sexta-feira, 8 de junho de 2012

A MUDANÇA - UMA EXPLOSÃO DE CRIATIVIDADE



“este quarto está completamente lotado!”
“vós criais toda a vossa realidade!”
“a mudança: uma explosão de liberdade!”

SESSÃO #646
Sábado, 17 de Junho de 2000 © (Grupo/Londres)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes:  Mary (Michael), Bonnie (Acacia), Chrissy (Hesper), David (Mylo), John, e oito novos participantes: Barbara, Carole, Christine, Denny, Karen, Lulu, Regina, e a Videna.

Elias chega às 7:03 da tarde. (O tempo de chegada é de 26 segundos)

Nota da Vicki: Após uns doze segundos da chegada, uma enorme janela que se encontrava junto à Mary bateu com força o que levou toda a gente a dar um salto!

ELIAS:  Boa noite! (A rir)

GRUPO:  Boa noite!

ELIAS:  (A sorrir) Sejam bem-vindos nesta noite! Esta noite vamos debater a percepção e o modo como criais a vossa realidade, aquilo que criais na vossa realidade, e o facto de CRIARDES a vossa realidade.

Estou bem inteirado de que muitos de vós estão familiarizados com estes tipos de termos, mas também compreendo que a compreensão que TÊM relativamente a estes termos é limitada.

Antes de mais, deixai que vos coloque uma pergunta: como é que definis os termos: “Vós criais a vossa realidade”? De que modo definis essa declaração? E será que criais a vossa realidade TODA?

VOZ DE MULHER:  Acredito que criamos a nossa experiência da realidade.

ELIAS:  Mas criarás a tua realidade TODA?

VOZ DE MULHER:  Crio. Essa é a crença que tenho.

ELIAS:  Independentemente da experiência que fizeres?

JOHN:  É isso que nos é dito.  Vós, seres canalizados, dizem-nos isso a toda a hora.

ELIAS:  Eu não estou a perguntar aquilo que vos é dito. Estou a formular a pergunta relativamente àquilo em que ACREDITAIS. (Pausa) Eu vou-te dizer aquilo em que acreditais! (A rir)

Vós acreditais que criais a vossa realidade às vezes. Acreditais que se a vossa realidade estiver a avançar de modo favorável, estareis a criá-la.


Também acreditais existirem determinadas situações ou circunstâncias que NÃO são criação vossa. Acreditais que os acidentes sejam elementos que façam parte da vossa realidade, que experimentais, mas que não criais necessariamente.

Acreditais em certas experiências que têm lugar na vossa realidade que são incómodas ou desoladoras ou o que julgais como negativas, que não criais. Algumas das vossas experiências negativas ou incómodas podeis atribuir a vós próprios e podeis dizer que as criais, mas outras dizeis que não são obra da vossa criação.

Caso estejais a interagir com um outro indivíduo e estejais a experimentar conflito e o que identificais como ofensa, não dizeis a vós próprios estar a criar isso em vós. Estais a dizer a vós próprios que o outro fulano vos está a criar tal acção, que por essa via se torna prejudicial PARA vós.

Se estiverdes a experimentar enfermidade, não dizeis para vós próprios que estais a criar essa enfermidade. Dizeis a vós próprios que estais a ser acometidos (atacados) por um elemento qualquer de origem física que vos está a causar essa enfermidade. A enfermidade ou doença está a criar-se a si própria, e está a “infectar-vos”.

Caso estejais a participar no que designais por acidente e magoeis a perna, expressais que tenha sido um acidente e que um objecto físico vos tenha ferido a perna. Não tereis criado essa acção, mas ela ter-VOS-á acometido.

Também acreditais que os outros tenham o poder de criar certos elementos da vossa realidade por vós. Isso gera-vos a percepção de vítima. Podeis experimentar esse papel de vítima em muitos, muitos tipos de expressão diferentes.

Ora bem; eu garanto-vos que vós criais TODA a vossa realidade. Criais cada instante da vossa realidade – todo o acto da respiração, todo o pensamento, todo o movimento, todo o sentimento, toda a acção, todo o confronto. Cata interacção que tendes com a vossa realidade – toda a circunstância e cada “coisa” que ocorre na vossa realidade – é criado por vós próprios.

Mais nenhum indivíduo ou circunstância, essência, mais nenhum elemento pode criar-vos qualquer aspecto da realidade por vós. Isso seria uma acção de intromissão, e nem a consciência nem as essências são intrusivas. Por isso, NENHUM elemento da vossa realidade pode ser criado por qualquer outra expressão exterior a vós.

Agora; no âmbito das vossas crenças, vós criais a ilusão de que as influências externas da vossa realidade vos criem aspectos da realidade, mas de facto, SEMPRE dispondes de escolha.

É isso que pretendemos esta noite; debater as percepções como o instrumento que empregais nessa realidade física na criação de toda a vossa realidade, instrumento esse que é conduzido por meio da expressão maravilhosa da escolha.

Vós nesta dimensão física criastes muitas crenças. Dir-vos-ei que as vossas crenças são, por assim dizer, um tipo de palpitação destinada a esta dimensão física. Elas constituem uma parte móvel, uma parte operante desta dimensão física. Escolhestes incluí-las nesta realidade física na altura da sua concepção.

Existem muitas, muitas outras realidades físicas no âmbito da consciência que também estais agora a experimentar, em simultâneo com esta experiência que identificais, e nessas outras dimensões, podeis não estar a criar crenças deste modo. Mas nesta dimensão física em particular, esse é o desígnio inerente a esta experiência e a esta exploração.

Por isso, entendei, as crenças não são boas nem más. São apenas aquilo que são. São uma faceta desta experiência física particular. Também influenciam extremamente a vossa percepção.

A vossa percepção NÃO constitui sistema de crença nenhum. Conforme afirmei, a vossa percepção constitui um instrumento, uma ferramenta.

Empregamos um exemplo ou analogia a fim de ilustrarmos esse instrumento e aquilo de que consta e o modo como funciona.

Vós usais a visão física como um sentido exterior nesta manifestação física. Podeis identificar a vossa visão física como uma exibição figurativa da percepção. A vossa visão física permite-vos receber informação respeitante ao vosso ambiente e relativa a tudo o que vos rodeia e que é criação vossa.

Bom; nessa medida, cada um de vós se manifesta igualmente nesta particular dimensão com uma orientação individual, em relação às quais existem três formas de orientação associadas a esta realidade física particular. Cada uma dessas três orientações podem ser equiparada aos óculos que colocais à frente dos vossos olhos físicos, e cada um desses três tipos de óculos incorporam diferente coloração das lentes.

Por isso, encarais toda a vossa realidade por meio das lentes da vossa orientação nesta realidade, através do matiz ou tonalidade da cor particular, para o referir em termos figurados, mas percebeis a realidade por meio da visão.

Portanto, a realidade que percebeis é muito semelhante. Cada um de vós percebe uma mesa, e o facto de perceberdes uma mesa assemelha-se bastante, mas o ver constitui a acção da vossa percepção.

Cada um de vós – todo o indivíduo que se manifesta nesta dimensão e à face do vosso planeta – possui uma percepção original, do mesmo modo que as vossas impressões digitais. A percepção é de tal modo única que não há dois indivíduos em toda a vossa história que criem a mesma percepção. Ela é ALTAMENTE individualizada. Por isso, se a percepção é o instrumento que vos cria a realidade – coisa que é – e é altamente original e individualizada em toda a vossa criação individual, toda a vossa realidade é igualmente individualizada e única.
Agora; nessa medida, vou-vos referir um modo diferente por meio do qual vos podeis permitir um modo de pensar associado à percepção e à originalidade da percepção de cada um, associado ao factor “quê” e ao modo como criais a vossa realidade a cada instante.

Neste presente instante todos vos sentais junto comigo neste quarto. Encontram-se aqui muitos objectos neste quarto, assim como muitos indivíduos. CADA um de vós – cada um dos que se encontram presentes neste quarto – está a criar cada objecto que se encontra no quarto e está a criar o quarto, e está a criar o edifício, e está a criar a rua onde o edifício assenta, e está a criar toda a acção que está a decorrer neste presente instante. CADA um de vós está a criar a SUA PRÓPRIA realidade.

Não estais todos a criar a IDEIA que tendes de uma realidade que já tenha existência. Estais, cada um de vós, em simultâneo a criar a realidade real. Por isso, a visualização de um objecto qualquer que se encontre neste quarto actual deverá mostrar-se diferente à percepção de cada indivíduo, por cada um estar a criar todos os demais. (A rir)

Mas podeis dizer lá convosco: “Como poderá isso ser? Eu não estou a criar todos esses indivíduos que se encontram aqui sentados.” Mas eu posso-vos dizer: “Ah, mas isso é que estais!” Eles também estão a criar todos os outros que aqui se encontram sentados. Presentemente, este quarto acha-se bastante lotado, com tantos indivíduos!

Estais todos a criar os vossos grupos individuais de indivíduos para além daqueles que estão a criar a si mesmos, e vós estais igualmente a criar-vos a vós próprios. Por isso, tu (voltando-se para uma pessoa) estás presentemente a criar-te a ti, e estás a criar a projecção de outra matéria física e sólida de todo indivíduo que se move e respira que se encontra presente neste quarto, assim como tu, e tu, e TODOS vós.

Cada um de vós permite-se interagir subjectivamente com as outras essências que tomam parte nesta manifestação física, e como tal, facultais a vós próprios um tipo de modelo, digamos, da manifestação de cada um dos focos de cada uma das outras essências presentes, e a partir desse modelo; criais o vosso modelo de cada indivíduo presente neste quarto, e à medida que interagis uns com os outros, cada um de vós interage com o indivíduo que criastes por intermédio da vossa percepção.

Não tem importância que não conheçais, nos vossos termos objectivos, os indivíduos que se encontram presentes ou que os não tenhais conhecido por efectivamente os conhecerdes, pois não existe separação. Apenas criais a ilusão da separação de modo a poderdes colher pureza na experiência que fazeis da exploração física.

Mas vós já conheceis todos os indivíduos presentes nesta noite, no âmbito da consciência e da essência. Apenas podeis não estar familiarizados com a projecção física e objectiva que fazem deles próprios, a qual é efectivamente composta de matéria física – átomos e moléculas, carne e sangue – e não vos permitis ver com os vossos olhos físicos o outro indivíduo que se senta ou se posiciona ao lado daquele que vós criastes, por só vos permitirdes ver por intermédio da vossa percepção individual.

Ora bem; isso é significativo, por estardes todos a participar num movimento de consciência que identificais como a presente mudança, e com esta mudança da consciência, estais todos – independentemente das crenças que tiverdes – a expandir a percepção que tendes, e o que estais a empregar nessa expansão da consciência é a abertura da consciência objectiva para com a vossa periferia.

E ao voltarmos à vossa visão física, o que criastes – de modo idêntico ao vosso sentido exterior da visão – ao longo da vossa história nesta dimensão consiste em perceber de um modo confinado à proximidade, ao imediato, e em não usardes a periferia.

Se virdes com a vossa visão física exclusivamente defronte de vós e não usardes a vossa visão periférica, não vereis tudo o que está a decorrer na vossa realidade ao vosso redor e tudo o que estais a criar nela, à excepção desse campo estreito.

Na acção desta mudança, estais a abrir-vos à vossa periferia e a permitir-vos ver o que estais a criar, e estais a permitir-vos reconhecer que ESTAIS a criar tudo o que tem lugar na vossa realidade.

Recentemente colocaram-me perguntas respeitantes às interacções que têm com outros e com situações que desejam criar ou que querem criar na sua realidade, e que sentem ou percebem não ter a capacidade de implementar tais acções ou que se encontram sufocados ou bloqueados nas interacções que têm com os outros, nas criações e no movimento que empreendem na sua realidade. Alguns podem mesmo expressar que se sentem a andar para trás em vez de andar para a frente, o que lhes cria confusão, ou caso estejam a empreender avanço de todo, na percepção que têm, andam às voltas e sentem-se frustrados por não estarem a realizar do modo que desejam realizar.

Todas estas expressões foram apresentadas no clamor da consciência recentemente por muitos por intermédio de muitíssimos tipos de expressão, desde a exploração individual pessoal do que designais por espiritualidade, até às interacções que tendes nos relacionamentos, até às curiosidades e dúvidas que tendes quanto aos vossos empregos, às vossas funções, à vossa saúde física, ao vosso tempo – TODO o elemento que possais escolher a título de assunto que tenha recentemente sido colocado, em meio ao caos e à confusão gerados pelos indivíduos desta dimensão a expressar no âmbito da consciência: “Que estaremos nós a criar? Que é que eu estou a criar? Porque NÃO estou a criar?”

Eu digo-vos, antes de mais, que presentemente estais a tomar parte numa onda que a consciência atravessa que se dirige ao sistema de crenças da duplicidade, que influencia bastante, por sentirmos uma simpatia irrestrita por esse sistema de crenças em particular!

Esse particular sistema de crenças, que expressa a identificação do certo e do errado e do bom e do mau e do melhor e do pior, acha-se ligado a todos os outros sistemas de crença que criastes e tem lugar em todos os movimentos, em toda a acção, em cada pensamento, em cada passo que dais nesta realidade. Julgai-los bons ou maus, aceitáveis ou inadmissíveis, confortáveis ou incómodos.

Está a decorrer uma enorme luta com o reconhecimento desse sistema de crenças, por ele deter uma enorme força. Aquilo que identificais em termos de errado, identificais em termos de um erro absoluto, e o que identificais como correcto, identificai-lo como um correcto absoluto.

Mas voltemos à percepção. A percepção de cada indivíduo é única. Por isso, a definição que tece em termos de certo e errado e de bem e mal e de melhor e pior difere.

Podeis pensar para convosco que existam absolutos. Podeis iludir-vos quanto à definição de absolutos, em relação aos certos e errados e ao melhores e piores, e podeis reforçar tais ilusões de absolutos ao interagirdes com os outros que têm uma percepção similar às vossas ou definições semelhantes às vossas, mas elas não são exactas e não constam exactamente do mesmo. Elas diferem, por VÓS serdes diferentes.

A apresentação desse sistema de crenças tem importância para vos permitirdes ver, por uma expressão básica desta mudança da consciência que vos permite expandir a consciência que tendes e dar atenção à vossa periferia assentar na neutralização das vossas crenças e na aceitação dessas crenças – não a sua eliminação, mas a sua aceitação, encará-las por aquilo que são e aceitar a sua existência – mas para aceitardes as vossas crenças necessitais instaurar um pré-requisito em termos de aceitação de vós próprios, aceitação pessoal, e isso apresenta um enorme desafio nesta realidade física, por a expressão da duplicidade ser uma coisa imensa.

Mas nem toda a esperança está perdida, por SERDES incomensuráveis, e deterdes um enorme poder! Apenas esquecestes como vos capacitar pelo reconhecimento, através da aceitação de vós próprios, de quem sois e do que SOIS.

E esse é o objectivo desta mudança de consciência, passar a incluir a recordação, mas uma vez mais vos direi que a recordação não é lembrança. Não me estou a referir às recordações de eventos passados, mas a uma recordação, a um estado do ser, uma aceitação pessoal – o saber e o conhecimento da glória que vos caracteriza, e a incrível exibição de admiração e de expressão de energia que apresentais.

Não há coisa que não consigais criar! Apenas o obstáculo das vossas crenças vos pode impedir de criar QUALQUER elemento na vossa realidade. Mas antes de poderdes perceber que tendes a capacidade de criar uma expressão qualquer e de estenderdes a vós próprios essa liberdade espantosa da vossa realidade, precisais reconhecer a vós próprios que ESTAIS a criar a vossa realidade, e que mais nenhuma expressão inerente à consciência a está a criar POR vós.

Porque, de cada vez que dizeis para vós próprios que qualquer aspecto da realidade está a criar em vosso lugar, diminuís o poder que tendes. Negais e desconsiderais as capacidades que tendes e estreiteceis a expressão de vossa própria liberdade, e com esta mudança, estais a instaurar uma EXPLOSÃO de liberdade! E quão maravilhoso não será isso como uma direcção a escolher na expressão física, o facto de poderdes ser ilimitados naquilo que criais e no que explorais! Mas ISSO é o que estais agora a apresentar a vós próprios, ao expandirdes a consciência que tendes e ao empreenderdes a vossa periferia.

Vamos fazer um intervalo, e quando voltarmos, podereis colocar as vossas perguntas, se o escolherdes.

INTERVALO

ELIAS:  Continuemos! Podeis colocar as vossas perguntas, se o preferirdes.

VOZ DE MULHER:  Eu tenho uma pergunta. Tu estavas a falar das escolhas que nós estabelecemos. Eu quero entender que queres referir-te ao facto de estabeleceremos essas escolhas antes de ocorrerem, ou revelar-se-ão elas concêntricas (estarem incluídas umas nas outras) na relação que têm entre si? Faremos uma escolha e quando essa escolha ocorrer, procedemos a uma outra? Ou estabeleceremos todas as escolhas muito tempo antes?

ELIAS:  As escolhas produzem a determinação das probabilidades. As probabilidades são criadas no momento. Não são criadas no que encarais como passado ou futuro. Todas as probabilidades são actualizadas no momento.

Bom; deixai que vos diga que por vezes ocupais o pensamento com a questão da imaginação, e expressais a vós próprios dúvidas quanto ao que seja imaginação ou deixe de ser.

Percebeis diferentes experiências no vosso foco e atribuí-las à imaginação. Podeis defrontar-vos com um outro foco da vossa essência. Podeis experimentar diferenças na vossa realidade. Podeis permitir-vos projectar-vos através da consciência. Podeis criar muitos tipos de acção diferentes, e experiências, e a seguir à experiência, questionar-vos nessa acção, quanto ao facto de ter sido obra da vossa imaginação ou se terá sido realidade.

Devo dizer-vos que as vossas invenções, digamos, relativas aos dragões e às fadas e aos duendes e às ninfas e a QUALQUER outra expressão que julgueis pertencer à imaginação constitui na realidade uma lembrança de uma expressão com que vos tereis deparado ou de que tereis tido conhecimento no âmbito da consciência, e na verdade não corresponde ao que definis como imaginação.

Ou, quando percebeis no campo da vossa visão física um objecto qualquer que vos parece diferente num determinado instante, e piscais os olhos e dizeis para vós próprios: “Isto deve ser obra da minha imaginação a criar a ilusão disto no meu campo de visão”, eu digo-vos, em conjugação com aquilo que estivemos a debater nesta noite, que não, que não se trata da identificação, segundo a definição que lhe dais, da imaginação. Isso é uma realidade. Vós criaste-la. Ela ocorreu de verdade.

O que CONSTITUI imaginação é a identificação a que procedeis do passado e do futuro, por serem uma ilusão. Não existe passado nem futuro. TUDO o que tem existência existe agora, numa contínua moção do agora, e cada instante do agora cria passado e futuro.

Por isso, na ilusão da vossa percepção, vós projectais a vossa atenção no sentido dessas expressões ilusivas de passado e futuro, e reforçais a associação que tendes com elas, por terdes concebido uma realidade física que se move ao modo de uma estrutura de tempo linear. Mas mesmo nessa estrutura de tempo linear, tudo o que criais é criado AGORA.

Em relação à tua pergunta – criaremos simultaneamente por alguma expressão de “antes”, digamos, ou isso materializar-se-á subsequentemente no que encarais como eventos futuros – PARECE-VOS a vós ser desse modo, mas na realidade estais a criar a vossa realidade do passado e do futuro no momento.

A razão por que podeis ser confundidos pelo que criais no que parecerá ser o futuro deve-se ao facto de não prestardes atenção ao que estais a criar no momento.

E como os instante do agora prosseguem na sua moção inerente à concepção da estrutura linear do vosso tempo, eis que se tornam no futuro, e subitamente o futuro se torna no momento, e a vossa escolha se terá materializado ou chegado à fruição, mas a escolha já terá sido criada no agora anterior, que já será passado! Ah ah ah!

Por estardes a criar a cada instante e criardes aquilo em que vos concentrais. A concentração nada tem que ver com a expressão do pensamento. Podeis pensar e pensar e pensar, podeis empregar o vosso pensar e recitar mantras sem fim que isso não deverá actualizar necessariamente a vossa realidade.

Por a vossa realidade, uma vez mais, ser criada por intermédio da vossa percepção e a vossa percepção ser influenciada pelas crenças que tendes, e por depositardes a vossa atenção e concentração nas vossas crenças.

Por isso, podeis dizer a vós próprios muito simplesmente: “Eu vou ganhar a loteria, eu vou ganhar a loteria, eu vou ganhar a loteria”, e podeis concentrar-vos na ideia que tendes continuamente: “Eu vou ganhar a loteria”, e não ganhardes a loteria, e a razão para a não ganhardes reside no facto de a crença que tendes constituir o centro da vossa concentração, e vos dizer: “Eu não vou ganhar a loteria, por não ter sorte.”

ISSO é o que vos ditará o que haveis de criar por meio da vossa percepção. Essa é a razão por que o facto de vos permitirdes manter a vossa atenção no agora é revestido de tal importância e significado, de forma a permitir-vos uma percepção das crenças que tendes em todas as suas expressões, e a vos aceitardes em todas as vossas potencialidades.

Porque se não vos permitirdes manter a vossa atenção no momento, não estareis a prestar atenção ao que estais a criar, e isso põe em marcha um reforço das crenças que tendes quanto ao facto de não criardes a vossa realidade, por a vossa realidade vos surpreender e vos apresentar elementos que não desejais enfrentar. Por isso, acha-se fora do vosso controlo – o que consiste numa outra crença - a do controlo.

Nessa medida, também reforçais a desconsideração que fazeis a vós próprios ao desconsiderardes a capacidade que tendes quanto ao facto de não terdes a capacidade de criardes a vossa realidade de modo que desejais criá-la, e reforçais o papel de vítima, o que vos deixa impotentes.

Agora; se vos permitirdes ter consciência de vos estardes a concentrar no âmbito das crenças que tendes... no agora – que se acha ao vosso dispor, por não se achar afastado de vós! Não existe INCONSCIÊNCIA. Não existe subconsciente que vos afaste as coisas da vista. Vós apenas não prestais atenção a vós próprios!

Não prestais a tenção ao que estais a criar e àquilo em que vos estais a concentrar. Nem sequer vos permitis reconhecer as crenças que tendes e dizeis muito abertamente que não tendes crenças, mas tendes!

Ao vos permitirdes a consciência do agora, com consciência de estardes a criar o futuro no momento e reconhecendo o que estais a criar, proporcionais a vós próprios uma maior consciência de VÓS.

Ora bem; deixai que também me torne claro, de modo a não interpretardes mal.

A criação no agora – à medida que vos digo que criais o futuro no momento – ao identificardes um evento ou acção qualquer ou movimento específico em particular que desejeis criar na ilusão do futuro, vós criai-la no agora de instante a instante.

Vamos interromper... (A esta altura o Elias tosse durante vinte segundos, e a seguir faz uma pausa de dez segundos) O Michael está a passar por dificuldades.

Para continuar, vós criais uma potencialidade para aquilo que expressais em termos de futuro.

Nessa medida, continuais a dispor de escolha a cada instante em relação ao que deveis actualizar, mas muitas vezes na vossa realidade, continuais a criar uma linha particular de probabilidades quanto ao que identificais como abordagens futuras momento a momento, e com tal acção estais continuamente a criar o que tereis estado a criar em cada momento do presente.

Permiti manter a vossa atenção no agora. Permiti-vos reconhecer o que vos motiva os movimentos que empreendeis. Permiti reconhecer a influência que as crenças que tendes exercem.

Nessa medida, permiti igualmente o reconhecimento de dispordes de escolha, por constituir uma expressão de liberdade que vos permite não ficar presos numa expressão qualquer de absoluto, por a cada instante, dispordes da capacidade de alterar a expressão da vossa escolha.

Terá ficado claro?

VOZ DE MULHER:  Ficou muito mais claro.  Muito obrigado.

ELIAS:  Não tens o que agradecer.  Ah ah!

DAVID:  Mas se tivermos mais alguém que sintamos esteja a opor-se ao nosso movimento, como um productor ou director, e que tenha poder por SER o director e nos pagar o salário, de modo que nos diz o que fazer, digamos, de que modo poderemos influenciar isso?

ELIAS:  Examina o que acabaste de sugerir, Mylo – um formidável exemplo e exibição do poder das tuas crenças – relativo ao facto de um outro indivíduo deter poder, de outro indivíduo te pagar, te oferece uma retribuição sob a forma de ganho monetário. Consequentemente, permites que esse indivíduo te passe a ditar o que deves fazer.

TU estás a proceder á escolha. TU estás a criar a realidade.

Na situação do emprego, posso-vos dizer de forma bastante literal que nenhum empregador poderá descarregar em vós sem o vosso consentimento, por isso vos criar a realidade EM vosso lugar. E VÓS criais as vossas escolhas.

DAVID:  Ao nível subjectivo.

ELIAS:  E objectivo! VÓS estabeleceis a opção de vos tornardes complacentes. VÓS criais a escolha de colocar o outro num lugar de autoridade. Criais a opção bastante objectiva de permitir que outro indivíduo vos dite a realidade!

DAVID: Contudo, creio que o façamos pelo medo. Caso nos mantenhamos nos nossos próprios pés, nesse caso o medo que sentiremos será o de que eles nos digam: “Estás despedido.”

ELIAS:  Vós pensais em termos de absolutos e em termos branco e preto que, caso vos mostrardes assertivos, estareis a opor-vos ao outro indivíduo. Não precisais opor-vos ao outro para vos permitirdes deixar que ele vos dite.

JOHN:  Elias, poderias dar-me um exemplo? Eu partilho do ponto de vista do David quanto ao facto de parecer que as figuras de autoridade sempre exercem controlo sobre nós. Para podermos colher resultados que nos sejam agradáveis, dirias que precisamos crer firmemente ou estruturar gradualmente crenças pelas quais nos convençamos ou acreditemos que conduzam a resultados satisfatórios, independentemente de quem seja o nosso empregador?

ELIAS:  A chave disso consiste em não substituir uma crença por outra expressão da crença ou sequer em trocar as crenças que tendes, mas em vos aceitardes, aceitar as crenças que tendes que reconheceis assentarem na expressão das massas, e em não ficar contra elas nem as avaliar como boas e más nem certas e erradas nem mais ou menos.

Nessa medida, conforme declarei, este sistema de crenças particular da duplicidade revela-se a si mesmo em cada aspecto que criais da vossa realidade.

Na situação do emprego, vós criastes sistemas, por assim dizer, em que colocastes diante de vós determinados indivíduos que identificais ou julgais como autoridades, mas deixai que vos recorde o debate que tivemos esta noite. Isso consta tudo da participação da percepção.

Tendes a faculdade de continuar a tomar parte no vosso emprego e de providenciar a vós próprios uma maior expressão de liberdade, se reconhecerdes que VÓS criais essa realidade e como tal tendes a capacidade de a manipular.

VÓS estais a criar as acções todas. Vós SOIS essas acções. Vós SOIS a manifestação do emprego, por assim dizer. Não se trata de uma projecção exterior a vós; é um elemento VOSSO. É uma expressão de vós. Por isso, também dispondes da capacidade e do poder de manipular essa energia por qualquer modo à vossa escolha, por intermédio da expressão que QUISERDES.

Vós negais a vós próprios essas expressões por situardes a vossa atenção fora de vós, e focardes a vossa atenção objectiva em TUDO o que se situa ao vosso redor e em TODOS os indivíduos que tomam parte na vossa realidade, e identificardes determinados indivíduos como figuras de autoridade que detêm mais poder do que vós, mas não detêm nada!

JOHN:  Se criamos toda a nossa realidade, poderemos decidir deixar de participar na mudança e criar uma realidade diferente para nós próprios?

ELIAS:  Podeis, e numa situação dessas, haveis simplesmente de vos desprender da participação que tendes nesta dimensão física.

JOHN:  Por que razão não posso criar uma realidade em que permaneça nesta dimensão física, sem me desprender, e deixar de participar na mudança?

ELIAS:  Por esse ser o compromisso correspondente a esta dimensão física particular inerente a esta estrutura de tempo.

JOHN:  Então existem compromissos secretos que não conhecemos, mas que exercem efeito em nós.

ELIAS:  Isto não é secreto. (A rir)

JOHN:  Eu desconhecia isso!

ELIAS:  Ah, mas conheces, por participares e estares a mover-te com isso, e estares aqui presente! (A rir)

JOHN:  Na presente consciência que tenho neste foco, não tenho recordação de tudo com que me comprometi antes de vir a esta dimensão.

ELIAS:  Não importa. Isso é apenas um véu que colocaste diante de ti, mas não quer dizer que essa informação não te esteja disponível a cada instante, caso escolhas servir-te dela.

JOHN:  Fazes com que pareça tão fácil!

ELIAS:  E é! VÓS complicais a vossa realidade. Ela é BASTANTE simples mas nesta realidade vós sentis fascínio pela complicação! Fascinam-vos a complexidade e a análise e os jogos! Criais imensos labirintos extensos nas vossas realidades para os explorardes!

Mas eles são uma concepção vossa oriunda das vossas complicações, e expressais externamente que sois vítimas do subconsciente ou de algum elemento desconhecido da vossa realidade, ou de um poder mais elevado do universo, ou de outras dimensões, ou das figuras de autoridade!

Existem inúmeras expressões que podeis atribuir a título de justificação para o confinamento da vitimização, inerente à vossa expressão de NÃO expansão da consciência e de vos agarrardes ao que vos é familiar.

Podeis escolher deixar de tomar parte na acção desta mudança. Existe um número ilimitado de áreas da consciência a explorar, que ocupais agora, presentemente, no âmbito da essência. Este é apenas um foco da atenção que é dirigido no âmbito da identificação por que vos perfilhais presentemente, em termos físicos, mas nessa medida, podeis voltar a vossa atenção em qualquer altura e escolher deixar de tomar parte nesta realidade ou nesta mudança da consciência, por esta mudança de consciência estar relacionada com esta dimensão física particular.

Podeis tomar parte numa exploração QUALQUER à vossa escolha. Nisso consiste a glória da escolha!

JOHN:  Mas tu referes que a condição é a seguinte: caso escolha deixar de participar na mudança, tenho que morrer. Não posso escolher ficar aqui e deixar de tomar parte na mudança, e criar uma realidade própria que se situe fora do contexto da mudança. Tenho que partir. Tenho que morrer. É isso que tu estás a dizer.

ELIAS:  Podes não optar necessariamente por morrer.

JOHN:  Pensei que tinhas dito (o Elias exibe um enorme sorriso) que o compromisso seria esse, que isso seria o que tínhamos que fazer.

ELIAS:  Que removais o foco da vossa atenção.

JOHN:  O que subentende, na terminologia que tu empregas, a morte.

ELIAS:  Não necessariamente. (Sorriso irónico)

JOHN:  Muito bem, então há outras alternativas. (Elias dá uma enorme risada) Mas esses compromissos sempre terão que ser cumpridos? Poderemos romper tais compromissos?

ELIAS:  Há, por assim dizer, por não existirem absolutos.

JOHN:  Caso me comprometa com a vinda de um outro ser aqui e em tornar-se vítima de uma relacionamento ou vítima de um assassinato ou algo assim, e quando chegar aqui decidir que não pretendo nada disso – que não vou tomar parte nesse drama particular, não opto por ser assassinado por esse indivíduo, rompo o compromisso – isso será possível?

ELIAS:  É.

JOHN:  Nesse caso não temos que manter esses compromissos que estabelecemos antes de aqui virmos.

ELIAS:  Vou reiterar o facto de que vós não criais compromissos antes de aqui virdes. Vós criais escolhas no momento.

JOHN:  A mudança sobrevém unicamente no momento?

ELIAS:  A mudança não “sobrevém.” A mudança TEM EXISTÊNCIA.

JOHN:  Poderá ela subitamente mudar, deter-se, e deixar de suceder, deixar de ter existência?

ELIAS:  Caso estivésseis de acordo em deixar de incorporar essa acção, podia.

JOHN:  Muito bem. Essa é uma distinção interessante – a das decisões colectivas e a das decisões individuais. Tenho vindo a fazer experiências com o tempo, e estou a começar a descobrir que em certos casos consigo obter resultados do tipo que não aparenta ser coincidência. Posso criar um estado do tempo que me agrade que se distinga daquele que é criado pela consciência colectiva numa determinada cidade?

ELIAS:  Nós falamos sobre esse assunto anteriormente, mas vou-te dizer uma vez mais, que isso consiste no poder da tua percepção. Tu moves o a ideia que fazes no âmbito da familiaridade da percepção que permitiste até ao momento neste foco particular. Tu criaste uma concepção da percepção, e mantiveste a tua atenção continuamente no movimento dessa percepção ao longo do teu foco.

Aquilo que te estou a dizer é que a vossa percepção, esse instrumento que vos cria a realidade, é de tal modo potente e individual que simplesmente mudando muito ligeiramente a percepção que tendes, vós alterais a vossa realidade física actual.

Não importa que o indivíduo que esteja ao vosso lado na vossa rua esteja a passar pela experiência da chuva. A vossa percepção é tão altamente individualizada e única e poderosa – e CRIA-VOS de tal modo a realidade toda – que podeis criar uma exibição completamente diferente do vosso tempo na proximidade física com um outro indivíduo.

Vós olhais para a vossa realidade como uma expressão da mesma “coisa” que se situa fora de vós – o vosso universo como uma conglomeração de expressões e de matéria que vos é exterior e que vos influencia – e o que vos estou a dizer é que isso está completamente errado!

O vosso universo SOIS vós. Tudo aquilo que percebeis, tudo aquilo com que vos defrontais, tudo quanto experimentais, SOIS vós. É criado por VÓS. SOIS vós.

Consequentemente, seja o que for que percebais é criação vossa enquanto expressão externa da realidade, e é real!

JOHN:  Está bem. Para criar um empregador grato e simpático, que será que precisamos fazer ou alterar em concreto? Tu dizes que é aceitar as crenças, mas isso corresponde a um salto inconcebível. A aceitação de todas as nossas crenças é... não tenho a certeza absoluta do que queres dizer com isso. Eu descobri que mudando as crenças, passo a passo e pouco a pouco no meu caso produziu bons resultados, mas não sei o que queres dizer com aceitação das crenças.

ELIAS:  Eu já te disse que podeis alterar as vossas crenças caso o escolhais que essa acção não compreende certo nem errado.

Eu digo-te igualmente que no âmbito da acção desta mudança, ao continuardes simplesmente a mudar as crenças que tendes... mas vós NÃO estais a mudar as crenças que tendes. Estais simplesmente a mover a vossa atenção de um aspecto de uma crença para outro aspecto da mesma crença.

Nessa medida, ao dardes continuidade a tal acção, podeis criar temporariamente o que percebeis e identificais como êxito.

Isso revela-se bastante propositado por vos proporcionar uma validação objectiva que podeis identificar, que podeis constatar, e que podeis sentir e conhecer, a qual reforça a confiança, e com a vossa expressão de reforço da confiança, começais a dar passos no sentido da aceitação.

A aceitação e a confiança não constam duma mesma expressão, mas se vos permitirdes confiar nas capacidades que tendes quanto à manipulação da energia – a fim de influenciardes a vossa realidade por intermédio de exemplos objectivos – também iniciais movimento no sentido da aceitação, e diminuís a vossa expressão automática de vos desconsiderardes. Em vez de expressardes para vós próprios que não conseguis realizar, começais a aceitar-vos e às capacidades que tendes, com conhecimento de CONSEGUIRDES e de o REALIZARDES.

E se continuardes a reforçar essa acção no vosso íntimo e começardes a dar passos no sentido de vos aceitares, permitindo-vos progressivamente penetrar os próprios véus que erigistes em vós para camuflardes diferentes aspectos de vós próprios que não desejais ver, dais início a um movimento no sentido da aceitação das crenças que tendes, e criais essa acção pelo reconhecimento das vossas crenças e abordando-as.

Quanto à pergunta que colocaste sobre como influenciar um empregador que desejais passe a mostrar-se mais condescendente ou que se expresse de um modo mais positivo ou seja lá como for que desejeis que se expresse, vós criais essa acção alterando a percepção que tendes, familiarizando-vos convosco próprios, familiarizando-vos com as crenças que tendes, e mantendo a atenção em vós.

JOHN:  Crenças relativas ao empregador?

ELIAS:  (Com firmeza)   Não – a vós próprios.

JOHN:  Crenças relativas a mim próprio.

ELIAS:  Sim.

VOZ DE MULHER:  John, pensas que mais alguém possa fazer perguntas?

JOHN:  Peço desculpa.

VOZ DE MULHER:  Penso que estamos aqui a esclarecer a coisa. As pessoas estão a morrer para fazer perguntas!

JOHN:  Vai em frente!

VOZ DE MULHER:  Elias, posso perguntar se me poderás dizer por que razão haverá tanta violência concentrada neste momento? Está a gerar-se muita violência em Inglaterra neste momento.

ELIAS:  Há muitas expressões desse tipo, digamos, a decorrer por todo o vosso globo. Isso também pode estar associado a esta mudança de consciência.

Não interpretes mal. Não estou a expressar reforço nenhum das crenças respeitantes às predições e às profecias de tremendas devastações associadas ao movimento de entrada no vosso novo milénio.

Mas dir-te-ei que associado a este período do vosso novo milénio, estais a dar início à acção de inserção desta mudança de consciência na vossa realidade objectiva.

Nessa medida, eu disponibilizei-vos informação desde o começo destas sessões, ao vos dizer com toda a clareza que deveria ocorrer trauma em associação à mudança de consciência, por ela ter que ver com as vossas crenças. Vós estais a implementar a acção de abordagem das vossas crenças e estais a emergir numa consciência de vós. Estais a alterar a expressão da realidade física – ESTAIS a assumir a vossa própria autoridade individual, ESTAIS a assumir a responsabilidade que tendes em relação a vós próprios, e estais a actualizar o movimento da criação da vossa própria realidade de forma NÃO ditada pelas vossas crenças nem pelo que julgais ser as vossas autoridades.

É um movimento formidável o que está a ter lugar nesta realidade física, por que até agora, ao longo da vossa história, não criastes este tipo de modelo de realidade nesta dimensão física. Está a gerar-se um tremendo protesto em termos de consciência objectiva contra este tipo de acção, por vos agarrardes de uma forma desesperada ao que vos é familiar. Identificais o conforto e a segurança pelo que julgais como familiar.

Até mesmo nas expressões que possam revelar-se incómodas - por serem familiares - devereis deixar-vos conduzir automaticamente para aquelas expressões que vos deslocam para a descoberta do que é desconhecido. Mesmo diante do facto de vos ser apresentado o conhecimento de que o desconhecido vos faculta uma enorme liberdade, vós voltais-vos automaticamente para o confinamento do que vos é familiar, e um dos aspectos desse desconhecido representa a própria liberdade.

Dir-vos-ei a todos que na ideia que fazeis, desejais essa expressão de liberdade. Dizeis para vós próprios com frequência que desejais implementar essa expressão física de liberdade na vossa realidade. Não desejais ter empregos. Não desejais trabalhar. Desejais ser criativos. Desejais expressar-vos segundo a concepção individual que fazeis da realidade e da vossa expressão de liberdade.

E eu digo-vos que isso já teve início, e que os indivíduos que já começaram a proporcionarva si próprios essas expressões de liberdade estão a debater-se, por não saberem o QUE fazer com a sua liberdade, por não estarem a costumados à sua expressão e não estarem familiarizados com eles próprios.

Que haveis vós de fazer com essa formidável dádiva que estais a conceder a vós próprios dessa expressão de liberdade se não souberdes aquilo que sois nem as capacidades que tendes?

Os vossos sistemas de crenças são extremamente robustos. Foram mantidos nesta dimensão física ao longo da vossa história. A associação que estabeleceis com a duplicidade é imensamente forte, e mostrais exibições dessa expressão a cada dia em que tomais parte nesta realidade.

Agora; como estais a trazer ao de cimo essas crenças, na consciência objectiva que tendes, e as estais a apresentar a vós próprios, automaticamente vos inclinais no sentido de as negardes – por SEREM crenças, e tomardes parte nelas. Tendeis para aquilo com que vos achais familiarizados.

E nessa medida, continuais a perpetuar a expressão dessas crenças, e à medida que essas crenças se vão tornando progressivamente mais óbvias para a vossa consciência objectiva, tornais-vos cada vez mais conscientes da participação que tendes nelas e da influência que elas exercem sobre as vossas realidades individuais, e os indivíduos protestam contra essa expressão e criam uma tremenda luta – e trauma – e passam temporariamente a exibir as próprias expressões de energia que negam.

Com que habitualidade expressais para vós próprios e uns para os outros que aceitais os outros e que sois tão tolerantes, e que as expressões e DIFERENÇAS evidenciadas pelos outros vos são aceitáveis? Mas não são coisa nenhuma!

Vós exibis isso nos vossos relacionamentos íntimos. Não precisa tratar-se da diferença patente nas culturas ou raças ou sociedades. Não vos aceitais uns aos outros nos vossos relacionamentos íntimos – nas vossas amizades, nas vossas famílias, nos vossos relacionamentos românticos. No caso de não serdes iguais e de passardes a exibir diferenças, já é inadmissível.

Dizeis a vós próprios e uns aos outros que apreciais a diferença. Eu digo-vos que não apreciais. Vós apreciais a igualdade. QUEREIS uniformidade, por a semelhança patente na expressão da semelhança vos validar. A diferença ameaça-vos, por implicar na apresentação a vós próprios da duplicidade – do bom e do mau, do certo e do errado, do melhor e do pior. A diferença deixa-vos aterrados, por não estardes familiarizados convosco próprios nem com a força que tendes.

Consequentemente, voltais-vos para fora de vós para a comparação. Implementais continuamente essa acção da comparação, e caso não encontreis semelhança alguma nessa comparação – se virdes que não falais a mesma linguagem ou que não tendes a mesma percepção ou que não identificais o mesmo tipo de definições – rejeitais, por isso vos ameaçar a identidade no valor que vos caracteriza, por medirdes o vosso valor por intermédia dessas comparações.

Caso apresenteis a vós próprios igualdade, validais, e facultais a vós próprios uma expressão de valor e uma medida de valor. Se perceberdes diferença, percebeis em termos de familiaridade, e o que não é familiar gera aspectos de temor, e o medo reforça a desconsideração pessoal e a desvalorização da vossa medida de valor, na percepção que tendes.

As pessoas não estão familiarizadas com elas próprias. Não estão habituadas com a acção de voltar a sua atenção para elas próprias. Adoptam a expressão exterior a elas próprias e assumem-nas como a sua medida de valor, na criação a que procedem segundo a percepção que têm.

E nessa acção, criais o que criastes ao longo de milhares de anos – conflito, confusão, matança, falta de aceitação, e nem sequer uma expressão de tolerância - que NÃO representa aceitação. A tolerância não passa de uma expressão temporária, DOTADA de expectativas.

Aceitação é a expressão de ausência de julgamento e de ausência de expectativas – ausência de julgamento de bom e mau, certo e errado, e ausência de expectativa quanto a uma expressão qualquer. Isso é aceitação, e é completamente estranho nesta dimensão física.

Mas vós escolhestes colectivamente incorporar a acção dessa expressão nesta dimensão física. Elegestes essa experiência. Vós escolhestes inserir isso, e alterar a vossa realidade inteira.

Permiti-vos reflectir por um instante, na identificação do modo como a vossa realidade inteira deverá MUDAR e passar a ser expressada por uma forma diferente com a inclusão dessa expressão de aceitação.

A competição vai no sentido contrário do da aceitação. A comparação vai no sentido contrário do da aceitação. A autoridade é contrária. O sistema de câmbio – na familiaridade com que o estabeleceis nos vossos governos e nas vossas sociedades –vai no sentido contrário da aceitação, pois por que haveis de instaurar a acção da compensação? E isso é o que criais com o vosso sistema monetário e do câmbio.

VOZ DE MULHER:  Posso pedir por uma dica? Mencionaste que por vezes bloqueamos, e penso que com toda a probabilidade sinto ou pelo menos sou de opinião que realmente estejamos presos em relação a um problema.

ELIAS:  Justamente.

VOZ DE MULHER:  Eu só queria saber se poderias dar-nos alguma sugestão para as situações em que criamos a condição de bloqueio, e de não sermos capazes de conseguir chegar ao fundo de um problema e de não progredirmos.

ELIAS:  Vou-te dizer que muitos indivíduos passam pela experiência dessa mesma expressão. Nessa medida, falamos de manter a vossa atenção no momento.

Muitas das expressões de bloqueio, digamos, são influenciadas pelas projecções que fazeis da atenção – a antecipação que fazeis do futuro, a avaliação de não estardes a avançar no modo que desejareis estar a avançar, por desejardes alcançar, e isso corresponder a uma projecção no futuro, ou a avaliação que fazeis de estardes a repetir comportamentos, e segundo a estimativa que fazeis em relação a isso, estais a projectar-vos no passado.

Se vos permitirdes manter a vossa atenção no agora e expressar para vós próprios que o que estais a criar no momento não é certo nem errado – mas consiste simplesmente no que estais a criar no momento – e não antecipardes o que podeis criar no futuro – não avaliardes o vosso estado no momento, mas apenas vos permitirdes estar presentes no agora – eliminareis muitos dos aspectos do vosso conflito e a vossa expressão de bloqueio, por assim dizer.

Por vezes avaliais que estais bloqueados, por verdes que não tendes escolha ou que não percebeis as escolhas que tendes. Podeis expressar a vós próprios a ideia de terdes toda a certeza quanto ao facto de dispordes de escolhas, mas não identificais aquilo por que essas escolhas se traduzam!

Agarrais-vos com força à vossa energia – que é uma expressão da projecção de um tremendo volume de energia, agarrar-vos com força à vossa energia – e ao criardes essa tensão de energia, prestais tanta atenção a essa tensão que não vos permitis ter um vislumbre das vossas escolhas.

Tens razão – tendes escolhas ilimitadas. Mas não as percebeis, por não estardes a permitir que a vossa atenção explore as vossas escolhas ou o que podeis criar na vossa expressão de movimento e de criatividade, por a vossa atenção estar fortemente centrada na tensão.

Deixai que vos sugira um pequeno exemplo em termos bastante concretos.

Se experimentardes dor no vosso dedo, a vossa atenção deverá canalizar-se para a expressão da dor. A criação de dor constitui uma escolha, e em qualquer momento podeis desviar a vossa atenção e deixar de experimentar tal demonstração de dor. Isto é completamente literal.

Mas como a vossa atenção continua a focar-se na dor que sentis no dedo, podeis aumentar essa dor e criar um latejar, e ela deverá prosseguir por lhe prestardes atenção e focardes a vossa energia nessa acção.

Agora; podeis criar uma ideia em simultâneo com a criação de dor, e esse pensamento pode dizer-vos: “Eu não desejo passar por esta experiência de dor, por ser bastante incómoda”, e a dor deverá prosseguir e vós haveis de criar um turbilhão de confusão no vosso íntimo na tentativa de encontrardes a vossa resposta, por assim dizer, sobre o modo de interromperdes a dor, e de repente, estais a concentrar-vos na dor!

Nessa medida, isso representa a expressão da complicação, quando a simplicidade consta simplesmente em desviardes a vossa atenção. Tudo quanto precisais empregar é desviar a atenção de forma muito ligeira, que a dor deixará de ter continuidade e deixareis de vos concentrar na dor assim que tiver cessado, e permitir-vos eis outras vias de movimento.

Mas ao continuardes a manter a vossa atenção numa direcção, bloqueais as outras escolhas que se encontram ao vosso dispor. Isso representa a acção de não empregardes a periferia, e também é bastante familiar no âmbito das expressões que empregais neste foco físico.

A atenção pela periferia e o desviar da vossa atenção é-vos muito estranho. A simples expressão de facilitação e de simplicidade é estranha e revela-se suspeita!

Podeis dizer para convosco próprios: “Como poderá isso acontecer? Deve haver um truque. Devemos ter que empregar uma outra expressão qualquer, por isso parecer demasiado simples.” É suficientemente simples!

Na realidade empregais essa acção com bastante frequência, mas não prestais atenção a ESSA acção que criais! Distraís-vos continuamente! Deslocais a vossa atenção de uma área para outra, e assim que deslocais a vossa atenção, aquilo que vos ocupava a atenção no momento anterior não mais tem lugar na vossa realidade, o que representa a vossa validação do facto de ACTUALMENTE criardes cada expressão no momento.

DAVID:  Vamos ter que encerrar por a cassete estar a acabar.

ELIAS:  Muito bem. Estendo-vos o meu convite a todos no sentido de podermos voltar a participar uma vez mais numa interacção objectiva, e expresso a cada um o meu encorajamento quanto ao vosso avanço e uma dádiva da minha energia à medida que prosseguis.

Com um enorme carinho por todos vós, au revoir!

GRUPO:  Au revoir!

Elias parte às 9:23 da noite.

© 2001  Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados



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