domingo, 5 de fevereiro de 2012

NÃO EXISTE IGUALDADE


Sessão 1447
“a igualdade constitui um terreno escorregadio”
“conflito/expressão da energia de oposição”
Sábado, 27 de Setembro de 2003 (Grupo/Kentucky)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael), Aldo (Nissah), Anthony (Hillary), Bill (Khalil), Bunny (Kafka), Carter (Cynthia), Cathy F (Felicia), Christine (Lurine), Craig (Griegore), David A. (Flynn), David N. (Sashie), Deane (Leland), Donna F. (Luera), Donna M. (Martha), Elizabeth (Dikto), Erin (Melody), George (Bethette), Joanne (Gildae), Jon (Sung), Joy (Bocnise), Julie (Fontine), Kathy (Mia), Katie (Muriel), KC (Nanaiis), Len (Bathyn), Linda (Shikta), Lorraine (Kayia), Louise (Meldah), Lynda (Ruther), M.C., Marj (Grady), Mary Jo (Eazon), Matt (Herron), Michele, Mike (Ealon), Naomi (Kallile), Pat Ber. (Ling-Tu), Pat Bet. (Fryolla), Pat W. (Treice), Patrick (Derricka), Paul (Ottell), Rodney (Zacharie), Sue (Catherine), Suzanne

Elias chega às 13:58 da tarde. (Tempo de chegada: 28 segundos.)

ELIAS: Boa tarde!

GRUPO: Boa tarde, Elias.

ELIAS: (Ri) No dia de hoje vou acolher as perguntas que todos desejais colocar, por ter consciência de que muitos de vós estão a experimentar desafios com esta nova onda que atravessa a consciência, pelo que optei por permitir a todos os presentes que coloquem as perguntas que têm em vez de me pôr para aqui a dissertar. Por isso, podeis conduzir o fórum.

SUE: Em que onda da consciência nos situaremos?

ELIAS: Naquela que aborda os sistemas de crença da verdade.

NAOMI: Elias, quem está a falar é a Naomi. A Elena pediu-me para te colocar uma pergunta. Ela percebe que a situação actual do mundo e do nosso país apresenta uma abundância de sentimento de vingança. Poderias comentar isso? Será isso exactamente o que está a acontecer, e em caso afirmativo, porquê?

ELIAS: Isso acha-se BASTANTE associado a esta onda. As pessoas por todo o vosso mundo estão a empreender a acção de abordagem das verdades, verdades individuais.

Agora; a abordagem de uma verdade tem início no acto de a expressar. A expressão dessas verdades gera conflito, por tender a apresentar-se muito pouca ou nenhuma aceitação das diferenças associadas a essas verdades. As verdades representam um facto consumado, não têm por que ser comprometidas, e como tal, deixam de ser questionadas. Elas SÃO, consequentemente constituem um absoluto, e caso exista qualquer diferença, ela deve estar errada.

É isso que está a ganhar expressão por todo o vosso mundo, as pessoas estão a expressar as suas verdades e a gerar um tremendo conflito com as diferenças apresentadas por essas verdades. Mas isso constitui um primeiro passo. Não podeis abordar uma verdade se não a reconhecerdes, se a não identificardes; e o modo de a identificardes é apresentando a vós próprios uma diferença, uma outra verdade – uma verdade que diga respeito a um outro indivíduo, a uma outra cultura. Isso enfatiza-vos a própria verdade que defendeis, por vos despoletar a falta de tolerância ou de aceitação associada à diferença. Essa é a razão porque se torna significativo e importante prestar atenção.

Ora bem; permiti que vos diga igualmente a todos que, com esta onda que atravessa a consciência e aborda esse sistema de crença da verdade, se torna significativo que cada um de vós reconheça e preste atenção ao tipo de energia que cada um de vós expressa no exterior associado às vossas próprias verdades, porque isso tanto contribui para a perpetuação do conflito como contribui para a dissipação desse mesmo conflito. Independentemente do facto de vos verdes como individualmente envolvidos duma forma directa com uma expressão qualquer de conflito no vosso mundo ou não, a vossa energia afecta.

Muitos emprestam uma expressão negativa às opiniões associadas às decisões das massas que estão presentemente a ser expressadas pelos governos, mas aquilo a que não prestam atenção é ao facto de eles próprios poderem estar a expressar uma contribuição para com as próprias expressões por que sentem aversão por meio da sua própria energia, independentemente das opiniões que tiverem. Podeis discordar de muitas das opções que os governos estão presentemente a eleger, mas olhai também para vós e olhais o tipo de energia que estais a expressar por meio das diferenças e se estais a expressar a cada dia, e se estais a expressar falta de aceitação em relação às diferenças e se estais a expressar protecção em relação às vossas próprias energias, se estareis a gerar comparações, se a percepção que tendes assenta em moldes de igualdade – porque isso é coisa traiçoeira.

A igualdade constitui um terreno escorregadio, por vos terdes a todos na conta de bastante nobres e bons caso sejais de opinião que todo o indivíduo deva ser igual. Mas se vos deparardes com alguém que se expresse de modo diferente, imediatamente passais a julgar toda a expressão de igualdade externa como desfavorável. Por isso, o tema da igualdade é igualmente tão estreito quanto qualquer outra expressão, por só admitir uma expressão de uniformidade sem qualquer diferença. A diferença é o que causa o conflito actual a par com a falta de aceitação das diferenças, por as diferenças representarem as verdades e os absolutos.

(Para o grupo) Que absolutos incorporais? Tu estás dispensado, Zacharie. Já debatemos as verdades que defendes! (A rir)

RODNEY: Obrigado! (Riso por parte do grupo)

ELIAS: Que identificais vós como as vossas próprias verdades?

KC: Elias, aqui fala a KC. Poderemos considerar uma pequena verdade pontual que defendo?

ELIAS: Muito bem.

KC: O ruído da via rápida – a via rápida situa-se muito próximo da minha habitação, mas quando me mudei para essa habitação não recordo ter escutado esse ruído da via rápida. Depois, há uns poucos anos atrás, comecei a sentir-me cada vez mais tensa até que por fim... eu não estava a notar realmente o que era, mas logo detectei este ruído. Provavelmente escutastes o ruído neste hotel. A via rápida situa-se precisamente aqui, e eu vivo mesmo ao virar da esquina.

Assim, dedico-me àquilo que sei sobre a criação da minha realidade. Por isso, eu respondo pela criação de toda a auto-estrada, do cimento, dos pneus, dos automóveis, das pessoas que conduzem os veículos, da localização da minha habitação, da distância, do vento, da faixa do meio que é de cimento – que, claro está, constitui aquilo que culpo no ruído. (Ri) Por isso, tenho vindo a tentar pensar, muito bem, a minha atenção assenta na confiança nesta verdade de que quando os carros passarem vão provocar este ruído e de que o vento o vai conduzir à minha habitação e de que o vou ter que suportar; mas agora não sei de que modo direccionar a minha atenção caso pretenda criar isso de outro modo. Será isto um exemplo duma verdade?

ELIAS: É!

KC: Por isso representar um absoluto para mim.

ELIAS: Sim, e não ser um que classificais como inexpressivo.

KC: Não, para mim não é!

ELIAS: Porque nenhuma das verdades que defendeis é insignificante. (Riso) Constituem absolutos e estão em mudança.

Agora; recordai que não estais a eliminar crenças, e isso constitui também uma das ciladas em que caís, por passardes automaticamente a associar em termos da eliminação. Não admitis a compreensão objectiva de poderdes continuar a dar expressão a uma crença sem serdes afectados, ou de poderdes continuar a expressar uma crença e escolher a maneira de manipular a vossa energia e de criar aquilo que quereis, enquanto continuais a expressar essa crença.

Ora bem; isso é um exemplo, por constituir um absoluto para ti, o facto do som ser gerado pelos veículos próximo à tua habitação, pelo que o escutas. Podes continuar a empregar essa informação e essa crença como uma crença a que dás expressão, a de que os veículos produzem ruído em relação ao pavimento e que quanto maior o veículo mais elevado será o ruído; podes continuar a manter essa crença e afastar a tua atenção.

Pratica a distracção. Já referi muitas vezes e vou reiterar uma vez mais, que a distracção constitui um dos vossos instrumentos mais significativos e eficaz. Tu continuas a dar expressão à tensão, pois, onde tens a tua atenção? No ruído.

KC: Nas vibrações do ruído, sem dúvida.

ELIAS: Exacto! Mas enquanto continuares a concentrar-te nessa vibração, continuarás a perpetuá-la.

Ora bem; se te distraíres automaticamente interromperás a tua atenção e a deslocarás. Essa é a razão porque constitui um dos vossos mais significativos instrumentos, por ser fácil e requerer muito pouco esforço, e nenhuma elaboração do pensamento. Não precisas de nenhum método nem de nenhum plano para te distraíres. Podes incorporar uma miríade de acções para te distraíres.

Agora; através de uma distracção dessas, nota o modo como a tua atenção se afasta e o ruído tende a desaparecer.

KC: Tudo o que preciso fazer é conversar com alguém e prestar atenção à conversa que sempre acaba por deixar de se notar, coisa que detecto. Mas quando detecto isso, volto a direccionar a minha atenção de volta para o ruído e digo: “Ah, ainda aqui está.” (Riso, enquanto o Elias sorri) Não fiz nada porque ele ainda subsiste.

ELIAS: Ah! Bom; isso também é significativo, por ser uma expressão que todos usais, a de provocardes uma mudança efectiva na vossa percepção e alterardes desse modo a vossa realidade, e a seguir voltardes a incluir o aborrecimento anterior e desconsiderar-vos dizendo que não conseguistes nada – mas conseguistes. Afastastes a vossa atenção e passastes a criar de modo diferente, mas não vos permitis reconhecer isso, pelo que voltais àquilo com que estais familiarizados.

KC: Posso fazer uma outra pergunta? (Elias acena) Outro dia senti curiosidade em relação a isto. Posso distrair-me numa conversa com uma amiga nas traseiras e não escutarmos o ruído, e eu olho para ela e sorrio e ela sorri para mim, por ter noção de ser por causa do ruído, mas em seguida volto a minha atenção para a auto-estrada e volto a escutá-lo. Por isso sinto curiosidade em saber se poderei desviar a minha atenção para a auto-estrada e deixar de o escutar?

ELIAS: Podes.

KC: Muito bem, não quererás falar sobre isso? (Riso)

ELIAS: Pratica o exercício dos sentidos externos. (1)

KC: O exercício da clareza, através do qual passamos pelos sentidos exteriores e nos situamos exactamente aqui no agora...

ELIAS: Sim, e concentra a tua atenção NUM enquanto ignoras os demais.

KC: Mas isso resulta! Por o que eu fiz foi concentrar-me no meu sentido do toque e havia por ali um grilo, e depois, para onde é que ele foi? O meu sentido do ouvido abandonou-me por completo e eu esqueci o que estava a entreter com os outros sentidos! Por poder sentir tudo, e foi assim. Ah, meu Deus! resulta! (Riso) Elias, tu certamente conheces os truques todos!

CATHY: Quem está a falar é a Cathy F., e isto hoje de facto está a dizer-me algo, por ter passado por uma situação com um amigo que... bom, basicamente rompemos a amizade. A verdade que eu descobri ao passar por tudo isso é o facto de parecer precisar restaurar a confiança quanto ao facto de me encontrar no caminho certo, mas aí deixo de gostar de mim por necessitar de tal confirmação. Sinto como se devesse ser capaz de obtê-la sem ajuda. Eu devia ser capaz de o conseguir por mim própria. Chamo a isso uma má estudante numa classe de muito bons estudantes. “Queres obter isso correctamente, queres sentir como se estivesses a fazer isso correctamente, e acabas a pensar: “Bom, estraguei tudo justamente nesse ponto! Como chegamos a sentir-nos numa posição de confiança quando o que sentimos é uma acentuada insegurança? Isso fará algum sentido para algum dos presentes? (Riso, seguido de várias manifestações de concordância)

ELIAS: Antes de mais, uma das expressões que provoca um considerável conflito e desconsideração é a comparação. Essa acção é prejudicial por vos desconsiderar automaticamente. Nessa medida, não vos comparais a mais ninguém, por serdes quem sois, e serdes únicos, e o movimento e os métodos e as escolhas que efectuais e empregais vos dizerem respeito, e não serem piores do que as de mais ninguém. São diferentes. Ah, este termo “diferente” de novo! Nesse sentido, não se trata de nenhuma competição. Nem existe qualquer ponto de chegada.

Aquilo de que vos ocupais com frequência são resultados. Julgais o vosso valor pelos resultados, e podeis medir-vos com base nos resultados, e comparais-vos com base nos resultados. Mas aquilo com que vos envolveis nesta realidade são processos. É a processo da criação, não com o que criais. O que é significativo é o que estais a FAZER, não o que fizestes, mas o que estais a criar, aquilo por que se traduz o processo que estais a empreender. Por isso ser uma expressão de vós, e constituir aquilo que vos faculta toda a vossa informação.

As pessoas, por exemplo, por vezes perguntam-me: “Eu produzi esta experiência, Elias, mas não compreendo aquilo que criei com esta experiência. Se não tivesse falado contigo, teria criado uma compreensão do que criei?” E a resposta que dou é a de que não tem importância por eu ser um elemento do vosso processo. Vós falastes comigo, e isso é o modo por meio do qual facultastes uma explicação ou uma resposta a vós próprios. Eu constituo um outro elemento do vosso processo, o qual está a ser eleito e escolhido por vós.

Por isso, não é que não estejais a “entender”. Toda a gente quer entender, e toda a gente neste fórum pretende entender por si próprio e se desvaloriza caso obtenha a informação por parte dos outros indivíduos ou da minha parte. Mas vós estais a criar isso! Por isso, estais a chegar lá pelos vossos próprios meios! (Riso, seguido de aplausos)

Uma outra cilada é o facto de não o estardes a conseguir caso estejais a produzir uma experiência que considereis negativa. Isso é um percalço, vós tropeçastes por terdes produzido uma experiência qualquer que é incómoda ou que julgais negativa. Relativamente recente foi a experiência de ter tido uma reunião com um outro grupo de indivíduos a quem interroguei: “Que é que valorizais?” (2) Geralmente, cada um de vós expressa automaticamente uma identificação duma expressão qualquer positiva. Qualquer expressão que percebais ou encareis como positiva, vós valorizais – não necessariamente. Há muitas expressões positivas que não valorizais e existem muitas expressões incómodas e negativas que valorizais.

PAT BET: Poderias fornecer-nos um exemplo? Quem está a falar é a Pat Bet.

ELIAS: Um exemplo – podeis criar uma interacção incómoda com um outro indivíduo, talvez numa relação que estejais a ter com um outro indivíduo. Podeis produzir um conflito formidável e expressar um desconforto extremo ao fazer face à energia do outro indivíduo ou à interacção que tenha convosco, e nessa interacção podeis desconsiderar-vos assim como também podeis elevar-vos...

PAT BET: Ah, não olhes para mim assim! (Riso) Acertaste na muche em relação a isso!

ELIAS: (Sorri) E nessa medida, valorizais a elevação de vós próprios e valorizais mesmo o conflito, por vos reforçar a expressão e vos facultar uma recompensa!

As pessoas por vezes chegam a valorizar a dor. Podem não se sentir confortáveis no momento, podem não expressar aquilo que identificais como felicidade em meio a esse movimento, mas isso não quer dizer que não valorizem aquilo que tiverem criado, por a seguir poderem facultar a si próprios uma informação valiosa referente à sua experiência.

Mesmo em situações e circunstâncias e encontros incómodos, vós facultais a vós próprios reflexos, e estendeis a vós próprios informação, e uma oportunidade para examinardes a energia que estais a criar, o que estais a expressar no exterior, e o modo como isso está a criar a situação que experimentais em termos desconfortáveis. O desconforto não é sinónimo de falta de valor. Caso não fosse válido para vós, vós não o criaríeis.

Vós simplesmente gerais essa ideia de uma utopia que jamais envolve desconforto, o que – tanto podeis acreditar como não – mas eu posso-vos afirmar em termos bastante definitivos que se estabelecêsseis essa utopia, na realidade sentir-vos-íeis bastante aborrecidos, por não incorporardes nenhum condimento. Estou ciente de todos pretenderdes criar um foco por meio do qual queirais gerar felicidade e conforto e facilidade, mas vós também apreciais os condimentos e a surpresa. Alguns produzem essa especiaria de forma bem intencional! (Ri)

PAT BER: Eu gosto, eu aprecio os condimentos! Aqui fala a Pat. Mas a pergunta que tenho é a seguinte; estou ciente de fazer isso, e por vezes as coisas parecem resultar em grande e a vida é maravilhosa e feliz e alegre, e aí crio uma certa situação do contrário, duma intensidade real. Já identifiquei que parte disso consiste no facto de eu cavar essa intensidade de experiência! Eu gosto dessa maneira! Porque de outro modo sinto-me aborrecida, aborreço-me com a alegria, pelo que crio algo que traduza um drama sério.

Assim, a confusão que sinto, quanto disso se deverá ao facto de o ter criado por o ter cavado, ou constituirá uma resposta automática a uma dada situação? Por vezes questiono-me se o terei feito por me sentir aborrecida e querer dar um safanão à coisa para a tornar mais condimentada, ou tê-lo-ei feito com base numa nova resposta automática?” Pode ser devido a ambas as hipóteses, não é?

ELIAS: Pode, e essa é a razão porque é significativo familiarizares-te com as reacções automáticas que tens. Isso não é tão difícil quanto percebes que seja. Quando recordares uma situação qualquer poderás identificar se terás produzido uma resposta automática ou não. Mas por vezes podes optar por gerar uma resposta automática a fim de criares isso...

PAT BER: Essa intensidade.

ELIAS: Sim.

PAT BER: Certo! Isso representou uma espécie de clarão de compreensão para mim. Não tenho que julgar o facto de estar a fazer isso, porque...

ELIAS: Exacto.

PAT BER: ...Eu pretendia fazer isso, por ter vontade de dar um pequeno safanão na coisa.

ELIAS: Bom; o que é significativo é o facto de a maioria dos indivíduos NÃO querer produzir um tipo de acção dessas, e não lhes parecer divertido e não os fazer sentir-se entretidos! (A rir, seguido de riso por parte do grupo)

PAT BER: Posso não me sentir entretida no momento, mas processo isso muito mais rápido. “Pois, cá está a coisa novamente; estou outra vez a dar uma sacudidela a mim própria. Que bom!” (Elias ri) Eu faço isso todos os seis meses; cheguei mesmo a identificar o facto.

ELIAS: Ah! Muito bem!

PAT BER: Posso passar até seis meses antes de voltar a sacudir a coisa por me sentir aborrecida. (Elias ri)

ELIAS: O que é significativo naquilo que estamos a debater é que na maioria das ocasiões em que as pessoas produzem experiências de desconforto, automaticamente se voltam no sentido de criarem a associação de terem falhado, de deverem ter agido melhor, de que deviam ter suplantado isso, de que incorporam suficiente informação pelo que não deviam criar mais experiências dessas. Por manterem essa crença na iluminação – como uma verdade – de que assim que facultarem a si mesmos informação se tratará duma experiência terminante que não devem defrontar ou experimentar de novo, por terem posto termo à coisa e isso não dever assombrar-lhes mais a porta! Por não se tratar de crença nenhuma, mas duma entidade de que se estão a livrar por via do conhecimento.

Fazeis uso da compreensão intelectual da informação, mas não da sua aplicação experimental. Empregais a compreensão intelectual do existir no momento e de prestardes atenção a vós próprios – mas isso não passa de palavras. Onde pára efectivamente a vossa atenção, e posicionar-vos-eis no momento? Tornastes-vos mesmo proficientes no auto-convencimento de vos posicionardes no momento e de estardes a prestar atenção a vós próprios quando de facto não estais. (Riso)

“Encontro-me presente no momento, estou a prestar atenção a mim próprio/a – com excepção da pimenta vermelha que tenho na cozinha!” (Riso) “À excepção do encontro que devo ter na semana que vem, encontro-me presente neste instante.” “Tenho consciência de mim próprio/a, encontro-me aqui, estou ciente do instante – com excepção de saber se me terei recordado de apagar a luz antes de vir a esta reunião?” Com excepção de: “Espero que o intervalo venha em breve, por ter que ir à sala de banho.” (Riso) Por isso, trata-se literalmente de palavreado, palavreado, por a aplicação efectiva de manter a atenção no momento e em vós não passar de um conceito e não necessariamente uma coisa que efectivamente produzais.

Produzis isso em certas alturas e nessas alturas podeis experimentar e dizer à semelhança do Ling-Tu: “Hurra, neste instante consegui!” E no instante seguinte direis a vós próprios: “Sou um completo fracasso! Não consegui dar continuidade ao momento, pelo que falhei.” (Riso generalizado) E dais continuidade ao círculo e desvalorizais-vos e reforçais a desconsideração pessoal dizendo para vós próprios: “Vês, que foi que fiz? Arruinei uma vez mais a experiência; falhei no meu propósito. Jamais serei bem sucedido, jamais ganharei a competição, jamais conseguirei produzir o resultado certo.” Por todos vós terdes um resultado certo em termos absolutos, não apenas individualmente, por existir um imenso resultado apropriado geral para cada situação que abranja todo e cada um à face do vosso planeta.

LORRAINE: Elias, quem está a falar é a Lorraine. Tenho uma pergunta relativa à presença no momento - agora. Que lugar terá o pensamento nisso? Precisaremos tentar deter o pensamento?

ELIAS: Não necessariamente. O papel desempenhado pelo pensamento é significativo, mas o que é importante é produzir um equilíbrio, um equilíbrio entre a permissão para flexibilizardes a vossa atenção para que se mova no sentido das comunicações, da acção e do pensamento. No caso do pensamento, a cilada está no facto de que a vossa atenção se move no sentido do pensamento para exclusão da restante informação, para exclusão do que estais efectivamente a fazer e para exclusão dos vossos comunicados, e no facto de confiardes no pensamento por modos para que não foi concebido.

Confiais no pensamento a fim de criardes a vossa realidade, mas essa não é a sua função, pelo que vos desapontais por ele não vos criar a realidade. Confiais que o pensamento vos faculte uma informação exacta, e a associação que estabeleceis é a de que constitua uma comunicação, o que não é. É um mecanismo de tradução. Ele traduz aquilo que fazeis e aquilo em que acreditais e aquilo em que consistem as vossas comunicações.

Mas caso a vossa atenção não se voltar para as vias efectivas de comunicação, o pensamento não traduzirá pormenorizadamente, e isso torna-se confuso, por pensardes numa expressão e estardes a operar uma outra, ou pensardes num sentido e sentirdes num outro diferente, por não estardes a proporcionar ao processo do pensamento uma informação exacta. Estais a concentrar a vossa atenção nisso como o operador principal do vosso ser, como o ponto de controle, como o guiador (volante que direcciona a marcha), e não é nada disso.

As vossas escolhas, aquilo que efectivamente fazeis, constituem os vossos indicadores daquilo que estais a expressar. Essa é a razão porque é tão importante prestar atenção ao que estais efectivamente a FAZER, prestar atenção a vós próprios, mas isso constitui um desafio, por não estardes habituados. Estais familiarizados com o acto de projectar a atenção fora e a depositá-la em toda e qualquer expressão com que vos defronteis fora de vós, e estais bastante habituados a depositar a vossa atenção uns nos outros em vez de em vós próprios. O que não quer dizer que depositeis a vossa atenção em vós para exclusão dos outros, mas que estejais cientes do que estais a expressar em associação com as interacções que tendes com os outros.

Vamos fazer um intervalo e a seguir prosseguiremos, e podeis praticar todos – por um breve instante – a interacção uns com os outros e prestar atenção à vossa própria energia nessa interacção! (Sorri) Vamos prosseguir já de seguida.

INTERVALO

ELIAS: Continuemos!

KATIE: Elias, tenho uma pergunta. Daqui fala a Katie. Esta pergunta é da parte do Malhai. De que modo influenciará o movimento na Área Regional 4 a mudança operada nesta dimensão?

ELIAS: Parte do movimento – não todo o movimento, por nem todas as essências que focam a sua atenção na Área Regional 4 estarem a tomar parte nesta mudança de consciência, mas apenas aquelas que se acham ligadas às famílias da essência que estão associadas com a vossa dimensão física se acham envolvidas numa participação – é um envolvimento em termos de energia, para o referir em termos generalizados, pelo qual cedem energia à realização da  mudança. Mas posso dizer que também há essências que se encontram igualmente a transmitir informação de um modo semelhante ao meu nesta altura junto das pessoas da dimensão física. Essa expressão está a tornar-se muito mais comum, por estar a ser produzida uma maior percepção por todo o vosso mundo relativamente a essa mudança, pelo que passa a apresentar-se uma maior solicitação quanto à informação.

KATIE: Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer! E podes endereçar os meus cumprimentos ao Malhai.

KATIE: Certamente que o farei. (Elias sorri)

RODNEY: Pergunta – quem fala é o Rodney. Ao tentar focar a atenção em mim... tu forneceste todos esses exemplos antes do intervalo, mas consigo perceber que se a distracção for algo que vá ter lugar na próxima semana ou algo que tenha tido lugar na semana passada... mas tu forneceste o exemplo do “Preciso ir ao quarto de banho; eu espero que isto termine rapidamente”. Bom, quando presto atenção a mim próprio, torno-me bastante ciente de todas as sensações físicas e sentimentos que tenho, quase como um exercício de clareza, e posso ter consciência de precisar aliviar-me. Isso será... Com isto estarei a deixar de perceber a questão? Quero dizer, quando foco a atenção em mim, vejo-me confrontado com o meu corpo, a minha corporalidade. Tento contornar a questão ou abrir-me ao que esteja para além, mas não estou muito seguro do quão tenho sido bem sucedido.

ELIAS: Eu estou a compreender.

RODNEY: Nesse caso será a corporalidade do meu corpo, ou será algo a que eu deva aceder ao focar-me em mim?

ELIAS: De certo modo, sim, por isso constituir apenas um elemento de ti. Podes prestar atenção às sensações físicas, mas que estarás efectivamente a comunicar a ti próprio?

RODNEY: (Ri) São só as sensações físicas.

ELIAS: Mas que estás afectivamente a fazer?

RODNEY: Não muita coisa.

ELIAS: E que energia estarás a projectar?

RODNEY: Não tenho entrado em contacto com isso o suficiente para poder pensar em responder a essa pergunta.

ELIAS: (Acena com a cabeça vigorosamente em sinal de acordo) Exacto – aí reside a questão - em ter consciência do tipo de energia que estiveres a expressar. Por estares continuamente a expressar energia, mas que tipo de energia estarás a expressar?

RODNEY: Bom, eu podia voltar a minha atenção – e faço-o – para o modo como me sinto. Isso equivaleria mais a voltar-me no sentido de que estás a falar, não será?

ELIAS: No exemplo de desviar a atenção para vos aliviardes e da sensação física, podeis estar nesse momento a expressar uma energia de ansiedade ou de frustração e de tensão por vos estardes a focar na antecipação. Esse exemplo foi usado propositadamente, a fim de vos ilustrar o modo como não percebeis o tipo de energia que estais a projectar nem o significado do saber que tipo de energia estais continuamente a projectar.

Antes de estender tais exemplos eu disse-vos que vos preocupais com a percepção das vossas culturas e dos vossos governos e da discórdia gerada em torno do que podeis estar colectivamente a gerar, mas não tendes consciência da semelhança que isso apresenta com a energia que cada um de vós está igualmente a expressar, que representa uma contribuição à colectividade ou à massa.

RODNEY: Nesse caso, quando redijo uma carta ao meus congressistas a dizer-lhes que não aprovo isto ou aquilo ou que irei votar noutra coisa qualquer, tratar-se-á duma boa altura para contribuir para a mesma energia?

ELIAS: Não necessariamente.

RODNEY: Não?

ELIAS: Depende da energia que estiveres a expressar em meio às tuas próprias escolhas, às tuas próprias acções. Estarás a dar expressão a uma energia de suspeição? Estarás a dar expressão a uma energia de ansiedade? Estarás a expressar uma energia de protecção? Estarás a dar expressão a uma energia de carência? Estarás a expressar uma energia em termos de precisares conquistar?

Que estará a massa a criar, e de que modo estarás a alinhar por isso? Não pode existir massa nenhuma sem indivíduos.

RODNEY: Um dos exercícios que faço – por dar ouvidos, ou por pelo menos tentar munir-me da descrição mais pormenorizada do que esteja a acontecer pelo mundo, razão porque não possuo nenhum aparelho de televisão – e uma das coisas por que faço um esforço por conseguir é perceber o que esteja a ocorrer como um movimento nesta mudança. Eu busco a mudança por uma alteração qualquer que se dê em meio ao que estiver a acontecer, como no Iraque. Existe uma tal contracorrente de momento quanto a todo um monte de probabilidades que estão a ganhar contornos e a tomar feição... Sem dizer que umas sejam certas e as outras erradas, convenhamos que vejo isso simplesmente assim: “Caramba, olha que vulcão de probabilidades que está a vir ao de cima. Gostava de saber em que é que irá resultar.” E isso desvia-me mais ou menos disso, segundo a perspectiva que tenho – razão porque estou a explicar isto – leva-me a afastar-me da formulação de um julgamento, ou pelo menos permite que critique a coisa de um modo mais suave, e me sinta mais ou menos fascinado com o que esteja realmente a ocorrer ali.

ELIAS: Eu estou a compreender.

RODNEY: Isso representará mais uma contribuição de energia para...

ELIAS: É.

RODNEY: ...ou estarei a iludir-me?

ELIAS: Não, mas é significativo que tenhais consciência e que avalieis aquilo que estiverdes realmente a expressar. No exemplo que traçaste da carta que enviaste ao congresso, depende do que estiveres efectivamente a expressar e daquilo em que depositares a energia; se tiveres noção de estar a expressar a opinião que tens e de que isso tem relevância para ti, mas se também tiveres noção de que não estás a condenar o indivíduo pela escolha a que ele está a proceder, estarás simplesmente a declarar não corresponder à opinião que tens e que o indivíduo não está errado...

RODNEY:  Escrevi recentemente uma carta, um email, ao meu congresso a declarar-lhe que pessoalmente não aprovava o reforço da chama Acta Patriota e que preferia vê-la feia em bocados do que ver o aumento do poder por parte do governo federal. Foi mais ou mesmo a forma como o redigi, que desaprovava a continuação da espionagem feita aos nossos cidadãos, et cetera. Estarei com isso a contribuir com energia?

ELIAS: Estás.

RODNEY: Para o quê, para qual facção? Eu estou de facto a proteger-me a mim próprio, não estou? (Riso)

ELIAS: Estás, e estás a expressar em sinal de desaprovação que aquilo que os outros estão a expressar está errado. Podes não estar de acordo e não dar expressão a nenhuma condenação. Não é preciso que estejas de acordo para haver cooperação.

RODNEY: Então, se eu simplesmente declarar e olhar de verdade para mim próprio, na discordância que apresento em relação à Acta Patriota como método de aumento da nossa segurança, se realmente sentir isso e corresponder ao que expresso, nesse caso não estarei...

ELIAS: Exacto.

RODNEY: ... estarei a salvo, por assim dizer. (Riso) Peço desculpa pelas palavras utilizadas. Não estarei a contribuir para o conflito, mas estou a ceder energia para uma suavização.

ELIAS: Exacto. Há diferenças subtis, mas importa que deis atenção, porque nessas diferenças subtis pode tornar-se confuso reconhecer aquilo a que estais de facto a ceder energia com a vossa expressão, coisa que definires se avaliardes a motivação e o julgamentos que formulais.

De facto, podeis definir os julgamentos que formulais de um modo bastante simples. Se vos defrontardes com uma outra expressão que seja diferente das vossas próprias escolhas ou das vossas preferências e como errada, estais a expressar energia no sentido da perpetuação daquilo que não quereis, por estardes a expressar a mesma coisa que as massas que estão a produzir, ou seja, opções com que não concordais. Eles estão a gerar julgamentos e absolutos; e vós também estais. As vossas apenas se revelam diferentes, mas acreditais que os vossos sejam correctos e os deles errados. Eles acreditam que os julgamentos que produzem são correctos e que os vossos são errados.

RODNEY: Eu reconheço o facto.

ELIAS: Por não existir certo nem errado absoluto, mas apenas diferentes percepções e diferentes crenças que são expressadas. E quanto mais produzirdes expressões de julgamento dessas do tipo absolutamente certo e absolutamente errado, mais perpetuareis o conflito e mais concedereis energia ao colectivo, às massas, e mais isso passará a ser produzido. Podeis, cada um de vós, chegar a um termo convosco próprios e expressar muito justamente que não estais a participar, por encarardes tais acções como erradas – mas estais a participar! (Riso)

LORRAINE: Quantos de nós estarão a deixar de participar? Existirá alguém no planeta que não esteja a tomar parte dessa forma?

ELIAS: Há muitos, sim.

LORRAINE: O aborígene e o bosquímano?

ELIAS: Não. Há muitos nesta cultura, e há muitos neste fórum, e existem muitos mais de vós que estão a esforçar-se nesse sentido! (Riso) Vós estais a conseguir e estais a prestar mais atenção, mas recordai que é o processo que é significativo, não a meta.

NAOMI: Aqui fala a Naomi. Isso não será mais um indicador daqueles que têm uma orientação intermédia, que não se encontram envolvidos com as massas?

ELIAS: Não! (A rir e a abanar com a cabeça; seguido de riso) Trata-se de uma expressão individual, e nenhuma orientação se acha mais inclinada para expressar aceitação do que qualquer outra.

DEANE: Elias...

ELIAS: Sim, senhor!

DEANE: O teu “ratinho” favorito encontra-se presente! (Riso)

ELIAS: Ah! Mas optou por falar!

DEANE: Optei, e isso exige uma grande força intestinal e coragem, senhor.

ELIAS: Por isso estendo-te o meu reconhecimento! (Riso)

DEANE: Isto apresenta duas partes. A primeira parte diz respeito à pirâmide A-N-D e à intenção que apresenta de romper com as barreiras interdimensionais – gostava que comentasses mais isso – e a segunda parte tem que ver com a validação de algumas das experiências que tive com a Atlântida e Bah’ Rand.

Em relação ao objectivo da pirâmide A-N-D e ao derrube destas barreiras, como estamos a sair-nos? Vou colocar a coisa nestes termos.

ELIAS: Estais a sair-vos bem. Essa é a direcção que escolhestes tomar a fim de empreenderdes algumas dessas acções da mudança de consciência, e de elegerdes focar a vossa atenção no adelgaçar dos véus de separação associados às diferentes dimensões; mas estás a conseguir resultados com os movimentos que empreendes. Estás a proporcionar a ti próprio provas disso, por estares a aumentar as experiências que tens associadas aos diferentes focos que tens noutras dimensões.

DEANE: Eu tive algumas experiências dessas, mas para ser franco, por vezes sinto estar cheio disso, sabes?

ELIAS: Ah ah ah! Bom; isso constitui um exemplo significativo, por corresponder ao que muitos de vós fazeis em muitas das vossas experiências. Se não vos parecerem concretamente familiares, duvidais e adoptais automaticamente a absoluta associação da definição que dais à imaginação, de se tratar de fantasia e não ser real, pelo que vos estareis a iludir – mais uma forma por que deixais de vos considerar a vós próprios.

Aquilo que podeis imaginar constitui uma via singular de comunicação. A imaginação não constitui fantasia NENHUMA. TAMPOUCO é irreal. Pode-vos ser pouco familiar, e podeis expressar através da imaginação diferentes associações que vos parecerão actualmente irreais, por poderem não estar associadas à vossa realidade física actual do momento nesta manifestação; mas caso isso não tivesse existência, não disporíeis da capacidade de o imaginar.

DEANE: Uma coisa é... permite que ponha a coisa nestes termos. Quando o Jim/Andrel perguntou se eles tinham animais de estimação, eu estou sentado na minha cadeira e começo a conversar com o Bah’Rand. Adormeço e acordo, e ali está a imagem de um cão mais ou menos de um pelo azulado, e obtenho todas aquelas impressões e digo: “Muito bem, provavelmente está certo, por já ter tido experiências semelhantes antes com aqueles Eu prováveis que debatemos certa vez; vou dizer que é válido. Mas houve outras alturas, quando me encontrava a fazer pickles, e em que estava a cortar a relva, e Bah’Rand pensou que eu estivesse a almoçar, enquanto fazia pickles. “Que diabo estás tu a fazer, rapaz?” (A rir) E a cortar a relva, soou-lhe completamente estranho a ele. Há alturas em que me encontro na minha cadeira e escuto a tua voz, coisa que já confirmaste anteriormente que faço, e em que escuto a voz dele e digo para comigo: “Então, Deane, toma lá mais um gole de whisky!” (Ri)

Primeiro, não estou bem certo do modo por que poderei determinar a validade disso, por a imagem que consigo apurar me parecer verdadeiramente válida, mas não estar seguro em relação à outra, e depois, o elemento de distorção, por indicares a existência de distorção nisso. Então, se eu obtiver imagens e imaginários e escutar sons e se apresentar uma comunicação qualquer, de que modo poderei determinar o que será distorção e o que não seja distorção?

Por agora presumir que toda a gente nesta sala vai passar por experiências semelhantes, caso escolha isso – talvez o não façam e talvez não todos – mas isto vai tornar-se numa coisa palpável, se viermos a derrubar barreiras. Vai dar-se muita actividade associada a isso...

ELIAS: Talvez.

DEANE: ... às pessoas e às outras dimensões, e vai passar a apresentar-se experiências dessas. Vejo que estamos a abrir caminho. Como havemos de saber exactamente, e confirmar isso? Há uma parte que podemos realmente dizer que sim, mas não estou certo em relação às outras coisas, isso...

ELIAS: É tudo válido. Isso são tudo traduções, mas é tudo válido, e não importa que esteja associado à ideia da distorção, por estares a empregar uma acção de abordagem de outras dimensões. Não vos achais familiarizados com elas pelo que não têm cabimento na vossa dimensão; por isso, dão-se traduções (interpretações), mas podes interagir com essas interpretações independentemente do resto.

DEANE: Por exemplo, a informação que o Bah’ Rand me forneceu acerca desta família, e de ter descoberto através disso que tenho um foco lá que tu confirmaste, que é filho dele, Ahh-Nach. Isso não é uma imagem mas sim informação.

ELIAS: Eu estou a compreender.

DEANE: E já estive em casa dele e vi todas aquelas coisas e as pessoas de lá e todas estas interacções que não tive ocasião de referir a ninguém. Posso fiar-me nisso?

ELIAS: Podes. É válido.

PAT BET: Não estás maluco. (Riso)

ELIAS: Não. Não estás a passar por loucura nenhuma. (Riso) Não, não estás a experimentar senilidade. Estás a gerar experiências válidas. Sim, são passíveis de ser traduzidas, mas isso é o que tu próprio farás de forma a permitir-te interagir. Esse é o elemento do adelgaçar dos véus de separação existentes entre as dimensões, porque essas energias, essas manifestações não têm cabimento no modelo desta realidade.

Vós incorporais um modelo específico nesta realidade física, relativamente às outras realidades físicas, e elas não encaixam nos imaginários associados umas às outras. Consequentemente, ocorrem traduções. Vós traduzis por imagens, por formas, por associações tais como habitações ou terrenos ou atmosferas. Traduzis aquilo que vos é dado conhecer nesta dimensão, nesta realidade física. Mas sim, isso pode ser designado como uma distorção técnica por consistir numa tradução, o que não quer dizer que não estejais efectivamente a interagir.

DEANE: (Eu tenho vindo a afastar-me deste material, sabes, nos últimos meses, conforme provavelmente estarás ao corrente, simplesmente por ter afirmado: “Porra, vamos tomar outro copo, filho; assim não pode ser!” (Riso)

ELIAS: Não deixes de te considerar, Leland. Não tem importância. Trata-se duma expressão individual e de um interesse e de uma preferência e de um sentido de orientação, e nessa medida, se preferires produzir um movimento desse tipo e interagir desse modo, eu posso encorajar-te anormemente. Porque nas alturas em que estás a produzir tal acção não estás a concentrar-te numa expressão de exteriorização de energia que te propicie a perpetuação daquilo que todos não desejais nesta realidade. Estás a produzir uma acção em que a energia que estás a projectar no exterior se acha em conjugação com o adelgaçar dos véus de separação.

DEANE: É verdade mas sinto uma preocupação significativa aqui com isto; talvez devesse dizer “senti”. Porque se estamos a abrir caminho e estas barreiras estão a ser demolidas e há gente a começar a passar por isso, em certa medida isso deverá estar a propiciar uma cartografia para os outros. E isso é desejável – eu desejaria tal coisa – espero que aconteça de tal forma que traga benefício aos demais, algo que de facto podem seguir em vez de...

ELIAS: Se o preferirem.

DEANE: Se o preferirem, bom...

ELIAS: E aquilo que ofereces é a tua partilha. Não te voltes no sentido de passares instrução. Partilhas as tuas experiências, e se alguém optar por empreender experiências semelhantes, isso ajudará. Mas a motivação que TU sentes és tu e está associada às preferências que sentes e à direcção que TU tomas, e nessa medida, para além disso, apenas estendes uma partilha das experiências por que passas em qualquer expectativa.

DEANE: Eu compreendo, e partilho o meu conhaque contigo em certas alturas, e esse enorme prazer que continuas a estender-me, meu senhor. (Elias ri) Agradeço a ajuda e a assistência que me dás para além da contínua orientação.

ELIAS: Não tens o que agradecer.

LINDA: Elias, eu tenho uma pergunta, que se enquadra na mesma linha... Quem está a falar alto, é a Linda. Tenho vindo a entreter essa coisa do tempo e da memória. Já tive duas experiências com isso em que regresso a uma recordação e volto ao que consigo recordar e exploro o que isso comporta. Tenho vindo a obter cada vez mais detalhes, tal como por exemplo ser criança e encontrar-me numa loja, e começar a descobrir mais do que inicialmente lembrava e a concentrar-me cada vez mais nos detalhes disso.

Começo a experimentar isso, mas chego a um ponto em que começo a sentir-me pirada da cabeça com isso, e o meu corpo reage e começo a entrar em hiperventilação. Creio tratar-se unicamente de receio, e só queria saber que diabo estou a fazer e se existirá alguma forma de relaxar com isso. Não estou realmente em busca de método nenhum, creio eu, mas não sei mesmo o que estou a fazer com isso.

ELIAS: Mas, que motivação sentes?

LINDA: Bom, não sei. Creio estar unicamente a experimentar aquilo e creio que tudo tenha que ver com o tempo e a recordação, e a ideia do tempo linear e a tentativa de ver de que modo o tempo simultâneo se enquadra no tempo linear, e tudo o que foi consiste agora numa lembrança e tudo o que diz respeito ao futuro consiste numa probabilidade. Durante muito tempo vivi a minha vida com lembranças bastante predominantes e agora estou a afastar-me disso e creio estar somente a experimentar a coisa, caso isso faça algum sentido de todo. Creio estar a tentar descobrir o que é que estou a fazer.

ELIAS: Estás a explorar. Recorda que aquilo que fazes com essa experimentação, de cada vez que avanças, e moves a tua atenção no sentido da recordação, tu alteras o passado, e é desse modo que a simultaneidade se enquadra na vossa experiência linear. Por cada recordação do passado ser um tanto diferente, e o momento alterar o passado e aquilo por que se traduzia. Agora, nessa experimentação encarar permite-te talvez isso como um jogo divertido, e assim não te assustes, por poderes manipular a energia do modo que pretenderes; e nisso, sabendo que podes alterar o passado no presente apenas pela investigação de recordação ou da memória, podes incorporar essa diversão e escolher o modo como desejas recordar.

Podeis manipular a memória e o passado de maneiras bastante similares à da manipulação dos sonhos. Se tiverdes consciência, se estiverdes a prestar atenção, podeis dirigir os sonhos da forma que quiserdes, o que na realidade consiste numa informação significativa. Porque podeis manipular o desenrolar dos sonhos da maneira que escolherdes, e caso estejais a criar um sonho desconfortável podeis optar por o alterar e por criar uma energia diferente. Podeis produzir uma acção semelhante em relação às recordações, e se podeis criar recordações - por a consciência subjectiva e a objectiva existirem em paralelo e estarem em harmonia uma com a outra - também podeis dirigir o vosso estado desperto na realidade objectiva do mesmo modo. Se vos sentirdes desconfortáveis com o que estiverdes a apresentar a vós próprios através da imagética objectiva, podeis alterar isso com tanta facilidade quanto aquela com que alterais um sonho.

RODNEY: Elias, posso-te pedir que aguardes um instante enquanto mudamos a cassete?

ELIAS: Muito bem. (O vídeo pára por instantes enquanto a Lynda troca as cassetes.)

LYNDA: (A bater no joelho do Elias) Estás a sair-te em grande - continua. (Riso)

ELIAS: Ah, dificuldades eléctricas.

LYNDA: Pois é, a culpa é tua. (Elias dá uma risada; o grupo ri) Obrigado.

ELIZABETH: Elias, eu tenho uma pergunta. Ultimamente tenho vindo a ver muitas imagens relacionadas com o número 43. Só queria saber que significado terá isso.

ELIAS: Mas, no contexto de que imagens apresentas isso a ti própria?

ELIZABETH: Não sei, isso surge nas alturas mais esquisitas. Posso estar a observar um show de televisão e geralmente deparo-me com isso num relógio, mas não parece apresentar qualquer padrão.

ELIAS: E não colhes nenhuma impressão?

ELIZABETH: Algumas  pessoas referiram que eu podia estar a criar mais focos.

ELIAS: É um número associado aos papéis de observação da essência produzidos recentemente, o que incorpora a mesma experiência que o papel de direcção da essência em qualquer foco. Por isso, de certo modo, podes considerar isso como um número adicional de focos, por eles serem produzidos da mesma forma.

ELIZABETH: Obrigado.

ELIAS: De nada.

PAT BET: Eu tenho uma pergunta. Quem está a falar é a Pat. Há cerca de duas semanas, decidi ver se conseguia captar os números da lotaria no estado de sonhos. (Elias ri junto com o grupo) E descobri que eles me vinham à mente! Tudo se processou bem assim que acordei mas ao querer voltar a adormecer... Mas eu estava a obter esses números. Bom, eu falhei ao deixar de me levantar e de os anotar, mas percorri-os umas quantas vezes na minha mente. Quando por fim acordei recordei três deles mais um de bónus. Por isso, fui e joguei na lotaria – cinco dólares, cinco oportunidades. Acertei nesses três números e acertei no bónus.

Agora, terei efectivamente produzido o conhecimento disso, e deveria tê-los anotado de modo a ter podido obtê-los a todos e ficado tanto mais rica, ou será que não me permiti tal coisa, e por uma razão qualquer não terei querido vencer a lotaria apesar de pensar que sim, quando de facto não queria?

ELIAS: Não é uma questão que querer ganhar a lotaria ou de não a querer ganhar...

PAT BET: Estaria eu a provar a mim própria que o conseguia fazer?

ELIAS: ...mas de estares a proporcionar a ti própria uma experiência a fim de te permitires validar e confiar em ti própria.

PAT BET: Mas ganhei vinte e um dólares! (Riso)

PAT BER: Então acabaste por ganhar!

PAT BET: Pois é, ganhei, mas sabes que mais...?

ELIAS: Parabéns! (Dá uma risada enquanto o grupo desata a rir)

KC: Eu tenho de novo uma pergunta relativa à auto-estrada. (Riso)

ELIAS: Ah, mais concentração no cimento!

KC: A pergunta da Linda na verdade fez-me lembrar do caso da recordação. Comecei a pensar num pequeno jogo que eu jogava no meu grupo familiar, relativo à recordação, e se já tínhamos feito algo antes do que estávamos a tentar fazer na altura, pelo que isso torna o facto de o jogarmos novamente mais fácil. O jogo, tu já o jogamos de qualquer modo pelo que apenas iremos recordar uma nova lembrança ou criar uma nova recordação e a seguir jogá-lo novamente, por nos lembrarmos de como o fazer.

Bom, porque não conseguirei... Eu devia ser capaz de recordar a auto-estrada situada noutro sítio qualquer na altura.

ELIAS: Sim.

KC: Quero dizer, posso não gozar dessa capacidade por não estar realmente acostumada a manipular a realidade física desse modo. Mas eu consegui de facto recordar a auto-estrada, pelo que podia praticar isso.

ELIAS: Podes ser mais bem sucedida se praticares o exercício da clareza. (A sorrir, seguido de riso por parte do grupo)

KC: Bom, disseste que de facto eu podia voltar a minha atenção para a auto-estrada e não ouvir o ruído?

ELIAS: Exacto.

KC: Okay, só queria ter a certeza! (Riso) Vou reportar-te o resultado!

ELIAS: Muito bem, fico a antecipar! (Ri)

PAUL: Eu sou o Paul/Ottel. De que modo o sistema de crenças do controlo se encaixa na onda da verdade, ou os sistemas de crenças que circundam a questão do controlo?

ELIAS: Muitos indivíduos incorporam isso nas verdades que defendem. O controlo consta de uma crença vigorosa que obtém expressão e muitos indivíduos incorporam-no como uma verdade, como um absoluto, o facto de precisarem usar de controlo a fim de executarem com sucesso aquilo que pretendem, e muitos expressam essa verdade do controlo em associação com formas de conduta aceitáveis ou inaceitáveis – muitos, muitos, muitos indivíduos – tanto em relação a si mesmos como aos outros. Essa é uma verdade que se torna significativo examinar.

SUE: Aqui fala a Susan. E em relação àqueles que estão, por exemplo, encarcerados por uma razão ou por outra? De que forma as crenças que têm no controlo alimentarão essa situação?

ELIAS: Eles podem expressar crenças respeitantes ao controlo assim como podem não expressar.

SUE: Então isso varia de acordo com o indivíduo?

ELIAS: É. Apenas pelo facto de se encontrarem encarcerados não serve necessariamente de indicação do facto de expressarem crenças ou crenças absolutas acerca do controlo como as verdades que defendem.

JOANNE: Elias - quem fala é a Joanne. Pergunta – nos últimos meses, enquanto aqui sentada estou a escutar, estabeleci a associação com a onda da verdade. Dou por mim a vocalizar muito mais acerca das opiniões que tenho e das coisas que quero, e ao apensar nisso, isso teve início na sensação de me sentir muito cansada e sem espaço para ser eu própria, por isso acho-me muito mais a vocalizar o que quero, nas opiniões que formulo e os pensamentos que me acometem. Eu queria saber se isso estará realmente associado à onda da verdade, por estar a descobrir a verdade que defendo e talvez estar a outorgar permissão para assumir essa verdade?

ELIAS: Em parte.

JOANNE: Qual será a outra parte? (Riso) Bom, tenho consciência de estar a ceder energia a tudo o que está a ocorrer, por gostar disso, mas fora isso, para mim pessoalmente, qual será a outra parte?

ELIAS: Tu estás igualmente a apresentar a ti própria essas expressões a fim de descobrires algumas das verdades que defendes, e com isso, o que comporá algumas das verdades que defendes em associação com o que não queres, e o modo como associas com algumas das tuas verdades com julgamentos relativos aos comportamentos dos outros, conforme expressamos. Por perceberes que os comportamentos dos outros te afectam e te limitam de certo modo, te controlam.

JOANNE: Mas sinto-me a ficar muito cansada disso e muito mais agressiva, mais assertiva, e a entrar em coisas em que antes teria permanecido calada e que passavam, com que conseguia lidar.

ELIAS: Eu estou a compreender, mas isso representa um exemplo do pêndulo a balançar de um extremo ao outro,  o que é significativo. Não deixes de te considerar por causa disso, porque muitos, muitos indivíduos estão a empreender esse tipo de acção e esses tipos de comportamento em associação com a presente onda.

JOANNE: Isso parece agradar-me.

ELIAS: Por te permitir experimentar e explorar aquilo com que não estás familiarizada assim como diferentes acções e expressões bem como comportamentos, que desse modo te permitirão passar para um equilíbrio em que não estás a expressar qualquer energia de rudeza nem a exigir mas a produzir uma permissão em ti mesma para o conseguires. Por a razão que estás a exigir ser a de teres criado a associação de que se não exigires não expressarás a força necessária para anulares o controlo.

JOANNE: Pois, eu notei isso, e notei que isso não resulta. Há outras alturas em que me expresso a mim própria e isso flui e tudo se dá na perfeição. Mas noutras alturas em que consigo dar por mim a forçar a sério, isso termina por regressar a mim.

ELIAS: Exacto. Mas isso também, na força da energia, é facilmente expressado para te direccionar a atenção para os outros e por gerares uma expectativa quanto a uma permissão da sua parte, em vez de produzires a TUA PRÓPRIA permissão e acção.

JOANNE: Mas é parcialmente...

ELIAS: Sim, é um movimento de reconhecimento das tuas verdades e de te direccionares no sentido em que poderás produzir esse equilíbrio.

JOANNE: Por ter alturas em que me sinto muito confortável comigo própria, coisa que não senti durante muito tempo. Alcancei mais ou menos o que penso ser o meu objectivo na vida, só quero sentir-me verdadeiramente confortável comigo própria. Agora, por vezes faço isso mesmo e já não dou por mim tão preocupada com as regras e com o que julgava inadequado, mas permito-me ser eu própria, e gostava de saber se isso...

ELIAS: Sim.

JOANNE: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê. (Sorri)

KATIE: Elias, eu tenho um palpite para o jogo.

ELIAS: Muito bem.

KATIE: Quem está a falar é a Katie - para o pessoal da transcrição. Eu gostava de associar o fenómeno da festa delirante com a família Tumold.

ELIAS: Em que categoria?

KATIE: Caramba, categoria! (Elias ri) Esqueci isso... Haverá alguma categoria para isso? Podemos ter que dar início a uma nova.

ELIAS: Que deverá ser qual?

KATIE: Cultura.

ELIAS: Que tipo de cultura?

KATIE: Cultura popular?

ELIAS: Muito bem, aceite. (Riso, enquanto o Elias dá uma risada) Um ponto!

KATIE: Obrigado! (Aplausos dispersos)

DEANE: Elias, eu preciso interrogar-te acerca duma confirmação aqui do meu amigo George. Aqui fala o Deane. Quando a Pat e eu estávamos no Egipto, há muito tempo atrás, ela chamava-se Ahshee Anah  e eu chamava-me Khufuru e colhi a impressão de que o marido dela, o George, que se encontra aqui connosco hoje, era um sacerdote nesse templo, e que exercia uma enorme influência sobre ela, e que fazia parte destes pequenos problemas que tivemos. O nome que obtive creio ter sido Ahl-net. Poderás confirmar isso?

ELIAS: Sim, tens razão.

DEANE: Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer. Vamos aceitar mais duas perguntas, e dar a sessão por terminada.

Sim?

DAVID N: O meu nome é David, e eu gostava de obter o meu nome da essência, a família, o alinhamento e a orientação.

ELIAS: Nome, da essência, Sashie. E que impressão terás quanto às famílias da essência?

DAVID N: Não sei se será uma impressão mas será Sumafi/Sumari?

ELIAS: Família da essência, correcto; alinhamento, Gramada. Que estimativa fazes da orientação que tens?

DAVID N: Penso que seja intermédia.

ELIAS: Exacto.

MATT: O meu nome é Matt. Eu gostava de obter a mesma informação.

ELIAS: Nome da essência, Herron. Mas, que impressões terás?

MATT: Também não passam de palpites, por não ter a certeza quanto  a esta impressão dos negócios, mas creio que como palpite a Tumold possa ser uma delas e a Sumafi outra.

ELIAS: Ao contrário.

MATT: Então pertenço à Sumafi e alinho pela Tumold?

ELIAS: Sim.

MATT: E como palpite diria ter uma orientação intermédia.

ELIAS: Estás certo.

KATHY: O meu nome é Kathy, e também me encontro na trilha desta auto-descoberta. Penso que possa ajudar se obtiver essa informação, tal como o nome da essência, família e alinhamento e orientação.

ELIAS: Nome da essência, Mia. E a impressão que tens?

KATHY: Bom, eu teria que dizer – mas não passa de um palpite -  talvez Borledim. Estarei a pronunciar correctamente?

ELIAS: Pertences à Borledim (bor la DIM). E o alinhamento? (Ligeira pausa) Milumet. E que impressão tens em relação à orientação?

KATHY: Comum?

ELIAS: Exacto.

KATHY: Obrigado. (Elias dá uma risada)

DONNA M: Elias, este é o meu marido. Ele não vai perguntar, mas eu queria saber! (Riso) Eu gostava de perguntar o seu nome da essência, a família e o alinhamento que ele tem.

ELIAS: Muito bem. Nome da essência, Griegore. E a impressão que tens?

DONNA M: Talvez Ilda e Gramada?

ELIAS: Ao contrário.

DONNA M: Obrigado. Posso também perguntar os do meu pai também?

ELIAS: Nome da essência, Bathyn. E a impressão que tens?

DONNA M: Gramada e algo mais. (Riso)

ELIAS: Ah ah ah ah! Não me recordo dessa família da essência! (Riso) É uma nova subdivisão, tomai lá nota! Ah ah ah! Família da essência, Sumari, alinhamento, Gramada.

DONNA M: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

CATHY: Eu sou a Cathy F, a outra Cathy, e este é o meu filho Patrick. Gostávamos de obter a mesma informação para ambos.

ELIAS: Muito bem.  Nome da essência, Felicia. E que impressão tens?

CATHY: Bom, antes supunha que fosse a Sumafi mas depois supus que fosse a Vold, e depois recentemente observei algo numa das outras sessões que tinha Milumet, pelo que me sinto mais ou menos... Não tinha a certeza quanto a essas duas. Posso estar completamente errada!

ELIAS: Pertences à Vold; alinhas pela Milumet. Mas, e que impressão tens quanto à orientação?

CATHY: Não estou certa.

ELIAS: Outra intermédia.

CATHY: E o Patrick?

ELIAS: Nome da essência, Derricka. E que impressão tens?

CATHY: Penso que no caso dele a Gramada desempenhe um papel significativo. Quanto à outra, nem sequer consigo chegar lá.

ELIAS: (Sorri) Família da essência, Sumafi; alinhamento, Gramada.

CATHY: Eu sabia que a Gramada andaria algures por aí!

ELIAS: E que impressão tens quanto à orientação?

CATHY: Torna-se-me verdadeiramente difícil adivinhar por outra pessoa. (Ligeira pausa)

ELIAS: Comum. (Sorri)

JOY: Olá, sou a Joy, e é a primeira vez que aqui venho. Eu tenho uma pergunta. Tenho vindo a tentar e a experimentar a minha própria verdade, e os modos pelos quais o estou a fazer não alinham necessariamente pelas crenças dos outros sobre o que seja certo e errado, e assim eu pensei que devia induzir em erro ou precisar ludibriar determinada gente na minha vida, pelo menos durante um certo período, de modo a permitir-me ser quem sou, quem eu quero ser. Mas por vezes chego a entrar em conflito com isso, por vezes mesmo culpa, e a interrogar-me se deveria fazer isso. Precisarei realmente ser honesta com toda a gente o tempo todo ou quê?

ELIAS: A honestidade é uma crença interessante (riso) e incorpora muitas formas diferentes. Devo dizer-te que não é uma questão de ser honesto ou de deixar de ser. É uma questão de te permitires expressar-te e de te expores, e de poderes escolher o que expões e com quem, mas em te expores a ti própria. Nessa medida, permitir-te-ás acolher as energias que pretendes em associação com os outros.

Não te preocupes com a honestidade; é uma coisa traiçoeira! (Riso) E é bastante relativa. Assim, preocupa-te com a exposição em vez da honestidade.

Muito bem, meus amigos!

LYNDA: Ah, não vás! (Riso)

ELIAS: (De modo bem humorado) Eu tenho assuntos importantes a atender! Tenho uma agenda bastante preenchida! Envolver-me com milhares de indivíduos em simultâneo torna-se esgotante – cabe a correcção – milhões! (Riso)

LYNDA: Pardone, mon ami!

ELIAS: Por as perguntas e os problemas deles serem muito cansativos – pelo que preciso partir! (Riso)

A todos vós com um tremendo afecto e um enorme encorajamento, como sempre; a cada um individualmente,  quero dizer que estou convosco e que estou sempre ao vosso dispor. Apenas precisais pedir. Eu estendo-vos gratuitamente a minha energia e apoio e o meu enorme encorajamento. E em jeito de despedida de todos vós, posso endereçar-vos uma encorajamento a cada um: vós estais todos a “conseguir” ! (Vivas e aplausos) A todos vós, meus queridos amigos, au revoir.

GROUP: Au revoir.

Elias parte às 4:40 da tarde

LYNDA: Oh Mary, Mary, tu perdeste uma sessão formidável!

MARY: (Atira as mãos para cima) Eu SEMPRE perco uma excelente sessão! (Riso generalizado)



NOTAS:

(1) Aqui está o exercício dos sentidos externos a que o Elias se refere, ou o Exercício da Clareza, da Sessão #122, de 9/22/96:

ELIAS: ...Nos elementos iniciais deste exercício, vou-vos pedir para manterdes o vosso campo de visão, sem fechardes os olhos; por estardes a  voltar-vos para essa atenção, essa estação, este canal. Estais anotar e a permitir obter clareza nesse canal. Por isso, o objectivo não passa por alterardes o vosso estado...

Nessa medida, vou-vos pedir para vos sentardes confortavelmente. Focai-vos num objecto qualquer da vossa sala, mas não vos centreis de modo intenso nesse objecto. Permiti que a vossa visão abranja a totalidade da sala, num único ponto de referência. Não crieis tensão nem forceis a concentração demasiado num dado objecto. Nessa medida, sintonizai agora a vossa consciência com os vossos sentidos. Notai a vossa visão. Permiti que se torne tão clara quanto possivel. Sintonizai a vossa audição. Notais todos os sons que são produzidos. Muitos são os sons que se dão que vós automaticamente desligais e a que prestais muito pouca atenção. Notai o vosso corpo, as sensações físicas que tendes, a temperatura do vosso corpo. Notai o vosso sentido do toque. O ar toca a vossa pele continuamente. As vossas roupas tocam-vos a pele. Isso são tudo elementos que fazem parte da clareza do vosso foco, a que vós prestais muito pouca atenção. Notai os odores. Vós prestais muito pouca atenção ao vosso sentido do olfacto ao longo do vosso dia-a-dia repleto dos afazeres mundanos. Notai o vosso sentido do paladar. Percebeis que caso não estejais a consumir algo, não estareis a ter qualquer sentido de sabor. Os vossos sentidos acham-se altamente em sintonia, e respondem não obstante. Eles empregam um estímulo contínuo. Vós somente optais por deixar de obter tal clareza em relação a esses sentidos.

Tomai um instante para vos concentrardes, sem vos esforçardes, na actividade de todos esses sentidos que empregais a cada instante do vosso foco físico. (A esta altura dá-se uma pausa de noventa segundos)

Ora bem; vou passar a instruir cada um de vós no sentido de fechar os olhos e permitir que a sua tenção se deixe levar. Não vos foqueis, digamos, nos vossos sentidos externos. Permiti que vos sintais confortáveis e calmos, sossegados. (A esta altura dá-se uma pausa de trinta segundos) Chega de vagar!

Haveis de notar que com os olhos fechados haveis de vagar ao sabor da corrente. Vós experimentastes - nas tentativas que fizestes por meditar em certas alturas - dificuldade em manter a concentração. Vós experimentais, na maior parte do vosso tempo do vosso estado de sonho, uma incapacidade para manter o vosso foco e para manipular nesse foco. O exercício de sintonizardes a vossa atenção dirigida, a vossa consciência que é sintonizada com esse canal será de grande ajuda para vós nas áreas de instrução de desenvolvimento da vossa capacidade de manipular canais alternados. Estados alterados, conforme os designais, são todos canais alternados. Se dispuserdes da capacidade de conscientemente manipular no âmbito da consciência que retém a vossa atenção, mais facilmente haveis de aprender a manipular e a compreender em canais alternados de consciência. Por isso, ao longo desta semana e até ao nosso próximo encontro, vou-vos estender a oportunidade do que designaríeis por trabalho de casa! Vou-vos instruir no sentido de praticardes este exercício três vezes ao dia. Podeis incorporar esse exercício em qualquer altura, por terdes os olhos abertos e estardes atentos para com todos os indivíduos ao vosso redor assim como para com toda actividade que possais empreender, por estardes a sintonizar a vossa consciência com uma maior clareza. Ela não vaga ao sabor da corrente. Não vos estais a colocar num estado alterado. Consequentemente, este exercício não interromperá a vossa actividade normal.

Nessa medida, empregai uma altura para dar início a esse exercício durante o entardecer, quando estais relaxados no vosso lar, individualmente. Por isso, podeis seguir a vossa sintonização dirigida para o vosso canal da atenção fechando os olhos e permitindo-vos vagar. Nessa medida, enquanto vos estais a permitir vagar, podeis empregar essa acção por breves instantes, apenas num período de tempo destinados a notar aqueles acontecimentos que ocorrem. Podem ser clarões coloridos, podem ser sentimentos, podem ser cenários. Podeis empregar visualizações. Podeis empregar imagens mentais, conforme as designais. Podeis dar por vós a ter pensamentos a acometer-vos de uma maneira célere a mente. Notai aquilo que ocorrer.

Não vos concentreis intensamente na experiência. É somente um exercício. Não é preciso ficar sério e obstinado! Podeis incorporar isso a título de diversão, e por pouco tempo. Não é preciso que destineis horas do vosso tempo obstinadamente a concentrar-vos em consegui-lo! É mais importante que sintonizeis conscientemente, com os olhos abertos, com a consciência com que estais familiarizados; porque à medida que aprenderdes esse direccionar, e a manipular esse direccionar, também haveis de aprender a dirigir nas realidades alternas.

Eu afirmo-vos que podeis manipular na claridade que obtiverdes; porque o que experimentastes presentemente neste exercício foi somente uma observação. À medida que a nossa semana progredir e incorporardes esse exercício, podeis tentar manipular esses sentidos. Permiti a clareza da vossa audição, e a seguir interrompei-a  de uma forma propositada. Permiti-vos a faculdade de perceber a vossa própria capacidade de manipulação da vossa própria consciência e das suas funções; porque com isso, podereis muito mais facilmente reconhecer como manipular quando vos deparardes com diferentes ocorrências em focos alternos.

(2) Refere-se à Sessão #1290, 3/15/03, a sessão de grupo do Vermont.

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