quarta-feira, 18 de abril de 2012

IMPULSOS E INCLINAÇÕES PESSOAIS




SESSÃO #171
"Segunda Sessão dos Segredos"
“Podeis Cuidar de Vós Primeiro”
“Ninguém Poderá Perpetrar Contra Vós, Sem o Vosso Consentimento”
“Expressão da Energia/ Negação dos Impulsos e das Inclinações Naturais”
Domingo, 4 de Maio de 1997 (Grupo) ©
Tradução: Amadeu Duarte


Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Ron (Olivia), Gail (William), Bob, jerk (Simon), Drew (Matthew), Tom (James), Donovan (Dakas), Norm (Stephen), Reta (Dehl), e a Carole (Aileen)

Elias chega em quinze segundos.

ELIAS: Boa noite! Antes de começarmos, vou-vos perguntar como tendes progredido em relação aos vossos sentidos interiores uma vez mais. (Pausa) Não tendes progredido?

RETA: Não tenho praticado.

CAROL: Fiz algum progresso com o elemento do tempo. Não tinha planeado fazer isso, mas começou a acontecer. Eu estava a ouvir uma cassete tua, enquanto estava à espera da minha nora no carro. Tinha a cassete a rodar e comecei como que a deslizar para o sono. Começou com uma palavra que escutei, e a seguir desloquei-me àquele sítio onde outras coisas estariam a ocorrer mas pareceu que não tinha decorrido tempo nenhum, e então comecei a retornar à realidade e só ouvia a palavra seguinte. Por isso, sei que nenhum tempo se passou nesse plano, mas ainda assim muita coisa se tinha passado. Enquanto se passava tive a sensação de que era esquisito, que o tempo é verdadeiramente estranho, que estou a brincar com o tempo, e eu tinha noção de ser o que estava a acontecer. E aí comecei a ler a última transcrição em que falavas disso, pelo que pensei uma vez mais, como é espantoso que aquilo que estou a experimentar seja o que se está a passar no fórum e tu estás a ensinar.

ELIAS: Mas, isso terá alterado a percepção que tinhas da realidade do tempo?

CAROL: Alterou. O tempo deixou de parecer um factor absoluto. Parece-se mais com esta coisa escorregadia que na realidade é passível de ser manipulada.

ELIAS: Exacto. Esse é um sentido interior dotado de uma manipulação interessante, por vos facultar a realidade do tempo ser bastante elástico e dobrável, e de que podeis eficiente e conscientemente manipular o vosso quadro temporal. Não constitui um absoluto, não tem consistência, nem tampouco é estático. Por isso, podes aproveitar e brincar com esse sentido interior em brincadeiras tipo às escondidas contigo própria em certas alturas. Mas, mais ninguém fez qualquer experiência com esses sentidos interiores?

VICKI: Esta semana experimentei a conceptualização enquanto fazia yoga, o que foi interessante e resultou num imaginário mais ou menos diferente, assim como algumas sensações físicas que não tinha experimentado antes.

ELIAS: Podeis fazer experiências com a conceptualização e envolver a consciência do corpo. Esse sentido interior em particular é bastante versátil. É passível de se expandir para muitas áreas e de envolver todos os elementos da vossa consciência física. Podeis experimentar a acção física de um conceito, assim como ideias ou o que pensais ser a consciência da mente a experimentar a acção.

TOM: Eu fiquei bastante atenta ao tempo quando vagueei para diferentes visões, mas notei mais isso pelo que estou a experimentá-lo.

ELIAS: Ser-vos-á de mais valia experimentar esses sentidos interiores. Tal como podeis identificar muitos elementos do vosso ambiente e da vossa realidade por meio dos vossos sentidos externos sem pensardes, podeis identificar muita actividade subjectiva e traze-la à consciência objectiva com a prática desses sentidos interiores. Isso também servirá para diminuir a confusão à medida que vos permitis expandir a consciência e avançais para a mudança.

Bom, vamos para o nosso exercício desta noite! Eu designei esta noite como devotada uma vez mais à nossa sessão dos segredos, e disse-vos a todos para sugerirdes algum aspecto que possais necessariamente não querer partilhar com os outros, assim como para tentardes identificar a crença que associais a esse segredo. Por onde começaremos? (Pausa)

GAIL: Eu começo. Deixa só que tente explicar aquilo que me foi dado notar. Desde que eu era catraia, sempre que espreitava os edifícios antigos e descobria ciosas velhas, sempre tive vontade de me ligar com aquela pessoa que vivia na casa, ou... bem, eu só tinha vontade de me ligar a alguma coisa. No processo de me ligar aos velhos, sempre me interroguei se eles se deixariam alguma coisa deles. Não sei por que quererei fazer isso, por que quererei ligar-me ou receber uma coisa assim.

ELIAS: E serás capaz de identificar alguma crença nisso? (Pausa)

GAIL: Não estou certa. Provavelmente está associado ao medo de ficar só ou desligada das pessoas.

ELIAS: Vou-te dizer que, esta noite, muitos de vós poderão partilhar as mesmas crenças ligadas às questões em que vos focais.

Nesse desejo, que tem vindo a ter continuidade e até ao momento tem prosseguido, o sistema de crenças que é empregue é o de que se um indivíduo vos valorizar, ele deverá expressar esse sentimento por intermédio da dádiva de algo que valorize. Na falta de um sentimento de valor da parte de outros, sois levados a objectivar isso em áreas que apresentem segurança. (A Gail acena em concordância) Com os apegos a sítios estranhos e aos estranhos, podeis fantasiar sem uma sensação de perda nem desligamento, e podeis igualmente deixar de reconhecer para vós próprios aqueles elementos que reforçam a duplicidade e a falta de valor. Como no passado as pessoas reforçaram essa crença da falta de valor, ela tornou-se num enorme obstáculo a ser transposto.

Há elementos que têm continuidade nesta questão. Em vez de criares pesadelos recorrentes ao longo da vossa vida e de te consumirdes com a actividade subjectiva que valorizas numa aplicação construtiva em termos de tempo, a despender na tua ideia, tu objectivas em vez disso com esta fantasia que não parece comportar qualquer negatividade. Assim isso não te leva a sentir inadequada nem transtornada. Reforça-te o sentido de valor e permite-te dar expressão a essa questão de uma forma que encaras como construtiva e positiva, apesar de prosseguir por não ser reconhecida nem abordada. Não é uma questão que te cause um conflito objectivo, mas um de que te continuas a lembrar. Eventualmente, com o movimento e o processo por que optaste, essa fantasia será abordada assim como reconhecida como desnecessário reforçar, porque na realidade vai reforçar aqueles elementos que negam a autoestima; porque intimamente, tens noção de que esses são indivíduos desconhecidos e estranhos para ti de uma forma objectiva. Por isso, a possibilidade de te estenderem uma dádiva é bastante diminuta. Com uma pequena quantidade do teu tempo isso também deverá ser transposto, com o movimento contínuo que manifestas presentemente.

GAIL: Obrigado. (Pausa)

CAROL: A seguir posso ser eu. Esta informação e esta coisa que faço, relaciono isso a um sonho que tenho o tempo todo, à excepção de ter noção de também estar relacionado com a realidade objectiva. Quando era catraia, por vezes costumava observar... Havia um filme chamado “Um Caso de Ligeiro Furto”, e recordo-me de me identificar com isso; de ter tido um ligeiro caso de furto. Tenho um sonho e ele apresenta vários cenários distintos, mas a mesma cena é desempenhada. É o de descobrir dinheiro que não me pertence e eu dever ou deixá-lo de lado ou levá-lo a alguém para que descubra de quem é, mas não há maneira de identificar o dinheiro. Quando tenho esse sonho... Geralmente não consigo olhar para os sonhos que tenho e descobrir o que se passa... E este meu aspecto ou o outro aspecto meu, diz: “Que vais fazer desta vez? Vais pegar no dinheiro e colocá-lo na carteira ou vais simplesmente deixá-lo ali?” Mas aí fico verdadeiramente desapontada, caso o meta na minha bolsa.  E a seguir acordo e digo: “Carole! Não acredito que ainda não tenhas conseguido ultrapassar isso. Colocaste-o na tua bolsa! Devias tê-lo deixado lá.” E fico desapontada comigo. Alturas houve em que não me desapontei comigo própria, mas na maior parte das vezes ainda o faço. Creio que a crença que enuncia ainda seja uma crença na escassez e na falta de reconhecimento e de identificação com a essência, que possui suficientemente de tudo, e o medo de talvez não ter o suficiente. Talvez comporte mais do que isso, mas é tudo o que me ocorre.

ELIAS: Muito bem. Isso também serviria de indicador de uma crença que vós em massa abrigais colectivamente, da existência de certos comportamentos que sejam aceitáveis. Isso também está ligado à questão da duplicidade; ao certo e ao errado. No imaginário dos vossos sonhos, podeis endereçar-vos seja em que sentido for que escolhais sem condenação, por os vossos sistemas de crenças se acharem temporariamente em suspeição. Por isso, torna-se aceitável realizar certos actos e acontecimentos no estado de sonhos que podeis não vos permitir no estado consciente. Concedeis a vós próprios permissão para vos moverdes para áreas exteriores às vossas crenças no estado do sonho. Ao acordardes, voltais de imediato às vossas crenças e passais a atribuir juízo a vós próprios pela actividade que tereis usado. (A Carole acena em concordância)

É igualmente interessante que noteis igualmente que, intuitivamente e de uma forma automática, não objectivamente consciente, reconheceis que o estado do sonhar constitui uma realidade, e de que criais uma realidade no estado de sonho. Caso não o reconhecêsseis, não vos castigaríeis ao acordar; mas intimamente sabeis que não é imaginação nenhuma, e que na realidade tereis criado esse cenário e que o tereis executado. Filtrais isso por meio dos vossos sistemas de crença do estado de vigília, e tais actos tornam-se aceitáveis.

No estado de vigília, esse imaginário é destinado a ajudar-vos nos vossos movimentos de aceitação quanto à inexistência do certo e do errado; de que aquilo que criais, é criado. É uma experiência. Não é para ser julgado; destina-se à vossa experiência. Vós tendes crenças do certo e do errado em cuja base passais subsequentemente a julgar as vossas acções, mas isso é desnecessário. Isso apenas se presta ao reforço da vossa própria duplicidade, com que vos debateis.

CAROL: Isso faz todo o sentido.

ELIAS: Vós podeis praticar a recordação das imagens que obtendes por meio dos sonhos e expressar para convosco aceitação em relação a qualquer imaginário, com conhecimento de que também consiste numa realidade, mas que é aceitável. Vós criastes isso, e proporcionastes a vós próprios a experiência na área segura da consciência que não viola a vossa realidade convencional oficial do estado de vigília.

CAROL: Obrigado.

VICKI: Muito bem, agora sou eu. A dificuldade que sinto tem que ver, na maior parte, com o facto de sentir ser uma idiota, e que durante grande parte da minha vida, em meio àquilo que tem importância para mim, quanto melhores forem as intenções que tenho, por assim dizer, segundo a opinião ou percepção que tenho, mais mal entendida sou. Assim que atinjo esse ponto, regresso ao facto de ser mesmo assim por ser uma idiota e não conseguir ganhar feição. Imagino que isso envolva crenças do certo e do errado e da duplicidade, apesar de poder repetir esses termos mas não os compreender muito bem.

ELIAS: Tens razão quanto ao facto desse ser o sistema de crenças que se acha agregado a essas experiências. Conforme declarei, é isso mesmo que se dá no caso de muitíssimos indivíduos. Vós estais colectivamente a confrontar-vos com crenças, no presente momento. Por isso, parecer-te-á que se mostrem exageradas. Na realidade, não se dão mais acontecimentos convosco além daqueles que normalmente criais ou atraís a vós, por não criardes todas as vossas experiências, mas poderdes sentir que elas tenham deslizado de encontro a vós. A situação é exagerada de forma a captar-te a atenção.

Essas são áreas de difícil abordagem para vós. Detendes essas crenças de tal modo intenso que não podeis atribuir demasiado valor a vós próprios, por isso poder significar arrogância. Também acreditais que enquanto indivíduos bons e responsáveis, deveis assumir uma responsabilidade total. Temos vindo a debater esta questão muitas vezes no decurso destas sessões. Já referi muitas vezes que já tendes demasiado com que vos preocupar no vosso enfoque e no que toca à vossa própria essência. Sois de tal modo multidimensionais e detendes tantos elementos de vós próprios que não precisais preocupar-vos com mais nada para além de vós.

Voltais-vos para o reforço das crenças. Os sistemas de crenças ditam-vos defeitos, culpa, erro, inadequação, mal, e um número incalculável de termos negativos à vossa escolha. Vós deixais-vos gravitar automaticamente para esses elementos e passais a assumi-los, por os indivíduos bons assumirem responsabilidade. Os maus afastarão isso na direcção de um outro indivíduo. Não há indivíduos maus! Não existem indivíduos bons! Vós sois todos perfeitos. Podeis não acreditar nisso, por o sistema de crenças da duplicidade ser bastante derrogatório. Ele é extremamente intenso. Por isso, automaticamente voltais-vos para dentro, e dizeis que a falha é vossa.

Haveis de ver na criação do vosso foco físico que as pessoas tenderão a deixar-se conduzir para um ou para o outro aspecto, e que restarão muitíssimo poucos no meio-termo. Vós ou sois responsáveis e a causa de todas as enfermidades, ou não sois responsáveis por coisa nenhuma. Trata-se sempre da culpa dos outros. Muito poucos são capazes de estabelecer um ponto de equilíbrio e chegar a reconhecer que criam a sua própria realidade, mas também se deixam conduzir para a realidade dos outros, e para o facto de eles criarem a sua própria realidade também. Podeis deixar-vos conduzir para a criação dos outros, de forma a poderdes reconhecer problemas e elementos em vós próprios, mas podeis não criar necessariamente drama nenhum.

Torna-se difícil identificar a linha em que estais a criar e aquilo porque sois responsáveis e por que não sois, mas eu volto a dizer-te para te preocupares contigo própria. Isso deverá ser o teu refúgio; porque caso te preocupes contigo própria e te deixes de preocupar com o que os outros criam e aquilo em que creem, começarás a nutrir mais o Eu que te aceita, e começarás a deixar de engordar aquele que te dá a entender que és ruim. Recorda o nosso pequeno anjo e o nosso pequeno diabo, apesar de vos dizer a todos neste momento que isso são símbolos. Não me estou a referir em termos de diabos e de anjos por não existir nada disso, mas por serem símbolos que vos são familiares na vossa animação. Se não reforçardes o pequeno diabo que vos sussurra a falta de mérito e o quão adepto sois de criar negatividade, também concedeis ao vosso pequeno anjo um banquete; E à medida que isso se for reforçando, também vós saís reforçados com a confiança que tendes em vós. E não estarás a confiar em ti caso estejas a expressar que és assim ruim!

VICKI: Não. Posso perguntar uma coisa?

ELIAS: Podes.

VICKI: A ideia de nos focarmos em nós torna-se confusa, sabes, por parecer que devamos ter cuidado pela forma como podemos afectar os outros.

ELIAS: E nós vamos voltar à conversa que tivemos com a Catherine. Naquilo que expressas aos outros, desejarás causar prejuízo?

VICKI: Normalmente, não.

ELIAS: Estarás a projectar negatividade?

VICKI: Bom, nisso reside o problema. Eu não sinto que esteja, mas pareço fazer isso.

ELIAS: Vós não criais a realidade dos outros! Criais a vossa realidade. Não estou a sugerir que deixeis de buscar expressões de comunicação eficazes no intercâmbio com os outros. Também não estou a sugerir que deixeis de vos preocupar com os outros. Essas são expressões naturais. Mas digo-vos que podeis tratar de vós primeiro. Permiti-vos a oportunidade de aprenderdes a aceitar-vos e a concentrar-vos nisso antes de vos preocupardes com toda a gente, porque ao vos distrairdes com as expressões de toda a gente, desviais a atenção de vós e reforçais a vossa própria duplicidade. Já venho a falar convosco há um período do vosso tempo de dois anos, e tive ocasião de referir isso desde o início... E estou na disposição de continuar a faze-lo por muitos mais anos no futuro à medida que formos prosseguindo, por isso ser continuamente não aceite!

VICKI: É difícil de verdade!

ELIAS: Eventualmente passarei a “dar-vos para a cabeça”, conforme tenho “dado” ao Michael, até perceberdes e passardes a expressar as gloriosas criaturas que sois! (O grupo suspira)

Posso passar a sugerir o exercício de marchardes em círculo enquanto repetis “Eu sou uma criatura gloriosa (riso) e perfeita em todas as minhas expressões e criações, sem erros!” Por que sois! E eu não credito nisso - eu sei disso! Por eu não filtrar por intermédio das vossas crenças. Não se trata de facto que seja passível de ser alterado. É uma realidade.

VICKI: Alguma vez virá a fazer parte da nossa realidade? (Riso geral)

ELIAS: Se o permitirdes!

Vamos fazer um breve intervalo, e logo prosseguiremos com as vossas expressões. (A olhar fixamente e a sorrir para aqueles que ainda não tinham tomado parte) O Simon não deve reservar aquelas expressões secretas no alinhamento do Olivia... por ambos serem perfeitos em toda a linha! (A rir)

BOB: Mas eu sou perfeitamente glorioso! (Desatamos todos a rir)

ELIAS: Estás a irradiar glória pela sala toda!

BOB: (Não fui capaz de escutar o que o Bob diz a esta altura, mas deve ter sido bem engraçado porque até mesmo o Elias desatou a rir)

ELIAS: Muito bem! (A rir) Intervalo!

INTERVALO

ELIAS: Continuemos.

VICKI: Muito bem, é suposto eu avançar antes que mais alguém o faça, em prole do Michael. (Riso) Isto para mim pode resultar um pouco difícil por só ter sido debatido uma vez, pelo que deves ter isso presente. A questão que o Michael deseja que eu apresente reporta-se ao acidente em que magoou as costas. O acidente aconteceu num ambiente de trabalho, e o Michael sentiu que apesar de ter parecido um acidente e de facto ter sido um acidente, o sentimento que teve foi de ter tido vontade de que o acidente ocorresse. Creio que a sensação tenha brotado de uma imensa frustração que foi gerada ao longo de um extenso período de tempo no trabalho. Ao sentir que tenha tido vontade de que o acidente ocorresse, incorporou uma culpa desmedida associada à noção disso. Em resultado dos sentimentos, os procedimentos legais não foram tratados no modo em que normalmente deviam ser tratados. A razão porque o Michael não fala muito disso é por sentir que a força com que lidou com o assunto em resultado dos sentimentos tenha sido estúpida, e que muita gente é estúpida, e que muita gente irá pensar que ele seja estúpido, devido à forma com ele tratou da situação; o que está associado a uma crença da existência de muita gente estúpida por aí, e denota também falta de vontade de se inscrever na situação de ser considerada por toda a gente como estúpida.

ELIAS: Na realidade, essa não é a crença que esteja associada a esta situação. A crença que está associada a esta situação é a da honestidade, e do mesmo modo a da duplicidade; a de que as pessoas boas, honestas, não provocam acidentes decepcionantes. Ele encara isso como uma decepção. Conforme declaraste, ele percebeu ter tido vontade de que acontecesse. Por isso está a ser decepcionante aos olhos dos outros na lida das acções subsequentes ao acidente. Na realidade ele criou essa realidade, mas no que ele percebeu subjectivamente como meios para atingir um fim isento de conflito; apesar de ter provocado um imenso conflito com esses meios destinados a atingir o fim!

Existem, conforme tu e alguns outros percebem, outras questões envolvidas com esse cenário particular. Essa não é a questão única. Há outras crenças que correm mais fundo em conjunto com o actual evento que ele provocou. Essas são áreas de difícil abordagem.

Do mesmo modo que a maioria de vós que lida com estas questões da duplicidade, essa questão do Michael também se enquadra nesta categoria. Muitos elementos de duplicidade saem reforçados pelas vossas crenças religiosas. Isso foi reforçado no caso deste indivíduo durante um longo período de tempo, e apesar de ele ver que se tenha afastado da ideia que tinha, ainda permanecem elementos dela. Também há, uma vez mais, questões ligadas a esse mesmo evento que envolvem a família.

No próprio evento, isso é encarado como muito grave, por não lidar eficientemente com a situação em mãos. Ele não estava a conseguir lidar com a questão no emprego. Por isso, ele provocou o acidente, que encara como um fracasso; uma incapacidade de conseguir resolver a questão no local de trabalho. Por isso, nos vossos termos, ele considera isso como uma desistência. Isso despoleta uma enorme crença no Michael, por não ser admissível. Isso tem representado um problema no fórum destas sessões. Este Michael abriga a crença de que deve ser mau para ter desistido. De que precisais perseverar, de que deveis continuar, de que deveis esforçar-vos, e de que deveis realizar! Isso são sistemas de crenças. Esse sistema apresenta uma expressão exagerada no caso do Michael, o que o leva a sentir embaraço ao expressar a situação.

Conforme afirmei, existem igualmente questões entrelaçadas a envolver a família. Pergunto se, com o sentido de discernimento que possuís, na vossa opinião, ele desejará alguma informação quanto a esse elemento.

VICKI: É, creio que deseja, por isso fazer parte daquilo que estava relacionado comigo e que eu esqueci, mas vou agora relatar o que recordo; a existência de questões de insanidade no caso de vários membros da família, e do próprio Michael perceber, na altura em que o acidente se deu, poder estar igualmente a ficar doida, coisa que é completamente inaceitável. No contexto disso, creio ser aceitável providenciar informação.

ELIAS: Muito bem; isto também se traduz por um sistema de crenças das massas, na avaliação do comportamento aceitável que fazem. Alguns, optam no foco físico por não alinhar pelas directrizes oficiais aceites da realidade convencional. Tais indivíduos são classificados como anormais e portadores de deficiência mental. Nessa situação, o Michael experimenta ter um membro da família da mesma forma rotulado como perturbado, conforme tu, Aileen. (A esquizofrenia de um filho) Nessa medida, muitos são os que nas crenças das massas encaram isso como inaceitável e grave. Em certas culturas e sociedades, é focado de uma forma ainda mais excessiva. Isso foi reforçado no enfoque do Michael durante muito tempo, o facto de ser inadmissível. Sangue contaminado! Um lado da genética familiar saudável e normal, outro lado não aceite e de que não se fala; com base na aceitação das expressões de que esse elemento e codificação genética seja mau, represente um contágio, e que deva ser eliminado. Isso criou um medo de falta de aceitação. Por isso, não se fala disso. Não é admissível estar associado a membros da família que possam ser classificados de doidos.

Essas são crenças fortes e perturbadoras, pelo que se tornam secretas, porque é óbvio que, se estiverdes afiliados a membros da família que apresentem esse contágio, também sereis portadores dessa doença; “e não iremos admitir que ninguém perceba essa doença, por não ser aceite”. No começo destas sessões, isso reforçou essa crença no Michael! (Riso) Por isso, ele abrigou um problema vasto, ao se questionar se terá efectivamente actualizado tal contágio e se não estará agora a infetar-vos a todos! Conforme afirmei, isso poderá parecer-vos uma tolice, apesar de no caso deste indivíduo ser bastante grave. Outros membros da família foram menos afortunados, e viram-se comprometidos por parte da vossa profissão médica, como portadores dessa mesma aflição. Em resultado do que se coloca como uma ameaça iminente, apesar disso não se ter manifestado neste foco até ao presente, e eu me atrever a afirmar-vos que não se manifestará por esta altura do vosso tempo, por ser desnecessário e também não se posicionar na criação de probabilidades da intenção ou experiência dele; mas continua a representar um medo. Eu afirmo que ele conseguiu um imenso avanço ao permitir estas sessões, por esse ser um medo formidável e esta acção reforçar bastante esse temor.

Todo o indivíduo abriga os seus próprios receios, quer tenham ou não consciência desse medo, por se tratar do seu demónio particular; demónio que vos persegue. Ele pode surgir em qualquer aspecto da vossa realidade. Podeis não estar objectivamente cientes desses demónios e atravessar o vosso foco físico sem entrardes em contacto de todo com todas as vossas probabilidades. O que não quer dizer que não sigais a intenção que tendes, mas haveis de bloquear algumas das vossas escolhas por não confrontardes a vossa área individual. Isso desloca-se para a área objectiva, apesar de o não fazer de todo no presente, mas virá a materializar-se no futuro dentro de um período de tempo pequeno. O William também se endereçou ao demónio particular; o elemento vosso que em qualquer altura podeis projectar no exterior, e que pode ser interpretado pelo que percebeis como possessão; por projectardes aquele elemento de temor que detendes no vosso íntimo e criar-lhe contornos, por deter poder.

No caso dos indivíduos que optam por fazer da sua manifestação uma manifestação final, vós haveis, cada um de vós, de dar atenção a esse elemento vosso, ao entrardes em contacto com a totalidade do vosso eu e aprenderdes a confiar em vós, e mover-vos no enfoque não físico. Aqueles que optam por se voltar a manifestar podem nem sempre escolher confrontar-se com esse elemento do eu. Isso é uma consequência natural da separação. Tal como referi os derivados naturais da essência, também há derivados da separação da essência. Neste foco particular, o medo consiste no derivado mais expressivo.

Apesar de poderdes perceber mudanças na vossa sociedade, na opinião das massas, acerca dos indivíduos a quem podeis apelidar de loucos, no caso de muitos como o Michael, em que velhas crenças são ainda mantidas. A doidice é muito grave! É um elemento de que não se deve falar e que não deve ser partilhado pelos outros, por eles poderem suspeitar de vós. Diz ao Michael para não ter medo. Até ao presente ele não se tornou em nenhum doido. A sua sanidade não se encontra ameaçada neste momento, apesar de ele poder acreditar nisso assim com o Lawrence acredita que ele é uma criatura gloriosa! (A rir)

NORM: Olhando em retrospecto para a infância que tive e sabendo que evidentemente nós enquanto foco decidimos vir aqui, deve haver algum acordo entre o foco que chega e a mãe e o pai. No meu caso, sinto-me um tanto curioso por a minha infância ter sido um tanto diferente do normal, por eu ter sido sempre completamente independente. Creio que provavelmente muitas crianças hoje serão assim, mas eu não me relacionei muito com os meus pais. Suponho que fizesse parte da situação eu ser totalmente independente deles. Terá isso correspondido a um acordo anterior à minha ingressão em cena?

ELIAS: Foi.

NORM: Foi? Muito bem. Existirá alguma relação entre a minha entidade e a deles? Geralmente existirá alguma relação mais próxima entre as entidades? E no meu caso particular terá havido?

ELIAS: Houve. Existem sistemas de crenças que vos sugerem que os pais e os filhos devem responder uns aos outros dentro de uma certa directriz. Os pais precisam ter carinho e ser responsáveis pelos filhos. Os filhos devem ser carinhosos e respeitar os pais. Espera-se que se estabeleça um vínculo, obviamente, assim como uma partilha de intimidade nos sentimentos e na actividade partilhada num elemento de tempo prolongado. Esses são os sistema de crença oficiais existentes nas vossas sociedades. Por isso, tudo o que se situar fora dessas directrizes será inusual e inaceitável. Isso também influencia as pessoas no sentido de questionarem a existência de algo de errado em si mesmas, por não experimentarem o mesmo aspecto do relacionamento que os demais parecerão experimentar.

Há contratos estabelecidos entre as essências no âmbito da intenção de se manifestarem fisicamente. A manifestação de cada foco da essência no foco físico requer uma compreensão da realização de todos os indivíduos envolvidos. Objectivamente, podeis não perceber o benefício, por julgardes em termos positivos e negativos de acordo com as vossas crenças e também de acordo com as directrizes oficiais das crenças que as massas têm com respeito à família. A realização do sentido de valor pode ser alcançada fora das directrizes dos sistemas de crenças oficialmente aceites da família. Cada indivíduo pode satisfazer o seu objectivo sem se conformar às crenças das massas.

Cada indivíduo é particular. Nenhum é idêntico a outro. Por isso, cada manifestação é ímpar. Neste foco particular tu escolheste deixar de alinhar pela família dentro das directrizes aceites até teres criado a tua própria família.

NORM: Completamente verdade.

ELIAS: Nessa medida, escolheste experimentar o papel de pai, e não o papel que é oficialmente aceite nas vossas crenças de pai em relação a filho. Isso representa simples escolhas. Escolhas destinadas à vossa experiência. Na tua manifestação deste foco, concentraste-te subjectivamente na realização do papel de pai ao longo deste foco; o que representou uma distracção em relação à interacção que tiveste enquanto criança. Isso foi respondido de acordo com os indivíduos que te serviram de pais. Nessa medida, é proporcionada informação da parte desses indivíduos nos anos da infância destinada a ser acumulada e avaliada e utilizada por ti na idade adulta na qualidade de pai. Por isso, a função terá prestado serviço a todos os participantes.

NORM: Eu tenho uma outra pergunta. Quando estava com dezasseis anos e a trabalhar a duas mil milhas de casa depois de já estar fora de casa há algum tempo, eu tive que tomar uma decisão; a de regressar ou de ficar. Isso terá resultado num Eu provável?

ELIAS: Resultou, como todas as decisões importantes que tomais no vosso foco que criam Eus prováveis.

NORM: Estará essa pessoa ainda viva?

ELIAS: Está.

GAIL: Será ela que tem menos filhos?

ELIAS: Não.

NORM: Então, também teve filhos.

ELIAS: Teve.

NORM: Ela terá ingressado na ciência?

ELIAS: Não.

NORM: Em que terá ela ingressado?

ELIAS: Esse indivíduo focou-se de um modo mais criativo, no âmbito dos trabalhos com as mãos; cerâmica; uma expressão criativa que permanece latente dentro de ti, e como tal é expressada num Eu provável.

NORM: Fascinante. Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

RETA: Poderia colocar uma pergunta colateral? Eu tenho pais que adoro e gosto de estar perto dos meus filhos sem que alguma vez tenha esperado algo em troca, mas nós temos uma ideia diferente acerca do relacionamento com as crianças. As minhas crenças dizem-me que devemos dispensar mais tempo e energia individualmente numa relação com cada um, e que me devo envolver a ajudá-los a crescer e a ser acarinhados e a ser amados. Por vezes fico absolutamente frustrada por não estar a conseguir isso. As crenças que tenho dizem-me que devia fazer isso. O mesmo acontece no meu local de trabalho. Eu faço um monte de coisas para muita gente, em termos de ajuda, e sou deixada de lado. Que será que estou a fazer a mim própria? Na ideia que tenho de prestar auxílio e de permanecer alerta e de estar atenta, que será que nas crenças que tenho estarei a permitir a mim própria para ser tratada assim?

ELIAS: Paralelo e percepção interessante! A percepção que tens é a de seres uma vítima, só que com a percepção de seres boa e de ajudares. Nas próprias questões que tens contigo própria, com que não te identificas, moves-te ao redor da questão e expressas para ti própria seres um indivíduo bom e carinhoso ao prestares ajuda aos outros, e que eles não pareciam esses esforços. A expressão que é projectada enquadra-se em parte no sentido da ajuda, assim como em parte se destina a permanecer no controlo e a dirigir a percepção do outro indivíduo. Nessa medida, na ideia que tens, pensas em ti como estando a estender auxílio. Na recepção do outro, eles percebem isso não como uma ajuda mas como um ditame. Por isso a resposta que adoptam no sentido do que encaras como de negatividade e ofensiva.

Muitos são aqueles que criam um cenário desses repetidamente. Quase todos os indivíduos detêm crenças pessoais como estando certos, e de expressarem um método mais eficiente de realização; pelo que a sua missão será a de iluminar os outros, ou toda gente, quanto ao seu segredo de realização. Agora; entende que todos esses indivíduos, conforme estou a reconhecer no teu caso, se atêm de uma forma objectiva à ideia de prestar auxílio. Não é prestado objectivamente de forma a causar mágoa nem por meio de um desejo de controlar ou de manipular, mas também é por meio da não-aceitação da escolha do outro quanto à criação na sua própria realidade. Essa é uma área bastante difícil para muitíssimos indivíduos.

Nas crenças inerentes à paternidade, ou maternidade, há ditames quanto ao que as mães devem proporcionar aos filhos. Devem proporcionar-lhes ajuda e orientação e apoio em todas as áreas, mas também têm a esperança de que os seus filhos sejam receptivos. Caso os filhos não sejam receptivos, elas experimentam conflito; razão porque me refiro ao elemento da aceitação tantas vezes junto de todos vós, por poderdes eliminar grande parte do vosso conflito se conseguirdes aceitar. Se perceberdes que podeis estender auxílio a um outro indivíduo sem – sublinhai - destituído de qualquer expectativa, então podereis perceber que ele poderá aceitar a vossa expressão, e podereis aceitar qualquer modo em que ele escolha aceitar o vosso auxílio, e fazer uso dele assim como deixar de fazer. Nessas medida, não vos tornais vítimas, porque ele não poderá retaliar; e não tereis estendido algo com uma expectativa. Pelo que não podereis ficar desapontados.

Torna-se muito difícil e requer muita atenção; e conforme declarei, compreendei que ao “nível” da essência é entendido o facto da motivação se endereçar no sentido da ajuda, só que isso é filtrado por crenças que provocam expectativa e falta de aceitação. Se oferecerdes ajuda isenta de expectativa, ela deverá ser recebida sem que experimenteis conflito. Se estenderdes ajuda e estiverdes na expectativa, podeis não proporcionar ajuda nenhuma e podeis (tratar de) realizar isso melhor.

RETA: Quando deixamos de proporcionar auxílio e possuímos a capacidade de auxiliar, de que modo poderá isso servir de ajuda?

ELIAS: Se estiverdes a oferecer ajuda com base numa expectativa, não estais a ajudar. Não é acolhido como uma ajuda, e acabais criando conflito para vós próprios. Por isso, se tiverdes a capacidade de prestar ajuda, oferecei essa ajuda sem expectativas. Permiti que essa ajuda seja dada livremente, e que seja aceite da forma que for escolhida ser aceite.

RETA: Na minha vida e neste fórum consigo perceber o que estás a dizer, mas na vida diária e no trabalho onde precisamos realizar as expectativas e facilitar a sua realização e conhecemos o ABC de como o fazer, as expectativas farão funcionar isso. Expectativas, prazos de conclusão, o simples facto de alinhar e de cumprir a tarefa é que faz funcionar a coisa. Caso nos sentássemos à espera que aceitassem, poderiam passar-se seis meses antes que a coisa fosse feita. Assim, é completamente diferente, e foi dessa forma que fui treinada. Mas é claro que com a minha família é diferente. Mas essa é uma questão difícil, porque por causa da questão de oferecer auxílio neste fórum quase decidi não vir, e eu tenho muito para dar. Mas ao ser vítima de discordância, não vou oferecer nada.

ELIAS: Deixa que recorde que não há vítimas! Não existe coisa alguma como vítima. Vós criais a vossa realidade, conforme toda a gente cria a sua realidade. Se vos voltardes para vós e vos preocupardes convosco e expressardes a exemplo do pequeno rebento, não vos devereis preocupar quanto aos outros nem quanto à forma como criam a sua realidade. Ocupa-te da criação da tua própria realidade e em irradiar o rebento. Realiza para ti, e não te deverás sentir no papel de vítima. Lembra-te de que não existem vítimas! Ninguém poderá perpetrar contra vós sem o vosso consentimento. Ninguém conseguirá realizar qualquer acto que vos envolva sem a vossa concordância. Por isso, de que modo podereis ser vítimas se tiverdes concordado em conduzir a experiência a vós?

Podeis não criar vós próprios, conforme afirmei esta noite, todos os eventos, mas envolveis-vos. Por isso, conduzis a experiência a vós e estais em concordância... Mas, não sois vítima nenhuma! Escolheis conduzir a experiência a vós a fim de vos trazer informação respeitante a vós, a fim de realizardes em vós de um modo mais eficiente e assim confiardes em vós por completo.

NORM: Eu tenho uma outra pergunta relativa à paternidade. Conforme disseste, eu tinha um convénio com os meus pais com relação à independência de que viria a gozar. Penso que eu e a minha mulher também teremos um convénio anterior a este foco para cada um de nós, de que desta vez iríamos ser pais ao contrário dos encontros anteriores em que não fomos. Será isso verdade?

ELIAS: Em conjunto; é.

NORM: Então tomamos esta decisão antes de virmos, e foi de facto tomada por causa de vidas pretéritas.

ELIAS: Nos vossos termos, foi.

NORM: Interessante.

RON: Muito bem, eu vou a seguir, mas antes necessito mudar a fita.

ELIAS: Muito bem. Vamos fazer um intervalo e poderás ajustar o teu equipamento.

INTERVALO

Após retomarmos a sessão, a câmara não foi ligada de imediato. O Elias chega e fica a olhar para o Ron, enquanto toda a gente ri.

RON: Muito bem. O meu problema... Bom, não sei se será um problema. O meu segredo tem que ver com hábitos sexuais pouco habituais. (A esta altura, a atenção de toda a gente, que se encontrava bastante dispersa, foca-se de imediato no Ron) Por exemplo, eu gosto de frequentar os sítios de conversa (chat) suja no computador e fingir que sou uma rapariga e conversar com rapazes sobre sexo. O mais provável é ficar aborrecido com aquilo e desistir, mas sou verdadeiramente bom nisso e eles continuam a voltar a mim. (Desatamos todos a rir) Assim, creio que provavelmente o sistema de crenças (que subsiste nisso) tenha que ver com a mesma coisa do bom e do mau. De outro modo não consideraria isso um segredo.

ELIAS: Na realidade isso é o que poderíamos classificar como segredo; porque nessa aparentemente cómica expressão, acham-se também em estado latente ideias e sentimentos que estão associados a isso e à manifestação da expressão. Também estás correcto na avaliação que fazes do sistema de crenças, o qual também permanece na área da duplicidade. Conforme expressei, essa é uma questão muito ampla que está presentemente a ser abordada. Podeis considerar essa abordagem como uma onda que se dá no âmbito da vossa consciência. À medida que expandis a consciência, cada um de vós deverá experimentar um reconhecimento dessa duplicidade de uma forma objectiva, e dar-lhe atenção.

Na tua expressão, descobriste o que consideras um entretimento que serve de escape inofensivo para os aspectos não expressados de ti mesmo. A duplicidade entra em cena ao alinhares pelas crenças das massas, ao considerares certos comportamentos como inaceitáveis. Na essência, subsiste o reconhecimento da inexistência de nenhuma qualidade sexual. No movimento subjectivo recente, também subsiste uma identificação quanto à relatividade que as qualificações sexuais apresentam como relativas a esta manifestação física, conforme os encarais nesta dimensão,  mas nesta dimensão vós criastes certas manifestações oficiais e admissíveis da realidade. Tal como eu vos disse, se optardes por vos manifestar nesta dimensão particular, haveis de passar pelo menos por três experiências inerentes a esse tipo de manifestação física, baseadas na orientação sexual; porque nesta dimensão particular, vós estais a criar a vossa realidade no enquadramento de uma orientação sexual. Identificais macho e fêmea, masculino e feminino.

Tal como outros experimentaram trespasses de movimentos e de actividade subjectiva, isso também expressa o mesmo. Os sistemas de crença que têm lugar enevoam a compreensão que tendes da objectivação de um trespasse. Em si mesmo, um trespasse consiste num reconhecimento, conforme declarado, da realidade de que sois tudo, e de que não possuís sexo. Apenas nesta dimensão particular isso tem relevo; mas como mantendes profundas crenças que vos dizem que enquanto homens, é esperado e esperais apresentar um desempenho e actualizar e criar a vossa realidade deste modo, em conjunto com a realidade oficial aceite, e não escolhestes um enfoque assexuado neste enfoque particular, vós “deveis” manifestar-vos dentro dessas linhas específicas de princípios. Ao vos desviardes disso, recordais-vos das ideias que tivestes em períodos anteriores, as quais também encarais como erradas; que não se enquadram nas linhas normais da vossa realidade aceite. Por isso, reforçais o sistema de crenças. Não o reconheceis como um trespasse. Associais a ideia de um retrocesso ou de uma nova manifestação de uma ideia passada. Em razão do que isso se torna perturbador e provoca conflito, por o não poderdes encaixar no que aceitastes como a vossa realidade oficial.

Se aceitardes que essas elaborações mentais não são erradas nem más, e aceitardes que possuís qualidades inerentes a ambos os géneros em cada foco individual, apesar de tenderdes para um e portanto vos manifestardes em termos físicos com um sexo, podereis permitir-vos a liberdade para vos expressardes sem condenação, e assim podeis igualmente experimentar uma diminuição da atracção por esses elementos que encarais como maus. Eles apresentam uma atracção por excitarem em áreas de desempenho que não são aceites senão num meio relativamente seguro. Isso encarais vós como um atrevimento. Podeis atravessar a linha de demarcação e abusar da vossa sorte, mas vós também comportais prudência quanto à aceitação de tal comportamento, e não confiais nos outros quanto à compreensão que possam ter; e muito bem, por eles também comportarem esses mesmos sistemas de crença. Por isso, não desejando invocar a condenação da parte dos outros, permanece com um segredo.

Reconhece em ti que todas as expressões pessoais são aceitáveis. Os impulsos que são bloqueados provocam conflito. Vós sois multidimensionais, e detendes muito mais aspectos pessoais do que os que podem ser fisicamente percebidos para vós assim como para os outros. Por isso, por que havereis de deixar de vos reconhecer na vossa plenitude, por essa plenitude ser criativa? Percebe que o conflito ou a confusão que sentes brota unicamente das vossas crenças que apenas têm relevo neste foco, e que também só podem afectar se permitirdes que afectem.

RON: Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer. (A esta altura a Drew e a Gail começam ambas a falar ao mesmo tempo)

DREW: Posso seguir com uma pergunta acerca disso? (Para a Gail) Desculpa, queres ir em primeiro lugar?

GAIL: Quero, eu queria perguntar-te acerca de ontem e da crise tola que tive com a identidade, ao me encontrar rodeada de tantos homens e sentir vontade de me sentir feminina. Isso não envolverá mais ou menos a mesma coisa?

ELIAS: Isso é ligeiramente diferente, por te identificares com o foco que escolheste e a manifestação no âmbito do sexo que escolheste, e quereres projectar isso de uma forma exagerada para ti própria. Isso é um elemento da identidade. A questão que o Olivia apresentou não envolve a identidade; envolve uma questão de crenças respeitantes à aceitação de comportamento de cada sexo. Vós não aceitais o comportamento de um sexo se emulardes o sexo contrário. Todos vós possuís um foco nesta dimensão que podeis considerar, na vossa presente terminologia, como homossexual; uma das vossas três manifestações inerentes ao círculo que escolheis nesta dimensão em particular. Optais por homem, por mulher, e conforme afirmei para aqueles de vós possuidores de uma natureza mais delicada, uma outra; “outra” essa que é a homossexual, pela experiência.

Nesta situação do Olivia, é um cruzar de sexos no âmbito de um trespasse de um movimento subjectivo, em reconhecimento da inexistência de género sexual na essência e de que cada manifestação sexual é aceitável. Não existe “errado” algum, mas há sistemas de crenças relativos ao “errado”; que enunciam que cada sexo particular deve permanecer nas linhas de orientação da sua manifestação oficial, sem cruzarem a fim de manifestarem actividade inerente ao outro sexo. Por isso, esta é uma situação diferente. Neste cenário em que te manifestaste, isso é uma identificação tua temporária com o sexo que aceitaste.

GAIL: Sinto curiosidade em saber por que terei criado uma personalidade masculina.

ELIAS: Conforme declarei, vós comportais elementos de ambos os sexos. Todos vós nesta dimensão comportais ambos (os sexos). Vós manifestais-vos fisicamente no âmbito de uma escolha de uma camuflagem física ou de outra. Mas comportais em vós elementos inerentes a ambas.

GAIL: Nesse caso, permiti que essa viesse ao cimo.

ELIAS: Absolutamente, por ser um aspecto íntimo do Eu.

GAIL: Está bem, eu compreendo.

DREW: Devido aos sistemas de crenças, todas as coisas se tornam inaceitáveis neste enfoque.

ELIAS: Correcto.

DREW: E nesse caso, como é que havemos de lidar com os impulsos, os quais recomendas que sigamos, e que podem ir contra o que é considerado como aceitável?

BOB: (A sussurrar) Mantemo-los em segredo. (Riso generalizado)

ELIAS: Não, não os mantendes em segredo!

BOB: Eu estava a provocar! Desculpa lá. Pensei que advogavas a diversão! (Todos desatamos a rir, incluindo o Elias)

ELIAS: Podeis intimamente adoptar a vossa criatividade, e podeis providenciar a vós próprios alternativas. Nem todas as vossas escolhas são do género “assim ou assado”, “isto ou aquilo”. Tendes infindáveis probabilidades à vossa disposição. Podeis criar o que quer que escolherdes criar. Não estais fechados em nenhum sistema. Por isso, podeis proporcionar a vós próprios escolhas criativas em todas as situações, de modo a continuardes no alinhamento das orientações da vossa realidade aceite caso isso corresponda à vossa preferência... Aguns não têm essa preferência... Mas podeis igualmente deixar de bloquear os impulsos que sentis.


Também vos direi que os impulsos que não bloqueardes não vos servirão de causa de angústia. É por continuardes a bloquear e a deixar de reconhecer os impulsos que tendes que eles evidenciam energia reprimida que se expressa a si mesma, mas ela não se pode expressar a si mesma no quadro dos comportamentos aceitáveis das vossas crenças, por entrarem em erupção. O que não quer dizer que essa erupção seja destrutiva ou atinja o extremo, mas pode revelar-se inaceitável. Se vos permitirdes reconhecer os impulsos e seguir os vossos impulsos, e reconhecerdes que são naturais e que não são errados e que sois vós, haveis de expressar naturalmente a energia e deixar de criar conflito no vosso íntimo. Só distorceis essa energia na medida em que a negais.

DREW: Bom, deixa que te coloque uma pergunta relativa a essa energia. Para mim, a energia sexual é extremamente intensa, a ponto de distrair. Falamos um pouco disso recentemente e falamos de alguns modos de lidar com isso, como os que tens vindo a mencionar. Mas gostava de saber por que razão, no meu caso, a energia que possuo escolhe, ou por que razão eu escolho - não sei exactamente como referir isso correctamente - dirigi-la de um modo, contrário à miríade de outros modos por que poderia optar por expressar essa energia? Por que razão isso para mim representa um enfoque tão predominante?

ELIAS: Por essa ser uma experiência extremamente intensa. (Com intensidade) Ao deteres energia que percebes e sentes com intensidade, procuras expressá-la pelo que crês ser uma forma adequada que dê expressão os teus sentimentos. A energia sexual nesta dimensão e nesta manifestação também representa um aspecto vigoroso na vossa criação e na vossa criatividade. Nesta manifestação sois seres sexuados. Criastes a vossa realidade incluindo esta como um elemento bastante íntimo da vossa realidade. Criastes miríades de sistemas de crenças respeitantes a essa área exclusiva! Vós focais-vos bastante nessa área por terdes criado esta realidade no quadro das orientações da sexualidade. Caso não fosse assim, não seríeis masculinos nem femininos. Isso não teria qualquer importância.

Vós não só vos criastes no âmbito dessa sexualidade, como criastes todas as criaturas no mesmo quadro sexual. Criastes a vossa vegetação no contexto da mesma realidade. Tendes árvores macho e árvores fêmea que dão fruto. Toda a vossa criação nesta dimensão se revolve em torno deste aspecto da vossa realidade. Por isso, por que razão deverá ser tão importante canalizares a tua energia?

DREW: O que torna isso num problema para mim, é o facto de sentir que esteja em desequilíbrio.

ELIAS: Mas fica em desequilíbrio ao optares por criar esse desequilíbrio, por teres escolhido negar isso. Ao negares as tuas inclinações naturais, aí crias desequilíbrio; por a energia ter que se expressar. Isso não é inusual nem anormal na vossa espécie; porque, conforme afirmei, vós sois criaturas sexuais. Muitos indivíduos nas crenças que têm optam por canalizar a energia para outras áreas e negar por completo a sua sexualidade, mas isso deverá manifestar-se noutras áreas e tornar-se, nos vossos termos, destrutivo. Conforme declarei esta manhã, isso é parte do vosso ser. Não é elemento nenhum que tenha sido criado para ser negado e não experimentado. Vós criastes esses focos para experimentardes. Por isso, experimentai! (Riso) Se elegerdes deixar de experimentar, sumi-vos!

Muitos de vós detêm sistemas de crenças de deverdes cercear, restringir esses impulsos; por isso traduzir uma voracidade animalesca que precisa ser contida. Eu afirmo-vos que essa voracidade animal deverá assemelhar-se àqueles leões selvagens. Eles podem ser muito vorazes, mas quando consomem um antílope pode ficar a descansar ao sol dias a fio, contentes com a satisfação dos seus impulsos. Vós não sois diferentes, com a excepção de não desfrutardes do impulso. Por isso, ele aumenta.

DREW: Está bem. Obrigado.

RETA: Eu queria perguntar uma outra coisa. Ele (Norm) estava a perguntar acerca de um Eu alterno ou de um Eu possível. Poderás dizer-me o que terá acontecido ao meu outro Eu que era cantora/dançarina, quando eu era nova? Que terá acontecido a essa pessoa? (Pausa) Terá tido sucesso ou não? (Pausa)

ELIAS: Essa probabilidade não teve continuidade, por as escolhas que ela promoveu nesta realidade terem dado lugar à criação de circunstâncias que a levaram ao desenlace.

CAROL: Elias, no campo psicológico, existe uma categoria designada como sociopata ou psicopata que descreve a pessoa que não distingue a diferença entre o certo e o errado. Sabemos pelos teus ensinamentos e outras coisas que também aprendemos, que não existe certo nem errado. No caso desses tipos, será algo a que de algum modo tenham acedido no âmbito dessa verdade e com base no que passam a conduzir a sua vida dessa forma? Por vezes fico em dúvida por ter estudado um monte de situações psicológicas e a forma como se relacionam com diferentes perspectivas de consideração da coisa por meio dos tipos de ensinamento que representam uma realidade. A diferença de perspectivas que apresenta é interessante. Assim, essa gente basicamente não distingue a diferença entre o certo e o errado. Não creem que exista nenhum certo nem errado e isso é considerado uma aberração. Mas, conforme sabemos, não é assim. Assim, terás alguns comentários a fazer ou... Para mim é uma coisa curiosa.

ELIAS: Esses tipos de indivíduos optam por deixar de alinhar pelas crenças oficialmente estabelecidas. Conforme declarei, na concepção desta manifestação física podeis escolher o que quer que escolhais manifestar no enfoque físico. Vós supristes um tecido essencialmente elaborado em que podeis desenhar o que quer que escolhais. Nada é impossível. Nessa medida, esta dimensão concede uma enorme possibilidade à expressão. Em muitas outras dimensões, a criatividade é muito mais limitada de uma forma rígida. Em certos focos, podeis criar uma certa manifestação com muito pouca margem de manobra na variação. Nesta dimensão em particular, dá-se uma tremenda variação e uma espantosa concessão à expressão.

Alguns indivíduos escolhem manifestar-se fisicamente pela experiência da manifestação física, e pela experiência da alegria e da emoção e do drama inerente a esta criação física e emocional. Podem não optar por alinhar pelas crenças oficiais estabelecidas e assim não ter compreensão da inexistência de certo ou de errado e podem optar por experimentar os picos do drama e da alegria emocional e física, e por isso criar eventos que sejam excepcionalmente inaceitáveis nas vossas linhas de orientação oficiais.

Não vos digo que nas vossas crenças seja aceitável que as pessoas se tornem possessas de fúria a matar a torto e a direito; mas na essência eu afirmo-vos que esses indivíduos se manifestam pela experiência sem que isso seja certo nem errado. É experiência. Contudo, vós abraçais crenças, e estabelecestes linhas de conduta para a conduta oficial, e nessa medida julgais certos comportamentos como inaceitáveis. Eu dou-vos conta unicamente da explicação do que percebeis com enquadrado no quadro da conduta inaceitável.

CAROL: É algo sobre o que sempre me indaguei, por se assemelhar ao modo como a essência opera, no entanto é de tal modo escandalosamente considerado inaceitável nesta realidade... Eu tive um irmão que cometeu um assassínio, e ele não acredita ter cometido nada de errado. Ele pensou que aquela pessoa devia ser erradicada desta terra, e disse que o voltaria a fazer, caso tivesse uma oportunidade para isso. Mas ainda assim, pela mesma razão existem muitos outros aspectos desse mesmo indivíduo que são extremamente carinhosos e um monte de coisas que a realidade oficial julgam como muito aceitáveis e admiráveis, mas esse outro aspecto encontra-se presente igualmente. É mais ou menos interessante porque eu própria possuo um elevado sentido para o drama, apesar de não ter cometido nenhum acto desses. Mas não o condeno realmente por aquilo que fez, e entendo a forma de pensar dele quando descreve a situação. Consigo perceber que procede de uma situação de conforto na compreensão que revela dos actos de cometeu, apesar de ter pago por isso, no que toca à sociedade. Os cruzamentos entre o que a essência diz e o que a realidade oficial dita, por vezes revela-se verdadeiramente interessante a forma como operam juntos.

ELIAS: Absolutamente. Também precisais compreender que escolhestes entrar na manifestação física. Por isso as vossas directrizes não são erradas! Vós criaste-las propositadamente. Aceitastes e concordastes em criar a vossa realidade dessa forma. Por isso, não é errado alinhar por essas crenças oficiais e princípios ou directrizes destinadas à realidade. Isso não compreende a totalidade da essência. Trata-se desta dimensão no âmbito destes focos destinados a tais experiências, mas há indivíduos que optam por manifestar fora das vossas linhas mestras de orientação. Só desejo que compreendais que o alinhamento que tendes com os sistema de crenças das massas e a realidade oficial aceite não é errado, e que esses indivíduos que julgais como loucos ou assassinos ou fora de controlo, não são “melhores” na essência do que vós, ou mais ligados à essência do que vós. Não estão. Apenas experimentam a realidade física de forma diferente.

BOB: Se me for permitido interpor, inicialmente, descreveste em certa extensão um sociopata como alguém que não compreende a diferença entre o certo e o errado; Por pelo menos na minha experiência ser a de que o sociopata possui uma compreensão completa daquilo que pensa que seja o certo e o errado. Disseste mesmo que o teu irmão se sentia de consciência tranquila em relação ao assassinato, mas que aquele indivíduo que ele assassinou merecia ser erradicado da terra. Por isso é óbvio que ele terá alguma ideia do certo e do errado em termos...

CAROL: Só que por uma apreciação diferente.

BOB: Bom, é claro. Ele não alinha por toda a gente, mas ainda assim não é uma criatura que esteja completamente acima dos sistemas de crenças do certo e do errado. Ele apenas escolhe alinhar...

ELIAS: ...fora do sistema de crenças.

BOB: Certo. Porque os sociopatas parecem ter um sistema forte do que quem deve morrer e de quem não deve, e de quem deve fazer o quê e porquê.

CAROL: O mais interessante é que nos círculos fechados dessa situação particular, a força policial concordou com o meu irmão. Eles sentiram-se muito satisfeitos por aquele tipo ter sido varrida da face da terra, e na realidade ergueram-se e cumprimentaram-no com um aperto de mão. Por isso, o mais interessante é existirem considerações implícitas, e de que as pessoas não falam, mas que existem. Existe toda uma facção que pensa do mesmo momo que ele.

BOB: É um alinhamento com toda a questão desta noite; de por um lado me encarar como tolerante, ou pelo menos dotado de vontade de ser tolerante, em cujo contexto sou capaz de aceitar alguns dos mais escandalosos comportamentos com mais facilidade do que sou capaz de aceitar a pessoa que diz ser boa, quando percebo que não é.

CAROL: Estou de acordo contigo. Também tenho esse problema.

BOB: Eu fico quase irritado e torno-me quase num homicida! (Riso generalizado) Por isso, consigo sentir uma relação com o teu irmão. Há gente por aí que eu adoraria ver varrida da face da terra! E certamente que isso provoca um certo conflito no contexto do bom e do mau, não é?

ELIAS: É! (A rir à gargalhada)

CAROL: Eu sou capaz de suportar gente assim com mais facilidade do que gente que está sempre a agir ao estilo mais santo do que os outros, como “Faço tudo de forma tão boa e maravilhosa e não...”

BOB: Bom, mesmo aqueles que não são completamente hipócritas, essa gente é quase risível. Eu assisti a algo na TV... àquele pequeno. Ele tinha mais ou menos quinze ou dezasseis anos e era de tal modo maravilhoso no papel de modelo dos outros que inventou a cura para uma mal qualquer dentário, e os pais dele eram ambos médicos. Ao questioná-lo, “Que ganhas tu com tudo isso?”, ou, “Que concelho dás aos outros garotos da tua idade?” E ele respondeu: “Escutai o que os vossos pais dizem.” Eu fiquei a pensar para comigo, só por que temos uns óptimos pais que por acaso são médicos não quer dizer... Por isso, deverão os garotos que têm pais viciados em drogas dar-lhes demasiado ouvidos e tornar-se idiotas viciados? (A esta altura algumas pessoas começam a falar ao mesmo tempo)

RETA: Não deves sentir-te zangado com ele, por que ele procedeu à escolha acertada!

BOB: Não, eu fico irritado com a ingenuidade de alguém que diz: “As crianças devem dar ouvidos aos pais.” Isso é absurdo! As pessoas devem dar ouvidos a si próprias acerca daquilo que sentem ou intuem como certo ou errado! Ele não estava errado ao dar ouvidos aos pais por os pais dele lhe passarem uma mensagem boa e positiva, presumindo que exista tal coisa.

RETA: Existe, sim.

BOB: Bom, está bem. Só não quero entrar em discussões com ele! (indicando o Elias) Contigo posso entrar em discussão! (Riso generalizado) Sabes o que estou a dizer? Mas caso aconteça os pais serem gente desprezível...

RETA: ... Precisamos ter algo no íntimo que nos revele isso. Certo.

BOB: Exactamente. Por isso é que fico irritado com aquele miúdo. Só estou para aqui a dizer - idiota chapado! Tu tens uma vida estupenda. Os teus pais são médicos! É claro que também me irritou saber que ele tinha uma bolsa escolar de noventa mil dólares para se tornar alguém, e fico para aqui a pensar, os teus pais são ambos médicos! Para que precisas de uma bolsa escolar?

RETA: Não fiques zangado com ele. Ele mereceu-a!

BOB: Não, não mereceu! Os pais dele deviam pagar por ela! Isso deixa-me realmente fora de mim! (Desatamos todos na gargalhada)

RETA: Não, ele tem inveja! Tu não estás irritado, tens é inveja!

ELIAS: Isto vai requerer muita atenção!

BOB: Claro, eu sei. Bom, Eu podia dizer-te o que devias dizer-me e tudo o mais. Eu compreendo. Mas ainda assim estou irritado!

ELIAS: Eu sugiro...

BOB: Na realidade, toda a resposta que deste à Vicki foi exactamente a minha. Eu já sabia disso!

ELIAS: ...que dês atenção a esses impulsos e sentimentos...

BOB: Claro, eu sei!

ELIAS: ...de modo a não dares lugar à criação de enormes geiseres, conforme no alinhamento do James...

BOB: Quem é o James? (Alguém diz: "O Tom") Ah. Está bem.


ELIAS: ...e vou poupar-te um longo discurso e dizer-te para incorporares de novo aquilo que foi sugerido ao Lawrence esta noite, e para te focares em ti; e para também dares atenção ao que foi sugerido à Dehl, e para te focares em ti.

BOB: Eu sei. Eu já sabia disso antes de ficar todo empertigado. Só queria apurar a profundidade dos meus sistemas de crença!

ELIAS: Deverás eliminar grande parte do teu conflito caso implementes tal acção, mas também estou ciente de que estás a desfrutar de grande parte do conflito que vivencias nessa área! (Riso geral) Por isso, poderás presentemente não desejar eliminar esse conflito!

BOB: Referes-te a esta noite? Ou neste foco?

ELIAS: Devo dizer-te que não tenho vontade de que elimines outro indivíduo esta noite!

BOB: Queres dizer que ambos podíamos sumir-nos? (Elias ri) Não, não te preocupes comigo. Eu fico bem. Na realidade, eu não costumava de gostar de assassinos e ainda fico doido com eles actualmente, pelo que penso estar a mover-me na direcção de... algo! Penso que é fixe.

RETA! Oh, querido!

ELIAS: Esta foi uma volta inesperada nos eventos! Permiti que vos diga que nos meus próprios focos eu experimentei a companhia de assassinos, e no vosso íntimo, podeis não gostar tanto da companhia deles quanto pensais.

BOB: Eu sei mais do que possas pensar! (O Elias começa a rir, e nós desatamos todos na gargalhada de novo) De qualquer modo, entendi o que querias dizer. Todavia, queria colocar uma pergunta...

ELIAS: Podes.

BOB: ...no seguimento da situação do Olivia. À medida que avançamos no sentido da mudança e se dá uma expansão da consciência e nos damos conta da periferia, as questões do foro sexual e dos diferentes sexos tornar-se-ão menos importantes? Por parecer que tenham mais lugar na essência do que nas crenças, e por os termos na essência criamos crenças ao redor deles. Mas espanta-me o facto de que, à medida que tomamos uma maior consciência da natureza da sexualidade e do sexo e de toda essa arena, as crenças pareçam como que decompor-se com naturalidade e que não são tão críticos a ponto de precisarmos passar por isso como com outros sistemas de crenças, como as da religião...

ELIAS: Isso já teve início. É um passo difícil, por terdes mantido fortes sistemas de crenças ao longo de séculos da vossa história. Por isso, o movimento no sentido do afastamento desses sistemas de crenças inicialmente parecerá vagaroso, apesar de já estarem a mover-se com rapidez numa aceitação cada vez mais crescente, acerca da vossa sexualidade e da falta de importância das vossas escolhas quanto à expressão nesse campo. Se vos expressardes nessa área e não o fizerdes com a intenção de prejudicar, não importará aquilo que possais escolher manifestar como expressão.

BOB: Porquê essa distinção sobre a ofensa, se o assassinato não constitui uma expressão ruim?

ELIAS: Isso é uma expressão característica da essência; e à medida que avançais no sentido da vossa mudança e expandis a consciência que tendes e obtendes conhecimento disso, haveis de passar para uma área que não deverá comportar a intenção de causar ofensa ou prejuízo uns aos outros. Nas vossas presentes crenças, continuais a perceber isso como um compromisso; como no caso da vítima e do perpetrador. Por isso, eu qualifico que até ao período da aceitação desta mudança, a ofensa é inaceitável.

BOB: Está bem. Obrigado.

NORM: Eu tenho só mais uma ou duas perguntas. Com respeito a um certo talento que tenho com as mãos e a cerâmica, terei igualmente algum talento em relação aos barcos e ao mar?

ELIAS: Num outro foco.

NORM: O nosso debate desta noite relativo à compreensão que temos da essência, virá a ocorrer realmente algum período nesta terra em que mais do que cinquenta por cento venha a acreditar naquilo que estamos a debater nesta noite?

ELIAS: Sucederá uma época no vosso planeta, por alturas da conclusão desta mudança, em que todo o globo terá consciência daquilo que debatemos. Ficai certos disso, por já ocorrer no quadro do tempo simultâneo.

NORM: Deve ser estupendo!

ELIAS: Direi que é um feito incrível na vossa dimensão.

CAROL: Elias, isso... aquilo que está a passar-se com a mudança... fará isso parte da razão por que existe muita gente que já se encontra a passar por trauma, do que derivam todas as drogas? (A esta altura a Carole menciona quatro drogas, com as quais a datilógrafa não está muito familiarizada, uma das quais é o Prozac) Há muito disso a suceder por estar a ocorrer a mudança e as pessoas andarem confusas para trás e para diante sem saberem como ficar à altura das mudanças?

ELIAS: É; sendo essa a razão por que estais a obter informação, assim como outros, também; para compreenderdes e prestardes auxílio.

Vou partir por esta noite, mas vou-me comprometer numa nova audiência com todos vós, em breve. Para todos, uma imensa afeição. Au revoir!

Elias parte ... tarde!

© 1997 Vicki Pendley/Mary Ennis, Direitos Reservados


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O MATERIAL ELIAS