sábado, 17 de março de 2012

ESCLARECIMENTO E CONFLITO


SESSÃO #848
"esclarecimento através do Conflito"
“Perdão/Culpa”
“epilepsia”
Sábado, 9 de Junho de 2001 (Grupo/Connecticut)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael), Ashley (Percie), Ben (Albert), Betsy (Mary), Bob, Carter (Cynthia), Carole (Aileen), David (Flynn), Fay (Camile), Fran (Sandel), Joanne (Gildae), John, Judy, Kathleen, KC (Nanaiis), Laura, Leslie (Myranda), Liz (Elisabeth), Luanne (Inez), Marj (Grady), Marje (Mikail), Mary (Chane), Michie (Michett), Mysty (Michella), Nancy (Jsanelle), Pat (Ling-Tu), Rodney (Zacharie), Ron (Olivia), Sally, Sharon (Camdon), Steve (Steffano), Ted (Cara), Thomas


Esta sessão ocorreu no exterior, num relvado luxuriante com muitas árvores a dar sombra ao Elias e ao grupo. Uma ligeira brisa movia as folhas por sobre a cabeça do Elias. (Não existe qualquer registo de data ou de tempo na gravação vídeo, pelo que a altura do começo é desconhecida; o tempo de chagada é de 27 segundos)

ELIAS: Boa tarde!

GRUPO: Boa tarde, Elias!

ELIAS: No dia de hoje vamos debater as ondas que a consciência atravessa, e a oportunidade que vos facultam e a informação que vos estendem – que estendestes a vós próprios – com a participação que tendes nestas ondas da consciência. Nessa medida, podeis permitir-vos ter noção da vossa própria expansão, e desse modo validar-vos ao perceberdes o avanço que empreendeis e a forma como apresentais imagens a vós próprios a fim de vos validardes e de oferecerdes a vós próprios novas oportunidades de escolha.


Vós estivestes envolvidos com uma onda da consciência anterior que abordava o sistema de crenças dos relacionamentos. Nessa altura, oferecestes a vós próprios percepções de diferentes interacções com relacionamentos respeitantes a outros indivíduos sob todas as formas. Desafiastes-vos no sentido de focardes a vossa atenção e observardes as vossas próprias crenças e as respostas automáticas que destes com respeito a outros indivíduos na interacção que tivestes com eles nesses relacionamentos.


Subsequentemente, avançastes rumo a duas outras ondas na consciência que elegestes a fim de prosseguirdes com o vosso movimento no sentido da aceitação e da compreensão. Prosseguis agora em ondas sobrepostas, que abordam o sistema de crenças da duplicidade e da sexualidade.


Bom; estas duas ondas que a consciência atravessa que abordam estes dois sistemas de crença também vos permitem tirar partido das experiências e da informação que proporcionais a vós próprios com relação aos relacionamentos, porque agora estabeleceis relações convosco próprios. Começais a criar a vossa exploração de vós próprios como uma relação primordial, em vez de ser a relação secundária e de vos concentrardes nos outros em primeiro lugar.


Apresentastes a vós próprios imagens espantosas. Criais oportunidades espantosas para vós próprios a fim de examinardes aquilo que criais, os movimentos que empreendeis, permitindo-vos desse modo tornar-vos genuinamente familiarizados convosco próprios.


Eu referi anteriormente que avançastes para a época do vosso novo milénio, do vosso novo século, e isso marca a altura, no âmbito da mudança que a consciência sofre, da inserção dessa mudança na vossa realidade objectiva, criando uma alteração efectiva da vossa realidade em todos os aspectos, mudando o foco da atenção das autoridades e dos grupos para o indivíduo. Estais a imprimir uma volta na vossa atenção.

Vós sois capitães dos vossos barcos individuais; a vossa atenção é o vosso timoneiro. É o volante que guia o movimento do vosso barco individual, e o vosso barco é a vossa percepção que vos conduz à vossa realidade.


A vossa percepção cria toda a vossa realidade; e vós estais a começar uma nova percepção, a de que cada aspecto da vossa realidade individual é criado por vós. Cada um de vós aqui presentes está a criar este intercâmbio de energias. Cada um de vós aqui presente está a criar igualmente cada um dos outros que também se encontra presente. Vós interagis com a energia. Criais a manifestação física de tudo o que percebeis e de tudo aquilo com que interagis na vossa realidade através da percepção que tendes, o vosso barco que vos conduz à vossa realidade; e aquilo que vos dirige a percepção é a vossa atenção. Haveis de criar aquilo em que focardes a vossa atenção – não os vossos pensamentos, mas a vossa atenção.

Nessa medida, a vossa atenção está a voltar-se para vós, e vós estais a estender a vós próprios uma percepção e uma validação genuínas do que criais e das próprias gloriosas capacidades que possuís. Elas são muito mais amplas do que aquilo que reconheceis actualmente, mas estais a começar a perceber o maravilhoso que essas capacidades comportam, o facto de deterdes o poder e a capacidade de criardes qualquer expressão na vossa realidade. Não existe qualquer impossibilidade.

Agora; ao estabelecerdes essa abertura para com a relação que tendes convosco próprios, também estais a tornar-vos mais conscientes das interacções que tendes com os outros e das respostas que tendes para com os outros. Juntamente com estas duas ondas da sexualidade e da duplicidade, isso cria um desafio genuíno de focardes a vossa atenção continuamente em vós e de a manterdes no momento. Eu referi recentemente a outros que vos familiarizastes bastante com a expressão (conceito) de manter a vossa atenção no momento, e que por vezes, permitistes-vos um bom desempenho no acto de manter a vossa atenção no instante, por terdes praticado.


O desafio que apresentais a vós próprios agora consta de dar continuidade a esse movimento de manter a vossa atenção no momento em simultâneo com a incorporação do acto de manterdes a vossa atenção em VÓS. Por ser facilmente expressado e familiar dirigir a vossa atenção no momento só que na direcção de outro indivíduo ou de uma situação ou cenário. É bastante fácil de dar expressão ao acto de manter a vossa atenção em vós, só no passado ou no futuro, e não agora.

E esse é o desafio que ambas essas ondas apresentam, de vos familiarizardes com a vossa realidade física que é expressada pela abordagem do sistema de crenças da sexualidade, o qual incorpora a totalidade da vossa realidade, e a da duplicidade, essa serpente astuta (riso) que tece todo o seu caminho em toda a vossa realidade e se enrosca na vossa percepção a fim de desconsiderar todas as capacidades que tendes, e de vos desvalorizar, e de vos julgar e ao vosso mundo.


Chave no movimento dessas duas ondas – as quais não se sobrepõem uma à outra de forma acidental (riso) consiste em manterdes a vossa atenção no equilíbrio de vós próprios e do momento, detectando os comportamentos que tendes e as respostas automáticas que dais. Estendeis a vós próprios AMPLAS oportunidades a CADA um dos vossos dias ao interagirdes seja com quem for, e por vezes sem mesmo interagirdes com ninguém. Interagis com os vossos veículos, interagir com o vosso equipamento e com as vossas comunicações de massas, os vossos aparelhos electrónicos, as vossas criaturas.

O que vos estou a dizer, meus amigos, é que a oportunidade reside no reconhecimento do conflito (raiz de toda a neurose). Essa expressão que vós desesperadamente procurais afastar, e que de modo tão intenso tentais eliminar, oferece-vos a maior oportunidade de vos familiarizardes intimamente convosco próprios, por automaticamente vos captar a atenção, e não somente vos captar a atenção como elevar a sensibilidade para convosco próprios. Aumenta-vos a percepção que tendes. Nas alturas em que estendeis a vós próprios conflito, concedeis a vós próprios uma maior clareza, habilitais-vos a um aumento do grau de intensidade da percepção que tendes de vós próprios, da vossa situação, do vosso ambiente, do vosso mundo, de tudo o que criastes, por todos os sentidos serem abordados em simultâneo e a comunicação que estabeleceis se expressar com clareza.

Nos momentos em que experimentais conflito, podeis ter uma conscientização de vós próprios, dos pensamentos que tendes, dos outros, e dos objectos. Todos os vossos sentidos são usados duma forma aguda – tanto os sentidos interiores como exteriores – e vós comunicais furiosamente convosco próprios (riso, enquanto o Elias dá risadas), e a vossa consciência subjectiva transmite-vos ALTO E BOM SOM por meio da emoção, e tereis captado a vossa atenção sob todos os aspectos.

(De forma bem-humorada) E a escolha e o movimento que empreendeis no momento é no sentido de expressardes a vós próprios: “Maldição!” (Riso) Isto não se afastará de mim? De que modo poderei eliminar rapidamente esta situação? ABOMINO esta conscientização! Isto é completamente incómodo! Eu desejava não ter consciência disto!” E nas alturas plácidas e calmas em que todos reavaliais de modo TÃO intenso (riso), lamentais-vos e dizeis uns aos outros e a mim e a vós próprios: “Eu desejo ser altamente consciente! (Riso) Como poderei alcançar a iluminação proporcionada por esta expansão da consciência e criar esta presença ao meu redor? Eu desejo isso tão intensamente. Revela-me um método que possa implementar para expandir a minha consciência, Elias, e através do qual possa estar sempre presente e passar a aceitar!”


O exercício que eu tenho para vós todos é que vivais o conflito. (Riso, seguido de murmúrios da parte do grupo) Criai uma briga enorme entre vós. (Gargalhadas, enquanto o Elias se recosta na cadeira a dar risadas) Discuti e grasnai, e insultais-vos uns aos outros, e permiti-vos ser desapontados! Permiti-vos ser magoados. E permiti-vos reconhecer o que criastes com tal experiência, e o quão aguda a percepçãop que tendes é, e o quão intensamente se foca em vós próprios e fora de vós.


A questão que envolveis convosco próprios é: “Como poderei manter a minha atenção em mim próprio(a) e prestar igualmente atenção aos outros indivíduos ou à minha realidade? De que modo poderei continuar a manter a minha atenção em mim e concentrar-me seja em que interacção for? Como me poderei concentrar no que o outro indivíduo me comunica?”

Não estais a interagir com a conversa do outro indivíduo – estais a interagir com uma energia dele. Estais a interagir com a vossa própria projecção do outro; por isso estais a interagir convosco! Se estiverdes aos berros para com o outro indivíduo, por perceberdes que ele vos tenha ofendido ou não vos preste atenção ou não vos ligue, não vos dê ouvidos, estareis aos berros para convosco próprios, a tentar conquistar a vossa própria atenção, e o indivíduo poderá igualmente pôr-se aos gritos convosco, por vós terdes dado lugar à criação de tal situação.


Essa é a importância de vos familiarizares convosco próprios. Conforme declarei, independentemente da influência oriunda das crenças religiosas que tiverdes – as quais também incluem as crenças metafísicas (a sorrir), por elas serem unicamente uma outra expressão da religião – não estais sujeitos a essas crenças. Elas constituem um aspecto íntimo do modelo desta dimensão. Elas não são o vosso inimigo, apenas são o que são, mas são neutras. Mas independentemente da influência das crenças que tendes, se vos permitirdes familiarizar-vos convosco próprios estendeis a vós próprios a oportunidade da aceitação de vós próprios, e o produto automático, conforme declarei imensas vezes, da aceitação de vós próprios é a aceitação de toda a vossa realidade. Passareis automaticamente a aceitar os outros, o vosso mundo, e a totalidade da vossa realidade, assim que passardes a aceitar-vos.


E a maneira, ou MÉTODO – estais a anotar “método”? – consiste em prestardes atenção ao que ESTAIS a criar a cada momento, e em permitir-vos contornar as respostas automáticas e manter a atenção no momento e em vós independentemente da situação, e reconhecer o que comunicais nesse instante. (1) Porque eu vou referir uma vez mais, as vossas emoções JAMAIS representam uma reacção As vossas emoções constituem o modo de comunicação que a vossa consciência subjectiva estende à vossa consciência objectiva. Uma emoção consiste numa identificação precisa do que estais a criar no momento, mas vós apenas prestais atenção ao sinal.


O sinal constitui um mecanismo; os vossos pensamentos representam um mecanismo. São interpretações; não são a mensagem, não representam o comunicado. Não comunicais a vós próprios por meio do pensamento, e não estendeis a vós próprios comunicados apenas pela identificação do sinal da emoção. O sinal é o sentimento que vos capta a atenção. A emoção estende-vos uma comunicação que representa a mensagem, uma mensagem precisa que a vossa consciência subjectiva estende à vossa percepção objectiva, a identificar precisamente aquilo que estais a criar num momento particular. Esse é o significado e a importância que tem o acto de prestardes atenção a vós próprios.


Porque, se não prestardes atenção às mensagens que ofereceis a vós próprios, não prestais atenção às comunicações que estendeis a vós próprios. Haveis de voltar a vossa atenção com toda a facilidade e de forma automática para fora de vós de novo, e preocupar-vos com o que percebeis que se passa fora de vós; mas isso novamente consiste numa outra expressão da serpente dúbia, que é completamente furtiva e moldável e que pode deslizar para dentro e para fora de todas as vossas expressões com total à-vontade. Isso da sexualidade põe em causa não só tudo quanto avaliais nos outros mas em vós próprios igualmente, e isso é influenciado pela duplicidade, e move-se para trás e para a frente.

Por vezes sentis-vos de tal modo satisfeitos convosco próprios que identificais na perfeição as crenças dos outros (riso), e empreendeis a vossa jornada de ensino de tal modo na perfeição e ofereceis informação aos outros, por eles carecerem desta informação e vós serdes o professor que lhes proporciona essa informação... Noutras alturas, encarais-vos como estudantes e examinais-vos e expressais na perfeição o quão inadequados sois, e incapazes de aprender as grandes lições cósmicas que este plano tem a oferecer-vos, de modo a serdes capazes de atingir a iluminação e a bem-aventurança! (Pausa).

VOZ DE MULHER: Ah, maldição! (Riso)

ELIAS: Mas não existe Carma! (Elias sorri, e é seguido de riso)


Bom; vamos fazer um intervalo, e quando voltarmos, vou atender às perguntas de todos respeitantes às vossas experiências e ao que criais e ao que notais daquilo com que apresentais a vós próprios desafios e das oportunidades que apresentais a vós próprios com os relacionamentos, a duplicidade e a sexualidade. Usai esse mecanismo do pensamento! Ah ah ah! Vamos fazer um intervalo, e eu volto já para atender às vossas perguntas.

INTERVALO

ELIAS: Continuemos.

VOZ DE MULHER: Exactamente onde terminaste!

ELIAS: Justamente! E tu também! (Riso)

TED: Elias, aqui fala o Ted/Cara. Nós identificamos que tenho a minha essência focada nesta dimensão física 36 vezes e muitas, muitas vezes noutras dimensões, e que eu sou todos esses focos, mas só tenho consciência deste foco do Ted. Não te estou a pedir nenhum método, por assim dizer, (Elias ri) mas quando será que tomaremos consciência de sermos todos esses focos que focamos nessas outras dimensões?

ELIAS: À medida que prosseguirdes com a criação da jornada que empreendeis no sentido de vós próprios, e vos familiarizardes com ESTE foco da atenção, permitir-vos-eis, conforme declarei, passar a aceitar, e nesse processo, também continuareis a validar-vos no movimento que empreendeis e nas capacidades que tendes, o que deverá reforçar o aspecto da confiança.

A confiança é o elemento chave que vos permitirá deitar por terra o véu da separação, e ao descartardes o véu da separação, permitir-vos-eis avançar com liberdade através das dimensões e das outras áreas da consciência, e desse modo faculta-vos uma participação ou uma perspectiva de qualquer outro foco ou manifestação ou foco da atenção que a vossa essência – vós – criais. A chave consiste em reconhecerdes que a vossa essência não é mais vasta do que vós, mas sois vós.

TED: Isso reconheço eu. Que acontece quando me defrontar comigo numa outra dimensão? Identificar-me-ei como eu?

ELIAS: Sim.

TED: E ainda me sentirei como o Ted?

ELIAS: Sentes. Devo dizer-te, conforme já tive ocasião de o dizer a outros, que podes, dependendo da forma como empreenderes essa actividade, gerar um movimento em ti por meio do qual diriges a tua atenção para o outro foco em cuja situação não poderás, temporariamente, identificar-te da forma que o fazes neste foco. Poderás simplesmente identificar-te como esse foco, mas isso depende bastante da forma como deslocares a tua atenção.


Vós tendes a capacidade de criar muitos focos em simultâneo sem incorporardes o véu de separação em que podeis proceder a uma interrupção intermitente da vossa atenção de um foco e mantê-la num outro foco. Podeis criar conhecimento, participação e visualização de qualquer outro ou de todos os focos que tendes em simultâneo e continuar a manter um aspecto da vossa atenção neste foco, e desse modo continuar a reconhecer a existência, digamos, deste foco particular.


Esta é a razão porque instruí as pessoas anteriormente no sentido de não se preocuparem com o facto de moverem a sua atenção de um modo em que uma realidade pareça desaparecer, porque haveis de restabelecer essa atenção. Será apenas uma acção temporária de manter a vossa atenção num outro foco e de não a fazerdes dirigir-se num piscar de olhos para este foco. Isso provoca nos vossos termos, ou pode criar temporariamente, confusão no reconhecimento da vossa identidade individual, mas isso será temporário, por virdes a restabelecer a direcção da vossa atenção respeitante a este foco.

TED: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

RODNEY: Elias, eu tenho um conflito comigo próprio respeitante ao relacionamento que tenho comigo próprio, com respeito a um problema com a matemática com que tenho vindo a trabalhar de forma intermitente há já muito tempo. Eu acabo com uma resposta que ponho de parte, e a seguir sento-me uma semana mais tarde e volto a trabalhar nisso, e percebo onde me terei enganado, o que pode ser interpretado como um erro de lógica. Encontro-me sempre no ponto em que a pergunta que formulo a mim próprio sobre a razão porque me iludo a pensar que disponho de uma resposta quando não disponho, e em que questiono se tenho ou não capacidade. De modo que isso tem as características, conforme me parece, do desafio que nos dispensaste antes de irmos para intervalo. O que pareço perceber do que dizes é que eu devia continuar a estar em conflito, que não me devia afastar dele, e que ele constitui uma oportunidade de descobrir uma maior percepção de mim próprio. Poderei equacionar isso desse modo?

ELIAS: Muito bem. Antes de mais, estás a facultar a ti próprio a oportunidade de ver o quão vigorosa é a acção que o racionalismo exerce.

RODNEY: Está bem. Já falamos disso.

ELIAS: Exacto. Porque na realidade, num momento particular, estás convencido da exactidão da resposta que dás, por nesse momento estar correcta – só que tu estás à procura de um absoluto.

RODNEY: Busco uma resposta que os outros aceitariam como prova da minha conclusão.

ELIAS: O que se traduz pela busca do absoluto (Elias ri, e o grupo acompanha-o); a resposta correcta, a resposta absoluta, irrefutável.


Ora bem; neste exemplo, aquilo que vos estou a dizer é que quando voltais a vossa atenção para o conflito que apresentastes a vós próprios, facultais a vós próprios a oportunidade de vos familiarizardes mais convosco próprios, com a motivação que tendes.

RODNEY: Tenho pensado bastante nisso. A motivação que sinto é de tornar isto público.

ELIAS: E qual será a motivação que tens no acto de quereres publicar isto?

RODNEY: Por ter percebido algo que mais ninguém tenha percebido...

ELIAS: Ah!

RODNEY: ...devido ao que eu percebi poder ter valor para outros.

ELIAS: Pelo que poderás instruir outros – ensinar.

RODNEY: Só lhes quero mostrar o modo de actuar.

ELIAS: Justamente! O que representa ensinar.

RODNEY: Está bem.

ELIAS: Mas conforme vos disse a todos, vós não vos manifestais nesta dimensão física a fim de ensinardes ou de aprenderdes. Em toda a simplicidade dos termos que empregais, “não tendes nada que ver com isso”. (Riso)

RODNEY: Perece-me a mim que o único sítio em que posso aplicar isso é pegar nesta pasta de tantos anos de trabalho e despejá-la no contentor tal como fiz com outras.

ELIAS: Mas, e porque não proporcionas a ti próprio a ocupação com o teu projecto com o motivo de te entreteres?

RODNEY: Bom, se o publicar, e já o fiz, adorava passar pela experiência de constatar que foi apresentado de um modo totalmente aceitável para aqueles que fossem capazes de compreender o que estou a fazer, e isso conduz-me de volta ao que disseste acerca de buscar um absoluto. Por isso, parece que ando às voltas...

ELIAS: Precisamente!

RODNEY: ...e eu sinto-me preso!

ELIAS: Justamente! Criaste um carrossel bastante apropriado! (Riso)

RODNEY: Estás a dizer... tudo bem, parece-me que o único sítio onde poderei ir com isto, com base naquilo que disseste, é que se eu aceitar de todo que isto não se destina a mais ninguém, e que se destina somente a mim. Se mo concentrar nele apenas pela alegria da minha própria experiência, nesse caso serei capaz de solucionar os problemas que tenho com isso e algum dia deixar isso de lado.

ELIAS: Exacto, e nesse processo obtém informação concreta e compreensão acerca do processo de te familiarizares contigo próprio e com as motivações que tens, e as influências decorrentes das crenças que tens e por que alinhas; mas também estendes a ti próprio uma oportunidade de aceitares essas crenças.

RODNEY: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê, meu amigo. (Pausa)

THOMAS: Elias, chamo-me Thomas. Tenho um irmão gémeo, e notei um certo número de problemas ligados á duplicidade que se intrometeram entre mim e o meu irmão. Porque terei optado por criar isso, vir a este foco com um irmão gémeo com quem tenho tantas questões?

ELIAS: Meu amigo, tu nasceste nesta era da mudança na consciência, e facultaste a ti mesmo um desafio neste foco no sentido de passares genuinamente a aceitar outro indivíduo, e também de veres de forma autêntica aquilo que estás a criar. A participação que tens numa troca de energias com um indivíduo que tem uma associação tão próxima contigo cria um espelho claro.

THOMAS: Está bem, estou diante do espelho.

ELIAS: Mas que oportunidade espantosa que apresentaste a ti próprio, de te perspectivares e de passares a aceitar-te por meio da acção de contemplares esse reflexo.

THOMAS: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

KATHLEEN: Elias, com a duplicidade existirá algum recurso para o perdão, ou então que papel exercerá o perdão, tanto de nós próprios como da parte dos outros para connosco?

ELIAS: Devo dizer-te que o perdão constitui uma vez mais uma expressão que não é aquilo que aparenta. Existem muitos aspectos da vossa realidade que não correspondem àquilo que aparentam.


O perdão, segundo a definição que lhe dais, é uma acção que encarais com positiva e um reforço e necessária para passardes a aceitar. Devo dizer-te que isso representa o “lobo em pele de cordeiro”, porque na realidade, o perdão constitui a desconsideração do outro, ao mesmo tempo que expressais no vosso íntimo que ele tenha agido erradamente ou vos tenha magoado ou ofendido. Ninguém pode representar tais expressões para vós, por as essências não se intrometerem e vós criardes toda a vossa realidade. Por isso, se estiverdes a experimentar ofensa, vós próprios tereis dado lugar à criação disso no vosso íntimo. Mais ninguém cria isso contra vós. Isso é uma faceta da vossa percepção e o poder da vossa percepção.


Nessa medida, o perdão desconsidera o próximo e dá conta da existência de algum elemento respeitante ao outro que precisa ser corrigido, ou de que ele não é adequado na expressão que emite, ou que está errado – e não existe erro algum. Além disso também é uma desconsideração para convosco, porque ao assumirdes uma expressão de perdão para com um outro indivíduo, estais a desconsiderar as vossas próprias escolhas e a vossa capacidade de criar adequadamente a vossa realidade sem incorporardes o papel de vítima.

KATHLEEN: Nesse caso, qual será a função do perdão de nós próprios?

ELIAS: É igualmente uma outra expressão do reforço da “vítima”. Porque se fordes uma vítima, tereis criado uma incapacidade de escolher, e a percepção que tiverdes disso será inapropriada ou errada ou má.

KATHLEEN: Bom, então, qual deverá ser a resposta para com a duplicidade que se torna numa cura dela?

ELIAS: A aceitação e a confiança. Esses dois movimentos acabarão por afectar permitindo-vos ir além dessas formas de julgamento que colocais sobre vós ou sobre os outros, expressar uma confiança genuína em vós e nas capacidades que tendes, e dar passos em meio aos vossos próprios processos no sentido da aceitação.


Posso também dizer-te, minha amiga, que tu própria a podes manter em relação a ti. Ao criares a expressão do teu foco e a tapeçaria das experiências que fazes que compreendem a exploração do teu foco, as sombras são tão importantes quanto a luz, por proporcionarem profundidade.

MARJE: Elias, necessito da tua ajuda na descoberta do meu nome da essência, por ter obtido o nome da minha essência de duas fontes distintas e parecer resultar uma certa confusão, e também a família a que pertenço e o alinhamento.

ELIAS: E que impressão tens?

MARJE: Que o original "Mikail" está correcto.

ELIAS: E que estimativa fazes da tua família da essência e alinhamento?

MARJE: Alinhamento, Vold, mas a família que consigo perceber... deixa-me colocar do seguinte modo, eu preferia ser Tumold e não Borledim! (Riso)

ELIAS: Ah! Expressão de uma preferência! (Riso por parte do grupo)

MARJE: Sim, bastante!

ELIAS: E que impressão tens quanto à família a que pertences?

MARJE: Bom, primeiro foi-me dito que eu flutuava, que apresento variações no tom, razão porque o alinhamento e a família... da existência de alguma mudança por aí. Creio que isso é verdade, pelo que não estou certa. Sinto-me confusa. Sou bastante nove em tudo isto, pelo que me sinto confusa! (A rir)

ELIAS: Vou validar a impressão respeitante ao alinhamento que tens; também vou validar a impressão que tens referente ao nome da essência.

MARJE: Obrigado.

ELIAS: Também te vou deixar confundida (riso) e dizer-te que a família a que pertences é a Zuli.

MARJE: À Zuli?

VOZ DE MULHER: Pelo menos não és Borledim! (Riso)

VOZ DE MULHER2: Olha a tua mãe!

MARJE: A Grady é Zuli?

VOZ DE MULHER3: Alinha pela Zuli.

VOZ DE MULHER2: Pensa nas coisas que fizeste na tua vida que se enquadram.

MARJE: Está bem, tenho que ler acerca da Zuli.

ELIAS: Muito bem.

MARJE: Eu tenho uma outra pergunta relacionada com o fulano que se pronunciou com relação ao irmão gémeo. Alguma vez terá ocorrido uma situação em que gémeos idênticos sejam na verdade um mesmo foco – a mesma essência? (Pausa de 21 segundos)

ELIAS: Ocorreu!

MARJE: A sério? Quando? Onde?

ELIAS: AH AH AH! (Riso)

VOZ DE MULHER: E ela estaria presente?

ELIAS: Ah, preferirias dar lugar a uma manifestação desse tipo?

MARJE: Certamente, porque não? Penso que deveria ser muito interessante.

ELIAS: E eu vou-te dizer que tu manifestas isso!

MARJE: Mais trabalho de casa! (Elias ri junto com o grupo) Uma vez mais pergunto, quando e onde? (A rir)

ELIAS: Vou-te dizer que podes estender a ti própria o desafio de investigares!

MARJE: Ah! Bom, muito rapidamente, eu tenho o dom do bom humor ou do espírito de jovialidade.

ELIAS: Ah!

MARJE: E a razão disso vem de uma das recentes transcrições que li. É aquilo a que chamamos de mola que está permanentemente a retorcer-se, uma mola multicolorida. Muito obrigado. (A Marge mostra o brinquedo da referida mola com as cores do arco-íris ao Elias, e ele fica a olhar para ela)

ELIAS: Uma mola... ah. (A Marje faz uma demonstração da forma como a mola opera, e coloca-a nas mãos entrelaçadas do Elias)

VOZ DE MULHER: Precisamos unicamente esticá-la para a frente e para trás. (Riso por parte do grupo)

ELIAS: (O Elias olha a mola que tem nas mãos, e em seguida para a Marje, e dá-lhe um ligeiro empurrão) Fico-te agradecido por me teres apresentado o vosso... slinky. (Riso) Vou instruir a Aileen no sentido de a remover. (Gargalhada)

CAROLE: Vamos lá agarrar a mola! (A Carole chega perto e tira a mola das mãos do Elias) Pronto, já foi! (O Elias faz uma vénia à Carole, recosta-se de novo na sua cadeira e ri) (A Carole diz à Marje: Não fiques ofendida com o acto.)

ELIAS: Precisamente, por eu sentir um enorme apreço pelo teu brinquedo. Ah ah ah!

CAROLE: Vai ficar para mais tarde. A Mary vai ficar com ela.

ELIAS: Absolutamente, e contribuir para a colecção da parafernália que ela tem. (Riso)

MARJE: Falaram-me acerca da bola de cristal, e...

ELIAS: Ah, pois, a bola de cristal e a bola de energia. (Riso)

VOZ DE MULHER: Deus do céu, que excelente memória tens!

PAT: Elias, olá, quem está a falar é a Pat. Tenho vindo a sentir algum conflito por pertencer à família Sumari, e alinhar pela Vold. Quando considero os propósitos, e vejo que os Sumaris são os oradores, os Vold são os ouvintes, e sinto estar a baralhar-me com isso, Parece que falo para mim própria...

VOZ DE MULHER: E te escutas!

PAT: ... e me escuto. Mas em termos do propósito, como é que isso funciona?

ELIAS: Muito bem! (Gargalhada)

PAT: Estou a fazer um bom trabalho! (A rir)

ELIAS: Ah ah ah ah! Posso-te dizer que é bastante criativo, ter o propósito dessas duas famílias e estender a ti própria um modo de explorares o equilíbrio.

PAT: Ena, óptimo – sempre fiz um bom trabalho. (Elias ri) Obrigado!

ELIAS: Não tens de quê.

KC: Elias, tenho uma pergunta. Aqui fala a KC. Nestas ondas que a consciência atravessa que se relacionam com os sistemas de crenças das relações e da sexualidade e da duplicidade, senti e acredito que o Seth também tenha dito, e tu disseste que até à mudança será inaceitável magoar outros e a nós próprios, e que aquilo que fazemos de propósito aos outros a fim de os magoar seria inaceitável. Será isso correcto? Será o que isso quer dizer?

ELIAS: Sim, de certo modo.

KC: E que haveríamos de ter conhecimento. Eu sinto que saberia quando devia parar de falar, por exemplo, quando me envia mensagens no sentido de não querer que continue a falar, por exemplo quando lhes falo do Elias, e que posso confiar em mim quanto a ter noção de quando devo ficar calada.

ELIAS: Sim, exacto.

KC: Obrigado.

ELIAS: Uma vez mais, não vos cabe a tarefa de instruir os outros.

KC: Toda a gente me diz para o não fazer! (Riso)

ELIAS: Os outros são bem capazes de se instruir a si mesmos, e nas alturas em que outro indivíduo te pedir informação, também podes ter a certeza de que estás a solicitar essa informação da tua parte; e como a dispensas a ti próprio na percepção que tens da sua dádiva a um outro indivíduo, também te permites a oportunidade de prestares atenção à resposta que dás e de prestares atenção à tua resposta.

KC: O espelho novamente. Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

MARJ: Elias, (suspira) quem está a falar é a Grady. (O Elias solta um grande e exagerado suspiro, o que origina o riso geral) Eu tenho uma pergunta acerca dos espelhos.

ELIAS: (Com uma comoção exagerada) Por certo! Quanto suspiro!

MARJ: No outro dia estava a olhar-me no espelho, e dizia a mim própria que maravilhosa criação sou.

ELIAS: Ah! Constato que aceitaste a afirmativa e acreditaste nela!

MARJ: Acreditei! Mas é o seguinte; o meu olho direito desapareceu quando me estava a olhar ao espelho, de modo que me cheguei atrás e fui capaz de perceber o meu rosto todo, os meus olhos. Quando me cheguei à frente e tentei olhar mais de perto – sabes que focamos a visão mais com um olho do que com o outro – o meu olho direito continuava em falta. Mais tarde nessa noite o Ted e a Luanne foram lá a casa em visita, e eu estava a conversar com eles e já lhes tinha anteriormente dito o que tinha acontecido. E assim que olhei para eles, os olhos esquerdos deles desapareceram, o que ainda tinha que ver com o meu olho direito! Que diabo estou a fazer para além de estar a remover partes corporais? (Riso)

ELIAS: Eliminação de partes corporais... imaginário interessante esse que apresentas a ti própria! Uma vez mais, isso é uma outra expressão de equilíbrio e de concessão a ti própria de uma oportunidade para examinares a definição que fazes do equilíbrio e a definição que fazes da igualdade, o que nas crenças que mantendes, é o que instaura o equilíbrio: uma expressão equalitaria de duas metades, de dois lados, ou duas expressões. Isso proporciona-te a oportunidade de reconheceres que não precisais de um par para criar equilíbrio.

VOZ DE MULHER: Hmm, interessante.

ELIAS: Exacto. (Faz uma vénia à Marj)

MARJ: Essa resposta agrada-me. (Riso)

BEN: Elias, aqui fala o Ben. Aqui sentado, fico com a impressão, relativamente à Camille sentada ao meu lado, de um possível relacionamento profissional entre talvez um artista e modelo, ou actor e director.

ELIAS: Artista/modelo.

BEN: Que época compreenderá isso?

ELIAS: Aaah! (Riso) Ben, isto é cá um DESAFIO que apresentas a ti próprio!

BEN: Bom talvez a Camile gostasse de dar um pulo nisso...

ELIAS: Mas tu estás a sair-te tão bem com as impresões que tens! (Pausa ligeira)

BEN: França?

ELIAS: (Risada) Continua.

BEN: Terá sido em 1846?

ELIAS: Mais tarde.

BEN: Por alturas de 1870?

ELIAS: Ah! Agora já estás a adivinhar. Isso não é uma impressão.

BEN: Por alturas de 1940?

ELIAS: Não.

BEN: Está bem, eu paro.

ELIAS: (Ri) Uma vez mais, estendeis a vós próprios a oportunidade de vos familiarizardes convosco próprios e uns com os outros. Ah ah! Ah, a duplicidade, os relacionamentos e a sexualidade! (Riso)

BEN: Estás a insinuar que vá além de um relacionamento profissional?

ELIAS: (Ri) Vai TUDO além de um relacionamento profissional! Ah ah ah ah!

FAY: Estou capaz de recordar algo, mas não tenho a certeza do que seja. (Riso)

BEN: Não vás para a cama esta noite, Fay!

VOZ DE MULHER: Eu sei aquilo que fizeste no Verão passado!

JOANNE: Elias, aqui fala a Joanne. Eu tenho uma pergunta. Tenho vindo ultimamente a notar que sempre que saio e me divirto, a seguir me torno enfermiça. Já não faço mais isso, mas comporto esta sensação profunda de culpa ou como se tivesse feito algo de errado.

ELIAS: Ah! Uma vez mais, uma das duas expressões que quase representa um desperdício de energia: culpa e preocupação!

JOANNE: Certo, tenho vindo a dizer isso a mim própria, que passei um bom bocado e que isso não tem importância. Não creio que a culpa se encaixe numa categoria emocional, em que seja necessário mostrar-me algo diferente do facto de não dever sentir-me culpada por passar um bom bocado.

ELIAS: Ah, mas isso É uma comunicação emocional.

JOANNE: Então, a culpa é... entende, eu não atribuiria a culpa ao campo emocional, eu colocaria isso numa categoria diferente.

ELIAS: Isso representa um comunicado emocional que te expressa aquilo que estás a criar no momento ao te desconsiderares e alinhares por uma crença vigorosa que te influencia bastante a percepção, o facto de ser inaceitável e irresponsável divertir-se, e que precisas adoptar seriedade.

JOANNE: Também notei isso. Notei isso.

ELIAS: Muito bem. Ao identificares essas comunicações e ao te permites dar atenção ao que te comunicam - não apenas ao sinal - proporcionas a ti própria a oportunidade de te examinares e de te questionares naquilo que estás a expressar a ti própria no momento. E ao estabeleceres tal examinação, começarás a permitir-te identificar o movimento que empreendes seja em que momento for, aquilo por que estás a alinhar em meio à expressão das tuas crenças, e com tais movimentos libertas-te, por facultares a ti própria uma opção.

JOANNE: Pois, eu notei esse bocado bem passado. Sinto que tenho vindo a notar montes de coisas diferentes que se têm estado a passar, e em certas áreas, sinto como se tivesse voltado a minha atenção de uma forma estrita para aquilo que estava a fazer. Cada coisa que trouxe à minha atenção... como o facto de ter querido perder peso, e a seguir ter começado a notar quantas vezes estabeleci opções que reforçavam a opinião pessoal que tinha de mim mesma.

ELIAS: Exacto.

JOANNE: Percebo que tenho peso a mais, de modo que se os catraios fossem para o exterior jogar basebol, e sentisse realmente vontade de ir para junto deles jogar, penso: “Deus do céu, havia de parecer engraçada ali a jogar,” e isso reforça a imagem que tenho de mim. Em vez de dizer: “Bom, e depois, vai lá e joga – quem se importará com isso?”, reforçaria sistematicamente a percepção que tenho de mim.

ELIAS: Exacto.

JOANNE: Assim, tenho vindo a notar isso. Há todo um monte de coisas com que naturalmente não quero aborrecer ninguém! Há muitas coisas que estou a perceber, mas a sensação de culpa é que me está realmente a dar nos nervos.

Outro dia fomos num passeio lá da escola, e eu voltei a casa a sentir-me culpada por ter passado um bom bocado. A maneira como as coisas acabaram, eu acabei por formar uma dupla com um cavalheiro e não uma das outras mães. Quando voltei a casa, mesmo apesar de ter passado um bom bocado senti-me culpada, e depois comecei a pensar no que toda a gente pensaria do facto de ter sido colocada ao lado de um cavalheiro em vez de outra mãe, e continuei a pensar nisso o tempo todo. E dizia: “Não, espera aí, por que deveria sentir-me culpada? Eu passei um dia excelente. Estive na companhia do meu filho, diverti-me, e tive uma conversa interessante – por que deveria sentir-me mal em relação a isso?”

Mas as coisas têm vindo a aflorar nos últimos meses de uma forma crescente. Eu saio e passo um bom bocado e no dia seguinte... já não me sinto enfermiça, o que agradeço bastante (riso), mas sucede-me esta sensação de culpa e logo a seguir crio sinusite. Já não faço isso, mas o lado da culpa... por isso sinto estar a avançar por etapas.

ELIAS: Eu estou a compreender – por passos. Em grande parte, todos vós criais um processo em que empregais a vossa realização por passos. Tu permitiste a ti própria um passo a fim de não te castigares por empregares jovialidade ou diversão. Agora estás a permitir-te perceber mais na tua consciência objectiva, e não crias castigo algum mas estabeleces sentimento de culpa.


Mas à medida que continuas a prestar atenção e a observar aquilo que estás a criar e a prestar atenção à comunicação, tu podes eliminar a culpa e conceder a ti própria a opção de apreciares aquilo que crias em meio à jovialidade e à diversão, sem obrigação alguma, e sem incorporares as expectativas dos outros.

JOANNE: Isso foi uma enorme surpresa. Isso está cada vez mais a vir ao de cima, o facto de notar o quanto o que os outros pensam me influencia.

ELIAS: Justamente, e isso constitui igualmente a oportunidade. A culpa consiste no conflito, e a consciência que tens dela é aguda.

JOANNE: Ah, se é.

ELIAS: Por isso está criada a oportunidade de sintonizares a tua atenção contigo própria e com o que TU estás a criar, e da estimativa das crenças que estão a influenciar a tua percepção.

JOANNE: Considerarias abordar isso? Como quando voltei a casa do passeio da escola no outro dia, entrei da porta para dentro, o meu marido lá, e eu contei-lhe o que tinha sucedido. Contei-lhe que me tinha sentido como se tivesse feito algo de errado por ter conversado com aquele cavalheiro durante todo o dia, e que por uma razão qualquer me tinha sentido culpada, senti-me mal, senti-me como se tivesse feito algo de errado.

ELIAS: Portanto também expressas para ti própria a necessidade ou a expectativa de uma confissão.

JOANNE: Bem, pensei nisso. Tive uma altura em que pensei: “Vou cortar isto pela raiz.” Porque se alguém vai a correr para casa e contar ao meu marido que eu estive a conversar com o outro fulano, ele vai ficar a saber disso desde logo! Mas houve uma pequena parte de mim que pensou que se eu dissesse aquilo em voz alta, não necessariamente só a ele mas a mim própria: “Sim, eu fiz isso”, isso assemelhar-se-ia a um passo, talvez um pequeno passo na abordagem do facto de isso ter ocorrido, e não existisse necessidade de sentir culpa em relação ao facto, não é? Apenas seguir em frente e deixar que as coisas aconteçam como tiverem que acontecer...

ELIAS: Exacto!

JOANNE: ...e a seguir descontrair e esquecer a coisa.

ELIAS: Por vezes. Isso depende do indivíduo, e também da direcção da abordagem de certas expressões. Por vezes, alguns incorporam essa acção de expressar verbal e externamente o que estão a detectar ou a criar, a fim de reforçarem em termos físicos a percepção que têm.

JOANNE: Mas não foi isso que eu estava a fazer; eu estava a confessar.

ELIAS: (Risada) Devo dizer-te que se tivesses expressado isso verbalmente para ti própria a fim de criares uma maior consciência objectiva e compreensão da tua criação e da comunicação que estendias a ti própria, isso na tua compreensão individual ter-te-ia validado.

JOANNE: Certo. Mas eu corri para casa a confessar-me.

ELIAS: Exacto.

JOANNE: Apesar de não ter feito nada de errado! (Riso)

ELIAS: Estás a continuar a desculpar-te. (Risada)

JOANNE: Bom, isso preocupa-me! Todavia, estou a melhorar isso.

ELIAS: Muito bem!

KATHLEEN: Elias, tu disseste-me que ao nível da essência não há intromissão, e eu gostava de compreender melhor isso. Também gostava de perguntar se terás, se sob a forma de essência disporás de livros e de bibliotecas, ou como é que lidas com as massas da informação que existiram e ainda têm existência?

ELIAS: A informação é acedida através da consciência. Como uma essência não pode focar a atenção nas dimensões físicas, não incorpora crenças nem a concepção de dimensões físicas em particular. A título de exemplo, esta dimensão física comporta um plano que é expressado pela sexualidade e a emoção. Isso é um aspecto do modelo desta dimensão física particular. Ao não manter a atenção nem participar numa dimensão física, uma essência também não incorpora esses planos inerentes à expressão.


Por isso há uma menor limitação, por isso conceder à atenção a possibilidade de se focar em MUITAS direcções em simultâneo, e eu ter consciência de todas essas formas de atenção em simultâneo. Vós tendes percepção de UM foco da atenção, de acordo com o plano desta dimensão física e a forma como optastes por a criar. Por isso, o acesso à informação constitui simplesmente o movimento de voltar a minha atenção em diferentes direcções.

Alguma informação pode reportar-se a outras essências. Numa situação dessas, a minha atenção é voltada para a fusão dessa essência com a minha, a fim de aceder a essa informação que possa ser solicitada, assim como posso gerar curiosidade respeitante á experiência de uma outra essência. Por isso, ao voltar a minha atenção para uma fusão com outra essência, eu sou capaz de aceder a essa informação.


Vós podeis igualmente criar acções semelhantes, por terdes escolhido manifestar-vos nesta altura em que estais a inserir uma mudança na consciência nesta dimensão, a qual está a deitar por terra os véus de separação e permitir-vos continuar a incluir manifestações físicas numa dimensão física enquanto abris o vosso campo de percepção e o acesso que tendes nesta dimensão física a muitos mais aspectos da consciência e outras dimensões.

KATHLEEN: É divertido!

ELIAS: Bastante! E bastante excitante. Expondes perante vós uma formidável liberdade e um modo para uma ampla exploração.

THOMAS: Elias, é o Thomas de novo. Ao longo de toda a minha vida tenho notado ocorrências em que sinto como se algo esteja à procura de alguma coisa em mim. Cheguei a uma percepção de ser eu à procura em mim próprio, e gostava que confirmasses isso.

ELIAS: Exacto – a vastidão da essência, a maravilha da essência, e a aceitação da essência.

THOMAS: Eu estou a aceitar mais, e isso está a apresentar uma aceleração. Assemelha-se à bola, que quanto mais longe vai, maior se torna.

ELIAS: Também tu, meu amigo. Lembra-te, na realidade o processo é a questão, por o processo traduzir a exploração. Não há outro objectivo para além da contínua exploração e expansão, exploração daquilo que sois, por isso traduzir o movimento da transformação, e isso representar o movimento de toda a consciência: uma contínua exploração de si mesma, e por isso mesmo expansão de si mesma.

THOMAS: Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer.

MARJE: Elias, este é o Mikail recentemente confirmado. (Riso)

ELIAS: AH! Estou recordado.

MARJE: Ao contrário do que o Thomas acabou de referir, eu tinha... antes de mais, para começar; em criança disseram-me que eu tinha aquilo a que chamamos epilepsia. Houve um incidente em particular que me aconteceu num amplo espectro, durante um jogo, em que dei por mim a andar em torno do edifício a olhar para o exterior, a olhar para as pessoas ao meu redor e a dizer, “Eu conheço-te. De onde é que te conheço?” Foi-me dito por uma outra entidade que se tratava de um outro foco meu, e que um foco secundário tinha assumido, e que a Marje enquanto foco primário tinha assumido uma posição secundária.


Recentemente, li uma transcrição em que dizias a um cavalheiro chamado Mark a quem asseguraste o mesmo tipo de situação, que se tratava de um foco secundário que estava efectivamente a pesquisar e a verificar esta dimensão. E tenho que te dizer que isso foi muito edificante para mim, por em criança sentir um pavor tremendo em relação ao que teria de errado comigo. Estranhamente, essa experiência particular, essa experiência por entre várias, não foi muito pavorosa por si só porque quando saí dela e o foco primário assumira de novo no seu lugar, soube instantaneamente o que se tinha passado, mas relacionei isso à epilepsia. Contei a toda a gente que me dera conta do que se tinha passado, e eles olharam para mim e voltaram-se no sentido inverso, mas isso não me apoquentou muito na altura.

Eu só queria dizer que me fez sentir muito melhor saber que não era a única a experimentar aquilo, e queria perguntar se isso acontecerá frequentemente às pessoas.

ELIAS: Por diferentes modos, acontece; tu trocaste de posição com diferentes aspectos de ti própria. Crias um aspecto primário de ti própria e é com ele que te tornas externamente familiarizada.


Mas vós incorporais incontáveis aspectos de vós próprios, incontáveis Eus e em qualquer altura podeis escolher trocar de posição com esses aspectos e cada um passará a incorporar ligeiramente - ou nem tão ligeiramente assim - diferentes qualidades que poderão dessa forma ser expressadas de uma forma objectiva.


Também te posso dizer que a identificação médica concreta dessa doença da epilepsia se acha bastante induzida em erro. Na realidade, os vossos médicos do presente não compreendem o que o indivíduo está a criar ou o que se está a passar, e ainda não pode ser definida, por eles tentarem defini-la em termos de fisiologia e funcionamento do cérebro físico e não ser isso o que ocorre.


O indivíduo permitiu a ele próprio simplesmente uma expressão mais intensa ou grave do que designais por intermitência, em que se dá uma concentração do que identificais como tempo em que o indivíduo sofre um apagão desta atenção e dimensão física. A sua atenção alterna com uma outra dimensão.


Em geral, os indivíduos na vossa dimensão física sofrem apagões de uma forma consistente e de um modo que gera rapidez, e essa rapidez da intermitência – que se assemelha ao vosso pestanejar dos olhos – essa acção cria um fluxo em que o vosso foco parece ininterrupto. Tal como se dá com a vossa visão, quando pestanejais os olhos, a percepção que tendes é a de que a vossa visão não tenha sofrido interrupção alguma. Não prestais atenção a essa acção.


De modo semelhante, vós piscais de uma para a outra dimensão em relação à vossa atenção. Com criais tal pestanejar com rapidez de movimentos, parecer-vos-á que a vossa atenção não tenha sofrido interrupção alguma. (O Elias faz uma ligeira pausa a meio e gagueja no termo “ininterrupção”)

MARJ: Eu senti isso, Elias. Tu interrompeste o termo.

ELIAS: Excelente atenção. Ah ah ah! Pisca!

VOZ DE MULHER: Todos piscamos.

ELIAS: Nessa medida, na altura em que o indivíduo cria esse movimento que os vossos médicos identificam em termos de epilepsia, na realidade o indivíduo está a alternar num espaço de tempo reduzido, interrompendo o fluxo da atenção que exercem neste foco, e focando a sua atenção num outro foco situado numa outra dimensão.

VOZ DE MULHER: Porque razão criam a configuração física de um ataque em relação a tal ocorrência?

ELIAS: Essa acção ocorre em resposta à interrupção do fluxo. A consciência objectiva e subjectiva são removidas por completo da consciência do corpo. São removidas como uma interrupção; por isso, a consciência do corpo responde e provoca tensão e contracção, o que interpretais com uma convulsão.

MARJE: Pois, mas durante uma intermitência dessas quando me encontrava no outro nível de consciência, o polícia que me conduzia ao hospital junto com a minha mãe, Grady, perguntou pelo meu nome e endereço, e eu fui capaz de responder, mas não estava consciente disso.

ELIAS: Exacto. É por essa razão que os vossos médicos se vêem tão confusos, por cada um de vós ser único, e o modo através do qual escolheis criar esse tipo de intermitência é único em cada um de vós. Nessa medida, podeis não optar por afastar por completo toda a vossa consciência desta atenção em certos momentos. Não existem regras.


MARJE: Então, não preciso ter mais medo de alternar numa intermitência dessas, futuramente. Não tive razão para o temer no passado, pelo que definitivamente não terei razão para o temer futuramente, e posso manifestar e optar por recordar o que vejo na outra dimensão.

ELIAS: Exacto, e devo dizer-te, tal como eu sugeri ao Lawrence, que se vos permitirdes descartar este véu de separação e permitir-vos ver aquilo no sentido do que estais a causar a intermitência na atenção, deixareis de criar esses ataques, por ser desnecessário criar essa acção a fim de realizardes o que tereis escolhido realizar.

MARJE: Nesse caso não estou a causar essa intermitência por uma causa específica, mas para experimentar.

ELIAS: Exacto.

MARJE: Isso agrada-me! Muito obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. Vou aceitar mais uma pergunta, e a seguir interromperemos. (Várias pessoas começam a falar) Muito bem, vamos aceitar duas! (Riso) Vou ser acolhedor!

FRAN: Aqui fala a Fran. Tens vindo a falar prolongadamente sobre as diferenças existentes entre os indivíduos focados no pensamento e os indivíduos focados no emocional, mas não falaste muito sobre as outras duas modalidades, a menos que tenha perdido alguma informação. Gostarias de nos esclarecer um pouco mais acerca disso? Mais alguém terá a mesma pergunta que eu, acerca do elemento político e do religioso?

ELIAS: Isso deverá ser incluído nas futuras transcrições. Eu sugeri informação respeitante a esses quatro tipos de personalidade, e vós haveis de receber a transcrição disso, nos vossos termos, no enquadramento do vosso tempo linear, em breve, por esse tema ter sido debatido.

MICHIE: Chamo-me Michie, e esta é a primeira vez que compareço numa sessão.

ELIAS: Sê bem-vinda!

MICHIE: Obrigado. Pensei que tentaria descobrir a que família pertenço, e se serei comum, soft ou intermédia. Não quis estar a perguntar-te antes por pensar ser uma coisa muito sem graça para perguntar. (A rir)

ELIAS: Ah! Reconhece lá por ti própria que não existe pergunta que seja maçante ou aborrecida. Estais simplesmente a inquirir sobre informação, de modo a permitir-vos familiarizar-vos convosco próprios de uma forma mais plena. Consequentemente, dir-te-ei (pausa), que a família da essência é a Milumet; o alinhamento que tens neste foco é Sumari; a orientação é soft; o foco é emocional. Quererás que te identifique o tom da essência?

MICHIE: Sem dúvida. (Pausa)

ELIAS: Tu estabeleces bastante semelhança na tua escolha do nome físico neste foco em relação ao nome da essência. Posso-te expressar a identificação do nome da essência, Michett.

MICHIE: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. Agora para todos vocês, continuo a desafiar-vos no sentido de perceberdes o que estais a criar – e serdes joviais. (Riso) Digo-vos para prestardes atenção, por estas ondas que a consciência atravessa vos apresentarem espantosas oportunidades, e se as aproveitardes, permitir-vos-eis mover-vos no sentido da percepção de vós próprios e expressões formidáveis para novas explorações e entusiasmo.


A cada um de vós nesta noite, expresso o meu enorme afecto e antecipação de uma continuação da interacção, tanto objectiva como subjectivamente. (A sorrir) Expresso-vos a todos a identificação da amizade, e estendo-vos a minha energia de encorajamento de modo que a possais levar convosco. Para vós, nesta noite com carinho, au revoir.

GRUPO: Au revoir.


Elias parte após uma hora e 16 minutos de sessão na segunda metade. (Nenhuma referência de data nem de tempo na fita de video)

(1) Originalmente referido como"...e manter a atenção no momento, independentemente da situação, em vós e reconhecer a comunicação que transmitis nesse momento."

©2002 Mary Ennis, Direitos Reservados


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