sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A ARTE DE VIVER



SESSÃO #2823
“A Arte de Viver”
Sexta-feira, 24 de Julho de 2009 (Privada/Telefone)
Participantes: Mary/Michael e Renae/Anjelica
(Excerto)
Tradução: Amadeu Duarte


ELIAS: Boa tarde.


RENAE: Boa tarde para ti.


ELIAS: Ah ah ah ah. De que vamos falar?


RENAE: Bom, Elias, antes de mais gostava de começar por dizer o quanto te aprecio e à Mary e a todos quantos (inaudível), por isso obrigado. Quanto a isso, eu adoro-te.


ELIAS: Não tens de quê.


RENAE: A primeira coisa por que gostaria de começar era saltar de imediato para o debate subordinado à arte de viver num mundo em mudança. E tinha a esperança de brincar contigo um pouco acerca da ideia de criarmos deliberada ou conscientemente e em seguida sobre o que descreves como um modo autónomo de nos orientarmos por sentir estar um pouco embaraçada com umas quantas crenças, e ter a esperança de me poderes esclarecer ou ajudar-me a recuperar alguma clareza sobre o modo como poderei emancipar-me mais em relação aos desafios mais prementes que me acometem. Em particular sobre a ideia do intercâmbio, do trabalho e do dinheiro no meio corrente e na vida que levo de todos os dias, para to colocar em termos concisos. Por isso, talvez pudéssemos partir dessa base um pouco.

ELIAS: Muito bem, mas como descreverás a questão ao adiantares o tema do dinheiro ou do intercâmbio, de que forma e em que termos definirias a questão relativa a esse assunto?

RENAE: Ah, essa foi muito boa. Obrigado. A ideia... tenho consciência de que o dinheiro constitui um símbolo. Reconheço-o intelectualmente e até certo grau, empiricamente, segundo creio, mas acredito tratar-se dum símbolo bastante pessoal para mim. E já fui capaz de produzir uma existência mágica a muitos níveis. Mas um desses níveis que sempre permaneceu um tanto confuso, ou talvez o que chamarias de altar ou relicário, tem sido a ideia do dinheiro. Penso que a ideia do dinheiro esteja a passar por uma mudança ao meu redor, só que sinto o desejo de lidar com ele com abundância. Mas sinto-me um pouco confusa em relação a isso e tinha a esperança de me desembaraçar disso ou de o desenvencilhar. Eu desejo-o só que tomo consciência das muitas implicações ou crenças que o envolvem e penso que esteja a hesitar, nesse aspecto. Existe uma certa resistência nesse campo e talvez na ideia do intercâmbio, da permuta, e ando para a frente e para trás. Não sinto conseguir ajustar-me a esse paradigma ou talvez não tenha suficiente desejo de o fazer, pelo que ainda permanece um paradigma consistente que se encontra operacional e não sei muito bem de que modo me ajustar... eu sinto-me intuitivamente ligada a muitos dos conceitos, contudo, em termos empíricos ainda precisam encontrar uma correspondência prática, por assim dizer.

ELIAS: Muito bem. Antes de mais comecemos por definir a realidade existente actualmente de modo a abordarmos a tua própria situação e o conflito que vives de uma forma realista e o modo como isso se adequa à acção da mudança de forma a que não confundas a presente mudança com a mudança futura.

Presentemente, no teu mundo e na tua realidade, apesar de se apresentar um elemento de mudança em relação ao dinheiro, vós continuais a usar um sistema ou fundação, uma estrutura baseada na troca e no dinheiro. Bom, nessa estrutura de permuta actual o dinheiro está a tornar-se cada vez na forma de câmbio concreto, embora a ideia do dinheiro ou a representação que ele sofre permaneça sólida. Nesse sentido, como tenho dito a outros indivíduos, sim, existe um elemento dessa mudança que, quando se achar completo ou inteiramente inserida, a permuta deixará de ser uma dessas estruturas base. Só que para alterardes essa estrutura fundamental que se acha tão enraizada na vossa realidade, requer-se uma alteração e tempo consideráveis.

Ora bem; o factor tempo envolvido nessa alteração, relativamente falando, será diminuto, e isso ocorrerá de modo bastante rápido. Mas quando refiro “bastante rápido”, isso torna-se num termo relativo em relação aos milhares de anos que essa fundação da permuta tem que tem sido válida como a estrutura prevalecente ao longo da vossa história da vossa espécie humana. Ela tem prevalecido como uma estrutura consistente pelo que alterá-la no espaço de tempo de menos de um século representa uma alteração consideravelmente rápida, mas independentemente de estardes presentemente a implementar passos e a mover-vos nesse sentido vós continuais a levar uma existência baseada nela e a utilizar essa estrutura de troca a qual também inclui o conceito ou a ideia do dinheiro.

Bom, a razão porque o defino em termos dum conceito ou duma ideia deve-se ao facto de em grande medida a maioria das pessoas no vosso mundo presentemente estarem a deixar de utilizar dinheiro em papel físico do mesmo modo que o fizeram ao longo da sua história e isso, por si só, consiste numa mudança significativa que se deu num espaço de tempo muito curto. Eu diria que no período compreendido pelo vosso século passado vós passastes largamente duma utilização efectiva do dinheiro físico para a ausência do seu uso. Passastes para o conceito do dinheiro, a ideia do dinheiro, o que consiste num considerável passo na direcção dessa mudança só que o dinheiro ainda não se tornou obsoleto. Nesse sentido, ao invés de exercerdes uma interacção concreta com a actual moeda corrente, vós interagis com aspectos representativos dela. Mas mesmo algumas dessas representações estão rapidamente a ser postas de parte. Tal como no que diz respeito ao que estabelecestes em relação aos vossos bancos, os papéis que definis como cheques, que passaram a valer como uma representação habitual da moeda física. Neste século, que ainda está no começo - porque apenas lhe destes início - já vos encontrais a substituir esse pedaço de papel representativo do dinheiro que são os cheques, por outros modos. Nem sequer no que toca somente à representação do dinheiro pelos vossos cartões plásticos porque a esta altura já estais a avançar de tal forma rápida que em muitas situações e de muitos modos já não se requer nem mesmo o uso dum cartão físico. Por empregardes os vossos computadores que estão rapidamente a eliminar mesmo a necessidade duma representação física do conceito do dinheiro.

Nesse sentido, apesar de estardes rapidamente a alterar o envolvimento e a utilização que fazeis do vosso dinheiro objectivo, por esta altura ele permanece válido como meio de troca. Agora, em reconhecimento disso, o que está igualmente a mudar é a forma como o produzis. Bom, pelo reconhecimento de que esse meio de troca prevalece como uma faceta da vossa realidade bastante enraizada embora os meios de troca estejam a mudar e não mais se apresentem tão rígidos quanto no passado. Nesse sentido, se quiseres debater o tema do dinheiro e da produção abundante dele e da sua utilização enquanto conceito ou da actualização do conceito da arte de viver, isso já se torna num assunto mais amplo do que a mera manifestação dele ou não.

ELIAS:  O dinheiro é questão secundária. A maioria encara o dinheiro como questão primária e isso é justamente o que cria as dificuldades, os obstáculos e os desafios. Porque, no caso do dinheiro constituir a directriz primária da manifestação, ele há-de influenciar as pessoas a mover-se em direcções que não serão autênticas para elas. Influenciará as pessoas a expressar-se em termos de comprometimento e de concordância ou a passar a alimentar expectativas. Expectativas relativas a si próprias e expectativas que percebem como procedentes de outros indivíduos. Por isso, se a expressão do dinheiro for a expressão duma orientação primária ela irá criar-vos complicações, e nesse sentido, o tema será mais facilmente atendido se o dinheiro constituir uma orientação secundária.

Se a ideia de empreenderdes acções e formas de exploração que para vós sejam mais genuínas e constituam a directriz principal e se deixardes que o dinheiro seja um produto resultante disso - no caso da implementação duma arte de viver - o tema inicial deverá ser: “Que será que quero? e “Que será que quero fazer?”, ou “Que é que quero explorar? Que será que para mim terá importância? De que é que gosto de fazer? Que é que valorizo? E em que é que se expressa a paixão que sinto?”

Essas são as questões primordiais. Ao responderdes a essas questões começareis a estabelecer directrizes ou rumos, e o dinheiro que daí advier será um resultado da resposta a tais questões. Por isso eu coloco-te a ti a questão. Em que consistirá a paixão que sentes?

RENAE:  Bom, eu possuo muitas paixões mas... e tenho a certeza de que possivelmente elas cabem todas no mesmo saco. A mecânica da consciência... tentar criar, não tentar, gostava de criar... devido a por vezes sentir... gostava de criar... por pensar que esteja a mover-se com muita rapidez... gostava de criar uma fundação. Quer dizer, a muitos níveis, até mesmo no nível estrutural. Só que pressinto instintivamente que muitas das fundações com que estamos familiarizados estejam a mudar ou se encontrem num processo de mudança mas não tenho muita certeza quanto ao modo como criar essa fundação particular. Mas refiro-me a uma fundação, a uma fundação sem fins lucrativos que pudesse erguer neste meio em mudança que é o das fundações.

ELIAS:  Sê mais específica. Deixa que te diga que isso constitui um outro obstáculo. As pessoas formulam em traços gerais. Mas se tu te moveres por traços largos acabas por criar obstáculos e por despender mais tempo e mais energia a tentar realizar aquilo que queres, por não especificares. Por isso, pelo que estás a dizer, que é que vês estar em mudança ou que modos diferentes da consciência gostarias de explorar e em que sentido gostarias de interagir e de te voltares através da expressão do que te apaixona? Que referirás a título de exemplo? A consciência que tens de poderes sentir muitas paixões. Mas um exemplo é suficiente como ponto de partida.

RENAE:  Com certeza, obrigado. A ideia de... da saúde no sentido mais amplo, saúde física. Como a Mary e eu estávamos a conversar há pouco em termos de sermos saudáveis tanto física como social, financeiramente. Gozar de boa saúde em todas essas facetas mas no meu caso e a título de exemplo, viver esta... sentir dispor duma existência equilibrada e saudável, sabes? E creio que o obtenho em muitas facetas mas em termos da ideia dum intercâmbio financeiro eu hesito e tento... ainda não descobri muito bem como criar... pelo que se torna muito proveitoso lidar contigo, por não se tratar do dinheiro em si mesmo, por isso constituir um resultado. Creio que tenho consciência disso. Só que não sei muito bem de que modo... quer dizer... por exemplo, a ideia do voluntariado ou de fazer algo sem qualquer expectativa é bastante atractiva e soa bastante natural mas aí quando esta expectativa... existe algo com respeito ao dinheiro em relação ao qual sinto instintivamente estar desajustada ou confusa e talvez isso constitua a questão ou eu o esteja a perspectivar desse modo e isto não passe duma desculpa.

ELIAS:  Talvez a ideia que tens ou a definição que dás à permuta possa ser mais rígida ou um tanto mais estreita e isso esteja a criar-te um obstáculo. Exploremos uma situação hipotética em que o elemento da troca comercial continue a prevalecer só que não necessariamente da forma que pensas. Tal como, o facto de teres mencionado que a ideia do voluntariado te soa atractiva, pelo que digamos que empreendes uma determinada via de acção de voluntariado. As associações automáticas que estabeleceis são do estilo: “Eu posso oferecer-me voluntariamente de uma forma particular que se torne numa base de realização e me permita expressar a paixão que sinto só que ao me votar ao voluntariado não realizarei qualquer benefício em termos de dinheiro, pelo que não conseguirei respeitar as exigências da minha realidade com respeito a um lar ou aos diferentes utensílios e à alimentação ou a outras manifestações que encaro como necessárias à minha existência nesta realidade.

Isso presta-se como um exemplo da perspectiva duma situação e da paixão que sentes por um campo mais estreito e duma forma mais rígida. Sem empregares a imaginação e sem ampliares a tua criatividade numa maior extensão. É concebível que possas dar lugar a actos de voluntariado e esses actos incluírem provisões para te hospedarem, por assim dizer, e para te prover o que se torne necessário à tua existência. É uma questão de explorares e de te servires de diferentes orientações que possas incorporar na tua imaginação ao invés de passares para os rumos estabelecidos e habituais. Existem igualmente outros tipos de acção que podes empreender pelos quais poderás inscrever outros indivíduos ou instituições numa participação em cooperação contigo e que poderás desenvolver na direcção do teu voluntariado por intermédio do que poderás passar a encorajar e obter a participação de outros indivíduos em associação com o campo da saúde da forma que estás a expressar e a descrever. Não apenas da saúde física mas duma combinação da saúde física, duma estabilidade financeira, dum equilíbrio emocional e duma condição social salutar.

E poderias estabelecer o teu próprio curso em meio a todas essas diferentes modalidades. E como o dinheiro permanece como o aspecto secundário no uso que dás à tua imaginação e à tua criatividade, e não o aspecto primordial, poderias recrutar e encorajar outros a actuar junto contigo de certas formas que constituam o aspecto particular ou secundário, e não o rumo prioritário, porque o rumo prioritário é o rumo que a tua paixão assume, e o contacto com os outros e o encorajamento e a criação de algum tipo de instituição com base na paixão que sentes pela partilha com os demais e o particular é que essa interacção com os outros te pode apoiar no rumo que tomas. Mas talvez não por um envolvimento directo. Nesse sentido, trata-se genuinamente duma questão de definires especificamente em que assenta a tua paixão. Como implementar a sua acção e o que queres fazer em relação àquilo que gostas de fazer.

Nesse sentido, assim que tiveres estabelecido os termos específicos em que assenta a paixão que sentes, e o que queres fazer, aquilo que gostas de fazer, é uma questão de te tornares criativa e de fazer encaixar as peças todas do puzzle. Agora; isso não é tão hermético quanto possa parecer. Ah ah ah! Eu sugeri recentemente um exercício a muita gente. Reconhecendo que a maioria não tem muita clareza em relação àquilo por que se traduz a paixão genuína que sentem e quanto ao que gostem genuinamente de fazer - o que se torna mais difícil de definir - ou o que considerem divertido e gratificante. Agora; deixa que te diga que em tudo isso a maioria usa duma modalidade de resposta vaga ou generalizada e um tanto limitada. Quando realmente começares a dar atenção a ti própria no que toca a essas questões poderás surpreender-te com a quantidade de acções agradáveis que descobrirás com o quão elas traduzem de gratificante. Ora bem, o exercício que sugeri recentemente é efectivamente muito simples mas bastante eficaz.

O exercício consiste em fazeres uma lista de todas as acções em que sentes verdadeiro gosto, independentemente do que seja. Pode ser jogar um jogo ou o acto de acariciar ou segurar um animal ou tomar uma chávena de chá, ou alimentar uma planta ou mesmo traçar modelos matemáticos. Não importa o que o acto traduza, mas permite-te genuinamente fazer uma lista de todas as acções que consigas identificar que tu, de algum modo gostes de fazer.

Ora bem; a par com essa lista eu sugeria que criasses outra que combine com a primeira. A par com cada acção que tenhas anotado como algo que gostas de fazer, anota o sentimento que essa acção desencadeia. Isso já requer uma maior concentração. Porque, a resposta automática que gerais é a de que a maioria das acções comportam o mesmo sentimento. Mas não, de facto não implicam nisso. Podem incorporar o que poderás designar por sentimentos “benéficos” ou agradáveis, só que eles não são todos iguais mas diferem. Mas se perceberes que alguns sentimentos são agradáveis, podes automaticamente descartá-los por estarem associados a certos termos que podes perceber como não obrigatoriamente bons. Tais como “vencer” ou “competição”. Existem acções de que vós enquanto humanos vos ocupais, tais como jogar um jogo ou participar num debate em que possais realmente gostar do acto de vencer e gostar da competição e cada uma dessas acções produz um sentimento distinto o qual não é prejudicial.

Assim que tiveres criado a correlação com os sentimentos que acompanham a lista de actos... eu já disse que fizesses uma terceira lista. Uma lista que incorpore cada acção e sentimento que acompanhe as acções e que imagines que outra acção possa dar lugar a esse mesmo sentimento. Que poderias imaginar que motivasse o mesmo sentimento, ou que combinação - o que perfaz uma quarta lista - de actos que tenhas anotado que possam pela imaginação emparelhar-se a fim de criarem uma acção completamente nova que por sua vez pudesse gerar uma nova exploração. Agora; deixa que proponha um exemplo hipotético e menos habitual.

Digamos que sejas uma pessoa que goste muito de brincar com o cão. Digamos que gostes de brincar com o cão a correr a apanhar. Isso representará uma acção dessa tua lista. E o sentimento que acompanha essa acção é do prazer de brincar. Por ser divertido, por ser satisfatório, por ser alegre. Mas talvez mais para diante na tua lista identifiques uma outra acção que te traga satisfação que possa traduzir-se pela pintura. E o sentimento que acompanhe essa acção de pintar possa ser o de serenidade ou de te focares. E outra acção que possas incorporar na tua lista possa traduzir-se pela contemplação das estrelas. Podes gostar imenso de astronomia e de olhas as estrelas e de apontar as diferentes configurações que elas assumem e o modo como essas configurações mudam. E o sentimento que acompanha essa acção pode ser o do assombro e o da curiosidade.

Bom, essas três acções diferem bastante entre si, não?

RENAE:  Realmente. 

ELIAS:  Mas superficialmente parecerá que esses três actos não possam possivelmente ser usados em combinação uns com os outros para produzirem uma acção ou direcção qualquer viável, não será?

RENAE:  Oh, sim. A menos que sejamos um cão a pintar a contemplação das estrelas.

ELIAS:  Ah! Mas isso é chave para a imaginação. Tu não és o cão, só que gostas de brincar com o cão e o jogo que gostas de brincar com ele é o de correr a apanhar. Atiras um objecto e o cão corre a apanhá-lo.

Mas, de que forma poderás empregar a brincadeira de atirar um objecto e do cão correr a apanhá-lo em associação com a pintura? De que modo poderias expandir a coisa de modo a associar isso às estrelas? Nesse sentido, talvez possas inventar o jogo de atirar e apanhar com o cão que inclua a pintura, e no qual aquilo que o cão apanhe seja tinta, mas nesse processo de apanhar tinta também possa utilizar a tinta. E em relação ao cão apanhar e utilizar a tinta, ou talvez ele a apanhar um pincel que esteja associado à tinta. E assim que tenha recolhido e entregue o pincel, talvez vós em conjunto, tu e o cão, possais usar uma exibição que simule as estrelas a configurar-te a ti ao te permitires participar com o cão na pintura. Ora bem, isso comporta imaginação e o produto pode traduzir uma expressão artística que incorpore paixão, diversão e alegria, satisfação, e possa ser criado dum modo que possibilite uma troca que resulte em dinheiro.

Essa é a questão de tomares consciência com clareza e de modo específico daquilo em que consistam as paixões que sentes. Que traduzirá a tua alegria, aquilo que comporte diversão para ti, pelo que é uma questão de definirdes com clareza todos os sentimentos envoltos em todas essas acções, proporcionando desse modo a ti própria a implementação e os instrumentos que possam convocar-te a imaginação por formas renovadas e criativas que vos permitam fazer aquilo que quiserdes e criar um resultado que se traduza em termos de dinheiro.

Digamos também que outra das acções hipotéticas seja a acção de abordar aqueles que apresentam certos problemas. Sejam problemas físicos, ou, digamos, problemas intelectuais ou mesmo mentais. Portanto, digamos que talvez a acção compreenda a abordagem de indivíduos que apresentem enfermidades ou que possam apresentar formas de percepção diferentes quanto à forma como encaram o mundo, que possas definir como algum tipo de deficiência mental, que independentemente disso é diferente. Agora, digamos que o sentimento que acompanha o acto seja o da compaixão e o de um apreço genuíno e satisfação por contactar outro indivíduo. Bom, de que modo poderás combinar isso com as outras três acções? Tu podes, por poderes criar paixão no acto de ajudares e de dares apoio terapêutico a outros, envolvendo igualmente a pintura, o cão e as estrelas. O que não se reduz necessariamente a uma enfermidade física mas envolve o encorajamento do indivíduo a não se concentrar na disfunção ou no que esteja errado. Ao invés, encoraja o indivíduo a empregar e a focar-se na imaginação, na criatividade, e na magia.

É uma questão de empregares a tua própria magia, minha amiga, e de seres específica nessa magia e de a combinares com as tuas expressões naturais, com o fluir natural da tua energia e com as tuas próprias paixões de modos engenhosos e criativos e te permitam expressar-te em novas direcções que não dependam dos outros nem de outros sentidos. Por se tratar dos teus rumos. Deixa que te diga, minha amiga, que ao longo da história, todo aquele que se permitiu produzir a sua própria criatividade em meio à própria paixão que sentia permitiu-se inventar alguma expressão que produzisse esse resultado automático do dinheiro. Quer se tenha tratado duma intenção deliberada ou não. E muitas vezes não era intenção sua. Vós sois criaturas maravilhosas e possuís capacidades espantosas e uma tremenda capacidade para a imaginação, e a imaginação não passa da implementação do que possa ser descoberto e não o tenha sido necessariamente, anteriormente. E isso perfaz a natureza da consciência, com a sua infinita expansão. E que coisa compreenderá a expansão senão a exploração e o engenho? Eu encorajar-te-ia grandemente a isso, minha amiga, por comportares uma enorme criatividade. É apenas uma questão de libertares esse dragão e de o permitires rugir. Ah ah ah.

RENAE:  Obrigado por tudo, Elias, foi maravilhoso. Quer dizer, eu vou precisar de repensar tudo e de aceitar tudo o que disseste, e tu disseste-me muitas coisas e sugeriste-me muitas pistas. E eu fico-te enormemente grata por isso.

ELIAS:  Não tens de quê. Deixa que te transmita uma pequena ideia a ver se te percebes como a alquimista que és. Compreendes?

RENAE:  Creio que sim. 

ELIAS: Lembra-te de que és uma alquimista, e de que a alquimia existe. Talvez não no sentido estrito da produção de ouro, mas o ouro também não passa daquilo que percebeis valer como tal. Não será? Tu és a alquimista do tesouro, e isso é o que um alquimista faz. Ele transforma o mundano num tesouro.

RENAE: A partir do mundano... Posso pedir-te – já que terminamos o nosso tempo – para validares ou confirmares os meus pensamentos em relação às famílias a que pertenço e pela qual alinho? Hmm... se poderias conceder-me alguma clareza em relação a algumas das outras coisas de que estivemos a falar. A intuição em que creio, ou o pensamento, é de pertencer à família Milumet ou de alinhar por essa família.

ELIAS: Exacto.

RENAE: Boa. Alinho por ela. Creio também ter um pouco de Sumari.

ELIAS: Eu diria que flutuas entre Sumari e Zuli.

RENAE: Zuli? Isso constitui uma surpresa.

ELIAS: Ah ah ah ah.

RENAE: Soft... Serei soft?

ELIAS: És.

RENAE: E tenho um foco ou emocional ou político.

ELIAS: Político.

RENAE: E o meu nome da essência? Haverá alguma ligação com Giselle ou Michelle, ou será algo diferente?

ELIAS: Isso é o nome dum foco pelo qual tens preferência. Por isso, comportas muitos focos com essa designação física de Giselle, por constituir um nome pelo qual a tua essência denota preferência. Eu já referi que o teu nome é Angelica.

RENAE: Angelica? (Surpreendida) Obrigado por isso, obrigado. Uma outra pergunta que te colocaria, antes da Mary aparecer. Eu sinto uma enorme ligação com a área geográfica do Pacífico Sul e tenho vindo a entreter a ideia de assumir uma grande ressonância com essa energia. Ela difere bastante do meu país natal e eu interrogava-me se me poderias esclarecer quanto à razão por que me sinto tão desconfortável no meu lar, no meu país natal, e sinto tanta atracção por um local que me traria um grande desafio no caso duma possível residência.

ELIAS: Eu diria ser bastante compreensível que sintas tal afinidade. Tu comportas uma grande ressonância com esses locais, não apenas com esse, mas com muitos locais que se situam no Pacífico Sul, e nesse sentido tu estabeleces uma grande ressonância com a sua energia; por comportarem uma maior flexibilidade; por serem menos convencionais e menos estruturados. Subsiste neles uma estrutura suficiente para vos sentirdes confortáveis, mas existe uma flexibilidade considerável para encorajar essa criatividade e liberdade a esse respeito. Eu dir-te-ia que não é de todo impossível alinhares por um local físico que corresponda àquele com o qual entras em forte ressonância, mas nisso, recorda-te: tu entras em ressonância com muitos locais físicos dessa região do que identificas como Pacífico Sul. Por isso, existem muitas opções diferentes, por assim dizer. Ah ah ah ah.

RENAE: Obrigado por esta conversa e por esta experiência, Elias. Fico-te enormemente agradecida e a antecipar uma oportunidade de contactar a Mary novamente. O Mark envia-te cumprimentos.

ELIAS: Podes estender-lhe a minha saudação e o meu carinho e a ti direi que fico na antecipação do nosso próximo encontro. Mas recorda-te do quanto não vale mais ser um alquimista do que um anjo.

RENAE: Um alquimista ou um... desculpa, que foi que disseste no final?

ELIAS: Quanto não vale mais ser um alquimista do que um anjo.

RENAE: Do que um anjo… Ah!

ELIAS: Vou-te deixar com esse pensamento, Angelica.

RENAE: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê, Angelica minha. Ah ah ah ah. Para ti, com um enorme encorajamento e carinho, minha amiga. Au revoir.

RENAE: Au revoir.

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