domingo, 11 de março de 2012

ABUNDÂNCIA


SESSÃO #1041
“Um Curso Sobre Milagres”
“Estabelecendo a Crença da Abundância”
“O Acto de Transição dos Catraios”
Domingo, 24 de Março de 2002 (Privada/Telefone)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael), a Julie (Jewell) e o Walt (Quillett)

...

ELIAS: Boa tarde.

JULIE: Boa tarde, Elias.

ELIAS: Sê bem-vinda!

JULIE: O meu nome é Julie, e este é o meu marido, Walt.

WALT: Boa tarde, Elias.

ELIAS: Sejam ambos bem-vindos.

JULIE: Esta é a primeira vez que conversamos contigo, pelo que somos mais ou menos novos nisto.

ELIAS: Ah ah ah! E de que modo vamos prosseguir?

JULIE: Eu tenho algumas perguntas e a seguir vou deixar o Walt colocar algumas. Que tal?

ELIAS: Muito bem.

JULIE: Penso que a primeira pergunta que tenho seja realmente para o Walt. Gostava de saber o nome da essência dele e a família a que pertence. (Pausa)

ELIAS: Nome da essência, Quillett. Família da essência, Sumafi; alinhamento, Gramada; orientação, comum.

JULIE: Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer.

JULIE: Também me poderás dizer as estatísticas da minha filha, Claire? (Pausa)

ELIAS: Nome da essência, Tautlyn. Família da essência, Sumari; alinhamento, Zuli; orientação, comum.

JULIE: Muito obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer.

JULIE: Bom, também te queria perguntar, tenho estado a ler Um Curso Em Milagres e gostava de te perguntar se conhecerás as origens desse texto ou se estarás familiarizado com ele. (Pausa)

ELIAS: Sim, estou ciente da expressão de energia dele. Mas, qual é a natureza da tua pergunta em relação a essa informação?

JULIE: Será transmitida pela via que nos foi revelada, como tendo sido redigida por Jesus Cristo? Isso será exacto?

ELIAS: Não. Isso é uma interpretação.

JULIE: Poderias esclarecer exactamente que essência lhe terá dado origem e por que razão?

ELIAS: Posso-te dizer que se trata do que podereis designar como um trabalho que brota duma informação que foi canalizada pelas essências que o transcreveram, de certo modo. Devo dizer-te que por esta altura, associado a esta mudança que a consciência está a sofrer, esse tipo de acção tende a ocorrer com maior frequência.

Agora; é susceptível de ser filtrada pelas crenças daqueles que produzem essa acção de canalização, mas isso não torna a informação de todo inválida. Apenas emite algumas distorções e traduções por obra da influência oriunda das crenças daqueles que produzem a acção dessa canalização de informação.

Permite-te reconhecer a existência de uma diferença na acção, não necessariamente de uma distinção na informação, mas de uma diferença na acção entre o que designais por canalização e o que eu referi em termos de uma troca de energias. Uma troca de energias emprega uma cooperação e um intercâmbio literal de energia entre duas essências. O acto de canalizar consiste numa acção através da qual um indivíduo na vossa dimensão física se permite canalizar informação procedente da sua própria essência, informação essa que é filtrada através de várias camadas de consciência para a consciência objectiva do indivíduo no foco físico.

Ora bem; isso não invalida a informação que está a ser acedida; apenas trata de acções distintas. Mas como cada essência comporta a mesma informação na sua totalidade, por serdes todos consciência, não importa que a informação possa ser filtrada por uma essência ou facultada pelo intercâmbio de energias que opere entre duas essências.

JULIE: Então, a essência da pessoa que o escreveu é tão iluminada quanto a essência do foco que foi chamado de Jesus Cristo - será isso que estás a dizer? A informação é igualmente válida, somente a procedência, de que essência terão procedido os detalhes exactos disso, é que me confunde.

ELIAS: Exacto.

JULIE: Estou a entender.

ELIAS: Há certos aspectos dessa informação que são fortemente influenciados pelas crenças do indivíduo, e isso reflecte-se na informação que é facultada. Mas uma vez mais, isso não invalida a informação, além de que todos vós filtrais informação por meio das crenças que tendes.

JULIE: Poderia interrogar-te igualmente... tive uma experiência com um homem que disse que através da hipnose conseguia deixar-me num transe profundo, coisa que de facto conseguiu, e em que de facto consegui ir até à minha vida mais recente, reviver a experiência da morte e passar para o além, conforme ele chamou a isso, quando não me encontrava mais aqui na Terra em nenhum foco particular. Eu tive essa experiência em que me pareceu que por meio do estado hipnótico eu me alçava a um outro nível e me sentia extremamente repleta de energia e bastante – qual será o termo? – liberta, creio ser o modo mais simples de pôr a coisa. Eu gostava de saber se validarias o facto de isso ter sido um nível da minha consciência que não se centra aqui neste planeta, ou se terá sido um local físico ou um local inerente a um outro nível da energia, ou se não terá passado tudo de obra da minha mente, ou o que terá sido.

ELIAS: Sim. Posso-te dizer que foi uma experiência válida e bastante real.

Agora; compreende que a interpretação que fazes dessa experiência é influenciada, uma vez mais, pelas crenças que manténs e pelas associações que estabeleces com base nessas crenças, porque na realidade a consciência não comporta níveis, e a experiência não te incluiu pelo que designas como uma parte de ti que não se encontra presente nesta manifestação, por seres a essência e como tal toda tu enquanto essência te achas incluída nesta manifestação. O que não quer dizer que tenhas uma consciência objectiva de todos esses teus aspectos, e nesse tipo de estado relaxado, o qual tu própria também podes criar, permites-te deslocar a tua atenção.

Nesta dimensão física vós concebestes de um modo bastante eficaz um modelo respeitante ao modo como haveis de manifestar-vos fisicamente numa dimensão física empregando solidez e tempo.

Bom; nessa medida, em conjugação com o modelo desta dimensão física vós escolhestes criar uma forte crença na separação e no singular. Isso facultou-vos durante o período de tempo desta dimensão física uma pureza de carácter na experiência na exploração da tremenda diversidade inerente à criação da realidade física.

Agora; associado a essa crença na exclusividade e na separação, vós não vos permitis vislumbrar a vastidão que vos caracteriza, e criais uma certa expressão de tensão que vos dirige a atenção de uma forma específica e singular meramente para esse foco exclusivo da atenção. Todos os vossos focos da atenção estão a decorrer em simultâneo, quer decorram nesta dimensão física ou em áreas não físicas da consciência, ou noutra dimensão física qualquer que tenha expressão.

Por isso, se te permitirdes, falando em termos figurados, ignorar a posição que mantendes em relação a essa singularidade da atenção (exclusividade do eu), permitir-vos-eis avançar e reconhecer outros aspectos de vós próprios. Isso poderá ser expressado por uma permissão para experimentardes ou verdes – porque alguns indivíduos optam por não admitir a expressão de permissão efectiva da experiência de outros aspectos deles próprios – mas nessa medida, podeis permitir-vos ver ou experimentar outros focos dimensionais ou outros focos situados noutras faixas de tempo desta dimensão física.

JULIE: Nesse caso parece-me que se me permitir ver ou passar a incluir na minha consciência essa parte da minha essência que se revelou tão poderosa e tão irrestrita a certas crenças, que ser capaz de manter isso em acréscimo às crenças que tenho e aos limites que tenho neste foco seria possivelmente o que chamaríamos um tipo de despertar espiritual, em que todas as grandes tradições espirituais enfatizam que somos todos um e que a dualidade não passa duma forma de percepção.

Será possível para focos como nós, que nos achamos tão focalizados nas nossas vidas e nos detalhes que elas apresentam na forma física, viver a vida diária com ambas as percepções ao mesmo tempo, ou existirá alguma razão porque será melhor que nos mantenhamos mais limitados naquilo de que temos consciência em todas as épocas?

ELIAS: Ah, minha amiga, mas eu devo dizer-te que isso representa a interacção desta mudança da consciência. Sim, é bastante possível, e para além de possível, provável que venhais a incluir o que percebes como ambas as formas de consciência ou percepção, por ser isso que estais a gerar ao dardes lugar à criação desta mudança da consciência.

Nisso reside a questão, em permitir-vos ter percepção de vós próprios como essência em toda a sua vastidão e em continuardes igualmente nesta dimensão física sem as limitações que empregastes anteriormente. O modo por meio do qual isso é alcançado é o reconhecimento das crenças que mantendes, reconhecê-las e aceitá-las, e assim facultar-vos escolha à medida que expandis a percepção e vos familiarizais com o que sois enquanto essência e com as capacidades de que dispondes enquanto essência mesmo enquanto vos situais na vossa dimensão física – por dispordes de capacidades ilimitadas.

Nessa medida, ao expandirdes a percepção que tendes, permitis-vos objectivamente criar uma compreensão e um saber do modo COMO criais a vossa realidade nesta dimensão física. E apesar de continuardes a incorporar crenças, neutralizais essas crenças, por passardes a permitir-vos dirigir-vos e escolher essa direcção a despeito das expressões das vossas crenças. Com conhecimento de não ter importância, podeis optar por dar expressão a uma crença assim como podeis optar por contornar essa crença por assim dizer, que a expressão objectiva dela própria não terá importância. O que tem significado é que vós próprios reconheçais que dispondes da escolha e como tal não estais sujeitos à expressão das crenças.

JULIE: Posso escolher um exemplo e ver de que modo isso se aplicaria?

ELIAS: Podes.

JULIE: Digamos que tenho uma crença que aceito com base na fé, na existência de uma abundância ilimitada, e que tenho acesso a uma abundância ilimitada. Depois digamos que tudo o que vejo na realidade não passe de escassez. Sinto não ter muito disto nem daquilo, preciso mais disto. Mas ao mesmo tempo, mantenho na minha consciência a crença na abundância ilimitada. Assim, o que tu estás a dizer é não tem importância real o que esteja a manifestar fisicamente enquanto perceber que existe abundância?

ELIAS: Aquilo que te estou a referir é, digamos assim, o contrário do que estás a acabar de me dizer.

Vamos utilizar o exemplo que descreveste. Posso-te dizer que todos vós, na vossa dimensão física, incorporais as crenças todas. Por isso incorporais a crença de encarardes a abundância como boa, mas sem necessariamente incorporardes um conhecimento de como podereis criar isso. O que efectivamente criais constitui uma projecção da vossa percepção, e a vossa percepção é bastante influenciada pelas crenças que mantendes. Por isso, podeis reconhecer as crenças que defendeis através daquilo que produzis, do que criais, do que fazeis. Nessa medida, se na tua realidade percebes a escassez e a carência e pouco daquilo que desejas, também podes reconhecer manter uma crença que te está a influenciar a percepção – a qual te cria a realidade – respeitante à falta de capacidade para produzires ou criares abundância, e isso é o que tu expressas externamente.

Agora; também podes incluir uma elaboração mental por meio da qual expresses a ti própria um desejo de criares abundância e quereres ver abundância a cercar-te e PENSARES poder criar isso. Mas a crença por que estás a alinhar está a ser expressada por aquilo que geras, e a crença que está a influenciar é a que diz que NÃO possuis a capacidade de criar essa abundância e de que isso é um aspecto da tua realidade que tu própria não crias mas precisas adquirir.

JULIE: Nesse caso, como é que mudamos o alinhamento com a ideia de acreditarmos quando é óbvio que não acreditamos, por a não estarmos a manifestar? Haverá algum modo de mudarmos para a crença de podermos criar abundância?

ELIAS: Há, e a maneira através da qual produzis isso com toda a simplicidade é voltar a vossa atenção em reconhecimento do que estais efectivamente a produzir, permitindo-vos prestar atenção à percepção que tendes – porque, uma vez mais, a vossa percepção cria efectivamente a vossa realidade física – e na medida em que permitirdes que a vossa atenção se mova, reconhecendo o que estais efectivamente a criar e movendo a vossa atenção das vossas elaborações mentais, podereis permitir-vos no momento prestar atenção a vós, e não às ideias que tendes.

Os vossos pensamentos (ideias) não são o que vos cria a realidade; eles não vos criam a realidade. Os vossos pensamentos são um mecanismo que na vossa dimensão física criastes intencional e propositadamente a fim de traduzirdes objectivamente as comunicações e a informação que estendeis a vós próprios por meio de outras vias. O próprio pensamento não constitui uma comunicação; é um mecanismo de tradução ou interpretação. Por isso, se moverdes a vossa atenção do pensamento para o que estais efectivamente a produzir externamente e para a vossa percepção, isso permitir-vos-á dessa forma que desloqueis a vossa atenção para as crenças que causam influência em associação com o que estais a produzir.

Assim que vos permitirdes reconhecer as crenças que vos influenciam a percepção ao prestardes atenção ao que estais a produzir ou ao que estais a FAZER, podeis habilitar-vos a escolher e nisso reconhecer-vos pela confiança que tendes nas vossas capacidades e aceitação de vós próprios, e desse modo alterar a vossa percepção e produzir o que quereis.

JULIE: Percebo isso. Então, não tem que ver com o que pensamos. Tem que ver com as crenças que temos não se manifestarem como pensamento; elas manifestam-se naquilo que efectivamente percebemos.

ELIAS: Exacto.

JULIE: É resultado do que acreditamos, e é a forma pela qual ficamos realmente a conhecer aquilo em que acreditamos.

ELIAS: Exacto.

JULIE: Então, se formos capazes de percorrer o mundo e perceber toda a abundância em vez de vermos a carência, nesse caso saberemos que temos uma crença na abundância ao contrário da escassez, isso traduzirá a coisa de uma forma condensada?

ELIAS: Sim.

JULIE: Agora, se a inclinação natural que tiver for a de percorrer o mundo e perceber escassez e disser: “Muito bem, a partir de agora vou-me focar em tudo o que vejo que representa abundância”, isso será uma forma de manipular a crença que tenho, ou uma escolha que estou a fazer no sentido de mudar a percepção que tenho?

ELIAS: Isso depende de ti e do movimento que empreendas, porque eu vou reiterar uma vez mais que o pensamento não é o que vos cria a realidade. Por isso, podeis produzir um pensamento e dizer para vós próprios; “Não vou percorrer os caminhos do mundo a perceber abundância”, e podeis não produzir necessariamente essa realidade por não terdes dado atenção à crença. Mas, conforme declarei, depende de vós e do reconhecimento da escolha que tiverdes.

Podes permitir-te um ponto de partida com a ideia de desejares prestar atenção às expressões de abundância e desse modo produzires a opção de voltares a atenção para a observação das expressões de abundância, que isso pode influenciar-te a percepção à medida que fores praticando. Mas não é o pensamento que produz tal acção. É a tua permissão para optares por isso.

JULIE: Estou a perceber. Obrigado, Elias.

ELIAS: Não tens o que agradecer, minha amiga.

JULIE: Eu gostava de permitir que o meu marido tenha algum tempo para falar contigo.

ELIAS: Muito bem.

JULIE: Eu só gostava de perguntar, só caso ele se esqueça untar, ele acredita que num foco anterior ele se terá manifestado como o músico Tchaikovsky. Isso será algo que possas validar ou não?

ELIAS: Ah. Devo dizer-te que na verdade esse não é um foco do teu companheiro, mas o teu companheiro tem um foco nessa altura na qualidade de uma dançarina que expressa um formidável afecto e apreço por esse indivíduo e as composições que ele criava.

JULIE: Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer.

WALT: Boa tarde, Elias. Daqui fala o Quillett, creio bem. Eu gostava de expandir isso da vida passada nessa mesma era. Poderias verificar se a morte do Tchaikovsky’s terá sido em resultado de um acidente ou se terá sido fruto de um acto de suicídio?

ELIAS: (Risadinhas) Devo garantir-te, meu amigo, que não existem acidentes (acasos). Ah ah ah! Foi fruto de uma opção.

WALT: Avançando para este foco, esta vida, acredito que possa dar-se uma bifurcação na minha carreira, e eu queria saber se poderias verter alguma luz sobre a questão a saber, se devo permanecer quieto na posição em que me encontro e enfrentar mais ou menos a tempestade, ou se deva apenas continuar a procurar.

ELIAS: Mas diz-me cá, em primeiro lugar, que impressão tens?

WALT: A impressão que tenho é a de talvez proceder à exploração de todas as oportunidades e de proceder com sensatez a uma escolha mais tarde. Mas o receio que tenho é que se esperar até mais tarde possa perder uma oportunidade.

ELIAS: Ah! Permite que te faça uma sugestão. Não é uma questão do que deves criar ou deixar de criar, nem da direcção que deves ou não tomar. Mas a sugestão que te dou é que te permitas abrir-te para as oportunidades que apresentas a ti próprio, mas também no sentido de te permitires prestar atenção ao que transmites (comunicações que estendes) a ti próprio por meio da intuição e para não deixares de considerar isso. Porque, se prestares atenção e deres ouvidos a ti próprio, não haverás de criar o que encaras como perda de uma oportunidade, mas também te permitirás conforto em conjunção com as crenças que tens subordinadas à segurança. Estás a compreender?

WALT: Sim, compreendo. Outra coisa que tem vindo a incomodar-me, e creio que à minha mulher também, é o facto de estarmos a contemplar a possibilidade de uma  mudança para um outro estado, o do Arizona mais especificamente, e estarmos com isso talvez a tentar mudar o estilo de vida que levamos, em que gostaríamos de viver o resto dos nossos dias aqui neste plano e possivelmente realizar uma mudança completamente diferente na carreira a fim de aproveitarmos o novo ambiente lá.

ELIAS: E a pergunta que pretendes colocar??

WALT: A pergunta é se deveríamos avançar nessa oportunidade de mudança para esse estado e proceder a uma mudança total de carreira?

ELIAS: E eu respondo-te para confiares em ti e concederes a ti próprio permissão para criares o que queres e a expressão da preferência que tens. Permite-te certificar-te e ter uma consciência objectiva das preferências que tens, porque a permissão para escolheres relativamente às preferências que tens produzirá suavidade nos movimentos que empreenderes. Expressar para vós próprios os factores do “dever” relativos às crenças que tendes produz uma maior densidade nos movimentos que empreendeis.

Por isso, permite-te prestar atenção ao que queres genuinamente e confiar na capacidade que tens – que tu tens – de dar expressão a isso e de criar isso sem temor, coisa que pode ser expressada apenas relativamente às crenças que sugerem que não podes criar o que queres. Mas acontece que podes.

WALT: Muito bem — entendido. (Elias ri)

Eu gostava de saber se poderias partilhar connosco uma perspectiva sobre a economia, a economia dos Estados Unidos e a economia do mundo, e se virão a dar-se mais ataques terroristas que venham a perturbar a economia mundial.

ELIAS: Ah, eu posso-te dizer que essa é uma pergunta do tipo bola de cristal.

Nessa medida, devo dizer que as probabilidades são actualizadas no momento, meu amigo. As escolhas são geradas no momento. Tem cautela com quem quer que (indivíduo ou essência) possa proceder à identificação respeitante ao que encarais como eventos futuros em termos absolutos, por isso negar a escolha, para além de invalidar o livre arbítrio, a vontade própria. Isso dá expressão a um reforço das crenças respeitantes à predestinação e ao destino e às acções e escolhas pré-estabelecidas, o que é bastante errado e contrário à natureza da consciência. Todas as probabilidades são actualizadas e determinadas no momento.

Por isso, devo dizer-te neste exacto instante que não, colectivamente não estais a produzir tal acção; e posso-te garantir, neste instante, que o potencial, é que colectivamente não avanceis para uma expressão de criação desse tipo de acção futura ou no que podeis perceber como no futuro mais próximo.

Mas a natureza da escolha pode ser encarada de modo bastante similar aos vossos furacões e tornados, por poderdes produzir uma escolha num momento e poderdes alterar essa escolha dramaticamente num momento seguinte. Cada um gera as próprias escolhas, e em termos bastante literais, a escolha de um num momento qualquer é capaz de afectar-vos a todos, porque para falar com franqueza, CADA opção que cada um de vós produz seja em que altura for propaga-se através da consciência e vai afectar todas as outras essências, porque para além da percepção que tendes da separação, nenhuma separação existe.

Por isso, posso-te dizer, meu amigo, não te preocupes com o que possa situar-se no futuro, por isso ser altamente constrangedor. O que detém significado é o que te permites a ti próprio através da escolha agora e em cada instante do agora, porque se continuares a voltar a tua atenção e a projectá-la no exterior em direcção ao futuro e ao que ele possa trazer, tu não prestarás atenção ao que é e limitarás a tua expressão enormemente.

WALT: Adorável. Muitíssimo obrigado.

ELIAS: (Risadas) De nada.

WALT: Ora vejamos. Outra pergunta relacionada com a união do nosso matrimónio. Nós tivemos gémeas que nos nasceram e um deles morreu pouco após o nascimento, aproximadamente quatro semanas após a nascença. O nome que lhe demos foi Anna, que era a irmã da Claire. Gostava-mos de saber se ela terá regressado a este plano Terreno novamente ou se estará a aguardar. Qual será o estado da sua reincarnação?

ELIAS: Ah, deixa que te diga que o tema da reincarnação ou da nova manifestação está directamente associado a crenças religiosas. Na realidade, conforme declarei, todas as vossas manifestações, todos os vossos focos da atenção, se manifestam em simultâneo. Nessa medida, cada foco da atenção é único em si próprio e prossegue quer opte por empreender uma manifestação física ou não.

Ora; consequentemente, não se trata de uma questão do foco individual da atenção voltar a manifestar-se, por o foco individual da atenção ser altamente único, e o simples conceito da repetição da manifestação num outro foco da atenção como um outro indivíduo reduz a singularidade e a expressão de cada foco da atenção.

Bom; quando um foco da atenção opta por se desprender desta dimensão física, ele prossegue a exploração que faz de si mesmo enquanto essência e enquanto consciência. Só que opta por gerar essa acção por uma via diferente. Na realidade, isso é o que vós produzis na vossa dimensão física, simplesmente uma exploração através da experiência de vós próprios enquanto consciência. Por isso equivaler à acção de toda a consciência, estar continuamente a desdobrar-se sobre si própria e desse modo a expandir-se por meio da exploração que faz de si mesma, digamos – apesar de a consciência não ser uma entidade.

Mas nessa medida, a atenção continua a explorar no âmbito da escolha que empreende. Devo dizer-te que esse foco particular da atenção (bebé) não utilizou muita acção de transição, por não ter optado por criar associações com base em crenças em conjugação com esta dimensão física numa extensão por aí além e desse modo empregou muito pouca actividade no sentido de descartar as crenças e também muito pouca acção, segundo os vossos termos, no sentido de interromper a consciência subjectiva que é expressada na vossa dimensão física, por os catraios não criarem inteiramente associações com o que podeis perceber como solidez ou a singularidade da consciência objectiva. Por isso, ao experimentarem o desenlace dá-se uma breve expressão de transição subsequente à qual eles produzem um movimento rápido no sentido de outras explorações e escolhas.

Se estás a querer indagar do estado da atenção dessa essência e da associação que gerais nas traduções físicas objectivas que fazeis dos movimentos em relação ao facto de poder empregar alegria ou jovialidade, sim. Estará a manifestar isso em termos físicos? Não.

JULIE: Então a essência a quem por um breve período chamamos Anna está a divertir-se, segundo os termos que empregamos, só que não no nosso plano Terreno?

ELIAS: Exacto.

JULIE: Elias, infelizmente vamos ter que terminar, apesar de adorarmos poder estar aqui a conversar contigo para sempre.

ELIAS: Muito bem.

JULIE: Poderia colocar mais uma pergunta rápida?

ELIAS: Podes.

JULIE: Será este o foco final para mim e para o meu marido no plano Terreno, ou teremos focos futuros e em simultâneo neste plano?

ELIAS: Ah. Isso na verdade representa duas perguntas, porque enquanto os vossos focos existem em simultâneo, devo dizer-te que sim, cada um de vós inclui focos futuros os quais estão a ser expressados agora. Será cada um de vós um foco final – que impressão tens?

JULIE: Que sim, no meu caso.

ELIAS: E que mais...?

WALT: Ainda não ponderei na coisa.

ELIAS: Mas eu posso dizer-te para prestares atenção aos pressentimentos e expressões que tens individualmente, porque ao produzires a impressão de seres um foco final, estás a transmitir a ti própria, e tens razão, estás certa. Quanto ao teu companheiro, a razão porque não produzes essa mesma impressão e não te interessaste ou não tiveste uma ideia respeitante a essa questão é porque ele não é.

JULIE: Muitíssimo obrigado, Elias. Nós estamos realmente a gostar de conversar contigo, e esperamos voltar a conversar contigo em breve.

ELIAS: Muito bem, e eu vou ficar a antecipar o nosso próximo encontro. Estendo-vos um enorme encorajamento. Prestai atenção a vós próprios e às intuições que tendes. Concedei a vós próprios permissão para criardes aquilo que quereis. Também expresso a cada um de vós uma enorme afeição. Para ambos, neste dia...

JULIE: Muito obrigado, Elias. Adeus.

ELIAS: ...au revoir.

Elias parte às 5:10 da tarde.

©2004 Mary Ennis, Direitos Reservados


Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.

O MATERIAL ELIAS