sábado, 17 de março de 2012

ABUNDÂNCIA II



SESSÃO #1632
“Passando do estado de Permanência no momento para a Criação de Abundância no Momento”
“Intervalo de Tempo Da Manifestação”
“A Vastidão da Energia”
Quarta-feira, 22 de Setembro de 2004 (Privada/Telefone)
Tradução: Amadeu Duarte


Participantes: Mary (Michael) e Anónimo

 (O tempo de chegada do Elias é de 14 segundos.)

ELIAS: Bom dia!

PERGUNTA: Bom dia, Elias! Como estás hoje?

ELIAS: Conforme sempre, e tu?

PERGUNTA: Eu estou bem, obrigado. Hoje gostava de começar novamente por algumas estatísticas. O meu cunhado, Wade, gostava de saber o nome da essência dele, a família e o alinhamento, a orientação, o tipo de foco e o número de focos que tem.

ELIAS: Nome da essência, Courliss. E que impressão tens?

PERGUNTA: Eu diria que ele é Zuli/Sumari, algo do género. Eu não passo muito tempo com ele.

ELIAS: Ao contrário.

PERGUNTA: Sumari/Zuli?

ELIAS: Correcto. Orientação, comum; focado no elemento emocional; número de focos, 937.

PERGUNTA: Ele terá partilhado outros focos com a minha irmã, e em caso afirmativo, quantos?

ELIAS: Partilha, 49.

PERGUNTA: Caramba! Eles conhecem-se bem um ao outro! (Elias ri)

Uma pergunta rápida em relação ao gato do meu filho, de que eu estou a tomar conta. Ele não aparece em casa há um certo número de dias, e eu gostava de saber se ele estará bem.

ELIAS: Presentemente, está.

PERGUNTA: Então ele foi dar uma curva em meio às suas próprias aventuras?

ELIAS: (Ri) Foi.

PERGUNTA: Ele sentirá a falta do meu filho? Haverá alguma razão para ele não regressar a casa, ou isso será assunto que diga respeito a ele?

ELIAS: Em parte, tem.

PERGUNTA: Eu tenho uma pergunta relacionada com o meu irmão. Presentemente ele está mais ou menos a familiarizar-se com esta informação. Não creio que esteja relacionado, mas durante muito tempo ele experimentou problemas no quadril e nas costas. Só queria saber se poderias verter alguma luz sobre isso.

ELIAS: Mas, e que impressão tens?

PERGUNTA: A impressão que tenho é que está mais ou menos relacionado com o que está a ocorrer, com as mudanças que estão a operar na vida dele. Não sei muito sobre isso.

ELIAS: Também está associado ao facto de não mostrar tanto apoio em relação a ele próprio quanto o apoio que ele tenta dar aos outros, e o forçar da energia que ele gera, ao incluir muitas expectativas em relação a ele próprio e também aos outros, o que provoca restrições.

PERGUNTA: Nesse caso, se ele começar a relaxar e a prestar mais atenção à própria informação, isso deverá apresentar um alívio?

ELIAS: Sim.

PERGUNTA: Há quanto tempo tenho estado a mudar? Sinto como se tenha estado a mudar há muito tempo! Não estou certa se terei mudado, mas... Estarei quase lá? Estou em busca de uma linha de chegada! (Ambos riem)

ELIAS: Ah, mas conforme já referi, não existe linha de chegada!

PERGUNTA: Eu sei, eu sei!

ELIAS: Posso-te dizer que tu tens vindo a mudar ao longo de todo o teu foco.

PERGUNTA: Provavelmente é por isso. (Elias ri) Terá a maioria das pessoas nesta altura mudado?

ELIAS: Mudou. (Sorri)

PERGUNTA: Estarei a progredir bem? Sinto que esse seja o caso. Por vezes sinto quase como se estivesse lá, e noutras alturas sinto como se estivesse de novo de volta à estaca zero.

ELIAS: (Ri) Devo dizer-te que te estás a sair bastante bem. Também te devo dizer que nas alturas em que no teu íntimo sentes como se estivesses a andar para trás, de facto não estás. Podes apresentar a ti própria crenças de teres vindo a escolher diferentes influências durante um período de tempo considerável, e num momento podes desencadear uma influência diferente que esteja a alcançar expressão, e isso parecer-te um movimento no sentido de andar para trás. Na realidade, isso consta de uma oportunidade genuína para reforçares o conceito que fazes de não estardes a eliminar crenças, assim como também de reforçares a tua confiança na capacidade de efectivamente escolheres diferentes influências de crenças.

Porque isso é o que produz o facto de notares uma acção que pensas que representa o andar para trás para a estaca zero, o facto de desencadeares uma resposta automática em relação a uma crença, uma influência familiar que não tens vindo a escolher durante um período de tempo prolongado. Mas isso é benéfico, por te recordar o facto de poderes dispor de escolhas, e também te recordar que essas crenças que são expressadas não foram eliminadas. Elas prosseguem, e continuam a alcançar a expressão. Tu apenas tens vindo a escolher diferentes influências e desse modo uma maneira diferente por meio da qual expressas essas crenças.

PERGUNTA: Então com o reconhecimento da crença e o reconhecimento de estarmos sempre a empregar crenças e as influências que delas derivam, cabe-nos a nós unicamente escolher quais queremos. É tudo a que isso se reduz.

ELIAS: Exacto.

PERGUNTA: Então uma vez mais, não estamos a eliminar.

ELIAS: Exacto.

PERGUNTA: Eu quero continuar nesta linha, nesse caso. Da última vez conversamos acerca do dinheiro. Não me quero estender muito sobre isso. Mas, por exemplo, se eu me posicionar no momento, e estiver a prestar atenção a mim própria no instante, reconheço ter uma crença relacionada com a aquisição ou a troca, e sim, reconheço essas crenças. Constato-as não somente em mim própria, mas em toda a parte no mundo. Existe escassez e todas essas outras crenças, pelo que as reconheço.

Se me posicionar no momento, sinto como se tivesse abundância no momento, e que sempre disponho do suficiente e que estou bem. Se dispuser do suficiente no momento, quando será que virei a direccionar a minha energia a fim de criar muito mais abundância do que aquela de que agora disponho? É aí que a coisa se torna numa aquisição, percebes? Não estou bem certa de como poderemos permanecer no momento e ainda assim dirigir a nossa energia para outro querer ou para outra área. Compreendes aquilo que estou a perguntar?

ELIAS: Compreendo.

PERGUNTA: E sem me estar a iludir – não tenho a menor intenção de me iludir com relação a isto, e fingir que não quero criar isso, porque quero criá-lo.

ELIAS: Muito bem. No momento, como reconheces a crença que incorporas, e a reconheces e não formulas qualquer julgamento em termos de limitação ou de mal, podes criar de uma forma criativa o modo de incorporares essa crença respeitante à aquisição do dinheiro, confiando em ti nesse instante, e reconhecendo que incorporas suficiente dinheiro agora e desse modo sem direccionares a energia para a concentração na carência. O que é significante, por isso automaticamente criar um obstáculo em associação com a produção de mais.

Portanto, se reconheceres e valorizares o que já criaste, e te permitires relaxar, e dar expressão a uma fluência livre de energia, empregares a atenção para com a tua via da comunicação que é a imaginação e te permitires tornar flexível, inspirar-te-ás a descobrir diferentes meios e diferentes opções para produzires o que pretendes com uma maior abundância.

Mas o que acontece e o que constitui uma cilada em tal acção são as respostas automáticas, e torna-se significativo que prestes atenção a essas respostas automáticas. Porque, conforme já declarei muitas vezes antes, as respostas automáticas limitam por serem de tal modo automáticas, e muitas vezes não serem detectadas. Por isso, elas também constituem escolhas, só que não vos parecem ser escolhas.

Ora bem; as respostas automáticas que constituem uma cilada são aquelas que não permitem uma flexibilização e que não vos permitem dar ouvidos ao que vos é transmitido (comunicado) pela imaginação. Por exemplo, um indivíduo pode criar uma situação de emprego em associação com uma empresa consolidada.

Bom; o indivíduo pode optar por expandir a contribuição e pode escolher igualmente incorporar um movimento no sentido de arranjar alguns dos clientes individuais dela ou criar a própria empresa.

Agora; a direcção automática, elaboração mental, acção e escolhas, em geral, serão as do indivíduo seguir certas directrizes pré-estabelecidas em associação com a criação de empresas ou a criação de negócios. São as directrizes dos negócios; são expressadas como crenças de massas e métodos aceites relacionados com a criação de um negócio.

O que não quer dizer que o emprego dessas ideias e dessas directrizes não leve à obtenção de êxito. Mas para permitirdes a flexibilidade de vos dirigirdes a vós próprios em vez de simplesmente incorporardes a orientação proveniente da parte dos outros e a forma como eles terão criado uma empresa ou um negócio, se vos permitirdes tornar flexíveis e vos permitirdes dar atenção ao que a vossa imaginação vos comunica, isso servirá de inspiração e encorajará a vossa própria expressão de criatividade. Nessa medida, podereis reconhecer opções que possam ser de algum modo mais criativas e que possam não ser necessariamente encaradas como escolhas convencionais mas que no entanto se revelem eficazes e cheguem mesmo a produzir êxito de um modo mais eficaz e a produzir um maior à-vontade. Estás a compreender?

PERGUNTA: Estou.

ELIAS: Consequentemente, quando te digo, a ti assim como a qualquer outro indivíduo, para prestardes atenção ao que estais a fazer no instante, não o refiro num contexto que exclua o passado nem o futuro, mas para prestardes atenção ao que estais a fazer agora e ao tipo de energia que estais agora a projectar, por isso afectar tanto o passado como o futuro. Porque aquilo que criais no momento torna-se o que criais no passado e no futuro; o que criais agora vai afectar o passado.

O modo como recordais o passado também o altera, porque cada vez que recordais uma escolha qualquer, uma acção qualquer do passado, uma manifestação qualquer, vós alterai-la. Podeis alterá-la ligeiramente assim como podeis alterá-la de forma dramática. O mesmo se dá em relação ao futuro. Aquilo que criais agora, o tipo de energia que expressais no exterior, o modo como projectais o que estiverdes efectivamente a fazer está a criar o futuro.

Por isso, estou ciente de que na vossa realidade física, como incorporais uma moldura de tempo linear, também percebeis em termos de linearidade temporal, e desse modo a vossa atenção desloca-se do presente para o passado e para o futuro e para o presente, e por aí fora. Em geral, o que se torna numa cilada para a maioria dos indivíduos é o facto de elas projectarem grande parte da sua atenção em associação com o passado ou com o futuro – a recordarem o passado numa tentativa de não voltarem a criar o que percebem como erros, ou numa projecção no sentido do futuro em antecipação do que pode ser criado em termos do futuro. Mas com tal acção, muitas e muitas vezes o que o indivíduo produz é uma projecção no passado e no futuro em exclusão do momento, e com tal exclusão do momento, deixam de prestar atenção ao que estão efectivamente a produzir agora, o que vai afectar o que está a ser criado no futuro.

Esse é o vosso momento de poder, porque se prestardes atenção ao que estais a produzir agora e à forma como vos estais a direccionar agora, prestando atenção ao que comunicais a vós próprios, empregando a imaginação, permitindo flexibilizar e permitindo-vos inspirar-vos por formas criativas, isso causará muito mais liberdade e flexibilidade em associação com o que podeis criar relativamente àquilo que quereis em expressões futuras, por já estardes a produzir o movimento. Se prestardes atenção ao que estiverdes a criar agora, podereis identificar se o movimento que estais a produzir agora está a criar um movimento de impedimento ou de criação de obstáculos em relação ao que quereis criar.

Como a exemplo do dinheiro que expressaste, se estiveres agora a produzir facilidade, com conhecimento de incorporares essa crença na aquisição do dinheiro, mas a estiveres a considerar, não estarás a batalhar com ela, ou não estarás a lutar com ela nem a opor-te a ela, se reconheceres e valorizares o que já estás a produzir, isso produzirá uma energia que projectarás no exterior a fim de continuares a produzir dinheiro em amplas quantidades.

Se te permitirdes uma flexibilização, prestares atenção a ti própria e não forçares a tua energia no sentido de fazeres mais, mas reconheceres se estás a expressar uma energia de concessão ou se em certas alturas estarás a expressar uma energia de insuficiência ou de carência, se notares tal expressão poderás optar por deslocar a tua atenção e desse modo alterar essa energia, e não te concentrar na falta nem na desconsideração pessoal. Numa acção dessas, tu produzes uma maior concessão.

Permite que te diga que nesse processo, à medida que continuas a abonar-te e continuais a provar a ti própria a capacidade que tendes de produzir, independentemente do facto de estares a dar expressão a tal crença de estares a obter ou não, eventualmente no movimento que empreendes começarás a confiar na capacidade que tens e a tua percepção começará a sofrer uma alteração. Começarás a reconhecer não estar necessariamente a adquirir, a obter. Essa poderá ser a crença que corresponde à verdade, ou à tua verdade, só que não é realmente verdadeira. Isso serve para alterar a percepção que tens, e começas a confiar na capacidade que tens. Começas genuinamente a perceber que estás realmente a criar isso.

PERGUNTA: Eu tenho um monte de movimentos que empreendo de cada vez. Eles são quase todos idênticos mas situam-se em diferentes áreas, tal como o dinheiro e os negócios e todas essas coisas. É muito interessante, porque à medida que estás a falar, estou a perceber os traços comuns que os caracterizam.

Eu compreendo em relação à aquisição, e o facto do reconhecimento disso já representa um enorme passo. Mas não consegui avançar do reconhecimento disso e de dizer simplesmente que isso não tem existência, porque para mim tem.

ELIAS: Precisamente!

PERGUNTA: Compreendo a mudança da atenção no momento. Aquilo para que quero avançar é para os negócios agora...

ELIAS: Muito bem.

PERGUNTA: ...por ser a mesma coisa, e eu sentir que já obtive um pouco mais de sucesso com isso. Vim, durante o ano passado, a tentar dar início a um negócio com o meu irmão, mas temos vindo a deparar-nos com obstáculos. Mas toda a vez que nos deparamos com obstáculos, representa um convite para a inquirição sobre o que estamos a fazer em meio a tais bloqueios. Sempre esteve relacionado com o voltar atrás e prestar atenção ao que queríamos dentro de nós, o que queríamos criar com tal empresa. Para mim, proceder desse modo é muito pouco convencional. Eu sei como proceder na área da idealização de negócios desta realidade aqui.

ELIAS: Ah ah ah! O que representa aquilo que estamos a abordar.

PERGUNTA: Sim, exactamente. Mas ao proceder deste modo, é quase como se todas as peças começassem a encaixar de uma forma miraculosa, e a visão começasse a tomar feições. Eu continuei a manter-me na confiança de que isso iria ocorrer. Assim, será disso que estamos a falar? Terás alguma percepção quanto ao modo como tenho vindo a proceder quanto a isso durante os últimos tempos?

ELIAS: Tenho.

PERGUNTA: Isso assemelhar-se-á ao que estamos aqui a debater?

ELIAS: Assemelha.

PERGUNTA: A coisa, nesse caso, resume-se a permanecer no sentimento da empresa, na energia desta empresa que estamos a criar. Ela possui a sua própria energia que está a ser criada - que eu estou a criar, é claro. Ao proceder desse modo, eu dirijo a energia, mas não percebo os resultados instantaneamente. O que se torna confuso é que quando referes que o criamos, tudo bem. Como havemos de saber quando devemos parar de dirigir a energia e simplesmente soltar a coisa? Por exemplo, voltemos à questão do dinheiro. Peço desculpa; eu estou sempre a avançar e a recuar, mas quero deixar isto bem claro na minha mente.

Baseio-me no facto de ter adquirido, não forço a energia e dirijo-a, e emprego a minha imaginação, digamos, no sentido de ganhar a lotaria, por exemplo, ou de criar abundância na minha vida. Estou bem com isso e abro mão disso; tudo bem. A seguir vou cuidar das minhas coisas, mas dá-se um atraso de tempo entre o direccionar e o manifestar. Isso faz parte desta dimensão física, não é? Não é manifestado instantaneamente, ou deveria ser?

ELIAS: Isso depende do indivíduo. Pode ocorrer, mas geralmente, tens razão, não ocorre. Porque em associação com as crenças que abrigais, que expressais com todo o vigor, dá-se um processo de associação no sentido de que, para conseguirdes um certo tipo de resultado, deveis empregar um processo e dar passos para conseguir esse tipo de resultado – o que não é mau. Mas no geral, sim, isso é o que vós usais, o facto de produzirdes um movimento a fim de alcançardes um resultado particular.

Agora; por vezes, isso pode ser um tanto traiçoeiro no caso de certos indivíduos. Porque se vos concentrardes demasiado no resultado e não prestardes atenção ao processo, não produzis necessariamente aquilo que quereis, por vos focardes num final em vez de um processo que vos conduz a um outro começo.

PERGUNTA: E para conseguirmos isso, precisamos permanecer no momento?

ELIAS: Exacto.

PERGUNTA: Eu sinto que, por existir um intervalo de tempo, se estivermos a viver no momento, como estabeleceremos o objectivo? Não me refiro a um objectivo em termos de... Por desejar passar a dirigir a minha energia. Contudo, ao dirigir a minha energia, precisa existir um desejo ou algo que queira encaminhar...

ELIAS: Exacto.

PERGUNTA: ...não apenas prestar atenção a mim própria a cada instante sem ter qualquer direcção para onde queira rumar.

ELIAS: Correcto. Ter consciência daquilo que queres é importante.

Ora bem; propõe um exemplo do que percebas como um recuo ou um obstáculo associado ao negócio que tu e o teu irmão estão a procurar estabelecer.

PERGUNTA: Nós realmente melhoramos bastante em termos de nos mudarmos um ao outro, de nos habituarmos à nossa energia. Eu nunca fiz negócios dessa maneira. Aprecio bastante isso, por realmente representar uma ajuda em relação à mudança que estou pessoalmente a operar, a dar atenção de verdade a mim própria em vez de me deixar prender no modo como deveria proceder ou agir, todas aquelas coisas dos manuais que são do meu conhecimento.

Conseguimos isso e de repente todo o trabalho que tinha vindo a fazer com o meu voluntariado e todas aquelas coisas começaram a encaixar nesta espantosa idealização no sentido de facilitar os cuidados de saúde, por exemplo. Depois comecei a obter toda aquela imaginação não só da presença disso aqui mas como o começo de algo ao nível global, e a coisa tornou-se desmesurada! Toda a energia se assemelhava à certeza de que aquilo se ia tornar numa coisa global. Não se tratava nem mesmo de ideias; era a sensação decorrente da energia.

Assim, organizamos esta proposta, e a coisa fez tanto sentido ao nível cerebral e da energia, como se estivessem casadas. A coisa toda reuniu-se nesta ideia maravilhosa. Era como tecer uma tapeçaria; foi maravilhoso. Avançamos com a proposta e não soubemos de resposta nenhuma, e já passaram meses. Sinto que se apresente aqui uma paragem que me força a deter-me e a observar.

Agora; por esta altura, o meu irmão deu o fora. Ele precisa dar de comer à família. Ele tem igualmente obrigações financeiras, e voltou costas e vai estabelecer os contratos dele. O nosso foco já não se centra mais na empresa, e isso deixa-me preocupado. Mas além disso, sinto que precisamos fazer isso. É quase como se precisássemos descobrir a identidade individual antes de podermos chegar a juntar-nos como “nós”, se é que isso faz algum sentido.

ELIAS: Faz.

PERGUNTA: Por isso, não tenho a certeza. Depois, é claro, isso está ligado ao dinheiro, por pensar precisar trabalhar para obter dinheiro, mas ao mesmo tempo, parte do meu ser, Elias, sente que não quer trabalhar do mesmo modo que tenho trabalhado. Tenho trabalhado há tanto tempo e de tal forma que não tenho vontade de continuar. Quero obter diversão do que faço, e só tenho vontade que o dinheiro não falte.

ELIAS: Estou a compreender. Agora coloco-te a ti a pergunta: que estás TU a fazer nesta altura.

PERGUNTA: O que estou a fazer?

ELIAS: Sim.

PERGUNTA: Sinto como se não estivesse a fazer nada, mas ao mesmo tempo estou também a julgar-me por não fazer nada em termos físicos como ir todos os dias para o trabalho. O que sinto precisar fazer, e tenho vindo a sentir faz algum tempo, é ter a certeza de estar a dar atenção a mim próprio, porque se me faltar isso, vou acabar por fazer o que automaticamente fazia antes, que era as respostas automáticas. Posso voltar a isso muito rapidamente.

ELIAS: Eu estou a compreender.

Agora; sobre isso, permite-te ter clareza daquilo que me referiste nesta conversa em relação àquilo que queres. Identifica agora: que é que queres neste momento?

PERGUNTA: Que é que quero?

ELIAS: Sim.

PERGUNTA: Quero ter uma incontável soma de dinheiro. Quero fazer a diferença no mundo.

ELIAS: Não em termos de coisas. Diz-me, reitera o que já referiste sobre aquilo que queres fazer. (Ligeira pausa) Tu queres dirigir-te.

PERGUNTA: Quero, sim.

ELIAS: Foi isso que expressaste.

PERGUNTA: É. Não quero andar ao sabor dos caprichos de ninguém.

ELIAS: Mas e que é que estás a fazer? Essa é a questão. Essa é a intenção de prestares atenção ao que estás a fazer, e de reconheceres aquilo que estás a fazer, e desse modo ter noção da energia que estás a projectar e do que isso está a criar. Esse é um excelente exemplo de simplicidade. Que estás efectivamente a fazer, e que tens vindo a fazer? Tens estado à espera.

PERGUNTA: Tenho.

ELIAS: E que coisa é estar à espera?

PERGUNTA: Pensei que dissesse respeito à informação que estava para suceder – e não o consigo.

ELIAS: Estar à espera consiste na acção de permitir que outro indivíduo vos dirija. Esperar não é dirigir. Esperar é permitir que uma outra expressão vos dirija, por aquilo que expressais na espera ser a incapacidade de criar até que alguém crie a opção, primeiro. Desse modo, a tua criação é limitada, por depender da opção de um outro indivíduo.

PERGUNTA: Eu entendi essa parte, e depois disse que não importava o que eles fizessem, eu ainda tinha vontade de fazer aquilo. Mas creio que o que aconteceu foi eu ter interrompido essa interacção por ter tido medo do quão desmesurado aquilo se me afigurou e por talvez estar a dirigir a minha energia.

ELIAS: Eu estou a compreender, e confirmo o facto de isso representar uma estimativa exacta do que estavas a expressar.

Bom; reconhece igualmente que isso são opções, e que tu podes reconhecer e experimentar a vastidão da energia, travar conhecimento com ela e reconhecer igualmente o potencial, mas Tu estás a dirigir. Por isso, o seu rumo está sob o teu controlo.

Por isso, independentemente do quão enorme o potencial possa parecer ou realmente revelar-se, é opção tua o modo de moveres isso e em que período de tempo, reconhecendo-te e avançando de um modo que não te cause opressão, e apercebendo-te de que cada passo que dás no teu processo de criação desse negócio se adequa ao momento. Podes expandir-te se o preferires, e podes faze-lo do modo que escolheres e na altura em que preferires. Não se trata duma questão de tomar um enorme dragão pela rédea, um dragão que tem mais poder que tu.

Tu criaste isso, e como tal, se optares por tornar isso num bebé, assim será. Se optares por que isso cresça e se expanda, assim será. Mas em cada expansão, é obra tua. Consequentemente, está a ser dirigida por ti. Não é aquele monstro enorme que se acha fora de controlo e que não consegues dominar.

PERGUNTA: Eu ligo isso a tudo o mais. Ligo-o ao dinheiro, mas quanto mais me compatibilizo com isso mais parece que não está associado, como se fossem diferentes concepções ou algo assim. Será isso...?

ELIAS: É, e não é. Sim, por serem diferentes crenças e desse modo diferentes questões, mas também estão interligadas, por ser um subproduto natural da criação do negócio, e o próprio produto constituir um subproduto da permissão que concedes a ti próprio da possibilidade de fazeres isso e de te expressares e de seres jovial.

PERGUNTA: Sim, tenho dificuldade com essa parte. (Elias ri) Pareci ficar verdadeiramente chateado por associar o dinheiro ao trabalho. Isso aborrece-me de verdade. Não sei porquê; creio que é por ser uma coisa tão grande. Terás alguma percepção em relação a isso? Tenho vindo a entreter a coisa há já algum tempo, e sinto-me quase ressentida devido ao facto. Sinto como se o dinheiro me limitasse a capacidade que tenho de fazer o trabalho que pretendo, por precisar do dinheiro. Sabes o que quero dizer?

ELIAS: Eu estou a compreender. Concede permissão a ti próprio para produzires dinheiro em associação com a diversão...

PERGUNTA: Isso vai ser demais para mim, tenho a certeza!

ELIAS: ... por poderes incluir a diversão e poderes igualmente produzir dinheiro ao empreenderes actos com jovialidade.

Devo dizer-te, minha amiga, que se produzires esse tipo de energia com autenticidade, facultarás a ti própria uma tremenda liberdade, e com tal liberdade, poderás produzir muito mais dinheiro do que pensas. Porque quanto mais gerares uma energia de jovialidade com o que fizeres, mais te verás inspirada a faze-lo e mais projectarás uma energia que te atraia aquilo que queres. Consequentemente, também produzirás abundância em muitos sentidos – sendo o dinheiro uma delas, mas tu geras abundância em vários sentidos.

PERGUNTA: Então, esta falta de motivação que tenho vindo a sentir e todas essas coisas têm estado relacionadas com o medo?

ELIAS: Medo, o e facto de não estares a operar... de estares a permitir que os ditames dos outros te influenciem as escolhas, o que é contrário ao que pretendes. Por pretenderes dirigir-te a ti própria, e quereres dirigir o teu negócio – é criação tua. Por isso, o que estás a fazer é contrário àquilo que queres, e isso afecta a motivação.

PERGUNTA: É, por sentir como se tivesse obtido a idealização. Posso assumir a energia do negócio por ser tudo tão óbvio. Mas para tornar isso numa realidade na vida real já preciso... Não sei. Preciso compatibilizar-me um pouco mais. Realmente preciso entrar em contacto com ela novamente, por me ter afastado um tanto disso. Ainda lá está, mas não estou activamente a direccioná-la.

ELIAS: Muito bem.

PERGUNTA: Será isso acertado?

ELIAS: É.

PERGUNTA: Agora quero fazer algumas outras coisas. Quero clarificar o meu propósito, por causa de toda esta coisa enorme que está a eclodir e a natureza de ser zelosa e tudo o mais. Por uma razão qualquer, com todas estas coisas de que estamos a falar, percebo que o que está a eclodir é a minha autoestima e o meu valor de novo, o que me está a deixar chocada. Está a assomar proporções desmesuradas e a tornar-se global e tudo o mais, quase como se fossem ilusões de grandeza, o que é uma forma de desconsideração pessoal. Não vou começar a dizer: “Vai lá atrás disso, faz lá isso”, isso soa a uma enorme paródia – não me permito fazer isso. Assim queria clarificar o propósito que tenho. E se quiseres acrescentar alguma coisa à tagarelice que acabei de proferir, isso também seria ideal!

ELIAS: Mas que propósito percebes que tenhas? (Pausa)

PERGUNTA: Eu sabia que me ias perguntar isso. (Elias ri) Tenho vindo a pensar nisso há algum tempo. Não sei. O meu dom, aquilo que sou capaz de fazer é pegar em situações caóticas e reduzi-las a uma forma simples. Eu compreendo os segmentos que fluem por entre as situações, se é que isso faz algum sentido.

ELIAS: Faz.

PERGUNTA: Para mim, tem que ver com reduzir as coisas a um formato eficiente de uma forma ordenada, mas isso não constitui um objectivo. No passado quando eu tropecei mais ou menos é que eu me concentrava no objectivo, mas estão processos a ocorrer e por vezes o caos não está preparado para ser limpo. Isso fica a cargo de mais alguém; não me diz respeito, dirá?

ELIAS: Mas diz-me como perceberás que isso possa ser, nos termos precisos que utilizas, “dizer respeito a alguém mais”?

PERGUNTA: Só porque geralmente isso envolve um monte de gente diferente. Eu pratico reestruturação empresarial. Reestruturo empresas que se acham em apuros, como esta dos cuidados de saúde. Reina uma enorme confusão actualmente no nosso sistema de saúde. Consigo ver claramente como isso pode chegar a tornar-se no que dizemos que queremos que o sistema de saúde venha a ser em termos dos serviços que deve prestar às pessoas, etc., mas reina um enorme caos que está a ser criado pelo próprio sistema que não tem que ver comigo. Eu posso fazer parte dele, mas há muitas peças soltas, um monte de gente diversificado envolvida nisso.

ELIAS: Eu estou a compreender.

PERGUNTA: Mas, eu estou a criar isso, não é? A percepção do caos é a de que eu estou igualmente a criá-lo.

ELIAS: Sim, isso é verdade.

PERGUNTA: Também estou a criar a capacidade que tenho de ver para além do caos.

ELIAS: Correcto, o que perfaz um elemento do propósito que tens, uma das expressões do tema geral. O tema geral, que perfaz o teu propósito, consiste na exploração do poder e a forma como é passível de ser expressado com simplicidade.

PERGUNTA: Reconhecer que tenho poder? É do meu poder que estamos a falar?

ELIAS: O teu poder e o poder em geral em associação com qualquer expressão na vossa realidade, como isso não é uma energia ou uma expressão que precisa ser controlada, mas a exploração do poder, a sua força, a sua intensidade e o modo como pode ser expressada com simplicidade, sem ser complicada. A complicação é o que cria o caos.

Por isso, ao explorares numa área diferente qualquer, seja em que direcção for, o exame do poder e da sua força, e conciliar isso com simplicidade, dissipas o caos. Porque quanto mais complicares, mais caos produzirás.

PERGUNTA: Isso faz sentido. Eu sou muito boa a complicar; na realidade sou mestre nisso. (Elias ri) Agora é que começo a olhar para isso. Mas também reduzo isso à simplicidade agora, e o termo “poder”. Três palavras destacadas aí: poder, simplicidade e complicação. O poder faz um enorme sentido para mim, bastante sentido negativo, pelo que também preciso considerá-lo isso.

Estamos quase a ficar sem tempo. Tenho vindo a ter alguns problemas de saúde, e gostava de tocar rapidamente nisso. Na semana passada tive dores estomacais severas, etc. Parte disso deve ficar a dever-se ao facto de me desconsiderar...

ELIAS: Exacto.

PERGUNTA: ...ou deixar de dar atenção a mim própria, mas gostava de obter alguma informação sobre isso. Não estou na disposição de me submeter aos médicos; simplesmente não estou para aí voltada.

ELIAS: Posso-te dizer que tens razão, isso está igualmente associado à tensão e à ansiedade que estás a gerar. Está a expressar um reflexo disso em termos físicos.

PERGUNTA: A que estarão relacionadas a tensão e a ansiedade?

ELIAS: Dinheiro, negócios, expectativas, o que devias fazer, o que não deves fazer, colocares-te em questão, desconsiderares-te, antecipação do que possa acontecer ou não no futuro. Todas essas expressões que estás a gerar, estás a projectar essa energia, e estás também a reflectir isso para ti própria através de uma tensão física actual nessa área do teu corpo físico, a qual está associada ao teu centro de energia amarelo, o qual também se acha associado à comunicação emocional. Ao gerares uma energia restritiva desse centro de energia, estás a afectar fisicamente o teu corpo físico.

PERGUNTA: (Suspira) Se ao menos conseguisse sentar-me e prestar atenção ao momento...

ELIAS: E relaxar, e tentar parar de expressar expectativas de ti própria com essa intensidade.

PERGUNTA: Eu sei que chego a fazer isso. Expresso expectativas, e a seguir sinto-me um fracasso. É esta coisa tipo pingo pong, mas nem sequer tenho consciência de fazer isso. Bom, estou a reparar que o faço, cada vez mais.

ELIAS: Emprega o exercício de observares toda a vez em que empregas essa acção; nota isso fisicamente. Cria esse exercício durante uma semana. Poderás surpreender-te no final dessa semana com o quão te divertes com a frequência com que expressas isso.

PERGUNTA: Fazer isso para me distrair ou para me divertir de alguma forma?
ELIAS: Isso interrompe a concentração. Essa é a razão porque expressas isso como uma resposta automática com tal frequência, e nem sequer o detectas. Se começares a perceber e a anotar cada uma dessas formas de desconsideração, interromperás a constância dessa expressão. Num período de tempo relativamente curto, o próprio acto de desconsideração e a anotação da desconsideração tornar-se num sentido de humor, e desse modo também altera a energia que estás a expressar. Também te permitirá ter uma maior noção das opções que tens.

PERGUNTA: Eu realmente tentei isso, há algumas semanas. Eu estava a anotar cada segundo. Apanhei o bloco (ou tablete) e senti um frémito no sentido de escrever, e pensei, Deus do céu, isto vai ser um trabalho a tempo inteiro! (Elias ri)

Mais uma rápida. De um modo qualquer manifestei esta pressão sanguínea alta há já um tempo. Só não tenho a certeza da razão porque o estarei a fazer.

ELIAS: Isso está bastante associado ao que estivemos a discutir. É uma outra manifestação física similar à do teu abdómen.

PERGUNTA: Então, estou a bloquear a minha energia. Não obtive a minha atenção de um modo, pelo que estou a tentar captá-la de outro.

ELIAS: Exacto.

PERGUNTA: Está bem. É formidável. Não nos resta mais tempo nenhum, pelo que...

ELIAS: Permite que te coloque uma pergunta final. Que expressão ou manifestação da tua realidade te fará sorrir? De que é que gostas? (Pausa)

PERGUNTA: (Emocionada) Isso deixa-me bastante emocionada, por ter passado tanto tempo a fazer todas as coisas que tinha que fazer ou a esforçar-me que... Não sei. Gosto de passar tempo com as minhas sobrinhas e sobrinhos. Gosto de fazer certas coisas com as minhas plantas, ou por vezes de jardinar.

ELIAS: Aprecias flores? Gostas de chocolate?

PERGUNTA: Gosto de chocolate. (Ambos riem) Também tenho problemas de gordura, por isso de qualquer maneira...

ELIAS: Deixa que te diga, de cada vez que incorporas percepção de te desconsiderares ou de te pressionares e de produzires uma expectativa em relação a ti própria, digo-te para apresentares a ti própria uma flor. Isso será a dádiva mística que te estendo em reconhecimento da percepção amiudada que tens. Em vez de utilizares a tarefa de escreveres, podes ficar com uma casa cheia de flores.

PERGUNTA: Toda a vez que notar estar a desconsiderar-me em vez de o anotar devo colher uma flor?

ELIAS: Sim!

PERGUNTA: Oh, meu Deus! (Elias dá uma risada) Com os chocolates seria mais fácil! (Ambos riem) A minha casa vai ficar cheia de flores.

ELIAS: Que presente de energia encantador!

PERGUNTA: Maravilhoso.

ELIAS: (Ri) E em cada uma dessas flores eu projectarei a minha energia. Por isso, a tua casa vai ficar cheia de belas flores e da minha energia.

PERGUNTA: Fantástico! (Elias ri) Poderei perguntar-te muito rapidamente, se terás estado presente no sucedido da nota de cinco dólares, e no Windex?

ELIAS: (Ri) Estive.

PERGUNTA: Isso é absolutamente divertido, por isso obrigado! (Elias ri) Agora, toda a vez que vir Windex, pensarei em ti. Podes bolear a minha energia!

ELIAS: E a cor adequada, também! (Ri)

Muito bem, minha amiga. Encoraja-te e sabe que a minha energia está continuamente contigo. Expresso-te, como sempre, um formidável afecto, uma enorme ternura e amizade. Au revoir.

PERGUNTA: Au revoir.

Elias parte após 1 hora e 4 minutos.

©2007 Mary Ennis, Direitos Reservados

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