sexta-feira, 19 de agosto de 2011

CONSCIÊNCIA DO CORPO


SESSÃO #2905
“Consciência do Corpo”
Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010 (Privada/Telefone)
Participantes: Mary/Michael e Rose/Quillan
Tradução:Amadeu Duarte


ELIAS: Boa tarde!

ROSE: Bom dia, Elias!

ELIAS: Como vamos prosseguir?

ROSE: Hum… Como vamos continuar? Tenho uma lista de tal modo cheia de anotações que me chego a sentir um pouco stressada sobre a qual pretendo dar prosseguimento. O tópico da última sessão sobre o meu corpo… Mas, hum, tomei uma decisão imperativa de prover tanto material quanto possa e de tanto tempo e sessões quanto necessite de modo a poder relaxar em meio a isso um pouco. Mas temos muito trabalho pela frente. (ri)

Entretanto disponho duma pergunta muito breve, e em seguida continuamos com o tópico da última sessão.

A Mary e eu temos vindo a trocar impressões sobre a condição da doença e de como por vezes sabemos exactamente aquilo que devemos fazer para alterar a condição e acabamos conseguindo restabelecimentos incríveis, e outras vezes nada parece ocorrer. E ambas pensamos em reduzir isso a uma única questão: “Em que diabo consistirá a peça que falta?”

ELIAS: Ah ah ah ah. Pergunta interessante essa, que parece incorporar uma resposta simples, coisa que na realidade comporta, só que a forma como a interpretamos ou como nos dirigimos a ela pode não ser assim tão simples.

A resposta simples a isso consiste na peça em falta, por assim dizer, ou a completa… Que é o termo mais prático… Em confiar que a consciência do corpo possui a capacidade, e para além da capacidade em si, regenera-se a si próprio. Essa é a resposta simples e a peça que se encontra em falta. Só que mesmo identificando essa peça em falta, existem muitos ramos e suplementos relativos a isso que a complicam, porque se torna demasiado simples referir-te que na realidade se trata duma questão de expressão que o complica, porque no âmbito da capacidade e da função da consciência do corpo isso parece muito simples.

Na realidade, porém, apresentam-se obstáculos, porque cada um de vós incorpora muitas associações em relação à consciência do corpo, quer relativas ao que tereis aprendido e ao que vos terá sido incutido, como em relação ás vossas próprias experiências, ou melhor, uma combinação de todos esses factores.

Agora, as vossas experiências desempenham um forte papel nas associações que estabeleceis em relação à consciência do corpo. Talvez mais do que tereis colhido pela aprendizagem ou do que vos tenha sido incutido. Porque no tocante às vossas experiências, vós encarai-las mais dum modo absoluto. Torna-se-vos mais fácil considerar um elemento qualquer que tenhais colhido da aprendizagem e questioná-lo e talvez mesmo descartá-lo ou gerar uma nova percepção em relação a ele e com isso mudar aquilo em que assente a vossa percepção, em relação aos diferentes aspectos da informação que tereis colhido ou que vos terá sido incutida.

Quando se torna numa questão da experiência pessoal, isso passa a consolidar-se mais, por meio das associações que formais. E passa a ter lugar no que vos terão ensinado, mas o aspecto da experiência cria uma maior associação em termos de absoluto, o que pode tornar-se demasiado vigoroso, e isso é o que vos cria o obstáculo. Na realidade, o vosso corpo, a consciência do vosso corpo e o modo como funciona é suficientemente capaz e de facto regenera-se continuamente, e ao contrário do que algumas das vossas ciências defendem, cada aspecto da vossa consciência do corpo se regenera.

Bom, nesse sentido, pudésseis vós perceber o facto pela vertente da estrutura celular, (veríeis que) cada aspecto da consciência do vosso corpo, tal como estareis cientes, contem células, o que representa o que designareis como entidades vivas que vivem e morrem na vossa realidade. Mas em relação a cada célula que alcança vida e depois morre, existem outras células que se regeneram a fim de substituir aquelas que vão morrendo, por assim dizer. E é esse fabrico contínuo de células novas que é fortemente evidenciado nas situações em que as pessoas geram uma enfermidade. Nessas situações, vós confiais bastante na capacidade que a consciência do corpo tem de se regenerar e de criar continuamente novas células enfermas que se vão multiplicar e que continuam a crescer.

Do mesmo modo, aquilo a que chamais células saudáveis também fazem isso, e não existe nenhum aspecto da consciência do vosso corpo que não reúna a capacidade de se regenerar – até mesmo o vosso cérebro. É referido, por parte de alguns das vossas ciências, que o vosso cérebro consiste no único aspecto da vossa consciência do corpo em que as células passam pelo processo de morte sem que regenerem. Mas isso está incorrecto, porque elas se regeneram.

A razão porque as vossas ciências crêem que as células do vosso cérebro morrem e que isso venha a criar porções do cérebro que deixam de funcionar, prende-se com o facto de que, quando as células do cérebro se regeneram, a função do vosso cérebro é redireccionada. Portanto, essas células que morrem, por assim dizer… No vosso cérebro e na vossa consciência, o controle da função do vosso cérebro é desviado das células que terão morrido e passa a ser redireccionado para as novas células que se geraram, o que num aspecto da consciência do vosso corpo muitas vezes as células novas passam a gerar uma função ligeiramente diferente. Essa é a razão porque mudais continuamente, por assim dizer.

Mas para além disso, e em relação aos demais aspectos da consciência do vosso corpo e a todas as suas funções, cada aspecto único da consciência do vosso corpo, seja o tecido dum músculo ou os nervos, ou os ossos, seja o que for, os órgãos, não importa, todos eles se regeneram. Mas vós também incorporais informação que tereis obtido, a qual vos sugere que certos aspectos da consciência do vosso corpo não se regeneram. Pelo que, uma vez mais, as células permanecerão mortas. Elas não irão regenerar-se e o que vós fazeis é – criar experiências que vos reforçam esse conceito.

Ora bem, o aspecto experiencial disso é bastante importante. Porque o tempo constitui igualmente um factor em relação à experiência. Quando gerais algum tipo de disfunção ou de dano, por assim dizer, na consciência do corpo, passa a envolver-se um elemento de tempo associado à regeneração das células. Agora, se esse elemento tempo incorporar o que associaríeis a um extenso espaço de tempo e não constituir uma acção rápida de regeneração, começais a estabelecer a associação que passa a achar-se em concordância com o que tereis aprendido, que vos sugere que as células não sofrem uma regeneração.

Agora, em termos gerais, com essa associação vós criais uma permissão temporária. Bom; essa permissão temporária acha-se baseada no que percebeis como o período mais longo de regeneração. Agora; o período de regeneração mais prolongado que em termos gerais entretendes nas associações que estabeleceis, é o atribuído aos ossos – a de que os ossos levam mais tempo a regenerar-se e como tal a curar-se. Na realidade isso pode e pode não ser exacto, mas segundo as vossas associações e a percepção que tendes o que percebeis em termos físicos é que os ossos levam mais tempo muito tempo a regenerar-se, segundo a vossa estimativa, o que dá lugar à estimativa dum período  generalizado de tempo de aproximadamente um espaço qualquer que oscilará entre seis das vossas semanas e chegando a estender-se talvez mesmo a um ano.

Bom; nesse mesmo período de tempo, que na percepção que tendes e segundo as associações que estabeleceis constitui um período razoável para admitirdes a ideia da regeneração e da cura celular relativas à consciência do corpo. Outorgareis esse tempo à consciência do corpo. Se ele chegar a regenerar-se, esse é o período de tempo atribuído para lhe permitirdes efectuar essa operação.

Nesse sentido, existem outras associações que passais a gerar. Outra associação pode ser a de que certos aspectos da consciência do corpo possam sofrer danos e possam começar a regenerar-se nesse período de tempo razoável e possais criar um dano semelhante ou o mesmo tipo de dano na consciência do corpo. Aí tereis (segundo esse tipo de associação) interrompido a regeneração ou processo de cura. Em situações dessas a estimativa que fazeis é a de que quanto mais interromperdes o processo de cura, menos capacidade a consciência do corpo terá de instaurar efectivamente esse processo de cura.

Por isso, se se tratar do caso dos ossos ou dos nervos, são-lhes concedidos um tempo específico que é designado como o tempo que leva a curar. Se for um órgão e esse órgão sofrer danos repetidos, a percepção que tendes será a de que não seja permitido que restabeleça o processo de cura. Pelo que a repetição do dano começará a impedir o órgão ou as células envolvidas nesse órgão se regenerem e eventualmente a percepção é a de que tal regeneração pare de se regenerar em parte pelo que um aspecto desse órgão fique permanentemente danificado e jamais venha a regenerar-se o que se torna bastante semelhante ao aspecto dos ossos – se sofrerem um dano de forma particular e com gravidade não virá a regenerar-se, que tenha sofrido um dano grave na decorrência do que esse dano resulte permanente.

Ou com os nervos – mas com os nervos já se atribui uma maior concessão na vossa percepção e nas associações que gerais em torno da regeneração. No caso dos nervos vós gerais a percepção de que eles não sofram qualquer regeneração, por se acharem muito associados à função do cérebro e vos terem dito que o cérebro não é passível de sofrer qualquer regeneração. Por isso, uma extensão do cérebro como a do vosso sistema nervoso também não se regenerará – no caso de sofrer danos, se for afectado não se deverá regenerar.

Na realidade isso não é assim – e nos vossos termos não é verdade, mas traduz uma forte associação e uma percepção vincada. E como tal, seja ou não verdade, é real, e passa a ser criado. Por isso, um indivíduo que possa ter cometido um acto qualquer que danificasse um órgão e tenha a percepção de danificar repetidamente esse órgão em particular, ele passará a criar determinados aspectos desse órgão que pararão de se regenerar, por estar a instruir o órgão para parar esse processo de regeneração, por acreditar existir um aspecto dele que tenha sido permanentemente danificado, pelo que não consiga regenerar-se.

Portanto, o que fazeis é instruir a consciência do corpo: “Pára de te regenerares. Isso não tem cabimento na tua habilidade, por isso pára de o fazeres.” E a consciência do vosso corpo reage e pára de se regenerar. Não é que não consiga (com firmeza) só que não o fará, por essa ser a instrução que lhe estará a ser dada.

E ao pensardes para vós próprios: “Agora estou a instruir a consciência do meu corpo para que se regenere”, ou se expressardes para convosco: “Estou-me a concentrar neste órgão em particular – podes agora regenerar-te” – isso não alcança resultado, por isso não pensar de pensar. Trata-se duma questão de reconhecerdes genuinamente que a consciência do copo se regenera.

O factor importante nisto de que ambas vós estais conscientes é o de que ACREDITAIS e por isso vós CONFIAIS numa expressão. Acreditais nas experiências e no que aprendestes e como tal confiais nisso pelo que a chave reside igualmente em vos permitirdes acreditar e por isso confiar que a consciência do corpo se regenera e de que consegue funcionar de forma adequada e que consegue reproduzir-se.

Ora bem; isso parece ser muito simples, mas se vos permitirdes avaliar realmente o vigor com que confiais no mau funcionamento ou no aspecto dum dano, se avaliares efectivamente isso lá convosco – seja o que for o que acrediteis a que o dano se reporte, realmente não questionareis isso. Confiareis nisso com todo o vigor, pelo que isso se instaurará nesses precisos moldes. Nesse sentido, e de certa forma, é uma questão de vos permitirdes alcançar uma outra base de confiança que seja igualmente forte. Essa é a dificuldade. Não que o não consigais alcançar – porque conseguis!

Mas o desafio consiste em vos permitirdes descobrir outra base de confiança, outra acção, outra manifestação em que acrediteis e em que confieis com igual vigor. Vós ofereceis a vós próprios exemplos disso com bastante frequência ao longo da vossa vida. Não tanto n sentido da consciência do corpo porque vós estabeleceis muito mais absolutos em relação a ela que não se tornam facilmente desalojáveis, mas mesmo em meio a outras situações e em relação a outros assuntos vós sois efectivamente capazes de avaliar diferentes experiências que tereis gerado na vossa vida em que tereis gerado uma percepção bastante vigorosa, uma em que tereis acreditado bastante e assim também confiado o suficiente, e a que determinada altura alguma outra informação se vos tenha sido apresentada de forma a alterar essa associação firme.

E aquilo em que tereis acreditado como sendo correcto e verdadeiro e em que tereis confiado e tereis encarado de um modo absoluto altera-se e deixa de constituir um absoluto. E passais a descobrir existir uma concessão para uma orientação diversa. E em razão disso, esse instante desvia-vos a atenção para outra direcção que seja igualmente forte, acção essa com que rompe o carácter absoluto da orientação anterior.

Deixa que te aponte um exemplo hipotético que na realidade tem lugar! Não com tanta frequência, mas ocorre sob um aspecto físico, em relação à consciência do corpo.

È profundamente defendido, nas crenças das massas, que nasceis com uma propensão particular para uma certa coloração dos olhos ou do cabelo; e nesse sentido, à medida que ides crescendo passais a desenvolver uma cor dos olhos ou uma cor dos cabelos particular. Isso, através da experiência, passa a ser reforçado pelas crenças das massas que isso constitua um absoluto. Se tiverdes olhos azuis, tereis olhos azuis. Se tiverdes olhos castanhos, tereis olhos castanhos. Se tiverdes cabelo ruivo, tereis cabelo ruivo. O cabelo ruivo não se tornará cabelo castanho. E o cabelo castanho não se transformará em cabelo louro.

Sim, a cor do vosso cabelo é passível de sofrer alterações com a idade, mas mesmo nesse caso, se vos derdes ao trabalho de avaliar o factor que esteja a sofrer a mudança, começareis a reconhecer que não é o cabelo que está efectivamente a mudar porque ela está apenas a exaurir-se e como estais a envelhecer, a cor do vosso cabelo altera-se e começa a adquirir um aspecto esbranquiçado ou acinzentado ou prateado. Por a cor se encontrar em decadência por causa do uso do champô.

Até mesmo no caso dos vossos olhos. Eles podem sofrer uma mudança de matiz se tiverdes olhos dum castanho muito escuro, e ao envelhecerdes eles podem tornar-se mais claros, mas continuarão a ser castanhos, e não se tornarão azulados. Mas na realidade, a cor do vosso cabelo é passível de mudar e a cor dos vossos olhos pode sofrer mudanças. Podeis de facto dispor de olhos castanhos e eles poderão mudar e tornar-se dum azul esverdeado ou podeis na verdade dispor dum cabelo dum castanho muito escuro e ele mudar para um ruivo dourado. Ou um aspecto do vosso cabelo mudar e ficardes com uma porção do vosso cabelo duma cor completamente diferente. Agora; de acordo com as crenças das massas isso não é possível nem deveria ocorrer. Só que ocorre. Não ocorre com frequência porque as crenças das massas são vigorosas e a vossa crença individual e aquilo em que acreditais, aquilo em que confiais é igualmente forte. Por isso, geralmente, esses aspectos não se alteram, mas podem alterar-se.

Ou podeis incorporar uma crença bastante vincada e ter uma confiança inabalável na existência real duma entidade em alguma área da consciência que seja rotulada de Deus. Mas podeis confiar nisso e acreditar nisso como um absoluto, mas não questionais; sabeis com todos os poros do vosso ser existir um Deus. E podeis propor a vós próprios, numa altura em que isso sofra uma alteração, e a vossa percepção se altere e passais a descobrir alguma outra informação em que passeis igualmente a confiar, em que acreditais com idêntico empenho, e aí aquilo que dum modo genuíno e absoluto acreditastes com sendo Deus, sem jamais o questionardes, deixai de o ser. Porque acreditais e confiais em alguma expressão diferente ou em alguma informação diferente.

Tal como mencionei, isso ocorre com frequência ao longo da vossa vida e assume variadíssimas formas. Mas em relação à consciência do corpo vós gerais tais factores absolutos que se vos torna mais difícil  de alterar a percepção para uma direcção diferente e descobrir alguma outra expressão que seja igualmente forte e em que possais crer, em que possais confiar. E em relação à consciência do corpo, um aspecto disso consiste no que sois capazes de ver, quer possais fisicamente perceber visualmente com os vossos olhos ou não. Actualmente incorporais tecnologia que vos permite ver dentro das infra-estruturas da consciência do vosso corpo. Dispondes de maquinaria e de tecnologia que são capazes de gerar fotografias do interior do corpo, da infra-estrutura. E com tais fotografias oferece-vos uma comprovação de qualquer dano que tenha sido exercido em relação à estrutura interna da consciência do vosso corpo. Sejam órgãos, ou tecido muscular, ossos ou nervos, não importa. Podeis fotografá-los. Podeis retractá-los, o que irá reforçar o aspecto físico, o que sereis capazes de perceber. Acreditais que um verme seja capaz de regenerar o seu corpo e criar um corpo novo se ele for decepado. Porque sois capazes de o ver a criá-lo. Podeis decepar um verme e assistir à reconstrução física do seu corpo de forma a ser capaz de prosseguir.

Podeis decepar um dedo do vosso corpo e verificar que ele não fará crescer outro. Por isso acreditais absolutamente na existência de certos aspectos da consciência do corpo, que em caso se sofrerem um corte ou dano numa certa extensão, ele não se regenerará nem se poderá regenerar. Na realidade, poderíeis cortar um dedo que se a associação que estabeleceis e a percepção não fossem de tal modo inamovíveis poderíeis faze-lo crescer. Não estou a falar de forma hipotética! Nem se trata de fantasia nenhuma! Isso é PASSÍVEL de ocorrer. Mas no geral, vós não o fazeis por acreditardes com tanto vigor que a consciência do vosso corpo incorpora limitações.

Parte dessa limitação envolve os nervos, os quais, uma vez mais, se acham ligados ao cérebro, o qual adoptais de modo inabalável que o cérebro não se pode regenerar. Por isso, se o cérebro não é passível de se regenerar, o sistema nervoso também não, e se cortardes um dedo, estareis a cortar nervos e esses constituem o aspecto que não se regenera em absoluto. Por isso, apesar de poderdes regenerar a pele e o osso, não poderíeis regenerar os nervos – o que constitui o factor que associa tudo, assim como o teu caso.

Não é tanto a regeneração dos ossos – isso poderia consistir num problema hipotético para ti. Poderias entreter o conceito possível de que os ossos pudessem sofrer uma regeneração de um modo bastante eficaz. Mas os nervos terão sofrido tal dano e sofrido um rompimento pelo que não poderão. E esse é o problema, por assim dizer.

Mesmo em relação aos órgãos. Existem certas aptidões nervosas relativas a certos órgãos que os nervos que possibilitam esses órgãos sentirem e moverem-se e que na tua percepção sofreram dano, e como terão sofrido dano, terão instaurado uma situação de perda permanente.

Existem muito poucos aspectos da consciência do teu corpo que perceberás como não estando envolvida com os nervos e com isso, o aspecto da consciência do teu corpo que não incorporam nervos, na tua percepção, esses podem regenerar-se repetidamente a despeito do dano que lhes seja infligido. Mas todo o aspecto da consciência do teu corpo que incorpore nervos tem o potencial de sofrer dano para além de toda a reparação e tornar-se permanente. E essas são associações muito vigorosas.

Nesse sentido, aquilo que poderá revelar-se benéfico é começares a deixar de te concentrares naquilo em que acreditas e no que confias que se ache danificado e comeces, ao invés, a proporcionar a ti própria outra informação relativa à consciência do corpo e àquilo que ele posa fazer para se regenerar por muitas formas diversas, sem necessariamente começares a mover-te no sentido do que tenhas perdido porque isso se torna de algum modo traiçoeiro, porque, em numa determinada extensão poderá também reforçar a concentração na perda.

Por isso, é mais benéfico começares a deslocar a atenção para outros aspectos da consciência do corpo e começares a proporcionar a ti própria informação relativa ao que a consciência do corpo é capaz de fazer, em que consistem as suas capacidades em relação á regeneração e desse modo começares a construíres uma nova confiança no que acreditas que a consciência do corpo seja capaz de fazer, ao invés do que não consegues alcançar, o que poderá tornar-se num processo, porque essas são associações e percepções relativas às limitações que se acham muito fortemente encastradas.

E isso não é diferente das associações e da percepção da gravidade. Podereis realmente desfiar a gravidade? Podeis, sim. Mas geralmente fá-lo-eis? Não. Se quisésseis desafiar a gravidade, isso não deveria apresentar significativos e difíceis obstáculos? Em termos gerais havia, porque tendes uma confiança muito forte na gravidade. Acreditais nela e como tal ela torna-se-vos muito real e muito forte e por isso não andais por aí a flutuar acima do solo. Caminhais. Só que podíeis flutuar! É uma questão de percepção: de descobrirdes outra expressão, outra acção, outra manifestação que acrediteis ser igualmente forte como aquela em que já acreditais.

Por isso, eu dir-te-ia que a resposta é simples. Já a sua implementação torna-se bem mais num desafio. Mas pode ser alcançada.

ROSE: Pois é, a parte traiçoeira consiste em descobrirmos as associações que estabelecemos e descobrirmos a nossa verdade. Ela acha-se tão próximo de nós que nem sequer a notamos. E acha-se bem perto.

ELIAS: Sim. E esse é um excelente ponto. Porque é tão acertado, e tão preciso que muitos desses aspectos que não acreditais como sendo um assunto igualmente forte e demasiado óbvio se tornam de tal modo sérios e os empreendeis de tal modo irreflectidamente e eles são-vos tão familiares que não os percebeis. Falando em termos metafóricos, assemelham-se bastante ao ar, que se acha presente ao vosso redor. Ele acha-se bem na vossa frente, mas vós não vedes.

Nesse sentido, muitas das expressões e manifestações em que não acreditas mas acreditas serem tão óbvias e são aquelas que te rodeiam, mas elas também te são de tal modo familiares que tu nem reflectes nelas. O pensamento serve um propósito muito importante como tradutor porque ele traduz-vos a vossa realidade de modos que vos permitem identificardes aspectos dessa realidade. Nesse sentido, um aspecto difícil é o de que algumas dessas experiências e aspectos e manifestações da vossa realidade a que não votais muita atenção, e a razão porque o não fazeis deve-se a que não estejais genuinamente a prestar uma atenção total ao que estais a fazer.

ROSE: Ah ah ah ah ah.

Elias, uma vez mais chegamos ao término. Mas ainda tenho uma coisa breve, uma pergunta breve, e então terás que decidir de que modo responder a essa breve pergunta, refiro-me à segunda.

Primeiro, quero estender-te comprimentos e encaminhar-te o amor da Marta, e ela deseja que eu te diga que ela presente a tua energia e tem conhecimento que ela está junto dela o tempo todo.

ELIAS: E tu podes confirmar-lhe isso. Eu acho-me sempre presente.

ROSE: Obrigado. E em seguida a pergunta breve é a seguinte: existe um musicólogo que pensa ter descoberto a identidade da Elise da sonata “Fur Elise” (Nota: da autoria do Elias, enquanto Bethoven) e pensa que essa mulher misteriosa seja a Elisabeth Rockel (1793-1883). Ele gostaria de saber se iso será verdade.

ELIAS: Não.

ROSE: Não? Certo.

Agora, a questão breve compete-te a ti decidir... Haverá algo que gostasses de transmitir à Mary de modo específico em relação à ao desafio repetitivo da pneumonia que defronta? Ela já o teve tantas vezes e padece de tal modo disso que estivemos a falar disso. Essa foi a base de toda esta hora mas isso fica a teu cargo.

ELIAS: Eu diria que isso foi amplamente abordado nesta nossa conversa de hoje e que eu encorajaria o Michael a servir-se desta informação que tu e eu debatemos e apresentamos hoje por ela se associar muito a essa situação, e tendo presente que a repetição da manifestação física estabelece de algum modo a associação de perda permanente. E nesse sentido poderás igualmente expressar ao Michael o aspecto dos nervos – que os pulmões também contêm nervos e que esse é o aspecto que será encarado sob a perspectiva do dano, ou que danifica a função dos pulmões.

ROSE: Isso é tudo? Terás terminado em relação à Mary?

ELIAS: Terminei.

ROSE: Está bem. Muito obrigado. Então vamos ter que terminar e agradecer-te imenso e ansiar por uma próxima sessão.

ELIAS: Muito bem, minha querida amiga, também eu, em relação à continuação da nossa conversa. Estendo-te um enorme encorajamento e estendo-te o meu imenso carinho, minha amiga. Au revoir.

ROSE: Au revoir. Muito obrigado. Adeus.





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