sexta-feira, 18 de maio de 2012

A ATENÇÃO É CHAVE EM TODA A MUDANÇA



“Perguntas Tipo Bola de Cristal, Psíquicos, e Sugestionabilidade”
“a atenção é chave em todo o processo de mudança”
“Comunicação e egoísmo”

SESSÃO #1243
Sexta-feira, 10 de Janeiro de 2003 (Privada/Telefone)
Tradução: Amadeu Duarte


Participantes: Mary (Michael) e o Frank (Ulra)

Elias chega às 11:16 da manhã. (O tempo de chegada é de 18 segundos.)

ELIAS: Bom dia!

FRANK: Bom dia! É óptimo conversar contigo de novo.

ELIAS: De novo! (Ambos riem)

FRANK: Por pouco tempo! (Elias ri) Apesar do tempo para ti não passar, não é?

ELIAS: Exacto, pelo que não tem importância! Ah, ah, ah! Mas eu tenho consciência do enquadramento de tempo em que vos situais.

FRANK: À última da hora, a minha filha decidiu que hoje não queria conversar contigo. (Ri)

ELIAS: Muito bem!

FRANK: De qualquer modo, aqui estou. É um prazer inesperado para mim (Elias ri), mas conforme dizes, não é coincidência nenhuma.

Vamos começar com algo que tenho vindo há algum tempo para te perguntar, e que não consta de nenhuma pergunta tipo bola de cristal mas uma pergunta relacionada com questões do tipo bola de cristal. (Elias ri) A pergunta é a seguinte. Quando te perguntamos uma coisa que designarias por pergunta tipo bola de cristal, ou por outras palavras, sobre o que venha a acontecer no nosso futuro, a pergunta que tenho a fazer é, o que é que tu vês? Eu sei que não vês no sentido que nós vemos, mas que é que tu percebes em relação ao futuro? Perceberás uma situação provável ou verás uma variedade de situações?

ELIAS: Depende do indivíduo no momento. Por vezes as pessoas movem-se numa direcção específica e estão no momento a gerar, a escolher no momento probabilidades e a dirigir-se a si próprias de um modo que é capaz de criar um maior potencial de um resultado específico. Em certos casos, as pessoas podem criar uma direcção mas a energia pode dispersar-se e o indivíduo pode não ter necessariamente clareza em si mesmo sobre o que quer, e por isso o potencial também se torna menos claro.

Nessa medida, independentemente do quanto um indivíduo possa estar direccionado em qualquer altura, há sempre a possibilidade de mudança, e há sempre a possibilidade do que poderás designar como uma súbita alteração na direcção que o indivíduo toma, dependendo do que ele estiver a escolher a cada instante. Por essa razão, torna-se ridículo expressar seja a quem for o que um dado futuro lhe possa ou não reservar, digamos assim, por ainda não ter sido escolhido e existir uma infinidade de variáveis que podem ser incorporadas.

Apesar de poder parecer-vos que a maioria de vós se move em direcções únicas, e que criais um tipo de caminho, digamos, por um processo destinado a um fim, vós sempre incorporais escolha, e como tal há sempre o potencial de alterardes a direcção que tomais. Em associação com o que um indivíduo possa abordar num momento ou o que possa atrair a si para sua própria informação e o exame que faça dele próprio, ele pode escolher diferentes experiências que alterem a direcção que podem estar a tomar no momento.

Essa é a razão por que eu advirto as pessoas na interacção que têm com o que designais por psíquicos. Esses indivíduos estão a conceder a si próprios a sua habilidade de expressão de explorar a energia dos outros e por vezes permitem-se ter vislumbres de potenciais. Mas nos vossos termos, isso é um assunto traiçoeiro respeitante a eventos futuros. Em primeiro lugar, um indivíduo que seja identificado em termos de psíquico é capaz de aceder a potenciais respeitantes a um outro indivíduo, mas ao dizer isso a esse indivíduo, o que é produzido muitas vezes é uma maior probabilidade de o indivíduo que acolhe essa informação vir a criar o que lhe tenha sido dito.

Porque uma das qualidades a que todos vós dais expressão na vossa realidade física é a de uma formidável sugestionabilidade. Isso não é mau; é um modo por meio do qual permitis a vós próprios ligar-vos uns aos outros de um modo diferente. Mas por vezes essa sugestionabilidade pode influenciar as vossas escolhas em associação com as respostas automáticas e desse modo limitar-vos as escolhas.

Agora; não estou a dizer que isso vos negue as escolhas, porque cada acto que empreendeis seja em que expressão ou manifestação for que crieis na vossa realidade é produto da vossa opção. Mas por vezes limita-vos as escolhas, por vos levar a produzir uma resposta automática de projectardes a vossa energia na concentração da manifestação que vos foi revelada como uma previsão.

Nessa medida, também, se um indivíduo reconhecer as escolhas que formula e estiver familiarizado consigo próprio e incorporar um reconhecimento objectivo do facto de que cria as suas próprias escolhas e de que o que estiver a ser-lhe expressado é apenas um potencial, o indivíduo poderá permitir-se não dar expressão a respostas automáticas e continuar a orientar-se da maneira que escolher individualmente.

Mas existem muitas, muitas expressões de energia que ocorrem no caso de cada indivíduo a todo o instante. Apesar de por vezes poderdes pensar estar a avançar uma certa direcção, também podeis abordar diferentes crenças que vos influenciam bastante. Por isso, podeis criar experiências que vos instruam ou vos proporcionem informação respeitante a certas crenças, e essas experiências podem não alinhar pelo que esperais.

Por isso, as perguntas tipo bola de cristal representam tanto uma busca de informação futura – a qual, de certa forma não é real, por ainda não ter sido criada e de certo modo consistir numa ilusão, e por vezes, segundo os termos que aplicais, pode incorporar expressões prejudiciais – assim como as pessoas são capazes de colocar perguntas do tipo bola de cristal como artifício, numa tentativa de...

FRANK: ...para trapacear o Elias?

ELIAS: Sim, numa tentativa de provar a realidade a eles próprios, por expressarem cepticismo.

FRANK: Bom, na realidade trata-se fundamentalmente de uma falta de confiança em nós próprios, não é?

ELIAS: Exacto, e nessas situações tenho consciência do logro que o indivíduo comete, digamos, e daquilo que a sua pergunta subentende. Eu não tenho a menor necessidade de justificar a minha existência – nem a vossa! (Ambos riem)

FRANK: Eu quero voltar a uma das coisas que disseste quando falaste da sugestionabilidade e de como isso pode influenciar e limitar as nossas escolhas. Não nega as escolhas, mas se nos limitar nas escolhas, isso não equivalerá a negá-las num certo grau ou certamente negá-las em parte?

ELIAS: Sim, de certo modo. Mas mesmo isso, meu amigo, constitui uma escolha.

FRANK: Por outras palavras, não temos que ser influenciados pela sugestão.

ELIAS: Exacto.

FRANK: Essa questão da sugestionabilidade é interessante. Tu discutiste-a na hipótese de um psíquico que dispensa informação a uma determinada pessoa, mas eu deduzo que se aplicará igualmente a outras circunstâncias, em que nos encontramos sujeitos a uma sugestionabilidade por parte, digamos, dos outros.

ELIAS: Justamente, de uma forma contínua!

FRANK: Então dá-se ao nosso redor?

ELIAS: Sim. Isso não deve ser encarado como uma coisa negativa. Todos vós empreendeis essa acção. Partilhais informação uns com os outros em associação com as crenças que tendes, e isso cria uma projecção de energia que muitas vezes comporta uma sugestionabilidade.

FRANK: Mas certamente que pode ser algo negativo, pelo menos nos termos que eu defendo, pelo facto de limitar, por exemplo, as minhas escolhas.

ELIAS: Sem dúvida, mas conforme afirmei, isso também é uma escolha. Estou ciente daquilo que estás a referir e da associação que estabeleces. Essa é a razão por que vos estendo a todos informação respeitante a vós próprios e às crenças e porque vos falo em voltardes a atenção para vós próprios e em vos familiarizardes convosco próprios, de modo a poderdes reconhecer a forma como criais aquilo que criais e a permitir-vos de uma forma objectiva manipular intencionalmente a energia de um modo que provoque aquilo que quereis, sem conflito – a menos que desejeis conflito. (Ri)

FRANK: Estou certo de que alguns de nós desejam!

ELIAS: (A rir) Posso-te afirmar, em definitivo. Há alguns que têm consciência de estarem a escolher o conflito e de ser isso que querem.

FRANK: Eu questionar-te-ei acerca disso numa outra altura. (Elias ri) Uma última coisa que gostava de te perguntar por esta altura – e na verdade a resposta que deste corresponde ao que eu tinha antecipado – mas a pergunta que te queria colocar é a seguinte: naquelas situações em que tu descreveste que a energia de um indivíduo se acha firmemente focada, em resultado do que o percurso provável se torna bastante evidente, mas conforme disseste num instante esse percurso pode sofrer uma mudança e o indivíduo tem a liberdade de mudar o rumo que toma...

ELIAS: Exacto.

FRANK: ...em situações dessas, será o processo de criar a realidade diferente daquele sujeito às circunstâncias normais? Não estou certo de estar a formular isto adequadamente. Creio que o que estou a tentar dizer é que normalmente presumo que se dê um processo durante um certo tempo que nos leva a escolher um rumo. Mas eis que alguém provoca uma reviravolta súbita numa direcção completamente diferente. Qual será a diferença que esse processo apresenta, se alguma houver? Será uma maior intensidade que a uma certa altura provoca a mudança para um novo curso?

ELIAS: Estou a entender a curiosidade que sentes. Esse tipo de expressão também envolve diversas variáveis. Pode estar associado ao tipo de personalidade do indivíduo. Pode ser uma influência das crenças do indivíduo. Pode ser causado pelas experiências que o indivíduo esteja a produzir. Poderá parecer que o indivíduo altere o rumo que toma num instante como um facto objectivo quando na realidade, em geral, tenha vindo a mover-se no sentido dessa alteração através das experiências que tenha vindo a produzir durante um certo período de tempo.

Por isso, deixando a personalidade e as crenças de lado, posso afirmar que na maioria dos casos a maneira por meio da qual as pessoas alteram o rumo que tomam geralmente é a mesma como todos os movimentos que empreendeis.

FRANK: Então o que estás a dizer é que o facto de estar num caminho bem determinado, e com isso quero dizer, determinado por mim próprio, não influencia realmente o à-vontade com que posso mudar para um caminho completamente diferente. Estará isso correcto?

ELIAS: O à-vontade é instaurado com a clareza de percepção, ao ficares ciente de ti próprio e te familiarizares contigo próprio e conheceres as crenças que tens, ao conheceres o que te influencia e conheceres as tuas escolhas, conhecimento do que queres e conhecimento do que estás a fazer, familiarizar-te contigo próprio e com o que estás a criar no momento. É isso que produz o à-vontade por meio do qual poderá parecer-te que estejas a alterar o rumo que tomas dramática e instantaneamente. Mas se estiveres ciente de ti próprio e do que estás a operar no momento, também deverás ter noção do que designais por processo de alteração das vossas escolhas.

Agora; por vezes podeis instantaneamente alterar a direcção que tomais de modo associado à percepção do que estais a operar e do que quereis e ao facto de reconhecerdes a direcção que quereis passar a incorporar no momento e prestais atenção à comunicação imaginativa e fazeis uso da inspiração e escolheis expressá-la no momento, o que não inclui necessariamente um processo mas deverá tornar-se num processo assim que alterardes o rumo que assumis.

FRANK: De facto, mencionaste algo nisso a que quero voltar um pouco mais tarde, sobre aquilo que é comunicado pela imaginação, que recentemente também debatemos. Mas por ora, passemos a algo de que também te quero falar.

Antes de mais, achei que a conversa que tivemos há uns dias com respeito às comunicações ajudou bastante. Ontem tive uma reunião de negócios com um indivíduo a quem toda a gente - pelo menos no que abrange todos quantos trabalham nesta empresa que o conhecem - o descreve como alguém com quem é muito difícil comunicar. Tentei aplicar as coisas que estivemos a debater, tu e eu, e pensei ter sido bastante bem sucedido e ter tido um encontro muito positivo e dotado de uma excelente comunicação.

ELIAS: (Ri) Estendo-te as minhas felicitações!

FRANK: Fiquei encantado com isso. Mas gostava de falar contigo acerca de algumas das coisas que foram discutidas lá. Sugeriste que eu procurasse examinar acções mundanas que cometo à-vontade que isso me forneceria a ajuda em termos de uma melhoria da comunicação. Assim, presumo que estivesses a falar de assumir uma acção qualquer em relação à qual me sinta bem e de considerar tudo o que esteja envolvido e todas as crenças que tenha subjacentes. Será o propósito o de reforçar de algum modo para mim próprio o facto de possuir essas qualidades positivas?

ELIAS: Em parte, no sentido de te validar assim como no sentido de te permitir uma familiaridade  mais íntima contigo próprio, por isso te proporcionar a oportunidade de perceberes as influências oriundas das crenças que estás a expressar e o que permites e não permites. Vós empregais uma expressão na vossa realidade física que reza o seguinte: “Certas crenças funcionam para vós e outras não.”

Agora; a interpretação desta frase é a de que incluís e expressais algumas crenças com que não vos preocupais por expressarem uma influência sobre a percepção que tendes que vos permite produzir aquilo que corresponda às preferências que tendes; desse modo, são classificadas como crenças “operacionais.”

Nessa medida, se te familiarizares com essas crenças e reconheceres que podes escolher continuar a dar-lhes expressão, também reconheces que isso CONSISTE numa escolha; não é uma simples resposta automática. As respostas automáticas também representam escolhas, mas não tendes objectivamente noção intencional disso como uma escolha.

Ora bem; o significado desse acto reside no facto de vos proporcionar o uso de uma maior expressão de aceitação, por vos familiarizardes convosco próprios, e reconhecerdes as crenças que estejam a ser expressadas, reconhecerdes que isso são expressões vossas individuais e que constituem escolhas. Isso constitui uma ajuda espantosa à aceitação da diferença respeitante aos outros.

FRANK: Estou a entender. Passemos a outra coisa que mencionaste. Afirmaste que se eu relaxasse em relação à comunicação que tenho com os demais, para além de me ajudar a comunicar melhor, uma das coisas que me faria seria ajudar-me a orientar-me melhor. A pergunta que tenho a fazer sobre isso é se isso se aplicará à capacidade de comunicar com as pessoas apenas, ou primordialmente, ou se estaremos a falar numa ajuda a orientar-me no geral?

ELIAS: A ambas.

FRANK: Entendo o primeiro aspecto, mas não poderás explicar o segundo aspecto? Por outras palavras, ajudar-me-ia a orientar-me mais no geral?

ELIAS: Por te familiarizar com a orientação seja em que expressão for. Por familiarizar com a acção de dirigires a tua energia de uma forma específica, e desse modo te permitir um maior à-vontade na orientação da tua energia em qualquer expressão.

Se conseguires validar-te a ti próprio, meu amigo, pelo reconhecimento de uma expressão, estendes isso a ti próprio em comprovação das capacidades que tens. Consequentemente, inspiras-te e motivas-te a aplicar esse tipo de acção a outras expressões.

FRANK: A coisa que a seguir gostaria de te perguntar é: que outras crenças ou percepções estarão a afectar a minha capacidade de comunicar? Creio que uma das coisas que estivemos a debater na última vez era mais ou menos a falta de confiança na habilidade que tenho de transmitir informação. Existirá mais alguma coisa de que não esteja consciente? (Pausa)

ELIAS: Conforme te disse, está igualmente associado à preocupação que tens com as percepções dos outros, o que está igualmente associado com a falta de confiança que tens em ti. Mas é mais um movimento da tua atenção exterior a ti, projectada no sentido do próximo, do que a habilidade efectiva que tens de comunicar eficazmente que te nubla a expressão de comunicação. Por que caso não prestes atenção a ti próprio, a comunicação que estabeleces torna-se menos clara.

FRANK: Em que se centrará essa preocupação? Estará baseada em alguma crença? Creio que onde estou a querer chegar com isto é ao facto de como lidar com isso.

ELIAS: Redireccionando a tua atenção. Muitíssimos são aqueles que empregam uma expressão semelhante de preocupação com as percepções dos outros. Isso constitui uma projecção exteriorizada da atenção.

Ora bem; devo igualmente referir que isso é reforçado pelas crenças das massas que expressam que seja melhor preocupar-vos com os outros do que convosco próprios – porque caso presteis atenção a vós próprios, estareis a expressar egoísmo, e se fordes bons haveis de colocar os outros em primeiro lugar, o que está completamente errado. Mas isso são crenças de massas e essas crenças de massas não consideram o indivíduo.

Agora; essas crenças de massas são igualmente bastante familiares, e assim produzis respostas automáticas associadas a elas. O acto de projectardes no exterior constitui um movimento natural para muitos, por a maioria das pessoas incorporar uma orientação comum e isso constituir uma expressão natural dessa orientação.

Mas tu podes prestar atenção às expressões externas e simultaneamente continuar a prestar atenção a ti próprio e ao que influencia aquilo que estiveres a fazer, e dar por ti, digamos, nesses actos de te preocupares com as percepções dos outros, com a forma como te vêem. Encarar-te-ão do modo que desejarás que te vejam? Entender-te-ão do modo em que desejas que te compreendam? Que tipo de avaliações produzirão em associação contigo? Aprovar-te-ão? Mas tu também os avalias e por vezes comparas-te com os outros. Muitas dessas acções são influenciadas pela falta de confiança em ti e pelo facto de não te valorizares.

Agora; geralmente, tu individualmente expressas um valor pessoal considerável, e em muitas direcções também expressas confiança em ti próprio. Em alguns sentidos, expressas uma menor confiança em ti, o que não é incomum. Mas estás a optar por examinar aquelas áreas em que não confias tanto em ti, por assim dizer, e a permitir uma maior expressão de confiança e de aceitação, e portanto, estás igualmente a permitir-te perceber mais a liberdade pessoal de que gozas. Uma dessas expressões está associada à comunicação.

Bom; lembra-te que, o que produzes no exterior constitui um reflexo do que estás a produzir no interior. Por isso, estás a confiar mais no que comunicas a ti próprio do que o fazias anteriormente, mas continuas a dar expressão à dúvida em relação a ti próprio interiormente, quer estejas correctamente a interpretar, a traduzir, ou não as comunicações que diriges a ti próprio. Por isso, também produzes isso no exterior e reflectes isso em ti por intermédio dos outros. Estás a compreender?

FRANK: Estou, compreendo exactamente. O que acontece objectivamente constitui um reflexo desta falta de confiança que tenho na capacidade de comunicar comigo próprio. Assim, a maneira de lidar com isso é lidando com a capacidade que tenho de comunicar internamente...

ELIAS: Exacto.

FRANK: ...de que já falamos muitas vezes. (Elias ri) Mas creio que mesmo isso tem início na confiança que preciso ter em mim próprio.

ELIAS: E em prestares atenção. (Sorri) É basicamente uma questão de prestares atenção. Mas conforme já tinha referido anteriormente, também representa um desafio.

FRANK: É, mas passados dois anos e meio ou assim, creio estar a ficar melhor!

ELIAS: (Ri) E a tornar-se mais familiar e um tanto mais fácil!

FRANK: No alinhamento disso, passemos para a questão da imaginação. Há umas sessões atrás, e ainda hoje mesmo, mencionaste o facto de a imaginação constituir um meio de comunicação e de inspiração e todo o tipo de coisa. A pergunta que tenho a fazer em relação a isso é que me parece que a imaginação se dirija a si própria, digamos – mas estou perfeitamente ciente de ir dizer isto de uma forma errada – da parte de mim que reconheço aqui, ao invés de representar uma comunicação proveniente de outras partes de mi mesmo.

ELIAS: Não necessariamente.

FRANK: Estarás a referir-te àquelas ocasiões em que, por exemplo, consigo sentar-me e dizer: “Caramba, vou dar asas à minha imaginação em relação a um almoço de negócios que vou ter mais tarde, e começar – na minha mente – a vislumbrar a direcção que venha a tomar. Mas por vezes isso desvia-se da orientação que tinha a intenção de imprimir a isso para uma outra direcção. Será essa a parte que subentende a comunicação? (Pausa)

ELIAS: Aquilo em que estás a pensar constitui a tradução. A comunicação é de carácter inspirador, e é passível de ser expressada por muitíssimas maneiras. É expressado de modo bastante similar ao de qualquer outra comunicação que represente uma comunicação interior, digamos, tais como impressões ou impulsos ou a emoção ou os sentidos interiores.

A imaginação é expressada de forma semelhante à de todos esses tipos de comunicação. Trata-se de uma energia, por assim dizer, um movimento que vos estende informação que passais a filtrar por meio das elaborações do pensamento, que traduz essa comunicação. De cero modo representa uma acção que ocorre interiormente que vos fornece uma informação similar à das impressões ou da emoção.

Agora; ao vos derivardes para o vosso processo do pensar, o que estais a expressar a vós próprios é uma identificação de uma permissão para que esse modo de comunicação se expresse, mas sem dirigirdes a vossa atenção necessariamente para ela; por isso, a tradução a que procedeis torna-se difusa.

FRANK: Bom, preciso dizer-te que realmente não compreendi lá muito do que acabaste de dizer! (Elias ri abertamente) Mas ao invés de me focar nisso agora, deixa que te leia as notas que fiz e que volte a escutar a gravação que voltarei a apresentar-te isso da próxima vez. Não compreendo mesmo isso.

ELIAS: (Ri) Muito bem. Devo dizer-te muito simplesmente que podes começar a dar atenção à comunicação proveniente da tua imaginação que poderás traduzir em termos de pensamento essas comunicações, e se reconheceres que esses pensamentos se tornam difusos, poderás assegurar-te de que a tua atenção se terá deslocado e não mais estará focada nessa via de comunicação. É por essa razão que os pensamentos que tens são interrompidos e não direccionados.

FRANK: Deixa que experimente isso um pouco e veja o que acontece! (Ambos riem)

ELIAS: Muito bem!

FRANK: Presumo que seja muito mais difícil mudar o conceito das percepções que se baseiam em vigorosas crenças das massas e que encontram uma ampla difusão, não?

ELIAS: Por vezes, mas outras vezes não.

FRANK: Isso reduzir-se-á novamente ao indivíduo e à posição em que se encontra em termos de tudo o que disseste antes, o facto de se conhecer e reconhecer a crença e esse tipo de coisa?

ELIAS: Ao facto de vos familiarizardes convosco próprios, sim. Por vezes pode simplesmente constituir o reconhecimento das preferências individuais, as quais podem não alinhar necessariamente por certas crenças das massas, e a permissão que o indivíduo concede a si próprio para expressar as preferências que tem.

FRANK: Parece-me a mim que grande parte das crenças das massas que são amplamente difundidas são o que encaramos como negativas. Eu compreendo o que dizes em relação ao facto de nada ser efectivamente negativo, mas parecem contrárias ao que pensaria que a maioria de nós prefere.

ELIAS: Não necessariamente.

FRANK: Por exemplo, precisamos trabalhar duro para termos dinheiro, ou o facto de muita gente sentir que não pode confiar nos outros, esse tipo de coisa.

ELIAS: Estou a compreender, mas vós produzis sistemas de crenças de massas que associais ao positivo.

FRANK: Okay, há um outro exemplo.

ELIAS: (Ri) Qual era a pergunta?

FRANK: A minha pergunta prende-se com o facto de teres dito que depende das preferências do indivíduo, e eu acreditar que talvez esteja a interpretar erradamente o que neste caso queres dizer com preferências. Objectivamente, pelo menos, parece que muito poucas pessoas preferem a pobreza à abundância.

ELIAS: Muito bem. Ao reconheceres a preferência que tens e te permitires expressá-la, alteras a tua realidade. Mas a pergunta é: reconheces a preferência que tens?

FRANK: E se estou familiarizado comigo próprio ou se a pessoa está familiarizada com ela própria.

ELIAS: Exacto. Um indivíduo pode dar expressão à experiência da pobreza e pode exprimir não gostar de fazer essa experiência ou que a experiência seja incómoda, mas também pode estar a dar expressão intimamente ao facto da abundância ou da riqueza ser pior.

FRANK: Disseste pior?

ELIAS: Disse! E desse modo continuar a dar expressão à pobreza.

FRANK: Bom, é verdade e isso constitui uma crença das massas também, creio eu...

ELIAS: Exacto!

FRANK: ...a sensação de que as pessoas ricas sejam de algum modo inferiores aos outros ou menos nobres ou seja lá o que for.

ELIAS: Exacto — “O sofrimento enobrece.”

FRANK: Está bem, aceito isso. (Elias ri) Já que estamos a falar de pobreza e de riqueza, gostava de te perguntar se terás alguma ideia sobre o negócio em que estou envolvido com relação ao fundo de investimento, que uma vez mais constitui uma das coisas de que falamos no passado. Isso parece ter mais ou menos estabilizado, mas penso que para mim ainda se situe no campo da indecisão. Dirias que é uma avaliação exacta esta que faço?

ELIAS: Sim, a de que continuas a vacilar.

FRANK: Poderás dizer-me por que razão estarei a vacilar e dar-me alguma sugestão?

ELIAS: Isso , meu amigo, está igualmente associado à dúvida que tens nas tuas escolhas e interrogações quanto a estares a gerar a melhor ou as melhores escolhas ao invés de simplesmente te permitires produzir as escolhas e confiares nas escolhas que tenhas empregue.

FRANK: Eu entendo o que estás a dizer mas não vejo isso. Normalmente quando me dizes algo do tipo em que digo: “Ah-ah! O Elias tem razão. Não o tinha percebido mas sei aquilo de que fala.” Mas neste caso, não estou certo de ver isso, o facto de não sentir que seja a melhor escolha ou a escolha acertada ou a escolha correcta para mim!

ELIAS: Não é que tenhas empregado a ideia de não representar a melhor. Não foi isso que eu te disse.

O que eu fiz foi uma interrogação quanto ao facto de constituir a melhor escolha – o que não quer dizer que não a percebas como o que designarias como uma boa escolha ou uma escolha proveitosa – mas isso continua a estar associado à tua hesitação íntima, por expressares essa dúvida em relação a ti próprio quanto ao facto de estares a produzir a escolha mais eficaz. Isso afecta em todas as direcções que assumes, e não apenas em uma.

FRANK: Nesse caso tenho dúvidas quanto ao facto de estar a produzir do modo mais eficiente? Caso estivesse a produzir de modo eficiente, haveria de produzir essa escolha que gostava de ver plasmada. Será isso que estás a dizer?

ELIAS: Havias simplesmente de escolher sem te preocupares com isso.

FRANK: Então, uma vez mais, o que estás realmente a dizer, é a falta de confiança na capacidade que tenho de criar a minha realidade.

ELIAS: Precisamente naquilo que pretendes.

FRANK: Mas todavia, tampouco terá sucedido da outra maneira.

ELIAS: Exacto. Tu não estás a desconsiderar-te por completo. Estás simplesmente a empregar uma dúvida quanto à capacidade que tens de produzir de modo eficaz exactamente aquilo que queres.

FRANK: Está bem, entendo isso. Bom, não constitui surpresa! (Ambos riem) Dado isso, e agora que compreendo aquilo que me estás a dizer, terás algum concelho adicional para mim?

ELIAS: Concede a ti próprio o reconhecimento, meu amigo, de que as escolhas são simplesmente escolhas. Elas podem ser alteradas em qualquer altura. Se produzires uma escolha, podes sempre alterar essa escolha caso não te sintas satisfeito com a escolha que tenhas previamente definido. Por isso, permite-te descontrair e confiar simplesmente nas escolhas que ESTÁS a definir. Tu já estás a avançar eficientemente! (Ri)

FRANK: Por vezes fico paralisado por isso, não é?

ELIAS: Toma consciência de ti próprio! Estás a produzir com toda a eficiência e ESTÁS a proporcionar a ti próprio a liberdade para expressares o que queres e para efectivamente manifestares isso. Por isso, em vez de prosseguires na dúvida quanto à capacidade que tens de produzir o que queres – que é o que já estás a criar – talvez possas considerar-te por já ESTARES a produzir aquilo que queres e poderes continuar a faze-lo.

FRANK: Permite que te interrogue sobre algo completamente diferente. Não ia evocar isso hoje, mas pensei tanto no assunto ultimamente que devia pelo menos interrogar-te sobre ele. Tenho, neste fundo, clientes, investidores. Uma das coisas em que reflito de tempos a tempos é que ninguém pode decidir deixar de ser investidor a menos que eu o permita, digamos, ou opte por o fazer, não é?

ELIAS: Exacto.

FRANK: Assim, ocorreu-me pensar o seguinte, bom, por outro lado, nenhum daqueles com quem falo pode optar por vir – por outras palavras, tornar-se num novo investidor – a menos que também decida isso.

ELIAS: Exacto.

FRANK: Percebo que ambas essas proposições representem a mesma coisa, só que nos termos em que a maioria pensa de uma forma objectiva, isso nem sempre resulta tão claro.

ELIAS: Eu estou a compreender, por associares que isso negue a opção dos outros. Mas na realidade não nega, por projectares no exterior uma energia que atrai os indivíduos que escolhem expressar-se de forma semelhante em conjugação contigo.

FRANK: Certo, mas estava agora a referir-me a certos indivíduos específicos.

ELIAS: Eu estou a compreender.

FRANK: O nosso tempo está a esgotar-se, de modo que talvez na próxima possamos explorar isso mais em detalhe. Por vezes isso torna-se difícil de sondar por parecer que limita as escolhas dos outros. De algum modo sinto como se estivesse embrulhado em diferentes probabilidades. Mas suspeito que isso venha a tornar-se num diálogo prolongado (Elias ri) pelo que talvez coloquemos isso à margem!

Deixa que termine só com duas coisas. Antes de mais, o Sterling magoou o pulso há cerca de quatro ou cinco dias num evento desportivo, e só gostava de saber que motivação terá tido para fazer isso. (Pausa)

ELIAS: Para interagir contigo e com a tua companheira através da recepção de uma expressão de conforto.

FRANK: Por que terá ele sentido que precisava disso? Terá sentido que o ignorávamos ou algo assim?

ELIAS: Não necessariamente, mas por desejar simplesmente um tipo de interacção diferente numa expressão de conforto.

FRANK: Presumo que isso persistirá até sentir que tenha obtido o que necessita, não?

ELIAS: Sim.

FRANK: É interessante. Jamais me ocorreria pensar nisso! (Elias ri)

A última que tenho a colocar-te, deixa simplesmente que ta lance por provavelmente virmos a precisar de colocar essa numa outra altura também. Ando actualmente a ler um livro sobre uma batalha travada na Segunda Grande Guerra, a batalha de Midway. É interessante por que a determinada altura menciona o quão próximo esta coisa estava de poder ter enveredado numa direcção qualquer, qualquer dos lados podia ter vencido esta batalha. Presumo que exista uma variedade de eventos prováveis que tenham ocorrido num nível qualquer com respeito a isso, certo?

ELIAS: Certo.

FRANK: Antes de mais, seria correcto afirmar que tenha existido um número infinito de probabilidades que tenham ocorrido, ou existirá um número finito? Caso seja finito, tratar-se-á de um número pequeno ou significativo?

ELIAS: Associado a todo o evento? Um número infinito de probabilidades.

FRANK: Penso que onde estou a tentar chegar com isto é o seguinte: numa situação análoga, pelo menos aqui neste mundo objectivo em que vivo, deu-se um evento reconhecido...

ELIAS: Sim.

FRANK: ...que foi mais ou menos gravado na pedra. Compreendo que também tenham ocorrido outros eventos prováveis. Existirá algum que tenha mais energia? Será o que reconhecemos aquele que tenha mais... Sinto-me tentado a dizer validade, mas sei bem que não concordarás com isso. (Elias ri) Bem sei que são tão reais quanto quaisquer outros...

ELIAS: Exacto.

FRANK: ...mas será um mais aceite, imagino?

ELIAS: Foi escolhido inserir um nesta realidade.

FRANK: Mas noutras realidades outras coisas terão ocorrido, não?

ELIAS: Correcto.

FRANK: Nesse caso, numa outra realidade, os Japoneses de facto venceram esta guerra ao contrário dos Estados Unidos?

ELIAS: Exacto.

FRANK: E existirá um número infinito de realidades dessas?

ELIAS: Exacto.

FRANK: Onde quero realmente chegar com isto é que para mim esse tipo de coisas é interessante, e sinto curiosidade quanto à capacidade de explorar uma história alternativa do que tenha ocorrido caso essa coisa tivesse enveredado por uma outra direcção.

ELIAS: Mas tu podes, se o preferires, se te permitires aceder a realidades prováveis. Tu dispões da capacidade de realizares tal acção.

FRANK: Deveria fazer isso da mesma maneira com que explorei outros focos?

ELIAS: Pode ser.

FRANK: Muito bem. Nesse caso, hei-de tentar isso.

ELIAS: (Ri) Muito bem!

FRANK: Obrigado. Como sempre, é um prazer enorme falar contigo.

ELIAS: (Ri) E contigo também, meu amigo! Fico a antecipar a nossa próxima conversa.

FRANK: Receio que venha a ocorrer daqui a bastante tempo.

ELIAS: Expresso-te encorajamento no movimento que empreendes – e tenta não te confundir demasiado! Também te estendo uma energia de apoio em associação com a nova exploração que empreendes acerca das realidades prováveis. Ah ah ah!

FRANK: Agradecido.

ELIAS: Para ti como sempre, meu amigo, com um enorme carinho, au revoir.

FRANK: Adeus.

Elias parte às 12:23 da tarde.

©2005 Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados


Notas:

“Pergunta: Como é que nos focamos em nós próprios sem sermos egoístas num sentido negativo em que o termo se acha conotado?

ELIAS: (Ri) Devo dizer-te que existem duas formas, digamos, de egoísmo. Uma constitui um egoísmo autêntico, que representa a concentração em vós próprios. Nessa expressão de concentração em vós próprios, começais a produzir uma abertura, que vos permite receber de uma forma mais plena e dotada de uma maior clareza. Também vos altera a expressão de energia que projectais no exterior, a qual de facto se expande e vos permite um maior à-vontade na interacção e abertura junto dos outros e vos permite produzir um apreço genuíno por vós próprios e pelos outros e pela vossa realidade.

Ora bem; a outra expressão de egoísmo é falsa; representa uma camuflagem. O indivíduo não foca realmente a sua atenção em si-mesmo mas produz uma camuflagem a fim de criar uma acção por meio da qual a manipulação que faz da energia procure levar os outros a focar a sua atenção em si. Consequentemente, ele produz um tanto uma acção contrária do que pode ser designado como egoísmo autêntico. Por a camuflagem ou o egoísmo superficial constituir o que percebeis como uma coisa negativa. O indivíduo não cria uma exposição ou abertura, e com isso, não se permite receber dos outros. Na realidade está a bloquear essa acção e está simplesmente a tentar captar a atenção do outro de um modo que não expressa em si-mesmo.”
#1515

“Se vocês forem desinteressados, ou abnegados, altruístas, sois bons indivíduos. Caso estejais constantemente a dar externamente, deveis ser uma pessoa muito boa. Se fordes dados a receber, se aceitardes para vós próprios, se vos concentrardes em vós próprios, se forem EGOÍSTAS, aí já sois maus. ISTO representa duplicidade (hipocrisia) comportar duas formas de percepção ao mesmo tempo, o facto de serdes bons e maus em simultâneo, e no vosso íntimo, moveis-vos no sentido de vos ater a essa crença com firmeza, e repetidamente vos encaminhareis no sentido de vos desconsiderar a vós próprios.

 (Com intensidade) Eu disse anteriormente que vós sois muito mais prejudiciais e destrutivos, digamos, para vós próprios do que para qualquer outro indivíduo na vossa dimensão poderá alguma vez sequer tentar ser para vós, por que mais ninguém vos poderá afectar sem o vosso consentimento, enquanto vós podeis nem sempre estar de acordo convosco próprios! Podeis estar em conflito e a batalhar convosco próprios, e as pessoas são BASTANTE perniciosas para elas próprias.

Vós criais enfermidades físicas por reterdes a energia, o que se torna doloroso. Criais trauma emocional, insatisfação, disfunção, falta de equilíbrio, desarmonia, temor e infelicidade. E eu afirmo-vos com toda a sinceridade para SERDES “EGOÍSTAS”. Voltais-vos para vós primeiro, e proporcionai a vós próprios todos os elementos que podeis estender a outro, por SERDES dignos, e constituirdes uma criatura magnífica e perfeita em toda a linha da expressão.

Não importa que não acrediteis em mim, por que EU SEI, por ter a recordação, enquanto vós não. Por isso, posso-vos dizer com toda a confiança que SOIS perfeitos, isentos de mácula, e que apenas precisais reconhecer isso em vós.”
#324




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