sexta-feira, 27 de julho de 2012

SEXUALIDADE




Sessão 255
"A SESSÃO DO SEXO"
Domingo, 4 de Janeiro de 1998 © (Grupo)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes:  Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Ron (Olivia), Cathy (Shynla), David (Mylo), Bobbi (Jale), Drew (Matthew), Helen (Jsenne), Dennis (Gaylord), Gail (William), Norm (Stephen), Reta (Dehl), Sue (Catherine), e o Don.  (O Don jamais perguntou pelo seu nome da essência)
Elias chega às 6:55 da tarde. (Tempo de chegada: 17 segundos)

ELIAS:  Boa noite.

GRUPO:  Boa noite!

ELIAS:  (Para o David, a sorrir)  Estás preparado para a noite de hoje?  (Desatamos todos a rir)

DAVID:  Estou, e já tenho o cinto apertado!

ELIAS:  Excelente! Vamos adiantando que, apesar de o tema poder dizer respeito às orientações sexuais, não se vai gerar qualquer actividade orgástica! (Riso)

RON:    Ei, fala por ti!  (Riso generalizado)

ELIAS:  Muito bem! (A rir) Agora podeis começar por jogar o nosso jogo e excitar-vos! (Riso)

RON:    Está certo.  Características anatómicas em relação ao nariz, Ilda.

ELIAS:  (A sorrir)  Ah, bastante adequado!  Um ponto!

DREW:   A abrir uma nova categoria:  Artigos para o lar: lápis, Sumafi.

ELIAS:  Um ponto.

NORM:   Objectos astronómicos: matéria negra, Gramada.

ELIAS:  Um ponto.

HELEN:  Filmes: Melhor É Impossível, Ilda.

ELIAS:  Aceitável.

BOBBI:  Na designação de subgrupos das famílias da essência: Ildaree, Ilda. (Isto é interessante, por o nome de tela da Margot ser Ildaree)

ELIAS:  Um ponto.

GAIL:   Filósofos, Piaget, Borledim.

ELIAS:  Um ponto.

VICKI:  O Howard gostava de abrir uma nova categoria para os arcanjos, e de fazer constar o nome Gabriel relacionando-o com a Gramada.

ELIAS:  Aceitável.

VICKI:  Para a Mary:  Musas, Kaliope, Sumari.

ELIAS:  Um ponto.  (Ouve-se um som de campainhas, seguido de riso)

VICKI:  Esta é a parte divertida!  (As "campainhas" revelam ser o som de moedas a ser atiradas para uma vasilha.)
(1)

ELIAS:  Estais a tinir campainhas?  (Riso)

VICKI:  Claro!  Para mim própria:  Citando: "Salta que a rede deve lá estar," Sumafi.

ELIAS:  Um ponto.  (Som de campainhas de novo)  Campainhas novamente!

CATHY:  Shows de TV: “A Quinta Dimensão”, Sumari.

ELIAS:  Um ponto. (Mais campainhas)  Campainhas de novo!

SUE:  Tipos de personalidade: Bill Gates, Gramada.

ELIAS:  Um ponto. (Campainhas)  Ding!  (Riso, enquanto o Elias sorri) O nosso jogo está a ficar mais interessante!  (Pausa)

Muito bem! (Para o David) Podes abrir o nosso debate desta noite se o preferires, por envolver o TEU assunto.

DAVID:  Bem, penso que o tenha aberto na semana passada, pelo que aberto está!

ELIAS:  E desejarás passar a saber acerca da qualidade dos orgasmos?

DAVID:  Exacto.

ELIAS:  E sobre o significado que tenham em relação ao que percebeis como a sua contraparte não física?

DAVID:  Exacto.

ELIAS:  Quanto ao significado que tenham em relação à contraparte não física, não têm nenhuma!

DAVID:  Então, é só uma coisa física....

ELIAS:  Tudo o que apresentais a vós próprios no contexto da experiência sexual nesta dimensão é relativo a esta dimensão, embora vos possa dizer que nas expressões físicas estais a espelhar elementos que são do vosso conhecimento, na essência. Estais a criar um imaginário que inseris no vosso foco físico que espelha elementos de aspectos não físicos da essência. Consequentemente, na criação que fazeis da intimidade sexual, estais a criar imagens concretas que reflectem um saber acerca da ausência de separação existente no âmbito da essência e da consciência.

DAVID:  Então, a sensação... quando alguém diz: “Ah, eu gostava de saber se o céu se assemelhará a um orgasmo. Quando morrermos, o céu vai saber a um orgasmo contínuo!” (Riso) É para onde vão! Na crença que têm, as pessoas vão para lá! Isso é o que estou a tentar apurar.

ELIAS:  Elas estão extremamente enganadas!  (Riso generalizado)

DAVID:  Então o céu não se assemelha de modo nenhum a isso?

NORM:   É muito melhor do que isso, não é?  (Riso)

ELIAS:  Antes de mais, não existe LUGAR algum que seja designado por esses termos. Existe apenas a totalidade da consciência, e a totalidade da consciência não tem necessidade de estados orgásticos; embora o vosso estado de existência e o júbilo que sentis inerente à consciência focada no não material possa ser descrito como arrebatador. Por isso, podeis comparar o vosso estado de êxtase, que percebeis como o epítome do mais elevado dos vossos sentidos e da alegria que tendes no foco físico como coisa muito fraca em comparação com os elementos não físicos. (Pausa)

HELEN:  Obviamente, há muito tempo, por intermédio de facções religiosas e diversas coisas, criamos um estigma ao redor da questão do sexo. Poderás explicar por que razão teremos feito isso?

ELIAS:  Isso também reforça o movimento que empreendeis no sentido da separação da essência. No movimento que empreendestes ao longo da vossa história, em que vos afastastes mais na atenção que exerceis e no esquecimento da essência por uma questão de obterdes pureza na experiência que fazeis nesta dimensão, também vos divorciais de elementos da essência. Por isso, até mesmo no vosso imaginário dais origem a sistemas de crença que vos separam.


Nessa medida, vós criastes crenças a fim de atribuirdes tabus à actividade sexual. Também fazeis disso uma outra barreira, na falta de recordação de que padeceis em relação à essência, da não existência de género algum na essência. Por isso, para reforçardes a pureza da experiência neste foco físico – inerente à emoção e à orientação sexual e às experiências – vós distinguistes, de modo a experimentardes mais a fundo cada manifestação da orientação sexual.

HELEN:  Não entendo. Tu referes “pela pureza da experiência”, para podermos... não compreendo.

ELIAS:  A essência não comporta sexo. Na essência não existem tabus. Na essência não existe certo nem errado. Nas crenças que instaurastes nesta dimensão, vós instaurais uma dicotomia e separais. Consequentemente, separais pela criação dos sexos. Ao concordardes em tomar parte nesta dimensão por razão de procederdes à experiência sexual, escolheis manifestar-vos através da criação de três tipos de manifestação no mínimo, de tais experiências: sendo uma masculina, outra feminina, e outra homossexual. Nessas experiências criastes muitas crenças, mas essas crenças servem para vos separar da recordação da (vossa condição de) essência, prestando-se desse modo a uma pureza da experiência. Se não mantiverdes as crenças inerentes aos tabus da homossexualidade, por exemplo, não vos permitireis experimentá-la de uma forma pura.


Além disso, vós comportais crenças que vos servem de motivação. Se vos for dito que todo o elemento seja um tabu, isso irá provocar-vos um fascínio automático. Razão porque sereis motivados a explorar e a ir além dos confins e das limitações da duplicidade e a conceder-vos permissão para explorar essas áreas que representam um tabu. Embora possais explorar de forma privada e, segundo a ideia que tendes, “de forma secreta”, ainda assim continuareis a sentir motivação para explorar.


No caso hipotético de outro indivíduo qualquer poder dizer-vos: “Não podes fazer isso,” vós respondereis automaticamente e com naturalidade no vosso íntimo: “EU VOU fazer isso,” por na essência terdes a crença de não existir elemento algum que vos possa ser negado. Também tendes conhecimento de não existir certo nem errado. Isso proporciona-vos, a despeito das crenças que tiverdes, uma forte motivação para passardes para áreas que vos sejam negadas em resultado das crenças que mantendes.


O que não quer dizer que as vossas crenças não vos tenham limitado em muitas áreas assim como nas vossas orientações sexuais, por também comportardes temor em relação à condenação das vossas almas imortais, pelo que podereis penetrar em áreas que cruzem a linha do que é tabu e isso poder não ser aceite. Mas estais agora a entrar na informação e no conhecimento da inexistência de limitações pessoais, e da inexistência de área alguma que não seja aceite na vossa experiência.


Também vos foi inculcado que o prazer é bom. Isso proporciona-vos um à-vontade na realização do vosso sentido de valor. Podeis realizar o cumprimento do vosso valor de uma forma destituída de prazer, mas se vos direccionardes no sentido do prazer satisfareis esse sentido de valor de uma forma muito menos densa. (Com sentido de humor) Por isso, podeis todos envolver-vos numa orgia e saciar os prazeres, e satisfazer o vosso sentido de valor de uma forma menos cerrada, em termos de energia! (A rir, seguido de riso geral)

HELEN:  Muito bem!

DAVID:  E que dizer das doenças venéreas que têm lugar em coisas como orgias e no contágio de doenças por meio de comportamentos sexuais promíscuos, por assim dizer? Bem sei que se trata de um sistema de crenças, segundo creio, mas...

ELIAS:  As doenças venéreas são geradas pelas crenças. Assim como podeis causar uma doença qualquer por influência das crenças e dos problemas que tendes, também podereis criar uma doença na área da sexualidade. Como TENDES crenças que vos dão conta de que a actividade sexual não é aceite, criais doenças no sentido de reforçar essas crenças.

DAVID:  Isso torna-se num ciclo vicioso com respeito a... é como a SIDA. Uma pessoa dirá: “Não vou contrair SIDA,” e contrai.

ELIAS:  Embora vos tenha dito que por vezes certas enfermidades, como no caso da sida, não são simplesmente influenciadas pelas crenças, mas representam epidemias que são geradas como uma declaração de massas. Apesar de cada um criar essa enfermidade individualmente em si mesmo, movido pelas próprias razões e influenciado pelas crenças que mantém, em massa apresenta-se uma outra razão para a criação dessa enfermidade.

DAVID:  Então, os nossos outros focos físicos, dizes tu, afectam uns aos outros. Será correcto afirmar que em dois dos focos que tenho que recordei de uma forma vívida num sonho, um em que eu era uma prostituta de alta classe num período em que a prostituição não era considerada conforme o é hoje... Eu era de facto uma suma sacerdotisa. Esse foi um sonho vívido com que entrei em contacto na qualidade de um dos focos que tenho, não será? (Elias acena afirmativamente) Mas envolveu também um outro foco com um carácter de uma experiência sexual pura que trespassa. Será verdade que afectam este meu foco?

ELIAS:  Todos os vossos focos influenciam os demais. Conforme já declarei, por vezes, certos focos poderão influenciar mais outros. Agora; também te poderei dizer que um outro foco poderá NÃO se tornar mais influente e que podeis optar por atrair energia desse outro foco a fim de reforçar o vosso actual foco e as crenças que tendes neste foco.

DAVID:  Está certo. Então, teremos, todos quantos aqui se encontram presentes na sala, focos a decorrer que se achem muito orientados no sentido do sexo?

ELIAS:  Tendes... como o que tendes agora!  (A rir)

DAVID:  Certo; mas embora alguns nesta sala provavelmente optem por acreditar que trilham um “caminho da retidão”, e não se encarem como promíscuos, num outro foco podem sê-lo.

ELIAS:  Isso é certo, mas a vossa simples existência neste foco físico posiciona-vos na experiência de um ser sexual independentemente das acções que empregardes. As ideias que tendes voltam-se no sentido da vossa sexualidade. Os vossos seres físicos reflectem isso independentemente das acções que empregardes.

DAVID:  Muito bem. Se um indivíduo experimentar a que chamam impotência, um médico dirá que possa tratar-se de um problema ligado a um desequilíbrio psicológico ou químico. Em que consistirá a impotência?

ELIAS:  Isso é também uma acção influenciada pelas crenças que tendes. Na falta de aceitação pessoal, qualquer indivíduo pode retratar isso à luz dessa acção de impotência por não acreditar ser digno e imaginar uma carência no que designais por “desempenho”, por apresentar fortes problemas e crenças que se prendem com a área da falta de aceitação pessoal e da duplicidade, e poder imaginar isso desse modo.

DAVID:  Então, por exemplo, a consciência do corpo entra em questão. A mente pode dizer “Eu desejo uma mulher”, enquanto o corpo poderá dizer, “Não, é um homem que eu quero.” Consequentemente pode ser levado a sentir impotência e isso espelhar o conflito patente entre a mente consciente no desejo que manifesta e a consciência do corpo... Compreendes aquilo que estou a dizer?

ELIAS:  Por vezes pode ser. Isso não constitui regra. Em grande parte, aqueles que experimentam tal situação fazem-no por instruírem a consciência do corpo para não proceder da forma tão íntima, por o indivíduo apresentar uma enorme falta de aceitação pessoal e não conseguir ter intimidade consigo próprio.

HELEN:  Então o mesmo dar-se-á em relação a um orgasmo? Como no caso em que se tem uma enorme dificuldade em se atingir o orgasmo, isso revelará falta de aceitação pessoal?

ELIAS:  Exacto. Não vos permitis partilhar com um outro indivíduo; o que, conforme já declarei, isso constitui a acção física espelhada da interconexão da essência, e vós não vos permitis envolver nessa acção e partilhar em termos físicos com um outro indivíduo e soltar a presa que exerceis sobre a separação, por não vos aceitardes. Consequentemente, isso gera uma situação de temor. Se não vos aceitardes, tendereis a reservar-vos. Limitar-vos-eis, por não aceitardes que outro indivíduo vos aceite.


Vós apresentais PROFUNDAS crenças nessas áreas. Resguardais-vos com muito cuidado. Mantendes-vos nas vossas energias individuais com todo o cuidado e seriedade, por terdes crenças muito fortes quanto à ofensa. Também apresentais fortes crenças naquilo que pensais como amor. Não “desperdiçais” o amor nem recebeis amor com facilidade, por esse ser um elemento a resguardar, e se for maltratado parecerá extremamente prejudicial. É melhor não entrar  nessa área do que envolver-se com o prejuízo.


Eu digo-vos que vós não DAIS amor. Vós não RECEBEIS amor. Não vos ENVOLVEIS no amor. Apenas experimentais. Ele é o que é. Não se trata de uma entidade, nem uma coisa que possais passar uns aos outros. É um estado d ser, que não comporta prejuízo algum. Apenas as crenças que tendes criam a ilusão da ofensa, apesar de nas crenças e nos sentimentos que tendes nesta dimensão essa ofensa constituir uma realidade. SENTIS isso, mas isso é-vos ditado pelas crenças que tendes. Criastes muitas situações na área da sexualidade, ao vos limitardes com respeito às crenças que tendes.

HELEN:  Nesse caso tenho uma pergunta. Então se uma criança... peço desculpa se isto leva alguém a sentir-se desconfortável, mas esta sessão é subordinada ao sexo! Vou espremer bem o tema! (Enorme risada da parte do Elias, seguido de riso geral) Então, se enquanto criança tivermos sido molestados por um membro da família e percebermos isso como uma experiência traumática de infância, isso será uma crença? Não será... Quero dizer, não será uma experiência prejudicial por não existir certo nem errado? Estarás a dizer... o que penso que estejas a dizer é... não tenho a certeza. Não sei!

ELIAS:  Na vossa dimensão, vós tendes crenças de certo e errado. Por isso elas são uma realidade. Não estou a dizer que isso não é uma realidade. Nesta dimensão é uma realidade. Mas eu afirmo-te ser uma realidade que é directamente influenciada pelas crenças que tendes. Por isso, também te posso dizer que caso sejais agredidos ou molestados enquanto criança e vos envolverdes numa actividade sexual com um outro indivíduo, isso NA ESSÊNCIA não é certo nem errado. Trata-se unicamente da escolha de uma experiência. As crenças que tendes é que vos sugerem o certo e o errado.


Podeis envolver-vos numa actividade sexual enquanto pequenos que se não tiverdes crenças de que isso seja mau, e outros ao vosso redor na vossa sociedade não vos sugerirem que isso seja mau, não apresentareis qualquer afectação psicológica. Sois simplesmente afectados no que designais por aspectos psicológicos pela razão de também residirdes numa sociedade que vos expressa crenças de massas relativas à não aceitação de tal actividade.


Ao vos envolverdes com a actividade sexual, seja em que idade for, inicialmente isso não causará um desconforto físico?

HELEN:  Referes-te à experiência debutante de termos sexo com alguém? No inicio de próprio acto?

ELIAS:  Correcto.

HELEN:  Desconforto físico?

ELIAS:  No vosso primeiro encontro.

HELEN:  Ah pois!  Quando eu era virgem, dizes tu!

ELIAS:  Não importa em que idade seja, mas atribuís crenças aos pequenos e reforçais essas crenças ao referirdes que isso seja mais prejudicial para uma criança.

HELEN:  Estás a referir-te em termos físicos, quando temos sexo pela primeira vez?

ELIAS:  Exacto. Reforçais essa crença ao lhe imputardes também prejuízo psicológico. Sem a crença, os pequenos não saem afectados.

HELEN:  Então, estás a dizer que neste foco físico na terra já tenha havido crianças que tenham tido sexo com adultos que tenham saído incólumes da experiência?

ELIAS:  Exacto.

HELEN:  Por ninguém lhes ter dito que era vergonhoso e errado?

ELIAS:  Correcto.

VICKI:  Mas não te estás a referir aos casos em que as pessoas forçam as crianças e as prejudicam?

ELIAS:  Não me estou a referir ao que designais por actos violentos.

VICKI:  Certo.  Estamos aqui a tratar de duas coisas distintas.

ELIAS:  Essa é uma situação distinta.  Isso consta da escolha (ou definição) de vítima e do perpetrador.

HELEN:  Então, se não tivermos crescido numa sociedade assim, tal como a maioria de nós não cresceu, e sofrermos cicatrizes psicológicas dessas... bem, pressinto que saiba o que vais dizer, mas como ultrapassaremos isso e avançaremos rumo à liberdade sexual?

ELIAS:  Permitindo-vos aceitar-vos a vós próprios e reconhecendo de uma forma realista que criais a vossa realidade a cada instante. Não existem vítimas. Estou bem ciente de que isto vos parecerá, nas crenças que abraçais, rigoroso e bastante difícil de realizar. Não vos digo que no foco físico não possais experimentar dificuldade na objectivação da aceitação, por isso exigir que abordeis as vossas próprias crenças e aceiteis todos os vossos elementos. Não existe um elemento vosso que seja melhor ou pior que outro qualquer. Todas as vossas experiências vos consubstanciam, e são aceitáveis. Apenas as crenças que professais vos sugerem que ALGUMAS das vossas experiências, alguns de VÓS, não sejam aceitáveis.

HELEN:  Porque... Quero dizer, na realidade, nós escolhemos aquilo que experimentamos quando nos encontramos aqui, não é?

ELIAS:  Correcto.

HELEN:  Então, nada acontece sem um consentimento?

ELIAS:  Exacto. E este é apenas um foco. Vós tendes um número incontável de focos que colhem inúmeras experiências. Eu estou ciente de ser neste foco que a vossa atenção se situa. Por isso, ele consome-vos por completo; mas podeis encontrar conforto se souberdes que este foco não constitui a totalidade daquilo que sois, e que possuís inumeráveis experiências em inumeráveis focos.

HELEN:  Então existirá alguma forma de convocar força de outros focos nessa área?

ELIAS:  Podeis, se o preferirdes, embora não seja necessário, por vos estar a ser cedida energia por todos os vossos outros focos e pela totalidade da essência. Vós acolheis essa energia, e ela é reformada pela forma mais benéfica possível relativamente a este foco particular.

NORM:   Bom, estás a falar dos focos prováveis do Norman e não dos outros focos do Stephen?

ELIAS:  De todos.

NORM:   De todos. Essa era a pergunta que ia colocar. Todos os tabus estimulam a curiosidade e a conceptualização, e todas as formas de conceptualização criam outros Norman, não será?

ELIAS: Tudo o que permitis que assuma a forma de pensamento cria um outro ser (eu) provável.

NORM:   Certo. Agora, por exemplo, nós discutimos um desses que eu pensava conhecer, e que era o artista de vasos. Ele estará orientado sexualmente?

ELIAS:  Está.

NORM:   No sentido homossexual?

ELIAS:  (A aceder)   Não necessariamente.

NORM:   Amador, ah?

ELIAS:  Exacto.  (A sorrir)

NORM:   Muito bem.  (a rir)

DAVID:  Será verdade afirmar que todo o homem e mulher carregam tendências homossexuais dentro de si, neste foco actual?

ELIAS:  Não. Cada foco estabelece uma escolha relativamente a essa experiência. Caso opteis por envolver a experiência homossexual, essa deverá ser a vossa escolha quanto à experiência que fizerdes nesse foco. Se não escolherdes essa via e escolherdes simplesmente experimentar no âmbito masculino ou feminino, isso também deverá corresponder à experiência que fareis. Na realidade, “homossexual” constitui um termo errado na designação desse “outro” enfoque. Essa é a razão por que expressei no início destas sessões que vós escolheis manifestar-vos na qualidade de masculino, feminino, ou na “outra”, por não escolherdes ser homossexuais. Escolheis NÃO alinhar isoladamente pelo sexo feminino ou pelo masculino.

RETA:   A certa altura chegaste a ponto de dizer que a prática da nossa orientação sexual podia representar uma ausência de prática; poderá isso representar o caso da homossexualidade? Falta de desejo pelo homem ou pela mulher; atravessar a vida sem o estímulo do desejo sexual representaria não sexualidade? Quase como um monge ou uma pessoa que... não traduz o foco primário que a pessoa tem na vida. É simplesmente algo que acontece.

ELIAS:  Errado. Isso também consta de uma escolha que é influenciada pelas crenças. As pessoas não se manifestam nesta dimensão física sem uma orientação sexual. Escolhem rejeitar a orientação sexual que têm por acção da influência das crenças que abrigam, acreditando que a falta ou a negação da actividade ou da orientação sexual seja sinónimo de uma maior espiritualidade; a negação da carne. Isso traduz unicamente crenças que são da vossa criação. Porque criar uma dimensão sexual e rejeitar a experiência?

RETA:   Bom, creio que seja apenas mais uma escolha!

ELIAS:  Exacto.

RETA:   Mas já que isso constitui um dos lados da questão, o outro lado da homossexualidade assumida, aberta. Quero dizer, existe todo o género de variedades intermédias. Não é... A “outra” modalidade, para mim, ocupa muito espaço.

ELIAS:  Sim.

RETA:   Não se é feminino nem masculino, mas uma “outra”. Podemos ir de um segmento até ao outro nesse particular...

ELIAS:  Tens toda a razão. Alguns indivíduos escolhem manifestar-se nesta dimensão física particular num enfoque que dá lugar á criação de genitália de ambos os sexos.

RETA:   Pois, é verdade. E alguns deles têm vontade de se abrir por completo em relação a isso, e outros passam pela vida e isso faz simplesmente parte deles e não precisam demonstrar coisa nenhuma.

ELIAS:  Isso corresponde a um ditame influenciado pelas crenças que têm.

CATHY:  E que dizer daqueles que são... Digamos que alguém nasça homem e sempre tenha sentido ser mulher, e aí, quando atinge os quarenta atravessa todas essas transformações para se tornar mulher?

ELIAS:  Isso também é escolha deles. Tal como vós podeis alterar um elemento qualquer no vosso foco numa altura qualquer, também podeis alterar a orientação sexual que tiverdes e optar por uma mudança no foco.

CATHY:  Isso coloca as pessoas na “outra” categoria, ou não?

ELIAS:  Não.

CATHY:  Não.  Elas não são (homossexuais), porque se nos inserirmos na “outra” categoria, será aí que pertencemos.

ELIAS:  Exacto.

VICKI:  Então podemos desempenhar o masculino e o feminino num só foco?

ELIAS:  Exacto.

VICKI:  Nesse caso só precisaremos cá vir duas vezes! (Riso)

ELIAS:  (A sorrir) Ah!  A trapacear!  (Riso)

HELEN:  Então a bissexualidade equivale à “outra” modalidade?

ELIAS:  Sim, por vezes. Noutros casos não se trata da “outra”, por uma pessoa experimentar uma orientação sexual ou a outra, e APENAS opta por envolver uma actividade sexual mais variada.

HELEN:  Experimentação.

ELIAS:  Experiência!

NORM:   Isso irá continuar com a mudança?

ELIAS:  Depende da vossa escolha!

NORM:   Não, quero dizer... Sinto novamente curiosidade. Por que razão prevalecerá uma regra assim em que temos que ser masculinos, femininos ou homossexuais?

ELIAS:  Não se trata de uma regra! É uma OPÇÃO. É um consenso por que optastes, criar esta dimensão particular com esta orientação sexual. Por isso, se na essência escolherdes tomar parte neste foco físico particular, também consentis em manifestar-vos em três orientações sexuais diferentes, permitindo-vos desse modo o espectro da consciência inerente à orientação sexual desta dimensão particular.

NORM:   Por que razão?  (Alguém começa a dizer algo)  Não... porquê? Quero dizer, não PRECISARIA ser forçosamente assim!

ELIAS:  (De forma intensa) Vós possuís um número incontável – sublinhai-o – de dimensões físicas. Cada uma delas comporta orientações. Não importa que opteis por vos cingir às orientações nesta dimensão específica, por dispordes de todas as demais experiências em todas as outras dimensões. Isto é o que vós criastes NESTA dimensão.

NORM:   Parece uma restrição, e eu não gosto de restrições!

ELIAS:  Não sois restringidos, por estardes a experimentar toda e qualquer experiência possível!

NORM:   Eu quero experimentá-las todas!

ELIAS:  Tu experimenta-las todas!  (Riso)

RETA:   Seria estranho perguntar-te, como por exemplo, talvez o que é que numa outra dimensão terão elegido, suponho eu, que possa equivaler ao repovoamento (reprodução, por suposto)?

ELIAS:  Isso não apresenta relação nenhuma convosco, nesta dimensão.

RETA:   Estou ciente disso, mas sinto curiosidade em relação a uma outra dimensão.

ELIAS:  (A sorrir abertamente) Se sentes curiosidade podes investigar e constatar por ti própria, embora possas não compreender e isso não fazer o menor sentido para ti nesta dimensão!

VICKI:  Eu tenho uma pergunta respeitante a algo que o David estava a dizer... sobre a hipótese de pensarmos para connosco próprios que queremos fazer sexo com uma mulher, e o nosso corpo sentir uma atracção pelo sexo com um homem, ou algo do género.  A pergunta que queria colocar é se isso será possível, dirigirmos subjectivamente a consciência do nosso corpo de forma a entrar em discussão connosco? Isso fará sentido?

ELIAS:  Vós instruís a consciência do vosso corpo de modo a entrar em conflito convosco continuamente! Caso o não fizésseis não experimentaríeis dor! Isso não é diferente. Retendes a energia. Não vos aceitais e reagis às crenças que tendes. Consequentemente, podeis criar nessa área da sexualidade, por não ser diferente do caso da criação de uma enfermidade. Apenas é dirigido de uma forma específica. Os sistemas de crenças são específicos e acham-se envoltos em crenças específicas. Não criareis esse tipo de acção se não tiverdes crenças do foro sexual a influenciar-vos. Podeis instaurar muitas enfermidades e as crenças em que assentarem não apresentarem nada que envolva a sexualidade, mas não criareis nenhuma doença ou disfunção sexual sem terdes crenças relacionadas com a área da sexualidade a cingir-vos.

HELEN:  Nesse caso estás a dizer que qualquer um que padeça de um tipo qualquer de doença sexual terá crenças a restringir-lhe a experiência sexual?

ELIAS:  Exacto, e que também está a manter o temor que sente no âmbito dessas crenças.

DAVID:  Então a experiência sexual representa uma boa forma de libertar muitas dessas erupções que retemos dentro de nós?

ELIAS:  Isso é uma outra crença que tendes! (Riso) vós abrigais crenças com respeito á actividade sexual como sendo “uma libertação de energia.”

VICKI:  Mas se acreditarmos nisso, isso será verdade, não é?

ELIAS:  Não estais a libertar energia.

VICKI:  Mas podemos libertar o próprio estresse, a tensão, ou a confusão ou seja lá o que for.

ELIAS:  Correcto.

DAVID:  Então, é saudável, nessa érea! Deve ser melhor do que uma ida ao médico ou tomar uma pastilha!

ELIAS:  Eu devo dizer-te que nas crenças que tendes subordinadas à saúde, a actividade sexual que tendes nesta dimensão é bastante saudável, e que a negação da mesma se revela bastante limitativa!

DAVID:  De acordo!  (Riso)

ELIAS:  Vós também concebestes a vossa actividade sexual como uma coisa agradável. Por isso, ela passa a exercer uma maior atracção sobre vós!

DAVID:  Também é boa para a imaginação!

ELIAS:  Caso o permitais.

DAVID:  Para a expansão da imaginação?

ELIAS:  Se o permitirdes. Dir-te-ei que essa actividade também vos pode deixar mais esclarecidos quanto ao que encarais como espiritualidade, por haver mais elementos envoltos nessa actividade do que os que vos permitis experimentar. Se vos abrirdes na percepção e na consciência, também podereis usar essa actividade para manipular a percepção que tendes como um veículo, por assim dizer, para a experiência de outros elementos da consciência.

NORM:   Ah!  Um método!

ELIAS:  Ah!  Um método!  (A sorrir)

DAVID:  Como que levando-nos a suplantar o físico e a permitir-nos penetrar noutras áreas não físicas? Por exemplo, eu acredito que tenha lá chegado com outra pessoa, sexualmente. Eu suplantei a sensação física da experiência sexual e consegui experimentar de uma forma mais ampla e profunda. Assemelhar-se-á isso ao que estás a referir?

ELIAS:  De certa forma.

NORM:   A reacção fisiológica que se opera no cérebro será a causa ou decorre desta interacção física? Por exemplo, a libertação de hormonas que tem, então, lugar. Penso que seja sobre isso que estou a falar, em que liberta energia e nervosismo.

ELIAS:  Não é o físico que cria o espiritual. O físico não cria o subjectivo. O subjectivo cria a resposta, e dirige essa resposta no âmbito da consciência do corpo.


Vamos proceder a um intervalo e logo podereis prosseguir com o vosso questionário.

INTERVALO


Nota da Vicki: A conversação que ocorreu durante o intervalo foi fascinante – é pena que a não tenhamos gravado em fita! Eis uma das coisas que registamos:

MARY:   ...Estejam somente certos de não fazer qualquer pergunta em meu nome, porque prefiro não saber! (O ultimo comentário que proferiu antes de recomeçarmos)

ELIAS:  Prossigamos.

DENNIS: Eu tenho uma pergunta de caracter geral. Eu notei que - é mais ou menos uma pergunta em duas partes - que se todos os focos que tivermos… nós experimentamos, digamos, um pouco de tudo nesses focos. Como é que nesta sociedade de agora parece haver casos em que as pessoas parecem não aceitar estilos de vida alternativos, por assim dizer? As pessoas não aceitam o caso de alguém que seja homossexual ou transsexual ou travesti a ponto de sentirem necessidade de agir de forma violenta contra essa gente pela simples razão de não concordarem com aquilo que sejam. A segunda parte disso é que a mim parece-me agora, por ter um adolescente, que os garotos da idade dele e da idade da minha filha tendem a aceitar mais os estilos de vida alternativos, e eu queria saber se isso se deverá em parte à mudança que está a ocorrer.

ELIAS:  Exacto.

DENNIS: E, em seguida a outra parte basicamente é, por que razão se deixam as pessoas atrair tanto para a violência contra alguém por causa da orientação sexual que tem?

ELIAS:  Isso é opção do foco individual. Apesar de serdes influenciados e atrairdes energia de todos os vossos outros focos, conforme declarei anteriormente, essa energia é reformada para vos ser benéfica neste foco particular e orienta-se a ela própria para se manter em alinhamento com o objectivo ou propósito individual (que tendes).


Há alguns indivíduos, muitos, que optam no seu foco por não aceitar e revelar intolerância na experiência que fazem. Eles condescendem com as crenças que têm. Esses devem ser aqueles que experimentam um maior trauma com a acção desta mudança, indivíduos que se agarram de tal modo às crenças que mantêm que geram muita intolerância, por isso se apresentar em directa contradição com a acção desta mudança.

DAVID:  E que dizer de alguém que seja heterossexual, mas no seu estado de sonho passa por uma experiência de caracter homossexual?

ELIAS:  Isso pode simplesmente ser um imaginário que um indivíduo proporciona a ele próprio no âmbito da actividade subjectiva em reconhecimento da inexistência de incorrecção com respeito a tal acção.

DAVID:  Então eles não necessitam acordar e ficar a pensar ter sofrido um pesadelo?!

ELIAS:  Embora possam, (riso) por as crenças que mantêm começarem a entrar em acçao! (A sorrir)


Conforme vos disse anteriormente que no vosso estado do sonho vós admitis a actividade subjectiva que tendes através de imagens, e descomprimis as crenças que tendes no âmbito da consciência subjectiva. O que não quer dizer que não tenhais crenças subjectivas nessa dimensão, mas permitis que elas relaxem. Por isso, podeis envolver-vos em mais actividades no vosso estado do sonho do que podereis permitir-vos no estado da vossa consciência subjectiva.

DAVID:  Então, com respeito à fragmentação, e supondo que eu conhecia alguém que fosse um aspecto do Mylo e eu me sentisse atraído por ele. Isso é possível, ter tipo um encontro sexual com a nossa própria essência, por assim dizer?

ELIAS:  Isso equivaleria a incesto ao nível da essência!  (Riso)

DAVID:  Acontece, não é?

ELIAS:  Precisamente!

HELEN:  A atracção sexual por uma outra pessoa será… uma coisa puramente física?

ELIAS:  Não. Vós sois atraídos e deixais-vos atrair por outro indivíduo por diversas razões. A vossa forma física não responde AO QUE QUER QUE SEJA sem uma direcção correspondente da parte da vossa consciência subjectiva. Por isso, há muitas razões por que podereis sentir-vos segundo o que designais por "fisicamente atraídos" por um outro indivíduo, mas essas formas de atracção são também influenciadas pelas vossas crenças. Podeis perceber dois indivíduos que poderão apresentar-se da mesma forma. Em relação a um sentis-vos atraídos enquanto em relação ao outro podeis não vos sentir, por terdes crenças que nem sequer reconheceis, em relação ao que seja aceitável para vós.

HELEN:  Em termos físicos?

ELIAS:  Correcto.

VICKI:  Então isso terá que ver com as crenças que temos acerca da aparência física dos outros e daquilo por que acreditamos sentir atracção?

ELIAS:  Exacto, assim como pelas crenças que tendes daquilo para que deveis deixar-vos atrair, quanto ao tipo da personalidade.

HELEN:  Não sentiremos uma maior compatibilidade por certos tipos de personalidade?

ELIAS:  Por vezes, mas se não estivermos a referir-nos à acção de contraparte e não envolverdes acção de contraparte, as vossas crenças ditar-vos-ão o sentido em que devereis sentir atracção.

HELEN:  Se não dispuséssemos de crenças sentiríamos atracção por toda a gente?

ELIAS:  Não necessariamente. E no âmbito das contrapartes contrárias, não podeis.

VICKI:  E para além disso?

ELIAS:  Para além da acção de contraparte contrária, não estabeleceríeis distinções.

HELEN:  Que coisa são as contrapartes? Isso é provavelmente uma coisa que eu devia procurar e investigar por mim própria. (Elias sorri e acena afirmativamente) Está bem!

DAVID:  Então deve existir um elo qualquer entre um filho que casa com uma mulher que lhe faz lembrar ou se assemelha à mãe dele, com respeito à atracção sexual que sente pela mãe, que ele jamais chegaria a expressar nesse elo?

ELIAS:  Isso também representa uma crença.

DAVID:  Certo, mas que (tipo de) laço se apresentará num casamento de um homem com uma mulher com base numa atracção que o faz lembrar subjectivamente a mãe, sexual ou fisicamente?

ELIAS:  Por terdes a crença de que o papel de mãe seja de dar carinho. Por isso, também podeis por vezes deixar-vos atrair por um indivíduo que exiba essa semelhança.

VICKI:  Eu queria colocar uma série de perguntas subordinadas ao orgasmo. Na experiência que tenho, eu já tive alguns orgasmos que foram por completo mais intensos do que os de todos os dias, digamos, (riso) e isso deixa-me curiosa. Por que razão apresentarão uma intensidade tão acentuada no que me parece uma minoria de orgasmos?

ELIAS:  Pode haver diferentes razões para tal acção. Por vezes, muitas das vezes, isso pode resultar de um desequilíbrio nos vossos centros de energia.

VICKI:  A Intensidade?

ELIAS:  Exacto. Se os vossos centros de energia estiverem todos a rodar e a irradiar em harmonia uns com os outros e estiverdes equilibrados, por assim dizer, a intensidade da experiência que fizerdes pode ser maior.

VICKI:  Aah. Bom, creio que, se for esse o caso, durante a MAIOR parte da minha vida os meus centros de energia não têm estado equilibrados! (Desatamos todos a rir)

HELEN:  Tampouco os meus, Vicki! Está tudo bem, querida. Não estás sozinha! (Obrigado, Helen! É formidável não nos sentirmos isoladas!)

ELIAS:  Essa não é a ÚNICA razão, mas é uma razão bastante comum, porque ao equilibrardes os vossos centros de energia também permitis uma fluência mais livre na energia ao longo de toda a vossa forma física. Por isso gerais uma maior intensidade nas respostas físicas que adoptais, mas também podeis ter diferentes razões. Podeis optar por envolver a acção da relação sexual de forma superficial, em função do acto e não por optardes verdadeiramente por envolver essa acção.

VICKI:  Na minha experiência, as alturas em que tive alguns orgasmos intensos foi com gente por quem tinha um enorme sentimento emocional. Jamais tive essa experiência no caso de um encontro casual, digamos.

ELIAS:  Isso também decorre da influência de crenças. As crenças que tendes influenciam bastante o desempenho que colheis, por assim dizer, nas actividades sexuais, mas existem muitas crenças que podem exercer influência na vossa acção nessa área ou nas limitações que tendes nessa área. (Pausa)

HELEN:  Por que razão será que os homens parecem alcançar o orgasmo com uma maior facilidade do que as mulheres? Será isso uma crença, o facto de acreditamos nisso, ou tratar-se-á de um facto concreto?

ELIAS:  Deve-se à combinação de acções concretas e de crenças; mais as crenças, por elas influenciarem as acções concretas. Por TERDES uma orientação sexual e toda a vossa dimensão física se basear na orientação sexual e na emoção, tudo aquilo que fazeis, e todas as crenças que tendes influenciam essas áreas. Por isso, tornam-se bastante complexas. Há muitas, muitas crenças que podem influenciar. Isso pode ocorrer tanto no caso dos homens COMO das mulheres.


Vós tendes a crença de que as mulheres tenham uma maior dificuldade em atingir o orgasmo sexual. Não possuís o mesmo tipo de apêndices, pelo que, nas crenças que tendes, percebeis que um tenha um maior pronunciamento. Não tem, mas nas crenças que mantendes é encarado dessa forma, sendo por isso mais facilmente acedido. Também acreditais que a mulher precise alcançar um estado emocional para se sentir sexualmente excitada. Isso também é uma crença. Não é necessário, mas vós acreditais que seja. Por isso, colocais em marcha a criação disso e a coisa é reforçada por AMBAS as orientações sexuais, a masculina e a feminina. Admitis que os homens se envolvam numa actividade sexual de forma destituída de apegos emocionais ou preparo emocional, pelo que eles se permitem uma maior liberdade com tal acção.


Vós criastes muitas crenças ao longo dos séculos no âmbito dos elementos de cariz religioso, encarando a mulher como sagrada, e por isso mais em alinhamento com a negação pessoal. Os homens são os bárbaros, os conquistadores. Consequentemente permitem-se - e VÓS concedeis-lhes isso - uma maior liberdade, por isso alinhar pelas crenças das massas. As mulheres (são vistas) como frágeis. Não são para ser encaradas com reverência. São as mães. Por isso, não lhes é concedida tal liberdade. O vosso papel não vos permite experimentar o prazer. O papel que vos cabe é o de procriar. Isso é um ditame directo dos vossos sistemas de crenças. (Com sentido de humor) E embora neste quadro temporal muito avançado que presentemente estais a ocupar possais dispor de tal liberdade, continuais a manter essas crenças de forma subjacente e elas continuam a exercer influência!

HELEN:  Na nossa experiência sexual?

ELIAS:  Correcto.

DAVID:  Além do foco físico, a essência continuará a ter algum tipo de intimidade com outras? Tal como por exemplo, eu sei não ser a mesma coisa, mas como a que existe entre, digamos, tu e o Paul. Ela apresenta intimidade.

ELIAS:  No modo como idealizais isso no foco físico, NÃO existe comparação.

DAVID:  Mas deve existir um tipo qualquer de intimidade, não?

ELIAS:  NÃO é a mesma coisa. Está muito para além de toda a ideia que tenhais no foco físico.

DAVID:  Dirias que, nos termos em que estou a pensar nisso, que esteja muito para além?

ELIAS:  É diferente.

DAVID:  Mas ocorre?

ELIAS:  NÃO à maneira da ideia que fazeis.

DAVID:  Mas por um outro modo qualquer?

ELIAS:  NÃO à maneira que fazeis na vossa ideia, não! (Riso) Se vo-lo referisse por QUALQUER forma que fosse que se ajustasse às ideias que fazeis, resultaria bastante distorcido e impreciso.

DAVID:  Só quero ter a certeza de que se o não conseguir nesta vida, de certeza o venha a encontrar! (Riso)

ELIAS:  à maneira das ideias que fazeis, não o encontrarás se não o encontrares neste enfoque! (A sorrir)

DAVID:  (A rir)  Está bem!

NORM:   Tu dizes que as formas de orientação sexual que temos nesta dimensão constituem reflexos de elementos inerentes à esfera da essência. Poderia estender isso ao mundo biológico onde existe todo o tipo de diversidade que podemos imaginar com respeito à orientação sexual? Por exemplo, as plantas podem assumir partes tanto masculinas quanto femininas, e podem numa altura ser masculinas e numa outra altura mudar para femininas, etc. Tudo isso são elementos de… Quero dizer, essa diversidade enorme representaria então um reflexo, em parte, do que a essência será capaz de experimentar?

ELIAS:  Exacto.

NORM:   Interessante!

RETA:   Alguma vez tereis reparado que muitos, nas imagens que adoptam no sentido de se revelarem atraentes a uma outra pessoa, se encontram em grande medida nessa outra pessoa? Se nos sentarmos a ver os casais a passar, por exemplo, até mesmo as expressões faciais que adoptam podem ser muito semelhantes. Penso que nos sentimos atraídos por nós próprios em muitos casos de atracção física, e que o mesmo poderá ocorrer de uma forma subjectiva.

ELIAS:  Por vezes, mas isso não é regra. Vós criais muitas explicações em torno da questão dos vossos movimentos sexuais. Chegastes mesmo a criar um ritual nas vossas criaturas para expor a vossa sexualidade.

DAVID:  E que dizer daquelas que, em especial nos dias que correm, fazem fila para aumentar o tamanho das mamas? (Riso) Implantes mamários, sabes? Para que elas OUÇAM! Bem sei que se baseia numa crença, mas creio que precisam ouvir isto!

ELIAS:  O facto de precisardes adornar-vos a fim de apresentardes um “pacote” mais atractivo CONSTITUI uma crença, mas ao longo da vossa história entregastes-vos ao adorno para serdes mais agradáveis uns aos outros visualmente. Isso também faz parte dos vossos rituais, os quais também espelhais na criação que fazeis das vossas criaturas e dos rituais que ELAS exibem umas para com as outras e dos adornos que exibem umas às outras pela mesma razão.

DAVID:  Então, por que razão nos sentiremos nós mais atraídos pela beleza do que por alguém a quem chamaríamos “simplória” ou “simplório”, e o fazemos desde o começo dos tempos?

ELIAS:  Por vos sentirdes atraídos pela beleza. Nesta dimensão CRIAIS beleza em torno de vós. Sentis-vos bastante enamorados pelas criações físicas e pelo valor estético de que se encontram investidas.

DAVID:  Mas atribuímos uma tal importância à beleza, em comparação com alguém que não seja tão belo, por assim dizer.

ELIAS:  Precisamente! Isso faz parte daquilo que criais nesta dimensão física. Os indivíduos podem escolher um enfoque particular em que DEIXEM de criar beleza física mas mais aquilo que designais por deformações, pela experiência de não alinharem pela realidade oficialmente estabelecida (aceite).

DAVID:  Estará o sexo mais em alinhamento com a família Zuli?

ELIAS:  Não.

NORM:   Por altura da conclusão da mudança viremos a ser capazes de melhorar as capacidades que temos no campo da sexualidade?

ELIAS:  Se optardes por isso!  (A sorrir)

NORM:   Quero dizer, por exemplo, digamos que tenha vontade de produzir um perfume que seja mais atraente do que consigo ser actualmente! Podia fazer isso, não?

ELIAS:  Se optares por isso. Depende unicamente da direcção que imprimirdes à vossa atenção.

DAVID:  Quando alguém se sente sexualmente excitado emitirá algum odor de que não teremos consciência, algo que os nossos corpos emitam?

ELIAS:  Por vezes, mas isso também depende daquilo que criais e das crenças que tendes. Certos indivíduos, certas culturas PROPAGAM emissões físicas odoríficas que creem ser atractivas, e isso chega a ter lugar nos SEUS rituais. Já noutras culturas, designadamente na vossa, vós não dais azo à criação de uma situação dessas, embora utilizeis perfumes artificiais. (A sorrir)

DAVID:  O que designamos como um pouco mais bem cheiroso do que o odor natural do corpo.

ELIAS:  Exacto, mas isso também é um elemento inerente às vossas crenças. Na área dos rituais e da actividade sexual, empregais os vossos sentidos todos. Por isso, o vosso sentido do olfato também é afectado.

HELEN:  Intensificado?

ELIAS:  Correcto.

NORM:   Usando os nossos nove sentidos na obtenção de uma maior consciência, viremos a ser capazes de determinar a actividade apropriada para obtermos a resposta adequada no futuro melhor do que o conseguimos actualmente, não será? (O Elias faz uma pausa, de olhos fechados, e a seguir exibe um sorriso torcido, e nós desatamos todos a rir)

ELIAS:   “ A resposta mais correcta do que o fazeis actualmente”. Errado! Por não existir “resposta correcta!”

NORM:   Bom, no sentido de satisfazer o desejo de correcção... pela experiência do outro.

ELIAS:  O indivíduo deverá obter a experiência que criar! Vós não criais essa experiência na vez dele!

NORM:   Mas dão-se algumas intersecções, ou interacções, não?

ELIAS:  Dá-se uma intersecção e uma interacção, mas o indivíduo cria a experiência que escolher criar.

NORM:   Nesse caso, não vou ser capaz de utilizar esses sentidos como um instrumento?

ELIAS:  Tu podes utilizar os teus sentidos AGORA como um instrumento para teres mais consciência de outro indivíduo, mas isso não deverá criar a experiência DELE! Ele deverá criar a sua própria experiência!


(Com sentido de humor) Embora vos possa ser benéfico empregardes esses sentidos - os vossos sentidos interiores - e a vossa intuição AGORA, porque se o vosso parceiro não estiver de acordo convosco ou em conformidade convosco, havereis de saber e de interromper a vossa actividade! (A sorrir)

DAVID:  Se não tivermos crenças no plano sexual, responderemos com naturalidade às respostas sexuais que adoptamos do mesmo modo que os animais fazem uns em relação aos outros?

ELIAS:  Sim.

DENNIS: E que dizer do indivíduo que se sente atraído… porque, quando pensamos na sexualidade em termos de intimidade com alguém, e de partilha de momentos pessoais e privados ou seja lá o que for com alguém, que dizer daquele que apresenta um fetiche sexual? Ele só conseguirá sentir-se atraído sexualmente pelos pés ou pelo cotovelo de uma mulher. (Riso) Isso também não compreenderá uma crença? Porque certos indivíduos não são capazes de ser funcionais ao nível sexual sem irem para os dedos dos pés, por assim dizer. Sinto curiosidade em relação a isso.

ELIAS:  Isso é uma opção relativa à experiência, passar para fora da realidade oficial aceite e exceder a esfera das crenças das massas convencionais. (Pausa)

VICKI:  Se mais ninguém tiver perguntas a fazer, eu tenho. Parece-me que, pelo menos nesta sociedade, criamos mais conflito em torno desse conceito do sexo do que o fazemos em relação a qualquer outra coisa. Criamos todo o nosso viver ao redor do sexo. Assim, a pergunta que tenho a colocar é se uma das razões por que escolhemos esta experiência será pela experiência sexual; por que razão criamos tanto conflito em torno da razão para aqui teremos vindo, desde logo?

ELIAS:  Por também terdes desenvolvido muitas crenças nessa área.

VICKI:  Bom, é que para mim torna-se confuso. Para voltar a esse conceito do prazer, e do facto de criarmos uma menor densidade de energia se nos entregarmos ao prazer…

ELIAS:  Correcto.

VICKI:  ...e satisfazermos a realização do sentido de valor com muito menos esforço…

ELIAS:  Correcto.

VICKI: ...parece-me a mim que haveríamos de gravitar naturalmente para isso no enquadramento da razão por que teremos elegido esta dimensão física.

ELIAS:  Vós gravitais naturalmente para esses elementos, mas também criastes separação, e com isso fostes progressivamente desenvolvendo mais crenças.

VICKI:  Eu creio compreender a afectação que essas crenças provocam, mas para apontar um outro prazer físico, por exemplo, o comer também constitui uma experiência muito agradável neste foco. Não é como criamos este foco, vindo aqui sobretudo para comer, não da maneira em que referes que parte da razão por que escolhemos isso se deva à experiência sexual, mas nem de perto criamos o mesmo conflito em torno da questão do comer como o fazemos em torno da experiência sexual.

ELIAS:  Ah, mas isso é que fazeis!  (Outros murmuram em  manifestação de acordo)

VICKI:  Bom, talvez não encare isso desse modo.

ELIAS:  Nas crenças que MANTENDES não criais tanto conflito ou não percebeis que ele seja equivalente, mas nas massas CRIAIS muito conflito em muitas outras áreas.

VICKI:  Então isso é uma percepção minha, segundo o que estás a referir, que criamos mais conflito ao redor desse conceito do sexo do que qualquer outra coisa?

ELIAS:  Exacto. Vós criais mais conflito ao redor do conceito do prazer em todas as suas formas do que o fazeis em relação a qualquer outro elemento, e isso reforça os problemas que tendes com a duplicidade e a nobreza que é a negação da carne.

VICKI:  Muito bem, eu só tenho mais uma pergunta rápida em relação a esse conceito do prazer, suscitado na última vez em que falamos sobre isso. Estávamos a falar nisso em termos de alterarmos a consciência que temos em relação ao uso do álcool ou das drogas. Para mim torna-se confuso que, se tomarmos essas substâncias e elas nos proporcionarem prazer, estejamos a criar uma menor intensidade (de energia) para nós próprios. Ao mesmo tempo, esses tipos particulares de substâncias provocam uma intensidade na nossa realidade, e eu não compreendo muito bem essa parte da questão.

ELIAS:  Elas provocam densidade, por abrigardes crenças e vos permitirdes ser influenciados por essas crenças. Caso não vos permitirdes ser influenciados por essas crenças, essas substâncias não provocarão tal densidade. Se não vos permitirdes ser influenciados pelas crenças, nesse caso não causarão tal densidade de energia; mas VÓS sois altamente influenciados pelas crenças que tendes, e sois influenciados pelas crenças das massas, pelos outros indivíduos. Isso provoca conflito nos indivíduos. Eles entram em conflito, por estarem a batalhar numa luta travada entre duas crenças contrárias. ISSO provoca densidade. A acção por si só não, CASO aceiteis que o prazer seja aceitável e que o prazer crie menos densidade na realização do vosso sentido de valor, e SE aceitardes que nenhuma substância vos seja prejudicial. É meramente uma crença.

VICKI:  Então isso significa que se eu tomar substâncias e tiver aceite a crença de que provoca densidade e ela deixar de me provocar tal densidade, significa que ainda experimentarei os efeitos físicos dessa substância?

ELIAS:  Sim, se optardes por isso.

VICKI:  Mas deixará de criar densidade na minha realidade nos termos que estás a referir?

ELIAS:  Exacto. A densidade tem lugar na acção gerada entre duas crenças opostas; a luta que se trava no indivíduo. Isso pode igualmente ter lugar à medida que avançardes na direcção do movimento subjectivo no sentido da aceitação de certas crenças e de práticas e acções. Objectivamente, podeis estabelecer um conflito temporário, por estardes a travar uma luta entre as crenças das massas e o movimento que estiverdes a levar a cabo no sentido de aceitardes a crença.

VICKI:  Então, no caso de todas as crenças que temos com relação ao sexo, quando nos envolvemos na prática sexual, frequentemente criamos essa mesma densidade, essa mesma luta, não?

ELIAS:  Por vezes. Essa é a razão por que criais tantas dificuldades nessa área. Conforme declarei, existem muitas razões para criardes enfermidade e disfunção na área da vossa actividade sexual, tudo quanto é sobremodo influenciado pelas crenças que tendes.

VICKI:  Muito bem, obrigado.


Nota da Vicki: O que eu entendo disto é que a razão por que criamos tanto conflito em torno da questão do sexo se deverá sobretudo às crenças religiosas. Por que razão não terá ele respondido logo à minha pergunta no início? Esta é a pergunta que fica!

NORM:   Poderei colocar uma pergunta que não vem ao caso? Na véspera de Ano novo, tendo iniciado às quatro horas e até às dez horas, para começar novamente às dez e se prolongar até às quatro na manhã do dia seguinte, emitiram seis horas de exposição com respeito a todas as previsões que estão para ocorrer em torno do ano 2000, desde o Nostradamus até à Bíblia para acabar em muitíssima gente que está a passar por experiências dessas. E nessas seis horas, a Reta e eu estivemos a assistir a todo o período de seis horas de duração daquilo por ser fascinante, e é claro que estou certo de ter sido fascinante para muita gente e que provavelmente irá realçar a probabilidade da ocorrência de desastres - o programa só mencionou três vezes o facto de alguém ter referido que isso era apenas uma probabilidade, e que dispomos da escolha de fazer com que isso não aconteça. É claro que isso não parece ser promovido, e que não seja bom afirmar tal tipo de coisas. Mas a preocupação que me leva a sentir prende-se com o facto de que quando ocorre... e tu estavas a comentar antes, e eu acredito ter ficado com a ideia certa, que durante o sono experimentamos informação ou obtemos informação respeitante a isso como uma possibilidade, que isso constitui apenas uma possibilidade e que cabe à nossa escolha. Estarei a formular a questão correctamente?

ELIAS:  É escolha vossa.  É uma questão de probabilidades.

NORM:   Estaremos a obter acesso a essa informação durante o nosso sono?

ELIAS:  Estais.

NORM:   Será parte disso a razão por que terão os nove bebés nascido, para serem capazes de interagir mais directamente connosco, com toda a gente aqui nesta terra hoje?

ELIAS:  A função deles é de auxiliar no âmbito da acção desta mudança.

NORM:   Que significará esse auxílio a esse respeito?

ELIAS:  A redução do volume de trauma a ser experimentado com esta mudança de consciência.

NORM:   Esse trauma incluirá o extermínio de quatro ou cinco biliões de pessoas?

ELIAS:  Pode incluir.

RETA:   Creio que um dos aspectos consistiria no facto de haver... toda a gente descreveu coisas horrendas que supostamente irão ocorrer, mas só descobrimos uma ou duas situações  que descreviam aquilo para que gostaríamos de contribuir com energia. Assim, quando milhões de pessoas assistem repetidamente a isso e leem sobre isso, sejam ou não religiosas, e ouvem dizer que todos esses desastres irão ocorrer, toda essa energia deve ser canalisada para isso e eu preferia ver... Bem sei que essa é uma das razões por que aqui te encontras, mas parece-me a mim que deveria existir uma forma de obtermos mais informação sobre a outra possibilidade, de modo que toda essa energia não seja canalisada para o desastre.

ELIAS:  Essa é a questão!

RETA:   Claro, bem sei que é a questão, mas COMO é que vamos fazer isso?

NORM:   Por exemplo, talvez inconscientemente tenhamos consciência do facto de virem a acontecer grandes desastres naturais, e seja a razão por que a popularidade da tracção às quatro rodas tenha disparado. Será esta uma afirmação verdadeira?

ELIAS:  Não.

NORM:   Então há outras razões para a popularidade da tracção às quatro rodas?

ELIAS:  Exacto.

NORM:   Que razões serão essas?  Conveniência....

ELIAS:  Essa é uma pergunta inconsequente! Não tem importância no âmbito da acção da vossa mudança. Vou sugerir-te uma resposta, mas quero que isso fique assente: este tipo de pergunta não tem sequência e não trás benefício à informação relativa a vós ou à vossa mudança. Mas a razão por que assistis a um surto ou um recrudescimento do interesse por veículos de grande porte em que vos locomoveis deve-se de momento ao facto de os indivíduos estarem a começar a SENTIR-SE mais poderosos no seu íntimo e expressarem no exterior uma acção espelhada disso. Eles entregam-se às máquinas mais velozes e mais potentes, por a sua realidade, na percepção que têm, estar a mover-se com uma maior ritmo, e na percepção e nas crenças que têm se estarem a tornar mais poderosos na individualidade que assumem.

Nota da Margot: Resposta excelente! Mas, Norm, as pessoas precisam dos seus quatro-rodas para escapar à maldita neve!
 
NORM:   Obrigado.

ELIAS:  Não tens de quê.

DON:    Voltando de novo à questão do sexo! Presumo que qualquer tipo de interacção que se dê entre as pessoas tenha um aspecto espiritual ou essencial. Será justo afirmar tal coisa?

ELIAS:  Exacto.

DON:    Será igualmente justo afirmar que, essencialmente, quanto mais íntimo for o contacto, mais intimamente nos ligaremos?

ELIAS:  De certa forma é.

DON:   A mim parece-me que o contacto sexual, a intimidade sexual poderá essencialmente aproximar-nos mais do que quase qualquer outra experiência que podemos ter na Terra.

ELIAS:  Caso o permitais.

DON:  Tem o potencial de nos aproximar do nosso ser central.

ELIAS:  Correcto.

DON:    É fascinante!

ELIAS:  Apresenta tal potencial, caso o permitais.

DON:    Obrigado.

ELIAS:  Não tens o que agradecer.

HELEN:  Deve ser muito raro permitirmos tal coisa.  Não o dirias?

ELIAS:  Não necessariamente. Na VOSSA sociedade, e até certo ponto, vós limitais-vos mais do que noutras sociedades, mas por todo o vosso planeta nesta dimensão, não é obrigatoriamente raro.

DON:    Será possível que todo este imenso poder da experiência sexual faça parte da razão para termos erguido todos estes tabus em torno da questão? Será que o tememos? Temeremos o facto de estarmos próximo de alguma coisa, e instauraremos temores e tabus?

ELIAS:  Absolutamente. ..(O Don diz algo inapreensível a esta altura) Absolutamente. Está a criar demasiado temor, por ser uma expressão sem limites de vós próprios no foco físico que apresenta MUITO poder.


DON: Então, talvez seja essa a razão por que os humanos e os animais apresentam uma reacção tão diferente em relação ao sexo, não? Por os animais não sentirem o poder que nós sentimos. Para eles, o sexo não apresenta outro aspecto para além do físico.

ELIAS:  Não necessariamente. Além disso, as vossas criaturas não abrigam crenças. Por isso, não atribuem julgamentos à actividade sexual que têm. Mas olhai as vossas criaturas. Elas exibem um ritual formidável e além disso aceitam as acções de cariz sexual que têm. Não lhes atribuem qualquer crença ou condenação. Aceitam-nas por aquilo que são. Não apresentam a mesma acção que vós, por não responderem no quadro da orientação sexual que têm a elementos da essência conforme vós o fazeis, mas têm menos dificuldades e conflitos do que vós, por não abrigarem crenças. Também têm intimidade.

DON:    Não se erguerão muitas das nossas crenças na base no temor do que experimentaremos se nos aproximarmos demasiado de algo que seja essencialmente verdadeiro?

ELIAS:  Correcto.

DON:    E os animais não conseguem experimentar isso, pelo que não desenvolvem crenças.

ELIAS:  Eles não foram criados dessa maneira. As vossas criaturas não são essência. Por isso, elas não foram criadas de uma maneira por que possais dotá-los com todas as vossas crenças. Isso não os limita necessariamente. Em muitos aspectos, eles experimentam uma maior liberdade do que aquela que permitis a vós próprios.

DON:    Não existe muita relação. Nós olhamos para os golfinhos e para os outros animais bastante inteligentes, e não constatamos muita evidência de que eles desenvolvam qualquer uma das crenças que abrigamos.

ELIAS:  Não.

DON:    Pelo que creio que a pergunta que tenho seja - aquilo a que estou a tentar chegar - se existirá uma relação directa entre o facto de constituirmos criaturas essenciais e o facto de desenvolvermos crenças? Estarão ambos esses factos relacionados? Quero dizer, dessa maneira não estaremos a batalhar connosco próprios?

ELIAS:  Sim, estais em conflito, mas estais em conflito por acção das crenças que tendes. Com as crenças que tendes vós estais a limitar-vos. Não estais mais perto da consciência do que um golfinho. Uma criatura apenas não sente temor em relação á consciência, por não se ter separado tanto na consciência. É dada uma maior concessão à actividade subjectiva no caso das criaturas, por elas não bloquearem a interacção subjectiva que têm. Vós tendes medo do que designais por desconhecido; daquilo de que vos separastes, daquilo que não recordais.

DON:    Será por o recordarmos num nível qualquer que o tememos?

ELIAS:  Não. É por terdes esquecido, e ISSO provoca o medo; mas à medida que avançardes rumo à recordação, o temor dissipar-se-á.

HELEN:  Por outras palavras, as crenças que temos é o que nos mantém à distância da nossa essência, de modo a colhermos uma experiência dotada de pureza de carácter...

ELIAS:  Correcto.

HELEN: ...no foco físico, e foi por isso que as desenvolvemos desde logo?

ELIAS:  Exacto; mas essa separação está a tornar-se desnecessária, pelo que instaurais a presente mudança de consciência a fim de explorardes novos aspectos da vossa realidade, incorporando uma maior recordação e essência.

HELEN:  E menos crenças.

ELIAS:  Uma menor separação.

HELEN:  Uma menor separação.  Mas as crenças instauram a separação.

ELIAS:  Ao aceitardes as crenças, criais uma menor separação. (A esta altura dá-se uma ligeira pausa para se trocar a cassete)

NORM:   Permanecerá em aberto para novos temas no futuro? Eu estaria interessado em que debatesses a duplicidade, e a duplicidade em que a duplicidade assenta! A coisa parece ficar mais ou menos presa nisso. Eu gostaria que tivéssemos pelo menos uma sessão subordinada a isso.

ELIAS:  Está programada.

NORM:   Obrigado.

ELIAS:  Eu concedi este fórum aos indivíduos presentes, e questionei-vos quanto aos assuntos em torno dos quais optais por obter informação.

NORM:   Eu de certeza que gostaria de ter outra.  Posso sugerir outra?

ELIAS:  Se o preferires.

NORM:   Tenho a certeza de que seria... eu gostava de ter uma ou talvez duas ou três subordinada à totalidade da consciência.  Seria muito fascinante.

ELIAS:  Muito bem. Desejareis colocar mais perguntas nesta noite? (Pausa) Muito bem. Vou dar por terminado e vou-vos deixar todos para vos entregardes aos vossos encontros sexuais convosco próprios e uns com os outros, com jovialidade e prazer... e não com a densidade das crenças! (Riso) Voltarei ao vosso contacto em breve. A todos, nesta noite, dirijo um enorme afecto e um adieu!

Elias parte às 9:22 da noite.

NOTAS:

(1)  Algumas semanas antes desta sessão, a Drew sugeriu que tornássemos o jogo mais divertido jogando a moedas de centavo. Assim, decidimos que no início em Janeiro, jogaríamos um centavo numa tigela por cada pergunta colocada em relação ao jogo. Quem tivesse mais pontos no final do ano ganharia o pote – todos os cinco ou seis dólares reunidos!

© 1998  Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados



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