terça-feira, 31 de julho de 2012

CONFLITO NO RELACIONAMENTO






Sessão 1766
“Presta Atenção a TI Quando em Conflito com a Companheira”
“Consideração”
Sábado, 7 de Maio de 2005 (Privada/Telefone)
Tradução: Amadeu Duarte
Participantes: Mary (Michael) e o Christoph (Fiodra)

(O tempo de chegada do Elias é de 16 segundos.)
ELIAS: Boa tarde!

CHRISTOPH: Olá Elias! Daqui fala o Christoph!

ELIAS: Ah ah! Sê bem-vindo!

CHRISTOPH: Como estás?

ELIAS: Como sempre, e tu?

CHRISTOPH: Sim, também não estou mal, obrigado. Eu tinha preparado umas perguntas e gostava que respondesses a elas.

ELIAS: Muito bem.

CHRISTOPH: Eu vou lê-las. Apesar de me ir afastar da falange Sufi do Naqshbandi Mujaddidiah, pareço ter uma relação objectiva de proximidade pelos chamados superiores dessa tradição, por exemplo pela Sra. Tweedie, que faleceu há alguns anos, e pelo Llewllyn, que é o Shayk actual. Existe mesmo um relacionamento entre mim e o mestre da Sr Tweedie, que jamais conheci fisicamente. Que razão haverá para essas relações subjectivas? Não compreendo, porque mesmo que eu me afaste de uma forma objectiva e deixe de os aceitar tanto, ainda pareço ter uma relação qualquer, interior. A que se deverá isso?

ELIAS: Ao facto de reconheceres parte da validade dessas filosofias e também ao facto de teres desenvolvido parte de um relacionamento com os indivíduos, independentemente de se aterem de uma forma estrita à sua filosofia ou não, em reconhecimento dos indivíduos e da devoção que manifestam e da gentileza que experimentam em tal devoção, como uma qualidade com que entras em ressonância. Por isso, não importa que escolhas deixar de participar no fórum actual com outros indivíduos, por aceitares e reconheceres a existência de certos elementos inerentes à sua filosofia e à sua conduta e à forma com projectam energia com que estás de certo modo de acordo, e com o que também entras em ressonância.

CHRISTOPH: Mas não posso aceitar a razão para entrar em ressonância e concordar com eles, por não concordar com eles de uma forma aberta nem concordar com aspectos da sua filosofia.

ELIAS: Mas essa é a questão. Porque, o que reconheces é o facto de não concordares com certos elementos da sua filosofia, mas essa filosofia apresenta outros elementos com que entras em ressonância. E tu estás a reconfigurar isso de um modo mais associado às preferências que tens e ao que soa verdadeiro de uma forma mais completa para ti.

CHRISTOPH: Sim, isso é verdade.

ELIAS: Não é uma questão de descartar a filosofia toda nem o grupo, mas de te permitir integrar elementos com que entras em ressonância, com reconhecimento das diferenças que vos caracterizam e permitindo-te expandir esses elementos com que concordas.

CHRISTOPH: Eu compreendo, sim. Terei relações no âmbito da reincarnação com essas pessoas? Tê-las-ei conhecido em alguma parte?

ELIAS: Se partilhareis outros focos? Partilhais.

CHRISTOPH: Poderás revelar-me mais sobre isso?

ELIAS: A que título?

CHRISTOPH: Poderás dizer-me que relacionamento teremos tido nesses outros focos? Terá sido igualmente uma relação Sufi ou terá sido outra coisa?

ELIAS: Tu reúnes várias relações com vários desses indivíduos, e elas são expressadas em diferentes capacidades – algumas em amizades, outras por uma partilha da filosofia, outras em relacionamentos familiares e algumas em relações de parceria.

CHRISTOPH: Então, são relações bastante intensas.

ELIAS: São, o que também te terá conduzido temporariamente a esses indivíduos neste foco, por um outro tipo de relacionamento íntimo. Isso não é invulgar. As pessoas manifestam-se em grupos, e nessa medida, falando em termos gerais, aqueles com quem desenvolveis algum tipo de relacionamento íntimo neste foco, também expressam algum tipo de intimidade convosco em outros focos.

CHRISTOPH: Para este ramo Sufi, Bukhara, a cidade de Bukhara é importante. Eu uma vez fui lá, e tive uma sensação de familiaridade em relação a essa cidade. Terei algum foco lá?

ELIAS: Tens.

CHRISTOPH: Um ou vários?

ELIAS: Vários.

CHRISTOPH: Nesse caso, gostaria de te perguntar se terei alguma relação com o Abdullah e-Ansari?

ELIAS: Tens.

CHRISTOPH: E que tipo de relação terá sido? Certa vez sonhei com ele.

ELIAS: Empreendeste acção de contraparte, e também tiveste focos com o indivíduo.

CHRISTOPH: Não compreendo o que isso quer dizer.

ELIAS: Vós incorporastes vários focos juntos, e também empreendes uma acção de contraparte.

CHRISTOPH: Terei desenvolvido algum laço ou relação com Ubaydullah Ahrar?

ELIAS: Desenvolveste.

CHRISTOPH: Então, pareço ter uma relação estreita com a via Sufi de Naqshbandiah.

ELIAS: Tens, mas conforme referi, não somente em associação com o grupo e a filosofia como também com os indivíduos, a diversos títulos.

CHRISTOPH: Sim, sim. Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

CHRISTOPH: Eu tenho uma outra pergunta em relação a esses Sufis. Llewellyn, o actual Shaykh diz que a tradição Sufi junto com outras tradições místicas estão a dar apoio à Mudança actual por meio da criação de uma rede que suporte e transforme as novas energias de modo a torná-las disponíveis para o mundo. Poderás comentar isso a partir do teu ponto de vista?

ELIAS: Eu estaria um tanto de acordo, não necessariamente em associação com a promoção da filosofia Sufi, mas de forma a expandi-la e a fazer um maior uso, o que pode ser útil pela influência que pode causar em relação à mudança de consciência, que já estais a sofrer.

CHRISTOPH: Não compreendi tudo o que disseste. Essa rede de energia existirá ou não?

ELIAS: Existe, mas não se acha necessariamente limitada a essa filosofia particular.

CHRISTOPH: Nesse caso tenho uma outra pergunta. Certa vez encontrei o Krishnamurti num sonho. Além disso, jamais tinha lidado com as ideias que apresentou através dos seus livros, antes. Estava ao corrente da sua existência, mas isso era tudo. No sonho, ele apresentou-se diante de mim e transferiu-me um enorme volume de energia para a minha espinha. Era de tal modo volumosa que ambos começamos a rugir como bestas. A partir desse sonho, tive uma relação pessoal com o Krishnamurti e cheguei mesmo a sentir uma certa ternura por ele. Poderias comentar o ocorrido?

ELIAS: Sim. Isso é significativo, por inicialmente ter representado uma experiência por meio da qual te permitiste gerar uma maior abertura no teu íntimo em relação à mudança. Também é significativo por te ter vindo a influenciar no sentido de permitires uma maior abertura para com a informação diferente e no sentido de te expores a energias poderosas, o que também constituiu um tipo de introdução quanto ao movimento que empreendes em relação a mim e ao Michael.

CHRISTOPH: Pois, e esta ia ser a pergunta seguinte! Eu li nas transcrições que o Krishnamurti é um foco da essência do Michael.

ELIAS: É.

CHRISTOPH: Nesse caso, a pergunta que quero fazer, que relação terei contigo e com o Michael? Já nos teremos encontrado antes ou num outro foco?

ELIAS: Já, em vários.

CHRISTOPH: Poderás revelar-me mais acerca desses encontros?

ELIAS: Eu devo dizer-te que tomas parte em focos em que fui instrumental ou estive associado com relação a esta mudança na consciência. Foste um participante num foco junto comigo e com o Michael, em França. Também estiveste envolvido num outro foco comigo e com o Michael na Bretanha. Tiveste outros focos comigo e tiveste outros com o Michael, mas ambos esses em particular foram focos em que participaste junto comigo e com o Michael.

CHRISTOPH: Interessante. Quanto a essa ligação em França, tenho a ideia de ser um soldado em França. Estará ela correcta?

ELIAS: Está.

CHRISTOPH: Vós também fostes soldados e estivemos juntos nessa encarnação?

ELIAS: Eu era um soldado de um tipo diferente, pertencia à resistência.

CHRISTOPH: E eu fazia parte da ocupação?

ELIAS: Fazias.

CHRISTOPH: Então, éramos inimigos.

ELIAS: Adversários, mas conhecíamo-nos muito bem um ao outro.

CHRISTOPH: Conhecíamo-nos bem, um ao outro? Tínhamos uma relação pessoal?

ELIAS: Sim.

CHRISTOPH: Ah, como poderá ser?

ELIAS: Devo dizer-te que não obstante sermos considerados adversários na posição que ocupávamos, tu não eras exactamente muito leal à posição (facção) que ocupavas.

CHRISTOPH: Então, era possível ter uma relação pessoal a despeito da diferença de posições?

ELIAS: Exacto. Podes considerar-te como tendo sido classificado um tanto como um espia.
CHRISTOPH: Eu era um espião! Ah, isso é muito interessante. Nesse caso, teríamos algum tipo de cooperação?

ELIAS: Sim.

CHRISTOPH: E estava posicionado no exército Francês, tanto quanto me é dado saber.

ELIAS: Sim.

CHRISTOPH: Penso que tenho uma ideia de termos lutado contra os Alemães. Isso será verdade?

ELIAS: Isso foi num foco diferente.

CHRISTOPH: Tenho a ideia de ter o nome de Robert, por essa altura.

ELIAS: Tens.

CHRISTOPH: Então confundi certas partes, creio eu. Pois, mas e o Michael, terá ele estado presente nessa encarnação?

ELIAS: Esteve.

CHRISTOPH: Mas estava do meu lado ou do teu?

ELIAS: O papel que ele desempenhou foi o de minha mulher.

CHRISTOPH: E que nome terias tu, por essa altura?

ELIAS: O nome que está também associado ao nome da essência.

CHRISTOPH: Era Elias?

ELIAS: Era.

CHRISTOPH: Ah, pois foi, eu li nas transcrições que a Mary de algum modo se recordava dessa relação que teve contigo.

ELIAS: Sim.

CHRISTOPH: Está certo. Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

CHRISTOPH: Mas agora tenho uma outra pergunta. Ouvi um rumor de que teria uma encarnação por entre os dozes discípulos de Jesus. Será verdade?

ELIAS: É.

CHRISTOPH: O importante da questão é, que discípulo será esse, de entre os doze? (Pausa)

ELIAS: Tomé.

CHRISTOPH: Ah, fico aliviado, por ter pensado que pudesse ter sido o Judas.

ELIAS: (Ri) Não.

CHRISTOPH: Isso teria representado uma informação comprometedora, para mim. Mas então foi o Tomé, o que não acreditava.

ELIAS: Sim.

CHRISTOPH: Ah, pois, isso consigo entender. (Elias ri) Agora gostaria de abordar a questão do relacionamento que tenho com a Sylvia, a minha mulher. Gostava de te perguntar o nome da essência dela.

ELIAS: Nome da essência, Amanda.

CHRISTOPH: E a família da essência dela?

ELIAS: Que impressão tens?

CHRISTOPH: Bem, não tenho bem a certeza. Tentei descobri-la, e pensei que pudesse apresentar uma relação com a Borledim ou a Tumold, mas não tenho a certeza.

ELIAS: Família da essência, Sumari; alinhamento, Borledim.

CHRISTOPH: A Borledim é conhecida por ser a família dos pais excelentes, mas nós não temos filhos.

ELIAS: Não necessariamente. Eles são os educadores, e uma das qualidades que realçam é a de fomentar o estoque terreno. Isso não refere necessariamente o facto dos indivíduos que alinham ou pertencem  à família Borledim venham necessariamente a incorporar filhos. Existem muitos que pertencem ou alinham por essa família que optam por não ter filhos.

CHRISTOPH: Isso para mim constitui um alívio, por não ter a certeza de estar a magoar a minha mulher de algum modo por não lhe dar filhos.

ELIAS: Mas isso não nega as qualidades inatas expressas pelo indivíduo. Elas podem ser expressadas de diferentes modos, não necessariamente limitados apenas aos filhos mas em relação a todos os indivíduos.

CHRISTOPH: Sim, ela apresenta esse elemento educador e é capaz de o aplicar a todo o tipo de pessoas.

ELIAS: Sim.

CHRISTOPH: E a orientação dela, eu penso que possa ser soft.

ELIAS: É.

CHRISTOPH: Que relações terei, a nível reincarnatório, com ela? No começo do nosso relacionamento, tinha uma forte impressão de nos conhecermos bem um ao outro, e a sensação de a ter amado antes. Isso será verdade?

ELIAS: É. Tu incorporas muitos focos com esse indivíduo.

CHRISTOPH: Será verdade que a terei amado, antes?

ELIAS: É.

CHRISTOPH: De que forma, de que modo teremos estados juntos? Teremos igualmente sido um casal, ou terá sido uma relação diferente?

ELIAS: No foco acerca do qual estás a apresentar impressões a ti próprio, que foi similar no relacionamento que presentemente tens.

CHRISTOPH: Terá sido algum tipo de casamento? Ela terá sido a mulher, também, enquanto eu fui o homem?

ELIAS: Sim.

CHRISTOPH: Terá ela desempenhado um papel importante noutras encarnações que tenhamos tido juntos?

ELIAS: Em várias.

CHRISTOPH: E terá sido um papel que esteja a moldar a relação que temos agora?

ELIAS: Todos os vossos focos exercem algum tipo de influência em todos os outros, mas deixa que te explique que, seja qual for o foco que estiver a influenciar-vos neste foco, vós sois quem atrai essa energia a vós. Não estais sujeitos a ela nem ela vos molda o foco, pois isso haveria de constituir uma negação das vossas escolhas. Mas vós automática e naturalmente atraís a energia de outros focos a vós, de modo que isso realce ou reforce aquilo por quer optardes neste foco.

CHRISTOPH: Pois, mas ainda será possível optarmos por outra coisa.

ELIAS: É. Isso é uma acção automática que todos empregais, que por vezes pode parecer um tanto confusa para o indivíduo, por ele poder atrair energia que lhe possa parecer um tanto conflituosa ou negativa. Coisa que, conforme já referi, vós atraís energia de outros focos que vai realçar ou reforçar aquilo que estiverdes a experimentar neste. Por isso, se estiverdes a gerar conflito ou temor, podeis atrair uma energia semelhante a partir de outros focos que vos reforce esse temor ou conflito. Se estiverdes a gerar à-vontade ou abundância, também atrais esse tipo de energia a partir de outros focos para reforçar isso no vosso.

CHRISTOPH: Então, ainda ficará ao nosso critério aquilo que atraímos a nós.

ELIAS: Fica.

CHRISTOPH: Primeiro, uma pergunta de carácter geral: será importante para a presente relação conhecer outros focos que teremos tido juntos, ou será que não?

ELIAS: Não é necessário. É uma questão de opção e de preferência. Se optares e tiveres vontade de investigar outros focos, poderás apresentar a ti próprio informação, em meio a tal exploração, mas não é uma acção necessária que preciseis empregar. É genuinamente uma questão de preferência, por poderdes apresentar a vós próprios idêntico volume de informação de outras maneiras, e não necessariamente através da exploração de outros focos.

CHRISTOPH: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

CHRISTOPH: Bom, a Sylvia e eu, nós temos uma relação bastante difícil. A Sylvia está muito orientada para as relações objectivas. Eu estou mais orientado para dentro. Nós não partilhamos muitos interesses, e funcionamos de um modo bastante individual no nosso casamento. Nas discussões que temos, fico sempre com a impressão de que ela me bloqueia de um modo eficiente, o que me deixa irritado. Não há troca nenhuma de ideias nem de perspectivas possível numa situação dessas. De que modo poderei lidar melhor com uma situação dessas?

ELIAS: Que é que queres?

CHRISTOPH: Eu gostava de ter uma relação mais fluida com a Sylvia. Por vezes, quando discutimos, torna-se bastante difícil, e abre-se uma lacuna enorme entre nós. E torna-se impossível preencher essa lacuna aberta.

ELIAS: Ah, não é impossível. Poderá ser que inicialmente represente um desafio, mas não é impossível em absoluto.

Ora bem; se reconheceres as diferenças que apresentais, a acção mais importante que poderás empregar será prestar atenção a ti próprio. Se estiveres em conflito com a tua companheira e perceberes essa enorme divisão entre vós, caso te permitas prestar atenção a ti próprio e prestar atenção ao que estiveres efectivamente a operar, o modo como te estarás a opor, aquilo que te está a motivar essa oposição, o que estarás a tentar defender e a que expectativas estás a dar expressão, isso deverá alterar a energia que ESTIVERES a projectar. Geralmente os conflitos têm lugar em associação com as diferenças, mas assim que essas diferenças alcançarem expressão, cada um tentará justificar e defender aquilo que expressa. Nessa medida, geram automaticamente oposição. Mas aquilo de que podeis necessariamente não ter consciência é que não vos estais apenas a opor ao outro, estais também a opor-vos a vós próprios.

CHRISTOPH: Ah, pois, mas como é que isso funciona?

ELIAS: Na expressão de justificação ou de defesa, também estais a gerar oposição a vós próprios. Porque, se perceberdes que é preciso justificar-vos e defender-vos e defender a posição que assumis e justificar aquilo que estais a expressar, já estais a desconsiderar e a questionar essa posição que assumis, e nessa medida, quanto mais vos defenderdes e quanto mais vos justificardes, mais vos oporeis a vós próprios. Porque, na justificação, também deixais de aceitar as vossas próprias preferências e o próprio movimento que empreendeis. Estais a pôr isso em questão. E nessa medida, começais a gerar expectativas em relação a vós próprios, como a de precisardes expressar-vos de determinado modo, e a de deverdes comportar-vos de uma certa maneira, e de DEVERDES expressar ou operar uma expressão particular.

Agora, o reconhecimento de qualquer forma de dever ou não dever, representará o vosso indicador de estardes a projectar expectativas. As expectativas geram ameaça, e os outros respondem de imediato a essa ameaça. Independentemente do modo como a expressardes verbalmente e independentemente de perceberdes estar a expressar-vos de um modo físico que pareça ser ou se apresente camuflado de modo a parecer calmo, não importa, por o que está a ser acolhido é a energia. Isso é reconhecido de imediato, e é traduzido de uma forma mais precisa do que o que estiverdes a dizer ou a fazer. Consequentemente, a acção mais significativa a empregar é ter consciência de uma forma objectiva e intencional em associação com as diferenças, é reconhecer a que elemento da diferença respondeis nos termos de uma ameaça, e como isso desencadeia a vossa própria justificação e a vossa própria defesa.

Nessa medida, se vos permitirdes deter-vos ao reconhecerdes estar a gerar essa atitude de defesa ou de justificação, e se vos permitirdes por instantes expressar de facto algum elemento de apreço, independentemente do que seja, em relação ao outro indivíduo e a vós próprios, isso irá imediatamente alterar a energia que estiverdes a projectar. Isso irá alterar a energia que estiverdes a projectar no exterior em relação ao outro, e irá erradicar a ameaça. Por isso, pode operar-se igualmente uma alteração imediata na interacção, por não estardes mais a expressar expectativa nem ameaça, nem estardes mais a bloquear o outro com a vossa própria defesa e justificação pessoal. Tu percebes que a tua companheira te esteja a bloquear. Mas isso é um reflexo daquilo que estás a fazer.

CHRISTOPH: Mas como é que me bloqueio a mim próprio? Isso realmente não compreendo.

ELIAS: O modo como te bloqueias a ti próprio é deixando de ter consciência de te estares a defender e a justificar e a gerar expectativas. Apresenta um exemplo simples de uma interacção conflituosa que se dê entre ti e a tua companheira; um exemplo qualquer. Em relação ao que é que empregas conflito?

CHRISTOPH: Por exemplo, A Sylvia, minha mulher, caso utilize alguma coisa, objectos de uso pessoal, a seguir não os guarda. Ficam todos espalhados pelo apartamento e eu tenho que apanhá-los caso não queira tropeçar neles ou sentar-me em cima deles ou algo do género. E eu contava que ela fizesse isso por iniciativa própria.

ELIAS: O que representa um exemplo significativo. Representa a identificação de uma expectativa.

Ora bem; que é que as expectativas movem, para além de apresentarem uma ameaça? Também desconsideram o outro indivíduo, por a conduta ou a expressão ou a acção que exibir ser imprópria e inadequada ou insuficiente. Por isso, com a expectativa tentais ditar ao outro a conduta que DEVE adoptar. Lembra-te de que os termos chave relativos à expectativa são o dever e o não dever. Ela DEVIA empregar a acção de repor os objectos no seu respectivo lugar, e não os devia deixar nos locais a que não pertencem.

Bom; nisso, onde é que estás a prestar atenção? Não estás. Estás a projectar a tua atenção no sentido dela e do que ela devia ou não devia fazer. E tu estás...

CHRISTOPH: Mas eu presto atenção a mim próprio por me sentir incomodado. Essa é a primeira motivação que sinto para me queixar.

ELIAS: Eu compreendo, mas isso não é prestar atenção a ti próprio. Isso é o que vós PENSAIS que seja prestar atenção a vós próprios, mas na realidade não é. Devido a que, tudo o que estás a fazer é empregar a resposta automática superficial, mas não estás a gerar qualquer avaliação do que te motive essa resposta superficial automática. Não estás a identificar as expectativas que geras. Não estás a prestar atenção ao modo como estás a projectar a tua atenção na tua companheira. Estás apenas a reagir, e isso não te proporciona qualquer informação. Tende apenas a perpetuar esses padrões.

Por isso, se prestares uma atenção genuína a ti próprio, e começares a reparar na resposta automática da irritação que te invade, não te oponhas à irritação. Reconhece-a unicamente e nota que essa é uma resposta automática. Subsequentemente, permite-te avaliar o que esteja a influenciar essa resposta automática. Remove temporariamente o outro indivíduo da tua realidade. Por ser demasiado fácil deslizar para o tipo de avaliação em que apenas continuais a projectar a vossa atenção no sentido do outro, como nos termos que se seguem: “Ah, eu estou a reparar na irritação que sinto; ela constitui uma resposta automática. Que será que essa resposta automática está a produzir ou que influência estará a provocar essa resposta automática? Ah, mas é claro, o que a está a influenciar é o facto de ela ter empregado essa acção de novo.” Isso não é uma avaliação, e não vos apresenta nenhuma informação com respeito ao que ESTIVERDES a operar, e isso é que é significativo. Isso simplesmente perpetua o acto de continuardes nesse padrão familiar de culpa, e não vos oferece a menor informação com relação à participação que estais a ter.

Agora; pelo inverso, se reconheceres a resposta automática da irritação, também poderás avaliar que aquilo que esteja a influenciar essa resposta automática (da irritação) seja uma expectativa que projectas na direcção dela – mas também estás a projectar uma expectativa em relação a ti próprio, de não teres que ir nas costas dela remover os objectos para os respectivos sítios, por isso ser uma acção que lhe cabe a ela. Mas também estás - recorda-te - a dar expressão a uma expectativa em relação a ti próprio por NÃO DEVERES fazer nada. Por isso, por meio de uma avaliação genuína, começarás a apresentar a ti próprio informação respeitante a esses deveres e não deveres.

Assim que começares a reconhecer as expectativas que incorporas em relação a ti próprio e em relação ao outro indivíduo, poderás ir mais longe na avaliação do que subentenda as preferências que tens, do que seja que tu valorizas e do que seja importante para ti. Será importante para ti que continues a empregar... valorizarás a continuidade do emprego de respostas automáticas que te limitem pelos padrões habituais do conflito? Ou valorizarás e será importante para ti gerar um maior apreço e harmonia na interacção que tens com a tua companheira?

Nessa medida, quando começares a avaliar mais em associação com as preferências que tens, poderás questionar-te, por poderes genuinamente incorporar a preferência de permaneceres num ambiente de arrumação. Mas ainda assim, podem subsistir outras expressões subjacentes associadas à questão, por ser isso o que motiva a projecção que fazes das expectativas que moves em relação a ela. Podes incorporar uma preferência pela arrumação no teu ambiente, mas não é necessariamente responsabilidade do outro gerar essa tua realidade.

Portanto, ao avaliares mais, podes começar a descobrir dentro de ti – por já te ter expressado para eliminares temporariamente o outro indivíduo da tua realidade, pelo que só estarás a considerar-te a ti próprio - e nessa medida, talvez geres essa resposta automática em relação a uma preferência por criares uma associação relativa à consideração. Por ser tua companheira, caso ela sinta um amor e afecto genuíno por ti – uma vez mais, repara! – DEVIA mostrar consideração. A definição da consideração que utilizas acha-se fortemente associada às crenças individuais que abrigas.

Definir a consideração pode revelar-se bastante traiçoeiro, por variar em relação a diferentes indivíduos com respeito às crenças que têm. Mas o aspecto comum que é expressado com esse termo ou essa ideia da consideração é que deva ser formulada em concordância com o que TU queres e com o que TU fazes. A definição de consideração que cada um de vós emprega, acha-se fortemente associada aos vossos próprios actos, ao que quer que fazeis e ao que quer que preferis. Isso torna-se numa expectativa de consideração associada a um outro indivíduo. Isso também pode estar fortemente associado às vossas crenças e ideias do que constitua uma expressão exterior de amor e de afecto. Equiparais o que definis como consideração como uma expressão concreta exteriorizada de vós e do outro como um indicador do amor e afecto que sente, ou do vosso. Na realidade, é somente um termo camuflado para as expectativas.

Consideração é um termo interessante que todos vós desenvolvestes e integrastes nas vossas associações no sentido de serdes o que pensais ser uma BOA maneira pela qual possais julgar e que possais usar como um indicador concreto e objectivo da vossa própria medida e da dos outros – o que na realidade pode constituir uma armadilha significativa. Limita-vos de um modo bastante eficaz e prende-vos a esses padrões habituais.

Por isso, com isto, com este exemplo singular, em vez de perpetuares essa expressão familiar mas também sem te desconsiderares, se notares estar a começar a sentir irritação ou frustração e a imediata projecção for endereçada ao outro, poderás empregar um exercício ligeiramente momentâneo no sentido de removeres o outro indivíduo da tua realidade – finge que ele não existe - e subsequentemente questiona-te: que estará a motivar a irritação que sentes? Há objectos no teu ambiente que estão fora dos sítios. Muito bem, caso o facto de tais objectos se situarem fora do sítio não corresponder a uma preferência, de que modo haverás de reagir? Serás uma vítima ou estarás de facto a criar a tua realidade toda? Nessa medida, o outro indivíduo criará a tua realidade? Não. TU crias a tua realidade. Por isso, se houver objectos fora do sítio na tua habitação, TU terás criado isso. Consequentemente, não é responsabilidade do outro criar a tua realidade mas responsabilidade TUA criar a tua realidade do modo mais eficiente.

Se estiveres a gerar cooperação com a tua companheira, mesmo que não concordes necessariamente, poderás começar a reconhecer uma significativa alteração na tua realidade e na interacção que tens. Se estiveres continuamente a opor-te - a opor-te a ti próprio e a opor-te ao outro – apenas perpetuas esse carrossel. Mas conforme anteriormente declarei, a cooperação não exige acordo. Se estiveres a gerar uma cooperação, independentemente de concordares ou não com o outro indivíduo, não terá importância; produzes uma realidade completamente diferente por gerares uma projecção muito diferente da tua energia. Por isso, hás-de gerar um reflexo muito diferente. Aquilo que estás agora a reflectir é o teu próprio conflito e aquilo que projectas em termos de energia em associação com as expectativas. Estás a confundir isso com preferências, e estás a empregar a preferência como uma justificação para a expectativa, o que se revela bastante ineficaz.

Conhecer a preferência que tens é conhecer-te e não te opores a ti próprio, mas sem incorporar essa preferência como uma justificação para expectativas. Não é uma questão do que queres que o outro indivíduo faça ou deixe de fazer. É o que TU estás a fazer que está a gerar essa situação.

CHRISTOPH: Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer.

CHRISTOPH: Essa foi uma resposta bastante pormenorizada. (Elias ri) Vou escutá-la novamente. Vou ter que a escutar várias vezes, creio eu.

ELIAS: Muito bem.

CHRISTOPH: Mas é uma resposta importante.

ELIAS: Eu dirijo-te uma enorme confiança, meu amigo, quanto ao facto de vires a assimilar e vires a implementar expressões diferentes bem sucedidas.

CHRISTOPH: Também espero!

Elias, desde a última conversa telefónica que tivemos, por vezes tenho a sensação de uma certa liberdade e abertura e de conseguir respirar com facilidade, e creio que isso tenha que ver com a relação que temos.

ELIAS: É, e também com a expansão da consciência que estás a sofrer.

CHRISTOPH: Provavelmente, mas sinto-me muito satisfeito com ela.

ELIAS: É mais uma permissão em relação a ti próprio que estás a gerar. Estás a restringir-te menos, por estares efectivamente a prestar mais atenção a ti próprio e a admitir as tuas próprias expressões, o que produz uma maior experiência de liberdade, por te preocupares menos.

CHRISTOPH: Da última vez, ao telefone, disseste que irias expressar a tua energia por intermédio de mim, para o mundo físico. Isso estará correcto, ou terei interpretado algo erradamente?

ELIAS: Eu disse-te que projecto a minha energia para ti e que tu a configuras do modo que preferires, a fim de a manifestares numa forma física qualquer. Muitas vezes as pessoas experimentam um maior conforto e uma realidade efectiva da interacção que têm comigo, caso se permitam configurar a minha energia num tipo de manifestação concreta qualquer. Eu sou aficcionado por borboletas. (Riso) Mas a minha energia pode ser configurada por muito modos diferentes. É apenas uma questão do indivíduo se permitir configurá-la em conjugação com uma das preferências que tenha.

CHRISTOPH: Pois é. Não está associado às nossas preferências.

ELIAS: Por vezes, sim. Conforme referi, eu sou bastante aficcionado por borboletas, e muitos indivíduos configuram a minha energia por essa forma.

Presta-se unicamente como um lembrete físico e objectivo e uma validação de estardes efectivamente a interagir comigo e com a minha energia, por gerardes muito mais uma realidade real caso estiverdes efectivamente a experimentar uma interacção, e para além da experiência energética que proporciona, se vos permitirdes experimentá-la em relação aos vossos sentidos físicos, por o vosso sentido visual e o vosso sentido auditivo serem dois sentidos a que prestais fortemente atenção...

CHRISTOPH: Eu vi uma borboleta nesta estação, e agora dou-me conta de ser um pouco cedo para borboletas. Eras tu?

ELIAS: (A rir) Era.

CHRISTOPH: Era muito grande, e bonita. Em sonhos, eu li em qualquer parte que tu estás relacionado à cor azul. Será verdade?

ELIAS: É.

CHRISTOPH: Apresentarás uma aparência especial nos sonhos?

ELIAS: A aparência que adopto nos sonhos está associada à configuração que o indivíduo fizer. Geralmente, a maioria escolhe ver-me sob a aparência de traços com que estejam familiarizados, e geralmente reproduzem de uma forma consistente a mesma imagem ou uma imagem similar de mim. Geralmente, é uma imagem com que estão familiarizados em relação a um foco que teremos partilhado, por que sintam preferência. Isso gera uma recordação automática por meio da qual o indivíduo poderá configurar uma forma de mim, e ela torna-se a imagem repetida que têm de mim, a qual pode ser...

CHRISTOPH: Provavelmente aparecer-me-ás como um (inaudível) nos meus sonhos.

ELIAS: (Ri) Muito bem!

CHRISTOPH: Talvez, não? É. Tudo bem. É tudo quanto tinha.

ELIAS: Muito bem, meu amigo.

CHRISTOPH: Gostarias de me dizer alguma coisa?

ELIAS: Posso-te transmitir um enorme encorajamento. Reconheço o movimento que empreendes e o quão estás a expandir a percepção que tens, e também te estendo uma confirmação da compreensão que apresentas em relação ao que estivemos a debater e do que apresentas a ti próprio com esta informação, e de como incorporas um desejo genuíno não só por compreensão com também por o aplicar numa maior intimidade contigo próprio, produzindo desse modo um maior à-vontade naquilo que crias na tua realidade física. Estás a avançar com muita rapidez.

CHRISTOPH: Ah, isso é óptimo de ouvir. Porque, por vezes, fico com a sensação de ser muito lento.

ELIAS: Encoraja-te, meu amigo! (Ri)

CHRISTOPH: Obrigado. Talvez só mais uma perguntazinha: disseste-me que eu tenho uma energia muito forte, uma energia forte e interessante, coisa que realmente não entendo.

ELIAS: É uma expressão natural de energia, meu amigo. Ela apresenta um poder significativo. A maioria das pessoas emprega um escudo qualquer na sua energia e não reconhecem o poder e a força que a sua energia tem, nem reconhecem as capacidades que possuem. Tu expressas com naturalidade uma provisão da força na tua energia.

CHRISTOPH: Fisicamente, não sinto ser muito forte. Não penso que seja um indivíduo muito forte, e como vivo neste mundo, não tenho a sensação de ter força.

ELIAS: Não importa (a medida) da força física que tenhas, por a energia que expressas ser muito maior do que qualquer força física que possas manifestar na vossa realidade física. A força inerente à energia expressada torna-se bastante perceptível para os outros.

Mas eu posso-te dizer que essa força da energia também é capaz de gerar uma maior intensidade nas situações de conflito, por expressares essa força de energia, o que em certas situações gera uma maior intensidade. Por isso, pode ser benéfico ter consciência do quão poderosa é a tua energia, e com isso, permite-te manipular de uma forma intencional essa energia de maneira que esteja mais de acordo com as preferências que tens.

CHRISTOPH: Sim, certo. Bom, muitíssimo obrigado!

ELIAS: Não tens de quê, meu amigo. Fico a antecipar o nosso próximo encontro. Entretanto encorajo-te e estendo-te a minha energia e talvez te apresente lembretes periodicamente a título de brincadeira.

CHRISTOPH: Sim, creio ser importante.

ELIAS: Endereço-te uma enorme amizade...

CHRISTOPH: Pois, eu também.

ELIAS: ...e com um formidável apreço e afecto, meu amigo, au revoir.

CHRISTOPH: Au revoir. Adeuzinho.

Elias parte após 1 hora e, 7 minutos.

©2009 Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados





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