sexta-feira, 1 de junho de 2012

A ESCOLHA - EXPRESSÃO DE CAPACITAÇÃO



“Não perguntes porquê – Pergunta o quê?”
“A glória da expansão”
“Escolha - expressão de uma capacitação surpreendente”
“enfermidade e cura”
“os Milagres e a atenção”
SESSÃO #640
Quarta-feira, 14 de Junho de 2000 © (Privada/Londres)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes:  Mary (Michael) e um novo participante, Anónimo.
Elias chega às 5:07 da tarde. (O tempo de chegada é de 34 segundos)

ELIAS:  Boa tarde! (A sorrir)

ANÓNIMO:  (Com suavidade)  Olá.

ELIAS:  Sê bem-vindo!

ANÓNIMO:  Obrigado.

ELIAS:  Tens perguntas neste dia?

ANÓNIMO:  Se tenho o quê?

ELIAS:  Perguntas.

ANÓNIMO:  Perguntas – claro. (Suspira, enquanto o Elias ri)

Tenho vindo a padecer de Encéfalo Poliomielite Miálgica faz anos. Recentemente tenho-me sentido melhor, e estou a começar a trabalhar com isto, mas de momento não me encontro muito bem. Sinto uma ansiedade generalizada em relação aos recursos – à energia e ao facto de, caso não tenha energia, com é que vou conseguir sustentar-me... Em determinada medida tenho consciência do que me apoquenta, mas de momento não consigo ter mão nisso. Uma situação emocional voltou a desencadear-me isto e sinto-me bastante exausta por descobrir que me é terrivelmente difícil funcionar, e ainda assim adoro o trabalho que faço. Gosto mais do que qualquer outro que tenha tido.

ELIAS:  Mas, e qual é a natureza da pergunta que tens em relação à criação disso?

ANÓNIMO:  Só queria saber se existirá algum modo por que possa compreender melhor aquilo de que padeço, ou de ficar melhor.

ELIAS:  Terminologia interessante, essa – bastante comum, mas interessante – que escolhes expressar, de ficares “melhor”.

Aquilo que estás a dizer é que o desejo objectivo que tens é de criar uma expressão na tua realidade diferente daquela que estás presentemente a expressar, mas sentes confusão quanto à criação disso, por não estares completamente certa da razão para criares o que estás a criar. Antes de mais, reconheçamos que TU estás a criar isso, e não o estás simplesmente a criar, estás a ESCOLHER criar isso.

Eu compreendo que no foco físico, é facilmente dito que as pessoas têm a ideia de que compreendem e aceitam o facto de que na realidade criam certas identificações em relação ao que podeis referir como doença ou enfermidade, e que escolhem criar isso.

Mas na realidade, implicitamente não aceitam por completo o facto de estarem de facto a optar por criar isso, por também criardes uma maneira de pensar que estabelece a separação.

Vós pensais para vós próprios que exista algum aspecto vosso, alguma parte que se ache afastada de vós, subconsciente ou inconsciente – mesmo que o designeis por consciência subjectiva, que é um termo que emprego – que pareça criar elementos na vossa realidade que não controlais ou que não estejais efectivamente a escolher, por a escolha objectiva que definis na vossa ideia NÃO passar pela escolha disso.

Por isso, um elemento chave nesses tipos de situação – ou nessa criação que empreendeis – é não só reconhecer simplesmente por uma forma qualquer teórica que estais a criar a vossa realidade, mas que realmente estais a ESCOLHER criar tal expressão.

Bom; deixa que também te diga que a glória que caracteriza a expansão da vossa percepção assenta na descoberta objectiva de DISPORDES DE ESCOLHA (alternativa).

Ao perceberdes genuinamente que estais a escolher criar certas expressões, também começais a perceber que podeis optar por outras escolhas e criar outras expressões ou modos em vós próprios e naquilo que expressais.

(Nota do tradutor: A “permissão” que o Elias refere a cada passo passa justamente pela titularidade em que passamos a apresentar o problema quando percebemos que somos nós quem o cria, e que se reporta a nós, porque se percebermos que temos a capacidade para cometer “erros” também despertaremos a capacidade de proceder a efectivos actos “positivos”. Enquanto não percebermos se o problema nos pertence por inteiro, não despertaremos tal potencial. Se não, constate-se o que refere a seguir)

A razão por que não alteras a eleição que fizeste assenta no facto de não teres percebido realmente que estás a escolhê-lo. Porque, se estiveres a escolhê-lo, assiste-te o poder nesse sentido, mas caso não estejas a escolher, sentir-te-ás impotente. Se não estás a escolher, nesse caso está-te a ser ditado e tu estás a ser manipulada por uma outra força.

Nessa medida, tu encaras a doença como uma entidade em si mesma. Trata-se da sua própria entidade, e como tal, cria as opções em teu lugar. Tu não estás a definir as escolhas quanto a ela. É ela própria quem está a definir as escolhas por ti e a ditar-te o que deves sentir.

Bom; essa é a crença e o vigor que a crença possui, e essa crença limita-te as escolhas e gera falta de eficácia nos movimentos que empreendes, em relação ao que estás a criar e aos teus quereres.

Ora bem; devo dizer-te que a escolha constitui uma surpreendente expressão de capacitação. Também te devo dizer, em termos definitivos, que não existem vítimas – nesta dimensão nem em dimensão nenhuma, nem tampouco em nenhuma expressão da consciência. Uma vítima é uma expressão que detém muito pouca ou nenhuma escolha, e tu não te enquadras nisso.

Deixa igualmente que te diga que a doença não está separada de ti e não forma uma entidade à parte. Não é elemento nenhum que seja produzido e em função do que te passe a atacar.

Consequentemente, aquilo que te estou a propor é um modo que poderás permitir-te desviar a tua percepção de uma forma ligeira e permitir-te reconhecer que a enfermidade, por assim dizer, ÉS tu. Não é criação tua – uma entidade ou expressão que seja projectada no exterior – mas ÉS tu. Tu és a enfermidade.

Nessa medida, se a enfermidade és tu, tu estás a dirigir-te. Consequentemente, tu estás a dirigi-la, por não se tratar de uma coisa à parte! E com uma compreensão dessas relativa àquilo que és e ao que estás a criar, podes-te abrir à percepção de poderes eleger outras expressões.

Agora; deixa igualmente que te diga que toda a expressão que crias se manifesta por meio da escolha de uma probabilidade. Toda a probabilidade é eleita e actualizada no momento.

Falemos em termos bem concretos por estares a apresentar uma preocupação que se prende com expressões físicas. Por isso, deixa que te proponha, relativamente às criações de probabilidades, o exemplo de uma exibição concreta proveniente de uma energia de influência.

Permite-te visualizar neste instante a situação de fractura do teu braço. O osso – um dos ossos – do teu braço encontra-se fisicamente estalado em dois pedaços.

Bom; na crença que tendes, esse osso necessita de uma forma de manipulação física da parte de alguma força externa, digamos, de modo a reunir os pedaços, e assim que estiverem juntos, necessitará de um período de tempo para ser concertado e unido de novo numa só peça, por meio da cura. Certo?

ANÓNIMO:  Hmm.

ELIAS:  Esse é o método que empregais no âmbito das crenças que tendes respeitantes à acção física de quebrar um osso.

Qualquer outra coisa que opteis por criar – qualquer enfermidade, doença, moléstia, seja o que for que identificardes – move-se do mesmo modo, por acreditardes existir um processo a ser aplicado no reparo disso, ou no concerto da situação.

Encarais o osso que se apresenta em dois pedaços como estando partido. Encarais a vossa condição ao exibirdes enfermidade como a de doentes. Eu dou-te conta de uma forma distinta de percepção.

O osso não se acha quebrado. O osso apenas exibe uma configuração diferente e não funciona do modo que esperais. Na realidade não se encontra partido. Por isso, na verdade não requer concerto.

Essa é uma chave importante em relação à percepção. A vossa percepção tem uma abrangência todo-poderosa. É a expressão que efectivamente vos cria toda a realidade. Todo o elemento da vossa realidade é criado por intermédio e acção da vossa percepção.

Bom; ao veres que o osso não funciona do modo que esperas objectivamente, identificas ou defines ou classificas essa expressão particular como fractura, e conforme afirmei, verdadeiramente necessitada de reparo.

Ora bem; é aí que a transformação da tua percepção se torna imensamente válida, por o osso revelar esse aspecto momentaneamente, por perceberes que se ache nessa condição, mas isso corresponder à escolha de uma probabilidade.

Em UM determinado momento, crias a separação do osso em duas partes, o que identificas como uma fractura. Isso é criado num instante – num momento.

A enfermidade é instaurada NUM momento, e de igual modo que o osso, percebes que assim que isso é criado necessita de uma convalescença extensa, mas não, por continuar a ser criada por essa exibição da fractura a cada instante, por escolheres continuar a focar a tua atenção desse modo.

Por isso, momento a momento, optas por criar a fractura. Momento a momento, optas por eleger a enfermidade. (O Elias emprega o termo enfermidade de um modo ligeiramente diferente, que em Inglês resulta como “falta de à-vontade”)

Deixa que te diga de modo bastante literal que isso circunscreve a explicação dos vossos milagres. As pessoas não são curadas pelas águas nem pelas rezas nem pelas expressões do que julgais ser santidade ou sequer fé. As pessoas são curadas, digamos – o que consta do mero retorno ao vosso estado natural – ao mudarem a sua atenção.

Alguns mudam a percepção que têm por intermédio de pontos de referência – ou por meio de um instrumento – do que percebeis como um objecto, um elemento do vosso meio, da vossa fé, da vossa vontade. Mas na realidade o que se dá é que o indivíduo escolhe num momento mudar a percepção que tem e a sua atenção, e passar a criar essa expressão no momento.

Assim que tiverdes deixado de criar isso, ainda que por um momento, tereis remetido a vossa expressão, o vosso estado do ser, de volta à sua projecção natural.

Consequentemente, no exemplo do braço partido, digamos, podeis dar lugar à criação dessa fractura num instante. Em cada momento subsequente a esse na linearidade do vosso tempo em que a fractura se prolonga, vós estais a criar essa escolha na forma de uma contínua condição de fractura.

Mas num dado momento, ou no que entendeis como de forma súbita, ele é miraculosamente curado e conjuntado uma vez mais, sem explicação para o sucedido, e sem terdes efectuado qualquer acção, nem entrado em contacto físico com ele, mas ele miraculosamente é curado num instante.

A razão por que isso é possível constitui a expressão do poder da percepção. A vossa percepção é de tal modo incrivelmente poderosa que detém o poder de continuar a criar a enfermidade, momento a momento, com idêntico poder, e por vezes com uma resistência acrescida.

Ora bem; por vezes poderá diminuir o poder que tem, por não lhe prestardes tanta atenção. Assim que a vossa atenção começar a dispersar-se e outras expressões começarem a tornar-se mais proeminentes na vossa atenção, a doença regride, por não lhe estardes a concentrar a vossa atenção.

Vós moveis-vos no contexto do que vos for familiar à atenção. Se estiverdes a criar fadiga, haveis de lhe prestar atenção. Se estiverdes a criar dor, haveis de lhe prestar atenção. Mas também te direi que muito mais facilmente prestais atenção a expressões que criais e que julgais como negativas.

A exibição de energia que vós, por assim dizer, precisais exibir pelo que identificais como expressão positiva é muito mais expressiva, para vos captar a atenção e a desviar do que já colhe a vossa atenção pela negativa.

A expressão de negatividade desta dimensão física, em todas as suas facetas, fascina-vos. É-vos objectivamente familiar. É criada objectivamente de um modo fácil, por ser continuamente reforçada, tanto em vós quanto nas expressões da energia das massas, por o sistema de crenças da duplicidade ser muito vigoroso.

Na consciência não existe expressão efectiva alguma de negatividade fora do contexto da configuração de certas realidades físicas.

Por isso, nesta realidade física, resulta um fascínio com o que identificais como um aspecto qualquer ou criação de negatividade, por que apesar de vos ser familiar na vossa dimensão de uma forma objectiva, não vos é familiar ao nível da essência, pelo que se revela com uma área a explorar.

Agora, não te estou a desvalorizar o desejo de interromperes a expressão que assumes. Reconheço o vigor do desejo que tens. Também reconheço a força da tua expressão, a qual se move por uma falta de motivação – uma forma de resignação, por assim dizer – o que gera a luta.

Por que ao criares a expressão de enfermidade durante um período de tempo extenso e expressares uma energia tremenda nesse sentido – por a criação esse tipo de expressão exigir muito mais energia do que expressarias no que identificas como forma prazenteira ou positiva – com isso cansaste-te. Esgotaste-te, e ao te esgotares também passaste a expressão de ti própria para uma expressão de resignação, em parte.

ANÓNIMO:  Hmm, em parte.

ELIAS:  Continuas a mover-te no enquadramento da expressão objectiva do querer alterar a tua expressão. Interiormente também se apresenta uma expressão do que comummente designais por “desistência”. É difícil batalhar. É desgastante. Resulta em confusão quanto ao modo de mudares a atenção e a tua percepção, ou desfazer essa escolha particular. Por isso, em parte, também é criada uma expressão subjacente de resignação.

Bom; isto não quer dizer que a situação seja desesperada, por não ser em absoluto! (A sorrir)

Eu afirmo-te que podes começar a abordar o que criaste se praticares a tua atenção, e a mantiveres no momento. No teu processo interrompe a expressão do que desejas que seja criado no futuro. Detém as tuas ideias referentes ao modo como hás-de avançar, e permite-te manter a tua atenção no momento.

Criaste um ciclo. Criaste um tipo de carrossel, de certo modo, e continuas à roda, à roda, à roda, e esse carrossel tornou-se-te muito familiar, e nessa medida, torna-se bastante fácil prosseguir na criação disso.
 
Por isso, não te aponto o que poderás identificar como “cura”, embora te diga de maneira completamente literal que a cura reside no que estou aqui a sugerir-te.

Pratica no teu íntimo, o acto de preservares a tua atenção no agora, independentemente do que ocorrer. Toda a vez que reconheças, toda a vez que notares estar a projectar os teus pensamentos, as tuas emoções, até mesmo os teus sentidos na antecipação do futuro – ou a projectar-te no passado para reforço do que já tenhas criado – permite-te fazer uma PARAGEM.

Nesse instante, poderás optar inicialmente por te distraíres, por isso poder provar ser mais difícil do que percebes! (A sorrir) Assim como poderás simplesmente permitir-te observar o que ocorre no presente instante. Permite-te reconhecer-te a TI. Permite-te familiarizar-te com a tua energia e o teu ser.

Nessa medida, ao experimentares a familiaridade com aquilo que crias, volta a tua atenção para ti no agora, e permite-te observar-te por completo. Permite-te observar as emoções que sentes, os teus pensamentos, o teu corpo físico. Permite-te prestar atenção aos teus centros de energia. Volta a tua atenção para cada um desses teus centros de energia.

Isso poderá ser-te mais útil, porque esses momentos despendidos no agora, ao voltares a tua atenção para os teus centros de energia e te permitires genuinamente visualizar cada um dos teus centros de energia, também te permitirás ver para onde estás a dirigir a tua energia, quais os teus centros de energia que estão a mover-se desalinhados.

Isso deverá captar a tua atenção objectiva e ocupá-la, e como vós configurastes a vossa atenção objectiva nesta realidade física de modo a focar-se no singular, hás-de reconhecer – à medida que praticares – que se tornará progressivamente difícil manter a tua atenção na enfermidade se estiveres a voltar a tua atenção com intensidade para uma outra expressão de ti.

Não te preocupes presentemente com o porquê. Preocupa-te com o quê e o quem.

Digo-te isto de um modo bastante propositado, por poderes voltar a tua atenção para o porquê, e com isso, apenas perpetuares o carrossel, por te desconsiderares. Dizes não estar a conseguir suficientemente bem. Que devias estar a conseguir melhor. Desejas estar melhor. E isso são expressões de desconsideração que apenas reforçam o andar às voltas no carrossel da expressão da doença.

Por isso, não te preocupes com o porquê. Não procures identificar as crenças que te influenciam sobremodo a criação dessa situação. Muda a percepção. Volta a tua percepção para o QUÊ inerente ao que estás a criar, o factor quê inerente à tua energia. Que estará a tua energia a operar? Que é que estás a criar agora? E volta-a para o factor quem, TU, com reconhecimento de que a expressão da enfermidade ÉS tu – não é criado POR ti, mas ÉS tu.

ANÓNIMO:  Pois, creio que é desencadeada pelo desapontamento.

ELIAS:  Neste momento, que é que experimentas em termos de desapontamento?

ANÓNIMO:  Quererás dizer que isso tenha desencadeado a doença de que padeço no momento?

ELIAS:  No presente instante, neste exacto momento, que é que experimentas em termos de desapontamento?

ANÓNIMO:  Não, eu presumo que não tenha aqui lugar, caso opte por não o experimentar. Não se acha presente.

ELIAS:  Neste instante estás a interagir comigo e não está a experimentar desapontamento nem medo nem ansiedade. Experimentas calma e uma concentração da tua atenção, e desse modo a tua atenção não se acha na projecção do passado nem na antecipação do futuro, e não está a criar a expressão de enfermidade.

Isso representa uma criação momento a momento, mas tu praticaste fortemente e durante longo tempo na criação disso, e no âmbito da força das crenças inerentes aos processos, o mais provável é que não alteres instantaneamente aquilo que criaste, mas hás-de providenciar a ti própria um método relativo a um processo por meio do qual deixes a expressão ou a dar continuidade à expressão, o que é aceitável e não se apresenta como mau nem errado.

Não é “melhor” criar instantaneamente uma expressão diferente! Permite-te-reconhecer isso e concede a ti própria permissão para criar de um modo diferente daquele que ESTÁS a criar.

Desse modo relaxas a tua energia. Não te agarras com tal firmeza à tua energia e ao relaxares a tua energia deixas de projectar com a mesma frequência, e ao deixares de projectar com frequência deténs a tua atenção mais no agora, e no agora poderás expressar para ti própria o reconhecimento de que essas expressões, essas ansiedades, constituem ilusões.

Tu TENS essa capacidade. Tu deténs um poder fantástico dentro de ti. Também deténs uma capacidade de focar a tua atenção. Agora, descobre a motivação, por essa motivação se ter tornado difusa.

ANÓNIMO:  Bom, sinto-me motivada, mais motivada do que alguma vez me senti, e adoro aquilo que faço.

ELIAS:  Descobre no teu íntimo a motivação para mudares a percepção que tens, não somente nas expressões que exteriorizas.

Descobrir a tua motivação representa a descoberta da tua dignidade e da tua confiança, a confiança que tens na capacidade que possuis, não apenas para fazeres o que fazes externamente, mas a capacidade que tens para criares qualquer expressão que escolhas – o poder desse conhecimento.

Descobrir a tua motivação representa a recordação de quem és e o movimento que empreendes, a tua formidável expressão do valor pessoal, da dignidade pessoal, e a concessão da expressão disso, a qual reside muito mais vigorosamente na expressão interior do que na expressão exterior do que fazes.

Volta aquilo que fazes para o interior. Com a mesma intensidade e amor e paixão com que expressas externamente – por aquilo que fazes, pelo que estendes aos outros, no modo com que apresentas a tua persona no exterior – volta essa intensidade para ti própria, e concede essa expressão de dádiva a ti própria. Encontras-te bastante atarefada a “operar” no exterior, mas nessa projecção exterior, não estás a prestar atenção ao que estás a DEIXAR de conceder a TI própria.

ANÓNIMO:  É difícil de fazer.

ELIAS:  (A rir) Não estás familiarizada. Não te vês da mesma maneira que vês os outros. A projecção de valor para com o desempenho ou as produções ou os outros é igualmente expressada com facilidade. Tu permites-te encarar os outros e todas as espantosas qualidades e potenciais que exibem, o que motiva da tua parte um formidável apreço e amor mas economizas na expressão disso no que toca a voltar a tua atenção para ti própria.

ANÓNIMO:  Bom, suponho que toda a gente faz isso, não?

ELIAS:  Não. (A sorrir) Mas tens razão, muitos são os que fazem isso, e muitos também geram conflito, e muitos produzem doença ou confusão ou trauma e muitos se interrogam sobre a maneira de interromper a criação dessas expressões.

ANÓNIMO:  E tu dizes que é por meio do estabelecimento de uma escolha diferente.

ELIAS:  Exacto. Mas não poderás implementar uma escolha diferente se não reconheceres o facto de possuíres a capacidade de criar uma escolha diferente! Se não vires que estás a criar escolhas em si mesmas, não criarás uma escolha diferente.

ANÓNIMO:  Mas eu penso que por vezes o fazemos, e reconheço a parte que me cabe na criação disso, mas chegar à raiz do porquê é que se revela difícil.

ELIAS:  Ah! Mas que foi que mencionamos hoje?

ANÓNIMO:  A dificuldade...

ELIAS:  Para não te preocupares com o porquê!

ANÓNIMO:  Hmm, tudo bem.

ELIAS:  Isso representa a perpetuação do carrossel. Crias uma armadilha com o exame e a análise do porquê, e com isso, continuas a criar o que estás a criar enquanto buscas o teu porquê. Mas se voltares a tua atenção para o factor quê, endereças-te directamente à energia que estás a expressar.

ANÓNIMO:  Mas suponho que o porquê tenha lugar por prevalecer uma falta de consciência quanto ao que está a ser criado. Por isso, na minha própria experiência, tenho-me vindo a sentir bem. Ocorreu um evento que não pareceu importante ou especialmente importante, e de repente encontro-me doente, e a seguir levei algum tempo a perceber o que se passou. Não estava a contar com aquilo, e...

ELIAS:  Por vezes, pode ser válido para um indivíduo buscar o questionamento do porquê. Nas expressões de alguns – talvez muitos – pode tornar-se instrutivo para eles e proporcionar-lhes auxílio colocar essa interrogação do porquê, e procurar a resposta, digamos, para essa questão.

Posso-te dizer, em reconhecimento das energias de alguns – da tua energia - que esse tipo de direcção, nos vossos termos físicos, é contra produtivo, até certo ponto, para o que quereis realizar, por apenas centrar a vossa atenção no que ESTAIS a criar, e o perpetuar.

Eu digo a muitos para examinarem os porquês do comportamento que apresentam para o que criam. A ti digo-te propositadamente para não te preocupares com o porquê.

Vós automaticamente procurais o porquê. Passais automaticamente para a interrogação do porquê estardes a criar um determinado movimento. Automaticamente instaurais uma análise do comportamento que assumis, das expressões que adoptais, e do que criais. Essa é uma expressão bastante familiar que instaurais.

Nessa medida, estou-te a dizer para voltares a tua atenção para o que não é familiar. Muitas vezes, no caso de muitos indivíduos, a expressão do que é familiar é fortemente influenciada pelas crenças que têm, é facilmente perpetuada e cria obstáculos, e a intenção desta mudança da consciência que está presentemente a ocorrer consiste em voltardes a vossa percepção para o que não é familiar.

Nos vossos termos, na expressão dos termos lineares, eventualmente o que não é familiar tornar-se-á familiar, e haveis de vos permitir a expressão dessa enorme liberdade que assenta na realização do CONHECIMENTO da escolha, não apenas ater-vos ao conceito da escolha, e o alcance disso deverá passar pela vossa expressão de manter a vossa consciência no agora, e pelo facto de vos permitirdes relaxar a energia.

ANÓNIMO:  Hmm.  É bem verdade.

ELIAS:  Uma questão significativa a pôr em prática.

ANÓNIMO:  Qual, o agora, ou a sua verdade?

ELIAS:  O agora! (A sorrir)

ANÓNIMO:  Por me encontrar envolvida com algo que me conduz de volta a algo que me aconteceu e que continua a tomar grande parte do tempo de que disponho, e penso que tenha bastante que ver com isso.

ELIAS:  Tu propões a ti própria actualmente um exemplo, na projecção do passado e na antecipação do futuro e na perda do presente.

ANÓNIMO:  Pois é, a luta entre esses outros dois aspectos. É quase como tentar melhorar o passado, só que em detrimento do agora.

ELIAS:  Mas é o agora que cria o passado e o futuro.

Por isso, nos vossos termos bem físicos, para usar essa terminologia do “melhor”... embora te possa dizer de uma forma bastante literal que não existe melhor, por não existir elemento que seja pior para se tornar melhor!

Mas temporariamente, por momentos, em conformidade com a terminologia que empregas de melhor e a elaboração mental que apresentas, ao identificares aquilo que desejas criar melhor, isso não será realizado ao saltares entre a projecção do passado e a antecipação do futuro, mas deverá ser alcançado se mantiveres a tua atenção no agora e reconheceres o que estás a criar agora, por isso criar ambos (passado e futuro).

ANÓNIMO: Então, que é que acontece quando nos esgotamos?

ELIAS:  A exaustão é expressada física, emocional e mentalmente em resposta à fadiga que te acomete ao continuares a criar esse mesmo tipo de expressão na maneira monótona em que o fazes.

Tu estás a criar uma expressão externa dessa fadiga. Com um tipo de expressão dessas consegues captar a tua própria atenção, conforme afirmei. Passas a prestar atenção ao que estás a criar caso expresses uma enorme fadiga por intermédio desses tipos de expressão, e motivas-te a adoptar modos de busca que passem por outras escolhas. A fadiga faz fronteira com o tédio.

ANÓNIMO:  Mas eu não sinto tédio.

ELIAS:  A expressão tornou-se entediante, a continuação da exibição dessa expressão.

ANÓNIMO:  Entediada com isso, claro. Então não acreditas que possamos exaurir os nossos ânimos caso façamos a opção de não dar continuidade a isso?

ELIAS:  (Com firmeza)  Não.  Isso, de certa forma, nem sequer passa pela questão da escolha. A energia não tem limites. A disponibilidade da energia não conhece limites.
Por isso, não podeis dissipar a vossa energia.

Isso também consta de um elemento da percepção. Percebes estar a esgotar ou a exaurir a tua energia e em conformidade com isso crias isso como a tua realidade objectiva. Mas no tocante à energia e à identificação a que procedes da quantidade, por uma maneira de falar, existe uma expressão ilimitada de energia. Não estás limitada no teu suprimento, digamos. A energia gera energia... até mesmo a energia que se está a esgotar!

ANÓNIMO:  Estou de acordo. Talvez lhe chamemos fadiga mas isso não corresponda àquilo que traduz. Por vezes talvez seja pesar, ou alguma outra coisa que descrevemos em termos de energia, ou de falta de energia. Ou choque – o choque é instantâneo.

ELIAS:  Tudo isso são identificações da criação que têm expressão num instante, mas que prosseguem ao longo de um processo.

ANÓNIMO:  Mas esses processos não nos afectarão o ser?

ELIAS:  Não. Afectam-vos na percepção que tendes – afectam-vos a percepção – mas não vos afectam o ser. Não vos alteram o ser nem vos alteram a energia.

ANÓNIMO:  A percepção é importante, não é?

ELIAS:  Excepcionalmente importante, porque conforme afirmei, constitui o elemento que vos cria toda a realidade.

ANÓNIMO:  Assim, manter percepções positivas...

ELIAS:  Temporariamente, como prática do vosso processo e movimento rumo à aceitação, sem dúvida que pode revelar-se bastante benéfico; não que o positivo seja melhor do que o negativo, mas é diferente.

ANÓNIMO:  Então não existe “melhor”.

ELIAS:  Não.

ANÓNIMO:  Mas existe melhor em termos de experiência.

ELIAS:  Não.

ANÓNIMO:  Mais agradável, então.

ELIAS:  Sim, podeis referir que uma experiência seja agradável ao contrário de uma outra. Isso seria identificado como uma preferência, mas sim, vós criais preferências, só que uma preferência não é melhor do que outra. Uma expressão que corresponda à vossa preferência não se apresenta como melhor do que outra. Ambas são meras expressões. Vós simplesmente preferis uma. Um objecto não é melhor do que outro, mas podeis preferir um ao outro. (Pausa de 50 segundos)

Pratica o exercício que te indiquei.

ANÓNIMO:  Hmm.  Tudo bem, vou praticá-lo.

ELIAS:  Já tens muito que assimilar.

ANÓNIMO:  O quê?

ELIAS:  No presente momento já dispões de muita coisa a assimilar. Permite-te relaxar para realizares isso, e futuramente poderás voltar a contactar-me, caso o desejes.

ANÓNIMO:  Obrigado.

ELIAS:  Também te apresentarei a minha energia a ti, a título de auxílio.

ANÓNIMO:  Obrigado.

ELIAS:  Não tens o que agradecer.  Vou-te estender o meu afecto, e vou partir. (A sorrir)

ANÓNIMO:  Obrigado uma vez mais.

ELIAS:  Para ti, au revoir.

ANÓNIMO:  Bye-bye.

Elias parte às 6:22 da tarde.

© 2001  Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados


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O MATERIAL ELIAS