sábado, 28 de janeiro de 2012

RESPONSABILIDADE E LIBERDADE


SESSÃO #1468
“CONDICIONAMENTO/AUTO-INQUIRIÇÃO”
“EXEMPLOS PESSOAIS DE DESAFIOS INERENTES À ONDA DA VERDADE”
“EMOÇÃO”
“COSTUMAVA SER MAIS FÁCIL/RESPONSABILIDADE É GARANTE DE LIBERDADE”
Sábado, 8 de Novembro de 2003 (Grupo/Fresno, California)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael), Bobbi (Jale), Daniil (Zynn), Debi (Oona), Fran (Sandel), Howard (Bosht), Kris (Syanne), Laura (Belagia), Letty (Castille), Margot (Giselle), Marj (Grady), Marlene (Xenell), Natasha (Nichole), Nicole (Bethell), Patricia (Jarion), Sabrina (Stencett), Sharon (Camden), Sheri (Milde), Stella (Cindel)

Elias chega às 2:22 da tarde (Tem pode chegada é de 22 segundos.)

ELIAS: Boa tarde!

GRUPO: Boa tarde, Elias.

ELIAS: (Ri) Bom; hoje ides interagir comigo, em vez de ser ao contrário e ides-me sugerir informação referente aos avanços que VÓS empreendeis. Conforme tendes consciência, estais todos a tomar parte nesta onda que aborda as verdades; e eu estou ciente de estardes todos a abordar as vossas verdades individuais e que em certa medida cada um de vós está a apresentar a si mesmo os seus desafios em associação com as verdades individuais que defendeis.

Por isso, vamos debater as verdades que defendeis e talvez venhamos a debater um modo de reconfiguração da energia e uma maneira de dirigirdes a vossa atenção de modo a poderdes redireccionar e reconfigurar a energia que projectais, e de modo a afectardes a vossa realidade seja em meio ao que for que pretendais fazer numa dada situação particular. Mas antes vamos identificar os avanças que conseguistes e as verdades que defendeis.

Ora bem; quem irá oferecer-se como voluntário em primeiro lugar? (Riso nervoso seguido de uma ligeira pausa) Ah ah ah!

VOZ DE MULHER: Vamos lá, Oona!

DEBI: Estou a encolher-me! (Riso, a seguir ao que o Elias ri)

LETTY: Eu começo, Elias.

ELIAS: Muito bem!

LETTY: O movimento que estou a empreender neste momento faz parte do drama e do trauma que vivenciamos no nosso emprego. A Cindel está aqui - ela é testemunha! (Elias ri) Continuamos a ter problemas ou a criar problemas a descobrir gente com quem trabalhar. Temos muitos conflitos com as pessoas, a começar pelo Bruce. Eu sei que ela espelha muito do que sentimos, a verdade ou a honradez do trabalho e dos recursos humanos e a tentativa de encontrar gente só que não olham aos antecedentes dessa gente e isso é um caso sério. Reconheço como vemos isso nas verdades que defendemos e a questão de aceitarmos as pessoas e as diferenças. É difícil aceitar.

ELIAS: A diferença consiste num desafio poderoso, que nesta onda em particular está a ser abordada de uma forma intensa, e as pessoas estão a experimentar uma frustração considerável além de conflito e de confusão associados à tentativa de aceitarem as diferenças.

Mas antes de poderdes aceitar a diferença, torna-se imperativo que identifiqueis em vós qual será a diferença e que identifiqueis a verdade que defendeis associada à diferença que percebeis, e assim vos permitais reconhecer que a vossa verdade é a VOSSA verdade, mas que não é verdadeira.

Torna-se bastante fácil reconhecer a diferença nos outros. Vós automática e imediatamente reconheceis a diferença apresentada pelos outros; mas nisso reside a questão, no facto de vos deterdes e de não voltardes a atenção para vós a fim de identificardes qual será a vossa diferença e a forma como isso está associado à verdade que defendeis.

Bom; apresentaste a situação do reconhecimento da verdade do Bruce. Qual será a diferença que apresentas em relação ao Bruce? De que modo a percepção que tens se diferencia?

LETTY: Bom, no sentido de eu tentar ser mais aberta e mais receptiva para com as pessoas que se propõem trabalhar no nosso instituto, no qual é muito rigoroso entrar, sem ter que se fazer um exame exagerado dos antecedentes, e no qual caso elas tenham um crédito mal parado ou uma multa são excluídos. Eu tenho consciência de que ela considera a burocracia enquanto eu considero a pessoa, o que comporta uma enorme diferença.

ELIAS: É.

Agora, nessa situação, identifica aquilo que reconheces que constitui a diferença em termos específicos.

LETTY: Não tenho a certeza. Quero dizer, a diferença que noto em mim própria?

ELIAS: Sim.

LETTY: Bom, é a de que eu estou certa e que ela está errada. (Riso)

ELIAS: Em parte, o que é significativo e constitui um significativo exemplo. Por se tratar duma situação com que todos vos confrontais de uma ou de outra maneira, razão porque se torna importante que o avalies.

Encaras o comportamento e a percepção do outro como rígida e demasiado meticulosa e impessoal.

Agora; ao presenciares esses comportamentos e a percepção que o outro apresenta, automaticamente geras uma comparação contigo própria em termos de seres mais flexível, de concederes uma maior permissão e de personalizares mais; e com isso, tu automaticamente julgas a percepção que tens e a forma melhor como te expressas, pelo que te justificas, mas na justificação reside o julgamento, e ele é o obstáculo que impede a aceitação da diferença, por não questionares a percepção que TENS nem as TUAS crenças ou expressões. Isso é uma verdade; inquestionável. É melhor conceder permissão; é melhor ser mais flexível; é melhor personalizar mais. E como justificas sem questionares as próprias verdades que defendes, automaticamente dás expressão a um julgamento para com o outro pela diferença que apresenta.

Mas se voltardes a tua atenção para ti e questionares a verdade que defendes e a reconheceres, como a verdade que defendes e assim igualmente associada à preferência que tens, começas a reconhecer que o outro indivíduo na sua diferença não está errado, que não é mau. É diferente, e a percepção que tem da diferença espelha o mesmo.

A percepção que o Bruce tem da rigidez e da precisão e da burocracia é...

LETTY: Dela.

ELIAS: Sim. E nessa medida, tu encaras isso como errado, demasiado permissivo e pouco consciencioso.

Agora vês as duas formas de percepção, e não incorporas necessariamente entendimento, por continuares com a percepção e as preferências que tens e ela continuar com as preferências dela; mas se reconheceres que a tua verdade não constitui um absoluto, poderás permitir-te passar a cooperar. Por não mais incorporares necessidade de justificar e assim não julgares e isso abrir uma via à cooperação. Sem notares nem avaliares a própria percepção que tens ou as verdades que defendes, essa porta permanece fechada e não se gera aceitação, e desse modo resulta conflito.

Quem será capaz de apresentar uma outra situação de uma verdade que provoque conflito na interacção com os outros, ou naquilo em que estais presentemente a encaminhar-vos e para que estais presentemente a dirigir-vos?

KRIS: Eu tenho uma. Eu sou novo nisto; Jamais passei por isto antes.

ELIAS: Sê bem-vindo.

KRIS: Obrigado. Eu ando a praticar a criação da minha realidade e a acompanhar aquilo que acabaste de referir, e sou capaz de me voltar para mim próprio e de descobrir onde procedo a juízos de valor. Eu dou mais ou menos por mim a fazer isso de uma forma crescente, mas aquilo que não consigo fazer é com a consciência do meu corpo. Parece que estou sempre a produzir enfermidades diferentes e diversas reacções menores, mas sem saber a que isso se deva nem com o que isso tenha que ver... Penso que aquilo com que isso terá que ver é com um retrato global sobre a criação da nossa realidade não apenas externamente mas também internamente, não? Sabes a que me estou a referir?

ELIAS: Sei.

KRIS: Essa é a luta que travo.

ELIAS: Então, uma das tuas verdades é a de que podes criar externamente mas não necessitas necessariamente controlar ou criar o que se passa no interior. Essa é mais uma dessas verdades arraigadas em que muitos acreditam: a de que o que é gerado interiormente seja criado por uma outra fonte qualquer, pela consciência subjectiva, a qual obviamente representa o inimigo, por criar caos em vários sentidos distintos com que não contais e que não compreendeis e que não desejais de todo!

Isso não é verdade. Mas constitui uma verdade, por a terdes tornado num factor absoluto que pode ser associado à consciência do vosso corpo e ao que é produzido nas manifestações físicas. Pode estar associado às ansiedades; pode estar associado a distintas acções que empregais e com que vos surpreendeis e com base no que vos questionais: “PORQUE terei empregado ESSA acção? Ah bom, essa força subjectiva está novamente a conduzir-me, esse elemento inconsciente sobre o qual não exerço controlo algum e que se encontra bastante apartado de mim.” Um factor absoluto, mas não verdadeiro. Isso é uma questão de atenção e de ter consciência.

Muitos indivíduos lutam, por associarem automaticamente o que produzem em termos físicos como um ataque. De certa forma constitui o contrário do que projectais no exterior, na vossa percepção.

Projectais no vosso mundo exterior, digamos, e percebeis criar fora de vós em termos físicos, mas há elementos do vosso mundo que são invisíveis e vos penetram o interior e vos atacam, pelo que provocam manifestações físicas. Isso não é verdade, mas é mantido vigorosamente como um absoluto. Nenhum elemento exterior a vós vos ataca, e nenhum elemento exterior a vós vos penetra, a menos que o permitais. Mas, que é que pode penetrar-vos se o permitirdes? Alguma coisa? Não. Um germe? Não. Um vírus? Não.

Aquilo que vos pode penetrar através do vosso campo de energia é a energia de um outro indivíduo, mas isso não constitui uma manifestação real. Trata-se de energia, é um movimento, e isso é automática e imediatamente configurado numa manifestação. Todo o elemento físico que percebais como exterior ao vosso corpo físico, exterior a vós, faz na realidade parte de vós. Por isso, não vos pode penetrar, por já fazer parte de vós.

Nas alturas em que gerais manifestações físicas, estais a gerar a transmissão de um comunicado a partir da vossa consciência subjectiva por meio de uma acção, por ser desse modo que a consciência subjectiva comunica à consciência objectiva. Eu vou repetir, a consciência subjectiva e a objectiva acham-se em harmonia, salvo muito RARAS excepções. Como não existem absolutos, existem algumas excepções bastante raras, mas posso realçar o facto de serem bastante raras. Falando em termos gerais, a consciência objectiva e a consciência subjectiva estão continuamente em harmonia. Por isso, o que uma estiver a fazer em termos de acção, a outra está também. Elas simplesmente expressam isso por vias diferentes.

A objectiva expressa-o através das imagens, o que é abstracto; a subjectiva gera-o através da acção, que está associada a um tópico. A objectiva espelha esse tópico por muitíssimas formas distintas, por ser abstracto. Por isso, uma acção procedente da consciência subjectiva pode ser espelhada por meio de centenas de acções na objectiva.

Mas a questão está em que, se estiverdes a produzir uma manifestação física na consciência do vosso corpo, como a consciência subjectiva dirige a consciência do corpo, trata-se de uma comunicação endereçada à consciência objectiva a estender-vos informação, de forma semelhante à das emoções que também representam comunicações. O vosso sinal reside no sentimento.

O sinal que obtendes junto da manifestação física consiste igualmente num sentimento. Produzis dor ou incómodo ou aborrecimento, e isso funciona como o sinal de que estais a estender a vós próprios uma mensagem, e isso está a ser produzido no vosso íntimo.

Ora bem; a maneira por que interpretais é prestando atenção ao que estais a fazer, o que se torna num desafio por não estardes efectivamente habituados a prestar atenção ao que estais a fazer. Estais bastante acostumados a prestar atenção ao que estais a pensar, mas não estais acostumados a prestar atenção ao que estais a FAZER, e o que estais a fazer pode diferir bastante do que estais a pensar.

Quando começais realmente a prestar atenção ao que estais a fazer e à energia que estais actualmente a expressar, isso proporciona-vos informação relativa ao que estais a criar na vossa manifestação física, e na realidade é menos complicado e menos difícil de identificar do que pensais. Trata-se meramente duma questão de prestar genuinamente atenção.

A título de exemplo neste grupo, se fordes alguém que gera uma manifestação física como a da asma, que estareis a fazer? Estais a aplicar uma restrição à vossa respiração. Que sinal representará isso? Que estareis vós igualmente a restringir em meio ao que estiverdes a fazer, por meio da vossa energia, nesse instante ou ao redor dessa altura? De que modo estareis a bloquear  ou a deixar de admitir uma fluência desimpedida na energia?

Ao começardes a prestar atenção às comunicações que transmitis a vós próprios e a avaliar aquilo que estais a fazer no abstracto – o que circunscreve o objectivo, as acções de um estado desperto – começais a reconhecer e a notar as acções que estais realmente a empregar associadas ao sinal.

Mas a chave consiste em recordar e conhecer aquilo que estais a fazer, que ESCOLHESTES tal acção por ser um sinal eficiente e que lhe estais a prestar atenção. (Pausa)

STELLA: Bem, Elias, vais cá sentir um orgulho em mim!

ELIAS: Ah!

STELLA: Tanto, mas tanto mesmo...

ELIAS: Como sempre, Cindel!

STELLA: ...por eu andar a prestar atenção.

Como sabes, tenho vindo a prestar muita atenção. Penso que seja realmente impecável, por isso de que falas, a penetração, a privacidade, as limitações ser mais ou menos o que contornamos armados deste tipo de escudo. Depois surge um dia em que exclamamos: “Oh, meu Deus, tenho isto a crescer de uma maneira desconforme.”

Presentemente estou a lidar com a minha mãe, o que tem sido uma experiência verdadeiramente impecável, acredita, mas tem representado um desafio; mas tem sido bom por ela saber como manipular-me, sabes? Ela sabe fazê-lo, mas logo obtenho um sinal; é mais ou menos assim: “Okay, Stella, vamos lá prestar atenção.” E duma forma automática eu quase a bloqueio, ela deixa de estar presente, e eu passo a conversar comigo própria. Por isso, se estiver a criticar, ou a queixar-se ou lá o que for, é: Ah, Stella, por que razão estarei a dizer isso a mim própria?” Encho-me de compaixão por mim própria, e de súbito as coisas começam a acontecer em meio a isso. Por estar a olhar para a minha mãe e estar a prestar atenção, mas não estar a prestar atenção a ela, e estar a prestar atenção a mim própria, e ao estar a prestar atenção a mim própria encho-me de compaixão por mim própria (subentenda-se que isto não significa auto-comiseração), e digo: “Ah, Stella, tu és de tal modo maravilhosa, és tão incrível, és tão... por isso agora vamos tratar-nos melhor uma à outra.”

E tenho andado a praticar isso, Elias, por isso, não sentes orgulho? (Riso)

ELIAS: Absolutamente! Parabéns!

STELLA: Levou-me cinco a anos! (Riso e aplausos da parte do grupo e do Elias)

FRAN: Alguns jamais chegam aí!

SHARON: Nesse caso, eu tenho uma pergunta, Elias. Anteriormente, quando não estávamos tão bem informados nem éramos conhecedores, porque razão terá parecido mais fácil?

FRAN: Porque razão terá ido tudo parar ao inferno num cesto de mão? (Riso)

ELIAS: Por não terdes conseguido compreender bem o facto de assumir a própria responsabilidade vos proporciona liberdade. Isso é chave. Tens razão, as percepções que tendes – muitos de vós – em meio às quais percebeis actualmente a vossa realidade como muito mais difícil, por não mais terdes ninguém a quem culpar. (Riso)

Mas a chave não diz respeito à culpabilização, mas ao facto de representar a resposta automática e costumeira. Por isso culpais-vos agora a vós próprios em vez de culpardes os outros; apesar de por vezes continuardes a culpar os outros também, só que muito menos. Passastes simplesmente a atenção da culpabilização dos outros para a culpabilização pessoal, o que não representa a questão. Isso não representa uma habilitação no campo da liberdade, mas sim no da luta.

Agora; como prosseguis e deslocais esses conceitos do campo da compreensão intelectual para o do conhecimento pela experiência e o da realidade por uma permissão pessoal para EXPERIMENTARDES as acções inerentes a tais conceitos, passais para uma expressão genuína de reconhecimento da responsabilidade que tendes para convosco próprios e de como, nessa responsabilidade que vos cabe para convosco próprios, isso não é grave. Não é digno de culpabilização mas representa um reconhecimento que vos faculta liberdade. Porque se estiverdes genuinamente a expressar essa responsabilidade para convosco próprios, jamais vos tornareis numa vítima e não sentireis necessidade alguma de culpa, por estardes a proceder a uma escolha, e terdes uma noção genuína de estardes a escolher.

Presentemente, dispondes de muita informação para avançardes nessa direcção, mas ainda não o conseguistes. Estais a avançar mais, todos vós, no sentido duma maior aceitação de diferentes expressões e por vezes expressais aceitação de diferentes crenças, e em certos casos estais a avançar no sentido de uma contínua aceitação genuína, a de continuardes a aceitar diferentes crenças, e assim a alterar as percepções que tendes e a alterar a vossa realidade e a produzir de uma forma genuína mais suavidade em certos sentidos.

Mas posso-vos dizer repetidas vezes, uma e outra vez o quão tremendamente desafiador é avançar por terreno estranho, que isso será acolhido intelectualmente. Vós encarais-vos de modo diferente, por incorporardes o conhecimento intelectualmente e assim também expressardes automaticamente que sabeis. Mas saber e compreender intelectualmente são coisas distintas. Vós dizeis para convosco próprios e uns aos outros, “Eu SEI isto”, mas produzis acções que contradizem isso, e ao produzir tais acções também gerais a resposta automática da culpa.

Mas agora vós incorporais informação com um CONHECIMENTO, não apenas dotado de uma compreensão intelectual, mas sabendo que os outros não têm que ser culpabilizados só que sem saber como dar a volta à culpa e torná-la num expressão diferente e reconfigurar a vossa própria energia e criar uma percepção diferente pela qual aceiteis aquilo que tiverdes criado. E mesmo que seja incómodo, ou mesmo que seja desanimador, ou mesmo no caso de se tratar de alguma acção que encareis como desagradável ou por que sintais aversão, podeis reconhecer que foi escolha vossa e que não tampouco precisais ser culpabilizados; e que no momento essa terá sido a vossa escolha e que terá sido propositada, independentemente do facto de poder ter sido confortável. Mas o que estais acostumados é a lutar pela utopia. Mas ainda não reconheceis por meio de um saber, apesar de por vezes o poderdes fazer.

SHARON: Sinto-me um pouco perdida. (Ri)

ELIAS: Mas não continuamente, e nessa medida, não reconheceis continuamente que benéfico nem sempre quer dizer confortável, e que o valor nem sempre é expressado pelo conforto ou pelo que designais por positivo.

Conforme estivemos previamente a debater ao questionarmos o que valorizais, as respostas automáticas que todos destes, inicialmente expressaram todas associações positivas. Ninguém expressa automaticamente; “Eu valorizo a dor. Eu valorizo a dor de coração. Eu valorizo o desconforto.” Não. Essas são expressões que automaticamente procurais eliminar, e não reconheceis sentir igualmente valor nisso, e se o não fizésseis, não o teríeis criado, mas vós criais.

Isso constitui uma outra verdade que está a ser fortemente posta em questão, e muitos indivíduos estão a sentir-se frustrados e a ter dificuldade e a defrontar um desafio e conflito com isso, inerente à eliminação. Todos expressais para vós próprios intelectualmente que compreendeis que não estais a eliminar. Mas ao prestardes atenção ao que fazeis, haveis de reconhecer que continuais a tentar eliminar numa área qualquer, o que representa um conflito, por não poderdes eliminar. Podeis, se optardes por desistir, o que também constitui uma escolha. Mas caso escolhais continuar a participar nesta realidade física, isso constitui o plano e não podeis eliminar.

Consequentemente, isso apresenta um conflito por representar uma resposta automática, mas eu vou dizer uma vez mais a reiterar o facto, que as respostas automáticas constituem precisamente isso, são automáticas. Não as reconheceis por elas não necessitarem de pensamento. Estais a tornar-vos muito mais hábeis no reconhecimento de algumas das respostas automáticas que dais, o que deve ser reconhecido; mas isso não quer dizer que não continueis a dar-lhes expressão, porque o fazeis. Mas isso não é grave, só que restringe.

Podeis continuar a expressar respostas automáticas assim que identificardes aquilo em que consistem, por poderem corresponder a uma opção vossa. Podeis sentir preferência por algumas das respostas automáticas que assumis, e isso também depende da escolha que elegerdes.

Mas a questão que se levanta nos nossos debates é a de reclamardes informação que vos permita uma maior liberdade e um menor conflito e um maior à-vontade nos movimentos que empreendeis e no que manifestais, pelo que debatemos e fazemos uso da identificação.

Mas eu vou-vos revelar a todos uma questão bastante importante antes de irmos para intervalo. Em todo este processo de identificação e de debate, aquela expressão que vos posso oferecer a cada um neste momento, como já o fiz, só que com mais veemência agora, é a de vos permitirdes duma forma genuína deixar de vos desconsiderar se ficardes aquém do que encarais como o melhor. Cada acção que incorporais é propositada, e não há necessidade nenhuma de vos desconsiderardes apenas por não terdes atingido a medida que esperáveis atingir.

Vamos fazer um intervalo, a seguir ao qual passarei a dar atenção às perguntas que tendes.

GRUPO: (Com brandura) Obrigado; obrigado, Elias.

INTERVALO

ELIAS: Prossigamos! (Pausa ligeira) Uma vez mais, é opção vossa. (Ri)

FRAN: Elias, posso colocar uma pergunta que não vem ao caso no que estávamos a debater? Tem que ver com o facto desta sessão ter decorrido toda numa espécie de estado de mudança. Um montão de gente não compareceu, e há última da hora não permitiram que o cão entrasse no hotel e acabamos todos neste local confortável. (1) Que terá representado tudo isso?

ELIAS: Precisamente o que estivemos a debater.

FRAN: Foi um exemplo?

ELIAS: Das verdades individuais e do modo como restringem, mas também do quão poderão deixar de limitar.

Todos vós incorporais as vossas verdades, mas ao vos deparardes com as verdades defendidas pelos outros, dispondes de escolha. Podeis reconfigurar e criar a vossa situação independentemente das verdades defendidas pelos outros, e independentemente das regras defendidas pelos outros vós podeis criar as vossas, e isso não vos impede de o conseguir.

HOWARD: Isso aplicar-se-á igualmente à recente volta das eleições que foi seguida por fogos massivos? (2) Isso também estará relacionado? A Margot e eu concordamos que apresentava uma ligação. Uma representou uma tremenda libertação de energia, seguida de uma imagem da própria Mãe Terra a libertar essa energia adicional, a raiva reprimida, se quisermos, ou a emoção.

ELIAS: Isso não foi a vossa Terra a libertar energia, mas vós todos a libertar energia, o que, tens razão, também se acha associado à presente onda. Tendes vindo a gerar bastantes extremos nesta onda por muitas formas diferentes, todas elas envolvendo poder.

STELLA: Estarão os incêndios igualmente associados ao valor? Por parecer que as pessoas estão a perder os seus valores e assim mas também estão a considerar o valor que sentimos dentro de nós próprios, aquilo que valorizamos.

ELIAS: De certo modo, mas mais o aspecto associado com o poder e a força que a energia tem e o modo como poderá ser dirigida de qualquer maneira. Pode revelar-se bastante absorvente assim como pode ser bastante potente, e cabe-vos a vós a forma de a dirigir por intermédio da escolha, se será destrutiva ou se será produtiva.

DEBI: Será tão fácil estabelecer essa determinação se reconhecermos que há uma escolha a fazer, ou isso dependerá somente... sabes o que quero dizer? Pessoalmente, por vezes percebo que estou a fazer algo ao longo dessas linhas, que tanto pode ser produtivo como destrutivo, assim como pode representar um trauma ou outra coisa qualquer. Por vezes parece incrivelmente impossível perceber o que é que faço que responde por essa escolha, que faça isso pender num ou noutro sentido. Mas parece que por vezes se prende unicamente com a percepção da possibilidade de uma escolha, a seguir ao que a escolha passa a actualizar-se.

ELIAS: É muito mais simples do que vós acreditais que seja.

FRAN: Outra verdade é a de que nada tem valor a menos que soframos para obtermos a coisa.

ELIAS: Essa é uma verdade bastante enraizada que muitíssimos indivíduos têm.

Mas a questão de qualquer verdade consiste em reconhecer que não é verdadeira (riso), e reconhecer que apesar de poder constituir uma das vossas verdades, existem escolhas independentemente disso e que incorporais a capacidade de reconfigurar a energia e de escolher o que quereis em vez de ficardes estancados, conforme o designais, no que não quereis necessariamente.

PATRICIA: Posso-te perguntar o meu nome da essência e a família a que pertenço – uma pergunta com dois aspectos – e se nos encontraremos aqui por alguma razão, se cada um de nós terá algo a seguir? Sinto como que se tivesse algo a fazer na vida – só não estou absolutamente segura do que seja - na área da ajuda às pessoas.

ELIAS: Muito bem. (Pausa) Nome da essência, Jarion. Terás alguma impressão quanto às famílias da essência? (Pausa)

PATRICIA: Isso é uma pergunta? Não estou bem certa, por ser a minha primeira vez e não ter muito conhecimento disto.

ELIAS: Muito bem; família da essência, Milumet; alinhamento, Tumold; orientação, comum.

Quanto à segunda pergunta, “Qual será o propósito que terás, ou se terás algum”, sim, incorporas um propósito só que não constitui missão nenhuma. Incorporas um propósito a título duma escolha de te manifestares nesta dimensão física e o propósito inerente a tal escolha consiste  em experimentares, em explorares esta dimensão física. Mas também te posso dizer que cada um que se manifesta nesta dimensão física incorpora uma intenção que constitui um tema genérico que se expressa ao longo de todo o seu foco e todas as suas experiências são produzidas em alguma associação com esse tema.

Agora; em relação a tal tema vós escolheis várias direcções específicas a empregar a título de exploração, mas elas estão todas associadas a esse tema geral. Apesar de por vezes vos poder parecer duma forma objectiva que existam determinadas direcções ou experiências que se distanciem do vosso tema, não se desviam. E todas essas experiências e formas de exploração relativas à vossa intenção produzem o cumprimento do vosso sentido de valor, e enquanto continuardes a produzir sentido de valor nesta dimensão física, continuareis a explorar. Assim que tiverdes cumprido o vosso sentido de valor ou assim que tiverdes elegido o facto de não estardes mais a realizar sentido de valor nesta dimensão física, optais pelo desenlace.

Nessa medida, conforme já referi a muitíssimos outros indivíduos, podes descobrir o tema inerente ao propósito que tens nesta manifestação por ti própria, individualmente, por meio duma estimativa de todo o teu foco e uma examinação de todas as experiências que tiveste desde o início do teu foco, não apenas agora mas ao longo de todo o teu foco.

Eu encorajo bastante as pessoas a investigar e a avaliar e a proporcionar a si próprias a identificação do seu propósito individual, por nos termos que empregais fazer muito mais sentido e ter muito mais impacto no caso de descobrirdes o propósito que tendes do que aceitar simplesmente a identificação que eu fizer desse propósito. Por isso consistir num exercício de vos familiarizardes mais convosco próprios, o que é extremamente importante em associação com esta mudança da consciência e o movimento que estabeleceis no seu âmbito. Familiarizar-vos e ter percepção de vós próprios ajuda bastante por uma permissão para produzirdes muito mais à-vontade e um menor trauma em associação com esta mudança que a consciência está a sofrer. Por isso, estou continuamente a encorajar-vos a produzir a acção de genuinamente vos familiarizardes e de vos tornardes íntimos convosco próprios. Expressais isso com facilidade junto dos outros indivíduos, mas constitui um desafio maior expressá-lo em vós próprios.

Por isso, este é o desafio que te cabe, descobrir o propósito que tens, com conhecimento de não se tratar de missão nenhuma e de que expressais isso com naturalidade, e isso fornecer-te-á uma maior informação respeitante à direcção que assumes neste foco.

PATRICIA: Quando referes “neste foco”, estarás a dizer nesta vida?

ELIAS: Sim.

PATRICIA: Eu sempre tive a sensação de querer ajudar as pessoas.

ELIAS: O que também representa uma qualidade associada a esta família da essência porque alinhas.

PATRICIA: Obrigado. 

ELIAS: Não tens o que agradecer.

MARLENE: (Pausa) A mesma pergunta para mim, qual a família, qual será o propósito que se acha associado a essa família, e se me podes ajudar fornecendo algumas sugestões sobre o desafio que actualmente estou a atravessar. (Pausa)

ELIAS: Nome da essência, Xenell; família da essência, Sumari; alinhamento, Borledim; orientação, comum. Agora dá-me tu conta da identificação que fazes do propósito que tens.

MARLENE: Tentar compreender se crio a minha realidade e tudo o que percebo fora de mim duma forma objectiva como um reflexo do que trago dentro, e como eu... Sinto-me confusa sobre quem mais tenha cabimento na minha realidade.

ELIAS: Há muitos, muitos indivíduos que estão a tomar parte na tua realidade. O modo através do qual gerais a realidade nesta dimensão física é por meio da energia; cada um de vós projecta energia. Vós criais a manifestação individual física de vós próprios, um reflexo da essência, coisa que vós sois. Interagis DIRECTAMENTE com as projecções da energia dos outros indivíduos, que constituem uma expressão deles próprios num momento particular. Acolheis essa energia e gerais uma manifestação física actual do outro indivíduo.

Aquilo que encarais no outro indivíduo é o que VÓS criais. O que não quer dizer que o outro indivíduo não seja bastante real, mas aquilo com que estais a interagir é com uma projecção de energia dele, e vós criais a própria projecção física, de modo semelhante a um holograma.

Nessa medida, estais a criar a projecção que fazeis do outro, a qual em grande medida é similar, quase idêntica, ao que o outro está a projectar. Podem apresentar-se ligeiras diferenças, por ser filtrada por intermédio da vossa percepção. Mas geralmente, vós não reconfigurais automaticamente a energia do outro. Recepcionais a sua energia e criais uma projecção dele e da interacção que tem junto de vós quase pelo modo exacto em que o expressa.

Agora; por vezes, pode dar-se um desvio nesse processo. Por vezes podeis estar a interagir com a energia de um outro indivíduo que não comporta a atenção do indivíduo. A sua energia acha-se presente e vós acolhei-a, mas a sua atenção pode não se projectar no sentido dessa expressão de energia. Nessas situações, notais um desvio na interacção que tendes. Geralmente, parecer-vos-á ligeira e escusai-la automaticamente e racionalizai-la, e desse modo deixais de lhe prestar atenção e não o questionais.

Nessas situações, notais ter gerado uma experiência de interação com um outro indivíduo e se subsequentemente recordardes essa interacção juntamente com o indivíduo, ele poderá dizer que não tem conhecimento objectivo dessa interacção. Vós desculpais isso racionalizando para vós mesmos que o outro indivíduo não estava a prestar atenção à interacção que estáveis a ter. Na realidade, isso é literalmente o que terá ocorrido, por a atenção dele não se ter projectado nessa energia. Por  isso, pode não incorporar lembrança nenhuma da interacção efectiva.

Assim como podeis gerar esse tipo de experiência e o indivíduo revelar bastante empatia pelo facto da experiência não se ter passado, e vós podeis questionar-vos quanto à possibilidade de terdes sonhado isso. (A Marlene ri) Na realidade vós tereis criado a situação, mas podeis não ter estado a interagir com a atenção do outro.

Nessa medida, também podeis ir ligeiramente além das experiências desse tipo, e podeis realmente produzir mesmo uma interacção com um outro indivíduo num local físico particular e esse indivíduo não se achar nesse local físico; situação essa em que podeis criar uma interacção com um depósito de energia do outro indivíduo, em que o indivíduo não toma efectiva e inteiramente parte.

Mas não importa, por estardes a criar a vossa realidade, e como tal tê-la-eis criado à maneira que escolhestes, independentemente da participação directa que o outro indivíduo tenha ou deixe de ter.

MARLENE: Contudo, não o poderia tornar um pouco mais simples do que isso? (Riso)

ELIAS: Revela-se altamente eficaz e proporciona-vos nesta dimensão física particular uma espantosa capacidade para criardes aquilo que quiserdes, e não depende da participação do próximo.

Vós podeis criar a vossa magia com ou sem uma participação efectiva e directa de um outro indivíduo que isso não deixará de produzir menos a realidade. É tão real como se o outro estivesse ou a tomar parte ou a deixar de tomar parte directamente.

MARLENE: Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer. Mas isso representa o assombro inerente à vossa realidade, por a poderdes manipular por meio de capacidades espantosas a fim de produzirdes maravilhas.

NICOLE: Eu tenho uma pergunta; Não sei como isto vai soar. Aquilo que eu sou... muito bem, como quererei colocar isto? (Pausa, durante a qual a Nicole suspira) Sabes aquilo a que me estou a referir? (Riso) Esta que eu sou, aquilo que sou, representará a prioridade do que sou, o meu eu primário, ou será apenas um outro aspecto de mim que pensa que eu seja o eu que é real? (Riso) Compreendes o que estou a tentar dizer? Além disso, é claro, gostava de saber o meu nome da essência e de onde procedo, etc., e tudo o mais.

ELIAS: (A rir) Se isto que tu és serás tu? És (Riso generalizado) Mas mesmo que isso que és não fosse tu, ainda serias tu! (Dá uma risada, sendo seguido de riso geral)

Isso corresponderá ao teu eu primário? Corresponde, porque o eu primário é aquilo que dele fazes. Deixa que te diga que todos vós por vezes estabeleceis associações e pensais em termos bastante estereotipados de uma coisa ou de outra e por hierarquias mesmo em relação a vós próprios, quanto a ter que haver um eu primário e que todo e qualquer outro eu provável seja inferior. Mas na realidade, todos os vossos aspectos são um eu provável vosso. Um não é superior a nenhum outro, e qualquer eu provável que seja produzido é semelhante ao eu que o produziu e na volta produz o outro. Por isso eles são todos eu.

Aquilo que agora reconheces como eu constitui o teu aspecto primário, e é  isso o que tu incorporas como a tua identidade, e que compõe o que tu és. Isso é passível de sofrer mudança e vós podeis mudar a posição dos aspectos prováveis, por existirem incontáveis aspectos vossos que se acham todos presentes, e todos contribuírem para esta manifestação e esta identificação que fazes de ti. Mas eles trocam de posição.

Muitas vezes trocais de posição com outro aspecto de vós próprios e eles parecerão apresentar muito pouca divergência em relação a vós. Podeis reconhecer simplesmente ter descoberto um novo talento de que não tínheis noção objectivamente antes, ou podeis começar a expressar-vos de modo bastante diferente, e continuar a sentir-vos como vós próprios.

Por vezes podeis trocar o vosso aspecto primário de uma forma mais dramática, situação em que podeis realmente interromper as lembranças caso a alteração do aspecto primário seja suficientemente dramática. Nessas situações, os indivíduos interrompem as lembranças de certas épocas. Muitos incorporam uma interrupção da memória que compreende vários anos, situação essa em que referem não recordar as experiências ou os acontecimentos que tenham ocorrido durante esses anos em particular. Muitos empregam tal acção em idades bastante tenras. Enquanto catraios eles produzem um aspecto primário, e quando atingem uma idade um tanto mais avançada trocam o aspecto primário, situações em que deixam de recordar o que tenha ocorrido antes.

Mas essa interrupção da lembrança não tem importância, por se dar o que designaríeis por armazenamento das memórias que empregais; apenas deixais de lhe aceder duma forma objectiva. Mas a memória também constitui uma coisa traiçoeira por estardes continuamente a alterar o passado e cada instante futuro. De cada vez que recordais o passado, já o tereis alterado.

NICOLE: Mas se nos encontramos aqui, estamos aqui a fim de experimentarmos as nossas emoções, e exteriorizamos as nossas emoções e a seguir elas retornam. Essas emoções, quando temos experiências, elas saltar-nos-ão de volta a nós e isso representará um aspecto nosso a regressar a nós a fim de experimentar e de saltar para aquilo que somos nessa altura? Quero dizer, são todos os nossos aspectos a saltar para nós no nosso aspecto primário?

ELIAS: Não. A emoção consiste numa comunicação. Não é reacção nenhuma; não é uma projecção de energia que seja expressada externamente e que afecte as manifestações de fora. O sinal da emoção tanto pode como pode não afectar as situações ou as interacções que tendes com as expressões externas de vós próprios, mas isso depende daquilo que vós próprios criais e do modo como projectais energia no exterior e do modo como a acolheis também e a configurais.

A emoção não é reacção nenhuma; é uma comunicação. É uma função da consciência subjectiva que comunica com a consciência objectiva, através de cuja comunicação identifica aquilo que estais a fazer no instante e o que está a influenciar aquilo que estais a fazer no momento. Identifica-vos que crenças estão a expressar uma influência sobre o que estais efectivamente a empreender, e identifica-vos o que estais a projectar e o que estais a fazer. Essa é a razão por que é significativo prestar atenção ao que a comunicação subentende, e não meramente prestar atenção ao sinal.

Assim que identificardes o sinal, que geralmente identificais por meio duma palavra que representa a classificação que fazeis duma emoção particular; tristeza, raiva, frustração, alegria, felicidade... há muitos, muitos sinais emocionais que gerais. Cada sinal desses incorpora igualmente uma mensagem, uma comunicação, que vos instiga a atenção. (Pausa)

A emoção não é a vossa única via de comunicação. Como testemunhastes na conversa de hoje, as manifestações físicas representam igualmente comunicações dirigidas à consciência objectiva, as quais incorporam uma mensagem. A imaginação constitui uma comunicação subjectiva dirigida à consciência objectiva revestida de uma mensagem criativa e inspiradora. Todos os vossos sentidos constituem comunicações. Os vossos sentidos interiores e os sentidos exteriores constituem todos comunicações. Eles proporcionam-vos informação. A vossa intuição, os impulsos que tendes – isso são tudo meios de comunicação que a consciência subjectiva estende à objectiva, de modo que a subjectiva não vos pode estar impedida mas sempre disponível à vossa compreensão e ao reconhecimento, apresentando desse modo o facto de não existir nenhum aspecto vosso que vos esteja impedido. É apenas uma questão de prestardes atenção e de notardes e praticardes a atenção, e de praticardes a permissão para que a atenção adquira flexibilidade e se mova, e não simplesmente de vos focardes no pensamento.

Posso-te dizer, conforme já tive ocasião de referir a esses indivíduos e a muitos, muitos outros, para não te deixares confundir. O pensamento não cria a realidade. Essa não é a sua função. A sua função é a de traduzir, interpretar aquilo que as vossas comunicações comportam. Por isso, é somente tão eficiente quanto a informação que lhe estendeis. Se não conferirdes flexibilidade à vossa atenção a fim de dar atenção a todas as comunicações que recebeis e para se voltar para o que estiverdes efectivamente a fazer, que corresponde ao que estais a escolher, não estendereis uma informação precisa ao mecanismo do pensamento, pelo que ele não vos poderá fornecer traduções exactas do que estiverdes a comunicar ou do que estiverdes a fazer. Essa é a razão porque muitos ficam confusos, por o pensamento não condizer com o que estão a fazer nem com as suas comunicações.

Mas caso estabeleçais um equilíbrio, e reconheçais que se voltardes a atenção para todos esses três factores ou elementos vossos – pensamento, comunicação, e escolha/acção do fazer, por o fazer e a escolha serem sinónimos – caso vos permitais flexibilizar a atenção para esses três aspectos de vós próprios, haveis de notar sempre que um não se achar em harmonia com os outros dois, e com isso estendereis a vós próprios informação. Essa é a maneira através da qual começareis a equilibrar e começareis a reconhecer o “porquê” daquilo que criais.

Eu encorajo as pessoas a concentrar-se no factor “o que” inerente ao que criam, por vos concentrardes excessivamente nos “porquês” e não obterdes nenhuma resposta, por estardes demasiado habituados à questão. Mas se prestardes atenção e instaurardes equilíbrio entre esses três factores de vós próprios, haveis automaticamente de proporcionar a vós próprios a razão, sem precisardes formular a questão.

MARJ: Posso-te colocar uma pergunta...

STELLA: Os sinais vitais dela, Elias.

ELIAS: Ah.

STELLA: Ele esqueceu! (Pausa)

ELIAS: Nome da essência, Bethell; família da essência, Zuli; alinhamento, Milumet; orientação, comum.

NICOLE: Obrigado.

MARJ: Por falar em energia e mensagens, a sessão do Kentucky – aquilo que notei foi uma diferença significativa no nível da energia dessa sessão. Notei que não existiam muitas diferenças entre a voz da Mary e a tua, em termos de tom. O nível de energia a que estou acostumada é àquela sensação que se gera durante as sessões, e ela mostrou-se muito por baixo, quase como se estivesse anestesiada. Interrogo-me se o terás feito propositadamente para nos transmitires uma energia de calma.

Por outro lado, voltaria ao “Eu criei isto.” Estaria eu a estender isso a mim própria por me sentir obcecada com a tentativa de o conseguir mais rapidamente ou o quê? Ou estarei apenas a mover-me no sentido de detectar isso, sem que se tenha apresentado nenhuma diferença significativa entre a voz da Mary e a tua? Vejo-me assediada por todos os lados com sugestões quanto ao que tenha acolhido lá, e a Joanne sente-se na mesma. Conversamos sobre isso no caminho de volta, e estávamos a tentar adivinhar.

ELIAS: Há vários factores, mas tudo o que estais a notar é válido. Posso-vos dizer que a energia que eu projectei foi igualmente a reflectir os indivíduos que tomaram parte no grupo colectivamente. Vós também produzistes a experiência que produzistes mas a impressão que tiveste está correcta quanto ao facto de terdes criado isso a fim de vos proporcionar uma maior energia de calma e uma energia que se enquadrasse.

Agora; também te posso dizer que o reconhecimento que fizeste duma menor diferença no tom entre mim e o Michael é exacto, coisa que foi provocada intencional e propositadamente. Porque, conforme expressei em conversa e explicação anterior essa troca de energias contribuiu tremendamente para a afectação física do Michael numa manifestação prévia, o que provocou um tremendo incómodo assim como causou um temor quanto à continuidade desta troca de energias em relação à enfermidade física e manifestação que ocorreu. (3) Por isso, em reconhecimento disso, optei por incorporar tons vocais diferentes para não dar expressão a uma tensão no centro de energia azul que pode afectar o aparelho vocal físico.

PATRICIA: Poderia colocar uma pergunta? Poderia perguntar-te porque razão terás eleito a Mary e por que também terás vindo a expressar uma certa mensagem ou a ajudar-nos a compreender-nos, algo do género?

ELIAS: Optei por interagir com todos vós por o terdes pedido, e eu respondi. Vós desejáveis informação e eu respondi, e responderei sempre ao vosso pedido de informação.

Seja qual for a informação que for apresentada numa sessão particular ela é determinada por vós; o que pedis corresponde àquilo a que eu respondo. Tenho noção de que não estais objectivamente cientes do que estais a pedir – apesar de estardes, mas apenas não estais a prestar atenção, mas estais cientes – e nessa medida, ao formulardes o pedido colectivamente, eu respondo e abordo as vossas perguntas e o desejo de informação que tendes.

Eu escolhi o Michael como companheiro na troca de energia propositadamente, por ele produzir uma permissão genuína desta troca sem distorção e se mostrar de acordo em tornar-se num ponto de referência e num exemplo das manifestações e acções efectivas dos conceitos que são apresentados por mim. Eu avanço os conceitos e a informação, e a participação do Michael vai no sentido de realçar a apresentação física desses conceitos, o que é propositado, por ele propor a manifestação física efectiva de um exemplo que todos podeis compreender, por criardes experiências bastante semelhantes. E ao partilhar a informação o Michael pode incorporar a capacidade física real de demonstrar a aplicação desses conceitos, o que vos reforça a todos, porque se um indivíduo for capaz de pôr esses conceitos em prática, todos vós o sois também.

Ele concordou em alçar com a responsabilidade inerente a essa concordância, e enquanto essa concordância se mantiver, continuarei a interagir com todos vós.

PATRICIA: Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer.

KRIS: Poderias dizer-me qual é o meu nome da essência?

ELIAS: Nome da essência, Syanne; família da essência, Sumafi; alinhamento, Ilda; orientação, comum.

SHERI: Anda, Kris! Eu também sou Sumafi/Ilda. (Riso)

SHARON: O que não falta é disso.

SHERI: Não tantos assim!

FRAN: Pois é, o resto de nós não pode dizer palavra! (O Elias dá uma risada e é seguido de mais riso)

HOWARD: Elias, na noite passada tive uma observação com respeito a algo que a Marj me disse quando nos veio visitar no princípio do verão. Conforme sabes, a nossa gata Sushi morreu e nós enterrámo-la no quintal. Notamos que passados uns seis meses ou isso, após o inverno, um animal qualquer tinha andado a escavar a sepultura. O corpo dela encontrava-se debaixo duma pedra. Eu observei o facto ao dizer de forma extemporânea, “Meu Deus, Margot, o Badger esteve na sepultura da Sushi,” sendo que realmente tinha o Badger em mente quando o referi a título de um arquétipo, a acção arquetípica de um animal, que é coisa que o Badger é.

Quando estava a contar isso à Marj, de repente vi algo. Atingiu esta altura, como se fosse a acção do arquétipo, gerou-se um nível intermédio que designaria de metáfora, e um nível inferior chamado realidade, o que provavelmente se traduziu por um cão lá a escavar: Badger, metáfora, realidade. Eu pensei comigo mesmo: “Ena lá, será deste modo que um arquétipo de insere numa realidade, através de um conceito destas proporções seguido duma metáfora ou acção como a do buraco?” Mas é claro que não o detectaria por se tratar de uma criatura.

ELIAS: De certo modo, assim como toda a interligação que isso tem. Insere-lhe o elemento tempo, por ele ser um factor integral do que realmente cria a manifestação física.

MARJ: De tudo, Elias?

ELIAS: As manifestações físicas, nesta dimensão física, em associação com a matéria física.

MARJ: Então segue sempre esse caminho, a partir do pensamento original?

ELIAS: Não consta de pensamento nenhum; isso é a tradução que estabeleces. Trata-se de uma energia, a qual produz uma acção, a qual por sua vez associada ao tempo produz uma manifestação física real.

HOWARD: Então foi a área acinzentada que pude constatar. Caramba, isso é fantástico! Obrigado.

ELIAS: (Ri) Não tens o que agradecer.

MARJ: Elias, posso colocar-te uma pergunta da parte da Joanne? Estão a acontecer duas coisas com ela. Ela vê um monte de luzes, e a certa altura, não estou certa se foi um sonho ou como ela me referiu a coisa, mas ela estava ciente de luz a sair de dentro dela por um dos olhos.

Essa foi a primeira pergunta que tinha, saber em que consistiria isso, e a segunda pergunta é se ela saberá se os olhos dela estarão bem, ela é capaz de ver ao perto e de ver ao longe, mas parece sentir uma área um tanto distorcida aqui (gesticula mais ou menos a uns sessenta centímetros à sua frente) e ela está a tentar ultrapassar isso. Ela vai remover as lentes de contacto mandar limpá-las por pensar que seja isso e voltar a colocá-las, e ficar com a ideia de que está bem, mas que coisa será isso? Será isso o adelgaçar de um véu?

ELIAS: Não. É uma barreira intencional que ela apresentou a ela própria a fim de enfatizar a importância da permissão da parte dela para ver mais perto mas também para incorporar a perspectiva mais ampla e não se distrair tanto com o que designais por intermédio. Por os factores “intermédios” distraírem bastante, e muitas vezes muitos de vós armardes ciladas a vós próprios com os detalhes de tudo o que acontece ao vosso redor, o que vos distrai duma percepção do quadro global, e esses são os elementos mais importantes.

SHERI: Isso também me dirá respeito?

ELIAS: Em parte, diz.

SHERI: Bom, e a outra parte?

ELIAS: Mas, e que impressão terás?

SHERI: Eu nem sequer pensei mais nisso até tu teres evocado a coisa! Diz-me a impressão que TU tens! (Riso)

ELIAS: (Ri) Acertaste! (Riso geral)

Isso é em parte um elemento mas também te posso dizer que em parte vós produzis isso em associação com a fadiga. É um sinal que estendeis a vós próprios em associação com a fadiga e deixar de forçar.

SHERI: Eu pensei que me tinha graduado em relaxamento! (A rir)

ELIAS: Ah ah ah ah ah! Por vezes! (Riso)

SHERI: Obrigado!

ELIAS: Não tens o que agradecer!

PATRICIA: Quais são as famílias que nos estavas a referir? Que significam elas?

ELIAS: Isso encontra-se ao vosso dispor nas transcrições e também podes abordar os outros que eles te ajudarão quanto às explicações que foram avançadas.

NATASHA: Eu tenho uma pergunta que não te coloquei nas minhas sessões anteriores; por esquecimento, pelo que to quero perguntar agora. Porque razão me sinto tão atraída pela água? Será por uma questão da preferência que tenho neste foco, ou terei algo nos outros focos em que tenha lidado com a água ou vivido na água ou algo assim?

ELIAS: Ambas. Tu sentes essa preferência neste foco e isso é a razão porque atrais outros focos e a energia de outros focos em reforço da experiência que tens neste.

Noutros focos tu incorporas uma afinidade pela água em associação com proezas, desportos, assim como uma ausência genuína de separação em reconhecimento da interligação que tens com o símbolo que representa a vida. Mas também posso dizer-te que também incorporas um foco como uma baleia.

NATASHA: Muito obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer.

NATASHA: Mais uma pergunta. Eu comecei a ter mais sonhos do que costumava pressentir antes. Estarei a permitir-me recordar mais ou a sentir mais ou…?

ELIAS: Estás a permitir-te uma maior abertura a fim de observares a acção subjectiva e também a fim de te permitires uma via por meio da qual podes gerar uma acção de projecção, se o preferires. É fácil de se projectar no estado de sonho. (A Natasha diz algo que não se consegue ouvir) Parabéns. Ah ah ah!

MARJ: Elias, e a luz nos olhos da Joanne?

ELIAS: Isso na realidade constitui uma oferta da parte dela numa experiência de percepção da energia por meios visuais…

MARJ: Ah, a sério?

ELIAS: Sim, o que na realidade é algo que constitui um reforço. Por a energia consistir num elemento que não vedes, mas que é bastante real e se acha bastante presente, mas isso foi uma permissão para VER uma projecção de energia.

MARJ: Obrigado!

ELIAS: Não tens o que agradecer. Vamos aceitar mais uma pergunta a seguir ao que vamos dar por terminado.

DANIIL: Eu tenho uma pergunta, para voltar à descoberta de um tema geral ou uma orientação ou propósito. Assim que o descobrirmos, digamos, ele pode representar um processo, mas uma vez descubramos algo e o tentemos traduzir por palavras, assemelhar-se-á a uma imagem, a um símbolo, ou será semelhante a um conjunto de combinações ou a um conjunto de qualidades? Porque toda a vez que penso obter uma impressão do que liga períodos da minha vida, mais tarde sou capaz de ler sobre isso com uma propriedade da família Sumafi ou uma propriedade de algo mais. Por isso, representará o resultado final uma imagem única ou como é que isso opera?

ELIAS: É uma generalidade, mas recorda que as vossas famílias não acontecem por acaso em nenhum foco particular. Elas representam um factor no vosso propósito, por produzirem o modo através do qual vós gerais a exploração que fazeis. Por isso, podeis estender a vós próprios uma impressão quanto ao propósito que tendes do exame do vosso foco e podeis subsequentemente ler que isso represente uma qualidade da família a que pertenceis ou por que alinhais; mas vós podeis ter escolhido essa qualidade particular a fim de explorardes por várias formas diferentes ao longo do vosso foco e essa qualidade da família apenas realçar a exploração desse assunto.

Eu encorajo-te a confiares nas impressões que tens. Ah ah ah ah!

Muito bem, meus caros amigos. Dirijo a CADA UM de vós o meu formidável afecto, um enorme encorajamento, e o meu permanente apoio. Sabei que estou sempre ao vosso dispor e que a minha energia está sempre ao vosso lado. Até ao nosso próximo encontro com um tremendo carinho, au revoir.

GRUPO: Au revoir.

Elias parte às 5:06 da tarde

(1) O hotel onde a sala de conferências foi reservada não permitia a entrada do cão da Mary nas suas instalações; por isso, mais ou menos uma hora antes da sessão o local foi alterado para a casa da Sabrina, uns poucos Quilómetros mais longe.

(2) O Howard refere-se à chamada às eleições para o governo da Califórnia em Outubro de 2003 e a uma semana de incêndios florestais extremamente prejudiciais que ocorreram ao longo de todo o sul da Califórnia pouco depois.

(3) A Mary teve dois tumores removidos da laringe em Setembro de 2002.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

AS CRENÇAS RELACIONADAS COM A VERDADE


SESSÃO #1368
“A Próxima Onda que a Consciência vai Atravessar: o Sistema de CrençaS da Verdade”
Sábado, 7 de Junho de 2003 (Grupo/Brattleboro, Vermont)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael), Barb, Barry, Carol (Aileen), Christine, Curtis (Juva), Dianne (Kadi), Donna (Luera), Erin (Melody), Gillian (Ari), Jeanne (Lucille), Jim (Andrel), Joe (Amir), John, Jon (Sung), June (Octavio), Luanne (Inez), Lynda (Ruther), Nicole, Orlan (Rolph), Rodney (Zacharie), Sandy (Randal), Susan, Ted (Cara), Tom

(Consulte-se o final da transcrição, Nota 1, para aceder à introdução que a Mary fez no início da sessão com perguntas e respostas)

Elias chega às 2:00 da tarde. (Tempo de chegada é de 19 segundos.)

ELIAS: Boa tarde! (A voz e a energia que o Elias irradia é bastante forte)

GRUPO: Boa tarde, Elias.

ELIAS: (Ri) No dia de hoje vamos identificar a próxima onda que a consciência assume, a qual afecta mais àqueles que pertencem à família Sumari. Ela diz respeito ao sistema de crença da verdade.

RODNEY: Quando referiste “pertencem à família Sumari”, o que dirás em relação àqueles que alinham por essa família?

ELIAS: Também afecta bastante esses indivíduos, muito mais do que aqueles que pertencem ou alinham pelas outras famílias; apesar de, conforme estais ao corrente, todos tomardes parte nessas ondas da consciência.

Agora; querereis identificar algum elemento desse sistema de crença da verdade, algum aspecto inerente a ele?

TED: Ela permanece inalterável em toda a linha da consciência. Essa é a definição que creio ter.

ELIAS: A verdade?

TED: A verdade.

RODNEY: Mas, na qualidade de uma questão terra-a-terra que é, devia representar a percepção exacta que tenho de algo. Se eu repetisse o que alguém tenha dito, ou se tivesse que explicar o que fiz, então a definição comum que lhe daria seria a de apresentar essa informação de forma tão precisa quanto possível à pessoa.

ELIAS: Dizendo, consequentemente, a verdade.

RODNEY: Essa foi a definição em que fui educado.

JON: Nas verdades enquanto absolutos. (Elias acena)

RODNEY: Mas depois estão as minhas aritméticas, as quais estou a começar a perceber que não são assim tão absolutas. (Elias ri)

SANDY: Além do facto de que o absoluto de uma pessoa não corresponde necessariamente à percepção que tenho.

BARRY: Mas procede de qualquer parte; não brota de nós.

RODNEY: Além disso, um outro aspecto do sistema de crença da verdade é o que de que é bom ser verdadeiro e mau ser mentiroso.

ELIAS: Que é que identificais em vós como verdade?

DIANNE: O facto de existirmos consiste numa verdade...

BARRY: Algo que provém do universo por nosso intermédio...

JIM: As crenças vincadas que para nós próprios identificamos como uma verdade...

ELIAS: Exacto!

RODNEY: Que disseste?

JIM: As crenças que para nós se apresentam como as mais vincadas individualmente, nós chamamos a isso uma verdade...

ELIAS: Sim.

JIM: ...porque se alguém afirmar algo que o contradiga...

RODNEY: Só para que fique registado, como te chamas?

JIM: Aqui é o James, Jim/Andrel.

ELIAS: ISSO está certo, e é ISSO que está a ser abordado nesta onda em associação com esse sistema de crença da verdade. Vós expressai-lo todos os dias nos vossos focos. Estabeleceis continuamente associações com base nisso. Muitas das respostas automáticas que tendes são associadas por vós como a verdade.

Muitas das crenças que tendes nem sequer são identificadas como crenças, por as identificardes como verdades. Pelo que não são questionadas. Vós fazeis aquilo que fazeis, por isso representar uma verdade. Não questionais muitas expressões que assumis nos vossos meios e uns com os outros, por as terdes na conta de verdades e como tal representam absolutos na estimativa que VÓS fazeis.

Este sistema de crença particular pode ser um dos mais insidiosos e um dos mais difíceis de identificardes e de notardes, porque esta onda em particular aborda todas essas respostas automáticas que deixais de notar e que identificais como meras verdades, em razão do que ficam completamente por questionar.

Todos vós mantendes muitas crenças que não notais e a que não prestais atenção e que não questionais, por presumirdes tratar-se duma verdade e não existir mais nenhuma maneira de as perceber. Isso provoca um tremendo conflito, por representar uma tremenda falta de aceitação.

É isso que gera o tremendo conflito que testemunhais presentemente no vosso planeta, no vosso mundo: aqueles que dão expressão às suas verdades e às diferenças que tais verdades apresentam, sem cedência. Por não questionardes as vossas próprias verdades, pelo que elas vos parecerão ser um factor absoluto e dever ser aceites por toda a gente, por a vossa verdade constituir a VERDADE e a verdade que o outro defende estar errada, e ser discutível.

Eu referi previamente a existência da possibilidade de abordardes o sistema de crença das emoções e disso se alterar. Isso foi alterado em associação com a expressão de massas da energia que está a decorrer ao longo do vosso mundo, e não apenas nesta pequena área. Mas a formidável expressão de conflito que está a ser exibida por todo o vosso mundo mobilizou a consciência colectiva no sentido de escolher dar atenção a ESTA crença agora.

Nessa medida, posso-vos dizer a cada um que tenho consciência do desafio por que estais a passar mesmo no que toca à identificação das crenças que expressais nesta altura. Agora torna-se num desafio maior, por não estardes unicamente a avançar para uma consciência em que identifiqueis as próprias crenças que expressais mas estardes a tornar-vos conscientes do sentido das verdades que defendeis e estardes a reconhecer que não se tratam de verdades.

CAROL: Mas, Elias, não será isso que temos vindo a fazer o tempo todo? Não parece que esteja a ouvir aqui o que quer que seja de diferente, ou estarei a deixar escapar alguma coisa?

ELIAS: Teoricamente. Isso é o que pensais que tendes estado a fazer.

CAROL: Muitas vezes, sinto como se nada disso seja verdade; não passa de crenças. Por isso, por vezes isso deixa-me numa posição realmente delicada, como se sentisse entender que não passa de crenças. Mesmo que tome duas aspirinas, digo para comigo própria: “Isto não passa de uma crença, e eu vou escolher acreditar nela”, ou mesmo que o faça no meu íntimo, bem o sei, por recorrer a ela. Por isso sempre observo o que quer que faça, e é dessa forma que sei quais são as crenças que mantenho e o modo como crio a minha realidade. Mas não creio que nenhuma delas seja verdadeira.

ELIAS: Mas a maioria das pessoas no vosso mundo acredita. Posso confirmar o facto de prestardes atenção ao que fazeis e de que prestais atenção ao que comunicais por via emocional e ao que traduzis por via do que pensais, mas no vosso mundo a maioria não o faz.

Agora; que participação tereis nessa acção? Se tiverdes consciência de vós, se vos familiarizares convosco próprios e reconhecerdes e identificardes as crenças que expressais, voltai agora a atenção para a forma com projectais a energia no exterior e o modo como isso proporciona uma contribuição para com o vosso mundo quanto ao modo por que escolheis gerar essa energia e o modo como ela afecta os outros.

CAROL: Eu costumava operar bastante nesse sentido, conforme estivemos anteriormente a falar, fazer palestras, shows de televisão, seminários. Depois decidi deixar de fazer isso, por parecer que me estava a colocar numa posição cimeira e deixava de ter aquela compreensão ou de acreditar na existência de um acima ou abaixo, pelo que me retirei por completo de tudo isso, e não mais faço nada disso presentemente a menos que alguém queira conversar duma forma específica comigo. Se alguém me disser algo que eu compreenda que corresponde a uma crença que defendo, eu não lhe digo – bom, por vezes posso dizer: “De acordo com a compreensão que tenho”, esse é o termo que emprego... afastei-me de muita coisa desse tipo.

ELIAS: Não estou simplesmente a referir consciência da energia que projectais no exterior na interacção que tendes com os outros, mas de toda a energia que projectais em qualquer acção.

CAROL: Mesmo na interacção em que somos levados a sentir como um complemento, por ultimamente ter estado a tentar algo novo. Por ter feito o que acabei de descrever, de algum modo senti que me tinha isolado, pelo que ultimamente tenho andado a praticar actos aleatórios de bondade, se quisermos utilizar esse termo, e estou a desfrutar da energia que obtenho disso. Costumava fazer isso quando era Católica, cristã. Tinha que ser boa e tudo o mais. Mas depois acabei com tudo isso, e actualmente sinto como se tivesse uma compreensão diferente mas estou a gostar de o fazer. É como se fosse uma bola de energia completamente diferente.

ELIAS: Eu estou a compreender. Também me vou referir a uma afirmação que usaste que muitos, muitos de vós expressais de modo bastante semelhante, de que não abrigais mais uma crença particular por terdes alterado o vosso comportamento ou escolhestes passar para sentidos diferentes da expressão. Sejamos claros: nenhum de vós deixa de manter seja que crença for. Vós não eliminais crenças. Podeis mudar as crenças que expressais; não alterais a crença. Não eliminais as crenças, mas à medida que ides alterando as preferências também mudais as crenças que expressais. Mas mantendes TODAS as crenças inerentes a TODOS os sistemas de crença, e elas não estão a ser eliminadas caso continueis a participar nesta realidade física particular. Por isso, continuas a incorporar essa crença, apenas optas por não lhe dares expressão, o que é completamente diferente.

Agora; também podeis usar uma crença que obtenha expressão e não deixar que essa crença que é expressada vos dite as escolhas. Podeis empregar escolhas que pareçam ser contrárias à crença que expressais, mas na realidade a questão reside nisso, identificar as crenças que defendeis, reconhecer que influências exercem e em permitir-vos escolha. Porque ao deixares de reconhecer as crenças que defendeis e de reconhecer as influências provenientes dessas crenças, continuais a expressar resposta automáticas sem pensar e muitas, muitas vezes sem vos habilitardes a qualquer comunicação emocional, por ser tão automático. As respostas automáticas são expressadas com tanta facilidade quanto o respirar, que não requer atenção.

LUANNE: Elias, quererá isso dizer que se as pessoas não reconhecerem as crenças que defendem, nesse caso não serão capazes de falar a verdade, por não fazerem ideia do que essa verdade compreenda?

ELIAS: Não, necessariamente. Independentemente de identificardes as crenças ou não, cada um de vós expressa a vossa própria verdade. Haveis de identificar certas expressões em vós próprios que definis em termos de verdade.

Isso é o que pode representar a parte complicada. Porque, conforme declarei, muitas das verdades que defendeis – as verdades todas – são crenças, mas identificai-las como verdades, não as encarais como crenças.

DIANNE: Nem as expressamos?

ELIAS: Vós expressai-las, mas não as identificais como crenças.

O sol ergue-se todos os dias. Encarais isso com uma verdade. A vossa noite sucede ao dia. Encarais isso como uma verdade. Há muitas, muitas expressões inerentes à vossa percepção que não questionais por as encarardes como verdades. São absolutos; não são discutíveis.

RODNEY: E isso não constituirá um absoluto, o facto do sol se erguer todos os dias?

ELIAS: Exacto.

TED: No caso de se tratar de uma astronauta, ele erguer-se-á várias vezes ao dia.

LUANNE: Existirão alguns absolutos?

ELIAS: Não.

JIM: Nesse caso, então o problema está em que quando tentamos comunicar a verdade que defendemos a alguém que seja diferente, quase... torna-se numa questão de honestidade, em vez de verdade. Não estamos a ser desonestos se estivermos a comunicar a verdade que defendemos a uma outra pessoa cuja verdade seja diferente da nossa, apesar de poder percebe-la desse modo. Será daí que advém o conflito de que falas aos Sumari, essa onda que iremos abordar?

ELIAS: O conflito ganha expressão ao identificardes as verdades como absolutos, e da rigidez do carácter absoluto que exclui a expressão da aceitação, mas ao reconhecerdes que as verdades na vossa realidade física não representam verdades efectivas mas crenças. O que não quer dizer que não sejam reais – são bastante reais – só que não são absolutos. Não constituem verdades. Associai-las como verdades em razão do que criais uma percepção de absolutos, mas com uma percepção dessas não admitis a diferença.

JUNE: Nesse caso, se falarmos pela verdade que defendemos, o conflito apresenta-se quando o outro pronuncia a verdade que defende, e queremos que a verdade que ele defende seja a que nós defendemos? Ou vice-versa?

ELIAS: Ambas.

JUNE: Então se não existe nenhum absoluto, nesse caso toda a gente fala em nome da própria verdade que defende, não?

ELIAS: Vós pronunciais-vos a partir daquilo em que acreditais, das crenças que expressais. Essa é a questão.

Existem verdades, mas qual será a definição duma verdade? Uma verdade constitui uma expressão qualquer que seja passível de ser traduzida em todas as áreas da consciência por algum modo. O que é capaz de ser traduzido em todas as áreas da consciência, de um modo qualquer? A realidade, o tom, a cor – não as associações que PRODUZIS.

JUNE: E que dizer da ideia de que nós existimos? Isso traduzir-se-á por toda a ...

ELIAS: Percepção, sim.

JUNE: Então, percepção é o que nós somos.

ELIAS: É.

CURTIS: Elias, aqui fala o Curtis – necessitaremos de verdades para nos impelir em frente? Algumas das pessoas com mais vitalidade e empenhadas que conheço são pessoas que têm as crenças mais profundas. Porque tornar-nos cirurgiões e salvar a vida das pessoas se compreendermos que toda a gente cria a sua própria realidade e sobrevive à operação ou não de acordo com as próprias crenças e aquilo de que necessita na sua vida?

ELIAS: Mas vós criais todos em cooperação.

CURTIS: Eu tenho vindo a fazer uso da energia do “não tem importância” e a tentar perceber as coisas pela sua dimensão mais real e isso deixou-me numa posição insípida e ambígua em relação às coisas, e não propriamente...

ELIAS: (Com veemência) Eu compreendo, mas permite que esclareça. Isso é um equívoco e uma distorção do que eu referi o tempo todo neste fórum. Eu afirmo-te que com a aceitação de uma crença a expressão que tiveres será a de que não importa, por lhe terdes removido o julgamento. NÃO vos disse que tudo seja destituído de importância, o que é completamente diferente. Há o propósito. Há a experiência. Há a exploração. Há a interacção e a cooperação. A expressão da destituição de importância representa unicamente a identificação do afastamento do julgamento, não que não seja significativo.

CURTIS: Mas para realizar a operação em primeiro lugar, precisamos usar de discernimento quanto ao facto de ser a coisa apropriada a fazer, e se será benéfica para o paciente, não é?

ELIAS: Todos vós empregais crenças a que dais expressão. Tudo o que fazeis, tudo o que produzis, tudo o que expressais é filtrado por intermédio das crenças. Elas não são o vosso inimigo e nem são más. Apenas são o que são. São um aspecto do modelo desta realidade. Por isso, expressais-vos por meio dessas crenças por elas vos influenciarem a percepção e por vos permitirdes reconhecer as preferências que tendes que vos motivam em certas direcções. As preferências constam unicamente de crenças por que tendes preferência.

Ao vos permitirdes expressar essas crenças porque sentis preferência, motivais-vos no sentido de vos moverdes em diferentes direcções e de cooperardes – NÃO DE CO-CRIARDES – mas de cooperardes com outros que tenham crenças que expressam de forma semelhante.

O indivíduo que empregue o acto de procurar um médico a fim de ser curado de uma enfermidade expressa as crenças que tem em associação com a confiança que deposita num outro, no sentido de ele desempenhar tal acção. O médico dá expressão às crenças que mantém ao permitir que a capacidade que tem coopere com o indivíduo que tem a enfermidade, e na cooperação da acção, sim, aquele que está enfermo está efectivamente a curar-se – por mais ninguém conseguir criar a realidade do indivíduo – mas pela cooperação de tais acções, através das crenças que são expressadas por ambos, eles produzem determinados resultados.

As crenças que são exprimidas pelo médico não são más. Têm cabimento nas vossas sociedades, e na concepção da vossa realidade. Aquele que apresenta a enfermidade também está a produzir crenças que alcançam a expressão que também se enquadram na concepção da vossa realidade, na realidade formalmente convencionada. Trata-se de uma cooperação.

Isso abrange um outro mal-entendido relacionado com esta mudança de consciência. Esta mudança que a consciência está a sofrer constitui um desígnio que vos permite expandir a consciência que tendes, identificar as crenças que mantendes, de modo a permitir que passeis a voltar a vossa atenção para todas as crenças que se encontram ao vosso dispor, de modo a poderdes expandir as capacidades que tendes e reconhecer o que possuís em meio a tais capacidades de modo a expandirdes a vossa exploração.

NÃO está a ser implementada com base na instauração da Utopia. NÃO vai pôr cobro ao conflito. Mas se produzirdes conflito, haveis de empregar essa acção de uma forma intencional e SABER que estais a produzir conflito e porquê, e isso constitui uma opção.

Por isso, o que está a ser eliminado com esta expansão da consciência é o que podeis designar por as vossas vítimas involuntárias – as quais não são exactamente involuntárias, só que nas verdades que defendeis estimais a existência de vítimas involuntárias. Se optardes por vos tornar numa vítima, haveis de ter consciência de estardes a optar por ser uma vítima, e haveis de saber que tereis escolhido essa acção de forma bem intencional a fim de a experimentardes.

CURTIS: Contudo, isso não atenuará a vitimização?

ELIAS: Não necessariamente! (Riso) O facto de terdes consciência de estardes a ser vítimas e o facto de terdes consciência de estardes intencionalmente a criar tal coisa não diminui o elemento de surpresa quanto ao modo como escolheis desempenhar esse papel.

CURTIS: Pensei, desde logo, que isso se deveria à razão porque teremos encarnado desse modo para minimizar a consciência que temos de modo a podermos concentrar-nos em porções menores da experiência, em vez de permanecermos grandes e abrangentes na nossa consciência. Representará isso um mal-entendido?

ELIAS: Isso também está associado à identificação das verdades: à forma como vos encarais a vós próprios, e à forma estereotipada como encarais a vossa realidade ou o avanço que empreendeis; quer como completamente insignificantes e a aprender a passar para estados mais elevados e iluminados, ou como seres vastos e omniscientes, ou a expandir a consciência que tendes, de modo a acabardes por dispor de todo o conhecimento do universo na vossa realidade física. Mas essa não é a questão.

Vós optastes por participar nesta realidade física. Escolhestes tomar parte no seu plano. Estais a expandir a consciência que tendes associada a esta realidade, e a familiarizar-vos e a obter percepção de vos próprios e das capacidades que possuís a fim de vos permitirdes gozar de liberdade nas escolhas que empreendeis. Mas não vos estais a tornar na ideia que fazeis dos vossos deuses. Já sois! (Ri, enquanto o grupo o acompanha)

SANDY: Que propósito terá a exploração da vitimização?

ELIAS: Representa unicamente uma escolha, no sentido de explorar a experiência.

BARB: Elias, posso acrescentar uma coisa relativamente à opção de nos tornarmos numa vítima, ou num papel qualquer que optemos por desempenhar? Penso que o que estou a perceber que estejas a fazer em relação a nós, assim como o Seth também o fez, é a revelar-nos o facto de as nossas crenças por vezes limitarem as escolhas que elegemos e o facto de podermos olhar para nós de um modo diferente, ainda que por vezes não percebamos que dispomos de outras escolhas na nossa perspectiva.

ELIAS: Exacto.

BARB: Obrigado por fazeres tudo isso. (Elias ri)

ELIAS: Agradece a ti própria! Ah ah ah!

RODNEY: Eu gostava de deixar uma questão em aberto para efeitos do registo, caso as pessoas não identifiquem quem fala, por virdes a obter uma transcrição em que não sabeis de que fonte procedem as perguntas, e isso vai tornar a leitura sobremodo difícil.

BARB: Eu sou a Barb.

RODNEY: Obrigado.

CHRISTINE: A polícia Sumafi! (Elias ri alto junto com o grupo)

RODNEY: A polícia Sumafi encontra-se presente! (Riso) A essência da Vicki a pronunciar-se através de mim! (Riso generalizado)

CHRISTINE: Aqui fala a Christine, e perguntava por que razão exclusiva serão os Sumari mais afectados por esta onda em particular.

ELIAS: Cada sistema de crença acha-se associado a uma família da essência particular. Cada família da essência entra em ressonância com as qualidades dessa família no caso de um sistema de crença particular. A família Sumari acha-se associada a esse sistema de crença particular da verdade.

Agora; em cada onda que se gera no âmbito da consciência, cada sistema de crença que estiver a ser abordado, a família que estiver associada a esse sistema de crença sai mais afectada, mais fortemente afectada e de um modo mais óbvio.

Ora bem; isso não é mau. Depende das escolhas e do modo como escolheis incorporar a energia. Dá-se um tremendo surto de energia em associação com cada uma dessas ondas que a consciência atravessa, mas vós podeis optar por incorporar essa energia de qualquer maneira, pelo que percebeis como “benéfico” ou pelo que entendeis constituir um desafio. Mas se não tiverdes consciência das crenças nem da energia, podeis dar expressão a crenças automáticas de uma forma mais vigorosa, o que muitas vezes se torna bastante confuso e mesmo num conflito para as pessoas.

CAROL: Elias, aqui fala a Carole, sendo os Sumari agitadores e criativos, e bastante adeptos de tornar as crenças que defendem parecer verdades, e sendo bastante talentosos, e tendo outros que crêem que as crenças que defendem sejam verdades, será isso igualmente parte do facto deles estarem a ser destacados? Eu sei, por ter um alinhamento Sumari, e conhecer outros que alinham pela Sumari, que nós somos assim. Somos bastante persuasivos, e damos por nós a usar da criatividade que possuímos e das capacidades de agitação para convencer as pessoas daquilo que expressamos.

ELIAS: Precisamente.

RODNEY: Mas se observarmos bem, o Elias repreende-nos fortemente quando nos apanha a fazer isso.

CHRISTINE: Quem está a falar é o Rodney! (Riso)

ELIAS: Muito bem! Vamos fazer um intervalo, e assim que voltarmos vou dedicar o fórum às vossas perguntas.

GRUPO: Obrigado, Elias.

INTERVALO

ELIAS: Continuemos.

TED: Elias – aqui fala o Ted – na predominância das características Sumari que possuo, sinto-me bastante confuso. Tenho provocado agitação, e dito a todos os que votam em mim que vamos fazer o sistema financeiro entrar em colapso e reduzir o nosso governo a um papel insignificante, e que as nossas religiões vão desaparecer. (O Elias ergue as sobrancelhas e esboça um sorriso forçado, sendo seguido de riso) Constituirá essa verdade uma inverdade?

ELIAS: Constitui!

TED: Nesse caso porque teremos nós vindo a defender isso em conjunto nos últimos cinco anos?

ELIAS: Vós não estais a eliminar as crenças; por isso, de que modo será a religião eliminada?

TED: Essa era a pergunta que eu colocava.

ELIAS: Não vai ser.

TED: Vai apenas depender duma escolha?

ELIAS: Vai, assim como do reconhecimento e da apreciação da diferença.

TED: Então, não mais teremos conflitos com origem no Cristianismo e no que não seja cristianismo?

ELIAS: Exacto – a menos que o escolhais.  Mas caso escolhais, haveis de ter consciência de estar a escolher, e o conflito será diferente. Não representará conflito nenhum no sentido de afirmardes uma conversão ou expressar o carácter absoluto de uma o de outra. Esse conflito assemelhar-se-á mais a um debate do que a uma querela.

TED: Muito bem, posso entender a diferença. Acontecerá o mesmo em relação ao nosso sistema monetário e ao sistema de governo?

ELIAS: Conforme declarei, eventualmente por altura da conclusão desta mudança que a consciência está a sofrer, o vosso sistema monetário deverá apresentar-se de uma forma bem diferente, por a necessidade de dinheiro do modo que actualmente expressais se revelar uma inutilidade. Se cada um de vós estiver genuinamente familiarizado consigo mesmo e se orientar a si mesmo de uma forma genuína, tornar-se-á desnecessário dar expressão a um sistema desse tipo como o que actualmente incorporais nas vossas sociedades. Porque o sistema que presentemente incorporais expressa hierarquias e líderes, autoridades, indivíduos a quem buscais para vos orientar, aos quais seguis; mas na expressão que esta mudança da consciência virá a sofrer, a orientação passa para o indivíduo e para o emprego duma orientação pessoal e de uma condução pessoal em vez de permitirdes que os outros vos ditem as escolhas a definir.

TED: Para simplificar a coisa, não vou precisar mais de usar o cinto de segurança, não é?

ELIAS: Se optares por isso. (Ri)

TED: Certo. Obrigado, Elias.

RODNEY: Eu não utilizo o meu, por uma questão de opção.

CAROL: Eu não vou fazer o teste Papanicolau por uma questão de opção. (Riso) Ou pela outra razão...

VOZ DE MULHER: Nesse caso, Elias, estarás a afirmar que todos os seres humanos venham a compreender a escolha?

ELIAS: Sim. Por altura da conclusão desta mudança que a consciência está a sofrer, isso estender-se-á a todo o vosso mundo.

BARRY: Isso quererá dizer que não haverão mais almas novas?

ELIAS: Explica.

BARRY: Aquilo por que passamos, teremos alcançado um determinado ponto em que compreenderemos a questão destas escolhas, enquanto continuarão a haver outros que não terão tido tantas vidas. De que modo eles...?

ELIAS: Não depende do número de focos que incorporais. É a concepção do vosso mundo, digamos, a sua estrutura, que está a mudar. No âmbito dessa mudança, qualquer essência que opte por se manifestar nesta realidade física, nesta dimensão física, deverá conhecer a concepção inerente à estrutura da vossa realidade, tal como vós, ao entrardes neste foco conheceis a estrutura e a concepção da realidade. Ninguém vos explicou, enquanto crianças, que éreis crianças e que íeis respirar o ar e que íeis crescer fisicamente. Vós fazeis isso simplesmente, por conhecerdes isso intrinsecamente.

Está já a evidenciar-se no vosso mundo, actualmente. Olhai para os vossos catraios. Eles já se estão a orientar. Aqueles que têm famílias com filhos pequenos reconhecem que eles se estão a orientar, o que também já está a provocar um efeito associado às estruturas em que a vossa família assenta, por elas não utilizarem os mesmos tipos de relações que utilizaram previamente ao longo da história, por se adaptarem à alteração da percepção desses catraios. Eles não estão com vontade de ser conduzidos, por terem noção disso. A percepção que têm acha-se numa posição inerente a esta mudança, e eles sabem intrinsecamente que se estão a orientar a eles mesmos, por essa ser a nova estrutura.

CURTIS: Elias, aqui fala o Curtis de novo, poderás esboçar uma relação para os diversos eventos de massa que estão a operar no cenário mundial quanto a esta nova exploração da verdade, tal como a busca de armamento de destruição maciça ou talvez as justificativas apresentadas para o conflito no Iraque? Isso terá que ver com esta nova exploração?

ELIAS: Tem.

CURTIS: Poderias falar um pouco sobre isso, do que poderemos esperar no futuro?

ELIAS: Isso depende do que escolherdes. Essa é a razão porque realço o significado da atenção por vós próprios e pela energia que projectais. Isso é responsabilidade de cada um de vós, não de  mais ninguém, mas de vós, assim como a maneira com isso afecta a energia do todo da colectividade.

Que energia projectais no vosso foco a cada dia? Estareis a projectar uma energia de protecção? Estareis a contribuir para uma expressão de protecção no vosso mundo, ao expressardes isso no vosso dia-a-dia? Estareis a projectar uma energia de aceitação das diferenças, ou estareis a alinhar pela verdade absoluta que defendeis e a DEIXAR de projectar uma aceitação e a contribuir para a energia colectiva no sentido da agressividade?

CURTIS: Nesse caso o desdém que sinto pelos neo-conservadores está a ajudar a cimentar o poder que têm?

ELIAS: Por assim dizer. Em que diferirá isso?

CURTIS: Diferir do quê?

ELIAS: Do que percebes ser o oposto. Estarás a responder à letra? Estás. Nisso reside a intenção da percepção, reconhecer se estais a responder nos mesmos moldes em associação com a vossa verdade, com o que percebeis como certo.

CURTIS: Enquanto estamos a considerar o tema, terás sido tu a provocar o acendimento de um candeeiro e o seu subsequente apagar na minha sala do computador quando estava ter uma ideia relativa a ser um rematado idiota liberal?

ELIAS: Fui. (Sorri, enquanto o grupo ri)

CURTIS: Bem me pareceu que sim! (Elias ri)

CHRISTINE: Aqui fala a Christine. Relativamente a esta mesma questão, terás estragado ambas as lâmpadas do meu projector, ao mesmo tempo?

ELIAS: (A rir) Eu devo esclarecer (riso) que não sou destruidor, e que apenas sou brincalhão e que expresso a minha energia de forma que vos permite ter consciência da minha presença!

BARB: Elias, gostava de te colocar uma pergunta de certo modo similar, contudo, diferente. Percebo agora que possas ter sido tu que eu tenho andado a escutar na minha mente. Quero saber se isso será verdade, quando formulei a pergunta relativa à canalização que fiz e obtive algum esclarecimento relativamente ao foco e ao modo como uma entidade se pode situar em vários sítios ao mesmo tempo e permanecer completamente consciente de si própria o tempo todo – a falar, é claro, como tu fazes. Terás sido tu a ajudar-me? (Elias acena em sinal de confirmação) Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

BARB: Também tinha uma pergunta relativa às famílias da essência de que estiveste a falar, a Sumari e a Sumafi. Quais são os outros nomes e de que tratam elas? E a qual pertenço, se fazes o favor?

ELIAS: Posso-te dizer que essa informação se acha disponível e que tu podes pedir ajuda no sentido de obteres essa informação respeitante às outras famílias da essência e às designações porque são conhecidas. Isso foi disponibilizado em profundidade e está transcrito.

A família a que pertences é a Sumari, e alinhas neste foco pela Milumet.

BARB: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

JEANNE: Elias, aqui fala a Jeanne. Estou encantada por finalmente estar a conversar contigo. Eu tenho uma pergunta relativa a esta presente onda, por ter sentido – isto vai soar como uma vitimização – como que sugada  pelo que tem sido designado por acção em pirâmide. Fui informada da ocorrência de uma acção em pirâmide, na realidade fui informada de um certo número delas, mas uma em particular que engloba quatro indivíduos pertencentes a este grupo que, digamos, constituem a base dessa pirâmide, três dos quais são Sumari. Um deles encontra-se justamente ao meu lado. Quando me deparei inicialmente com esta informação eu jurava ser Sumari, e senti-me bastante desapontada ao saber que não o era. Mas aqui me encontro, a ser sugada, ou a optar por me deixar sugar para este vórtice caracterizado por uma tremenda energia, e gostava de saber que relação terá isso com a presente onda em que estamos a lidar com o sistema de crença da verdade.

ELIAS: Mas, qual é a preocupação que sentes?

JEANNE: Isso é interessante, por ter dado por mim a lidar com crenças religiosas tais como “Era suposto fazer algo no sentido de prestar ajuda,” como se tratasse de uma problema qualquer que esteja a abordar. Creio que acredito existirem problemas neste mundo que precisamos ajudar a solver, do que resulta bastante energia de preocupação. Descobri que quando me permito desfrutar as ondas de energia que vêem ao meu encontro, de algum modo é quando isso deixa de ser uma preocupação.

ELIAS: Há muitos que presentemente estão a notar muitas crenças associadas aos credos religiosos. Na realidade, muitos indivíduos neste fórum especulam que esse seja o teor da onda, a abordagem das crenças inerentes à religião.

Mas a razão porque esse tipo de crenças está a vir à superfície, digamos, ou a razão porque as estais a notar, deve-se ao facto de estarem associadas à verdade e ao modo como encarais a vossa verdade, uma das quais é a de que existem males no mundo que necessitam ser reparados e que isso precisa ser considerado. Essa é uma das verdades que defendeis – não a de que as pessoas estão a criar a sua realidade, não a de que as pessoas escolhem  posicionar-se nas situações ou meios que encarais como deprimentes, porque ninguém (de são juízo jamais) escolheria esse tipo de experiência por não ser experiências que se movem em conjunto com as verdades que defendeis. As pessoas não provocam sofrimento de um modo intencional – mas fazem-no, sim.

Vós não sofreis se não escolherdes sofrer. Podeis não ter consciência objectiva das crenças que estejam a influenciar tais escolhas, mas elas constituem escolhas, e cada indivíduo cria a sua realidade. Isso não significa que seja prejudicial ou errado acolher outras crenças habituais ou que não devais sentir interesse por elas. O interesse difere da preocupação. A preocupação conduz-vos a uma posição de querer ou de tentar alterar a realidade do outro, coisa que não podeis.

NO VOSSO MUNDO, QUANTAS VEZES NÃO SE TERÃO AGRUPADO OS INDIVÍDUOS EM COLECTIVIDADES DUMA CAUSA COMUM QUE VISA A ELIMINAÇÃO DA FOME, DA DOENÇA, DA FALTA DE ABRIGO? ALGUMA DESSAS COISAS TERÁ SIDO ELIMINADA? NÃO. POR NÃO CRIARDES A REALIDADE DOS OUTROS, E A VERDADE QUE ABRIGAIS SER A DE QUE, SE PUDERDES AJUDAR, ISSO SEJA BOM. NÃO ESTOU A DIZER QUE SEJA BOM OU MAU, MAS QUE APENAS É O QUE É. MAS ISTO REPRESENTA UM EXEMPLO DO QUE ENCARAIS COMO VERDADEIRO. Alguns incorporam  no seu respectivo foco o propósito de provocar doença ou conflito ou luta, por isso corresponder à escolha do que pretendem experimentar.

Se vos estiverdes a familiarizar convosco próprios enquanto essências, cada um de vós incorpora muito mais do que apenas um foco nesta dimensão física. Presumireis que todos esses focos se encontrem abençoadamente aos tropeções por essa realidade sem experimentarem qualquer conflito ou doença ou o que encarais, nas crenças que sustentais ou nas verdades que defendeis, como negatividade ou prejuízo? (Riso) Isso são experiências.

Vós sois essências. Incorporais muitíssimos focos da atenção que se traduzem por manifestações nesta realidade, e o propósito que vos assiste ao escolherdes participar nesta realidade particular consiste em experimentar, criar uma experiência física em associação com as crenças que mantendes subordinadas ao plano desta dimensão física, a fim de explorardes a emoção e a sexualidade – as manifestações físicas e a comunicação física. Consequentemente, porque não havereis de proceder à exploração de TODO o tipo de experiência?

POSSO IDENTIFICAR UMA OUTRA VERDADE COMUM QUE TODOS  VÓS EXPRESSAIS DE ALGUM MODO. UMA DAS VOSSAS MAIS AMPLAS PREOCUPAÇÕES, ASSOCIAÇÕES, E UMA QUE VOS OCUPA A ATENÇÃO É A DO DINHEIRO, E VÓS INCORPORAIS AS VOSSAS PRÓPRIAS VERDADES RESPEITANTES AO DINHEIRO E À AQUISIÇÃO DE DINHEIRO E À POSIÇÃO DO INDIVÍDUO QUE POSSUA DINHEIRO OU QUE NÃO POSSUA DINHEIRO, E QUE SE DISPUSERDES DE DINHEIRO ISSO SEJA BOM, MAS SOMENTE ATÉ CERTA MEDIDA. (RISO) PORQUE SE TIVERDES MUITO DINHEIRO ISSO É MAU. SE TIVERDES MUITO POUCO DINHEIRO ISSO É MAU. MAS SE DISPUSERDES DE DINHEIRO SUFICIENTE PARA VOS SENTIRDES CONFORTÁVEIS E NÃO VIOLARDES A VOSSA LIBERDADE – LIBERDADE QUE CONSISTE NUM OUTRO TERMO PARA O QUAL NEM SEQUER DISPONDES DUMA DEFINIÇÃO EXACTA OU COMPREENSÃO – MAS QUE NA DEFINIÇÃO QUE LHE DAIS, SE TIVERDES DINHEIRO SUFICIENTE QUE VOS PERMITA LIBERDADE, ISSO SEJA BOM. ESSA É UMA DAS VERDADES QUE MANTENDES QUE VOS MOTIVAM A LUTAR CONTINUAMENTE PARA OBTER DINHEIRO. VÓS NÃO OBTENDES DINHEIRO; VÓS CRIAI-LO.

BARRY: Aqui fala o Barry; eu tenho uma pergunta. Tenho vindo a tentar compreender o que me aconteceu por ocasião do meu último aniversário, quando acordei. Teve que ver com a energia, a energia que senti ao meu redor e em mim e a sair de mim e a regressar de volta a mim, mas sem que saiba o que tenha sucedido. Será possível ter conhecimento do que se terá passado, a forma como ocorreu e da razão porque ocorreu?

ELIAS: É. (A sorrir)

BARRY: És capaz de mo dizer?

ELIAS: (Ri, e é seguido de riso) Pode ser visto como uma introdução de ti a ti próprio em relação ao que és – não apenas este indivíduo, mas essa energia expansiva e vasta que constitui a essência.

BARRY: Obrigado, é maravilhoso. Poderás dizer-me porque razão terá sucedido e como?

ELIAS: Porque razão? Como uma apresentação a ti próprio, de modo a permitir-te que te vejas como muito mais vasto do que apenas este foco da atenção, esta manifestação, a fim de te permitir uma oportunidade momentânea de experimentares o poder da tua própria energia enquanto essência e assim também de modo a permitir-te o reconhecimento do tremendo poder que incorporas tanto enquanto essência como na manifestação física. Porque tu não és menos essência em cada foco da atenção, por ela não existir em separado.

BARRY: Eu permiti isso?

ELIAS: Permitiste.

BARRY: Porque terei escolhido esse dia? Será possível saber?

ELIAS: Por se tratar do teu dia. (A sorrir) Tem significado para ti, porque nos teus termos é o teu dia pessoal. Consequentemente, proporcionas a ti próprio a tua própria dádiva.

BARRY: Muito obrigado. (Elias ri)

RODNEY: Elias?

ELIAS: Sim!

RODNEY: Se me voltar ao redor e contemplar todas estas coisas que refiro como verdades, tal como o meu... bom, esta lista é interminável, mas eu podia começar pelo pagamento da minha renda e o facto de necessitar de um plano de aposentadoria. Podia dizer que isso são tudo crenças, pelas quais opto por não alinhar, pelo que vou apenas chamar o meu patrão à parte e dizer-lhe que não vou continuar mais lá. O que me vai acontecer é que eu vou começar com este joguinho até o livro de cheques secar, e aí vou me confrontar com o significado das minhas escolhas. Por isso eu podia possivelmente considerar a maioria daquilo que considero como verdades e dizer: “Isto é uma crença: Eu tanto posso alinhar por ela como por deixar de o fazer. Não a vou mudar, mas tanto posso expressá-la como não. Bom, opto por não lhe dar expressão.”

ELIAS: Optas?

RODNEY: Bem, não, por ter receio de ficar sem dinheiro no final do mês. (Riso) Ouço o que estás a dizer, mas sinto-me mais ou menos perdido quanto a um modelo prático de abordagem disso.

ELIAS: Permite que te diga que o pensamento não é o que cria. Ele interpreta. O pensamento constitui um mecanismo que traduz a informação. Ele não vos cria a realidade. Por isso, podes pensar que optas por deixar de expressar mais essa crença: “Opto por dar expressão a uma outra crença.” ISSO É PENSAR. ISSO NÃO É CRIAR. A PROVA DAQUILO EM QUE AS CRENÇAS QUE EXPRESSAIS CONSISTEM É REVELADA NO QUE FAZEIS E NAS RESPOSTAS QUE DAIS.

Agora; esse é o significado do acto de identificardes de forma específica que crenças empregais e do reconhecimento das influências que causa. Porque, se reconhecerdes e identificardes aquilo em que determinada crença consiste e as influências que causa, do mesmo modo podereis escolher o modo como haveis de avançar, como vos haveis de expressar, quer pelo alinhamento de uma crença particular ou não que seja obtenha expressão, com consciência de continuardes a incorporar essa crença mas a capacitação para em qualquer instante vos permitirdes escolher. Nessa medida, existem muitas crenças que entram em jogo, digamos, em cada cenário.

RODNEY: Sinto-me oprimido pelo seu número.

ELIAS: Mas conseguirás identificar uma?

RODNEY: A da existência de figuras de autoridade na minha vida que possuem o poder de...  A de eu ser vítima das escolhas delas.

ELIAS: Mas, serás capaz de identificar as influências todas oriundas dessa crença singular na existência de autoridades no teu foco?

RODNEY: A organização que detém a posse do prédio do apartamento em que vivo é uma. O indivíduo que dirige a minha companhia é outra.

ELIAS: De que modo te influenciará isso? Não uma identificação das autoridades, mas que influência resultará dessa crença na existência de autoridades na tua realidade?

RODNEY: Uma controla a quantidade de dinheiro que vai para a renda e a outra controla a quantidade de dinheiro que eu recebo no meu cheque semanal. Estarei a entender o que queres dizer correctamente?

ELIAS: Não! (Riso)

RODNEY: Isso faz parte do percurso (Mais riso)

ELIAS: Eu estou a solicitar-te uma identificação da influência da crença. Tu estás a continuar a projectar a tua atenção fora de ti próprio e a identificar outros indivíduos e aquilo que desempenham, ah ah ah!

RODNEY: Diria que uma dessas influências é a de que elas lidam com os aspectos da minha realidade a que não tenho que prestar demasiada atenção.

ELIAS: (Em voz alta e a anunciar de forma incisiva) Que influência resulta  da crença da autoridade, no teu íntimo? De que forma isso te influencia as escolhas, aquilo que fazes, aquilo em que consistem as tuas opções o alternativas?

RODNEY: Um aspecto inerente a isso é o de eu não questionar.

ELIAS: Não questionares o quê?

RODNEY: Não questionar quando a renda sobe.

Eu tenho consciência de estar a “dar com a cabeça na parede” nesta matéria – não sei para que lado me hei-de voltar com isto.

ELIAS: Essa é a questão. Isso representa uma ilustração. Tu identificaste uma crença, mas não percebes as influências que essa crença exerce. Tu não tens uma compreensão objectiva ou consciência do modo como essa crença te está a afectar a percepção e assim a afectar a realidade, por a tua percepção te criar a realidade. Outros poderão nem sequer identificar a crença.

Isso é o que tem significado. De que modo essa crença na autoridade te afectará as escolhas (e decisões)? Afecta-te as escolhas pelo modo como te moves ao longo do teu dia-a-dia, as escolhas que incorporas no sentido de não te opores às leis, no sentido de criares certos comportamentos. Influencia-te na escolha do emprego. Influencia-te no que seja aceitável e no que deixe de ser aceitável na tua realidade. Causa-te influência na projecção da tua atenção fora de ti próprio e em deixares de prestar atenção a ti próprio. porque pela crença expressa na autoridade, qualquer outro indivíduo para além de ti terá permissão para te ditar as escolhas e a tua realidade por ti, e para conduzir o teu barco.

RODNEY: Eu sei que é isso o que essa crença está a provocar, e tenho vontade de pôr isso em prática...

ELIAS: Tu podes continuar a dar expressão à crença na autoridade, assim como a incorporar as opções associadas às preferências que tens. Ambas essas coisas não são antagónicas. Serão antagónicas caso tu continues a avançar por meio de respostas automáticas e continues a deixar de prestar atenção às influências oriundas da crença, por isso não te permitir escolha.

RODNEY: Estás a dizer que um exame detalhado dessas influências revelariam onde é que deixo de perceber escolhas actualmente, e que eu começaria a vislumbrá-las.

ELIAS: Estou.

RODNEY: Agradeço-te o facto de teres soletrado isso com clareza. (Elias ri)

ELIAS: Não tens de quê!

JOE: Elias, eu tenho uma pergunta – aqui fala o Joe, para que fique registado – referente às escolhas. Ontem tive uma experiência interessante. Estava a acender um cigarro com um isqueiro, e a chama atingiu-me o polegar. Atingiu-o por um período suficiente de tempo para esperar sentir a sensação da queimadura e ficar com uma boa pústula. Nesse exacto momento, disse para comigo próprio que isso era uma escolha, que eu podia escolher ficar queimado assim como não ficar. Cerca de trinta segundos mais tarde, não tinha nada no dedo. Foi muito interessante que isso tenha ocorrido desse modo. Agora falando de verdades e de absolutos, isso como que sintetisa tudo para mim. Podes comentar isso e dizer-me o que aconteceu.

ELIAS: Muito bem. Devo dizer-te, assim como a cada um de vós, que todos apresentais a vós próprios alturas em que ofereceis a vós próprios uma comprovação de incorporardes escolha e de que incorporais o poder para manipulardes a vossa realidade da forma quiserdes.

Ora bem; apresentais essas alturas a vós próprios como evidências que reforcem a motivação que tendes para vos permitirdes avançar para esses tipos de expressão com uma maior liberdade e com uma maior frequência, a fim de isso vos reforçar a confiança que tendes nas vossas capacidades.

Agora; isso também vos proporciona a oportunidade de apreciardes aquilo que fazeis. Posso-vos dizer a todos que todos incorporais muitíssimas alturas em que não apreciais as capacidades que tendes e aquilo que fazeis, e isto representa uma exemplo de concessão de permissão de um momento para testemunhardes em termos físicos o poder de decisão que tendes e o quão real ele é.

JOE: Então representou uma escolha real de ficar queimado ou não?

ELIAS: Foi.

VOZ DE MULHER: O poder da mente sobre a matéria!

ELIAS: NÃO se trata da mente sobre a matéria. Trata-se genuinamente de uma escolha. ISSO também representa uma crença.

JOE: Quando sucedeu, foi isso exactamente o que eu disse a mim próprio, que se tratava de uma escolha quer de uma coisa ou da outra, e o facto de ter dito que preferia realmente não me queimar. (Riso, enquanto o Elias dá uma risada)

Mais uma pergunta rápida, é só uma impressão que gostava de confirmar. Serei eu um foco final?

ELIAS: És.

DONNA: Elias, tenho uma pergunta relativa à liberdade. Disseste que a definição que damos à liberdade não é exacta. Poderias fornecer-nos a definição que dás, ou a verdadeira definição da liberdade?

ELIAS: (Ri) Na verdadeira acessão da palavra! Ah ah ah ah! (Riso)

A liberdade consiste unicamente em escolha e no conhecimento disso. Vós definis liberdade de muitas formas diferentes. Definis liberdade por meio de expressões financeiras, actividades ou inactividade. Na realidade a liberdade consiste unicamente no conhecimento das expressões de escolha inerentes a cada uma e a todas as situações.

SANDY: Para nós e para os outros.

ELIAS: Sim. Porque os outros são um derivado natural de vós.

DIANNE: Eu tenho uma pergunta. A minha mãe está com problemas de perda de memória e eu penso que com toda a probabilidade ela está a atravessar um período de transição. Estou a debater-me com a ideia de estar a criar a versão dela que esteja a sofrer problemas de memória e que venha a transitar, e em relação a saber o que fazer ou deixar de fazer em relação a isso. Estou a debater-me com todas as coisas que todo aquele que tenha uma mãe ou um pai ou um familiar às portas da morte... como lidar com o facto e o que é possível fazer em relação a isso. Bem sei que não posso criar a realidade dela na vez dela, mas está a decorrer um tipo qualquer de luta comigo em relação a isso.

ELIAS: Não há nada a fazer.

DIANNE: Intelectualmente estou ciente disso, que não há nada a fazer e que diz respeito ao que ela elegeu criar...

ELIAS: Volta a tua atenção para ti. Mantém a tua atenção em ti. Também posso sugerir algo que te poderá proporcionar um certo conforto; emprega a acção de manteres a tua atenção no momento, no dia, e permite-te apreciar de uma forma genuína o que estiver a ser manifestado no dia, e em não te projectares no futuro mas apreciar simplesmente aquilo que empregas na interacção, o que TU queres expressar – não o que pretendes da parte dela – mas o que tu próprio pretendes expressar, com ela.

DIANNE: Isso parece não estar a ser muito bem entendido.

ELIAS: Pratica isso durante um dia.

DIANNE: Essa parte já conhecia e estou a entender, mas a última coisa que referiste não estou a conseguir entender bem.

ELIAS: Por isso ser bastante familiar. É familiar a todos. Vós automaticamente projectais a vossa atenção nos outros e identificais aquilo que quereis da parte deles,  ao que quereis que as expressões DELES correspondam, que comportamentos quereis que eles adoptem, o que quereis que eles façam, aquilo que quereis que eles vos dêem. A vossa liberdade genuína é expressada naquilo que quereis expressar.

(Elevando o volume da voz e falando com toda a clareza) PORQUE O QUE PRODUZIRDES FORA, HAVEIS DE CHAMAR A VÓS. ISTO NÃO REPRESENTA CARMA; TRATA-SE DE UMA ACÇÃO NATURAL. VÓS NATURALMENTE REFLECTIS DE VOLTA A VÓS AQUILO QUE PROJECTAIS FORA. POR ISSO, SE IDENTIFICARDES AQUILO QUE QUEREIS DA PARTE DE UM OUTRO INDIVÍDUO, QUE ESTAREIS VÓS A PROJECTAR NO EXTERIOR QUE NÃO ESTEJA A  PRODUZIR AQUILO QUE QUEREIS POR INTERMÉDIO DO REFLEXO?

DIANNE: O que eu quero é que ela opte por alguma outra coisa, creio eu. Não quero que ela perca a memória e...

ELIAS: Mas e onde reside a tua atenção?

DIANNE: ...ela pode optar por morrer, só que não dessa forma.

ELIAS: Ah, por essa ser má...

DIANNE: A minha atenção acha-se no exterior.

ELIAS: Exacto, a tua atenção NÃO está em ti, está focada no outro, e o julgamento é expressado pela aceitação da morte mas somente em determinados termos. Melhor seria que fosse comida por um urso. (Riso)

DIANNE: Pois é, e rapidamente.

ELIAS: Não se trata de uma criação de perda de memória. Trata-se de um deslocar da atenção. Parece-te a ti que o indivíduo tenha perdido a memória. Ela não perdeu a memória nem extraviou a memória. (Riso) A sua atenção voltou-se para outras explorações.

DIANNE: Senti que pudesse ter sido isso que estava a ocorrer. Creio que é por causa da interacção mútua que temos diariamente. Eu reajo de modos costumeiros. É isso exactamente o que estou a fazer.

ELIAS: Sabe que esse indivíduo não se sente incomodado com esta escolha de voltar a atenção e sente-se contente nessa nova exploração, por ser interessante.

DIANNE: Isso agrada-me.

ELIAS: Por isso, porque razão hás-de incorporar esse  movimento de tentares alterar isso e privar o indivíduo desse fascínio? Coisa que não obstante não podes. Mas nessa medida, essa é a razão porque enfatizo a todos vós o significado de prestardes atenção a vós próprios. Não incorporais uma compreensão objectiva das escolhas dos outros nem das razões que têm para tais escolhas.

DIANNE: Eu penso que fico confusa por pensar que estou a criar a minha realidade toda...

ELIAS: E estás!

DIANNE: ...e pensar que crio a outra pessoa.

ELIAS: Mas estás!

DIANNE: Terei uma outra mãe que não esteja a experimentar isso? Eu estou a criar a mãe que está a passar pela experiência disso.

ELIAS: Mas tu estás a criar essa manifestação em conjunção com a energia que está a ser projectada.

DIANNE: Pois, isso ajuda. Isso esclarece tudo.

ELIAS: Posso-vos dizer a todos, que apesar de criardes toda a vossa realidade em TODOS os seus aspectos, e de cada um criar as manifestações físicas de cada um dos outros indivíduos aqui presentes da sala e em toda a vossa realidade, também estais directamente a participar nas projecções de energia de todos os outros presentes aqui nesta sala. Na maior parte, não sempre, mas em grande parte, vós configurais essa manifestação de forma bastante semelhante ao que o indivíduo está a projectar. Vós recepcionais essa energia, e no geral não a reconfigurais. Criais a vossa projecção dela quase precisamente do modo que a acolheis.

BARRY: Não deveríamos cortar com o termo “quase”, como um objectivo?

ELIAS: Não. Porque cada um de vós é único, pelo que incorpora uma percepção única. Consequentemente, seja qual for a energia que recebais, haveis de empregar a singularidade que vos caracteriza na projecção da vossa percepção e criação da manifestação. Essa é a razão para o “quase”.

SANDY: Elias, se os animais são um espelho de nós, e os projectarmos do mesmo modo, como havemos de interpretar, quando eles passam por diferentes coisas; que é que eles nos reflectem?

ELIAS: Eles não estão necessariamente a espelhar. Permitam que esclareça que por vezes ocorre uma acção de espelhar com as pessoas e mesmo com as criaturas, mas na maior parte vós estais a reflectir.

O reflexo é menos específico. É uma reflexão do que vós próprios estais a projectar, mas pode não ser necessariamente precisamente a mesma acção ou estar associada às mesmas criações.

Agora; por vezes gerais acções de espelhar através dos quais reconheceis com bastante rapidez que o que estiver a ser projectado é também precisamente aquilo que estais a projectar. As criaturas por vezes reflectem diferentes aspectos de vós próprios e diferentes manifestações que são manifestações eleitas ou não eleitas por vós, mas isso também constitui uma escolha da parte delas. Elas não se acham sujeitas a vós, por tampouco criardes a sua realidade.

ORLAN: Elias – aqui fala o Orlan – tu falaste anteriormente acerca desta mudança da consciência que está em decurso. Terá uma mudança desta magnitude ocorrido já na nossa realidade física...

ELIAS: Não.

ORLAN: ...antes desta? Esta é a primeira?

ELIAS: Desta magnitude, é.

ORLAN: Que outras terão ocorrido?

ELIAS: Vós já criastes vários Eventos da Fonte, antes. Este é igualmente um Evento da Fonte.

Agora; um Evento da Fonte constitui um movimento que é eleito colectivamente por todas as essências que tomam parte na realidade. Os Eventos da Fonte são de uma tal magnitude que nenhum deles é completamente inserido na vossa realidade física, por a vossa realidade física não ser suficientemente extensa para poder acomodar um Evento da Origem inteiro, como na situação que se dá com este Evento da Origem também. Mas este Evento da Origem em particular é o que haveríeis de designar como o vosso maior Evento da Origem até à data ao longo da vossa história, por alterar muitas das expressões da vossa realidade e afectar o vosso planeta, o vosso mundo inteiro.

Vós incorporastes outros Eventos da Origem – religiosos, científicos – mas este é empregue a nível global. Não há tribo por mais pequena que seja em nenhum canto do vosso mundo que não saia afectada. Não existe ninguém em todo o vosso mundo que não saia afectado por este Evento da Origem particular.

JON: Dar-se-á algum Evento da Fonte desta magnitude no futuro?

ELIAS: Isso depende da vossa escolha, pois em que consiste o futuro? Numa ilusão. Conforme declarei recentemente, o futuro sempre é seguido pelo presente. Por isso, que coisa é o futuro (riso confuso), se o presente vier depois do futuro? (Elias ri, bastante divertido)

O futuro consiste numa projecção, meu amigo. Vós jamais atingis o futuro. Apenas projectais a especulação que fazeis do futuro, mas assim que interromperdes a projecção no sentido do futuro, regressais ao presente o qual segue o futuro. (Aplausos dispersos seguidos de riso)

ORLAN: Nesse caso que aconteceria se fosse possível pararmos de projectar no futuro?

ELIAS: Ah! Descobriríeis a vossa liberdade, por deverdes permanecer presentes no presente! E ESSA é a vossa questão do poder.

JON: Falaste de Eventos da Fonte que terão ocorrido no passado, mas não irás falar... o passado é igualmente tão incerto quanto o futuro, não será?

ELIAS: Exacto.

CAROL: Elias, eu tenho uma preferência por pular etapas e coisas desnecessárias, a que talvez possas chamar preguiça característica dos Sumari ou isso. Aquilo de que o Rodney estava há pouco a falar, acerca da tentativa de descobrirmos quais eram as crenças que lhe estavam a arrecadar conflito no sentido de estabelecer certas decisões, eu jamais penso quais sejam as crenças que tenho. Eu salto todas essas etapas e digo para comigo mesma: “Eu tenho escolha,” e vou direito a isso. Estarei a deixar de obter algum benefício que os outros estejam a analisar e a tentar descobrir quais serão as crenças que abrigam? Porque não tenho conhecimento de nada disso.

ELIAS: Não tem importância.

CAROL: Não tem? Ah, óptimo. (Riso)

ELIAS: (De forma bem humorada) Estás a padecer de algum trauma? (Riso)

CAROL: (A rir) Não, só pensei que pudesse ser uma boa coisa de perguntar!

ELIAS: Se não estás a padecer de nenhum trauma, sugiro que prossigas com...

CAROL: Que continue simplesmente a agir ao meu modo. Okay, obrigado. (Elias dá uma risada)

JON: Então só mais uma pergunta. Como poderás nesse caso afirmar com certeza que não tenha existido nenhum Evento da Fonte desta magnitude na nossa história, antes? Como poderás declarar tal coisa se não consiste num absoluto?

ELIAS: Estás a inquirir sobre um medidor de magnitude, uma medida. A medida tampouco é absoluta, mas esta medida incorpora uma acção diferente. Associado aos termos que usais para descrever a magnitude, outros Eventos da Fonte não afectaram necessariamente individualmente TODOS os indivíduos ao longo do vosso mundo. Por isso, em associação com as medidas que empregas, como este Evento da Fonte afecta todo o indivíduo no vosso mundo, ele é identificado como mais significativo. Mas isso consiste numa tradução pelo que é do vosso conhecimento na vossa realidade.

JON: Penso que a pergunta que tenho  a fazer tenha mais que ver com o facto de estares a falar de Eventos da Fonte que tenham ocorrido no passado, e estares a falar disso como um evento com uma certa certeza de que tenha ocorrido; mas quando te interroguei acerca do futuro, tu disseste que isso cabia “à nossa escolha”. Mas não corresponderá tanto a uma escolha no passado...

ELIAS: Sim!

JON: ...quanto a uma no futuro? Nesse caso, como poderás falar do passado como algo diferente que tenha ocorrido e esteja...

ELIAS: Por corresponder à maneira como o criastes. Criastes isso desse modo, e moveis a vossa atenção. Moveis a vossa atenção como se esses eventos tivessem terminado.

DIANNE: Penso que o que ele está a dizer é que não precisamos fazer isso. Não será? Talvez não corresponda ao que ele está a referir.

DONNA: Nós estamos a criar o passado agora, tal como o fazemos em relação ao futuro...

ELIAS: Exacto.

CHRISTINE: Então, desse modo podemos criar o passado do jeito que quisermos.

ELIAS: Correcto, coisa que podeis, e qu2e estais a criar em associação com as vossas verdades, de ser passado e de estar acabado.

JON: Que definição dás à memória? Em que consiste a memória?

ELIAS: A memória consiste numa expressão objectiva física. Está associada à recordação que fazeis dos eventos.

JON: Mas nós temos lembranças do passado e não do futuro.

ELIAS: Correcto. É um mecanismo objectivo, e associado às crenças que mantendes, criastes o passado, pelo que o recordais. Nas crenças que abrigais, ainda não criastes o futuro, e em associação com a concepção desta realidade física e o uso do tempo linear que contribui para a ilusão, apresentais a vós próprios provas do passado.

Tens razão, por estar a decorrer tudo agora; mas o que não estás a incluir é a identificação do modo como criais, o qual é bastante real.

CAROL: A construção do tempo não fará parte disso? Nesta realidade temos a construção do tempo.

ELIAS: Faz!

CAROL: Em termos temporais, existe passado, presente e futuro, de modo que é assim que encaramos a coisa.

ELIAS: Na realidade existe o passado e o presente, porque nas crenças que mantendes o futuro ainda não tem existência.

CAROL: No entanto, podemos conceptualizá-lo, no âmbito das crenças que abrigamos.

ELIAS: Sim.

GILLIAN: E que dizer da projecção? Ao conceptualizarmos, estamos a projectar no futuro.

ELIAS: Podeis.

GILLIAN: Se o escolhermos.

ELIAS: Sim.

JON: Se eu mudar o passado, a minha memória sofrerá alguma mudança, ou poderei manter a mesma memória e ainda assim mudar os eventos passados?

ELIAS: Sim, podeis incorporar ambas assim como qualquer uma dessas acções.

SANDY: Elias, se bem te entendi tu disseste que neste Evento da Fonte todos os seres humanos iriam ser afectados...

ELIAS: Sim.

SANDY: ...e que eles estão a escolher ser afectados.

ELIAS: Sim.

SANDY: Então a uma certa altura vamos adiantar uma mesma intenção...

ELIAS: Não.

SANDY: ...em relação a algum evento?

ELIAS: Não. Mas...

SANDY: Não consigo compreender os seres humanos todos em acordo com alguma coisa! (Riso)

ELIAS: Aquilo com que estais todos em acordo é quanto a uma expansão da percepção. É expressada...

SANDY: Porque alguns não têm vontade de expandir a percepção.

ELIAS: Ou não penses assim!

SANDY: É o que dizem, ou o que dizem pelas palavras próprias.

ELIAS: Mas isso representará um absoluto, ou uma verdade?

SANDY: É o que dizem, e estão a passar para uma outra essência, segundo espero!

ELIAS: Deixa que te diga que, se um indivíduo não desejar tomar parte nesta mudança da consciência, ele escolherá não tomar parte na realidade física, e muitos tê-lo-ão feito, por desenlaces de massas.

RODNEY: Isso quererá dizer que eles se terão não só desligado mas que se desligaram desta realidade física?

ELIAS: Sim.

RODNEY: Mas ainda estão associados a ela?

ELIAS: Alguns.

RODNEY: As suas essências não se afastaram, afastaram?

ELIAS: Alguns.

RODNEY: Para outras realidades?

ELIAS: Algumas.

RODNEY: Isso é incrível.

ELIAS: Sim.

RODNEY: Eu tenho uma espécie de pergunta esquisita em relação a isso. Acredito que isso seja verdade, só que não sei em que medida. Dizem que a descoberta a que procedemos de vários planetas - que nós criamos, e estou ciente do que nos revelaste acerca da astrologia, que nós criamos os corpos celestes - de que se estivermos a criar este Evento da Fonte tão abrangente quanto pareça, parece-me a mim que também possamos estar para descobrir um novo planeta que tenhamos criado ou algo dessa ordem de magnitude.

ELIAS: Sim.

RODNEY: Isso estará nas cartas?

ELIAS: Sim, em potencial.

RODNEY: Está! Tratar-se-á de um planeta ou de outro corpo estelar?

VOZ DE MULHER: Ou duma dimensão?

ELIAS: Ambos.

BARB: Elias - aqui fala a Barb – será o planeta X, Nibiru, e terá algo que ver com o elevado desenvolvimento da humanidade que sucede a cada 3600 anos ou por aí?

ELIAS: Não, isso é uma crença.

BARB: Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer.

BARB: Também tenho uma pergunta acerca do presente, do passado e do futuro. Em termos de vidas passadas, que eu compreendo – não completamente, mas estou a chegar lá – estou a tentar compreender esses três tempos como existindo em simultâneo, e estou a dar o melhor que consigo. Estou a tentar compreender em termos da história actual, digamos por exemplo, o presidente Lincoln a ser alvejado ou seja lá o que for. Como poderá isso ser alterado? Como poderemos mudar o passado em termos duma situação desse tipo?

ELIAS: Podeis. Isso pode ser alterado colectiva ou individualmente. Se fosse alterado colectivamente, os vossos livros de história também mudariam.

BARB: Como poderíamos alguma vez ter noção disso? Como haveríamos de ter consciência disso se tivéssemos recriado o passado...

VOZ DE MULHER: Talvez já o tenhamos feito. Talvez ele não tenha sido... (Riso)

ELIAS: Isso foi o que perguntastes: podereis alterar o passado e recordá-lo, ou podereis alterar o passado e mudar igualmente a recordação que tendes dele, ao que respondi “ambas as coisas”. Podeis incorporar qualquer dessas acções. Podeis alterar o passado e continuar igualmente a incluir a recordação original e a nova incorporação da nova recordação, assim como podeis alterar o passado e mudar também a recordação que tiverdes. Podeis incorporar qualquer uma dessas acções ou ambas.

VOZ DE MULHER: As pessoas fazem isso?

ELIAS: Fazem.

SANDY: Há pessoas que não creditam que o holocausto tenha alguma vez ocorrido.

BARB: Então, uma vez mais, isso gira em torno das crenças que mantemos e da nossa percepção?

ELIAS: Todas as vossas expressões, toda a vossa realidade é filtrada por intermédio das vossas crenças, e a vossa percepção é o que cria toda a vossa realidade, a qual é bastante moldável. Num dado momento podeis estar a criar uma realidade em que nenhuma outra expressão tenha qualquer existência fora desta sala, e num outro momento podeis incorporar uma percepção em que empregais uma percepção de biliões e biliões de outros indivíduos no vosso mundo. A percepção é altamente individual e como tal não existem absolutos.

GILLIAN: Elias, eu tenho a seguinte pergunta. Estarei a imaginar, ou estará mais gente a nascer por esta altura? Tal como se dão desenlaces colectivos, sinto que possa estar a dar-se um surto de nascenças em massa. (Pausa)

ELIAS: Estão a ocorrer muitos partos; não diria que estejam a ocorrer mais do que o que geralmente ocorrem. Estais mais cientes dessa expressão, mas não se trata necessariamente duma situação que diga respeito necessariamente à implicância de um maior número de essências do que noutras alturas ao longo da vossa história.

Destacam-se por ser diferente, por empregarem uma energia muito diferente por constituírem os partos da mudança.

GILLIAN: Eles são muito conscientes desde muito cedo.

ELIAS: São.

GILLIAN: Podemos constatar o facto, porque mesmo com algumas semanas já são capazes de distinguir e de sorrir, o que não era coisa que acontecesse antes. Agora podemos constatá-lo e apurar tal capacidade de percepção e o modo como se evidencia.

ELIAS: Por estarem a nascer em pleno movimento da mudança.

RODNEY: Que família estará a liderar tal coisa? Tu descreveste o historial de várias famílias que dão início a vários aspectos da mudança. Que família estará a dar início neste momento? Será a Sumafi?

ELIAS: A dar início a esta  mudança na consciência?

RODNEY: Não. Lá por volta de 1900, a mudança teve início. Foi iniciada por uma das famílias...

ELIAS: Duas, a Vold e a Borledim.

RODNEY: Elas conduziram isso durante algum tempo, e então sucedeu uma outra fase da mudança, foi conduzida em frente por uma outra...

ELIAS: Não, esta mudança está a ser dirigida pela Vold e pela Borledim, e continua a ser.

Mas produziu um outro movimento, ou o que designaríeis por “fase”, digamos. No início do vosso primeiro século, foi o movimento por parte do (aspecto) subjectivo desta mudança da consciência, o que também se evidenciou por um surto tremendo de invenções e de descobertas. Actualmente, neste século, avançais para o (aspecto) objectivo, para a inserção dela em termos físicos por meio dum maior reconhecimento da expressão individual. O (aspecto) subjectivo evidenciou-se por meio de uma imensidão de expressões externas, muitas expressões abstractas, invenções, descobertas. O (aspecto) objectivo consiste no actual movimento rumo a uma expressão individual, o vosso avanço efectivo na mudança das percepções que tendes, e assim a alteração da vossa realidade.

RODNEY: Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer e essa é a razão porque os pequenos que estão actualmente a nascer neste século se estão a direccionar a eles próprios e têm consciência, por se estarem a manifestar no movimento objectivo desta mudança.

GILLIAN: Elias, de que modo estará exactamente a família Vold a dirigir isso? Disseste que eles deram início e que continuam a dirigir. De que modo eles, enquanto família, estarão a fazer isso?

ELIAS: Por meio da projecção de uma energia revolucionária, enquanto a Borledim projecta uma ênfase na apreciação do indivíduo.

BARB: Elias, aqui fala a Barb. Isso significará o que tenho vindo já a experimentar? Alguma desta mudança?

ELIAS: É – tal como estais todos. (Sorri)

DIANNE: Elias, tenho uma pergunta subordinada ao tema das essências. Tu falas das essências como individuais, diferentes, como sendo todos diferentes, indivíduos, e que estamos a levar a cabo esta mudança na consciência para erguermos os véus de separação de modo a reconhecermos que não existimos em separado. E as essências? Existirão as essências em separado ou como não separadas?

ELIAS: Elas não existem em separado. Eu explico dessa forma por corresponder ao que podeis compreender e à forma como associais ao que é do domínio do conhecido na vossa realidade. Pode representar um enorme desafio  empregar uma compreensão objectiva da inexistência total de separação e de que, apesar de existirem  energias da personalidade que possam ser definidas em termos de essências, elas não existem em separado. Isso é o que produz a totalidade da consciência, e a totalidade da consciência não comporta limites nem separação.

DIANNE: Obrigado.

ELIAS: Não tens o que agradecer.

Muito bem! Vamos interromper por hoje, e vou dirigir-vos a cada um de vós um encorajamento para vos divertirdes! (Aplausos)

A todos vós, com um enorme afecto e a verdade GENUINA do amor, au revoir.

GROUP: Au revoir; muitíssimo obrigado.

Elias parte às 4:42 da tarde

NOTAS:

(1) Geralmente dá-se um período composto por perguntas e respostas que a Mary conduz antes da sessão de grupo. Esta, inserida a seguir, foi particularmente interessante e respondeu a algumas perguntas comuns acerca dela e da experiência porque passa no fenómeno Elias.

MARY: Alguém quererá colocar alguma pergunta antes de darmos início à sessão?

ORLAN: Como te sentes em relação às imagens que se dão a meio de uma sessão? (Riso, seguido da Mary a fazer uma careta)

MARY: Só espero não ter que encarar com nenhuma delas – parecem todas defeituosas!

Para quem quer que seja novo nisto, alguém terá perguntas a colocar sobre o fenómeno ou sobre alguma coisa?

TED: Tens consciência quando o Elias assume o controlo?

MARY: Se tenho consciência dele assumir o controlo, ou se tenho consciência da sessão?

TED: Consciência da sessão.

MARY: Não. O que é uma excelente coisa que saibais, porque se me colocardes perguntas durante o intervalo, eu não vou saber de que diabo estareis a falar!

ORLAN: Nesse caso, onde estás durante a sessão?

MARY: Não estou realmente em nenhum local. Não sei exactamente como descrever a coisa; não quer necessariamente dizer que vá a algum lugar, como um local. Tenho bastante consciência de mim própria; estou plenamente consciente da energia do Elias, a qual é imensa. As pessoas pensam que eu adormeço ou algo do género; não é assim. A maneira como descrevo isso às pessoas é, se puderdes visualizar-vos numa praia e a enterrar os pés na areia com tanta força quanta fordes capazes, e em seguida levar com uma onda gigantesca enquanto tentamos equilibrar-nos (riso) é mais ou menos o que se passa! (Riso)

SANDY: Terás alguma razão para continuares a fazer isto? (Riso)

MARY: É uma energia enorme, e é tudo o que faço – eu apenas me contenho enquanto aquilo “bang! E em breve está tudo  terminado. (Riso)

MALE: Tens noção do tempo, da passagem do tempo?

MARY: Um pouco; é diferente. Difere bastante da noção do tempo habitual.

VOZ DE MULHER: O Elias já estará ciente das perguntas que irão ser colocadas?

MARY: Não sei. Não é como um leitor da mente. Ele percebe a energia da pessoa e o que se passa com a energia dela, pelo que não se assemelha... Quero dizer, ele tem imensa consciência das situações em que alguém se dirige a ele e da resposta que dá às suas perguntas. Mas passa-se algo, em que ele tem bastante noção da sua energia e do local onde se encontra e do que se passa no íntimo de cada um e da direcção em que cada um se encontra. Não penso que ele... é uma coisa esquisita. É um fenómeno que é difícil de definir por palavras. Creio que o que ele faz é traduzir a energia no que para nós é familiar, e o que para nós e para cada é familiar um é falarmos uns com os outros e actuarmos como as pessoas, e ele traduz a energia dessa forma.

Tivemos alguns exemplos nas primeiras sessões em que ele intencionalmente não traduziu a energia dessa forma, e ninguém lhe prestou atenção. Não era que não quisessem prestar-lhe atenção; era mais como se não conseguissem escutá-lo por se mostrar destituído de tudo que nos é dado compreender e com que nos relacionamos. Era completamente inexpressivo – não revelava a menor emoção, não mostrava expressão alguma, nada – coisa que ele fazia propositadamente, como que a dar um exemplo, por ter revelado que não comportava emoção nem nada disso. É tudo quanto aqui empregamos, pelo que ele fez isso de modo a ilustrar um exemplo da razão porque não seríamos capazes de lidar com ele caso ele se manifestasse por meio duma energia dessas, e foi bastante interessante. Ninguém conseguiu recordar palavra do que ele dissera durante a sessão.

VOZ DE MULHER: Isso ficou registado?

MARY: Ficou, creio que ficou. Isso sucedeu em 1995. Essas sessões desse primeiro ano ainda não vieram a público. Nós temos um tipo (Paul Helfrich) que está a revê-las todas, porque nessa altura nós não tínhamos muita noção do que estava a ser feito. Embora ainda não tenhamos consciência do que estamos a fazer agora! (A rir) Jamais pensamos que pudesse vir a acontecer do jeito desconforme em que veio a acontecer. Creio que éramos apenas uns oito ou dez a fazer sessões de grupo na casa da Vicki.

Ele falava tão devagar que se conseguia mesmo anotar palavra a palavra do que ele dizia enquanto falava, porque ele falava TÃO devagar, coisa que em si mesmo era verdadeiramente espantosa. A Vicki e eu costumávamos brincar bastante com isso, e tentamos falar tão devagar quanto ele uma para a outra a ver se conseguíamos faze-lo. É espantoso, por “perdermos o fio à meada”! (Riso) Não conseguimos lembrar o que estávamos a dizer quando falamos assim tão devagar. Foi bastante espantoso.

Assim, quando ele começou a acompanhar o passo um pouco mais e a falar um pouco mais rápido, começamos a gravar, mas eles – havia três pessoas – ainda andavam a anotar nos cadernos o que ele dizia enquanto falava. Lá pelo final de 95 ele começou a falar demasiado depressa para que eles conseguissem acompanhá-lo, mas o que eles fizeram foi, caso ele começasse a falar um pouco mais rápido e eles perdessem alguma coisa do que tivesse dito, eles deixavam um espaço em branco no caderno de apontamentos, e depois rebobinávamos a fita ao ponto em falta e eles preenchiam o espaço em branco. Mas isso resultava obviamente BASTANTE inexacto. Estávamos a publicar transcrições que foram editadas a partir do que as pessoas anotavam; mas as pessoas nem sempre escutam a mesma coisa, e não ouvem o que ele efectivamente está a dizer. Por isso, era bastante pouco exacto.

Agora temos o Paul que revê todas essas cassetes e está a voltar a transcrever todas essas sessões iniciais de modo que resultem exactas, por actualmente estarem bastante distorcidas.

RODNEY: Sabes quando essas gravações estarão prontas?

MARY: Não sei. O Paul tinha esperança de as ter prontas lá pelo final do ano, mas não tenho a certeza.

RODNEY: Ele irá terminá-las a todas antes de publicar alguma delas?

MARY: Ele está a revê-las todas e vai publicá-las num bloco compacto em ambos os sites.

É um processo prolongado, por nessa altura não fazermos notas de rodapé. Há muitos intervalos nas coisas, em que o Elias nos dirigia a palavra sobre alguma coisa e sabíamos todos do que ele estava a falar por termos estado todos a debater isso antes da sessão iniciar, mas quem quer que agora o leia não terá a menor pista. Assim, o Paul está a rever tudo isso e a tentar entrar em contacto comigo, com o Ron, a Cathy, o Jim – aqueles que estavam presentes – a puxar pelo miolo em relação ao que se passava na altura.

É realmente difícil recordar o que então se passava – a menos que se trate de um evento qualquer, como o do morcego. (Riso) Tivemos um morcego presente numa sessão, certa vez. Toda a gente abandonou o espaço e me deixou ali sozinha! (Riso) O Elias continuou a falar, ele estava alheio, e continuou a falar, enquanto um a um todos iam saindo da sala por causa do morcego andar a esvoaçar ao redor! Por fim lá terminou por toda a gente se ter ausentado!

VOZ DE MULHER: Na altura estavam a gravar?

MARY: Estávamos, nessa altura já gravávamos.

Mais alguma pergunta antes de começarmos?

VOZ DE MULHER: À medida que vais aprendendo tudo isso e a mudar a tua própria vida por meio disso, também descobrirás que obténs mais capacidades diferentes, não somente canalizar o Elias, mas em ti própria?

MARY: Na realidade descubro. Não me referiria às coisas do foro psíquico, não. Tenho a certeza de que possuo essas capacidades tal como qualquer um possui, mas não sei onde param, pelo que...

VOZ DE MULHER: Nesse caso será em termos de percepção?

MARY: Sim, por pensar que nos últimos oito anos aprendi mais ou menos a interpretar a energia muito melhor. Sou bastante boa a sintonizar com a energia das pessoas. De facto, durante algum tempo, eu visualizava o campo da energia das pessoas de tal modo que tinha que me desligar disso por me distrair bastante. Estamos a conversar com alguém e percebemos todas aquelas cores ao seu redor. É tipo: “...Que é que estavas a dizer?” (Riso) Eu ensinei a mim própria a desligar essa parte, por constituir uma distracção.

Em situações de grupo como esta, aprendi a amortecer de modo a não sintonizar nada da parte das pessoas, por ser bastante difícil e assomar a forma de dez mil bolas de energia arremessadas a mim. Quando me encontro a sós com as pessoas, torna-se bastante fácil sentir a energia delas e descobrir... não se assemelha a leitura da mente nem nada disso, mas é como se obtivéssemos a ideia da situação da pessoa e do tipo de personalidade dela, e podemos apreender os temores delas e um monte de coisas diferentes. É mais ou menos interessante. Também se pode apurar quais se assemelham ao tipo queijo suíço! (Riso)

VOZ DE MULHER: Gente do tipo queijo suíço?

MARY: Gente do tipo queijo suíço é aquela gente que possui todos aqueles buracos no seu campo energético por estarem a tentar ser algo que não são, pelo que usam duma camuflagem que aplicam a si próprias. Quando olhamos o seu campo de energia, a aura que têm ao seu redor, ela apresenta buracos que se assemelham a queijos suíços. (Riso)

LYNDA: Não é o que definiríamos como uma definição de elevado nível cósmico! (Riso generalizado)

MARY: Então isso é tudo? Mais ninguém tem outra pergunta acerca de alguma coisa?

SANDY: Essa entidade estará disponível mediante a vontade, ou estás tu ao dispor da vontade dela?

MARY: A primeira. Isso também foi uma questão que ele esclareceu desde o início, porque pela minha parte, junto com o resto daqueles que participaram nesse pequeno grupo que tínhamos, pensávamos ser ao contrário, que era ele quem procedia às escolhas. Ele esclareceu mais ou menos, certa vez, de modo a demonstrar-me que era a minha vontade.

Estávamos em casa da Vicki a fazer uma sessão e o gato saltou para o piano, e o Elias deu o fora. Nessa altura a sala estava bastante sossegada; o gato assustou toda a gente na sala ao saltar para o piano, e o Elias deu o fora. Eu assustei-me mas sem saber por quê por não ter ouvido o piano, mas senti-me assustada junto com os demais. Toda a gente me contou que o gato tinha saltado para cima do piano e assustado as pessoas. Quando o Elias regressou, explicou que tinha feito isso de propósito para mostrar que era escolha minha e que se eu não quisesse fazer aquilo, respeitaria essa vontade.

No começo eu costumava... eu era tão sugestionável. O modo como começou foi com uma meditação, e desse modo, quando a Vicki e eu fossemos a alguma coisa ou estivéssemos na presença de alguém que estivesse a tentar visualizar ou a meditar ou algo assim, eu começava a deixar-me levar e aí isto acontecia. Ela estava sempre a apontar-me, dizendo: “Sai da sala, não faças isso aqui!” (A rir) “Estamos num restaurante, não faças isso aqui!” (Riso) Era um pouco estranho. Eu começava a divagar e tão logo começava a deixar-me levar aquilo voltava a acontecer de novo. Eu pensava que ele só voltaria quando o desejasse e que não tinha qualquer controlo sobre a coisa, mas isso terminou por não corresponder ao caso.

CAROL: Eu quero partilhar algo do que estás a falar. Isto ocorreu bem no início, e nós encontrávamo-nos na casa da Vicki. Era bastante tarde da noite, e tu, eu, e a Vicki estávamos a conversar. Aquilo estava a ocorrer comigo, e estava a deixar-me passada, pelo que tive que dizer algo. O que se passou foi que os pensamentos abandonaram a minha mente. Era como se estivesse a entrar num vácuo em que não conseguia proferir uma frase inteira. Foi como se o meu cérebro, os meus pensamentos, tudo, estivessem a ser eliminados. Por isso descrevi o que se estava a passar, e tu disseste-me: “ É por causa do Elias estar tão fortemente presente neste instante e querer aparecer e eu não o deixar.” (Riso)

MARY: É, recordo essa passagem. Isso também costumava acontecer. Ele por vezes assomava uma energia bastante intensa, e por vezes eu ficava com dor de cabeça por ser de tal modo forte, que toda a gente nas proximidades a podia sentir. Era do tipo: “Ena lá! que energia formidável que está a suceder!”

RODNEY: Parece-me que tiveste gente que colocou ao Elias perguntas em teu nome. Isso quererá dizer que tu própria não consegues dirigir-lhe perguntas?

MARY: Não, não o faço. Não consigo.

RODNEY: Então, não tens oportunidade de comunicar com ele?

MARY: Não.

VOZ DE MULHER: E nos sonhos. Por vezes leio nas sessões que as pessoas o encontram.

MARY: Não – toda a gente o faz, menos eu! Eu sou a única que não interage de todo com ele.

VOZ DE MULHER: No entanto apreendes o sentido directo da coisa, o que é bastante fixe.

MARY: Eu capto a energia da coisa, o que é discutível quanto ao facto de ser fixe ou não! (Riso) Por ser bastante forte e poder chegar a ser bastante intensa. Mas quanto a uma interacção directa com ele, não, jamais tenho.

RODNEY: Alguns dos comentário que fizeste ontem à noite levaram-me a crer que provavelmente não o farás.

MARY: A única forma pela qual seria capaz é através de alguém que lhe coloque uma pergunta da minha parte, mas normalmente não faço isso muito.

MALE: Isso exigirá alguma coisa da tua parte, posteriormente?

MARY: Exige, mas não no início. Habitualmente, durante umas horas após uma sessão de grupo, sinto-me super cheia de energia. É como se tomasse quinze copos de café! Mas depois dá-se uma atenuação em que tudo parece entrar em choque e queimar, e eu fico como um macarrão molhado. Mas sim, exige da nossa parte.

VOZ DE MULHER: Ele também gesticula as tuas mãos.

MARY: Gesticula, sim. A forma como a energia se apresenta através do meu corpo, deixa a maioria dos meus músculos tensos e eu fico com os ombros verdadeiramente doloridos, e ele tem muito a tendência para apertar fortemente as minhas mãos. Ele exerce uma força tremenda, também, o que por vezes se torna um tanto incómodo. Mas vale a pena. Eu não faço mais sessões de grupo com tanta frequência.

VOZ DE MULHER: Por envolver muito mais energia quando é em grupo, não é?

MARY: Ah, é enorme! ENORME.

VOZ DE MULHER: Ao contrário de uma pessoa só.

MARY: Bom, o que precisam compreender é que cada um aqui está a exteriorizar uma certa quantidade de energia, e o Elias aparece e responde à energia de cada um na sala. Toda a energia que estais todos a projectar, o mesmo volume está a ser debitado a fim de igualar a energia de todos vós. Por isso, é um bom bocado de energia e isso confere-nos uma sensação bastante enxuta mais tarde, quando tudo passa. (A rir)

Mais alguma coisa? Muito bem, em benefício daqueles que jamais vieram a uma sessão de grupo antes, ele apenas demora uns dez a trinta segundos a aparecer. Não há teatralidades de espécie alguma – não há alienígenas a aparecer a partir do meu estômago nem nada disso! Ele não vai pôr-se aos pulos nem a gritar!

Muito bem, vamos começar. Vejo-os no intervalo! (A sessão tem início)

O MATERIAL ELIAS