sábado, 19 de novembro de 2011

EXPECTATIVA E DESAPONTAMENTO


SESSÃO #691
“expectativa e desapontamento”
“confiar nos outros”
“interacção entre pais e filhos”
“vós sois todos companheiros de viagem”
Domingo, 2 de Abril de 2000 © (Privada)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes:  Mary (Michael), Elaina-Joy (Soskia), e duas novas participantes, Alya (Odette) e Deborah (Udaakyam)  (Alya tem 11 anos)
Elias chega às 11:19 da manhã. (Tempo de chegada é de 30 segundos)

ELIAS:  Bom dia!  Cá nos encontramos de novo!

ELAINA-JOY:  Ah, cá nos encontramos de novo, Elias!

ELIAS:  Sejam bem-vindas! (Risada)

ALYA:  Obrigado.

ELIAS:  Mas, que é que vamos debater no dia de hoje?

ELAINA-JOY:  Vou deixar que a minha filha comece.

ELIAS:  Muito bem.

ELAINA-JOY:  (Para a Alya)  A menos que não queiras?

ALYA:  (Risadinhas)  Bom, preciso pensar no que hei-de perguntar.

ELAINA-JOY:  Está bem. 
Pensa, que entretanto coloco eu uma pergunta.

Conforme deves saber, tem vindo a acontecer um monte de coisas. Uma das perguntas que tenho – quase sinto timidez em perguntar – é que gostava realmente de saber mais acerca da ligação que tenho com o Michael S. que a cada dia, e a cada hora que passa se vai tornando mais e mais interessante! A ligação que sempre tive com ele foi intensa, e ele já se prestou a muitos papéis na minha vida nos últimos quatro anos ou isso, mas agora subimos um nível, e ele representa bastante um mestre para mim, todavia, não lhe atribuiria tal papel. Não é exactamente o que poderia atribuir-lhe em termos de função. Poderás dizer-me alguma coisa acerca disso? (Pausa)

ELIAS:  Já tens consciência de que partilhais outros focos juntos, e que isso influencia a interacção que tens com esse indivíduo neste presente foco. Também admites um reconhecimento da familiaridade que tens em termos de energia. A razão porque estás a adoptar a expressão de identificação desse indivíduo em termos de mestre está associado a funções exercidas num outro foco.

Também vos devo recordar que, nesta mudança, como estais a expandir a consciência que tendes, também vos podereis permitir ter presente que ninguém é vosso mestre.

Sois companheiros de viagem, e estais a partilhar filosofias e experiências, ideias e emoções. Mas não estais a aprender uns com os outros, nem tampouco estais a ensinar-vos uns aos outros, porque ao expandirdes a consciência que tendes também permitis o reconhecimento de que tais termos são actualmente obsoletos. Eles apenas reforçam o sistema de crenças da duplicidade, ao estabelecerem a ideia e a associação de que qualquer indivíduo possa alçar-se acima seja de quem for ou ajoelhar-se diante dum outro indivíduo.

Independentemente da idade, independentemente da posição ou da experiência ou da compreensão intelectual das ideias, nenhum de vós se manifesta nesta dimensão física com a intenção de ensinar ou de aprender.

Nessa medida, à medida que te permites a exploração e a partilha com esse indivíduo, aquilo que te estás a permitir é uma oportunidade de te perspectivares objectivamente, com uma maior consciência pelas diferentes qualidades que expressas e pelos diferentes comportamentos que expressas externamente.

Na interacção com os outros indivíduos que julgas próximos, tu crias um intercâmbio que te permite abordar o outro como um espelho. Isso oferece-te a oportunidade de te olhares e de te familiarizares contigo própria, porque vou-te dizer... todos vós tendes um objectivo e – em grande medida – uma consciência aguda dos outros. Podeis olhar os outros e permitir-vos esclarecer-vos aos verdes o que eles criam na sua realidade, o modo como criam a sua realidade, a razão porque a criam, só que não atribuís a vós próprios a mesma consciência.

E como o objectivo desta mudança da consciência consiste em expandirdes a consciência, facultando-vos assim a capacidade de objectivamente passardes a criar escolhas intencionais a fim de criardes a vossa realidade à maneira que preferirdes, também vos estais a permitir ver-vos por meio da acção espelhada dos outros.

Essa é a razão porque atraís a vós indivíduos que se revelam compatíveis e vos proporcionem um “espelho perfeito”. (A sorrir)

ELAINA-JOY:  Se isso for verdade, então devo ter uma vida em que, mesmo quando não parece estar a correr muito bem para mim, eu atraio continuamente... há uma corrente que eu descreveria como composta de gente impecável, espantosa, única, pessoas extremamente individuais que deram largas à própria compreensão da realidade, criaram os seus próprios sistemas, ensinaram-nos, e no entanto jamais escreveram um livro sobre a questão, nem jamais espalharam isso. Apenas o praticam em sossego, e lidam com algumas pessoas, e caso aprendam sobre isso aprendem, e se não aprenderem não aprendem.

O Michael proporciona esse tipo de trabalho. Nem mesmo se trata de algo em troca do que ele exija uma retribuição, e só agora é que ele me pediu para fazer uma troca com ele, após anos, e...

ELIAS:  Diz-me lá, neste momento, o que é que avalias como a impressão que tens da razão porque atrais este indivíduo a ti e do que ele te proporciona em termos de acção espelhada que possas perceber em ti e a que possas dar atenção, e não somente esse indivíduo, como os outros também.

ELAINA-JOY:  Se encarar isso como um espelho, torna-se verdadeiramente assustador. Estou a olhar um aspecto único e enorme de mim própria a que não teria qualquer receio de fazer frente e fazer isso e tornar-se nisso.

Não importa qual o sistema com que eles operam ou de que tenham um conhecimento particular.
Isso nem sequer importa. Globalmente, considerando toda essa gente... todos eles são muito bem sucedidos. No sentido material são muito bem sucedidos, e não são extravagantes... bom, alguns são extravagantes, mas todos deixaram a sua marca. Todos causaram impacto no mundo por um modo qualquer. Grandes parcelas de gente receberam um impacto no sentido do bem e lucraram enormemente com a capacidade que têm de enfrentar à sua maneira.

E depois deparo-me com experiências como a do mês passado, duas experiências distintas em duas semanas de sensação de total desenquadramento, e de quase total ridículo quer pela ingenuidade e ou pela condenação dos outros. Eu não poderia enquadrar-me, e isso afeiçoou-se-me aterrador.

Portanto, constato estas duas posições completamente justapostas, defronte de mim.

ELIAS:  Identifica a qualidade que esses outros indivíduos expressam por intermédio de termos objectivos evidentes que tu não te permites expressar em ti própria. Mesmo estes indivíduos presentes oferecem um exemplo dessa mesma acção. Numa palavra.

ELAINA-JOY:  Auto-aceitação.

ELIAS:  Confiança.

ELAINA-JOY:  Confiança....

ELIAS:  Aceitação e confiança constituem duas acções distintas.

Aqueles indivíduos por quem te sentes atraída e com quem interages expressam e projectam externamente uma energia de confiança em si próprios e nas habilidades que têm.

ELAINA-JOY:  Confiar neles próprios em oposição à auto-aceitação, mas sou capaz de perceber a diferença... ou de intuir a diferença.

ELIAS:  Podeis confiar em vós próprios e expressar confiança nas vossas capacidades, e não vos aceitardes.
São acções bastante distintas. Mas a confiança e a expressão da confiança nas vossas capacidades confere um movimento que inicia uma exploração da expressão da aceitação. Delega energia em termos da validação e do reforço do vosso ser, por a confiança ser uma expressão objectiva e externa.

ELAINA-JOY:  E no entanto, nessas duas semanas, em especial na segunda semana quando me desloquei para o Tennessee com a Alya, eu senti confiança. Em geral não tinha... não me inclinava muito a ter confiança em mim. Confiava nos outros. Tinha confiança na situação; confiava na honestidade generalizada das pessoas. Não me precavia e...

ELIAS:  Vou te pedir para parares.

ELAINA-JOY:  Está bem.

ELIAS:  Essa é a expressão da razão porque experimentas conflito. A identificação do que estás a criar na tua realidade que provoca conflito, por estares a voltar a tua atenção para fora e estares a dizer a ti própria que estás a confiar, quando não estás.

Podes expressar a ti própria repetidamente que confias numa situação ou que confias nos outros, mas tal expressão não se adequa. Não importa que digas a ti própria ou seja lá a quem for que tens confiança noutro indivíduo ou numa dada situação.
Não é preciso. O que tem significado é que tenhas confiança em ti e nas capacidades que tens.

Porque ao voltares a atenção para o exterior e projectares esse elemento de confiança nos outros ou nas situações, na realidade o que crias é uma expressão de camuflagem.
Estás a gerar uma expectativa em relação aos outros. Estás igualmente a reforçar a desconsideração que fazes de ti própria, e a colocar em movimento uma probabilidade no sentido da criação de desapontamento.

Porque com a expectativa, estás a colocar-te no papel de vítima, com a expectativa de que os outros te criem a realidade da maneira que desejas.

Ao voltares a atenção para ti, passas assumir responsabilidade pelo que crias. Abandonas o papel de vítima, e com uma acção dessas, abres-te a uma nova liberdade ao passares a admitir escolha. No papel de vítima negas a ti própria essa escolha.

ELAINA-JOY:  Eu senti como se não dispusesse de escolha, e bem sei, é claro, que sempre há alternativa, mas ainda assim nesta situação social de que a Alya e eu sofremos o impacto, se eu tivesse mudado os meus próprios desejos...

Soa de tal modo elementar e idiota, mas eu estava reduzida a um carro, estava reduzida a um quarto, estava comprometida com acordos, mas no geral, quando tentei erguer-me e dizer “Este não é o lugar ideal para permanecer. Nós precisamos todos estar num outro sítio qualquer,” e fui em frente e dei com esse lugar, não me queixei mas tornei-o numa realidade, e recebi um “não” redondo da parte das pessoas!

Observava os outros a operar a mudança para permanecer lá e fazer com que aquilo fosse bom e não conseguia livrar-me da sensação de constituir um sítio desagradável para permanecer, e que a energia do local era notavelmente desagradável. Eu...


ELIAS:  Reconhece que redireccionar a atenção para si próprio de uma forma autêntica, para a maior parte das pessoas, pode representar uma dificuldade extrema, por estardes bastante familiarizados em manter a vossa atenção fora de vós e na criação de expectativas.

Portanto, não estais familiarizados com as vossas escolhas quanto a comportamentos e expressões. Elas estão ao vosso dispor, mas não estais familiarizados com elas. Por isso, não as percebeis.

Nesta situação, vejamos a diferença entre manter a tua atenção em ti própria e dar ouvidos a ti própria, e projectar a tua atenção no exterior.

A descrição que fizeste da situação é a de estares a experimentar, segundo a percepção que tinhas, uma opressão, e nessa opressão escolheres – ou desejares – afastar-te do local físico que percebias emitia essa opressão.

A tua atenção move-se de uma maneira automática para fora de ti, e desse modo, projectas uma comunicação e uma energia de luta no sentido dos outros.

Procuras reconhecer a percepção que tens, mas voltas-te para os comportamentos e expressões que te são familiares ao projectares energia no exterior, e a expressão que assumes é de: “NÓS precisamos mudar-nos.”

Agora; essa projecção de energia não é acolhida pelos outros, por a percepção deles ser diferente, e eles não estarem a experimentar o que tu estás a experimentar.

ELAINA-JOY:  O que representa um choque para mim.  Quero dizer, representou um choque!

ELIAS:  Na projecção que fazes FORA de ti, tu desconsideras-te automaticamente. Automaticamente projectas uma expectativa em relação aos outros, um julgamento e uma avaliação de que a percepção dos outros venha a ser e devia ser idêntica igual à que tens, mas eles não têm tal percepção. A percepção de cada um é de tão singular quanto as impressões digitais.

Nessa medida, aquilo que crias é desapontamento e um sentimento pela projecção emocional não só de desconsideração da parte dos outros, segundo a percepção que tens, mas igualmente de desconsideração de ti própria, e de confinamento, situação em que te sentes encurralada.

ELAINA-JOY:  Precisamente.

ELIAS:  Ora bem; ao perceberes essa mesma situação em relação a ti própria e manteres a tua atenção em ti, reconhecendo que as impressões e emoções e sentimentos e a percepção que tens são inteiramente válidas e CONSTITUEM a tua realidade - não representam a realidade dos outros – mas não representa expressão que denote o facto de serem menos reais.

Com o reconhecimento da realidade da percepção que tens e do facto de não ser certa nem errada mas de ser o que é, mantendo a tua atenção em ti, poderás aceitar a opção dos outros, com o reconhecimento da sua percepção ser diferente e da sua realidade ser diferente, e reconheces igualmente a tua própria realidade.

Isso, na realidade, faculta-te uma opção. Tu tens a opção de actuar ou de deixar de actuar em relação ao que percebes.

Podes afastar-te, se o preferires, sem te julgares nem julgares os outros, e sem alimentares expectativas em relação aos outros, e sem obediência da sua parte. Isso não tem importância. Cada um de vós cria as suas próprias escolhas.

Até mesmo os garotos (a sorrir para a Alya) criam a sua própria realidade e as suas próprias escolhas, e apesar de perceberes que os pequenos requeiram um enorme cuidado, nos vossos termos físicos, esse é o modelo da vossa realidade em todas as vossas sociedades e as crenças que tendes.

Na realidade, com esse exemplo particular, tu tiveste a capacidade de te afastares se o tivesses preferido, que isso não teria provocado desolação em relação aos outros nem à garota.

ELAINA-JOY:  Se eu a tivesse levado para o outro.......

ELIAS:  Porque deverás pegar num outro indivíduo e levá-lo contigo? Não estamos a debater os outros. Estamos a abordar as TUAS escolhas e a percepção que TENS, e a preservação da tua atenção em ti.

Apesar de tu preferires interagir com os outros, e como interages com os outros, se eles escolherem não acolherem o que projectares, continuas a ter escolha por manteres a tua atenção em ti, e não assumires responsabilidade pessoal por mais ninguém à face do vosso planeta, mesmo que seja garoto, MESMO em relação àquela que identificas como tua filha.

Ela é um outro indivíduo, uma outra essência, que está a criar a sua própria realidade! Eu não vos posso enfatizar isto o suficiente!

Vós dizeis para convosco próprios e uns aos outros que ACREDITAIS criar a vossa realidade, mas não acreditais. Acreditais que criais a vossa realidade em certas situações e por vezes acreditais criar a realidade dos outros e que os outros vos criam a vossa realidade, e assumis responsabilidade uns pelos outros. A responsabilidade que te cabe nesta manifestação centra-se unicamente em ti.

ELAINA-JOY:  Essa é difícil de ingerir!

ELIAS:  Justamente!

ELAINA-JOY:  É demais!

ELIAS:  É muito estranho, e essa é a intenção desta mudança de consciência. Vós estais a alterar a vossa realidade toda e a proporcionar a vós próprios liberdade.

Nessa medida, devo-te dizer, conforme já expressei junto de outros, vós escolheis tornar-vos no que identificais na crença que tendes dum pai. Essa função consta duma acção. Vós escolheis, no âmbito de um consentimento, facilitar a entrada física duma outra essência a fim de se manifestar nesta dimensão física, ponto final. A responsabilidade que tendes para com esse indivíduo termina no momento da sua manifestação.

Ele está a criar a sua realidade, cuja responsabilidade lhe diz respeito. A responsabilidade que vos cabe diz respeito à criação da VOSSA realidade.

Vós não criais a realidade de outro indivíduo em toda esta dimensão, nem tampouco ele cria a vossa. Não a impondes ao outro, nem ninguém vo-la dita a vós A MENOS que o permitais, mas isso é escolha vossa.

(À Alya)  Podes falar. (A sorrir)

ALYA:  E se...se nos encontramos numa situação do tipo mãe e filha, nesse caso não agimos de maneira contraproducente ou assim?

ELIAS:  Co-criação, digamos assim, mas com certeza, o ideal e a acção desta mudança, é isso que estais a criar, um acordo no sentido de interagirdes uns com os outros na base de um contínuo benefício individual mútuo.

(À Elaina-Joy)  Não que estejas a beneficiar a pequena.

(À Alya)  Não que estejas a beneficiar aquela que identificas como tua mãe.

Mas o facto de vos beneficiardes a vós próprios do modo mais eficiente, e escolherdes em consenso fazer a jornada juntas e partilhar em conjunto; não ensinar uma à outra, nem a aprender com a outra, nem a assumir responsabilidade pelas acções ou comportamentos da outra, nem pela criação da sua realidade, mas com o reconhecimento de que cada uma de vós possui a sua percepção individual única, a expressão individual única da vossa personalidade e das qualidades que exibis neste foco particular que mais nenhum foco em toda esta dimensão, ao longo do tempo e do espaço, exibe para além de vós, e de facultardes uma à outra, nos vossos termos concretos, o respeito e a valorização dessas qualidades e expressões, SEM julgardes nem assumirdes responsabilidade.

ISSO traduz a acção da mudança e consiste na acção de aceitação, tanto de vós como uma da outra.

(À Elaina-Joy)  Tu não és a única a expressar esse comportamento singular de projecção de energia pelo ensino e aprendizagem.
Isso traduz sistemas de crença das massas. A energia projectada neles é extremamente forte e insidiosa.

(À Alya)  Tu também ensinas e aprendes com a tua mãe.

Eu digo-vos a cada uma de vós que podeis eliminar a maior parte do conflito que experimentais entre vós...

ALYA:  Como?

ELIAS: ...se mantiverdes a vossa atenção em vós e não vos preocupardes com a resposta nem a reacção da outra, por isso ser acções automáticas. Vós estais bastante familiarizadas com a vossa realidade, e moveis-vos de modo bastante automático nas expressões que assumis.

Tracemos um caso hipotético.

Tu dizes à tua filha, “limpa o quarto”. Estás a ditar uma ordem, por desejares que o quarto esteja limpo. Por isso exprimes a ordem à pequena, e encaras isso como a responsabilidade que te cabe de ensinares a tua filha.

A resposta hipotética que a pequena dá é um “Não!” (A Alya e a Elayna-Joy desfazem-se a rir)

ALYA:  De facto é!

ELIAS:  “Não tenho vontade de limpar o quarto. Estou ocupada!” (Riso)

ELAINA-JOY:  Certo!

ELIAS:  A resposta que geras é de frustração....

ELAINA-JOY:  Pois, e raiva.

ELIAS:  Justamente, por não veres a expectativa que alimentas satisfeita, e nesse acto de interacção, não só a expectativa que tinhas deixa de ser satisfeita, mas num instante já terás passado para a expressão de elaboração de muitas crenças e associações que te atribuem juízo crítico; não em relação à resposta que a pequena profere, mas o julgamento pessoal de seres inadequada, de não estares a conseguir, de não estares a desempenhar o papel que te cabe na responsabilidade de mãe.

Não estás a receber o respeito que mereces como mãe, pelo que desconsideras e desvalorizas o mérito que tens, e isso manifesta-se na energia que é exteriorizada por intermédio da raiva.

Reciprocamente, a pequena expressa inicialmente para ela própria: “Não. Presentemente opto por não empreender essa tarefa.” E nesse instante o conflito desperta, (para a Alya) por também experimentares uma desconsideração pessoal. Tornas-te irritada e frustrada, e já estás, nos vossos termos tão concretos, a aprender – mas não estás a aprender - a questionar e a desconsiderar-te a ti própria e às tuas escolhas. Não obedeces, estás zangada, e avalias intimamente que a razão porque te encontras zangada se deve ao facto de não te darem ouvidos – o que constitui uma desconsideração de ti própria – e não estás a ser compreendida, e não te estão a proporcionar a liberdade que almejas, e isso é interiorizado.

Da mesma maneira como interiorizais, também exteriorizais e expressais ira uma à outra. Mas interiormente, expressais desconsideração pessoal, e ao vos desconsiderardes, perpetuais essa acção da duplicidade, e a acção automática que tem lugar vai no sentido de desconsiderardes o outro, e com isso criais um círculo, círculo esse em que permaneceis. Desvalorizais-vos, desconsiderai-vos, e desconsiderais e desvalorizais os outros, e assim continuais ininterruptamente.

O modo pelo qual podereis romper o círculo é detendo-vos e voltando a atenção para vós próprias, e nesse sentido criando as próprias escolhas, reconhecendo que não vos cabe responsabilidade alguma pela outra.

(À Elaina-Joy)  Se quiseres — no cenário hipotético deste exemplo que tracei — que o quarto esteja limpo, isso diz respeito à tua opção, e tu poderás limpá-lo!

ELAINA-JOY:  É o que faço frequentemente! (A rir)

ELIAS:  SEM formulares julgamento algum, mas reconhecendo que ...

ELAINA-JOY:  É uma necessidade minha.

ELIAS: ...que isso é opção tua, que satisfaz a percepção que tens.

(À Alya)  Se desejares que o quarto permaneça por arrumar ...

ALYA:  Deixo-o numa confusão! (A rir)

ELIAS:  ... podes simplesmente exprimir que optas por não o limpar, SEM projectares julgamento nem raiva.

Nessa medida, permitir-vos-eis interromper esse círculo.

Experimenta um exercício. Durante uma semana, de cada vez que sentires uma sensação, antes mesmo que se manifeste com uma emoção, e enquanto sensação... de que vós ambas tendes consciência duma forma objectiva... identificais isso como um “surgimento” ou um “calor”, o que representa o prelúdio da emoção da raiva ou da frustração. De CADA vez que experimentardes esse surgimento interior nas sensações íntimas que tiverdes, PARAI.

ALYA:  Quer dizer, toda e qualquer emoção que sentirmos, como alegria e felicidade, ou só a frustração e a raiva?

ELIAS:  A frustração e a raiva que provocam o conflito.

ALYA:  Está bem.

ELIAS:  Estamos a abordar a eliminação do conflito, por nenhuma de vós desejar continuar em conflito.

AMBAS:  Certo.

ELIAS:  Cada uma de vós sente desconforto com tal conflito. Cada uma de vós deseja interromper tal acção. Por isso, toda a vez em que experimenteis o surgimento ou o começo desse conflito, concordai em parar, e podeis dizer uma à outra, “Eu paro.”

ELAINA-JOY:  É o nosso termo favorito, não é?

ELIAS:  (À Elaina-Joy)  Não: “pára TU.”  (À Alya)  Não: “pára TU.”  (A ambas)  “Eu paro!”

Cada uma de vós, neste instante, entenda que venham a pôr-se de acordo, reconhecendo ser a percepção do outro indivíduo. Ela é diferente da vossa. Este é um desafio formidável!

ELAINA-JOY:  Sem comentários desta parte.
Isto não foi uma risada. Foi...

ALYA:  Um suspiro.  Foi um suspiro.

ELIAS:  Existem desafios espantosos na vossa dimensão física, presentemente.

Não me estou a expressar em termos figurados, por já ter referido muitas vezes, que a acção desta mudança também dá lugar a traumas. Vós estais a avançar para uma expressão da realidade completamente nova.

Estais a reconhecer que mantendes crenças e estais a reconhecer que tais crenças vos influenciam tudo o que criais ao longo da vossa realidade. Estais a reconhecer que tendes uma percepção!

Podeis ter criado esse termo “percepção” e mantido uma definição em termos físicos para ele durante muito tempo nesta dimensão, mas agora estais a proporcionar a vós próprios a realidade de que cada um de vós apresenta uma percepção, e isso consiste no instrumento mais poderoso da criação da vossa realidade. De facto cria-vos TUDO na vossa realidade.

ELAINA-JOY: 
E que PODEMOS alterar a perspectiva. Mesmo quando nos encontrávamos no Tennessee no motel, se eu adoptasse uma das perspectivas dos outros, eu obtinha uma experiência da realidade disso, mas debatia-me com a perspectiva que tinha e a tentativa que fazia de encarar a situação por meio da perspectiva deles...

ELIAS:  Por tu estares a desconsiderar a TUA própria percepção, e a tentar mover-te no sentido da percepção do outro indivíduo para justificares – mais um termo perigoso – justificares a tua acção e a tua escolha...

ELAINA-JOY:  De ficar.

ELIAS:  Exacto, a qual te causa desconforto.

ELAINA-JOY:  Desejava ter entendido aquilo que percebi.
Quero dizer, creio que ajuizei ter percebido o que os outros não perceberam, e que eu estava certa enquanto eles estavam errados. Eu passei por isso. Eu aceito isso inteiramente. Mas não podia simplesmente imaginar que eles não estivessem simplesmente fechados, que eles não pudessem perceber, por ser de tal modo desconforme. Era tão aparatoso! Não conseguia respirar. Tive vontade de fugir! Era tão grande, a energia desagradável que ali reinava. Ela manifestava-se por todo o lado. As crianças brincavam fora da porta, e os garotos cuspiam-lhes na cabeça das escadas e faziam ruídos e interferiam, e ninguém mexeu uma palha! Eles limitaram-se a estar presentes!

Consegui percebe-los energeticamente como que a rodear as crianças, mas eles não iriam tomar qualquer medida para os fazer desistir. Reinava uma tal placidez que eu detestava! Eu detestava completamente aquilo e detestava permanecer ali, pelo que acabou por resultar num desastre terrível. (A chorar)

ELIAS:  Por isso TE angustiar e perturbar, e assim, tu passas a responder por meio da percepção que tens. Na TUA realidade isso é ofensivo, e assim respondes por meio da percepção que tens. Outros não percebem isso da mesma maneira, e por tal razão isso não é acolhido no contexto da ofensa.  Ninguém está correcto nem errado. São simplesmente diferentes.

ELAINA-JOY:  (A chorar) Mas aquilo assusta-me! Não sei em que posição me situar quando... quando as outras pessoas percebem aquilo que eu percebo, e não parece uma doidice!

ELIAS:  Tu não estás a experimentar nenhum estado de loucura, e os outros não percebem aquilo que percebes!

ELAINA-JOY:  (Ainda a chorar) Então, como é que hei-de viver? Como poderei permanecer num local que detesto? Como hei-de tomar alimentos que não quero comer? Como poderei ir a lugares que não tenho vontade de ir, e ainda assim disponibilizar-lhe as coisas que são do quotidiano e que são actuais para ela?
(Num pranto)

ELIAS:  Soskia!

ELAINA-JOY:  Sim?

ELIAS:  Percebes que estás a criar esse grande favor? (Pausa) Avalias duma forma objectiva que estás a agir de modo benéfico para a tua filha? (Pausa)

Porque estás a criar acções físicas que visam suavizar-lhe a acção em relação às escolhas DELA, e nessa condescendência, avaliarás que estás a ser benéfica?
Procedes à avaliação de estares a ajudar? Percebes que estejas a ser nobre, (pausa a enfatizar) e que essa é a expressão do amor? Não é.

A expressão do que julgais em termos de amor constitui a aceitação pessoal e não proceder a actos que não desejais fazer, nem participar em situações em que não desejais tomar parte, nem consumir qualquer elemento que não desejeis consumir.

Não te iludas nem te enganes a ti própria com a ideia objectiva de estares a passar por cima das tuas escolhas objectivamente e de que os outros não percebam isso e que não recebam a energia que lhes é projectada duma maneira qualquer.

ELAINA-JOY:  E sentir ressentimento.

ELIAS:  Isso fica ao critério do indivíduo. Alguns podem optar por criar esse tipo de expressão de ressentimento; outros não. Não tem importância. A questão é que eles recebem a energia. Eles TÊM consciência.

ELAINA-JOY:  Completamente.  Eles tiveram consciência.

ELIAS:  Portanto ...

ELAINA-JOY:  Eles adoptaram várias reacções.

ELIAS:  ... não estás a gerar o que identificas como ajuda ...

ELAINA-JOY:  Pois, nem harmonia, nem nada do género.

ELIAS:  ... para ti nem para os outros.

ELAINA-JOY:  Ainda não entendo como poderia ter saído dali... não vejo como poderia ter saído dali! Não consigo perceber!

Não consigo perceber como poderia ter tido dinheiro para tal coisa. Não vejo, quando o carro que alugamos se encontrava em tal parte, como me poderia ter deslocado para trás e para a frente. Não vejo como alguma vez lhe poderia ter dito: “Anda lá, vais ficar noutro lugar.” Teria criado dificuldades à mulher com quem eu partilhava o quarto. Nós tínhamos feito um acordo de dividir a renda. Não consigo perceber como poderia ter deixado de residir lá!

Por isso, tentei permanecer lá e fazer com que resultasse, mas jamais resultou. Jamais resultou, e tudo, quase como um tabuleiro de dominó ou um baralho de cartas, tudo veio abaixo, peça a peça, até que no final foi um desastre, e eu passei a desconsiderar-me. Tive vontade de fugir e de me esconder e de jamais sair de casa de novo.

Tenho consciência daquilo que fiz. Vejo o que provoquei com tudo aquilo, mas ainda não consigo perceber os detalhes do que podia exactamente ter feito, de como poderia ter saído e dito: “Tudo bem, não tem problema. Só preciso de ir para um outro lugar qualquer,” e deslocar-me, sem julgar ninguém, e emendar a situação, e ela teria ficado bem zangada comigo, mas não sei como poderia ter feito isso!

ELIAS:  Isso é uma suposição. (A olhar fixamente a Elaina-Joy)

ELAINA-JOY:  Certo.

ELIAS:  A qual também consiste numa acção automática que tendes no âmbito da percepção, o facto de criardes continuamente suposições respeitantes ao modo como os outros perceberão os vossos actos e os comportamentos que adoptais. Muitas vezes não percebem os comportamentos e as acções que tendes da mesma maneira que VÓS os percebeis! (A rir)

Nessa medida, começa pelo princípio, para o referir nos termos que empregais. Não é preciso que continues a analisar o que já criaste. Isso apenas perpetua a desconsideração pessoal. Perpetua simplesmente e reforça uma expressão de duplicidade.

ELAINA-JOY:  Gostava de saber o que queres dizer com duplicidade.

ELIAS:  O certo e o errado da vossa realidade.

Nessa medida, permite-te a oportunidade de te posicionares no agora.
Já debatemos isto anteriormente. No momento, reconhece que dispões de escolhas, e nessas escolhas, começa agora a voltar a atenção para ti. Se desejares deixar de tomar parte em certas acções, não participes. A escolha é tua.

As acções podem ser facilitadas por diversas formas diferentes. Existe um número incontável de alternativas para cada situação, para cada probabilidade, para cada acto por que optais, mas vós permitis-vos ver simplesmente os estereótipos do “assim ou assado”, e do claro e escuro.

ALYA:  A mesma coisa.

ELIAS:  Precisamente, mas existem muitas, muitas, muitas tonalidades entre o claro e o escuro, e um incontável número de escolhas entre o “isto ou aquilo”, o “assim ou assado”.

ALYA:  (Pause) Eu tenho uma pergunta. Quantas vidas terei eu tido nesta Terra, nesta dimensão da realidade física?
(Pausa)

ELIAS:  821. 
Devo-te também dizer que, todas essas 821 vidas, na sua totalidade, constituem uma vida, a qual consta duma participação nesta dimensão física. Constituem 821 focos que a atenção assume, dos quais a tua é parte.

ELAINA-JOY:  E alguns deles podem estar a ocorrer... bom, estão todos a ocorrer em simultâneo.

ELIAS:  Exacto.

ALYA:  Vidas passadas e futuras estão todas a ocorrer ao mesmo tempo.

ELIAS:  Exacto.  Ocorre tudo em simultâneo, sim.

ALYA:  Mas se eu tive 821, o que totaliza uma vida... escolherei com quem me associo nesta vida?

ELIAS:  Escolhes. Cada indivíduo com quem te relacionas em QUALQUER foco, vós escolheis relacionar-vos. Tu conduzes-te a ele, e atrais a sua energia a ti.

A maneira por meio da qual os conduzes a ti é projectando energia no exterior à semelhança de um farol, de uma enorme luz brilhante, e no âmbito da consciência, todas as outras essências e todos os outros focos da essência vêem essa luz, e aqueles que avançam de maneira semelhante à tua ou que comportam qualidades semelhantes respondem a essa luz que tu emites, e quando respondem, escolhes se queres interagir com eles ou não.

Vós SEMPRE dispondes de escolha. A cada instante, com cada acto, em tudo o que fazeis, em tudo aquilo que criais, vós SEMPRE vos encontrais em posição de escolher.

ELAINA-JOY:  Incluindo as questões que estão na calha para serem consideradas neste momento e que têm que ver com a atenção, com a perfeição, ou com a organização, e com ela?

ALYA:  Mãe....

ELAINA-JOY:  Essa é uma pergunta que eu quero colocar.

ALYA:  Eu sei, mas isso será tudo aquilo em que te focas neste momento, na minha capacidade de atenção?

ELAINA-JOY:  Porque neste momento parece-me subsistir todo um conjunto de comportamentos que se enquadram num tipo de categoria...

ALYA:  DDA.

ELAINA-JOY:  Essa categoria não me agrada. Não gosto da categoria do diagnóstico da Distúrbio dum Deficit da Atenção...

ELIAS:  Neste momento o Elias vai-vos pedir para parardes!

ELAINA-JOY:  Está bem.


ELIAS:  Olhai o que criastes neste exacto momento!

Ha ha ha ha ha! Nós criamos um acordo, e vós já passastes para a resposta automática – ah ah ah ah ah! – em tão poucos minutos!
Ah ah ah ah ah! Sois excelentes nas realizações que objectivais!

(À Elaina-Joy) Tu projectaste-te no exterior numa expectativa relativa à tua filha, a inquirir-me, com uma curiosidade velada, enquanto manténs  a tua atenção no exterior de ti própria a julgar comportamentos e a concentrar o teu foco objectivo na tua filha.

(À Alya) E a resposta automática que tu dás é voltar-te para a tua mãe e expressar exasperação; Não expressar-te, àquilo que TU estás a experimentar, mas a inquirir a tua mãe: “Será isso tudo aquilo em que te concentras?”

Cada uma de vós, num momento, projectou a sua atenção fora de si e na outra, a julgá-la e numa atitude de falta de aceitação, e formulastes isso numa conversação comigo. Eu não participarei!

ELAINA-JOY:  Eu não te censuro!

ELIAS:  AH AH AH AH AH AH AH! (Riso generalizado)

(À Alya) Mas podes prosseguir com a pergunta que tinhas.

(À Elaina-Joy)  E tu podes focar a tua atenção em ti, e não no comportamento do outro!

ELAINA-JOY:  Está bem.

ALYA:  Certo, que era que eu estava a perguntar?
(A rir)

ELIAS:  Ah ah ah ah ah ah ah!

ALYA:  Vou colocar uma pergunta diferente. Porque razão aprecias tanto a cor azul?

ELIAS:  A tradução da qualidade vibratória da energia identifica-se na vossa realidade pela expressão da cor azul. Essa qualidade vibratória particular, que constitui uma verdade no âmbito da consciência, é uma qualidade com que eu, esta essência, entro em ressonância, e constitui um tom vibratório pelo qual tenho preferência, a qual se manifesta segundo a identificação que fazeis do azul.

ELAINA-JOY:  E por um som.

ELIAS:  Sim. Também é passível de ser traduzido por uma tonalidade sonora.

ALYA:  Como poderá alguém descobrir a cor com que entra em ressonância?

ELIAS:  Ah! Muitos permitem-se explorar e identificar o que podemos designar como a cor característica que é a cor com que se identificam na sua energia como uma tonalidade vibratória, e que constitui a cor básica ou subjacente do seu campo de energia individual. Outras são as cores que se sobrepõem a essa cor básica, projectadas pelos oito centros de energia, mas a cor básica é o que podeis designar como a vossa cor característica.

Bom; podes permitir-te obter essa informação se vires o teu campo de energia. Podes estender a mão e observar o campo de energia que a rodeia, sem prestares atenção, digamos assim, às cores que são projectas pelos teus centros de energia no interior do teu corpo, mas olhando através dessas cores a percebendo a cor subjacente.

Também reconhecerás, por também entrares em ressonância com uma tonalidade colorida particular, qual a que deve agradar-te mais, a que revelará um maior conforto nas expressões emocionais que adoptares, e para a qual deverás deixar-te atrair continuamente.

ELAINA-JOY:  Elias, eu jamais consigo visualizar cores. Sempre vejo tons de claro e escuro, tons de cinza; sempre vejo a energia através da densidade e da intensidade, desde do brilho até ao escuro. Jamais vejo cor. Jamais vi qualquer cor, apesar de sempre ter visto o resto. Como poderei passar a ver a cor? Eu nunca vejo cores!

ELIAS:  (A rir) Mas curiosamente, isso acompanha toda a discussão que tivemos hoje, porque na medida em que te permitires deixar de ocupar tanto a atenção fora de ti e a voltares para ti e proporcionares a ti própria uma maior confiança na capacidade que tens nas expressões que adoptas, e te permitires relaxar – isso é chave!
Relaxa, relaxa, relaxa! (Riso)

ALYA:  Ela precisa que lhe digam isso mais vezes, MUITO mais vezes!

ELIAS:  E se te descontraíres, poderás passar a permitir-te ver.

Tu expressas uma rapidez nos movimentos que assumes, através da antecipação, da falta de relaxamento, o que nos vossos termos pode ser traduzido por uma impaciência. Na realidade, CONSISTE numa expressão de impaciência, porque a paciência não se traduz pelo acto de esperar, mas pela acção de permitir.

Nessa medida, todas as pessoas inicialmente vêm luz e escuro ao verem o campo de energia.

Muitos vêem a expressão inicial de um campo de energia visual como branco com sombras, mas se vos permitirdes relaxar, podereis ajustar a visão e dar lugar a uma permissão – por uma expressão de paciência (a rir) – e podereis passar a ver as cores. Esse branco constitui a cor básica. Na realidade, não se trata de branco.

ELAINA-JOY:  São as cores todas.

ELIAS:  É a vossa cor característica que constitui a cor básica sob todas as outras cores, e se vos permitirdes ver isso em termos físicos, visuais, o emergir desse branco numa cor, ela manifestar-se-á pela vossa cor característica.

ALYA:  Porque razão chamaste à minha mãe Soskia, há pouco?

ELIAS:  Essa é a expressão do tom que constitui a designação do que chamais de nome da essência, tal como te disse que os teus 821 focos da atenção constituem a tua vida inteira.

Os vossos focos TODOS da atenção que tendes em TODAS as dimensões da expressão da vossa essência, e essa essência também comporta o que podereis simplesmente designar como tom característico, tom esse que é passível de ser traduzido nos termos da linguagem que empregais nesta dimensão física por uma palavra, e que corresponde ao que identificamos como nome da essência.

O tom desta essência pode ser traduzido na vossa linguagem por Soskia. A tonalidade da tua essência, traduzida nos termos das vossas palavras, é Odette.

(À Deborah) O tom da tua essência, traduzidos pelas vossas palavras, é Udaakyam. Vou soletrar por uma questão de evitar dúvidas: U-D-A-A-K-Y-A-M.

Vou aceitar mais uma pergunta, e vamos terminar por hoje. ( A Elaina-Joy e a Alya começam a rir; parece que terão encorajado a Deborah a fazer uma pergunta)

DEBORAH:  Fica para uma outra vez.

ELIAS:  Muito bem! (A rir)

ELAINA-JOY:  Nesse caso, gostava de fazer mais uma pergunta. Sinto como se estivesse pronta e madura para entrar numa relação com um companheiro ou um parceiro e creio ter muito com que me preocupar para poder permitir-me aprontar-me por ter medo de não ser realmente capaz de criar isso. Experimento isso como um conflito da energia criativa, e como tal, isso não acontece.

ELIAS:  E assim não o criarás, por projectares a tua energia por um farol desses, a fim de não atraíres isso a ti.

A sugestão que te estendi permanece a mesma, que pratiques voltar a tua atenção para ti e te permitas confiar em ti e passar a aceitar-te, que com uma acção dessas, passarás a irradiar uma energia que te atrairá outros indivíduos com que poderás escolher relacionar-te.

ELAINA-JOY:  Está bem.  Obrigado.

ELIAS:  Não tens o quê.

Dirijo-vos um grande afecto neste dia, e endereço-vos a cada uma de vós uma energia de brincadeira. Nem todo o vosso foco é tão sério quanto isso! (Riso) Corações ao alto, que desse modo haveis de eliminar muita afectação física em vós! (A rir)

ELAINA-JOY:  Imagino que sim!

ALYA:  Diz a elas as duas que — eu já sei disso! (Riso)

ELIAS:  Nessa medida, pratica e diverte-te também! (A rir)

ELAINA-JOY:  Vou tentar.

DEBORAH:  Eu sou testemunha!

ELAINA-JOY:  Pois, eu queria saber se ao menos saberei em que consiste a diversão. Com toda a honestidade não creio saber.

ELIAS:  Descobre! Cria a aventura da exploração a fim de descobrires a DIVERSÃO!

ALYA:  (A cantar)  Descobre a tua imaginação...!

AS DUAS:  (A cantar)  ...fascínio, onde tudo é possível, e tudo se tornará possível, tudo se reporta a ti, a imaginação...! (A rir)

ELIAS:  ( A sorrir) Agradeço a serenata que cantastes na minha companhia!

Vou expressar antecipação da nossa interacção continuada. Para cada uma, com um carinho genuíno, au revoir.

ELAINA-JOY:  Au revoir, Elias.

Elias parte às 12:39 da tarde.

© 2000  Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.

O MATERIAL ELIAS