quinta-feira, 26 de julho de 2012

RECONHECIMENTO DAS CAPACIDADES DA ESSÊNCIA




Sessão 639
“Abre-te para com a periferia”
“A vossa insaciável curiosidade”
Terça-feira, 13 de Junho de 2000 © (Privada/Londres)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes:  Mary (Michael) e uma nova participante Susie (Barith).
Elias chega às 6:39 da tarde. (Tempo de chegada é de 25 segundos)

ELIAS:  Boa tarde. (A sorrir)

SUSIE:  (Num murmúrio)  Olá.

ELIAS:  (A sorrir) Sê bem-vinda!

SUSIE:  Obrigado.

ELIAS:  Terás perguntas a colocar neste dia?

SUSIE:  (Num murmúrio) Tenho.

ELIAS:  Muito bem. Podes prosseguir.

SUSIE:  Obrigado. Eu gostava de saber em primeiro lugar, qual será o meu nome da essência e a família da essência a que pertenço e por que família alinho, se fazes o favor. (Pausa)

ELIAS:  Nome da essência, Barith. Família da essência, Ilda; o alinhamento que tens neste foco, Vold.

SUSIE:  Obrigado. Posso não conseguir expressar-me exactamente com a mesma terminologia que tu empregas...

ELIAS:  Não importa. (A sorrir)

SUSIE:  Muito bem. (Elias sorri) Bom, suponho que a questão mais importante que tenho seja o facto de acreditar que esta seja a última vez que andarei por aqui, ou que me envolverei com isto, e creio que não necessitarei continuar mais aqui ou voltar novamente a este ciclo de vida e de morte, mas que implicitamente irei para algum outro lado. Terei estado aqui. Acredito que já estive aqui muitas, muitas vezes. Conseguirás ver quantas vezes terei aqui estado? (Pausa)

ELIAS:  Consigo.

SUSIE:  Assim tão rápido? (A rir)

ELIAS:  (Risada)  Mas, desejarás o número total?

SUSIE:  Ah, não tenho necessidade disso, mas serão muitas?

ELIAS:  Sim, tens razão. Posso-te dizer, que nos termos por que identificais as “almas velhas” em associação com o número de focos físicos que tendes nesta dimensão, te poderás identificar como uma alma muito velha. (A rir)

SUSIE:  (A rir)  Eu sempre pensei que sim! (Elias sorri)

Pergunta mais significativa: eu sempre acreditei, desde que era bastante pequena que... olhava para o céu e imaginava quantas existências, quantos mundos e lugares... e sempre me questionei quanto à razão para termos nascido nesta família. Bom, à medida que o tempo foi passando, talvez tenha chegado a compreender isso um tanto melhor. Por que... sempre acreditei que existiam mundos paralelos, que devia existir, mas por que razão não conseguirei atingi-los?

ELIAS:  Vós podeis!

SUSIE:  Como?  Estará a resposta mesmo diante do nariz?  Será assim tão simples quanto isso? (Estala os dedos)

ELIAS:  É bastante simples! (A sorrir)

SUSIE:  Sempre pensei que fosse!  Será por não os conseguir ver?

ELIAS:  Deixa que te diga que vós manifestais focos da essência.

Agora; um foco da essência é isso – um foco da atenção. Tal como implícita a esta manifestação física possuís a capacidade de focardes a vossa atenção física de maneira diferente com relação a diferentes assuntos ou acções, mas o teu foco da atenção não constitui a totalidade da tua expressão.

As manifestações de indivíduos nesta dimensão física particular constituem o que poderás designar como um tipo de espelho físico a projectar a essência, a consciência.

Na realidade, vós possuís todas as capacidades da essência nesta mesma manifestação. Apenas não reconheceis ainda a autenticidade disso, e incorporais muitas crenças nesta dimensão que vos limitam a percepção. Consequentemente, criais unicamente o que vos permitis perceber.

SUSIE:  Como hei-de romper o hábito? Como... Penso que seja tão simples quanto estar aqui sentada e voltar-me para ali.

ELIAS:  Ah, mas tens toda a razão! Não é uma questão de vos moverdes para a frente ou para trás, nem para cima ou para baixo. É uma questão de vos moverdes de lado, permitindo-vos simplesmente por instantes dar um passo para o lado e voltar a vossa percepção de modo muito ligeiro, e com isso, podeis permitir-vos perceber mundos!


Deixa que te diga, tens razão quanto á existência de inúmeros mundos paralelos. Existe um número incontável de outros universos que não se situam em paralelo com o vosso universo. Devo igualmente dizer-te que todas as exibições físicas da consciência, todos os universos físicos, ocupam a mesma disposição de espaço. Por isso, todos se acham presentes, e toda essa acção ocorre em simultâneo.


Todos os vossos focos, ou o que julgais ser outras vidas, passadas e futuras, estão a decorrer todas em simultâneo. Todas as interacções que tens noutros focos da essência noutras dimensões estão a decorrer em simultâneo. Elas estão a ter lugar AGORA.


Por isso, podes muito facilmente voltar-te de lado e perceber um qualquer, por não se acharem afastados de ti, e por estarem todos a decorrer agora.

SUSIE:  Como é que nós... ao voltar-nos para o lado, é... a resposta é aqui, bem o sei. Mas sinto-me como uma criança ao perguntar “como”. Como hei-de chegar à região em que te encontras, conforme a designas para nós? Como foi que chegaste lá? Já foste assim antes?

ELIAS:  Eu manifestei-me fisicamente no que identificais como o quadro linear do vosso tempo, sim. Eu manifestei-me na vossa dimensão física muitas vezes, segundo o entendimento que tendes.


Também optei por não envolver qualquer manifestação física, actualmente. Embora isso possa parecer uma contradição, na realidade não é, por a totalidade da consciência ocupar toda a consciência.


Assim, apesar de poder escolher não tomar parte no foco físico segundo o que designais como “mais”, aquilo que estou a expressar é que a minha atenção não se acha focada nas manifestações físicas. A minha atenção mantem-se nas áreas não físicas da consciência e na exploração da acção que isso envolve.


Presentemente, a tua atenção foca-se na exploração das dimensões físicas, não somente nesta, mas em muitas, muitas dimensões físicas. Nesse sentido...

SUSIE:  Eu pareço ter a viseiras postas, enquanto tu não!

ELIAS:  A vossa atenção acha-se focado no singular. O que não quer dizer que deva estar focada no singular. Apenas SE ENCONTRA focada no singular presentemente, mas tu tens a capacidade de alargares essa percepção ao utilizares a tua periferia.


Bom; olha para ti própria e conceptualiza presentemente aquilo que acabaste de dizer, que percebes estar a experimentar as viseiras postas, por assim dizer.


Agora; pensa para contigo própria no teu sentido físico da visão. Sem a tua periferia, sem incorporares a tua visão periférica, só conseguirás ver o que se situar à tua frente. Verás por um feixe estreito e o teu campo visual apresentar-se-á limitado.


Ora bem; tenta conceptualizar a visão da consciência, por ela se mover de forma bastante similar ao que manifestas nesta dimensão física particular.


Eu tinha referido anteriormente que esta dimensão física particular é extremamente complexa. Na realidade, esta dimensão física particular constitui uma das áreas físicas de consciência mais complexas que alguma vez foi criada.


A manifestação desta realidade física espelha muitos aspectos da consciência. Vós exibis a consciência em termos físicos!


A vossa visão física constitui um exemplo do movimento e da acção que podeis empregar na consciência. Podeis ver fisicamente por um campo estreito assim como podereis empregar a vossa periferia, e no caso de empregardes a vossa periferia permitis-vos perceber movimento e acção colateral.


Agora; ao te moveres no âmbito da consciência e ao expandires a percepção que tens, o que estás a conseguir é abrir-te para com a periferia através da percepção. Abres-te para com a periferia ao reconheceres que não és tão singular quanto percebes ser, e desse modo permites-te familiarizar-te com a percepção.


A percepção é o instrumento que utilizais nesta dimensão física a fim de criardes toda a vossa realidade. Por isso, aquilo que percebeis é real. A vossa percepção na realidade CRIA toda a vossa realidade.


Agora; se te permitires familiarizar-te com a percepção e te permitires reconhecer a separação – o facto de intencionalmente terdes estabelecido um véu de separação nesta dimensão física, mas que isso não constitui um absoluto e que não é impenetrável, e que na realidade não existe separação mas apenas a ilusão da separação – e se começares de uma forma autêntica a reconhecer isso, também começarás a abrir-te para com a periferia através da percepção.


Deixa que neste momento te apresente um exemplo.


Tu apresentas-te a ti mesma numa interacção física comigo. Percebes estar... (pausa) sentada. Percebes estar sentada na tua cadeira. Percebes que a cadeira constitua um objecto. Percebes esse objecto como separado de ti. És duas entidades. Percebes uma mesa situada diante de ti, a qual percebes como um objecto físico, uma terceira entidade separada. Tu própria, a cadeira e a mesa, são três manifestações separadas. Não, não são nada!


Tu, a cadeira e a mesa, não existis em separado. Elas são projecções da consciência que tu – TU – crias e projectas e manifestas em termos de energia, ao configurares essa energia em formas específicas a fim de produzires objectos específicos – tu própria, a cadeira e a mesa; mas todos esses objectos estão a ser criados por ti neste momento presente. Não existem em separado em relação a ti. Eles são TU. Tu ÉS a mesa. Tu ÉS a cadeira. Também és TU própria.

SUSIE:  Isso não é novo para mim.  Faz sentido.  É real.

ELIAS:  Ah, é bastante real!


Agora; ao começares a reconhecer genuinamente que esses objectos não são criados por ti mas SÃO tu, começas a deixar cair o véu da separação, e isso consiste no acto de te abrires para com a tua periferia através da tua consciência objectiva.

SUSIE:  O que também ocorrerá com o tempo que isso leva, que diminui.

ELIAS:  Justamente, e à medida que praticares a atenção, mais te familiarizarás com tudo o que tem existência, digamos, na consciência, e mais te permitirás ver todas as expressões da energia e da consciência que desejares passar a ver de uma forma objectiva.


Poderás ver um outro foco dimensional teu que designais por extraterrestre com tanta facilidade e ausência de esforço como vês a tua mesa, simplesmente permitindo-te abrir para com a periferia.


Mas permite que também te diga, para tomares nota do quão pouco prestas atenção objectiva ao teu campo de visão periférica. Olhas fisicamente, com a tua visão física em frente. Prestas muito pouca atenção ao que está a ocorrer na tua visão periférica.


O envolvimento da prática do que vês no canto da tua visão periférica é um exercício que pode familiarizar-te com a acção de te abrires para com a periferia na tua percepção.


Nesse sentido, a ausência de separação e o percebimento disso é chave, porque quanto mais envolveres a prática da utilização da percepção da periferia num contexto de ausência de separação, mais observarás e mais te permitirás perceber.


Mas tu já começaste, porque já te permites reconhecer que isso não é uma acção a ser alcançada no teu percurso, mas que já se acha presente e está a par contigo, (risada) e que a emoção de excitação abunda! (A rir)

SUSIE:  Por que será que nós... antes de optarmos por nascer no foco seguinte, penso que designas isso assim... porque será que escolhemos esquecer?

ELIAS:  Vós escolhestes de forma bastante propositada essa acção do esquecimento, digamos, ou da separação, por isso vos proporcionar a pureza da experiência na exploração da experiência e da manifestação física.


A essência é consciência. A consciência é tudo, e a consciência está continuamente em transformação. A acção da transformação é o acto contínuo da exploração e da descoberta pessoal.

SUSIE:  Então, a descoberta pura significa exploração, que se traduz pela razão por que optamos por aqui voltar, para experimentarmos certas sensações que escolhemos sentir.

ELIAS:  É. Vós concebeis as dimensões físicas para criardes uma exploração do ser no enquadramento da concepção dessa dimensão física.

SUSIE:  Nós... Que acontecerá quando deixamos de sentir necessidade disso e sentimos vontade de partir...?

ELIAS:  Não é uma necessidade. (A rir)

SUSIE:  Bom... ou desejamos partir. (Elias sorri) Será que por essa altura conseguimos criar algo completamente diferente, mas não neste mundo físico?

ELIAS:  É.

SUSIE:  Então também podemos optar por ...

ELIAS:  Sim.

SUSIE:  ... por sermos tu.

ELIAS:  Sim, vós já sois.  Simplesmente a vossa atenção acha-se focada em VÓS.

SUSIE:  No sentido errado!

ELIAS:  Ah, não é errado!  Essa direcção é a direcção que vós escolhestes, e a direcção....

SUSIE:  Mas a escolha ainda era a de voltar a ti.  A minha escolha era no sentido de voltar a ti.

ELIAS:  Não.  A vossa escolha, segundo os vossos termos, é no sentido de voltardes a VÓS.

SUSIE:  Sim, sim.

ELIAS:  À plenitude daquilo que sois, à exploração do vosso ser. Vós sentis uma insaciável curiosidade em relação a VÓS próprios.

Vós expressais isso no exterior como uma curiosidade insaciável em relação ao universo, à consciência, ao cosmos. Vós SOIS o universo. Por isso, a insaciável curiosidade que sentis é em relação a VÓS e ao que VÓS sois.

SUSIE:  O que significa que não existe um Deus. Nós SOMOS.

ELIAS:  Sim.

SUSIE:  Nós somos os nossos próprios deuses....

ELIAS:  TUDO, por não existir separação.


Eu não me encontro separado de ti, nem tu te encontras separada de mim. É tudo consciência, e vós criais tudo, por SERDES a consciência toda.

Vós apenas criastes um foco da atenção que imprime uma percepção de singularidade (exclusividade), mas esse foco de atenção não está encerrado nesse enfoque particular da atenção.

SUSIE:  Poderei eu pôr-lhe termo?

ELIAS:  Podes expandi-lo.  Por que haverás de lhe pôr termo? (A rir)

SUSIE:  Não, não pôr-lhe termo — tirar as viseiras e passar a ser capaz de discernir.

ELIAS:  E expandir-te, e a permitir-te ver a maravilha do que és!

SUSIE:  Pois.  Isso vai levar mais um certo tempo! (A rir)

ELIAS:  Ah ah ah ah ah!  Devo dizer-te que não será tanto tempo quanto isso, por já o estares a empreender!

SUSIE:  Claro, nós escolhemos. (O Elias ri) Eu tive dois filhos, e ambos morreram de uma doença muito rara, o que evidentemente constitui uma escolha que pretenderam experimentar. Poderás perceber a essência deles, dos (dois) filhos que tive neste foco? (Pausa)

ELIAS:  Consigo.

SUSIE:  Enquanto aqui estiveram, tiveram nomes da essência, e poderei saber quais terão sido? Não é importante. São só os nomes deles. (Pausa)

ELIAS:  Nome da essência, da primeira criança, Lystilell. Nome da essência da segunda criança, Somaatta.

SUSIE:  Obrigado.

ELIAS:  Não tens de quê.

SUSIE:  Poderás ver onde se encontrarão agora? (Pausa)

ELIAS:  Eu tenho noção dos seus movimentos, sim.

SUSIE:  Bom ... estarão exactamente a fazer aquilo que escolheram fazer?

ELIAS:  Absolutamente.

SUSIE:  E sentir-se-ão felizes?

ELIAS:  Nos vossos termos.

SUSIE:  Focalizados, segundo os termos que aplicas, e felizes nos nossos termos.

ELIAS:  Nos vossos termos, sim, embora te possa dizer que estes tipos de termos constituem expressões da emoção, e que isso é relativo a esta dimensão física particular.

SUSIE:  E a uma mãe! (A rir)

ELIAS:  Eu compreendo o teu desejo, e em resposta a isso, digo-te que sim – eles encontram-se a explorar e a avançar na satisfação da realização dos desejos que têm, bastantes diferentes na expressão (um do outro).


Um participa numa acção relativa aos focos físicos – não apenas desta dimensão física como de várias expressões das dimensões físicas – por uma expressão de energia relativa a esses focos à medida que escolhem o desenlace da expressão física.


Portanto, aquilo que te estou a dizer é que por vezes, quando um indivíduo ou manifestação particular de certas dimensões físicas se desprende desta dimensão física, muitos tipos diferentes de acções podem ocorrer.


Por vezes, esse foco individual pode incorporar aquilo que identificais – isto para o referir em termos bastante figurativos, por se mover em relação à linearidade da vossa estrutura do tempo e à expressão que formulais dele – mas um foco particular poderá envolver aquilo que identificais como um momento em que experimenteis um tipo de desorientação, de certo modo.

 
Nessa experiência de desorientação, o foco pode não reconhecer necessariamente o facto de ter provocado a acção de desorientação. Por isso, em termos bastante limitados, pode experimentar um tipo de estado intermediário, (a rir) embora não exista nada que seja "intermédio"!

SUSIE:  Não, mas ... estou a entender, sem dúvida.

ELIAS:  Nessa medida, continua a criar imagens objectivas que parecerão bastante semelhantes àquilo com que está familiarizado na percepção que tem da dimensão física que terá anteriormente ocupado.

Agora, nesse estado, por assim dizer, pode ocorrer a experiência de uma desorientação temporária no decurso da falta de reconhecimento de terem escolhido desprender-se (do foco). Há essências que optam por focar a sua atenção em relação àqueles que estejam a passar por tal desorientação.

SUSIE:  Que em termos de um vocabulário limitado actuam como um guia?

ELIAS:  No sentido figurado do falar, por na realidade não orientarem…

SUSIE:  Temos novamente o caso da cadeira e da mesa.

ELIAS:  Exacto, mas não desejo perpetuar as crenças da existência de guias que exibam elementos mais elevados da consciência.


Mas nessa expressão, no sentido figurado do falar, podereis identificar essas essências em particular como incorporando a acção de orientar, por assim dizer, e que nesse sentido, focam a sua atenção com o intuito de levar auxílio ao indivíduo, a fim dele poder perceber que se terá desprendido do foco, e desse modo, se permita as opções de voltar a sua atenção da forma que escolher.


Ora bem; uma dessas essências cujo foco manifesto tu identificas como teus filhos emprega essa acção…

SUSIE:  Isso (deve ser) o caso da minha primeira filha. Ela era uma alma muito antiga.

ELIAS:  ...de levar auxílio àqueles focos que passam pela experiência de tal desorientação.


A outra não emprega (a sorrir) uma expressão tão NOBRE, (a Susie desata a rir) nos vossos termos, mas envolve uma continua exploração do aspecto lúdico e encontra-se a manipular a energia por meio de expressões bastante criativas a fim de explorar a habilidade que tem no campo da criatividade, que em certas expressões quase poderás designar, na vossa terminologia física, como expressões que beiram a malícia! AH AH AH! (A Susie desata novamente a rir)

SUSIE:  Ao criarmos aquilo que desejarmos passar a experimentar... uma vez mais peço desculpa pelo vocabulário empregue... não estabeleceremos vínculos com outras essências?

ELIAS:  Estabeleceis.

SUSIE:  Então ainda há casos daqueles… como quando vemos alguém e pensamos, “Já te conheci antes; Eu CONHEÇO-TE.”

ELIAS:  Isso...

SUSIE:  Mas não é... sem qualquer necessidade de nomes nem de...

ELIAS:  Essa acção muitas vezes constitui a permissão de um reconhecimento objectivo do facto de estardes a participar noutros focos com esse indivíduo, em resultado do que reconheceis as interacções que tendes e o que designais por ligação, por assim dizer.


Agora; quanto às essências que não se encontram na manifestação física, também há expressões em que algumas dessas essências se deixam atrair umas para as outras, por assim dizer, com uma maior frequência ou com uma maior consistência do que o poderão fazer com outras essências. Elas podem unir-se e entrelaçar-se de uma forma especifica com outras essências. Isso é o que podereis designar por preferências da essência, que se assemelham às preferências que tendes, em que certas essências apresentam uma similitude de tom e criam um à-vontade na união (fusão) umas com as outras. Sim, tens razão.

SUSIE:  Por que razão terás tu escolhido ser professor? Foi uma escolha que elegeste, mas não deixas de ser um mestre.

ELIAS:  Eu já apresentei anteriormente a identificação que faço disso, por se tratar de um tipo de terminologia e de conceito que vós nas dimensões físicas compreendeis.


Na realidade eu não vos estou a ensinar, por já possuirdes conhecimento. Eu simplesmente vos apresento informação no sentido de prestar auxílio ao despertar a recordação de vós próprios.


Eu optei por focar um aspecto da minha atenção deste modo, em parte, em resposta ao pedido que formulastes.

SUSIE:  Alto e bom som!

ELIAS:  Justamente! (A sorrir, enquanto a Susie desata a rir)


Em parte, também elegi essa acção no âmbito da concepção da exploração que faço, de filtragem da energia por meio de camadas de consciência e através de diferentes áreas regionais da consciência a fim de interagir com uma dimensão física sem uma interacção propriamente física.


Isso faculta-me uma exploração e um desafio no sentido de focar a minha atenção e manipulação da energia a fim de criar o que podereis designar como uma corrente de energia, mas também no sentido de continuar a ser genuíno na interacção que exerço relativamente à família Sumafi, e empregando a menor distorção por meio dos filtros compostos por muitas camadas de consciência e por meio das limitações da interacção física auditiva que tenho com todos vós através do uso da linguagem. O que apresenta um desafio! (Sorriso amplo)

SUSIE:  Mas também denota uma necessidade, porque…

ELIAS:  Não é uma necessidade. É um pedido.

SUSIE:  É um pedido. Mas o pedido era… no vocabulário limitado que tenho, é quase como ser posta de novo na linha. Nós SABEMOS. Temos  conhecimento, mas simplesmente não conseguimos discernir sem que certas essências tomem a iniciativa e o tempo de escolher voltar para o revelar… o dogma e a falsidade ainda podem deixar as pessoas perdidas em si mesmas por um tempo demasiado longo, mas elas sabem, e eu creio que isso lhes suscita frustração. No meu caso, por vezes provoca-me frustração, e faz-me como que andar para trás e para diante, mas eu sei que hei-de lá chegar. Eu sei que hei-de lá chegar porque o quero, e por te ter conhecido, coisa que me trouxe uma imensa satisfação, creio que virá a ser… eu sinto-me tão satisfeita. As palavras não conseguem expressar o que sinto, mas tenho a certeza positiva de que percebes isso.


Nós escolheremos, as nossas essências… estás a ver, não se trata de mim…

ELIAS:  Exacto.

SUSIE:  Tu vês aquela que eu sou, aqui, a minha essência, a minha energia.

ELIAS:  Vejo.

SUSIE:  Elas apresentarão cores diferentes?

ELIAS:  Apresentam. Agora, diz lá, que impressão tens quanto à tua cor característica?

SUSIE:  Azul.

ELIAS:  Mas define melhor esse azul.

SUSIE:  Grandioso e....

ELIAS:  Que matiz apresentará?

SUSIE:  A tonalidade safira.  É brilhante — é brilhante!

ELIAS:  Tens razão.

SUSIE:  E a tua?

ELIAS:  Eu posso-te dizer que a cor que uso, e que se traduzirá nos matizes que podeis identificar nesta dimensão física, pode ser identificada... (pausa) como o azul do horizonte. Essa cor azul podes visualizá-la como a tonalidade intermedia que se apresenta entre o vosso mar e a vastidão do vosso céu, e esse é o tom de azul identificável que associo com a expressão que adopto como cor personalizada.

SUSIE:  Que é aquilo que consigo imaginar, mas também com o ouro, o dourado, com o que não estou a querer dizer...

ELIAS:  Eu estou a compreender.

SUSIE:  Claro. Eu não queria dizer que tu és um anjo! (A rir)

ELIAS:  Ah! Mas se eu sou um anjo, tu também o és! Ah ah ah! (A Susie ri) Por sermos a mesma coisa. A única diferença deve-se ao facto de eu recordar e tu ainda não... mas hás-de lá chegar!

SUSIE:  Eu quase consigo senti-lo. Não me lembro quando terá sido a última vez em que me terei sentido como se fosse capaz de explodir, como à beira de...é fantástico! Não tenho mais perguntas, mas realmente espero... bom, estou certa de vir a estar contigo de novo, mas sempre carregarei a tua voz dentro de mim por tanto tempo quando o necessitar, e hei-de reflectir nas tuas palavras.

ELIAS:  Muito bem.

SUSIE:  Conhecer-te foi uma delicia!

ELIAS:  Precisamente! (Ambos riem) Mas eu devo dizer-te que fico a aguardar o nosso próximo encontro, e que te estenderei a minha expressão de energia na tua exploração. Podes ter a certeza de que eu continuarei contigo.

SUSIE:  Obrigado.

ELIAS:  Apresento-te a minha tremenda energia e o meu enorme afecto.

SUSIE:  O mesmo da minha parte.

ELIAS:  Para ti, com carinho, adieu.

SUSIE:  Adieu.

Elias parte às 7:33 da tarde.

© 2001  Vicki Pendley/Mary Ennis, todos os Direitos Reservados

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