quinta-feira, 4 de agosto de 2011

RELACIONAMENTOS - ALZHEIMER

 

Sessão 307
”Relacionamentos — Um Debate de Grupo”

“Alzheimer”

Quinta-feira, 14 de Agosto de 1998  © (Grupo/Connecticut, Alabama)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes:  Mary (Michael), Carole (Aileen), Sally (Bissel), Betsy (Mary), Joanne (Hariett), Mari (Cathdarh), Sheila (Richard), Sharon, Linda, e dois novos participantes, John e o Meryl.
Eu apreciei muito esta sessão, por um lado em razão da forma como o grupo correspondeu tanto, e por outro pela forma como o Elias dispensou a informação. Ele mostrou-se muito animado! É uma excelente sessão para se ouvir também, para além de ler!
Elias chega às 7:46 da tarde (Tempo de chegada é de 22 segundos)

ELIAS:  Boa noite.  (A sorrir)

GROUP:  Boa noite, Elias!

ELIAS:  Esta noite vamos dar continuidade ao debate relacionado com a presente onda que a consciência atravessa e em que todos estais a participar, e à crença a que se dirige. Trata-se da crença dos relacionamentos. Esta noite vou-me pronunciar de um modo ligeiramente diferente neste debate, por ter optado por vos envolver a todos nele e vos envolver na participação do assunto.

Conforme vireis a ser informados, à medida que o meu escriba vos passar essa informação, eu tenho vindo a fornecer uma série de debates que envolvem este conjunto de crenças dos relacionamentos em muitas áreas distintas e em todos os aspectos desse conjunto de crenças em particular, porque, conforme vos transmiti a todos, cada sistema de crenças é como uma gaiola que contém muitos aspectos ou elementos inerentes a esse conjunto de crenças, que representam todos os “pássaros” que essa gaiola particular comporta. Este sistema de crenças que está actualmente a ser focado por meio desta onda que a consciência atravessa, é aquele que se dirige aos relacionamentos e a todos os aspectos que lhes são inerentes.

Antes de darmos início ao nosso debate desta noite, vamos começar por apontar a razão para nos focarmos neste conjunto de crenças, por muita gente se sentir confusa nesta área, e encontra-se a questionar o propósito, digamos assim, destes debates que travamos nestas reuniões. Conforme já declarei imensas vezes, o propósito assenta no facto de tomardes consciência dos sistemas de crenças que defendeis e desse modo proporcionardes a vós próprios uma oportunidade de aceitar esses conjuntos de crenças, dessa forma neutralizando-lhes o poder.

Agora; isto chega a ser interpretado como a neutralização do vosso estado emocional e do envolvimento que as emoções têm com os conjuntos de crenças e a interrupção da participação que possais ter nos conjuntos de crenças. Deixai que vos esclareça que a neutralização duma crença NÃO consiste no acto de vos desprenderdes dela emocionalmente, mas unicamente o acto da aceitação dessa crença, a qual vos deixa numa posição de liberdade, por não mais atribuirdes um julgamento seja em que direcção for associado a um conjunto qualquer de crenças.
 
Eu já declarei muitas vezes que vós nesta dimensão particular criastes esta realidade pela exploração das experiências inerentes ao foco físico, como a da sexualidade e a da emoção, pelo que se tornaria para vós inconsistente passar a desligar-vos de qualquer dessas direcções particulares por meio da neutralização dos vossos sistemas de crenças. Consequentemente, isso não passa dum mal-entendido que as pessoas instauraram ao se focarem neste material e ao deixarem de facultar a si mesmas uma compreensão total daquilo de que estamos a falar.

Nessa medida, permiti que vos recorde que o envolvimento que tendes com as vossas emoções e experiências nesta dimensão deverá prosseguir em pleno florescimento à medida que a vossa mudança de consciência se for concretizando. Não deixarão de ser empregues. Apenas vos permitirá maiores liberdades e uma maior plenitude nas vossas experiências, por deixardes de vos bloquear e à vossa criatividade e às vossas expressões por influência das vossas crenças.

À medida que fordes passando para esta mudança na consciência também havereis de oferecer a vós próprios muito menos conflito, por os vossos sistemas de crenças e os julgamentos que gerais por meio dessas crenças serem o que vos provoca o conflito. A intenção desta mudança na consciência consiste em passardes a assumir o sentido duma maior criatividade e liberdade da vossa parte e uma redução dos conflitos que vivenciais. Isso foi o que consentistes e escolhestes em criar e aquilo com que vos comprometestes no sentido dum aprofundamento da vossa experiência, e NÃO de uma limitação da vossa experiência!

Tendo dito isto, vamos passar para o nosso debate desta noite e envolver-nos numa participação de grupo, coisa em que, estou completamente certo, estais todos a antecipar bastante, (a sorrir) por ter consciência de cada um de vós estar a gostar imenso de partilhar as suas experiências e de se expressar, (riso) essencialmente numa reunião de grupo! Não vou entrar na área das “sessões secretas” ainda, mas vamos participar nesta noite, porque me vou dirigir a cada um de vós, e vós ides-vos dirigir-vos a mim da mesma forma, e uns aos outros. (1)

Estamos a referir-nos ao sistema de crenças dos relacionamentos. As relações penetram todas as áreas do vosso foco (viver). Existem variadíssimos tipos de relacionamentos, mas conforme declarei anteriormente, eles acham-se todos interligados e fundem-se e cruzam-se uns com os outros. Consequentemente, não tem importância que separeis os relacionamentos por categorias e lhes apliqueis diferentes distinções, tal como aquelas que são relativas a um pai e à criança como diferente da do empregador e do empregado, porque todos os relacionamentos apresentam muitos aspectos que são idênticos e todos se entrecruzam.

Vós interagis com os outros, e a interacção que estabeleceis com os outros baseia-se e é influenciada pelas vossas crenças e por todos os aspectos inerentes a essas crenças do relacionamento que individualmente tendes. Por isso, vós criais as limitações que atribuís a vós próprios nas interacções que instaurais, por alinhardes pelos aspectos que albergais referentes ao sistema de crenças do relacionamento.

Nessa medida, começarei por pedir a cada um de vós para apelar à ideia a ver se suscita o que cada um designará como o aspecto mais difícil ou mais conflituoso ou confuso de uma dada separação numa relação. Não tem importância que tipo de relacionamento escolhais, mas sim que identifiqueis para vós próprios o que percebeis como a área mais conflituosa com respeito a qualquer relacionamento particular. Lembrai-vos de que existem muitíssimos aspectos neste sistema de crenças dos relacionamentos. Eles prendem-se com as crianças, os pais, os amigos, os irmãos, os indivíduos com quem participais no local de trabalho, com aqueles que percebeis como conhecidos, e convosco próprios, por terdes um relacionamento bastante íntimo convosco próprios. Consequentemente, dispondes duma vasta gama de temas à vossa disposição, esta noite! (Às risadas)

Os relacionamentos e os aspectos que assumem abarcam muitíssimas áreas do vosso foco. Eles abrangem a maior parte do vosso foco: a forma como encarais os outros, como vos encarais a vós próprios, como percebeis as escolhas, como encarais as acções, o modo como encarais as situações e as circunstâncias. Muitos apresentam aspectos das crenças na área da integridade, da ofensa, da justificação, da honra; muitos, muitos aspectos diferentes desse sistema de crenças (dos relacionamentos). A morte consiste num outro aspecto desse sistema de crenças. A aparência, o aspecto exterior que apresentais aos outros, dotado da camuflagem que lhe imprimis, influencia bastante. O modo como encarais o vosso próprio aspecto é decisivo!

A compreensão, a falta de compreensão, a comunicação, a incapacidade de comunicar, os sentimentos, as emoções, os pensamentos – a MAIORIA do vosso foco nesta dimensão centra-se ao redor da interacção que tendes numa ou noutra área com respeito a esse sistema de crenças do relacionamento. Trata-se dum sistema de crenças que apresenta incontável número de aspectos, e este sistema de crenças particular eclode á superfície com esta onda particular que a consciência atravessa presentemente. Por isso, é um sistema de crenças particular que comporta aspectos que também eclodem á superfície em toda a gente de um modo diferente e através de diferentes expressões, mas TODOS vós experimentais e haveis de experimentar aspectos inerentes a esse sistema de crenças que se deslocam para a dianteira da vossa atenção por uma via qualquer. Portanto, dirigimo-nos a esse sistema de crenças de modo a poderdes permitir-vos uma oportunidade de perceber as próprias expressões, as expressões dos outros, e uma oportunidade de permitirdes a vós próprios uma interacção uns com os outros que vos faculte uma maior informação e também vos proporcione a oportunidade de passardes a aceitar esse sistema de crenças.

Vamos começar? (A sorrir para a Sally)

SALLY:  Com certeza!

ELIAS:  E qual será o aspecto desse sistema de crenças que sentes que seja mais conflituoso ou confuso ou preocupante?

SALLY:  Estás a referir-te a mim??  (Riso)

CAROLE:  Penso que sim, Sal!

SALLY:  Eu penso que o relacionamento mais incómodo que tenho na minha vida seja com a minha mãe. Toda a minha vida tive este relacionamento difícil com a minha mãe. Presentemente foi-lhe diagnosticada a doença de Alzheimer, e todos os traços da personalidade que receava enquanto criança e por que sentia tanta aversão nela revelam-se actualmente duas vezes mais intensivos, o que me incomoda bastante porque sempre me sinto instável no relacionamento que tenho com ela.

ELIAS:  Mas isso oferece-te a oportunidade de veres esse aspecto do relacionamento e de examinares a participação que tens no alinhamento com o sistema de crenças, e proporciona-te uma oportunidade de passares a aceitar essa situação à medida que estendes a ti própria mais informação respeitante ao que ocorre nessa situação e o modo como encaras essa situação em relação ao sistema de crenças. Isso oferece-te a situação do que vós designais no foco físico como um aspecto da enfermidade no relacionamento.

Ora bem; eu vou-te dizer que isso NÃO constitui uma enfermidade. É defendido nas crenças das vossas sociedades – de algumas das vossas sociedades – como uma enfermidade ou um mal-estar, uma disfunção que os indivíduos apresentam. Na realidade, o que está a ser criado pelo indivíduo é um movimento para a acção de transição no foco físico, completo. Nessa medida, o indivíduo experimenta, no foco físico, o tempo simultâneo.

Por isso, perante a VOSSA perspectiva e falta de compreensão, vós notais um salto na consciência do indivíduo, na percepção objectiva. A aparência que apresenta consiste numa falta de coerência, uma falta de compreensão da realidade objectiva, por o indivíduo parecer apresentar uma falta de focalização. Na realidade, o que o indivíduo terá criado é uma escolha para encetar uma acção de transição ANTES de se separar do foco físico.

Todo o indivíduo que se separa do foco físico passa automaticamente para uma área de consciência que já vos referi como a Área Regional 3, que é designada para uma acção que designamos como de transição. Nessa medida, esse acto consta duma aclimatação ao tempo simultâneo, porque no contexto da consciência não focada em termos físicos, não existe tempo linear.

Por isso, apesar disso vos ser familiar ao “nível” da essência, onde elegeis focar-vos numa dimensão física particular, vós também escolheis e consentis em experimentar na criação dessa dimensão particular.

NESTA dimensão, vós criastes o tempo linear de modo circunscrito a um movimento específico. Nessa medida, também escolhestes focar a vossa atenção de modo bastante singular, de modo a poderdes experimentar a plenitude desta criação particular nesta dimensão. Por isso, optastes por não conservar a recordação enquanto participais num foco físico individual.

Quando passais para o foco não físico através da separação do foco físico, penetrais numa acção que é designada por transição. Nesse acto de transição, descartais os sistemas de crenças que tiverdes mantido no foco físico e envolveis-vos com a recordação do tempo simultâneo. Também vos ocupais da recordação da essência. No âmbito de tal acção apresentais a vós próprios todos os vossos focos em simultâneo, de forma a poderdes vê-los a todos, o que vos proporciona a recordação da essência; a REALIDADE da essência e não apenas o conceito.

Por isso tomais parte em todos os quadros temporais em simultâneo, mas no foco físico permaneceis na realidade do tempo linear físico. Portanto, apesar da vossa consciência participar em várias molduras temporais em simultâneo, o que é expressado objectivamente no exterior parecerá aos demais uma linguagem sem nexo, por o indivíduo expressar ideias e experiências relativas a muitos quadros temporais em simultâneo. Consequentemente, uma simples declaração pode comportar várias acções distintas. Aos vossos olhos – exteriormente, digamos assim, isso deve soar bastante confuso e destituído de sentido. Para aquele que se expressa, tudo aquilo faz sentido, por não estar simplesmente a confrontar diferentes quadros temporais, mas estar a tomar parte neles.

O início da aceleração máxima, digamos assim, dessa acção dirige-se ao foco individual, o foco individual presente em que a atenção do indivíduo se acha focada. Em consequência do que deverão experimentar todas as faixas de tempo neste foco particular em simultâneo. Perante a vossa percepção objectiva, a determinado momento eles dirigem-se a vós como estivessem a lidar com uma criança. No momento seguinte eles dirigem-se a vós conforme sois na vossa consciência objectiva actual. No instante seguinte, eles tomam parte numa conversa que terão tido convosco há uns vinte anos atrás. Eles não estão meramente a recordar todas essas experiências mas a participar nelas em simultâneo. Por isso, eles encaram a realidade de todos os vossos aspectos diante deles, e interagem com todos esses aspectos ao mesmo tempo.

Eu afirmei anteriormente que vós sois muito mais dimensionais do que percebeis ser. Se olhardes para vós próprios, percebereis apenas uma forma física, um corpo sólido. Vós sois muito mais do que essa forma, porque toda a experiência e todas as idades que criastes neste foco físico existem em simultâneo convosco presentemente, e têm continuidade. Vós unicamente focais a vossa atenção de modo bastante singular. Em razão disso percebeis um corpo, uma maneira de pensar, um Eu. Mas vós sois muito mais do que um Eu, porque o momento não desaparece. É continuo. Tal como não tivestes início e não tereis fim, cada momento não teve início e não terminará, por isso compreender a natureza da consciência. Só que a percepção que tendes nesta dimensão cria a camuflagem duma progressão através de momentos sucessivos. Na realidade, todos esses momentos se centram no agora, e não existe outro além deste (agora). Não existe futuro; não existe passado. Tudo é presente.

As pessoas que se acham em transição participam numa consciência objectiva desta simultaneidade de tempo. Por isso é que as percebeis como confusas, só que a percepção que elas têm de si próprias não é tão confusa quanto isso, ATÉ se verem confrontadas com o ataque e o poder da energia das crenças relativas ao comportamento e à escolha. E nessa medida, como o julgamento é estabelecido e o comportamento (delas) é considerado como inaceitável, a energia é projectada e eles começam a questionar-se a eles próprios e começam da mesma forma a ajuizar-se a eles próprios, por aceitarem a crença que lhe é projectada, no alinhamento disso. Por isso, reforçam as próprias crenças da duplicidade, por a energia lhes ser igualmente projectada pelo facto do seu comportamento ser inaceitável e pela escolha em envolverem a criação disso no foco físico ser inadmissível.

Nessa medida, vós proporcionais a vós próprios, na área deste aspecto do relacionamento, uma oportunidade de examinardes essa energia e esse aspecto do relacionamento recordando outros aspectos que se movem em conjugação com este, por manterdes outros aspectos do sistema de crenças do relacionamento no que percebeis como aceitável e inaceitável, e no que percebeis como correcto e inadequado, como uma representação do relacionamento de um pai/mãe com respeito ao filho/a.

Consequentemente, nessa perspectiva do aspecto do relacionamento dos teus pais, não te foques meramente na confusão que presentemente testemunhas – apesar de ser a criação de algo fascinante que é digno de ser observado – mas permite-te igualmente perceber outros aspectos desse relacionamento que te terão conduzido, na sua influência, para a área da criação de juízo sobre as escolhas dos outros, que isso ser-te-á útil ao permitir-te moveres-te mais para a área da aceitação. E a intenção da aceitação consiste no facto de passares a eliminar o próprio conflito e em permitir-te a liberdade da alegria, sem te prenderes ao teu próprio conflito nem à confusão. Aventurar-me-ia a afirmar-te que a tua mãe experimenta muito menos conflito na escolha do que ela expressa do que tu na percepção que tens dessa mesma expressão!

Vou-te dizer que SUBSISTE uma confusão generalizada, por no foco físico não ser habitual mover-vos na direcção da transição e do tempo em simultâneo, apesar de vos poderdes aclimatar muito rapidamente nessa escolha particular da manifestação. Mas temporariamente, resulta um elemento de confusão, mas não propriamente o conflito que as pessoas tecem ao redor disso! (A sorrir)

SALLY:  Interessante!

ELIAS: E a questão reside em dares atenção ao TEU próprio conflito, e em o eliminares!

SALLY:  Nesse caso, posso só perguntar-te uma coisa em relação a isso? Deixa que te dê um exemplo. Por exemplo, a minha mãe recusa o banho, não é? E basicamente começa a apresentar odor corporal. Logo, temos aqui o conflito instalado! E se bem entendo aquilo que estás a dizer, preciso aceitá-la, penso que sim, agora que entendo isso posso passar a aceitá-la mais, mas não posso admitir o cheiro a suor! (Riso) Por isso, como poderia lidar com isso, Elias?

ELIAS:  Vou-te dizer para recorreres ao vosso exercício da transparência se perceberes que isso seja ofensivo para ti própria, e que podes interromper o teu sentido objectivo do olfacto! (A sorrir)

SALLY:  A sério? Caramba! E eu para aqui a pensar que tivesses uma fórmula mágica que a fizesse tomar banho!

VOZ FEMININA:  Aha!  (Toda a gente à gargalhada, a esta altura)

ELIAS:  Apesar de também te dever dizer que, com a aceitação dos outros, poderás também surpreender-te com a tolerância e com o facto de que esses elementos que anteriormente tenhas achado ofensivos apresentarem muito pouca importância e não conterem o carácter ofensivo que terão apresentado antes. Esses elementos apresentam um carácter ofensivo desses, por os ajuizardes e criardes crenças com respeito a eles.

Isso por si só constitui um aspecto do relacionamento que percebeis como muito reduzido e em que podeis mesmo deixar de reflectir: os odores. Não estabeleceis um relacionamento com um outro indivíduo se o cheiro corporal que exalar vos ofender o olfacto! E além disso mantendes fortes crenças na vossa sociedade com respeito aos odores.

VOZ FEMININA:  Mas se for uma coisa concreta desse tipo e nos encontrarmos aqui pela experiência, nesse caso porque será que não terá importância que apreciemos o odor duma pessoa e não o de outra?

ELIAS:  Não é uma questão de apreciardes ou deixardes de apreciar...

VOZ FEMININA:  Será preferência?

ELIAS: ...o cheiro de um indivíduo ou de outro. Isso depende da vossa escolha, e essa escolha não engloba aspecto nenhum de certo e de errado. É a razão por que criais determinadas escolhas, a influência; porque, apesar de não vos permitirdes pensar... por não identificardes certos elementos como crenças, em absoluto! Apenas vos voltais no sentido de expressardes a vós próprios de um modo pragmático o facto de que “Certas situações são o que são. Não são crenças nem são influenciadas por crença alguma. São concretas e reais e são apenas o que são. Não se dá qualquer influência da parte duma crença. Nós caminhamos; e caminhamos em frente. Isso não é influenciado por crença nenhuma. Trata-se duma mera acção. É o que é simplesmente.” Errado! Vós mantendes certos modos. A vossa postura é dirigida de certos modos. Apresentais um semblante de determinada forma por influência das vossas crenças.

Consequentemente, se aceitardes a crença, o odor que outra possa exalar não terá importância, nem o facto de poderdes escolher encarar um odor como fragrante e outro como nauseabundo, mas não ajuizareis nenhum. Apenas vos permitireis seguir na direcção da satisfação e do prazer relativo a um aroma ou optais por não sentir um outro odor, mas não avaliais um como mau ou ofensivo e o outro bom. Encarais ambos apenas como a experiência dos vossos sentidos físicos exteriores; um estímulo. Podeis abrigar uma opinião em relação a um ou o outro, mas essa opinião não reflectirá qualquer crítica.

Isso é o que referi no início desta sessão: a confusão em que muitos penetraram em relação a essa área.

Deixa que vos diga a todos que, apesar da natureza da consciência consistir numa mudança constante, e a natureza do vosso foco físico alinhar por ela e também constituir uma mudança contínua, as crenças que abrigais resistem á mudança. Por isso, vós estais interiormente em contínuo conflito, por perceberdes que a mudança provoque dificuldades, por resistirdes à mudança, e nessa medida causardes muita resistência à alteração nesta mudança da consciência. E os movimentos automáticos que fazeis na direcção da mudança e a resistência que votais à mudança funcionam no sentido da racionalização, da justificação, e a expressão que criais de incapacidade de aceitar aponta no sentido do que percebeis como lógica.

E eu vou-vos dizer que até mesmo os vossos cientistas se movem presentemente no sentido de perceberem que, aquilo que pensais como o vosso universo, não é tão lógico nem racional assim! Não constitui um caos – é bastante ordenado e deliberado e imaculado nas suas criações – por SERDES bastante ordenados e deliberados e imaculados nas vossas criações, e serdes quem cria o vosso universo! Mas não sois assim tão lógicos nem racionais quanto acreditais ser, por a consciência não ser lógica nem racional. Isso é uma criação e uma crença desta dimensão.

Existem outras dimensões igualmente que envolvem esse tipo de criação, mas nem TODAS as dimensões físicas criam essa acção nem a consciência cria essa acção, EXCEPTO duma forma dirigida por vós pelo propósito do que criais nos focos físicos.

Conforme declarei, a acção que empreenderdes não se foca na eliminação das vossas crenças. Haveis de continuar a abrigar crenças nesta mudança de consciência, por isso corresponder ao aspecto da realidade que assumis nesta dimensão. A vossa realidade é TODA influenciada e baseada nas crenças desta dimensão. Apenas passareis a aceitar o facto de criardes crenças, e que toda a vossa realidade se baseia nas crenças, e que elas não são boas nem más; são meras escolhas. Por isso, elas não são garante de juízos.

Conforme declarei previamente, toda a vez que estabeleceis uma apreciação em termos de “bom” também criais um juízo - que não representa aceitação – por isso movendo-vos na direcção de perceberdes todas as vossas crenças e de dizerdes para vós próprios: “Isto é tudo muito bom! Sinto-me bastante satisfeito/a com as crenças que abrigo, e não sinto nenhuma que seja desagradável a meus olhos!” (Riso)

As crenças não são boas nem más Elas são aquilo que são meramente. São uma criação vossa. São criadas com o propósito das experiências que obtendes. Alguns odores desagradáveis também se podem tornar bastante estimulantes, tanto quanto os agradáveis. Depende unicamente da percepção que tiverdes.

Portanto, a questão reside em eliminardes grande parte do vosso conflito, por vos moverdes na direcção de criardes juízos nas áreas da negatividade que vos provocam conflito, e TODOS vos moveis no sentido de julgardes que certas situações sejam más e desagradáveis e de não gostardes delas nem desejardes tomar parte nelas ou na criação delas ou na experiência delas, e de julgar outras situações como agradáveis e divertidas, e de desejardes criar essas. Mas mais importante, vós moveis-vos na direcção do desejo de conhecer o modo COMO criais a vossa realidade, de maneira a poderdes oferecer a vós próprios a escolha objectiva das vossas experiencias.

Por isso, se quiserdes criar dissabor, haveis de saber objectivamente terdes criado essa escolha e haveis de vos mover de bom grado nessa experiência, por a terdes criado propositadamente e com um objectivo em mente. Vós já criais essas experiências de forma propositada, mas não tendes consciência objectiva do que estais a criar. Parte da consciência do que estais a criar, acreditais ou percebeis ser no sentido positivo, mas não toda! E muitas vezes também vos surpreendeis a vós próprios com as vossas criações positivas! Se identificardes as vossas crenças reconhecendo o que estiverdes a criar, também haveis de oferecer a vós próprios informação respeitante ao modo COMO criais a vossa realidade, o que vos possibilitará novos horizontes de criatividade para vos expressardes muito mais plenamente a vós próprios com uma nova liberdade sem vos bloqueardes.

Nas vossas presentes situações, vós bloqueais-vos frequentemente a vós próprios sob a influência das vossas crenças, por automaticamente vos moverdes na direcção de não assumirdes responsabilidade pelas vossas próprias acções.

(Com humor) Voltais-vos para o exterior e atribuís responsabilidade a esse exterior: “As circunstâncias proporcionaram-me esta situação.” Completamente ridículo! (Riso) Mas, em que consiste uma circunstância? Será uma entidade que vos aborda e se vos dirige nestes termos: “Desculpa. Eu sou uma circunstância, e hoje vou passar a criar a tua realidade!” (Riso generalizado) Parece-me que não! VÓS sois quem estais a criar as vossas circunstâncias, e quem se projecta no exterior e expressa que essa entidade chamada circunstância vos tenha criado a realidade por vós!

Ou, na área dos sistemas de crenças dos relacionamentos, passais à afirmação de que outro indivíduo vos tenha criado a realidade por vós. Quão poderoso, um indivíduo qualquer ser capaz de VOS criar a realidade, no vosso lugar! Ele tem que ser bastante criativo!

E ESSA é a área em que criais os vossos deuses, ao outorgardes a VOSSA criatividade a uma outra fonte que percebeis como superior a vós. E o que criais toda a vez que expressais que um outro indivíduo vos “tenha feito” alguma coisa! Tereis acabado de criar um novo deus, e ele devia agradecer-vos! (Riso) Eu ficava-vos agradecido!

Podeis-me dizer que eu vos tenha provocado uma enorme tristeza, e eu sentir-me-ei exaltado, por me ter sido conferido tal poder supremo através do qual posso criar a vossa realidade por vós! E qualquer um vos deverá dar graças se lhe disserdes: “Tu magoaste-me.” E eu deveria sussurrar-lhe ao ouvido: “Expressa-lhe um enorme agradecimento e um grande apreço por te ter atribuído o poder com que criaste a realidade dele!”

(De modo intenso) Nenhum outro indivíduo vos cria a realidade. Nenhum outro indivíduo vos magoa ou comanda ou vos cria por vós ou vos aborrece ou vos irrita ou vos provoca conflito. VÓS sois quem cria essa resposta no vosso íntimo tal como é ditado pelas vossas crenças e a própria resposta que dais aos vossos próprios julgamentos: “Eu sinto-me magoado, por te teres expressado de forma inadmissível para comigo. Estou zangado, pois não aceito a atitude ou acção que cometeste. E justifico o que sinto” – e passo a sublinhar esta palavra “justifico”, por constituir uma dos “pássaros” de estatura desproporcionada que faz parte dessa “gaiola!” – “ por ter a minha própria integridade e honra e tu violaste-mas!” Uma vez mais, quão ridículo!

Ninguém vos pode violar. Nenhum outro indivíduo é capaz de vos penetrar. Vós reagis a qualquer um por influência dos próprios aspectos inerentes a essa crença que abrigais, e concebeis um linguajar tal como o da justificação, que vos recompõe a postura. Podeis permanecer inabaláveis no aspecto da vossa crença e firmar-vos nela sem aceitardes, por ela vos servir de justificativa.

Como poderá outro indivíduo tirar-vos aquilo que não tem existência? Se fordes gloriosos em vós próprios, que temereis que vos roubem? Se possuirdes uma formidável magnificência e criatividade em vós próprios, por serdes um ser perfeito, de que modo podereis sair diminuídos e ser menos que perfeitos? Não podeis. E se sois os outros, por não existir separação, quem poderá tomar o que vos pertença e separá-lo de vós? Porque vós encontrais-vos interligados. Não existe separação, porque aquilo que vos é tomado acha-se dentro de vós. (Faz uma pausa a sorrir para toda a gente)

MERYL:  Desculpem.  Olá, Elias.  O facto de neutralizarmos uma crença, em si mesmo não constituirá uma outra crença?

ELIAS:  É uma acção. Na vossa ideia podeis criar uma crença ao redor dessa acção, mas a neutralização de crença consiste numa simples acção. Permitis-vos aceitar os aspectos da crença reconhecendo que o conflito que se encontra associado a esses aspectos não é necessário.

A crença, em si mesma, é neutra. Em si mesma constitui uma acção. Os aspectos da crença são aqueles elementos que vos influenciam todo o vosso comportamento e que vos criam conflito. Os relacionamentos constituem uma mera acção; o que não é bom nem é mau. É uma acção que escolheis experimentar no foco físico. Os aspectos da crença são o que vos influencia todas as vossas diferentes direcções.

Essa é a razão porque empreguei a analogia da gaiola de pássaros. A gaiola é neutra. É uma mera gaiola. Ela COMPORTA algo; comporta os “pássaros”. Os “pássaros” são o que esvoaça e se agita e se picam uns aos outros e a vós por estarem cheios de energia e causarem uma enorme afectação e por vezes serem bastante fascinantes também, e coloridos! Mas assim que a gaiola se achar vazia, ela permanece; só que deixa de exercer afectação, por se encontrar vazia. Torna-se num simples ornamento. Podereis colocá-la onde quiserdes. Podeis contemplar o vosso lar e dizer: “Sinto-me satisfeito com a gaiola que tenho debaixo desta cobertura.” “Vou deslocá-la para cima da mesa.” Não tem importância. A gaiola permanece a mesma. Não passa duma gaiola. Os pássaros podem achar-se todos numa bagunça, e podeis sentir-vos presumidos em relação ao local onde colocais essa gaiola com todos os “pássaros” dentro! (Dá uma risada)

Vamos fazer um breve intervalo e quando voltarmos podereis continuar.

INTERVALO  

ELIAS:  Continuemos. Vamos passar à nossa próxima vítima! (Dá uma risada) Mas, quem irei escolher agora? (Olha ao redor) Tu!

VOZ FEMININA:  Eu gostava de saber mais em relação à minha própria duplicidade. Porque razão por vezes sinto ser capaz de avançar, mas parte de mim me diz, “Não, eu não posso fazer isso.”

ELIAS:  Isso é bastante comum no foco físico e presentemente é igualmente bastante enfatizado no enquadramento desta mudança na consciência, por as vossas crenças estarem a passar a mexer mais à superfície. Por isso, eles tornam-se-vos mais óbvios por meio do reconhecimento de vós próprios e dos vossos próprios comportamentos.

Deixa que te diga que a duplicidade é a mais forte das crenças que sustentais no foco físico. Esse conjunto particular de crenças permeia todos os outros conjuntos de crenças que comportais no foco físico e os influencia. Ele está interligado com todos os vossos focos na sua globalidade. Isso foi estabelecido há milénios durante a criação desta realidade particular, pela vossa parte.

Deixai que vos diga que no que designais como os”começos” que tivestes nesta dimensão, um aspecto da duplicidade foi instaurado por meio das dúvidas que tínheis relativas a vós próprios e às vossas capacidades. Isso representou o que designaríeis por “começos” deste conjunto particular de crenças. Ao terdes escolhido focar-vos inteiramente e duma forma objectiva nesta dimensão, também optastes por não recordar a totalidade da essência, e desse modo separastes o foco da essência por meio da percepção objectiva. Nessa medida, tomais consciência de limitações, digamos assim, ou o que percebestes como limitações, por não vos terdes permitido recordar todas as capacidades que tínheis.

Esse aspecto particular da vossa criação nesta dimensão seguiu-vos, digamos assim, por toda a criação através da linearidade do tempo nesta dimensão. Por isso, subjaz em tudo o que criais neste particular foco físico, por não deterdes a recordação objectiva de todas as capacidades que conheceis, e nessa medida, como a vossa atenção é focada de forma tão singular, vós também percebeis ser limitados. Vós só sois limitados naquilo que não recordais, mas isso é um estado contínuo que criais em vós próprios, e que se tem perpetuado fortemente com o incremento das crenças das vossas ciências e religiões, porque ambas essas áreas se movem em direcções que perpetuam esse conjunto de crenças da duplicidade.

Na área dos conjuntos de crenças religiosos, é referido que existem elementos exteriores a vós que vos são superiores, e que vós sois inferiores.

Na vossa nova religião da metafísica, é declarado que ocupais um estado de consciência nesta dimensão e neste planeta, que constitui a classe dos trabalhos, o vosso planeta de aprendizagem, (com humor) que pertence a uma terceira dimensão inferior, e que aspirareis a uma quinta ou sétima dimensão caso conseguirdes criar muito “bem”, o que consiste numa outra forma de perpetuação das crenças que tendes na área da duplicidade.

As vossas ciências também perpetuam esse conjunto de crenças da duplicidade e reforçam o alinhamento que fazeis por ele, por vos voltardes para as vossas ciências em busca de respostas, digamos assim, para a vossa existência. As vossas ciências referem-vos que vós não possuís capacidades de criar, que sois o resultado dum acidente, e que o vosso planeta constitui um acidente que terá decorrido de explosões que se deram na criação e daquilo que designais por vida, apesar de diferenciardes entre vida e aquilo que designais por “matéria inanimada” ou “morta”. Uma pedra está morta. Vós possuís vida. Uma planta possui vida. Na realidade é tudo consciência. Apenas são formadas de modo diferente e funcionam de modo distinto, mas no âmbito da energia, é tudo consciência e é tudo compreendido pelos mesmos elos de consciência de que sois compostos. Só que as vossas ciências referem EXISTIREM diferenças e que vós, apesar de serdes a forma de vida mais inteligente existente no vosso planeta, comportais insuficiências e não sois criadores de vida. Evoluístes de forma acidental daquilo que designais por espécies “inferiores” existentes no vosso planeta, e apesar de terdes aspirado a uma certa grandeza, na estimativa que fazeis, não sois grandiosos. Sois capazes duma grandeza temporária, mas não sois maravilhosos, por tudo ter sido criado de forma acidental.

Na área da vossa ciência da psicologia, os vossos problemas e crenças na duplicidade saem MUITO mais reforçados, por essa ciência estar continuamente - e duma forma criativa - a inventar novas áreas para vos referirem o quão insuficientes e pouco criativos sois, e a estreitecer continuamente o leque dos comportamentos aceitáveis. Por isso, existem muitas, muitas áreas que vos reforçam essa crença da duplicidade, que provocam continuamente no indivíduo a energia do questionamento: “Estarei a criar de forma inadequada? Estarei a avançar na direcção correcta? Estarei certo?” Com um questionamento desses vós reforçais a vossa condição e andais continuamente às voltas, por não conseguirdes parar o suficiente para referirdes a vós próprios: “Alto lá! EU SOU grandioso. Não preciso questionar-me nem voltar-me para os outros nem para aqueles que percebo como autoridades, por ser a minha própria autoridade.”

Esta é uma das razões porque me dirijo a vós; não para vos voltardes para mim e passardes a seguir-me, por não advogar que nenhum indivíduo deva tornar-se num seguidor ou discípulo do Elias, mas para que vos torneis seguidores e discípulos de vós próprios, por deterdes o conhecimento dentro de vós. Vós presentemente apenas estais a precisar dum pequeno encorajamento, de modo a poderdes olhar para vós e vos aceitardes sem vos questionardes tanto.

Fostes ensinados durante um tempo demasiado longo a questionar-vos em relação a tudo, e que isso seja bom: “Deveis ser cépticos. Deveis analizar. É saudável expressar um comportamento desses. É saudável questionar-vos e adoptar um certo racionalismo. É bom ser lógico. A intuição constitui uma fantasia e o que é fantasia é ilusório. O que é ilusório é detrimental!”

Eu afirmo-vos que existe um propósito por detrás da vossa racionalidade, por a terdes criado propositadamente. Existe igualmente um propósito para a vossa intuição e vós criaste-la propositadamente, e esses dois elementos da vossa expressão objectiva têm estado de costas voltadas durante grande parte do vosso tempo, por as vossas crenças as terem posicionado nessa situação.

Mas agora moveis-vos no sentido de equilibrar esses aspectos da vossa realidade e de aceitardes ambos, com conhecimento de que a vossa racionalidade consiste numa criação que se presta à vossa compreensão e também com o conhecimento de que a vossa intuição consiste na linguagem que endereçais a vós próprios, e nessa medida, uma poderá não funcionar de modo apropriado sem a outra.

Dá-se um desequilíbrio e isso perpetua a vossa duplicidade e o vosso auto-questionamento, e voltais-vos para as vossas elaborações mentais e para a vossa racionalização e para a vossa lógica e para o vosso questionamento próprio e para a vossa própria análise. E em toda essa actividade do pensamento vós estais a ignorar essa pequena voz interior que vos motiva e questionais essa motivação, por terdes aprendido bem demais a não confiar em vós próprios, por poderdes trair-vos, e por isso ser de pouca confiança. E vós podeis comprovar isso por meio de todas as vossas autoridades: as vossas ciências, os vossos médicos, os vossos sacerdotes, os vossos psicólogos. Todos vos referirão que não deveis confiar em vós próprios porque, se confiardes haveis de começar a confiar nas impressões e nos impulsos que vos acometem.

(De forma cómica) Ah, não! Não devemos confiar nos impulsos, por serem tão básicos e animalistas! Além de serem um elemento que precisais descartar e em relação ao qual deveis “elevar-vos”… Aprecio tanto esta terminologia! Elevar-se! Mas, que será estar “acima”? Deve ser maravilhoso descobrir o que seja “elevar-se”, já que jamais experimentei essa “elevação”! (Riso) Na diagonal, mas não “acima”! Além, mas não acima… nem abaixo tampouco! Mas, como será que havemos de ter “acima” se não tivermos “abaixo”? (A rir)

Por isso, deixai que vos diga que, toda a vez que batalhais convosco próprios, permiti uma tranquilidade momentânea a fim de vos focardes na linguagem que utilizais para convosco, na vossa voz interior que vos motiva, habilitando-vos desse modo a uma oportunidade de questionardes o modo como isso vos poderá ser prejudicial. Porque não vos havereis de prejudicar se auscultardes o vosso íntimo. Haveis de vos prejudicar se vos voltardes na direcção das influências das crenças que brotam do que vos é exterior.

Exemplo: Muitos, muitos indivíduos me abordam e me dizem com relação à situação da sua forma corporal, nos seguintes termos: “Elias, sinto-me descontente com a forma corporal que criei. Estou a experimentar excesso de peso.” Isso para nós soa bastante divertido! (Riso) “E isso é inadmissível, por não ser aceitável pelos outros e eu não o aceitar, por me provocar um enorme conflito e angústia.” E eu digo-lhes: “Porque razão estarás a experimentar tal angústia pelo que tiveres criado na tua forma corporal? E que terá isso que criaste na tua forma corporal de inadmissível?”

Mas eu digo-vos que o que não é aceitável se situa no que é exterior a vós, porque no vosso íntimo, vós criareis aquilo que escolherdes criar, mas também alinhareis pelas críticas dos outros e subsequentemente haveis de atribuir a vós próprios juízo, do mesmo modo que a “doença” da senilidade – ou a crença em que essa doença assenta – que não é doença nenhuma. É uma escolha, mas aqueles que geram essa escolha também alinham pelas crenças de que os comportamentos que adoptam sejam inadmissíveis, por olharem para fora deles próprios e aceitarem os julgamentos dos outros. E com esse pequeno exemplo da forma corporal, as pessoas aceitam os julgamentos exteriores a eles próprios e não dão ouvidos à sua pequena voz.

O que não quer dizer que muitos não criem esse excesso de peso – que não consiste em excesso nenhum – mas isso será o termo que empregais para a criação dessa situação. Isso não quer dizer que muitos dos que experimentam essa situação não estejam a criá-la no alinhamento dos conjuntos de crenças oficiais e das próprias dificuldades ligadas à duplicidade e a reter a energia nessa área, por não se estarem a aceitar. Por isso criam uma imagem exteriorizada, um disfarce que reflecte a sua própria falta de aceitação pessoal, de forma a projectarem isso nos outros e a reforçar a sua própria falta de aceitação.

(De forma intensa) Não se aceitam a eles próprios e por isso tendem igualmente a acolher de boa vontade a falta de aceitação que os outros revelam, por não merecerem isso, por não merecerem nenhuma outra coisa, e isso traduz um exemplo da duplicidade.

Mas muitos criam apenas essa exibição física que designais como excesso de peso por escolherem faze-lo, e não fazerem disso um problema. Mas permitem-se ser afectados pelo que designais como “ de forma negativa” ao aceitarem a opinião exterior e deixarem de dar ouvidos à sua pequenina voz, que lhes sussurra: “Estás a escolher criar essa forma por escolheres expressar-te desse modo, que se te revela satisfatório. E estás a gostar de consumir substâncias, em resultado do que estás a experimentar prazer, a avanças pelo teu foco com muito menos tensão, e isso parece-te aceitável.” (Riso)

Não, haveis de VOS voltar no sentido de ajuizar muitas, muitas coisas sobre vós próprios e de dizer: “Alguma coisa deve estar bastante errada comigo, por não estar a criar em conformidade com a realidade oficial aceite.” Mas, quem é que cria a realidade oficial aceite? “Eles.” Mas quem são eles? Vós! VÓS sois eles! Sois VÓS quem cria a realidade convencional! Por isso, estais apenas a projectar no exterior as batalhas que travais no âmbito da duplicidade.

Mas que haverá de tão errado no que chamais de corpulência? (Riso) Isso pode ser bastante atractivo e ser bastante agradável para muitos! Trata-se unicamente da escolha relativa a uma experiência. Uma forma de indulgência para com os sentidos físicos, e não será essa uma das razões para a criação que fazeis da experiência física no foco físico? Porque não havereis de experimentar a sensação física se vos encontrais fisicamente focados? Se não tivésseis escolhido experimentar em termos físicos não precisaríeis entrar no foco físico. Podíeis experimentar em termos imateriais.

Isso sugere-vos um pequeno exemplo das batalhas íntimas que são travadas em cada um e que se prendem com as áreas mais tolas (riso) em torno das quais criais tal trauma, por sofrerdes uma influência tão profunda oriunda desses conjuntos de crenças. Essa é a razão por que escolheis neutralizar – não eliminar mas neutralizar - essas crenças, a fim de suprimirdes esses ruidosos conflitos e confusões interiores que criais continuamente, não só no vosso íntimo, mas uns com os outros.

Mas permiti que vos interrogue, quantos de vós tereis passado – vamos falar somente - o período deste mês sem que tenhais tido absolutamente nenhum conflito com mais ninguém? (Riso geral)

VOZ FEMININA:  Não creio!

ELIAS:  E conflito absolutamente nenhum convosco próprios? Aí está a vossa razão. Um mês – um pequeno período do vosso tempo, sem que sejais capazes de passar sem qualquer conflito… mas sois capazes!

Mas além disso, podeis igualmente oferecer a vós próprios a nova liberdade de experimentar, de modo a poderdes envolver-vos num conflito particular sem que ele continue a parecer-vos negativo. Passará a revelar-se à vossa percepção como uma experiência propositada que tereis criado e em que participareis de livre vontade e de modo deliberado, o que constitui uma enorme diferença. Não que possais eliminar as vossas experiências todas – que razão teríeis para isso? – mas de forma que a percepção que tendes das experiências que fazeis seja dramaticamente alterada, e até mesmo a criação do conflito não continue a ter o mesmo significado para vós, por deixar de traduzir o conflito que lhe outorgais presentemente pela definição que lhe atribuís. Tratar-se-á duma experiência intencional destinada à obtenção de informação. Haveis de deixar de responder e de reagir a esse conflito de formas automáticas tal como o fazeis actualmente porque haveis de compreender o que estiverdes a criar e como estareis a criar isso tudo. E a necessidade que sentis de criar conflitos deverá diminuir progressivamente, por virdes a oferecer a vós próprios a informação de que é desnecessário criar conflito.

E isso NÃO se conjuga com a área da vossa psicologia, que vos refere que precisais bater com os punhos no chão ou na almofada quando experimentais uma cólera descontrolada! Eu NÃO vos ofereço nenhuma rota alternativa para “a catalisação da vossa energia para áreas mais produtivas!” E isso é bastante comum na vossa psicologia!

Eu forneço-vos respostas às perguntas que vós próprios colocais, às vossas próprias preocupações, aos pensamentos que percebeis estar a flagelar-vos: “Como é que crio a minha realidade? Que será que estou a criar? De que modo poderei criar a minha realidade sem tanto esforço e com uma menor tensão e um menor conflito?” Porque essa é a direcção para que vos estais a encaminhar.

Criastes imenso conflito ao longo da vossa história, mas aborreceste-vos com ele. Criastes e voltastes a criar conflito e “batestes no ceguinho” por demasiado tempo e agora dispondes-vos a apanhar o “pássaro” que esvoaça, o qual se move com muito mais liberdade e com muito mais excitação do que o pobre “ceguinho”! E é isso que actualmente estais a proporcionar a vós próprios, e eu participo por meio do auxílio que presto ao que realizais no âmbito dessa escolha.

Vós olhais para o rótulo da “felicidade”. Trata-se meramente da eliminação dos vossos conflitos íntimos, e se confiardes mais em vós próprios, eliminareis esses conflitos interiores.


Mas eu vou repetir o “Tende confiança em vós” dez mil e uma vez, até que cada um de vós passe a aceitar a realidade e a aceitar-se a si próprio e a ter confiança em si próprio e deixe de continuar a procurar as suas verdades nas autoridades e fora de si, por elas estarem dentro de vós! E vós não carecerdes de nenhum Elias nem precisardes de governo nenhum nem precisardes de igrejas nem precisardes de ciências nenhumas nem de autoridades que vo-las proporcionem, por já as terdes dentro de vós.

Precisará uma essência desencarnada de vos repetir isso continuamente a ponto de chegardes a perceber a glória que comportais? Eu hei-de estender-vos isso de bom grado, por SERDES dignos e SERDES criativos. Precisais simplesmente dar ouvidos à vossa pequenina voz! (Às risadas)

Vamos atender a mais uma e vamos terminar por esta noite. Vamos fazer rodar o marcador à sorte? Na tua direcção!

VOZ FEMININA:  Na minha? Muito bem. Ultimamente tenho estado em comunicação com os meus seres interiores... ou o que chamo “eus” interiores. Tenho tido vontade de me dirigir às emoções, e também à parte de mim que controla o meu corpo físico. Um dos problemas que tenho é poder ter que correr para a casa de banho numa altura inconveniente! Por isso, estou a tentar estabelecer um acordo com o meus “eus” interiores: Será que podemos, por favor, conceder a nós próprios mais algum tempo e ser um pouco mais razoáveis em relação a isto? E esforço-me por fazer isso resultar, quase como uma situação isenta de conflitos e assente na cooperação, e isso é uma das coisas que queria perguntar.

E a outra é que hoje estive a dialogar com as minhas emoções e elas mostraram-se bastante infantis e disseram: “Queremos expressar-nos!” – esta é toda a voz interior que sinto – “Queremos expressar-nos e por vezes não o permites.” E eu respondi, “Mas eu tenho algum medo de vos conferir liberdade total na sociedade, por não saber o que podereis fazer!” Assim, tenho estado a ter estes pequenos diálogos e não sei onde irão desembocar, mas suspeito que deve vir ao de cima no facto das emoções, e talvez a criatividade expressada através das emoções, poderem ser exprimidas de forma que não sofram interrupção. E digamos, como poderei trabalhar num escritório, ou isso, e ainda assim permitir que ecludam; talvez precise duma pequena ajuda ao longo desta linha.

ELIAS:  Devo dizer-te que muita gente, durante grande parte da sua vida, move-se no sentido de sufocar os impulsos que sente, coisa que é igualmente reforçada por meio da crença da duplicidade. À medida que as pessoas avançam nesta acção de Mudança que a Consciência atravessa, esses impulsos tornam-se mais fortes e passam a ser reconhecidos de forma mais objectiva. Elementos que tiverem sido sufocados nos focos individuais agora passam a tornar-se mais óbvios, por assim dizer.

O foco que estabelecemos assenta no conjunto de crenças do relacionamento. O aspecto dessa crença com que vos envolveis e para que dirigis a vossa atenção é o da relação que mantendes convosco próprios, e o que possa ser aceitável e inaceitável em termos de comportamento aos vossos próprios olhos assim como aos dos outros.

No vosso íntimo, a expressão move-se na direcção de alegremente desejardes conferir liberdade à vossa própria criatividade e às expressões que assumis por meio da exploração da emoção e das experiências dos sentidos, mas o aspecto do conjunto de crenças que se vos torna aparente traduz-se por uma falta de aceitação que evidenciais em relação a essas expressões. Por isso, os outros voltar-se-ão no sentido de vos encararem como lunáticos se vos permitirdes uma tal liberdade.

Também vos endereçais a vós próprios, no relacionamento que mantendes convosco próprios, e nessa medida expressais de um modo bastante óbvio uma oportunidade de vos encarardes e aos elementos que não são aceites por vós. Existe uma espantosa falta de confiança naquilo que PODEIS expressar, que possais percebeis imbuído dum carácter descontrolado.

O controlo consiste num outro “pássaro” dessa gaiola. O controlo representa um pássaro muito grande e colorido dessa gaiola, porque as pessoas sentem desejo de controlar não somente os demais, como a si mesmas em grande medida. Haveis de vos mover com muito mais vigor no sentido de expressardes um auto-controlo do que controlo dos outros porque haveis de conceder aos outros certos e determinados elementos inerentes à sua própria liberdade – o que se revela bastante liberal da vossa parte! – mas haveis de vos focar bastante no controlo de vós próprios! Porque, ah, que coisa horrível...

Nota da Vicki: A esta altura a fita termina, o que foi péssimo, porque o Elias encontrava-se numa verdadeira maré de sorte! Imagino que a sessão não deva ter-se prolongado por muito mais tempo, já que actualmente o Elias raramente se estende para além das duas horas.

NOTAS FINAIS:

(1)  Já ocorreram várias “sessões secretas”, todas quantas inspiraram uma certa dose de nervosismo e, ou, temor, nos participantes. A questão das “sessões secretas” consiste em revelarmos algo em relação a nós próprios que consideramos como um segredo profundo e obscuro, passando, desse modo, a tornar a energia que se acha agregada ao segredo difusa. Durante essas sessões alguns de nós descobrimos segredos que permaneciam secretos até mesmo em relação a nós próprios! São sessões que ajudam imenso.

© 1998  Vicki Pendley/Mary Ennis, Todos os Direitos Reservados

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