiva e objectiva de certos estados pode tornar-se-vos temporariamente bastante confusa. Podeis não compreender de todo a actividade que empregais, mas também encarais os acontecimentos em vós próprios e saís à procura de informação e de explicações num círculo muito reduzido ao vosso redor, razão por que eu continuo a apresentar-vos informação ao vos dizer que a influência e as ligações que estabeleceis são de longe mais significativas do que aquilo que vos permitis perceber. No âmbito da consciência, estendeis-vos muito longe.

Lembrai-vos, conforme frequentemente vos digo: neste foco individual, vós constituís a essência inteira. Vós constituís o centro. Não existe nada maior do que a essência. E o Lawrence pode acrescentar, “Caramba!” (A sorrir)

Estendo-vos esta informação de modo a poderdes confortar-vos no conhecimento de existirem essências entre vós que são afectuosamente úteis, e que assistem ao acto de escorregardes para águas geladas. Só precisais pedir, que a mão estender-se-á para vos tirar delas.

Haveis de vir a defrontar-vos com mais experiências que se apresentem confusas, mas ao optardes pelo, nos vossos termos, objectivo de fundirdes a consciência subjectiva e a objectiva podeis gerar uma desorientação, por não terdes criado esta realidade de modo a incluir essa acção; embora em parte, isso seja a acção implícita à vossa mudança; mas até ao presente momento pelo que tendes consciência, ainda não se tenha tornado numa realidade.

Entendei que estais no limiar de uma grande percepção e aventura; que conquanto possais sentir-vos confusos, também estais a embarcar numa jornada que não foi percorrida antes, na vossa espécie. A comunicação de que dispondes uns com os outros, a interacção que estabeleceis, são muito válidas, por isso se prestar a um reforço de vós e vos facultar informação sobre uma maior confiança em vós. Eu tenho vindo a encorajar isso desde o começo dos nossos encontros, e continuo a faze-lo.

Também tenho um informe sobre o futuro para a Uriel, que podereis entregar-lhe.

Não deprecies esses trespasses respeitantes à informação proveniente de outros focos que possas notar objectivamente, por haver muito a ser ganho e que está a influenciar este presente foco. Por isso, ao apresentares mais informação a ti própria respeitante às ligações que tens e à compreensão das recordações que tens, também apresentarás uma oportunidade mais eficaz de passares para a compreensão deste foco e de ti própria.

Desejareis colocar mais perguntas esta noite?

NORM: Durante a semana, eu tive uma experiência em que sofri mais ou menos uma pancada no cérebro, e tive a impressão de terem sido duas pequenas unhas que deixaram uma marca castanha no meu cérebro. Terás alguma coisa a ver com isso?

ELIAS: Dir-te-ei que isso é um imaginário bastante inventivo, e que se assemelha bastante ao caso do Oliver e da “bota cósmica” dele! (Oliver, aliás Christie, é um membro do grupo que referiu certas experiências como uma “bota cósmica”, ou um "chuto cósmico no cú")

NORM: Creio que vou descobrir isso mais tarde!

VICKI: Eu tenho uma outra pergunta. Hoje recebi ajuda da parte de um novo indivíduo com a transcrição. O paul disse que o nome da essência desse indivíduo era Kaileen. O nome parece, pelo menos na nossa língua, apresentar uma grande semelhança com o nome da essência da Ailleen. O quarto elemento disso é que o indivíduo que se chama Jessele recentemente começou a empregar este mesmo tipo de acção, o de proceder a transcrições. Assim, a pergunta que tenho é, eu disponho de quatro elementos que parecem encaixar perfeitamente de algum modo, só não tenho bem a certeza como.

ELIAS: (Avalia) Desejarás informação deste instante, quanto a essas quatro ligações, ou do que pensas ser um agora alternado?

VICKI: Alternado.

ELIAS: Coisa que, conforme estás ciente, está a influenciar o presente momento igualmente, como estão todos os aspectos da consciência e focos. Esse novo indivíduo que envolves tem um tom ligeiramente diferente do da Aileen, e escolheu de maneira bastante intencional manifestar um tom que parecerá na vossa língua igualmente bastante similar. Esse indivíduo é um foco da essência que se fragmentou da Aileen. Existem ligações entre os quatro, num foco desta experiência dimensional. Não é o que classificarias como as intersecções principais que se dão no âmbito da consciência e da essência. Cada um desses indivíduos tem vários focos noutras dimensões, sendo essa igualmente a razão por que a Jessele se sente igualmente atraída pelos vossos extraterrestres; embora deva esclarecer que isso neste foco dimensional é tido na conta de uma crença, assim como por parte daqueles de quem falas.

VICKI: Só estou confusa quanto a uma coisa. De que essência estás a falar como tendo-se fragmentado da Aileen? (Estou completamente confusa!)

ELIAS: Kaileen. (Tonta!) Esse nem sempre é o caso, apesar de eu compreender que te desperte curiosidade automaticamente, dado que, se perceberdes termos que rimem, havereis de ver isso com um tipo qualquer de ligação. Isso nem sempre é o caso. Nesta situação em particular há uma explicação que foi criada intencionalmente, mas não te quero induzir em erro levando-te a pensar que todos os termos, todos as palavras da vossa língua que soem de forma semelhante ou apresentem um tom que rime, apresentem uma ligação automática na essência, ou se intersectem, na vossa maneira de pensar. Deixarei sempre em aberto a possibilidade das essências estarem a intersectar-se; mas nas bolsas de probabilidades de que dispondes nos vossos focos individuais, não turvaremos o vosso pensar ao tentardes acertar nem nos restringiremos aos limites das intersecções imediatas, ou na vossa maneira de pensar, as intersecções imediatas dos indivíduos.

Dão-se muitas ligações com os indivíduos, e torna-se bastante divertido que vos espanteis em tal medida que chegueis a defrontar novos indivíduos continuamente e não acrediteis muito nas ligações que têm convosco no âmbito da consciência. Os indivíduos não se deixam conduzir para vós nem vós para eles caso não tenhais já uma ligação. Por isso, todos aqueles com que vos deparais hão-de apresentar ligações contigo, no âmbito da consciência.

VICKI: É que por vezes torna-se difícil de decifrar.

DREW: Mas desde que todos os sistemas estão em aberto, é possível atrair a ti e deixar-nos atrair para pessoas com quem não tenhamos tido nenhuma ligação anterior.

ELIAS: Absolutamente, acção essa que também empregais com frequência em cada foco, conduzindo a vós outros indivíduos para uma maior experiência com quem subsequentemente podereis escolher estar ligados em outros focos, nos vossos termos. (Agora apresentou uma contradição!)

RON: Posso interromper para mudar a fita?

ELIAS: Caso desejeis continuar. (A esta altura o Elias “salta” subitamente para fora do corpo da Mary. Não recordo que isto tenha acontecido numa sessão normal, antes. Não pensei que prosseguíssemos, mas lá prosseguimos)

INTERVALO

Nota: Durante o intervalo estivemos a debater a resposta dada às perguntas da Drew acerca dos Encontros Transfocais, que as pessoas interpretaram diferentemente.

ELIAS: Continuemos com o vosso questionário. (Para a Drew) Também te digo que já respondi à tua pergunta, apesar de, se desejares que volte a responder-te, também o possa fazer. Apresentei-te informação que excedeu a pergunta que formulaste, mas tal como ao me dirigir ao Simon, podes distinguir entre o que penses como realidade e imaginação ao longo da tua experiência. Hás-de notar diferenças na tua experiência. Como te permites uma intersecção com um foco real, deverá revelar-se claro e automático. Caso estejas a forçar a informação, deverás suscitá-la. Isso também deverá corresponder à realidade, só que deverá ser uma realidade do momento, por estares a criar uma probabilidade. A informação que permites que trespasse de um outro foco é transmitida sem esforço. Não exerceis acção nenhuma sobre essa informação. Ela deverá passar a estar ao vosso dispor de um modo isento de esforço.

DREW: Poderias esclarecer-nos quanto àquilo de que estávamos a conversar durante o intervalo, em relação aos comentários que fizeste quanto à razão por que para o Simon uma experiência de regressão a uma vida passada pode ser mais fácil por causa da relação que ele tem com a realidade objectiva, ao contrário do meu caso, conforme entendi, devido à indefinição que sinto em relação ao facto de voltar a manifestar-me? Terei compreendido isso correctamente? Estará isso ligado às crenças e ao temor que tenho e sinto?

ELIAS: Está. Tu acolheste a informação conforme fora previsto na apresentação que te foi feita, e compreendeste correctamente o que te foi comunicado. Isso diz respeito às crenças que tens, pelas quais os outros podem não alinhar, mas isso não é relevante, por constituir a tua realidade. Por isso, ao me dirigir à situação que tu pessoalmente estás a empregar, estou igualmente a dirigir-me às crenças que pessoalmente empregas.

Também te direi que não precisas ter medo quanto à essência, por não te vires a prejudicar, conforme já tive ocasião de referir a outros previamente. Tu tens um receio idêntico ao do Michael quanto ao facto de, caso te permitas, poderes projectar-te e esquecer o teu caminho de volta. Hás-de recordar. Isso não é tão invulgar, tal como vos disse nas nossas sessões e nos debates subordinados às probabilidades e aos eus alternados e à informação não oficial, o facto de certa informação apresentar uma instigação de determinadas experiências que se revelam uma ameaça para a identidade. Muitos indivíduos neste fórum não compreenderam bem essas declarações durante muito do vosso tempo. Em alturas subsequentes, chegaram a ter um melhor entendimento do que tinha apresentado antes.

Nessa medida, as experiências (de confusão e conflito, subentenda-se) são reduzidas por teres sido prevenida. Caso estejas exposta a informação antes de algumas das experiências que faças, isso pode servir para diminuir a confusão que sintas. Pode não eliminar a confusão nem o conflito que sintas, mas sem certa informação poderás experimentar uma maior confusão assim como temor. Nessa medida, as pessoas identificaram e reconheceram aquilo que foi abordado como uma ameaça à identidade pessoal e presentemente já não têm medo disso, por isso ter sido explicado. A confusão continua a manifestar-se, mas o medo é eliminado; essa é a razão por que te estendi informação pessoalmente esta noite, de modo a que no futuro possas evitar o temor que sentes nas experiências e possas compreender um pouco melhor, permitindo-te a experiência da confusão, mas sem te assustares. Isso também te faculta a oportunidade de encarar as crenças que tens presentemente, com respeito a ocorrências no foco físico e também ao desprendimento do foco físico.

Cada um de vós, nas suas questões individuais, há-de confrontar-se com esse tema e ideia do que chamais de morte. Até ao presente momento, poucos de vós chagaram efectivamente a entreter essa ideia. Actualmente, não representa uma realidade para vós, mas cada um de vós deverá aproximar-se de uma altura no enquadramento do vosso tempo em que isso se tornará numa realidade e haveis de vos ver lançados às vossas ondas com essa ideia. Se compreenderdes a realidade de isso subentender um mero desprendimento de uma área da consciência e da passagem para outra área da consciência, isso poderá reduzir o temor que possais sentir; porquanto muitos poderem dizer que não sentem medo da morte, todos vós sentis. É o que encarais como o desconhecido, e o desconhecido representa temor para vós; razão essa por que a informação está a ser apresentada, a fim de ajudar no evitar de sentimentos desnecessários de temor.

NORM: Poderia algum de nós ter eus prováveis que já tenham morrido?

ELIAS: Absolutamente.

NORM: Eu terei algum?

ELIAS: Tens.

DREW: Existirá alguma coisa equivalente ao desconhecido, para ti?

ELIAS: Existe.

DREW: Haverá alguma forma pela qual consigas descrever a que isso se assemelha, de um modo que possamos compreender?

ELIAS: Descreve para o Elias, que é a morte?

DREW: Descrever para o Elias em que consistirá a morte? Nos moldes do meu modo iluminado, é o que deves estar a querer dizer, não? Ou no modo como costumava pensar nisso? (Riso)

ELIAS: Dedico-te a minha atenção toda!

DREW: Ena pá! Deixa para lá!

ELIAS: Não consegues dizer-me aquilo em que a morte consiste, por a não teres experimentado de uma forma objectiva no conhecimento que tens. Por isso, não tens um conhecimento objectivo do que seja.

DREW: Apesar de compreender que a morte seja uma área que permanece como um factor do desconhecido para mim.

ELIAS: Correcto.

DREW: Então, nesses mesmos moldes, existirá alguma área ou experiência por que não tenhas passado que constitua um factor do desconhecido para ti?

ELIAS: Existe. Existem áreas da consciência que são, para este elemento da essência, estranhas.

DREW: Para este elemento da essência...

ELIAS: Exacto. Vós interagis com um aspecto desta essência. Esta essência acha-se focada em todas as áreas da consciência, embora este elemento da essência não tenha a percepção completa de todas essas áreas de focalização. Por isso, não emprego a experiência inerente a uma consciência mais ampla, que passaremos a designar como Área 26! (Eu tinha feito perguntas no gozo, em relação a uma Área 26, tinha feito já algum tempo!)

VICKI: É por isso que nunca me respondeste a isso!

ELIAS: Precisamente! Iremos usar o vosso Seth para vos explicar essa área da consciência, por o Elias nesta exacta altura, nos vossos termos, não ser tão avançado! Não tenho a pretensão de ser omnipotente. Também afirmo ser a mesma coisa que vós e reivindico que sou um deus, mas como toda a essência e toda a consciência se acham num constante estado de transformação, não existe em parte alguma um aspecto da consciência que incorpore tudo, por jamais existir um término. Por isso, na vossa língua também fico ansioso de grandiosas aventuras no âmbito da consciência por meio de uma expansão da consciência, embora na presente consciência que tenho eu perceba muitos mais aspectos da essência, aquilo que podeis designar por focos; todos os focos físicos que se manifestaram assim com muitos não físicos também.

DREW: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

NORM: Poderia eu interagir com um eu provável que tenha falecido?

ELIAS: Caso o escolhas.

NORM: Mas existirá mais do que um?

ELIAS: Existe. Podes intersectar um eu provável qualquer.

NORM: Estarão eles em transição?

ELIAS: Um está.

NORM: E o outro não terá voltado a manifestar-se?

ELIAS: Numa dimensão alternada. Podes em qualquer altura intersectar um eu alternado ou provável. O que não quer dizer que aches tal acção muito fácil no foco físico, mas é passível de ser conseguido.

NORM: Um desafio!

ELIAS: Justamente!

BOB: Deveremos descobrir o nosso próprio modo de o conseguirmos, ou existirá algum mapa da rota?

ELIAS: Na realidade, sim; por poder apresentar-vos muitas instruções, e na vossa consciência não as manifestardes necessariamente. Cada um cria o seu próprio modo no âmbito do movimento que empreende, por assim dizer. O desejo impulsiona-vos. Se sentirdes um enorme desejo de intersectar ou de manifestardes, haveis de conseguir isso por vós próprios e à vossa própria maneira. Não existe caminho. Isso não subentende método algum, por poder ocorrer instantaneamente.

Eu apresentei muita informação nas nossas sessões subordinada às instruções sobre o sonhar. Posso apresentar muito, muito mais para empregardes, por poderdes não compreender ou não acreditar que em cada indivíduo tendes a capacidade de criar aquilo que vos digo. Por isso, o que é válido é a experiência que fizerdes e o que criais na vossa realidade. Os métodos que apresente ou que alguém vos apresente não têm importância. Tem importância o que possais apresentar a vós próprios no âmbito da vossa experiência destinada ao vosso próprio avanço.

BOB: As intersecções com outros focos ou recordações de outros focos serão diferentes das experiências que temos neste foco? Serão essas intersecções ou recordações simples experiências, tal como acariciar o cão representa uma experiência?

ELIAS: De certo modo, são.

BOB: Nesse caso não apresentam mais valor do que uma outra experiência qualquer?

ELIAS: Isso depende do objectivo e do foco e movimento que empreenderdes. É uma questão de percepção. Na vossa percepção, a vossa experiência de acariciar um cão é significativa. A experiência de um primeiro parto é significativa. No âmbito da consciência, e por um lado, ambas representam experiências. Nos vossos termos, conforme declaraste, cada uma representa uma mera experiência. A uma atribuís mais valor.

BOB: Como uma função dos sistemas de crenças.

ELIAS: Em parte.

BOB: Bom, a intersecção com outros focos facultar-nos-á algum tipo de conhecimento pessoal que nos seja útil neste foco?

ELIAS: Sim.

BOB: Mais do que acariciar o cão. Então, “deve” ou pode ajudar...

ELIAS: Muito bem!

BOB: ...aceder a essas recordações ou intersecções de modo a percebermo-nos com mais clareza?

ELIAS: Sim.

BOB: Então, é algo que seja desejável fazer.

ELIAS: Caso o escolhais.

BOB: Só gostava que fosse mais fácil do que parece.

ELIAS: A informação faculta-vos a oportunidade de expandirdes a consciência que tendes assim como de vos abrir a mais escolhas das que dispondes. Tendes todas as vossas escolhas ao vosso dispor no âmbito das probabilidades, mas objectivamente não percebeis todas as vossas escolhas. Por isso, ao apresentardes a vós próprios mais informação sobre vós próprios e compreenderdes a realidade e a essência, também facultais a vós próprios a oportunidade de expandirdes as opções. Isso também vos permite criar objectivamente a vossa realidade de um modo eficiente. O que não quer dizer que sejais ineficazes na criação da vossa realidade, por serdes bastante eficientes. Simplesmente não compreendeis aquilo em que sois proficientes a criar, e desejais compreender.

BOB: Tudo bem.

ELIAS: Desejareis fazer mais alguma pergunta, esta noite? (Pausa) Muito bem. Por esta noite vou-me afastar da vossa presença física. Podeis considerar isso como uma morte física, (riso) e uma passagem para uma outra área da consciência; por na realidade, ser a mesma coisa.

BOB: Quando regressares, voltarás a reencarnar?

ELIAS: Absolutamente, e o ciclo prosseguirá. (A sorrir)

NORM: Sem o aspecto do karma!

ELIAS: Justamente! Vou-vos endereçar um carinhoso au revoir!

Elias parte às 11:05 da noite.

Nota: Para que fique registado, gostaria de assinalar que esta sessão se deu na mesma noite em que começou o suicídio de massas no Rancho de Santa Fé, de acordo com os meios de comunicação, na realidade. Acho interessante e uma “coincidência” termos debatido o suicídio esta noite. Além disso, mais do que um membro do grupo teve experiências invulgares tanto físicas como emocionais no Domingo à noite, na Segunda-feira e ou na Terça-feira. Informação não oficial interessante!

© 1997 Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os Direitos Reseervados


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