domingo, 24 de junho de 2012

ATENÇÃO & CONFLITO


 


“conflito nos relacionamentos”
“Prestar atenção a ti própria”
Terça-feira, 13 de Junho de 2000 © (Privada/Londres)
Tradução: Amadeu Duarte


Nota da Vicki: Esta é a primeira de uma série de dez sessões que foram feitas em Londres, Inglaterra. Para que fique registado, acrescentei cinco horas às horas indicadas nas cassetes de vídeo destas sessões particulares.

Participantes:  Mary (Michael) e uma nova participante, Lucy (Shel-lu)

Elias chega às 5:11 da tarde. (Tempo de chegada é de 29 segundos)

ELIAS:  Boa tarde! (A sorrir)

LUCY:  Boa tarde, Elias.  Bem-vindo ao Reino Unido!

ELIAS:  Sê igualmente bem-vinda! (A sorrir)

LUCY:  Tu conheces-me?

ELIAS:  Conheço, por assim dizer. Tenho consciência da tua essência e consciência do aspecto dessa essência, que é aquilo com que te identificas.

LUCY:  Poder-me-ias revelar o meu nome da essência? (Pausa)

ELIAS:  Nome da essência, Shel-lu.

LUCY:  Shel-lu. E poderias dizer-me o nome da essência da minha filha, da minha filha Hannah? (Pausa)

ELIAS:  Nome da essência, Marjot.

LUCY:  Marjot.  E sabes a que família pertenço?

ELIAS:  Família da essência, Tumold; alinhamento neste foco, Milumet.

LUCY:  Poderás soletrar-mos, o primeiro e o segundo? Tumo...?

ELIAS: Podes aceder a essa informação por intermédio do Michael, que ele te fornecerá a descrição dessas famílias da essência e as suas qualidades.

LUCY:  Então, é Tumo?

ELIAS:  Tumold.

LUCY:  Tumold.  Tumold, e o alinhamento ...?

ELIAS:  Milumet.

LUCY:  Milumet.  Eu sei que não gostas de perguntas tipo bola de cristal....

ELIAS:  Ah ah ah ah!  Ah, então hoje vamos pôr-nos com joguinhos!

LUCY:  Vamos pôr-nos com joguinhos...! Bom, trago as emoções num turbilhão, e sinto precisar perguntar. Encontrei-me num relacionamento que me causou muita agitação com alguém chamado Joe, e só queria saber se teríamos focos juntos ou qual terá sido a razão para esse relacionamento, por ter fortes sentimentos em relação a ele que não senti que tivessem obtido correspondência. (Pausa, e o Elias sorri)

ELIAS:  Eu vou-te dizer que isso não é uma pergunta do tipo bola de cristal.

LUCY:  Ah, obrigado. (Elias ri)

ELIAS:  Quanto à pergunta que me fizeste – se partilharás outros focos com esse indivíduo – partilhas. Quanto à tua pergunta sobre a influência que esses focos que tu partilhas exerça neste foco particular em que participas presentemente, neste foco gera-se uma permissão relativamente à energia que está a ser expressada noutros focos, que está em parte – em parte! – a provocar afectação neste foco.


Agora; entende que a energia que é projectada pelos outros focos relativamente às interacções que têm lugar nesses focos não te está a ditar as interacções neste foco. Por isso, podes interagir com outro indivíduo – hipoteticamente – num outro foco, e podes criar uma formidável expressão de conflito nesse foco, e podes igualmente interagir NESTE foco com esse indivíduo e NÃO experimentares nenhum conflito no relacionamento que tiveres com ele, por conduzires a ti energia procedente de outros focos, e reconfigurares algumas dessas tuas energias. Permites que certas energias sejam expressadas de um modo similar ao que está a ser expressado em outros focos.


Bom; nos exemplos em que permites que a energia que expressas neste foco seja bastante similar à energia que está a ser expressada num outro foco, isso revela-se bastante propositado e benéfico para ti, neste foco. Aquilo que estou a dizer é que tu crias esse tipo de troca de energia com um outro foco propositadamente, de modo a saíres beneficiada neste foco.


Bom; estou a empregar a terminologia “beneficiada”, o que não quer dizer que possas experimentar conforto. Podes beneficiar, e estar a experimentar conflito ou desconforto.

LUCY:  Mas é suposto ser.

ELIAS:  (A sorrir) Não é “suposto ser”.  É fruto de uma escolha.

LUCY:  Da minha parte?

ELIAS:  Sim.


Agora; quanto às interacções que tens noutros focos com esse indivíduo, tu criaste vários tipos de interacção e de relacionamento com esse indivíduo, em outros focos. Criaste alguns tipos de relacionamento em que empregas muito conflito, e em que dás expressão à amizade e à intimidade.

LUCY:  Noutros focos.

ELIAS:  Sim.

LUCY:  Então isso quererá dizer que sempre irei ter conflito com ele neste foco.

ELIAS:  Não.

LUCY:  Não?

ELIAS:  Isso é o que te estou a dizer – para não olhares para os outros focos a fim de encontrares uma explicação cabal do que estás a criar agora. Podes voltar-te para os outros focos a fim de proporcionares a ti própria alguma informação na medida em que te influenciam o relacionamento actualmente, mas eles não te estão a ditar o presente comportamento. Tu agora estás a criar as tuas próprias escolhas, e esse indivíduo está a criar as escolhas dele.

LUCY:  Teremos tido muitos focos juntos?

ELIAS:  Tendes vários.

LUCY:  Quantos representará isso? (Pausa)

ELIAS:  Oito.

LUCY:  Oito!

ELIAS:  Agora; também tens um foco em que exibes um tipo de relacionamento íntimo com esse indivíduo, por assim dizer, mas foco esse em que também apresentas muitas diferenças, o qual inclui muitas interacções conflituosas.


O que estás a estender a ti própria neste foco, ao te deixares atrair para a energia de outros focos em relação a esse indivíduo, é benéfico, por te providenciar uma oportunidade objectiva. A oportunidade que facultas a ti própria nesta situação consiste em perceberes objectivamente aquilo que TU queres, o que TU desejas, e a orientação que TU escolhes.


Por isso, estás a fornecer a ti própria a oportunidade de voltares a tua atenção para ti própria e de não a manteres tão focada no exterior e no que os outros estão a criar.


Com essa experiência, com esse acto de voltares a tua atenção para ti, também te permites a oportunidade de começares a familiarizar-te contigo, e permitir-te reconhecer o comportamento e as respostas automáticas que muitas vezes adoptas no modo como voltas a atenção para as escolhas e os comportamentos dos outros – desse indivíduo em particular –acção essa com que alteras as tuas escolhas. Isso gera-te um conflito subjacente. Esse conflito surge, digamos, objectivamente, ao reprimires certas expressões ou movimentos em ti própria, ou as tuas escolhas de modo a enquadrá-las às escolhas e condutas dos outros, e também te desconsideras ao questionares o movimento que empreendes, as tuas escolhas e mesmo as capacidades que tens, enquanto a tua atenção se mantém no outro indivíduo.


Ora bem; isso provoca um movimento na tua energia no teu íntimo. Tu também estás bastante acostumada a esse tipo de movimento da energia dentro de ti, e és bastante eficiente na manipulação da tua própria energia de modo a te acomodares, a desconsiderares-te, e és de tal modo proficiente nisso que muitas vezes nem sequer reconheces objectivamente o facto de estares a criar esse tipo de acção, por a tua atenção se centrar no outro indivíduo, pelo que não prestas atenção ao que estás a criar no âmbito da tua energia.


Agora; isso é significativo, porque ao deixares de prestar atenção ao que estás a criar na tua energia, crias um tipo de tumulto interior e a energia é agitada interiormente, e essa energia continua a agitar-se a ponto de permitires que se expresse de um modo objectivo, e nessas alturas, já terás gerado movimento suficiente com a tua energia de modo a que a tua expressão se volta objectivamente do facto de ser reconhecida como uma desconsideração pessoal para uma identificação de defesa pessoal.


Agora; defrontas-te com a oportunidade de te familiarizares contigo própria, com a tua energia e os teus desejos, e o reconhecimento de mais ninguém te poder ditar o comportamento a adoptar. Mais ninguém te pode ditar as escolhas. Isso corresponde à expressão de te desconsiderares e às habilidades que tens.


Tu dispões da capacidade de criares as tuas próprias escolhas. Já estás a criar todas as tuas escolhas, mas a tua consciência objectiva muitas vezes identifica a percepção de que os outros te estão a ditar as escolhas, e como tal não te resta escolha em determinadas situações, ou não podes confiar nas habilidades que possuis de modo a implementares as tuas escolhas com eficiência, e desse modo, impões restrições ao teu movimento.


Agora; quanto á interacção que tens nesse relacionamento, no sentido da “bola de cristal”, há diferentes vias que podes escolher. Devo dizer-te que podes continuar a interagir e criar intimidade com esse indivíduo, e posso-te dizer que - por estar com a veia da bola de cristal, por assim dizer – que, se escolheres continuar da maneira em que prossegues presentemente, o mais provável é que continues a criar conflito e que cries frustração íntima a um grau intenso.

LUCY:  Então, não é uma boa aliança.

ELIAS:  Não estou a expressar isso.

LUCY:  Estás, sim!

ELIAS:  Não estou! (A Lucy ri) Estou a referir que se continuares da maneira em que estás presentemente a criar...

LUCY:  Então, preciso considerar o relacionamento de um ponto de vista diferente?

ELIAS:  Se optares por continuar nesse relacionamento particular – que depende da tua escolha – se escolheres incorporar conflito, sim, seria aconselhável alterar a percepção que tens.


Mas consideremos igualmente os desejos e quereres que tens, e o que podes inquirir da tua parte de uma forma autêntica, não apenas por meio da expressão da emoção, mas de uma forma genuína – DESEJARÁS continuar ou não? Qual é o desejo que TENS?

LUCY:  Não continuar... bom, na verdade terminei o relacionamento ontem.

ELIAS:  E então porque perguntas isso?

LUCY:  Por não ter a certeza de ter tomado a decisão certa.

ELIAS:  (A rir)  Mas isso é uma expressão de....

LUCY:  Existe uma ligação muito forte entre nós. Eu sabia que tinha estado com ele antes – uma ligação muito forte. Eu só gostava de saber se ele virá a andar por aí comigo neste foco, até ao final deste foco.

ELIAS:  Isso é escolha tua.

LUCY:  Então tenho escolha?

ELIAS:  Tens!

LUCY:  Caso eu queira, ele vai andar por aí.

ELIAS:  Mas isso depende de....

LUCY:  Dele.

ELIAS:  Não. Isso depende de TI, e das tuas acções e escolhas.

LUCY:  Então, tu vês que ele escolhe andar ao meu redor, nesse caso. (Pausa)

ELIAS:  Vós estabelecestes, neste foco, aquilo que em termos físicos expressais por força mútua na vossa expressão de energia no relacionamento um com o outro.


Agora; nessa expressão, cada um de vós faz uso de uma expressão emocional que projecta no outro indivíduo. Ambos criais essa acção. Ambos criais igualmente uma expressão pejada de expectativas em relação ao outro. Agora; uma das expectativas que ambos partilhais é a de que o outro altere o comportamento que apresenta.

LUCY:  Hmm, conflito.

ELIAS:  Ora bem; o que te estou a dizer, ao salientar para voltares a tua atenção para ti, é muito mais facilmente expressado por palavras do que pela acção.


Porque, com a expectativa de que o outro altere o seu comportamento, mesmo ao voltares a atenção para ti própria, aspectos dessa crença há que continuaram e permanecerão, porque ao começares a voltar a vossa atenção para ti e perceberes que o outro não corresponde a essa acção, crias uma outra expectativa.

LUCY:  Qual?

ELIAS:  A de continuares a voltar a atenção para ti por perceberes que o outro venha também a tomar parte (modo condicional).


Nessa medida, continuas com uma expressão bastante semelhante à que estás actualmente a criar – “Vou criar esta acção se tu também criares essa acção” – o que traduz a expressão de baseares a tua conduta nas escolhas do outro, e permitires que ele te passe a ditar ou ordenar.

LUCY:  Então, procedi à escolha acertada.

ELIAS:  Agora; nessa medida, torna-te ciente de ti de uma forma objectiva e da direcção que assumes, porque a criação disso neste relacionamento plasma-se  noutros relacionamentos. Essa mesma exibição de expectativas apresenta-se noutros relacionamentos.

LUCY:  Nesse caso vou ter que trabalhar o meu lado. Será isso que estás a dizer? Em um nível interior?

ELIAS:  Para voltares a tua atenção para TI, e permitires-te examinar-te e familiarizar-te contigo própria – com os teus quereres e os rumos que TU escolhes. Permite-te notar aquelas alturas em que respondes automaticamente pela concessão de permissão para os outros passarem a ditar-te.

LUCY:  Vou voltar a cassete.

ELIAS:  Muito bem. (Pausa)

LUCY:  Quantas vidas tive?

ELIAS:  Nesta dimensão física, apresentas um total de 712.

LUCY:  (A rir) Nesse caso, não aprendi muito, aprendi? (Elias ri)  Caramba, são muitas. (Pausa)


Uma outra coisa que queria debater era o caso do meu irmão, que também se chama Joe. Ele contraiu cancro – já teve cancro quatro vezes – e eu gostava de saber por que razão estará a criar isso, e se irá sobreviver. (Pausa)

ELIAS: E eu posso-te perguntar porquê.


Também te posso dizer, falando em termos relativos – com respeito a ele continuar no foco físico – que isso depende da escolha dele. Falando em termos relativos, vai continuar, mas isso é muito relativo. Quanto à altura, ou o que designais por duração de tempo em que deva continuar neste foco físico, isso cabe à escolha dele.


Quanto à pergunta da razão por que ele estará a criar essa opção, a criar essa expressão de enfermidade – esse indivíduo está a criar uma luta interior, uma luta para empregar uma escolha relativa à interacção que tem nesta dimensão física; em termos simples, se vai continuar ou se não vai continuar.


Essa luta tem vindo a prosseguir por muito mais tempo do que qualquer manifestação de doença. Tem vindo a apresentar uma vacilação há já algum tempo.


Há expressões de energia e de crenças que influenciam este indivíduo quanto à escolha de continuar neste foco físico. Há influências provenientes de outros que são projectadas no alinhamento desses sistemas de crenças, no sentido de ele continuar neste foco. Mas também existe um aspecto deste indivíduo que não deseja continuar. Por isso, está a ser gerada uma influência contínua que move a proposta da via do desenlace.


O que não quer dizer que ele já tenha escolhido desprender-se do foco físico, mas está a vacilar. Por isso é que apresenta esta criação de afectação repetidas vezes neste foco que pende nessa direcção.

LUCY:  Como é poderei ter mais paz na minha vida e menos ansiedade, Elias?

ELIAS:  (A sorrir)  Mas isso está directamente relacionado com a conversa que acabamos de ter!

LUCY:  Procedendo a um maior trabalho interior.

ELIAS:  Prestando atenção a TI.


Permite-te praticar.  Pratica a observação daquilo que queres, mas não na estreiteza dos termos com que estás familiarizada. Torna-se muito fácil no vosso foco físico voltar a atenção e dizer para vós próprios: “Eu sei muito bem aquilo que quero – quero saúde, quero felicidade, quero riqueza, quero conforto.” Mas...

LUCY:  Paz era muito bom.  Paz seria excelente.

ELIAS:  Mas a paz não é a expressão dessas identificações, embora possa facilitar todas essas expressões.


Bom; se te permitires voltar a tua atenção para ti sem a manteres fora, na relação com os outros... NEM nas circunstâncias, por o desconforto ou a ausência de paz não ser criada simplesmente em relação aos outros, mas também com as circunstâncias que vós criais, que podem não envolver mais ninguém para além de vós.


Se começares a voltar a tua atenção para ti sem te distraíres com tanta frequência e sem a intensidade com que te distrais com tudo o que acontece fora de ti, e começares a permitir-te familiarizar-te CONTIGO – com as tuas expressões, os teus comportamentos, a tua intuição, a tua voz -  a tua voz interior e a tua voz exterior – tu também te permitirás notar essas expressões que te interrompem a paz e a alegria.


Tu não notas o que estás a criar que te interrompe a paz e a alegria, por não estares a prestar atenção a ti própria. Estás a prestar atenção a tudo quanto ocorre fora de ti. As pessoas experimentam ausência de paz e de alegria naquilo que criam e não no que é criado ao seu redor.

LUCY:  Então, é tudo culpa minha.

ELIAS:  Ah!

LUCY:  (A rir)  Eu estou a fazer isso a mim própria!

ELIAS:  E isso representa uma outra desconsideração de ti própria!

LUCY:  Consegues perceber as minhas vidas? Consegues perceber a agitação e a ansiedade em que vivo? Que é que percebes enquanto estás aí sentado?

ELIAS:  Eu vejo a tua energia. Vejo a expressão da tua essência que se manifesta neste foco particular, e a expressão de energia que projectas. Percebo-te mais de uma forma abrangente do que tu te percebes a ti própria! (A rir)

LUCY:  (A rir) Bom, obrigado! (Elias dá uma risada)

Poderemos falar da minha filha?  Ela constitui a única estrela que tenho no céu.

ELIAS:  Ah!  Uma vez mais!  Vou-te propor, antes de debatermos a questão da tua filha, a prática de um exercício que poderás proporcionar a ti própria pelo período de uma semana.

LUCY:  Tudo bem.

ELIAS:  Vou-te desafiar, a identificares e a perceberes toda a vez em que te desconsiderares seja por pensamentos, comunicação verbal, ou por intermédio da emoção. Isso vai ocupar muito do teu tempo!

LUCY:  (A rir) Sim, também sou de opinião que vai!

ELIAS:  (A rir) Nota lá isso para contigo toda a vez.

LUCY:  Ceder-me-ás alguma energia para a semana?

ELIAS:  Certamente que sim!

LUCY:  (A rir enquanto o Elias sorri)  Quantas vidas teve a minha filha? (Pausa)

ELIAS:  Número total de focos nesta dimensão, 46.

LUCY:  Oh, só isso? Fico surpreendida. Pensei que ela fosse realmente uma alma antiga. Isso surpreende-me realmente. A que família pertence ela?

ELIAS:  Família da essência, Sumari; alinhamento neste foco, Ilda.

LUCY:  Ilda.  Então ela não pertence à mesma família que eu.

ELIAS:  Isso não tem importância.

LUCY:  Não tem importância.  Claro, realmente não tem importância nenhuma.


Estão sempre a comentar que eu sou boa com as pessoas. Bem sei que não sou lá muito boa comigo própria, mas pareço ser capaz de tranquilizar e de confortar os outros. Dou bons concelhos, quer acredites quer não, e gostava de me expandir nisso. Gostava de ajudar as pessoas. Conseguirás perceber um rumo que possa tomar? Poderás aconselhar-me quanto a isso?

ELIAS:  Mas isso também está relacionado com a conversa que tivemos nesta tarde, porque se te permitires familiarizar-te mais com a tua própria energia, e as tuas expressões e as tuas vozes, por assim dizer, também te permitirás reconhecer a energia dos outros com mais clareza.


Tu, em parte, já te permites um à-vontade na interacção com as expressões de energia dos outros, e permites-te envolver algumas expressões em relação ao teu sentido de empatia juntos dos outros, mas também podes expressar essa capacidade de um modo mais completo se te familiarizares com a tua energia e as respostas automáticas que adoptas.


Isso é chave, porque, à medida que te familiarizares mais contigo própria e te familiarizares com a tua expressão de resposta automática em relação às tuas próprias crenças, também te permitirás reconhecer, ao interagires com os outros, o que traduz uma projecção da tua energia e a influência da tua energia, e traduz uma expressão genuína de fusão com outro indivíduo e uma permissão da expressão dele. Isso deverá proporcionar-te uma maior clareza nas interacções que tens com os outros, e poderás permitir-te uma maior liberdade nessas interacções, o que poderá tornar-se numa ajuda para ti própria e para os demais.

LUCY:  Uma última pergunta do tipo bola de cristal. Pensas que neste foco eu tenha alguma possibilidade de ter mais um filho? (Pausa)

ELIAS:  Neste foco, no contexto das probabilidades, sim, mas isso não constitui um absoluto! (A Lucy ri) Mas existe o potencial de criares esse tipo de probabilidade.

LUCY:  Muito bem.  De que modo poderei evitar o trauma na minha vida?

ELIAS:  Procurando a tua paz.

LUCY:  Procurando a minha paz. Bom, penso que terás respondido a todas as perguntas que tinha. (Elias ri, e a seguir gera-se uma pausa) É, penso que o terás feito. É quase tempo de terminar. Haverá alguma coisa que queiras sugerir-me?

ELIAS:  Vais-te envolver com o exercício nesta semana?

LUCY:  Vou. Definitivamente.

ELIAS:  Isto é propositado. Eu instruo-te deste modo, para poderes actualizar o que estivemos a tratar, o facto de te familiarizares contigo própria e de te familiarizares com a tua energia e com as respostas automáticas que geras.


Agora; no âmbito desse exercício, vou-te dizer igualmente para não de desconsiderares por te desconsiderares! (A Lucy desata na gargalhada enquanto o Elias sorri) Por poderes igualmente passar a assumir uma expressão dessas! (A rir)


Permite-te simplesmente reconhecer e observar – notar as alturas, notar o automatismo desse tipo de expressão que tu crias, mas sem te castigares por o fazeres; reconhecendo simplesmente o facto de estares a criar essa expressão de novo.

LUCY:  Mas preciso dar a volta a isso.

ELIAS:  Não nesse instante. Isso constitui a acção do que poderás expressar como “acertar ao calhas”. Actualmente, é suficiente que simplesmente te permitas observar e reconhecer. Quando observas e reconheces, começas a alterar essa expressão com naturalidade.


Por isso, não sobrecarregues o exercício com a tentativa de alteração da tua expressão. A questão não reside nisso. A questão assenta em não atribuíres julgamento ao que estás a criar, por aquilo que já estás a expressar não ser mau. Está simplesmente a criar obstáculos que tu desejas eliminar ou remover.


Portanto, a questão assenta em não criares mais formas de julgamento do que aquelas que já estás a criar, e se voltares a tua atenção para a expressão de tentativa de alteração toda a vez que te desconsiderares, estarás apenas a criar a mesma expressão, por estares a julgar aquilo que estás a expressar.

LUCY:  Ou seja, trata-se apenas de ter consciência.

ELIAS:  Sim. Permite-te observar e reconhecer. À medida que tomas consciência, permitir-te-ás mover a tua energia sem esforço e não continuar a expressar essas formas de desconsideração pessoal com tanta frequência. Permitir-te-ás um movimento natural destituído de esforço, de concentração, assim como de julgamento de ti própria. Avançarás, muito simplesmente.


Não exige concentração. Não exige nenhuma exibição de esforço. É-te exigido MAIS esforço na concentração e no facto de dizeres a ti própria, “Eu não me vou desconsiderar,” do que simplesmente em deixares de te desconsiderar! (A sorrir) E não te desconsiderarás com tanta frequência, assim que começares a reconhecer a frequência com que o ESTÁS a criar...

LUCY:  Tratar-se-á, então, de um hábito?  Por que razão o faço?

ELIAS:  Por ser uma acção automática.  É familiar.


Nesta dimensão física, vós criastes todos uma expressão formidável no sistema de crenças da duplicidade – o certo, o errado, o bom, o mau, o melhor, o pior. Essas expressões acompanham todo o movimento, toda a escolha, toda a acção que envolveis no vosso foco. Trata-se de um sistema de crenças extremamente forte e poderoso. Também é extremamente fácil continuar a reforçá-lo por o bem, o melhor e o positivo constituírem igualmente formas de julgamento, e não só o pior e o errado ou o mau.


Por isso, não é melhor deixar de te desconsiderares! Apenas te permite um maior leque de escolhas quando te não estás a desconsiderar, por te permitir reconhecer-te mais a ti própria e às capacidades que tens. Se afirmares que não tens a capacidade de realizar uma acção qualquer, nem sequer tentarás. Consequentemente, obstruirás todas as escolhas que tens ao teu dispor, enquanto se não desconsiderares as tuas capacidades, abrir-te-ás a todas as tuas escolhas.


Nessa medida, não te estou a dizer que qualquer dessas opções seja melhor ou pior. Estou a responder ao teu desejo, e o desejo que tens – em especial nesta altura, por te manifestares em relação à mudança de consciência que está a ter lugar – o desejo que tens é de eliminares esses obstáculos ou limitações. O desejo que tens é o de expandires a consciência de uma forma objectiva e de te permitir uma maior liberdade.


Vós estais a mover-vos nesta dimensão física em relação ao desígnio que foi instaurado fisicamente da vossa realidade como foi expressada anteriormente ao longo da vossa história.


Estais a criar uma mudança na consciência que altera a vossa realidade, alterando igualmente desse modo a vossa realidade física– ao vos abrirdes para com as expressões de liberdade, para com as vossas escolhas, e voltando a vossa atenção para vós, permitindo-vos orientar-vos, sem serdes ordenados pelos outros elementos da vossa realidade.

LUCY:  Devo ser capitão do meu próprio barco.

ELIAS:  Justamente, Mas tu és, e serás!

LUCY:  Estou ansiosa por isso.

ELIAS:  (A sorrir) E eu encorajo-te nessa acção!

LUCY:  Obrigado.

ELIAS:  Mas vou-te oferecer uma expressão de energia para te ajudar e para te encorajar nos teus movimentos.

LUCY:  Muito obrigado.

ELIAS:  Não tens de quê.

LUCY:  Quem me dera poder fazer qualquer coisa por ti.

ELIAS:  De certo modo, já estás a fazer, (a Lucy ri) por EXISTIRES, e com a tua simples existência, envolveres e partilhares. Consequentemente, ESTÁS a contribuir. (A sorrir)

LUCY:  O nosso tempo terminou.

ELIAS:  Muito bem.  Expresso-te um enorme afecto.

LUCY:  Obrigado.

ELIAS:  E fico a antecipar a continuação da nossa interacção. Expressar-me-ei em energia para contigo, e poderás ficar atenta à minha energia.

LUCY:  Ah, eu vou ficar, eu vou ficar.  Muito obrigado.

ELIAS:  Para ti neste dia, au revoir.

LUCY:  Au revoir.

Elias parte às 6:12 da tarde.

© 2001  Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados


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