domingo, 25 de março de 2012

DUPLICIDADE



SESSÃO #328
“o sistema de crenças da duplicidade”
sábado, 3 de outubro de 1998 © (Grupo/Nova York)
Tradução: Amadeu Duarte


Participantes: Mary (Michael), Ben (Albert), Julie (Listell), Rodney (Zacharie), e 11 novos participantes: Brenden (Brian), Danny (Erich), John (Jason), Val (Caliel), Ana, Harry, Jerry, Lee, Wayne, e duas pessoas sem nome.

Elias chega às 7:01 da tarde. (Tempo de chegada é de 23 segundos.)

ELIAS: Boa noite! (A sorrir) As boas vindas às novas essências aqui presentes nesta noite! Esta noite, vamos debater o sistema de crenças da duplicidade. Andamos, nas sessões recentes que tivemos, a debater sistemas de crenças, e eu voltei-me no sentido de explicar aos indivíduos que existem menos sistemas de crenças do que percebeis, mas (em contrapartida) existem mais aspectos que se acham envolvidos nesses sistemas de crenças do que supondes. Eu propus a analogia com que a maioria de vós se acha familiarizada, da gaiola de aves, a qual se revelou de muita ajuda para muitos no foco físico pela compreensão do conceito dos sistemas de crenças e dos seus aspectos e da afectação decorrente desses aspectos dos sistemas de crenças.

O próprio sistema de crenças em si mesmo, conforme declarei muitas vezes, constitui uma gaiola de aves. Os aspectos dos sistemas de crenças representam todas as aves que se encontram na gaiola. Todos esses pássaros se acham muito animados, cheios de vivacidade, cheios de energia, e causam uma enorme perturbação, tal como uma ave real no vosso foco físico que se ache engaiolada. Requer atenção e por vezes também chega a exigir atenção e interacção, e as aves que se encontram na gaiola do sistema de crenças – os aspectos inerentes a esse sistema de crenças – assemelham-se bastante. Eles também são bastante exigentes quanto à vossa atenção e vão no sentido de desejarem ser nutridos tal como os vossos pássaros do foco físico, e vós sois bastante eficientes a alimentar todos esses aspectos, por lhes PRESTARDES energia e os reforçardes em termos de energia, e ser assim que os alimentais.

Ora bem; também vos vou dizer muito rapidamente que no âmbito desta mudança de consciência que se está a verificar, a intenção é a de abrirdes a porta da gaiola a todos esses pássaros e permitirdes que eles voem em liberdade, neutralizando desse modo o sistema de crenças e esvaziando os aspectos inerentes a esse sistema de crenças – esvaziando a gaiola de todos os pássaros – acção com que não eliminais o sistema de crenças. Não descartais a gaiola. Apenas a esvaziais e as exigências da gaiola, mas podeis permitir-vos utilizar subsequentemente essas gaiolas, de um modo ornamental, na vossa própria criatividade, e podeis alterar-lhe o design para o que escolherdes, e reconstruir a sua energia numa energia mais eficaz e benéfica.

Por isso, digo-vos uma vez mais, a questão não assenta na eliminação dos sistemas de crença nem na alteração deles, mas em aceitardes esses sistemas de crenças que mantendes, por eles serem um elemento intricado do vosso foco físico e não poderem ser eliminados do vosso foco físico. Eles fazem parte desse plano. Vós criastes esta realidade incorporando sistemas de crenças. Eles são-lhe implícitos. Eles SÃO a vossa realidade. Por isso, não procuramos eliminá-los, mas aceitá-los.

A aceitação de um sistema de crenças, o acto de permitir que os pássaros voem em liberdade, constitui o reconhecimento de cada um desses pássaros e a não criação de julgamento, por a aceitação constituir ausência de julgamento, e de cada vez que vos permitis mover na direcção de não julgardes mais um aspecto inerente a um dado sistema de crenças, estais a permitir que um desses pássaros voe em liberdade e estais a esvaziar a gaiola de mais um pássaro.

O sistema de crenças da duplicidade é ligeiramente diferente de todos os outros sistemas de crenças, por esse sistema de crenças estar intimamente envolvido em TODOS os aspectos inerentes a TODOS os vossos sistemas de crenças. Não existe nenhum sistema de crenças ou aspecto inerente a um sistema de crenças que esta crença na duplicidade não afecte. Ele influencia e afecta TODO movimento que empreendeis. É o sistema de crenças do bom e do mau e do certo e do errado, e esse sistema de crenças prende-se com TODO aspecto de TODO E QUALQUER sistema de crenças. Não existe acto que crieis no foco físico em que esse sistema de crenças particular não esteja implicado. Mesmo no mais inexpressivo dos sentidos do que possais criar no foco físico, vós envolveis o sistema de crenças da duplicidade.

Quando escolheis acordar no vosso amanhecer, a forma como escolheis acordar é influenciada pela duplicidade. Cada instante que criais no foco físico é influenciado por esse sistema de crenças – o facto de vos adornardes com certos tipos de roupas, com certos tipos de sapatos, a forma como haveis de os colocar na vossa forma física, a ordem em que os tendes que usar! A forma como haveis de pentear o cabelo, como tendes que comer a refeição da manhã, ou mesmo o facto de tomardes o pequeno-almoço! A todo o momento – a maneira como haveis de atravessar uma dependência (da vossa habitação). Os vossos pés estarão a apontar na direcção correcta? Isso será bom ou mau? Andareis com os pés ligeiramente voltados para dentro? Isso deve ser mau! Andareis com os pés voltados para os lados? Isso tem que ser mau! Os vossos pés andam alinhados? Isso deve ser bom! Isso é tudo julgamento. Tudo duplicidade. Estes são pequenos exemplos da complexidade desse sistema de crenças da duplicidade, só que esse sistema de crenças influencia muito mais do que pela maneira como devereis assentar os pés, por VOS influenciar bastante e à forma como vos encarais a vós próprios e ao modo como interagis convosco próprios, e como interagis com os outros.

Esse é o sistema de crenças que mais expressão tem na criação de julgamentos, pois positivo e bom também são formas de julgamento. Opõem-se ao “mau” e ao “negativo”. Não deixa de ser um julgamento como aquele que percebeis como inaceitável. Além disso, também consta duma forma de julgamento insidiosa, e isso representa a camuflagem da duplicidade, por ser bastante variável. Aclimata-se bastante a todas as vossas camuflagens, a todos os vossos sistemas de crença, a todos os pensamentos e sentimentos que tendes, e é capaz de se moldar de várias formas passíveis de enganar bastante.

Nessa medida, vós criais julgamentos do tipo “bom” e “certo” e “aceitável”, e justificais todos os julgamentos que fazeis e justificais a falta de aceitação que manifestais em relação a vós próprios e aos outros, e isso também é bastante influenciado pelo medo. Vós tendes temor daquilo que vos é estranho, e o que é estranho é penetrar o vosso próprio véu, reconhecer-vos pelo que SOIS.

Mas vós criastes nesta dimensão o véu da separação, e esquecestes aquilo que sois enquanto essência. Esquecestes a totalidade que sois, todas as capacidades que possuís e a glória que vos caracteriza, e nessa medida isso torna-se estranho, e vós não vos moveis facilmente para a área do que é estranho.

A duplicidade mantém-vos na área do que vos é familiar, no desconforto, e é capaz de se reforçar a si própria! Esse sistema de crenças tem sido de tal forma alimentado que não há ave capaz de se igualar ao tamanho que essa particular ave bem nutrida apresenta, e essa ave é bastante eficaz na mudança de cor. Também é capaz de alterar o seu tamanho, de modo que vos parecerá que “desaparece”, e vós podeis dizer para vós próprios: “Eu observei esta ave, eu libertei esta ave, pelo que não mais necessito lidar com essa ave monstruosa!” Mas vós apenas não percebeis que essa ave monstruosa se terá alterado de uma forma bastante eficiente e se torna temporariamente invisível, apenas para vos iludir e vos levar a pensar que vos tereis enganado com a ideia de que se tenha evaporado, e que ao pensardes que se tenha evaporado, podeis perpetuar todos os aspectos inerentes a todos os vossos outros sistemas de crenças, e avançar directamente para as próprias justificações que sugerem.

(De forma bem-humorada) A justificação é uma ave bastante amigável que faz parte da duplicidade! Elas estabeleceram um relacionamento e tanto, e podem com frequência ser vistas juntas! Por isso, estejam atentos porque, onde uma espreita, a outra não deve estar muito atrás! (Riso)

A defesa consiste num outro aspecto da justificação. Vós criastes tantos “pássaros” nessa área que podeis olhar para as interacções dos outros e expressar para convosco próprios a dignidade que VOS caracteriza, a VOSSA bondade, a VOSSA enorme aceitação de todos os demais elementos e indivíduos, e podeis louvar-vos muito a vós próprios nas justificações que dais, mas isso brota da falta de aceitação pessoal. (A esta altura alguém abre a porta) Podes entrar!

Ao manterdes uma falta de aceitação pessoal, automaticamente projectais isso no exterior na direcção dos outros. Assemelha-se, conforme já declarei anteriormente, a uma bola a rolar colina abaixo, que continua a rolar e a rolar enquanto vai ganhando impulso, por tudo o que precisais fazer ser dar um pequeno empurrão a essa bola, que logo irá criar a própria velocidade, energia e impulso, arrastando-vos a vós junto com ela, mas isso não é elemento que vos seja exterior. É um aspecto vosso, por se tratar dos vossos sistemas de crenças, e os sistemas de crenças que mantendes vos comporem a percepção, e por sua vez a percepção que tendes vos criar a realidade.

A percepção que tendes pode ser representada pelo seguinte: tendes um copo pousado na mesa. Cada um de vós percebe o copo de modo diferente. Pode tratar-se de diferenças bastante ligeiras na percepção visual que tendes, mas cada um de vós perceberá o copo de modo ligeiramente diferente, e nessa medida, o copo, na realidade, é conforme o percebeis. Ele não é independente de vós. É um elemento que criastes. Por isso, a maneira como percebeis TRADUZ a vossa realidade.

Ora bem; nessa medida, cada um de vós apresenta uma percepção diferente na vossa realidade. Elas não são menos reais do que qualquer outra percepção da realidade. São diferentes, só que nas crenças que sustentais – lá está o pássaro da duplicidade a esgueirar-se pelo canto novamente! – vos voltais automaticamente na direcção da vossa própria percepção, pelo facto de ser absoluta e verdadeira e todos os outros perceberem o mesmo que vós, por perceberdes a realidade, e caso eles não percebam o que estais a perceber, não deverão perceber a realidade! Em absoluto! (Alguém deve ter estado por esta altura a assentir com a cabeça, por o Elias estar a sorrir e a assentir para alguém quando disse “Em absoluto!”)

Completamente errado, por a percepção que têm também ser real! E nessa medida, a vossa duplicidade entra novamente em jogo e proporciona-vos uma explicação e diz-vos: “Muito bem. Eu consigo aceitar esse conceito. A realidade deles é real para eles, mas não é a realidade! É relativa a eles. È a percepção que denotam e nessa medida, traduz-se pela realidade deles. Não se trata da minha realidade nem da REALIDADE, mas unicamente da realidade deles.”

(Com sentido de humor) Por estardes bastante cientes de existir uma REALIDADE que é independente da tua realidade ou da tua ou da tua (voltando-se na direcção de diferentes indivíduos) por todas as vossas realidades não passarem das vossas meras realidades e existir uma realidade oficial que é a realidade OFICIAL. É claro que nenhum de vós percebe a realidade oficial, por ela ultrapassar toda a gente, por andardes muito ocupados a perceber a vossa própria realidade (riso) e a manter a vossa atenção nessa área!

Mas vós movestes-vos eficazmente no sentido de proporcionardes a vós próprios essa explicação, a qual a seguir vos leva ao conforto de dizerdes para convosco: “Não importa que mais alguém perceba de modo diferente, por a sua realidade constituir a sua realidade.” Não. Não existe realidade oficial.

Há um conceito colectivo combinado de realidade em que todos participais, e desse modo todos percebeis um objecto que designais como copo, apesar de cada copo ser diferente. Não existe só um copo pousado na vossa mesa. Há muitos copos pousados na vossa mesa a ocupar a mesma disposição de espaço, todos quantos formam uma realidade idêntica, e cada um de vós cria cada um desses copos. Eu referi esse exemplo anteriormente, mas em conjugação com este tema da duplicidade, presta-se para reiterar esse particular exemplo do copo, por na vossa maneira de pensar conseguirdes perceber com clareza a forma como camuflais a vossa própria duplicidade.

Vós julgais as percepções que os outros têm, por diferirem das vossas. Podeis oferecer uma desculpa aos demais, ou o que designais por “condescendência” em relação à percepção que revelam, mas na realidade, o que estais é a julgar, e o julgar não é aceitação, e na aceitação é que reside a questão.

Cada um de vós neste fórum se depara com outros com quem poderá experimentar conflito, em maior ou menor grau. Mesmo que por diferentes graus de conflito, penetrais na duplicidade ao afirmardes que certas formas de conflito sejam mais importantes ou mais expressivas ou pungentes ou piores do que outras. É tudo conflito. Não importa. Apenas escolheis, num acto de resposta para com a vossa duplicidade, criar graus de drama agregados aos vossos conflitos. Se forem tipos de conflito graves, haveis de criar um drama contundente! Caso se trate de tipos de conflito menos graves, podeis criar expressões ligeiras com respeito a elas. Em certas alturas, podeis adoptar um drama intenso com os conflitos que experimentais e criar o que designais por acessos de raiva! (Riso) Por isso ser bastante expressivo e criativo e também afectar a situação, conforme todos estamos cientes! Caso crieis um acesso de raiva, ela deverá imediatamente alterar a realidade do conflito. “Creio que não!” (A rir, seguido de silêncio)

“Essa foi realmente boa! Eu ACREDITO de verdade que não! (A rir) Por não me ter passado qualquer ideia!” (Rindo a valer – Elias deixa-se incitar à gargalhada!)

O sistema de crenças da duplicidade tem uma enorme importância no âmbito da acção desta mudança - o facto de abordardes esse particular sistema de crenças e reconhecerdes a influência que provoca em cada aspecto do vosso foco e em todas as vossas acções. Muitos indivíduos questionam: “Como poderemos voltar-nos na direcção da paz, do amor, da alteração da nossa realidade?” Pela aceitação pessoal e pela aceitação do sistema de crenças da duplicidade e pela neutralização desse sistema de crenças particular, o que deverá afectar TODOS os vossos outros sistemas de crenças, e criar automaticamente o subproduto da permissão para vos moverdes com uma maior facilidade no domínio da aceitação de todos os vossos sistemas de crenças.

De cada vez que criardes uma forma de julgamento, seja de que tipo for, estais a empregar a duplicidade. Eu desfio-vos a cada um de vós a ter consciência, apenas por um dia do vosso foco, do número de vezes em que empregais a duplicidade, e podereis surpreender-vos a vós próprios, por estardes continuamente a empregar esse sistema de crenças!

Vamos fazer um intervalo, e podereis inquirir-me com base no vosso questionário se preferirdes... e se eu preferir, poderei responder às vossas interrogações! (A rir, seguido de riso geral) Voltarei para a vossa cara companhia em breve.

INTERVALO

Nota da Vicki: Uma vez mais, vou ter que adivinhar quem está a colocar as perguntas, apoiando-me basicamente no reconhecimento das vozes que escutei antes. Se vos identificásseis ajudaria bastante!

ELIAS: Prosseguindo, podeis dar início ao vosso questionário se o preferirdes.

VOZ ANÓNIMA: Elias, Como estás?

ELIAS: Como sempre! (Risada, seguida de riso)

VOZ ANÓNIMA: Eu sei que estavas a debater bastante os nossos sistemas de crenças e que é verdadeiramente importante que atendamos a esses sistemas de crenças, e sei que desde logo nós criamos esses sistemas de crenças, mas interrogo-me por que razão será necessário alterá-los. Creio que eles não nos estão realmente a servir mais, mas como será que isso nos irá ajudar, a sua alteração?

ELIAS: Em primeiro lugar, deixa que te diga que não estais a mudar os vossos sistemas de crenças. Estais apenas a mover-vos na direcção da aceitação dos sistemas de crenças. Isso apresenta uma diferença significativa.

Nas vossas maneira de pensar, acreditais que se alterardes os vossos sistemas de crenças, isso vá afectar a vossa realidade e provocar uma maior eficiência na vossa realidade.

Na realidade, o que conseguis com a alteração de um sistema de crenças é não o alterar! O sistema de crenças permanece. Aquilo para que vos estais a encaminhar é a alteração da vossa percepção ou o ponto de vista que defendeis, digamos. Movestes o vosso ponto de vista de um aspecto do sistema de crenças para um outro aspecto do sistema de crenças, mas o primeiro aspecto que tínheis em perspectiva continua a permanecer na “gaiola”. Apenas focais a vossa atenção num pássaro diferente.

Por vezes, podeis mesmo avançar na direcção de perceberdes o mesmo pássaro, só que perspectivando-o de diferentes ângulos dele. Inicialmente percebem a cabeça dele, e a seguir, numa tentativa de alterardes o vosso sistema de crenças, voltais a atenção para a cauda dele, ou ocupais a vossa atenção com as cores dele ou o tamanho que apresenta.

Os pássaros continuam dentro da gaiola. O sistema de crenças continua como antes. Apenas estais a voltar a vossa atenção em diferentes direcções. Isso altera a percepção que tendes, mas não representa uma aceitação do sistema de crenças.

A intenção da aceitação de um sistema de crenças não reside em eliminá-lo, mas em eliminar o julgamento, e se eliminardes o julgamento, também estareis a afectar enormemente o conflito que criais em vós próprios e em cada um. E essa é a questão, porque nesta mudança de consciência, moveis-vos no sentido de criardes um novo tipo de realidade.

Nessa medida, não estou a dizer que com a conclusão desta mudança venhais a alterar a forma física que tendes, e que venhais a deambular pelo planeta como pequenas criaturas estranhas com um aspecto incomum que consume uma vegetação estranha, e que todo o vosso planeta e existência neste foco físico venha a ser radicalmente alterada por modos desses, mas toda a vossa realidade DEVERÁ ser alterada em vários aspectos, e essas alterações SÃO bastante radicais, podemos dizer.

A actual forma como percebeis a vossa realidade será alterada. A estrutura da vossa realidade será diferente. Eu ofereci-vos informação sobre isso, e referi às pessoas que não iria repetir essa informação, por isso se direccionar no sentido do que percebeis como predição, e eu opto por não conceder energia nessa direcção, por isso ser outra crença.

Eu forneci-vos previamente informação relativa à acção desta mudança e ao modo como irá alterar-vos definitivamente a realidade por vias radicais, mas também não vou perpetuar as próprias crenças que tendes subjacentes às áreas das profecias nem das predições e previsões tipo bola de cristal, por todas as acções constituírem, conforme estais cientes, probabilidades, e como tal não serem concretas. Elas são bastante mutáveis a cada instante, e apesar de algumas probabilidades serem mais prováveis do que outras na sua actualização nesta dimensão física, ainda assim constituem probabilidades. Por isso, não são absolutos.

Não existem absolutos! Vós QUEREIS absolutos, mas não existem absolutos! Nessa medida, a aceitação das vossas crenças permite-vos ter uma opinião com relação aos vossos sistemas de crenças, de modo que consigais movimentar-vos por entre eles ou deixar de vos movimentar por entre eles, mas não criais julgamento algum que lhes associeis. Não há bom nem mau, certo nem errado em relação às vossas escolhas. Elas são reconhecidas como meras escolhas, e com isso concedeis a vós próprios uma formidável liberdade, e nisso reside a questão.

Porque se alinhardes por todos esses sistemas de crenças e vos enquadrardes no movimento de todos esses aspectos inerentes a esses sistemas de crenças e a todos os julgamentos que se encontram ligados a eles, vós limitais as vossas próprias expressões, a vossa própria aceitação, e a vossa própria criatividade. Impondes restrições a vós próprios, e nessa medida, se vos permitirdes aceitar os sistemas de crenças, não só abris a porta para que os “pássaros” passem a voar livres, como também abris a porta por uma questão de liberdade da vossa criatividade e das vossas próprias expressões.

Vós protegeis-vos. Não vos permitis expressar-vos, por temerdes a forma como isso possa ser percebido pelo outro indivíduo. Protegeis-vos quanto ao que haveis de dizer, quanto à energia que projectais, à forma com pensais, por terdes a percepção de que o pensamento seja energia, e apesar dos outros não fazerem uso do seu sentido interior da telepatia e passarem a ler-vos a mente de uma forma activa, e perceberdes que de algum modo subjectivo eles TENHAM consciência da vossa energia, a qual projectais por meio das vossas elaborações mentais e se traduz por uma energia que é projectada no exterior a partir da vossa forma física e na direcção dos outros.

Mas não vos iludais com a ideia de que os outros não tenham consciência da energia que projectais! Não é necessário perceber isso em termos concretos, ver, ou escutar ou tocar a energia, para SABER que está presente e para SABER que está a ser manipulada.

Todos vós vos deparastes já com experiências junto de outros pelas quais tendes CONHECIMENTO do que o outro está a pensar, apesar de ele poder não dizer coisa nenhuma. Podeis não vos permitir empreender isso continuamente, mas TODOS vós criastes experiências dessas no vosso foco. Não há ninguém que não tenha passado por essa particular acção! É-vos natural. Trata-se de um movimento dos vossos sentidos interiores, os quais para vós SÃO naturais. Apenas não vos abris a um uso activo desses sentidos interiores continuamente, mas independentemente do facto de notardes as operações desses sentidos interiores, eles OPERAM e ocasionalmente permitis-vos sintonizar as suas operações.

Por isso, percebeis não ter importância o que o outro vos diga de uma forma concreta e audível. Vós tendes consciência da energia que emana e das elaborações mentais que produz.

 (Com firmeza) Ao nível da essência não existem segredos!

Podeis mover-vos na direcção, no foco físico, de vos iludirdes e de vos enganardes por terdes a capacidade de criar segredos em relação aos outros, mas na essência não existem segredos, por não haver julgamento. E nessa medida, não importa aquilo que escolhais criar! Vós criais os vossos segredos, por abrigardes duplicidade e usardes esse sistema de crenças (duplicidade). Não vos endereçais no sentido do secretismo caso não estejais a criar qualquer julgamento quanto ao facto de terdes feito algo de mau ou de inaceitável ou por temerdes que os outros vos condenem, mas já tereis aplicado um julgamento ao que vós próprios criastes! Essa é a razão por que estais a criar esta mudança e estais a abordar esses sistemas de crenças, pela vossa própria liberdade.

Com que frequência tereis a ideia do quão libertador deva ser o facto de poderdes expressar-vos sem restrições? Mas se aceitardes os sistemas de crenças interrompereis o julgamento (condenação), e desse modo PODEREIS expressar-vos por meio de todas as vossas criações, de todas as maneiras de pensar, de todas as vossas emoções, de todas as direcções que as vossas expressões assumam, por que isso não terá importância. Isso não irá prejudicar ninguém, por não usardes de julgamento, nem tampouco será prejudicial para vós, por VÓS não usardes de condenação alguma, e nisso reside a questão.

VOZ ANÓNIMA: Obrigado.

ELIAS: Se preferires, podes recorrer ao Michael a fim de acederes à informação que disponibilizei previamente numa das nossas sessões, para providenciar uma breve explicação das alterações da realidade que virão a concretizar-se no contexto da acção desta mudança e da sua conclusão. (Refere-se à sessão #233, de 11/2/97) E não tens de quê.

RODNEY: Perceber uma coisa qualquer como bela, isso não constituirá uma forma de julgamento? E se constitui, nesse caso, em que assentará a duplicidade?

ELIAS: Sim, isso é uma forma de julgamento e uma expressão de duplicidade, porque ao perceber um elemento como belo, estais a estabelecer uma comparação com um outro elemento que não deverá ser belo, e nessa medida, estais a incorporar a vossa duplicidade (Nota do tradutor: Convenhamos que se refere, nesta passagem, a uma certa condicionante. Não é um dado absoluto, apesar de tudo, pois cinge-se primordialmente a uma consideração ainda pouco abrangente)

Conforme declarei, voltais-vos para a percepção da acção da duplicidade que usais APENAS quando notais elementos negativos ou aquilo que percebeis como mau, inaceitável, ou errado. ISSO deverá prender-vos a atenção e haveis de reconhecer estar a mover-vos na direcção da duplicidade, por se tornar óbvio para vós que se trata de um julgamento. Não vos voltais tão facilmente para a constatação de um julgamento caso expresseis que um elemento seja bom ou certo, ou belo, ou positivo, e essa é a própria natureza da duplicidade.

RODNEY: Quase parece destronar a vida de um certo sabor! (Nota do tradutor: Efectivamente, o Rodney não captou esse sentido)

ELIAS: Não. PARECE-VOS assim presentemente por estardes mergulhados nesse sistema de crenças da duplicidade, e isso ser aquilo com que estais familiarizados.

Eu falo-vos da alegria – o que na interpretação e compreensão que tendes é traduzido por uma enorme felicidade – e beleza. Ao vos falar da alegria, não estou a fazer menção à felicidade. Isso constitui uma emoção. Não vos falo da beleza nos termos em que a compreendeis no foco físico. Falo-vos em vos libertardes e da liberdade, o que não está necessariamente ligado a nenhuma emoção, mas que traduzis por meio de emoções.

Agora; não vos digo que as vossas emoções sejam más! Vós criastes esta dimensão particular a fim de experimentardes a emoção e a sexualidade. Por isso, isso não é mau. É aquilo que criastes a fim de experimentardes na forma física. Certos elementos da vossa realidade não constituem obrigatoriamente elementos que se prendam com a emoção ou a sexualidade, mas são uma realidade e são passíveis de ser incorporados na vossa realidade.

Essa é igualmente a questão desta mudança de consciência, expandir a consciência que tendes e permitir-vos a capacidade de incorporardes mais a essência na vossa existência física e a expressão da essência e a recordação da essência na vossa expressão física e nos vossos focos físicos, na vossa realidade mundana. Não me refiro a mundano nos termos em que automaticamente inferis, como aborrecido, mas ao facto de constituir a vossa rotina, digamos, a vossa vida do dia-a-dia, e nessa mesma realidade diária, podeis incorporar muito mais liberdade e uma maior expansão das vossas próprias expressões.

Nesta mudança, não interrompereis a emoção! Essa CONSTITUI uma unidade base, digamos assim, desta dimensão particular. Por isso, haveis de continuar a experimentar emoção, mas experimentareis emoção com base na escolha. (Pausa enfática)

No presente momento, ESTAIS a escolher as emoções que vireis a experimentar, mas não percebeis estar a escolher. Não percebeis a vossa realidade nem a forma como criais a vossa realidade. Por isso a percepção que tendes é a de que não estais sempre a criar a vossa realidade e a de que estais a experimentar certos elementos da vossa realidade em resposta às criações de outros indivíduos, ou que eles sejam lançados ao vosso encontro, ou de serdes a vítima das suas criações ou das situações individuais.

Nessa medida, ao avançardes na acção desta mudança e de vos permitirdes uma maior consciência, ao expandirdes a consciência que tendes e a periferia do campo da percepção, permitis-vos experimentar a plenitude das vossas emoções e da sexualidade que vós criastes nesta dimensão, e haveis de ter consciência do “porquê” e do “como” estais a criar cada direcção e acontecimento.

Não haveis de vos surpreender com aquilo que criais, por virdes a compreender a razão por que o estais a criar. Isso também não quer dizer que não vinhais a colher nenhuma surpresa nesta dimensão física, por virdes a continuar a deparar-vos com surpresa, só que não nas áreas em que não esperais ser surpreendidos.

RODNEY: Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer.

RODNEY: Eu tenho uma outra pergunta! (Riso) Existe uma enorme gaiola de pássaros em Washington D.C., chamada “Comportamento Sexual Impróprio.” (Riso) Essa gaiola comporta muitos pássaros!

ELIAS: Ah! ESSE é um aspecto da gaiola de pássaros que estivemos recentemente a debater, inerente às relações! Isso não são gaiolas de pássaros. Isso são os pássaros que estão dentro das gaiolas! (Risada)

RODNEY: Este tipo de actividade de larga escala – referindo-me ao debate a nível nacional desses tipos de relações; é bastante novo e único nesta nação – fará isso de algum modo parte da mudança?

ELIAS: Faz, absolutamente. Isso está a ceder energia à conscientização das massas e está a conduzir muitos que não terão percebido antes estar a encaminhar-se no sentido de uma maior aceitação em muitas áreas e em muitas direcções, porque quanto mais esses indivíduos políticos produzirem atenção nessa direcção, conduzindo-vos o foco para a inaceitabilidade por certos comportamentos, mais eles influenciarão no âmbito da consciência através de uma cedência de energia a todos vós no sentido de passardes a aceitar mais as condutas no foco físico, em reconhecimento de ausência de importância.

Consequentemente, eu afirmo-vos que existem muitas alturas no vosso foco físico em que expressões e movimentos de massas poderão ocorrer que parecerão, naquilo que designais por superfície, estar a mover-se numa direcção, enquanto na realidade podem estar a realizar uma acção completamente diferente, e essa acção que podem estar a realizar pode ser-vos bastante benéfica a todos, em massa.

RODNEY: Dirias a mesma coisa em relação ao clima económico actual do mundo?

ELIAS: Isso está bastante de acordo com aquela informação a que vos disse que podeis aceder, daquela sessão que vos concedi no sentido da alteração da vossa realidade nesta mudança de consciência e da sua realização, por constituir um movimento inicial de comprovação desta mudança de consciência e da alteração da vossa realidade, e ele vai afectar bastante!

Nos vossos termos presentes, pode não parecer que esteja necessariamente a “melhorar” nas crenças que tendes e nas expressões de duplicidade, porque se estiver a voltar ao seu estado de ser que admitis, não deverá alterar probabilidades futuras, o que vos altera o status económico e monetário, os quais deverão ser bastante diferentes no futuro!

RODNEY: Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer.

VOZ FEMININA: Se te tocar sentirei a tua energia?

ELIAS: Se te permitires expor-te a isso. Eu não projectarei energia no sentido das pessoas, por isso constituir uma invasão, mas vós podeis aceitá-la, se o preferirdes.

VOZ FEMININA: Está bem, posso?

ELIAS: Podes. (Ela aproxima-se)

VOZ FEMININA: Onde te hei-de tocar?

ELIAS: Não tem importância! (Ri, e é seguido de risos) (Ela segura na mão da Mary e gera-se uma pausa de 20 segundos) Estendo-te um enorme afecto.

VOZ FEMININA: Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer.

VOZ ANÓNIMA: Elias, gostava de saber o nome da essência e a família do meu amigo aqui.

Nota da Vicki: A esta altura, o Rodney pronuncia um nome que não consigo distinguir, e a voz anónima repete-o, mas ainda assim não o consigo distinguir.

ELIAS: Nome da essência, Brian. Família da essência, Sumafi; alinhamento, Sumari. (De acordo com a Mary, esse é o nome da essência do Brenden)

VOZ ANÓNIMA: Obrigado, Elias.

ELIAS: Não tens de quê.

VAL: Posso colocar a mesma pergunta? (O nome Val também foi sugerido por parte da Mary)

ELIAS: Nome da essência, Caliel. Família da essência, Sumari; alinhamento, Ilda.

VAL: Muitíssimo obrigado.

ELIAS: (Para o Danny) Nome da essência, Erich; família da essência, Sumafi, alinhamento, Gramada. Sê bem-vindo pequeno! (A sorrir)

DANNY: Obrigado. (O Danny tem 11 anos)

ELIAS: Não tens o que agradecer.

...

VOZ ANÓNIMA: Elias, posso colocar-te uma pergunta em nome do Michael?

ELIAS: Se o preferires.

VOZ ANÓNIMA: Eu prefiro! Gostava de saber se existirá alguma coisa que me possas transmitir a fim de endereçar ao Michael, por este período que o Michael está a atravessar que está a revelar-se bastante doloroso.

ELIAS: O Michael está a avançar rapidamente nesta área da compreensão dos sistemas de crenças e da aceitação deles, e nessa medida, também comporta uma consciência das próprias escolhas que elege no campo da interacção. Eu afirmo-te que lhe poderás transmitir que ele não influenciará as escolhas dos outros. O desejo de um indivíduo, sem que importe o quão grande seja, não é capaz de induzir escolha no outro. Cada um cria as suas próprias escolhas. Podeis influenciar um outro indivíduo, mas essencialmente cada um gera as suas próprias escolhas.

Eu compreendo bastante a compaixão emocional que estás a estender ao Michael. Também estou bastante ciente da expressão emocional que o Michael está a experimentar e a criar nele próprio presentemente. Muitas vezes endereçais-vos no sentido de desejar desfazer certas experiências emocionais, por perceberdes que sejam fonte de desconforto e sejam más... o que, uma vez mais, alinha pelo tema de debate que tivemos esta mesma noite!

Nessa medida, como ele está avançar rumo a uma aceitação do conhecimento dele mesmo, e da compreensão de que os outros estão a criar a sua (deles) expressão... mas que não é obrigatoriamente necessário permitir que isso vos penetre o campo da energia. (Grande exemplo, o da Mary, de estar a “atingir” neste aspecto!)

Eu estendi previamente a visualização e o intercâmbio ao Michel, com respeito à permissão de se expressar sem se permitir deixar penetrar, e ele pode incorporar esse exercício e focar a sua atenção, que isso ajudá-lo-á.

Também pode ser útil reconhecer a acção subjacente à imagética que está a ser criada. Não existem acasos (acidentes)! Existem razões por que todos criais probabilidades. O Michael, à medida que avança, não é vítima nenhuma, e ele tem consciência disso. Mas podeis ter consciência de não serdes vítimas, e incorporar emoção! A vossa dimensão física está baseada na experiência da emoção! Parte das emoções que criais são incómodas, mas não são más. Elas apenas constituem um movimento de uma passagem por probabilidades.

Algumas das emoções incómodas que colheis das experiências constituem uma tensão de energia por que passais, e em resultado do que percebeis ser um incómodo ou um desconforto, mas se atravessardes essa densidade, emergireis aliviados. A intensidade é temporária. As emoções, os sentimentos de dor, constituem uma enorme intensidade de energia.

VOZ ANÓNIMA: Obrigado, Elias. Penso que preciso mudar a fita, em benefício do Michael. Importas-te?

ELIAS: Muito bem. Vamos fazer um intervalo, se preferirdes, e continuar, ou dar por terminado. Que resposta dás?

VOZ ANÓNIMA: Eu não quero avançar nenhuma decisão na vez dos outros! (Riso)

RODNEY: Bom, prossigamos!

ELIAS: Muito bem. Podeis tratar do vosso equipamento eléctrico, que eu regresso em breve!

VOZ ANÓNIMA: Obrigado, Elias.

RODNEY: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

INTERVALO

ELIAS: Prossigamos. (Pausa de 7 segundos) Não tendes nenhuma pergunta? (Risada)

WAYNE: Olá! O meu nome é Wayne. (Obrigado, Wayne) Eu tinha uma pergunta. Recentemente adquiri um computador pessoal, de 266 megahertz, mas por volta de uns seis meses mais tarde, deparei-me com 450 megahertz. Parece-me que a velocidade destas máquinas externas... Algo está rapidamente a acelerar, pelo que deve estar a reflectir algo que se esteja a passar com a transição mais ampla. Eu estava a questionar-me se isso não deverá estar a conduzir-nos a qualquer parte. A velocidade está a disparar no sentido de algo. Gostava de saber se me poderias esclarecer quanto ao ponto a que isso poderá conduzir.

ELIAS: Tens toda a razão! No foco físico vós criais imagens objectivas que espelhem os próprios movimentos que empreendeis, e na área da vossa tecnologia vós espelhais de uma maneira bastante eficiente as próprias capacidades que tendes por meio das invenções que criais, e o vosso próprio conhecimento. Tudo o que criais na área das invenções para que avançais constitui uma expressão duma informação que é do domínio do vosso conhecimento.

Não pensais ser bastante interessante no foco físico o facto de no actual período deste século particular, ter criado na área da vossa tecnologia mais invenções num único momento do que ao longo de toda a vossa história? Neste século apresenta-se o movimento da vossa mudança de consciência, e á medida que essa mudança acelera e se transfere para o próximo século, vireis a criar mais imagens objectivas que espelhem o conhecimento que possuís dentro de vós.

A vossa tecnologia avança a grande velocidade, por VÓS estardes a avançar a uma enorme velocidade no âmbito da acção desta mudança. A consciência está a mover-se no âmbito de uma intensidade e continua a aumentar essa intensidade, e nessa medida haveis de perceber cada vez mais evidências disso. Já referi muitas vezes que a vossa ficção científica é mais verdadeira do que podeis imaginar e que pode ser encarada mais no sentido de uma ciência do que de ficção científica, por tudo aquilo que imaginais, também poderdes criar. Possuís essa capacidade! Trata-se de uma mera questão de acederdes às próprias capacidades que possuís com base numa confiança em vós próprios, e ao avançardes nessas direcções, continuareis a criar cada vez mais imagens objectivas que vos levam cada vez mais longe no sentido dos vossos factos científicos.

WAYNE: Mas onde residirá o termo a longo prazo para nós, ou o termo a curto prazo? Onde nos estará isso a conduzir? Obviamente, como consciência de massa, esse exemplo está a mostrar-nos que estamos a mover-nos por frequências ou velocidades, seja em que nível for. Algo estará a acontecer quer ao planeta ou aos sistemas de mundos e nós estamos a ser levados pela corrida, ou então estamos...

ELIAS: Ou estais a criar a corrida! Não estais a ser “puxados!” Estais a criar isso juntos, colectivamente. Escolhestes consentir na criação desta mudança da consciência, e é nesse sentido que vos estais a movimentar. Estais a avançar para a criação de uma nova expressão da vossa realidade, uma alteração completa da vossa realidade física conforme a conheceis. Nessa medida, não só a vossa tecnologia deverá avançar e passar a ser criada de modo diferente, mas toda a vossa realidade deverá ser alterada e tornar-se diferente.

Esta é uma alteração global que se está a gerar no âmbito da consciência. Não se acha limitada apenas a este pequeno local. Está de acordo com TODAS as essências que optaram por se manifestar fisicamente nesta dimensão. Esta mudança na consciência acha-se limitada a esta dimensão, por corresponder a uma escolha que diz respeito a esta dimensão particular, mas deverá mover-vos no sentido de fronteiras muito mais amplas da criação, e é para ISSO que vos estais a encaminhar, por assim dizer!

WAYNE: Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer.

JOHN: Eu tenho duas perguntas. Elias, o meu nome é John. (Obrigado John!) A primeira é se me podes revelar o meu nome e a família da essência a que pertenço.

ELIAS: Nome da essência, Jason. Família da essência, Gramada; alinhamento, Sumafi.

JOHN: Obrigado. A segunda pergunta é a seguinte: durante o intervalo estivemos a conversar sobre a energia que projectamos, algo sobre o que falaste anteriormente, e creio que falaste sobre os oito centros de alinhamento que temos em nós de que projectamos a energia, e gostava de saber se me poderias dizer onde possivelmente poderás perceber alguma falta de alinhamento no meu caso pessoal. E se ESTARÁ algo fora de alinhamento, que exercícios para além daqueles que dispensaste ao Michael em sessões anteriores poderão ser usados a fim de nos ajudar a pôr os centros de energia novamente em alinhamento. (25 segundos de pausa)

ELIAS: Apresentas uma afectação na radiação de vários desses centros de energia. Podes escolher focar a tua atenção em elementos que podes perceber como fatigantes no teu foco, por estares a traduzir essa energia por uma retenção de energia em determinadas áreas físicas, e com isso estás a afectar a radiação desses centros de energia. Um centro de energia está a ser afectado na sua rotação, (no teu caso).

Podes alinhar todos esses centros de energia, mas dir-te-ei que caso te voltes na direcção de observares elementos que desencadeiem, digamos, ansiedade em ti, para a qual passes de uma forma automática, poderás influenciar o bloqueio da energia que te afecta esses centros de energia e a forma como estão a irradiar.

Os centros de energia localizados na área superior do teu corpo irradiam para cima. Nessa medida, alguns desses centros de energia também irradiam no sentido do exterior. Tu estás a deixar que irradiem no sentido superior, mas não do exterior, e com essa acção também te estás a estribar na própria energia que projectas. (Nota do tradutor: O alinhamento aqui mencionado, convenhamos caro leitor, passará, sem dúvida, de uma forma estreita por uma livre fluência que envolve o pensar, o sentir e o ser, assente numa sensibilidade apurada dos sentidos, um desejo ardente de elevação, um conhecimento de si mesmo e uma profunda compreensão dos processos da consciência)

Na rotação e irradiação dos centros de energia localizados na parte inferior do teu corpo físico, o teu centro de energia laranja irradia para fora – não para cima nem para baixo, mas para fora – e nessa medida, estás igualmente a influenciar a irradiação desse centro particular de energia. Esse centro de energia governa a sexualidade, e tu estás a represar a tua energia nessa área. Se te permitires abordar essas questões, poderás influenciar bastante a própria rotação e irradiação dos teus centros de energia, o que também deverá afectar o campo de energia que te circunda.

JOHN: Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer. (Breve pausa)

VOZ FEMININA: Muito bem, se mais ninguém tem uma pergunta, eu tenho duas. Já sei que falaste disso, numa outra transcrição, que tive ocasião de ler, que nós precisamos experimentar três formas de sexualidade no foco físico – a homossexual, a heterossexual e a outra – e eu queria descobrir...

ELIAS: Permite uma correcção! (Riso) Vós estais a experimentar três formas de orientação sexual; uma masculina, uma feminina, uma “outra”, a qual designais por homossexualidade.

VOZ FEMININA: Ah, está bem. Poderás revelar-me de novo o meu nome da essência, que esqueci, e...

ELIAS: Ah, outro que se move nesse sentido! Isso deverá ser-te avançado pelo Michael. Eu dispus-me a deixar de dar continuidade à expressão de revelar nomes da essência às pessoas com base numa razão, e essa razão é a de isso promover o facto da vossa própria energia passar a prestar atenção! (A rir, seguido de riso geral)

VOZ FEMININA: Bem, então podemos cancelar a segunda pergunta!

VOZ ANÓNIMA: Elias, eu queria saber... antes de mais, não pronunciaste o nome da essência do Brenden. Penso que seria Brian.

ELIAS: Não é necessário por já dispordes da pronúncia desse noma da essência. Eu não ofereço pronúncia de todos os nomes da essência, por que muitas vezes os nomes da essência são pronunciados do mesmo modo que os pronunciais na vossa linguagem física. Por vezes eles soam da mesma maneira que na nossa linguagem, mas a pronúncia, condicente com a escolha do tom da essência, pode ser traduzida de modo diferente. Por isso, em situações assim, eu proporei a pronúncia.

Também estou a ater-me à noção de haver diferentes períodos de tempo em que posso avançar com a pronúncia do que designais por um nome comum, por o Lawrence poder não entender a minha expressão e não compreender o que ele designa como acento, e começar a questionar o modo de poder pronunciar certas palavras. Por isso, por vezes, para poder compatibilizar-me com a transcrição, posso avançar com a pronúncia, mas esse nome particular é bastante claro e não necessita de pronúncia concreta! (Riso) Por isso, não foi avançado.

VOZ ANÓNIMA: Será a última vez que o Brian permanece neste foco físico? (Pausa)

ELIAS: A escolha quanto a essa probabilidade ainda não foi estabelecida. Por isso, permanece na área da opção, e pode passar a estabelecer-se através da criação de um foco final assim como tal poderá não chegar a dar-se, por a escolha ainda não ter sido estabelecida.

VOZ ANÓNIMA: Hmm! Obrigado, Elias.

ELIAS: Não tens o que agradecer.

VOZ FEMININA: Eu tenho uma pergunta, Elias, relativa à identidade. Enquanto indivíduos que somos teremos alguma vibração específica, um certo tom que se traduza por um som, como no caso das escalas?

ELIAS: De certa forma, tendes. Detendes uma tonalidade da essência, a qual traduz a identificação da totalidade da energia da essência da personalidade. Esse termo da tonalidade não se traduz por um som. Trata-se de uma qualidade vibratória, mas é passível de ser traduzido em parte no foco físico pela linguagem ou por aquilo que designais por tonalidade sonora. Podeis aceder a esse som através da palavra (que usais para o descrever), o qual consiste na tradução feita na vossa linguagem do tom que vos caracteriza; aquilo que designamos por vosso nome da essência.

Nessa medida, se vos permitirdes entrar em contacto com o vosso nome da essência individual, haveis de sentir a tonalidade a criar uma ressonância em vós. Podeis mover a vossa voz física por meio de diferentes sons correspondentes ao vosso nome, que haveis de notar um certo tom vibratório que deverá criar uma ressonância na vossa forma física, à medida que pronunciais de forma audível esse nome; mas tendes consciência que se entrardes em contacto com uma tonalidade paralela a uma outra tonalidade no âmbito da sonoridade física, se atingirdes a mesma altura, havereis de sentir uma sensação física concreta no vosso corpo físico. Podeis sentir no vosso peito e na vossa garganta uma vibração de ressonância assim que entrardes em contacto com a mesma altura de tom, quer se trate da criação de um instrumento musical ou de outro indivíduo. Ao entrardes em contacto com a mesma elevação de tom, haveis de sentir uma vibração física. De forma semelhante, ao entrardes em contacto com o vosso tom da essência por intermédio do vosso nome da essência, podeis sentir a ressonância de uma vibração física real.

VOZ FEMININA: Muito obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. (Voltando-se para o Danny) E o nosso pequeno! Desejarás colocar alguma pergunta?

DANNY: Mais ou menos. A que se assemelhará alguém pronunciar-se do modo tu o fazes? Que levará a pessoa a sentir?

ELIAS: Que sensação se presentará a alguém que fale através de vós? Na realidade isso é uma pergunta que deverias colocar ao Michael, por ele se encontrar no foco físico e poder responder-te a essa pergunta em termos concretos.

Mas também te posso dizer que ao “nível “ da essência, existe uma interligação, uma união de essências, de energias, e a forma com isso é passível de ser traduzido em termos de um sentimento que possais compreender é semelhante à sensação do vosso vento a soprar através de vós. (A sorrir)

DANNY: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. Desejareis colocar mais alguma pergunta esta noite?

RODNEY: Eu tenho mais uma. Distinguirias, novamente, a diferença existente entre a duplicidade e a dualidade? (Boa pergunta, Rodney!)

ELIAS: Estou ciente de que a vossa nova religião da metafísica se volta no sentido de designar a dualidade como querendo dizer o mesmo que a duplicidade, mas na realidade, uso de um extremo cuidado na escolha que faço das palavras que emprego convosco para vos explicar estes sistemas de crenças e conceitos.

A dualidade sugere duas coisas, um par de elementos. A duplicidade, apesar de incluir o que designais por opostos, não tem necessariamente que ver com dois apenas. Trata-se do emprego de um conflito em vós que se patenteia entre elementos bastante diferentes ao mesmo tempo, em oposição um com o outro. A dualidade nem sempre sugere conflito ou elementos de oposição. Podeis apresentar dualidade em certas áreas que podem complementar-se umas às outras. No âmbito da duplicidade, esses elementos inerentes ao sistema de crenças que apresentais não se complementam de uma forma mútua. Eles opõem-se um ao outro e produzem conflito.

RODNEY: Por outras palavras, o polo norte e o polo sul são dualidades que se...

ELIAS: Exacto.

RODNEY: ...complementam.

ELIAS: Exacto.

RODNEY: E não se acham em conflito.

ELIAS: Não se acham em conflito. A duplicidade ACHA-SE em conflito. É a criação de conflito.

RODNEY: Que foi que disseste? Não percebi.

ELIAS: A duplicidade consiste na criação de conflito.

RODNEY: Muito bem.

ELIAS: E onde apresentardes duplicidade, também apresentais conflito.

RODNEY: Certo. Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer.

Muito bem! Vou dar por terminado por esta noite. (Volta-se para o Danny, a sorrir)

Nesta noite vou-te conceder a ti, pequeno, um exercício que poderás investigar. Vou-te revelar que possuis um outro foco da essência da mesma idade que tu, outro indivíduo pequeno que tem o nome de Rah. Esse indivíduo ocupa um local que designais por Índia e é bastante curioso, pelo que poderás conceder a ti próprio a oportunidade de conhecer esse pequeno como um outro foco teu que assumiu o foco físico por altura do vosso período de 1832.

GRUPO: Ena pá! (Murmúrios)

ELIAS: Para vós nesta noite, endereço-vos a cada um enorme afecto, e estendo-vos a todos um carinhoso au revoir!

GRUPO: Au revoir!

Elias parte às 9:59 da noite.


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