sábado, 22 de outubro de 2011

OS FUNDAMENTOS DA MORAL




SESSÃO #463
“violação, assassínio e os fundamentos morais”
Quinta-feira, 2 de Setembro de 1999 © (Privada/Telefone)
Participantes:  Mary (Michael) e Joe (Holden)
Tradução: Amadeu Duarte

Elias chega às 10:35 da manhã. (Tempo de chegada é de 17 segundos)

ELIAS:  Bom dia!

JOE:  Bom dia!

ELIAS:  Cá nos encontramos novamente!

JOE:  Sim, senhor! (Elias ri) Nesta sessão, se o desejares, gostava basicamente de dissecar um evento e avaliar o resultado relativo às crenças que influenciam ou são afectadas por esse evento. Basicamente, no que é... eu queria fazer um esboço disso, mas não consegui. De qualquer maneira, penso que possas acompanhar, se fizeres o favor.

Passou no programa “60 Minutos” outro dia à noite uma peça, e enquanto assistia a essa peça, eu pensava que servia como um excelente exemplo em relação ao qual te poderia interrogar, e para dissecar e considerar, por comportar dois opostos – refiro-me mesmo a contrários – na avaliação do desempenho dos indivíduos envolvidos. Estarias disposto a rever isso comigo?

ELIAS:  Muito bem.

JOE:  Está bem. Eis então o teor. Em Berkeley, na California, dois estudantes encontravam-se no final da adolescência e tinham saído à cidade numa determinada noite. Foram ao casino, e um deles apanhou uma garota de dezassete anos. Levou-a para a casa de banho e o outro acompanhou-o. Brincaram um pouco, e a seguir o primeiro levou a garota para um estábulo, e o outro foi para outro estábulo e ficou a olhar de cima e basicamente disse para eles terem cuidado com o que estavam a fazer, por não ter gostado daquilo que vira, e voltou costas. E a seguir, passados uns vinte minutos ou isso, o outro tipo saiu, de acordo com as câmaras de segurança. De qualquer modo, ele violou e estrangulou a pequena.

Bom, o outro tipo que observou a cena jamais contou o que vira a quem quer que fosse, e até ao dia de hoje defende a posição dele. E por aquilo que tenho vindo a estudar nas transcrições e no material do Seth e tudo o mais, sobre a inexistência de vítimas e tudo isso, consigo compreender mais ou menos aquilo que ele cometeu, mas a opinião pública é completamente contrária. Os estudantes de Berkeley ficaram de tal modo indignados com eles que não conseguem compreender que alguma crença possa estar na base disso.

Agora, aquele foi um crime horrível, ainda que basicamente não exista bem nem mal, parece-me que isso constitua um excelente exemplo a dissecar de modo a compreender melhor as crenças e o modo como operam e como afectam as pessoas. O tipo que manteve segredo foi basicamente ostracizado, mas também alegou achar que a justiça se faria por o tipo que magoou a pequena ter sido detido e provavelmente ir passar o resto da sua vida na prisão. Poderias comentar o caso, por mim, se fazes favor?

ELIAS:  E em que sentido gostarias de começar a explorar a questão?

JOE:  Ora bem, basicamente, aquilo que gostaria de aqui fazer – devia ter apresentado o meu esboço, mas não apresentei – é dar uma olhada sobre as crenças que as massas defendem no modo como neste caso influenciam, assim como os sistemas de crença da pessoa que não proferiu palavra e consentiu que tudo aquilo ocorresse em silêncio.

ELIAS:  Permite que te diga que nesta situação, assim como em qualquer situação similar a esta está em jogo uma formidável expressão de influência por parte das crenças das massas.

Agora; neste caso, os indivíduos que tomaram parte neste evento, também alinham pelas crenças das massas.

Vós colectivamente na vossa sociedade convencionastes uma realidade que é oficialmente aceite, e nessa medida, são projectados sentidos na energia que originam crenças de massas com que vós, em grande parte, vos identificais e por que alinhais colectivamente, e numa situação destas como a que apresentaste, até mesmo aqueles que tomam parte nesse evento alinham pelos sistemas de crenças convencionados na vossa realidade.

O indivíduo que identificas na qualidade de autor do crime, nos vossos termos físicos, identifica-se com as crenças das massas e integra essas crenças das massas. O comportamento demonstrado pode não alinhar pelos sistemas de crença das massas, mas ele também reconhece que segundo os ditames dos próprios sistemas de crença e sob a expressão do sistema de crenças da duplicidade, ele identifica a acção cometida como errada.

Não subsiste a menor dúvida, na avaliação que faz das próprias acções cometidas, de que ele origina um tipo de comportamento que passa a identificar como errado.

Agora; tem em mente que eu não estou a referir que isso seja certo ou errado. Estou a dizer aquilo que todos VÓS acreditais no contexto das vossas crenças das massas, e que esse indivíduo se identifica pelo mesmo sistema de crenças, também.

O indivíduo que testemunhou parte do evento também alinha pelas crenças das massas.

Ora bem; o que acontece nesta situação particular é que ambos os indivíduos escolhem sair da expressão dos ditames do sistema de crenças das massas e criar a alternativa de tomarem parte num evento que em parte não alinha pelo sistema de crenças, porque, conforme declarei anteriormente, existem muitíssimos tipos de expressões que podem ser criadas na vossa realidade física que ALINHAM pelos sistemas de crença, apesar de não identificardes objectivamente o facto de poderem alinhar.

Eu já firmei previamente que existem determinadas expressões que podem ser incluídas nos sistemas colectivos de crença e no alinhamento das crenças a que se reportam, e que outros podem não adoptar esse tipo de conduta, mas nem por isso deixam de se mover dentro do círculo das crenças das massas na sua expressão, e como tal também eles contribuem para a perpetuação do sistema de crenças das massas.

Bom; nesta situação particular, num certo sentido, ambos os indivíduos escolheram sair de um aspecto particular do sistema de crença das massas, relativo à forma de orientar o comportamento de uma forma aceitável. Esse é um elemento do sistema de crença fora do qual se passaram a mover, mas num outro aspecto do sistema de crença da duplicidade, ambos eles tomam parte neste comportamento pela perpetuação da expressão dessa duplicidade.

Por isso, também traz à atenção das massas, por assim dizer, o conceito de comportamentos aceitáveis e não aceitáveis e o aspecto da duplicidade que está em jogo, digamos assim, numa expressão desse tipo.

Deixa igualmente que te recorde que apesar de vos referir que no âmbito da consciência e da realidade das expressões da essência e da consciência não existir bom nem mau, nem certo, nem errado – e que tudo o que criais constitui unicamente uma escolha relativa à experiência – isso não rejeita o facto de na vossa realidade física, o sistema de crença da duplicidade ter sido incorporado. Ele é excepcionalmente vigoroso e CONSTITUI a vossa realidade. Por isso, independentemente do facto de na consciência não existir certo nem errado, na expressão da vossa realidade física, EXISTE certo e errado, bom e mau, e são bem reais.

Eu estendo-vos toda a informação disto como uma crença, de modo que possais reconhecer as influências e a afectação que as vossas crenças vos causam no foco físico e que, para além da vossa realidade física, esses elementos a que vos agarrais como absolutos não têm necessariamente relevância e NÃO constituem absolutos.

Isso permite-vos a oportunidade de inquirirdes, de vos voltardes para vós, e de avaliardes as crenças que mantendes e a forma como vos ditam a conduta a assumir, e desse modo proporciona-vos uma oportunidade de expandirdes a consciência que tendes, de abordardes essas crenças e de adoptardes uma expressão de aceitação.

Mas voltando à situação apresentada, as crenças que as massas alimentam comportam uma realidade em termos de certo e de errado, de bom e de mau, e de comportamentos aceitáveis e inaceitáveis, nas vossas sociedades. Também se faz patente um forte aspecto da crença que se reporta à causa e efeito. Se optardes por adoptar certos comportamentos, devereis antecipar certas consequências que devem acompanhar esses comportamentos.

Por isso, permitis-vos ver muitos aspectos distintos dessas crenças.

Ora bem; esses tipos de expressão foram criados ao longo de toda a vossa história. Não se trata duma criação recente, digamos assim. A diferença é mantida no enquadramento temporal.

No enquadramento temporal que agora referes, vós estais a passar pela acção desta mudança da consciência, a qual vos atrai a atenção para os sistemas de crença e as expressões dessas crenças e os movimentos individuais que empreendeis no âmbito da aceitação dessas crenças.

Consequentemente, apesar desse tipo de eventos, acções, formas de comportamento, terem sido criadas muitíssimas vezes ao longo da vossa história, vós ofereceis agora a vós próprios a oportunidade de as considerar de um modo diferente e de alterardes a percepção que tendes desses tipos de criação, reconhecendo que na criação que fazeis de formas de juízo quanto a qualquer dessas expressões ou comportamentos, também estais a ceder energia à perpetuação das próprias expressões e comportamentos que percebeis como ofensivos e inaceitáveis.

Esse tipo de situação particular proporciona um quadro bastante claro, em termos objectivos, dessa acção de que falo, porque se considerardes a expressão dos sistemas de crença das massas e do colectivo, e não apenas o indivíduo, vereis que os indivíduos tendem a perceber nas expressões das massas, digamos assim, uma despersonalização.

O que estou a dizer com isto é que podem olhar para esse tipo de expressão de comportamento, que na estimativa que fazem dele não percebem a participação que têm, por perceberem não estar directamente envolvidos, digamos assim, na criação actual da acção e do comportamento. Por isso, dissociam-se, distanciam-se, e vêm esses tipos de expressões como um elemento em que não tomam parte.

Mas eu afirmo-te que TODOS vós participais em todos os eventos que são criados na vossa realidade física, e a vossa expressão e as vossas respostas influenciam.

Nessa medida, o indivíduo que optou por não incorporar o acto efectivo ou assumir efectivamente aquele comportamento, e ficou apenas a observar, foi um participante chave na situação, por representar as massas que não participam necessariamente em determinados actos, por na crença das massas ser ditado que na vossa realidade certos actos e formas de conduta são errados e inaceitáveis e desse modo perceberem que não participam, e se JUSTIFICAREM e às acções e comportamentos que cometem que adoptarem como não necessariamente bons, mas nem por isso errados.

(Com firmeza) Também se identificam a eles próprios – todos vos identificais a vós próprios – como NÃO autores da acção ou do emprego do sistema de crença, a NÃO envolvidos, NEM contribuírem com energia para esses tipos de expressão, por estarem a criar o que DESIGNAIS por escolha consciente no sentido de se distanciar da participação física. Essa é também uma forte expressão do aspecto do sistema de crença da duplicidade que vos ilude e vos proporciona a todos uma camuflagem completa e impecável em relação a vós próprios no sentido de vos levar a crer que a vossa expressão seja boa e de que não estais a ceder energia a tais tipos de conduta, e que vos faculta uma justificação para as expressões que vos levam a condenar as opções que os outros empregam no sentido desse tipo de comportamento, por não tomardes TODOS parte nesse tipo de comportamento!

Mas eu digo-te que sim, vós TOMAIS PARTE e CEDEIS energia do mesmo modo da testemunha de tal situação, porque na medida em que escolheis esse tipo de expressões e escolheis voltar-vos no sentido do julgamento – o qual reside na permissão que DAIS a tais tipos de expressão, apesar de perceberdes o contrário – estais apenas a ceder energia à perpetuação do sistema de crença, o qual cede energia às expressões objectivas das formas de conduta que se movem em conjunto com esses sistemas de crença.

Mais simplesmente, o que te estou a dizer é que o indivíduo que praticou o acto que identificais como um acto condenável oferece-te um exemplo do indivíduo que em parte, no comportamento que assume, se afasta dos ditames do sistema de crença das massas, em resultado do que pratica o acto efectivo.

A vítima fornece-vos o exemplo de como não acreditais que criais a vossa realidade individualmente, e que os outros ou as circunstâncias podem suplantar a capacidade que tendes de criar a vossa realidade, e da existência de certas alturas situações e circunstâncias em que vos permitis direccionar a vossa realidade, ao passo que noutras situações e circunstâncias, não dirigis a vossa realidade.

Por isso, ela dá azo ao exemplo da perpetuação desse mesmo aspecto do sistema de crença da existência de vítimas na vossa realidade, o que vos reforça em todos quantos encarais esse tipo de acto o facto de que cada um apresenta áreas de vulnerabilidade que avaliais como negativas e que cada um de vós tem o potencial de se tornar vítima, e de que todos vós não criais toda a vossa realidade. Esse é um sistema de crença bastante forte!

O indivíduo na qualidade de observador constitui o exemplo de todos quantos efectivamente não participam na conduta ou no acto efectivo descrito na situação, mas que julgam o comportamento e a acção e as alternativas, e portanto delegam energia na vossa realidade física à continuidade do sistema de crença e à sua actualização através de tais formas de conduta. Estás a compreender?

JOE:  Não compreendo na totalidade, e não tenho a pretensão de o fazer; estou a tentar. O que fiz quando estava a assistir à peça foi... procurar aumentar a consciência que tinha e a esforçar-me por não criar juízos morais, tentar compreender o alinhamento que isso tem com os sistemas de crença, assistir ao desenrolar do acto no ecrã de televisão diante de mim, sentir que esta situação particular constitui um excelente exemplo.

A compreensão que obtive do acontecimento, conforme foi encenado pelos intervenientes... Eu tentava compreender a interacção dos sistemas de crença, mas também o que era efectivamente actual e não simplesmente uma peça nem o alinhamento por crenças. Eu observei a coisa, e senti compreender a existência dum compromisso entre a vítima e o indivíduo que cometeu o crime. Também pude sentir que aquele que não se pronunciou... de facto ele não estava a dizer coisa nenhuma. Ele não concedeu energia, mas não prestou auxílio, segundo as crenças que abrigo, acto esse que eu abomino. Mas eu tentava compreender isso à medida que isso se desenrolava de facto e não necessariamente por meio qualquer pensamento baseado no sistema de crença.

Assim, com o facto de ter que ter havido um “consentimento” entre o predador e a vítima, e consciente de um alinhamento com sistemas de crença específicos inerente à questão... Não tenho bem a certeza de compreender o aspecto da duplicidade, mas ciente de que o bem e o mal nestas situações particulares não tem efectivamente existência eu quase me senti embaraçado com a percepção dum fundamento para a condenação moral do tipo que não fez nada.

Poderias comentar isso, a forma como considero a coisa diferentemente do modo que as autoridades apresentaram ou que os outros estudantes de Berkeley usaram na consideração daquilo? Eu tentei olhar a coisa ao ver aquilo efectivamente a desenrolar-se, como uma peça relativa a probabilidades.

ELIAS:  Mas tu próprio expressaste, por tuas próprias palavras que empregaste nos termos da vossa linguagem, que abominas tal comportamento que o indivíduo teve de não interceder e de simplesmente se ter afastado.

JOE:  É verdade. Basicamente, não consegui evitar isso. Também senti que isso representava um acto de falência moral, permanecer ali e permitir que a pequena fosse morta. Contudo também estava a tentar, por isso mesmo, ver se conseguia ultrapassar o alinhamento que tenho com esse sistema de crença.

ELIAS:  Exacto, e a confusão que sentes estende-se às tuas elaborações mentais ao te deparares com as respostas e as reacções das massas dos indivíduos em alinhamento contigo próprio na expressão que assumes, de abominares o comportamento desse indivíduo por não ter intercedido, e nessa medida, o que expressam é uma resposta a uma acção espelhada.

Agora; nisso, não estou a dizer que qualquer outro indivíduo pudesse ter optado por dar o mesmo tipo de resposta objectiva. Muito poderiam ter optado por interceder. Mas não tem importância, porque aquilo que os indivíduos vêm nesse tipo de situação é uma acção espelhada, um reconhecimento subjectivo de também estarem a participar noutras áreas do seu foco por um qualquer tipo de atitude pela qual criam o mesmo tipo de expressão – na qual poderão não estar de acordo com os actos doutro indivíduo mas não expressam objecção – e isso, nas vossas crenças, é fortemente mantido como errado.

Pode não ser expressado pelo comportamento extremo duma acção violenta que identifiqueis em termos desse cenário particular, mas todos VÓS em diferentes situações ao longo do vosso foco participais em actos nos quais podeis não estar de acordo com outro indivíduo que alinhe pelas crenças das massas, mas optais duma forma objectiva por não interceder ou escolheis não interagir, e dá-se um reconhecimento subjectivo nessa escolha do modo como cedeis energia à perpetuação da expressão do sistema de crença das massas.

Por isso, apesar de as pessoas não reconhecerem duma forma objectiva aquilo a que estão a responder, apenas identificam certos comportamentos como certos e certos e outros comportamentos como errados, e portanto reagem do seguinte modo: “Este é um comportamento errado. O indivíduo devia ter criado uma opção diferente que fosse aceitável, e o indivíduo optou por não se expressar desta maneira. Por isso, os outros indivíduos são justificados no juízo que formulam.” Essa é a avaliação objectiva que tem lugar numa situação dessas.

Diante de tal tipo de situações, a motivação subjectiva nessas expressões traduz-se pelo reconhecimento da acção reflectida, que TODOS vós participais nesse tipo de acção nos vossos focos. Apenas os identificais de modo diferente objectivamente. Mas subjectivamente, em essência, reconheceis que o grau ou a medida duma expressão objectiva não tem importância. A expressão do sistema de crença representa a mesma coisa.

Independentemente de identificardes objectivamente a expressão como significativa ou insignificante, em essência, essas expressões são idênticas. (Pausa)

JOE:  Diante de tal perspectiva, de que forma deixaríamos de ceder energia à acção ou ao sistema de crença que mais ou menos motivou essa acção ? Por uma percepção totalmente destituída de juízo moral?

ELIAS:  Uma expressão de não cedência de energia numa situação dessas antes de mais deve ir no sentido de empregardes o vosso sentido empático e o vosso sentido de conceptualização no reconhecimento da escolha que os outros fazem e do propósito, digamos assim, inerente à escolha que fazem, porque muitas vezes o que percebeis como eventos devastadores ou eventos muito maus na vossa realidade podem ser bastante benéficos para muitos, e na realidade podem constituir uma dádiva da parte dos participantes em benefício objectivo dos outros.

Nessa medida, explico-te que uma ausência de cedência de energia assentaria no reconhecimento do que estiver a ser objectivamente expressado e na criação de escolha no vosso íntimo – sem condenação, conforme declaraste – a fim de interagirdes ou não interagirdes dependendo da direcção pelo reconhecimento do propósito que tendes no vosso foco, mas de capital importância é o elemento da ausência de julgamento.

Quando te dou conta disto, não te estou a dizer que a expressão “correcta” ou a expressão da essência seja no sentido de interceder, mas também não te estou a dizer que a expressão acertada ou a expressão da essência – as quais não são sinónimos – seja a expressão de não envolvimento da vossa parte. Não te estou a indicar nenhuma expressão. Isso diz respeito à escolha individual e essa escolha é influenciada pelo vosso desejo, pelo vosso propósito e pelo reconhecimento que fazeis da situação à medida que ela ocorre, e a direcção que o julgamento que emitis toma na resposta individual que lhe dais.

Agora, aquilo que EU estou a dizer é que pela aceitação dos sistemas de crença, deixa de ocorrer condenação moral, e com uma expressão destituída de julgamento não estareis a conceder energia á perpetuação do sistema de crença, e ao deixardes de ceder energia à perpetuação do sistema de crença, também contribuís, através da consciência colectiva, para a diminuição da própria expressão dos comportamentos que julgais inaceitáveis.

As pessoas voltam-se para esse tipo de expressão pela razão de ser concedida muita energia a esses sistemas de crença. A expressão da objectivação desses tipos de comportamento poderá ser bastante reduzida na vossa realidade objectiva se não houver tanta intensificação de energia projectada no reforço desses tipos de comportamento. Quanto mais reforçardes esses comportamentos, mais eles tenderão a ocorrer. (Pausa)

JOE:  Então, na realidade essa peça foi realmente apresentada ou desempenhada pelos actores – a vítima, o que cometeu o crime e o indivíduo que não deteve o acto – no contexto de um consenso. Seja qual for a razão que eles tenham tido, eles optaram por dar continuidade a essas opções e pô-las em acção na realidade objectiva. Ao observarmos tais opções sem as julgarmos, sem alinharmos pelos sistemas de crença que obviamente terão afectado todo esse evento, eu não concedo energia, e compete-me em absoluto a mim ceder energia ou não, e se deixar de julgar essas acções, não estou de forma nenhuma a assegurar ou de modo nenhum a ajudar a que ocorram de novo, por depender da escolha individual. Correcto... incorrecto?

ELIAS:  Correcto, caso estejas a atingir uma actualização da aceitação e na realidade não estejas a criar julgamento moral algum em relação a tal situação.

JOE:  Realmente é um exercício constatar o quão fortemente os sistemas de crença afectam os pensamentos, as acções e as impressões que temos.

ELIAS:  Justamente, mas eu tenho vindo a dizer isso a todos faz bastante tempo. Não me estou a expressar em termos figurados nessa área mas bastante literais, quando afirmo que os vossos sistemas de crença são extremamente intensos. Eles são mantidos duma forma veemente, e o movimento que empreendeis no sentido da aceitação desses sistemas de crença que mantendes torna-se bastante difícil. Tenho vindo a afirmar desde o começo destas reuniões e destas sessões junto de todos vós que haveis de vir a passar por trauma em conjugação com esta mudança da consciência, e não vos estou a dar conta dum trauma no sentido figurado!

A dificuldade que tendes em passardes para essa área estranha da aceitação dos sistemas de crença e todos os aspectos que os sistemas de crença comportam ESTÁ a causar trauma nas pessoas, porque essas crenças comportam uma energia espantosa e operam de forma automática nas respostas que dais e nas reacções e percepções que tendes. Por isso, ao vislumbrardes a tremenda força desses sistemas de crença, também podeis apresentar duma forma realista a vós próprios a enorme dificuldade e confusão que é experimentada no movimento rumo à aceitação.

A mera identificação do termo aceitação gera uma enorme confusão nas pessoas, por vos moverdes automaticamente no âmbito do sistema de crença da duplicidade, ao perspectivardes a vossa realidade em termos de isto ou aquilo, branco e negro, certo e errado. A aceitação não tem cabimento no terreno desses contrários. Consequentemente, vós no foco físico voltaríeis a vossa atenção para a área – e FAZEI-LO efectivamente – do conceito da eliminação dos sistemas de crença ou da alteração muito mais fácil desses sistemas de crença. Esse tipo de expressão é-vos muito mais aceitável e compreensível objectivamente do que o conceito da aceitação.

Essa é a razão porque ESTAIS a experimentar uma grande confusão e muitos indivíduos ESTÃO a experimentar situações de trauma no âmbito desta mudança na consciência, por vos estardes a voltar para uma actualização, uma nova expressão da realidade na vossa dimensão física que é completamente estranha e que se volta para a expressão de um conceito de que objectivamente nem fazeis uma identificação ou tendes compreensão.

Essa é a razão porque disponibilizais a vós próprios informação em variadas direcções, e facultais a vós próprios a informação que eu também vos estendo. Todas as vias de informação são-vos apresentadas nesta altura em resposta ao clamor colectivo por auxílio, digamos assim, que se gerou na consciência neste massivo empreendimento que estais a gerar no âmbito desta mudança de consciência.

Estais a avançar no sentido da criação de um evento de massas global, o qual consta da inserção na expressão física de um evento da fonte que já foi criado na consciência. Esta é uma empresa agravada que traduz a acção duma energia formidável, em razão do que também é gerada uma espantosa resposta a este movimento da energia.

Agora, devo dizer-te que estes indivíduos não criaram essa situação particular com o propósito do benefício das massas conjugado com esta mudança da consciência, digamos assim, nas suas criações individuais. Eles criaram a participação que tiveram nesse acto pelas próprias razões, só que no âmbito do movimento da energia colectiva inerente a esta mudança na consciência vós adoptais agora uma expressão de avaliação desses tipos de criação em conjugação com esta mudança que a consciência sofre.

Consequentemente, a perspectiva desses tipos de expressões torna-se agora na expressão da vossa responsabilidade quanto ao modo como ireis acolher a informação em tais expressões, pelas demonstrações desses tipos de conduta e – no âmbito da responsabilidade relativa à criação da vossa realidade – e o modo como haveis de dirigir a vossa atenção em conjugação com os vossos sistemas de crença individuais e a aceitação que conseguis deles.

JOE:  Elias, penso que estás absolutamente correcto. Só mais uma coisa: se eu tivesse visto isso... e mesmo agora, na consciência que demonstro, isso parece um tanto estranho, mas estou a começar a aceitá-lo. Se eu tivesse simplesmente constatado... Estás aí?

ELIAS:  Estou.

JOE:  Muito bem. Se eu tivesse constatado isso como uma interacção entre três indivíduos baseada nas suas próprias razões e num compromisso entre eles relativo à sua experiência, estaria mais próximo do entendimento da actualidade de tal evento, como nas lições ou agregado às lições que estão a ser aprendidas no âmbito desta mudança de consciência?

ELIAS:  Na aceitação pela percepção deste comportamento, sim, de certo modo, porque implícita à expressão da aceitação, vós também incorporais uma maior compreensão dos movimentos da consciência e das escolhas da essência, reconhecendo que na racionalidade das vossas elaborações mentais podeis proporcionar a vós próprios a percepção de que tudo o que criais nas expressões físicas e nas dimensões físicas – ou no âmbito da totalidade da consciência – constitui uma experiência e que isso constitui um elemento inerente à exploração, ao ser; que existe, fora da vossa dimensão física, fora do âmbito dos vossos sistemas de crença e percepções, um reconhecimento da inexistência de julgamentos respeitantes a QUALQUER escolha relativa SEJA a que criação for em toda a consciência.

Ora bem; vou-te dizer, uma vez mais, que existem situações em que as pessoas colectivamente podem escolher actualizar certas expressões a fim de captarem a atenção das massas na vossa dimensão física assim como atrair a atenção para expressões que são perpetuadas por certos sistemas de crença, mas na “perspectiva real” da consciência, até mesmo essas expressões não passam de simples formas de exploração da experiência.

JOE:  Como exemplo disso não se prestará um desenvolvimento de entre os principais no campo da religião, como o Buda ou o Jesus, ou Brama?

ELIAS:  Presta; isso são exemplos de tais tipos de expressão, assim como as vossas criações em massa de eventos massas inerentes às áreas da guerra, do mal-estar... diferentes tipos de movimentos de massas constituem muitas vezes criações desse tipo de expressão a fim de proporcionarem expressões inerentes à consciência das massas, que captam a atenção das massas de indivíduos duma forma objectiva a fim de abordarem certos aspectos dos sistemas de crença e permitir-vos passar para a aceitação desses aspectos dos sistemas de crença.

Presentemente, conforme declarei previamente, vós criais uma expressão de massas na área da enfermidade do que identificais em termos de SIDA. Isso constitui uma expressão de massas destinada a captar-vos a atenção globalmente por toda a vossa dimensão, que aborda o aspecto do sistemas de crenças da sexualidade e lega energia á identificação das diferenças inerentes à orientação e às escolhas, e como tal contribui com energia para o movimento rumo à aceitação das diferenças inerentes às percepções, diferenças inerentes às escolhas quanto à preferência, e diferenças na expressão das orientações.

JOE:  O estigma que algumas pessoas têm ligado à repulsa desses indivíduos que objectivamente dão sinais de SIDA serve de exemplo do trauma de que falas inerente a esta mudança contínua da consciência?

ELIAS:  Em parte. Na realidade depende do indivíduo.

Muitas expressões de trauma deverão assomar uma expressão formidável de turbulência e de angústia; insatisfação convosco próprios; um reconhecimento objectivo da falta de aceitação pessoal e do tremendo conflito que isto provoca em conjugação com os sistemas de crença que mantendes.

Nessa medida, como estais a experimentar trauma em conjugação com esta mudança da consciência, apesar de haver expressões de trauma das massas, sempre existem expressões de trauma individual, e isso brota da falta de aceitação de vós próprios, assim como do reconhecimento da falta de aceitação dos sistemas de crença que as pessoas sustentam. (Pausa)

JOE:  Muito bem. Bom, hoje isso já representa muito que pensar. Eu sei que quando deitar a mão a esta transcrição, vou fazer uso do marcador.

ELIAS:  AH AH AH!  Mas podíamos prosseguir com esse tema por muito mais tempo, por apenas termos tocado na fímbria daquilo que engloba!

JOE:  Sem dúvida, penso que é absolutamente fascinante. Só desejava poder assimilá-lo mais rápido, mas é algo portentoso que só consigo assimilar um pouco de cada vez. Leva tempo a ajustarmos os alinhamentos que fazemos pelos sistemas de crença e a compreensão e tudo o mais.

ELIAS:  (Risadas)  Mas hás-de conseguir!

JOE:  Uma vez mais, quero agradecer-te, e até ao próximo encontro, cuida-te.

ELIAS:  E em relação a ti, projecto um enorme afecto, e fico a aguardar a continuidade da nossa interacção e dos nossos debates. Estendo-te neste dia de hoje, com todo o carinho, um au revoir.

JOE:  Obrigado.

Elias parte às 11:47 da manhã.

© 2000  Vicki Pendley/Mary Ennis, Direitos Reservados

domingo, 16 de outubro de 2011

A TOTALIDADE - SAÚDE É UMA ESTADO DE CONSCIÊNCIA



SESSÃO #408
“Elias pronuncia-se em relação ao todo”
“a criação da realidade física”
“a saúde é um estado de CONSCIÊNCIA”
Domingo, 30 de Maio de 1999 © (Privada/Telefone)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes:  Mary (Michael), e um novo participante, Joe (Holden).
Elias chega às 11:20 da manhã. (Tempo de chegada é de 15 segundos)

ELIAS:  Bom dia! (Pausa de 10 segundos)

Queres continuar? (Pausa de 18 segundos)

(Risadas)  Estás a passar por dificuldades na presente transmissão, não estás?

JOE:  É o Elias quem fala?

ELIAS:  É.

JOE:  Muito bem. Não sei bem porque razão... É como se estivesse à espera duma outra voz, mas estou a ser eu próprio! (Elias põe-se às risadas) Eu tenho algumas perguntas, se não te importas. Quem foi o Avatar Meher Baba, e que crédito atribuirás a esses termos? (Pausa)

ELIAS:  Deixa que te diga que essa terminologia – do que expressas a título de “Avatar” – constitui o desenvolvimento duma crença de massas.

Bom; passemos a explicar que, aquilo que terá precipitado tal crença foi um movimento no âmbito da consciência por intermédio duma expressão colectiva de carácter filosófico e uma direcção específica da energia que foi parcialmente aceite no foco físico, que vos proporciona uma ideia mais extensa, digamos assim, dos trabalhos de inserção de determinadas filosofias nesta realidade.

Ora bem; essas filosofias comportam elementos que se baseiam na verdade, digamos assim, só que são abrangidos pelas interpretações que foram objecto da criação no foco físico, e que consistem no desenvolvimento de sistemas de crenças.

Consequentemente, estabeleceu-se a crença da existência de determinados indivíduos que terão criado certos movimentos e certas filosofias por si só, quando na realidade se trata da designação atribuída ao nível da consciência colectiva a um indivíduo particular a título da expressão, digamos assim, da filosofia com que se identifica. Mas eu afirmo-te que os indivíduos que são designados como símbolos para tais instruções e ideias filosóficas não passam disso. Constituem um símbolo com que facilmente podereis identificar-vos.

Bom; isto não quer dizer que elementos da filosofia apresentada não tenham cabimento em certos aspectos da verdade, porque têm. Mas também se acham rodeados, digamos assim, por interpretações e traduções, as quais constituem os sistemas de crenças, que foram adoptados por intermédio da consciência das massas relativamente a esta dimensão particular.

Agora; isso na vossa dimensão física presta-se bastante a um propósito, por propiciar movimentos de massas em determinadas direcções, o que se vos torna útil na exploração da vossa realidade por meio dos sistemas de crenças.

Nessa medida, afirmo-te que o indivíduo que apontaste na qualidade de avatar – não constitui realmente o que os vossos sistemas de crenças terão estabelecido em termos do que achais que seja a realidade, tal como o indivíduo a que vos referis na qualidade de Jesus também não é responsável por tudo aquilo que lhe é atribuído, mas se presta como um símbolo passível de ser identificado em termos de precursor, ou de definir – como quem diz – a crença que moveu a consciência das massas numa determinada direcção. Estás a compreender? (Pausa)

JOE:  Muito bem. Muitas religiões difundem ensinamentos acerca de uma fusão ou de uma cedência da individualidade a uma deidade. Bom, o Seth mencionou que o Todo consiste num doador da individualidade, a qual, uma vez atribuída, se torna inviolável. Concordas com isto?

ELIAS:  Em parte. Vou-te dizer que isso consta duma explicação limitada, por prosseguir numa expressão inerente ao sistema de crenças da existência de um elemento qualquer que esteja para além de vós. Designa uma separação entre a essência e tudo o que tem existência.

Ora bem; eu afirmo-te que em parte estou de acordo, porque em termos físicos podeis perceber a existência dum certo tipo de separação – apesar de não consistir em separação nenhuma – entre a essência e a totalidade da consciência, ao passo que elas se acham interligadas e na realidade consistem numa mesma coisa. A única separação que é passível de ser identificada é a qualidade inerente à consciência que identifica a essência no quadro dum tom da personalidade, mas a essência é consciência.

Portanto, nisso eu estou em discordância quanto à existência de qualquer elemento que seja “concedido”, digamos assim, por isso implicar a existência dum ser qualquer ou duma entidade qualquer, algum estado do ser que se situe para além de vós, quando vós sois a essência e a essência é consciência. Consequentemente, a designação do termos “Totalidade” (ou Tudo o que Existe, conforme Elias refere) consiste numa mera designação diferente para o termo “Deus”, e eu garanto-te que na consciência não existe separação.

Por isso, se te estiveres a referir a um aspecto qualquer da consciência que seja passível de ser designado por Deus, estarás também simultaneamente a referir-te a ti próprio, por ser tudo a mesma coisa.

Nessa medida, NADA vos poderá ser conferido que já não tenhais.

Consequentemente, a consciência comporta a qualidade da individualidade. Ela não vos é concedida. E nessa justa medida, não existe elemento inerente à consciência que vos distinga ou separe da singularidade ou da individualidade, por isso consistir numa escolha que diz respeito à criação, própria da essência. Trata-se duma qualidade que é propriedade da essência, só que não é elemento nem coisa nenhuma que vos seja dada nem passível de ser revogada. (Pausa)

JOE:  O Seth mencionou que todos nós teremos integrado uma protecção natural contra os nossos pensamentos negativos e os dos outros. Quão forte será ela e que profundidade alcançará?

ELIAS:  De certa forma está correcto, apesar de te poder dizer que não alinho pela terminologia da “protecção”, por isso ser um mero reforço dos vossos sistemas de crenças da existência de um elemento qualquer no vosso íntimo ou fora de vós que necessite ser protegido, coisa que não existe. Mas vou-te dizer que vós possuís um campo de energia bastante forte e eficiente que pode permitir ou deixar de permitir o que designais por negatividade ou energia negativa, e que é passível de ser aplicado por vós próprios, com respeito vós próprios ou com respeito a outros indivíduos ou situações. É bastante eficiente. No foco físico, designai-lo como o vosso campo de energia, o qual consiste num elemento da vossa energia, da vossa essência. Por isso, pode ser dirigido para dentro ou dirigido para o exterior, e é bastante eficaz.

Eu devo dizer-te, a título de esclarecimento, que no âmbito desta mudança de consciência, como vos moveis no sentido de expandirdes a consciência que tendes e de vos abrirdes, e vos voltais no sentido de novas áreas da expressão no foco físico, permitindo-vos ser vulneráveis – o que também é um outro termo que é sinónimo de abertura – não é necessário que orienteis a vossa atenção para a área da protecção pessoal, mas apenas reconhecer que escolheis participar nesse tipo de expressões do que designais em termos de negatividade, e podeis igualmente escolher não vos expressardes dessa maneira ou não participar com outros indivíduos dessa maneira. Mas não se trata necessariamente duma questão de vos protegerdes dos elementos da negatividade. É apenas uma opção de empregardes menos tensão energética no vosso foco.

JOE:  Está bem, então, em vez de seguirmos um determinado conjunto de sistemas de crença, não será melhor simplesmente confiar na nossa natureza inata e na direcção em que nos endereça? Por outras palavras, como poderei permitir-me ser quem sou realmente, em essência, no agora?

ELIAS:  Devo explicar-te que esse é o propósito desta mudança da consciência e aceitação das crenças, porque nesta dimensão física, os vossos sistemas de crença constituem um elemento complexo desta realidade particular.

Portanto, não estais a voltar-vos no sentido de eliminardes esses sistemas de crença, mas apenas a reconhecer que são sistemas de crença, e a aceitar essas crenças com conhecimento de serem aquilo que são e a permitir-vos expressar a vós próprios que não tem importância, desse modo neutralizando o efeito da crença; não que as elimineis, porque elas continuarão a subsistir na vossa dimensão física, mas não deverão afectar-vos do modo que têm vindo a afectar ao longo da vossa história. Nessa medida, eliminais as formas de juízo.

Isso representa a acção de aceitação, o facto de não mais alimentardes formas de juízo em nenhum sentido conforme fazíeis antes, com respeito a esses sistemas de crença.

Nessa medida, ao voltares a tua atenção mais completamente para ti próprio, para as tuas expressões interiores e exteriores, e começas a aceitar e a confiares em ti e a dar ouvidos às tuas expressões naturais, e a auscultar a tua voz interior, que é constituída pelos impulsos, pelas impressões que tens – e isso também é filtrado por meio da tua intuição – isso constitui as comunicações que empregas para contigo próprio, e se te permitires dar atenção a isso e notares essas expressões, garanto-te que te voltarás na direcção da aceitação das crenças que manténs, e também deverás criar a tua realidade por meio duma consciência mais alargada, por uma maior expressão de criatividade, dum menor conflito e dum maior prazer, o que propicia uma maior eficiência.

JOE:  Elias, por que família psíquica alinho, e qual será o meu nome da essência? (Pausa)

ELIAS:  Nome da essência, Holden.  Família da Essência, Sumafi; alinhamento, Milumet.

JOE:  Muito bem. Que é que dita a origem das diferentes espécies e as características que possuem?

ELIAS:  Vós! (8 segundos de pausa, durante a qual Elias se põe às gargalhadas)

JOE:  Explica, se fazes o favor.

ELIAS:  (A rir) Vós, enquanto essência, e no âmbito da consciência, exercitais a vossa interminável criatividade pelo que em termos físicos designais por imaginação. Na consciência, pode-se dizer que estais meramente a exercitar as vossas capacidades de criação, e a explorar, e a inserir numa dada realidade todos os elementos que escolheis inserir para vosso belo prazer, para vossa satisfação, e pela vossa expressão de curiosidade. Por isso, vós criais tudo aquilo que percebeis na realidade física. O vosso planeta, a vegetação, a vossa atmosfera, as vossas criaturas – tudo o que existe, digamos assim, em termos físicos e nesta dimensão, foi criado por vós.

Mas vós apenas o inseristes nesta dimensão, só que uma vez inserido nesta estrutura, como todos os elementos inerentes às criações são constituídos por consciência, eles também manipulam a sua própria realidade. Vós não dirigis necessariamente a sua realidade. Vós apenas criastes a expressão da sua inserção física nesta realidade física.

Nessa medida, as criaturas assim como toda a vossa realidade detêm escolha quanto à criação da sua realidade – conforme concebido por meio da vossa criatividade na escolha relativa aos tipos de criação que inseristes – e na criação da sua realidade, eles satisfazem-vos certos elementos da curiosidade. Vós fragmentastes aspectos da vossa energia – aspectos da consciência – a partir de vós próprios enquanto essência e posicionaste-os na vossa realidade, e vistes como subsequentemente eles passaram a estabelecer as próprias escolhas e a sua própria realidade na exploração que fazem nesta dimensão física, por toda a consciência estar continuamente num movimento de exploração do seu ser e da sua transformação. Por isso, ao criardes uma criatura, ela constitui um elemento da consciência, e deverá passar a criar a sua realidade no âmbito da exploração que empreende das suas capacidades físicas e da exploração que faz das suas próprias manifestações e das suas próprias probabilidades.

Consequentemente, podeis constatar e observar outros elementos da consciência para além da vossa própria expressão de essência, o que é projectado na forma física das espécies que escolhestes, e podeis constatar as escolhas que são definidas por todos os elementos da consciência que também ocupam a vossa realidade física. Isso satisfaz a vossa curiosidade e também acrescenta um elemento de exploração à vossa transformação, por constardes elementos inerentes à consciência que também são representados em termos físicos.

JOE:  Elias, se todas essas probabilidades existem ao mesmo tempo, nesse caso qual será o verdadeiro objectivo da sua materialização na realidade física?

ELIAS:  Consideremos a criação da realidade física. Ela não passa de um jogo. A consciência mantém uma espantosa atenção na área da exploração. Também comporta uma tremenda qualidade de ludicidade e de curiosidade. A consciência sente curiosidade quanto a tudo o que possa ser continuamente explorado e criado. Consequentemente, vós criais realidades físicas, e ao criardes realidades físicas, proporcionais a vós próprios um tipo de exploração diversificado, um tipo de criação e de exploração diferente.

Portanto, nessa medida, eu afirmo que criar em termos físicos nas dimensões físicas é – digamos assim – uma expressão criativa, divertida e artística destinada à exploração. Vós, por vezes, no foco físico, por vos terdes dissociado da recordação de quem sois, esqueceis esse elemento da vossa criação. Mas presentemente, como avançais mais no sentido da acção da mudança, começais a estender a vós próprios a recordação de todos esses elementos.

Agora; quanto às probabilidades, elas constituem – por assim dizer – um elemento inerente à exploração e à experimentação. Vós inseris realidades físicas por terdes escolhido criar realidades físicas, e nessa medida, criais nessas realidades físicas aquilo que vos é natural. Na totalidade da consciência as probabilidades estão continuamente a ser criadas, por as probabilidades poderem ser referidas simplesmente como um termo alternativo para a escolha. Por isso, como estais continuamente a criar no âmbito da consciência e da essência, também estais continuamente a criar escolha e probabilidades.

Nessa medida, vós criais de modo semelhante nas dimensões físicas, só que nas dimensões físicas vós criastes um carácter de singularidade ou exclusividade propositadamente. Estabelecestes a vossa atenção no singular (num “eu”) a fim de experimentardes certos tipos de criação. Nesse sentido, escolheis certas probabilidades e inseri-las na vossa realidade, tanto individual como colectivamente.

Lembra-te de que as realidades físicas, digamos assim, comportam as suas limitações, por serem físicas e vós criardes no contexto de um meio específico, digamos assim, tal como as diferentes expressões que os artistas empregam. Eles criam no enquadramento de certos meios específicos. Não podereis criar um elemento de cerâmica simplesmente com base na tinta que deveis aplicar numa tela, por estardes a criar com meios diferentes. Por isso, escolhestes criar por intermédio do veículo da matéria física e da realidade física, e nessa medida, também escolhestes inserir probabilidades de uma forma singular, física.

Bom; entende igualmente que, apesar de optardes por uma probabilidade e poderdes inserir uma expressão dessa probabilidade na vossa realidade física, ela estende-se muito além disso na consciência e é criada e expressada em simultâneo.

Consequentemente, estareis apenas a expressar um aspecto das probabilidades na vossa realidade física pela forma singular da atenção, a qual se move bastante harmoniosa e de forma parecida àquela por que criais toda a vossa realidade nesta dimensão particular. Não criais em termos físicos a expressão de todos os aspectos de vós próprios em termos visuais - e vós possuís um número incontável de aspectos. De igual modo, escolheis criar a opção da expressão duma probabilidade a cada momento, e permitis que os demais aspectos dessa probabilidade particular  sejam actualizados noutras áreas da consciência, inserindo apenas um aspecto nesta realidade física, mas continuais a experimentar todos esses aspectos relativos às probabilidades em todas as realidades, tanto físicas como não físicas. Esta é apenas uma área que a atenção assume.

JOE:  Muito bem. Vou fazer uma pergunta relacionada com a minha saúde. Não sei se me poderás ajudar ou não, mas haverá alguma coisa que pudesse ou devesse fazer no sentido de curar as minhas costas? (Pausa)

ELIAS:  Sim. Eu digo-te, antes de mais, em termos objectivos e concretos, que podes buscar o teu equilíbrio. Isso representa a projecção externa física da expressão interna e subjectiva. O que tu criaste externamente em termos físicos e concretos constitui uma imagem espelhada de um estado de desequilíbrio, digamos assim.

Por isso, em termos físicos, podes procurar alinhar os teus pés, as tuas ancas, e os teus joelhos. Assim que esses elementos estiverem em alinhamento de um modo que poderás designar por apropriado e te oferecerem um apoio e um equilíbrio adequados, isso deverá afectar fisicamente aquilo que crias em termos físicos.

Ora bem; também te vou dizer que interiormente, podes recriar a expressão externa – mesmo no caso de a estares a eliminar temporariamente – se não estiveres igualmente a dar atenção ao teu equilíbrio interior. Eu propus-te a expressão de um efeito físico que podes mover em termos objectivos de modo a causar uma afectação física, só que isso deverá provocar um efeito temporário se não deres atenção ao desequilíbrio interior. Quando tiveres abordado o teu desequilíbrio interior, eliminarás essa expressão objectiva particular da dor que sentes nas costas.

Agora; quanto à expressão interior, digo-te que te podes voltar para ti no alinhamento que tens neste foco com a família Milumet, e reconhecer a existência de elementos inerentes a crenças que se prendem com áreas religiosas e crenças metafísicas que procuras afastar e com que te debates intimamente. Nessa medida, tu estás a provocar um desequilíbrio no teu íntimo.

Também podes envolver os teus centros de energia, e podes dar atenção aos centros de energia azul, índigo e roxo. A irradiação desses centros de energia sofre uma flutuação e está a reforçar esse elemento da falta de equilíbrio.

Eu digo-te que tu crias o movimento desses centros de energia. Eles são bastante reais e tu diriges efectivamente o movimento deles e o seu equilíbrio. Podes abordar isso e podes dar atenção ao teu equilíbrio interno inerente à crenças que manténs, que com expressões dessas também deverás passar a influenciar as tuas costas físicas.

Mas tampouco desvalorizes a expressão externa física, porque não é só as tuas costas físicas que estarás a afectar, mas os teus pés, as tuas ancas e os teus joelhos, nos quais poderás não sentir necessariamente dores duma forma completamente objectiva, mas eles irradiam uma energia desequilibrada e afectam-te as costas.

JOE:  Na sessão #185, quando falaste em Elmira, Nova York, disseste que isso já tinha sido apresentado por outro. Estarias a referir-te ao Seth em particular?

ELIAS:  Estava; não propriamente em relação a todo o conjunto de informação que vos estendi nesse período, mas a referir-me a certos elementos da informação que estavam a ser sugeridos que também tinham sido apresentados anteriormente por essa essência.

JOE:  Tenho mais uma pergunta. Não sei se me poderás ajudar ou não, mas como membro deste grupo Rede Internacional Seth, uma das senhoras que se chama Fran, perguntou-me se te poderia colocar uma pergunta. Ela desejava saber a família a que pertence, o alinhamento que tem e o nome da sua essência, e se o ponto azul que ela experimentou em conjugação com uma vibração de energia qualquer serias tu.

ELIAS:  Era, mas podes dizer-lhe que, se admitir e adoptar uma atitude de abertura, poderá obter mais conhecimento de expressões de energia com que poderá entrar em relação duma forma objectiva, mas isso foi apresentado a título de introdução, essa amostra da energia azulada e das imagens que ela viu. Quanto ao nome da essência, Sandel. A família da essência, Sumari; o alinhamento, Sumafi.

JOE:  (Pause) Está bem, então só mais uma da parte de um outro membro do mesmo grupo Rede Internacional Seth. Será a saúde um estado mental?

ELIAS:  Não. É um estado de ser, digamos assim, mas não representa aquilo que designais por estado mental.

A vossa saúde, nesses termos, é criada como uma expressão directa da energia, a qual é dirigida subjectivamente para a consciência objectiva do corpo, a qual por sua vez responde às orientações da interacção subjectiva - ou à AUSÊNCIA de orientação - por isso também poder afectar.

Nessa medida, eu digo-te  - assim como aos outros  - que vós NA REALIDADE influenciais e criais directamente cada expressão que criais em termos físicos.

Consequentemente, se estiverdes a criar o que designais por plena saúde, pelo que permitireis que a consciência do vosso corpo físico se expresse de modo eficiente sem manifestar dores nem enfermidades, estareis a dirigir especificamente a energia desse modo em conjugação com a consciência do vosso corpo, e isso há-de ser bastante intencional, além de constituir uma realidade. Não representa o que designais por uma ilusão ou um estado mental, mas uma expressão da realidade física.

Do mesmo modo, se estiverdes a criar enfermidade, dores ou mal-estar, também estareis a criar uma realidade física. Estareis a criar uma expressão física no âmbito da energia, a qual é assumida pela consciência do vosso corpo e expressada no exterior. Isso afecta estruturas físicas moleculares, por estardes a afectar a consciência do vosso corpo físico.

Quanto ao facto de poderdes afectar qualquer dessas criações em particular pela expressão duma atitude ou perspectiva, digamos assim, podeis afectar em parte, mas essa não é inteiramente a expressão que deverá afectar, porque podeis criar um mal-estar e podeis deter o que designais por uma mentalidade, atitude ou perspectiva positiva, digamos assim, e podeis também dar continuidade à criação desse mal-estar. Reciprocamente, podeis criar o que designais por excelente estado de saúde física, e a vossa estrutura mental ou postura ou perspectiva poder ser bastante negativa.

Por isso, digo-te que uma coisa não cria necessariamente a outra, nem mesmo a influencia.

Por isso, não. A criação da vossa saúde, seja pela expressão do que designais por boa ou má, seja qual for a escolha que elejais, não traduz um simples estado mental. É uma comunicação e uma acção bastante complexa de energia expressada que se manifesta em termos físicos bastante reais.

JOE:  Elias, é tudo quanto tinha por hoje. Penso que foi fantástico. Espero ter a oportunidade de conversar contigo muitas vezes no futuro.

ELIAS:  Fico a antecipar a continuação da nossa interacção e o nosso próximo encontro. Estendo-te a ti neste dia um enorme encorajamento e um grande afecto, e vou-te dizer que se tu também notares, poderás ter consciência objectiva da energia que te estendo em sinal de validação objectiva.

Neste dia, remeto-te um carinhoso au revoir.

JOE:  Obrigado.

Elias parte às 12:12 da tarde.

© 1999  Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados


sábado, 15 de outubro de 2011

RELIGIÃO - CONTROLO



SESSÃO #330
“Os Sistemas de Crença da Religião e do Controlo”
“Instaurando o Contrário Daquilo que Pretendemos Criar”
“Pontos Focais ”
Domingo, 11 de Outubro de 1998 © (Privada/Telefone)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes:  Mary (Michael) e David (Tagge).
Elias chega à 1:47 da tarde. (Tempo de chegada é de 22 segundos)

ELIAS:  Boa tarde.

DAVID:  Boa tarde, Elias.  O meu nome é David.  Estou encantado por te conhecer!

ELIAS:  (Risadas)  E tens perguntas a colocar neste dia?

DAVID:  Tenho, sim. Penso que a primeira coisa que gostaria de colocar é a pergunta padrão referente ao meu nome da entidade e família.

ELIAS:  Muito bem. Nome da essência, Tagge; família da essência, Sumafi; alinhamento, Gramada.

DAVID:  Está bem, obrigado. Penso que a primeira grande questão que tenho seja em relação á minha mãe. Ainda ontem tivemos uma enorme discussão, e essencialmente formamos duas pessoas bastante diferentes. Ela é Cristã e pretende que eu encaixe numa espécie qualquer de campo convencional, e desde que comecei a ler o Seth e a passar por um monte de coisas espirituais, eu tenho passado a tornar-me, na opinião dela, demasiado idealista, e talvez... Não sei, a deixar de fazer o que ela quer que eu faça. No entanto, a perspectiva que ela colhe do realismo tem mérito. Só não tenho a certeza quanto ao modo de lidar com o relacionamento que tenho com ela. Não sei o que ela quer que eu faça! (Elias ri) Eu só preciso de algo em geral com que consiga lidar, com relação a isto.

ELIAS:  Um conceito interessante que vós desenvolvestes no foco físico – o do realismo em oposição ao do idealismo. Curiosamente, eles formam uma mesma coisa. Constituem ambos aspectos diferentes dum mesmo conceito.

Nos sistemas de crença religiosa, existem muitos elementos de idealismo, segundo aquilo que JULGAIS como idealismo, só que eles situam esses ideais numa filosofia que acreditam traduzir realismo. E no contexto do idealismo, vós confinais esses mesmos conceitos de realismo à área dos ideais, e atribuís os vossos ideais à área que julgais constituir a realidade.

Deixa que te diga que esse assunto em particular está mutuamente relacionado com o recente debate sobre os sistemas de crença dos relacionamentos, e também se pode tornar instrutivo na área da aceitação de diferentes formas de percepção que os indivíduos têm daquilo que criam nas suas realidades individuais.

Muitos alinham fortemente por crenças do foro religioso. Vós criastes a vossa realidade durante muitos séculos num tipo de orientação da atenção desses, situando grande parte da vossa energia e focando-vos no desenvolvimento dessas crenças religiosas. Consequentemente, elas detêm imensa energia e uma enorme força nas vossas sociedades e sistemas de crença das massas. Elas são uma forma complicada da vossa realidade oficial convencional e não são facilmente abandonadas, digamos assim.

À medida que avançamos na acção desta mudança na consciência, gera-se uma luta que é instaurada em relação á aceitação dessas crenças religiosas por parte daqueles que as abrigam com intensidade e das massas que lhe concedem energia, e aqueles que descobrem estar a mover-se com maior à-vontade no sentido do afastamento das crenças religiosas oficiais.

Mas deixa igualmente que te lembre que TODOS vós sois influenciados por crenças subjacentes.

Nessa medida, dir-te-ei, a título de sugestão, em ajuda, para abordares essa situação por meio duma aceitação da expressão e alinhamento que esse indivíduo tem com as crenças que mantém, reconhecendo que a direcção com que escolher passar a mover-se não tem importância. Cada um move-se no alinhamento da realização do seu próprio sentido de valor e do seu próprio propósito. A expressão por que isso se traduza não tem importância.

Nessa medida, também poderás permitir-te a oportunidade de perceber as semelhanças existente entre as próprias crenças que sustentas e as crenças que esse indivíduo preserva com tanto vigor, porque subjacente a isso, muitos dos princípios, digamos assim, são os mesmos. A informação no essencial não é assim tão díspar. Apenas é sugerida numa linguagem diferente e por modos diferentes.

Não importa que um indivíduo olhe para aquilo que pensa ser Deus, por si só, e outro se permita a consciência de que ele próprio na realidade seja o que podeis designar por Deus. No fundo, a informação é basicamente a mesma.

A diferença substancial que é sustentada nessa área é a de que aqueles que alinham fortemente pelos sistemas de crença religiosos voltam-se para fora de si em busca das suas habilidades e da fonte da sua criatividade, digamos assim, enquanto os que se permitem expandir a própria consciência neste foco físico começam a reconhecer a ausência de separação e começam a compreender que esse conceito de Deus e dos sistemas de crença religiosos constituem meras imagens espelhadas e projecções daquilo que já conheceis no vosso íntimo em relação a vós próprios. São projecções que vós criais daquilo que conheceis como fazendo parte de vós próprios, enquanto essência, e nessa medida, vós criastes crenças que abrangem esses elementos que esquecestes no foco físico.

Não é necessário que vos movais no sentido das críticas atribuídas às crenças dos outros nem às escolhas deles, e em verdade também significa uma derrota, digamos assim, na intenção desta mudança da consciência. Apenas precisas oferecer a ti próprio a informação de que todos vós - no vosso planeta e nesta dimensão - vos estais a mover no sentido da actualização desta mudança na consciência, e de que todos os indivíduos nesta dimensão deverão avançar por essa acção independentemente das crenças que mantenham ou porque alinhem.

Ora bem; também compreendo que as pessoas apresentem apegos emocionais em relação aos outros sob variadíssimos aspectos e expressões do relacionamento, e nessas relações desejem ser úteis aos outros por quem nutrem afeição no foco físico. Posso dizer-te que a acção mais útil que poderás assumir a esse respeito é a de focares a tua atenção em ti próprio, e de abordares as tuas próprias crenças, e de tentares aceitar as crenças dos outros sem lhes atribuir juízo crítico em termos de certo e de errado com respeito às crenças que professam.

Nessa medida, exibes a acção do pequeno rebento, a qual deverá tornar-se muito mais eficaz na influência dos demais do que seria caso tu abordasses esses tipos de situações por meio duma discussão com eles ou te voltasses no sentido de procurares alterar a sua maneira de pensar ou as suas crenças ou os apegos emocionais que têm em relação a determinadas crenças.

Na realidade, não poderás alterar a realidade de ninguém. Poderás influenciar a realidade de outros indivíduos, mas muitas vezes, a expressão que assumes ao tentares influenciar a realidade de um outro indivíduo é a da criação da própria expressão que não desejas criar, porque nos julgamentos que elaboras acerca das expressões e crenças dos outros, estarás a ceder energia ao próprio elemento a que te estás a opor. Estás a compreender?

DAVID:  Estou. Estou, e isso faz um enorme sentido. Sem dúvida, isso faz um enorme sentido. Mas uma das perguntas que tinha diz respeito ao que acontece quando o interesse que a minha mãe tem em relação a mim e os meus próprios interesses entram em conflito, quando entram em contradição. Por exemplo, se eu tiver - e nós estamos numa posição de interdependência, além do mais – se eu tiver algo que deseje fazer que vá de encontro às crenças religiosas que ela mantém, e ela tiver que pagar por isso... quero dizer, trata-se do dinheiro dela. Por isso, parece um enorme conflito o qual não estou certo como hei-de resolver.

ELIAS:  Isso são problemas que envolvem um aspecto muito amplo dos sistemas de crença, que no foco físico abrangem o que designais por “controlo”.

Esse é um elemento muito forte que as pessoas no foco físico projectam, porque no âmbito dos sistemas de crença as pessoas dirigem-se no sentido de focarem a sua atenção em elementos muito diferentes da sua realidade que sentem precisar controlar, e não compreendem bem a realidade de que ninguém no foco físico exerce controlo sobre seja que elemento for do foco físico ou da consciência. Não é uma questão de controlo. Isso é um engano em que TODOS participais, porque ninguém pode tomar parte numa situação dessas de exercer controlo em qualquer direcção se outro não aquiescer com essa situação. Por isso, precisa haver uma participação e uma cooperação activa que capacite esse tipo de situação.

Essas são áreas de difícil abordagem para as pessoas, porque nas crenças que abrigais, automaticamente vos moveis na direcção de considerar todos os aspectos das vossas crenças e de alinhardes por eles. Essa é a razão porque criais os vossos conceitos e as vossas realidades de indivíduos no papel de vítimas. Eu afirmo-te que não existem vítimas, e que sempre tendes alternativas.

Se te estiveres a colocar numa posição que achas desconfortável e insatisfatória, por sentires que estás a permitir que um outro indivíduo te controle as opções, eu digo-te que podes focar a atenção em ti próprio e questionar-te quanto ao sentido em que estarás a participar na criação disso, porque ninguém poderá criar a tua realidade. TU estás a criar a tua realidade e tudo o que nela ocorre, e se moveres em sentidos com que não te sentes satisfeito, tens a opção de alterares essa realidade.

Ora bem; também, estou a compreender que essas crenças detêm todas uma tremenda energia e que é muito fácil eu estar aqui a dizer-te que apenas precisas deixar o teu “carrossel” e passar a criar novas alternativas, mas na criação da participação dessas crenças no foco físico, isso nem sempre poderá ser realizado por vós próprios com tanta facilidade. Eu tenho uma enorme compreensão nessa área.

Consequentemente, eu afirmo-te que poderás passar a mover-te na direcção de duas acções em simultâneo. Tem consciência e dá atenção à participação que exerces, à motivação e à participação que exerces, e à forma como cedes energia à criação da situação que encaras como desagradável. Além disso, em simultâneo poderás ver a participação da tua mãe e a motivação que ela apresenta, e se olhares para a motivação e a situação da tua mãe numa criação cooperativa como essa, poderás permitir-te a oportunidade de aceitar essa expressão, com conhecimento íntimo de que DETÉNS o livre arbítrio para criares as TUAS alternativas independentemente das influências ou dos desejos doutro indivíduo.

Ora bem; isto não pretende dizer que possas terminar esta sessão que estás a ter comigo duma forma objectiva neste dia e vás abordar a tua mãe e dizer-lhe: “Não desejo mais ter mais nada a ver contigo. Tu estás errada e eu tenho razão, e eu deverei criar a minha realidade da forma por que optar independentemente dos desejos que manifestares.” Isso é completamente errado! Não te estou a dizer que devas dar lugar ao conflito e que devas provocar confusão.

A questão assenta na aceitação; em reconheceres a tua própria criação, e não em te preocupares com a criação dos outros mas em te preocupares com as tuas próprias criações e a participação que tens nestas crenças que perpetuam a própria situação que procuras eliminar.

(Com intensidade) Quanto mais te moveres no sentido do conflito e do atrito, mais atrito provocarás. Estás a compreender?

DAVID:  Estou,  Isso responde plenamente à minha pergunta.  Muito bem, penso que é tudo quanto a essa questão.

A pergunta seguinte tem que ver com algo... É acerca do amor, e penso que a descoberta da minha alma gémea. É algo por que me tenho sentido obcecado por vezes durante vários anos, e por que tenho vindo, faz muito tempo, a tentar estabelecer relacionamentos prolongados de carácter íntimo, e pensei ter enfrentado as crenças limitativas que me têm vindo a bloquear na área de instaurar amor na minha vida, mas isso ainda não se manifestou na minha realidade. Gostava de saber o que é que me está a bloquear na área de trazer amor à minha vida.

ELIAS:  Deixa que te diga que na tua situação individual – e isto aplicar-se-á a muitos outros indivíduos que se movem num sentido bastante similar – um dos elementos que mais influenciam nessa área é a própria concentração que fazeis numa premissa específica.

Existe uma enorme preocupação com o conceito da alma gémea, e como te permites focar a tua atenção com tal intensidade nessa direcção, aquilo que crias é um estreitecimento crescente da tua visão e do foco da tua atenção.

Tu estás a bloquear toda a tua periferia. Nessa área particular estás a criar o que poderás designar como o tipo contrário de expressão por que optarias com a criação duma expansão da tua consciência. À medida que te expões a mais elementos da consciência, passas a empregar mais a tua periferia, digamos assim. Abres e alargas o teu campo de visão. Expandes a consciência que tens. À medida que te concentras num assunto particular, numa direcção particular, crias um efeito contrário, digamos assim. Estreiteces o teu campo periférico e estreiteces a tua visão.

Quanto mais energia projectares num tipo de acção desses, mais estarás a estreitecer a tua visão e mais isso te limitará as escolhas, e tal como podes limitar a tua percepção visual se colocares umas viseiras nos teus olhos, estarás a criar um tipo de acção bastante similar na consciência objectiva que tens ao te concentrares com tal intensidade numa direcção. Nessa medida, deixas de te permitir notar tudo que se te poderá apresentar.

Agora, deixa que te sugira uma pequena analogia que ofereci às pessoas anteriormente. Vós tendes este exemplo metafórico no vosso foco físico do vosso “barco da oportunidade a aportar”, e de poderdes perder o vosso barco por não estardes a prestar atenção, e poderdes perder a oportunidade em relação àquilo que buscais no vosso foco individual.

Eu já referi muitas vezes que o vosso “barco da oportunidade”, digamos assim, vem ao vosso porto muitas, muitas vezes ao longo do vosso foco, e continua a aportar. Trata-se unicamente da questão de focardes ou não a vossa atenção e a vossa visão para poderdes perceber esse barco particular. Podeis permanecer no cais, e concentrar a vossa atenção nas pequenas lojas e em todas as bugigangas que elas oferecem, enquanto nas vossas costas, o vosso barco aporta sem que deis por isso.

Nessa medida, como focas a tua atenção de forma tão intensa na direcção de tentares criar essa situação de descobrires e criares uma relação com o que designas como a tua alma gémea, estás a criar a mesma acção. Estás a focar a tua atenção nas bugigangas e estás a deixar de notar o facto do indivíduo estar a vir ao teu encontro.

Deixa igualmente que te diga que, na sua camuflagem, isto constitui uma outra expressão desse mesmo aspecto dos sistemas de crença a que chamamos de controlo.

Ao focares a tua atenção na tentativa de manipulares a energia duma forma intencional no sentido da criação desse tipo de relacionamento, estás a colocar expectativas e a estabelecer condições no fluxo da energia, e nessa medida, estás a exercer a tentativa de controlares o que crias e de controlares aquilo que é criado pela outra essência. Nessa tentativa de controlares o fluxo da energia, derrotas os próprios esforços que exerces, e crias, uma vez mais, tal como na situação com a tua mãe, crias a própria expressão que não desejas criar, e estás igualmente a acrescentar MAIS elementos, por te estares a frustrar e a confundir a ti próprio e a criar mais conflito.

DAVID:  Ah, caramba. Então, no essencial, eu estou a frustrar os próprios esforços envidados ao tentar com tal intensidade. De que modo poderei entrar mais em sintonia com uma fluência da minha energia e deixar de causar tanto estorvo a mim próprio?

ELIAS:  Ah! Agora voltas-te no sentido de inquirir quanto à expressão duma maior eficiência. Nessa medida, ao voltares a tua atenção mais no sentido de a focares em ti – de dares atenção a ti, de te passares a explorar, de te permitires mover na direcção da aceitação pessoal e da aceitação das crenças que manténs – tu automaticamente passas a emanar energia que deverá atrair os objectos do teu desejo a ti.

Lembra-te de que nesse tipo particular de situação tu procuras realizar o desejo que sentes na área da realização – em termos objectivos – da ligação que tens com o que designas por alma gémea, e no sentido de criares um tipo de relacionamento nessa direcção neste foco particular. Nessa medida, estás a esquecer que isso traduz uma participação, não apenas da tua criação, mas duma criação conjunta. Por isso, constitui um consentimento que crias no sentido de participares numa criação em conjunto com a criação duma outra essência.

Nessa criação, ao te focares em ti próprio e ao dares atenção às tuas próprias crenças, e ao expandires a consciência que tens no teu íntimo, deverás projectar no âmbito da consciência e na direcção do exterior, como um farol, digamos assim, em termos figurados, de modo que será reconhecido por aqueles indivíduos ou essências que se manifestam no foco físico que possam ser considerados como tuas almas gémeas, e aquela essência que envolva idêntica intenção nesta manifestação particular deverá ser conduzida a ti neste foco.

Deixa que te diga conforme já tive imensas ocasiões de o referir, que em muitos dos clichés e ditados, digamos assim, que tendes no foco físico, subsiste uma verdade subjacente, por existir um elemento inerente ao funcionamento conhecido da energia e da consciência. Nessa medida, detendes consciência de que as pessoas expressam muitas vezes descobrir o próprio objecto do seu desejo quando não se encontram à procura dele.

O que isso subentende de um modo subjacente, no conhecimento da consciência, é que quando focais a atenção em vós e vos voltais para a vossa própria aceitação e confiança pessoal, isso será reconhecido por outros no foco físico que deverão automaticamente ser atraídos para vós por partilharem uma intenção idêntica, coisa que podeis designar por afinidade. E nisso, o próprio objecto do vosso desejo será realizado, não por meio duma manipulação explícita da energia pelo controlo e pela tentativa intencional de criardes esse desejo, mas como um produto naturalmente expressado, assim como os outros indivíduos deverão naturalmente apurar em vós em reconhecimento da própria energia que expressais.

Nessa medida, as pessoas no foco físico detêm mais conhecimento do que conseguem compreender duma forma objectiva. Eu já referi previamente que, ao nível da essência não existem segredos, e com isso, as pessoas no foco físico TÊM consciência da energia, independentemente das suas elaborações mentais ou crenças objectivas.

Elas automaticamente deixam-se atrair umas para as outras no âmbito da compatibilidade, segundo os termos que empregais. Isso, nos nossos termos seria expressado de modo diferente, em termos da compatibilidade do objectivo ou da compatibilidade do desejo. Esses tipos de expressões são assumidas automaticamente no âmbito da energia e da projecção do vosso próprio campo de energia, e isso transcende a localidade e a proximidade física.

Como designais isso por “sair do vosso próprio caminho”, conforme dais atenção à vossa própria aceitação e vos moveis na direcção da confiança em vós, também projectais esse farol por toda a consciência, digamos assim, o que propicia uma abertura por que outras essências passam a perceber mais a energia que expressais. Ao deixardes de vos aceitar e de ter confiança em vós, prendeis-vos à vossa energia e desse modo bloqueais a mensagem, digamos assim, e nessa medida, frustrais os esforços objectivos que empreendeis.

O movimento nessa área é bastante destituído de esforço. Vós moveis-vos juntos, em termos objectivos, no sentido de estabelecerdes almas gémeas, de um modo bastante destituído de esforço. Nessa medida, aqueles que se permitem tipos de ligação desses em termos objectivos e na realização do foco físico deverão expressar para si próprios, uns para os outros, e a vós, uma enorme surpresa pelo contacto que estabelecem com essa alma gémea, por não terem exercido o menor esforço. Eles ter-se-ão simplesmente juntado de um modo destituído de esforço e espantam-se por terem criado probabilidades no sentido de se unirem, independentemente das situações, das circunstâncias, daquilo que criam e da localização física que tenham.

Mas isso CONSTITUI a incrível qualidade da consciência, por se MOVER no sentido da ausência de esforço.

Tu atrais a ti indivíduos no enquadramento da compatibilidade de expressão. Presentemente, naquilo que tens criado individualmente e na tua situação e nas crenças e energia que reténs, tu conduzes a ti indivíduos que deverão espelhar a tua própria expressão e que deverão projectar elementos de controlo e situações que achas indesejáveis, por isso corresponder à tua expressão e àquilo que estás a criar. Deverás atrair a ti indivíduos que espelhem a mesma expressão que tu. Fazeis isso propositadamente, de modo a focardes a vossa atenção nas áreas a que escolheis dar atenção. Se permitires que a tua energia adquira uma fluência livre, deverás conduzir a ti outros indivíduos que permitam que a sua própria energia flua com liberdade, e isso deverá instaurar uma situação duma maior ausência de esforço na área das relações. Estás a compreender?

DAVID:  Estou. Com referência a este tipo de criação duma maior experiência, notei que a criação de diferenças ou alterações no corpo físico parece frequentes vezes ser muito mais simples ou fácil do que criar algo tipo uma relação. Com frequência ocorre com uma maior rapidez e com uma maior eficiência, e eu gostava de saber porque razão se apresenta tal diferença.

ELIAS:  Antes de mais, deixa que te diga que a vossa forma física representa a vossa expressão individual. Consequentemente, tu individualmente poderás manipulá-la por qualquer forma que escolhas, que isso não exige o menor envolvimento da parte de nenhum outro indivíduo ou essência. Por isso, podes com toda a facilidade expressar qualquer tipo de alteração à tua escolha, na tua forma física, apesar de haver muitos no foco físico que acham tal manipulação bastante difícil, por manterem crenças que os movem no sentido de expressões de falta de capacidade para exercerem manipulação nessa área. Na realidade, ao escolheres manipular um elemento qualquer da tua forma física, isso pode ser expressado com toda a facilidade. Na área dos relacionamentos que dizem respeito aos outros indivíduos, isso representará uma expressão de cooperação. Não é exclusivamente vosso.

O elemento que mais influencia os relacionamentos, em qualquer área e em todos os sentidos, é a expressão da expectativa. Como cada indivíduo se move no sentido de depositar uma expectativa qualquer no outro, vós afectais o relacionamento e bloqueais a energia, e nessa medida estais a criar uma forma de julgamento, o qual também representa uma falta de aceitação e afecta bastante a área das relações. Isso também afecta a área do relacionamento convosco próprios, porque ao criardes uma expectativa e juízo de valor em relação a vós próprios, também vos moveis no sentido duma expressão de duplicidade. Mas na área do relacionamento com um outro indivíduo, isso chega a afectar bastante no que designais por termos negativos, por estabelecer bastante conflito. Além disso, também perpetua o sistema de crença da duplicidade, tanto em vós como nos outros.

DAVID:  Estou a perceber. Nesse caso, quando toca às realidades de massas e aos desafios globais - coisas, por exemplo, que envolvam um enorme número de pessoas - de que modo o poderemos entender nestes termos? Em vez de lermos o jornal e darmos ouvidos ao que os políticos e os meios de informação dizem, existirá algum modo por que possamos compreender essas coisas em termos das crenças das massas?

ELIAS:  Olha para as tuas crenças individuais, e poderás compará-las com as das massas, porque os sistemas de crença das massas são criados pelas pessoas colectivamente. Não podeis criar grupos sem indivíduos. Por isso, as expressões das massas são reflexos colectivos das expressões dos indivíduos. Nessa medida, não são assim tão difíceis de compreender. Podes igualmente ver, nas expressões das massas, como poderão gerar-se movimentos dessas expressões sociais que superficialmente parecerão mover-se na direcção de um enorme julgamento em certas áreas, mas subjacente podem também causar uma forte afectação no alinhamento desta mudança de consciência e trazer à atenção das pessoas a ineficácia de muitas dessas crenças e ceder energia aos indivíduos ao se moverem por esses sistemas de crença e ao se voltarem mais no sentido da aceitação desses sistemas de crença.

Vós experimentais na actualidade muitas expressões nas vossas sociedades e no vosso planeta, expressões de massas fortemente mantidas sob a forma de sistemas de crença que estão a obter atenção e estão a afectar as pessoas e a forma como começam a ver esses sistemas de crença, sem ser necessariamente no alinhamento dessas crenças oficiais mantidas. Nessa medida, como continuais a examinar os sistemas de crença individuais, proporcionais a vós próprios uma maior informação pela compreensão do modo como criastes os sistemas de crença das massas.

Podeis também olhar para as vossas crenças religiosas e científicas e ver o quão fortemente foram aceites em massa ao longo do vosso globo e como ele alinha por elas. Mesmo aqueles que referem terem-se afastado dos sistemas de crença religiosos sustentam subjacentemente muitos sistemas de crença religiosos, e passam a alinhar pelas vossas crenças científicas com a mesma veemência com que antes mantinham as crenças religiosas. Na realidade, as vossas crenças científicas constituem um mero tipo de expressão diferente, uma linguagem diferente dos mesmos tipos de sistemas de crença que os religiosos.

Nessa medida, deixa igualmente que te lembre que os sistemas de crença por si só não são certos nem errados. Por isso, não vos encorajo a avançar no sentido de atribuirdes mais formas de juízo crítico a esses sistemas de crença que mantendes, por ocupardes a vossa atenção no foco físico, e esta dimensão física ser criada na base dos sistemas de crença. Consequentemente, constitui um elemento básico da vossa realidade, e sem os vossos sistemas de crença, esta dimensão e realidade em particular não alcançará expressão física. Não é nisso que reside a intenção. A intenção reside em examinardes esses sistemas de crença e aceitardes esses sistemas de crença, de modo a poderdes neutralizar-lhes o poder, digamos assim, sem serdes tão afectados por eles, que na mesma medida, podereis criar uma abertura para uma maior criatividade.

Toda esta informação deverá levar-vos a dar meia volta no sentido do ponto base de qualquer área, se vos considerardes a vós, se abordardes a vossa própria aceitação e tiverdes confiança em vós, o que na vossa linguagem e nesta expressão objectiva poderá PARECER um tanto elementar. Mas isto, no seu elemento básico, constitui o vosso desafio mais árduo, por terdes criado a vossa realidade convencional durante milhares de anos no sentido de não considerardes a expressão de projectardes no exterior no sentido de todos os demais elementos e de olhardes para os outros e para as fontes, digamos assim, em busca de orientação pessoal. Nessa medida, transmito-vos com este conceito um sentido completamente diferente para a vossa atenção, ao vos voltar para vós em busca da aceitação e da confiança com reconhecimento de que VÓS criais a vossa realidade, sem vos voltardes para nenhum outro elemento externo que vos diga como haveis de criar a vossa realidade, e que tudo se acha ao vosso dispor. Precisais unicamente focar-vos em vós para aceitardes toda esta informação.

DAVID:  Estou a entender. Penso que uma pergunta relacionada tenha que ver comigo. Será este o meu foco final? (Pausa)

ELIAS:  É. Muitos, até ao momento e mesmo anteriormente, deixaram-se conduzir a este fórum por serem designados focos finais nesta dimensão em particular. Deixa que aborde esta situação particular por breves instantes a título de explicação, porque outros futuramente deverão deixar-se atrair igualmente para esta informação.

Inicialmente, nos começos destas reuniões, digamos assim, aqueles que inicialmente se deixaram conduzir a elas foram os que são designados por focos finais, porque na acção desta mudança e nesta presente altura particular, muitas manifestações designadas por focos finais detêm um conhecimento íntimo de certos elementos inerentes à consciência, por estarem a permitir que se dê uma maior transferência de efeitos indesejados para a sua consciência objectiva do que alguma vez se terão permitido nesta dimensão.

Conforme expressei, futuramente, outros focos deverão igualmente deixar-se conduzir a esta informação, mas dá-se uma atracção automática dos focos finais Sumafi que detêm um reconhecimento relativo a esta informação e que se conduzem para esta informação, por ela lhes despertar uma recordação, e isso ser a razão porque vos sentis atraídos para a informação, a fim de desencadeardes a recordação de vós próprios neste foco final.

DAVID:  Muito bem. A Mary terá tempo para mais uma pergunta?

ELIAS:  Podes prosseguir.

DAVID:  O meu melhor amigo Paul e eu costumávamos utilizar o tabuleiro Ouija para contactarmos... (Elias ri) A essência principal que costumávamos contactar era um ser a que chamávamos simplesmente Zero, por não conseguirmos obter nenhuma declaração coerente da parte dele ou dela. Gostava de saber que significado terá tido esse contacto.

ELIAS:  (Risadas) Ah! Voltas-te no sentido de fazeres uso desse tabuleiro Ouija! (A rir) Deixa que te diga que muitos indivíduos no foco físico descobrem que esse é um instrumento que propicia o contacto com outras essências que julgam ocuparem “o outro lado”, (a rir) apesar de não haver nenhum outro lado. Não existem lados! (A rir)

Nessa medida, podeis empregá-lo de um modo bastante divertido, e haveis de abordar energia proveniente de outras essências. O que na realidade estais a abordar é a energia de outros focos da essência que ocupam a área da transição, energia essa que pode focar-se através desta Área Regional 1, que se prende com a vossa consciência.

Bom; permite igualmente que esclareça que por vezes HÁ a possibilidade de poderdes abordar uma outra essência que ocupe a sua atenção na Área Regional 3, só que não necessariamente ocupada no acto da transição. Podeis facilmente avaliar a diferença pela comunicação que é referida por esses dois elementos distintos. Se envolverdes uma essência que ocupe a Área Regional 3 e esteja a focar a sua energia por meio da Área Regional 2 na direcção da Área Regional 1, a qual consta da vossa realidade objectiva, devereis receber o que compreendeis como uma comunicação mais coerente e coesiva. A essência disporá, em grande medida, da capacidade de comunicar eficientemente convosco.

Isto não quer dizer que não possam ocorrer perturbações na energia e que não ocorram elementos confusos na comunicação, por estardes a permitir uma comunicação que está a ser apoiada por esse particular ponto focal do vosso tabuleiro Ouija. Por isso, gera-se o vosso próprio elemento de distorção, que pode ser filtrado pela participação que tendes nesse ponto focal.

Mas se abordardes uma essência que se ache focada no acto da transição – um foco particular que esteja em transição – a comunicação pode resultar muito mais distorcida e confusa e podeis igualmente envolver uma outra actividade e acções que podem traduzir-se no vosso foco físico, por a energia que é dirigida para a vossa realidade objectiva se dispersar bastante. Essas essências... ou melhor, esses focos de essências que se acham em transição não detêm a capacidade de focar a sua energia com precisão no acto que empregam de transição. A sua atenção acha-se dispersa, em resultado do que a sua energia, que pode ser traduzida em termos da vossa consciência objectiva, poder igualmente dispersar-se.

As essências que ocupam a Área Regional 3 que optam por comunicar directamente com as pessoas no foco físico também podem experimentar um período de ajustamento ao focarem a sua energia duma forma mais directa, e isso também pode acarretar um elemento de distorção e de confusão temporário. Mas numa acção dessas, haveis de notar que a comunicação proveniente das essências que NÃO estão envolvidas com a transição e ocupam a Área Regional 3 deverá resultar mais clara e deverá proporcionar-vos muito mais informação em diferentes áreas e não deverá achar-se simplesmente limitada ao foco da sua própria atenção, ao passo que o foco duma essência que ocupe o estado de transição deverá comunicar-vos informação que contenha basicamente o conteúdo das suas próprias experiências, por isso corresponder à direcção que a sua atenção assume, ao abordar todas as suas experiências inerentes aos seus focos todos e ao descartar os seus sistemas de crenças à medida que passa para as áreas não físicas da consciência.

Nessa medida, vós abordastes nesse encontro em particular um foco duma outra essência que ocupa a acção de transição na Área Regional 3.

O que não quer dizer que não possais praticar o vosso ponto focal do tabuleiro Ouija, mas se vos permitirdes uma abertura de consciência, podereis abordar uma outra essência que não se encontre no estado de transição e esteja a ocupar Área Regional 3, que vos poderá fornecer muita informação.

Não estou a desvalorizar as tentativas feitas por ninguém no sentido da interacção com outras essências em qualquer das escolhas que possam estabelecer quanto aos acessórios, digamos assim. Reconhecei apenas que isso são pontos de focagem. São um elemento físico que incorporais a fim de dirigirdes a vossa própria atenção no âmbito da consciência de modo que possa suavizar a abertura a uma maior informação. Na realidade não são necessários, mas além do mais são bastante inofensivos, e podeis obter uma experiência de prazer e de diversão na utilização desses jogos!

DAVID:  Muito bem, uma última pergunta rápida ligada a isto. Esta essência parecia capaz de me ler a mente. Depreendo que ele ou ela esteja ligada a mim de algum modo?

ELIAS:  Deixa igualmente que te dê uma breve explicação sobre a função de tal acto, por isso poder proporcionar-te uma maior compreensão do que estás a abordar.

Ao utilizardes um ponto de focagem, seja um tabuleiro Ouija, um baralho de cartas do Tarô, ou a vossa astrologia, a vossa numerologia, QUALQUER que seja o método que empregueis, aquilo que vos estais a permitir criar é uma acção de abertura de vós próprios e da vossa consciência objectiva para com outros elementos da consciência.

Nessa medida, estais uma vez mais a criar o que podemos expressar em termos figurados como um farol que brilha através da consciência. Isso atrai energias pertencentes a outros focos de essências. Eles automaticamente são atraídos para tal abertura da consciência, por ela lhes ser familiar. Eles tiveram focos físicos e acham-se, em grande parte, envolvidos numa acção de transição.

Dá-se uma acção diferente com as essências que ocupam a Área Regional 3 e NÃO se acham envolvidas com a transição. Em grande parte o que haveis de abordar são focos de essências que SE ENCONTRAM no acto de transição, e que se sentem atraídos para essa abertura na consciência que projectais.

Nessa medida, como ocupam uma área não física da consciência, detêm a habilidade de se permitirem uma maior consciência da energia e da sua interpretação, por ocuparem a sua atenção com a abordagem de todos os focos em simultâneo. A vossa energia constitui apenas mais uma transmissão e interpretação de energia que se lhes apresenta à consciência. (1)

Nessa medida, não é necessariamente uma situação de leitura da vossa mente ou de terem uma grande interligação objectiva convosco, mas de traduzirem a vossa energia – por os vossos pensamentos constituírem energia – no estado de transição em que se encontram, e com isso estarem a mudar a vossa energia, digamos assim, acto esse em que poderá parecer que estejam a ler-vos a mente. Mas na realidade, estão meramente a empregar a vossa energia e a interpretar essa energia pela sua própria energia, e vós interpretais a sua resposta em termos de ligação convosco, por encarardes isso como uma habilidade de vos ler os pensamentos.

O pensamento é simplesmente uma expressão de energia que é passível de ser reconfigurada por incontáveis formas. Essa é simplesmente uma configuração que a energia assume nesta dimensão particular. Vós organizais a energia nesta dimensão particular para se tornar o que designais por pensamento, mas isso não constitui um absoluto, porque a energia pode ser reconfigurada na comunicação por muitos modos diferentes, que não meramente a do pensamento.

DAVID:  Estou a perceber. Penso que seja isso. Penso que já tenha usado muito do teu tempo.

ELIAS:  (A rir) Dirijo-te um enorme afecto, e também te estendo um convite para me abordares no futuro se o preferires, e encorajo-te nos avanços que empreendes na tentativa de abordares as crenças que manténs relativas às tuas situações. Encorajo-te no sentido da tua mãe, porque hás-de conseguir se te permitires aceitar e deres também ouvidos à tua voz interior. Para ti neste dia exprimo-te um enorme carinho, Tagge, e fico a antecipar o nosso próximo encontro.

DAVID:  Muito obrigado.

ELIAS:  Estendo-te um terno adieu.

DAVID:  Adeus.

Elias parte às 3:14 da tarde.

NOTAS FINAIS:

(1)  Com base numa impressão, alterei o termo “transição” para o termos “transmissão” na seguinte frase: “A vossa energia é simplesmente mais uma transição e tradução que a energia assume que se apresenta à sua consciência.”
Vicki

© 1999  Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados

O MATERIAL ELIAS