sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A REALIDADE DAS DIFERENÇAS



SESSÃO #2272
“A Realidade das Diferenças”
“Reduzir a Verdade a UM Denominador Comum Significa Decepção Certa”
Quarta-feira, 17 de Maio de 2007 (Privada/Telefone)
Participantes: Mary/Michael e Vivienne
Tradução: Amadeu Duarte

ELIAS: Boa noite.

VIVIENNE: Boa noite.

ELIAS: (Sorri)

VIVIENNE:  Deus do céu, ultimamente tenho vindo a passar por um período agreste, mas penso que seja produtivo... Ah, estou a começar a reconhecer um monte de imagens, penso eu, o que tem vindo a dar-me uma impressão que tem que ver com temores, com muitos dos medos que abrigo. Mas talvez em especial aquele que tem que ver com o facto de sermos uma pessoa desagradável e aquele, penso... tenho vindo a sentir-me de tal modo assustadora que não consegui dar seguimento à sessão que tinha originalmente agendado para Sábado. Bom. (Suspira) Mas agora que já ultrapassei isso e acredito estar a reconhecer... o que a imagética esteja a indicar... gostava de ter a tua ajuda para passar além e pôr isso para trás das costas, se fazes o favor.

ELIAS: Mas, que foi que descobriste?

VIVIENNE: Bom, deixa cá ver. (Murmura e suspira) As minhas notas... Certo. De que constarão esses medos. (Riso nervoso)

ELIAS: Quais exactamente?...

VIVIENNE: Quais exactamente?... (Riso nervoso) Muito bem. Bom, existe o medo de não ser aceite, e penso que isso seja o que eu própria seja, porque tento cozinhar e limpar, dentro dos moldes aceitáveis, e sinto este receio de perder o controle e de me tornar vítima e de me expor a mim própria e de ficar oprimida e com dores pelos casos repetidos por tais problemas... (Inaudível) comportamentos, por causa do incidente repetido das avarias no meu carro que de cada vez exigiam uma reparação adicional, mas penso que isso também encerre uma mensagem adicional, no sentido de deixar de forçar, e de dar início precipitado ao projecto de limpeza da casa através do qual me forço demasiado, e depois... (Inaudível) outro ligado a todas as obrigações que sinto para com a família... (Inaudível) em relação à razão porque a minha mãe... (Inaudível) e ao facto da atenção que ela... (Inaudível) e com as mágoas relacionadas com a família do meu marido, o que nos sugere uma crise... (Inaudível) e depois medo de não escolher e de ser influenciada por forças exteriores... 

(Inaudível) por causa da aparente aleatoriedade... (Inaudível) por não compreenderem as coisas e ficarem aborrecidos e aterrados (Suspira)... (Inaudível) Também sinto dores no peito, que penso estejam relacionadas com a ansiedade... (Inaudível) e os fármacos que tomo por alturas do meu período... (Inaudível) Por isso penso que constitua um medo relacionado com questões ligadas à saúde, que me preocupam e me levam a sentir fora de controlo. Isso foi o que detectei ultimamente...

ELIAS: Deixa que te recorde que a tua energia reage de um modo que se podia assemelhar ao de um poderoso magneto, magneto esse que projecta em todas as direcções ao teu redor. Tu constituis o centro desse magneto assim como a sua fonte. Quando projectas energia – coisa que fazes a cada instante da tua existência – qualquer que seja a energia que projectes é expressada em todas as direcções ao teu redor. É um tanto semelhante a uma bolha, por assim dizer, a rodear-te, cuja superfície constitui o elemento magnético, e que atrai aquilo que se lhe adequar a partir de qualquer direcção ao teu redor.

Por isso, o que quer que estejas a expressar no teu íntimo, esse magneto irá tratar de encontrar o que quer que se lhe adeqúe e de o atrair a ti. Essa é a precisão com que a energia atrai. Nesse sentido, se estiveres a dar lugar a desvalorização pessoal ou a temor, haverás de apresentar a ti própria situações de desvalorização ou experiências de medo porque, tal como já tive ocasião de referir com o exemplo que tracei do duende, esse magneto em que consiste a tua energia não distingue o bem do mau, confortável nem desconfortável. Ele procura unicamente equiparar o que estiveres a expressar, o que te proporcionará imagens do que estiveres a fazer. O que na realidade se revela bastante eficaz; pode não ser necessariamente confortável mas é altamente eficaz por te fornecer uma noção, a todo o instante, do que estiveres a fazer.

Mas também te direi, tal tenho vindo recentemente a dizer a outros, que vós sabeis mais e tendes consciência de mais do que o que pensais. E nesse sentido, o que tende a tornar-se difícil ou num obstáculo é o facto automático de não fazerdes caso do que tendes consciência e do que tendes conhecimento, como ter consciência de certos actos e não os ignorardes necessariamente mas colocá-los de parte e escolherdes outras acções independentemente do que conheceis, tal como no exemplo hipotético do indivíduo que pode gerar desconforto na sua consciência do corpo, talvez ocasionando dor.

Ele tem consciência de estar a experimentar dor e como tal não a ignora necessariamente, mas talvez receba um convite para um passeio junto com outro indivíduo, e a despeito de ter consciência do facto da consciência do seu corpo estar a gerar dor ou desconforto, pode ignorar a consciência disso e esse conhecimento e escolher concordar em ir passear com ele, por se sentir na obrigação disso. Ou sentir que seja inaceitável ou inadequado recusar.

Por isso, faz vistas grossas à dor e opta por levar a cabo a acção que irá reforçar a dor e agravá-la ainda mais. Esse tipo de acção ocorre com bastante frequência com as pessoas na vossa realidade por gerardes associações relativamente a certas expressões tais como expectativas e obrigações e formas de conduta correctas e incorrectas, e ao que se apresente como aceitável ou não, ao que seja apropriado ou não, em razão do que, independentemente de fornecerdes a vós próprios comunicações e de terdes consciência delas, e saberdes que as ignorais e escolheis voltar-vos no sentido dessas outras expressões, com o que, passais a projectar um tipo particular de energia.

Esse tipo de energia é caracterizado por oposição por vos estardes a opor a vós próprios. Deixais de dar ouvidos aos comunicados que recebeis e aos vossos conhecimentos e optais por vos ocupardes de escolhas que habilitam tal oposição a vós próprios, em consequência do que, essa passa a ser a energia que passais a projectar, e essa energia busca no exterior toda a expressão ou imagem que condiga com ela. E se continuares a expressar essa energia ela continuará a ser produzida e a identificar diferentes tipos de imagens e de expressões que venham a condizer com essa energia. Essa é a razão porque expressei que tal imagética é abstracta porque, podeis expressar um tipo de energia e podeis atrair a vós centenas de diferentes tipos de experiências que condigam todas com essa energia. Elas podem todas parecer superficialmente bastante diferentes por natureza mas de facto todas incorporam um denominador comum por se acharem todas imbuídas duma energia comum.

Essa é a razão porque se torna importante ter consciência do tipo de energia que estiveres a expressar. Ora bem; tu estás a começar a tomar consciência do tipo de energia que estás a expressar por te teres permitido identificar várias expressões de temor e de obrigação e isso ser significativo (Vivienne chora) por te permitir identificar várias expressões de temor e de obrigação e isso é notório por te permitir reconhecer: “Ah, esta é a energia que estou a projectar!” Desse modo poderás produzir uma clareza de compreensão da razão porque apresentas essa imagética a ti própria, em relação ao que estás a fazer.

O passo seguinte - agora que dispões dessa informação - consiste em te permitires dar lugar a escolhas diferentes. Não as escolhas que automaticamente se sobreponham, mas definires escolhas que te permitam passar para uma posição mais confortável em relação a ti própria. Nesse sentido, serás capaz de propor algum exemplo relativo a uma forma de temor que sintas presentemente, ou que reconheças presentemente?

VIVIENNE: Bem. O maior que eu... (Inaudível) o reconhecimento que me magoam... (Profundamente emocionada)... (Inaudível) O medo que sinto do que dizem ou do que pretendem transmitir com os comportamentos que assumem, que me confirmem que eu seja inaceitável... Por isso, para mim esse é o maior temor que sinto.

ELIAS: Muito bem. Bom; vamos primeiro empregar uma avaliação diferente. De que modo te percebes a ti própria?

VIVIENNE: De que modo me percebo a mim própria?

ELIAS: Sim.

VIVIENNE: É essa a pergunta?

ELIAS: É. Elimina tudo o que possa proceder do exterior ou de todo e qualquer indivíduo. De que modo te percebes, ou vês a ti própria?

VIVIENNE: Vejo ser uma pessoa generosa, compassiva, uma pessoa que mostra interesse, inteligente, uma pessoa dotada dum conhecimento específico, uma pessoa... que... como é que se diz... imbuída dos propósitos duma pessoa de bem. A intenção que me preenche é a de me tornar numa pessoa de bem

ELIAS: Muito bem. E percebes ser uma pessoa observadora, perspicaz?

VIVIENNE: Sim, percebo, sim. Penso que noto um monte de coisas em relação às pessoas e que sou capaz de sentir, penso eu, as coisas, apenas escutando-as e mesmo observando-as consigo descobrir um monte de coisas que estejam a pensar e a sentir e o que esteja a acontecer sem que o verbalizem. Por isso diria ser uma pessoa minuciosamente...

ELIAS: E...

VIVIENNE: ...observadora, porque sou interessada...

ELIAS: E não te...

VIVIENNE: ...no que as pessoas dizem.

ELIAS: E não te perceberás como uma pessoa atenta?

VIVIENNE: Sim, gosto de escutar as pessoas por estar interessada no que dizem. Por isso, escuto o que têm a dizer e gosto de ouvir as suas histórias e gosto do que me dizem em relação às suas vidas, preocupo-me com as diferentes experiências que experimentam.

ELIAS: Muito bem. Bom, o que te vou dizer é que a percepção que tens de ti própria, a estimativa que apuras está correcta. Também te direi que todo o indivíduo com quem tem deparas na tua existência na presente realidade haverá de expressar uma variação de ti própria em grau variável. E no contexto disso, a percepção que tenham de ti varia. Nenhum outro indivíduo com que te deparas te perceberá precisamente no modo em que te percebes a ti própria. Mas a variação dessa percepção que tenham de ti torna-se bastante similar e olhar-te-ão quase do mesmo modo, com algumas variações, como tu te percebes a ti própria.

E por toda a vossa existência nesta realidade hás-de apresentar a ti própria indivíduos que te percebem de forma bastante similar àquela por que te percebes a ti própria. Fazeis isso com naturalidade a fim de validardes a veracidade da própria percepção que tendes de vós próprios. Mas também hás-de apresentar a ti própria indivíduos que incorporarão percepções bastante distintas de ti.

Ora bem; isso é-te propositadamente apresentado de um modo desdobrado em duas partes: uma, como um reflexo de ti própria para obteres consciência do tipo de energia que estás a projectar, e a outra como uma representação da realidade das diferenças e permitir-te que eventualmente reconheças que a validade da percepção dos demais não diminui nem altera a validade da percepção que tens. Não é questão de se estar certo ou errado. Não é questão de estardes constantemente a equiparar a percepção que tendes, nem é uma questão de um indivíduo estar absolutamente certo e outro estar absolutamente errado. É uma questão de cada um de vós estar certo em si mesmo segundo a expressão da própria percepção que tem; o que não quer dizer que tenha razão em relação ao outro.

Essa é a chave, o elemento fundamental que tanto pode responder pela admissão da harmonia e do conforto, como pode dar lugar a um tremendo conflito e à dor porque, se passardes a pensar que todas as formas de percepção devam equiparar-se para que a verdade possa resulta, ou para se instaurar a rectidão, a probidade, aí endereçais-vos no sentido da dor e do desapontamento. Se fordes capazes de vos orientar no sentido do reconhecimento de ser bastante possível que cada indivíduo esteja certo naquilo que expressa – sem que, com isso esteja necessariamente certo em relação a vós – podereis começar a deixar de vos sentir ameaçados pela percepção que apresentem. Porque é isso o que provoca o desconforto, a mágoa, o medo e a ansiedade; é a ameaça de que a percepção deles esteja absolutamente certa e desse modo possa invalidar a vossa. A percepção do outro está certa para ele! Por corresponder à percepção que tem e traduzir a sua realidade. Isso não quer dizer que seja verdade.

VIVIENNE: Nesse sentido, será por isso se ajustar ao seu propósito? Será por isso? Que a percepção que tenham, a ideia que albergam, constitua o seu propósito?

ELIAS: Sim.

VIVIENNE: Está bem.

ELIAS: Por se achar associado ao próprio cumprimento de valor e ao seu avanço e àquilo que apresentam a si próprios. Mas a realização do sentido de valor não se expressa necessariamente através do conforto nem da alegria; as pessoas geram um grave mal-entendido no que respeita à ideia da realização do sentido de valor, e mesmo em relação ao próprio termo “valor”, porque dependendo do propósito de cada um, o propósito que um indivíduo tenha de explorar uma determinada coisa pode necessariamente não ser o de explorar a alegria. (Vivienne soluça comovida) E pode efectivamente ser o da exploração das experiências ligadas à diversidade das expressões da vitimização.

VIVIENNE: (Chora)

ELIAS: Por isso, torna-se importante reconheceres sempre que estiveres a gerar estimativas dos outros; e que distingas as tuas directrizes das formas de conduta que apresentem, por as directrizes deles serem distintas e influenciarem e orientarem os comportamentos que assumem. E devido a que a realização do sentido de valor deles possa estruturar-se de modo bastante diferente; e de um modo que poderás perceber como causador de mágoa ou falta de consideração ou mal-intencionado em relação aos teus princípios, pelo que pessoalmente jamais expressarias tal comportamento de modo idêntico, que desse lugar à expressão de tal forma de conduta, só que testemunhas outro indivíduo a assumi-lo segundo os ditames da percepção que tem, e que em associação com os princípios que abriga pode não perceber isso como uma desconsideração ou causa de mágoa ou má intenção.

Pode mesmo perceber a conduta que tenha como instrutiva ou educativa. Pode mesmo gerar a percepção de estar a servir de auxílio – enquanto tu o percebes como algo destrutivo. Nisso reside a questão. Essas são as diferenças de percepção patentes e elas apresentam-se bastante reais e bastante válidas só que permanecem diferentes, e o factor importante a ter em conta é que, independentemente das diferenças que as caracterizam, elas não te invalidam a percepção.

A percepção que tens de ti é tão igualmente certa quanto a percepção de qualquer indivíduo. A percepção que tens deles é igualmente acertada quanto a percepção que têm de si mesmos, a qual pode ser diferir completamente. Nenhuma delas deixa de ser válida; E com isso podes permitir-te deixar de comparar, deixar de questionar, e permanecer no conforto da própria percepção que tens. Percebes que cometas actos que sejam propositadamente mal intencionados em relação aos outros?

VIVIENNE: Não, de todo!

ELIAS: Percebes agir de um modo compassivo e atencioso?

VIVIENNE: Sim, absolutamente!

ELIAS: Percebes que expresses, nos comportamentos que apresentas, uma conduta carinhosa e compreensiva?

VIVIENNE:  Sim. (Desata a chorar)

ELIAS: Nesse sentido, se isso corresponder ao que estás a fazer, que será que te sugerirá o contrário, além da percepção do outro indivíduo? Mas que tens tu que ver com a percepção que ele abrigue? Tens consciência do que fazes, tens consciência do comportamento que assumes – tu estás a empreender isso! Estás a experimentá-lo; estás a empregá-lo.

Por isso, não importa que a percepção do outro possa diferir e possa apresentar-se bastante válida, por não alterar o que estás a fazer; não altera as experiências que fazes, por serem experiências que te dizem respeito. Não altera o que és nem o que fazes. Isso permanece na mesma; permanece como uma constante; o perfil que possas ter na percepção do outro indivíduo pode variar sobremodo, mas ele está a filtrá-lo por meio dos próprios princípios, das próprias crenças e das expressões que assume. E todos vós fazeis isso com toda a naturalidade. Essa é a intenção de vos permitirdes genuína e intimamente relacionar e familiarizar convosco próprios e apreciar aquele que sois, produzindo desse modo um vigor nesses alicerces que não podem abalar a estrutura do teu ser.

VIVIENNE: (Chora de forma ininterrupta)

ELIAS: Quando outro indivíduo expressa: “Tu ontem cometeste um acto que é completamente inadmissível e uma total falta de consideração, e eu acredito que tenhas assumido esse tipo de comportamento”, tu poderás permanecer nesses alicerces do conhecimento de ti própria e poderás admitir isso que ele exprima, com conhecimento íntimo da tua experiência ser válida e adequada para ti, e permanecer inalterada. O outro indivíduo incorpora uma percepção distinta, que ele produz por se equiparar às directrizes que formula e sustenta.

VIVIENNE: Está bem...

ELIAS: Tu proporcionaste a ti mesma um volume considerável de informação, e com essa informação torna-se-te possível formular escolhas e expressões que te beneficiem e que te permitam expandir, independentemente das escolhas encetadas pelos outros.

VIVIENNE: Isso é verdadeiramente bom!

ELIAS: AH, AH, AH, AH, AH!

VIVIENNE: É bom de verdade. Eu desejo de verdade ser assim!

ELIAS: Ah, ah, ah, ah.

VIVIENNE: Meu deus... (Ri)

ELIAS: Ah, ah, ah, ah, ah. Deixa que te diga, minha amiga...

VIVIENNE: ... Peço desculpa!?

ELIAS: ... Deixa que te diga, relativamente ao teu felino, que valido a avaliação que fizeste como bastante acertada porque, vou-te dizer conforme já referi anteriormente, as criaturas servem de excelentes reflectores por não incorporarem essa confusão das crenças nem as associações que vós incorporais, enquanto humanos; elas não comparam, elas não obedecem, nem se opõem naturalmente, pelo que te posso dizer que, mesmo quando a criatura empreende o acto do que interpretais como um combate, ela não se está a opor, mas a gerar um acto natural, e não é motivada pelas crenças que comportam a fúria; elas apenas expressam actos naturais...

VIVIENNE: ... Se ele ao menos deixasse de fazer o serviço no chão, tudo bem, porque isso é uma verdadeira loucura. Oh meu deus, eu não quero mais caca pelo chão. É terrível. Mas de certeza que é para atrair a minha atenção.

ELIAS: Ah, ah! Sim, e eu dir-te-ei que se te permitires relaxar e deixar de te opor a ti própria, e deixares de expressar tal aspereza para contigo própria, nem te voltares no sentido de tentares eliminar, a tua criatura haverá de produzir algo mais adequado e parará de agir desse modo.

VIVIENNE: Então, ao procurar eliminar, estou a tentar livrar-me das crenças? Será isso o que queres dizer?

ELIAS: Quando tentas afastar, estás a procurar eliminar uma expressão qualquer.

VIVIENNE: Por estar a afastar os temores, neste caso?

ELIAS: Sim. Esse é um outro exemplo de “passar por cima”. Tal como já expressei previamente, quando produzes a consciência ou o conhecimento de alguma expressão no teu íntimo e a ignoras, estás a tentar afastar isso, e com tal tentativa estás a produzir uma tentativa de eliminação...

VIVIENNE:  Certo.

ELIAS: ...ao invés de o reconheceres: “Sim, isto acha-se presente, sim, tenho consciência disto; sim, estou a expressar-me deste modo”, e não tentas afastar. Isso permite-te descontrair e passares a formular novas opções porque se não estiveres a tentar afastar passas a admitir toda uma abertura que te inspirará a formular novas opções - modos diferentes – por te permitires de facto perceber o que estás a fazer e o reconheceres e expressares para contigo própria: “Sim, é isto o que está a ocorrer, sim, isto é o que estou a fazer, sim, não me sinto verdadeiramente confortável com esta situação, por isso, que será que poderei fazer para me sentir mais confortável?” Mas se estiveres a afastar e a procurar eliminar, o que passarás a eliminar serão todas as opções que te poderão inspirar novas escolhas, por estares a sobrepor-te e desse modo deixares de empregar esse aspecto de ti própria a fim de descobrires novas escolhas...

VIVIENNE: Certo.

ELIAS: ...passas a assumir reacções automáticas

VIVIENNE: ... (Inaudível)

ELIAS: Ah, ah, ah, ah.

VIVIENNE: Está bem.

ELIAS: Além disso, minha amiga, é igualmente significativamente importante porque, aquilo que faz é permitir-te familiarizar-te mais com o facto de não te desvalorizares automaticamente, porque quando notas: “Oh, estou a gerar esta acção de novo”, muito bem, não mais se torna necessário ficares irritada contigo própria nem desapontada contigo própria nem aborrecida contigo própria por reconheceres simplesmente, “Muito bem, estou de novo a empregar esta acção. Ora bem, que opções poderei utilizar que me permitam passar a expressar algo que aprecie ou com o que me sinta mais confortável? Quando procuras eliminar, o que de facto eliminas são essas opções. Porque essas opções não te terão ocorrido, por não te estares a permitir tal inspiração. Tu não estás a eliminar o que é fonte de desconforto para ti, (Vivienne soluça) estás a eliminar o modo através do qual poderias alterar aquilo que é desconfortável para ti.

VIVIENNE: Certo. Tenho que... (Inaudível)

ELIAS: Ah, ah, ah, ah.

VIVIENNE: ... Posso colocar outras perguntas?

ELIAS: À vontade.

VIVIENNE: Da última vez... (Inaudível) na minha última sessão, eu perguntei-te acerca dos focos passados... (Inaudível)

ELIAS. Parabéns!

VIVIENNE: O quê?

ELIAS: Parabéns!

VIVIENNE: (Ri) Bem, eu ainda não obtive a confirmação, mas não entendo...

ELIAS: Ah, ah, ah.

VIVIENNE: ...só obtive nomes... E por isso, estes outros nomes, no meu caso eu obtive Madame de Pompadour... John Constable, o pintor, e Edouard Riou, o pintor francês.

ELIAS: Eu diria que estás certa...

VIVIENNE: Que excitante! A sério!? Ena pá... Também obtive... Gengis Kan para o meu pai adoptivo, certa vez.

ELIAS: Ele é essência observadora, mas eu dir-te-ia que ele dispõe dum foco na qualidade do que designaríeis como um soldado pertencente ao exército desse indivíduo.

VIVIENNE: Ah, está bem. Obrigado. Uma vez mais, eu só obtive um nome, quando estava a pensar nele... (Inaudível)

ELIAS: Mas isso é um começo. Por isso é que te felicito uma vez mais.

VIVIENNE: ... (Inaudível)

ELIAS: Ah ah ah. Muito bem. Isso é completamente admissível.

 VIVIENNE: Também tive um sonho acerca do meu marido... o irmão mais velho dele era pai dele, ah, havia outro, ele tinha um irmão que, penso que é um amigo da família actualmente, mas o meu marido tinha uma deformação. Ah, mas eles cuidavam dele, só que existe um outro elemento, uma mistura relacionada com ele, duma certa gratidão por ele, mas também ressentimento por ele ter... E tive a impressão de eu estar presente.

ELIAS: Sim.

VIVIENNE: Em que século será isso? No século dezassete?

ELIAS: Sim.

VIVIENNE: Ah, está bem. Bem, o meu marido... (Inaudível)

ELIAS: Ah, ah, ah.

VIVIENNE: ... É tão interessante...

ELIAS: Ah, ah, ah.

VIVIENNE: Ena, é incrível!

ELIAS: (Sorri)

VIVIENNE: E as dores no peito e a sinusite... Estará isso relacionado com o temor ligado aos problemas de saúde?

ELIAS: Está.

VIVIENNE: De o contrair... em particular juntamente com a ansiedade e a aflição, é claro.

ELIAS: Sim, tens razão.

VIVIENNE: Está bem. Bom, restam-nos dois minutos mas penso que já abrangemos todas as situações...

ELIAS: Ah, ah.

VIVIENNE: Fico muito agradecida, mas preciso pensar no assunto, tenho que trabalhar a coisa... (Inaudível)


ELIAS: Muito bem. Fico na antecipação disso. E estendo-te o meu encorajamento contínuo. (Sorri)

VIVIENNE: Tu deste-me aquele vidro... (Inaudível)

ELIAS: Sim.

VIVIENNE: ...que era suposto representar uma celebração... (Inaudível)

ELIAS: Sim.

VIVIENNE: Ele contém um pequeno soldado... a sensação com que fico é que fosse para o meu pai.

ELIAS: Exacto.

VIVIENNE:  Tu e o meu pai ainda se encontram desaguisados actualmente?

ELIAS: Ah, ah, ah, ah. (Vivienne ri)

VIVIENNE: Se estiverem diz que eu perdoo-te. (Ri)

ELIAS: Uma expressão muito curiosa. Ah ah ah ah. Mas entendo o que estás a querer dizer.

VIVIENNE: Bom, havia de ser bastante divertido se tu e o meu pai estivessem... (Inaudível)

ELIAS: Eu diria que sim.

VIVIENNE (Ri)

ELIAS: Ah, ah, ah, ah. Muito bem, minha querida amiga, endereço-te um enorme apreço e um grande reconhecimento pelo teu avanço e expresso-te um grande carinho, até ao nosso próximo encontro, au revoir.

VIVIENNE: Adeus.


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