segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O SIGNIFICADO DOS SONHOS


Sessão 3021
“a próxima onda na consciência: os sentidos e a criação do universo”
“O Signicado dos sonhos”
sábado, 23 de outubro de 2010 (grupo/Brattleboro, Vermont)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael), Adisa, Ann (Vivette), Audrey (Allawan), Ben (Albert), Carol, Christine (Lurine), Courtney, Daniil (Zynn), David (Kallika), Hernan (Hernan), John (Rrussell), Ken (Oba), Lynda (Ruther), Magdelena (Michella), Malcolm, Melissa (Leah), Natasha (Nichole), Raven, Roberto, Rodney (Zacharie), Sandra (Atafah), Shelly (Angelic), Terri (Uliva)

(O tempo de chegada do Elias é de 18 segundos.)

ELIAS: Boa tarde!

GRUPO: Olá, Elias.

ELIAS: (Dá uma risada) Sejam bem-vindos todos os meus novos amigos. Hoje, conforme tendes vindo a antecipar, vamos debater a nova onda que está a decorrer na consciência. Conforme estais cientes, escolhestes dar atenção a cada um dos sistemas de crenças ao gerardes estas ondas na consciência que abordam cada um desses sistemas de crenças. De um modo geral, até a presente altura vós escolhestes atribuir um grupo de crenças a cada onda singular. Desta vez elegestes abordar dois conjuntos de crenças numa só onda. Os dois grupos de crenças que optastes por abordar são o dos sentidos e o da criação e do universo.

Ora bem; antes que algum de vós entre em pânico, ambos esses conjuntos de crenças que ides abordar apresentam a possibilidade de se tornarem interessantes, fascinantes, e talvez mesmo divertidos. Eles apresentam a possibilidade de se tornarem perturbadores se permitirdes que o sejam. Se gerardes uma seriedade demasiado acentuada, tornar-se-á possível que a abordagem desses dois sistemas de crenças se possam tornar perturbadores, por ser bastante provável que actividades muito pouco usuais devam passar a ocorrer. Mas se relaxardes e vos permitirdes abrir e dar lugar a uma brincadeira, posso expressar ser provável que venhais a entreter-vos e a empregar alguma actividade divertida em relação a esses dois temas - apesar de um poder apresentar alguns elementos um tanto confusos: os sistemas de crenças dos sentidos.

Agora; o aspecto desta onda dirige-se a todos os vossos sentidos e a tudo o que os vossos sentidos recepcionam, o que compreende mais do que podeis perceber. Porque a informação recolhida pelos sentidos nem sempre se coaduna com o pensamento, por não traduzir sempre uma informação pertinente aos sentidos, por tal não ser sempre necessário. A razão porque nem sempre se revela necessário deve-se ao facto dos vossos sentidos terem sido concebidos para recepcionarem informação em termos absolutos. Se tocardes numa chama, o vosso sentido do toque passará a expressar em termos inequívocos que ela é quente e que vos queima. Se virdes um objecto, a informação que o vosso sentido vos transmite dirá que se trata dum objecto absolutamente sólido e estacionário, sem sombra de dúvida. O vosso ouvido: aquilo que escutais, vós acreditais.

Essa é a estrutura em que assentam os vossos sentidos. Eles foram concebidos para vos fornecer uma informação de um modo absoluto. Existe um propósito por detrás disso. O propósito assenta no facto dos vossos sentidos serem dotados dum carácter sensível e de vos inserirem informação duma forma contínua – não apenas no vosso estado desperto, mas mesmo durante o sono. A cada instante da vossa existência vós acolheis informação por via dos vossos sentidos. Consequentemente, se eles forem concebidos para acolher uma informação de um modo absoluto, não será preciso que o mecanismo do vosso pensar traduza essa informação repetidamente. Ela já terá sido interpretada, aceite, transmitida, e não subsiste qualquer necessidade para que continueis a pensar em relação a tudo quanto recepcionais por intermédio dos vossos sentidos.

Agora; o aspecto divertido dos sentidos é o de que tudo que tem assento na vossa realidade não possui um carácter absoluto. Por isso, os vossos sentidos, para o referir nos vossos termos, podem revelar-se errados ou imprecisos.

Muitos indivíduos expressam um verdadeiro fascínio e encanto pela magia – por indivíduos como os mágicos – e deixam-se fascinar pelos ilusionistas. A razão porque vos deixais fascinar deve-se ao facto deles saberem como ludibriar os vossos sentidos, desempenhando desse modo magia, por executarem actos que vos parecem impossíveis. Eles são impossíveis por os vossos sentidos vos darem conta de serem impossíveis – isto não pode acontecer; tal coisa não tem possibilidade de ocorrer; não vêem estas coisas; não sentem isto – por ser impossível. Só que não é impossível, e esta onda dirige-se à possibilidade de existir muita coisa na vossa realidade que não é impossível, independentemente da forma que aparentar ter. Nessa medida, actos que não podem ocorrer podem começar a ocorrer, e aquilo que pensais não poder acontecer está a acontecer. Também se revelará numa oportunidade de fazerdes experiências com o vosso mundo, com o vosso ambiente.

Cada um de vós encontra-se presentemente sentado no que acredita ser um objecto sólido que vos suporta, um objecto estacionário e sólido.
Mas não é. Está a mover-se. Não percebeis que se esteja a mover, por os vossos sentidos vos expressarem que esteja estacionário e que seja sólido. Não é sólido e está a mover-se. E nesta onda começareis a permitir-vos abrir esse aspecto dos vossos sentidos de forma que não seja tão absoluto.

RODNEY: Quererá isso dizer que venhamos a entrar pelo chão a dentro?

ELIAS: Não necessariamente.

Vós incorporais um fascínio pela teleportação e com a projecção mas somente em termos físicos, ou com a materialização de um objecto ou mover um objecto sem lhe tocar. Os objectos já se encontram em movimento. É somente uma questão do quão vos permitis ligar a esse objecto para vos moverdes com ele e para o encorajardes a mover-se de modo diferente daquele em que se move. Ele já se encontra a mover-se numa velocidade vibratória muito lenta, que vos permite percebe-lo como sólido e estacionário, só que ele está a mover-se.

Se não aceitardes obrigatoriamente o carácter absoluto conferido pelos vossos sentidos, podereis começar a acolher uma nova informação como a de que a cadeira em que vos encontrais sentados ou o chão sobre o qual caminhais não são tão sólidos quanto os percebeis, e que se movem, e que podeis realmente fazer passar a mão por qualquer um desses objectos se o preferirdes, por não ser sólido, ou que a vossa parede é tão sólida que se vos atreverdes a atravessá-la, havereis de vos magoar. Não necessariamente. A vossa parede encontra-se tão em movimento quanto a vossa cadeira, e é igualmente tão sólida quanto qualquer outra manifestação, incluindo vós próprios.

Agora; esta onda relativa aos sentidos, está a ser ofertada, se o quisermos, pela família Zuli, coisa que talvez alguns de vós terá pelo menos adivinhado, por a família Zuli estar bastante sintonizada com a manifestação física, e como tal, os sentidos estão bastante em alinhamento com esta família da essência em particular.

O outro aspecto desta onda prende-se com a criação e o universo, o que tem um desempenho no apoio do factor de inexistência de qualquer carácter definitivo ou absoluto nos vossos sentidos.

Bom; este aspecto diz respeito ao vosso universo, o quão vasto é e àquilo que comporta, e à criação, não só do universo mas a toda a criação, qualquer criação, o que também apresenta um desempenho nos vossos sentidos, por os vossos sentidos vos ajudarem a perceber a criação e vos ajudarem a criar.

Nessa medida, conforme expressei previamente, apesar de existirem nove famílias da essência, existem dez sistemas de crenças. Este sistema de crenças particular é ofertado por TODAS as famílias da essência. Todas elas tomam parte neste sistema de crenças particular em diferentes aspectos ou por diferentes qualidades. Por isso, todos vós devereis estar envolvidos de alguma forma e numa certa extensão, na abordagem deste sistema de crenças particular. O que se pretende dizer com isto é que todos vós tomareis parte com as vossas próprias expressões singulares em relação às qualidades da vossa família da essência particular, quer seja a família da essência a que pertenceis e/ou a família da essência porque alinhais neste foco particular. As qualidades dessas famílias realçarão as experiências que tiverdes em relação á abordagem deste sistema particular.
Mas existe muito a explorar.

Antes de explorardes o vosso universo em termos físicos, torna-se um tanto necessário que produzais uma motivação para o fazerdes, e a motivação para o empreenderdes consiste numa curiosidade quanto ao que o vosso universo comporta para além do vosso mundo individual.

Sim, as pessoas sentiram, ao longo de um breve período da vossa história, um ligeiro fascínio pelos extraterrestres. Refiro-o bastante em termos literais, por se tratar dum ligeiro fascínio, por ser uma minoria de indivíduos que realmente expressam um considerável interesse no que reside para além do vosso próprio planeta. A maioria de vós tem entretido a ideia e muitos de vós abraçam a crença na existência de alguma expressão para além da vossa própria existência no vosso universo. Agora é a vossa oportunidade de passardes efectivamente a explorar isso. E já agora, vou-vos dar uma pista: existe mais no vosso universo do que apenas vós.

PERGUNTA: ...(Inaudível, devido à multiplicidade de vozes a falar a mesmo tempo.)

ELIAS: Não vou já antecipar naves espaciais, por se tratar da vossa exploração. Por isso, não é uma questão da vinda de outros seres a vós, mas de vós vos aventurardes no exterior.

SANDRA: O fenómeno da transferência de efeitos indesejáveis deverá sofrer algum incremento?

ELIAS: Pode sofrer, sim.

SANDRA: E um aumento do imaginário onírico?

ELIAS: Pode suceder. E uma maior imaginação.

ELLA: ...(Pergunta ou comentário prolongado e inaudível)

ELIAS: Deixai que vos diga com toda a clareza, que está a ser expressada uma considerável energia em relação ao conceito das actividades ou eventos de massas relacionados com esta faixa temporal de 2012. Desse modo, existe um enorme potencial de poderdes destacar qualquer acção que possais empreender quer individualmente quer sob uma forma ligeiramente colectiva por essa altura. Mas quanto á ocorrência de um evento global ou catastrófico com relação a essa data, isso não passa duma distorção e dum erro de interpretação. Por esta altura, não estais colectivamente a projectar uma energia suficientemente forte para produzirdes efectivamente qualquer evento de massas significativo a nível global.

ELLA: ...(Pergunta ou comentário inaudível)

ELIAS: (Ri) Mas eu podia dizer que poderás descobrir que aquilo que é costume ou normal para ti agora ou terá sido até agora pode deixar de ser mais importante ou tão importante. Por isso, esses aspectos de pagamentos de contas podem tornar-se menos importantes. Não estou a falar metaforicamente. Estou a falar no sentido literal, ao dizer que o que é acessório e a expressão do dinheiro está também a perder a sua importância. Eu compreendo que até à presente data continua a ter uma importância significativa, mas está a diminuir, o que, conforme estarás ciente, faz igualmente parte desta mudança na consciência.

ELLA: ...(Pergunta ou comentário prolongado inaudível)

ELIAS: É uma ilusão.

ELLA: ...(Pergunta ou comentário inaudível)

ELIAS: Sim, tens razão e essa é a acção que será estabelecida ao nível global, e um movimento que irá sendo alcançado passo a passo. Relativamente falando, será rápido, porque mesmo que escolhais implementar essa alteração e esse movimento durante um período de cinquenta dos vossos anos, relativamente falando, em relação à vossa história isso representa um período incrivelmente curto para ensaiardes tal mudança dramática na vossa estrutura. Mas acabará por se expressar, por corresponder ao que estais a escolher, e corresponder à direcção em cujo sentido vos moveis.

Mas, tal como em qualquer novo rumo, o modo como percebeis constitui o primeiro passo. Por isso, percebe-lo progressivamente dotado duma menor importância constitui um passo significativo na alteração da estrutura do intercâmbio (monetário). Se o intercâmbio deixar de ser importante, não haverá qualquer motivação para continuardes a fazer uso dele, e isso é o que estais a fazer.

Perguntas?

RODNEY: Recentemente, ao fazer exercício ou enquanto escutava algumas meditações – “imagina-te na face da lua” – ao juntar a minha imaginação a assim, senti-me incapacitado de respirar; por falta de oxigénio. Assim, quando esse tipo de ideias me vêm à atenção, elas bloqueiam-me completamente o esforço para o conseguir.

ELIAS: O que está igualmente bastante ligado aos teus sentidos.

RODNEY: Eu consegui imaginar-me na praia. Conseguia sentir a areia nos pés, etc.

ELLA: Então imagina-te num fato espacial. (Elias ri)

RODNEY: Não quero andar por aí a carregar um fato espacial! Precisarei imaginar-me como o meu corpo espiritual, aquele que possui um cordão de prata e tudo o mais?
Como é que...?

ELIAS: Não necessariamente. É uma mera questão de reconhecerdes que os vossos sentidos não são necessariamente absolutos e que aquilo que eles vos inserem não é necessariamente sempre correcto. Por isso, pensais e acreditais precisar respirar ar; por isso o fazeis. Trata-se de crenças bastante enraizadas; por isso, são bastante reais. Serão um factor absoluto? Não. Por isso podereis facilmente imaginar-vos a caminhar na lua sem ar.

RODNEY: (Inaudível)

ELIAS: Exacto.

RODNEY: Uma outra ligeiramente diferente dessa, eu adoro contemplar as nuvens. Adoro ver a luz matinal a reflectir-se nas nuvens durante o nascer do sol. Se olharmos para as nuvens, elas não se movem. Parecem estar estacionárias. Podemos sentar-nos a olhar e olhar que, a menos que o vento sopre, elas permanecem sem se mexer. Voltamo-nos e contemplamos uma outra coisa qualquer durante uns dois minutos e voltamos a olhá-las, as mesmas nuvens, e já se terão movido. Moveram-se realmente. Eu estava a brincar, outro dia, com isto, a contemplar o sol a surgir e uma pequena área acinzentada. Estaria a mover-se? Não, não estava; fechei os olhos e um minuto mais tarde já se tinha movido. Estará isso de algum modo relacionado? Porque não é só a informação dos sentidos, é a informação principal. Tu disseste que a cadeira se move só que muito devagar.

ELIAS: Exacto.

RODNEY: Não estamos acostumados a observar as coisas que ocorrem devagar.

ELIAS: Os vossos sentidos, todos os vossos sentidos, têm uma amplitude muito limitada.

RODNEY: De tempo?

ELIAS: No geral.
A disponibilidade de recepcionamento dos vossos sentidos é bastante limitada. Aquilo que conseguis sentir, aquilo que conseguis sentir, o que conseguis provar, o que podeis saborear, todas essas vias de comunicação que alcançam expressão por intermédio dos vossos sentidos são bastante limitadas. Vós incorporais um espectro muito estreito daquilo que acolheis por intermédio dos vossos sentidos. Existe muito mais para além do que sois capazes de acolher ou do que podeis permitir-vos acolher nesse contexto absoluto dos vossos sentidos.

No vosso mundo físico, já é do vosso conhecimento, que existem muitos aspectos do vosso mundo a que não sois capazes de ter acesso, por os vossos sentidos não vos permitirem obter acesso a essas qualidades vibratórias. O vosso espectro é demasiado estreito para poder permitir acolher os dados informativos oriundos dos sentidos. O som, a visão – vós, em grande medida, estais mais focados na visão. Esse é o vosso sentido primordial, e ele proporciona-vos os dados informativos mais concentrados a fornecer com que a vossa percepção pode passar a criar. Mas aquilo que podeis ver constitui um espectro bastante estreito. No vosso mundo físico actual, a vossa visão acha-se limitada a certas qualidades vibratórias.

RODNEY: Cores?

ELIAS: As cores são qualidades vibratórias, mas a vossa visão acha-se limitada a certos espectros dessas qualidades vibratórias. A vossa visão também se acha limitada em relação à luz.

BEN: E que dizer da criação de utensílios, como microscópios ou telescópios?

ELIAS: Vós produzis utensílios que vos realçam os sentidos e vos permitem expandi-los, o que vos proporciona a informação da existência de espectros fora daquilo que percebeis, coisa que vos expande a percepção, e que vos influencia ou motiva a ir além daquilo com que os vossos sentidos normalmente se deparam, ou daquilo que acolheriam relativamente aos dados informativos. Tal como inventais equipamento e tecnologia para registar o som e outras qualidades vibratórias que não conseguis escutar; podeis, não é impossível. O vosso mecanismo auditivo está equipado para escutar qualidades vibratórias que percebeis ser demasiado elevadas ou demasiado baixas para poderdes efectivamente descobrir ou perceber, mas vós podeis. Acreditais que os vossos sentidos são de tal modo absolutos que tendes que acreditar nesse espectro estreito.

Esta onda dirige-se a isso de forma a permitir-vos expandir o espectro vibratório, de modo a virdes a acolher isso sob a forma de dados informativos e todas essas qualidades vibratórias. Mesmo em relação ao olfacto ou ao tacto, vós gerais um acto que vos estimula um certo aspecto da consciência do vosso corpo a receber informação. Mas também esses aspectos são estreitos, e como tal, estais bastante limitados no que passareis a aceitar como informação derivada dos sentidos, o que uma vez mais também traduz a razão porque vos deixais fascinar desse modo pela magia, por ela vos ludibriar os sentidos.

NATASHA: (Pergunta ou comentário prolongado e inaudível)

ELIAS: Não, não serão suspensos mas serão expandidos. O que se pretende dizer com isso é, conforme já expliquei: vós incorporais essas crenças e cada crença expressa múltiplas influências. Vós escolheis determinadas influências que aplicais em relação a uma crença, mas existem muitas que não envolveis, muitíssimas outras influências de que não tendes consciência.

Nessa medida, não estais a suspender as vossas crenças, nem estais a eliminá-las, uma vez mais mas, digamos assim, estais a expandi-las e a relaxá-las de modo a que não sejam tão rígidas. Já incorporais experiência relativamente a isso nos sonhos. Vós não suspendeis as vossas crenças nos sonhos, mas relaxai-las a ponto que vos permitir manobrar no estado de sonhos por meio de actos que não vos permitiríeis empreender no estado de vigília.

Muitíssimos indivíduos têm o sonho de voar. No vosso estado de vigília não vos permitiríeis voar. Nem sequer vos permitireis levitar no estado de vigília, mas no estado do sonhar relaxais essas crenças.
Essa crença diz respeito à gravidade.

Nessa medida, nos sonhos não suspendeis a crença que tendes na acção da gravidade. Apesar de poderdes voar, também podeis caminhar sobre o chão. Também vos encontrais como que presos, mas relaxais essa crença e permitis-vos um maior movimento e uma maior liberdade para explorardes mais, o que é bastante análogo em relação aos sentidos. À medida que vos permitis expandir e aceitar a informação proveniente dos sentidos, também afectais as vossas crenças ao permitirdes que relaxem e se expandam para passardes a incorporar uma informação mais vasta do que aquela que actualmente vos permitis.

Nessa medida, sim, ireis continuar a expressar as vossas crenças, mas já vos estais a aprimorar em relação à aceitação das crenças e a mover-vos com elas ao invés de vos opordes a elas. Vós já o fazeis com frequência, e mais do que creditais a vós próprios. Nessa medida, já vos permitis tornar mais expressivos do que havereis permitido necessariamente em anos anteriores, digamos assim. Encontrais-vos mais abertos. Estais a permitir mais, e em relação a vós, em certa medida, já tendes consciência das vossas crenças e permitis-vos aceitar um tanto mais.
Já adoptastes uma práctica considerável.

Consequentemente, isto constitui apenas mais um passo na direcção duma maior expansão e duma maior auto consciência e reconhecimento de existirem mais aspectos que não são absolutos. Agora apresentais isso a vós próprios, por já compreenderdes o conceito da ausência de absolutos. Agora ides aplicar isso ao que chamaríeis de aplicações práticas em relação à informação que acolheis a cada instante de cada dia da vossa existência. Os vossos sentidos estão continuamente a inserir informação.

DANIIL: Tu começaste por afirmar que a cadeira já se encontra em movimento. Pensei que a energia da cadeira pode situar-se lá mas cada um de nós cria a cadeira ao nosso próprio modo... (Inaudível) Por isso, que sentido fará aquilo que referes, quanto à cadeira se encontrar em movimento?

ELIAS: Em que assenta a confusão que sentes?

DANIIL: Se a cadeira estiver para lá de mim, então pode estar a mover-se...
(Inaudível). Mas se eu sou quem está a criar a cadeira e se a criar numa posição estacionária, nesse caso deixará de se estar a mover. Segundo o que dizes, então deve-se subentender alguma qualidade intrínseca à própria cadeira, quer a crie ou não, que... (Inaudível)... a sua natureza fluida.

ELIAS:
Não, tu estás a criar a cadeira. Mas que foi que eu disse que representava o “acreditar”? O acreditar em que consiste? Acreditar é ter confiança. Não questionar a coisa. ACREDITAIS que a cadeira se acha num estado estacionário. ACREDITAIS que a cadeira seja sólida. VÓS estais a criá-la; por isso, criais essa imagem, e criais a solidez que ela aparenta e a experiência dela, por acreditardes nisso. Confiais nisso, e que é que influencia esse acreditar – não crença – mas o que influencia esse acreditar em que a cadeira se acha num estado estacionário é o vosso sentido. Tocais na cadeira e o vosso sentido de toque diz-vos que apresenta solidez, e que se encontra estacionária. Tocais em vós próprios e constatais ser sólidos.

Os vossos sentidos foram concebidos para inserirem essa informação de modo a dotar-vos de forma e a criar uma realidade física, coisa que se tornará numa maneira por meio da qual os vossos cientistas poderão experimentar, o facto de não se tratar duma questão da matéria existir independente de vós.
Não, não existe. Existe por causa de vós.

DANIIL: Porque será que todos nós criamos uma cadeira mais ou menos similar?

RODNEY: Por um acto de concordância, não?

ELIAS: Sim, empregais ligeiras variações, mas também vos achais todos interligados. Percebeis ter uma existência individual e ser únicos. Não sois. Sois, mas não sois. Sois vós próprios enquanto indivíduos, mas também vos achais bastante interligados. E nessa ligação duns com os outros, não existe separação. Por isso, aquilo que percebeis também é transmitido a cada indivíduo em todo o vosso mundo, e não só nas vossas proximidades físicas.

DANIIL: A energia por detrás dessa cadeira, será alguma coisa que criamos neste nível, ou terá existência fora do nosso... (Inaudível)?

ELIAS: Não no exterior, não.

NATASHA: Se toda a gente se encontrar fora deste compartimento, a cadeira deixa de estar aqui, e o compartimento.

ELIAS: Sim, continua a estar, por continuardes a percebê-la aqui, quer estejais a contemplá-la, a olhar para ela em termos físicos ou não. Detendes o conceito, e como tal, a estrutura não desaparece apenas por não estardes directamente a abordá-la. Vós mantendes a energia dela; sustentais a percepção dela.

DANIIL: Com respeito ao facto da cadeira já se encontrar em movimento, quando começarmos a acreditar que se encontra em movimento, poderemos dar lugar a que se mova?

ELIAS: Não é que comeceis a dar lugar ao movimento; já destes lugar ao facto de se encontrar em movimento, por ser consciência, e como tal, se achar em movimento. Mas começais a permitir-vos perceber o movimento dela.

SANDRA: A Anjuli na sessão dela desta semana falava sobre meditar, e dizia que na sua primeira experiência de meditação ela se sentira assustada mas assim que fez a segunda experiência de meditação disse que “mergulhou no impulso”.
Ou foi ela a dizer isso ou foste tu. Poderias explicar isso? Porque na experiência de reconhecer que tudo se encontra em movimento e de que tudo é vibratório e de que podemos agir sobre isso, como é que ela, conforme disseste anteriormente na sessão de hoje, mergulhou num fenómeno energético... (Inaudível) e de que podemos mudar-lhe a direcção. Terá a Anjuli feito isso?

ELIAS: Fez.

SANDRA: Poderias explicar a mecânica da criação disso?

ELIAS: Mergulhar no impulso é simplesmente um termo para a permissão de vos moverdes junto com ele. Vós ofereceis a vós próprios impulsos com muita frequência, mas observai-los – não os seguis necessariamente; não os adoptais necessariamente. Traduzis esses impulsos em termos de pensamento. Passai-los de impulsos para um pensamento para uma acção, e desse modo, observai-los mas não os adoptais necessariamente.

Com essa acção de saltar no impulso, trata-se simplesmente da acção de vos permitirdes suspender o pensamento ou a análise do impulso e a tradução dele, e permitir-vos adoptá-lo e pô-lo em prática.

Assim que dais início a uma acção, podeis dirigi-la do modo que preferirdes. Quando estiverdes a levar a cabo uma acção, também a estais a dirigir. Por isso, é apenas uma questão de serdes auto-conscientes, de terdes consciência do que estais a fazer, daquilo em que estais a envolver-vos, e de vos permitirdes dirigir aquilo que estiverdes a fazer.

SANDRA: ...(Pergunta longa e inaudível)... para criar essa condição em si mesma, de modo a podermos saltar para o impulso?
Estaria ela tranquila, estaria ela... (Inaudível), estaria altamente consciente... (Inaudível)?

ELIAS:
Nada disso se faz necessário. É um momento. Não passa dum momento de presença e de auto-consciência. Não é necessário nunhum acto preparatório. Trata-se dum acto que podeis empreender continuamente ou em qualquer altura, porque o único requisito é o de estardes presentes e auto-conscientes, permitindo-vos desse modo dirigir-vos a vós próprios. Por isso, sabeis quando apresentais um impulso a vós próprios.

Um impulso difere duma impressão. Um impulso é uma inspiração. Estais a impelir-vos a um determinado movimento. Tendes consciência das alturas em que isso ocorre, mas também o observais ou ignorais. É uma questão de terdes auto-consciência e de reconhecerdes esse momento em que se dá o impulso e de o adoptardes em vez de apenas o observardes ou ignorardes.

Sim?

JOHN: Estou a tentar compreender os sentidos como um conceito abrangente... (inaudível)... de que modo os sentidos deles diferirão dos nossos... (Inaudível)... e de que modo um golfinho poderá perceber as mesmas manifestações...
(Inaudível) Isto fará sentido?

ELIAS: Faz sim.
Eles incorporam um espectro muito mais amplo de inserção de informação por intermédio dos sentidos. Por isso, são capazes de perceber uma gama mais ampla de qualidades vibratórias, com os mesmos cinco sentidos. O modo como os empregam, a forma como os empregam em certas capacidades é diferente daquilo que percebeis. Por isso, se olhardes para um objecto, empregando o sentido da visão – digamos que estais a olhar para uma bola azul. Percebeis a esfera, percebeis o que parece ser o material que compõe a bola, percebeis-lhe o tamanho, a cor, a forma, percebeis um objecto sólido. Os vossos sentidos são concebidos de modo a inserir uma informação absoluta. Percebeis uma bola sólida e percebeis que tem uma cor particular.

Esse golfinho percebe a bola mas não a bola que vós percebeis. O golfinho percebe uma variação de cor.
O golfinho não vê uma bola azul. Vê uma bola multicolorida com tonalidades de um azul predominante, muitos tons de azul e não apenas um. O golfinho também percebe o objecto como menos sólido. Falando em termos comparativos, o modo como o golfinho percebe a bola assemelha-se aquele pelo qual perceberíeis a bola se ela se encontrasse na água. Se moverdes a bola na água, isso assemelhar-se-á ao modo como o golfinho percebe a bola no chão, porque o golfinho percebe o movimento.

O golfinho também escutará a bola, por a bola se encontrar em movimento, apesar de parecer estar estacionária. Por isso, o golfinho escuta as ondas sonoras que estão ligadas à bola e a ligação que tem com o seu ambiente.
Por isso, escuta a bola.

Por isso, sim, os seus sentidos apresentam uma gama mais ampla do que os vossos, e como tal, aquilo que ele percebe difere daquilo que vós percebeis, e o que os seus sentidos lhe inserem em termos de informação também difere. É mais extenso do que o que os vossos sentidos inserem. Mas isso corresponde ao que estais actualmente a alcançar.

DANIIL: ...(Pergunta ou comentário prolongado e inaudível)

ELIAS: Exacto, sim. Vós fazeis isso continuamente. Apenas não o percebeis, por os vossos sentidos não vos permitirem que o vejais. Mas vós sois muito mais um borrão duma imagem do que percebeis ser! (Ri)

ELLA: É assim que nos percebes, de forma indistinta?

ELIAS: Eu não faço um uso efectivo do sentido da visão, por não ser necessário.

ELLA: Mas tens uma percepção qualquer das pessoas... (Inaudível).

ELIAS:
Tenho. Não é necessário empregar os sentidos físicos por intermédio da consciência do corpo para comunicar ou estabelecer contacto com cada um de vós.

ELLA: ...(Pergunta ou comentário longo e inaudível)

ELIAS: (Ri) Para além de mim próprio?

ELLA: ...(Inaudível)

ELIAS: Isso depende da escolha que elegeres! (A rir) Eu encorajava-te a experimentar.

SANDRA: Elias, o Seth falou dos sentidos interiores, e mencionou uma certa quantidade deles. Eles estavam relacionados com estes sentidos da percepção da realidade física. Tu falaste de conceptualização e de empatia como dois dos principais sentidos subjectivos. A pergunta que quero colocar tem que ver com saber se... (Inaudível) de alguém, se será o meu sentido subjectivo ou o meu sentido de conceptualização ou o empático, ou se será o meu sentido conceptual a expandir.

ELIAS: São ambos.

SANDRA: ...(Pergunta ou comentário inaudível)

ELIAS: Não. É uma combinação dos vossos sentidos interiores e exteriores. Vós estais a utilizar o vosso sentido físico exterior da visão, e também estais a utilizar o vosso sentido interior empático a fim de abordardes a energia e a traduzirdes em relação ao vosso sentido externo da visão.
Estais a estender mais informação ao vosso sentido externo. Estais a instruir a consciência do vosso corpo no sentido de passar a ver mais.

RODNEY: Todas as manhãs eu levanto-me – acontece quase diariamente, pelo menos uma vez ou duas vezes – encontro-me como que num estado de transe, e vejo auras esverdeadas ao redor das minhas mãos. Que será isso? Que significado terá isso em relação à presente onda?

ELIAS: O que tu vês é uma parte do teu campo de energia. Cada um tem uma cor predominante no seu campo de energia a cada instante particular. Os vossos campos de energia variam consideravelmente.

RODNEY: Parece não se alterar, pelo menos enquanto o contemplo.

ELIAS: Eu entendo, o que não é incomum, por o veres na mesma situação e nas mesmas circunstâncias, de cada vez. Nesse estado encontras-te relaxado, e estás a permitir que a tua atenção seja levada pela corrente, digamos, condição essa em que percebes o teu campo de energia. Permites-te vislumbrar uma parte do teu campo de energia, o qual te parece esverdeado, por ser uma cor relacionada com a calma.

RODNEY: Eu tenho um pacote de leite no frigorífico que tem duas ou três semanas a mais da data de validade. Eu costumava deitá-lo fora quando atingia a data. Mas a seguir comecei a pensar que talvez ele durasse mais uns três ou quatro dias. Por isso, não preciso acreditar na data que consta no pacote.

ELIAS: Exacto.

RODNEY: Agora deixo ir até às três semanas; deixo passar das duas semanas.

ELIAS: É uma questão de percepção e daquilo em que acreditais.

RODNEY: Mas isso incorpora a informação que os sentidos inserem.

ELIAS: Exacto, muito mesmo, e nessa medida, tu enganas o factor absoluto dos teus sentidos.

RODNEY: Então nisso eu estou a bater a barreira do absoluto.

ELIAS: Exacto.

PARTICIPANTE: Não constituirão os nossos sentidos uma limitação para as nossas crenças físicas? A razão porque acreditamos que a cadeira é sólida deve-se às limitações dos nossos sentidos conforme existem actualmente.

ELIAS: Sim, bastante mesmo, e isso é o que estais a expandir, o facto dos vossos sentidos não serem absolutos. Isso é o que eles vos transmitem, uma informação dotada dum carácter absoluto, mas isso não é necessariamente correcto. Aquilo que os vossos sentidos vos expressam como um absoluto não constitui necessariamente um absoluto. É isso que estais a experimentar e a permitir-vos expandir-vos, por a vossa realidade comportar mais do que as limitações que os vossos sentidos vos transmitem.

Vamos fazer um intervalo e logo prosseguiremos com as vossas perguntas.

INTERVALO

ELIAS: Continuemos! Podeis colocar as vossas perguntas.

PARTICIPANTE: Só gostava de saber, já que não possuis crenças e te encontras no corpo da Mary e ela abriga crenças, provavelmente a Mary não seria capaz de fazer passar a mão dela através da mesa, mas se tu poderias. Por isso, serás capaz fazer isso com a mão da Mary?

ELIAS: Conseguirás tu?

PARTICIPANTE: Eu podia, mas... (Inaudível)! (Riso)

ELIAS: (Ri) Consequentemente, isso representa um desafio!

PARTICIPANTE: Nesse caso, se conseguir perceber que faço isso, nesse caso poderia perceber que o fizesses no corpo da Mary?

ELIAS: Podias.

PARTICIPANTE: Mas, se não consigo perceber que faço isso, então não poderei perceber que o faças por intermédio do corpo da Mary?

ELIAS: É improvável; mas não é impossível.

PARTICIPANTE: Quererás fazê-lo?

ELIAS: Tu quererás?

PARTICIPANTE: Mas é claro! (Comentários e riso da parte do grupo)

ELIAS: Outras perguntas, que não impliquem truques de salão?

SHELLY: Neste diálogo mencionaste magia e mágicos. Também mencionaste alquimistas assim como artistas no campo da energia. Eu gostava de saber, por gostar disso... (Inaudível) que todos fazemos é uma questão de o fazer de forma consciente baseados na ideia da frequência.

ELIAS: Em relação a um alquimista?

SHELLY: Sim, e, ou a um artista no campo da energia. Assemelhar-se-ão muito, ou estamos a falar de coisas completamente diferentes, o artista no campo da energia, o alquimista e o mágico?

ELIAS: Eles diferem no modo como se definem a eles próprios. Consequentemente, em alguns dos actos que empreendem também se deverão diferenciar, por ser uma questão da forma como se percebem e do papel ou posição que assumem.

Um mágico é um indivíduo que tem uma percepção bastante análoga à vossa, pelo que se esforça por criar um evento, ou truques. O mágico na realidade não manipula a energia, em si mesmo, de forma a reconfigurá-la, mas produz uma acção que é designada para ludibriar os sentidos da audiência, desse modo dando lugar à criação do que designais por uma ilusão, que é o que reconheceis como magia. Mas o próprio mágico actua com base numa percepção bastante semelhante à vossa e na mesma expressão dos sentidos que vós, não acreditando que alguma manipulação efectiva da energia possa conseguir o mesmo efeito que ele produz. Ele inventa truques diferentes de que têm consciência de manipularem objectos físicos reais, mas fazem-no de uma maneira que tem a intenção de vos iludir e fazer pensar que se trate de magia. Por isso, o mágico não cria efectivamente aquilo que vós próprios perceberíeis como magia real, mas engana mais os sentidos.

Um artista no campo da energia encontra-se mais em sintonia com a manipulação da energia, não obrigatoriamente a manipulação de coisas nem de objectos, mas mais a manipulação de direcções, o que também é passível de ser configurado como magia de forma idêntica à do mágico – sem configurar necessariamente objectos reais mas a energia de um modo a redireccioná-la ou a reconfigurá-la, e ao fazer isso, influencia a percepção.

Um artista no campo da energia possui a capacidade de influenciar a percepção de outros indivíduos, ou até mesmo uma energia colectiva, e de a redireccionar a fim de criar uma percepção diferente duma situação ou mesmo talvez de um objecto, por conseguinte influenciando-vos de alguma maneira os sentidos, uma vez mais diferentemente da do mágico, mas de um modo que resultaria na alteração da percepção que tivésseis duma situação ou objecto. Consequentemente, vós próprios haveríeis de a configurar de forma diversa. Por isso, um indivíduo desses é capaz de manipular a energia de modo a influenciar-vos a ver um recipiente e influenciar-vos de modo a reconfigurardes a vossa percepção e a vossa energia, de forma a que o recipiente pareça ser um brinquedo.

Isso consta duma reconfiguração efectiva da energia, por o indivíduo estar a combinar a energia dele com a vossa desse modo passando a influenciá-la, digamos assim, de um modo que vos altera a percepção. Por isso, dais lugar à criação dum objecto diferente, e o objecto altera-se, mas não tendes consciência de estardes a alterá-lo, objectivamente. Focais a vossa atenção na direcção do artista do campo da energia e do que ele faz na manipulação da energia. Por isso, não tendes necessariamente uma consciência objectiva do modo como vos influencia a mudar a percepção e consequentemente a alterar o objecto. O que constitui um truque interessante, por na verdade estardes a produzir uma forma de magia, estardes a alterar o objecto, de modo que lhe reconfigurais a estrutura molecular e a energia, por o perceberdes de modo diferente.

SHELLY: Estou a tentar obter um sentido mais perfeito do espectro ou do discernimento da terminologia que o Elias usa... (Inaudível) e algumas outras pessoas estiveram a falar sobre os artistas no campo da energia, mas eu também me interesso pela alquimia, pela ideia da alquimia, onde é que isso encaixa. Será um mágico ou um artista da energia, ou em que  posição se situará em todo esse espectro...?

ELIAS: Um alquimista é diferente. A alquimia constitui um objecto de fascínio e constituiu sempre ao longo das eras. Existem muitíssimo poucos indivíduos que realmente se permitem conseguir essa acção da alquimia. Ela é bastante real, e pode ser conseguida, e tem sido conseguida na vossa realidade física. Difere das outras duas pelo facto do alquimista se focar na realidade física. O alquimista é capaz de manipular a energia mas concentra-se mais na alteração e reconfiguração de manifestações físicas reais, e consegue efectivamente executar tal coisa.

Em grande medida, a maioria dos alquimistas emprega o uso de diferentes rituais, coisa que acreditam constituir um suplemento espiritual que lhes confere o chamado poder para conseguirem aquilo que estão fisicamente a manipular. Por isso, muitos alquimistas prolongam-se por períodos consideráveis no desenvolvimento de diferentes rituais que podem atribuir a cada poder particular, digamos assim, o que na realidade constitui um ponto central de contacto. Qualquer que seja o ritual que escolham e desenvolvam constitui um acto de preparação e de envolvimento de modo a focar a atenção de uma forma particular. Quando o conseguem, permitem-se relaxar essas crenças profundas que tendes em certos aspectos da vossa realidade – não suspendê-las mas relaxá-las – a ponto de lhes permitir focar a sua energia de um modo que lhes permita efectivamente manipular as manifestações físicas.

Essas manifestações físicas geram uma faixa bastante estreita, o que não se fica a dever ao facto de se limitarem a uma faixa estreita, mas mais ao facto dos próprios alquimistas se focarem numa faixa estreita de matérias por cuja manipulação se interessam: sendo que uma é a da imortalidade; outra, a da reconfiguração de certos elementos a fim de os reconfigurar numa forma física que lhes enalteça o poder, e lhes realce a riqueza; e a outra, produzir aspectos físicos da realidade que acreditam venham a influenciar outros indivíduos em relação aos próprios desejos, em consequência do que os levem a obedecer aos desejos. Essas são as matérias principais por que a maioria dos alquimistas se interessa, por parecerem ser as mais impossíveis de conseguir, e como tal, constituírem o prémio mais cobiçado.

Nessa medida, um alquimista difere dos demais pelo facto de conseguir efectivamente manipular a realidade física por tais processos, não necessariamente a fim de conseguir a imortalidade mas em grande proximidade com o que designaríeis por imortalidade, por isso mesmo prolongando o seu período de vida no foco físico por consideráveis períodos de tempo, coisa que já ocorreu. Mesmo no caso de algumas das histórias que transmitis ao longo de gerações, histórias bíblicas, apesar de serem histórias que traduzem aspectos de verdade ou de exactidão, e nessa medida, algumas das vossas histórias bíblicas de idade extremamente avançada ocorreram de verdade.
Existem alquimistas que não transmutam o chumbo em ouro mas que manipulam a realidade física de tal modo que lhes realça a fortuna e responde pela criação disso, e que têm obtido êxito.

Eu diria que um alquimista autêntico é excepcionalmente raro. Porque, para alcançar esse tipo de actos na realidade física, em especial sem informação e sem uma compreensão objectiva da realidade, isso requer um considerável afrouxamento das crenças e uma considerável abertura para o que possa parecer possível a despeito de parecer impossível. Isso é uma qualidade que representa quase um requisito para um alquimista, para poder gerar uma permissão para ir além do absoluto do que seja percebido, razão porque o ritual se torna bastante significativo, por ser o que percebe que lhe confere poder para efectivamente empregar tais acções – mas obtém êxito.

Não ocorreu para além de duas excepções na vossa era moderna, digamos assim.
Por isso, eu diria que no período que compreende os últimos duzentos dos vossos anos até agora, ocorreu duas vezes. Mas os alquimistas também protegem e envolvem o seu poder no secretismo, e é pouco provável que partilhem qualquer informação relativa às descobertas que fazem, por geralmente se tornarem, segundo os termos que empregais, bastante gananciosos em relação àquilo que são capazes de realizar e não sentirem vontade de partilhar os segredos que guardam com os demais. Por tal razão, não tendes conhecimento da sua existência ou dos seus feitos, porque mesmo aqueles de que podeis ter consciência vós rejeitais como fantasia ou lenda, e como indivíduos que não têm uma existência real.

Um de entre vós, com o qual podeis estar familiarizados nesta era moderna, (mas que não pertenceu a ela!) e que foi, em certa medida, bem sucedido foi um indivíduo que deu pelo nome de Nicolas Flamel, que é um indivíduo real – ou foi, nos vossos termos – e que se encontrava efectivamente bastante envolvido na descoberta e desenvolvimento da alquimia e que em certa medida obteve um certo êxito em várias direcções: uma, a da criação duma considerável riqueza, mas que foi igualmente bem sucedido em manter isso em segredo, assim por toda a extensão da sua existência nesta realidade física, muito para lá do que podereis identificar como idade normal da existência que um indivíduo pode alcançar na vossa realidade. Por isso eu diria que esse indivíduo foi consideravelmente bem sucedido nos esforços que empreendeu. Este é um exemplo dum indivíduo relativamente recente.

PARTICIPANTE: Ele ainda se encontrará vivo?

ELIAS: Não.

PARTICIPANTE: E tu Elias, alguma vez terás sido... (Inaudível)?

ELIAS: Fui um aficionado mas não fui o que consideraríeis um praticante empenhado. (Riso) Sem incorporar a determinação ou a concentração de atenção que seria exigida para dar continuidade a um tipo de acção desses, mas sim, fui um aficionado, e nessa medida, divertido mas não necessariamente bem sucedido... (Inaudível, por o grupo estar a falar ao mesmo tempo que o Elias)... Vós também sois. (Riso) Vós apenas buscais essa imortalidade na mesma forma física, mas na realidade, já a possuís.

NATASHA: Esse indivíduo, quantos anos tinha quando morreu?

ELIAS: A idade física de 172 anos.

PARTICIPANTE: ...(Pergunta ou comentário inaudível)

ELIAS: E isso não será suficiente? (Riso)

RODNEY: Num grupo de meditação, eu estava a contemplar um quadro pendurado na parede, e a deixar que a minha imaginação brincasse com o que estava a ver. E mudei-o da imagem duma mulher que se encontrava de pé para um homem a olhar à janela. Da primeira vez que fiz isso, desviei o olhar e voltei a olhar de modo a repetir o exercício a ver se podia voltar a faze-lo. Após a meditação, eu estava a partilhar aquilo com o grupo, e uma outra mulher fez o mesmo e descreveu o mesmo tipo de percepção e o mesmo quadro. Cheguei ao ponto de, toda a vez que eu dava uma espreitadela no quadro, ele mostrava o homem a olhar à janela. Eu coloquei-te uma pergunta relacionada com isto, se os pigmentos realmente terão mudado na minha realidade, e tu disseste que sim, que isso traduziu uma alteração do material físico...

ELIAS: Vós fazeis todos isso com uma maior frequência do que julgais. Apenas o rejeitais.

RODNEY: Eu pensei que pudesse representar o tipo de ocorrência que se dá quando nos tornamos mais conscientes desse poder.

ELIAS: Sim! Perfeitamente.

RODNEY: Após ter ocorrido durante umas duas semanas, eu tentei reverter a coisa para a pintura original. Mas revertê-lo foi ainda mais difícil, mas por fim consegui lá ter êxito nisso. Foram experiências que envolveram um estado muito parecido com o do transe, muito relaxante e divertido.

ELIAS: Mas isso também envolve os teus sentidos, porque quando alteras a informação que esse sentido te insere, quando alteras algum aspecto da tua realidade e geras isso na tua percepção, e crias efectivamente a alteração física, isso mantém-se. Agora, os vossos sentidos inserem a informação de que a manifestação nova é absoluta; por isso, continuas a vê-la. Não é impossível, conforme referiste, alterá-la de volta para o original, mas é mais difícil, porque agora já a terás alterado. Quando a tiveres alterado, tu empregas os teus sentidos de uma outra maneira, em relação ao tempo, por os vossos sentidos também inserirem uma informação relativa ao tempo. Assim que te moveres no tempo, o que tiver passado terá passado.
Terá sido alterado. Consequentemente, agora é diferente. Já se alterou.

RODNEY: Toda aquela coisa ter-se-á resumido à transformação dum objecto físico.

ELIAS: Sim.

RODNEY: Então esse estado meditativo de relaxamento é aquele em que precisamos encontrar-nos?

ELIAS: Não. É aquilo que geralmente fazeis, ou o que na maior parte das vezes em que admitis esses tipos de alterações, por estardes menos focados em qualquer acção, objecto ou manifestação, mas não é necessário estar num estado desse tipo para produzir uma alteração significativa. Vós produzis alterações quando não vos encontrais nesse estado, mas descartais essas alterações, ou dizeis a vós próprios que vos enganastes. Haveis de ver uma manifestação física qualquer e em poucos minutos a manifestação tornar-se-á diferente, e voltais a olhar e haveis de expressar para convosco próprios de imediato: “Devo-me ter enganado.”

RODNEY: Nós estávamos a falar da ocorrência de coisas esquisitas antes de apareceres, como o caso de torneiras que ora funcionam ora deixam de funcionar, ou um interruptor no tablier do meu carro que não funcionou durante anos e há uns dois dias atrás começou a funcionar.
Agora está a funcionar. É a isto que te estás a referir...

ELIAS: É.

RODNEY: ...quando dizes que alteramos a nossa realidade física sem o notarmos ou ignorando-o...

ELIAS: Ou descartando isso. Muitas vezes vós notais, mas prontamente o descartais.

RODNEY: A torneira do quarto de banho de do piso inferior da casa da Mary...

PARTICIPANTE: Foste tu?

ELIAS: Eu diria a título de um aparte, que estive envolvido em muitas acções que têm vindo a ocorrer no caso de muitos de vós, mas não na sua inteireza. Foi uma combinação...

RODNEY: De ti e de mim?

ELIAS: Sim. Eu não provoco a situação toda por vós, mas encontro-me presente e brinco, e por assim dizer, ao dar um empurrão de ajuda.

ROBERTO: Quando nos encontramos no escuro e não empregamos o sentido da nossa visão, como eu sinto medo do escuro, sinto como se estivesse a ser observado. Os meus sentidos interiores estão aguçados e eu pressinto uma energia ou presença. Isso estará de alguma forma relacionado? ...(Pergunta prolongada e inaudível)

ELIAS: Pode estar. Há alturas em que um indivíduo pode optar por descartar os sentidos externos de modo a que isso lhe permita uma maior concentração nos sentidos interiores.

Os vossos sentidos exteriores inserem continuamente carradas e carradas de informação a cada instante. Consequentemente, para limitar a distracção que implicaria, as pessoas por vezes escolhem desviar a sua atenção dos sentidos físicos para que isso lhes permita uma maior atenção nos sentidos interiores, percebendo desse modo mais a energia do que as manifestações físicas. Depende do indivíduo e de que foco de atenção exerçais numa altura particular e da forma como opteis por aplicá-la.

O factor principal é a atenção, e por vezes pode mesmo ser benéfico para um indivíduo deixar de incorporar tanta distracção em relação ao volume de informação que esteja a ser inserido por intermédio dos vossos sentidos físicos. Essa é a razão porque muitos desfrutam e apreciam a meditação. Porque no acto da meditação, partes daquilo que fazeis consiste em moverdes a atenção dos sentidos físicos a fim de deterdes a distracção que eles provocam e para vos permitir uma atenção mais focada, sem ser em relação às manifestações físicas. Nessa medida, isso permite que o indivíduo possa fluir noutras direcções que não estejam necessariamente ligadas às manifestações físicas e a tudo o que é inserido e às distracções.

ROBERTO: Penso que parte do medo que sinto tenha que ver com a possibilidade de projectar essa energia duma forma objectiva, e não querer assustar-me.

ELIAS: Mas, que é que temes que possa acontecer?

ROBERTO: Ver qualquer coisa que me deixe assustado.

ELIAS: Mas, e se vires alguma coisa, que poderá acontecer? Vês. Para além disso, que mais poderá acontecer? De um modo geral, coisa nenhuma. Não passará do facto de um dos teus sentidos estar a ser utilizado.
Escutarás um ruído, ou verás uma manifestação. Ela não te atacará, e de um modo geral, não te provocará o menor desconforto. É “impossível”, e como tal, torna-se assustador. Não tem “existência”, e como tal torna-se assustador. Se eu me manifestasse diante desta audiência e vos falasse sem usar nenhum corpo físico, apostaria que a maior parte de vós se sentiria enervada.

A questão reside no facto de gerardes medo em relação ao que vos é invulgar ou desconhecido. Quando percebeis não conseguir identificar de uma maneira absoluta e não compreender aquilo que estais a abordar, isso torna-se num factor desconhecido e invulgar, e é assustador. Mas se disserdes a vós próprios que o que quer que virdes ou o que quer que abordardes não passa duma extensão de vós, e que é a vossa energia que o configura dessa manifestação ou essa acção, isso pode tornar-se muito menos assustador, pois que será que haveis de fazer a vós próprios?

Todos vós incorporais os vossos modos bastante criativos para vos destruirdes e provocardes dano pessoal sem precisardes criar entidades esquivas projectadas por vós e que tanto temeis. Se optardes por ser prejudiciais em relação a vós próprios, haveis de o escolher de uma maneira muito mais mundana e óbvia. É provável que uma projecção de vós próprios apenas se apresente e que nada venha a ocorrer daí.

Sim?

COURTNEY: Poderias revelar-nos mais sobre a interacção existente entre o estado de sonhos e o estado de vigília? De que modo seremos capazes de criar nos nossos sonhos e a nossa realidade quando estamos no estado desperto?

ELIAS: De que forma? Essa é uma pergunta que envolve muita coisa.

COURTNEY: No sentido dos nossos sentidos se expandirem mais no nosso estado de sonhos. Haverá algum modo de controlarmos a experiência que temos no estado de sonhos com aquilo que experimentamos no estado de despertar?

ELIAS: No sentido de a transferir ou traduzir?

COURTNEY: Para aprendermos com isso e tentarmos traduzi-lo em algo no estado desperto.

ELIAS: Há, e as pessoas fazem isso com frequência. Isso permite-vos tornar-vos mais confiantes em relação a vós próprios e ter mais confiança nas vossas capacidades em muitas situações, apesar de em certas situações isso gerar o contrário. Mas, quanto mais envolverdes a vossa consciência objectiva nos sonhos, mais provável será que venhais a traduzir o imaginário resultante em imagens próprias do estado desperto.

O imaginário onírico em si mesmo é objectivo. Os sonhos possuem um carácter subjectivo. Os sonhos são objecto duma acção, mas o imaginário dos sonhos, aquilo que vedes nos vossos sonhos, constitui o objecto da participação naquilo que estais a operar duma forma subjectiva. Como a consciência objectiva é bastante abstracta, ela traduz aquilo que estiverdes a fazer subjectivamente em imagens, por modos que vos parecerão estranhos ou bizarros ou impossíveis. Essa é a razão porque as vossas crenças sofrem um maior relaxamento no estado dos sonhos.

Mas quanto mais envolverdes a vossa consciência objectiva na actividade dos sonhos e na produção de imagens, mais “lúcidos” vos tornareis, conforme comummente designais, no vosso estado de sonhos. Quanto mais lúcidos fordes, mais envolvereis a vossa consciência objectiva na criação de imagens. Quanto mais o fizerdes, menos separação passará a existir entre o imaginário onírico e as imagens do estado de vigília.

Aqueles que efectivamente produzem um sonho lúcido são realmente capazes de se confundir quanto ao significado do sonhar e do estado desperto, por isso diluir a separação existente entre ambas essas acções. Por isso, sim, sois capazes de traduzir as imagens oníricas e a actividade que tendes nos sonhos no estado desperto. Porque, quanto mais envolverdes a vossa consciência objectiva nos sonhos, mais ela vos influenciará no vosso estado desperto no questionamento do carácter absoluto que caracteriza grande parte da vossa realidade, e mais vos encorajará a expandirdes aquilo que podeis permitir enquanto possibilidades na vossa realidade do estado desperto. Por isso, sim, traduz.

COURTNEY: Existirá algum significado por detrás dos sonhos?

ELIAS: Define a pergunta.

COURTNEY: Que será que nos motiva a sonhar, que propósito poderemos ter?

ELIAS: Esta também é uma pergunta muito ampla.

PARTICIPANTE: Terão alguma função?

ELIAS: Têm uma função, sim. Os sonhos são a consciência subjectiva a produzir uma actividade em vosso benefício, um tanto independentemente da direcção objectiva. Quando vos encontrais no estado desperto, a vossa consciência objectiva dirige tudo aquilo que fazeis. O que não quer dizer que a vossa consciência subjectiva siga a vossa consciência objectiva, porque não segue.
Elas são iguais e acham-se em harmonia.

Mas a consciência subjectiva não é abstracta, tal como a objectiva o é. Consequentemente, a consciência subjectiva, digamos assim, preocupa-se com direcções, assuntos, aquilo que é importante para vós, aquilo que valorizais, aquilo que quereis fazer e com o modo de o alcançar. A consciência subjectiva também se foca na eficiência, nos métodos ou nas direcções que se vos revelem mais eficazes na realização de uma matéria particular qualquer.

Conforme estais cientes, além disso a consciência subjectiva, em grande medida, dirige a consciência do corpo nas suas funções. Isso não significa que a vossa consciência objectiva não tome parte nisso, porque toma, porque a vossa consciência objectiva envia sinais com bastante frequência na direcção da consciência subjectiva do corpo. Consequentemente, se estiverdes a criar uma tensão objectiva considerável, estareis a enviar sinais á consciência subjectiva no sentido de dirigir a consciência do corpo a responder. A consciência subjectiva não está envolvida com o que podereis designar como interpretação criativa – essa constitui a faceta abstracta da consciência objectiva.

Consequentemente, nas direcções que empreende, a consciência subjectiva descobre o caminho mais eficiente e eficaz, digamos assim, para realizar uma acção qualquer. Isso pode significar uma disfunção ou uma enfermidade na consciência do corpo a fim de transmitir uma mensagem à vossa consciência relativa ao que estiverdes a fazer objectivamente. Não tem que ver com questões de conforto ou de incómodo; está relacionado com a realização.

Um outro exemplo: Objectivamente podeis ter um emprego e sentir-vos insatisfeitos. Isso envia uma mensagem à vossa consciência subjectiva: “Sinto-me descontente.” A consciência do corpo responde com a directriz que dá à consciência do corpo, e vós dais por vós numa posição de produzirdes um acto qualquer e de serdes despedidos do vosso emprego e numa posição de vos questionardes sobre o que terá ocorrido.

Elas movem-se em harmonia uma com a outra. No vosso estado de sono, vós produzis sonhos com o propósito de fundirdes a consciência objectiva e a subjectiva e de as moverdes numa base de igualdade na mesma direcção – não no sentido duma a influenciar a outra, não no sentido duma a liderar a outra, não no sentido duma a dirigir a outra, mas de modo a que ambas as consciências funcionem em igualdade de circunstâncias, e a consciência que tiverdes de ambas em simultâneo seja equiparada. A participação que tendes na direcção da consciência subjectiva está presente, e a consciência do que fazeis objectivamente também se acha presente. Por isso incorporais um desejo que está a alcançar a expressão de maneira que podeis agora escalar o Monte Everest em roupa interior sem estremecerdes. O escalar do Monte Everest constitui o imaginário que a consciência objectiva está a interpretar. Isso é a consciência subjectiva a expressar: “Estamos determinados, estamos a avançar, estamos a realizar: independentemente do quão impossível isso possa parecer, eu vou conseguir,” e a consciência objectiva está a expressar em conformidade e a criar esse imaginário a fim de expressar isso por meio dos sonhos.

Os sonhos também são dotados de propósito por outros motivos, um dos quais é a inspiração. Os sonhos também podem ser inspiradores, mesmo no caso de não reconhecerdes isso no estado desperto. Muitas alturas em que podeis realizar de modos diferentes isso pode ser deflagrado pelo que tiverdes feito no estado de sonhos. O imaginário pode ser completamente diferente, e o assunto ser o mesmo.

Os sonhos são igualmente dotados de propósito e eficazes na sua funcionalidade pela criação duma saída por meio da qual produzis acções no estado de sonhos que não produzis no estado desperto. Consequentemente, fornecem uma via de escape para a energia e as experiências que não escolheríeis necessariamente abordar no estado de vigília. Um indivíduo pode ter um sonho em que mata um outro indivíduo, e obter imagens detalhadas do acto. O mesmo indivíduo pode nem sequer considerar a hipótese de tal acto no estado desperto, mas já o terá realizado no estado de sonhos. Consequentemente, não será necessário que execute esse acto no estado de vigília!

JOHN: Assim como pode ser inspirado! (Riso)

ELIAS:
Isso pode ocorrer! Porque uma pessoa pode ser surrada ou comida por um tigre no estado do sonhar, e o medo ser libertado e expressado nesse estado, em resultado do que, no estado desperto o indivíduo não expressará necessariamente medo, por o ter experimentado no estado de sonhos.

Vós enquanto espécie integrais naturalmente uma propensão para a excitação e o entusiasmo. Mas nem sempre quereis expressar a propensão natural da excitação e do entusiasmo duma forma objectiva no estado desperto. O que não quer dizer que naturalmente não queirais produzir isso. Alguns indivíduos produzem isso no estado desperto; muitos não o fazem, e aqueles que o não fazem produzirão essas experiências no estado do sonhar. Consequentemente, os sonhos são dotados de muito propósito, por vos permitir gerar experiências que não vos permitiríeis necessariamente ter no estado desperto.

A consciência toda sonha. Nem toda a consciência dorme, mas toda a consciência sonha.

RODNEY: Até mesmo as pedras?

ELIAS: Cada aspecto da consciência, cada elo de consciência que tenha existência sonha.

PARTICIPANTE: ...(Pergunta ou comentário prolongado inaudível)

ELIAS: Sim.

PARTICIPANTE: ...(Pergunta ou comentário prolongado inaudível)

ELIAS: Sim.

PARTICIPANTE: Então, devemos vir a ser capazes de ver progressivamente a forma com manipulamos a realidade física; devemos vir a tornar-nos mais conscientes da ligação que temos com isso.

ELIAS: Sim.

PARTICIPANTE: Nós como um pequeno grupo que formamos estamos cientes disso, mas e as massas?

ELIAS: Sim. Esta mudança não está restrita àqueles indivíduos que proporcionam a si próprios informação específica relacionada com esta mudança. Esta mudança é global, e está a acontecer com cada indivíduo, independentemente do tipo de informação que proponha a si próprio. Conforme já tive ocasião de referir muitas vezes, as pessoas fornecem a elas próprias informação relacionada com esta mudança. Podem não empregar essas palavras, mas proporcionam a si próprios informação seja de que forma for que lhes fale ao íntimo.

Alguns podem fornecer a si próprios informação por intermédio das suas colheitas e por intermédio das suas criaturas. Alguns são capazes de fornecer a si próprios informação enquanto caminham pelos bosques. É apenas uma questão da atenção do indivíduo e daquilo que lhe fale ao íntimo e daquilo a que se permita abrir-se. Alguns fornecem a si próprios informação relacionada com esta mudança por intermédio de Deus, por isso corresponder à sua crença e àquilo em que focam a sua atenção.
Outros escolhem anjos. Alguns escolhem demónios. Outros escolhem-me a mim! (Riso) Mas é tudo válido; vós estais todos a mudar, independentemente do rótulo que aplicardes a essa mudança.

Sim?

PARTICIPANTE: (Inaudível) Qual será a motivação para a mudança e para a... (Inaudível)

ELIAS: Vós sois os projectistas. E relativamente à tua pergunta, não é que a vossa realidade não esteja a progredir, segundo os termos em que o concebeis, ou que não esteja a operar.
Ela está. Mas é que está na natureza da consciência expandir-se, e nessa medida, a natureza da consciência tende sempre a tornar-se mais auto consciente. Atingistes um ponto no vosso desenvolvimento em que se vos torna necessário produzir uma maior expansão. Em grande parte vós explorastes aquilo que podíeis explorar, dadas as limitações a que vos cingistes. Consequentemente, para poderdes passar a explorar mais, torna-se-vos necessário que vos expandais mais a fim de vos permitirdes um campo de exploração mais vasto.

Vós explorastes o que se achava disponível até ao momento no vosso pequeno lar formado pelo vosso planeta, e mesmo isso ainda não explorastes totalmente. Mas incorporais um formidável desejo de vos expandirdes mais e de passar a explorar, e nessa medida, estais a fornecer a vós próprios um manancial para criardes uma via mais vasta para interagirdes e para explorardes, e para experimentardes a interligação que vos caracteriza.

Estais meramente a arranhar a ponta do iceberg da consciência da interligação que vos une uns aos outros, mas a sede de conhecimento que tendes em relação a essa interligação é espantosa. À medida que prosseguis, isso também se expande, de modo que a vossa interligação se estende muito para lá desta realidade, muito para além desta expressão física. E a primeira via porque incorporais um espantoso interesse são os fantasmas, por todos sentirdes interesse por aquilo que os fantasmas fazem.

RODNEY: Eles assustam as pessoas!

ELIAS: Será que o fazem?

PARTICIPANTE: Quando te referes a fantasmas, queres dizer aqueles que não se acham em transição?

ELIAS: Refiro-me aos indivíduos que se desprenderam da vossa realidade física. Esse é o vosso mais próximo véu do além, em relação ao qual vos permitis um relacionamento um tanto figurativo, por esses indivíduos terem sido pessoas, ou mesmo no caso das criaturas. Eles tiveram uma existência na vossa realidade. Por isso, são os últimos a ser removidos de vós quando se desprendem (pela chamada morte), na percepção que tendes, e como tal, constituem a via mais próxima para explorardes além daquilo que se vos apresenta na vossa realidade física.

RODNEY: Mesmo que tenham... (Inaudível) transição?

ELIAS: Em termos gerais, a maioria das pessoas não é tão técnica e não incorpora ideias técnicas sobre a transição. A maioria está mais interessada no que ocorre directamente após o desenlace.

RODNEY: O meu pai faleceu há cinquenta anos. Estará ele em transição?

ELIAS: Está.

RODNEY: Mas ainda será um fantasma que eu possa...?

ELIAS: É. Eu desliguei-me da vossa realidade física há cerca de uns cem anos atrás e continuo a ser um fantasma que se dirige a vós.

ELLA: Poderemos voltar à questão da segunda onda, a da criação do universo?

ELIAS: Mas é disso que estamos a tratar, por estarmos a abordar o que se situa para além do vosso planeta e da vossa realidade física, coisa que inclui o vosso universo.
O vosso universo não é apenas físico. Ele também inclui todos os vossos fantasmas.

SANDRA: Elias, algo do tipo do Loto, ganhar um monte de dinheiro; de que modo poderemos relacionar o que revelas com o que o Bashar certa vez afirmou sobre avançarmos a intenção de criarmos algo e inseri-lo na realidade? Poderias explicar sobre isso de... (Inaudível) coisas mágicas, sentidos subjectivos e como tudo isso...

ELLA: ...(Comentário ou pergunta prolongada e inaudível)

ELIAS: Precisamente.

SANDRA: Vós inseris essa realidade... (Inaudível)

ELLA: ...(Comentário inaudível).

RODNEY: Lê as transcrições do Elias. (Riso)

AUDREY: Mas existe energia fora de nós que exerce igualmente um efeito na forma como avançamos pelo mundo. Não tem que ver somente com a nossa energia pessoal.

ELIAS: Expressa o modo como defines isso.

AUDREY: Por exemplo, eu posso desejar algo para a minha vida e investir energia nisso, mas o meu universo pode conhecer o meu caminho melhor do que eu...

ELIAS: NÃO.

AUDREY: ... por as minhas próprias ideias se me atravessarem no caminho.

ELIAS: As tuas ideias pode ser. Não existe poder externo que vos esteja a guiar ou a impedir. Não existe poder maior, nenhum poder mais elevado que se situe na vossa direcção ou vos negue qualquer expressão ou directriz destinada ao vosso máximo proveito. Não, isso está errado.

PARTICIPANTE: Mas é para o meu maior bem, e não no sentido de mo impedir.

ELIAS: Eu compreendo, o que condiz com o que acabei de referir: isso está incorrecto. VÓS definis essas escolhas.

ELLA: ...(Pergunta prolongada e inaudível)

ELIAS: Ah, sim, esse vosso aspecto objectivo escolhe! É o que eu tenho vindo a referir faz tempo, repetidas vezes.
Vós estais conscientes; não estais a prestar atenção. ESTAIS a expressar a direcção duma forma objectiva. VÓS sois quem está a eleger tais escolhas. Apenas não dais atenção às escolhas que estais a empreender. VÓS estais a empreender essa energia.. VÓS estais a gerar essas acções.

Aquilo que pensais em termos dum outro manancial ou dum outro poder ou do vosso subconsciente a dirigir-vos, a produzir as escolhas em vosso lugar, de que não tendes consciência não consta de nenhum elemento ou energia esquiva e desconhecida. Vós gerais todas as vossas escolhas, e tendes consciência dessas escolhas, mas não estais a prestar atenção às escolhas que estais a gerar. Portanto, parece que podeis criar aquilo que não quereis, ou que podeis estar a criar o que quereis e não tendes consciência disso. Não é que não haja consciência ou que exista alguma origem ou poder exterior que vos esteja a dirigir; é uma questão de atenção.

Ora bem; dir-vos-ei que a vossa atenção é sobremodo influenciada pelas associações que alimentais. Em que consistem as associações? Na avaliação de experiências. Em cada experiência que criais também gerais uma associação relativa a essa experiência, e agregais a essa avaliação, a essa associação, uma qualidade de bom ou de mau. Essa experiência passa a ser boa ou má. Essas associações influenciam-vos aquilo a que prestais atenção. Essa é a razão porque não percebeis o que estais a fazer, por estardes a prestar atenção às associações, as quais podem não ser válidas e fazer parte daquilo que estiverdes efectivamente a fazer no momento, mas prendem-vos a atenção. É tão simples quanto o facto de não prestardes atenção, assistirdes ou observardes o que vós próprios estais a fazer.

JOHN: ...(Inaudível) pelo que me sinto confuso por esta não ser uma onda da religião.

ELIAS: Isto representa o envolvimento de todas as famílias da essência, este sistema particular de crenças. Nessa medida, cada família incorpora um aspecto diferente, em relação ao qual vos desafiaria a todos a reflectir e a contemplar. Cada família incorpora qualidades que estão associadas a um aspecto da criação e do universo, não necessariamente religioso. Esse é um aspecto que seria atribuído a que família?

(Período prolongado de adivinhação e de conversação inaudível da parte do grupo)

PARTICIPANTE: Borledim?

ELIAS: É. Cada família da essência está a contribuir com um aspecto para essa exploração. Além disso, o termo “seres” diz respeito à Borledim. Vou-vos propor um outro exemplo da correlação existente entre uma família da essência e este sistema de crenças da criação e do universo na qualidade de Sumafi, coisa que muitos de vós sois. Essa associação ou correlação com a Sumafi dirá respeito às opiniões.

RODNEY: O sistema de crenças das opiniões?

ELIAS: Não, isto é uma expressão que consta dum aspecto que exerce influência da criação e do universo. O factor com que a família Sumafi contribui são as opiniões. Vós formais opiniões em relação ao vosso universo.
Vós formais opiniões em relação àquilo que criais. Vós também criais... (Inaudível)

Um sentido divertido que podeis escolher integrar seria o da investigação dos Caminhantes do Sonho, por eles também estarem estreitamente ligados a este sistema de crenças através do qual contribuem para a criação, com o que contribuem para o vosso universo. Nessa medida, trata-se duma cooperação de todas as crenças de todas as famílias da essência, não apenas duma direcção tal como a religiosa em relação a esse particular sistema de crenças desta onda.

ANN: Estarás a referir-te ao sistema de crenças que estamos neste exacto momento a experimentar?

ELIAS: Estou.

PARTICIPANTE: Então, para interpretarmos o nosso universo, que deve incluir tudo o que tem existência nas nossas dimensões...

ELIAS: Não.

PARTICIPANTE: ...(Inaudível) tudo o que tem existência noutras dimensões?

ELIAS: O vosso universo não inclui o que está de fora da vossa dimensão.

PARTICIPANTE: ...(Pergunta inaudível)

ELIAS: Não.

PARTICIPANTE: A nossa dimensão acha-se inserida no nosso universo?

ELIAS: Forma o vosso universo.

PARTICIPANTE: ...(Pergunta ou comentário prolongado e inaudível)

ELIAS: Se se achará inserido neste universo?

PARTICIPANTE: Sim.

ELIAS: Nesse caso acha-se inserido na vossa dimensão.

PARTICIPANTE: ...(Inaudível)

ELIAS: A realidade pode ser bastante diferente, mas se se situar no vosso universo, situar-se-á na vossa dimensão.

PARTICIPANTE: Tu diferencias as dimensões...

ELIAS: Sim, por existirem muitas.

PARTICIPANTE: Todas no meu universo?

ELIAS: Não. O vosso universo é composto pela vossa dimensão.

PARTICIPANTE: Existirão outros universos?


ELIAS: Existem.
O vosso universo é constituído pela vossa dimensão. Existem outras dimensões fora da vossa dimensão, as quais comportam o seu próprio universo.

PARTICIPANTE: ...(Pergunta inaudível)

ELIAS: Não. Aqueles que se acham associados a esta realidade.

ELLA: ...(Inaudível) ou andas por perto (Riso)

ELIAS: Eu posso.

ELLA: Mas quererás isso? (Inaudível)

ELIAS: Eu ando, e eu quero... (Comentários longos e inaudíveis, da parte de vários participantes)

ELIAS: Dimensões? Como a terceira dimensão e a quarta dimensão? Isso situa-se no vosso universo.

PARTICIPANTE: Estará o Bashar no meu universo?

ELIAS: Está.

PARTICIPANTE: Poderias fornecer-nos um exemplo de algo que se situe para além do nosso universo?

ELIAS: Vós não compreenderíeis... (Mais conversa ao mesmo tempo)

ELIAS: Não... (Mais conversa ao mesmo tempo)

ELIAS: Desligar-se desta realidade, sim.

KEN: ...(Inaudível) imigrou para esta dimensão e passou a habitar aqui, digamos assim?

ELIAS: Não, mas criou uma manifestaçã
o. Não existiam focos físicos antes, nesta dimensão. Essa essência optou por criar focos físicos nesta dimensão mas já se encontrava presente noutras dimensões.

KEN: ...(Inaudível)

ELIAS: É apenas uma questão de escolha... (Inaudível, devido à sobreposição de vozes)

ELIAS: Sim, é possível sem o... (Inaudível).

RODNEY: Duas perguntas rápidas. Temos as essências em observação; será possível que possam ter focos correntes que possamos conhecer? Ou não funcionará desse modo?

ELIAS: Esclarece a pergunta.

RODNEY: Eu tenho uma essência em observação chamada Bernard. Essa essência terá algum foco actual?

ELIAS: Tem.

RODNEY: Que eu possa conhecer?

ELIAS: Não.

RODNEY: Isso raramente acontecerá.

ELIAS: Raramente.

RODNEY: Segunda pergunta: a Gail, cujo nome da essência creio ser William, tem uma filha chamada Jules, que tem o nome da essência Lanya, e que por sua vez tem um amigo chamado Juan. Poderias fornecer o nome da essência dele, a família e o alinhamento?

ELIAS: Mas, e que impressões tens?

RODNEY: Nenhuma. Isso corresponde a um pedido feito por telefone. E eu não perguntei em relação às impressões.

ELIAS: Família da essência, Sumari; alinhamento, Gramada; nome da essência, Syn.

DANIIL: Farão os sentidos interiores parte da mesma onda?

ELIAS: Fazem, mas ela está mais voltada para os sentidos exteriores.

DANIIL: ...(Pergunta inaudível)

ELIAS: Tu podes, sim. Definitivamente.

AUDREY: Elias, poderias fornecer-me o meu nome da essência, família e o alinhamento?

ELIAS: E que impressão tens disso?

PARTICIPANTE: Não sei.

ELLA: ...(Comentário inaudível)

ELIAS: Não tem importância; as impressões não requerem informação prévia.
(Dá uma risada) Muito bem. Família a que pertences, Sumafi; alinhamento, Milumet. Nome da essência, Allawan. Tipo de foco, politico; orientação, soft.

Vamos dar por terminado, mas eu ficarei a antecipar a continuação da nossa interacção. Estendo-vos a cada um de vós um enorme apreço e um grande carinho, um enorme encorajamento para que vos divirtais e sejais brincalhões nas descobertas que fizerdes nesta nova onda. A todos os meus queridos amigos, au revoir.

GRUPO: Au revoir.

Elias parte após 1 hora e 25 minutos.

©2010 Mary Ennis, Direitos Reservados



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