segunda-feira, 3 de outubro de 2011

SER OU NÃO SER?


SESSÃO #427
“Um Corre-corre sem parar”
“Ser ou não ser?”
Terça-feira, 19 de Julho de 1999 © (Privada/Telefone)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes:  Mary (Michael) e Anónimo.
Nota da Vicki:  O indivíduo indicado nesta sessão não pretendia partilhar esta transcrição, mas decidiu posteriormente que ela poderia ser benéfica para as pessoas.  Daí o anonimato.
Elias chega às 11:32 da manhã. (Tempo de chegada é de 22 segundos)

ELIAS:  Bom dia!

ANÓNIMO:  Não me encontro em boa posição. Eu criei esta situação para mim próprio – já a comecei a criar há três anos – e não sei como vou conseguir suportá-la emocionalmente.

ELIAS:  Mas, e que rumo vais tomar no inquérito desta manhã relativo a essa situação?

ANÓNIMO:  Bom, ultimamente senti-me profundamente entristecido. Passo por períodos em que me sinto triste de verdade. É assim, eu estou com cinquenta anos, não me encontro casado, já me divorciei duas vezes, já tive centenas de... bom, não centenas, provavelmente uma centena de amantes, e tudo parece ter acabado. Parece que... Não estou certo. Sinto como se tudo tivesse terminado, e parece que não vale a pena continuar a lutar mais.

ELIAS:  Ah, e percebes o foco físico como um grande fardo e uma luta.

ANÓNIMO:  Neste momento, sim.

ELIAS:  E em consequência, a direcção que a tua concentração toma volta-se no sentido do desenlace.

ANÓNIMO:  Volta.

ELIAS:  Mas, e que desejas perguntar quanto a isso?

ANÓNIMO:  Essa é uma  boa questão!

ELIAS:  Ah ah ah!

ANÓNIMO:  Eu sou um completo covarde quanto ao que toca a qualquer tipo de dor física, e não tenciono fazer nada a mim próprio, em termos físicos. Não sei. Só gostava de descobrir um modo de superar a situação e de deixar de me debater.

Basicamente, há três anos eu tive um relacionamento que falhou, e passei por uma depressão que durou seis meses. Eu pensava estar deprimido por causa do relacionamento, mas percebi que a depressão era muito maior do que a relação, por eu estar praticamente sentado no meu sofá cinco dias por semana, e em retrospectiva surgiram outras coisas, sabes, todas as coisas que não correram conforme o esperado.

Não era o homem; era aquilo que ele representava. Ela era bem apresentado, encantador, tudo. Ele era um Príncipe Encantado que quando estava com dezoito anos sabia que acabaria por casar, pelo que se compara ao término duma fantasia ou algo do género.

Eu detive na minha posse uma soma de dinheiro que não me pertencia, uma soma considerável, e não estava a trabalhar. Eu ia trabalhar mais ou menos dois dias por semana ou algo assim, e ficava em casa durante o resto do tempo, e tive que começar a gastar o dinheiro com as despesas do dia-a-dia, por não estar a conseguir obter nenhum rendimento por que me prezasse, por não estar a trabalhar. E basicamente, o que aconteceu foi que, é agora tempo de restituir o dinheiro, e eu já não o tenho na totalidade. Quero dizer, vou acabar por me envolver com o sistema da justiça criminal, e isso é bastante humilhante. Vou perder o meu emprego, mas em todo o caso detesto o trabalho que tenho, pelo que poderei perceber porque terei criado tal situação. Mas como a criei, a ideia de ter que passar pela barra do tribunal acompanhado dum advogado, e de ter que me apresentar como culpado de um crime... isso deixa-me profundamente deprimido. Quero dizer, o meu pai foi polícia vinte anos! E aquilo que criei coloca-me numa posição que mal consigo compreender.

ELIAS:  E nessa situação, dás por ti a balançar no meio da ponte, a considerares continuar no foco físico e a considerares interromper o foco físico, e deixares de te voltar no sentido de certas escolhas, por algumas envolverem temor, apesar das outras também envolverem temor.

E expressas o desejo de interagires comigo, de modo que te possa convencer a continuares no foco físico e a encorajar-te nessa área e a oferecer-te uma solução para tal situação em que tornaste - e com toda a eficiência! -  a tua realidade.

Deixa que te diga que outros indivíduos também criam situações desse tipo no seu foco, e – influenciados pelas crenças das massas e pelo alinhamento que estabelecem com essas crenças das massas e o sistema esmagador da duplicidade, o qual por vezes pode tornar-se bastante emocionante – olham para o seu foco e percebem encontrar-se num estado de desespero e  impotência por que buscam algum outro indivíduo ou expressão que lhes possa proporcionar algum tipo de reforço e validação que lhe proporcione uma razão válida, digamos assim, para prosseguir, por isso também se achar em conformidade com as crenças de massas que sustentais.

Bom; nessa medida, reconhece no teu íntimo que eu detenho consciência do incómodo e da aflição que estás a experimentar, e nesse sentido, posso-te dizer que nessa área podemos adoptar uma abordagem a partir de diferentes pontos de vista, dependendo do sentido que escolheres encetar. Deixa que te inicialmente te sugira um desses sentidos.

Nessa situação, percebes estar preso, e nesse elemento de te sentires preso, percebes a situação, percebes as circunstâncias, percebes as consequências de certos actos, TUDO o que consiste em expressões dos sistemas de crenças, por na realidade não existir causa nem efeito, mas criardes isso ao longo de grande parte das expressões que adoptais no foco físico, por isso assentar numa crença bastante enraizada.

Bom; nessa medida, em meio a essa expressão de desespero e de angústia, a tua atenção volta-se para áreas que também são influenciadas pelos sistemas de crenças do foco físico, de acordo com as ideias de desenlace, que te permitam sair dessas áreas problemáticas de incómodo e de aflição, e passar a seguir à deriva, rumo a um abismo que não apresente qualquer emoção e que não envolva sistemas de crenças nem situações físicas, e que adopte a aparência - no vossa maneira de pensar - de ser mais tranquilo e melhor. Independentemente do que quer que percebais como a natureza da acção uma vez que vos tiverdes desprendido do físico, TODOS vós perspectivais um período de paragem, de descanso e de inexistência de problemas físicos, digamos assim.

Bom; devo dizer-te que no sentido dessa maneira de pensar, isso consta unicamente duma escolha. Aquilo que acreditardes ser a acção que ocorre a seguir ao desenlace poderá materializar-se, só que apenas temporariamente, por consistir numa projecção das vossas crenças. Consequentemente, poderás proporcionar a ti próprio um descanso temporário com esse desenlace, só que deverá ser temporário, por se dar uma acção completamente diferente quando escolheis deixar o foco físico.

Nessa medida, deverás deparar-te com diversas situações, mas elas não se revelarão de forma nenhuma menos angustiantes ou perturbadoras para ti do que apelas que presentemente estás a experimentar, por continuares a manter, temporariamente, um aspecto da consciência objectiva - continuas a manter as tuas crenças duma forma temporária - e apesar de não teres que “fazer face ao teu criador”, digamos assim, e apesar de não seres responsabilizado por tudo o que tenhas criado nos teus focos físicos e não existir nenhum juízo nem carma, isso não quer dizer que a despeito disso não cries um imaginário e experiências bem reais nessa direcção,  por as tuas crenças se voltarem nesse tipo de direcção, e até que descartes os sistemas de crenças associados aos focos físicos, a manifestação desse imaginário, o qual é bem real, continuará a ser criado, por tu o criares!

Quanto às próprias escolhas de continuares ou interromperes o foco físico, isso não tem importância. Isso traduz meras escolhas. Poderás interromper se o preferires, que isso não é escolha errada nem correcta, boa nem má. Consiste unicamente numa opção relativa a probabilidades. Podes continuar no foco físico, que isso também não passa duma escolha.

A questão reside no facto de que tu és tu e as crenças que sustentas são as crenças que sustentas, e aquilo que crias sob a influência dos sistemas de crenças são aquilo que são, e eles permanecem os mesmos independentemente da continuação no foco físico ou do desenlace rumo às áreas não físicas da transição. Não tem importância. Tu estás a criar aquilo que estás a criar no presente momento, mas a criação disso pode sofrer uma ligeira alteração na medida em que alterares a tua situação ou local, mas aquilo que estiveres a criar intimamente prevalece independentemente do que estiveres a criar fora de ti.

O desenlace, conforme já declarei a outros, não difere duma deslocação para um outro país. No quadro da situação que provocaste no teu foco, esta analogia tem todo o cabimento, por teres criado uma situação em que as circunstâncias físicas em que te encontras poderem ser relativas ao local em que te inseres em termos físicos. No caso de dares um passo no sentido de te deslocares para outro país, a tua situação alterar-se-ia.

ANÓNIMO:  Está certo!

ELIAS:  Mas TU não sofrerias alteração nenhuma.

ANÓNIMO:  Por não conseguir fugir de mim próprio.

ELIAS:  Precisamente.

Nessa medida, continuarias a acompanhar a tua deslocação para a esse país. Tu podes alterar a tua situação física e as circunstâncias em que te vês envolto, mas tu próprio deverás acompanhar essa alteração seja em que sentido for que escolhas mover-te. De modo similar, se optares pelo desenlace, estarás simplesmente a optar por te moveres para um país diferente, e deverás permanecer o mesmo no teu íntimo nesse país diferente. Consequentemente, a experiência que estás presentemente a causar não deverá desaparecer automaticamente nem por artes de mágica.

Por isso, contemplas a alternativa do desenlace, e nessa medida, podemos dar uma vista de olhos nessa situação e ver as opções que tens ao teu dispor, além de vermos a situação que estás a criar.

Ora bem; permite que te diga que, previamente, nas reuniões compostas por estas sessões, eu mantive interacção com grupos de indivíduos que designei pelo que passastes a chamar de “sessões secretas”.

Nota da Vicki: Gostaria de dissipar qualquer mal entendido quanto a isto, por já ter ocorrido no passado. As “sessões secretas” a que o Elias deu início não foram sessões que tenham sido mantidas em segredo de toda a gente. Foram sessões em que fomos encorajados a discutir os nossos mais profundos segredos, o que se revelou útil, apesar de difícil!

ELIAS:  Eu encorajei essa actividade junto das pessoas de uma forma propositada, por isso permitir que elas percebam duma forma objectiva muitas áreas das criações que fazem que percebem de forma intensa por intermédio das lentes da duplicidade, as quais coloram bastante as situações.

Nesta sessão e debate particular que tu e eu estamos presentemente a manter, podes percebê-la de forma bastante similar a uma “sessão secreta”, por estares a passar para a área de te permitires confiança, até certo ponto, para proporcionares informação que percebes ser má, a qual convoca um formidável sentimento de culpa, de vergonha, de desapontamento, e de crítica pessoal.

Agora; ao abordarmos as questões fundamentais, poderemos de um modo muito mais eficiente passar para a área de alteração das criações que já puseste em marcha. Mas lembra-te de que nenhuma probabilidade é absoluta. Nenhuma escolha, nenhuma acção se encontra gravada na pedra. Consequentemente, apesar de em termos objectivos poder PARECER que as escolhas e as probabilidades sejam absolutas, elas não são, e tu podes alterar QUALQUER escolha e QUALQUER probabilidade em QUALQUER momento.

Agora, a pergunta que me dirigiste foi: “Ah, eu estou a entender isso, mas DE QUE MODO poderei alterar a criação do que pus em movimento?”

ANÓNIMO:  Exactamente!

ELIAS:  Ah ah ah ah ah ah! Nessa medida, a forma como estás a alterar aquilo que estás a criar é alterando a percepção que tens!

ANÓNIMO:  Eu sabia que te ias sair com essa!

ELIAS:  Isso pode-te parecer esquivo, e na maneira racional que tens de pensar pode parecer-te muito pouco eficaz, mas eu digo-te que nos termos da realidade actual, o sentido de movimento mais eficaz e que mais influencia É o de alterares a percepção que tens, por a tua percepção NA VERDADE criar a tua realidade! Consequentemente, aquilo que perceberes será aquilo que criares, e deverá ser bastante real!

Já demonstraste a ti próprio o próprio poder que tens no sentido de criares. Já demonstraste a ti próprio que por meio da percepção que tens, a qual é influenciada pelas crenças que abrigas tu criaste com toda a eficiência uma realidade actual. Quanto à situação, passemos a examiná-la.

Por intermédio da percepção que tens, a qual te cria a realidade, influenciada pelas crenças que sustentas, tu envolveste-te numa relação que percebes em termos ofensivos, e como tal criaste um sentido de probabilidades que te permite mover para certos tipos de expressão de ausência de movimento, de imobilização pessoal.

Bom; à medida que me dirijo a ti, tenho consciência da tua energia, e de JÁ te encontrares a passar para as áreas da crítica. PARA. Escuta apenas aquilo que te estou a dizer.

Eu não avanço qualquer juízo crítico quanto às tuas acções ou escolhas. Elas constam unicamente de escolhas, e na expressão que emito, elas não se encontram ligadas a sistemas de crenças. Naquilo que posso expressar não importa o que tenhas escolhido ou a tua motivação. Apenas criaste determinadas direcções e implementaste certas probabilidades que se actualizaram e passaram a criar a tua realidade, e é isso que eu te dirijo, não no sentido de te influenciar na área da criação contínua de te condenares a ti próprio. Por isso, digo-te uma vez mais, para apenas dares ouvidos sem te baldares para as áreas da crítica.

Nessa medida, criaste uma situação de imobilização ao te deixares consumir, digamos assim, por expressões emocionais, e também criaste escolhas no sentido de te deixares envolver por acções, em relação às quais, nessa altura, tu te justificaste ao expressares a ti próprio que, a despeito de reconheceres não dever envolver-te numa actividade dessas e utilizares esse dinheiro, por assim dizer, dos fundos pertencentes a esse outro indivíduo, na tua maneira de pensar também criaste uma justificação para esse acto, por estares necessitado, por estares sob a influência da crença que tinhas, digamos assim, duma justificativa. Também criaste um outro tipo de justificação, ao expressares para ti próprio que não tinha importância, porque te disponibilizarias a repor o que gastasses.

ANÓNIMO:  Foi o que eu pensei, só que não o fiz.

ELIAS:  Mas além do mais essa é uma elaboração mental genuína. Nessa medida, a intenção vai no sentido de te voltares nesse tipo particular de direcção e de expressão, só que o acto continua a ponto de chegares a ver que não dispões da capacidade de criar tal acção. Agora, numa terminologia bastante concreta, tu “cavaste um grande buraco para ti próprio”, mas esqueceste-te da escada para te ajudar a trepares esse buraco, e expressas desamparo quanto à capacidade de saíres dele.

Ora bem; nessa medida, ao começares a examinar a forma como criaste esta situação e a percepção que suportas na criação desses tipos de probabilidades e actualidades no teu foco, poderás igualmente desviar a tua atenção. Se não vires aquilo que estiveres a criar e o modo como estás a criar a tua realidade, como poderás voltar a tua atenção numa direcção diferente? Para onde a voltarás?

Esta é a razão porque estamos a examinar as acções que já criaste e a examinar a situação que estás presentemente a criar, porque se não alterares a percepção que tens, deverás continuar a criar na mesma linha de probabilidades, a qual é bastante influenciada pelos sistemas de crença da causa e efeito, e se estiveres a criar um certo tipo de acção em termos errados que se mova no enquadramento das crenças das massas, também incorres em certas consequências e deverás incorrer na restituição. Isso diz respeito a questões do foro da causa e do efeito.

Bom; também podes voltar a tua atenção para o momento, reconhecendo que a influência desses sistemas de crença criaram uma expressão bastante eficiente da realidade no teu foco, mas isso não diminui a realidade que podes criar noutros sentidos.

Ao olhares para a presente situação, tu projectas muita energia em probabilidades e possibilidades futuras, num exercício de antecipação - a antecipar a humilhação, a antecipar a angústia, a restituição, como os outros indivíduos te verão, como te verás a ti próprio -  e a antecipar o modo de continuares sob a sombra de tão pesada nuvem. E durante todo esse tempo expressas para ti próprio: “Péssimo, péssimo, péssimo. Muito, muito mau. Eu sou péssimo. A situação é péssima. As consequências são péssimas. Eu estou a criar horrivelmente. Tudo está perdido, por me sentir irremediavelmente eficiente na criação de lixo!” (A rir)

Agora; devo dizer-te que tu permitiste eficientemente que essa crença da duplicidade se tornasse bastante emocionante, mas nem toda a esperança está perdida!

Nessa medida, reconhece que o conceito da inexistência de absolutos não consta dum mero conceito, mas traduz  uma realidade.

Nessa medida, olha igualmente para a concentração que estás a fazer. Tu estás a projectar-te no passado, estás a projectar-te no futuro, e nessa projecção para além do momento, tu castigas-te intensamente a ti próprio, e estás a condenar-te a ti próprio, e o que criaste foi um imenso carrossel em que continuas a correr, a correr e a correr de tal modo que chegas à exaustão.

ANÓNIMO:  Está certo!

ELIAS:  Por isso, podes optar por deixar de correr.

Nessa medida, podes permitir-te dar um passo no sentido do afastamento do teu carrossel e reconhecer que ele apenas perpetua tudo aquilo que não desejas perpetuar, e começarmos pela área da expressão de que TU ÉS DIGNO. Tu – intrinsecamente – enquanto o indivíduo que és, não és mau, nem criaste erradamente. Não és indigno. Não estás a expressar a tua realidade por formas más nem erradas nem perversas, independentemente das tuas leis, independentemente da expressão das crenças das massas.

Bom; não te estou a dar uma desculpa para que comesses a ofender os outros, mas tal não corresponde à direcção que expressaste. Não provocaste uma situação de ofensa para com os outros.

ANÓNIMO:  Aposto que o tipo cujo dinheiro gastei pensa que o faço!

ELIAS:  Ah! Bom, essa pode ser a percepção que o indivíduo tenha, mas na realidade, de que forma terás ofendido o indivíduo? Agora, na percepção que ele tem, a qual se traduz pela realidade dele, ele pode expressar-se nesse mesmo sentido, e isso constituir uma realidade para ele próprio, mas isso não te diz respeito, por não ser responsabilidade que te caiba.

ANÓNIMO:  Na verdade eu até contribuí com algo. Permiti que colhesse uma situação em que pode expressar toda a sua fúria e ódio que sente. (Elias ri) Quero dizer, ele não precisava queixar-se à polícia. Teria sido muito mais fácil restituir-lhe o dinheiro mais cedo se ele não tivesse feito aquilo. Ele decidiu-se mais pela vingança do que pela restituição do seu dinheiro.

ELIAS:  Mas isso diz respeito à opção dele.

ANÓNIMO:  Essa FOI a escolha que ele determinou.

ELIAS:  Mas isso não é responsabilidade tua. Também não te diz respeito. O que te diz respeito é a criação e a participação na criação conjunta com ele. A tua atenção precisa focar-se na área daquilo que TU crias, porque ele pode criar seja o que for por que opte por criar, que isso não expressa necessariamente que em termos físicos, o movimento deva surgir do modo que esperas objectivamente, mas tu deverás criar do modo que esperas. Se esperares ser humilhado, tu sê-lo-ás. Se contares que vais ser “desonrado”, tu sê-lo-ás. Se esperares ser ofendido, sê-lo-ás, por Tu dares lugar à criação disso!

Mais ninguém cria a tua realidade! Pode criar qualquer expressão por que opte, mas não cria a tua realidade! Por isso, apenas poderá afectar-te na medida em que permitires que a sua expressão te AFECTE, mas se a tua atenção não se focar de modo tão intenso na criação DELE, ele não demonstrará uma intensidade de poder que afecte a tua realidade.

Nessa medida, como estás a começar a mover-te no sentido de expressões de aceitação e de confiança em ti, reconhecendo genuinamente que não és uma pessoa má, que és uma pessoa digna e jovial, a tua realidade inteira altera-se, à semelhança de um quadro. Podes colorir o teu retracto em todas as tonalidades de marrom e cinzento que ele deverá apresentar um tom, assim como também poderás colorir um retracto em vários tons de vermelho amarelo e azul, que ele deverá passar a apresentar uma tonalidade completamente diferente.

O modo como te percebes a ti próprio - e àquilo que esperas e àquilo em que te concentras influencia altamente o modo como crias a tua realidade. Se continuares a ver-te e a perceber-te como mau, também deverás conduzir a ti esses tipos de situações contínuas.

Agora; deixa igualmente que te diga que, para além disso - porque ainda não fomos além disso, propriamente, mas deverás mover-te nessa direcção conforme as probabilidades que estás actualmente a criar e o rumo para que te estás a voltar no momento - existem situações e expressões que podem ocorrer no foco físico por meio duma dinâmica que se gera entre os indivíduos, em que os outros podem criar expressões que encares como bastantes detestáveis e ofensivas, digamos assim.

Mas nessa medida, voltamos a ti, e nesse sentido, ao examinares as expressões de aceitação e de confiança em ti, também poderás examinar para contigo o modo como as expressões dos outros te afectam, por estares verdadeiramente a mover-te para expressões de aceitação e de confiança naquilo que crias, e SERES um indivíduo digno e não seres mau nem bom tampouco, mas apenas um indivíduo - tu és o que és, e isso é completamente aceitável e é destituído de importância - assim que tiveres genuinamente passado para a expressão de ausência de importância em relação a ti próprio, a expressão dos outros deixará efectivamente de ter importância.

Nessa medida, poderás nem sempre dissolver uma situação, digamos assim, que outro indivíduo esteja a criar, mas a questão não reside nisso. A questão reside em não te voltares, na tua ideia ou engano, no sentido inverso de criares a realidade do outro e de mudar a sua expressão! Não! Essa não é a questão. A questão reside em te focares naquilo que crias e em ti próprio - que por uma expressão genuína dessas deixará de ter importância – no facto da expressão do outro ser ou não alterada, porque nesse caso te capacitas pelo reconhecimento das tuas próprias capacidades.

Os outros poderão expressar-se continuamente em certos sentidos, e saírem completamente confundidos em si mesmos por não estarem a criar aquilo que desejam criar no seu foco físico, e a razão para não estarem a criar aquilo que desejam deve-se ao facto de não poderem alterar a TUA realidade! Independentemente do que percebam como benéfico para eles próprios, eles não te criam a realidade! Consequentemente, se não mostrares compatibilidade nem concordares com a opção deles quanto à tua realidade, não és obrigado a criá-la!

Outro indivíduo poderá desejar intensamente que passes a ocupar o local físico da cadeia, que isso não tem importância, por depender da TUA escolha!

ANÓNIMO:  Eu sei, e isso não vai acontecer!

ELIAS:  Aquilo com que te preocupas é com a avaliação que os outros fazem de ti, porque no teu íntimo, continuas a perceber que a avaliação dos outros dite a dignidade que tenhas.

ANÓNIMO:  Penso ser um problema de que sempre padeci, o que constitui aqui uma grande lição!

ELIAS:  Justamente!

Nessa medida, tu crias uma situação muito intensa que te apresentará isto. O que criaste de modo eficiente foi apoiar-te no teu canto, situação essa em que deixas de perceber qualquer outra alternativa para além da examinação desta crença e deste problema, e agora moves-te para uma posição de desmantelares esse relicário, mas esse relicário do teu foco é bastante extenso e tu decoraste-o com toda a eficiência!

ANÓNIMO:  Eu sei que quando sair desta situação, vou deixar de me preocupar com o que os outros pensem de mim, para além do que eu penso de mim próprio.

ELIAS:  E vais experimentar uma enorme liberdade e a eliminação duma formidável sensação de peso, porque na realidade, não importa!

A tua dignidade não é ditada pela expressão ou opinião ou percepção de ninguém. A tua dignidade não é ditada pelas tuas acções ou experiências. Por isso, a tua dignidade não é ditada por nada que cries. A tua dignidade és TU, e isso não é reflectido por aquilo que crias ou experimentas nem pelas opiniões ou percepções de ninguém. Nem sequer é ditado pela percepção que tens!

ANÓNIMO:  Eu estava justamente a pensar o mesmo! (Elias dá uma risada)

ELIAS:  A tua percepção é filtrada. É influenciada pelas crenças que tens, mas a tua dignidade NÃO é influenciada por essas crenças. É completamente diferente.

ANÓNIMO:  Eu sinto como se tivesse tirado cinquenta quilos da minha cabeça!

ELIAS:  Eu afirmo-te que tu és um indivíduo maravilhoso!

Dispões de enormes capacidades, conforme te disse na nossa última reunião, na qual te encorajei bastante, ao te dizer que deténs uma grande habilidade no campo da criatividade. Também dispões duma enorme capacidade de interagir com os outros, no sentido de prestares ajuda. Tens muito a expressar, além do que, em conjugação com esta mudança da consciência, mas mais presentemente em relação a ti próprio individualmente, o que automaticamente deverá passar a influenciar no âmbito da consciência.

Nessa medida, dou-te conta dum enorme reconhecimento da dignidade individual que te caracteriza. Este foco individual, este foco do Anónimo, que és tu individualmente, detém qualidades únicas e formidáveis nesta dimensão física e é bastante digno. Tens uma enorme dignidade, porque cada indivíduo, cada foco da essência, cada essência, cada elemento da consciência detém um valor precioso, e tu não vales menos que toda e qualquer expressão que a consciência assuma, facto esse que reconheço duma forma considerável. Não esqueças que até mesmo as tuas experiências e percepção não diminuem a grandeza da dignidade que tens.

Nessa medida, lembra-te do indivíduo glorioso e assombroso que és! Além disso recorda-te de que independentemente da direcção em que escolheres colocar o pé, digamos assim, deverás acompanhar a ti próprio nesse mesmo sentido, e carregar contigo todas as situações e problemas que presentemente crias.

Por isso, uma vez mais, não tem importância. Reconhece tratar-se unicamente de expressões das crenças – não que não apresentem realidade, porque apresentam, e uma realidade bastante concreta, na vossa dimensão física!

Mas isso tampouco tem importância, porque TU na tua qualidade fantástica deténs a CONTÍNUA capacidade de alterares QUALQUER desses elementos da realidade! Quão gloriosa criação exibistes nesta dimensão física – a capacidade de alterardes QUALQUER ELEMENTO da vossa realidade à vossa escolha!

ANÓNIMO:  Obrigado. Já me sinto bastante melhor.

ELIAS:  Não tens de quê.

ANÓNIMO:  Eu tenho que provocar uma coisa qualquer para sair do emprego que tenho, por o detestar bastante. No emprego que tenho, sabes, as pessoas esperam que eu mude a realidade delas em seu lugar!

ELIAS:  Precisamente!

ANÓNIMO:  Elas pagam-me para lhes alterar a realidade, o que é bastante frustrante, por não o poder fazer! Não consigo fazê-lo. Já o constatei!

ELIAS:  Mas podes dar conta desta conversa ao Michael, porque ele também constata objectivamente essa situação muitas vezes! Ah ah ah!

Mas eu garanto-te que tu tens razão. Não podes alterar a realidade de ninguém, nem ninguém consegue alterar a tua realidade! Vós, individualmente, detendes essa capacidade única, mas isso também constitui um dos atributos e qualidades assombrosas que detendes – a vossa qualidade exclusiva e livre arbítrio individual.

ANÓNIMO:  Eu acabei de ler a última transcrição publicada respeitante à orientação. Eu acho, mas isto não passa dum palpite... bom, é uma suposição abalizada, creio. Penso que a orientação que tenho seja comum.

ELIAS:  Estás certo. (A rir)

ANÓNIMO:  Aquela característica masculina, lógica, racional que possuo!

ELIAS:  Mas isso por vezes constitui uma expressão que se manifesta intimamente, nas identificações a que procedeis no foco físico. Eu devo dizer-te que isso também te proporciona a habilidade de te moveres nas tuas criações com muito menos confusão, por meio da interrupção das expressões emotivas, do que poderias experimentar caso tivesses uma orientação diferente. Por isso, sê corajoso! (A rir)

ANÓNIMO:  Sim. Eu tenho a capacidade de me focar num projecto ou algo que esteja a fazer, e é como se as minhas emoções se dispersassem quando o faço.

ELIAS:  Mas não deprecies esse aspecto da vossa realidade física, porque no enquadramento actual da vossa realidade física, gera-se uma enorme influência na área das vossas ciências da psicologia, e nesse âmbito, garanto-te que te poderás permitir ser conduzido à depreciação de certos elementos da tua realidade sob a influência dos sistemas de crenças.

Eu digo-te que os aspectos emocionais do teu foco são bastante reais, e tu poderás reconhecer a influência e a força deste aspecto da tua realidade, por consistir NUM dos elementos básicos desta realidade nesta dimensão particular. Consequentemente, não deprecies a expressão que assumes nessa área.

Existem muitas crenças que mantendes no foco físico que se dirigem no sentido de depreciardes a realidade das criações emotivas, mas eu garanto-te que isso apenas cria bloqueios em vós próprios e gera uma maior confusão e um conflito além do necessário. Por isso, examina apenas aquilo que motiva a expressão que adoptas nas áreas emocionais.

Reconhece que a expressão emocional motivada pela energia da culpabilidade consiste basicamente num desperdício de energia, que não te proporciona avanço nenhum no campo da eficiência ou da produtividade, digamos assim. Por isso, o seu ÚNICO propósito assenta no reforço da duplicidade.

Por isso, de cada vez que experimentas uma expressão emotiva em conjugação com o elemento da culpa, podes dirigir-te directamente a esse factor emocional e como tal interromperes a expressão da emotividade, a qual apenas te permite trepar para o teu carrossel uma vez mais, numa perpetuação do círculo.

Deverás emocionar-te, e isso irá reforçar-te a sensação de culpa, e a culpa irá reforçar a duplicidade, e a duplicidade irá reforçar a expressão emocional, e por aí adiante.

ANÓNIMO:  E eu começo a andar às voltas!

ELIAS:  E isso continuará a manter-te na mesma posição, e tu imobilizar-te-ás a tu próprio.

ANÓNIMO:  Sinto-me bastante melhor, após ter conversado contigo. Sinto uma sensação de leveza e duma maior esperança, e sinto-me mais confiante em mim mesmo.

ELIAS:  Muito bem! Vou continuar a estender-te o meu reconhecimento e a a minha energia. Conforme terás tido consciência, já te estendi uma expressão dessas!

ANÓNIMO:  Estendeste, sim! Na noite passada, antes de ir dormir, eu pude vislumbrar um monte de luzes azuis!

ELIAS:  O que tinha a intenção de reforçar o encorajamento que te estendi; uma confirmação do reconhecimento que te expresso pelo que estás a experimentar.

ANÓNIMO:  Muitíssimo obrigado.

ELIAS:  E vou continuar a reforçar-te, a título de lembrete, a dignidade que te assiste.

ANÓNIMO:  Obrigado.

ELIAS:  Não tens de quê. Para ti neste dia, estendo-te um enorme afecto, e fica certo de poderes  antecipar a nossa contínua interacção.

ANÓNIMO:  Obrigado.

ELIAS:  Estendo-te um terno au revoir.

ANÓNIMO:  Adeus.

Elias parte às 12:37 da tarde.

© 1999  Vicki Pendley/Mary Ennis, Direitos Reservados

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.

O MATERIAL ELIAS