sábado, 26 de maio de 2012

AUTOPERCEPÇÃO - IMPORTÂNCIA



“Percepção de Nós Próprios”
“Minimizando a Importância Daquilo de que não Gostamos”

Sessão #2284
Sábado, 2 de Junho de 2007 (Grupo/Viena)
Tradução de Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael), Angelika (Lysteel), Anne (Monique), Balbina (Joline), Bridgy (Thelma), Christoph (Fiodora), Donna (Luera), Elisabeth F (Sebastia), Elisabeth P (Maura), Elizabeth B (Trina), Eric J (Valerian), Eric L (Yuki), Eric M, Gerhard (Doro), Gina, Gottlieb (Gottlieb), Hans (Franz), Ingeborg (Idina), Jean-Baptiste (Araili), Jens (Samira), John, Katrin (Duncan), Kaustubh (Vynule), Linda (Carmenn), Marguerite (Metra), Marina (Minian), Mark M (Sarano), Mark R (Pinzu), Martin, and Peer (Tulien).

Elias chega às 12:54 PM. (Tempo de chegada é de 20 segundos.)

ELIAS: Boa tarde!

GRUPO: Boa tarde!

ELIAS: A discussão de hoje versará o tema da percepção. Todavia, vamos interagir em conjunto a fim de identificarmos a percepção que têm de vós próprios, uma vez que a percepção que têm de vós próprios influencia tudo aquilo que fazeis. Influencia-vos a vossa energia (consciência) assim como tudo aquilo que atraís a vós.

Neste debate vamos examinar o modo como a percepção que tendes de vós próprios vos influencia a vossa “bola” de energia individual. Cada um de vós possui um campo de energia que vos rodeia. Vós constituís a sua fonte e a partir de vós essa energia irradia. Essa energia pode ser comparada a uma bola (como uma bola de sabão). Desse modo, cada um de vós senta-se, neste momento, numa bola. Mas que aspecto tem e de que modo expressareis essa “bola”? Porque essa é uma “bola” possuidora de propriedades magnéticas; desse modo, ela atrai a si, a partir de qualquer direcção, o que quer que se assemelhe a ela, seja de que forma for. É por essa razão que a imagética objectiva é tão abstracta, pois uma forma de energia é capaz de atrair a si centenas e centenas de experiências e tipos de acção que se lhe assemelhem. Uma corrente é capaz de criar milhares de tipos de acção e de manifestação.

E o facto de serdes a fonte dessa “bola” é significativo, porque o modo como vos percebeis define o tipo de energia que passareis a projectar. Portanto, se vos achardes angustiados ou aflitos com a vossa situação; se vos sentirdes desconfortáveis com relação a vós próprios e criais caso com relação a certos aspectos de vós próprios, isso influencia-vos a “bola” e isso, por sua vez, irá influenciar aquilo que apresentardes na vossa experiência.

Na interacção de grupo que tivemos anteriormente, referi informação respeitante à energia, e sobre o modo como ela é vigorosa, assim como também referi que vós gerais uma corrente de energia contínua, a cada instante. Em muitos, muitos momentos não tendes consciência do que fazeis e é em razão disso que vos tornais confusos e formulais perguntas do tipo: “Porque razão ocorre isto comigo? Porque é que isto me acontece?” A razão por que vos acontece deve-se à vossa “bola” de energia e àquilo que ela atrai a si, e vós sois a sua fonte.

Agora; vamos começar, e cada um interagirá comigo na identificação de cada uma das “bolas” de energia. Vamos começar por ti (para a Elizabeth)

ELIZABETH: Eu chamo-me Elizabeth/Trina. A percepção que tenho é a de que combino a criatividade com vários outros modos de transferência. Aquilo que percebo de mais exacto é que a parte principal ainda se situa à minha frente.

ELIAS: Percebes-te como inteligente?

ELIZABETH: Percebo.

ELIAS: Percebes-te como atraente?

ELIZABETH: Percebo.

ELIAS: Tens a percepção de ser uma pessoa agradável?

ELIZABETH: A maior parte do tempo.

ELIAS: Percebes-te como uma pessoa atenciosa?

ELIZABETH: Sim.

ELIAS: Tens a percepção de seres um pessoa participativa?

ELIZABETH: Tenho.

ELIAS: E percebes-te como excelente?

ELIZABETH: Sim.

ELIAS: Sentes-te confortável na tua própria pele?

ELIZABETH: Na maior parte das vezes.

ELIAS: Sentes-te confortável com o corpo que tens?

ELIZABETH: Sinto.

ELIAS: Muito bem. E estás satisfeita?

ELIZABETH: Três quartos.

ELIAS: (Ri para dentro) Muito bem! O mesmo (para o Peer)

PEER: De momento percebo tanta coisa.

ELIAS: (Riso) Como todos vós!

PEER: Tenho a percepção de que no momento me sinto bastante empenhado, de certo modo bastante relaxado, mas por outro lado bastante excitado. Percebo-me bastante curioso neste momento.

ELIAS: Mas no geral, percebes-te como um indivíduo agradável?

PEER: Percebo.

ELIAS: Um bom tipo?

PEER: Sim.

ELIAS: E sentes-te satisfeito?

PEER: Na maior parte das vezes.

ELIAS: Sentes-te confortável?

PEER: Sinto.

ELIAS: Percebes que interages com facilidade com os outros?

PEER: Percebo.

ELIAS: Portanto, em termos gerais, tens a percepção de seres um bom tipo e de seres feliz?

PEER: Tenho.

ELIAS: Muito bem. (Para a Katrin) As mesmas perguntas.

KATRIN: No momento, a minha “bola” de energia expressa bastante satisfação e conforto comigo própria. Mas esta “bola” de energia está a encolher-se devido a que sinta ser esta uma forma de expressão pecaminosa – a da expressão do sentimento de conforto e de satisfação.

ELIAS: Ora bem, isso é que é expor-se – obrigado. (Para o Eric) E tu?

ERIC L: Chamo-me Eric. Percebo-me como exteriormente sossegado, em termos de energia, mas interiormente, de algum modo inquiridor e curioso, e desconfortável por me sentir destacado! (Todos riem junto com Elias) Por isso penso que tem que ver com preferências, talvez com a interacção em grupos mais pequenos do que em grandes.

ELIAS: Sim. E tens a percepção de que isso seja aceitável?

ERIC L: Sim, de momento tenho.

ELIAS: E sentes-te confortável?

ERIC L: Neste momento, sentir-me-ia mais confortável... (Risos do grupo)

ELIAS: (Ri) … Voltemo-nos para o próximo! Sentes-te satisfeito contigo próprio?

ERIC L: Percebo-me satisfeito por não me estar a mover, por isso não me considero inteiramente satisfeito.

ELIAS: Muito bem. (Olha na direcção de Donna)

DONNA: Direi sentir-me, na maior parte, satisfeita. Penso que tenho consciência das áreas em que não me sinto satisfeita, ou menos satisfeita. Nem sempre sei o que fazer com relação a essas áreas, além de as aceitar e de não ter que gostar delas. Portanto, não me oponho a mim própria tanto quanto costumava fazer.

ELIAS: Muito bem. E sentes-te confortável?

DONNA: Na maior parte do tempo. Diria que realmente penso que a sensação de conforto tem que ver com o quanto me sinto satisfeita no momento.

ELIAS: Sim, tens toda a razão. (Para o Hans) E tu?

HANS: O meu nome é Hans. De momento sinto-me um pouco nervoso por ter que falar contigo em Inglês. Penso em mim e no Inglês que domino como não suficientemente bom para falar contigo.

ELIAS: É bastante aceitável meu amigo.

HANS: Obrigado. De momento não possuo muitas impressões.

ELIAS: Mas, no geral, nos VOSSOS termos, na tua vida, quando te objectivas a ti próprio, sentes-te satisfeito na tua pele e confortável contigo próprio?

HANS: Por vezes; não com muita frequência.

ELIAS: Muito bem. (Para o Jens) E tu? (A rir para dentro)

JENS: Sou o Jens. Devo ser um tipo agradável. A Mary disse-me que sou um ursinho de peluche e um docinho. (Elias ri junto com o grupo) Não é a percepção que tenho. Mas o factor atracção, por exemplo, é uma questão muito importante para mim porque o meu peso avolumou-se há vários anos num espaço de tempo muito curto e não me sinto muito contente com isso. Não diria que me sinto verdadeiramente satisfeito comigo próprio, nem confortável. Talvez em alguns aspectos, porém, em muitos outros não.

ELIAS: (Para o Christoph) E tu?

CHRISTOPH: Chamo-me Christoph. Nem sempre me sinto satisfeito comigo próprio. Por vezes sinto-me contente mas outras vezes penso que cometo erros e aí penalizo-me; e por vezes isso pode ser bastante duro. Penso que sou um bocado estranho. Sou capaz de me relacionar com as pessoas. Posso relacionar-me talvez com facilidade com os outros, porém, exige-se da minha parte um esforço para tal. Na maior parte do tempo sinto-me contente comigo próprio. Cedo, na minha vida adquiri a sensação de que tinha que me relacionar com as pessoas, e a informação que dispensaste ajudou-me bastante a tornar-me mais independente e a ficar só. A minha vida alterou-se devido a isso e sou capaz de permanecer só, e isso é bastante bom para mim.

ELIAS: Muito bem. (Para a Angelika) E tu?

ANGELIKA: Chamo-me Angelika. Gosto de ver ou admirar essas coisas acerca da “bola” de energia. Sinto-me bem, por isso...

ELIAS: Sentes-te satisfeita?

ANGELIKA: Sinto, e sinto-me bem.

ELIAS: E sentes-te confortável. (Para o Mark R) E tu?

MARK R: Chamo-me Mark. Sinto-me muito satisfeito e feliz com o que criei exteriormente ou com aquilo que se torna perceptível na realidade que criei. Mas realmente não sei como o faço e gostava de aprender a fazê-lo de forma consciente e poder utilizar esse conhecimento da mesma forma como se utiliza um martelo. É isso que não sou capaz de empreender na actualidade, e é por tal razão que não me sinto satisfeito com esse lado.

ELIAS: Ah bom, mas é isso que estamos a discutir – essa “bola” de energia. (Risos) E tu? (Para a Balbina)

BALBINA: Eu?

ELIAS: Sim!

BALBINA: Chamo-me Balbina. Só me sinto feliz quando me encontro só, na maior parte das vezes, ou então com a minha família, e não tanto junto dos outros – por um curto espaço de tempo, mas isso não constitui a maior satisfação. O envelhecimento constitui um problema e não percebo como alguém poderá encarar o envelhecimento como algo positivo.

ELIAS: Ah bom.

BALBINA: Penso que não me sinto muito satisfeita com o meu conhecimento. Tenho consciência de que não sei muito.

ELIAS: Muito bem. (Para a Marguerite) E tu?

MARGUERITE: Eu chamo-me Marguerite e venho de França. Na maior parte das vezes sinto-me feliz, mas é frequente passar por uma mudança de pensamento. Gosto de opostos razão por que se disser que sou feliz em dois segundos sentir-me-ei infeliz. Mas sinto-me confortável.

ELIAS: Muito bem! (Para a Elisabeth P) E tu?

ELISABETH P: Chamo-me Elizabeth. Penso que sou bastante feliz com a minha vida e comigo própria, porém acho que tenho alguma dificuldade em prestar atenção àquilo que quero e ao que crio, bem como à interacção que exerço junto... (Inaudível) oposição, e que não presto demasiada atenção... (Inaudível).

ELIAS: Muito bem. (Para o Jean-Baptiste) E tu?

JEAN-BAPTISTE: Chamo-me Jean-Baptiste e venho de França. Sinto-me satisfeito na maior parte do tempo, bem como com a minha criatividade. Mas isso não significa que me sinta sempre confortável com o que crio, pois eu sinto curiosidade em relação a cada aspecto da consciência. Por vezes são aspectos da consciência que julgo maus ou incorrectos ou isso, em todo o caso vou e exploro-os por achar interessante.

ELIAS: Muito bem. (Para o Eric J) E tu?

ERIC J: Chamo-me Eric e venho de França. Tenho-me na conta dum bom indivíduo, um indivíduo feliz na maior parte do tempo. Sinto verdadeiramente uma imensa curiosidade com relação ao funcionamento da “bola” de energia e ao modo como funciona, e isso explica a percepção científica acerca de... (Inaudível) relatividade, física, para realmente compreender o modo como essa “bola” se contrai, expande e funciona.

ELIAS: Muito bem. E sentes-te satisfeito contigo próprio?

ERIC J: Acerca de mim próprio?

ELIAS: Sim.

ERIC J: Com toda a honestidade não no começo, mas com o passar dos anos sinto como que uma expansão com relação à minha consciência, que vem no seguimento dos estudos que faço acerca da física. Na verdade, se não trabalhar com a física, a fim de compreender o funcionamento da “bola” de energia sinto-me... (inaudível).

ELIAS: Ah bom, muito bem. (Para a Marina) E tu?

MARINA: Chamo-me Marina e venho da Alemanha. Sinto-me nervosa e desconfortável por ter de falar Inglês. Aquilo de que me dou conta é que o conforto e a felicidade que sinto dependem em larga medida da minha situação, das pessoas, e de como o percebo. Sinto uma enorme curiosidade com relação à percepção porque frequentemente sou surpreendida pela forma como me ligo a certas situações, a certas pessoas e reacções. A felicidade que sinto depende daquilo que percebo e observo e por isso sinto-me verdadeiramente curiosa acerca disso.

ELIAS: Ah, muito bem. (Para a Gina) E tu?

GINA: Chamo-me Gina. Sou alemã, ou melhor, da Bavária. Vivo uns tempos nos Estados Unidos e outros na Alemanha. Tenho consciência de ser um ser espiritual num corpo físico e, quando observo a minha vida a partir de fora, tenho razões para me sentir satisfeita. Penso que tudo se encontra bem e sinto ser uma campista feliz. Porém, quando observo de verdade a minha vida, sinto que se acha desequilibrada de dois modos: um, é o de que não possuo vida amorosa e o outro, aumentei entre vinte e sete e trinta e um quilos desde que o meu marido morreu.

Há bem pouco tempo descobri, por intermédio dum dos teus ensinamentos que nos dá conta da emoção ser uma comunicação e sobre como identificar certo sentimento e ultrapassá-lo. Aquilo em que isso resultou foi que não merecia ser amada além de não ser suficientemente boa. Portanto, se puderes dizer-me como livrar-me dessas duas impressões vou-me sentir uma campista mais bem sucedida! (Risos)

ELIAS: (Para a Bridgy) E tu?

BRIDGY: Chamo-me Bridgy. Procuro traduzir tudo, desde diferenças até um vasto leque de informação. Aquilo que me apraz dizer é que me sinto verdadeiramente feliz na minha pele e por me encontrar aqui e sinto-me satisfeita comigo própria. Tudo é perfeito. Tenho uma dúvida, faz já imenso tempo, com relação a saber em que consiste verdadeiramente a criatividade – ser um criador. Pertenço aos Sumari e os sumari são bastante... Eu sou pintora mas não me afirmo como tal exteriormente (com quadros e isso). Se estamos a falar de energia, eu quero saber como conseguir isso.

ELIAS: Muito bem. (Para a Linda) E tu?

LINDA: Chamo-me Linda. Não me sinto muito confortável por não gostar de me pronunciar diante dos outros, e também não me sinto cómoda por estar a criar coisas que não me imaginaria a criar.

ELIAS: Muito bem. (Para o John) E tu?

JOHN: O meu nome é John. Vivo em França. Não me considero boa pessoa porque esses termos de bem e mal perderam muito do seu significado, no conceito que deles faço. Procuro não causar dano e tratar os outros do mesmo modo que gostaria de ser tratado. Em termos gerais, estou a tornar-me cada vez mais satisfeito, graças aos teus ensinamentos e aos de outros entes espirituais. Possuo um espírito analítico e percebo a minha “bola” de energia como divertida e analítica. A minha inteligência emocional não se acha tão desenvolvida quanto a intelectual e ainda me encontro a fazer pesquisa e a tentar progredir nessa área.

Diria sentir-me bastante aprazível e satisfeito e bastante feliz e encantado com o rumo miraculoso das coisas que já criei na minha realidade, mas sinto-me impaciente e perplexo por não saber como aplicar essa criatividade e sucesso noutras áreas. Sou míope desde os meus quinze anos e se fui capaz de criar verdadeiros milagres no emprego e nos meus relacionamentos, como poderá ser que não tenha sido capaz de solucionar a minha miopia? Tenho também alguns complexos com relação ao envelhecimento. Não me agrada possuir um espírito jovem neste corpo de 57 anos, dotado de menos energia e flexibilidade do que quando tinha 20, pelo que isso é algo que gostava de explorar e de usar com mais criatividade.

Porém, graças a ti e a outros, possuo uma enorme esperança e excitação, e olho para diante na esperança de aprender e experimentar mais; aprender, experimentar, etc.

ELIAS: Muito bem. (Para o Gerhard) E tu?

GERHARD: Chamo-me Gerhard. Quando a minha “bola” de energia não se encontra no modo de piloto automático agrada-me mudar – e eu detesto mudanças – e isso, de algum modo torna-se interessante. (Risos)

ELIAS: (Rindo para dentro) E sentes-te satisfeito e insatisfeito! (Para o Martin) E tu?

MARTIN: Chamo-me Martin e sou da Alemanha. A minha “bola” de energia está completamente... Nos últimos anos sofreu uma mudança acentuada mas desconheço em que direcção. Questiono a minha vida completa e aquilo que já gerei.

ELIAS: E sentes-te satisfeito?

MARTIN: Meio por meio.

ELIAS: E achas-te confortável?

MARTIN: Não, não verdadeiramente.

ELIAS: Muito bem. (Para o Eric M) E tu?

ERIC M: Chamo-me Eric. Sou o terceiro Eric e venho da Alemanha. (Elias ri) Penso sentir-me satisfeito a três quartos. È muito raro sentir-me insatisfeito e são bastante raros os momentos em que me sinto realmente infeliz. Sinto-me confortável na minha pele. A percepção que tenho de mim próprio é que tenho muita vida em mim e revelo-o muito pouco ao exterior. Se o revelo, por vezes as pessoas reconhecem-no e por vezes não. Tal é a percepção que tenho de mim próprio. Isolamento é um tema a discutir, para mim, mesmo em meio a esta filosofia do Elias.

Não sei exactamente o que significa a “bola” de energia. Não estou certo quanto ao que isso seja.

ELIAS: A “bola” será como soprares aquele arco de fazer bolas de sabão sabes, um círculo com sabão diluído, e soprares bolas. (Elias faz uma demonstração soprando por entre os dedos unidos em círculo) És capaz de ver por entre essa bola. É...

ERIC M: Assemelha-se a algo como...?

ELIAS: É. Isso é a “bola” que te rodeia, a tua energia. (Para o Gottliebe) E tu?

GOTTLIEB: Chamo-me Gottlieb. Estou bastante satisfeito com a minha bola e com tudo o que movo com a minha “bola” e sinto-me excitado com a exploração da realidade. De momento encontro-me a desfrutar a minha... (inaudível) porque não é necessário comunicar tanto e estou a gostar de permanecer tranquilo. (Elias ri para si mesmo)

ELIAS: (Para o Ingeborg) E tu?

INGEBORG: Chamo-me Ingeborg/Idina. Há cerca de dois anos rebentei a minha “bola”. Estou muito satisfeita com a forte ligação que tenho com a minha voz interior. Também gosto dos exercícios que utilizo a fim de criar coisas que me agrada possuir. Aprendi igualmente muitas coisas acerca de como por vezes crio coisas de que não gosto, e de saber coisas acerca de mim próprio, a fim de mudar.

ELIAS: Muito bem. (Para o Kaustubh) E tu?

KAUSTUBH:Chamo-me Kaustubh. Exactamente à um instante atrás deste cabo do meu aparelho! (Elias ri) Ele estava em ordem enquanto a Mary estava aí mas agora já não está.

No geral, sinto-me satisfeito com aquilo que criei. Agora, penso que o meu conhecimento está como que a ampliar-se e as coisas estão a tornar-se, pelo menos, visto com uma consciência objectiva, algo confusas. Exceptuando isso, percebo-me como completamente diferente.

ELIAS: Muito bem. (Para o Mark M.) E tu?

MARK M: Chamo-me Mark. Actualmente encontro-me a viver em Estocolmo. A minha “bola” acha-se escudada mas também curiosa e aventurada por vezes, de algum modo confortável mas aceitando igualmente que não esteja confortável. Tenho esperança de que isso neutralize o desconforto e talvez suavize a “bola”, de qualquer modo.

ELIAS: Muito bem. (Para a Elisabeth F) E tu?

ELISABETH F: Chamo-me Elizabeth. Não me sinto muito confortável se tiver de falar em frente de tanta gente! (Elias ri). Na maior parte das vezes, sinto-me confortável comigo própria.

ELIAS: E satisfeita?

ELISABETH F: Sim.

ELIAS: Muito bem. (Para a Anne) E tu?

ANNE: (Suspira) Bom, até há uns dez dias atrás achava-me em perfeito estado e aí desloquei-me a certo local, na Flórida e isso operou uma alteração em mim. Fechei-me tal qual uma ostra e desde então tenho vindo a tentar abrir-me de novo porque prefiro isso, além de me fazer sentir bastante mais confortável. Porém, estou a descobrir que… Nem sei se estou a responder à pergunta. Estou?

ELIAS: A pergunta era “Como te percebes a ti própria?”

ANNE: Naturalmente bastante aberta e divertida, definitivamente brincalhona e intuitiva. É assim que sou naturalmente.

ELIAS: E sentes-te satisfeita contigo própria?

ANNE: Sinto.

ELIAS: E sentes-te cómoda na tua pele?

ANNE: De momento não, mas estou certa de que isso passa.

ELIAS: (Elias ri) Bom. Tiveram todos a oportunidade de partilhar e de escutar a percepção que cada um tem de si. Um dos aspectos que a maioria de vós expressou em comum é o do desconforto por – aquilo que percebeis como – ter que se expor, o facto de se sentirem expostos quando têm que se expressar na companhia de muitos outros indivíduos, o que vos altera a energia. Se tivésseis de falar unicamente comigo a sós, sem que mais ninguém se achasse presente neste compartimento, provavelmente expressaríeis um tipo diferente de energia e tornar-se-ia mais fácil para vós responder à minha questão, porque não vos sentiríeis tão expostos.

Mas, quando vos achais na companhia de tantos indivíduos, passais a preocupar-vos por saber como será que todos eles vos perceberão. Isso cria nervosismo, e imediatamente vos escudais. Em tal situação a vossa energia deixa de se abrir e a vossa “bola” encolhe-se passando a fechar-se ao vosso redor e passa a atrair a si toda e qualquer expressão que se lhe iguale – mais sensação de incómodo, mais nervosismo e mais razões para vos sentirdes desconfortáveis e nervosos.

Também vos digo que a maioria de vós expressou satisfação e conforto mas, se assim é, então porque razão criais experiências de que não gostais e que não desejais? Porque, se vos sentis genuinamente satisfeitos e confortáveis convosco próprios então também vos sentireis seguros. Com tal confiança deixareis de vos questionar a vós próprios, e passareis a dar lugar à criação daquilo de que gostais precisamente, o que empreendereis com facilidade, porquanto o conflito requer MUITO mais energia do que o sucesso. Criar aquilo que desejais é muito mais fácil do que a criação de obstáculos. É-vos exigida muito mais energia na criação de conflito ou na criação de obstáculos do que na criação do que desejais.

Agora; Um elemento chave em tudo isto reside na importância. O elemento chave da percepção e da vossa “bola” consiste no que é assumido como importante. Cada um de vós percebe muitas, muitas expressões em si próprio, relacionadas consigo próprio, que assumem importância. Porém, alguns dos elementos a que dais importância constituem expressões daquilo de que não gostais. O não gostar torna-se factor de importância, pelo que passais a concentrar-vos nisso. Tenho vindo a expressar, desde o começo deste fórum, que vós criais aquilo em que vos concentrais.

Agora; concentração não significa necessariamente atenção. Mas a atenção aumenta a concentração. Nesse sentido, quanto mais prestardes atenção a determinada expressão e vos concentrardes nela, mais a reforçais e a passais a configurar. Se vos sentis insatisfeitos com o peso, o acto de não gostar dessa expressão torna-se importante. Desse modo dais continuidade à sua criação, devido a que vos estejais a concentrar nisso – no quanto não gostais disso.

Nesse sentido, torna-se significativo prestar genuína atenção àquilo que estais actualmente a fazer, àquilo que sois levados a sentir – o que sentis, pensais e fazeis, porquanto esses são os três componentes que vos permitem criar aquilo que desejais, tal como o martelo. É igualmente significativo que reconheçais o que está a ser expressado em termos de importância, bem como reconhecer que o termo “importância” nem sempre alude a algo positivo.

Assim, tenham em mente que projectais energia a cada momento da vossa existência. De modo que, se adoptardes uma percepção generalizada de vós próprios, nos termos de não serdes suficientemente bons, de que tentais continuamente ser suficientemente bons ou suficientemente atractivos, ou inteligentes, ou participativos, ou contribuintes; quando vos comprometeis com esses tipos de expressão não é necessário estar permanentemente a pensar neles; Porém, se isso se tornar um elemento da vossa percepção, aí passará a tornar-se uma constante. Por isso, podeis não andar continuamente a pensar: “Não sou suficientemente bom; não sou suficientemente esperto.” Mas essa pode tornar-se a vossa percepção e com isso, traduzir-se pela energia que produzis continuamente.

Portanto, podeis estar a criar alguns elementos ou expressões que desejais e de que gosteis, porém, também gerais continuamente insatisfação. Não gerais conforto e satisfação constantemente; esse é um processo que sofre altos e baixos continuamente. Em determinados momentos achais-vos felizes e noutros já não; noutras ocasiões sentis-vos frustrados e noutras achais-vos satisfeitos. Mas trata-se duma coisa inconstante. Aquilo que todos desejais em comum é o facto de vos quererdes sentir satisfeitos e confortáveis de um modo constante e de não criardes experiências de que não gosteis ou que possam gerar desconforto.

Um elemento importante no modo como vos percebeis consiste no reconhecimento factual daquilo que sois e da vossa expressão natural e na aceitação disso. Alguns criam mais intensidade duma forma natural, porém, são capazes de se sentirem insatisfeitos devido a que se comparem com outros que não geram tal intensidade, e expressam para consigo que isso seja mau. Outros dão lugar a uma criação natural de teatro. Pode tratar-se dum modo por meio do qual proporcionem a si próprios certa informação, contudo percebem-se como maus, por se compararem a outros que não geram tal drama.

É disso que estamos a falar e não necessariamente duma experiência particular qualquer; é dessa percepção generalizada que cada um sustenta com relação a si próprio, dessa tomada de consciência desses aspectos da vossa percepção, com que não vos sentis confortáveis. Porque isso constitui o primeiro passo – identificar isso e reconhecer o que esteja a criar tal expressão em mim, com a qual não me sinto satisfeito nem feliz, e em genuinamente vos permitirdes examinar isso.

Na questão do aspecto físico, um dos obstáculos mais significativos para a maioria reside em se preocuparem com a percepção dos outros e em não se bastarem por sentirem satisfação convosco próprios e adoptarem o vosso próprio conhecimento mas pretenderem que ele seja validado por outros. Têm que conseguir a validação da sua parte para validarem a vossa própria percepção. E ISSO É INCORRECTO.

Cada um adopta uma percepção distinta. Mais ninguém, em todo o vosso planeta, vos perceberá do mesmo modo que vos percebeis, mas não faz mal, porque a percepção que cada um tem, a despeito do que constitua, é correcta, porque é uma realidade. Trata-se da realidade de CADA UM; a VOSSA realidade.

Bom, desse modo, se a percepção que tiverdes de vós próprios for, de algum modo, manchada ou menos confortável, haveis de projectar para o exterior esse mesmo tipo de energia, e essa “bola” magnética há-de encontrar tudo e mais alguma coisa que se lhe ! Portanto, se estiverdes, talvez a gerar preocupação com relação ao dinheiro, devido a que possais perceber não ter suficiente, ela atrairá a si contas para pagar * e atraireis a vós perdas e casos em que procedereis a pagamentos mas em que continuais a não ter o suficiente, devido a que isso represente a energia que estejais a expressar para o exterior. Se não possuirdes uma relação e perceberdes tal situação como má e vos sentirdes em falta por não estardes a gerar um relacionamento, vós afastais os outros de vós.

Porque, quando interagis fisicamente numa conversação aquilo que ocorre é que geralmente vos achais na proximidade física uns dos outros, tal como no presente. Neste compartimento encontram-se muitos indivíduos e todos vos sentais junto uns dos outros. No momento, conquanto possais não ter consciência disso em termos objectivos, todas as vossas energias se entrecruzam e tocam. (Ligeira pausa enquanto Elias ri por entre os dentes) Vejam, agora já não estão! Porque, à medida que vos vou falando disto muitos de vós retrocedeis (na vossa energia) “Não, não me toquem na minha energia! Não, não, Vou contraí-la já!” (Ri junto com o grupo)

Mas, se não vos expressar nem identificar isso, vós misturais as vossas energias de modo natural. Vós permitis essa mistura de forma natural sem vos sentirdes preocupados nem ameaçados por tal acção, que resulta bastante fácil. Porém, quando passa a ser identificada, tomais consciência e (chega-se a traz na cadeira com um aspecto alarmado e a arfar). Agora expressais muito mais energia pois estais tensos e a pensar, a avaliar. Isso exige muito mais energia do que permanecer à escuta, confortável.

Isto serve de exemplo para o que estava a referir. Quando vos inteirais do que estais a fazer e a sentir, também vos tornais capazes de identificar uma mudança na vossa energia, assim que começais a gerar uma expressão de que não gostais. Sabeis no que consiste esse sentimento quando vos achais confortáveis e sabeis em que consiste quando vos não sentis confortáveis do mesmo modo.

Quando não vos sentis confortáveis, podeis avaliar a vossa própria energia e descobrir aquilo que esteja a criar tal desconforto. Sentis-vos realmente desconfortáveis no vosso corpo? Achar-se-á a consciência corporal realmente dolorida em relação à questão do peso ou apenas vos sentis insatisfeitos por adoptardes critérios para uma aparência aceitável e menos aceitável? Muitas vezes as pessoas não se sentem verdadeiramente desconfortáveis fisicamente mas a sua percepção exprime-se em termos de desconforto por não gostarem da aparência que têm.

Já em associação com o tema do envelhecimento, a questão torna-se realmente engraçada porque vós escolheis permanecer numa realidade física caracterizada por tempo linear. Vós ESCOLHEIS permanecer nesta realidade. E segundo o modelo desta realidade vós dais lugar à criação de tempo linear e desse modo gerais o envelhecimento, coisa que constitui uma expressão natural. Portanto, à medida que progredis, também envelheceis. Tal não significa que deva constituir um obstáculo para vós, porém, é assim que o percebeis, e consequentemente isso torna-se um obstáculo. Percebei-lo como sendo mau e logo o factor “mau” torna-se importante. E quanto mais importante se torna, mais energia lhe outorgais, e aí a “bola” agiganta-se. Passais a perceber-vos como estando a tornar-vos num monstro hediondo devido a estardes a envelhecer, e depois transformais-vos em pó! (Riso geral)

Por outro lado, não vos SENTIS necessariamente mais velhos. No vosso íntimo podeis nem o sentir de todo; elegeis uma idade, coisa que a maioria faz – escolhe a idade ideal em que a maioria permanece, no seu íntimo, a despeito da idade física. Porém, entrais em convulsões e começais a projectar essa energia de desgosto, e o que é que passais a perceber? Percebeis-vos cada vez mais velhos: “Estou a ficar tão velho que nem consigo mais mover-me adequadamente, nem correr nem fazer o que quero”. Podem sim, se reconhecerdes ser essa a percepção que possuis, e que ela pode mudar.

Quando alterais a percepção que tendes mudais a vossa realidade física. Porém, quando não gostam de certos elementos da vossa realidade, continuais a criá-los.

ANNE: Mas, como haveremos de deixar de o fazer se naturalmente não gostamos disso?

ELIAS: Não se trata de o mudar para algo de que se goste; é uma questão de reconhecerdes que podeis não gostar duma expressão qualquer porém, que tal não implica necessariamente que seja importante. É o elemento importância que perpetua aquilo de que não gostais. Quando removeis a energia daquilo de que não gostais e isso deixa de possuir importância, deixa de ser necessário criá-lo.

MARK R: Significará isso que, se procurarmos ignorar a questão e esquecê-la, isso será o melhor que temos a fazer?

ELIAS: Não necessariamente. Seria mais admitir que abrigais tal aversão e aceitardes isso – “Sim, eis uma expressão de que não gosto”. Reconheceis a sua presença mas não é importante e por isso podeis voltar a atenção numa direcção diferente, que possa assumir importância por aquilo de que GOSTEIS.

MARK R: Isso equivalerá a ignorarmos a coisa de forma consciente, não?

ANNE: Deve existir algo que conduza esse sentimento de importância, de ser importante.

ELIAS: Sim. Permiti que vos refira a todos que vós já passastes por experiências por meio das quais desejais alguma manifestação e obtendes sucesso na sua criação. É fácil e tornais-vos satisfeitos convosco próprios por terdes sido de tal forma bem sucedidos na criação dessa manifestação, não importa o que seja. Podeis desejar um veículo novo. Saís a comprar um e regozijais-vos com isso. Conseguis o vosso veículo novo e isso ocorre de forma demasiado fácil. A razão por que ocorre de forma tão fácil prende-se com o facto de não exercerdes qualquer dúvida com relação a vós próprios nem vos questionardes. Apenas pousais a vista naquilo que quereis e logo o obtendes, e ficais satisfeitos. Do mesmo modo, quando vos concentrais em qualquer elemento de que não gostais e o tornais importante, sucede o mesmo. E desse mesmo modo criais dificuldades.

KATRIN: Por exemplo, no tocante ao envelhecimento, se notarmos que certos elementos associados ao envelhecimento podem tornar-se bastante perturbadores e nos tornarmos desgostosos por isso, concentramo-nos apenas naqueles que nos revelam formas diferentes para deixarmos de envelhecer. Seria fácil desligar-me da aversão simplesmente pelo acto de deixar de dar importância a isso e ter um exemplo, em mim ou noutra pessoa, sobre como me comportar quando for mais velha.

ELIAS: Sim.

KATRIN: Isso não seria ignorar a questão mas apenas exercer uma escolha.

ELIAS: Sim, e admitir tratar-se apenas da vossa percepção. De forma bastante genuína, do mesmo modo que com o elemento do envelhecimento, se vos sentirdes confortáveis e satisfeitos convosco próprios à medida que envelheceis, a vossa percepção deixará de se preocupar com tal envelhecimento, o que se reflectirá na vossa aparência física actual.

JOHN: Poderias repetir isso outra vez?

ELIAS: Isso reflectir-se-á na vossa aparência física porque a vossa percepção não se preocupará com esse envelhecimento. Desse modo permitir-vos-eis ser vós próprios na idade ideal em que vos sentis.

Gostaria de transmitir a todos quanto tenham completado quarenta ou mais anos que o mais provável é que continueis a sentir-vos como se tivésseis trinta. Pensais como se tivésseis trinta anos e agis do mesmo modo. Podeis ter já ter alcançado os sessenta, porém, permaneceis com a sensação dos trinta. Contudo, preocupais-vos com o vosso aspecto exterior e com o quanto ele envelhece cada vez mais e como vos tornais mais débeis e menos capacitados; desse modo criais isso exteriormente. Se deixardes de vos preocupar com esses elementos podeis assumir essa idade ideal. Isso corresponderá à vossa percepção e o envelhecimento físico deixará de parecer aquilo que é porquanto isso será o que projectareis e aquilo a que dareis lugar na realidade real, em termos de realidade física, palpável.

Vamos fazer um intervalo. (Ri para si mesmo)

Intervalo à 1:56 da tarde.
Continuação às 2:45 da tarde.

ELIAS: Continuemos!

Bom, o que é que percebeis na vossa energia que crie aquilo de que não gostais? Que é que notais que fazeis quando criais alguma experiência de que não gostais?

DONNA: Geralmente eu oponho-me, de algum modo; oponho-me a mim mesma ou oponho-me a determinadas condições ou situações, ou mesmo a outras pessoas.

KATRIN: Deixamos de nos conceder permissão para receber informação ou comunicação sobre o que se passa, mas sentimo-nos desconfortáveis.

ELIAS: E quando vos sentis desconfortáveis, que é que fazeis?

ANNE: Vamos de encontro e forçamos.

DONNA: Procuramos eliminar.

KATRIN: Sentimo-nos frustrados.

KAUSTUBH: Deixamos de nos conceder... (Inaudível) não forçarmos... (Inaudível).

ELIAS: Sim, e é por essa razão que é importante concederdes a vós próprios uma pausa para avaliarem o que estais a fazer e prestardes atenção à vossa energia e ao modo como está a ser projectada; prestar uma atenção genuína.

Porque, por vezes as pessoas pensam estar a gerar uma energia positiva, especialmente com relação a outros. Muitas vezes pensam estar a prestar auxílio a um outro indivíduo quando na verdade estão é a forçar. Pensais estar a auxiliar ao oferecerdes informação a outro mas ele pode não ter pedido tal informação. Podeis estar a auxiliar quando ofereceis aquilo que designais como dar, porém, muitas vezes essa dádiva não é bem recebida, devido a que não tenha sido pedida. Assim, conquanto a vossa intenção possa ser boa, nos vossos termos, a vossa energia é de oposição.

É por essa razão que é importante prestar genuína atenção àquilo que presentemente estais a fazer, à vossa motivação. Qual o benefício que colheis do que quer que estais a fazer – porquanto isso possibilitar-vos-á mais informação para se poderem ocupar com outras escolhas. É igualmente importante que presteis atenção àquilo a que estais a dar atenção, do mesmo modo.

Quando vos concentrais num determinado assunto ou procurais relaxar e os mais pequenos começam aos berros e a tornar-se irritantes, que é que estais a fazer? Que é que vos está a motivar tal irritação? Sois facilmente capazes de identificar aquilo de que não gostais mas o que é será que motiva a vossa energia em tais momentos?

Geralmente, se o caso envolve outros indivíduos, a vossa primeira associação direcciona-se no sentido de quererdes que o outro adopte um tipo diferente de acção. Quereis que ele pare ou então que continue; quereis que ele mude alguma expressão – e isso há-de satisfazer-vos; porém, não é exactamente assim. Porque não se trata do que ele está a fazer mas do que VÓS estais a fazer e a apresentar a vós próprios; em que situação vos estais a colocar, e que escolhas ESTAIS a adoptar. Se vos irritardes com outro indivíduo, não é o outro indivíduo que importa, nem a questão. É a vossa irritação que está em questão, o que a motiva, assim como a razão porque vos colocais nessa situação.

Muitas vezes respondereis: “Tenho que permanecer nesta situação; não tenho escolha. Tenho crianças cá em casa. Não posso simplesmente mandá-los embora, mas eles irritam-me.” Essa é a percepção que tendes e a energia que projectais. Vós projectais a irritação e a vossa “bola” de energia atrai essa irritação para vós.

“Não gosto de ruído! – muito bem, a vossa “bola” trata de atrair ruído, porque é essa energia que já vos encontrais a projectar antes de qualquer ocorrência. O que quer que ocorra nas vossas experiências não será obra do acaso; não é acidente. Tudo é bastante preciso. Neste sentido, tal como expressei anteriormente com relação ao duende, ele não se interessa com aspectos de bom ou mau; confortável ou desconfortável; apenas vos responde.

“Ainda não consigo começar isso” – muito bem, sustentarei isso diante de ti por tanto tempo quanto continues a expressar não poderes faze-lo.

“Ainda não consigo alcançar isto; ainda não tenho isto” – muito bem, permanecerá continuamente diante de vós e não sereis capaz de o alcançar, porque isso será o que traduzireis através da vossa energia.

“Não consigo, não consigo nem conseguirei; é impossível” – se a vossa percepção for a de que não podeis, não o fareis. Mesmo que algum elemento da vossa realidade pareça inteiramente impossível, não é; é a vossa percepção que está a criar a aparência da impossibilidade. Vós sois capazes. (Ri para si mesmo) Isto é o que quereis ouvir! (Ri)

BALBINA: Eu queria ouvir isso outra vez.

ELIAS: E tu és capaz!

BALBINA: Sou e será assim.

ELIAS: (Ri) Não, não digas “Eu sou e vou faze-lo”, não “Eu sou e virei a ser”. Eu posso e EU SOU

BALBINA: Não tentar mas fazer.

ELIAS: É uma questão de darem lugar à percepção de que já têm isso, de que já o conseguiram, ou já são. Assim que conseguirem gerar essa percepção tornam-se capazes de criar com o martelo precisamente o que querem e quando querem. Porque não duvidam, não se questionam, não se incomodam com a questão. Estão unicamente a actuar e conseguem.

Aquilo que muitíssimas vezes interrompe o fazer é o pensar, o qual implica muito mais tempo. Podeis despender uma imensa quantidade de tempo a pensar sobre aquilo que quereis fazer, e não o empreenderdes – apenas pensais fazê-lo. Na prática, o fazer pode necessitar talvez unicamente de alguns minutos mas o pensar é capaz de se estender por horas, dias, anos e por aí fora. E isso interrompe-vos a actuação.

Isso constitui o elemento de equilíbrio, sim, prestar atenção ao que estais a pensar, mas num acto equilibrado com o que estais a sentir e a fazer. Porque ao prestardes atenção ao que estais a sentir também sereis capazes de discernir quando isso se acha em harmonia com o que estais a pensar. Isso permitir-vos-á compreender se o vosso pensar se acha distorcido ou se deixa de lhes oferecer clareza, ou deixa de traduzir a coisa de forma completamente exacta.

Com isso podeis deslocar a vossa atenção para os vossos sentimentos e para o que fazeis porque o pensamento adopta informação unicamente com relação àquilo a que estais a prestar atenção. Portanto, essa deverá ser toda a informação que será capaz de traduzir. Por isso, se não estiverdes a prestar atenção ao que estiverdes a fazer, ele não será capaz de traduzir tal informação e desse modo deixareis de reflectir, no vosso pensar, um quadro exacto.

Podeis pensar desejar arranjar um relacionamento, e podeis pensar e continuar a pensar e chegar a interrogar-vos sobre a razão porque não o criais. Não prestais atenção ao que estais a fazer; consequentemente, o pensar está a traduzir apenas a vontade. Porém, não traduz a energia que estais a gerar porque vós não lhe prestais atenção. Estais a prestar atenção ao pensar.

Sem esse equilíbrio vós tornais-vos confusos e sentis como se não pudésseis controlar; na verdade não estais a criar; as experiências sucedem-vos ou passais por elas mas na realidade não estais a criar e não vos encontrais realmente no controle do que vos sucede. É desse modo que vos tornais vítima. Porém, se vos permitirdes simplesmente deslocar a vossa atenção para estes três elementos da vossa constituição, possibilitais a vós próprios uma informação mais precisa que o vosso pensamento será capaz de traduzir.

Mesmo quando expresso a certos indivíduos que estão a pensar demais, não pretendo referir a nenhum em particular para DEIXAR de pensar; essa constitui uma acção natural que todos vós adoptais e que é altamente efectiva e eficiente. È uma questão de a equilibrarem com os demais elementos e de não voltardes a vossa atenção unicamente na direcção do pensar para exclusão dos outros elementos. Isso representaria o modo automático em que estais a operar mas não estais conscientes do que estais a fazer e permaneceis bastante pouco cientes daquilo que a vossa energia está a operar.

Quem quererá avançar um exemplo sob a forma duma experiência de que não gosteis, para podermos examinar o que estais a fazer que provoque essa experiência por que sentis aversão, e proporcionar-vos outras escolhas que possam alterar essa experiência de que gostais menos?

ANNE: Disponho do exemplo perfeito.

ELIAS: Muito bem!

ANNE: Acabo de regressar da Flórida. Fiz uma viagem de dez dias e senti de imediato que não gostava. Foi a Fort Lauderdale. Trata-se duma cidade de que não gostei nem um pouco. Lá permanecei, apesar de não me disse nada. Eu não gostava daquilo. Foi péssimo e as minhas costas foram bastante afectadas por tal sentimento, a ponto de acabar com dificuldades para caminhar de tal modo era doloroso, e no final acabei por não ir a parte nenhuma. Esforcei-me por gostar daquilo e por descobrir algo nela que me desse prazer, porém, sempre que saía à rua não me sentia bem.

ELIAS: E que é que te motivou a permanecer lá?

ANNE: O meu bilhete de avião. (Riso geral) É muito caro e imediatamente… Se apanharmos um voo imediato de regresso da noite para o dia, sai-nos bastante caro, de modo que temos que sentar e esperar.

ELIAS: Essa é uma percepção de dever: “Não posso; Tenho de continuar”. Essa constitui a tua primeira energia de oposição. Outra forma de energia de oposição consiste em procurares esforçar-te por gostar do sítio em que te encontras quando não gostas. Desse modo negas as tuas preferências. Quanto mais te concentrares nessa aversão, mais intensa ela tende a tornar-se, de modo que crescerá sem limites, enquanto tu te tornas infeliz.

Nesse sentido, ao expressares para ti própria inicialmente, assim que te deste conta de te sentires desconfortável e de não se tratar duma preferência tua, bem como de não gostares do local, imediatamente negaste a ti própria e expressaste:”Não, eu não posso partir”. Limitaste-te com relação ao dinheiro. Expressaste carência: “É muito dinheiro”. Isso constitui uma expressão de falta. Negaste as tuas próprias preferências, negaste-te e opuseste-te a ti própria.

Essa é a energia que projectas e a tua “bola” de energia está a atrair muitas experiências junto a si que se conformam a essa energia do quanto não gostas de te achares nessa área. Portanto, crias manifestações que se lhe adequam e conferes intensidade à coisa.

Obrigado pelo teu exemplo! És capaz de perceber que se confiasses em ti própria; se tivesses escutado a ti própria, podias facilmente ter alterado isso e evitado todo esse desconforto, ao confiares que não te falta nada, e que podias trocar o teu bilhete, e sentir-te-ias muito mais satisfeita.

Sim?

ERIC M: Eu disponho dum outro exemplo, que não é nada especial mas uma situação que me ocorre muitas vezes, e na qual me sinto bastante desconfortável. Quando converso casualmente com as pessoas, por vezes fico sem saber o que dizer; não discorre nada. O que mais me incomoda é aquilo que o outro pensa, aquilo por que se interessa, ou se tenho vontade de falar com ele. Isso é bastante desconfortável para mim.

ELIAS: Muito bem. Nisto também subsiste uma energia de oposição. Tu negas-te a ti próprio. Estás a preocupar-te com a percepção que o outro terá em vez de te reconheceres a ti própria, à tua contribuição, e o quanto é válido partilhá-la. Desse modo és também levado a hesitar.

Com isso, geras um esforço, em termos de energia pois geras expectativas com relação a ti próprio em termos de TERES que interagir. Se o outro indivíduo mete conversa, DEVES responder, porque DEVIAS participar na conversa. Muitas vezes numa conversa um indivíduo pode não responder necessariamente. É bastante apropriado deixar de responder, a fim de permitir-vos a responder quando vos sentirdes à altura, no vosso íntimo, e vos permitirdes relaxar. Se não encontrardes uma resposta, aceitai o facto. O outro estará ciente de que continuais a participar e a prestar atenção – de que estais a escutar. Não é necessário estar continuamente a responder se não vos sentirdes preparados para o fazer.

Além disso, esta situação também pode ser encarada pelo inverso. Com a mesma energia com a qual um indivíduo sente dever responder e, no presente caso, se força a responder de imediato, pode subsequentemente levá-lo a depreciar-se por não querer ter dito o que disse ou por se sentir um tolo. Neste caso, trata-se do mesmo tipo de energia. Trata-se de forçar; uma falta de consentimento do próprio fluxo natural de energia. Opondes-vos a vós próprios por vos calardes e posicionardes em oposição à vossa capacidade natural de expressão e forçais-vos a adoptar um modo que pode não necessariamente ser natural para vós. Com isso perpetuais colocar a atenção fora de vós próprios com um sentimento de preocupação pelo quem o outro seja capaz de perceber em vós, e isso por sua vez dá lugar à ansiedade e ao desconforto.

Ao passo que, se interagirdes com outra pessoa numa conversa e vos permitirdes relaxar e sentir-vos confortáveis convosco próprios, participando e a prestando atenção à conversa com ele mas sem deixar de prestar igualmente atenção a vós próprios bem como ao que estiverdes a sentir, nesse âmbito permitis-vos usar de liberdade para responder quando o desejardes e não por uma questão de terdes que o fazer.

Sim?

KAUSTUBH: Em relação a isso, há um outro cenário no qual alguém nos diz alguma coisa de que não gostamos. Sentimos vontade de responder mas aí recordamos que o Elias diz não ser nossa responsabilidade mudar o outro, ou então temos consciência de que o que vamos fazer resultará numa intromissão, por exemplo, ou poderá ser que a percepção que temos seja intrusa – pode ser ou não ser o caso – e aí não nos permitirmos abrir a boca.

ELIAS: Tens razão, e isso constitui uma negação, o que perfaz uma outra forma de energia de oposição.

Nesse tipo de cenário serve de ajuda examinardes a motivação que tendes para responder. Não é inaceitável que respondais se não gostardes do que o outro expressa, e não é necessariamente ser intrometido não estar de acordo com outro indivíduo ou com aquilo que expressa.

Porém, o meio pelo qual o fazeis é que importa pois traduz a motivação. Se responderdes em reacção estais a gerar uma energia defensiva, que é de oposição. Se vos achardes impelidos a responder a fim de corrigir outra pessoa, isso deverá constituir uma forma de energia de oposição. Se estiverdes meramente a expressar o vosso desacordo mas reconhecerdes de forma genuína a percepção do outro como sendo tão real quanto a vossa, tanto quanto a sua opinião, não se faz necessário que estejais de acordo nem que negueis a vossa opinião e deixeis de vos expressar, com consciência de que a vossa percepção é adequada para vós mas não necessariamente aos demais, uma vez que a percepção deles também será adequada para si.

KAUSTUBH: Portanto, basicamente devemos expressar-nos.

ELIAS: Sim, mas com o reconhecimento da vossa motivação. Porque muitas vezes podeis sentir-vos impelidos a expressar-vos, numa conversa com outro com quem não vos achais em acordo, e quando reconheceis que tal resposta procede na realidade dum acto de defesa ou duma tentativa para o corrigir ou para instruir, tal ímpeto dissipar-se-á e deixareis de sentir necessidade de expressardes o que teríeis necessidade de expressar por reacção, porque se torna menos importante.

KAUSTUBH: Então sentimos uma pontada inicial, que depois passamos a reconhecer, e aí podemos ou não continuar a expressar-nos.

ELIAS: Sim.

KAUSTUBH: E essa pontada diz-nos o quê?

ELIAS: Quando vos questionais acerca da motivação para a resposta, se porventura se trata meramente dum desacordo genuíno sem que vos encontreis a depreciar o outro nem vos estejais a DEFENDER – razão porque não estareis realmente a projectar uma energia de oposição – podeis preferir responder. A energia disso será bastante diferente e deixará de representar uma ameaça para o outro, e ele terá consciência disso. Ou então podeis escolher não vos expressardes de todo, por reconhecerdes não existir qualquer necessidade de defender a vossa opinião ou posição, além de ser inteiramente aceitável que seja diferente da do outro. Sentir-vos-eis neutros.

KAUSTUBH: Neutro soa a aborrecido.

ELIAS: Não necessariamente. Depende da situação. Neutro pode ser preferível a conflito. (Ri para si mesmo)

Sim?

KATRIN: Posso perguntar uma coisa? No início deste debate disseste que devíamos prestar atenção ao que pensamos, e em seguida ao modo como procedemos. Mas não disseste muita coisa acerca da parte dos sentimentos; sobre o que sentimos ou como nos sentimos. E não consigo captar isso.

ELIAS: Isso depende da situação.

KATRIN: Por exemplo, eu tomo conta duma criança pequena que de repente começa a chorar; claro que ninguém sentirá prazer em escutar esse choro. E sendo eu uma pessoa atenciosa, quererei que ela pare de chorar porque penso que isso perturbará a vizinhança. De modo que tenho um sentimento e...

ELIAS: Sim, nessa situação importa avaliar o sentimento bem como aquilo que o motiva. Nesse cenário, aquilo que motiva mais fortemente tal sentimento, mais do que a preferência, é a tua preocupação da forma como outros perceberão isso, o que constitui mais uma motivação do que a tua falta de preferência.

Mas isso constitui um excelente exemplo, pois serve de exemplo para o encobrimento da motivação real, ao expressá-la como uma preferência. Podes escusar certas energias e acções ao expressares tratar-se duma preferência quando na realidade a preferência é bem mais insignificante do que a expectativa e a preocupação por que outros indivíduos percebam a situação como negativa e que isso se reflicta em ti.

KATRIN: Apanhaste-me, com essa. (Risos)

ELIAS: (Ri ruidosamente)

Sim?

JOHN: O meu exemplo é o da existência desta reunião de negócios numa ilha do Pacífico Sul. Quando tomei conhecimento dela, no ano passado, tive vontade de ir. Concentrei-me e foquei a minha energia em: “Sou quem vai ser escolhido; Eu vou ser enviado lá” porque pensei que devia ser divertido, além de soar bem. Agora devo ser eleito, porém, descobri que actualmente lá deve ser Inverno e o clima é horrível, o local não é tão interessante quanto pensara, e queria desatar toda esta energia que investi nisso durante oito ou nove meses, num espaço curto de algumas semanas de forma não ser eleito e deixar que seja mais alguém. (Risos) Não quero ir.

ELIAS: Antes de mais, permite que te diga que não importa por quanto tempo te concentres em qualquer questão particular. Isso não grava a experiência na pedra. Podes alterar essa energia a qualquer momento. Portanto, a despeito de teres adoptado a concentração nessa pequena viagem durante bastantes anos e teres obtido êxito, como no exemplo que referiste, a qualquer momento podes alterar essa energia.

Ao gerares a confiança que reuniste e ao não expressares a menor dúvida – “EU VOU; EU SEREI o escolhido” – com isso já estavas a permitir-te fazer aquela experiência, e com isso não abrigaste dúvida alguma e conseguiste. Agora aplica o mesmo procedimento na direcção contrária.

JOHN: Praticamente na segunda-feira já devo anunciar as minhas preferências quanto às datas dos voos de ida e de regresso. Devo recusar-me a fazê-lo? Ignoro-o ou devo anunciá-las, com a confiança de que, de algum modo acabarei por não ir?

ELIAS: Isso deve proceder da tua escolha, mas se genuinamente não pretendes fazer essa viagem, não a faças.

JOHN: Bom, tendo sido designado, não posso formalmente voltar atrás. (Riso)

ELIAS: Ah bom, nem “Tampouco posso trocar o meu bilhete”. (Riso)

JOHN: Não, há aqui uma diferença. Eu comprometi-me com um acordo e não posso romper com esse compromisso...

ANNE: Eu assumi um compromisso de me encontrar lá com o meu marido. Também constituía um acordo que estabeleci com ele, uma motivação forte para permanecer lá, mas preferia não ficar.

JOHN: Mas tu não perdias o emprego se desistisses.

ANNE:Não, mas podia perigar potencialmente o meu casamento.

ELIAS: Mas ainda assim não perdes o teu trabalho.

JOHN: Penso que mesmo que anuncie as datas e mantenha a confiança, como disseste, mas…

ELIAS: Podes gerar nessa direcção ou expressar aquilo que desejas, não quereres ir. Isso é escolha tua. Uma vez mais isso é preocupares-te com expressões externas, preocupares-te com os outros. Não perderás o teu emprego e tens conhecimento disso. Tu SABES bem disso.

JOHN: Não creio que dizendo não querer ir isso possa constituir o modo mais efectivo de produzir tal resultado. Não acredito que o meu patrão levasse isso em consideração. Ao passo que, se não me preocupar com o modo como isso se processa, como fiz em outras situações, alguma circunstância misteriosa acabará por causar o cancelamento – penso eu. A minha preocupação central...

ELIAS: Expressa-te nos mesmos moldes em que o fizeste quando criaste o sucesso: ausência de dúvida.

JOHN: Aquilo que me apraz ouvir-te dizer é que não sofro a carga de energia destes nove meses de...

ELIAS: Não.

JOHN: …que teria que cancelar.



ELIAS: Correcto. Não, isso não é necessário. A energia é expressa no momento. Se continuares a expressar o mesmo tipo de energia de forma consecutiva, ela dará continuidade à coisa. Mas no momento em que parares de a expressar, não estás a desatá-la. Não criaste a situação de dar um nó que agora precisavas desatar. Uma vez voltes a tua atenção numa direcção diferente e respondas a algo diferente que queiras, o nó desaparece.

JOHN: Mas isso não ocorre com relação ao peso, acontece? Alguém que acumule um peso excessivo de seis ou nove quilos no espaço de três anos não pode esperar vê-lo desaparecer do dia para a noite.

ELIAS: Na verdade podem. Mas consegui-lo-ão? O mais provável é que não. Mas não poderão? Podem. Consegui-lo-ão? Existem menos probabilidades ou potencial para atingir isso, dadas as crenças das pessoas. Portanto, associado às crenças que albergam, podem não se permitir gerar um tal tipo de acção. Mas, será isso impossível e não conseguirão atingir tal coisa? Podem.

JOHN: Então não tem que ver com o tempo de duração mas com as crenças.

ELIAS: Certo.

Sim?

KAUSTUBH: De volta ao conceito da importância, será que ele depende unicamente das crenças da pessoa com relação ao que ela considera ser importante? Haverá alguma coisa na essência que poderia ser considerado importante?

ELIAS: Isso seria muito diferente. Posso responder que “sim” porém, isso seria bastante diverso daquilo que conheceis e compreendeis na vossa realidade. Porque vós adoptais uma realidade física composta por coisas, e a consciência não é uma coisa. Portanto, o modo como associais em termos de importância é distinto daquele como deveria ser expresso em termos não físicos. Mas sim.

KAUSTUBH: Seth disse algo como – não me recordo das palavras exactas - mas a consciência consiste em pontos de significado. Estarão o significado e a importância relacionados?

ELIAS: Estão, e constituiriam um factor, porém, deveria ser expressado de modo bastante distinto.

KAUSTUBH: Então para nós trata-se meramente de sistemas de crença naquilo com que nos identificamos, e essa decisão é aquilo que consideraríamos ser importante.

ELIAS: Isso influencia enormemente, sim. Não se trata APENAS de crenças porquanto as crenças SÃO a vossa realidade! Ah, ah! Portanto, sim, toda a vossa realidade É influenciada pelas vossas crenças e isso também se tornará factor de influência naquilo que definis ou deixais de definir em termos de importância.

Mas adoptais também muitas escolhas com relação à importância. Não é expressão que não possais alterar. Se reconhecerdes o que estiverdes a gerar, em termos de importância, também sereis capazes de questionar se quereis que isso se torne importante ou não.

Sim?

BALBINA: Num caso como aquele mencionado anteriormente, quando pensamos não o poder alterar, devido a questões de negócios ou de importância, será que a doença constitui um bom meio?

ELIAS: Sim, isso representaria uma outra alternativa.

BALBINA: Podemos justificá-lo, penso eu… Justificámo-lo por nós próprios e pelos demais, se soubermos que o criamos por um propósito desses.

ELIAS: Se o escolherdes, essa seria uma outra opção que poderiam adoptar. Existem muitas, muitas, muitas escolhas.

Dir-vos-ei, em resposta a esta questão, que muitos indivíduos geram doenças com um propósito. Muitos criam doenças a fim de conseguir algum tipo de acção que desejam alcançar, e são bem sucedidos. Não obstante a maioria gerar a associação de que a doença seja má, ou então que ser saudável seja bom e que devem desejar ser saudáveis em todas as situações; muitas vezes criam disfunções na consciência do seu corpo físico devido a um propósito específico, o que lhes permite alcançá-lo. E têm consciência do que o estão a fazer.

KAUSTUBH: O que é que se passa com a onda da nossa percepção? Estará a ter continuidade ou estará a recuar? Parece levar muito tempo.

ELIAS: Está a atravessar um processo de continuidade e é por tal razão que estamos a debater a percepção! (Risos) Duração seria um termo relativo. A vossa onda anterior, na vossa percepção, foi bastante alongada. Digo-vos que o potencial para esta seria bastante menor, porém, não a conduzistes por um espaço de tempo tão largo assim ainda. (Ri para si mesmo)

Eu entendo – estais a querer criar uma onda que dure uma semana! (Ri junto com o grupo) Eu avisarei quando a próxima onda se estiver a aproximar, como o faço sempre, de resto. (Risos)

Sim?

MARTIN: Tu disseste-nos que não existem absolutos. Mas e com relação aos padrões desta dimensão? Não poderá ser que constituam absolutos, uma realidade absoluta para uma realidade objectiva?

ELIAS: Não, não obstante as criardes para serem bastante reais, ainda assim não se trata de absolutos. Do mesmo modo que criais a gravidade para ser bastante real, ela parece ser bastante absoluta, mas não é. A vossa percepção é que gera essa qualidade de absoluto. Sim, a vossa realidade incorpora um modelo, o qual, de certa forma, podia ser encarado como uma sugestão acerca de como criar esta realidade particular, nesta dimensão em particular.

Agora, com essa mesma sugestão vós criais percepções que dão lugar a absolutos, ou gerais associações absolutistas, porém, elas na verdade não constituem absolutos porque se acham sujeitas à mudança. Vós PODEIS alterar a gravidade. Se não o pudésseis não teríeis a capacidade de fazer levitar uma mesa. Mas podem! (Risos)

Sim?

JOHN: Acredito ser possível passar da miopia à visão perfeita mas desconheço a metodologia ou os procedimentos práticos para o conseguir, nem tampouco alguma vez encontrei alguém que o tenha conseguido.

ELIAS: E não é necessário conhecer objectivamente tal metodologia. O que importa ter em mente é precisamente aquilo que estivemos a discutir: a importância do vosso não querer a visão que criastes.

Quando isso se torna menos importante, gerareis muito mais sucesso na alteração da vossa visão. Na medida em que isso continua a ser bastante importante, continuareis a criá-la.

JOHN: Então tenho que continuar à procura do motivo, a razão porque eu supostamente não quero dispor duma boa visão?

ELIAS: Ou simplificares e passares meramente a menosprezar a importância daquilo de que não gostas.

ANNE: Como conseguimos isso? Não é fácil!

ELIAS: Não é fácil porque vós o tornais complicado. (Riso) Na verdade é bastante simples e bastante fácil. Mas tendes fascínio pela complicação assim como pela intensificação de muito mais energia do que a necessária. Se fosse fácil não teria mérito; se fosse fácil não constituiria um desafio. Mas se for complicado podeis sempre decifrá-lo e isso constitui uma acção por que todos vós vos deixais fascinar.

Pode ser equiparado a um presente; se alguém vos estender um presente desembrulhado podeis aceitá-lo e agradecer; se for um que ainda se ache embrulhado em papel, com laços, e tiverdes que o desembrulhar, isso gerará muito mais excitação, por vos terdes ofertado uma surpresa. Podeis receber um brinde idêntico, porém, aquele que se encontra ainda embrulhado será mais excitante, devido a que seja mais complicado. (Ri para si mesmo)

Sim?

JOHN: Será possível que uma visão deficiente não tenha que ver com o desejo de querer ver e constitua um efeito colateral da tensão muscular, devido a qualquer outro tipo de problema ou conflito?

ELIAS: Sim, isso dependerá do indivíduo. Sim.

JOHN: Então a busca de motivação para uma visão deficiente pode representar uma perda de tempo. É capaz de existir algum outro conflito que o esteja a causar.

ELIAS: É bastante possível.

Sim?

KAUSTUBH: Elias, se menosprezarmos a importância de determinada coisa, quando pretendemos alcançá-la e a seguir a obtivermos, ela deixar de ser importante e deixamos de atingir a satisfação.

ELIAS: Não, não é assim. Porque, se menosprezarem a importância de alguma expressão de que não gosteis e fordes bem sucedidos a dar lugar ao que quereis, isso torna-se mais satisfatório, porque reconhecer-vos-eis, e isso confere sentido de poder. Portanto, existe todo um elemento de excitação – porque sentido de poder gera excitação - e isso torna-se bastante satisfatório. Portanto, não vos preocupeis por vir a tornar-vos neutrais! (Ri junto com o grupo)

ANNE: Tenho uma pergunta a fazer sobre o sentido de conceptualização de que dispomos. Bem sei que se situa um pouco à margem do assunto, mas talvez não. Trata-se dum sentido bastante difícil de focar ou de penetrar ou algo assim. Mas uma noite destas assim que o experimentei comecei a escutar um par de vozes. Não sei se será necessariamente uma coisa associada à conceptualização o que estaria a fazer com tal sentido nem conheço a procedência dessas vozes. É estranho, mas já tinha passado por isso anteriormente.

ELIAS: E qual era a questão?

ANNE: As vozes eram tão intensas e soavam tão alto que quase me sacudiram para fora daquilo em que estava a tentar focar-me. Não soavam alto mas procediam de dentro, obviamente.

ELIAS:E de que tema se tratava inicialmente?

ANNE: Não me recordo. Teria sido essa a razão?

ELIAS: Era.

ANNE: Será isso o sentido conceptual?

ELIAS: Depende de qual tenha sido a tua intenção, porque associada à conceptualização, ela consiste no acto de se vos deslocardes para a acção do tema, experimentando desse modo essa acção. Portanto, é possível que, dependendo do tema e da intenção tivesses podido incorporar a escuta de vozes porquanto isso pode constituir a acção do tema. Porém, se a questão ou tema não se achar associado a algum elemento que criaria tal acção particular, podes muito bem ter estado a penetrar o teu sentido de empatia e a confundi-lo com o conceptual.

ERIC J: Poderás explicar minuciosamente a velocidade da luz enquanto percepção, por favor?

ELIAS: Sob que aspecto?

ERIC J: Qual será a relação existente entre a velocidade da luz e a percepção.

ELIAS: Vós criais essa percepção. Qualquer que seja a velocidade da luz, ela será criada pela vossa percepção. Não se trata de nenhum valor absoluto, estabelecido no exterior da vossa percepção mas aquilo que conceberdes que seja.

ERIC J: Se quiser que a velocidade da luz seja variável, eu torno-a variável?

ELIAS: Podes faze-lo pois trata-se duma questão de percepção. Porque a luz consiste numa criação objectiva e como tal é uma questão de percepção. Aquilo que estou a expressar-lhes é que fora das realidades físicas a luz não tem existência, porque uma vez mais, em termos que vos sejam familiares, trata-se duma coisa. Nesse sentido trata-se duma criação objectiva, e sendo uma criação objectiva representa uma questão de percepção e portanto também não é uma coisa absoluta.

Podeis fazer com que pareça um absoluto, se colectivamente gerardes a mesma percepção com relação a ela. Nesse sentido parecerá tratar-se duma coisa absoluta e idêntica a si mesma. Mas, tal como anteriormente declarei, ao longo de toda a vossa história vós gerastes percepções colectivas em variadíssimas direcções, que foram percebidas como absolutos e posteriormente alteraram-nas. Eram reais enquanto eram expressadas em massa, porém, sofreram alteração.

ERIC J: Então temos que aguardar que a percepção colectiva se altere para podermos tornar a velocidade da luz variável?

ELIAS: Não. Tu próprio és capaz de empreender tal acção. Não é necessário que a encares por intermédio da esfera colectiva a fim de alterares a velocidade da luz. Tu próprio és capaz de a mudar por meio da tua percepção e a tua realidade poderá tornar-se bastante diferente.

ERIC J: Justificar-se-á que eu altere a percepção?

ELIAS: Por certo. (Ri para si mesmo)

Sim?

BALBINA: De que modo é que a percepção estará relacionada à vibração?

ELIAS: Sob que aspecto?

BALBINA: Em que consistem as vibrações? Serão elas elementos básicos da consciência?

ELIAS: São.

BALBINA: Se acelerar a minha própria percepção será isso devido a que tenha acelerado as minhas vibrações?

ELIAS: Nesta realidade trata-se antes do contrário. Se acelerares a tua percepção acelerarás a tua vibração.

Sim?

JOHN: Avançando no exemplo que desta da história, a percepção é individual. A minha realidade diz respeito a mim.

ELIAS: Sim.

JOHN: Se investigasse o assassinato do presidente Kennedy podia encontrar provas que me convenceriam de que o Oswald actuou sozinho, ao passo que outro indivíduo será capaz de descobrir provas convincentes da existência duma conspiração e de vários intervenientes. De facto não existe qualquer verdade absoluta acerca de quem matou Kennedy.

ELIAS: Certo, porque isso consistirá igualmente numa questão de percepção. A percepção É aquilo que cria a vossa realidade presente, e cada indivíduo adopta uma percepção distinta. Podeis comportar similitudes, porém, cada indivíduo gera uma percepção distinta, do mesmo modo que criais diferentes impressões digitais.

Nesse sentido, podeis incorporar similitudes, e isso é um facto. Podeis perceber uma parede como sendo azul, porém, todos tereis uma diferente percepção desse azul. Não existe uma realidade homologada, distinta, que vos seja exterior, rumo à qual estejais todos a tentar mover-vos. A vossa realidade é a vossa percepção.

Sim?

MARTIN: Quererá isso dizer que eu interpreto a realidade objectiva… (Inaudível) Significará que eu próprio gero a minha realidade física?

ELIAS: Quer.

Sim?

ERIC M: Não compreendo este conceito, por exemplo, de que forma é que a comunicação se torna possível? Por exemplo, se eu decidir que ambos (hipótese) experimentamos esta sessão e podemos obter uma experiência comum que posteriormente pode ser discutida, etc., ele próprio será capaz de gerar a realidade de não se fazer presente. No seu mundo ele deixaria de se achar aqui presente. Não colheríamos esta experiência comum; as nossas existências seriam completamente isoladas. Na minha vida, nós podíamos falar e reflectir sobre ela, porém, na sua vida, ele jamais teria ouvido falar daquilo.

ELIAS: E isso pode muito bem acontecer.

Vós não vos encontrais sós! Por certo, vós criais a totalidade da vossa realidade – criais cada momento dela, cada aspecto, cada diferente manifestação sua, porém, não estais sós. Participais em conjunto com outras energias. Cada um de vós exprime uma energia.

Agora, nesse sentido, por vezes podeis receber uma energia em particular da parte dum indivíduo e podeis configurá-la de um modo em que dais lugar ao vosso cenário. Porém, essa energia pode necessariamente não conter a atenção do indivíduo. Por isso atraís a vós esta energia específica do indivíduo, porém, podeis não estar a atraí-la COM a participação da atenção do indivíduo. Portanto, podeis configurar essa energia e dar lugar à criação dum cenário no qual vos achais fisicamente em interacção com o indivíduo a incorporar conversação, enquanto o outro pode adoptar uma realidade distinta, através da qual ele não participa convosco, devido a que a sua atenção não se ache contida nessa energia que atraíram.

Isso não ocorre com frequência, porém sucede, e sucede quase a miúdo, em meio a experiências insignificantes que ignorais, em que vos ocupais com uma outra pessoa e subsequentemente podeis relembrar a experiência, ao passo que o outro recordará a mesma experiência de modo completamente diferente. Vós passareis isso por alto de forma automática. Questionar-se-ão sobre se não se terão realmente relacionado com o que pensaram ter-se relacionado ou então depreciareis o outro e expressareis: “Ele está errado; não foi isso que ocorreu” e conformais-vos com a coisa.

É isso o que ocorre muitas vezes nessas situações. Interagis com a energia do outro, o que vos permite configurá-la e dar lugar à criação da manifestação física do outro, e logo participais numa conversa ou interagis com ele. Porém a sua experiência (do outro) deverá ser bastante distinta, porque ele não está...

ERIC M: Que aconteceria se no ano seguinte falássemos sobre esta sessão e no meu mundo conversássemos sobre ela enquanto no seu mundo ele estiver a dormir?

ELIAS: Num cenário desses cada um de vós teria alterado o passado, pois a forma como o recordais no presente altera o passado. De cada vez que recordais um acontecimento ou uma experiência, um cenário, vós alterai-lo naquilo que recordais. (Ri para si próprio)

KATRIN: Quando alteramos o cenário também alteramos as relações do mesmo modo, quando se trata da interacção recíproca com alguém?

ELIAS: Por vezes, sim.

KATRIN: Alteramos a família, por vezes?

ELIAS: Alterais.

Sim?

JOHN: Num dos livros que escreveu, Seth afirma que Cristo não foi crucificado. Dado que não existe uma verdade histórica absoluta quanto à crucificação, porque razão haveria Seth de fazer uso duma linguagem que fez que parecesse como se estivesse a ensinar que a verdade absoluta fosse a de que Cristo não foi crucificado?

ELIAS: Dir-vos-ei, como já fiz com outros, que o programa dessa essência era diferente do meu. Assim, já tive ocasião de vos dizer, na interacção recíproca que exerço com todos vós, que adopto a menor quantidade de distorção possível com relação ao que compreendeis, ao estender-vos informação através de situações pessoais no que concerne à vossa expansão de consciência e à vossa mudança. Essa essência ofereceu também informação associada com esta mudança, porém, de um modo diferente. Nesse sentido empregou uma menor preocupação com a distorção associada às vossas crenças.

Ao proporcionar aquilo que percebereis como conceitos novos – que na realidade não o são, mas são meramente apresentados de uma forma nova – que foi aquilo em que residiu a questão, com relação à interacção dessa essência, a fim de dar início a um movimento objectivo, ao movimento de preparação para o elemento objectivo desta mudança de consciência, coisa que cumpriu de modo bem sucedido. Porém, subsistem elementos apresentados que podem ter sido oferecidos em conjugação com as vossas crenças, mas apresentando igualmente informações como um ponto de partida para introduzir o conceito da ausência de absolutos. Portanto, o meio através do qual essa essência apresentou informação diferiu do meu, mas não deixou de dar lugar à criação dos mesmos conceitos.

Ao dar-vos conta de que esse indivíduo não foi crucificado, isso incentivou-os a questionar, porque as vossas religiões expressam categoricamente que ele o tenha sido. Desse modo incentivou-os a questionar esses absolutos por intermédio da introdução dum absoluto diferente. Portanto, o método pode ser diferente, porém, foi bastante bem sucedido nessa informação.

Sim?

ANGELIKA: Os nove pequenos pertencentes à essência da Rosa, são todos homens?

ELIAS: São.

ANGELIKA: Deve haver uma razão para tal, já que falamos acerca de absolutos... (Inaudível)

ELIAS: Existe uma razão que já debati anteriormente. Foi propositadamente escolhido desse modo a fim de servir de ilustração para a alteração da energia. Ao longo da vossa história e até à presente mudança de consciência, a forma dominante de energia tem sido a masculina. Nesta mudança actual isso está a mudar para a energia feminina, e portanto foi propositadamente escolhido que fossem homens como exemplo da mudança para uma energia feminina associada ao género masculino. (2)

ANGELIKA: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. Aceitarei mais duas perguntas.

ANNE: Sobre a questão da essência da Rosa. Jo Helfrich está a canalizar essa essência, pelo que pude entender dos fóruns (salas de conversação virtuais da net). Será um facto?

ELIAS: (Pause) Ainda não. Trata-se dum potencial, mas não por enquanto...

Sim?

ERIC J: Será a constante de Planck** a parte mais ínfima da nossa realidade terrena?

ELIAS: Não.

ERIC J: Então qual será? Ou será que criamos o que queremos?

ELIAS: (Ri fortemente) Muito bem, apenas mais uma.

ANGELIKA: Chamo-me Angelika e gostava de conhecer o meu nome de essência.

ELIAS: Muito bem. Nome da essência, Lysteel (lis STEEL).

ANGELIKA: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

Endereço-lhes a todos e a cada um, neste dia, uma tremenda estima ficando a aguardar com antecipação o nosso próximo encontro, e estendo-lhes a minha energia a cada um de vós num acto de tremendo encorajamento das vossas “bolas” de energia! (Rindo para si mesmo) A todos, com enorme afecto e amizade, au revoir.

Elias deixa a audiência às 4:02 da tarde.

©2007 Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados

Notas:
(1) “Schnucki-putzi” pode ser traduzido por “meu queridinho”.

(2) Da sessão 298, de Julho 16, 1998:

ELIAS: “… A essência da Rosa manifestou-se propositadamente sob a forma masculina. Tal acção destina-se a servir de auxílio no acto desta mudança de consciência mas além disso para servir de exemplo, como já declaramos na nossa analogia dos pequenos rebentos.

Esta essência da Rosa manifesta-se sob a forma masculina e à medida que estes indivíduos avançam, ao longo dos anos, as suas vidas revelarão qualidades que mais se alinharão com aquelas qualidades que identificais como femininas, porém sem deixar de deter a orientação sexual masculina. Eles prosseguirão ao longo dos seus focos identificando-se e sendo reconhecidos do mesmo modo que vós, varões, todavia terão a habilidade de aceder à intuição da forma que naturalmente consignais às mulheres. Isso servirá de exemplo à inexistência de separação com relação a todas as expressões que são assumidas na vida física. É desnecessário que continueis a distinguir com tal intensidade. Deslocais-vos para uma área de maior conhecimento e duma maior expansão e recordação da essência. Portanto também deixam cair por terra muitos dos véus que sustentais no foco físico, o que vos propicia não só a singularidade do vosso ser como também duma consciência das vossas divisões e separação. Ao romperdes os véus da separabilidade possibilitais a vós próprios uma maior liberdade e uma maior capacidade para acederdes á vossa criatividade.”

“Essas manifestações da essência da Rosa ainda não passam de garotos pequenos. São garotos – todos os nove – que se encontram na casa do que designam por três ou menos dos vossos anos (isto foi referido em 98), mas já estão a começar a apresentar capacidades dum conhecimento incomum para os vossos padrões físicos. O seu sentido intuitivo acha-se altamente desenvolvido e já se expressam dessa forma e começam a ser reconhecidos, não só por aqueles que se designam como seus pais como também por todos com quem se cruzam fisicamente. Já estão a começar a afectar a consciência.”

Notas do Tradutor:

* Isto traz-nos à mente a frase célebre dos evangelhos: “Se não tiverdes, mesmo o pouco que tiverdes vos será tirado.” Mat 13:10 Porquanto parece referir o mesmo conteúdo.



** A Constante de Planck, representada por h, é uma das constantes fundamentais da Física que possui um papel fundamental na teoria da Mecânica Quântica. Tem o seu nome em homenagem a Max Planck, um dos fundadores da Teoria Quântica.

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