quinta-feira, 17 de novembro de 2011

APROVAÇÃO


SESSÃO #1609
“A Aprovação é Coisa Traiçoeira”
Sábado, 14 de Agosto de 2004 (Privada/Telefone)
Participantes: Mary (Michael) e Ester (Ashule)
Tradução: Amadeu Duarte


(O tempo de chegada do Elias é de 17 segundos)

ELIAS: Bom dia!

ESTER: Bom dia.

ELIAS: (Riso forçado) Que vamos debater?

ESTER: Penso que podemos começar pelo propósito pessoal do meu foco. Eu sei que gostas de perguntar as impressões que temos, primeiro. (Elias ri) Mas, não poderias dizer antes de mais? De momento sinto-me um tanto insegura sobre qual seja, e nas últimas semanas tenho andado a pensar nisso.

ELIAS: Mas, e que impressão tens?

ESTER: Ena pá! (Ambos riem) Penso que a impressão que tenho seja... Não falemos da minha impressão antes, porque de momento sinto estar um pouco numa outra área. Eu conversei com o Kris anteriormente, e ele mencionou algo relacionado com a perfeição. Que de algum modo tinha que ver comigo, mas penso que gostaria simplesmente de falar mais em relação a disso.

ELIAS: Lembra-te de que, para identificares o propósito que tens, a forma como o passarás a reconhece-lo é descobrindo o tema que é expressado ao longo de todo o teu foco, não apenas agora mas de todo o teu foco.

Agora; o tema traduz-se por um sentido generalizado, no âmbito do qual escolheis muitas, muitas vias diferentes que são mais específicas, mas todas associadas a esse tema geral. Esse tema é o que é identificado pelo propósito que tens neste foco.

Bom; associado a essa informação, que avaliação e impressão farás relativamente ao tema geral da experiência que tens feito ao longo de todo o teu foco?

ESTER: Eu estava a pensar que provavelmente é mais o contraste, ou a alteração da diferença existente entre o medo e a confiança. É a única coisa que consigo vislumbrar como um tema.

ELIAS: É.

Agora; o tema do contraste não se acha limitado ao medo e à confiança, mas inclui o medo e a confiança. Essa é uma das vias específicas que se acha associada ao tema geral. Nessa medida, o teu propósito consiste na exploração do contraste, e no modo como os contrastes são passíveis de ser vistos como um complemento e o modo como afectam a motivação.

ESTER: Penso que isso me leva a sentir ser verdade. Penso que isso explica a razão porque continuo a atingir estes picos e depressões profundas. Não entendo o que estou a fazer nem a razão porque não estou a exercer a parte da motivação. Uma das perguntas que tinha relaciona-se com isso.

ELIAS: Bom; deixa igualmente que te diga que essa exploração do contraste e do modo como pode ser encarado como um complemento e o modo como isso afecta a motivação não está necessariamente associado aos extremos. Os extremos podem estar mais associados, antes de mais, às vossas crenças, mas além disso, nesta altura, podem achar-se bastante associados à presente onda que se dirige às verdades. Muitos são os indivíduos que geram extremos. Tenho vindo a debater isso com muitos indivíduos, em especial recentemente, por a energia ser muito vigorosa. Isso facilita bastante a recepção e a produção de extremos nas experiências dos indivíduos, em associação com o vigor dessa energia.

É por tal razão que tenho vindo a referir ser muito importante prestar atenção ao que estiverdes efectivamente a fazer, e reconhecer as alturas em que estiverdes a gerar extremos e permitir-vos adoptar mais para uma expressão de equilíbrio. Porque, quanto mais energia projectardes no exterior por meio de expressões extremas, mais abertura gerareis para receberdes energia e criardes mais extremos.

ESTER: Isso faz sentido. Eu tinha uma pergunta relacionada com o que disseste acerca do equilíbrio. Noto na minha experiência ter alturas em que me entrego a tais extremos. Consigo detectar o passo que dou no sentido desses extremos mas, voltar ao estado de equilíbrio parece quase como se estivesse a debater-me comigo própria. E eu procuro não me debater com a minha própria energia. Como poderei detectar a diferença que isso apresenta? Poderias falar um pouco mais acerca disso?

ELIAS: Apresenta-me um exemplo da detecção de um extremo.

ESTER: O caso de ontem, em que eu adoptei um expressão elevada, por estar a interagir com pessoas durante o dia e ter estado bastante aberta. Senti-me bastante vulnerável. A determinada altura isso mudou tudo, e fiquei completamente deprimida. Tudo o que me apetecia fazer era esconder-me, o que fiz, sentei-me lá no quarto e fiquei a olhar para a televisão. Parte de mim podia pressentir que eu podia provavelmente levantar-me e ir dar uma volta ou ocupar-me com qualquer outra coisa, mas nesse instante senti que isso fosse contra qualquer coisa. Quase precisei tomar uma decisão, sabes, e era isso.

ELIAS: Muito bem.

Ora bem; antes de mais, examinemos a interacção que tiveste com outros indivíduos. Qual era a percepção que tinhas? Que estaria efectivamente a ocorrer?

ESTER: Estava com duas pessoas... Bom, não estou bem certa daquilo que estás a perguntar.

ELIAS: É significativo, porque traduz o modo pelo qual começas a compreender o modo como crias esse processo de avaliação. Por isso, vou-te acompanhar passo-a-passo, digamos assim, por meio do que poderei fornecer-te informação a cada passo de modo a melhor poderes compreender aquilo que efectivamente estás a fazer, o tipo de energia que estás a projectar, que respostas automáticas estás a empregar, e as escolhas que estás a eleger. Por isso, comecemos pela interacção.

ESTER: Eu tive duas interacções, e acho que estão ligadas. Uma foi com esta exploração, e aquilo de que falávamos era sobre a minha experiência principalmente como mais livre, centrada no momento e a estabelecer escolhas. A interacção teve que ver com a informação que obtive com relação às drogas, e em ser livre desse modo...

ELIAS: Muito bem.

ESTER: ...e o reconhecimento de ter tido momentos em que senti o que descreviam como liberdade, momentos esses que obtive sem o apoio de drogas. Pelo que foi o contrário do facto...

ELIAS: Muito bem. E a interacção seguinte?

ESTER: A interacção seguinte foi com o meu amigo. Eu tinha estado a falar com ele sobre aquilo a que chamamos de vidas passadas e de outros focos. Eu tinha acabado de ter uma sessão com o Kris, e ele mencionou informação acerca de mim e do medo que sinto de ensinar nesse outro foco que tive, e eu estava a mencionar-lhe isso. Ele revelou-se bastante receptivo, e de algum modo senti-me animada com a possibilidade de partilhar isso, mas ao mesmo tempo sentia-me bastante receosa.

ELIAS: Mas, que terás percebido que te tenha motivado tal medo? (Pausa prolongada)

ESTER: Eu acho que... Desculpa, diz lá. Então, porque razão estarei aqui a chorar?

ELIAS: (Delicadamente) Descontrai-te. A razão porque estás a empregar essa acção (comoção) deve-se ao facto de libertares energia, por estares a reter a energia com firmeza. Estás a produzir ansiedade, a qual é similar ao receio que expressaste junto desse outro indivíduo.

Bom; que é que estás a fazer? (Pausa prolongada) Que é que estás neste momento a fazer?

ESTER: Neste instante senti receio em relação ao que ias dizer...

ELIAS: Exacto.

ESTER: ...ao modo como me ias ajuizar.

ELIAS: Exacto. Isso também motivou a hesitação na resposta que apresentaste às minhas perguntas. Eu posso-te dizer que te podes permitir abrir-te e deixar de sentir medo, porque eu não vou utilizar nem expressar qualquer crítica em relação seja a que experiência tenhas ou partilhes comigo. Isso é desnecessário. Eu não emprego as crenças que todos vós usais na vossa realidade física, as quais, devo-te dizer, não são o que constitui o vosso inimigo.

A avaliação do que tu fazes e do que te motiva a faze-lo tem um propósito, porque no momento em que te permitires avaliar o que efectivamente estiveres a fazer e o tipo de energia que estiveres a expressar, abres uma porta à escolha. Em vez de te confinares à escolha duma resposta automática, a qual pode ser limitadora e também gerar confusão, tu permites-te reconhecer diferentes influências inerentes a diferentes crenças, e desse modo escolher qual a influência que esteja mais associada às tuas preferências.


Agora; expressaste que percebes que as duas formas de interacção que geraste te parecem estar relacionadas uma com a outra. De que modo te terá parecido que isso tenha estado relacionado?

ESTER: Ambas diziam respeito a uma partilha da minha experiência com mais alguém.

ELIAS: E ao entusiasmo que sentiste ao te permitires partilhar a experiência que tiveste, mas a hesitação e a apreensão que sentiste nessa partilha, por poder não ser acolhida da forma que pretendias, ou pela razão de que, com a tua exposição e com a permissão de partilhares poderes suscitar uma percepção desfavorável da parte do outro, por estares a permitir-te ser vulnerável e tal vulnerabilidade ser perigosa – e isso comportar o potencial da ofensa ou do desapontamento ou da desaprovação. Em todas essas experiências – bem como nesta, que tens comigo – subsiste um desejo de partilha e de compreensão, mas também subsiste uma hesitação, por abrigares ânsia de aprovação.

A ânsia por aprovação é expressada e motivada pela falta de aprovação que consegues exprimir no teu íntimo, que eu compreendo poder ter sido traduzido pela outra essência como uma propensão para o perfeccionismo. Dir-te-ia mais concretamente que isso pode traduzir-se por uma expressão que empregas ou uma expectativa que empregas contigo própria em certas alturas, mas mais especificamente que produzes determinadas experiências em busca de aprovação externa.

Agora; isso pode ser reconhecido pelo que designais como um acto perigoso, porque geralmente, e em grande medida, o que vireis a produzir numa busca de aprovação exterior é o desapontamento, porque na maior parte dos casos o outro indivíduo deve ficar aquém do que procuras através da aprovação. Por isso, geras um forte potencial para o desapontamento em relação a ti própria.

Agora; a aprovação é um negócio traiçoeiro porque na realidade o que queres não é aprovação, não no teu íntimo nem da parte do outro. O que genuinamente queres é permitir-te alcançar a liberdade para te expressares e produzires a aceitação dentro de ti para experimentares a confiança em ti e a tua própria força, deixando desse modo de sentir dúvida respeitante a ti própria e às capacidades que tens.

A aceitação é diferente da aprovação. A aprovação (o louvor) constitui a expressão ou o selo, digamos assim, que te diz que estás certa. A aceitação constitui um conhecimento de ti própria, que não tem que ver com o estar certo ou errado, mas de te permitires a liberdade de te expressares e as tuas escolhas em associação com as preferências que tens, com conhecimento de que as tuas preferências constituem as tuas directrizes respeitantes às crenças por que tens preferência, não necessariamente certas ou erradas, mas nos vossos termos, as correctas para ti. Numa aceitação dessas, também reconheces que as preferências que abrigas não são necessariamente as preferências dos outros, e que isso é aceitável.

A aceitação também elimina a ameaça causada pela diferença. A ameaça da diferença motiva a expressão da procura de aprovação, porque ao experimentardes diferenças, a resposta automática que dais à diferença é a de gerardes uma avaliação quanto a que diferença seja correcta e incorrecta. E automaticamente, do mesmo modo que muitos outros indivíduos, quereis expressar a diferença que é correcta. Porque se expressardes a diferença que é errada, isso deverá tornar-se muito grave! (Riso)

Reconhecendo que expressais as vossas verdades e permitindo-vos genuinamente reconhecer que quaisquer que sejam essas verdades, elas correspondem às vossas directrizes e que estão na sua maioria de alguma forma associadas às vossas preferências, desse modo começais a reconhecer que elas na verdade não são verdadeiras mas que constituem as vossas directrizes.

Bom; voltemos à primeira interacção que tiveste com o primeiro indivíduo - partilha de informação com esse indivíduo e expressão de vulnerabilidade, o que constitui um outro termo que designa a abertura, e nessa partilha de experiência, gerando um quê de entusiasmo respeitante à realização de te permitires criar certas experiências em ti própria sem empregares qualquer substância externa, o que constituiu para ti um reforço da capacidade que tens e desse modo gera um entusiasmo, por te estares a validar a ti própria. Mas com o acto de partilhares a experiência e de comparares com aquilo que pode ser criado em associação com substâncias externas, gera-se uma exposição e uma hesitação automática, por isso abrir de novo a porta à expectativa de aprovação. E conforme expressamos, a expectativa de aprovação procura esse selo, essa confirmação do estar certo e do ser valorizado.

Agora; diz-me lá como é que relacionas essa experiência e a resposta que deste, a resposta automática que deste a isso, com a experiência que fizeste na segunda interacção.

ESTER: Ora vejamos. Na segunda experiência, eu senti-me realmente bastante excitada. Foi quase como tu mencionaste antes, assemelhou-se a um desapontamento, por ter sido como um... Como o poderei referir? Quando mencionaste a busca de aprovação, na segunda experiência foi de facto bastante simples, bastante aberto. Foi como aquilo. Senti como se o resto de mim a falar com o Jim acerca disso, procurasse obter uma sensação de aprovação ao dizer: “Ah, está bem”, que eu creio não obtive.

ELIAS: Por estares uma vez mais a buscar aprovação com relação à realização que conseguiste, gerando uma vez mais uma experiência que possa ser um tanto nova e diferente, e reconhecendo-te temporariamente na tua experiência e na permissão de ti própria para criar a experiência, só que buscando a aprovação do outro. Por abrigares uma hesitação e uma dúvida referente ao valor da capacidade que tens de gerares a experiência, criando automaticamente a comparação de que os outros são capazes de conseguir mais - de que tu estás a começar, mas que os outros têm mais experiência do que tu. Consequentemente, geras a expectativa e buscas a aprovação da parte do outro a fim de te validar o reconhecimento que fazes e o entusiasmo que sentes com a descoberta das tuas capacidades.

Ora bem; deixa igualmente que te diga que reciprocamente, caso te aceites duma forma genuína e explores as capacidades que tens por meio duma experiência nova e produzas esse entusiasmo assim como o reconhecimento das tuas experiências, e partilhes essas experiências com outro indivíduo, permitindo desse modo uma expressão genuína e o emprego do teu entusiasmo e do reconhecimento e a apreciação das capacidades que tens e do que geraste com tais experiências, tu projectas um tipo diferente de energia. Sem a expectativa da aprovação e com a genuína partilha da experiência, empregando esse reconhecimento e esse apreço pela tua realização, projectas um tipo de energia que o outro acolhe e te reflecte de volta com um entusiasmo semelhante, por reflectir aquilo que projectas. Se estiveres a projectar uma energia de entusiasmo e de reconhecimento e de apreço, ele deverá reflectir-te isso de modo semelhante, e receberás, sem a expectativa, aquilo que pretendes em tais casos.

ESTER: Sou capaz de notar a diferença entre a primeira e a segunda, por corresponder exactamente ao que estás a falar. Penso que seja o contraste, não é?

ELIAS: Ora bem; podes ver o contraste e permitir-te reconhecer que proporcionaste a ti própria uma informação considerável com tais contrastes. Isso expande a capacidade que tens de reconhecer objectivamente não só o que estás a fazer no momento, mas também as tuas escolhas.

Agora; ao longo do teu dia, tu escolhes isolar-te. Isso é motivado pelo desapontamento por não teres recebido completamente aquilo que querias, mas mais pelo facto de não teres expressado apreço por ti própria e pelas capacidades que tens. Por isso, o desapontamento é expressado não necessariamente em relação ao semelhante mas em relação a ti.

ESTER: Ena, isso abre uma porta completamente nova.

ELIAS: Ao experimentares tal desapontamento sem identificares necessariamente a mensagem, e ao sentires o sentimento, que em si mesmo constitui o sinal, mas sem procederes necessariamente a uma identificação com clareza da mensagem respeitante ao desapontamento, proporcionas a ti própria um reconhecimento momentâneo de teres tido alternativa e de teres podido alterar o que estavas a fazer. Mas além disso tu, ao deixares de acolher genuinamente a mensagem, confundiste-te e começaste a questionar se poderias forçar a energia ou não, caso desejasses passar a incorporar uma acção diferente.

A razão porque te terá parecido que o pressionar a tua energia fosse um acto potencial deve-se ao facto de não teres recebido a mensagem, e por isso, o sinal ter prosseguido – daí a avaliação que fazes do facto de que, a teres empreendido uma acção diferente, terias tentado forçar a energia em oposição ao sentimento ou ignorando o sentimento, o que é parcialmente exacto, só que não completamente, e também um tanto estereotipado.

Porque empregar uma acção diferente não teria necessariamente correspondido à do pressionar a energia de oposição para com o sinal que estavas a apresentar a ti própria, o sentimento. Teria representado uma maneira pela qual terias conseguido significativamente distrair-te o suficiente para te afastares, digamos assim, do aperto provocado pelo sinal, e talvez permitir-te compreender a mensagem do que criaste e do que procuraste identificar no teu íntimo com relação ao teu próprio desapontamento.

Se tivesses facultado a ti própria esse primeiro elemento da mensagem do desapontamento, isso ter-te-ia permitido avançar por completo para a avaliação do que estavas efectivamente a fazer, do que estavas efectivamente a expressar e do que estava a ter lugar dentro de ti em associação com a percepção que tinhas, das crenças e as expectativas que tinhas, e do que buscavas nesses indivíduos. Toda essa informação teria estado mais prontamente ao teu dispor duma forma objectiva caso tivesses examinado a mensagem.

Por vezes, a mensagem pode parecer obscura, e por vezes, nessa obscuridade, pode tornar-se benéfico interromper a resposta automática de te afundardes no sinal e assim obscureceres a percepção que tens simplesmente com o afundamento no sinal, no sentimento. Nesse sentido, à medida que o sentimento se revela inadequado, escolhes um tipo qualquer de distracção, que consegue o quê? Consegue fazer com que ignores e entorpeças o sinal. Incorporas a acção de te isolares, e de continuares a abrigar o sentimento e em certa medida tentas ignorá-lo envolvendo-te na distracção que a vossa televisão te proporciona. Mas ele não desaparece.

ESTER: Não, não desapareceu.

ELIAS: Apenas se tornou um tanto enublado, mas prosseguiu. Mas tu continuaste a concentrar-te nesse cenário e nessa experiência até ao dia de hoje, pelo que vens debater isso comigo. Mas reconhece que isso, no método que utilizas, se torna bastante benéfico, por corresponder à maneira que tens de provocar a avaliação em relação à qual não tinhas a certeza no dia anterior.

ESTER: Ena, isso é incrível. É maravilhoso.

ELIAS: (Ri) mas eu estendo-te o meu reconhecimento, minha amiga, por nesse processo teres facultado a ti própria uma informação e experiências consideráveis, e nessa medida, por teres criado a avaliação e uma maior clareza associada com o que estás efectivamente a fazer com muita rapidez.

ESTER: Caramba. Obrigado. (Elias ri) Obrigado pela ajuda.

ELIAS: Não tens o que agradecer. Mas talvez venhas a mostrar reconhecimento por ti própria, por teres criado essa situação do mesmo modo que criaste as outras situações. (Ambos riem)

ESTER: Ah, agora a minha mente salta para tantas coisas do âmbito desse contraste, a tentar relacionar o que acabaste de mencionar. Um monte de coisas! (Elias ri) Já que o mencionaste, sinto uma forte sensação de culpa em relação ao reconhecimento da facilidade de certas coisas...

ELIAS: Ah, pela razão de que a menos que uma experiência ou um curso implique uma extrema dificuldade, ela não seja valorizada!

ESTER: Pois. (Ambos riem) E também tenho que reconhecer que um monte de coisas para mim são deveras fáceis, pelo que disponho de um monte de...

ELIAS: Mas isso deve ser espantosamente mau! Mas olha mais uma vez o contraste na forma como lutas para te libertares da emoção. O teu objectivo consiste em alcançares a ausência de esforço e a suavidade – mas precisas lutar para alcançares isso! (Ambos riem) Um paradoxo e tanto, não é?! Coisa que também te faculta uma oportunidade de examinares a forma com valorizas a luta.

ESTER: Creio que a valorização que dou à luta está a ficar reduzida com a experiência. Tenho a sensação de que é uma dessas crenças conflituosas, a de que eu tenho uma alternativa.

ELIAS: É, mas também constitui um exemplo daquilo que valorizas pela diferença. Valorizas a comodidade, mas também valorizas a luta. Produzes um juízo em relação a ti própria se estiveres a lutar demasiado, porque se incorporares um grande esforço, criticas-te por achares que devias produzir maior suavidade; e que não deves empregar luta. Mas se produzires suavidade, também formulas juízo por não ter tanto valor, por teres alcançado com facilidade e os outros não serem capazes de produzir tal comodidade em determinadas expressões, em consequência do que, uma vez mais empregas o julgamento da diferença, e isso é motivado pela comparação. É isso que produz a expressão de culpa, o “dever de fazer” e o “dever de não fazer”.

Mas posso-te dizer que produziste com eficácia as tuas armadilhas independentemente do rumo que tomaste! (Riso) Se optares por ter experiências cómodas, tu armadilhas-te e julgas-te por tal acção. Se tomares a opção de fazer uso da luta, também te armadilhas e te condenas com tais experiências. Bastante eficiente! (Ambos riem) E em todas essas experiências, diz-me se fazes o favor, onde pára o apreço pela realização? (Ri) Talvez essa possa ser uma nova exploração interessante que possas empreender, em vez da contínua crítica, justificação ou culpa. Talvez represente uma mudança salutar fazer a experiência do reconhecimento e da apreciação! Trata-se duma mera sugestão. (Ambos riem)

ESTER: Ah, que sugestão estupenda. Isto foi espantoso. (Elias dá uma risada) Tenho a sensação de que o meu tempo está a terminar. Mas penso que queria confirmar que te tenho vindo a pressentir junto de mim.

ELIAS: Mas tenho estado sim.

ESTER: Mesmo antes de conseguir acreditar nisso duma forma objectiva!

ELIAS: Correcto. Mas talvez agora, na tua nova experiência de reconhecimento e de apreço das capacidades que tens e das escolhas que defines, por meio dessa abertura que estás a começar a expressar possas produzir uma abertura maior para com a minha energia, e eu te possa lembrar para te divertires e talvez empregares algum tipo de cócegas para encorajar o humor e o riso, em vez da seriedade e da desconsideração. (Ambos riem) Eu digo-te que é muito mais divertido.

ESTER: Sim. Estou rapidamente a descobrir isso. Sim, sentir apreço agora. Consigo obter a sensação anterior de tentativa, a contínua rejeição do: “Isto não é divertido.” (Ambos riem) Obrigado por essa nota.

ELIAS: Não tens de quê, minha cara amiga. Fico a antecipar o nosso próximo encontro e o relato do quão bem te estarás a sair. E vou empregar uma energia de dança contigo nesse ínterim. (Ambos riem)

ESTER: Maravilha.

ELIAS: Para ti, com o enorme afecto e estima que te voto, endereço-te um au revoir.

ESTER: Adeus.

Elias parte após 58 minutos.


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