sexta-feira, 19 de agosto de 2011

PERCEPÇÃO - AUTORIDADE - AQUECIMENTO GLOBAL



SESSÃO #2364
“Percepção”
“A Questão do Aquecimento Global”
“O Sistema de Autoridade dos Governos e a Emancipação do Indivíduo”
“Auroras Boreais”
Sábado, 06 de Setembro de 2007 (Privada/Telefone)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael) e Ben (Alexi)

ELIAS: Boa tarde.

BEN: Olá, Elias.

ELIAS: Que vamos debater?

BEN: Eu tenho algumas perguntas a colocar-te. Eu li algumas transcrições que versam sobre a mudança que o mundo e a sociedade estão a atravessar e sempre senti uma forte ligação à criação de coisas por uma vertente científica. Já procurei descobrir métodos a fim de contactar a minha parte superior... (inaudível) a minha criatividade, assim como modos específicos de trabalho semelhante ao de Nicola Tesla e àquilo que ele descobriu como a iluminação procedente da energia, a energia livre, etc. Eu senti há vinte anos poder vir a desempenhar um papel a nível mundial com base nisso, por essa causa, no que toca à expansão da minha criatividade em conexão com a compreensão da razão. Mais no tocante ao que tenha sido possível tanto no caso do Tesla como de outros...

ELIAS: Mas, que estarás especificamente a empregar em termos de rumo, em relação a isso?

BEN: Estou voltado para a mudança da sociedade. Sempre senti (vontade) de nos libertar do modo como produzimos energia eléctrica ou da forma como a sociedade se foca no que diz respeito à energia, por parecer terem sido descobertas possibilidades mas que ainda não implementadas. Mas mais em concreto, ultimamente tenho vindo a sentir interesse pela compreensão duma forma de tirar proveito da energia existente no mundo, por via da transformação, para a utilizar de um modo que a sociedade deixe de depender da energia do petróleo. As pessoas temem o aquecimento global e a luta pelo petróleo e a guerra e tudo o mais e eu sei existirem outras vias de acesso à energia que existe no exterior, e percebo o que... (inaudível) guiar para uma grande descoberta que parece representar uma solução para isso, o que me leva a sentir uma forte ligação à causa. Por isso, desejava compreender mais, mas não sei que papel desempenhei nisso, só que sempre senti fortemente ter desempenhado alguma função. Não estou certo.

ELIAS: Mas podes muito bem... dependendo das opções que tomares, e do modo como escolheres perceber. Vou-te dizer que um dos elementos significativos de tudo isso se acha envolto na percepção. A percepção constitui uma chave muito importante, especialmente no campo das ciências, apesar de ser importante em qualquer área. Mas é um dos elementos que impõem obstáculos ou bloqueios em muitas das vossas ciências, por não ser considerada como a função importante que representa. Na realidade, desempenha um dos papéis mais importantes, só que não é encarada dessa forma na comunidade científica, o que dá lugar a situações em que as pessoas ficam bloqueadas nos métodos tradicionais e nas formas de pensar tradicionais, além de não vos permitir qualquer expansão.

Quando compreenderdes o poder que a percepção encerra e o modo como literalmente cria – literalmente – toda a vossa realidade e tudo o que ela encerra, e a forma como tudo opera nela, podereis passar a manipular com maior eficácia, em relação a qualquer assunto, como o da energia e o do aquecimento global; essas são expressões de massas, actos colectivos, mas cada indivíduo é significativo. Esse é um dos elementos que está a sofrer alteração com esta mudança - o reconhecimento do significado e da importância que o indivíduo desempenha e a influência que os indivíduos exercem tanto pelo que empreendem como pela energia que projectam, por gerar um efeito de propagação. Por isso, as energias de cada um podem afectar a situação de outros que se achem bastante afastados da sua realidade.

Em relação à questão do aquecimento global, não nego que colectivamente não estejais a gerar alterações significativas na vossa atmosfera, pelo que estais a implementar mudanças significativas não só no vosso mundo como na vossa realidade, forçando-a desse modo a uma mudança. Em relação à energia e à percepção, torna-se importante reconhecer que a energia eléctrica traduz-se pela expressão de emissão enquanto a energia magnética traduz a força aplicada por indução e é interior. Por isso a energia eléctrica é expressada exteriormente enquanto a energia magnética é expressada interiormente. Esse é um ponto significativo porque toda e qualquer manifestação existente no vosso universo está associado à forma como expressais tanto exterior como interiormente. Porque vós produzis tudo, e isso não está separado de vós. Essa é a razão porque se acha tão intimamente associada à percepção, porque a percepção representa a face exterior - a expressão eléctrica da expressão subjectiva e magnética interior; a expressão eléctrica constitui o aspecto objectivo.

E nesse sentido, quando passardes a admitir o equilíbrio de ambos esses aspectos e os moverdes em harmonia sem os separardes como entidades distintas, por assim dizer, vós descobrireis segredos. A maioria das pessoas encara o aspecto eléctrico como distinto do magnético e como duas expressões diferentes mas na realidade não se acham separadas constituindo antes funções distintas duma mesma energia. E eu já referi que o Todo (Tudo o Que Existe) no vosso universo e no vosso planeta se move no quadro desse princípio – existe o aspecto interior e o exterior; e o aspecto interior, no vosso planeta, afecta o exterior do vosso planeta. O movimento gerado interiormente afecta o movimento exterior, mas isso é tudo afectado pela energia expressada por cada um de vós. O vosso planeta não se acha separado de vós; sem vós, não existiria planeta nenhum. Apesar dos cientistas expressarem que o planeta surgiu em primeiro lugar, vós sois consciência, sois essência e já existíeis antes do planeta e trouxeste-lo à existência, assim como criastes muitíssimos estágios associados à sua existência, e muitos tipos distintos de percepção associados à sua existência, pelo que o remodelastes de acordo com as determinações da percepção colectiva, pela colectividade. Do mesmo modo que usais uma percepção colectiva em relação aos outros planetas, razão porque eles vos reflectem essa percepção. Se colectivamente perceberdes ser impossível sustentar vida sem a existência de água isso é o que passareis a implementar; essa passará a ser a vossa “realidade”. Na realidade, não é impossível criar vida sem água, mas quando gerais essas percepções e as investis dum carácter tão absoluto, isso é o que passa a ter lugar, e como passa a ser o que tem lugar, a maioria não sente a menor motivação para o questionar, ou para questionar para além dos seus parâmetros.

As capacidades que possuís nesta realidade são tremendamente mais vastas do que já tereis descoberto; vós incorporais a capacidade de produzir expressões e manifestações extraordinárias para além daquilo que podeis actualmente imaginar – e a vossa imaginação já consegue estender-se bastante longe, actualmente.

Também te recordo que os factos são passíveis de mudar. Não existem absolutos. E a ficção, especialmente a ficção científica, é mais exacta do que o que percebeis que os factos sejam, actualmente. A imaginação é real. O que quer que possais imaginar já foi experimentado. Se o podeis imaginar, isso já terá tido expressão e corresponderá a uma realidade. Mesmo naquilo que percebeis como fantasia – pode não se expressar necessariamente na vossa dimensão física mas tem expressão numa área qualquer da consciência e é real, além de na vossa própria realidade se poder prestar à inspiração: cavalos mitológicos, tartarugas voadoras, dragões voadores, sereias; tudo isso poderá parecer fantástico mas é bastante real; apenas não faz parte da vossa realidade material. Só que, como têm realidade, prestam-se à inspiração.

Deixa que te diga que já conversei com outro indivíduo que se acha bastante envolvido no campo das ciências e da física. Na realidade eu interajo com muitos indivíduos dessa esfera. Mas um em particular incorpora um fascínio por auroras, como fonte de energia, mas eu já tive ocasião de reportar a esse indivíduo que as auroras estão muito para além do que já calculastes que sejam até ao momento, por envolverem energias provenientes de outras dimensões e envolverem um trepasse que produz uma mistura de energia da vossa dimensão com a energia proveniente de outras dimensões, que efectivamente estabelece um portal que pode ser atravessado...

BEM: Santo Deus!

ELIAS: Sim. Isso também se acha associado ao aspecto eléctrico e ao aspecto magnético, ao interior e ao exterior, e ao intercâmbio equilibrado que se gera entre ambos. (tosse) Mas o factor da percepção é o mais importante porque, na realidade não existem absolutos. E não existindo absolutos, o que quer que penseis constituir um absoluto é passível de mudar. Mesmo as equações que vos parecerão inalteráveis, tais como a da velocidade da luz, ou mesmo a função da luz, ou a função do tempo. Elas não constituem absolutos e são passíveis de se dobrarem, pelo que são passíveis de mudar.

BEN: Esse é o meu trabalho... (Inaudível) Eu observo essas coisas. A ciência tradicional não nos fornece explicações para o que percebo situar-se fora desse contexto. Eu sempre senti não existirem absolutos e uma das frustrações que sinto assenta no facto de sentir que até mesmo a percepção que tenho precise mudar de forma a perceber coisas espantosas... (Inaudível) Se não estarei ainda, ao contrário, para lá da... (Inaudível)

ELIAS: Não. Isso requer unicamente um indivíduo, meu amigo. Olha para o teu mundo e para os diferentes factos que isso apresenta. Usemos o exemplo do peso e da ideia da dieta. Um indivíduo é capaz de criar o conceito de acreditar genuinamente obter êxito e pela força com que gera tal percepção essa energia é transmitida às massas e é aceite por essas massas. Um indivíduo é capaz de proceder a uma descoberta e com a mesma força com que confia nela e tem fé nela - sem duvidar, nem duvidar das vastas implicações que ela abriga - mesmo que esse indivíduo não seja capaz de as perceber ainda, mas tem conhecimento íntimo de que a sua descoberta pode envolver vastas implicações que se propagarão, ao que as massas responderão.

BEN: E isso é a forma como em relação ao aquecimento global se torna numa coisa que (inaudível)...

ELIAS: É!

BEN: O trabalho que a ciência apresentou para a questão do aquecimento global, não creio que represente uma ciência pura mesmo em relação ao tradicional sentido da ciência, e apresenta defeitos que indicam uma motivação mais política que parece conduzi-la mesmo nesse aspecto.

ELIAS: Exacto. Concordo.

BEN: E isso deixa-me frustrado, de certa forma.

ELIAS: Mas diria que não está a ser apresentada às massas de um modo que as habilite ou lhes confira emancipação ou as motive a implementar acções, a gerar respostas, porque quando apresentais o que parece ser um desafio desconforme que envolva um tremendo sentido de ameaça isso deixa de se tornar factor de inspiração e passa a assustar. E quando as pessoas se sentem assustadas batem em retirada. E quando não lhes propondes resoluções viáveis com as quais se sintam investidas de poder e de autonomia elas tornam-se desmotivadas. Quando usais um só indivíduo e lhe dizeis: “Tu és capaz de gerar a diferença se começares a reciclar e não usares certos produtos, e se não usares veículos.” Isso não apresenta a capacidade de habilitar as pessoas no vosso mundo nos dias que correm, porque aqueles que colhem essa informação começarão a gerar a associação de que a participação que têm não se revela suficiente, não é significativa e revela-se irrealista, além do facto de que presentemente os métodos de transporte que usais no vosso mundo são o que são, e os veículos que usais usam o combustível que utilizam. Mas, tens razão, a tecnologia para gerar diferentes tipos de veículos - mas vós só vos direccionais para veículos motorizados que se movem no solo, e não para tipos de veículos que se movam no mar ou aéreos, que também se prestam ao uso de massas de pessoas em quantidades massivas. O indivíduo não reconhece o poder que lhe assiste no modo como pode participar e como essa participação se pode tornar eficaz, e nisso, concordo contigo em que as vossas máquinas políticas influenciam grandemente esse desinvestimento, MAS isso requer unicamente um indivíduo que tenha uma ideia nova com uma compreensão da percepção e do poder que lhe é outorgado por essa via, por ser fonte de motivação.

BEN: Eu pensei muito mais em relação aos veículos e em particular neste aspecto da ciência em que estamos a tropeçar, como o Tesla descobriu em relação à obtenção de energia para consumo e como dotar os veículos motorizados duma energia autónoma. Se isso tivesse sido descoberto mas surgisse outro indivíduo e descobrisse a mesma coisa, pareceria que tivesse sido suprimido em benefício daqueles que desejassem explorar o petróleo e...

ELIAS: Absolutamente! Mas deixa que te incentive, meu amigo. Um outro factor que esta mudança de consciência comporta é o significado de que o indivíduo se acha investido e a capacidade de se orientar por si do indivíduo e o desinvestimento da sua emancipação que a autoridade imprime. E isso na realidade já está a ocorrer por todo o lado; as pessoas estão a tornar-se mais emancipadas na orientação pessoal que dão à própria vida e apresentam uma menor vontade - a uma escala massiva - de aceitar cegamente as sugestões apresentadas pelos governos. Vou-te dizer, em associação a esse mesmo tema, posso apontar-te o facto de que, apesar de alguns indivíduos - um punhado deles - tenham tido consciência do crescimento que essa situação tem tido, e do significado que comporta, as massas na sua maioria não têm tido consciência disso. E nesse sentido, no contexto do vosso tempo, apesar de alguns indivíduos já terem obtido consciência disso há quase um século, as massas começaram a tomar consciência disso somente nestes últimos cinco anos. E isso gerou uma diferença espantosa.


BEN: Parece que apesar de nestes últimos anos de mudanças as coisas se tenham tornado mais favoráveis à guerra, ao aquecimento global que assusta as pessoas, e pareça que as pessoas não consigam dispensar a forma como as coisas... (Inaudível) e têm maior dificuldade em captar quem se mantém no controle e os movimentos conservadores. Parece que quanto mais dificuldade apresentam em compreender... (Inaudível) Parece estar aqui mas não sei onde.

ELIAS: Absolutamente! Está aqui. É só uma questão de ser percebido, o que traduz o propósito desta mudança na consciência, porque nesse sentido, tal como já referi em relação à questão que apresentaste, o vosso século anterior foi passado a montar esta mudança de consciência, e representou o elemento subjectivo desta mudança, o elemento subjectivo - ou magnético. Este século representa a sua inserção objectiva. O século anterior deu lugar a grandiosas ideias e ideais e a uma grande capacidade inventiva. Este século está a dar lugar a uma grande capacidade de orientação pessoal e à importância que os indivíduos possuem e no reconhecimento de que nenhum indivíduo está acima ou está investido de autoridade sobre outro indivíduo, e todo o indivíduo possui tremendas capacidades de criação, e estão a decorrer muitíssimas acções com esta mudança que a consciência está a sofrer em que isso está a ser bastante realçado pelas manifestações da juventude na vossa realidade que estão a brotar do modo objectivo desta mudança. Podeis percebe-lo nas vossas crianças, que deixam entender muito a considerar em relação ao valor, eles são diferentes, não são como vós fostes. Eles têm consciência de se estarem a orientar a si próprios. E embora muito de vós, enquanto adultos, possais perceber que as condutas que eles apresentam possam constituir um desafio, a razão porque tendem a tornar-se num desafio deve-se ao facto deles se estarem a orientar a si próprios e terem consciência disso, e não terem vontade de receberem orientação alheia.

BEN: Mas é mais do que aquilo que as crianças são, que está a mudar-lhes o sentido que têm no sentido que têm daquilo que são.

ELIAS: Absolutamente! Eles estão a manifestar de modo diferente e com uma maior consciência e com um conhecimento em relação ao facto de estarem a orientar-se a si próprios, e não sentem a menor vontade de ver isso comprometido, mas incorporam um conhecimento inato que pode ser comprometido por uma energia de oposição e não sentem vontade de se direccionar por tal tipo de direcção. E agredir representa igualmente uma energia de oposição, e eles não têm vontade de dar lugar a isso.

BEN: Parece que isso venha a conduzir a que o sistema centralizado dos governos, o domínio mundial, ou da consciência das pessoas, dos seus cérebros, parece não mais tomar esse rumo.

ELIAS: Exacto. E as vossas crianças hão-de tornar-se úteis no processo de alteração disso ao se orientarem pela sua vontade. Vou-te dizer, meu amigo, que o propósito desta mudança, a qual constitui um evento da origem, consiste em permitir-vos adelgaçar os véus da separação expandindo desse modo a vossa realidade, expandindo as vossas capacidades e a consciência que tendes e permitindo-vos efectuar muito mais por moldes mais alargados. Vós estais até mesmo a diluir os véus de separação existentes entre a realidade física e outras áreas da consciência, a adelgaçar esse véu de separação existente entre o que designais como “vivo” e “morto”.

BEN: Há muito tempo um amigo meu deu-me a Jane Roberts a ler e isso mudou-me completamente a forma como encarava a vida e o mundo e desse modo... recentemente a Mary... (inaudível) recebi isso com um choque por sempre ter pensado ser possível e isso levou-me a pensar de modo diferente do das outras pessoas e é simplesmente estupendo... (inaudível) nos meus modos específicos de compreender a realidade, a natureza da minha realidade, e a existência de outras partes do que eu próprio faço, noutras dimensões, e desejar poder aceder a parte mais significativas da consciência que tenho, de modo a mudar... Esse é o meu objectivo.

ELIAS: Mas tu podes mudá-la. Podes, com toda a certeza. E as pessoas estão a proceder a isso, é apenas uma questão de vos focardes, e como já estás consciente, é uma questão de reconhecerdes não importar o tipo de método que utilizeis, por eles constituírem apenas pontos centrais no vosso acesso à energia, o que vos proporciona informação, em razão do que podeis incorporar muitos e variados métodos que vos propiciem essa informação. Tu podes empregar o exercício da concessão de visualizações em que não as estejas a orquestrar. Permite-te empregar um profundo relaxamento mas sem te deixares adormecer. Com isso poderás começar a estabelecer uma finalidade, como desejares contactar uma informação específica, ou desejares contactar a concepção que outro indivíduo tenha do mundo, ou os depósitos de energia que tenha deixado a fim de obteres informação, acto esse com que não tentarás orquestrar essa visualização mas permitindo que se desenrole por si própria, permitindo que se apresente a si própria. E mesmo que inicialmente pareça fragmentada, não a desvalorizes. E poderás anotar o que geras em tais visualizações e começarás a ver apêndices, começarás a reconhecer como as peças do puzzle começarão a encaixar, e isso passará igualmente a validar-te as tuas próprias inspirações e os teus próprios rumos.

Tu referiste a observação de dotar os veículos de uma fonte de energia que parece provir de fonte nenhuma. Isso é bastante possível. A energia acha-se presente em toda a parte. O facto de a não poderdes ver torna-se irrelevante porque tudo é constituído de energia, até mesmo o ar. Tudo é composto de energia. Vou-te dizer que uma outra razão porque a ciência se torna assim tão confusa deve-se ao facto da existência dum elemento básico que ainda não consegue abarcar. Vós existis numa realidade física; consequentemente, isso pode ser investigado nas manifestações físicas – de vós próprios e de tudo o que tem existência no vosso universo. Também sois consciência, só que a consciência não traduz coisa nenhuma mas uma acção. As coisas são criadas a partir de coisa nenhuma, mas a origem das coisas não constitui coisa nenhuma mas sim um movimento, é uma acção.

BEN: E a acção, a presença... (Inaudível) Não sei como explicá-lo...

ELIAS: Todas as coisas são consciência. Pode ser uma cadeira, ou uma partícula, não tem importância. São consciência; manifestações materiais da consciência. A própria consciência não constitui uma coisa mas uma acção. Quando envolveis essa acção em certos componentes e criais espaço e configurais o tempo seja de que forma for, essa acção pode traduzir-se pela existência das coisas. Quando os físicos procuram provar a consciência, tentam faze-lo em termos duma coisa, uma coisa que gera acções; só que o que acontece é o oposto daquilo que estão a explorar. É uma acção o que cria as coisas... E aqui é onde o elemento da percepção entra em consideração, por constituir o componente do que é gerado pela acção que resulta na criação da manifestação das coisas.

BEN: A percepção cria.

ELIAS: Sim. Porque vós criais a configuração do tempo por intermédio da percepção; criais a configuração do espaço por intermédio da percepção. A percepção é o catalisador objectivo que é criado pela acção e que vos permite criar o aspecto material.

BEN: Faz sentido.

ELIAS: Quando as vossas partículas desaparecem, elas não desaparecem necessariamente para um sítio.

BEN: Alteram a sua natureza...

ELIAS: Podem alterar, só que não necessariamente. Podem deixar de existir como uma coisa, por retornarem à acção...

BEN: Retornarem à energia...

ELIAS: ...e se tornarem numa acção ao invés duma coisa. Isso de facto traduz uma acção que todos levais a cabo com bastante frequência, apesar de oferecerdes a vós próprios o que pensais ser explicações lógicas de perderdes coisas ou de as mudardes de lugar quando na realidade as fazeis apenas desaparecer...

Pensais ter mudado o objecto de lugar ou perdido o objecto mas efectivamente tê-lo-eis feito desaparecer e voltado ao estado duma acção (efeito de onda), ao invés da manifestação pelo que ele passa a ter existência em termos de consciência, como uma acção, só que não tem existência em termos de coisa.

BEN: Como as coisas que mantenho na consciência e não mais possuo... (Inaudível)

ELIAS: Mas, se configurardes a energia correctamente e manipulardes a percepção sem o factor da dúvida, podeis voltar a manifestá-las.

BEN: Só que isso requer a ausência de dúvida... (Inaudível) (Elias responde que sim) Isso soa a um desafio... (Inaudível)

ELIAS: Mas podeis. Vós podeis admitir as crenças que incorporais e que expressais e ter igualmente consciência de que isso pode não representar necessariamente um impedimento. Cada crença comporta muitíssimas influências pelo que é apenas uma questão de escolherdes a influência que desejais empregar numa situação particular qualquer.

BEN: Isso está ligado a outra coisa em que tenho estado a pensar. Como é que... o que muitos outros cientistas dizem me destrói e me influencia o trabalho e me invalida o que estou a fazer ao dizerem que isso não pode ocorrer. Ainda sou eu que permito isso, eu posso permitir que a sua dúvida me influencie.

ELIAS: Podes permitir.

BEN: Assim como posso repeli-lo.

ELIAS: Podes. É escolha tua. O facto de o aceitares ou não invalida o rumo que a tua percepção toma, a menos que o permitas. A tua percepção é igualmente real e válida, e por isso, pode igualmente ser comprovada do mesmo modo que a deles. É apenas uma questão de não permitires que as expressões dos outros não te invalidem as tuas, porque eles não te podem invalidar. Tu és quem te pode invalidar por intermédio da aceitação das sugestões que apresentam. Por isso vós não tendes limites, meu amigo.

BEN: Isso também me abre... (Inaudível) a purifica a mente. Eu sempre senti uma forte ligação com o meu avó que não conheci muito bem... (Inaudível) e mais recentemente eu retirei-me dos programas de computadores e cruzei-me com este trabalho, e sempre tentei pensar nas coisas duma forma bastante lógica mas descobri que isso era um tanto limitado, e que a lógica ainda... (Inaudível) e tentei afastar-me disso mas ao mesmo tempo, o meu avô, quem eu desejava ter conhecido melhor... (Inaudível) muito disto explica, muito disto faz sentido... (Inaudível)

ELIAS: A lógica pode revelar-se útil em associação com os princípios que defendeis. Mas também se pode revelar limitada. A racionalidade pode tornar-se útil em associação com as vossas directrizes, mas também se pode tornar limitada. Porque existem algumas expressões na vossa realidade que desafiam a lógica e a racionalidade. E eu próprio  constituo uma dessas expressões! (Ri)

BEN: (Ri) Então, como é que o encaras em termos de falta de lógica? Essa é a minha lógica!

ELIAS: Ah ah ah ah ah ah ah! Existem muitíssimas ocorrências no vosso mundo que não podeis explicar duma forma racional nem lógica, mas que não obstante são reais, quer sejam ou não passíveis de ser explicadas. É uma questão apenas de sairdes do convencional.

BEN: As pessoas costumam falar em pensar em termos não convencionais... (Inaudível) a certa altura depois de ter escutado isso decidi não pensar em termos convencionais e tentei aplicar isso... (Inaudível) E se nos enquadrarmos na esfera do convencional como poderemos, antes de mais, falar por nós próprios?

ELIAS: Mas isso é o que tu fazes. Esses são os limites da ausência de absolutos e do inaceitável, que não possibilitam a expansão, coisa que, duma forma significativa traduz o que está a ocorrer nesta altura, no vosso mundo. Vós estais a corrigir a avaliação que estabeleceis em situações de massas tal como já expressei desde o começo deste fórum: virá a dar-se - e já está a ocorrer trauma associada a esta mudança - por estardes a cortar caminho por entre território não cartografado, e estardes a alterar vastos aspectos da vossa realidade. Não estais a criar nenhuma utopia! Não estais a eliminar crenças! Não estais a alterar o projecto desta realidade! Mas estais a mudá-lo duma forma dramática e estais a mudar a energia. E isso produz dor. E nisso as pessoas tentam agarrar-se àquilo com que estão familiarizadas, mas o desafio está em que o que era familiar não mais tem cabimento.

BEN: Eventualmente isso virá a falhar porque mais pessoas virão a...(Inaudível)

ELIAS: Exacto. E deixará de ter cabimento.

BEN: Uma transformação da percepção na sociedade mudaria isso duma forma ampla. Será por isso que algumas pessoas reagem de modo violento ou entram em guerra ou em competição por causa de coisas, agarrando-se às suas crenças... Referes-te a todas essas coisas ou...?

ELIAS: Antes do seu término? Sim. Mas, quanto mais opuserdes resistência a vós próprios, mais tomareis consciência do seu vigor. Mais vos sentireis motivados a empregar novas orientações. E isso está a ter um crescimento tremendo.

BEN: Já passou uma hora.

ELIAS: Muito bem, meu amigo. Fico fascinado na antecipação do nosso próximo encontro e da continuidade do nosso debate subordinado. Ah ah ah ah ah.

BEN: Obrigado.

ELIAS: Expresso-te um tremendo apreço e continuarei a estender-te a minha energia e encorajamento nas tuas novas aventuras. Ah ah ah ah.

BEN: Obrigado.

ELIAS: Com um carinho enorme, meu querido amigo, au revoir.

BEN: Au revoir.


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