terça-feira, 9 de agosto de 2011

PERDA DE CONFIANÇA - RELACIONAMENTOS



Sessão  1846
“Perda da Confiança em Ti”
“Relacionamentos”
Sábado, 18 de Setembro de 2005 (Privada/Telefone)
Participantes: Mary (Michael) e Anónima (Zuzzanna)
Tradução: Amadeu Duarte


ELIAS: Boa tarde!

ANÓNIMA: Boa tarde, Elias. Como estás?

ELIAS: Como sempre, e tu?

ANÓNIMA: Eu encontro-me bem, obrigado. Estou tão excitada por estar a conversar contigo! (Elias ri) Espero entender o acento que utilizas!

ELIAS: Ah ah ah! Mas, de que vamos tratar?

ANÓNIMA: Bom, eis a coisa. Primeiro... (omitido por pedido) pelo menos é o que penso. Não sei qual seja o meu nome da essência. Tinha esperança que mo revelasses.

ELIAS: Muito bem. Nome da essência, Zuzzanna.

ANÓNIMA: É bonito! Desconheço quais sejam as minhas “credenciais”, mas gostava igualmente que mo revelasses.

ELIAS: Que impressão tens?

ANÓNIMA: Não sei, por ainda não ter lido as transcrições todas, como é óbvio. Já li algumas, pelo que sinto que já te conheço. Mas ainda não tive tempo de apurar essa coisa da família e aquela por de alinhamos nem nada disso. Não faço a menor ideia acerca disso, mas vou ler isso na transcrição. Não tenho problemas com isso. Mas se me disseres quais sejam, aí passarei a reconhece-lo assim que o ler!

ELIAS: (Ri) Família da essência, Sumari; Família por que alinhas, Vold.

ANÓNIMA: Isso é tudo quanto precisava saber, a família da essência e o  alinhamento. E a orientação?

ELIAS: Orientação, comum.

ANÓNIMA: Obrigado. Agora vou-te dar conta daquilo de que gostava de debater contigo, está bem?

ELIAS: Muito bem.

ANÓNIMA: Antes de mais, gostava de te dizer que tenho vindo a estudar a manifestação e o poder do eu superior faz ano e meio já, e por vezes, entendo a coisa na perfeição; Mas aí, sem uma razão apropriada, tão logo manifesto algo – usualmente à velocidade da luz, quando consigo estabelecer sintonia com o meu eu real - começo a temer perder isso, ou ser unicamente capaz de manifestar até determinado ponto, ou que talvez não seja assim tão boa a manifestar, etc. E perco a fé que tenho em mim, a minha confiança, e caio numa depressão que só piora toda a vez que isso ocorre.

O principal, na verdade, assenta no relacionamento que tenho com o meu amado, M. Eu adoro-o tanto, e ele também me diz que me ama. Mas essencialmente ele assusta-se facilmente, por já ter sido magoado anteriormente, pelo que temos vindo a manter esta situação de contacto e de afrouxamento do contacto, já há três anos. Mas após ter estudado as tuas transcrições subordinadas ao tema do relacionamento, eu apliquei os princípios que lá figuram e actualmente as coisas parecem ter sofrido um estímulo exactamente nas últimas três semanas. Nós avançamos realmente muito, ele e eu, pelo que me sinto verdadeiramente satisfeita. Mas aí de novo, eu pretendia saber de que modo poderei continuar a confiar em mim de modo a não o perder de novo, como hei-de efectivamente entrar em sintonia comigo própria e manter essa sintonia sem a perder. Além disso, também gostava de saber porque razão faço isso, de qualquer modo.

ELIAS: A razão porque te voltas para a desvalorização de ti própria e também para a falta de confiança pessoal ou para a dúvida, reside no facto de te distraíres em relação a ti própria. Além disso, isso é influenciado pela projecção da tua atenção no passado ou no futuro.

Agora; nesse sentido, todos vós, na realidade física, incorporais uma percepção que inclui memória e uma certa antecipação ou projecção do futuro. Esse é o modo por que normalmente funcionais. O que acontece no caso da maioria que dá lugar ao emprego de conflito e confusão, medo, frustração, dúvida, desvalorização, é que o indivíduo projecta a sua atenção no passado e no futuro para total exclusão do momento. É tremendamente importante e significativo empregar a atenção no agora, estar presentes convosco próprios.

Estar presente consigo próprio não distrai da interacção com os outros nem em relação ao acto de lhes prestardes atenção, mas também vos posiciona a atenção simultaneamente em vós próprios e no momento. Esse é o aspecto mais significativo do contínuo reforço da vossa confiança e permissão de intencionalmente manipulardes a vossa energia de modo a criardes aquilo que quereis.

Em associação com os relacionamentos, torna-se importante que continuamente foqueis a vossa atenção em vós e no que quereis expressar, e não no que quereis DA PARTE do outro indivíduo. Isso apenas coloca em marcha um tremendo potencial para o desapontamento. Porque, quando a vossa atenção se move na direcção do que quereis, DA PARTE do outro, vós passais a gerar expectativas, e as expectativas automaticamente projectam uma energia de ameaça. Por isso, o outro indivíduo automaticamente apreende e recebe essa energia como uma ameaça. A resposta que der pode ser expressada de muitos modos diferentes, mas o mais provável é que venha a constituir uma resposta que perceberíeis como negativa ou de oposição.

Nesse sentido, falando em termos gerais, a maioria responde à ameaça apresentada em termos de energia por intermédio da defesa, a qual também consiste numa energia de oposição. É igualmente significativo teres consciência de ti própria e se ESTÁS a projectar uma energia de defesa. Tal como já referi, a defesa consiste numa forma de oposição. Consequentemente, se estiveres a expressar uma energia defensiva e o reconheceres, também podereis ter consciência de estar a projectar uma energia de oposição, o que vos permite uma oportunidade de alterardes essa energia e criardes uma de cooperação ao invés de oposição. Mesmo que estejais em desacordo com o outro, o acordo não constitui nenhum requisito para a cooperação.

Nesse âmbito, posso-te referir que existem vários exercícios que poderás empregar que se poderão tornar benéficos a fim de te recordar o facto de permaneceres presente contigo própria e de manteres a tua atenção no momento. Nesse sentido, a prática destes exercícios permitir-te-á familiarizar-te com a aplicação da atenção no agora e encorajar-te-á igualmente a manifestares um maior apreço por ti própria. Se te valorizares, passarás a projectar um tipo de energia que se tornará consideravelmente atractivo em relação aos outros, e a reacção que eles possam evidenciar a esse tipo de energia ser a de quererem associar-se a ti, porque os indivíduos gravitam rumo ao que quer que percebam como atractivo.

Nesse sentido, posso-te sugerir que podes empregar, várias vezes ao dia,
o acto de reconheceres alguma realização ou façanha que tenhas obtido nesse dia. Não importa que avalies essa realização como muito ou pouco significativa. A intenção reside em notares e em te reconheceres e efectivamente admitires as tuas realizações, a despeito do que compreendam. Esse é um exercício que te será útil e encorajador no sentido de prestares atenção ao que estiveres a fazer durante o dia. Posso igualmente dizer-te que também se te pode tornar significativo gerar, pelo menos duas vezes ao dia, algum tipo de apreço pessoal.

ANÓNIMA: Tal como...?

ELIAS: Não importa. Pode ser o facto de manifestares apreço pela cor dos teus olhos. Podes manifestar apreço pelo tamanho dos teus pés; podes manifestar apreço por uma energia particular que tenhas expressado durante o dia; por algum acto que tenhas empregue. Não importa o que seja. A intenção reside no facto de produzires uma valorização genuína em relação a algum elemento teu. Isso é importante. Já geras apreço pelo outro indivíduo. Agora torna-se importante que te passes a apreciar em igual medida. Isso reforçará em ti o teu sentido de valor pessoal, e reforçará a confiança em ti própria, o que também se tornará benéfico ao fazer-te manter a atenção no momento, o que é significativo.

Nas alturas em que reconheceres ou notares que a tua atenção está a ser projectada e que estás a focar a atenção no outro para exclusão de ti própria, nessas alturas não de desvalorizes. Confirma unicamente estares a reconhecer que isso é o que estás a fazer, e por momentos faz com que o outro indivíduo desapareça. Isso auxiliar-te-á a focalizar novamente a atenção em ti. Também te permite um momento de paragem e a criação duma acção de hesitação intencional ou de pausa, momento esse de pausa em que poderás avaliar aquilo que ESTÁS efectivamente a expressar, o que estás de facto a sentir e o que queres.

Subsequentemente, volta a focar-te de novo na interacção que estabeleceste com o outro e permite-te gerar uma expressão qualquer de apreço por ti própria e por ele. Uma vez mais, não importa o que seja, porque unicamente a acção de gerares esse apreço altera a energia que estiver a ser trocada entre ti e o outro indivíduo. Esse tipo de acção também tende a reforçar bastante o outro indivíduo, por dar lugar a um ambiente de cooperação e um ambiente de segurança, e não comportar a menor ameaça nem expectativa.

Acautela-te também em relação às expectativas que colocas sobre ti própria, porque isso é significativo. Porque ao gerares expectativas em relação a ti própria, isso passa a constituir uma outra cilada, outra armadilha que te pode influenciar, segundo a concepção que tendes, a uma situação em que deixes de ter pé na confiança pessoal. Porque ao gerares expectativas sobre ti própria em associação com o outro, isso conduz-te com muito maior facilidade no sentido do compromisso e da comparação.

O compromisso e a comparação não são cooperação, mas constituem expressões de oposição, e geralmente geram conflito e desconforto. Consequentemente, torna-se importante ter consciência de não estares a gerar expectativas em relação a ti própria sequer, pelas quais devas ou não devas agir em associação com  o outro indivíduo. Lembra-te de focares a tua atenção em ti própria e no que queres, e não no que devas ou não deves empreender.

ANÓNIMA: Pois. Queres saber uma coisa? Tudo isso que acabaste de referir, eu experimentei tudo nas duas últimas semanas. Tudo.

ELIAS: Muito bem. Expresso-te um enorme reconhecimento por isso.

ANÓNIMA: Enquanto falavas eu estava a pensar, “Oh, isso foi o que consegui na Terça-feira passada; isso foi o que consegui na Sexta-feira; isso foi o que consegui na semana passada. É exactamente o que consegui, e só quero continuar a consegui-lo! Até mesmo agora, quando referiste a atribuição de expectativa a mim própria, tal como esta manhã... ainda nem sequer sei nada do M, e eu estava na dúvida se deveria enviar-lhe uma mensagem ou não, ou se deveria dizer ou deixar de dizer alguma coisa. Talvez ele não queira que eu lhe envie mensagem nenhuma. Talvez se ele tiver vontade de saber algo de mim me envie uma mensagem. Tomo consciência de que talvez seja isso o que referes, com a colocação de expectativa sobre mim  própria.

ELIAS: Sim, porque como tu terás consciência, se avaliares esse cenário, que terás criado? Confusão, frustração e dúvida. Enquanto que se te preocupares unicamente com o que queres e te permitires liberdade para te expressares sem expectativa em relação a ti própria nem em relação ao outro, experimentarás uma maior clareza e deixarás de andar às voltas contigo própria.

ANÓNIMA: Diz-me uma coisa, Elias, teremos o M e eu tido alguma interacção noutros focos?

ELIAS: Tivestes.

ANÓNIMA: Em todos eles?

ELIAS: Não em todos, mas sim, estivestes envolvidos em relacionamentos em muitos focos, juntos.

ANÓNIMA: E qual será o seu nome da essência? (Pausa)

ELIAS: Nome da essência, Deobia.

ANÓNIMA: Qual será a primeira família? (Pausa)

ELIAS: Família da essência, Sumafi; alinhamento, Gramada.

ANÓNIMA: E a orientação?

ELIAS: Comum.

ANÓNIMA: Obrigado por isto. Elias, existirá algum tipo manifestação de rotina que possamos seguir? Aquilo que eu faço é o seguinte: acordo pela manhã e digo para comigo própria, “É isto o que eu escolho criar e é o que admito conceder a mim própria criar. Escolho dar  lugar a uma situação de amor mútuo, de carinho mútuo, de compromisso, de comunicação, a um relacionamento maravilhoso entre o M e eu”. E em seguida penso naquilo que quero, e sem me focar no facto de o M não me ter ligado nesse dia ou de nos irmos ou não encontrar os dois, dou continuidade à felicidade que decorre da ideia que tenho de nós ambos juntos para sempre. De certeza que as coisas correm bem para ambos nesse dia e nos dias seguintes se eu conseguir manter-me assim. Por isso, estarei a agir de modo apropriado?

ELIAS: Posso-te dizer, neste momento, que isso é uma acção benéfica que poderás empreender, por te possibilitar outro modo por meio do qual poderás criar uma energia de apreço, o que é benéfico. Mas lembra-te de manteres a tua atenção no dia, no momento, e de não a projectares na antecipação do “para todo o sempre”, por estares a voltar a atenção para lá da apreciação do momento.

ANÓNIMA: Passo a manifestar algures e para “todo o sempre” ao invés de no momento.

ELIAS: Exacto, e isso distrai a apreciação do momento. Por isso, lembra-te desse elemento.

ANÓNIMA: Não será uma expressão melhor a de que escolho criar, apenas pelo dia presente, uma situação de amor mútuo, e de beleza, uma relação de compromisso com o M, sem ter que dizer “para todo o sempre” nem nada do género?

ELIAS: Sim, e hoje.

ANÓNIMA: E então isso passará a acontecer.

ELIAS: Por ser isso o que estás a gerar, e isso corresponder à energia que estás a projectar, e à percepção a que estás a dar expressão, e por a percepção te criar a realidade.

ANÓNIMA: Sim, mas só posso manifestar no momento; não posso manifestar no futuro.

ELIAS: Exacto. O momento CRIA o futuro. Também se revela significativo para ti própria, nesta situação, mas também na interacção que estabeleces com este indivíduo, permitires-te admitir as experiências passadas, não as desvalorizares mas também não permaneceres nas experiências do passado, porque isso, uma vez mais, abre uma porta à dúvida em relação a ti própria e ao descrédito pessoal.

Reconhece as experiências que possam ter ocorrido no passado, e consequentemente, não gerarás nenhuma energia de oposição em ti própria, nem expressarás para contigo não te teres saído suficientemente bem ou deveres ter criado melhor isto ou aquilo. Mas nesse reconhecimento do que quer que tenhas gerado no passado, permitir-te-ás fluir de modo mais fácil sem criares nenhuma energia de oposição. Isso também servirá de exemplo para o outro, ao encorajá-lo a não produzir tanto medo ou tanta cautela ou tanto protecção actualmente. Se gerares uma energia de apreciação e de reconhecimento, isso produzirá uma energia de apoio, a qual o outro indivíduo passará a receber e que lhe permitirá sentir-se aceite.

Nesse âmbito, podes prestar o melhor apoio na interacção que tens se deres lugar a uma aceitação das expressões e das experiências e das escolhas e das preocupações do outro indivíduo, e se nessa aceitação não procurares impor nada nem reparar nem instruí-lo em relação ao que experimenta. Por que isso é uma acção que é comum ser empregue.

As pessoas conversam comigo e estão a começar a compreender-se com mais clareza, e estão a familiarizar-se mais consigo próprias, e a manipular a energia de modo mais eficiente em meio à criação daquilo que querem e entendem estes conceitos e tornam-nos numa realidade, mas subsequentemente, muitas vezes gera-se uma pressão automática dentro delas de projectar isso em outro indivíduo a fim de o instruir em relação a uma informação diferente que tenha passado a incorporar que talvez esse indivíduo não tenha incorporado. Isso não é gerar apoio, nem aceitação. Por isso, é importante que reconheças as TUAS escolhas, o TEU rumo, manter a tua atenção nisso e tornar-te num exemplo, não num instrutor.

ANÓNIMA: Pois, mas sabes uma coisa, Elias, eu tenho vindo a fazer isso com o M nestas últimas semanas, desde que ando a ler as tuas transcrições. (Ambos riem) A sério! Estou a aplicar isso. Já sabes bem o que quero dizer, porque por vezes até me irrita. Por vezes ele gosta de me deixar zangada ou ciumenta, mas eu mantenho-me calma e dou-lhe um abraço e ele acaba com aquilo. Não presto atenção às coisas que faz e ele acaba por parar.

ELIAS: Exacto.

ANÓNIMA: É exactamente o que acontece. Não presto atenção. Ele conversa ao telefone com um tipo que acontece ser seu primo, e tenta fazer-me acreditar estar a conversar com uma mulher, por exemplo, mas eu não presto atenção a isso. Continuo a sorrir e aguento-me. O que acontece é que me sinto bem intimamente por o aceitar tal como ele é. Eu amo-o de verdade e amo-o tal como ele é com todos os defeitos que possui. Eu aceito-os e penso que num certo nível ele tenha compreendido isso.

ELIAS: Deixa que te expresse o meu reconhecimento, minha amiga, porque com a alteração da tua energia também dás lugar à criação duma expressão poderosa. Não respondes nem lhe concedes a compensação que ele procura. por isso, ao  continuares a gerar esse tipo de orientação, torna-se fútil e inútil ele prosseguir em certas direcções e a adoptar certas expressões, porque não virá a obter a compensação que procura. Por isso, não faz sentido, e ele acaba voltando-se noutras direcções.

Mas o elemento mais significativo nisto que merece ser altamente considerado é a tua autenticidade. Essa não é uma acção que possas expressar com êxito se não te encontrares genuinamente nela. Não podes meramente pensar para contigo: “Vou ignorar este comportamento e não vou prestar atenção a esta acção.” Isso não te alterará a energia, nem dará lugar à criação dum cenário bem sucedido.

O que dá lugar a um cenário bem sucedido é precisamente o que estás a empregar, autenticidade de expressão, que não significa necessidade de ignorar, por estares a expressar autenticidade em ti própria com essa aceitação e não te permitires ser incitada, mas prestares atenção a ti própria e reconheceres não estares realmente a sofrer nenhuma ameaça. Por isso, não há razão para responderes. Estendo-te o meu enorme reconhecimento, minha amiga, por essa acção.

ANÓNIMA: Então, o que estás a dizer é que estou a fazer o que é acertado?

ELIAS: Estás.

ANÓNIMA: Sabes, Elias, o que não sei é o que os outros pensarão. Alguns vêm ter comigo e dizem-me que não o amo de verdade, ou que apenas amo a ideia que faço dele. “Tu não o amas, apenas amas a ideia do que a tua vida poderia ser junto dele.” Isso não é verdade. Eu amo-o tal como ele é, com todos os seus defeitos. Amo-o quando ele telefona para a amiga, que não passa dum tipo, e me leva a acreditar que está a conversar com uma mulher. Acho tão giro ele tentar pregar-me essa! Eu abraço-o simplesmente, e a coisa prossegue... mas com toda a honestidade, Elias, eu não sinto ciúmes. Mesmo quando conversa com outra mulher, não me sinto enciumada, por saber que ele só o faz para me deixar enciumada e para me levar a reagir, por pensar que tudo o que merece é andar a brigar com uma mulher - o que não merece - e eu tento faze-lo compreender isso. Ele não precisa brigar comigo; e eu adoro-o.

ELIAS: Estou a compreender, mas também talvez possas compreender que o indivíduo produz esses tipos de acção em associação com as suposições de que se estiverdes a expressar-vos de um determinado modo, isso constituirá uma prova para ele de lhe estares a prestar atenção e de sentires afecto por ele. Mas independentemente dessas suposições, isso constitui uma influência causada pela suposição. Outra influência consiste em ver que outro indivíduo seja capaz de expressar um amor e um afecto genuínos destituídos de conflito e por intermédio de um apoio isento de exigências. E no exemplo que referiste de não te sentires incitada pelo comportamento que ele adopta, isso apresenta um quadro bastante diferente, que ele poderá desse modo avaliar e o qual produzirá um contributo em termos de informação que ele estende a si próprio, sem teres que empregar palavras.

ANÓNIMA: Então o que estás a dizer é que eu esteja definitivamente a avançar na direcção certa, a fim de criar o relacionamento que quero junto dele?

ELIAS: Estás.

ANÓNIMA: Fico encantada por te ouvir dizer isso! ...(Inaudível) mas não vamos referir isso por o estarmos a manifestar no momento! (Ambos riem)

Diz-me uma coisa, Elias, acerca desta coisa toda da criação. Poderemos de verdade criar alguma coisa qualquer que queiramos, em que coloquemos a nossa atenção, sem que importe o quão desavergonhadamente ambicioso isso pareça?

ELIAS: Sim, e sem que importe o quão impossível isso possa parecer.

ANÓNIMA: Pois, nem o facto de se referir a nós, ou a uma outra coisa, a uma enorme soma de dinheiro ou à necessidade de um certo relacionamento com um indivíduo em particular?

ELIAS: Sim, não importa, porque vós criais TODA a vossa realidade.

ANÓNIMA: Então, se continuar a dizer a mim própria que escolho criar e me permito criar o relacionamento que desejo com o M, isso será exactamente o que estarei a criar, não será?

ELIAS: É.

ANÓNIMA: Isso é tudo quanto necessitava escutar. Honestamente, eu precisava de te ouvir confirmar isso de verdade, porque por vezes, quando anteriormente bloqueei a minha fé, na realidade exauri-a por completo e o M deixou de aparecer durante uns meses. Eu compreendo inteiramente o que queres dizer quando referes para nos concentrarmos no passado, porque no passado eu sofri o amor que sentia pelo M e dei lugar à criação de situações bastante desafortunadas entre nós. Mas actualmente, desde que tenho vindo a ler as tuas transcrições e a tua... (inaudível) durante as últimas três semanas, eu consegui manifestar coisas que jamais tinham ocorrido, pelo que... (inaudível) desta vez. (Ambos riem) Estou verdadeiramente satisfeita e...

ELIAS: O que te proporciona uma tremenda liberdade, não é?

ANÓNIMA: É fantástico, e fortalece-nos! A outra coisa, Elias, é que sei actualmente que nós criamos a nossa realidade a cem por cento. Mas sei igualmente que podemos criar - por criarmos a nossa realidade a cem por cento - podemos criar uma realidade excelente assim como uma realidade menos agradável, dependendo das nossas escolhas. Mas estou-te a dizer, eu só escolho a via do amor. Só quero criar coisas no melhor e no mais elevado dos interesses dos outros. Pretendo criar uma relação com o M que resulte optimamente da forma que a quero. Mas eu quero-a porque o amo e não porque queira usar isso para vantagem própria.

ELIAS: Estou a compreender.

ANÓNIMA: Em tudo o que tento criar, sempre procuro ter a certeza de incluir nas minhas meditações relacionadas com a manifestação de algo do tipo, “Tudo isto me vem ao encontro pelo melhor e pelo mais elevado dos interesses de todos os envolvidos”, porque não quero que ninguém saia magoado por querer o que quero.

ELIAS: Mas deixa que te diga, minha amiga,  o modo através do qual outro indivíduo poderá sair magoado em associação contigo ou com a tua energia é no caso de tu gerares uma expressão de energia de intromissão, ou uma acção de invasão. Se o teu movimento e intenção for na direcção da manifestação de apreço, não poderás manifestar intromissão e apreciação ao mesmo tempo, porque ambos formam dois pólos opostos. Nesse sentido, um neutraliza o outro. Por isso, se gerares um aspecto qualquer por entre ambas essas expressões numa mesma altura, uma deverá adquirir maior vigor e deverá neutralizar a outra. Elas não podem coexistir juntas no mesmo momento. Nesse sentido, poderás de facto assegurar-te de não estares a gerar mágoa nem intromissão no outro se a direcção que tomares for uma de apreço e de validação actual do amor.

ANÓNIMA: Então, a vontade de gerar esta relação com o M é legítima, não será? Não estou a magoar ninguém com tal processo, estou?

ELIAS: Exacto.

ANÓNIMA: Folgo bastante por ouvir isso. Elias, ter-nos-emos conhecido um ao outro em outros focos?

ELIAS: Conhecemos.

ANÓNIMA: Poderás revelar-me algo acerca disso?

ELIAS: Porque não investigas? Esse é o elemento mais divertido, dar lugar a uma caça ao tesouro e produzir a diversão da descoberta.

ANÓNIMA: Por vezes serei capaz de te chamar nos meus sonhos e tu acorres ao chamado?

ELIAS: Podes, sim, que eu consentirei, e posso-te dizer que empregaremos um jogo. Eu escondo-me e tu procuras por mim. (Ambos riem)

ANÓNIMA: Bem sei que és capaz de o fazer, com certeza. Diz-me uma coisa, Elias, todas as coisas boas que me aconteceram nas últimas três semanas desde que comecei a ler as tuas transcrições, eu tê-las-ei criado, certo?

ELIAS: Criaste.

ANÓNIMA: Dever-se-á tal coisa ao facto de eu me encontrar no bom caminho para manifestar?

ELIAS: Não se trata duma questão de bom caminho, apesar de poderes designá-lo como o bom caminho pessoalmente, porque o que estás a fazer é a dar ouvidos a ti própria e a prestar atenção às tuas preferências, e a não te permitires distrair-te e estares a permitir-te arriscar-te a experimentares proporcionar a ti própria evidência de seres de facto capaz de alcançar resultados. É somente uma questão de admitires o que queres e de prestares atenção às tuas preferências, sem produzires expectativas, mas permitires que a tua energia flua livremente e permitires que todos os potenciais se expressem em associação com o que queres – sem forçares, sem pressionares, mas gerares uma energia de à-vontade e de permissão.

ANÓNIMA: Isso realmente requererá umas quantas horas de pensamentos negativos a fim de emaranharmos a coisa toda que queremos manifestar?

ELIAS: Não.

Bom; esta é uma pergunta interessante, por constituir uma ideia que te posso dizer não te inquietar meramente a ti mas a muita gente. Por gerardes essa ideia de que, assim que tiverdes criado um deslize, por assim dizer, e passardes à velha expressão da resposta automática, a associação automática que circunscreverdes seja a de que estejais condenados. De que vos tenhais sabotado de tal forma que não subsista qualquer recurso. Isso não corresponde à verdade, porque vós criais no momento, minha amiga. Consequentemente, seja qual for a escolha que empregues, num dado momento, ela poderá ser alterada. Vós sempre incorporais escolha, e independentemente do que expressardes, independentemente do que fizerdes, independentemente de produzirdes um acto que percebais subsequentemente como prejudicial, isso não se acha gravado na rocha, e sempre poderás alterar a tua expressão no momento seguinte ou alterar as tuas escolhas.

ANÓNIMA: Eu passei por uns quantos momentos desses, ontem, e recorri a algumas das tuas transcrições e recuperei a minha confiança. É exactamente desse modo que opero. O M foi a um casamento ontem, e aquilo que pensei foi na possibilidade de ele conhecer alguém no casamento. As pessoas sempre conhecem alguém nos casamentos. Mas aí disse para comigo: “Cala-te, (termo omitido)!” Por isso, penso que vou seguir as tuas transcrições, vou voltar a lê-las todas , e logo ficarei bem de novo. Por fim, esta manhã, obtive um belo contacto da parte dele e tudo o mais, pelo que hoje me sinto bastante satisfeita. (Ambos riem) Volto-me de novo para as transcrições e recupero a minha confiança. Por vezes é somente a recuperação da confiança em mim própria, e tu transmites-me uma informação bastante preciosa nesse aspecto.

ELIAS: Fica sabendo também, minha amiga, que cada vez que empregas essa acção, estás igualmente a envolver a minha energia. Eu acho-me presente junto de ti de sempre que empregas essa acção, a oferecer-te uma energia de apoio. Reconheço a predisposição que apresentas no sentido de reagires positivamente.

ANÓNIMA: Na realidade penso que ontem, quando estava a reagir à transcrição, eu clamei por ti. (Elias ri) Estou certa de ter feito algo do género. Isso que estás a acabar de mencionar, de me estenderes um certo apoio... Muito obrigado, Elias.

ELIAS: Não tens de quê.

ANÓNIMA: Penso que o nosso tempo tenha terminado. Por hora só quero despedir-me.

ELIAS: Muito bem, minha amiga, fico na antecipação do nosso próximo encontro, e estendo-te uma energia de encorajamento para que continues na direcção que escolheste, por estares a realizar muito bem. Não te esqueças dos teus exercícios!

ANÓNIMA: Não me esquecerei.

ELIAS: Expresso-te um enorme carinho e apoio.

ANÓNIMA: Eu também, Elias.

ELIAS: Com amizade, au revoir.

ANÓNIMA: Au revoir.


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