sábado, 28 de janeiro de 2012

RESPONSABILIDADE E LIBERDADE


SESSÃO #1468
“CONDICIONAMENTO/AUTO-INQUIRIÇÃO”
“EXEMPLOS PESSOAIS DE DESAFIOS INERENTES À ONDA DA VERDADE”
“EMOÇÃO”
“COSTUMAVA SER MAIS FÁCIL/RESPONSABILIDADE É GARANTE DE LIBERDADE”
Sábado, 8 de Novembro de 2003 (Grupo/Fresno, California)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael), Bobbi (Jale), Daniil (Zynn), Debi (Oona), Fran (Sandel), Howard (Bosht), Kris (Syanne), Laura (Belagia), Letty (Castille), Margot (Giselle), Marj (Grady), Marlene (Xenell), Natasha (Nichole), Nicole (Bethell), Patricia (Jarion), Sabrina (Stencett), Sharon (Camden), Sheri (Milde), Stella (Cindel)

Elias chega às 2:22 da tarde (Tem pode chegada é de 22 segundos.)

ELIAS: Boa tarde!

GRUPO: Boa tarde, Elias.

ELIAS: (Ri) Bom; hoje ides interagir comigo, em vez de ser ao contrário e ides-me sugerir informação referente aos avanços que VÓS empreendeis. Conforme tendes consciência, estais todos a tomar parte nesta onda que aborda as verdades; e eu estou ciente de estardes todos a abordar as vossas verdades individuais e que em certa medida cada um de vós está a apresentar a si mesmo os seus desafios em associação com as verdades individuais que defendeis.

Por isso, vamos debater as verdades que defendeis e talvez venhamos a debater um modo de reconfiguração da energia e uma maneira de dirigirdes a vossa atenção de modo a poderdes redireccionar e reconfigurar a energia que projectais, e de modo a afectardes a vossa realidade seja em meio ao que for que pretendais fazer numa dada situação particular. Mas antes vamos identificar os avanças que conseguistes e as verdades que defendeis.

Ora bem; quem irá oferecer-se como voluntário em primeiro lugar? (Riso nervoso seguido de uma ligeira pausa) Ah ah ah!

VOZ DE MULHER: Vamos lá, Oona!

DEBI: Estou a encolher-me! (Riso, a seguir ao que o Elias ri)

LETTY: Eu começo, Elias.

ELIAS: Muito bem!

LETTY: O movimento que estou a empreender neste momento faz parte do drama e do trauma que vivenciamos no nosso emprego. A Cindel está aqui - ela é testemunha! (Elias ri) Continuamos a ter problemas ou a criar problemas a descobrir gente com quem trabalhar. Temos muitos conflitos com as pessoas, a começar pelo Bruce. Eu sei que ela espelha muito do que sentimos, a verdade ou a honradez do trabalho e dos recursos humanos e a tentativa de encontrar gente só que não olham aos antecedentes dessa gente e isso é um caso sério. Reconheço como vemos isso nas verdades que defendemos e a questão de aceitarmos as pessoas e as diferenças. É difícil aceitar.

ELIAS: A diferença consiste num desafio poderoso, que nesta onda em particular está a ser abordada de uma forma intensa, e as pessoas estão a experimentar uma frustração considerável além de conflito e de confusão associados à tentativa de aceitarem as diferenças.

Mas antes de poderdes aceitar a diferença, torna-se imperativo que identifiqueis em vós qual será a diferença e que identifiqueis a verdade que defendeis associada à diferença que percebeis, e assim vos permitais reconhecer que a vossa verdade é a VOSSA verdade, mas que não é verdadeira.

Torna-se bastante fácil reconhecer a diferença nos outros. Vós automática e imediatamente reconheceis a diferença apresentada pelos outros; mas nisso reside a questão, no facto de vos deterdes e de não voltardes a atenção para vós a fim de identificardes qual será a vossa diferença e a forma como isso está associado à verdade que defendeis.

Bom; apresentaste a situação do reconhecimento da verdade do Bruce. Qual será a diferença que apresentas em relação ao Bruce? De que modo a percepção que tens se diferencia?

LETTY: Bom, no sentido de eu tentar ser mais aberta e mais receptiva para com as pessoas que se propõem trabalhar no nosso instituto, no qual é muito rigoroso entrar, sem ter que se fazer um exame exagerado dos antecedentes, e no qual caso elas tenham um crédito mal parado ou uma multa são excluídos. Eu tenho consciência de que ela considera a burocracia enquanto eu considero a pessoa, o que comporta uma enorme diferença.

ELIAS: É.

Agora, nessa situação, identifica aquilo que reconheces que constitui a diferença em termos específicos.

LETTY: Não tenho a certeza. Quero dizer, a diferença que noto em mim própria?

ELIAS: Sim.

LETTY: Bom, é a de que eu estou certa e que ela está errada. (Riso)

ELIAS: Em parte, o que é significativo e constitui um significativo exemplo. Por se tratar duma situação com que todos vos confrontais de uma ou de outra maneira, razão porque se torna importante que o avalies.

Encaras o comportamento e a percepção do outro como rígida e demasiado meticulosa e impessoal.

Agora; ao presenciares esses comportamentos e a percepção que o outro apresenta, automaticamente geras uma comparação contigo própria em termos de seres mais flexível, de concederes uma maior permissão e de personalizares mais; e com isso, tu automaticamente julgas a percepção que tens e a forma melhor como te expressas, pelo que te justificas, mas na justificação reside o julgamento, e ele é o obstáculo que impede a aceitação da diferença, por não questionares a percepção que TENS nem as TUAS crenças ou expressões. Isso é uma verdade; inquestionável. É melhor conceder permissão; é melhor ser mais flexível; é melhor personalizar mais. E como justificas sem questionares as próprias verdades que defendes, automaticamente dás expressão a um julgamento para com o outro pela diferença que apresenta.

Mas se voltardes a tua atenção para ti e questionares a verdade que defendes e a reconheceres, como a verdade que defendes e assim igualmente associada à preferência que tens, começas a reconhecer que o outro indivíduo na sua diferença não está errado, que não é mau. É diferente, e a percepção que tem da diferença espelha o mesmo.

A percepção que o Bruce tem da rigidez e da precisão e da burocracia é...

LETTY: Dela.

ELIAS: Sim. E nessa medida, tu encaras isso como errado, demasiado permissivo e pouco consciencioso.

Agora vês as duas formas de percepção, e não incorporas necessariamente entendimento, por continuares com a percepção e as preferências que tens e ela continuar com as preferências dela; mas se reconheceres que a tua verdade não constitui um absoluto, poderás permitir-te passar a cooperar. Por não mais incorporares necessidade de justificar e assim não julgares e isso abrir uma via à cooperação. Sem notares nem avaliares a própria percepção que tens ou as verdades que defendes, essa porta permanece fechada e não se gera aceitação, e desse modo resulta conflito.

Quem será capaz de apresentar uma outra situação de uma verdade que provoque conflito na interacção com os outros, ou naquilo em que estais presentemente a encaminhar-vos e para que estais presentemente a dirigir-vos?

KRIS: Eu tenho uma. Eu sou novo nisto; Jamais passei por isto antes.

ELIAS: Sê bem-vindo.

KRIS: Obrigado. Eu ando a praticar a criação da minha realidade e a acompanhar aquilo que acabaste de referir, e sou capaz de me voltar para mim próprio e de descobrir onde procedo a juízos de valor. Eu dou mais ou menos por mim a fazer isso de uma forma crescente, mas aquilo que não consigo fazer é com a consciência do meu corpo. Parece que estou sempre a produzir enfermidades diferentes e diversas reacções menores, mas sem saber a que isso se deva nem com o que isso tenha que ver... Penso que aquilo com que isso terá que ver é com um retrato global sobre a criação da nossa realidade não apenas externamente mas também internamente, não? Sabes a que me estou a referir?

ELIAS: Sei.

KRIS: Essa é a luta que travo.

ELIAS: Então, uma das tuas verdades é a de que podes criar externamente mas não necessitas necessariamente controlar ou criar o que se passa no interior. Essa é mais uma dessas verdades arraigadas em que muitos acreditam: a de que o que é gerado interiormente seja criado por uma outra fonte qualquer, pela consciência subjectiva, a qual obviamente representa o inimigo, por criar caos em vários sentidos distintos com que não contais e que não compreendeis e que não desejais de todo!

Isso não é verdade. Mas constitui uma verdade, por a terdes tornado num factor absoluto que pode ser associado à consciência do vosso corpo e ao que é produzido nas manifestações físicas. Pode estar associado às ansiedades; pode estar associado a distintas acções que empregais e com que vos surpreendeis e com base no que vos questionais: “PORQUE terei empregado ESSA acção? Ah bom, essa força subjectiva está novamente a conduzir-me, esse elemento inconsciente sobre o qual não exerço controlo algum e que se encontra bastante apartado de mim.” Um factor absoluto, mas não verdadeiro. Isso é uma questão de atenção e de ter consciência.

Muitos indivíduos lutam, por associarem automaticamente o que produzem em termos físicos como um ataque. De certa forma constitui o contrário do que projectais no exterior, na vossa percepção.

Projectais no vosso mundo exterior, digamos, e percebeis criar fora de vós em termos físicos, mas há elementos do vosso mundo que são invisíveis e vos penetram o interior e vos atacam, pelo que provocam manifestações físicas. Isso não é verdade, mas é mantido vigorosamente como um absoluto. Nenhum elemento exterior a vós vos ataca, e nenhum elemento exterior a vós vos penetra, a menos que o permitais. Mas, que é que pode penetrar-vos se o permitirdes? Alguma coisa? Não. Um germe? Não. Um vírus? Não.

Aquilo que vos pode penetrar através do vosso campo de energia é a energia de um outro indivíduo, mas isso não constitui uma manifestação real. Trata-se de energia, é um movimento, e isso é automática e imediatamente configurado numa manifestação. Todo o elemento físico que percebais como exterior ao vosso corpo físico, exterior a vós, faz na realidade parte de vós. Por isso, não vos pode penetrar, por já fazer parte de vós.

Nas alturas em que gerais manifestações físicas, estais a gerar a transmissão de um comunicado a partir da vossa consciência subjectiva por meio de uma acção, por ser desse modo que a consciência subjectiva comunica à consciência objectiva. Eu vou repetir, a consciência subjectiva e a objectiva acham-se em harmonia, salvo muito RARAS excepções. Como não existem absolutos, existem algumas excepções bastante raras, mas posso realçar o facto de serem bastante raras. Falando em termos gerais, a consciência objectiva e a consciência subjectiva estão continuamente em harmonia. Por isso, o que uma estiver a fazer em termos de acção, a outra está também. Elas simplesmente expressam isso por vias diferentes.

A objectiva expressa-o através das imagens, o que é abstracto; a subjectiva gera-o através da acção, que está associada a um tópico. A objectiva espelha esse tópico por muitíssimas formas distintas, por ser abstracto. Por isso, uma acção procedente da consciência subjectiva pode ser espelhada por meio de centenas de acções na objectiva.

Mas a questão está em que, se estiverdes a produzir uma manifestação física na consciência do vosso corpo, como a consciência subjectiva dirige a consciência do corpo, trata-se de uma comunicação endereçada à consciência objectiva a estender-vos informação, de forma semelhante à das emoções que também representam comunicações. O vosso sinal reside no sentimento.

O sinal que obtendes junto da manifestação física consiste igualmente num sentimento. Produzis dor ou incómodo ou aborrecimento, e isso funciona como o sinal de que estais a estender a vós próprios uma mensagem, e isso está a ser produzido no vosso íntimo.

Ora bem; a maneira por que interpretais é prestando atenção ao que estais a fazer, o que se torna num desafio por não estardes efectivamente habituados a prestar atenção ao que estais a fazer. Estais bastante acostumados a prestar atenção ao que estais a pensar, mas não estais acostumados a prestar atenção ao que estais a FAZER, e o que estais a fazer pode diferir bastante do que estais a pensar.

Quando começais realmente a prestar atenção ao que estais a fazer e à energia que estais actualmente a expressar, isso proporciona-vos informação relativa ao que estais a criar na vossa manifestação física, e na realidade é menos complicado e menos difícil de identificar do que pensais. Trata-se meramente duma questão de prestar genuinamente atenção.

A título de exemplo neste grupo, se fordes alguém que gera uma manifestação física como a da asma, que estareis a fazer? Estais a aplicar uma restrição à vossa respiração. Que sinal representará isso? Que estareis vós igualmente a restringir em meio ao que estiverdes a fazer, por meio da vossa energia, nesse instante ou ao redor dessa altura? De que modo estareis a bloquear  ou a deixar de admitir uma fluência desimpedida na energia?

Ao começardes a prestar atenção às comunicações que transmitis a vós próprios e a avaliar aquilo que estais a fazer no abstracto – o que circunscreve o objectivo, as acções de um estado desperto – começais a reconhecer e a notar as acções que estais realmente a empregar associadas ao sinal.

Mas a chave consiste em recordar e conhecer aquilo que estais a fazer, que ESCOLHESTES tal acção por ser um sinal eficiente e que lhe estais a prestar atenção. (Pausa)

STELLA: Bem, Elias, vais cá sentir um orgulho em mim!

ELIAS: Ah!

STELLA: Tanto, mas tanto mesmo...

ELIAS: Como sempre, Cindel!

STELLA: ...por eu andar a prestar atenção.

Como sabes, tenho vindo a prestar muita atenção. Penso que seja realmente impecável, por isso de que falas, a penetração, a privacidade, as limitações ser mais ou menos o que contornamos armados deste tipo de escudo. Depois surge um dia em que exclamamos: “Oh, meu Deus, tenho isto a crescer de uma maneira desconforme.”

Presentemente estou a lidar com a minha mãe, o que tem sido uma experiência verdadeiramente impecável, acredita, mas tem representado um desafio; mas tem sido bom por ela saber como manipular-me, sabes? Ela sabe fazê-lo, mas logo obtenho um sinal; é mais ou menos assim: “Okay, Stella, vamos lá prestar atenção.” E duma forma automática eu quase a bloqueio, ela deixa de estar presente, e eu passo a conversar comigo própria. Por isso, se estiver a criticar, ou a queixar-se ou lá o que for, é: Ah, Stella, por que razão estarei a dizer isso a mim própria?” Encho-me de compaixão por mim própria, e de súbito as coisas começam a acontecer em meio a isso. Por estar a olhar para a minha mãe e estar a prestar atenção, mas não estar a prestar atenção a ela, e estar a prestar atenção a mim própria, e ao estar a prestar atenção a mim própria encho-me de compaixão por mim própria (subentenda-se que isto não significa auto-comiseração), e digo: “Ah, Stella, tu és de tal modo maravilhosa, és tão incrível, és tão... por isso agora vamos tratar-nos melhor uma à outra.”

E tenho andado a praticar isso, Elias, por isso, não sentes orgulho? (Riso)

ELIAS: Absolutamente! Parabéns!

STELLA: Levou-me cinco a anos! (Riso e aplausos da parte do grupo e do Elias)

FRAN: Alguns jamais chegam aí!

SHARON: Nesse caso, eu tenho uma pergunta, Elias. Anteriormente, quando não estávamos tão bem informados nem éramos conhecedores, porque razão terá parecido mais fácil?

FRAN: Porque razão terá ido tudo parar ao inferno num cesto de mão? (Riso)

ELIAS: Por não terdes conseguido compreender bem o facto de assumir a própria responsabilidade vos proporciona liberdade. Isso é chave. Tens razão, as percepções que tendes – muitos de vós – em meio às quais percebeis actualmente a vossa realidade como muito mais difícil, por não mais terdes ninguém a quem culpar. (Riso)

Mas a chave não diz respeito à culpabilização, mas ao facto de representar a resposta automática e costumeira. Por isso culpais-vos agora a vós próprios em vez de culpardes os outros; apesar de por vezes continuardes a culpar os outros também, só que muito menos. Passastes simplesmente a atenção da culpabilização dos outros para a culpabilização pessoal, o que não representa a questão. Isso não representa uma habilitação no campo da liberdade, mas sim no da luta.

Agora; como prosseguis e deslocais esses conceitos do campo da compreensão intelectual para o do conhecimento pela experiência e o da realidade por uma permissão pessoal para EXPERIMENTARDES as acções inerentes a tais conceitos, passais para uma expressão genuína de reconhecimento da responsabilidade que tendes para convosco próprios e de como, nessa responsabilidade que vos cabe para convosco próprios, isso não é grave. Não é digno de culpabilização mas representa um reconhecimento que vos faculta liberdade. Porque se estiverdes genuinamente a expressar essa responsabilidade para convosco próprios, jamais vos tornareis numa vítima e não sentireis necessidade alguma de culpa, por estardes a proceder a uma escolha, e terdes uma noção genuína de estardes a escolher.

Presentemente, dispondes de muita informação para avançardes nessa direcção, mas ainda não o conseguistes. Estais a avançar mais, todos vós, no sentido duma maior aceitação de diferentes expressões e por vezes expressais aceitação de diferentes crenças, e em certos casos estais a avançar no sentido de uma contínua aceitação genuína, a de continuardes a aceitar diferentes crenças, e assim a alterar as percepções que tendes e a alterar a vossa realidade e a produzir de uma forma genuína mais suavidade em certos sentidos.

Mas posso-vos dizer repetidas vezes, uma e outra vez o quão tremendamente desafiador é avançar por terreno estranho, que isso será acolhido intelectualmente. Vós encarais-vos de modo diferente, por incorporardes o conhecimento intelectualmente e assim também expressardes automaticamente que sabeis. Mas saber e compreender intelectualmente são coisas distintas. Vós dizeis para convosco próprios e uns aos outros, “Eu SEI isto”, mas produzis acções que contradizem isso, e ao produzir tais acções também gerais a resposta automática da culpa.

Mas agora vós incorporais informação com um CONHECIMENTO, não apenas dotado de uma compreensão intelectual, mas sabendo que os outros não têm que ser culpabilizados só que sem saber como dar a volta à culpa e torná-la num expressão diferente e reconfigurar a vossa própria energia e criar uma percepção diferente pela qual aceiteis aquilo que tiverdes criado. E mesmo que seja incómodo, ou mesmo que seja desanimador, ou mesmo no caso de se tratar de alguma acção que encareis como desagradável ou por que sintais aversão, podeis reconhecer que foi escolha vossa e que não tampouco precisais ser culpabilizados; e que no momento essa terá sido a vossa escolha e que terá sido propositada, independentemente do facto de poder ter sido confortável. Mas o que estais acostumados é a lutar pela utopia. Mas ainda não reconheceis por meio de um saber, apesar de por vezes o poderdes fazer.

SHARON: Sinto-me um pouco perdida. (Ri)

ELIAS: Mas não continuamente, e nessa medida, não reconheceis continuamente que benéfico nem sempre quer dizer confortável, e que o valor nem sempre é expressado pelo conforto ou pelo que designais por positivo.

Conforme estivemos previamente a debater ao questionarmos o que valorizais, as respostas automáticas que todos destes, inicialmente expressaram todas associações positivas. Ninguém expressa automaticamente; “Eu valorizo a dor. Eu valorizo a dor de coração. Eu valorizo o desconforto.” Não. Essas são expressões que automaticamente procurais eliminar, e não reconheceis sentir igualmente valor nisso, e se o não fizésseis, não o teríeis criado, mas vós criais.

Isso constitui uma outra verdade que está a ser fortemente posta em questão, e muitos indivíduos estão a sentir-se frustrados e a ter dificuldade e a defrontar um desafio e conflito com isso, inerente à eliminação. Todos expressais para vós próprios intelectualmente que compreendeis que não estais a eliminar. Mas ao prestardes atenção ao que fazeis, haveis de reconhecer que continuais a tentar eliminar numa área qualquer, o que representa um conflito, por não poderdes eliminar. Podeis, se optardes por desistir, o que também constitui uma escolha. Mas caso escolhais continuar a participar nesta realidade física, isso constitui o plano e não podeis eliminar.

Consequentemente, isso apresenta um conflito por representar uma resposta automática, mas eu vou dizer uma vez mais a reiterar o facto, que as respostas automáticas constituem precisamente isso, são automáticas. Não as reconheceis por elas não necessitarem de pensamento. Estais a tornar-vos muito mais hábeis no reconhecimento de algumas das respostas automáticas que dais, o que deve ser reconhecido; mas isso não quer dizer que não continueis a dar-lhes expressão, porque o fazeis. Mas isso não é grave, só que restringe.

Podeis continuar a expressar respostas automáticas assim que identificardes aquilo em que consistem, por poderem corresponder a uma opção vossa. Podeis sentir preferência por algumas das respostas automáticas que assumis, e isso também depende da escolha que elegerdes.

Mas a questão que se levanta nos nossos debates é a de reclamardes informação que vos permita uma maior liberdade e um menor conflito e um maior à-vontade nos movimentos que empreendeis e no que manifestais, pelo que debatemos e fazemos uso da identificação.

Mas eu vou-vos revelar a todos uma questão bastante importante antes de irmos para intervalo. Em todo este processo de identificação e de debate, aquela expressão que vos posso oferecer a cada um neste momento, como já o fiz, só que com mais veemência agora, é a de vos permitirdes duma forma genuína deixar de vos desconsiderar se ficardes aquém do que encarais como o melhor. Cada acção que incorporais é propositada, e não há necessidade nenhuma de vos desconsiderardes apenas por não terdes atingido a medida que esperáveis atingir.

Vamos fazer um intervalo, a seguir ao qual passarei a dar atenção às perguntas que tendes.

GRUPO: (Com brandura) Obrigado; obrigado, Elias.

INTERVALO

ELIAS: Prossigamos! (Pausa ligeira) Uma vez mais, é opção vossa. (Ri)

FRAN: Elias, posso colocar uma pergunta que não vem ao caso no que estávamos a debater? Tem que ver com o facto desta sessão ter decorrido toda numa espécie de estado de mudança. Um montão de gente não compareceu, e há última da hora não permitiram que o cão entrasse no hotel e acabamos todos neste local confortável. (1) Que terá representado tudo isso?

ELIAS: Precisamente o que estivemos a debater.

FRAN: Foi um exemplo?

ELIAS: Das verdades individuais e do modo como restringem, mas também do quão poderão deixar de limitar.

Todos vós incorporais as vossas verdades, mas ao vos deparardes com as verdades defendidas pelos outros, dispondes de escolha. Podeis reconfigurar e criar a vossa situação independentemente das verdades defendidas pelos outros, e independentemente das regras defendidas pelos outros vós podeis criar as vossas, e isso não vos impede de o conseguir.

HOWARD: Isso aplicar-se-á igualmente à recente volta das eleições que foi seguida por fogos massivos? (2) Isso também estará relacionado? A Margot e eu concordamos que apresentava uma ligação. Uma representou uma tremenda libertação de energia, seguida de uma imagem da própria Mãe Terra a libertar essa energia adicional, a raiva reprimida, se quisermos, ou a emoção.

ELIAS: Isso não foi a vossa Terra a libertar energia, mas vós todos a libertar energia, o que, tens razão, também se acha associado à presente onda. Tendes vindo a gerar bastantes extremos nesta onda por muitas formas diferentes, todas elas envolvendo poder.

STELLA: Estarão os incêndios igualmente associados ao valor? Por parecer que as pessoas estão a perder os seus valores e assim mas também estão a considerar o valor que sentimos dentro de nós próprios, aquilo que valorizamos.

ELIAS: De certo modo, mas mais o aspecto associado com o poder e a força que a energia tem e o modo como poderá ser dirigida de qualquer maneira. Pode revelar-se bastante absorvente assim como pode ser bastante potente, e cabe-vos a vós a forma de a dirigir por intermédio da escolha, se será destrutiva ou se será produtiva.

DEBI: Será tão fácil estabelecer essa determinação se reconhecermos que há uma escolha a fazer, ou isso dependerá somente... sabes o que quero dizer? Pessoalmente, por vezes percebo que estou a fazer algo ao longo dessas linhas, que tanto pode ser produtivo como destrutivo, assim como pode representar um trauma ou outra coisa qualquer. Por vezes parece incrivelmente impossível perceber o que é que faço que responde por essa escolha, que faça isso pender num ou noutro sentido. Mas parece que por vezes se prende unicamente com a percepção da possibilidade de uma escolha, a seguir ao que a escolha passa a actualizar-se.

ELIAS: É muito mais simples do que vós acreditais que seja.

FRAN: Outra verdade é a de que nada tem valor a menos que soframos para obtermos a coisa.

ELIAS: Essa é uma verdade bastante enraizada que muitíssimos indivíduos têm.

Mas a questão de qualquer verdade consiste em reconhecer que não é verdadeira (riso), e reconhecer que apesar de poder constituir uma das vossas verdades, existem escolhas independentemente disso e que incorporais a capacidade de reconfigurar a energia e de escolher o que quereis em vez de ficardes estancados, conforme o designais, no que não quereis necessariamente.

PATRICIA: Posso-te perguntar o meu nome da essência e a família a que pertenço – uma pergunta com dois aspectos – e se nos encontraremos aqui por alguma razão, se cada um de nós terá algo a seguir? Sinto como que se tivesse algo a fazer na vida – só não estou absolutamente segura do que seja - na área da ajuda às pessoas.

ELIAS: Muito bem. (Pausa) Nome da essência, Jarion. Terás alguma impressão quanto às famílias da essência? (Pausa)

PATRICIA: Isso é uma pergunta? Não estou bem certa, por ser a minha primeira vez e não ter muito conhecimento disto.

ELIAS: Muito bem; família da essência, Milumet; alinhamento, Tumold; orientação, comum.

Quanto à segunda pergunta, “Qual será o propósito que terás, ou se terás algum”, sim, incorporas um propósito só que não constitui missão nenhuma. Incorporas um propósito a título duma escolha de te manifestares nesta dimensão física e o propósito inerente a tal escolha consiste  em experimentares, em explorares esta dimensão física. Mas também te posso dizer que cada um que se manifesta nesta dimensão física incorpora uma intenção que constitui um tema genérico que se expressa ao longo de todo o seu foco e todas as suas experiências são produzidas em alguma associação com esse tema.

Agora; em relação a tal tema vós escolheis várias direcções específicas a empregar a título de exploração, mas elas estão todas associadas a esse tema geral. Apesar de por vezes vos poder parecer duma forma objectiva que existam determinadas direcções ou experiências que se distanciem do vosso tema, não se desviam. E todas essas experiências e formas de exploração relativas à vossa intenção produzem o cumprimento do vosso sentido de valor, e enquanto continuardes a produzir sentido de valor nesta dimensão física, continuareis a explorar. Assim que tiverdes cumprido o vosso sentido de valor ou assim que tiverdes elegido o facto de não estardes mais a realizar sentido de valor nesta dimensão física, optais pelo desenlace.

Nessa medida, conforme já referi a muitíssimos outros indivíduos, podes descobrir o tema inerente ao propósito que tens nesta manifestação por ti própria, individualmente, por meio duma estimativa de todo o teu foco e uma examinação de todas as experiências que tiveste desde o início do teu foco, não apenas agora mas ao longo de todo o teu foco.

Eu encorajo bastante as pessoas a investigar e a avaliar e a proporcionar a si próprias a identificação do seu propósito individual, por nos termos que empregais fazer muito mais sentido e ter muito mais impacto no caso de descobrirdes o propósito que tendes do que aceitar simplesmente a identificação que eu fizer desse propósito. Por isso consistir num exercício de vos familiarizardes mais convosco próprios, o que é extremamente importante em associação com esta mudança da consciência e o movimento que estabeleceis no seu âmbito. Familiarizar-vos e ter percepção de vós próprios ajuda bastante por uma permissão para produzirdes muito mais à-vontade e um menor trauma em associação com esta mudança que a consciência está a sofrer. Por isso, estou continuamente a encorajar-vos a produzir a acção de genuinamente vos familiarizardes e de vos tornardes íntimos convosco próprios. Expressais isso com facilidade junto dos outros indivíduos, mas constitui um desafio maior expressá-lo em vós próprios.

Por isso, este é o desafio que te cabe, descobrir o propósito que tens, com conhecimento de não se tratar de missão nenhuma e de que expressais isso com naturalidade, e isso fornecer-te-á uma maior informação respeitante à direcção que assumes neste foco.

PATRICIA: Quando referes “neste foco”, estarás a dizer nesta vida?

ELIAS: Sim.

PATRICIA: Eu sempre tive a sensação de querer ajudar as pessoas.

ELIAS: O que também representa uma qualidade associada a esta família da essência porque alinhas.

PATRICIA: Obrigado. 

ELIAS: Não tens o que agradecer.

MARLENE: (Pausa) A mesma pergunta para mim, qual a família, qual será o propósito que se acha associado a essa família, e se me podes ajudar fornecendo algumas sugestões sobre o desafio que actualmente estou a atravessar. (Pausa)

ELIAS: Nome da essência, Xenell; família da essência, Sumari; alinhamento, Borledim; orientação, comum. Agora dá-me tu conta da identificação que fazes do propósito que tens.

MARLENE: Tentar compreender se crio a minha realidade e tudo o que percebo fora de mim duma forma objectiva como um reflexo do que trago dentro, e como eu... Sinto-me confusa sobre quem mais tenha cabimento na minha realidade.

ELIAS: Há muitos, muitos indivíduos que estão a tomar parte na tua realidade. O modo através do qual gerais a realidade nesta dimensão física é por meio da energia; cada um de vós projecta energia. Vós criais a manifestação individual física de vós próprios, um reflexo da essência, coisa que vós sois. Interagis DIRECTAMENTE com as projecções da energia dos outros indivíduos, que constituem uma expressão deles próprios num momento particular. Acolheis essa energia e gerais uma manifestação física actual do outro indivíduo.

Aquilo que encarais no outro indivíduo é o que VÓS criais. O que não quer dizer que o outro indivíduo não seja bastante real, mas aquilo com que estais a interagir é com uma projecção de energia dele, e vós criais a própria projecção física, de modo semelhante a um holograma.

Nessa medida, estais a criar a projecção que fazeis do outro, a qual em grande medida é similar, quase idêntica, ao que o outro está a projectar. Podem apresentar-se ligeiras diferenças, por ser filtrada por intermédio da vossa percepção. Mas geralmente, vós não reconfigurais automaticamente a energia do outro. Recepcionais a sua energia e criais uma projecção dele e da interacção que tem junto de vós quase pelo modo exacto em que o expressa.

Agora; por vezes, pode dar-se um desvio nesse processo. Por vezes podeis estar a interagir com a energia de um outro indivíduo que não comporta a atenção do indivíduo. A sua energia acha-se presente e vós acolhei-a, mas a sua atenção pode não se projectar no sentido dessa expressão de energia. Nessas situações, notais um desvio na interacção que tendes. Geralmente, parecer-vos-á ligeira e escusai-la automaticamente e racionalizai-la, e desse modo deixais de lhe prestar atenção e não o questionais.

Nessas situações, notais ter gerado uma experiência de interação com um outro indivíduo e se subsequentemente recordardes essa interacção juntamente com o indivíduo, ele poderá dizer que não tem conhecimento objectivo dessa interacção. Vós desculpais isso racionalizando para vós mesmos que o outro indivíduo não estava a prestar atenção à interacção que estáveis a ter. Na realidade, isso é literalmente o que terá ocorrido, por a atenção dele não se ter projectado nessa energia. Por  isso, pode não incorporar lembrança nenhuma da interacção efectiva.

Assim como podeis gerar esse tipo de experiência e o indivíduo revelar bastante empatia pelo facto da experiência não se ter passado, e vós podeis questionar-vos quanto à possibilidade de terdes sonhado isso. (A Marlene ri) Na realidade vós tereis criado a situação, mas podeis não ter estado a interagir com a atenção do outro.

Nessa medida, também podeis ir ligeiramente além das experiências desse tipo, e podeis realmente produzir mesmo uma interacção com um outro indivíduo num local físico particular e esse indivíduo não se achar nesse local físico; situação essa em que podeis criar uma interacção com um depósito de energia do outro indivíduo, em que o indivíduo não toma efectiva e inteiramente parte.

Mas não importa, por estardes a criar a vossa realidade, e como tal tê-la-eis criado à maneira que escolhestes, independentemente da participação directa que o outro indivíduo tenha ou deixe de ter.

MARLENE: Contudo, não o poderia tornar um pouco mais simples do que isso? (Riso)

ELIAS: Revela-se altamente eficaz e proporciona-vos nesta dimensão física particular uma espantosa capacidade para criardes aquilo que quiserdes, e não depende da participação do próximo.

Vós podeis criar a vossa magia com ou sem uma participação efectiva e directa de um outro indivíduo que isso não deixará de produzir menos a realidade. É tão real como se o outro estivesse ou a tomar parte ou a deixar de tomar parte directamente.

MARLENE: Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer. Mas isso representa o assombro inerente à vossa realidade, por a poderdes manipular por meio de capacidades espantosas a fim de produzirdes maravilhas.

NICOLE: Eu tenho uma pergunta; Não sei como isto vai soar. Aquilo que eu sou... muito bem, como quererei colocar isto? (Pausa, durante a qual a Nicole suspira) Sabes aquilo a que me estou a referir? (Riso) Esta que eu sou, aquilo que sou, representará a prioridade do que sou, o meu eu primário, ou será apenas um outro aspecto de mim que pensa que eu seja o eu que é real? (Riso) Compreendes o que estou a tentar dizer? Além disso, é claro, gostava de saber o meu nome da essência e de onde procedo, etc., e tudo o mais.

ELIAS: (A rir) Se isto que tu és serás tu? És (Riso generalizado) Mas mesmo que isso que és não fosse tu, ainda serias tu! (Dá uma risada, sendo seguido de riso geral)

Isso corresponderá ao teu eu primário? Corresponde, porque o eu primário é aquilo que dele fazes. Deixa que te diga que todos vós por vezes estabeleceis associações e pensais em termos bastante estereotipados de uma coisa ou de outra e por hierarquias mesmo em relação a vós próprios, quanto a ter que haver um eu primário e que todo e qualquer outro eu provável seja inferior. Mas na realidade, todos os vossos aspectos são um eu provável vosso. Um não é superior a nenhum outro, e qualquer eu provável que seja produzido é semelhante ao eu que o produziu e na volta produz o outro. Por isso eles são todos eu.

Aquilo que agora reconheces como eu constitui o teu aspecto primário, e é  isso o que tu incorporas como a tua identidade, e que compõe o que tu és. Isso é passível de sofrer mudança e vós podeis mudar a posição dos aspectos prováveis, por existirem incontáveis aspectos vossos que se acham todos presentes, e todos contribuírem para esta manifestação e esta identificação que fazes de ti. Mas eles trocam de posição.

Muitas vezes trocais de posição com outro aspecto de vós próprios e eles parecerão apresentar muito pouca divergência em relação a vós. Podeis reconhecer simplesmente ter descoberto um novo talento de que não tínheis noção objectivamente antes, ou podeis começar a expressar-vos de modo bastante diferente, e continuar a sentir-vos como vós próprios.

Por vezes podeis trocar o vosso aspecto primário de uma forma mais dramática, situação em que podeis realmente interromper as lembranças caso a alteração do aspecto primário seja suficientemente dramática. Nessas situações, os indivíduos interrompem as lembranças de certas épocas. Muitos incorporam uma interrupção da memória que compreende vários anos, situação essa em que referem não recordar as experiências ou os acontecimentos que tenham ocorrido durante esses anos em particular. Muitos empregam tal acção em idades bastante tenras. Enquanto catraios eles produzem um aspecto primário, e quando atingem uma idade um tanto mais avançada trocam o aspecto primário, situações em que deixam de recordar o que tenha ocorrido antes.

Mas essa interrupção da lembrança não tem importância, por se dar o que designaríeis por armazenamento das memórias que empregais; apenas deixais de lhe aceder duma forma objectiva. Mas a memória também constitui uma coisa traiçoeira por estardes continuamente a alterar o passado e cada instante futuro. De cada vez que recordais o passado, já o tereis alterado.

NICOLE: Mas se nos encontramos aqui, estamos aqui a fim de experimentarmos as nossas emoções, e exteriorizamos as nossas emoções e a seguir elas retornam. Essas emoções, quando temos experiências, elas saltar-nos-ão de volta a nós e isso representará um aspecto nosso a regressar a nós a fim de experimentar e de saltar para aquilo que somos nessa altura? Quero dizer, são todos os nossos aspectos a saltar para nós no nosso aspecto primário?

ELIAS: Não. A emoção consiste numa comunicação. Não é reacção nenhuma; não é uma projecção de energia que seja expressada externamente e que afecte as manifestações de fora. O sinal da emoção tanto pode como pode não afectar as situações ou as interacções que tendes com as expressões externas de vós próprios, mas isso depende daquilo que vós próprios criais e do modo como projectais energia no exterior e do modo como a acolheis também e a configurais.

A emoção não é reacção nenhuma; é uma comunicação. É uma função da consciência subjectiva que comunica com a consciência objectiva, através de cuja comunicação identifica aquilo que estais a fazer no instante e o que está a influenciar aquilo que estais a fazer no momento. Identifica-vos que crenças estão a expressar uma influência sobre o que estais efectivamente a empreender, e identifica-vos o que estais a projectar e o que estais a fazer. Essa é a razão por que é significativo prestar atenção ao que a comunicação subentende, e não meramente prestar atenção ao sinal.

Assim que identificardes o sinal, que geralmente identificais por meio duma palavra que representa a classificação que fazeis duma emoção particular; tristeza, raiva, frustração, alegria, felicidade... há muitos, muitos sinais emocionais que gerais. Cada sinal desses incorpora igualmente uma mensagem, uma comunicação, que vos instiga a atenção. (Pausa)

A emoção não é a vossa única via de comunicação. Como testemunhastes na conversa de hoje, as manifestações físicas representam igualmente comunicações dirigidas à consciência objectiva, as quais incorporam uma mensagem. A imaginação constitui uma comunicação subjectiva dirigida à consciência objectiva revestida de uma mensagem criativa e inspiradora. Todos os vossos sentidos constituem comunicações. Os vossos sentidos interiores e os sentidos exteriores constituem todos comunicações. Eles proporcionam-vos informação. A vossa intuição, os impulsos que tendes – isso são tudo meios de comunicação que a consciência subjectiva estende à objectiva, de modo que a subjectiva não vos pode estar impedida mas sempre disponível à vossa compreensão e ao reconhecimento, apresentando desse modo o facto de não existir nenhum aspecto vosso que vos esteja impedido. É apenas uma questão de prestardes atenção e de notardes e praticardes a atenção, e de praticardes a permissão para que a atenção adquira flexibilidade e se mova, e não simplesmente de vos focardes no pensamento.

Posso-te dizer, conforme já tive ocasião de referir a esses indivíduos e a muitos, muitos outros, para não te deixares confundir. O pensamento não cria a realidade. Essa não é a sua função. A sua função é a de traduzir, interpretar aquilo que as vossas comunicações comportam. Por isso, é somente tão eficiente quanto a informação que lhe estendeis. Se não conferirdes flexibilidade à vossa atenção a fim de dar atenção a todas as comunicações que recebeis e para se voltar para o que estiverdes efectivamente a fazer, que corresponde ao que estais a escolher, não estendereis uma informação precisa ao mecanismo do pensamento, pelo que ele não vos poderá fornecer traduções exactas do que estiverdes a comunicar ou do que estiverdes a fazer. Essa é a razão porque muitos ficam confusos, por o pensamento não condizer com o que estão a fazer nem com as suas comunicações.

Mas caso estabeleçais um equilíbrio, e reconheçais que se voltardes a atenção para todos esses três factores ou elementos vossos – pensamento, comunicação, e escolha/acção do fazer, por o fazer e a escolha serem sinónimos – caso vos permitais flexibilizar a atenção para esses três aspectos de vós próprios, haveis de notar sempre que um não se achar em harmonia com os outros dois, e com isso estendereis a vós próprios informação. Essa é a maneira através da qual começareis a equilibrar e começareis a reconhecer o “porquê” daquilo que criais.

Eu encorajo as pessoas a concentrar-se no factor “o que” inerente ao que criam, por vos concentrardes excessivamente nos “porquês” e não obterdes nenhuma resposta, por estardes demasiado habituados à questão. Mas se prestardes atenção e instaurardes equilíbrio entre esses três factores de vós próprios, haveis automaticamente de proporcionar a vós próprios a razão, sem precisardes formular a questão.

MARJ: Posso-te colocar uma pergunta...

STELLA: Os sinais vitais dela, Elias.

ELIAS: Ah.

STELLA: Ele esqueceu! (Pausa)

ELIAS: Nome da essência, Bethell; família da essência, Zuli; alinhamento, Milumet; orientação, comum.

NICOLE: Obrigado.

MARJ: Por falar em energia e mensagens, a sessão do Kentucky – aquilo que notei foi uma diferença significativa no nível da energia dessa sessão. Notei que não existiam muitas diferenças entre a voz da Mary e a tua, em termos de tom. O nível de energia a que estou acostumada é àquela sensação que se gera durante as sessões, e ela mostrou-se muito por baixo, quase como se estivesse anestesiada. Interrogo-me se o terás feito propositadamente para nos transmitires uma energia de calma.

Por outro lado, voltaria ao “Eu criei isto.” Estaria eu a estender isso a mim própria por me sentir obcecada com a tentativa de o conseguir mais rapidamente ou o quê? Ou estarei apenas a mover-me no sentido de detectar isso, sem que se tenha apresentado nenhuma diferença significativa entre a voz da Mary e a tua? Vejo-me assediada por todos os lados com sugestões quanto ao que tenha acolhido lá, e a Joanne sente-se na mesma. Conversamos sobre isso no caminho de volta, e estávamos a tentar adivinhar.

ELIAS: Há vários factores, mas tudo o que estais a notar é válido. Posso-vos dizer que a energia que eu projectei foi igualmente a reflectir os indivíduos que tomaram parte no grupo colectivamente. Vós também produzistes a experiência que produzistes mas a impressão que tiveste está correcta quanto ao facto de terdes criado isso a fim de vos proporcionar uma maior energia de calma e uma energia que se enquadrasse.

Agora; também te posso dizer que o reconhecimento que fizeste duma menor diferença no tom entre mim e o Michael é exacto, coisa que foi provocada intencional e propositadamente. Porque, conforme expressei em conversa e explicação anterior essa troca de energias contribuiu tremendamente para a afectação física do Michael numa manifestação prévia, o que provocou um tremendo incómodo assim como causou um temor quanto à continuidade desta troca de energias em relação à enfermidade física e manifestação que ocorreu. (3) Por isso, em reconhecimento disso, optei por incorporar tons vocais diferentes para não dar expressão a uma tensão no centro de energia azul que pode afectar o aparelho vocal físico.

PATRICIA: Poderia colocar uma pergunta? Poderia perguntar-te porque razão terás eleito a Mary e por que também terás vindo a expressar uma certa mensagem ou a ajudar-nos a compreender-nos, algo do género?

ELIAS: Optei por interagir com todos vós por o terdes pedido, e eu respondi. Vós desejáveis informação e eu respondi, e responderei sempre ao vosso pedido de informação.

Seja qual for a informação que for apresentada numa sessão particular ela é determinada por vós; o que pedis corresponde àquilo a que eu respondo. Tenho noção de que não estais objectivamente cientes do que estais a pedir – apesar de estardes, mas apenas não estais a prestar atenção, mas estais cientes – e nessa medida, ao formulardes o pedido colectivamente, eu respondo e abordo as vossas perguntas e o desejo de informação que tendes.

Eu escolhi o Michael como companheiro na troca de energia propositadamente, por ele produzir uma permissão genuína desta troca sem distorção e se mostrar de acordo em tornar-se num ponto de referência e num exemplo das manifestações e acções efectivas dos conceitos que são apresentados por mim. Eu avanço os conceitos e a informação, e a participação do Michael vai no sentido de realçar a apresentação física desses conceitos, o que é propositado, por ele propor a manifestação física efectiva de um exemplo que todos podeis compreender, por criardes experiências bastante semelhantes. E ao partilhar a informação o Michael pode incorporar a capacidade física real de demonstrar a aplicação desses conceitos, o que vos reforça a todos, porque se um indivíduo for capaz de pôr esses conceitos em prática, todos vós o sois também.

Ele concordou em alçar com a responsabilidade inerente a essa concordância, e enquanto essa concordância se mantiver, continuarei a interagir com todos vós.

PATRICIA: Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer.

KRIS: Poderias dizer-me qual é o meu nome da essência?

ELIAS: Nome da essência, Syanne; família da essência, Sumafi; alinhamento, Ilda; orientação, comum.

SHERI: Anda, Kris! Eu também sou Sumafi/Ilda. (Riso)

SHARON: O que não falta é disso.

SHERI: Não tantos assim!

FRAN: Pois é, o resto de nós não pode dizer palavra! (O Elias dá uma risada e é seguido de mais riso)

HOWARD: Elias, na noite passada tive uma observação com respeito a algo que a Marj me disse quando nos veio visitar no princípio do verão. Conforme sabes, a nossa gata Sushi morreu e nós enterrámo-la no quintal. Notamos que passados uns seis meses ou isso, após o inverno, um animal qualquer tinha andado a escavar a sepultura. O corpo dela encontrava-se debaixo duma pedra. Eu observei o facto ao dizer de forma extemporânea, “Meu Deus, Margot, o Badger esteve na sepultura da Sushi,” sendo que realmente tinha o Badger em mente quando o referi a título de um arquétipo, a acção arquetípica de um animal, que é coisa que o Badger é.

Quando estava a contar isso à Marj, de repente vi algo. Atingiu esta altura, como se fosse a acção do arquétipo, gerou-se um nível intermédio que designaria de metáfora, e um nível inferior chamado realidade, o que provavelmente se traduziu por um cão lá a escavar: Badger, metáfora, realidade. Eu pensei comigo mesmo: “Ena lá, será deste modo que um arquétipo de insere numa realidade, através de um conceito destas proporções seguido duma metáfora ou acção como a do buraco?” Mas é claro que não o detectaria por se tratar de uma criatura.

ELIAS: De certo modo, assim como toda a interligação que isso tem. Insere-lhe o elemento tempo, por ele ser um factor integral do que realmente cria a manifestação física.

MARJ: De tudo, Elias?

ELIAS: As manifestações físicas, nesta dimensão física, em associação com a matéria física.

MARJ: Então segue sempre esse caminho, a partir do pensamento original?

ELIAS: Não consta de pensamento nenhum; isso é a tradução que estabeleces. Trata-se de uma energia, a qual produz uma acção, a qual por sua vez associada ao tempo produz uma manifestação física real.

HOWARD: Então foi a área acinzentada que pude constatar. Caramba, isso é fantástico! Obrigado.

ELIAS: (Ri) Não tens o que agradecer.

MARJ: Elias, posso colocar-te uma pergunta da parte da Joanne? Estão a acontecer duas coisas com ela. Ela vê um monte de luzes, e a certa altura, não estou certa se foi um sonho ou como ela me referiu a coisa, mas ela estava ciente de luz a sair de dentro dela por um dos olhos.

Essa foi a primeira pergunta que tinha, saber em que consistiria isso, e a segunda pergunta é se ela saberá se os olhos dela estarão bem, ela é capaz de ver ao perto e de ver ao longe, mas parece sentir uma área um tanto distorcida aqui (gesticula mais ou menos a uns sessenta centímetros à sua frente) e ela está a tentar ultrapassar isso. Ela vai remover as lentes de contacto mandar limpá-las por pensar que seja isso e voltar a colocá-las, e ficar com a ideia de que está bem, mas que coisa será isso? Será isso o adelgaçar de um véu?

ELIAS: Não. É uma barreira intencional que ela apresentou a ela própria a fim de enfatizar a importância da permissão da parte dela para ver mais perto mas também para incorporar a perspectiva mais ampla e não se distrair tanto com o que designais por intermédio. Por os factores “intermédios” distraírem bastante, e muitas vezes muitos de vós armardes ciladas a vós próprios com os detalhes de tudo o que acontece ao vosso redor, o que vos distrai duma percepção do quadro global, e esses são os elementos mais importantes.

SHERI: Isso também me dirá respeito?

ELIAS: Em parte, diz.

SHERI: Bom, e a outra parte?

ELIAS: Mas, e que impressão terás?

SHERI: Eu nem sequer pensei mais nisso até tu teres evocado a coisa! Diz-me a impressão que TU tens! (Riso)

ELIAS: (Ri) Acertaste! (Riso geral)

Isso é em parte um elemento mas também te posso dizer que em parte vós produzis isso em associação com a fadiga. É um sinal que estendeis a vós próprios em associação com a fadiga e deixar de forçar.

SHERI: Eu pensei que me tinha graduado em relaxamento! (A rir)

ELIAS: Ah ah ah ah ah! Por vezes! (Riso)

SHERI: Obrigado!

ELIAS: Não tens o que agradecer!

PATRICIA: Quais são as famílias que nos estavas a referir? Que significam elas?

ELIAS: Isso encontra-se ao vosso dispor nas transcrições e também podes abordar os outros que eles te ajudarão quanto às explicações que foram avançadas.

NATASHA: Eu tenho uma pergunta que não te coloquei nas minhas sessões anteriores; por esquecimento, pelo que to quero perguntar agora. Porque razão me sinto tão atraída pela água? Será por uma questão da preferência que tenho neste foco, ou terei algo nos outros focos em que tenha lidado com a água ou vivido na água ou algo assim?

ELIAS: Ambas. Tu sentes essa preferência neste foco e isso é a razão porque atrais outros focos e a energia de outros focos em reforço da experiência que tens neste.

Noutros focos tu incorporas uma afinidade pela água em associação com proezas, desportos, assim como uma ausência genuína de separação em reconhecimento da interligação que tens com o símbolo que representa a vida. Mas também posso dizer-te que também incorporas um foco como uma baleia.

NATASHA: Muito obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer.

NATASHA: Mais uma pergunta. Eu comecei a ter mais sonhos do que costumava pressentir antes. Estarei a permitir-me recordar mais ou a sentir mais ou…?

ELIAS: Estás a permitir-te uma maior abertura a fim de observares a acção subjectiva e também a fim de te permitires uma via por meio da qual podes gerar uma acção de projecção, se o preferires. É fácil de se projectar no estado de sonho. (A Natasha diz algo que não se consegue ouvir) Parabéns. Ah ah ah!

MARJ: Elias, e a luz nos olhos da Joanne?

ELIAS: Isso na realidade constitui uma oferta da parte dela numa experiência de percepção da energia por meios visuais…

MARJ: Ah, a sério?

ELIAS: Sim, o que na realidade é algo que constitui um reforço. Por a energia consistir num elemento que não vedes, mas que é bastante real e se acha bastante presente, mas isso foi uma permissão para VER uma projecção de energia.

MARJ: Obrigado!

ELIAS: Não tens o que agradecer. Vamos aceitar mais uma pergunta a seguir ao que vamos dar por terminado.

DANIIL: Eu tenho uma pergunta, para voltar à descoberta de um tema geral ou uma orientação ou propósito. Assim que o descobrirmos, digamos, ele pode representar um processo, mas uma vez descubramos algo e o tentemos traduzir por palavras, assemelhar-se-á a uma imagem, a um símbolo, ou será semelhante a um conjunto de combinações ou a um conjunto de qualidades? Porque toda a vez que penso obter uma impressão do que liga períodos da minha vida, mais tarde sou capaz de ler sobre isso com uma propriedade da família Sumafi ou uma propriedade de algo mais. Por isso, representará o resultado final uma imagem única ou como é que isso opera?

ELIAS: É uma generalidade, mas recorda que as vossas famílias não acontecem por acaso em nenhum foco particular. Elas representam um factor no vosso propósito, por produzirem o modo através do qual vós gerais a exploração que fazeis. Por isso, podeis estender a vós próprios uma impressão quanto ao propósito que tendes do exame do vosso foco e podeis subsequentemente ler que isso represente uma qualidade da família a que pertenceis ou por que alinhais; mas vós podeis ter escolhido essa qualidade particular a fim de explorardes por várias formas diferentes ao longo do vosso foco e essa qualidade da família apenas realçar a exploração desse assunto.

Eu encorajo-te a confiares nas impressões que tens. Ah ah ah ah!

Muito bem, meus caros amigos. Dirijo a CADA UM de vós o meu formidável afecto, um enorme encorajamento, e o meu permanente apoio. Sabei que estou sempre ao vosso dispor e que a minha energia está sempre ao vosso lado. Até ao nosso próximo encontro com um tremendo carinho, au revoir.

GRUPO: Au revoir.

Elias parte às 5:06 da tarde

(1) O hotel onde a sala de conferências foi reservada não permitia a entrada do cão da Mary nas suas instalações; por isso, mais ou menos uma hora antes da sessão o local foi alterado para a casa da Sabrina, uns poucos Quilómetros mais longe.

(2) O Howard refere-se à chamada às eleições para o governo da Califórnia em Outubro de 2003 e a uma semana de incêndios florestais extremamente prejudiciais que ocorreram ao longo de todo o sul da Califórnia pouco depois.

(3) A Mary teve dois tumores removidos da laringe em Setembro de 2002.

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