domingo, 25 de março de 2012

ACEITANDO O SEMELHANTE, ACEITANDO-NOS


SESSÃO #1178
“Apontamentos sobre a Mudança”
“autoPERCEPÇÃO”
“Para aceitardes o próximo, precisais aceitar-vos a vós próprios”
Sexta-feira, 8 de Novembro de 2002 (Privada)
Tradução: Amadeu Duarte


Participantes: Mary (Michael), Wendy (Myiisha) e uma nova participante, Kelley (Toulaine)

Elias chega às 4:29 da tarde. (Tempo de chegada é de 27 segundos.)

ELIAS: Boa tarde!

WENDY: Boa tarde, Elias. Que bom voltar a ver-te. (Elias dá uma risada)

ELIAS: Sejam bem-vindas. Mas, como é que vamos prosseguir?

WENDY: Bom, eu gostava de te questionar em relação ao fenómeno luminoso que está a ocorrer na nossa casa, a maior parte das vezes quando não me encontro presente. (Elias dá risadas) No caso da Kelley, a luz parece piscar muito, a acender e a apagar. Eu gostava de saber se tu terás algo a ver com isso.

ELIAS: Mas é claro! É um simples gesto de jovialidade.

WENDY: Mas nunca acontece quando me encontro presente. Andas as pregar partidas à Kelley?

ELIAS: Tu não precisas de nenhuma introdução! (Risada)

WENDY: Porque...?

ELIAS: Tu já és consciente. Eu tenho vindo a apresentar-me á pequena, coisa que tem sido bem acolhida.

WENDY: Bastante! E muito apreciada. Tens alguma pergunta, Kelley?

KELLEY: Não.

WENDY: Posso perguntar sobre a família e a orientação da Kelley? E o nome da essência?

ELIAS: Nome da essência, Toulaine. Família da essência, Zuli; alinhamento, Sumari; orientação, comum.

KELLEY: (Voltando-se para a Wendy) Tu já tinhas conhecimento disso.

WENDY: Tens razão. (Elias ri) Creio que já tínhamos conhecimento disso. Não tens nada a perguntar?

KELLEY: Que significado terá isso, o nome da essência?

WENDY: Mais tarde irei explicar-te. Existem nove famílias da consciência.

ELIAS: Exacto.

WENDY: Eu sou Sumari.

KELLEY: E eu, que serei eu?

WENDY: Tu és Zuli e alinhas pela Sumari, pelo que nos damos bem. Eu queria colocar uma pergunta da parte da Mary.

ELIAS: Muito bem.

WENDY: Ela gostava de saber se os problemas que está a ter com a garganta terão alguma coisa a ver com este fenómeno de falar por tua vez.

ELIAS: Em parte, não inteiramente. Mas tem, em parte – trata-se de uma afectação que se dá no centro azul da energia, o qual é o centro de energia em que eu foco a minha energia neste intercâmbio de energias. Por isso, o volume da energia é canalizado através desse centro de energia particular, o qual afecta a comunicação e o que designais por garganta, sem dúvida.

WENDY: Então um monte de energia passa através dela. Se ela tiver cuidado com o modo como utiliza a voz, isso servirá de ajuda?

ELIAS: Se ela tiver consciência, não necessariamente cuidadosa. Mas sim, pode dar-se, por assim dizer, um ajustamento que pode passar a ser empregue na energia do Michael a fim de causar uma menor afectação, mas ele também tem consciência da sua própria manifestação na participação que tem na sua afectação. Posso dizer que a afectação dos tons vocais e das cordas vocais por si só é bastante influenciada por esta troca de energias.

WENDY: Enquanto estamos a falar acerca do assunto da Mary/Michael, ela ficou bastante doente, conforme estás ciente, e parece estar a recuperar muito bem. Terás alguma sugestão a dar-lhe acerca disso, em relação a manifestar a energia dela no corpo de uma forma mais vigorosa e saudável? Não sei bem como colocar a coisa, mas...

ELIAS: Eu estou ciente disso.

WENDY: Talvez represente mais uma sugestão para mim do que para a Mary, não estou bem certa! (Elias ri)

ELIAS: O Michael já tem consciência do modo como deve focar e canalizar a energia dele de um modo eficaz e já apresentou a ele próprio uma percepção pormenorizada do que criou e moveu de modo eficiente a atenção que tem.

Conforme tive ocasião de referir a outros previamente, as pessoas por vezes formulam opções que podem não necessariamente causar conforto. O que não quer dizer que não sejam benéficas. O Michael tem consciência do benefício da escolha que promoveu com a manifestação dessa enfermidade que criou e além disso facultou a ele próprio informação a respeito do acto de prestar atenção a ele próprio - coisa que já tive ocasião de referir - a importância e o significado dessa acção. E como ponto de referência, é bastante significativo.

WENDY: Funciona. E funciona para mim, igualmente.

ELIAS: Torna-se significativo que ele tenha consciência dele próprio na utilização que faz deste fenómeno, por ter sido designado como uma referência, e por isso mesmo um exemplo.

WENDY: Nesse caso é importante que o Michael compreenda o que está a acontecer, é isso que estás a dizer?

ELIAS: É, e que preste atenção a si mesmo e ao que cria e ao MODO como cria.

WENDY: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. Mas, (voltando-se para a Kelley) Porque te interessas TU?

KELLEY: Eu? Foste verdadeiramente o Oscar Wilde?

ELIAS: Fui, num foco da atenção. (Ri)

WENDY: Ela acha isso difícil de acreditar.

ELIAS: Não tem importância. (Ri)

WENDY: (Para a Kelley) É tudo?

ELIAS: E que interesses tens tu, Myiisha?

WENDY: Eu tenho montes de interesses. É difícil distinguir. Nesta interacção que tenho com a Mary e contigo, sinto como se estivesse a fazer algo bastante propositado mas tenho dificuldade em saber o que estou a fazer. É como se parte de mim estivesse a fazer alguma coisa enquanto uma outra parte não tem conhecimento do que seja, mas isso me satisfaça. Só me sinto um pouco confusa quanto ao facto de como acabei aqui, a falar contigo na minha casa. (Elias ri) Estou encantada, mas é mais ou menos... Estou um pouco confusa.

ELIAS: Tu conduziste isso a ti, mas incorporas a capacidade e a força para avançares nesse sentido.


WENDY: Penso que por vezes não quero assumir a responsabilidade pela capacidade e pela força que tenho, ou que não as quero utilizar por uma razão qualquer. Estou a tentar esclarecer isso um pouco mais e a tentar compreender aquilo que estou a fazer.

ELIAS: Ao mudarem, muitos passam para uma posição de reconhecimento da força inerente ao poder individual da energia que têm, e por vezes isso pode temporariamente apresentar-se como assustador, por não estardes acostumados a canalizar essa energia e a dirigir-vos sem autoridades mas tão somente confiando em vós.

WENDY: Há uma enorme tentação no sentido de fazer de TI uma autoridade.

ELIAS: Eu estou ciente disso.

WENDY: E eu não tenho querido fazer isso. Mas ao mesmo tempo, ajuda bastante ter uma orientação.

ELIAS: Estou ciente disso, o que é bastante aceitável temporariamente. Caso não fosse assim, eu não estaria a falar com nenhum de vocês.

WENDY: Eu queria fazer-te uma pergunta sobre isso, sabes. Para mim, o papel que desempenhas assemelha-se ao de uma parteira. Isso será exacto?

ELIAS: Analogia bastante aceitável.

WENDY: Esta é uma pergunta mais ou menos engraçada após a sessão de grupo em que te debruçaste sobre a emoção, mas eu gostava de saber se gostas de o fazer ou como é que gostas de o fazer.

ELIAS: (Risada) É propositado. Conforme expliquei previamente ao Lawrence e à Olivia – informação essa de que todos estais a par – trata-se de uma resposta a um pedido.

WENDY: E para ti será divertido?

ELIAS: Isso é relativo. Relativamente à ideia que tendes da diversão, é discutível. Mas em associação com um diferente tipo de expressão de divertimento no âmbito da consciência, é.

WENDY: Provavelmente a intencionalidade é divertida, não?

ELIAS: É.

WENDY: Realização de sentido de valor, segundo o termo que o Seth empregou, creio eu.

ELIAS: Sim.

KELLEY: Não te aborreces por falar com tanta gente?

ELIAS: Não.

KELLEY: Por vezes não sentirás vontade de dizer: “Ah, trata lá de descobrir isso por ti próprio”? (Elias ri)

WENDY: Por vezes sente.

ELIAS: Posso-te dizer que por vezes as pessoas podem apresentar preguiça, e eu não estendo muita informação e encorajo bastante que se movam intimamente e explorem a informação que lhes diz respeito no seu íntimo. Mas também posso adiantar que, geralmente, as pessoas se apresentam de uma forma bastante autêntica na busca que empreendem por informação e pela curiosidade que apresentam e desejo de mudança de uma forma isenta de conflito e trauma, pelo que lhes estendo informação.

KELLEY: Se alguém te perguntasse qual é o sentido da vida, serias capaz de lhe dizer?

ELIAS: “O significado da vida.” Mas isso não poderá se traduzido por propósito da vida?”

KELLEY: Não sei bem. Não quero saber, por pensar que seja algo que precisamos descobrir por nós próprios. Mas caso alguém te perguntasse, serias capaz de lhe revelar?

ELIAS: Experimentar e explorar a si mesmo – isso é a natureza da consciência. É a vossa expressão natural. Toda e qualquer manifestação que possa ser sonhada são compostas de consciência. Consequentemente, como o seu movimento natural é o de explorar e expandir a autodescoberta, isso traduz igualmente o significado da vida, digamos assim.

WENDY: Gostava de te colocar uma pergunta subordinada à mudança. Tenho lido a maioria do que tem sido publicado acerca do que o Seth disse. Ele disse que têm existido outras – bom, isso na compreensão que temos do tempo – têm existido outras civilizações neste planeta que atravessaram uma evolução e que passaram para outras realidades. Gostava de saber... a certa altura recordo-me de te ter ouvido dizer que esta mudança constitui a primeira vez que ocorre. Terão outras civilizações passado por esta mudança da consciência?

ELIAS: Não desta maneira, não. Esta constitui um Evento da Fonte.

WENDY: Obrigado. Também gostava de comentar algo extraído da Bíblia em que Paulo diz... É uma passagem do capítulo aos Coríntios, capítulo 13, mas isso não importa muito. Ele diz: “Quando era criança, o meu discurso, o ponto de vista que defendia, e as ideias que tinha eram todas infantis. Quando cresci, pus termo às coisas infantis. Agora só percebemos reflexos intrigantes num espelho; mas depois viremos a conhecer-nos face a face. O conhecimento que actualmente tenho é parcial; depois, será total, tal como o conhecimento que Deus tem de mim.” Estará ele a referir-se à mudança da consciência? Estaria ele a falar disso? Outras traduções designam isso por véu.

ELIAS: Estou ciente disso.

WENDY: Certo, pensei que sim.

ELIAS: Sim e não – não necessariamente a este Evento da Fonte desta mudança de consciência, mas a uma acção decorrente dela, de autoconsciência. É uma tradução associada a crenças religiosas, a qual move a atenção fora do indivíduo e estabelece uma ideia duma entidade qualquer que é superior a vós próprios, e que é mais ampla e mais poderosa, mas de que incorporais um aspecto, digamos, e assim, que é capaz por meio desse imenso poder, encarar e ver o vosso reflexo com sendo gerado por ela. Isso consta de uma tradução filtrada por meio de uma crença religiosa. Mas na realidade, é bastante exacta em associação convosco. Vós sois Deus, por não existir nenhum poder superior ou mais elevado do que vós próprios.

WENDY: Numa outra tradução ele diz, “Hei-de conhecer tal como sou conhecido.”

ELIAS: Exacto.

WENDY: O que equivale mais ou menos a dizer que ele conhecerá da forma que Deus conhece.

ELIAS: Ou melhor, haveis de conhecer ao produzirdes o estado de recordação e conforme sois conhecidos para vós próprios.

WENDY: Terás falado muito sobre Eventos da Fonte antes, nos resumos?

ELIAS: Eu estendi-vos explicações, sim, e debati-as.

WENDY: Não quero passar por cima de velhas discussões, mas creio não apreciar muito o significado do facto de que esta mudança em que nos achamos envolvidos actualmente seja realmente um Evento da Fonte. Isso parece demasiado importante. (Ri)

ELIAS: Nos vossos termos, justamente! (Risada) Conforme estarás ciente, um Evento da Fonte não pode ser completa ou totalmente traduzido na vossa realidade física, mas uma expressão significativa dele será e está a ser interpretada na vossa realidade física. Usastes uma centena dos vossos anos no movimento subjectivo dele, e agora passais à inserção objectiva dele na vossa realidade actual.

WENDY: Como é que nos estamos a sair?

ELIAS: (Risada) Segundo os termos que empregais, muito bem.

WENDY: A sério? Constato sinais de trauma.

ELIAS: Absolutamente! Coisa que tenho vindo a declarar desde o começo deste fórum, o facto de existir trauma associado a esta mudança. Massas de indivíduos elegem não participar em termos físicos de uma forma objectiva.

WENDY: É por isso que se retiram?

ELIAS: Exacto.

KELLEY: Morrem?

WENDY: Sim.

ELIAS: E colectivamente elegem formas por meio das quais seja aceitável e compreensível retirarem-se em massa.

WENDY: Por não quererem experimentar trauma?

ELIAS: Exacto. O que não quer dizer que essas essências não continuem a contribuir com uma expressão de energia para a realização desta mudança.

WENDY: Mas não querem permanecer nesta realidade física a fazer isso, não é?

ELIAS: Exacto.

WENDY: Mas não será possível passar por isto sem experimentar um trauma excruciante?

ELIAS: Exacto.

KELLEY: Eu vou fazer isso!

WENDY: (Ri) Pois sim... O que traduz a razão porque estás a falar connosco?

ELIAS: Exacto. Mas olhai para os vossos pequenos como exemplos também, por virem a experimentar um trauma muito menor. Eles elegeram manifestar-se no que designais como os “estertores finais” do movimento subjectivo e incorporar um período de tempo maior na inserção objectiva. Por isso, a percepção é bastante clara.

WENDY: Eu aprecio bastante o ponto de vista deles. (Elias Ri)

KELLEY: A essência comportará género?

ELIAS: Não.

KELLEY: Porque tu chamas Michael à Mary, e referes-te a ela como “ele”. Por isso estará o “ele” associado ao Michael?

ELIAS: O nome da essência constitui um tom, o qual é passível de ser parcialmente traduzido nas vossas línguas como um nome. Na vossa dimensão física, nesta dimensão física, o modelo desta dimensão física comporta sexualidade, e a sexualidade comporta um género. Em associação à energia que é inserida, digamos assim, nesta realidade física por uma essência, geralmente ela escolhe associar-se mais fortemente com um sexo ou o outro. Há certas essências que optam por não escolher ou que não têm preferência associada ao sexo nesta realidade particular, mas geralmente, podeis designar que a maioria das essências que se manifestam nesta realidade física incorporam uma preferência quanto ao sexo. Por isso, em reconhecimento de tal preferência, posso referir-me a um indivíduo como ele ou ela.

WENDY: Isto é um “ela”?

ELIAS: É.

WENDY: Eu sou um “ela”?

ELIAS: És.

WENDY: Isso constitui uma enorme surpresa para mim. (Elias ri) Apesar de tudo o que me disseste, excepto o facto de eu ser comum... (Elias ri alto) Porque razão fizeste isso?

ELIAS: Por isso ser bastante divertido e estar claramente associado à conversa! (Ri)

WENDY: Eu gosto bastante do nome Myiisha, mas torna-se difícil para mim sentir que tem que ver comigo. Poderias dar-me uma ideia da razão para isso ser assim?

ELIAS: Isso está associado com este foco particular, esta manifestação. Por a energia que projectas nesta manifestação particular, nos vossos termos, se inclinar mais fortemente para a energia masculina.

WENDY: Mesmo apesar de ter escolhido ser mulher?

ELIAS: Exacto. Mas a escolha que eleges quanto à expressão da energia e da preferência que tens neste foco particular é predominantemente masculino.

WENDY: Mas a minha essência toda na realidade física será predominantemente feminina?

ELIAS: A energia é. Coisa que te posso garantir, caso te permitas explorar essa energia, que se te poderá revelar útil no movimento que empreendes de mudança, por isso constituir um outro aspecto desta mudança de consciência, que sofre uma alteração da expressão da energia masculina, ou o intelecto, para a energia feminina, ou a intuição.

WENDY: Foi uma surpresa enorme e maravilhosa, a forma como me senti quando tive um filho.

ELIAS: É. (Ri)

WENDY: Terá isso sido assim por conter toda esta energia feminina na minha essência?

ELIAS: É.

WENDY: Parece que quase a combati.

ELIAS: Isso é uma preferência que tens neste foco particular, no sentido de experimentares o movimento da energia masculina, e nessa medida optaste por outras preferências.

WENDY: Podes continuar?

ELIAS: A vossa sexualidade constitui uma opção.

WENDY: Sim.

ELIAS: Trata-se de uma escolha objectiva.

WENDY: Concordo.

ELIAS: Não é uma escolha que incorporeis subjectivamente antes de vos manifestardes e em razão do que produzais uma predestinação. Mas muitos optam por se manifestar em associação com um sexo e também optam por explorar esse sexo físico em associação com a expressão de energia do outro sexo, o que influencia bastante a preferência que tendes quanto às expressões físicas em associação com certos aspectos da sexualidade ou das preferências sexuais, por a sexualidade compreender toda a vossa realidade física. Qualquer manifestação física está associada à sexualidade.

WENDY: Então, parte disso, aquilo que estou a fazer, tem que ver com o facto de ser soft?

ELIAS: Em relação ao quê?

WENDY: Ao facto da orientação soft conter tanto a energia masculina como a feminina?

ELIAS: Não. Todos os indivíduos incorporam tanto a energia masculina como a feminina. Essa orientação soft está associada à percepção, à forma como percebeis. Conforme referi anteriormente, representa - para o referir por intermédio de um sentido figurado - uma lente, um matiz, por intermédio do qual percebeis toda a vossa realidade e uma expressão específica de energia associada ao modo COMO encarais a vossa realidade e como interagis com ela.

WENDY: Para mim é interessante como a sexualidade, da forma como a defines, esteja tão ligada à percepção. Para mim faz um enorme sentido. Torna-se bastante útil para mim. Mas não corresponde à forma como foi definida antes por nós. Para mim, a percepção que tenho é sentida como bastante ligada à minha expressão sexual. (Ri)

Penso que vou só pedir uma sugestão qualquer que possas dar-nos e a seguir terminaremos. (Para a Kelley) Terás algo que queiras perguntar? Desculpa – vai em frente.

KELLEY: Isso realmente não vem ao caso, mas aqueles que se cortam e coisas de género, como quando não pretendem cometer suicídio mas cometem esses actos e perdem a fé na vida. Por que razão farão isso? Como poderemos ajudá-los?

ELIAS: Na realidade isso compreende várias perguntas em sentidos diferentes. (Ri) Aqueles que se auto-mutilam não expressam necessariamente uma perda de fé na vida, mas alguns empregam esse tipo de acção como uma expressão de experiência. Permite que te diga que pode ser difícil apontar uma razão, por esse tipo de atitude poder ser usada por muitos indivíduos distintos e ser experimentada por formas as mais diversas.

Alguns empregam uma acção do que podereis designar como mutilação da forma física por a percepção que têm corresponder a uma experiência agradável, assim como pode ser encarada nas crenças que têm como uma expressão de beleza, assim como também pode ser incorporada na sua percepção como um modo por meio do qual se expressam para atrair a atenção dos outros.

Alguns incorporam essa acção como uma experiência para conseguirem sentir em termos concretos. Alguns incorporam trauma nas experiências por que passam no seu foco, e associado a esse trauma desactivam a capacidade de sentir – não necessariamente por meio da desactivação das suas comunicações emocionais, mas da desactivação da capacidade que têm de sentir em termos físicos. Por isso, empregam uma acção extrema a fim de se permitirem sentir em termos físicos.

Agora, em relação à tua pergunta sobre como podereis ajudar – por reconhecer que a pergunta que fazes se move no sentido daqueles que percebes como propositadamente danosos para eles próprios e se sentem infelizes – a forma como podereis ajudar da forma mais eficiente é através do exemplo, e mais importante, da aceitação, o que constitui um enorme desafio. Porque caso empregueis uma interacção com um indivíduo que empreenda esse tipo de acção e tenhais consciência objectiva da participação que ele tenha nesse tipo de acção, pode tornar-se num enorme desafio aceitar a sua escolha sem tentar corrigi-lo.

Mas se aceitardes a opção que elege, fornecereis uma energia de exemplo, por a sua expressão se traduzir por uma falta de aceitação de si próprio. Se expressares aceitação, isso será de imediato acolhido pelo indivíduo. A energia sempre é recepcionada muito mais rápida e eficazmente do que qualquer outro tipo de comunicação. As pessoas pressentem e sentem a energia e reconhecem a autenticidade que traduz. Por isso, torna-se bastante significativo expressar aceitação, mas de uma forma autêntica.

Mas para poderdes aceitar outro indivíduo PRECISAIS aceitar-vos a vós próprios. Posso dizer-te que isso se resume à questão do conto do pequeno rebento que eu sugeri anteriormente, e que se aplica a TODAS as situações e a TODOS os indivíduos.

WENDY: Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer.

WENDY: Isso foi bastante interessante. Está bem, nesse caso, tem tudo que ver com o tempo. Não quero sobrecarregar a Mary. Estamos no fim, creio eu. Não estamos?

KELLEY: De onde vem o acento que apresentas? Por parecer que o tipo de acento usamos não depender de uma decisão da nossa parte. (Elias ri)

ELIAS: Não é definido por nenhuma língua nem cultura. Por assim dizer, pode estar associado a uma mistura de várias culturas e línguas.

WENDY: Ele tem andado por aí.

ELIAS: Absolutamente! (Ri)

WENDY: Assim vamos terminar, mas só quero perguntar se terás alguma sugestão para alguma de nós, ou para o Michael, antes de nos despedirmos.

ELIAS: Para simplesmente prestardes atenção a vós próprias e para conduzirdes os vossos próprios barcos, e para não tentardes conduzir o barco de mais ninguém.

WENDY: Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer.

KELLEY: Obrigado.

ELIAS: Também não tens de quê. Fico a antecipar a nossa próxima interacção, talvez mesmo com frequência. (Ri)

WENDY: Espero que sim.

ELIAS: Vamos tornar-nos grandes amigos, como já somos. E eu vou continuar a brincar!

KELLEY: Diverte-te!

ELIAS: Eu divirto! E talvez também tu te divirtas!

KELLEY: Talvez me divirta!

ELIAS: Eu estou ciente do teu “mau olhado.” (Wendy ri)

KELLEY: Contudo, não parece que tenha conseguido resolver isso muito bem.

ELIAS: Eu não sinto qualquer receio. (Ri)

KELLEY: Vou continuar a praticar. Tu vais ver.

ELIAS: Não consegues assombrar um fantasma! (Ri)

KELLEY: Eu sou capaz de assombrar quem eu quiser!

ELIAS: Mas talvez eu te assombre também a ti!

KELLEY: Isso não parece que seja muito bom!

ELIAS: Ah ah ah! Para ambas com um formidável afecto, amizade e carinho, au revoir.

KELLEY: Adeus!

WENDY: Au revoir.

Elias parte às 5:14 da tarde.

©2005 Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados


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