sábado, 28 de julho de 2012

CONTACTO COM A ESSÊNCIA






Sessão 09 (Revista)
“Crenças: Duplicidade”
Quarta-feira, 24 de Maio de 1995
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), e a Christie (Oliver)

Sinto necessidade de prefaciar esta transcrição. Tínhamos todos concordado com o cancelamento da sessão desta noite, por a Debbie não poder comparecer. A Mary telefonou-me às 5:15 da tarde e disse que o Elias lhe tinha andado a “martelar na cabeça” durante todo o dia. Isso levou-a a sentir incómodo, em resultado do que decidiu convocar o grupo para uma “reunião de emergência”. Eu disse-lhe que iria comparecer, após ter expressado o receio em relação à forma como a Debbie iria sentir. Após ter feito uns pequenos recados, meti-me à estrada. A partir desse instante, comecei a ser inundada por aqueles “arrepios na espinha”, que começaram pela área do pescoço e que se prolongaram até ao topo da cabeça, para a seguir passaram para baixo, por todo o meu corpo, sobretudo para a área da coluna vertebral e para as nádegas. Por fim, lá cheguei ao apartamento da Mary, irrompi porta adentro, e comecei a relatar esta experiência física excitante, a qual se prolongou noite adentro. Esta foi a primeira vez em que eu tive uma reacção física identificável em relação à comparência numa sessão. Não a compreendo por completo, mas foi realmente excitante!

Vicki

O Elias “chega” às 8:02 da noite.

ELIAS: Boa noite. Acrescentaremos que isso corresponde ao que esperamos que tenhais! Vamos tentar abordar as perguntas que possais ter. Compreendo o volume de informação que foi avançado e também entendo que isso apresente muito a assimilar. Primeiro vamos estender o nosso reconhecimento ao Lawrence por ter recebido a nossa energia. Também vamos estender esse reconhecimento ao Oliver por também a ter recebido. (A Elizabeth entra na sala) Boa noite. Não te vais juntar a nós?

ELIZ: Esta noite, não.

ELIAS: Estes pequenos! (Riso) Nós falamos com ela numa outra altura. Vós não sois muito diferentes dos mais velhos, apenas estais mais ligados! (Elias faz uma pausa, a sorrir, e a seguir volta-se para a Christie) Estou certo de teres perguntas relativas ao material já fornecido.

CHRIS: A Chris relata-lhe o carinho que sente pelo tema das crenças, e agradece ao Elias pela informação já fornecido nessa área.

ELIAS: As crenças são duma importância extrema, porquanto governam o vosso foco físico. Tudo o que fazeis obedece a uma crença. Para muita gente isto torna-se um tema bastante difícil. Esta sessão é importante para a vossa compreensão. Muitos que me vêm escutar acreditam que o fazem no sentido de se tornarem “esclarecidos” mas isso não é necessariamente correcto. Alguns vêm para assistir ao fenómeno, outros a fim de escutarem o que digo, mas apenas por algum tempo. Outros ainda, desejarão verdadeiramente expandir os horizontes.

(Para a Elizabeth, que sai de casa) Estendemos-te um adieu.

Vós, juntamente com uns quantos mais, possuís ao nível da Essência o conhecimento de o ciclo que tendes neste foco físico estar prestes a completar-se. É por isso que vos abris desse modo à informação que eu dispenso. Alguns dos que se nos associam nestas sessões repetirão esta experiência física. Eles podem não sentir a insistência procedente da sua Essência de forma tão forte quanto vós. Isso deve-se a que as vossas essências se preparem para um novo foco. Incluiremos o Michael nesse novo foco igualmente. Ele não está muito certo disso, porém está certo no pressentimento que tem, coisa em que ainda não acredita. Ele não prosseguirá neste foco físico. Desse mesmo modo, vós também escolhestes esse novo rumo. Mas não estais sós nisso; outros sentirão esta ânsia urgente no sentido de se voltarem a focar. Ainda não alcançaram o lugar em que já vos encontrais. Sereis capazes de o partilhar com eles e de os auxiliar.


Além disso, também há uma razão para apenas o Lawrence e o Oliver terem sentido a insistência para se reunirem hoje. (A esta altura, batem á porta) estamos a ter muito embaraço comos elementos físicos! (Riso) Nós esperamos.

Continuemos. O Michael sente uma forte atracção pelo Lawrence e pelo Oliver. Razão por que optamos por nos ajustarmos a vós. Ambos possuís uma enorme compreensão. E servireis bastante de auxílio e de apoio ao Michael. Isso é importante. Não obstante ele estar a aprender muito rápido, ainda se acha confuso. Também está algo assustado com esta experiência. Ele não está ajustado à experiência dele, e isso está a entrar em conflito com as crenças que tem. Está a avançar com mais rapidez do que está a conseguir assimilar. No meu enfoque isso não constitui factor algum nem problema; no vosso enfoque, até mesmo uma mudança positiva pode tornar-se esmagadora. Mas com a confiança que deposita em vós ele aceitará o vosso apoio. Isso faz parte do vosso objectivo. Trata-se de um compromisso que esquecestes. Agora é tempo de recordardes esse vosso compromisso, e de vos ajudardes uns aos outros.

Esta noite vamos deixar a escolha do tema ao vosso critério. Se desejardes colocar questões vamos concentrar-nos nessas questões; se desejardes informação apresentar-vos-emos informação. É convosco!

VICKI: O Michael passou por uma experiência estranha e indescritível durante a nossa mais recente sessão. Podes falar-nos sobre isso?

ELIAS: O Michael está a avançar muito, muito rápido, e em meio à excitação que sente ele projectou-se para lá de qualquer enquadramento conhecido ou imaginado. Projectou-se para muito longe e isso é bastante invulgar. Isso correspondeu ao enorme desejo que ele tinha por conhecer coisas fora deste foco. Já vamos explicar.

Ele projectou-se muito para além de mim rumo a uma dimensão e foco com que me acho familiarizado, mas em que não me situo. A razão por que sente dificuldade em descrever a experiência que teve deve-se à impossibilidade de descrever por palavras o plano para onde se projectou. Além disso, não existe nenhuma tradução para isso em nenhuma língua, nem em nenhuma outra dimensão nem no foco físico.

A presença que sentiu era a de mestres extremamente sublimes. Eles não possuem forma, do modo como estais habituados a pensar em qualquer coisa que apresente forma. Compreendo a dificuldade que teve em lidar com o enfoque colorido. Eu tive uma percepção desse enfoque colorido e ele é ainda mais sublime do que o meu. O nosso espectro colorido seria indescritível em termos físicos mas esse espectro colorido transcende mesmo o nosso. Ele não teve a percepção de som mas se o fizerem recordar ele será capaz de se lembrar de sons pouco habituais tanto para o foco dele como para o meu; tonalidades musicais de uma tal magnitude artística que são capazes de tornar qualquer dos sons mais comovedores que já experimentaram no vosso enfoque incrivelmente insignificantes. Não sou capaz de descrever tal dimensão, apenas porque só dela obtive um vislumbre, e ainda não faço parte dela. Aconselhamos o Michael a adoptar precaução para não se habituar demasiado a esse tipo de projecção.

VICKI: Será por não ser bom para ele?

ELIAS: Não é por uma questão de “não ser bom para ele”. (A sorrir) Trata-se de ele poder “ir-se embora”. Pode ser que ele ache difícil voltar atrás. Eu não estava à espera de acolher a extrema ânsia que ele manifestou quando referi que ele não poderia ir-se embora. (A esta altura, alguém bate de novo à porta)

VICKI: Eles querem todos ver a Elizabeth!


ELIAS: Isso deve-se ao facto da Elizabeth ser uma essência tão bela!

PERGUNTA: O Michael sente-se confuso com relação ao sonho que teve ontem à noite. Poderás revelar-nos algo acerca dele?

VICKI: O Michael não pratica e fica confuso por não se lembrar! Mas ele saiu-se muito melhor hoje. O Michael por vezes espera que eu lhe sirva de intérprete mas ele possui a capacidade de interpretar por si só. Tal qual uma criança que deseja que os pais façam tudo por ela, ou que não sente vontade de caminhar e está à espera que os pais a carreguem ao colo, o Michael parece não querer mover-se em determinadas áreas e está a contar que eu me ofereça para o carregar. É importante que observe e pratique durante o tempo que passa a dormir. Também o é para vós, por despenderdes muito tempo nesse estado. E essa constitui a oportunidade mais fácil e mais completa de contactarem a vossa essência, o que não devia ser negligenciado de todo.

VICKI: Como é que se pratica?

ELIAS: Podeis começar por dizer a vós próprios, antes de mergulhardes no sono, para observardes os movimentos que ocorrerem durante o sono, ou simplesmente para recordardes uma impressão colhida durante um sonho. Mas lembrai-vos sempre de que deveis começar por pequenos passos; não podeis simplesmente cair no sono esta noite e projectar-vos automaticamente rumo às estrelas! Tendes que praticar. Podeis igualmente tentar uns breves exercícios para o vosso estado de vigília, que podeis descobrir ser um método de contacto mais acessível. Podeis começar por uma visualização ou por uma simples meditação.

Eis um exercício simples que podeis estabelecer e que vos auxiliará a ter confiança em vós próprios. Sentai-vos numa cadeira e relaxai o corpo. Visualizai por instantes alguma coisa com que vos sintais confortáveis. Não vos concentreis demasiado. Quando vos sentirdes concentrados e relaxados abandonai a visualização. Senti ou imaginai o vosso corpo como que a fundir-se à cadeira. Não precisa ser uma experiência ou um exercício demasiado prolongado pois destina-se somente a proporcionar uma alteração no vosso foco. Quando tiverdes consciência de poderdes alterar o vosso foco sereis mais capazes de confiar e havereis de sentir ser mais fácil de entrar em contacto com os vossos sonhos e com a vossa Essência.

CHRIS: Questiona acerca de certas experiências anteriores que teve durante uma meditação, e dá conta de alguns acontecimentos pouco habituais que teve com tais experiências.

ELIAS: Essa é um maravilhoso reparo em relação à capacidade criativa que tens. Tal como referi na nossa discussão das crenças, vós não acreditais ser essências verdadeiramente criadoras. Esses pequenos exemplos, se prestardes atenção, levá-los-á a confirmar que sois essências criadoras. Sois capazes de criar qualquer coisa que desejeis! Não terá graça que não tenhais a menor dúvida quanto à capacidade que tendes de produzir coisas “más” e não acrediteis na criatividade que tendes quando ela se manifesta por uma expressão de beleza?

CHRIS: Se acordarmos de manhã e não sentirmos nada para fazer de positivo, por vezes somos capazes de criar algo negativo como a depressão, não será?

ELIAS: Isso é complicado. Não se trata duma questão de causa e efeito nem duma questão de terdes de criar pela negativa simplesmente por sentirdes ociosidade para criar pela positiva. Vós desejais sempre criar positividade mas isso leva-nos de volta para as vossas crenças e para o tema de vos desligardes dos impulsos que sentis.

Os impulsos consistem em apelos naturais da vossa essência que, quando ignorados ou postos em conflito ao fim de várias tentativas de expressão, acabais por entrar em frustração. E com essa frustração, a expressão natural resultante deverá representar uma criação negativa. Assemelharíamos isso às vossas nascentes de água quente, ou geysers, que brotam da terra. O seu fluxo por vezes é restringido, o que provoca um acúmulo de gazes. Esse acúmulo natural, por falta de melhor expressão, faz com que o geyser jorre. Do mesmo modo, como fazeis parte da natureza e da sua força criativa, quando bloqueais impulsos naturais durante um certo período de tempo, a reacção natural deverá ser a de jorrardes essa energia.

VICKI: Possuiremos impulsos que não sejam naturais?

ELIAS: Não. Apresentais apenas diferenças na expressão.

CHRIS: Inquire acerca da sensação de conflito que sentimos quando bloqueamos os impulsos e se isso não representará um “pontapé universal no traseiro”. (Nós rimos)

ELIAS: Isso está errado! (A sorrir)

CHRIS: Então nesse caso é a minha essência que me está a dar um chuto no traseiro?

ELIAS: Isso já está melhor! Tu, com o teu “pontapé cósmico no traseiro”, (aqui desfazemo-nos a rir) deves agora poder notar ainda de forma mais realista a insistência que a tua essência te incute! O enfoque físico que estabeleceis dá lugar à criação de situações de acordo com as crenças que tendes. Nos termos da compreensão que tendes, elas nem sempre vos são benéficas. Mas são experiências que traduzem o objectivo que tendes: experimentar. Mas, se não desejardes criar experiências “negativas”, para o referir de novo nos vossos termos, então deveis observá-las quando as estais a criar. Deveis observar a forma como elas vos fazem sentir. Quando tiverdes notado essas coisas e avaliado a forma como deixais de gostar delas, então podereis alterar o foco que criais e passar a criar de outro modo.

CHRIS: Questiona acerca das crenças, das necessidades e dos temores.

ELIAS: Há alturas em que não acreditais por completo ser capazes de mudar a vossa atitude mas inicialmente isso não possui muita importância. Quando avançais para além do medo que sentis e até mesmo quando confiais, mesmo em meio ao sentimento de temor, a vossa essência há-de corroborar-vos. Ela não vos há-de desapontar! A essa altura haveis de olhar para trás e de dizer: “Caramba, resultou!” Então haveis de manifestar reconhecimento por vós próprios, e de merecer uma palmadinha nas costas! (Riso geral) Se, recordardes tão só todas essas experiências de realização, mesmo por entre o temor e a descrença, havereis de comprovar o quanto estais verdadeiramente em contacto com a vossa essência.


CHRIS: Faz uma pergunta relativa ao padrão de sofrimento que apresenta em relação às perdas do passado.

ELIAS: Estou ciente do teu tema se centrar no John. Penso que te estás a sair lindamente.

CHRIS: Estou a tentar manter o foco.

ELIAS: Estás a conseguir um excelente trabalho.

CHRIS: Pergunta se será capaz de fazer as pazes com o John.

ELIAS: O John tem muitos problemas. Ele pretende conseguir uma amizade por meio de um relacionamento íntimo. Mas do mesmo modo que a Catherine, de momento sente-se incapaz de realizar isso. Isso está directamente relacionado com as crenças que tem. Se cada uma dessas essências se voltar ligeiramente para o lado, apesar dos temores e do incómodo que sentem, serão capazes de se ligar. Precisam permitir-se suplantar o estado emocional da irritação do mesmo modo que o faríeis em relação a um temor; se acreditarem e confiarem na capacidade de ternura e de carinho que a essência deles possui, e das essências que desejarem ligar-se a eles. Quando são capazes disso, experimentam uma enorme libertação e uma enorme experiência de amor. Isso constitui uma expressão a que não estão habituados.

VICKI: Parece sê-lo para muita gente.

ELIAS: Completamente certo. A Catherine está mais próxima disso do que julga. Ela “coloca a venda nos olhos” e desliga-se da essência dela. Ela (essência) só deseja que ela experimente na plenitude a expressão de tal amor.

CHRIS: Indaga se alguma vez chegará a experimentar isso, e expressa a esperança de que algum dia o consiga.

ELIAS: Nós compreendemos. Isso, percebamos agora, constitui uma invalidação pessoal. Por só fazerdes reparos com respeito à mudança. (Nota da Vicki: Esta última frase não ficou, evidentemente, clara para mim, e foi principalmente resgatada de memória)

CHRIS: Coloca uma pergunta acerca da nova relação que tem.

ELIAS: Isso é uma situação destinada à avaliação e confiança em ti própria.

CHRIS: Pergunta se será possível ter um relacionamento com alguém que seja “fechado”.

ELIAS: É. Haveis de descobrir que quanto mais entrardes em contacto com a vossa essência, e quanto mais conhecimento obtiverdes junto de mim sobre o contacto da vossa essência... Vírgula! Detestaríamos ser acusados de juntarmos as frases!... mais sensíveis haveis de vos tornar, não só para com a vossa própria essência como para com todas as essências que encontrardes. A compreensão e tolerância que manifestardes tornar-se-á de tal modo que sereis capazes de acolher seja quem for na vossa experiência com amor e aceitação. E haveis de o fazer sem condenação em relação às crenças dos outros.

VICKI: O Ron consegue isso.

ELIAS: Isso constitui um outro exemplo de invalidação pessoal! (Riso) Tu estás a aprender!

VICKI: Faz uma pergunta sobre as formas de invalidação pessoal.

ELIAS: Elas vão muito mais fundo do que agir ou deixar de agir sobre os impulsos ou as emoções. O que presentemente referiste não tem ligação nenhuma com um impulso nem uma emoção. Foi uma expressão directa de uma crença subjacente. Nós declaramos-vos que vós acreditais numa duplicidade básica inerente ao ser que tendes neste foco. Muitos argumentarão contra tal declaração. Eles estão errados. Não importa o quanto discutam; esta declaração corresponde a um facto real! Podeis testemunhá-la continuamente, com as palavras que empregais em relação a v´so próprios.

VICKI: Poderias, por favor, explicar melhor a questão da duplicidade?

ELIAS: Poderemos, com a concordância da vossa parte, pedir, em nome do Michael, para fazermos um breve descanso? (A Christie e a Vicki fazem referência ao modo como ele se mostra delicado)

INTERVALO

ELIAS: Vamos continuar. Com relação à questão da crença que tendes na duplicidade do vosso ser físico, vamos, em primeiro lugar, procurar ter a certeza de que entendemos o conceito. Compreendeis aquilo que quero dizer quando refiro que acreditais numa duplicidade básica que vos caracteriza?

VICKI: Não por completo.

ELIAS: Obrigado. Ao longo de múltiplos focos de desenvolvimento vós adquiris crenças que não só vos reforçam a separação em relação à vossa essência como também vos asseguram que não deveis confiar em vós próprios. O vosso ser há-de relevar-se-vos enganoso. É por isso que não pode ser alvo da vossa confiança. Isso não é verdade! (Dito com firmeza)

As vossas Igrejas incutem-vos essa convicção quase a partir do berço, ao incutir em vós a crença básica na vossa natureza pecaminosa. Isso estabelece em vós a crença de que não vos leva a confiar na vossa própria natureza. E isso é reforçado ao longo de muitos focos de desenvolvimento. As vossas crenças Cristãs influenciaram-vos mais do que tendes consciência. Se escutardes os vossos padres e pastores de qualquer quadrante Cristão ouvi-los-eis expressar-vos que a natureza básica do homem não é digna de confiança, além do que, abandonada à sua condição natural, revelar-se-á negativa e má. É por tal razão que vos é apregoado que necessitais de Deus - para o referir nos termos que compreendeis. Mas isso está errado por não necessitardes de algo que já possuis! A Unidade Criativa Universal e o Todo é uma parte intrínseca do vosso ser do mesmo modo que vós fazeis parte dela. Não existe qualquer separação. Por isso, não necessitais daquilo que já sois!

Vós fostes doutrinados no decorrer de múltiplos focos, na crença da existência de separação. Para perpetuardes essa crença, incluístes uma outra crença, crença essa que se tornou tão útil quanto destrutiva, e que reside na crença da vossa duplicidade. Mas isso - voltamos a frisá-lo – está errado. Mas devido ao facto de acreditardes nela, a tendência que tendes é a de duvidardes da vossa essência. É em razão disso que criais conflito... perdão... que permitis que o conflito se instale na relação que é apresentada entre os sinais de insistência e as emoções provenientes da essência e os pensamentos da essência. Clarificando a última frase; os pensamento da essência não quer dizer que a vossa essência pense mas antes que tais pensamentos constituem uma criação básica e natural da vossa essência...

Quando tiverdes praticado o exercício que vos apresentei na última sessão, notareis essa divisão assim como o conflito patente entre os pensamentos e as emoções, ou os impulsos. Mas ainda te achas em conflito com eles. (A olhar para a Vicki)

VICKI: Sinto dificuldade em identificar os impulsos.

ELIAS: É possível que sejas capaz de identificar de modo mais fácil o termo insistência ou atracção do que impulso. Um impulso não consiste numa emoção; quando sois acometidos por uma emoção sentis algo, mas quando experimentais um impulso não colheis qualquer sensação. Não sentis nada parecido com uma emoção quando desejais comprar um carro. Podeis comprá-lo “movidos por um impulso”.

VICKI: Portanto, se comprarmos um carro movidos por um impulso, então isso ligar-nos-á mais à nossa essência???

ELIAS: Depende. Se agirdes com base no impulso em resultado de não terdes actuado em resultado dos impulsos, tal como mencionamos com o exemplo do geyser, isso não será seguir correctamente um impulso. Se estiverdes constantemente a identificar os impulsos e em harmonia com eles, aí comprareis o carro, e sentir-vos-eis bem em relação a isso.

CHRIS: Então o truque reside em estarmos em harmonia, não?

ELIAS: Correcto. (Pausa, e logo em seguida para a Elizabeth) Temos consciência de energia vinda da tua direcção.

ELIZ: Tenho um monte de sensações. As coisas estão a vir ao de cima e a mexer com um monte de emoções diferentes.

ELIAS: As emoções, tal como já referi, são experiências. Devem ser encaradas enquanto isso e nada mais para além disso. Da mesma forma em que procurei expressar ao Michael, aquilo que percebeis como sendo emoções positivas, é reconhecido como experiências a que dais livre curso; não vos agarrais a elas. Àquelas emoções que percebeis como negativas, já não dais livre curso. Sentis ter que vos agarrar a elas e preservá-las, o que não está correcto, por elas não serem diferentes; ambos os tipos representam experiências. Acreditais que se aderirdes a essas emoções dolorosas ou confusas, de algum modo elas possam desabrochar em algo maravilhoso? (A Elizabeth abana a cabeça num gesto de negação) Não, não acreditais! Nesse caso, por que razão havereis de escolher agarrar-vos a elas?

CHRIS: Então, isso tem que ver com a duplicidade?

ELIAS: Correcto. Vós só permitis que a frustração e a confusão se instalem em vós ao deixardes que o conflito se instale entre os elementos básicos da vossa essência. Tal como referi, o vosso intelecto - que podemos equiparar aos vossos pensamentos – consiste num elemento básico da vossa essência. Ele presta-se-vos a uma ligação bastante intencional e positiva. Faculta-vos informação. Foi criado com a intenção de processar informação destinada à vossa percepção sensorial e não com o fim de servir como modo de avaliação das vossas emoções. A vossa essência já é capaz de avaliar as emoções que sentis sem necessitar que os vossos pensamentos a auxiliem nisso.

CHRIS: (Por esta altura, perdi por completo a pergunta que a Christie colocou)

De certo modo, mas neste foco físico, isso nem sempre constitui uma realidade. Não existe nenhum positivo ou negativo efectivo. Os vossos pensamentos, no seu elemento natural, são neutros. Não são positivos nem negativos. Apenas servem o objectivo de processar a informação oriunda dos vossos sentidos. Eles constituem uma interpretação da vossa expressão física para com a essência. (Pausa) Estarei a processar a informação demasiado rápido? (Riso geral)

CHRIS: O Michael teve um sonho na noite passada em que viu surgir o nome Dave. Poderás dizer-nos algo sobre isso?

ELIAS: Eu transmiti-lhe esse nome. Esse nome não pertence a um indivíduo isolado. É um nome que é partilhado por várias essências focadas no físico. Não é coincidência o facto desse nome composto por uma palavra venha a ter tantas ramificações – uma ligado ao Lawrence, outra ligada ao Oliver, e outra ligada a uma outra essência – por terem todas que ver com o mesmo assunto e material. O emprego que fez do termo “manuscrito” está certo. Nas vossas definições, há uma diferença entre transcrição e manuscrito. Num período de tempo futuro, segundo os termos em que compreendeis a coisa, passarei a instruir o Lawrence acerca disso. (Faz uma pausa, a sorrir) A maneira com o Lawrence segura a cabeça deixa-me divertido! É uma reminiscência do “cérebro dolorido” de que a Elizabeth padecia! (Riso geral)
ELIZ: Só quando estou a conversar com a minha Mãe!
ELIAS: Só quando está a falar com o Michael, no entusiasmo que sente com uma questão qualquer num momento qualquer particular! (De novo riso geral)

VICKI: Estamos todos preocupados com a Catherine. Estou certa de que estás a par da situação. Devíamos falar com ela ou deixá-la a sós? Poderemos afectá-la numa decisão que tome em qualquer sentido?

ELIAS: A Catherine procederá à sua própria decisão, de qualquer modo.

VICKI: Nesse caso isso quererá dizer que devemos deixá-la só?

ELIAS: Não. A Catherine acha-se presentemente na mesma condição que uma pequenina flor delicada que pode ser facilmente esmagada se não se tiver cuidado. As pétalas dela podem facilmente sofrer mazelas se aqueles que as manipularem não usarem de suavidade. Ela necessita de aceitação. Ela acha-se bastante receosa. Apenas necessita de garantias de ser valorizada. Mas ela procederá às suas próprias escolhas.
(A Vicki agarra um novo bloco de papel) Estamos a consumir muito papel! Devíamos plantar a nossa própria floresta! (Riso)

CHRIS: É bastante interessante que apenas eu e a Lawrence, e agora também a Elizabeth sejamos as únicas presentes nesta sessão. Isso faz-me sentir especial.

ELIAS: E podes sentir-te especial! Na realidade não sois mais especiais do que qualquer outra essência existente; mas já que cada uma constitui aquela que é mais especial e a mais artífice e a expressão mais bela da Unidade Criativa Universal e do Todo, é muito “apropriado” que te sintas bastante especial. Também possuis um foco distinto da das outras essências. Isso, tal como referi, continuará a estar em relação directa com o Michael. Dessa forma, tu és diferente; porque eu acho-me directamente ligado ao Michael. A tua relação continuará para além daquilo em que as outras deverão representar. Também declaramos que aqueles aqui presentes, além de uns quantos mais, estarão a completar este foco físico. (Para a Elizabeth) Tu ligar-te-ás ao Mattie por um tipo de enfoque e de relação idênticos ao que eu estabeleço com o Michael. Isso servir-te-á de consolo?

ELIZ: Serve. (Dito com toda a determinação)

VICKI: Será que todos os que estão prestes a completar o seu círculo obtêm este tipo de auxílio?

ELIAS: Não.

VICKI: Nesse caso, por que razão seremos tão afortunados?

ELIAS: Por o terdes pedido. (Aqui dá-se uma pausa prolongada enquanto a Vicki espera, de caneta em punho, que o Elias termine a frase. Por fim, lá ergue a cabeça e descobre que ele está a olhar fixamente para ela.) Não estás a compreender! Ao nível da tua essência, tu tornaste-te bastante consciente. Tu, na tua essência, foste fundo através do teu foco físico e ao fazeres isso a tua essência formulou o pedido.

VICKI: Disseste que obteremos recordação do acordo estabelecido. Quando e como deverá isso ocorrer?

ELIAS: Vós podeis não recuperar a memória desse acordo por meio de pensamentos ou de palavras. Mas por meio de um contacto com a vossa essência, por meio de laços emocionais, vós recordareis. Nem tudo, no vosso foco físico, tem que ser interpretado por pensamentos.

Aqui, podemos utilizar o caso da Elizabeth uma vez mais, a título de exemplo. Ela relaciona-se na área das definições emocionais, as quais nem sempre estão ligadas aos pensamentos nem às palavras, mas que definem a identificação por uma outro modo, modo esse que se traduz pelos sentimentos. E a vossa essência é tão capaz de compreender os sentimentos quanto é capaz de compreender as palavras. Algumas das essências que se acham no foco físico identificam-se mais estreitamente com o pensamento, mas nenhum modo é mais eficiente do que outro. Todos consistem em modos diferentes de expressão e de identificação.

ELIZ: O Michael disse-me que eu falei enquanto dormia, no outro dia. (Aqui Elias ri abertamente e exibe o seu riso especial)

ELIAS: Isso foi muito divertido! Isso ficou a dever-se ao teu sonho, o qual não recordas. O teu sonho esteva relacionado com resmas de transcrições. Nessa expressão tu exclamaste: “Demasiadas palavras!” Eis aqui um exemplo magnífico da diferença da forma com que uma essência se identifica no seu foco físico. Tu, no teu enfoque, identificas-te com sensações e sentes que as palavras muitas vezes as obscurecem. O Michael identifica-se com as palavras e não se relaciona com as emoções devido a que pense que as emoções lhe turvam o pensamento. Mas ambas estão correctas. (Pausa)

Pensarás (Para a Elizabeth) ou sentirás (Para a Vicki) ter obtido suficiente informação nesta noite? (Todas concordamos com muito riso) Nesse caso vamos deixá-las nas vossas divisões de pensamento e de sensação, esperando que elas não vos causem conflito, mas possam dar lugar a expressões de beleza! (A sorrir) Boa noite!


Elias “parte” às 10:40 da noite.

De notar que esta não foi uma sessão gravada, e que foi feita muita paráfrase em relação às perguntas, e algum do material fornecido pelo Elias não foi transcrito foeeticamente.

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O MATERIAL ELIAS