domingo, 11 de março de 2012

MOVIMENTOS DA CONSCIÊNCIA



SESSÃO #130
"movimento do âmbito da consciência"
segunda-feira, 28 de outubro de 1996 ©
Participantes: Mary (relutante), Vicki (despreparada), Ron (perfeitamente à-vontade), Cathy (persistente), e a Jene (confusa)
Tradução: Amadeu Duarte


Nota: Esta sessão foi tida em resultado da persistência da Cathy. Eu dizia-lhe que queria gravar uma sessão para a Melinda da Conferência Seth, e mencionei que poderia ser interessante pedir ao Elias que fizesse uma dissertação. Ela pegou na ideia e dou-lhe andamento, acabando por conseguir que a Mary concordasse em faze-la. Aconteceu que a Jene ouviu isso, pensou que se tratasse de uma excelente ideia, e perguntou se podia comparecer. Eu apareci sem perguntas nem ideias relativas a qualquer interacção, mas interessada no que o Elias teria a dizer, de qualquer modo. Contudo, o Elias dirigiu-se a mim pessoalmente, perguntando-me o que eu queria que ele abordasse. Encontrando-me completamente desprevenida para o efeito, achei estranho e não respondi. Tampouco a Cathy ou a Jene responderam. O Ron entrou em cena, sentou-se, pesquisou a situação, e pediu ao Elias para se apresentar. Em resultado, ficamos com o texto que se segue. A resposta confusa que a Jene deu após a sessão foi: “Caramba malta, eu pensei que sabíeis o que estáveis a fazer!” Não, não sabemos! Não passamos de um bando de totós! (Excepto o Ron, é claro)

Elias chega às 8:01 da tarde
ELIAS: Todos vós buscais explicações e respostas para a movimentação que constatais. Todos percebeis movimento. Todos forneceis a vós próprios evidência de movimento no âmbito da consciência que podeis não explicar adequadamente a vós próprios. Não importa em que direcção foqueis a vossa atenção, porque seja em que direcção for que foqueis a atenção, no âmbitos destes tempos presentes, haveis de constatar movimento. Haveis de descobrir um movimento novo; mudanças que não podereis explicar completamente a vós próprios. Consequentemente, voltais-vos para as vossas ciências em busca duma explicação, mas as vossas ciências revelam-se incapazes de vos responder às questões. As vossas ciências, pois, voltam-se para as religiões em busca de respostas para segmentos de questões que elas não conseguem responder em termos científicos. As vossas religiões são igualmente incapazes de responder a essas questões, por estarem mergulhadas na falta de confiança pessoal, e na noção de buscar as respostas fora de vós mesmos. As vossas ciências também se voltam para o exterior em busca das respostas que pretendem encontrar.
Atingistes um ponto, em termos de consciência, em que assistis a um imenso movimento em todas as áreas e aspectos da vida. Presenciais muitas mudanças. Assistis a mudanças em vós. Assistis a mudanças nas vossas sociedades. Presenciais mudanças no vosso mundo. As coisas ganham novas feições, e questionais-vos acerca das razões para isso, e voltais-vos para as autoridades que estabelecestes em busca de respostas para as questões que vos oprimem, mas as vossas respostas residem dentro de vós. Instintivamente sabeis, no vosso íntimo, quando a consciência se move. Tendes consciência. Independentemente dos vossos sistemas de crenças, haveis de notar o movimento. Podeis ser dotados de inclinação religiosa, podeis agarrar-vos com uma maior tenacidade às vossas crenças religiosas, e imiscuir-vos nessas crenças, antecipando profecias que vos foram outorgadas. Haveis de testemunhar movimento que vos validam o facto dessas profecias virem a manifestar-se. Se não tiverdes inclinação para a religião, podeis olhar a sociedade e o mundo, e ter uma perspectiva pessimista. Podeis ver que o mundo está a tornar-se mais violento. Dá-se uma maior agitação à medida que o vosso tempo prossegue; isso também é verdade, não somente a vossa percepção, por vós criardes isso como uma verdade. Trata-se de um movimento no interior da consciência.
As vossas ciências, a vossa tecnologia, avançam cada vez mais rápido. Vós realizais cada vez mais. Avançais, segundo os termos que empregais, e voltais-vos mais para os vossos cientistas. Conforme disse, não importa em que direcção focais a vossa atenção. Haveis de constatar movimento; e o movimento que vireis a constatar alcançará feições extremas, por o movimento que se está a gerar presentemente ser extremo.
Aproximais-vos da vossa mudança. Essa mudança da consciência afecta toda a gente. Os vossos naturalistas acham-se actualmente mais sensibilizados em relação ao vosso planeta. Os vossos cientistas acham-se numa pesquisa desenfreada. As vossas religiões encontram-se mais focadas nos seus “tempos finais”. O homem comum nota movimento. Tudo o que vos rodeia reflecte esse movimento. As conversas de cariz mundano que tendes reflectem a percepção de uma mudança. Alguns não identificam esta mudança e dizem: “Há uma mudança no ar.” Em alguns aspectos isso pode representar uma verdade, por a mudança andar no ar. Situa-se em toda a consciência.
Vós escolhestes este movimento, e procurais e buscais respostas e validação daquilo que percebeis. Voltais-vos uns para os outros, e requereis mutuamente essa validação, por terdes perdido a fé nas vossas autoridades. Por isso, redireccionais a vossa fé para o que encarais como o vosso homem comum; uns para os outros. Não vos digo que essa seja uma “boa” direcção, por vos ter dito muitas vezes que a interacção e o intercâmbio são bastante benéficos; mas com o movimento desta mudança de consciência, apresentais a vós próprios uma nova informação da realidade. Todos os indivíduos apresentam a si mesmos uma informação nova acerca da realidade e deles próprios. Vós não interpretais essa informação todos da mesma forma, mas todos ofereceis a vós próprios novas formas de recordação. Por isso, torna-se benéfico interagir e partilhar, mas a direcção que deveis dar à vossa atenção reside dentro de vós.
Isso foi-vos enunciado ao longo das eras por muitos dos que se achavam entre vós. Alguns, ao longo da história, optaram por dar ouvidos e responder. As massas escolheram o oposto. Isso não é negativo. É o que vós criais. Foi o que escolhestes experimentar, e serviu-vos na perfeição; mas agora estabeleceis opções numa outra direcção. Escolheis uma nova direcção no âmbito da consciência; e vós estais a debater-vos com os seus espasmos iniciais.
Andais a pesquisar, andais em busca e a colocar perguntas, mas não desejais dar ouvidos a nenhuma resposta. Consequentemente, optais por receber as vossas respostas pelo que percebeis como novas formas. Desenvolveis interesse por vós e pelas capacidades que tendes. Rotulais tais capacidades como “psíquicas”, por serem um derivado da vossa própria psique; que é aquele elemento da vossa consciência que se acha focado neste elemento físico.
Desenvolveis esses aspectos de vós próprios, mas não compreendeis aquilo que estais a desenvolver. Abris a vossa consciência a mais informação, e passais a perceber mais a realidade em termos visuais e físicos, mas sem saber como interpretar aquilo que vedes. Em resultado disso, prosseguis, e formulais perguntas, e preencheis volumes com fenómenos psíquicos, extraterrestres, movimentos do âmbito da consciência. Isso são tudo elementos que vos compõem. São tudo elementos inerentes à vossa própria consciência, e à opção de criardes o movimento desta mudança.
Torna-se-vos óbvio a todos que algo está a tomar feição. Eu digo-vos que o que está a ocorrer não são os extraterrestres que estão a acorrer a vós e a entrar em contacto e a interagir convosco para se infiltrarem no vosso planeta! Vós estais a contactar a vós próprios. Estais a escolher mudar a vossa consciência a fim de incluirdes mais realidade do que aquela que percebestes até este ponto do vosso tempo. À medida que esta mudança de consciência ganha o que percebeis como impulso,  no sentido do apoio e da aceitação de todos vós, vireis a experimentar mais a vossa realidade.
Já vos dei conta anteriormente de elementos do que podeis antecipar como acções decorrentes da vossa mudança. Podeis esperar uma percepção mais ampla, uma maior consciência. Que quererá dizer essa expansão da consciência? Presentemente vós tendes consciência de vós. Tendes noção desta realidade. Tendes noção deste universo e desta consciência objectiva. Tendes a capacidade de uma consciência muito mais vasta. Estais agora a aproximar-vos disso. Os elementos que percebeis na vossa consciência que contenham véus de separação entre vós e eles deixarão de continuar a comportar esses véus. Deixará de ser um esforço ou difícil para vós, para cada um de vós, comunicar uns com os outros independentemente da área de consciência em que vos encontrardes, dentro de certas limitações. Áreas de consciência tais como a da transição deixarão de estar afastadas de vós. Presentemente constatais que apenas alguns indivíduos são capazes de comunicar nesta área de consciência. Precisais possuir dons especiais! Todos vós comportais essa capacidade.
Vós, na consciência que tendes, ocupais quase metade da vossa existência física num estado alterado de consciência, segundo os termos que empregais; mas não compreendeis o significado nem a acção que ocorre em qualquer estado alterado de consciência. Na realidade, não existem estados alterados de consciência. Existem unicamente diferentes acções que se dão no âmbito da consciência que vos são absolutamente naturais; sendo uma delas o vosso estado de sono.
A vossa actividade onírica presentemente é-vos estranha. Aqueles que têm interacções no estado do sonho e que mantêm consciência, e que recordam a interacção que têm  no estado desperto, acreditam ser dotados nessa área de consciência. Actualmente, mesmo aqueles que são bastante adeptos do sonhar não compreendem a acção nem os eventos que ocorrem nesse estado de consciência. No âmbito da acção da vossa mudança, vireis a compreender. Vireis a permitir-vos conscientemente a capacidade que tendes presentemente, mas de que não tendes consciência, de manipular e de vos mover igualmente de uma forma consciente ao longo desse estado.
Falais uns aos outros em ser ou tornar-vos criadores conscientes! Vós sois criadores! No âmbito da acção da vossa mudança, vireis a tornar-vos criadores conscientes. Não co-criais, por não existir nenhum ser supremo criador a par de quem estejais a criar. Vós sois o ser supremo. Já vos disse muitas vezes a todos que vós constituís a vossa mais elevada expressão. Não fostes banidos para o plano terreno por castigo nem como uma aula em que deveis aprender, na qual preciseis passar os exames para poderdes passar para os planos mais elevados da consciência ou existência. Vós ocupais actualmente a vossa mais elevada expressão, no agora, sempre. Possuís todas as vossas capacidades agora. Aquilo que buscais não se acha no futuro. Aquilo de que andais em busca não se encontra para além de vós, porque aquilo que buscais e procurais, sois vós, e isso tendes a capacidade de realizar no vosso momento.
Também vos digo que não advogo a eliminação das vossas crenças. Vós comportais sistemas de crenças. Haveis sempre de ter sistemas de crenças em qualquer manifestação física, por serem um elemento da vossa criação.
A criação que empreendeis na manifestação física é excepcional. Criastes com muita imaginação. Criastes todo um universo físico inteiro, e o funcionamento do mais pequeno dos elementos desse vosso universo físico equivale ao que podereis entender como perfeita alucinação, por ser completamente perfeito na sua criação; mas vós continuais a ver e à procura de algo mais magnífico para além de vós. Eu afirmo-vos a todos novamente; voltai-vos para vós, porque haveis de implementar a vossa mudança, e detendes essas habilidades de criar todas as coisas agora, no espaço que ocupais.
8:31 da tarde
Nota: Os aproximadamente quinze minutos anteriores a este discurso foram apagados da fita de gravação, junto com algumas perguntas pessoais e respostas que lhes foram dadas. Todavia, o discurso foi registado na íntegra.
© 1996 Vicki Pendley/Direitos de Autor Reservados


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