sábado, 26 de maio de 2012

A PACIENTE


“A Sessão da Doente”
sessão #81
24 de Março de 1996
Tradução: Amadeu Duarte


Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Ron (Olivia), Cecelia (Sari), Charles Jr. (Ty-Le), e um tipo novo, chamado Rex (Dosh)

Elias chega às 6:17 da tarde

Nota: Esta sessão foi chamada de “Sessão da Doente” porque, apesar da Mary se sentir bastante adoentada nessa noite, ela recusou cancelá-la.

ELIAS: Boa noite. As boas vindas a uma nova essência. (A sorrir) Esta noite, vamos expor-nos às vossas perguntas, e deixar o debate da consciência para o nosso próximo encontro. O Michael encontra-se bastante desagradável esta noite! (A sorrir) Por isso vou ser complacente. Podeis colocar perguntas, se o desejardes. Temos vindo a debater o tempo e a consciência, e se desejardes alguma clarificação, ficarei à vossa disposição, para qualquer auxílio.

RON: Haverá mais alguma informação que nos possas dar acerca da Área Regional 3, no que respeita à consciência colectiva?

ELIAS: Vamos entrar nessa temática, em relação ao nosso assunto subordinado à consciência. Não entramos no assunto da consciência das massas, até esta altura. Iremos abordar isso, apesar do Lawrence poder não se sentir muito entusiasmado com a ideia, (a sorrir) por isso também envolver ligações com a política; mas isso deverá proporcionar-vos informação sobre o modo como a vossa consciência afecta todas as outras fisicamente focadas. Também deverá proporcionar-vos informação relativa à vossa mudança, e quanto à ligação que tendes, e o modo como afectais. Vamos discutir isso no nosso próximo encontro. (Pausa prolongada)

...

CHJR: Eu tenho uma pergunta. Penso ter uma ligação qualquer com o John Lennon, possivelmente, eu e alguns outros que eu conheço, e queria saber se poderias trazer alguma luz á questão.

ELIAS: (A sorrir) Vou-te estender um pouco de informação. Isso também está ligado ao nosso tema da consciência. Já abordei esse assunto anteriormente. Há certos indivíduos que, no foco físico, aspiram a gerar um enorme volume de energia que vá influenciar muitos indivíduos. Quando esses indivíduos interrompem um foco físico particular, a sua energia permanece. Essa energia é passível de ser mobilizada. Trata-se dum banco de energia, por assim dizer. Muitos podem identificar-se com essa energia e ser afectados por ela, e podem igualmente estar ligados de tal forma que podem chegar a (pausa) expressar um conhecimento em relação ao indivíduo. Isso fica a dever-se à razão de se identificarem com essa energia. Não se trata necessariamente duma situação de aspectos relativos à personalidade, apesar de por vezes, esse poder ser o caso; mas cada indivíduo que alcança uma certa (pausa) familiaridade com as massas (pausa) movimenta energia de uma forma que passa a afectar por razões de ligação.

Essa energia é passível de ser utilizada por aqueles que se encontram (pausa) numa existência futura, por assim dizer, em relação ao indivíduo que tenha gerado essa energia. Pode ser mobilizada e revelar-se bastante proveitosa para esses indivíduos por diversas vias. Muitos artistas geram um tipo de energia desses, em relação à qual futuros artistas podem utilizar, como uma consciência que terá sido “abandonada”, por assim dizer. Disso já falamos anteriormente, como perspectivas do mundo dum indivíduo que permanecem após o indivíduo ter terminado um foco físico particular. Pode ser expressado como a perspectiva do mundo desse indivíduo no âmbito da consciência, ou o seu “banco psíquico de dados” consciente da energia; o qual fica depois disponível a todos. Nem todos estabelecem ligação com ela; apenas alguns se identificam com essa energia e se permitem alinhar por ela, desse modo realçando a sua própria consciência com uma informação de carácter inspirador. (Pausa)

VICKI: Eu tenho uma pergunta acerca da fragmentação. Quando um indivíduo se fragmenta num foco de desenvolvimento, conforme o Thomas e a Ti-le, porque razão por vezes as ligações se revelam tão fortes num tipo de fragmentação desses?

ELIAS: Depende da fragmentação em particular. A razão porque te identificas tão fortemente com essas fragmentações em particular deve-se ao facto da essência que se fragmenta alinhar bastante por esses fragmentos; sendo o que poderás designar por “favoritos”. (A sorrir) Se facultasses a ti própria a capacidade de visualizar, como se fosse um filme, os teus focos de desenvolvimento, poderias identificar um em particular de que gostas bastante. Nessa medida, poderias referir ser a tua “vida favorita”. Cada essência que se manifesta no físico também comporta um afecto por determinados experiências e focos de desenvolvimento. Nessa medida, se um deles se fragmentar, gera-se um enorme laço de ligação da essência que se fragmenta para com a essência de que se fragmentou.

VICKI: E na categoria dos nomes de focos físicos do nosso quadro, sob a designação de Otha, o nome do foco físico é Aren, certo? Estarei eu a recordar isso correctamente? Então a esta altura, preciso que perguntar sobre esse nome particular, Aram, que é o que eu dei ao meu filho, e não sei (o que significa). Nem sequer sei onde reside a interrogação. Nunca fiz uma pergunta sobre essa área antes, mas agora sinto uma enorme curiosidade em relação a isso. Os nomes são muito parecidos.

ELIAS: Eles são muito próximos, na tonalidade vibratória. (Pausa)

VICKI: Está bem. Eu senti-me atraída por esse nome que dei ao meu filho devido a um reconhecimento desse foco particular do Otha?

ELIAS: Em parte. Isso representa uma incorporação da parte do Lawrence, por assim dizer; uma recordação, e uma interpretação ligeiramente diferente do tom completo vibratório que a essência incorpora. Cada nome desses de um foco físico que tu associaste a essas essências detém um significado, como o que imaginarias ser uma “vida favorita”. Todavia, em relação a este indivíduo isso envolve igualmente outras razões. (Faz uma pausa a sorrir)

VICKI: Razões essas que são...? (O Elias começa a rir)

ELIAS: Vou-te dizer que este indivíduo também exerceu uma influência, por assim dizer, no seu nome, ao desejar não ser...“igual”!

VICKI: Provavelmente empregue no alinhamento que tem com a família Sumari.

ELIAS: Muito bem, Lawrence. (Pausa a sorrir)

VICKI: Está bem. Vou proceder à minha própria investigação nessa área, esta semana.

RON: Poderás dizer-nos qual será o seu nome da essência?

ELIAS: Este indivíduo encontra-se a vacilar. É a essência chamada Kyari; a vacilação deve-se ao facto de não desejar identificar-se numa tonalidade particular relacionada com o sexo; por isso, por vezes emprega um, e por vezes emprega outro. Bastante brincalhão! (A rir)

VICKI: Como se soletra esse nome?

ELIAS: Não apresentamos nenhum modo para o soletrar! (A sorrir)

VICKI: Eu sabia que ias dizer isso!

ELIAS: Por isso, podes escolher. Um fragmento bastante interessante! Isso também, deixa que te diga, constitui um interessante exemplo de fragmentação, porque na fragmentação, podeis igualmente expressar qualidades da vossa essência pelas quais sentis uma enorme paixão; e, de certo modo, podeis mover essas energias para uma área colectiva, e ela pode ser fragmentada. Nessa medida, tu habilitas muitos dos traços da tua personalidade individual na nova essência; mas ela, duma forma muito brincalhona, passará a incorporar as novas qualidades que lhe são individuais. Muitas vezes, a diversão dessa essência passa pela expressão dum desejo de não alinhar por coisa nenhuma! (Faz uma pausa a sorrir, enquanto a Vicki e o Ron riem)

CHJR: Penso que, seja qual for o traço que tivermos, é como se desse o oposto, e o físico passasse a estar associado ao espiritual. O nosso tipo de pessoa seria alguém da nossa própria categoria, ou alguém duma categoria com quem habitualmente tivéssemos um intercâmbio?

ELIAS: Não existe regra nenhuma! (A sorrir) Isso ser-vos-ia bastante conveniente, caso eu dissesse que sempre vos sentiríeis atraídos para uma imagem espelhada de vós, ou para uma que fosse exactamente igual, mas esse não é o caso. Depende da escolha que elegerdes quanto à personalidade, da que vós próprios incorporais e das vossas contrapartes. Além disso, também direi que o vosso “tipo favorito de pessoa”, por assim dizer, varia muito; porque em diferentes focos de desenvolvimento o alinhamento que tiverdes pode diferir. O vosso propósito pode diferir. Por isso, haveis de vos sentir atraídos para diferentes experiências e diferentes tipos de personalidade. (Pausa prolongada)

VICKI: Está bem. Bom, eu notei algo enquanto estava a fazer a transcrição desta semana que passou, relativamente à informação sobre a consciência. Eu notei que sentia bastante incómodo com essa transcrição. Tive imensas dificuldades em faze-la. Custou-me a focar-me na informação e tive problemas em terminá-la. Penso que muito desse incómodo reside no facto de não saber o que é que um indivíduo sem qualquer informação sobre essa área, suporá imediatamente ao ler essa introdução à consciência, porque eu suporia de imediato algum tipo de ligação religiosa, o que me deixa extremamente perturbada, e por causa disso senti-me mesmo admirada por a ter conseguido completar, em vez de a colocar de lado durante mais alguns dias, e a ter voltado a ler, e procurado talvez mesmo convencer-me de estar a reagir de um modo ridículo. Assim, penso que a pergunta que queira fazer seja: qual a razão de tão forte reacção a essa breve introdução?

ELIAS: Alguns de vós reagis fortemente à informação que julgais estar caracterizada por uma orientação religiosa. O Lawrence, ao estar muito ligada a um envolvimento religioso, experimenta um tipo de reacção desse. Contudo, explicar-te-ei que, apesar das vossas religiões terem distorcido as vossas verdades, cada uma delas constitui uma criação excepcional. Portanto, perceber elementos religiosos como algo que vós designais por negativos ou inaceitáveis é hilariante, porque vós próprios criastes essas crenças e elas serviram-vos na perfeição. Vós só desenvolveis uma aversão por um assunto quando vos sentis afectados de um modo que designais como negativo. Estais a aproximar-vos da vossa mudança; e nessa medida estais a alargar a consciência que tendes, o que também representa uma expansão das crenças que tendes. Por isso, não estais a eliminar essas crenças. Estais é a reconhecê-las e a aceitá-las. A aceitação difere bastante da eliminação! As crenças que possuís não são “más”. De muitas maneiras, elas são apenas ineficazes, por terem sido distorcidas e terem provocado muito conflito, do qual estais agora a afastar-vos.

Na área das crenças religiosas, conforme declarei previamente, muitíssimos elementos correspondem à verdade. Apenas foram distorcidas pelas histórias das vossas religiões. Possuindo a qualidade de Vidente, tu deténs um enorme desejo por uma menor distorção. Ao vos focares no físico, isso torna-se confuso, por não terdes bem a certeza do que seja distorção e do que não seja! Nessa medida, quando abordamos temas “traiçoeiros” como esse, isso (a sorrir) gera uma reacção. Nas áreas dos elementos religiosos ou políticos tende a produzir “pontadas” em alguns de vós, por a vossa essência se estar a situar muito próximo, no âmbito da consciência. Por isso é que sentes o desejo por uma ausência de distorção. O que não é possível no enfoque físico; mas podeis incorporar uma distorção mínima. Apenas precisais alcançar a posição de aceitardes as vossas próprias crenças. Não é preciso afastá-las num afã de as eliminar; porque se as estais a reconhecer e a entender constarem de crenças, nesse caso também lhe anulais o poder que exercem.

Quando falamos nos termos de Deus e da consciência, isso gera-vos sentimentos, por incorporardes termos com que vos identificais no foco físico. Na sua grande maioria, procuro contornar terminologia com que estabeleceis forte identificação, de forma a não influenciar as crenças existentes. Infelizmente, não possuís termos suficientes para expressar a consciência universal. Torna-se bastante entediante estar a usar termos como a Unidade Criadora universal e o Todo continuamente! (A rir) Esse pequeno termo “Deus” já sois capazes de compreender, pelo que se torna eficaz. Além disso também refiro com vigor que a explicação que dou para esse termo não traduz daquilo que concebeis. É bastante diferente; só que vós possuís muita experiência anterior com estas questões, razão porque agora exercem afectação. (Pausa)

VICKI: Está bem.

REX: Gostava de colocar uma pergunta. O tempo significará alguma coisa para ti?

ELIAS: Muito pouco.

REX: Terá ele existência?

ELIAS: Nos termos em que o evocais, não; Apenas tem para vós, no foco físico. Vou-te dizer que o tempo, no foco físico, existe. Trata-se duma criação da vossa percepção e dos vossos sentidos, pelo que traduz uma realidade. Também vos direi que em determinadas áreas do foco não físico, ele também tem existência, só que num contexto diferente; não no mesmo com que vos identificais, e tem muito menos significado; Mas nas percepções mais alargadas da consciência do foco não físico, ele não tem existência. É uma invenção da percepção. (Pausa)

CHJR: Será possível estar vivo e não ter um enfoque físico?

ELIAS: Nós estamos permanentemente vivos! (A sorrir afectuosamente para o Charles Jr.)

CHJR: Mas enquanto habitamos um corpo físico, será possível ter um enfoque não físico?

ELIAS: Eu não sou físico! (A sorrir)

CHJR: Sem dúvida, mas tu só nos visitas temporariamente! (A rir)

ELIAS: Ah! Então, quando não estou convosco, não existo!

CHJR: Não, não, não, não! Mas digamos, um indivíduo, que tenha nascido e crescido e mantenha um foco físico durante muitos anos, a determinada altura decide deixar de continuar a exercer tal enfoque, e despende anos a fio a tentar alcançar um enfoque imaterial... Será possível que esse indivíduo mantenha o emprego das nove às cinco, e todas essas coisas espantosas, e ainda assim não exerça um enfoque físico?

ELIAS: Se escolherdes penetrar o ciclo da manifestação física, nesse caso estareis a escolher penetrar no ciclo da manifestação física! (A sorrir) Nessa medida, manifestais-vos. Não usais este mundo físico para andar por aí às voltas como um fantasma!

CHJR: É somente que suspeito que uma consciência mais vasta pudesse incorporar o físico assim como outras coisas para além dele.

ELIAS: Isso é correcto; porque ao nível da essência, a vossa consciência abrange todas as vossas manifestações físicas, tanto desta como de todas as outras dimensões, assim como de todas as fachas temporais, enquanto mantém uma existência não física.

CHJR: Huh? Vou pensar nisso. (Este tipo representa uma adição simpática ao grupo, sem dúvida)

CELIA: Quando... Posso-me chegar? (Elias acena, a sorrir) Quando tivermos terminado este enfoque físico, quando esta essência tiver posto cobro a este foco físico e ele se extinguir, ainda teremos oportunidade de termos mais focos físicos?

ELIAS: Se o escolherdes.

CELIA: Então assenta numa escolha da nossa parte?

ELIAS: Sempre. Todos os sistemas se acham em aberto. Não existem sistemas estanques. Por isso, podeis escolher aquilo que desejardes manifestar. Se escolherdes voltar a manifestar-vos, haveis de o fazer. Se optardes por não vos voltar a manifestar, não havereis de vos voltar a manifestar. Podeis escolher não vos manifestar de novo e projectar um aspecto da vossa consciência, ao invés, a fim de experimentardes, a manifestação física. Ao nível da essência não existem limites. Por isso, o que fordes capazes de imaginar, também sereis capazes de realizar.

CELIA: Então, posso entender que isso também seja válido em relação a tudo o que exista no mundo físico, igualmente?

ELIAS: Exacto.

CELIA: Obrigado. (Pausa)

VICKI: Eu tenho uma pergunta acerca desta manifestação física do Michael e da Elizabeth, por terem coincidido com a decisão que tomaram de se mudarem. Estarão ambas essas duas coisas ligadas, de alguma maneira?

ELIAS: Em relação à mudança física?

VICKI: Sim.

ELIAS: Isso é muito mais complicado, conforme falamos anteriormente. Existem muitas probabilidades, as quais foram iniciadas e postas em marcha com a decisão de se mudarem fisicamente, e que envolvem muitos indivíduos. Existem, além disso, muitas probabilidades envolvidas nesta manifestação da disfunção física. Nem todas estão o que dirás ser ligadas à mudança. Algumas, é certo que sim. Outras, não. Trata-se da manifestação do culminar de muitos aspectos. Falaremos disso numa outra altura.

VICKI: Está bem. (Suspira)

ELIAS: Vou-me voltar a encontrar convosco em breve, num período futuro, e vou-vos votar um carinhoso afecto a todos, e ficar na antecipação do nosso próximo encontro. Vou-vos desejar, nesta noite, um au revoir.


Elias parte às 7:08 da noite.
© 1996 Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados


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