quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A IMPORTÂNCIA DOS SONHOS


SESSÃO #92
“consciência Objectiva e Subjectiva”
“A Importância dos Sonhos”
Domingo, 5 de Maio de 1996 ©
Tradução: Amadeu Duarte
Participantes: Mary (Michael), Vicki (Lawrence), Ron (Olivia), Jene (Rudy), e a... Shynla (Cathy).
Elias chega às 8:39 da tarde.
ELIAS: Boa noite. (A emergir lentamente, e a sorrir)
GRUPO: Boa noite.
ELIAS: Bom! Antes de mais, vamos proceder a um ajustamento de certa terminologia, a fim de a ajustarmos de modo mais eficiente aos nossos propósitos.
De agora em diante, passarei a referir-me à vossa consciência do estado de vigília como consciência objectiva ou Eu objectivo.
Todos os estados alterados de consciência, tais como o vosso estado do sonho, o estado em que vos encontrais nas projecções fora do corpo, e todos os outros estados alterados de consciência, conforme os encarais, incluindo a perspectiva que tendes do “subconsciente”, passarão a ser designados como consciência subjectiva ou Eu subjectivo. (1)
Estes termos revelam-se mais eficientes e abrangentes na compreensão que tendes, por todo o estado de consciência que percebeis como enquadrado no vosso elemento desperto lidar com informação projectada no exterior e recebida de “fora”. Todo o resto da informação é dirigida e processada dentro.
Também vamos proceder ao ajustamento do termo “unidades de consciência” e empregar o de “Elos de ligação da consciência”, por “unidades” implicar um sistema estanque. Portanto, quando vos falar de consciência, empregarei o termo “elos”.
Isso também está directamente ligado ao assunto abordado presentemente no contexto dos eventos de massas, por vos ter dito que as experiências individuais são influenciadas por eventos de massas. Todas as vossas experiências individuais são influenciadas por eventos de massas.
O Eu subjectivo constitui o aspecto criativo, o aspecto iniciante, da vossa manifestação. O Eu objectivo consiste no elemento que experimenta e executa a vossa manifestação. O Eu subjectivo está directamente ligado à consciência das massas (consciência colectiva) e à Área Regional 2. Por isso, a informação é obtida através da Área Regional 2 na consciência colectiva, filtrada pelas manifestações individuais da realidade, interpretada em termos individuais, e projectada no Eu objectivo.
Vamos empregar de novo a nossa árvore; o meu exemplo tão fiel. Encarai a árvore como o Eu objectivo e as raízes da árvore como o Eu subjectivo; só que a árvore acha-se estreitamente ligada ao solo. O solo constitui o colectivo que fornece a informação, a nutrição, o foco, ao Eu subjectivo, que por sua vez passa a ser interpretada pela manifestação do Eu objectivo, a árvore. O solo, ao representar o colectivo, também pode ser comparado aos eventos de massas, porque se o solo apresentar aridez, não é só a árvore que sai afectada. Cada folha de relva, cada flor, e o próprio solo são directamente afectados. Se o solo produzir abundância de saturação, a árvore e o resto da vegetação, sai afectada, por meio do Eu subjectivo representado pelas raízes, e passa a manifestar uma experiência no Eu objectivo da árvore. Até aqui entendestes? (A esta altura reina o silêncio e gera-se uma pausa indeterminada durante a qual Elias parece avaliar cada um individualmente, para a seguir prosseguir)
O Eu subjectivo envolve eventos de massas. Vós olhais para os eventos das massas e pensais no envolvimento que tendes objectivamente; ou seja, a vossa experiência física. Também incorporais experiência subjectiva no vosso elemento dos sonhos, por também incorporardes eventos de massas nessa área da consciência. Os eventos de massas não são sempre incorporados numa nação, ou num mundo, nem mesmo numa comunidade inteira. Um evento de massas, conforme declarei previamente, pode ser experimentado em pequenos grupos de indivíduos, só que os experimentais colectivamente, com base num consenso, na Área Regional 2.
Vós nem sempre compreendeis as manifestações dos vossos eventos de massas. Nem sempre manifestais as razões que tendes para os eventos de massas, porque é na Área Regional 2 que têm séde os vossos Eventos Da Fonte, que são expressões criativas que suplantam largamente o que podeis manifestar em termos concretos no foco físico. Assim, já declarei que manifestais uma interpretação, um elemento. Um Evento da Fonte jamais é completamente manifestado, por o foco físico, seja de que concepção for, não conseguir abranger (a magnitude de) um Evento da Fonte. Por isso, podeis olhar os vossos eventos de massas, e sentir que tendes “peças em falta”; explicações incompletas para a razão de terdes provocado tais eventos. Isso é perfeitamente comum no elemento do foco físico, porque tal como distorcestes informação proveniente da Área Regional 2, também omitis experiências provenientes da Área Regional 2. Nem todas as razões que vos assistem à manifestação se revelam necessárias à experiência.
Podeis manifestar um evento de massas. Podeis afastar-vos afectados por um evento de massas, e em anos posteriores, podeis voltar-vos para “trás” na direcção desse evento e questionar: “Porquê? Que objectivo nos terá assistido à criação disso?” O objectivo para o evento individual pode não se vos revelar evidente, por a experiência ter sido o ponto importante da manifestação. As razões para a experiência são mantidas sempre no eu subjectivo. Elas podem sempre ser acedidas. Por isso, por vezes torna-se desnecessário manifestar todos os elementos ligados a certas questões ou temas que se prendem com os eventos das massas. Eu disse-vos, desde o começo das nossas sessões, que o propósito que tendes no foco físico se centra na experiência. Vós perguntastes muitas vezes, “Qual será a minha missão? Que objectivo terei? porque razão existirei?” Vós tendes existência no foco físico, por terdes escolhido manifestar-vos no contexto do foco físico para experimentardes.
Vós escolheis muitas experiências. Estais a escolher uma nova experiência e a manifestar um novo Evento da Fonte que envolve a vossa mudança, por uma questão da experiência que colheis. Estais a escolher experimentar de um modo diferente. Consequentemente, criais um novo Evento da Origem, o qual deverá expressar-se e manifestar-se parcialmente numa interpretação e experiência que a vossa mudança (deverá assumir).
Além disso também empregais um contínuo diálogo entre o Eu objectivo e o Eu subjectivo. Tal como a árvore não pode existir sem as raízes, um elemento da consciência não pode ter existência sem o outro. Por isso, dá-se uma comunicação e uma interacção contínuas; daí, o vosso estado do sonho. Já vos dei a conhecer, Há bastante tempo, nas nossas sessões, a importância de que se reveste tal estado. Ele subentende a vossa comunicação subjectiva. É importante e afecta enormemente, por influenciar toda a vossa expressão objectiva.
Tem-nos sido dirigido muitas vezes: “Eu sinto dificuldade em relação ao meu estado do sonho. Só sonho com interacções mundanas. Sonho com elementos que vi na minha televisão, ou com interacção que terei experimentado durante o dia ou no emprego.” Eu digo-vos que mesmo em interacções dessas que tendes no estado do sonho, o Eu subjectivo está a dirigir-se a vós. Por vezes, a interacção que tendes com um sonho que se foca no vosso trabalho, na realidade consiste numa comunicação dirigida ao Eu objectivo, a fim dele poder lidar e fazer face a elementos inerentes à situação. Fornece-vos informação no sentido de vos auxiliar. Expressa-vos uma informação criativa a fim de empregardes a vossa energia duma forma mais engenhosa na vossa vida do dia-a-dia.
Como o Eu subjectivo não comporta qualquer elemento de tempo, podeis encarar a interacção do ponto de vista do Eu objectivo pelo inverso. Podeis ter um sonho, e na percepção que tendes poderá parecer-vos que tereis sonhado com o que o tenha ocorrido no dia anterior. O vosso Eu subjectivo não comporta qualquer elemento de tempo. Isso consiste numa interpretação do vosso Eu objectivo.
Muitas vezes, no vosso estado do sonho, o vosso Eu subjectivo transmite-vos informação, antes de um evento, destinada a ajudar o vosso Eu objectivo. O Eu objectivo não recorda a informação; por isso tal interacção ou evento tem lugar, a alojar a nota de lembrança. Na noite seguinte, para validar a comunicação, o Eu subjectivo comunica de novo e confirma: “Sim, eu estendi-te uma ajuda ao te proporcionar essa informação. Tu passaste a responder e experimentaste-a. Agora, vou deixar que a revejas e observes uma vez mais.”
Isso também vos proporciona uma oportunidade de vos ajustardes; porque se experimentardes elementos do vosso Eu objectivo enquadrados no “tempo” que desejardes ajustar, o Eu subjectivo proporciona-vos uma apresentação para reverdes, uma vez mais, a vossa posição; assim também vos proporciona a oportunidade de ajustardes o comportamento.
Muita é a interacção que decorre nesse estado. Trata-se da interacção mais clara e próxima que tendes. Podeis encarar isso como o vosso Eu “subconsciente”, o qual não é subconsciente! O vosso Eu subjectivo está continuamente ao vosso dispor. Vós simplesmente escolheis complicar a interacção que tendes, e acreditar que ele se acha distanciado de vós.
Se vos recomendar métodos complicados de interacção com o vosso Eu subjectivo, haveis de elaborar muita actividade mental e de passar a exibir uma determinação no sentido da realização disso; mas como vos dou conta duma ausência de esforço e comodidade, e do quão automaticamente esses elementos operam em vós, não compreendeis e não reconheceis a vossa própria acção. Já vos disse, muitas vezes, que vós incorporais essas acções continuamente.
Vós experimentais continuamente projecções fora do corpo, mas continuais a perguntar ao Elias: “Como poderei experimentar uma projecção fora do corpo?” Se vos apresentar uma fórmula matemática, e um método bem complicado que empregue o vosso cordão de prata - não esqueçamos tal elemento, (a rir) - podereis reconhecer-vos e aceitar a experiência que fazeis, e perceber a realização obtida; mas como eu digo que já o conseguis, vós não aceitais. Não há método nenhum! Só a confiança em vós e a aceitação.
Na comunicação estabelecida entre o Eu objectivo e o Eu subjectivo, vós também estendeis a vós próprios uma aceitação da explicação que dais a elementos que não conseguis explicar. Daí o facto de terdes “coincidências”. Isso são elementos que não têm cabimento no vosso foco factual; mas que apesar disso ocorrem. Não tendes uma categoria para tais ocorrências, mas aceitai-las, por serem demasiado regulares para negar! Por isso, até mesmo a maioria dos vossos cientistas (se predispõem a) aceitar as coincidências. Isso traduz elementos inerentes à Área Regional 2 que se manifestam na Área Regional 1 (foco físico). Dizei à Shynla, como eu também vou dizer, quando ela se juntar a nós, que não existe método mas somente aceitação. A acção da projecção fora do corpo já ocorre... duma forma cómoda.
Também vou sugerir, muito resumidamente, uma continuidade da informação destinada à Rudy. A interacção que tenho contigo, na área do que designais por cura, difere daquele que emprego junto do Yarr; porque neste momento, revela-se necessário que o Yarr se foque nos sentidos interiores e conecte de um modo empático, para poder desenvolver e estabelecer uma união com ele próprio, e passar a aceitar, e a confiar. No teu íntimo, tu já fazes uso disso. Tu fizeste uso do teu sentido empático duma forma efectiva. Só que empregaste o teu sentido empático de um jeito um pouco mais efectivo! (A rir) Consequentemente, eu digo-te que apesar de ser bastante importante focar-te nos teus sentidos interiores e dar permissão à criação de uma plena fluência, e o vosso sentido empático ter uma enorme importância nessa área, não é preciso que empregues esse sentido empático completamente.  À semelhança do Michael, também precisas aprender a desapegar-te. Não se presta a nenhum objectivo nobre fazer uso do sentido empático para experimentardes, em termos pessoais, a experiência de um outro indivíduo.
Na acção de ajuda que prestais, vós criais esforço ao permitir-vos assumir energia que outros criam a nível pessoal destinada à sua própria experiência. É aí que reside a ineficácia. Podeis ser de grande valia, mas também podeis deixar de contrair uma constipação! Podeis ser empáticos, e não experimentar a profundidade da emoção que outro escolha para a sua experiência. Ausência de esforço não significa arranjar mais problemas para a vossa própria experiência! (A sorrir)
Também quero confirmar, apesar do Michael ainda não ter uma compreensão disto neste momento, que tenho consciência de que compreendes o que foi avançado na nossa última reunião. Isso será explicado em maior detalhe mais tarde. Tem a certeza de que a agenda prossegue; e de que estás a avançar, e de que estás a experimentar influência desse avanço.
Devo-te dizer que existe uma conexão entre vós no âmbito da consciência, aparentemente no enquadramento das mesmas linhas. Alguns de vós, estão exteriormente a experimentar acções similares. No contexto da interacção entre o Eu subjectivo e o Eu objectivo, que actualmente se encontram ocupados a comunicar, estás a assumir posição. Está a ser transmitida informação. O processamento dessa informação teve início.
No caso desses indivíduos, cada um de vós lida... não o Olivia, é claro... (A rir para o Ron) com problemas extremos. Por isso, o Eu objectivo recua. A informação continua a ser processada, e continua a ser transmitida e aceite; mas vós também experimentais uma afectação nos cérebros físicos no sentido de se fecharem, cada um na sua própria concepção. O Lawrence deverá ser quem experimentará a maior dificuldade! (A sorrir para a Vicki) Tem a certeza de que continuo numa amizade amorosa.
VICKI: Obrigado.
ELIAS: Não irás ser perseguida por pequenos demónios! Nenhum mal te advirá, nem ao Michael. As crenças serão expandidas; mas com a luta que gerais, não garantirei que tal processo não se revele doloroso, mas isso ficará a dever-se a vós próprios.
Quanto ao Olivia, não tem importância! (Riso) O foco define-se com clareza no âmbito do apoio, por a fidelidade que ele revela ser evidente. O apoio que forneces estende-se actualmente a um novo indivíduo. (Indica a Jene) Eu compreendo que poderás não te sentir completamente esclarecido em relação àquilo de que falo, mas tornar-se-á claro. Eu apresento a informação duma forma bastante deliberada, por o Michael também receber essa informação. Não tenho a menor intenção de interromper nenhum circuito! (A rir) Estás a avançar com bastante rapidez; uma rapidez maior pode traduzir-se mais por um impedimento do que por uma ajuda. (Pausa) Desejais colocar perguntas?
JENE: Ora bem, vejamos. Que me dizes do Património Internacional de Raleigh, Carolina do Sul? Irá ele fornecer os fundos para a editora? (Desatam todos a rir)
ELIAS: Ah! Uma dessas perguntas focadas no físico, (riso) que poderás passar a explicar à Rudy! Vou relegar essa pergunta à categoria das do John (Ou seja, “Quem matou John F. Kennedy?”)
JENE: Só pensei que esta pudesse passar! Nunca se sabe!
ELIAS: Ó iniciador! Não quererás colocar uma placa aqui para o Elias, a dizer: “Aqui há um adivinho!”? Podes-lhe acrescentar três pontinhos... Não! (A rir)
VICKI: Bom, eu tenho uma pergunta. Quando percebo estar a recuar, que será bom fazer para parar essa acção?
ELIAS: Depende do desejo que tiveres. Podes perguntar ao Michael e surpreender-te com a resposta que ele der em relação à percepção que tem do recuo...
VICKI: Está bem, eu vou fazer isso.
ELIAS: ...o que pode servir de motivação. Assim como poderás optar por reconhecer, e considerar, e prosseguir. Nem sempre é necessário entender cada elemento, conforme declarei no debate dos eventos de massas. A experiência que fizerdes pode ser sentida, defrontada, detectada, considerada, e solta. Avaliai no instante se a experiência que fizerdes é benéfica ou frutífera.
VICKI: A sensação física experimentada por nós os três representará um efeito físico provocado por um movimento? Entenderei isso correctamente? (Elias acena que sim) Isso também será algo que possamos considerar como uma expressão de um evento de massas? Isso seria o mesmo tipo de coisa, certo?
ELIAS: Absolutamente.
VICKI: Só quero ter a certeza de estar a compreender.
ELIAS: Estais a preparar-vos para um evento de massas mais amplo.
VICKI: Então, esta coisa física que tenho sentido nestes últimos dias, está tudo ligado à mesma coisa?
ELIAS: Correcto.
VICKI: Está bem. (A suspirar)
JENE: Haverá alguma categoria específica nesse evento de massas a que possamos ligar os três de nós?
ELIAS: (Faz uma pausa) Este evento envolve esse fenómeno.
JENE: Este fenómeno?
ELIAS: Este evento enquadra-se na nossa agenda, no movimento que assoma em frente. (Outra pausa)
VICKI: Relativamente ao Encontro Transfocal (Regressão a Vidas Passadas), isso deve representar uma interacção entre o Eu objectivo e o Eu subjectivo, não é?
ELIAS: Isso representa uma permissão da parte do Eu subjectivo para se expressar. Representa um consentimento da parte do Eu objectivo no sentido de dar um passo para o lado e permitir que a informação seja expressada directamente do Eu subjectivo.
VICKI: Pois, por parecer uma experiência um pouco diferente, por termos ambas as coisas a correr ao mesmo tempo.
ELIAS: O Eu subjectivo continua a ter consciência, mas passa para o lado para permitir uma comunicação directa.
VICKI: Mas também não poderemos conseguir o mesmo tipo de coisa no estado de sonho?
ELIAS: Podeis, e podeis obter isso com mais facilidade se derdes continuidade à vossa regressão.
VICKI: Com respeito aos sonhos, eu tenho uma pergunta da parte da Shynla. Ela diz que presentemente está a conseguir recordar bem os sonhos que tem, mas gostava de saber se lhe poderias dar alguma ajuda de modo a aprender a direccionar melhor os sonhos que tem.
ELIAS: Diz à Shynla para empregar sugestões nela própria sem se deixar cair no desalento, para começar a notar a sua presença no estado do sonho. Como anteriormente fornecemos passos para um envolvimento no campo dos sonhos, este representará o vosso primeiro passo. Não podereis manipular à vontade no estado do sonho se não tiverdes consciência de estardes mergulhados nesse estado! Portanto, é necessário que vos permitais a compreensão de terdes consciência de vos encontrardes num outro estado de consciência. O que não quer dizer que devais dissociar-vos, e a afastar-vos no Eu objectivo, e passar a interferir. Permite-vos focar-vos, ou começar a focar-vos tanto na vossa consciência subjectiva quanto o fazeis na vossa consciência objectiva.
VICKI: É semelhante à experiência da regressão a vidas passadas.
ELIAS: Bastante. Isso faculta-vos uma prática. Isso proporciona-vos a oportunidade de vos considerardes, de reconhecerdes o controlo contínuo que exerceis, assim como a oportunidade de reconhecerdes a interacção e a relação mútua que se dá entre o Eu objectivo e o Eu subjectivo. Nenhum deles coloca qualquer ameaça ao outro. Vós nem sempre acreditais nisso, por vos ter sido incutido que o vosso subconsciente é “perigoso”. O vosso subconsciente é o vosso Eu subjectivo! (A rir)
Na realidade, o vosso Eu subjectivo, possui uma maior lucidez do que o vosso Eu objectivo. Não é mais real do que o vosso Eu objectivo, por serem uma mesma coisa; mas com respeito à consciência, possui mais lucidez. Também é mais inteligente, por comportar uma maior informação. É em ambos os sentidos a interacção que se dá, por também facultardes à vossa consciência subjectiva certos períodos de tempo para se poder expressar com liberdade; no vosso estado do sonho e nos estados alterados de consciência. Já com o Eu objectivo, dificultais-lhe a liberdade e a interacção. Bloqueais-lhe a informação e a interacção que tem, por confiardes mais no vosso Eu objectivo.
VICKI: Eu tenho uma outra pergunta da parte da Shynla, com respeito às projecções fora do corpo. Ela deseja saber como se altera a realidade de uma pessoa caso a visitemos numa projecção desse tipo.
ELIAS: De que modo alterais a realidade de outro indivíduo se o “visitardes” na vossa consciência objectiva?
VICKI: Não há diferença?
ELIAS: Não há diferença. Alterais a sua realidade por meio da interacção. É a mesma coisa. Não há diferença. Simplesmente não acreditais naquilo que não conseguis ver! Não percebeis em termos visuais através deste sentido óptico, por isso não acreditais, e negais a experiência. Não é real. Absolutamente errado! É igualmente real! Existem muitos elementos na vossa manifestação e existência física que não percebeis em termos físicos, mas que influenciais, apesar de tudo. (Pausa)
De igual modo que o estado do sonho: Toda a consciência comporta esse estado; não somente aquilo que percebeis estar vivo - nos termos que empregais – não só os vossos animais, vós próprios, as vossas plantas; as vossas plantas sonham; mas também todos os átomos, moléculas e partículas.
VICKI: (Apanha um pedaço de papel) Os pedaços de papel também?
ELIAS: ...são compostos de partículas e de átomos, e todos os átomos são feitos de elos de ligação da consciência, e todos utilizam o estado de sonho, por todos empregarem tanto elementos pertencentes ao Eu subjectivo como ao objectivo. (Pausa, a sorrir) Vamos avançar para o nosso jogo?
JENE: Eu desapareço! (A rir) Posso desviar-me e colocar uma pergunta de carácter pessoal? (Elias acena afirmativamente) Em referência ao momento em que contraía constipação durante o processo de cura; quando a pessoa veio ao meu encontro, manifestou-se na minha mente o seguinte pensamento: “Se a tocar, vou contrair a constipação dela.” Terei nesse instante aceitado a constipação?
ELIAS: Correcto.
JENE: Se na altura em que reconheci o pensamento eu tivesse alterado a realidade por uma mudança literal do pensamento que tive nesse instante, teria alterado a circunstância?
ELIAS: E caso num acto de cooperação também tivesses dissociado o sentido empático, sim; isso teria alterado a realidade da coisa. Não desconsideres esse sentido empático, por serdes muito bem sucedidos a esse nível! Por aí poderdes perceber a ausência de esforço, por haver muitas alturas em que empregais esse sentido interior sem terdes consciência. É isento de esforço e tornou-se num elemento natural, no vosso foco, o facto de experimentardes ausência de esforço por meio do emprego desse sentido interior. Precisais aprender a reconhecer esse sentido interior e o poder que comporta. Nessa medida,  podeis dissociar-vos parcialmente, e não tomares parte na experiência que o outro faz.
JENE: Isso ocorreu na experiência com o pónei, não foi?
ELIAS: Exacto.
VICKI: Provavelmente é mais forte com os animais.
JENE: Eu estava a praticar. Eu própria encontrava-me adoentada, pelo que não... estabeleci uma união, mas não assumi a experiência do pónei de modo a que o pónei pudesse recuperar rapidamente. Tudo o que fiz foi assistir à fusão da energia.
ELIAS: O que consiste na expressão mais eficaz que tendes. Se assumirdes a experiência de outro causareis conflito.
JENE: Será que isso, nesse momento... eu própria sou capaz de responder a essa questão, segundo creio, mas vou colocá-la à mesma... criou conflito ao indivíduo na sua consciência subjectiva?
ELIAS: Em parte.
JENE: Ele terá noção disso? Geralmente não.
ELIAS: Depende da consciência de si próprio que ele tiver. No seu Eu subjectivo, sim; ele tem consciência.
JENE: Ele tem consciência. Mas a consciência objectiva, na maior parte do tempo, no caso da maioria das pessoas até agora, elas não têm tido consciência?
ELIAS: Apesar de se dar uma influência, e de ser sentida. Pode não ser assimilada na consciência objectiva; pode não ser compreendida; mas é sentida.
JENE: É sentida e registada.
ELIAS: Exacto; porque não lhe prestais nenhum serviço ao assimilardes a sua experiência. Não prestais nenhum serviço a vós próprios. Reforçais a tendência que tem de não aceitar a responsabilidade pessoal que lhe cabe pelo que ele próprio está a criar.
JENE: Isso também não se enquadrará demasiado nesse “cuidar dos outros”? (2)
ELIAS: Muito bem. (A sorrir) Nestes debates em que nos debruçamos, vou continuar a interagir convosco sobre estas questões; porque muitas vezes, as pessoas tendem a dar ouvidos a estes conceitos e a “voltar-se” no sentido contrário, o que também está errado. Estamos a direccionar-nos no sentido de um equilíbrio.
JENE: Aleluia! (Riso)
ELIAS: Ámen a isso! (A sorrir para o Ron)
VICKI: Eu tenho uma outra pergunta, se me for permitido.
ELIAS: Esta noite não vamos jogar o nosso jogo...! (Riso)
VICKI: Temos que jogar o nosso jogo!
ELIAS: (A rir) Continua, Lawrence.
VICKI: Só por uma questão de esclarecimento. Tenho andado a prestar atenção aos meus próprios eventos individuais, e a tentar pensar neles em termos de expressão de eventos de massas, pelo que é uma questão concretamente física. Ontem tive uma experiência interessante durante a qual quase tive um sério acidente de carro, o que não é costume no meu caso...
ELIAS: Ah, pois!
VICKI: ...provocado por um outro indivíduo.
ELIAS: Muito perigoso! (Num tom quase sarcástico)
VICKI: Eu vou dizer! Pensei bastante nisso, e não consigo perceber. Não consegui perceber de que forma isso representa uma expressão dum evento de massas.
ELIAS: (Suspira) Na vossa era actual vós utilizais os vossos automóveis. Colectivamente também concordais com um mau uso dessas máquinas. Por isso, colectivamente também concordais em ter o que designaste por acidentes. Não existem acidentes, nem sequer no caso dos automóveis, mas eles servem um propósito benéfico; para alguns, em termos financeiros, e para outros, para despertar a consciência, e ainda noutros casos para vos focardes e notardes elementos diferentes, em certos casos apenas para (bate as palmas das mãos duas vezes na cara da Vicki) vos chamar à atenção! (A sorrir) Cada um provoca a expressão de acidente de automóvel por uma razão pessoal, mas isso constitui um evento de massas por todo o vosso planeta.
VICKI: Obrigado.
ELIAS: Não tens o que agradecer. Eu não teria escolhido montar essa onda de consciência e proceder a escolhas dessas, por poder experimentar conflito; (a sorrir) a menos que te sintas excessivamente aborrecida, caso em que poderás optar por criar um conflito desse tipo!
VICKI: Bom, eu consegui ser bem sucedido a evitá-la.
ELIAS: Muito bem. Agora espera! Vamos jogar o nosso jogo! O Olivia pode começar.
JENE: Desvanece-te...! Desaparece...!
ELIAS: Tu hás-de participar!
JENE: Eu espero que sim.
ELIAS: Nós ficamos à espera duma interacção da tua parte. Talvez a Rudy só precise duma interacção da parte da Shynla, a dar-lhe um “empurrão”! (A sorrir)
RON: Muito bem. Na categoria das culturas, no caso do Paul, não sei se será a melhor maneira de o pronunciar, Celta.
ELIAS: Um ponto.
RON: Na categoria da ligação com a essência, da intersecção com os sentidos, gostava de ligar o Paul e o Elias a... um sentido de humor! (Desatamos todos a rir)
ELIAS: Um ponto! Devíamos atribuir dois pontos!
RON: Na categoria de autores, gostaria de ligar o Lewis Carroll à essência da Rosa.
ELIAS: Um ponto.
RON: E na dos artistas, no caso do Paul, Picasso.
ELIAS: Isso vai ser muito angustiante para o Michael! Um ponto. Que desapontamento aquele em que incorremos, neste jogo! Ora, mas não tem importância!
VICKI: Está bem. Para a Elizabeth;
ELIAS: Ah! A minha pequena!
VICKI: Sumari, líderes políticos, Richard Nixon.
ELIAS: Um ponto.
VICKI: Para o Michael; Sumari, exploradores, Marco Polo.
ELIAS: (A murmurar ao Ron) Lá está esse Marco Polo! Um ponto.
VICKI: Sumafi, artistas, Miguelangelo.
ELIAS: Muito bem! Um ponto. Demasiada atenção ao detalhe, e uma certa distorção.
VICKI: Sumari, ocorrências da natureza, relâmpagos.
ELIAS: Bastante eléctrico! Um ponto.
VICKI: Está bem. Milumet, guerras, a guerra Israelita dos seis dias e a guerra entre a Escócia e a Inglaterra.
ELIAS: Ah! Esses foram dois eventos individuais que ela quer inserir numa só categoria. Um ponto.
VICKI: Está bem, para a Shynla; a ligar essências focadas no físico e artistas, o Rod Stewart com a Shynla e o Michael.
ELIAS: (Risada) Um ponto! Com muito esforço da parte da Shynla!
VICKI: Está bem. Gramada, filósofos, Aristóteles.
ELIAS: Errado.
VICKI: Borledim, aves, "falcão do Ártico". Não sei se será a interpretação apropriada (gyrfalcon, no original).
ELIAS: Um ponto.
VICKI: Zuli, desastres naturais, tremor de terra.
ELIAS: Errado. (Ri)
VICKI: Sumari, hábitos, tamborilar com os dedos!
ELIAS: (A rir e a bater com os dedos na mesa) Um ponto!
VICKI: Sumari, religiões, Católica.
ELIAS: Errado. (A rir)
JENE: Que alívio! (Riso)
ELIAS: Uma pista; Eu vou prestar uma ajuda. A resposta ligada à pergunta que fizeste, vai ser menos ofensiva para a Rudy! (Riso)
VICKI: Borledim, mares, Mediterâneo.
ELIAS: (Acede) Aceitável.
VICKI: Está bem. Para mim; Sumafi, deuses, Poseidon.
ELIAS: (A rir) Errado.
VICKI: Sumafi, autores, George Bernard Shaw.
ELIAS: Um ponto.
VICKI: Ilda, ocorrências da natureza, eclipse.
ELIAS: Um ponto.
VICKI: Essência da Rosa, país, Albânia.
ELIAS: Um ponto!
VICKI: Caramba!
ELIAS: Um ponto, outro ponto, e outro ponto! (A rir para a Vicki) Caramba!
VICKI: Pois é! Caramba! (Pausa) Ilda, Eventos da Fonte, comunicação.
ELIAS: (Acede) Errado.
VICKI: Para voltar ao outro Evento da Fonte, a criação,  que tal o início?
ELIAS: (Acede) Em substituição desse termo “criação”, eu aceito-o, mas ainda precisas dar seguimento aos termos que se seguem. Início de...?
VICKI: Do foco físico?
ELIAS: Eu afirmo que é ligeiramente vago.
VICKI: Está bem. Essência da Rosa, emoção, êxtase.
ELIAS: Muito bem. Um ponto.
VICKI: Creio que é tudo o que consta aqui nos papéis!
ELIAS: O nosso porta-voz! Notai a consideração quanto à terminologia empregue de “porta-voz”, por não desejar que futuramente as senhoras se sintam ofendidas! (A rir)
VICKI: Nós não íamos querer tal coisa! (Com sarcasmo)
ELIAS: Oh não! (Pausa) Vou-vos dispensar um adeus por hoje, e vou ficar a antecipar o nosso próximo encontro. Boa noite!
Elias parte às 10:12 da noite.
© 1996 Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados


Notas do tradutor:

(1) – A este título passo a dar a conhecer uma breve exposição elaborada por Thomson Jay Hudson, em 1893, num publicação intitulada: “The Law of Psychic Phenomena – A Working Hypothesis”, uma das primeiras obras em que a temática é abordada nos exactos termos aqui empregues pelo Elias:

“...A ideia generalizada de que o homem é dotado duma organização mental dual não é nova. A verdade dessa proposição essencial foi reconhecida por filósofos de todas as eras e nações do mundo civilizado. A ideia de que o homem constitui uma trindade composta de corpo alma e espírito era um princípio cardinal da fé de muitos dos antigos filósofos gregos, que reconheciam claramente o carácter dual da organização mental ou espiritual do homem.

A ideia que Platão fazia do homem terreno era a de que ele forma uma trindade composta de alma, do corpo da alma e do corpo terreno.
A gíria mística dos filósofos herméticos revela a mesma ideia geral. O sal, o enxofre e o mercúrio dos antigos alquimistas refere-se sem dúvida ao facto do homem ser composto por uma composição tripla de elementos. Os primeiros Pais da Igreja proclamaram seguramente a mesma doutrina, conforme consta dos escritos de Clemente, Orígenes, Tacio e outros dos primeiros expoentes da doutrina cristã.

De facto, pode-se seguramente presumir que a concepção desta verdade fundamental era mais ou menos claramente definida nas mentes de todos os antigos filósofos, tanto cristãos como pagãos, e que constitui a base da concepção que faziam de Deus como uma trindade, na personalidade, modos de vida e manifestações – uma concepção que levou Schelling a dizer que a filosofia da mitologia provava que uma trindade dotada de um divino potencial constituía a raiz de que brotavam todas as ideias religiosas de monta de todas as nações, que nos chegaram ao conhecimento.

Mais tarde, Swedenborg, acreditando ser divinamente inspirado declararia que ao homem pertence um homem interno, um homem racional e um homem externo, o qual é adequadamente chamado de homem natural. Uma vez mais proclamava a existência de três naturezas, ou graus de vida, no homem – o natural, o espiritual e o celestial.

Em anos recentes, a doutrina da natureza dual da mente está a começar a ser definida com mais clareza, de modo que já se pode dizer que constitui um ponto cardinal na filosofia de muitos dos mais hábeis expoentes da nova psicologia (isto foi escrito em 1893). De facto pode seguramente afiançar-se de todo o homem com inteligência e refinamento, que tenha com frequência sentido dentro de si uma inteligência que não resulta da educação, uma percepção da verdade independente do testemunho prestado pelos seus sentidos corporais.

Natural será supor que uma proposição cuja substancial exactidão foi tão amplamente reconhecida, deva não só possuir uma base sólida de verdade como, uma vez claramente entendida, possuir um significado da mais elevada importância passível de ser verificado. Até agora, porém, nenhuma tentativa de sucesso foi feita no sentido de definir com clareza a natureza dos dois elementos que compõem a mente dual; nem tampouco foi reconhecido que as duas mentes possuem características distintas. É, no entanto, facto que a linha de demarcação existente entre ambas se acha claramente definida; que as funções que cabem a cada uma são essencialmente distintas; que cada uma é dotada de atributos e poderes separados e distintos; e que cada uma é capaz, sob determinadas condições e limitações, de uma acção independente.

Por falta de melhor nomenclatura, distinguirei ambas, designando uma como objectiva e a outra como subjectiva. Ao faze-lo, as definições comuns a ambas termos sofrerão uma ligeira modificação e expansão, mas na medida em que se aproximam mais do exacto significado que lhes atribuo do que qualquer outro termo que me ocorra, prefiro usá-los a tentar formar novos.

Em termos gerais, a diferença existente entre as duas mentes do homem pode ser proposta nos seguintes moldes:

A mente objectiva prende-se com a esfera da cognição do mundo objectivo. O meio que emprega na sua observação é os cinco sentidos. Resulta ela da extensão das necessidades materiais e constitui a base de apoio do homem na luta que trava com o meio circundante. A sua função mais elevada é a do raciocínio.

A mente subjectiva toma conhecimento do seu meio de uma forma independente dos sentidos físicos e percebe por intermédio da intuição. Constitui a sede das emoções e quando os sentidos objectivos se encontram em estado de suspensão desempenha as mais elevadas funções. Numa só palavra, constitui uma inteligência que se manifesta no sujeito submetido à hipnose quando se encontra num estado como o que é caracterizado por sonambulismo.

Nesse estado, muitos dos fenómenos mais espectaculares podem ser desempenhados pela mente subjectiva. Ela é capaz de ver sem recorrer ao uso dos órgãos naturais da visão; e nessa medida, assim como em muitos outros estágios do estado hipnótico, pode aparentemente ser levada a abandonar o corpo e a viajar para terras distantes e a recolher informação, por vezes de natureza pormenorizada e de carácter verídico.
Também revela o poder de ler os pensamentos dos outros, (Nota do tradutor: repare-se como estas noções assentam na concepção duma implícita separação!) até ao mais ínfimo detalhe, e de ler o conteúdo de envelopes e de livros fechados. Para abreviar, é a mente subjectiva que possui o que é popularmente designado por poder da clarividência e a capacidade para apreender os pensamentos dos outros, sem o auxílio de quaisquer meios comuns de comunicação.

Na verdade, o que escolhi, por uma questão de conveniência, designar por mente subjectiva parece constituir uma identidade distinta e separada, e a diferença real e distinta existente entre ambas parece consistir no facto da mente objectiva consistir unicamente na função do cérebro físico, enquanto a mente subjectiva constitui uma identidade distinta dotada de poderes e funções independentes e de uma organização mental própria, além de ser capaz de sustentar uma existência independente do corpo. Por outras palavras, constitui a alma.

Um dos aspectos mais contundentes da diferenciação das duas mentes, assim como um dos mais importantes, prende-se com a questão da sugestão. É nesse campo que a pesquisa dos modernos hipnotizadores (Charcot e Janet, entre outros) nos prestam a mais importante ajuda. Quer concordemos com a escola de Paris ou com a de Nancy (a de Paris atribuía um lugar secundário à sugestão, enquanto a de Nancy atribuía todos os fenómenos ao potencial da sugestão) não subsiste qualquer dúvida de que quando a sugestão é activa e inteligentemente empregue, sempre se revela eficaz. Pelo que as seguintes proposições não podem, por isso, ser disputadas por nenhum estudante inteligente do hipnotismo:

- O facto da mente objectiva ou, digamos, o homem na sua condição normal não ser passível de se deixar controlar - contra a razão, conhecimento positivo ou evidência apresentada pelos sentidos - por parte das sugestões de um outro.

- O facto da mente subjectiva, ou o homem no estado hipnótico, se mostrar inqualificável e constantemente receptivo ao poder da sugestão.

- O que quer dizer que a mente subjectiva aceita sem hesitação nem dúvida cada proposição que lhe seja feita, sem que tenha importância qualquer absurdo ou incongruência contrária à experiência do próprio indivíduo.

Estes são os factos fundamentais do conhecimento reconhecidos por todo o estudante da ciência do hipnotismo. Contudo, existe um outro princípio que precisa ser mencionado em ligação a estes, que aparentemente não é tão bem compreendido geralmente pelos hipnotizadores. Refiro-me ao fenómeno da auto-sugestão. De facto é de importância coextensiva com o princípio ou lei da sugestão e constitui uma parte essencial dela.

Uma das distinções mais importantes das mentes objectiva e subjectiva diz respeito à função da razão. È facto que existe uma diferença radical no poder que têm e nos métodos de raciocínio que usam, porém, isso não foi notado por nenhum psicólogo que tenha escrito sobre o assunto. Revela-se, contudo, proposição prontamente admitida como essencialmente verdadeira por todo e qualquer observador quando a sua atenção é chamada à questão. As proposições podem ser resumidamente descritas da seguinte forma:

- A mente objectiva é capaz de raciocínio por qualquer método – indutivo, dedutivo, analítico ou sintético.

- A mente subjectiva é capaz de raciocínio indutivo.

Deixemos aqui claro que esta proposição se refere aos poderes e funções da mente puramente subjectiva, conforme exibidas nas operações mentais das pessoas imersas num profundo transe hipnótico...”

(2) Elias, faz nesta passagem uma clara alusão à célebre passagem dos evangelhos canónicos que refere o "cego que conduz o outro cego, terminando ambos por cair no mesmo burado", referindo-se à clareza de compreensão como requisito indispensável para a ajuda efectiva.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.

O MATERIAL ELIAS