sábado, 7 de julho de 2012

MEDO, CONFIANÇA E AMOR


"Medo; Aceitação Pessoal; Confiança em Si mesmo"
SESSÃO #253 
Domingo, 28 de Dezembro de 1997 © (Grupo)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes:  Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Ron (Olivia), Cathy (Shynla), David (Mylo), Sue (Catherine), Bobbi (Jale), Jim (Yarr), Gail (William), Helen (Jsenne), Drew (Matthew), Chris (Yan), e um novo participante, a Kristin (Stephonne).
Elias chega às 6:49 da tarde. (25 segundos) 

ELIAS:  Boa noite.  (A sorrir)

GRUPO:  Boa noite.

ELIAS:  Esta noite vamos começar com o nosso jogo.
...
ELIAS:  Muito bem. Esta noite vamos reajustar a nossa agenda e vou abrir-me a todos e aceitar os tópicos de interesse que quiserdes sugerir; temas que não tenhamos abordado, ou que o tenhamos feito muito brevemente e que desejeis que explique mais a fundo, e vamos iniciar uma nova série de sessões que lide com os temas da vossa preferência.

VICKI:  Eu posso saltar de imediato com uma pergunta que foi colocada por um dos nossos jogadores de longa distância, que pediu uma explicação mais elaborada ou um debate acerca de um tópico das formações geológicas neolíticas chamadas “henges” (exemplo: Stone Henge) ou sobre a Ilha de Páscoa e o que se está a passar por lá.

ELIAS:  Mais tópicos...? Assuntos que desejeis colocar para que passe a explicar...?

CATHY:  As ligações que temos com os animais.

BOBBI:  A cor. Eu sinto interesse em saber mais sobre as cores, e também ligações e actividade inerentes às acções de contraparte.

ELIAS:  Cor em que sentido?

BOBBI:  Essa é uma boa pergunta. Penso que esteja relacionado com... Caramba, um monte de coisas. Palavras, tom da essência... vibração, creio.

JIM:    Centros de energia.

DREW:   Eu gostava de saber mais sobre a “cidade”.

DAVID:  E eu gostava de saber mais acerca dos ditados da Bíblia, como os ditados de Jesus, e a interpretação real que tenham, de acordo com o Elias.

HELEN:  Gostava de obter conhecimento sobre o medo; o medo em que vivemos no nosso dia-a-dia, a capacidade que assume, além do modo como nos poderemos libertar dele nas nossas vidas.

ELIAS:  Iniciem com esse que nós vamos atender aos temas que foram pedidos. A seguir, prosseguiremos com o nosso debate subordinado às famílias da essência e a outros tópicos relacionados. (Pausa)

Medo: Esse é um tema que no presente se revela premente e em relação ao qual todos comportais elementos. Por isso vamos dar início à questão. O medo traduz um assunto complicado. Cada um de vós possui elementos diferentes de temor que se reflectem em áreas distintas e em diferentes graus, mas todos vós comportais temor.
No foco físico o maior medo que sentis relaciona-se justamente com o próprio foco físico. Ele é-vos pouco familiar. Trata-se de um experimento levado a cabo no campo da experiência, pelo que, consequentemente penetrais num estado de atenção com que não vos achais familiarizados. Estais a penetrar numa área da exploração. Essa é a natureza da essência e de toda a consciência – outro tema que poderá ser acrescentado à nossa lista do que poderá ter interesse, esse da consciência. Vós entrais em qualquer dimensão física com o propósito da exploração, que é outro aspecto da transformação inerente à essência e à consciência, o da exploração daquilo que vos é desconhecido, e de vos permitir novas experiências; Mas como não vos achais familiarizados com isso, também comportais temor.

Ora bem; deixai que vos explique que não abrigais temor em toda a diversidade de dimensões, porque algumas não comportam crenças que possam dar origem a temor. Por isso explorais a vossa nova dimensão e foco físico noutras dimensões sem esse elemento do temor.

Mas nesta dimensão vós criastes esse foco particular que comporta muitas crenças e emoções. O temor acha-se igualmente relacionado com a emoção. Por isso, nesta dimensão em particular torna-se num elemento saliente na vossa realidade, por se achar ligado à vossa emoção. Nas crenças que sustentais, vós detendes um temor em relação ao desconhecido. E todos os elementos desta dimensão constituem algo para vós desconhecido. Por isso o temor consiste também num elemento complexo da vossa realidade.

Por um lado, isso faz parte da vossa realidade, a qual é complicada, e serve uma disposição propositada na realidade que tendes. Pode tornar-se-vos motivador assim como pode tornar-se-vos numa forma de prevenção. Por isso presta-se como um benefício no auxílio que vos proporciona nesta realidade particular. Por outro lado, pode tornar-se limitativo para vós. Depende do uso que derdes a essa emoção e à manipulação que fizerdes dela, o que brota da compreensão que tiverdes dela.

Na compreensão que possuís em relação a essa emoção, ela pode ser manipulada de um modo que resulte benéfico para vós. Existem, nesta dimensão em particular, elementos que se acham além da vossa compreensão, e em relação aos quais, se tiverdes temor, também vos impedireis de penetrar em áreas que podem tornar-se confusas ou que poderão provocar conflito. Torna-se-vos limitativo por abrigardes temor em relação a esta realidade material em si mesma. A exploração desta dimensão e desta realidade física consiste num factor desconhecido, por vos ser pouco familiar. Consequentemente, sustentais temor em relação a tudo isso. Tal como havíeis de sentir se partisses à conquista da vastidão do vosso espaço, por assim dizer, em relação ao que pudésseis encontrar, por poder não ser amistoso e ser desconhecido.

Do mesmo modo, nos movimentos que empreendeis no dia-a-dia, no vosso foco, aquilo com que vos podeis deparar pode também não ser amistoso. Isso inclui-vos a vós também, por estardes a explorar-vos a vós do mesmo modo que ao vosso ambiente. Por isso, aquilo que estais a explorar consiste objectivamente num desconhecido para vós, tanto na atenção que imprimis no vosso foco como nos recessos do espaço exterior. É por essa razão que vos refiro tantas vezes que vós sois dignos, que vos encontrais a salvo em vós próprios, e que não precisais sentir-vos apavorados convosco próprios.

A vossa maior limitação consiste no temor pessoal que abrigais; não em relação ao vosso meio ambiente, não em relação aos outros, mas a vós próprios e àquilo que possais criar para vós próprios e descobrir em relação a vós. Por isso, abrigais um temor em relação ao “buraco negro” que é o vosso lado interior mais profundo, o qual encerra todos os vossos mais obscuros segredos que nem sequer permitis que o vosso eu objectivo perceba. Mas nos recessos desse buraco negro que sois vós, só se acham as crenças que adquiristes e que vos sugerem não serdes dignos ou não conseguirdes realizar-vos, ou que alguém seja MELHOR que vós. Na realidade, tal como já tive ocasião de referir tantas e tantas vezes, vós sois perfeitos conforme sois, a cada instante. Estais a realizar a cada momento aquilo que escolheis realizar em perfeito alinhamento com o vosso propósito, mas no instante em que deixardes de realizar em perfeito alinhamento com o vosso propósito, vós interrompereis a vida que levais, por deixardes de obter sentido de valor inerente à vossa pessoa nesta dimensão particular.

Entendo perfeitamente que muitos sintam descontentamento em relação ao foco físico e criem um sentimento de infelicidade nos seus focos individuais. Mas isso brota igualmente do vosso temor. Isso não quer dizer que não continueis a avançar no enquadramento do sentido de valor, mas reconheço que no foco físico, a vossa experiência possa sugerir desconforto e descontentamento. Podeis esforçar-vos por descobrir “um caminho melhor” no vosso foco, com um maior conforto, maior à-vontade, menor dificuldade, menor conflito, menor aflição. É por essa razão que vos falo frequentemente na inexistência de certo e de errado, de bom ou de mau. Isso são produtos das vossas crenças, as quais vos influenciam bastante.

Não estou a minimizar a realidade dessas crenças nem o quanto elas vos influenciam e estabelecem a realidade, por aquilo que sentis e experimentais SER REAL. Se vos sentirdes infelizes, haveis de vos sentir infelizes. É a vossa realidade, e não se trata de nenhuma ilusão. É estabelecido pelas vossas crenças, mas também faz parte da vossa realidade.

Eu não vos digo que não existe certo, errado, bem, mal, para poderdes eliminá-los da vossa realidade e do vosso foco, mas para expandirdes a consciência que tendes para o facto da existência de mais para além das crenças que tendes. São essas crenças que vos limitam e vos criam essas situações de infelicidade e de temor. Mas também vos posso dizer que em muitos casos, as vossas experiências de angústia e de infelicidade também contribuem para a vossa realização de sentido de valor, por vos captarem a atenção. Já referi imensas vezes que vós prestais muito mais atenção àquilo que percebeis como experiências negativas do que ao que encarais como experiências positivas.

Nas nossas primeiras sessões, eu apresentei-vos exemplos de indivíduos e de experiências. Se estiverdes a experimentar alegria ou júbilo, felicidade, um dom qualquer, acolhei-lo e experimentai-lo e em seguida deixais que passe. Não vos prendeis a ele. Por isso, vós encarais a felicidade ou a alegria como transitórias, por as encarardes meramente por aquilo que são – experiências – e deixais que a experiência disso se esfumasse sem vos deixardes aprisionar por ela. Mas se estiverdes a criar o que acreditardes ser uma experiência negativa – uma experiência dolorosa, temível, ofensiva – aí já vos detendes nela. Jogais o vosso jogo do “gato e do rato”; e mesmo que o “rato” esteja morto, continuareis a bater-lhe e a examinar e a fazer o “rato morto” andar à roda, por isso vos fascinar!

Na essência imaterial vós não possuís qualquer conceito “negativo”. Não existe nada positivo nem negativo nem certo nem errado, nem bom nem mau. Apenas existis. Experimentais esses elementos meramente por uma questão de abrigardes crenças que vos sugerem tais elementos e que vos influenciam os estados emocionais EM FUNÇÃO DA experiência. Dizei-me, com base na vossa lógica: Não será lógico que ESCOLHAIS explorar elementos com os quais vos ACHAIS pouco familiarizados, como escolheis bater no “rato morto” por vos ser tão pouco familiar? É por isso que sentis tanto fascínio por esses elementos e eles vos captam a atenção, e lhes prestais muito mais atenção do que à alegria. Apesar da alegria também não constituir um elemento do foco não físico, e nas crenças que tendes ela se achar mais próxima da familiaridade do que o temor. (Pausa)

Como podereis eliminar o temor? (Para a Vicki) Isso é a segunda parte da pergunta que colocaste! A eliminação do temor passa pela confiança e pela aceitação. (O grupo suspira em uníssono) Em relação ao que, todos vós sentados nos vossos assentos, presentemente direis para convosco, “Ah, pois. Mais uma vez isso! Estou perfeitamente ciente de que a aceitação pessoal e a confiança em nós eliminarão o temor. Prossigamos lá com isso!” (Riso) Aquilo que NÃO reconheceis é que podeis dizer isso a vós próprios, mas ainda não compreendeis a realidade dessas palavras. Isso não passa de palavras.

A verdadeira aceitação pessoal e a confiança em si mesmo, não deixam espaço para o temor, porque ele é automaticamente erradicado; porque, a razão por que não eliminais o medo deve-se ao facto de continuardes a sustentar crenças e ao facto de continuardes a reforçar as crenças básicas da duplicidade, e de não vos aceitardes.

(Com intensidade) Referi isso recentemente – e uma vez, anteriormente – mas vou repeti-lo uma vez mais: Sugiro-vos a todos que durante um certo período de tempo deis lugar em vós a um exercício que vos foi proposto nas nossas primeiras sessões, de notardes todas as vezes que vos diminuirdes ao dia. Sugiro que ficareis surpreendidos pelo número de vezes, que a um só dia, vos depreciais e reforçais as vossas próprias crenças no terreno da duplicidade, reforçando desse modo o vosso próprio temor. Toda a vez que vos justificais ou vos desculpais pelos vossos actos ou pensamentos, toda a vez que vos diminuís ou expressais que podíeis ter realizado de modo mais eficiente ou melhor nesse momento, estais a reforçar as vossas próprias crenças da duplicidade.

Isso não pretende dar a entender que vos esforceis por coisa nenhuma, ou que não possais estabelecer movimentos no sentido duma consciência mais ampla, mas sim que uma consciência mais ampla não significa “melhor”! Tem mais que ver com uma recordação e com um conhecimento de si-mesmo, e com a aceitação de si-mesmo. NÃO se trata de se aperfeiçoar. Essa é a crença que é interpretada como expansão da consciência. E vós não vos estais a tornar indivíduos melhores. Estais a tornar-vos indivíduos mais CONSCIENTES. Estais a recordar a vossa condição e a aceitar-vos, diminuindo desse modo a influência das vossas crenças e do temor de vós próprios no vosso foco físico. (*)

Por isso digo-vos também para não reforçardes a crença de que a expansão da consciência dê origem a uma pessoa melhor, porque não estais a dar lugar a uma pessoa ou a um indivíduo melhor. Estais mais a estabelecer uma consciência e uma maior aceitação em tudo o que sois, e a reconhecer que todas as vossas crenças CONSTITUEM a vossa realidade, o que é aceitável. Como podereis aceitar crenças se objectivardes certas crenças como inaceitáveis? Torna-se demasiado fácil aceitar as crenças que dizem respeito àqueles correntes de opinião e convicção que dão resultados, mas se albergardes outro conjunto de crenças que subscreva o facto de certas crenças serem inaceitáveis e prejudiciais, podeis jamais vir a aceitá-las, mas elas SÃO um elemento da vossa realidade e aquilo que vos cria a realidade; que sois vós.

Portanto, a chave para a aceitação passa pela aceitação de TODA a vossa realidade, seja no que concerne às crenças – boas ou más – TUDO o que é criação vossa, que sois VÓS; mas como não aceitais certos elementos das vossas criações, as vossas crenças – VÓS - também reforçais o vosso elemento de temor. (Pausa)

(Com humor) Esta noite não vou embaraçar a Shynla! (A Cathy estava farta de se rir durante toda a dissertação) Mas sugiro-vos no que vos diz respeito, ao contrário de o fazerdes no contexto do presente fórum, que cada um olhe para os segredos que tem. (Para a Cathy) Não vamos despender mais uma sessão de segredos, esta noite! (Riso)

CATHY:  Eu estava a ficar preocupada!

ELIAS: Mas cada um de vós detém elementos no vosso íntimo que para vós próprios representam os vossos segredos, aqueles elementos que encarais como completamente inaceitáveis. Examinai-os, porque são eles que vos criam o temor que abrigais, porque ele é bastante influenciado pelas crenças que sustentais. E como podereis identificar as crenças que vos estão a influenciar essas reacções, esses segredos, e o modo como eles vos fazem sentir, também podeis proporcionar a vós próprios informação que vos poderá auxiliar na dissipação de elementos do vosso temor. (Sorri para a Helen)

HELEN:  Obrigado.

ELIAS:  Não tens o que agradecer.

CATHY:  Eu quero saber se alguns desses segredos de que as pessoas não têm conhecimento objectivo permanecerão subjacentes.

ELIAS:  Em certos casos, tens razão. Alguns optam de uma forma objectiva por não se permitir ter consciência objectiva, durante um certo tempo, dessas áreas de temor e de crenças, mas ao vos dirigirdes às questões do medo e o estiverdes a fazer numa base de aceitação e honestidade convosco próprios, podereis descobrir esses temores subjacentes que estejam a dar origem a tais áreas de temor.

DAVID:  Eu tenho uma pergunta. Se um indivíduo não temer a morte e a seguir experimentar um desenlace horrível e doloroso, essa experiência não irá subsequentemente criar um temor em relação a isso?

ELIAS:  Não necessariamente.

DAVID:  Bom, com base nisso de o aceitarem apenas como uma experiência... Em geral, no caso daqueles que temem a morte, isso fica a dever-se ao facto de terem tido más experiências desse tipo. De outro modo, não teriam necessidade de a temer, não é? (O Elias sorri)

ELIAS:  Todos vós, até determinado ponto, sentis temor em relação ao falecimento, não necessariamente desencadeado pela experiência inerente a este foco, mas por ser simplesmente uma acção desconhecida.

DAVID:  Uma acção desconhecida... mas para a experiência da essência, muitas vezes não é uma acção desconhecida.

ELIAS:  Mas a vossa atenção acha-se focada neste foco físico particular e nas experiências que tendes nele. Por isso, não tem conhecimento do que reside para além do desenlace.

DAVID:  Nesse caso, tratar-se-á de uma simples escolha de o temermos ou não?

ELIAS:  Em teoria... (a sorrir)

DAVID:  Em teoria.

ELIAS: ...no foco físico. Eu posso dizer-te que sim; tens razão. Não passa de uma simples escolha. Mas isso não corresponde à vossa realidade. Em massa e individualmente, no foco físico, vós tendes temor do desenlace, por temerdes o desconhecido.

DAVID:  E que dizer dos trepasses provenientes de um outro foco que tenha passado pela experiência de uma morte dolorosa?

ELIAS:  Não tem importância. TU, na tua atenção objectiva, NÃO experimentaste o desenlace. Por isso, podes assistir a um número infindável de desenlaces ao teu redor. Podes trocar com um outro foco e dizer a ti próprio que tenhas experimentado a morte em um outro foco, mas ESTA atenção que se acha focada, não experimentou.

Por isso, eu digo-te que a duplicidade e a dicotomia prosseguem. A batalha ganha furor na continuidade que o foco estabelece, por terdes medo do desenlace e ao mesmo tempo terdes medo de continuar.

DAVID:  Está bem, e com respeito à aceitação e à confiança em nós mesmos, que lugar terá o amor nisso?

ELIAS:  Isso é um outro elemento das vossas crenças. Podes interpretar isso como quiseres. Aceitação pessoal, confiança pessoal e amor-próprio, podem ser todos sinónimo duma mesma coisa.

Vamos fazer um intervalo, e logo podereis prosseguir com as vossas perguntas se o preferirdes. (Para a Kristin) Vou expressar as minhas boas-vindas à nova essência nesta noite.

INTERVALLO

ELIAS:  Continuemos.

KRISTIN:  Sem querer tomar a vez, nem nada disso, gostava apenas de conhecer o meu nome da essência.

ELIAS:  Stephonne.

KRISTIN:  Obrigado.

DREW:   Vou avançar...

CATHY:  Eu vou avançar antes de ti!

DREW:   Vá lá, força!  (Elias ri)

CATHY:  Eu quero saber como uma pessoa poderá sentir apreço pela vida e pelas coisas belas que encerra e ainda assim sentir vontade de “bater a bota”.

ELIAS:  Ah, continuamos com o assunto do temor! No temor inerente ao foco físico, ou à vida, por assim dizer, podeis sentir essas duas emoções ao mesmo tempo. Isso deve-se a que o indivíduo possa apresentar crenças conflituosas.
Referimos anteriormente que as pessoas por vezes comportam crenças conflituosas ao mesmo tempo. Isso pode gerar muito conflito na pessoa. Podeis ter a crença que vos diz que DEVÍEIS sentir apreço pela vida e pela criação, por nas vossas religiões, ciências e sociedades vos terem ensinado a apreciar tudo o que vos rodeia, mas não sustentais uma apreciação por VÓS PRÓPRIOS mas sustentais duplicidade (em vez disso).

Na realidade, sustentais duplicidade em ambas as áreas. Em determinados elementos NÃO comportais apreciação pela vida nem pela beleza que a caracteriza nesta dimensão física em particular. Já noutras áreas, SENTIS esse apreço por atribuirdes bem e mal a todas as coisas e até mesmo ao vosso ambiente. A razão por que um indivíduo sentirá esse conflito deve-se a sentirdes gratidão pelos elementos que vos parecem ser exteriores, na crença de que vos encontreis afastados desses elementos. Podeis olhar o vosso ambiente natural, a vossa “natureza” tal como a designais, e percebe-la como exterior e separada de vós; em razão do que sentireis apreço por ELA, ao passo que por VÓS próprios já deixareis de sentir.

Sustentais crenças que vos dizem não serdes dignos, e criais terminologia que vos reforça isso. Alguns indivíduos são melhores, outros são especiais, outros ainda são abençoados, e outros são ordinários e “inferiores”. Vós automaticamente vos situais em áreas em que vos tornais inferiores, menos especiais, indignos; porque apesar dessas crenças da duplicidade vos reforçarem a vossa falta de aceitação pessoal, encarais isso como bom; Não vos fazerdes superiores a quem quer que seja, não vos tornardes arrogantes, não dar DEMASIADO valor a vós próprios por isso tudo ser errado.

Por isso andais num rodopio por entre essas crenças e deixais-vos confundir com elas. Essa é a razão por que muitas vezes vos digo para não vos preocupardes com os demais mas para olhardes para vós e para vos reconhecerdes e praticardes a aceitação pessoal; porque se torna sobremodo difícil lidar CONVOSCO próprios e com as crenças que comportais mas vós reforçais essas crenças e o círculo fechado e o entrelaçado que estabeleceis umas com as outras, quando aceitais as críticas dos outros indivíduos.

Podeis dizer para convosco próprios que aquilo que os outros percebam em vós não tenha importância. Eu digo-vos que isso está errado. Ninguém, nem uma única pessoa entre vós aceita essa crença! Todos vós comportais a crença em que atribuís uma certa importância ao que os outros percebem em vós. Isso, aos vossos olhos, comporta importância. Todavia, não passa de uma crença; mas, tal como já vos referi, nem uma só pessoa até ao momento conseguiu aceitar uma crença - tampouco vós. Por isso, iludis-vos quando dizeis para convosco próprios que aquilo que os outros pensam de vós não tenha importância.

TEM importância para vós porque comportais crenças que vos dizem que vos deveis mostrar de certos modos aos outros para serdes aceites, e por isso mesmo, para serdes aceites por vós próprios; por procurardes a aceitação de vós próprios com base no exterior, e não a partir de dentro. Se procurardes dentro de vós pela vossa própria aceitação, o modo como o outro vos veja deixará de ter importância, por haverdes de vos aceitar.

Não sereis aceites por todos. Vós racionalizais no vosso íntimo e dizeis para convosco que já sabeis disso. Por isso torna-se-vos pouco importante que sejais aceites por muitos, mas é da maior importância que sejais aceites por aqueles que percebeis como mais próximos; as vossas famílias, os vossos amigos, aqueles a quem respeitais e a quem aceitais. E desejais que esse sentimento seja recíproco. Nessa área detendes fortes crenças.

Isso é o que está a influenciar essa área sobre a qual me interrogas. Como o indivíduo se prontifica a aceitar os elementos exteriores a si, também pode ter alturas de júbilo e de gratidão, mas serão fugazes, devido a que a aceitação não se situe no íntimo mas sim no exterior. Com a falta de aceitação de vós próprios e da vossa própria existência e das vossas próprias expressões, independentemente do que essas expressões envolvam, haveis de estabelecer conflito; e uma vez mais, na crença que comportais haveis de vos voltar para “outra área que vos satisfaça mais. E a interrupção da vida parecer-vos-á mais atractiva do que a continuidade, por ser diferente.”

CATHY: Aposto que sim! (Riso)

ELIAS: Mas eu afirmo-vos que haveis de dar por vós na situação em que vos encontrais!
CATHY: Então, essa aceitação não poderá ser feita por incrementos?

ELIAS: Absolutamente!

CATHY: Nesse caso, quem ficará a ganhar com isso? (Riso)

ELIAS: Não haveis de passar a aceitar... de repente e a partir do nada! (Riso) Ninguém ganha! (A sorrir)
CATHY: Bom, se pode ser conseguido por incrementos, tem que haver uma graduação!

ELIAS: Haverá?

CATHY: Porque não?

ELIAS: Vós encontrais-vos todos em movimento.

CATHY: Mas trata-se do foco físico. Nós usamos graduações! (Riso)

ELIAS: Ah! Mas nós deixamos a criação do seu gráfico a teu cargo! (Riso)

Dir-vos-ei que o desenlace e a passagem para a transição do foco não físico torna-se-á diferente, mas haveis de continuar a ser aquele que sois. O ambiente será diferente, por assim dizer – apesar de “ambiente” não ser o termo adequado, por inferir um “local” – mas o temor, a infelicidade devem prosseguir, por brotarem da falta de aceitação de vós próprios; Se não vos aceitardes neste momento, podeis morrer já a seguir que haveis de continuar a não vos aceitar. Tal condição não desaparecerá meramente por terdes mudado de área da consciência ou por a direcção da vossa atenção ter sofrido uma alteração, porque continuareis a ser quem sois.

Podeis alterar as circunstâncias em que vos achais. Podeis alterar a forma como vos apresentais a vós próprios para passardes a aceitar-vos. Podeis eliminar o problema que sentis em relação à aceitação dos outros ao passardes desta vida, mas haveis de continuar a lidar com a aceitação de vós próprios e a descartar essas crenças que vos influenciam essa situação. Isso não desaparece!

SUE: Nesse caso, o desenlace não nos traz subitamente a iluminação nem torna tudo… Isso soa verdadeiramente deprimente! (Riso) Não quer dizer que esteja a planear passar por isso em breve, mas é que eu pensava que pudesse ser algo por que pudéssemos esperar! (Elias acena negativamente com a cabeça)

ELIAS: Isso é outra crença! Podeis abandonar já esta vida que haveis de prosseguir com as vossas crenças. É por isso que penetrais na área da transição, a fim de descartardes tais crenças, mas o período de duração dessas crenças ficará ao vosso critério.

Aquilo de que vos ocupais presentemente, ao identificardes no vosso íntimo as crenças, deverá constituir a mesma acção que haveis de empreender no estado de transição. A diferença é a de que no foco físico vós dais continuidade a tais crenças. Apesar de poderdes aceitar essas crenças, prosseguis com as vossas crenças ao longo do vosso foco físico. Durante a transição, vós descartais tais crenças; mas no entendimento que tendes, o processo é bastante similar. Tendes de identificar, tendes de reconhecer, tendes de aceitar, e deveis libertar todas as crenças que comportastes durante o foco físico, porque nas áreas da consciência não física, elas não servem qualquer propósito, por serem relativas ao foco físico. (Pausa)

(Para a Cathy) Abordando aquilo que está a ser tratado: conforme declarei, a aceitação CONSTITUI a solução para a eliminação desse conflito inerente à questão que colocaste, apesar de reconhecer que esse termo “aceitação” não passa de um conceito para todos quantos estais presentes, e ainda não é uma realidade. Mas podes tornar isso numa realidade. É possível faze-lo.

CATHY:  Bom, com a aceitação de nós próprios tu também te estás a referir à aceitação das crenças. Não nos podemos aceitar sem aceitarmos as crenças que temos, podemos?

ELIAS:  Podeis, sim. Podeis aceitar-vos e às crenças que tendes, sem ter aceitado necessariamente uma crença.

CATHY:  Mas ainda precisamos abordar as crenças antes de nos podermos aceitar a nós mesmos.

ELIAS:  Correcto.

CATHY:  Ah.  Isso é excelente, por estar a ficar mesmo confusa!

KRISTIN:  Então a aceitação de nós próprios conduzir-nos-á à aceitação dos outros?

ELIAS:  Sim. É um produto automático; não por completo, mas constitui um produto automático o facto de ao vos aceitardes a vós próprios isso produzir um solo fértil para a aceitação dos outros. Passa a facilitar em vós a aceitação dos outros.

KRISTIN:  E se tentarmos aceitar os outros, e aí... não sei. O incómodo que causam for tão grande que torna isso tão difícil! (Riso)

CATHY:  Essa é boa!  (Um eufemismo, é claro!)

ELIAS:  Essa situação comporta muitos aspectos diferentes, conforme já disse muitas vezes. Pode envolver uma acção de contraparte. Pode envolver uma situação de um fragmento vosso. Também pode envolver uma situação de acção espelhada, pela qual um outro indivíduo vos espelhe um elemento que apresenteis em vós próprios. Por isso, eles causam-vos irritação, por não desejardes ver aquilo que provocais no vosso íntimo e que encarais como uma coisa negativa. Tudo ISSO envolve crenças, e se vos aceitardes, essas irritações poderão dissipar-se consideravelmente; por que, se estiverdes a passar por uma experiência de acção espelhada com um outro indivíduo, isso não parecerá tão irritante quanto isso, por aceitardes que isso seja um elemento dentro de vós e não atribuirdes condenação a vós próprios, e por isso não condenardes o outro indivíduo.

A aceitação de vós próprios envolve muito mais do que notais, e causa uma maior afectação do que podeis perceber. Ponho uma grande ênfase em todos vós, e tenho-o feito desde o começo destas sessões, na área da aceitação pessoal e da confiança em vós, por isso constituir a MAIOR afectação que podeis provocar no foco físico, e o que MAIS pesará na eliminação dos vossos conflitos e confusões e dos julgamentos pessoais bem como de todos os indivíduos. (Com intensidade) Se chegardes a conseguir aceitar-vos a vós próprios, isso representará a vossa maior conquista, assim como a fundação da vossa mudança; porque se não vos aceitardes, também não mudareis muito bem, (riso) por não aceitardes as vossas experiências! Por isso, não admitireis as vossas experiências, e desse modo, não permitireis a vossa mudança.

JIM:   Então, se nos aceitarmos, aceitaremos por completo todas as experiências que conduzimos a nós?

ELIAS:  Exacto.

CATHY:  Bom, parece-me a mim que quanto mais procurarmos aceitar-nos e lidar com os problemas, por já ter lidado com alguns bem significativos, e parece-me que assim que passamos para a área de querer lidar com questões e expandir-nos mais e todas essas coisas maravilhosas, passamos a apresentar a nós próprios alguns problemas MUITO MAIORES do que aquele com que tivermos começado! Isso formará algum padrão?

Nota da Margot:  Isso não é verdade!  (Eu reforço essa opinião!)

ELIAS:  Ao expandirdes a consciência que tendes, haveis de vos abrir para com mais elementos vossos. Haveis de vos tornar mais conscientes de todas as crenças que tendes. Nessa medida, a aceitação pessoal não quer dizer atribuir condenação às crenças que mantendes, e por arrastamento, julgar-vos a vós próprios. Quando dais expressão a crenças MAIS EXPRESSIVAS, a problemas MAIS SIGNIFICATIVOS, que é que estais a expressar?

CATHY:  Sistemas de crenças!

ELIAS:  Que seja menos aceitável!

CATHY:  É claro. Bom, não é divertido quando nos situamos no foco físico, quero dizer, por isso parecer ser o que estou a fazer! Mas sim, é o termo mais significativo que usei, mas quando nos encontramos nessa situação, ela parece descomunal!

ELIAS:  Ela parece-vos mais extremada, mas até mesmo a terminologia de extremos denota (uma certa conotação depreciativa) “pior”.

CATHY:  Certo.

ELIAS:  E com isso, estareis a atribuir julgamento a vós próprios e às vossas crenças.

CATHY:  Não é muito divertido!  De qualquer modo, de quem foi essa ideia??

ELIAS:  Tua!  (Riso)

DAVID:  E tua, e tua, e tua, e tua, e tua....

GAIL:   Muito obrigado!

ELIAS:  Exactamente!

VICKI:  Posso interromper por um segundo para mudar a cassete?

ELIAS:  Podes.  (Ligeira pausa para troca de cassete)

VICKI:  Okay, já está a correr!  (Elias ri)

DAVID:  Tenho uma pergunta um tanto fora de contexto do tema aqui explorado, mas que envolve um monte de medo, creio, pelo que de certo modo, não será. Já li um monte de transcrições e elas não parecem debater as áreas correspondentes ao sexo.

ELIAS:  Isso fica ao vosso critério!

DAVID:  Pois. Assim, gostava de começar colocando uma pergunta sobre uma área dessas. Sinto curiosidade em saber, e tenho a certeza de que todos teremos, que será que sentimos quando experimentamos um orgasmo?

ELIAS:  Interessante para as vossas transcrições! (Riso) Haverá alguém entre vós que não saiba o que sentis quando TENDES um orgasmo??

DAVID:  Bom...

ELIAS:  A menos que vos encontreis entorpecidos!!  (Desatamos todos a rir)

DAVID:  Não, não me refiro a isso! Refiro-me ao modo por que possa estar ligado à nossa essência, digamos? Por parecer ser um foco de pensamento tão intenso para as pessoas neste mundo, e já ter dado origem a tanto conflito devido às crenças ligadas à área sexual que as pessoas que pretendam expressar-se não se atrevem a entrar nela. Portanto, existe um monte de questões envolvidas em encontros e impulsos de natureza sexual, quer se trate de sexualidade heterossexual ou homossexual, ou de qualquer outro tipo.

ELIAS:  Ah, mas podemos expressar-nos ao longo de toda uma sessão com relação a ESSA matéria!

DAVID:  Coisa que eu espero que faças!

ELIAS:  Se o preferirdes.  Isso é bastante aceitável.

DAVID:  Bom, isso substituiria o pedido inicial fiz acerca do início do... religioso. (Gargalhada solta)

ELIAS:  Muito bem! Podemos focar-nos na nossa sessão seguinte sobre o tema da actividade sexual e da relação que tem com as crenças e convosco no foco físico.

Posso-te dizer, em resposta á pergunta que colocaste, que não tem significado para a essência. Trata-se de uma mera função inerente ao foco físico que tendes nesta dimensão, em cuja dimensão e foco físico detém MUITO significado, coisa que iremos expandir na nossa Sessão do Sexo! Em breve no vosso fórum local! Vai revelar-se chocante para os nossos leitores! (Riso) Excelente ideia, Mylo!

DAVID:  É só uma coisa Vold!

ELIAS:  Vamos abranger esse tema na nossa próxima sessão e adiar os debates de continuidade.

HELEN:  Muito bem, Mylo!!

ELIAS:  Isso vai ser interessante para o Michael! Mais uma sessão que ele vai descartar! (A rir)

VICKI:  Somos capazes de vir a VENDER essa!  (Riso generalizado)

ELIAS:  (Ainda a rir)  Que não se conste que os Sumafi não sejam capazes de provocar uma desordem! (Sorriso)

CATHY:  Penso que recordo ter lido que tenhas dito que neste foco físico, nós somos muito orientados sexual e emocionalmente, não será?

ELIAS:  Correcto.

CATHY:  Essa é a outra razão para termos criado este...

ELIAS:  Correcto.

CATHY: ...foco físico aqui nesta dimensão.

ELIAS:  Sim.

CATHY:  Para experimentarmos essas coisas.

ELIAS:  E vós reflectis isso em tudo aquilo que criais; tanto a vossa sexualidade como a vossa emoção.

DREW:   Na semana passada, quando estávamos a analisar as nossas velas e eu dei a análise que tinha feito da minha, tu acrescentaste que isso tinha que ver com o facto de estar a abordar o medo que sentia, o que parece apropriado à luz da conversa desta noite. Mas eu queria perguntar, em que sentido?

ELIAS:  Desejas que te dê uma resposta a essa pergunta aqui nesta reunião?

DREW:   Caramba, sem saber o que me vais dizer, torna-se difícil responder à tua pergunta!

ELIAS:  Tu podes expressar essa pergunta pessoalmente, se o preferires.

DREW:   Muito bem, eu vou fazer isso. Obrigado.

DAVID:  Bom, na próxima semana vamos ter casa cheia por causa deste assunto!

CATHY:  Ele disse "em breve," David.  Não fiques já tão excitado!

ELIAS:  Ah! Nós VAMOS falar nisso na nossa próxima sessão! Podes anotar isso no teu calendário!

CATHY:  Está bem!

ELIAS:  Uma atracção para breve!  (A sorrir)

CATHY:  Bom, espero que o Michael apareça!  (Riso)

ELIAS:  (A rir)  Como sempre, ele vai aparecer para logo de seguida voltar a desaparecer!

DAVID:  Bem, então só mais uma pergunta sobre isso. Há uma semana atrás, eu estava a conversar com a Vicki com respeito ao material e ao propósito dos Sumafi na sua forma menos distorcida. Nós divergimos um tanto, apesar de sermos os dois Sumafi. Com respeito ao facto do material dizer alguma coisa aos indivíduos, sinto que virá a ser necessário algum tipo de distorção ou algo assim. Eu queria saber que opinião terás acerca dessa conversa ou algum esclarecimento sobre ela.

ELIAS:  Porque distorcerás a informação?

DAVID:  Bom, não estou a dizer para a distorcer, mas por exemplo, já enviei sessões para alguns amigos em Inglaterra e para amigos que não têm que ver com este fórum e que não lhe têm acesso conforme nós temos, e cinco semanas depois, regressei e disse: “E que tal? Gostaram das transcrições?” E eles disseram: “Não as compreendo. Vai soar melhor quando me puseres um pouco ao corrente.” Ao passo que, eles foram e deixaram-se conduzir para uma outra fonte de informação muito análoga, que é o livro “Conversas com Deus”. Parece que eles não irão ler sobre algo que lhes pareça difícil a menos que lhes transmita algo que se baseie nas crenças que têm, até serem capazes de o compreenderem melhor. Haverá algum modo por meio do qual possamos facilitar isso? Tal como disseste no começo, no início da tua vinda em 95, parecia que falavas uma língua diferente daquela que agora falas.

ELIAS:  Tens razão; mas muitos outros estão a apresentar informação no sentido das nossas sessões iniciais. Por isso, estão a preparar o caminho, por assim dizer. Não é necessário que esta informação sofra distorções.

DAVID:  Certo.  Eu compreendo o...

ELIAS:  As pessoas deixar-se-ão conduzir para esta informação ao sentirem atracção por todas as outras facetas da informação e isso dir-lhes-á algo na medida em que lhes transmite alguma coisa.

DAVID:  Então está bem. Há vinte anos atrás surgiu o Seth, e ainda assim as pessoas hoje jamais ouviram falar disso. Nem sequer têm conhecimento de quem o Seth seja.

ELIAS:  Não importa. Tu estás a depositar pouca confiança na vossa mudança de consciência, que podes contatar em toda a parte ao teu redor!

DAVID:  Então, a mudança de consciência ocupar-se-á de tudo isso?

ELIAS:  Esta informação deverá apelar àqueles que se deixam atrair para ela, os quais são muitos mais do que aqueles que tu percebes. Por isso, nada temas!

DAVID:  Então, é só reclinar-me e curtir o passeio?

ELIAS:  Ela será acolhida por aqueles que se deixam atrair para esta informação, e deverá subsistir.

DAVID:  Mas isso será aceitável igualmente para um garoto de dez anos, a compreensão da informação?

ELIAS:  Absolutamente! Os pequenos são capazes de compreender com facilidade aquilo que eu transmito. Já tivemos pequenos junto de nós, não? Eles não revelam medo desta essência do Elias por eu lhes proporcionar muito afecto e aceitação e acolherem e projectarem o mesmo e terem um enorme entendimento quanto a esta informação, por terem nascido por alturas dos espasmos desta mudança e gozarem de uma grande provisão de consciência subjectiva. Não te preocupes, Mylo!

DAVID:  Está bem. Só estou a dizer o que as pessoas me dizem. De outro modo, não estaria aqui a colocar esta pergunta. E quando elas me dizem: “Eu não entendo esse material,” sabes...

ELIAS:  Ah!  Isso também diz respeito à tua função!  (Pausa, seguido de riso)

DAVID:  Ah, eu estou a tentar!  Estou a tentar!

ELIAS:  Essa é a questão, toma nota!  (Riso)

DAVID:  Bom, só que ao contrário da manteiga, eu não consigo espalhar-me tanto!

ELIAS:  Ah!  Observai!  Desconsideração pessoal!  Invalidação pessoal!

DAVID:  Está bem. Bom, diz-me lá! Estarei no curso certo, com aquilo que estou a fazer?

ELIAS:  (A sorrir) Nós havemos de trabalhar com essas crenças que estão a ter lugar nas interpretações que fazes!

DAVID:  Está bem. Bom, é agradável! Estou aberto a comentários.

ELIAS:  MAS, aquilo que expressas é a tua expressão. Lembra-te da família a que pertences e do objectivo subjacente a essa família da essência, e não te distraias a ponto de distorceres o alinhamento que tens com os teus objectivos.

DAVID:  (Num sussurro)   Aceitação.

ELIAS:  Muito bem!

Nota da Vicki: Creio que esta seja a primeira vez que terei ouvido o Elias dizer “Muito bem” em vez de “Muito bom”... que estou certa que vos causar fascínio a todos! Peço desculpa por não me poder conter! Deus me valha!

HELEN:  Eu tenho uma pergunta. Desde que tenho vindo a este grupo, sempre me indaguei se a determinada altura viria a juntar o aspecto da minha carreira e este grupo, caso isso ajudasse o grupo de algum modo?

ELIAS:  Isso é escolha tua. Todos são bem-vindos, e toda a expressão desta informação junto dos outros, caso não seja distorcida, será admissível.

HELEN:  Será mais ou menos provável que esse seja um caminho para mim?

ELIAS:  Mais provável; mas, conforme eu disse, isso fica a cargo da tua escolha. Não pressiones! (Riso) Pressionar, pressionar, pressionar! (A rir, e a seguir de forma bem-humorada)

Ide, meus filhos! Espalhai as boas novas por toda a terra do Sublime e Omnisciente Elias! (Riso solto) E tragam os nossos discípulos para assistirem ao milagre que é este fórum! Dou-vos a minha bênção a todos! (Inclina-se com as mãos postas em oração, enquanto desatamos todos a rir)

JIM:    Aleluia!

ELIAS:  (A rir)  Não penseis em discípulos nenhuns!  Estamos a usar do nosso bom-humor!

VICKI:  Eu tenho uma pergunta sobre imagens. Pode não passar de uma pergunta idiota mas... (A esta altura, pelo menos três pessoas comentam: “Desconsideração!” e “IP”, que significa Invalidação Pessoal)

ELIAS:  Muito bom, meus pequenos discípulos!  (Riso)

VICKI:  A pergunta relaciona-se com umas quantas experiências que o Ron e eu tivemos esta semana. Acontece que estivemos a assistir a dois filmes em conjunto, o que em si mesmo é raro, e ambos os filmes tinham o mesmo tema, muito embora se enquadrassem numa época completamente diferente e tivessem histórias completamente diferentes, etc. A semelhança que caracterizava as imagens tinha que ver com as histórias de uma jovem que falsamente acusava outra pessoa de algo que ia de tal modo contra as crenças das pessoas de cada uma dessas épocas encenadas nos filmes que as pessoas da localidade enlouqueceram e isso deu origem a muita destruição e a muitas mortes, principalmente pela forca. Não intuímos bem a semelhança das imagens até ao final do segundo filme. Conversamos durante algum tempo sobre isso, o Ron e eu, e achamos aquilo muito interessante, mas não compreendemos. Não conseguimos  interpretá-lo. (1)

ELIAS:  As imagens que atraístes a vós têm relação com esta mudança de consciência e com os elementos de distorção e de destruição que podem advir dessa distorção; as probabilidades que podem ser inseridas na vossa realidade se cederdes energia aos elementos de distorção. Perguntastes anteriormente sobre predições e profecias e se poderão vir a ser inseridas e se poderão vir a tornar-se numa realidade no vosso futuro, no seguimento da materialização da vossa mudança. Fizestes perguntas acerca do trauma inerente à vossa mudança. Nessa medida, as pessoas podem distorcer a informação; e oferecer informação às massas e criar elementos que desejais evitar e DEIXAR de inserir nesta realidade particular.

Todas as realidades são actualizadas. Todas as probabilidades são actualizadas, mas nem todas as probabilidades são inseridas nesta realidade particular. Por isso, atraís presentemente imagens a vós para vos sugerirem situações que poderão ocorrer caso cederdes energia às crenças e às crenças que as massas têm, e no caso de também inserirdes distorção na informação que podereis obter.

Do mesmo modo que uma pessoa pode distorcer informação acerca dos extraterrestres e expressar a uma massa de indivíduos que “eles estejam a chegar! Eles estão a chegar para vos levar, e para poderdes partir com eles precisais morrer!” Já assististes a um evento de massas desses. A informação acha-se distorcida. Dá-se um evento que podia NÃO ser sido inserido na vossa realidade caso a informação não tivesse sido distorcida. O que não quer dizer que essa acção não tenha sido benéfica e não tenha contribuído com energia para a vossa mudança, mas é desnecessário tal tipo de trauma; por que muitos passaram por experiências traumáticas em relação à acção do evento de massas. (Referindo-se aos acontecimentos das Portas do Céu, ou Heaven’s Gate)

Muitos podem experimentar trauma se inserirdes na vossa realidade as probabilidades de destruição. Não é necessário. Não fará qualquer diferença porque a vossa mudança de consciência deverá prosseguir, mas certos elementos dessa mudança são desnecessários e indesejados por vós. Por isso, é-vos oferecida informação sobre a capacidade que tendes de alterar as probabilidades e de inserir probabilidades diferentes na vossa realidade. A forca constitui uma imagem poderosa no vosso foco físico. Sugere-vos não só um fim como uma interrupção; um bloqueio. Consequentemente, constitui um bloqueio do movimento. Vós estendestes a vós próprios essa imagem ao olhardes para probabilidades que já tínheis colocado em marcha neste fórum, e para vos recordar do poder que poderá representar o bloqueio da distorção que essa informação pode conter.

VICKI:  Muito bem, só mais uma pergunta em relação a isso. Haverá algum tipo de mensagem nessas imagens que posa ser destinada ao Ron e apresentará presentemente alguma coisa que estejamos inconscientemente a fazer no sentido de bloquearmos ou de distorcermos e de que não tenhamos consciência?

ELIAS:  Não.  É um imaginário de que vos vireis a inteirar no futuro.

VICKI:  Está bem, obrigado.

ELIAS:  Não tens o que agradecer.

Muito bem.  Esta noite vamos interromper, e eu fico na antecipação da nossa sessão sexual, no nosso próximo encontro!  (A rir)

VICKI:  Que ninguém conte à Mary!  (Riso)

ELIAS:  Precisamente!  (Riso)

(Para a Drew)  E se desejares uma resposta à pergunta que fizeste, eu fico ao teu dispor.

DREW:   Agradeço o facto.

ELIAS:  Não desejo influenciar-te no sentido de provocar conflito contigo própria, e de reforçares o próprio conflito que sentes quanto à aceitação dos outros...

DREW:   Hmm!  Está bem, obrigado.

ELIAS:  ...nas crenças que manténs.

A todos vós esta noite expresso o meu afecto, e desejo-vos a todos com todo o carinho, um adieu!

Elias parte às 8:56 da tarde.

NOTAS DE RODAPÉ:

(1)  Os dois filmes foram “O Massacre de Rosewood” e “As Bruxas de Salém”. Curiosamente, assistimos a um terceiro filme após esta pergunta ter sido colocada que teve o mesmo tema , chamado “Infâmia”.

© 1997  Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados

Notas do Tradutor:

(*) – Conta-se, nos anais do Zen Budismo, que certa vez interrogaram certo mestre Zen acerca do tema, nos seguintes termos: “Mas, queremos saber se, quando se alcança a iluminação, não nos tornaremos num deus na aparência? Não significará tal iluminação a mudança de toda a nossa vida para melhor? "Nem por isso", terá o mestre Zen respondido. "Sua cabeça é coberta por cinzas e seu rosto besuntado de lama", querendo dizer que, enquanto internamente se opera uma enorme transformação, aparentemente a vida pode continuar inalterada.


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