sexta-feira, 19 de agosto de 2011

MEMÓRIA SUBCONSCIENTE



SESSÃO #2658
"Associações"
"A Memória e a Consciência do Corpo"
"A Chave Reside na Permissão e no Conforto"
"Parai de Vos Preocupardes!"
Sábado, 25 de Outubro de 2008 (Grupo/Brattleboro, Vermont)
(Tradução: Amadeu Duarte)

Participantes: Mary (Michael), Ben (Albert), Bill (Zit), Curt (Uceff), Daniil (Zynn), Dave, Ella (Bella), Frank (Xtian), Igor, Inna (Beatrix), Jen (Liva), John (Rrussell), Katie (Nan-Li), Ken, Lynda (Ruther), Marcos (Marta), Melissa, Natasha (Nichole), Rich (Zephel), Rodney (Zacharie), Sandra (Atafah), Veronica (Amadis)

Nota da Transcrição: O imenso número de notas (Inaudível) presentes nesta transcrição ficaram a dever-se à pobre qualidade sonora da gravação. Infelizmente alguns dos comentários e das questões dos participantes tornaram-se ininteligíveis, o que não deixa de ser interessante, considerando que a onda de consciência discutida esteve relacionada com a comunicação!

(O tempo de chegada do Elias é desconhecido)

ELIAS: Boa tarde! Hoje iremos discutir a presente onda e a forma como ela vos está a afectar a cada um, bem como aquilo que têm sido as vossas experiências até ao momento, em associação com ela. Mas, antes de darmos início à conversa, perguntar-vos-ia a todos de que forma definireis "associação"?

RODNEY: Em relação às pessoas ou a alguma coisa em particular?

ELIAS: As associações são geradas conjuntamente com qualquer expressão: em relação às pessoas, aos objectos, assim como a cada experiência.

ELLA: Consiste numa resposta emocional a qualquer coisa baseada em algo com que já nos teremos deparado.

ELIAS: Em parte.

VOZ DE HOMEM: É o elo existente entre duas experiências diferentes, que de algum modo se acham ligadas uma à outra.

ELIAS: Em parte.

NATASHA: Lembranças associadas aos sentimentos. (Elias acena afirmativamente)

VOZ DE HOMEM: Penso que terá crenças associadas.

ELIAS: Em parte.

VOZ DE HOMEM: As nossas necessidades interiores e objectivo não colorirão as nossas associações automáticas?

ELIAS: Por vezes.

VOZ DE MULHER: Eu chamar-lhe-ia uma ressonância vibratória com... (Inaudível).

LYNDA: A experiência que tenho com as associações consiste em algo que despoleta um sentimento quer do meu passado ou do meu futuro, mas que colora aquilo que acontece no momento. (Elias acena afirmativamente)

RODNEY: Eu chamar-lhe-ia simplesmente uma experiência, em termos gerais. Confusa ou complexa por vezes, quer me veja a mim próprio no evento, na experiência, ou a veja tão só como exterior a mim, que me sobrevém; mas muito por alto, qualquer experiência há-de definir algum tipo de associação.

VOZ DE HOMEM: Penso que seja algo que seja gerado pela nossa percepção, algo que nós geramos.

VOZ DE HOMEM: Penso num sistema de símbolos, símbolos arquetípicos, e numa linguagem, numa simbologia, na consciência clássica – arquétipos.

ELIAS: Muito bem. Associação: Uma associação é aquilo que formais ou criais em relação a uma experiência. Gerais uma experiência e criais uma avaliação dessa experiência, o que inclui uma forma de juízo em termos de bem e mal. Uma vez essa associação seja formada ela passa geralmente a permanecer convosco. Sim, envolve muitos dos elementos que descrevestes, mas em termos simples e claros uma associação consiste na avaliação que gerais em relação a uma experiência que inclui um julgamento.

A razão porque se torna importante defini-lo e compreendê-lo reside no facto de todos vós gerardes muitas, muitas, associações. Não gerais associações relativas ao futuro por ainda não o terdes experimentado. Gerais associações em relação às experiências passadas e às experiências presentes. Mas as experiências passadas e as associações agregadas a elas afectam enormemente e confundem imenso no presente, porque vos confundem nas vossas experiências presentes, ao matizá-las em relação às experiências passadas.

Há já algum tempo que tenho vindo a dizer-vos para prestardes atenção às vossas associações e para vos interrogardes, não quanto à sua realidade, porque as vossas experiências são reais, mas em relação à validade das vossas associações na vossa experiência do presente. Porque muitas das vossas associações constituem associações passadas que vos influenciam e matizam as experiências presentes e isso torna-se confuso e pode dar lugar à criação dum conflito significativo. E é isso o que está a ocorrer em muitas situações relacionadas com a presente onda.

Além disso recordem-se que a presente onda se dirige a TODAS AS FORMAS de comunicação. Isso constitui um elemento básico da vossa realidade, um elemento básico do padrão da vossa realidade: o material e o emocional, as manifestações físicas e a comunicação – não sensações mas comunicação. Esta onda é mais intensa do que qualquer das ondas anteriores e afecta com uma maior intensidade. Nesse sentido, muitas pessoas experimentam dificuldade e invulgaridade e medo em relação à intensidade da energia desta onda. Ela difere doutras ondas da consciência e como constitui um dos elementos base da vossa realidade é bastante vigorosa.

Não se dirige simplesmente às comunicações interiores ou às formas de comunicação externas nem tampouco se dirige meramente à comunicação que gerais entre vós na vossa própria espécie. São TODAS as comunicações, sob qualquer forma que seja. Podem ser comunicações com os animais, os quais geram formas bastante diferenciadas de linguagem de vós. Pode ser também em relação ao vosso planeta, o qual cria também uma linguagem bastante diversa da vossa. Pode ser em relação a qualquer expressão viva da vossa realidade. E isso torna-se num desafio por existirem imensas diferenças. E pode tornar-se significativamente confuso porque vós todos interpretais automaticamente todas as outras formas de linguagem através da vossa própria, mas a vossa própria linguagem pode não ser aquilo que está a ser expressado por essas outras formas de manifestação. Por isso, importa prestar atenção.

Agora, vou-vos pedir que partilheis as experiências que tendes vindo a gerar assim como aquilo que tendes vindo a notar até agora nesta onda em particular.

Encorajá-los-ei, o que no presente pode não vos parecer um grande alento, mas de facto isto constitui um exemplo físico de que o vosso planeta, o vosso mundo, está efectivamente a mudar e que podeis perceber isso em termos visíveis. De facto os distúrbios que presentemente percebeis no vosso mundo efectivamente não são aquilo que aparentam. Pode tornar-se assustador para muitos ver que as vossas fundações aparentem estar como que a desmoronar mas, na realidade isso constitui um sinal de que ESTAIS a mudar. Ocorrerão muitas alterações nesta mudança, e elas já tiveram início. Aquilo que percebeis ser mau ou devastador em termos económicos constitui na verdade as dores de parto duma nova fundação e duma nova ordem, por os vossos velhos sistemas não terem mais cabimento na vossa nova realidade. Essa mudança não se dá em termos imediatos, porém, já teve início.

Mas destas mudanças resultam também trauma, confusão e angústia. As pessoas experimentam intensidade e sentem-se confusas quanto àquilo que estão a experimentar, e é isto que iremos tratar na conversa de hoje. Quais são as vossas experiências?

JEN: Tenho uma pergunta que procede dum grupo que formamos. Tanto pessoalmente como em conjunto com muitos outros tenho vindo a experimentar uma significativa intensidade de energia. Sentimos ter uma... (Inaudível) e sensações diferentes e inusuais. Estará a dar-se uma tensão de energia? Será que podes comentar isso?

ELIAS: Muitos estão a experimentar e experimentarão efeitos físicos. Muitos deverão experimentar aquilo que pensam ser desmotivação mas na realidade não se trata disso. Trata-se duma falta de motivação em relação ao que é familiar.

Permitam que vos diga, tal como recentemente tive ocasião de referir a certos indivíduos, que um dos factores significativos que estão a ser afectados é a consciência do corpo, porque vós pensais que a vossa memória esteja alojada no vosso cérebro, mas não está. A memória encontra-se armazenada na consciência do vosso corpo. Toda e qualquer experiência por que algumas vez passastes foi alojada e armazenada e retida na consciência do vosso corpo. E isso torna-se realmente uma acção muito eficiente porque quando criais experiências novas o vosso corpo retém as experiências velhas e consegue referenciá-las, o que vos permite pôr o mecanismo do vosso pensamento a raciocinar e a fornecer-vos explicações lógicas ou racionais para aquilo que experimentais. A dificuldade está em que presentemente vos moveis para um tempo, uma energia e rumo a experiências que são novas e com que vos achais pouco familiarizados, algumas até mesmo desconhecidas.

Agora; isso dá lugar à criação duma ruptura temporária tanto na consciência do corpo como no vosso mecanismo do pensamento, porque o vosso mecanismo do pensamento automaticamente passa a querer traduzir qualquer informação que esteja a ser processada mas a consciência do corpo não encontra uma referência em termos de experiência, para aquilo que estiverdes a experimentar. E por isso está a processar informação nova e desconhecida, com que não estais familiarizados e (a consciência do corpo) tem que a assimilar antes que ela possa ser traduzida pelo mecanismo do pensamento. Por isso resulta um atraso.

Talvez vos observeis em meio à experiência, mas como não comportais um enquadramento de referências para isso que estais a experimentar, não compreendeis aquilo que estais a fazer, pois não conseguis fornecer a vós próprios uma explicação razoável. Apenas sabeis o que estais a fazer mas isso nem sempre fará sentido para vós, por não estardes familiarizados. Podeis assumir atitudes de que podeis ter consciência que, na familiaridade das vossas experiências não assumiríeis, mas assumis. Podeis responder a situações ou a pessoas de modos que sabeis habitualmente não usar, mas usais. Podeis reagir a situações ou a indivíduos com modos através dos quais tendes consciência não reagir naturalmente, mas reagis.

Parece-vos que o vosso mundo e vós próprios se acham de cabeça para baixo e a dificuldade passa a ser de que modo vos haveis de corrigir. Mas é justamente aí, tal como vós dizeis, que reside a dificuldade. Porque quereis corrigir-vos, mas na tentativa de o conseguirdes perpetuais a confusão, porque bloqueais a assimilação do novo e isso requer mais tempo para assimilar. Ficais mais confusos e esforçais-vos mais e desse modo criais um círculo de confusão e de frustração, mas incorporais igualmente um sentido de conhecimento ou uma sensação de estardes bem e de estardes confortáveis, que é igualmente conflituante, pois como podereis sentir-vos confortáveis e confusos e frustrados ao mesmo tempo?

LYNDA: Boa pergunta, mas espero que apresentes uma resposta!

ELIAS: Sentis-vos confortáveis porque incorporastes e aplicastes imensa informação. Permitiste-vos familiarizar-vos mais convosco próprios e conhecer-vos a vós próprios melhor e conhecer melhor as vossas preferências – não todas, mas o suficiente para vos proporcionar conforto. Mas estais igualmente a empreender acções e experiências pouco familiares, e como tal, elas confundem-vos.


Nessa confusão não vos sentis necessariamente confortáveis mas sentis e gerais frustração ao não compreenderdes como podereis eliminar a confusão sem deixar de continuar a sentir-vos confortáveis.
Por isso tratais de encontrar alguma razão para o que está a decorrer. Talvez possais aventar razões externas, como uma expressão de energia espantosa ou que o vosso mundo esteja em meio a uma grande convulsão. Mas de facto, trata-se da falta de familiaridade para com a experiência incomum. ESTAIS a mudar, e estais a evidenciar isso mesmo a vós próprios neste momento.

Podeis dizer para convosco "Eu quero ler um livro" porém, parecem não poderem devotar-se a isso. "DEVIA ir trabalhar", mas ficais em casa. "Devia fazer isto e aquilo para limpar a minha casa", mas ides ao cinema. Não vos sentis desconfortáveis a fazer o que fazeis, mas subsiste o conflito, porque referis: "Não devia fazer isto; não QUERO fazer isto. Antes quero ler um livro, mas não o estou a ler." Isso pode tornar-se muito confuso também, porque possuís informação, e como tal virais essa informação contra vós. Dizeis para convosco: "Talvez não queira ler o livro, porque não o estou a ler." Sim, podeis querer ler o livro, todavia estais a FAZER aquilo que vos proporciona conforto. Estais a FAZER aquilo para que vos direccionais a vós próprios – não aquilo que é suposto fazerdes, nem aquilo que vos é dito que façam, nem aquilo para que fostes treinados, nem o que é esperado que façam mas o que quereis fazer, o que consiste no começo dum movimento nesse redireccionamento de si próprio autêntico.

Sim?

RODNEY: Ocorreu-me ontem que me posso permitir não fumar, e que me sinto melhor quando não fumo. Surge um fim de semana como este e eu quero ter mais energia, e assim digo a mim próprio para deixar de fumar nas próximas duas semanas. Só descobri ontem que quanto mais eu disse que faço uma coisa, menos a faço. E isso de facto mexeu comigo, o facto de quanto menos disser que farei isto ou aquilo, mais farei o contrário. Levanto-me pela manhã e começo a mexer-me durante o dia e consigo realizar mais se não tiver nada fixo.

E ontem à noite foi engraçado – estou a passar o fim de semana com os Russos (alusão a um grupo de amigos) - e tentei definir uma agenda para hoje de manhã, devido a estarmos em grupo e termos que definir as idas ao banheiro, etc., e finalmente um deles disse se teríamos que estar lá para sentir vontade de urinar? (Riso) Isso constituiu um perfeito exemplo através do qual estava a tentar projectar-me no futuro e a defini-lo duma certa forma, enquanto ele me dizia que deixasse acontecer espontaneamente. E ouvi-te referir isso exactamente agora.

ELIAS: Sim, conceder-lhe espontaneidade será a palavra-chave, pois é essencial durante a presente época. Vós ESTAIS a mudar e nesse sentido, procurar forçar-vos a velhos padrões familiares apenas vos criará uma espantosa resistência no íntimo.

Vós de facto estais a mover-vos para o que tenho estado a discutir convosco ao longo destes anos. Efectivamente estais a começar a experimentar isso agora. E nesse sentido, quando mais forçardes, mais difícil se tornará funcionar, porquanto não mais se trata duma questão de forçar. Quanto mais forçardes mais difícil se tornará alcançar aquilo que quiserdes alcançar.

A chave reside igualmente no conforto – no que seja ou não confortável. O que é familiar e o que DEVERÍEIS fazer ou o que seja suposto que façam nem sempre é confortável. Mas na mudança, vós dispondes-vos mais ao conforto ao invés do sentido de dever e das expectativas.

RODNEY: Posso fazer uma pergunta? (Elias acena que sim) Isto é pessoal. Tenho andado nos últimos três anos a pensar em mudar e tenho criado imensa ansiedade em relação a isso. Finalmente, na última semana ou por aí, decidi sair à procura de áreas para experimentar por não ter visto nada que me atraísse. Existem muitos locais onde poderia ir, mas nenhum me atrai. Não consigo descobrir nada que me motive. A decisão das duas últimas semanas de ir e experimentar outros locais e conhecer gente de lá e determinar o que seja mais confortável para proceder a uma escolha com base nisso, sem procurar dar importância ao que quer que seja – será a isso que te estás a referir?

ELIAS: De algum modo, sim, e conceder a ti próprio abertura para com o novo e o inconvencional. Nesse sentido, talvez nenhum local te atraia por não quereres permanecer em nenhum local. Talvez te sentisses mais confortável não te fixando numa residência fixa. Existem modos através dos quais na vossa realidade podeis encontrar conforto num lar não fixo.

BILL: Elias, tenho uma pergunta a fazer. Esta onda da percepção parece estar a atingir-me com mais força nas relações familiares. Antes desta onda ocorrer, era bastante fácil prestar atenção a mim próprio nas pequenas coisas. Aquilo que está presentemente a ocorrer na família é a existência duma tal intensidade de diferentes opiniões e preferências que estou a achar bastante difícil adoptar o método de cooperação. Também me faz tomar consciência de que a minha consciência estava concentrada neles. Eu precisava dum golpe violento em tudo, mesmo nas grandes coisas, para voltar a focar-me de volta. E só esta semana consegui isso. Quase me senti compelido a isso.

A minha pergunta, contudo, tem que ver com a dificuldade na cooperação. Pareço ser incapaz de me conceder preferências e princípios para me manifestar no quadro de preferências da oposição. Os princípios parecem os mesmos. A minha mulher quer a mesma coisa que eu quero em relação ao nosso filho. Ambos temos diferentes métodos de o fazer e não sei como alcançar esse estado de cooperação. Ela não entende as coisas do Elias, mas se isso ainda tiver importância... Penso que não.

ELIAS: Tens razão.

BILL: Por isso interrogo-me se não poderias revelar a fundo a que poderá assemelhar-se a cooperação numa possibilidade de as preferências e os princípios em torno duma questão particular serem similares mas a direcção em que chegamos a eles difira bastante. Porque ainda causa conflito.

ELIAS: E em que consiste o conflito em torno das diferenças?

BILL: Talvez o juízo que faço da direcção que ela adopta não seja... Tivemos uma querela em torno disso. Foi o que me levou a tomar consciência de que a minha atenção se centrava nela e de que eu não a aceitava. E o trabalho. Eu sempre começo nas pequenas coisas, mas esta já se tornou imensa. Estou a fazer caso disto porque preciso recobrar a concentração na minha (capacidade de) aceitação.

ELIAS: E também precisamente como um exemplo do que referi: diferenças. O aspecto das diferenças está a sofrer um espantoso realce nesta onda. O que importa é perceber a diferença. Percebe a tua própria posição, por assim dizer, as tuas próprias preferências, as tuas opiniões, mas encara igualmente as dos outros, e interroga-te sobre o que seja que as diferenças dos outros têm de tão ameaçador: "Estou a reagir; que é que me está a motivar esta reacção; que é que me está a ameaçar?"

Se o outro indivíduo incorpora um método e consegue alcançar o mesmo resultado que tu com o teu método, com que será que te sentes ameaçado em relação ao método dele? Será que percebes que ele invalida o teu? Percebes que deixas de ser escutado? Estarás a gerar a associação de que a tua opinião não seja tão importante assim? É também por isso que é importante ter consciência das associações, experiências que geraste no passado e a que agregaste associações que te podem estar a influência no que estás actualmente a fazer, mesmo em relação aos conflitos e ao juízo de valor. Lembra-te de que as associações carregam juízos de valor; tanto bons como maus. Nesse sentido, será essa associação ainda válida agora?

Podes ter tido uma experiência passada em que te terás relacionado com outro indivíduo e podes ter-te sentido rejeitado num tipo particular de cenário, e podes apresentar a ti próprio o que te pode parecer uma situação semelhante. A imagética pode ser bastante diversa mas pode parecer em tudo semelhante, e essa associação automaticamente entra em jogo sem que penses nisso. Porque ela não precisa do teu mecanismo do pensamento; tu sentes.

E o que sentes é a associação. Pensas estar a sentir em relação ao que esteja presentemente a ocorrer mas, na maioria, o que estás a sentir é essa associação, que está automaticamente a expressar-se, e tu nem sequer o identificas. Acha-se de tal modo presente que nem sequer dás por ela. Por isso pensas estar a reagir ao momento e ao que está a decorrer nele. Pensas achar-te presente e pensas situar-te no agora porém o teu indicador há-de estar naquilo onde se situar a tua atenção. Essa é a pista que tens, de te encontrares concentrado no que o outro está a dizer ou a fazer, e que isso é aborrecido para ti. E a razão porque o sentes como aborrecido prende-se com a expressão e a presença efectiva duma associação.

BILL: Que cria uma expectativa no presente momento.

ELIAS: Sim.

BILL: Sinto isso.

RODNEY: Estavas a dizer que nenhuma associação pode existir a menos que se apresente um juízo de valor?

ELIAS: Sim.

RODNEY: Não é possível subsistir qualquer associação onde não se fizer presente nenhum sentimento?

ELIAS: Mas não em relação a todos vós. Tens razão.

RODNEY: Em relação a todos nós?

ELIAS: Sim.

RODNEY: Haverá outros exemplos onde isso seria...? (Pausa)

ELIAS: Há...

RODNEY: Só estou à procura duma excepção à regra.

ELIAS: Não em relação à vossa espécie.

RODNEY: Não estou preocupado com as outras espécies. (Segue-se um buuu geral e os comentários seguintes do Rodney tornam-se difusos)

ELIAS: Sim, tens razão. Mas isso...

RODNEY: ...(Inaudível) Um ponto bastante importante...

ELIAS: Sim.

RODNEY: ...E eu quero que ela entenda, porque ela perceberá que essa regra não se aplica aos gatos.

ELIAS: Nem às outras espécies. Aplica-se a vós, enquanto espécie humana.

RODNEY: ...(Inaudível)

ELIAS: Eu diria que sim, as associações relativas aos humanos comportam juízo, quer sejam boas ou más.

DANIIL: ...(Pergunta prolongada e inaudível)

ELIAS: Sim, um juízo mínimo, mas estariam mais conscientes de não gerar associações passadas mas associações do momento, no decorrer da experiência, porém, sem serem necessariamente influenciados pelas associações passadas. Mas continuaria a fazer-se presente algum elemento de juízo, porque, uma vez mais, vós não estais a eliminar a duplicidade. Não estais a deixar de ser humanos nem a eliminar preferências e opiniões. Estais a mudar, mas continuais a gerar preferências e opiniões, as quais incorporam juízos de valor. Nesse sentido também continuais a expressar os vossos próprios princípios, os quais incluem também formas de juízo. Por isso as associações continuarão a abrigar juízo, mas não necessariamente maus.

DANIIL: ...(Inaudível)

ELIAS: Sim.

LYNDA: Posso pedir-te um pequeno esclarecimento? Aquilo que confunde mais o Bill e a mim é a associação. E a forma como dou conta da existência dessa confusão ou me sinto desconfortável está em que a minha atenção permanece na outra pessoa e tudo roda em torno quer do que ela pensa de mim ou do que percebo que me faz sentir, e isso muitas vezes pode representar uma associação com o passado.

O que gostaria de admitir com isto é que estou de acordo contigo em que podemos ver de que modo a nossa atenção se centra na outra pessoa sem pressionar mas com base no relaxamento. Isso é tudo quanto consigo fazer por esta altura, é a existência dessa depreciação familiar, que reconheço como a minha segunda pista que me permite ver que a minha atenção assenta em alguém e me permite reconhecer sentir-me desse modo e quase não fazer nada ou distrair-me, algo assim. Terei compreendido isso correctamente?

ELIAS: Compreendeste.

LYNDA: Para mim, esta onda pode tornar-se de tal modo rápida e repentina que me sinto avassalada, é essa a minha experiência. De súbito sinto-me avassalada e sinto necessidade que fazer marcha-atrás e interrogar-me: "Que sucedeu?" E muita gente à minha volta também se sente assim.

ELIAS: Mas a sensação de avassalamento pode ser gerada por meio de experiências ou acções bastante diminutas. Um indivíduo pode ficar avassalado e quase disfuncional apenas com a quebra dum bico de lápis.

RODNEY: Posso estar a assistir a um filme, e alguém profere algo de determinado modo e de súbito sinto as lágrimas a saltar aos olhos. Todo o meu corpo é inundado de emoção. E eu penso: "Que é isto? De onde brotou?" Será isso estar deprimido?

ELIAS: Ou medo, e o medo é despoletado com bastante facilidade.

VOZ DE HOMEM: Posso colocar uma questão importante? Se bem entendo, a cada momento podemos criar uma experiência nova, e com cada nova experiência geramos automaticamente uma nova associação, certo?

ELIAS: Sim, porém, não necessariamente uma associação passada.

VOZ DE HOMEM: Era mais ou menos aí que queria chegar. Torna-se essencial sabermos isso, embora seja completamente novo. Ocorrem-me alguns exemplos sobre aquilo que estamos a atravessar no âmbito financeiro, de completamente novo, sem que ninguém conheça verdadeiramente o que se passa nem o que amanhã irá acontecer. Que tipo de associações poderemos gerar a fim de expandir tal informação, de forma a pegarmos algo do passado com que criemos um tipo de conflito como o que descreveste? Sou muito calmo mas se se tratar de algo completamente novo, aí sinto-me perdido. Aprendi muito ao escutar-te e saber-te por perto durante anos e desse modo evitei experimentar um medo e uma confusão maiores. A maior parte disso reside dentro de mim mas eu estou a tentar definir algo nesta unidade de experiência a que possa relacioná-lo.

ELIAS: Mas não consegues, e aí é que reside a questão. Essa é a questão: é uma questão de o permitirdes e de vos moverdes juntamente com a nova experiência, deixando que se desdobre, e com tal acto, havereis de formar uma nova associação. Mas trata-se da questão de permitir que a experiência se desdobre e seja assimilada, coisa que a consciência do vosso corpo faz. E à medida que o permitis e vos relaxais em meio às experiências haveis de proporcionar a vós próprios informação e haveis de gerar uma tradução em termos de pensamento, dando lugar à criação duma explicação através da qual passareis a entender. Mas, quanto mais empurrardes, quanto mais pressionardes, quanto mais procurardes entender antes da experiência se ter desdobrado, menos o conseguireis e mais elusiva a explicação e a compreensão se tornarão. Por isso, é importante permitirem-se fluir com a experiência apenas.

Esta onda acha-se literalmente mais associada a ondas físicas do que qualquer outra. E se tentardes nadar de encontro a uma onda, haveis de enfrentar uma considerável resistência sem conseguirdes avançar muito. Mas se vos permitirdes mover junto com a onda, haveis de ir bastante longe com muito pouco esforço.

DANIIL: ...(Inaudível)

ELIAS: Justamente! Justamente. E nesse sentido, torna-se bastante semelhante à experiência de dar à luz.

Muitos de vós nunca deram à luz. Por isso, essa seria uma experiência bastante desconhecida para vós. Mas se gerarem esse tipo de direcção podeis planear passar a sentir a fecundidade; não podeis planear a gravidez. Podeis mover-vos com ela ou podeis mover-vos contra ela. Se vos moverdes junto com ela, haveis de gerar uma maior facilidade. Se vos moverdes contra ela, haveis de criar dificuldade e muito desconforto. Mas não podeis sequer planear o resultado dessa gravidez. Ele virá a ser o que for. Nesse sentido, existem muitas experiências actualmente com que estais a comprometer-vos, e cm que vireis a comprometer-vos, que não têm nada que ver com o planeamento mas com um desdobramento e com a vossa permissão para se desdobrarem.

Porque, quer o compreendais ou não, quer acrediteis ou não nisso, quer o aceiteis ou não, cada um de vós participa do colectivo. E quer penseis ter concordado ou deixado de concordar ser, vós sois. E a vossa energia ondula muito mais de forma espantosa para o exterior do que imaginais e afecta espantosamente mais do que imaginais, e liga-se a todo o tipo de energias da vossa realidade. Podeis ter uma percepção de vós como um indivíduo singular que talvez contacte alguns poucos outros indivíduos com quem vos relacioneis no imediato, mas isso é incorrecto. Vós contactais por todo o vosso mundo, quer conheceis ou não qualquer outro indivíduo. Isso não quer dizer que não participeis nem que não contacteis – porque o FAZEIS.

E nesse sentido escolheis mudar e expandir-vos. E com essa expansão sobrevém uma grande liberdade, mas pode igualmente incluir um grande trauma e avassalamento, dependendo de estardes a deixar-vos levar pela maré ou de remardes contra ela. Aqueles que se deixam levar pela onda são capazes de experimentar uma significativa facilidade e um menor trauma, se algum mesmo, além duma significativa satisfação e dum espantoso conforto.

Sim?

JOHN: Considero interessante que esta onda não seja conduzida pela família Ilda, que tem tudo a ver com a comunicação.

ELIAS: Intercâmbio.

JOHN: O que é praticamente a mesma coisa.

ELIAS: Não inteiramente. Mas porque é tão curioso assim para ti que não seja liderada pela Ilda?

JOHN: Pareceria que a Ilda e o sentido de intercâmbio...

ELIAS: A razão porque está associada à Vold tem que ver com o facto da Vold ser caracterizada pela faceta revolucionária, e de estarmos aqui perante um tipo de revolução. E isto está a reflectir-se nas vossas comunidades financeiras. A revolução está a decorrer. Eventualmente ides deixar de proceder à troca. (Conversa ruidosa por parte do grupo)

VOZ DE HOMEM: Já nos tinhas dito da não existência dum equivalente cósmico para o preservativo. E estamos todos grávidos. (Elias ri)

VOZ DE MULHER: ...(Pergunta comprida e inaudível)

ELIAS: Mas é isso que estais a fazer.

VOZ DE MULHER: ...(Continua, inaudível)

ELIAS: Sim.

VOZ DE MULHER: Elias, poderemos voltar à questão financeira? À noção do velho país estável, e aos valores e às questões da carteira e das finanças permanentes? Estou ciente de te teres referido ao ano de 2075 como a altura em que tudo terá...

ELIAS: Aproximadamente.

VOZ DE MULHER: Mas entretanto, e actualmente, não existirá nenhum sistema de orientação? Existirão alguns passos que possamos tomar que nos tragam segurança?

ELIAS: Parai de vos preocupardes! (Riso)

RODNEY: Quando eu era pequeno, a minha mãe dava-me dez centavos ao fim de cada semana e isso representava a minha mesada. Era esse tipo de mesada que eu... (Inaudível)

ELIAS: Mas que fareis com os vossos dez centavos quando eles deixarem de ter qualquer valor e mais ninguém os estiver a receber?

RODNEY: Isso seria terrível!

ELIAS: Mas e porque haveria de ser terrível? Não vos proporcionaria muito mais liberdade se não vos regulásseis pelo dinheiro?

RODNEY: Elias, eu estou apenas a tentar ser engraçado, mas tu estás a ser tão...

LYNDA: Terrivelmente sério! (Riem-se junto com o Elias a seguir ao que se gera um burburinho feito de comentários e perguntas)

RODNEY: ...(Inaudível) Quase não consigo imaginar.

ELIAS: Estou bastante ciente disso, mas estamos a debater isso justamente, que não conseguis imaginar nem conseguis abarcar o conceito, nem se trata duma rota que possais planear em termos concebíveis, que está a decorrer mas que não conseguis individualmente planear. Por isso trata-se duma questão de deixardes acontecer e de vos moverdes em conjunto com isso ao invés de irdes contra, e isso significa não vos preocupardes nem vos inquietardes com relação ao que falta.

RODNEY: Eu tenho vindo a praticar isso a minha vida toda.

ELIAS: E é uma questão de continuarem, só que agora de um modo diferente. Porque agora surge a aparência duma ameaça mas na realidade não existe. Percebeis a existência duma ameaça devido a que se trate duma mudança; Mas na realidade não existe ameaça nenhuma. Trata-se dum movimento precisamente no sentido do que desejais. Estais exactamente a gerar aquilo que quereis, mas achais-vos aterrados. (Riso)

JEN: Aquilo que me aconteceu, eu tenho uma vida maravilhosa, com todo o dinheiro e tudo o mais, mas eu sinto-me verdadeiramente assustada, até tremo de medo. Existe este imenso contracto e um excelente sucesso e nós estamos a começar mesmo a perder a cabeça. Mas também, toda a vez que nos acontece algo de bom não nos sentimos assustados?

ELIAS: Por duvidardes da realidade disso: "Não pode ser real por parecer demasiado excelente e nesse sentido, eu não mereço demasiada excelência. Apenas indivíduos especiais merecerão a excelência, não indivíduos comuns." Por isso, sois todos merecedores do extraordinário!

Sim?

VOZ DE MULHER: ...(Inaudível)

ELIAS: Sim, porque tudo o que fazeis se acha interligado. Já tive ocasião de o referir imensas vezes mas também tenho consciência de que muitos de vós a esta altura não compreendem completamente isso nem o reconhecem, porque entendeis a acção em termos de imagens e que elas podem incorporar diferentes tópicos ou diferentes tipos de imagética, mas isso não tem importância. Aquilo que as une é a vossa energia, além de que tudo o que empreendeis se acha interligado.

Por isso, se colocardes a vossa atenção na quantidade de calhaus que existem no vosso jardim, ou se a depuserdes na abundância de alimentos que armazenais na vossa despensa, ou notardes a quantidade de amigos com quem vos relacionais, ou a abundância de energia que incorporais quando gerais uma acção de que gostais genuinamente – não tem importância – isso cria energia. Quando criais energia que focais numa determinada direcção, isso é o que manifestais em todas as direcções. E derrama para outros tipos de expressão, tais como a do dinheiro.

Quando gerais uma forma de atenção contínua e vos concentrais na falta, tal como já referi imensas vezes: "Não tenho dinheiro que chegue; não tenho tempo de sobra; não tenho amigos; não tenho energia, não tenho leite suficiente, não tenho pão suficiente." Quando vos concentrais na falta também a criais, e criais sempre mais e mais carência, devido a que essa seja a energia que projectais.

Quando vos concentrais na gratidão e naquilo que tendes e no que estais a gerar e o admitis, isso dá lugar à criação duma energia completamente diferente, e a energia é chave pois consiste naquilo que IMPELE o que criais, pois atrai o que se lhe adequa.

DANIIL: ...(Inaudível)

ELIAS: Exacto, porque vós atraís aquilo que manifestais em termos de energia. Este é um dos elementos mais difíceis de reconhecer para a maioria, porque vós não vedes a energia e por isso não tendes consciência a tempo inteiro do que a vossa energia esteja a fazer ou da forma como esteja a expressar-se. É por isso que já referi imensas vezes que o melhor indicador da vossa energia consiste em prestardes atenção ao que estiverdes de facto a fazer e não necessariamente ao que estiverdes a sentir. Por vezes, aquilo que estiverdes a sentir pode relacionar-se, mas o sentir nem sempre é um indicador do que a vossa energia está a operar nem da forma como se está a expressar.

Sim?

CURT: Se aprendermos a criar sentimentos análogos ao que estivermos a experimentar, então à medida que formos aprendendo a criar esses sentimentos não criaremos isso em termos físicos?

ELIAS: Depende da situação e do indivíduo. Um indivíduo pode sentir-se bastante agitado ou entristecido e de facto estar a gerar uma energia bastante diferente que atrairá a si situações mais satisfatórias e mais prazenteiras.


CURT: O que é que sobrevém em primeiro lugar... (Inaudível)

ELIAS: Isso não é o sentimento. É a energia, e a energia não é uma sentimento. Sois capazes de sentir energia, porém, isso não é um sentimento. Geralmente, a energia que sois capazes de sentir expressa-se por intermédio de outro indivíduo ou alguma situação que envolva manifestações de vida. A maior parte das pessoas não consegue entrar em sintonia com a energia dos objectos. Alguns conseguem-no, mas a maioria não. Outras formas de energia inerentes a manifestações viventes tornam-se mais óbvias para todos vós, e conseguis senti-las com mais intensidade.

Nesse sentido, sim, se vos sintonizardes com a energia e a sentirdes haveis de proporcionar a vós próprios uma informação mais clara com relação a qualquer situação em particular, pois tereis consciência do que terá ocorrido (ou ocorrerá), e estareis conscientes daquilo que a vossa energia estiver a operar e do modo como participa nessa situação.

CURT: ...(Inaudível)

ELIAS: Isso representa escutar (prestar atenção) à vossa intuição, coisa que eu advogo.

Sim?

VERONICA: Elias, sinto que tenho como que... (Inaudível) Pegado ao corpo e que está a emitir camadas de ondas de energia que me distraem porque me levam a pensar por que razão isso me estará a acontecer, se estarei a deixar que as tuas palavras venham ao meu encontro ou se estarei a combate-las. Tratar-se-á duma situação de conflito ou da concentração do modo como me sinto, da minha consciência do corpo? Que poderei fazer? Será isso benéfico ou tratar-se-á apenas duma questão de o permitir?

ELIAS: Permitir. A distracção não é prejudicial. Tem ocorrido imensa distracção recentemente, e isso não é mau. Na verdade, pode tornar-se bastante benéfico, por vos permitir deixar de vos concentrardes naquilo que ainda não assimilastes. Por isso permite-vos não vos frustrardes e permite-vos que vos conforteis em meio à confusão ou em meio ao desconhecido.

Vamos fazer um intervalo e já voltaremos com as vossas perguntas.

INTERVALO (A duração da primeira parte da sessão foi de 1 hora e 18 minutos.)

ELIAS: Continuemos! Tendes alguma pergunta?

JOHN: ...(Pergunta alongada e inaudível)

ELIAS: É desconhecido para vós.

JOHN: ...(Continua, inaudível)

ELIAS: Sim, para as vossas experiências. Sim, tens razão.

RODNEY: Quando disseste isso, a primeira coisa que me veio à mente foi: "Que acontece quando o meu corpo se esvai?" Eles colocá-lo-ão no incinerador, mas nós ainda preservamos a memória, não é?

ELIAS: Essa é uma excelente questão. Permitam que passe a explicar. Quando escolheis o desenlace, ou quando morreis, ocorre um processo. Nesse processo vós gerais a escolha de vos desprenderdes desta realidade. Dais início a tal escolha e em seguida apagais-vos.

Agora; o que é suposto que esse apagão signifique é que, de certa forma vos apagais desta realidade mas ainda não penetrastes a realidade imaterial. Tal como referi previamente esse processo constitui um piscar de olhos literal para o indivíduo, mas na vossa noção de tempo linear leva aproximadamente duas semanas a concretizar-se.

Nessas duas semanas dá-se uma transição. A energia do indivíduo permanece nesta realidade por não ter ainda "piscado" para a realidade não física. Ainda não penetrou a realidade imaterial. Enquanto continua a permanecer nesta realidade, assimila toda a consciência do corpo, o qual permanece sem vida. O corpo é despojado da consciência. É percebido e pronunciado como morto, mas a energia, a essência, a atenção do indivíduo permanece e dá início ao processo de assimilação de toda a informação procedente da consciência do corpo, o qual assimila e com o qual se desloca rumo à consciência não física. Ela não se perde.

RODNEY: ...(Inaudível)

ELIAS: É.

LYNDA: Será isso o que queres dizer quando referes que aqueles que não escolhem transitar de imediato ou se despojam das crenças relativas à matéria - será por isso que elas continuam a gerar imagens físicas?

ELIAS: Não. Trata-se duma acção diferente. Assim que o indivíduo se lança na consciência não física – que nos vossos termos se traduz pelo acto da morte – e a sua atenção e essência deixam de se fazer presentes na vossa realidade física – período que, conforme já referi dura aproximadamente duas das vossas semanas mas não obstante representa um piscar de olhos para o indivíduo – uma vez tenha dado lugar a tal acção, geralmente o indivíduo não penetra de imediato na transição mas continua geralmente a gerar imagens objectivas físicas muito similares ao que estavam habituados no foco físico, embora com algumas diferenças.

Uma dessas diferenças é a de que o indivíduo passa a imaginar-se numa idade intermédia e não naquela em que se desprendeu. Também não recordará de imediato o seu falecimento, pelo que não recordará nenhuma das circunstâncias nem situações anteriores à sua morte. Se tiver contraído uma doença não se imaginará de imediato como vítima dessa doença mas imaginar-se-á saudável e operacional porque ele não recorda aquilo que criou para dar início ao processo da morte. Não obstante o tempo que tenha envolvido esse desenlace, ele não recordará isso. Mas também disporá de imagens objectivas relacionadas com aquilo que designaríeis como normal para ele, porém, dum modo mais agradável.

Por isso não sucederá qualquer conflito. Se o indivíduo criava conflito junto dos membros da família ou com os amigos, isso não se fará presente. Eles permanecerão em relação com as imagens desses indivíduos de um modo amigável e mais moldado pelos seus ideais. Mas não estarão verdadeiramente a relacionar-se com ninguém senão com as imagens que projectam de outros indivíduos. Por isso, não estarão a relacionar-se com a atenção de nenhum indivíduo que permaneça no foco físico.

Eventualmente, acabam por começar a notar certas discrepâncias na sua realidade e começam a notar que durante a relação que mantêm com esses outros indivíduos, com as imagens deles, não ocorrem surpresas e que a sua relação é sempre bastante previsível. E isso começa a fazer despontar a sua curiosidade e inquirição, e quando isso ocorre, o indivíduo geralmente começa a recordar o seu falecimento.

Quando recorda o falecimento pode escolher quer a transição ou continuar a criar imagética objectiva. Muitos escolhem continuar a criar imagética objectiva por tomarem consciência de efectivamente não estarem mais a participar no foco físico, razão porque, também se capacitam de serem capazes de manipular as suas aparências físicas com muito maior liberdade e facilidade. Começam a tomar consciência de serem capazes de criar imagens de caminhar por uma praia num determinado momento e com a mera alteração do pensamento podem criar o efeito de se encontrarem num outro país e serem capazes de experimentar um cenário completamente diferente.

Isso, para a maioria, torna-se excitante e divertido, e por isso, eles nem sempre escolhem dar início à transição. Porque em termos imateriais, as suas crenças sofrem um enorme relaxamento. Eles continuam a incorporar crenças mas elas são de tal modo relaxadas que passam a assemelhar-se mais aos vossos sonhos, e nos vossos sonhos podeis alterar a cena e mudar o cenário com bastante rapidez. Eles podem fazer isso em termos físicos, assim que reconhecem não estarem mais a participar no foco físico.

RODNEY: Isso soa como a derradeira experiência de projecção fora do corpo. (Comummente designada "astral")

ELIAS: De certo modo. E realmente, dum modo literal, devido a que não mais incorporeis um corpo! (Riso)

CURT: Teremos alguma oportunidade de relacionamento...? (Inaudível)

ELIAS: Existe, de dois modos. Quando o indivíduo tiver se desprendido do corpo e ainda não tiver recordado o evento da morte, ele é capaz de continuar a relacionar-se com aqueles que permanecem no foco físico. Podem tomar consciência daqueles que se acham no foco físico assim como das suas energias, e isso constitui um elemento que contribuirá para a recordação da sua morte. Assim que recorda esse evento e toma consciência de não mais se achar a participar no foco físico, ele é capaz de participar juntamente com outros que também não participam no foco físico e eles podem projectar energia para os indivíduos que permanecem no foco físico.

CURT: ...(Inaudível)

ELIAS: Sim.

VOZ DE HOMEM: Elias, esse período intermédio, esse local, terá alguma designação?

ELIAS: Não é um local. É aqui.

VOZ DE HOMEM: Mas, quero dizer, enquanto transição ou realidade física, em que consistirá o espaço intermédio?

ELIAS: Não se trata de nenhum espaço intermédio. A atenção do indivíduo, a sua energia, a sua essência permanece na realidade física. Não se desloca para um local diferente mas permanece nesta realidade.

Dir-vos-ei que, se um indivíduo me abordasse e me dissesse: "Estou a experimentar uma intuição que um amigo ou um membro da minha família faleceu e está morto, e acredito que ele não mais vive desde ontem." Se ele me pedisse para confirmar isso eu diria não ser assim. O indivíduo ainda não se desprendeu. O seu corpo pode estar morto, nos vossos termos, mas ele ainda não se terá deslocado ainda desta realidade.

Sim?

ELLA: Posso colocar uma questão relativa ao corpo? ...(Inaudível) Que acontece se o próprio corpo for eliminado em dois dias ao invés de duas semanas? (Inaudível)

ELIAS: Não, porque imediatamente após a morte da consciência do corpo, vós enquanto essências e a vossa atenção e a vossa identidade assimilam toda essa informação.

BILL: Elias, eu quero fazer uma pergunta sobre algo que me aconteceu. Usualmente nos meus sonhos eu escuto um toque de campainha de telefone. No trabalho detesto objectivamente telefones. Mas entendo que a campainha de telefone constitua um sinal; o sentimento é um sinal. Não consigo captar muito bem do quê... Mas estou a sentir sinais, emoções. Estarei no global a deixar de prestar atenção ao que me é comunicado ou haverá comunicações específicas a que não estou a prestar atenção? Porque me parece de tal forma real que se trata de alguma forma de sinal. Eu capto esse sinal; simplesmente não estou a atender a chamada. Não estou a obter a comunicação. Agradecia que me dissesses do que se trata.

ELIAS: Por certo. Estás a receber o sinal. A mensagem que não estás necessariamente a receber relaciona-se com a diferença e com a relação que estabeleces com as diferenças.

BILL: Em termos globais ou mais específicos?

ELIAS: Mais em relação aos indivíduos com quem te relacionas ao nível pessoal mas também de forma não personalizada.

BILL: Que queres dizer com "de forma não personalizada"?

ELIAS: Quando os outros participam em acções ou se expressam de formas particulares que diferem daqueles em que te expressas, a maioria tem a tendência para personalizar aquilo que eles fazem. Mas quando personalizais percebeis aquilo que o outro está a fazer como uma afronta a vós. Ele está a fazer-vos aquilo com uma intenção deliberada, mas em termos gerais, não está.

BILL: Dirias que eu faço isso a maior parte das vezes em relação à minha família? Não sinto que o faça com habitualidade.

ELIAS: Pois, e nesse sentido, quando personalizais em relação aos outros, dais lugar mais à criação duma explosão porque também gerais expectativas. Gerais expectativas com relação a vós próprios, passais a depreciar-vos e criais expectativas em relação ao outro: que ele devia fazer isto ou deixar de fazer aquilo.

Nesse sentido, como vós personalizais, a coisa vai mais além de TEREM que fazer ou DEIXAR de fazer isso; Torna-se igualmente uma expressão da razão porque não têm conhecimento disto, da razão porque não o reconhecem. "Este indivíduo conhece-me, desse modo porque razão terá de se expressar desta forma, sabendo que isso causará esta resposta da minha parte?" Mas o outro não está a causar uma afronta pessoal. Por isso, não entende desse modo.

BILL: Então porque será que compreendo isso em relação a todo o mundo excepto em relação à minha família? (Riso)

ELIAS: Porque esses indivíduos acham-se próximos a ti e tu tornas-te mais vulnerável a eles. Permites-te uma maior abertura em relação a eles. É por isso que afectam mais.

BILL: ...(Inaudível) (Riso) Obrigado, Elias.

ELIAS: Não tens de quê.

SANDRA: ...(Pergunta alongada e inaudível ligada à consciência do corpo)

ELIAS: Não.

SANDRA: ...(Continua inaudível)

ELIAS: Mas é, porque isso é o que está a assimilar ou, nos vossos termos, a absorver todas essas recordações.

SANDRA: ...(Inaudível)

ELIAS: Pois, precisamente.

SANDRA: ...(Inaudível)

ELIAS: De forma imaterial? É.

JEN: Tenho uma pergunta com relação a tornar-se mais sensível à energia. Tenho vindo a... (Inaudível) Jamais pensei no meu corpo como um veículo de comunicação desse modo.

ELIAS: Oh, mas é. A consciência do vosso corpo comunica continuamente convosco. Trata-se duma via poderosa de comunicação.

JEN: É difícil dizer se sou eu ou se alguma outra coisa. Como no dia em que a bolsa entrou em queda... (Inaudível) Tive que me afastar a fim de ficar só por algo se ter passado comigo... (Inaudível)

ELIAS: Quando experimentais essas vagas de energia, por assim dizer, é importante deterem-se por um instante e prestar atenção ao que estais a fazer, e procurardes distinguir se estais a comunicar com outra energia ou uma energia colectiva, ou se será a vossa. Quando vos podeis deter a procurar decifrar o que estais a fazer no momento, se não o relacionardes ao que estiverdes a experimentar e ao que estiverdes a sentir, em termos gerais será um indicador de estardes a comungar com alguma outra energia.

Com isso, podeis praticar a neutralização de outras energias. Quando sentis isso permiti distrair-vos. Um método efectivo através do qual podeis distrair-vos é por meio do uso da imaginação. Afastai a vossa atenção daquilo que estiverdes a sentir e da consciência do vosso corpo e permiti-vos empreender de modo efectivo a imaginação - por saber que sois bastante versados nisso e não ser demasiado difícil de fazer, apesar de o poder ser para alguns. Esse pode tornar-se um modo bastante efectivo por meio do qual podeis começar a neutralizar a energia e não permitir que vos inunda nem consuma.

KEN: Elias, isso resultaria no caso que mencionaste antes, em que a pessoa parte o bico do lápis e se sente avassalada e em que tudo parece desabar? Será também uma altura para a prática disso, para dar largas à imaginação, como um modo de me separar dessa sensação avassaladora?

ELIAS: Sim. A imaginação pode ser uma ferramenta excelente. Não se trata duma distracção poderosa apenas mas ao mesmo tempo pode tornar-se bastante inspiradora e impulsionar-vos rumo a novas direcções que não tão avassaladoras.

Sim?

CURT: ...(Pergunta inaudível relacionada com orientarmo-nos a nós próprios)

ELIAS: Dirigindo o foco da vossa atenção – que sois vós. Dirigir-vos intencionalmente, de facto é bastante simples, mas vós complicais isso de modo espantoso. Dirigir a vossa atenção é simples porque é simplesmente uma questão de ter consciência daquilo a que estais a prestar atenção, e de apurar se aquilo a que estais a prestar atenção efectivamente vos estará a afectar ou não no momento, o que, de facto, é bastante simples. Porque, muito daquilo que vos trás conflito e vos incomoda, aborrece, entristece e vos aterroriza não está directamente a afectar-vos no momento. É a possibilidade de PODER afectar-vos ou a ideia de VIR a afectar-vos, mas de facto não está directamente a afectar-vos no momento.

Esse é o cenário que expressei previamente, na situação em que vos deixais entristecer e cair nas malhas da ansiedade e da preocupação em relação ao dinheiro ou em relação a uma conta por pagar ou uma dívida. A percepção não é aquilo que está a ocorrer no momento. Não está nenhum monstro a dilacerar-vos a porta no momento e a arrastar-vos da vossa habitação para fora nem a atirá-los para a prisão, mas a ameaça percebida faz-se presente e é a isso que estais a prestar atenção: "Não hei-de ter a capacidade de o conseguir pagar." Isso não está a ocorrer. Trata-se duma questão de com simplicidade recordardes a vós próprios o que é que de FACTO está a acontecer no MOMENTO. Estarão os monstros à espera de me devorar? Não. Estarão os tipos a vir para me levar tudo o que tenho? Não.

Vós projectais tanto e deslocais-vos com habitualidade para fora do instante e do que de facto estais a fazer e a experimentar. Isso é o que vos cria a maior parte do conflito e ansiedade, e não o que efectivamente acontece.

ELLA: ...(Pergunta debruçada sobre eventos colectivos de desenlace durante a presente onda, inaudível)

ELIAS: Existe esse potencial.

ELLA: ...(Prossegue, inaudível)

ELIAS: Não tens de quê, mas pode nem sempre ser sob a forma da morte na vossa espécie... (Comentários e perguntas de novo perdidas pelo grupo na decorrência de conversa entrecruzada)

Pode nem sempre achar-se associado às mortes na VOSSA espécie como também o modo como isso vos pode afectar.



ELLA: ...(Pergunta inaudível mas aparentemente engraçada seguida de riso por parte da audiência)

ELIAS: As outras espécies são, de certo modo, uma parte de vós. Por isso, quando elas se desenlaçam, essa energia, num modo figurativo de falar, é reabsorvida por vós, mas não se trata duma perda menor como no caso do desenlace dum indivíduo ou, por assim dizer, a perda consiste na perda duma parte de vós que projectastes, que manifestastes, e desocupastes.

Não que seja responsabilidade vossa ou erro, porque as demais espécies, os animais, escolhem o próprio desenlace, todavia eles fazem parte de vós. Constituem uma projecção da vossa energia. Por isso, quando se desprendem torna-se semelhante a uma parte de vós a morrer.

VOZ DE MULHER: ...(Inaudível)

ELIAS: Para a maioria, dependendo daquilo com que contactam, deverá tratar-se dum sentimento de vazio sob variados graus, um sentimento de desapego, o qual se liga de igual modo a esta onda de comunicação. Porque, tal como referi, vós não existis em separado de tudo o que se acha na vossa realidade. Vós achais-vos intimamente interligados. Nesse sentido, importa dar atenção às comunicações existentes no vosso mundo que não estejam a ser expressadas por vós individualmente, mas se acham presentes. A vossa economia não é a única expressão global que está a sofrer alterações e mudança. Existe muito mais no vosso mundo que está a ser alterado e a que importa dar atenção.

Sim?

RODNEY: Corrige-me se estiver errado, mas eu penso que as pessoas que se preocupam com estas coisas, não somente com os ursos polares, mas com a existência de inúmeras espécies no planeta que se estão a extinguir numa escala regular, talvez mesmo em crescendo. Se isso for verdade e eles formarem uma parte de nós, no sentido de os criarmos, então a perda delas constituirá um movimento natural na Mudança, ou estaremos a prejudicar-nos de algum modo? Que significado terá isso?

ELIAS: É BASTANTE significativo, porque criastes um equilíbrio excepcional no vosso mundo, na vossa realidade, por meio do que tudo se acha interligado, tal como vos achais interligados a tudo o que se acha na vossa realidade. Aquilo que fazeis nas vossas experiências neste determinado ponto ondula, e vai afectar outros indivíduos na Sibéria. Não percebeis isso, mas isso ocorre. Aquilo que empreendeis nas vossas experiências não vos afecta apenas a vós e ao que se acha ao vosso redor, mas afecta toda a vossa realidade. Afecta o equilíbrio.

Um elemento altamente significativo desta mudança consiste em orientar-vos a vós próprios e em vos tornardes CONSCIENTES, em expandirdes a vossa consciência a fim de reconhecerdes e passardes a conhecer genuinamente como vos achais todos interligados, e que o indivíduo é importante e conta. Para além dessa importância, vós sois responsáveis por vós e, consequentemente, responsáveis por tudo o que criais, e vós criais a totalidade do vosso universo.

VOZ DE VOZ DE MULHER: (Inaudível)

ELIAS: Aquilo que vos estou a dizer é que vos deslocais rumo a uma maior conscientização. Não vos estou a dizer que devais deixar-vos avassalar com a responsabilidade pelo universo. O que vos estou a transmitir é a importância de vos conduzirdes a vós próprios e de prestardes atenção ao que fazeis, mas nesse sentido, sem pressionar mas permissão. Vós tendes vindo a pressionar há séculos, há milhares de anos, mas a direcção desta mudança não aponta no sentido da pressão. Agora é tempo de vos deterdes e passardes a tolerar.

RODNEY: Os cientistas andam a dizer que os bancos de coral existentes no planeta estão mortos. Como obtemos tal informação? Tratar-se-á duma evolução natural no sentido...?

ELIAS: Tratar-se-á duma evolução natural? Posso dizer que sim e que não. Se é uma evolução natural no que DESIGNAIS como natural em relação à função natural do vosso planeta? Não.

RODNEY: Será "mau", errado, algo que precise ser corrigido?

ELIAS: Se será mau, se será bom? Isso deve depender da percepção. Isso deve ser uma questão das vossas crenças individuais. Afecta? Com certeza. Estará a criar mudanças? Está. Será que muitos...

RODNEY: Será danoso para nós?

ELIAS: Pode tornar-se. Pode muito bem ser, e já está a ser. Mas essas são escolhas vossas. Dir-vos-ei que se continuardes no rumo em que tendes estado há milénios conduzir-vos-á à extinção? Não, não conduzirá. Mas poderá conduzir a um desequilíbrio no vosso mundo através do qual deixe de ser sustentável para vós? Esse é um tremendo potencial, mas a questão não está aí. Não se trata duma questão de destino ou fatalidade, nem de se predizer: "Se continuardes, acontecerá isto!" Não, a questão não reside nisso.

A questão está em tomar consciência da ocorrência de mudanças significativas que estão em CURSO actualmente. Elas já tiveram início mas cabe-vos a vós a decisão sobre como avançar. Deve proceder da vossa escolha o procedimento e o que fareis com as mudanças que iniciastes. Não se trata de entender que tudo está condenado e não vos restam recursos nem escolhas. Vós possuís imensas escolhas. Nesse sentido é apenas uma questão de expandirdes a consciência e de escolherdes aquilo em que se centram as vossas preferências e o vosso conforto, e de vos moverdes intencionalmente nessa direcção.

Cada um contribui para isso através das suas acções do dia-a-dia, e através de todas aquelas acções em que se sentem confortáveis ou desconfortáveis, a pela mudança da proporção do desconforto e através da atenção dada ao conforto, e desse modo através da mudança de energia.

Sim?

RICH: Noto parecer existir um padrão no pronunciamento com relação à pressão da energia como significando a energia dinâmica e masculina, ao passo que a concessão está mais ligada à feminina. Será isso correcto?

ELIAS: Sim, tens razão.

RICH: E a Mudança na Consciência afasta-se do masculino...

ELIAS: Sim, tens razão, mas eu já tinha referido isso desde o início deste fórum.

VOZ DE HOMEM: ...(Inaudível)

ELIAS: A concessão ou permissão não consiste em nenhuma não-acção. Permitir não é apenas existir sem incorporar qualquer acção. É incorporar acção mas permanecendo aberto ao que pode não pressionar ou pode não ser perspectivado no imediato.

VOZ DE HOMEM: ...(Inaudível)

ELIAS: É.

VOZ DE HOMEM: ...(Inaudível)

ELIAS: Sim, não se trata duma não-acção. Por isso não existe qualquer paradoxo.

BILL: A concessão não incluirá uma grande dose de confiança?

ELIAS: INCLUI. A confiança constitui um outro factor bastante significativo em todas estas direcções.

BILL: Nesse caso, isso deve incluir as expectativas. Se estiver a permitir, quando crio essas expectativas contrárias, o... (Inaudível) É confiança. Isso é o que eu espero; é a associação que faço. Por isso, o que quer que eu crie deve ser - permitir e ter confiança. Mesmo que isso não venha ao encontro àquilo que espero seja a direcção para onde quero ir...

ELIAS: Pode ser.

VERONICA: Anteriormente falaste sobre a imaginação e disseste ser bastante simples e efectivo. O quanto importante será enquanto ferramenta...

ELIAS: MUITO.

VERONICA: ...Para reverter o que acontece?

ELIAS: Muito. A imaginação consiste numa das vossas direcções e vias de comunicação.

VERONICA: Ela afectaria a minha realidade pessoal do mesmo modo, e, uma vez que nos achamos todos interligados, a permissão afectaria o todo?

ELIAS: Com certeza.

VOZ DE VOZ DE MULHER: ...(Inaudível)

ELIAS: Não é que uma preceda a outra. É no momento.

VERONICA: Elias, para voltar à imaginação. Será ela tão efectiva que possa representar uma mudança total ou uma paragem das tendências correntes?

ELIAS: É.

JEN: Tenho uma pergunta acerca de estabelecer a ponte... (Inaudível)

ELIAS: Pois. A ponte reside na concessão a vós próprios de expressardes a vossa própria capacidade de vos deterdes e de prestardes atenção às diferentes linguagens que os outros usam, ao invés de recorrerdes à utilização de os pressionar a falar a vossa linguagem ou de esperar que eles falem o venham a fazer; adoptar a habilidade de escutardes e de compreenderdes a sua linguagem.

Foi por isso que referi que aqueles que se focam no elemento do pensamento ou no elemento político haveriam de sentir muito mais dificuldade nesta onda além duma maior confusão e possível trauma. Nem todos incorporam a capacidade de servir de ponte. Nem todos são capazes de conseguir isso, porque as diferenças relativas aos focos facultam-vos capacidades distintas, e qualidades diferentes. Não sois todos iguais, e nesta onda em particular, esses não adoptariam a habilidade - na sua maioria - de servir de ponte, ao passo que aqueles como tu podem faze-lo, porque processais e assimilais e interagis de forma mais abstracta. Por isso podeis incorporar mais diferenças, maior quantidade de traduções. Sois capazes de traduzir mais dum modo diversificado.

Aqueles que se focam no elemento do pensamento ou no elemento político não incorporam essa faculdade de abstrair a fim de lhes permitir traduzir de um modo mais diversificado. São mais rígidos e em certos aspectos mais absolutistas, por serem mais literais. Aqueles que se focam no emocional ou no aspecto religioso são mais abstractos, e por isso incorporam uma maior flexibilidade na comunicação. É isso que lhes permite tornarem-se uma ponte, o que é significativo, porque isso é, nos vossos termos, bastante necessário nestes tempos.

VOZ DE VOZ DE MULHER: ...(Inaudível)

LYNDA: Eu estou contigo nessa coisa da ponte e do foco emocional. Escutar alguém que seja focado no pensamento e compreender genuinamente aquilo que diz - as pessoas precisam de ser compreendidas, é o que ressalta mais da minha experiência. Ao falar com um indivíduo focado no pensamento, eu sei aquilo que ele quer dizer e abrando e não dou muitas explicações por se tornar potencialmente confuso. Ajuda a abrandar e a escutar o outros. Não achas que apenas escutar a outra pessoa acalma a atmosfera automaticamente? Não precisamos declarar nada profundo. É somente escutar e fazer-se ouvir. Não me tinha apercebido disso até começar verdadeiramente a prestar atenção à necessidade de ser ouvido.

VOZ DE VOZ DE MULHER: ...(Inaudível)

ELIAS: Vós incorporais todos a vossa própria imagética e o vosso próprio simbolismo.

NATASHA: ...(Inaudível)

ELIAS: Sim, justamente.

DANIIL: ...(Inaudível)

ELIAS: Exacto, e também é aceitável que faças isso.

NATASHA: ...(Inaudível)

ELIAS: Mas tu fazes continuamente. Todos vós fazeis. Vós gerais muitas direcções diversificadas que parecem paradoxais, mas que na realidade não são. Nesse sentido, é apenas uma questão de aceitação de toda a vossa diversidade com o conhecimento de que, sim, neste foco incorporais os vossos próprios princípios e eles devem ser reconhecidos. Mas este é o elemento que na realidade pode permitir-vos aceitar mais a diferença, pois vós achais-vos interligados com essa diferença e não desejais opor-vos a vós próprios. Por isso, trata-se doutra forma de encorajamento para aceitardes e portanto, não vos opordes a essas diferenças.

ELLA: ...(Pergunta longa e inaudível)

ELIAS: Isso é uma possibilidade, mas haveis de descobrir. Haveis de inventar.

VOZ DE VOZ DE MULHER: Elias, disseste que havemos de descobrir. E disseste que a Mudança, em outras dimensões, se acha já realizada.

ELIAS: Não em outras dimensões. A Mudança é...

VOZ DE VOZ DE MULHER: Oh, nesta.

ELIAS: Pois.

VOZ DE VOZ DE MULHER: Noutra faixa temporal já terá ocorrido.

ELIAS: Certo.

VOZ DE VOZ DE MULHER: Assim, as imagens da morte, a reversão do que está actualmente a ocorrer não se fará presente em algum lado? Ou ainda precisará ser descoberto?

ELIAS: Está presente e não está presente. Acha-se presente no futuro, o qual ocorre em simultâneo agora, mas não se acha presente na vossa realidade.

RODNEY: Já referiste isso umas quantas vezes, fizeste-o em relação ao tsunami próximo à Índia e à Indonésia, e penso que o terás declarado noutra ocasião, quando... (Inaudível) Faleceu, com ou sem consciência de estar a ceder energia à Mudança. É quase como algumas das coisas sobre que temos estado a falar, como a possibilidade de significativo despovoamento no planeta nos próximos quinze anos. Actualmente já temos progressos significativos no Iraque, e o furacão Katrina e noutros sítios, mas eu tenho estado a reflectir sobre a mecânica dessa cedência de energia, sobre como isso operará e o que é que fará. Existirão uns quantos grupos de indivíduos...

ELIAS: Não.

RODNEY: ...Ou tratar-se-á apenas de indivíduos singulares?

ELIAS: É.

RODNEY: Como é que isso acontece? Que é que envolverá?

ELIAS: Depende da expressão. Tal como com o tsunami, a intenção não era a de continuar a contribuir para as energias que estavam a opor-se, o que fazeis tanto individual como colectivamente. Depende de como se acha a situação colectiva e quanto à contribuição de energia para a Mudança.

RODNEY: Poderá ser idêntico ao que aconteceu no Iraque? Penso que terão morrido 100 mil pessoas nos últimos anos. Será semelhante? As pessoas dirão: "Vou deixar de me opor"?

ELIAS: Não, elas opõem-se, e estão a enfatizar isso. Estão a enfatizar a oposição.

RODNEY: E quando procedem desse modo estarão a ceder energia à Mudança?

ELIAS: Estão, porque elevam a consciência.

RODNEY: Elevar a consciência será sinónimo de cedência de energia à Mudança?

ELIAS: É.

Muito bem. Vou expressar-vos um enorme apreço por todos vós, e ficar na expectativa do nosso próximo encontro. Estendo-vos um grande encorajamento a cada um, e ficai certos de que a minha energia far-se-á presente e vós continuareis. (Riso) Na despedida lembrem-se: não se preocupem! A todos, com um espantoso sentimento de afecto, au revoir.

GROUP: Au revoir, Elias.

(A duração total da sessão foi de 2 horas e 30 minutos.)

©2008 Mary Ennis, Todos os direitos reservados.



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