sexta-feira, 25 de maio de 2012

A LEI DO MAIS FORTE




"Sistemas de Crenças das Massas"
“A Sobrevivência Dos Mais APTOS”
SESSÃO #103
Domingo, 7 de Julho de 1996 ©
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Ron (Olivia), Cathy (Shynla), Jene (Rudy), Gail (William), e a Julie (Lanyah).

Elias chega às 7:31 da tarde.

ELIAS: Boa noite! Vou continuar e acrescentar um complemento, com um “e” à última expressão astuta do meu querido companheiro. (Referência a uma sessão do Paul de 6 de Julho. Podem ter que ler a de 6 de Julho antes desta de 7 de Julho, se quiserem criar uma ordem de sequência para uma melhor compreensão desta sessão) (1)

Vamos abordar o indivíduo e os sistemas de crenças das massas, por estardes actualmente a abordar esses assuntos. Os indivíduos podem sobreviver e de facto sobrevivem sem os grupos; já os grupos, não conseguem sobreviver sem os indivíduos. Vós perguntais: “Onde terão origem os sistemas de crenças das massas? De onde procederão? Quem lhes deu início? Quem serão “eles” que se pronunciam por vós todos?” Conforme o meu companheiro referiu anteriormente, “eles”, sois vós!

Podeis não dar expressão exterior a um sistema de crenças, mas a vossa ausência de expressão constitui um alinhamento. Consequentemente, eu digo-vos que os sistemas de crenças das massas têm início nos indivíduos e nas opiniões que emitem. Nessa medida, conduzem a si outros que concordam com essas opiniões, dando assim lugar à criação de um sistema de crenças. Muitíssimos outros poderão não estar necessariamente em absoluto acordo com tais opiniões, mas a omissão de expressão contribui para a criação do sistema de crenças. A razão por que as pessoas não se expressam deve-se ao facto de não terem confiança na sua voz. Por isso, no grupo, o qual não pode sobreviver sem os indivíduos, os indivíduos optam por expressar, ou deixar de expressar. Se desejarem não expressar-se em oposição, o sistema de crenças instala-se e tem permissão para se estabelecer; passando desse modo a ser aceite e a ser incorporado nas vossas sociedades.

Muitos sistemas de crenças tiveram origem com um único indivíduo a expressar uma observação, muitas vezes ligada a elementos da natureza, conforme o encarais. Nessa medida, formam uma opinião quanto à acção que um elemento particular da natureza exerça. Isso é traduzido em paralelo, nas vossas espécies, como uma conduta humana. Nessa medida, muitos outros encaram a observação como original, interessante e nova, pelo que passam a alinhar por ela, acreditando que o indivíduo que tenha feito a observação e expressado a opinião, seja bastante iluminado. Consequentemente, também passarão a ser iluminados, caso concordem com essa opinião. Aqueles que não se mostram de acordo nem sempre actualizam, objectivamente, esse desacordo. Nessa medida, no âmbito da energia e da consciência cedem o seu apoio à formulação desse sistema de crenças. Podeis tomar como exemplo as opiniões ou crenças de Darwin, como um caso desses. Um dos pilares nessa teoria é a “sobrevivência dos mais fortes”. Um indivíduo faz uma observação sobre a natureza que a seguir traduz num paralelo da conduta humana, passando a sugerir-vos a todos que o comportamento humano acompanha um tipo idêntico, nessa sobrevivência dos mais fortes. Nessa medida, passais a extirpar aqueles que são, ou que acreditais ser, fracos.

Esse indivíduo expressou-se com toda a confiança. Nessa medida, a ideia era coisa nova. A expressão da ideia era nova. Muitos se reuniram em torno dessa expressão, e mostraram acordo com ela. Não conduziram estudos mas confiaram na expressão desse indivíduo, a qual encararam como mais erudita; além disso, também não confiam na sua própria expressão. Muitos outros não confiaram nessa opinião, mas não a desafiaram. A oposição não se revelou suficientemente significativa para suprimir a formação do sistema de crenças.

Apesar de não se tratar de um sistema de crenças universal ou global, constitui ainda assim um sistema de crenças de massas. Existe junto com outros sistemas de crenças que são bastante contrários; mas as pessoas distinguem-se em diferentes grupos ou “campos”, e passam a alinhar por aquele sistema de crenças com que estão de acordo, ou com que concordam “mais”. Podem não concordar de todo com um dado sistema de crença no âmbito da expressão das massas, mas alinham mais com um do que com outro. Nessa medida, não expressam oposição, e no âmbito da consciência, cedem energia ao desenvolvimento e à aceitação desses sistemas de crenças. Depois, na forma como encarais o tempo, olhais para vós mais tarde e dizeis: “Como é que obtemos tais sistemas de crenças? Como é que chegamos a alinhar por esses sistemas de crenças das massas? Quem lhes terá dado início?” Vós destes-lhes início, no âmbito da consciência; por terdes optado por vos expressar de um modo favorável, ou terdes optado por não vos expressar, de todo.

Um grupo eficaz de indivíduos permite o reconhecimento da expressão do próprio ser, de cada um, nesse grupo; por cada indivíduo do grupo, da massa, comportar um elemento vital para a contribuição da massa. Não percebeis ser individualmente tão importantes assim. Por isso, oscilais em relação à massa. Se confiardes em vós próprios individualmente, haveis de ver que não é necessário alinhar pelas crenças das massas. Se confiardes em vós, haveis de descobrir que não tem importância. Podeis alinhar caso o queirais, mas não terá grande importância para vós, pelo que não necessitará de muita expressão.

Também esclarecerei que no contexto de um enfoque mais vasto, não-físico, desafios que empreendeis por meio do intelecto parecerão constituir conflito, por encarardes isso como conflito. Não é necessário criar conflito no contexto do intelecto; mas o intelecto, ao funcionar isoladamente, conforme expressamos anteriormente, deverá elabora os seus próprios métodos no sentido de validar as suas próprias experiências. As explicações que faculta a si próprio constituem distorções. É aí que tem início o vosso conflito. A intuição constitui um (factor de) equilíbrio para o intelecto. Contudo, não desvalorizeis o intelecto; por o terdes criado, no enfoque físico, com um tremendo propósito. Representa o vosso mecanismo de avaliação, mas é concebido para operar em harmonia com a vossa intuição. Portanto, o que no enfoque físico encarais como conflito, a vossa força motivadora, constitui o que podemos referir-vos como desafios; elementos que vos “estimulam”. Tais elementos que se destinam a impulsionar-vos não necessitam, necessariamente ser percebidos como conflito.

Vós possuís a capacidade de alterar a percepção que tendes. Nessa medida, também possuís muito bem a capacidade de eliminar o conflito que sentis; processo em relação ao qual estais a aprender um processo. Cada um de vós desenvolve o próprio processo individual, por acreditardes que necessitais de um processo! (A sorrir abertamente) Consequentemente, cada um de vós cria o seu próprio processo que resulte eficazmente, caso deis atenção ao vosso próprio processo! (Riso) Podeis fazer perguntas, se o pretenderdes, esta noite. (Pausa prolongada)

VICKI: Uma pergunta da parte do Michael. “Por que razão a última transmissão do Paul causou tanta confusão, e que é que estou a fazer para provocar tanta confusão em mim própria?”

ELIAS: (A rir) Eu devo referir que a resposta para essa mesma pergunta reside na própria transmissão! Nessa medida, foi-vos apresentada informação quanto ao estabelecimento de um movimento; relativo a sistemas de crenças. Nessa medida, caso te expresses objectivamente contrariamente a esse movimento, haverás de criar confusão, e provavelmente, muita frustração.

O elemento que o Michael presentemente está a usar é o facto de escolher confrontar os sistemas de crenças. Ele fez uso desses sistemas de crenças. Eu tinha referido anteriormente que ele não se encontra no centro da corrente que o impele; mas numa expressão objectiva, ele recua, ao não confiar na própria expressão nem no avanço. Ele admitiu objectivamente o que o meu camarada expressou; a influência de informação conflituante, e não confiar no movimento que foi utilizado interiormente, anteriormente. Por isso, ele continua a focar-se dentro, só por uma expressão de conflito. Ele diz: “Eu vou confiar em mim, e nas minhas impressões, no meu próprio avanço, nos pensamentos que tenho e nos meus próprios sentimentos.” A seguir diz: “Não confio nos sentimentos que tenho, ou no avanço que obtenho, ou nos pensamentos que tenho.” Isso está em conflito directo com a expressão original! Não é tão invulgar quanto isso; por cada um de vós, conforme referi ao Yarr previamente, olhardes aos resultados. Olhais para as manifestações físicas, externamente, daquilo que envolveis. Se não virdes uma mudança imediata, não aceitais a vossa expressão.

Muitas dessas crenças que presentemente abordais, neste grupo actual, e junto de muitos outros ligados a ele... (Pausa prolongada, o que não é habitual no Elias a meio de uma frase) Torna-se difícil expressar isto sem provocar um mal-entendido. (Outra pausa) Partilhais informação. Partilhais e interagis com o propósito de ajudar uns aos outros, coisa que encorajamos, porque ao obterdes outras perspectivas, permitis que a percepção que tendes se expanda; mas vós também vos desvalorizais, e não confiais na vossa própria expressão. Muitos dos sistemas de crenças que presentemente empregais são muito básicos. Por isso, o uso desses sistemas de crenças introduz muitos elementos; tal como referimos no caso da vossa jaula de pássaros que representa o sistema de crenças, que comporta muitíssimos pássaros na qualidade de elementos. Isso nem sempre é passível de se transformar de uma forma visível na vossa percepção objectiva. Por isso, podeis recorrer a essas crenças e podeis passar por isso de um modo eficiente; mas também podeis não ver de imediato os resultados dessa acção. Além disso, com essa expressão, muitos de vós haveis de empregar esses tipos de crenças em circunstâncias familiares; por que, conforme muitas vezes evocamos o trauma, vós estais, para vossa grande surpresa, a aprender a evitar o trauma. Por isso, em consciência, optais por usar circunstâncias existentes e elementos para suplantar sistemas de crenças básicos. Por isso, podeis dar por vós a exibir acções semelhantes, assim como podeis ver outros a exibir acções similares às anteriores. Eventualmente a diferença tornar-se-á evidente. Só estais a oferecer a vós próprios a oportunidade de usar elementos menos traumáticos na realização de um movimento traumático.

Por isso, o Michael expressou inicialmente uma confiança, ao perceber o emprego que faz dos sistemas de crenças; mas ao ser confrontado racionalmente com esses sistemas de crenças, e a perspectiva deles, e a sua expressão, deu lugar à dúvida quanto ao avanço; por ele, conforme todos vós, esperar que esse avanço seja “diferente”. Se usardes uma crença que esteja presente em vós, haveis de dar por vós a expressar-vos de modo bem diferente, automática e instantaneamente. Podeis mesmo permitir-vos um período de graça “não automático”; mas haveis de constatar instantaneamente diferenças na vossa acção. Essa não é necessariamente a situação! Se utilizardes crenças básicas e vos permitirdes a oportunidade de experimentar um enorme trauma, haveis de vos expressar de modo completamente diferente. Haveis de ficar bastante confusos. Haveis de experimentar uma enorme frustração. Haveis de batalhar convosco próprios por tal mudança extrema de acção, e haveis de experimentar trauma.

Mas no caso dos indivíduos deste grupo, vós aprendestes um método diferente. Adoptastes um processo diferente, ao aceitardes o facto de ser desnecessário usar trauma para suplantar os sistemas de crenças. Experimentais um elemento de trauma, numa extensão bastante ligeira, no emprego inicial que fazeis dos sistemas de crenças básicos; mas ao optardes por suplantar esses sistemas de crenças, em consciência, também vos desviais e impedis um maior trauma ao vos permitirdes usar elementos e circunstâncias existentes, no presente momento, que por si só deverão desenvolver-se por uma expressão renovada de uma percepção mais ampla. Produzis confusão ao questionar o vosso avanço, ao deixardes de confiar na vossa própria expressão, ao não confiardes em vós. A confusão pode ser eliminada pela aceitação da própria expressão. Por isso, podeis instruir o Michael no sentido de que pode ver esta transcrição do meu camarada uma vez mais; e desta vez, pode considerar isso sem o elemento do julgamento, permitindo uma percepção ligeiramente deslocada.

O problema da responsabilidade pessoal ainda se põe. Permitis que esse outro sistema de crenças  se infiltre e tolde o sistema de crenças que estiver a ser usado. Por isso, com a expressão da distracção, isso poderá servir de exemplo.

Não fiqueis confusos. Muitas vezes, a distracção é bastante útil. Na área do emprego dos sistemas de crenças básicos, a distracção em relação ao reforço desses sistemas de crenças básicos pode ajudar bastante. Isso não representa necessariamente uma fuga ao sistema de crenças, mas distracção permitida com o intuito de “filtrar” na área da substituição por outra crença; a da responsabilidade pessoal. “Não estou a conseguir!” Isso é prejudicial, e como vos foi referido, impede o movimento; coisa que haveis de perceber como bastante evidente. Nenhum movimento será gerado enquanto permitirdes que a confusão ocorra. (Pausa)

Transmissões bastante engenhosas essas, conforme designais isso! Haveis de aprender muito com o meu adorado amado. (A sorrir) Desejareis colocar mais alguma pergunta?

GAIL: Eu tenho uma pergunta. Na realidade é mais uma pergunta que se desdobra em duas partes. Eu passei pela experiência de duas sensações de opressão que não consigo compreender. Uma foi no Domingo passado após termos terminado a sessão. Estávamos na varanda a preparar-nos para sair, e eu senti aquele tipo de onda, eufórica, um tipo de sensação divertida que me inundou, e eu fiquei a pensar no que seria aquilo.

ELIAS: Vós podeis ter muitos elementos físicos no fórum destas sessões. Muitas vezes as pessoas experimentam sensações físicas reais nelas próprias à medida que as suas energias e tons vibratórios entram em alinhamento. Além disso, recentemente, deu-se uma grande incorporação física no vosso elemento de tempo, por a energia do meu querido amigo se manifestar no foco físico, o que também afecta bastante no âmbito da energia. Tendem a gerar-se respostas da parte das pessoas para com essa troca de energias; porque quando ele manifesta energia no exterior dirigida a vós, no foco físico, tal como o Elias, podeis presentemente experimentar um efeito de dispersão. (1)

GAIL: Está bem. Tenho uma outra pergunta. Há cerca de ano e meio eu encontrava-me na Flórida e estávamos para voar de volta para casa quando tive uma sensação de pânico que me oprimiu, e me impediu de voar. Foi dito que eu comunicara ao meu marido que não podíamos seguir viagem naquele voo por ter visto sangue a sair-me do nariz, e não me recordo de ter dito isso. Gostaria de saber que experiência terá sido essa.

ELIAS: Muitos passam por encontros similares no foco físico. Já falamos disso, há muito tempo, nas nossas sessões. Caso em questão: eu usei esse exemplo particular para ilustrar o conhecimento e as escolhas e os acordos, àqueles que se encontravam presentes; por haver exemplos em que as pessoas percebem probabilidades diante delas. Nessa medida, essas probabilidades podem não se actualizar fisicamente neste período ou dimensão, mas vêm as probabilidades. Nessas medida, na vossa consciência, acreditais não possuir mais nenhum quadro de referências. Por isso, no enquadramento do vosso foco físico particular encarais isso como uma probabilidade precognitiva; uma probabilidade que deva ser actualizada caso empreendais essa acçao. Isso faz funcionar o alarme em vós. Por não terdes mais nenhum quadro de referências quanto á existência de outras probabilidades, encarais isso como a probabilidade do vosso Eu físico.

Muitas vezes, podeis aceder a uma área da consciência, e perceber um... o que podeis designar por um universo paralelo, que existe ao lado do vosso próprio, e em que possuís fragmentos, outros focos vossos, que podem empregar tal probabilidade. Se aprenderdes a sintonizar mais convosco próprios, podereis permitir-vos a oportunidade de, consciente e propositadamente, ver outras probabilidades; eus alternos, situações alternas. Podeis ver isso à vontade. Nessa medida, também podereis estender a vós próprios uma informação útil quanto a situações actuais!

Muitas vezes, como no caso das crenças e do emprego que delas fazeis, a percepção que tendes da vossa acção é bastante limitada. Só percebeis uma área; a área que envolve esse elemento particular da consciência, inerente a este foco particular, neste momento particular. A vossa existência e consciência excedem largamente isso! O efeito de todas as probabilidades é enorme em todos os focos; sendo por isso, uma vez mais, que vos digo que, se estiverdes à procura do resultado do uso de elementos com que optais por vos desafiar no imediato, muitas vezes podereis desapontar-vos assim como confundir-vos; por muitas vezes o efeito não surgir directamente. O que não quer dizer que o efeito não seja conseguido directamente; mas tal como um elétron no próprio comportamento que tem pode rodar e mover-se e por momentos desaparecer numa outra dimensão, para voltar a reaparecer nesta, vós também sofreis interrupções, conforme estivemos anteriormente a discutir. Por isso, o que percebeis ser uma corrente consistente de existência neste foco, na realidade não é. Por isso, podeis instantaneamente provocar um efeito num outro elemento da vossa existência e consciência, e podeis voltar a “eclodir” nesta existência e dimensão de novo, e passar subsequentemente a provocar influência.

Haveis de causar influência. Podeis não influenciar necessariamente no elemento de tempo que percebeis como aceitável! Recordai que o tempo é criação deste vosso enfoque. É relativo a esta dimensão. (Pausa) Vamos fazer um intervalo, e a seguir vamos jogar o nosso jogo; e vós podeis ponderar nisso!

INTERVALO

JENE: Eu tenho umas perguntas, uma das quais é pessoal. Quando cheguei mesmo no início, fiz uma pergunta pessoal acerca da transição para uma nova carreira. Tu respondeste com um “está bem diante dos olhos”. Sinto curiosidade em saber se isso terá alguma coisa a ver com o grupo, ou se serei eu! (Riso) E mais, que poderá resultar disso?

ELIAS: Ambas as situações! (A rir)

JENE: Possivelmente o desenvolvimento do que vou fazer amanhã com a Rhonda, e com o Rasha?

ELIAS: Depende do uso que fizeres da confiança, e permissão de outras energias.

JENE: Muito bem. Será essa uma direcção eficaz, a mais eficaz, ou existirá outra?

ELIAS: Depende da permissão que concederes a ti própria para confiares e para usares outras energias! (A sorrir, enquanto a Jene ri) Se confiares em ti, e não te contiveres e permitires que as energias se entrelacem e possibilitem um intercâmbio, deverás empregar isso de modo eficaz. Se preferires manter o controlo que exerces, que resulta da dúvida e do medo, não; não deverá resultar eficaz. Depende da permissão que fizeres a ti própria; sendo esse o teu presente problema a nível individual. Se te permitires ter confiança em ti, o problema do controle dissipar-se-á. Tornar-se-te-á claro que não a essência comporta ofensa. Por isso, a consciência que assiste à expressão de um intercâmbio de energia não comporta prejuízo. Se mantiveres crenças que sugiram a ofensa ou o prejuízo resultante da essência, do intercâmbio de energias, manterás o controlo que exerces, o que deverá bloquear a interacção. Se te permitires voltar de lado e passar a perceber de modo ligeiramente diferente, e assim abandonares o temor, passarás a afectar.

JENE: O temor ou o prejuízo?

ELIAS: Assim como da energia; por que frequentemente podeis desviar a vossa atenção ao sugerirdes a vós próprios que não vos sentis temerosos ou prejudicados na essência; apesar de numa crença básica vos aterdes a questões relativas à imprevisibilidade da energia, no contexto do intercâmbio, o que poderá provocar uma manifestação de prejuízo. No âmbito das crenças metafísicas, abordamos previamente a questão da protecção; o que representa uma crença implementada em resultado do temor da troca de energias; por acreditardes que aquilo que não conseguis perceber em termos físicos pode ser mais poderoso, e que pode apresentar a possibilidade de vos prejudicar, ou aos outros. Razão por que empregais protecção, o que na realidade não é necessário; por a essência não implicar qualquer ofensa! Isso é contrário à expressão da essência. A interacção tida no foco físico pela parte de essências não físicas não é prejudicial nem incómoda. Por isso a manipulação da energia que possa resultar em prejuízo ou confusão constitui uma interacção da energia focada no físico (da parte do homem); aquilo que vós próprios manifestais e não o que é usado no intercâmbio de energias da essência não focado no físico. Por isso, se confiares em ti, e te voltares de lado, e permitires uma transmissão clara de energia isenta de interferência, deverás influenciar isso positivamente.

JENE: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

JENE: Além disso, gostava de saber por que razão o Sean Patrick decidiu tornar-se um “adoptado”, caso haja alguma razão que não seja muito extensa.

ELIAS: Ah! Caso não exista uma razão suficientemente extensa!

JENE: Bom, normalmente é bastante extensa! (A rir)

ELIAS: Conforme também nesta situação é o caso. Tal como expressei anteriormente, este indivíduo, independentemente da idade limitada que tem no foco físico, já influenciou muitos indivíduos, e deverá continuar a faze-lo ao longo do seu foco. Teve início de imediato, desde o instante do nascimento na vossa existência física, ao ser afectado nos momentos iniciais de vida, conforme encarais isso; assim como também são afectados outros focos dessa essência que se manifestaram no físico, em diferentes expressões. Cada um deles faz uso de crenças, elaborações mentais, elementos inerentes à existência. Cada um deverá representar um desafio, por isso corresponder ao objectivo que têm ao de alinharem pela implementação da vossa mudança. Esta última manifestação da essência da Rosa elege continuamente uma enorme influência, ao agitar as crenças que tendes. Nessa escolha afecta muitos mais indivíduos do que teria influenciado, caso tivesse elegido outras probabilidades.

JENE: Compreendido. Obrigado.

GAIL: Eu tenho uma pergunta. Por falar de probabilidades, se tivesse voado naquele avião, qual teria sido o resultado?

ELIAS: O resultado físico dessa expedição aérea teria permanecido o mesmo, nesta dimensão. O que percebeste foi uma dimensão alternada; uma outra probabilidade que foi actualizada. Isso não é imaginário, segundo a definição que dais à imaginação.

GAIL: Está bem. Obrigado. (Pausa)

ELIAS: Vamos avançar para o nosso jogo!

VICKI: Eu tenho uma pergunta...

ELIAS: Ah, Lawrence!

VICKI: Tenho uma pergunta acerca da informação que o Paul dispensou ontem. Ele declarou: “Assim que os bloqueios se acharem parcialmente removidos e a seguir permitirmos que se voltem a manifestar, prevalecerão com uma maior força.” Gostaria de saber mais sobre essa declaração, e também sinto curiosidade... Será isso o que estou a fazer com a crença que tenho, que identifiquei como uma crença em relação ao modo como as pessoas deviam tratar-se mutuamente?

ELIAS: Muito bem, Lawrence. Podeis ver isto como um exemplo. Quando optais por expandir as crenças e fazer uso delas, dais início a um movimento. Nessa medida, por vezes, seleccionais conscientemente as crenças que escolheis empregar; o que não acontece no caso de muitos indivíduos aqui agora presentes, por no âmbito da consciência terdes optado por empregar sistemas de crenças básicos.

Vós passastes a interagir com estas essências; comigo, com o Paul, com os outros que se acham connosco, que são nomeados no vosso jogo. Nessa medida, procedestes a consentimentos em relação à vossa mudança, com respeito à transição relativa ao foco não físico. Optastes por empregar crenças básicas, e por as expandir. Nessa medida, o vosso Eu subjectivo é atraído para o que vê como as vossas questões centrais mais conflituosas; aquelas que podeis constatar fisicamente; aquelas com que vos confrontais continuamente, para reforçardes as vossas crenças; coisa que fazeis, continuamente! Nessa medida, a escolha foi definida.

Expressais e percebeis uma “redução”. Aí reside o vosso indicador. O que não quer dizer que toda a esperança esteja perdida, por que não está! (A rir) Facultastes a vós próprios a oportunidade de perceber outros elementos inerentes ao processo, ao vos facultardes igualmente a percepção da permissão que dais a vós próprios de passardes a voltar a empregar essas crenças e permitirdes que a posição de intransigência tenha existência em oposição ao acordo de expandirdes. Isso deverá prestar-vos um serviço, no que percebeis como as expressões que adoptardes futuramente; por que vireis a ter percepção disso. Proporcionastes a vós próprios uma informação muito importante. Na actualidade é opção vossa, avançardes e expandirdes, ou deixar que essa posição de intransigência ganhe raízes por completo.

Foi sugerida uma expressão, tanto objectiva como subjectivamente, pelo Lawrence, em relação à qual as essências deram muito mais atenção do que os indivíduos focados no físico. A expressão foi sugerida em termos: “Vou escolher uma expressão bem difícil para me captar a atenção. Por isso, não vou conseguir evitar, por me permitir perceber as minhas questões de modo evidente, ao extremo, por ser esse o modo por meio do qual suplantarei as crenças.” E assim o farás, por teres optado por expressar isso; o que constitui uma opção.

Contudo, não vejas isso como uma coisa destituída de valor; por que conforme declarei, vou instruir-te assim como aos demais. Tu podes tornar-te bastante prestável para aqueles que fazem uso de crenças, caso continues a abordá-las; Por que como te disse antes, se proporcionares a ti própria suficiente experiência, muita será a expressão que poderás proporcionar aos demais, no âmbito do auxílio; por desenvolveres uma enorme compreensão. Se tiveres pouca compreensão, poderás proporcionar uma ajuda menor, em termos físicos. Por isso, tens a oportunidade de dares expressão a uma grande ajuda. É escolha tua. Confirmo enormemente a identificação conseguida, e com toda a prontidão, também! É bastante ampla! (Riso)

VICKI: Obrigado, Eu tenho uma outra pergunta, também, da parte do Michael.

ELIAS: Ah! Ele esta noite está muito expressivo!

VICKI: Ele deseja saber que ligação existirá entre as experiências oníricas recentes que teve e as experiências no museu. (2)

ELIAS: Eu disponibilizei informação, anteriormente, sobre uma área da consciência, em relação à qual te referi uma visualização relativa a uma biblioteca. Isso foi sugerido por habitualmente contactardes com enormes volumes de informação nas bibliotecas. Por isso, essa foi uma identificação fácil para ti. Contidas nessa biblioteca particular de que te falei, estavam mundivisões pertencentes a outras essências, depositadas sob a forma de energia ao vosso dispor. Nessa medida, pergunta ao Michael, da nossa parte, (a rir) qual é a ligação que estabelece em relação a ele próprio, qual é a informação que presentemente percebe no seu material de leitura? A correlação encontra-se aí. (Referindo-se à publicação de “Psychic Politics”)

Nem toda a gente tem acesso a essa biblioteca por meio do mesmo tipo de visualização ou acto; por que, na realidade, não é biblioteca nenhuma. Trata-se de uma área da consciência. Por isso, não é de surpreender que o Ruburt aborde essa área da consciência sob a forma de uma biblioteca que contém livros, e que o Michael aborde essa área da consciência sob a  forma de um museu que apresenta quadros; por isso corresponder àquilo em que ele se foca. Eles identificam por meios desses. Por isso, têm acesso a esse elemento da sua consciência em relação ao qual apresentam uma maior confiança; o Ruburt no contexto da escrita, o Michael no contexto da expressão artística. Nessa área de enorme fiabilidade, ele permitiu-se uma abertura, um vislumbre no âmbito da consciência, relativo à informação alterna; o que pode influenciar bastante, se permitir que tenha continuidade. Nós reconhecemos enormemente esse empenho.

Presentemente, o William empreende igualmente o começo duma acção dessas; aceso a essa área da consciência onde outras essências depositaram informação prévia e expressões que podeis permitir que fluam através de vós próprios, e expressar igualmente isso. Nessa medida, não abordais meramente uma outra mundivisão. Também estabeleceis contacto por intermédio da consciência e permitis que as capacidades e a percepção que tendes se expandam.

A correlação com a interacção no sonho constitui uma outra expressão de abono pessoal, no âmbito da consciência, da percepção de outras áreas da consciência. O Michael viu realidades alternadas. Ele manteve o foco e concedeu a ele próprio uma continuação da visão delas. Ao terminar a visão do foco alternado e do progresso que apresentou, passou para uma área em que deu continuidade a essa área da consciência, abordando-a através de um outro aspecto; permitindo uma maior fusão, uma menor divisão, entre os vossos estados naturais de consciência no estado desperto e de sonho. Isso também está a ser directamente influenciado pela passagem a que está a submeter-se pelas crenças que abriga.

Podeis não perceber, conforme declarei, uma expressão em termos que encarais como “acção física normal”, manifestada em conjugação com passos dados no âmbito dos sistemas de crenças, por meio da expansão da consciência, mas outras acções deverão ser incluídas que servem de indicadores desses passos; porque, se te ativeres a esses bloqueios de que o meu companheiro fala, também não estarás a permitir acesso a outras áreas da consciência, as quais se encontram ao dispor do teu acesso. Na verdade, não “tens que esperar” pelo teu falecimento físico para empreenderes a transição! Nessa medida, tal como aqueles que empreendem a senilidade viajam a outras áreas da consciência e se defrontam com outras probabilidades, também podes faze-lo sem adoptares essa crença de massas da desordem mental. (Faz uma pausa a sorrir)

O Olivia também experimenta outras áreas da percepção no âmbito da consciência, ao permitir a expansão das crenças e ao passar no seu íntimo pelas questões do medo e do controle, e ao permitir agora uma outra experiência por que não teve oportunidade de passar anteriormente; apesar da expressão física permanecer a mesma… embora não permaneça! O indivíduo não parece ter tido qualquer transformação física e parece o mesmo, e parece expressar-se quase como o fazia anteriormente… mas não é tanto assim! (A rir para o Ron) Isso pode ser-te útil à compreensão.

VICKI: Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer. (Pausa) Vamos avançar para o nosso jogo?

... (Parte omitida intencionalmente)

ELIAS: Vou-vos endereçar uma carinhosa boa noite a todos, e nesta noite vou também expressar o meu afecto ao Lawrence, pelo conflito que atravessas; por disponibilizar o meu apoio com todo o carinho, tal como o faz o meu querido amigo, também. (A sorrir)

VICKI: É muito apreciado. Obrigado.

ELIAS: Voltarei a estar convosco num outro momento presente. Adieu!

Elias parte às 10:11 da tarde.

Notas:

Previamente, o Elias explicou o efeito de dispersão dizendo: “Nós operamos numa frequência de qualidade vibratória diferente daquela inerente à vossa existência física. A energia pode ser comparada à da vossa máquina de raios X. Vós focais um raio X através da máquina. Caso a energia não seja directamente focada, ela espalhar-se-á pela máquina toda. Se for dirigida, permanecerá num feixe coeso. O corpo do Michael seria comparável à máquina. A minha essência comparar-se-ia à energia do raio X. Ao não se encontrar ainda habituada ao aparelho físico, a energia não foi assim tão dirigida. Dispersou-se. Isto é bastante complicado e envolve uma enorme cooperação e acordo com o Michael.

(2) A Mary teve uma série de sonhos em cada um dos quais captou o ponto exacto em que o tinha deixado na noite anterior. A partir da resposta que o Elias deu, parece que isso representa uma visão progressiva de uma realidade alternada. Essa perspectiva facultou à Mary a oportunidade de experimentar o conceito de todas as probabilidades se actualizarem, o que a ajudou bastante no contexto do presente conflito que vive. As experiências que fez com o museu também representam uma visão, só que se deram no estado desperto. De acordo com a Mary, a sua presente realidade “desvanece-se” a ponto de tudo o que é capaz de ver é o que melhor poderia ser descrito como um museu. Ela disse que isso se tornou um pouco enervante por se parecer tanto com um sonho acordado.

© 1996 Vicki Pendley/Mary Todos os Direitos Reservados

A seguir apresenta-se a transcrição do material canalizado pelo Ron:

Sábado, 06de Julho de 1996
Sessão 5 Paul (Patel, ou seja, Pitágoras)


Nota Vicki: Esta sessão aconteceu de uma maneira diferente das outras, na medida em que o Ron estava ciente de um desejo de se envolver com o Paul na noite anterior. Ele declarou verbalmente esse desejo, e a intenção de lhe dar seguimento no dia seguinte. Ele começou por se colocar num estado meditativo, durante o qual sentiu uma definitiva "mudança na percepção." Em seguida foi para o computador, e este é o resultado.


Considerando o processo de aclimatação, esta questão pode não ser totalmente respondida de um modo que vos satisfaça. Estas consultas assemelham-se às perguntas colocadas nas sessões muitos meses atrás, por assim dizer. Temos vindo a responder a estas faz algum tempo.

Quanto à questão da futilidade de dar atenção a si mesmo, o método mais eficiente nem sempre é o método mais fácil, porque vocês tendem a pensar que o “mais rápido” corresponde a “mais fácil” e a “mais eficiente”. Esse não é o caso. Se entenderem o processo, começareis a compreender o método. Tentem colocar-se no ponto de partida, por assim dizer, no vosso primeiro ano de escola. Intuitivamente têm conhecimento dos assuntos que se apresentarão, no entanto, foram levados a acreditar que as influências externas são mais conhecedores do que vocês. Não é assim! Se tivessem “dado ouvidos” à vossa intuição desde o início, por assim dizer, esse conflito se resolveria.

Paralelamente, esta resolução pode afectar todos os outros aspectos da vossa experiência. Ao não darem ouvidos, vocês expõem-se às "interferências externas", que impedem o movimento. No entanto, "nunca é tarde demais" para “dar ouvidos” intuitivamente. Cada vez que vocês mudam a percepção de fora para dentro, vocês “afrouxam o envolvimento” do vosso intelecto. Quanto mais apertado for o envolvimento do intelecto, mais “difícil” será para a intuição penetrar. Só vocês podem realizar isso.

O conflito é geralmente criado para dar continuidade a um processo de pensamento no campo do intelecto. O vosso intelecto "prospera" no conflito, pois sem ele, não haveria qualquer razão para deduzir. Dedução é o processo pelo qual o vosso intelecto formula teorias contínuas destinadas a validar aquilo que criam. Nesse sentido, a intuição passa a ser invalidada, por ter que haver uma razão “para tudo”, nos vossos termos. A intuição só aceita que as experiências sejam uma ocorrência, e apenas isso; uma ocorrência. Se tentarem aplicar uma explicação racional a cada experiência, vocês não terão “tempo” para gastar nessa experiência!

A justificação não é necessária na actualização. A qualificação não é importante para a realização. O facto de incorporarem ou não esses “métodos” de avanço também não é importante. Qualquer método é apropriado. No entanto, um é mais eficiente que o outro. Podem tentar utilizar um, enquanto actualizam o outro. Não faz diferença, essencialmente, porque em essência, como já dissemos, vocês avançam nesse sentido, apesar de tudo. No entanto, no físico, o avanço para uma área pode ser sentido como “mais lento” do que o movimento dirigido a uma outra área. Esta depende da vossa escolha. Essas escolhas devem brotar sempre de vós próprios, como com frequência temos referido.

A “sociedade” reprova-se a si mesma constantemente, e racionaliza essa reprovação; passando a responsabilidade para os outros. O que nunca é percebido é que os outros são eles próprios. No âmbito do conhecimento da intuição, a racionalização torna-se realização. A acção torna-se uma indicação. A indicação torna-se conhecida, embora sabendo que nem sempre é, na realidade, o que poderão considerar, segundo os termos que empregam - conhecimento. Conhecimento, nos termos da essência, é uma expressão intuitiva, um conhecimento interior, por assim dizer. Fisicamente, o conhecimento é adquirido por meio da acção física, como a leitura, a interacção, a experiência física. Isto não está totalmente incorrecto; no entanto, essas acções também podem fisicamente “despoletar” um mecanismo interno de aprendizagem. Este mecanismo não sempre é posto em acção, permitindo assim que o conhecimento intelectual seja absorvido, por assim dizer, mas sem carregar a expressão intuitiva.

Como já dissemos anteriormente, estes termos são bastante limitativos em termos de explicação. A terminologia não é de forma nenhuma incorrecta. Apenas lhes exprime uma impressão muito, muito reduzida do que, na realidade, esses termos representam. Se a interpretação que fizerem desses termos for demasiado literal, vocês podem dar por vós a aceitar conceitos que vos terão sido apenas parcialmente explicados; porque a explicação que der a esses conceitos será apenas uma ínfima parte da totalidade de qualquer ideia ou conceito, ou “doutrina”. Só uma representação, meus amigos! Esses conceitos devem ser levados em consideração no momento presente, no contexto da compreensão intelectual que actualmente possuem, e o intelecto deve ser autorizado a despoletar a intuição, permitindo um ciclo completo de pensamento, por assim dizer, círculo completo esse que represente um fluxo contínuo de informações destinadas à assimilação, à realização, e à criação.

Essa “espinha dorsal”, conforme o Lawrence referiu, representou a dádiva duma ilustração relativa à união, mostrando a impressão da separação, mas, diante de um exame minucioso, a ausência de separação. Na percepção que tendes dos laços, existe uma distinção entre acção e reacção. Muito pelo contrário! Na realidade, não existe separação nenhuma. Todas as coisas estão ligadas, como já expressei anteriormente, muitas vezes. Só em termos físicos existem separações. Quando os pensamentos forem empregues no físico, a separação será incorporada também. Isso está a começar a ser entendido e ampliado. Esse processo, contudo, nos vossos termos, não é rápido. Estas ideias "dificilmente são postas em uso", por assim dizer.

Quando as crenças são introduzidas no processo do pensamento, a “frequência da transmissão” é reduzida. Para alcançar a “recepção máxima”, todos os domínios da consciência deve expor-se a essa transmissão. As crenças tendem a bloquear, como vocês bem sabem agora! Algumas crenças, não sendo tão vigorosas quanto as demais, tendem a emprestar um sentido de “falsa” realização. Essas crenças “débeis” permitem uma recepção parcial. No entanto, conquanto possa ser parcial, será apenas isso; parcial. Essas transmissões podem parecer ter sido completamente recebidas, e enganarem-se a pensar que se tenham expandido nessa área, quando, na realidade, terão apenas acolhido em parte. “Enganando-se a si mesmos," vocês "relaxam" o foco que exercem sobre essa área de concentração e permitem que o bloqueio se reintegre, sem o saberem.

É por isso que lhes imprimimos o sentido de darem ouvidos à vossa voz interior, à vossa intuição; porque desse modo poderão ouvir-se dizer a vós próprios que esse bloqueio não está totalmente sanado, e para “ficarem de guarda” em relação a uma reintegração. Uma vez que os bloqueios sejam parcialmente removidos e em seguida permitirem que se voltem a manifestar, eles passarão a manifestar-se mais vigorosamente, por assim dizer. Nessa medida, os recursos que foram utilizados para ampliar essas percepções, e permitir que o bloqueio fosse deslocado para o lado, e passasse a implementar o fluxo, recebem menos pensamentos; e nessa medida, os bloqueios serão capazes de recuperar um melhor "ponto de apoio " do que aquele que tenha sido disponibilizado inicialmente.

Aprender a ouvir, e continuar a ouvir, é uma parte importante desse processo de expansão que é difícil de entender, mas muito fácil de empregar. Vocês dão continuamente ouvidos a vocês próprios. Vocês só não actuam sempre com base no impulso que vem a partir desta atenção que dão. Se considerarem o exemplo de uma ave que não voa, ela é levada a crer, ao longo da sua vida, que é realmente uma ave que não voa, até que um dia, ela decide dar ouvidos a si própria e não permitir que o bloqueio interfira. De repente, ela levanta voo! Vocês possuem a mesma capacidade de dar ouvidos a si próprios e de não fazer uso desses bloqueios, e também são capazes de "voar sobre o monte", ou por onde quer que escolham, sem o auxílio duma interacção exterior.

Isso não quer dizer que a interacção exterior não seja benéfica. Em certa medida é, porque os pensamentos são ocasionalmente incitados a partir de fontes externas. Incluir e agir sobre essas expressões de fora pode ser, contudo, o que dificulta o processo de expansão, na medida em que estas expressões se manifestaram numa área de consciência que não está plenamente consciente da essência, e não se acha completamente ligada à essência individual; o que também não quer dizer que todas as coisas não estejam igualmente ligadas, porque estão; é apenas a terminologia mais aproximada disponível no momento, por assim dizer.

Considerem, se quiserem, uma característica inerente ao temor relativo à incorporação da essência imaterial. O Olivia tem vindo a sentir esse medo faz algum tempo, segundo os termos que utilizam. Só por meio de uma permissão para dar ouvidos, por intermédio duma percepção intuitiva, é que essa acção passou a ser actualizada. Inicialmente, essa escuta foi percebida, mas apenas percebida no contexto do espaço intelectual da consciência. “Eu posso permitir que isso aconteça, pois se o fizer, vou-me tornar mais experiente e expandir-me.” Isso não é eficiente, pois quando ele deixou “de dar ouvidos” dessa maneira, foi capaz de abrir outros “canais” de comunicação e assim, passar a ouvir com ouvidos intuitivos.

Os pensamentos de expansão são importantes. A acção criada no enquadramento desses pensamentos também é importante, só por um motivo diferente. Os próprios pensamentos "estabelecem" as bases para tal acção, e criam uma base em que se poderá construir. A acção da criação dessa base é bastante necessária. Porém, nesta acção, é preciso ter cuidado para permitir à acção o seu próprio curso; porque no âmbito da consciência, a acção já terá sido iniciada. Se a acção também for incorporada no físico isso resulta em confusão. A acção não acompanha o pensamento, pois conforme o pensamento se manifesta, também a acção, ao mesmo tempo. Acções adicionais, baseadas no intelecto servem apenas para confundir e "abrandar" o fluxo ou progressão “natural”, sendo isso um exemplo da aceitação intuitiva; desconsiderar a racionalização e permitir a incorporação da intuição.

Além disso, ficai cientes de que os termos aqui utilizados são limitativos, como já dissemos muitas vezes. No entanto, eles podem ser “melhor compreendidos” caso se permitam interpretar intuitivamente. Os significados são precisos, até certo ponto, quando interpretados intelectualmente. No entanto, quando se permitem percebe-los num contexto intuitivo, esses termos adquirem um significado muito mais amplo, e permitem um campo muito mais amplo de interpretação. Ao permitir um campo mais amplo de interpretação, possibilitam que uma ampla gama de assuntos seja proposta. Estas limitações da expressão “residem entre” uma consciência parcial, e uma consciência muito mais ampla e gratificante. Isso tudo depende do vosso escutar.

Nota da Vicki: O resto desta transcrição foi recebida no dia seguinte. Está aqui a ser incluída por tudo parecer estar a avançar bem. O Ron teve consciência de que o Paul não tinha terminado no Sábado, mas as sensações físicas que sentiu foram-se tornando num incómodo, e ele optou por parar. As duas transmissões ocorreram com aproximadamente 24 horas de intervalo. É interessante que as três frases seguintes representem um final para o parágrafo anterior, devido ao período que envolveu.

Vocês permitiram-se avançar a um ponto onde escutar tornou-se muito mais fácil do que tinha sido. A vossa percepção está a alinhar pelos vossos pensamentos. A vossa intuição está alinhar pelo vosso intelecto.

Actualmente, duas coisas estão em questão. O modo como avançam através do conflito, e como passam por ele sem afectar os outros.

Em primeiro lugar, esse movimento está a tornar-se uma coisa “endémica” para vocês, na medida em que permitir que o fluxo siga o seu próprio curso é permitir uma menor distracção à expansão. Vocês acham que se estiverem distraídos, vocês podem deixar de tentar tal coisa. Na realidade, a distracção influencia-vos os pensamentos, a ponto de vocês racionalizarem o pensamento que distrai e permitir que ele influencie o fluxo “natural”, dos pensamentos. Vocês têm avançado. Permitam que essa acção se actualize, pois já foi iniciada. Nenhuns pensamentos adicionais são necessários nessa área. Tudo que precisam fazer é sentar-se, por assim dizer, e deixar que isso ocorra.

Por outro lado, outras essências sempre se envolverão nas vossas escolhas para se expandirem. Aos demais também se revelarão muito úteis, como vocês se revelarão para eles. Na medida dessa expressão, existem muitas opções disponíveis, e muitas probabilidades de ser testado, por assim dizer. Todas as opções são correctas. Todas as probabilidades se actualizam. Vocês só vão deparar-se com uma, fisicamente, por assim dizer. Actualmente dispõem da capacidade para perceber todas essas escolhas. No entanto, vocês optam por não o fazer!

De acordo com as massas, todas as escolhas se manifestam. Todas as probabilidades são incluídas. Outras essências têm as mesmas escolhas que vós. Estas são as suas escolhas, dentro desse acordo. A afectação vem da falta de confiança em vós próprios, e dos acordos enquadrados nessa confiança, ou falta de confiança. Vocês jamais se tornarão prejudiciais para outra essência, sem um acordo com essa outra essência. Isso não será culpa vossa, segundo os termos que empregam. Isso brota duma concordância. Portanto, qualquer escolha para se expandirem causará afectação. Qualquer inclusão de avanço é feita com base num acordo. Toda a afectação é planeada, por assim dizer, por vós!



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