terça-feira, 9 de agosto de 2011

CORRER OS FILHOS DE CASA



SESSÃO #1824
“Correr com os Filhos de Casa”
“Um Pouco Acerca do Elias”
Sexta-feira, 19 de Agosto de 2005 (Privada/Telefone)
Participantes: Mary (Michael), Naomi (Kallile) e Elena (Deena)
Tradução: Amadeu Duarte

ELIAS: Bom dia!

NAOMI: Boa tarde, Elias!

ELENA: Bom dia! Isso soa Australiano! (Riem todos)

ELIAS: Que vamos debater?

NAOMI: Bem, a Elena e eu vamos partilhar uma sessão – eu sou a Naomi – e vou pronunciar-me em primeiro lugar com umas quantas perguntas, e em seguida ela entra com as perguntas dela.

ELIAS: Muito bem.

NAOMI: Antes de mais, quero-te agradecer por toda a informação que tens vindo ultimamente a fornecer a toda gente. Ela contém tanto de útil para mim, em especial no ano passado quando estava a decidir-me se deveria abandonar o meu emprego. As coisas que referiste acerca de concedermos a nós próprios permissão para criarmos o que queremos resultaram muito bem no meu caso e realmente ajudou-me bastante. Por isso, fico-te grata por isso.

ELIAS: Não tens de quê, minha amiga.

NAOMI: Estou a descobrir que confio mais nas escolhas que elejo em resultado disso, pelo que tem sido satisfatório.

ELIAS: Parabéns!

NAOMI: Já não é sem tempo! (Ambos riem) tenho algumas perguntas bastante curtas sobre impressões relativas a outros focos que obtive em sonhos ou num estado intermédio. Uma tinha que ver com o facto de saber se serei uma pesquisadora do SIDA em África, ou de onde terá provindo tal impressão.

ELIAS: Tu empreendes uma acção de contraparte com um indivíduo que desempenha essa acção.

NAOMI: E em relação à mulher Árabe da evacuação? Essa de facto pareceu-me um foco actual.

ELIAS: É.

NAOMI: Poderás dizer-me onde se situa?

ELIAS: Que impressão tens?

NAOMI: Não faço a menor ideia. Estava a pensar que fosse no Irão, mas creio não existirem lá nenhumas evacuações. Talvez no Afganistão?

ELIAS: É.

NAOMI: De seguida, a terceira pergunta subordinada à questão dos focos: serei eu essência observadora do Carl Sandburg, ou será esse possivelmente um dos meus focos?

ELIAS: Observação.

NAOMI: Estender-se-á isso ao foco na íntegra ou será parcial?

ELIAS: Ao foco todo.

NAOMI: Mais uma pergunta do tipo geral: a que se deverá o zumbido nos ouvidos que por vezes sinto? Não consigo imaginar o que isso esteja a fazer.

ELIAS: (Ri) Do mesmo modo que outros que também experimentam isso!

NAOMI: (Ri) Oh, não! Está bem, Elena! (Riem todos) (Como o leitor verificará na parte posterior da sessão, a Elena é quem tem esses sintomas, mas nós tínhamos estado a falar nisso anteriormente)

Eu quero colocar-te umas quantas perguntas acerca deste relacionamento e do potencial relacionamento que tenha com o John, e isso de facto conduz-nos a outras perguntas mais significativas acerca da comunicação no geral. O facto de não estarmos realmente a comunicar objectivamente neste quadro temporal... se isso não representará uma permissão de parte de ambos nós os dois para nos metermos no que nos diz respeito e de seguida passarmos a explorar as nossas preferências com relação ao relacionamento duma forma subjectiva.

ELIAS: É.

NAOMI: Era essa a impressão que tinha. Então, estamos como que a conceder a nós próprios um tempo.

ELIAS: Mas que avaliação fazes do progresso que obténs?

NAOMI: Penso que esteja a aceitar mais mas apenas a concessão do período de tempo. Mesmo nas últimas semanas, penso que sinto compreender mais que se trata dum potencial. Não é um dado adquirido, por assim dizer.

ELIAS: Exacto. Mas andas a reconhecer mais as tuas preferências?

NAOMI: Estou, sim, e preservo aquela declaração que proferiste em Nova Orleães gravada no meu computador, acerca das nossas melhores escolhas, por assim dizer, serem as que nos concedem a maior liberdade. Entendo realmente apreciar bastante a minha independência e realmente estou a satisfazer-me nela, por isso sinto-me confortável com o facto de isso resultar ou não.

ELIAS: Ah ah! Estendo-te o meu reconhecimento. Trata-se duma oportunidade que tens de genuinamente te familiarizares contigo própria, e de dares expressão à tua própria liberdade e de expressares com autenticidade uma validação pessoal e as conquistas que fizeste sem gerares obstáculos em termos de compromisso.

NAOMI: Sim, é uma coisa significativa, para mim, Elias. Não tenho vontade de comprometer o meu propósito e pretendo ser capaz de dar expressão às minhas preferências. Por vezes interrogo-me se estarei a tentar demasiado conseguir tal coisa, ao invés de conceder permissão aos outros, igualmente.

ELIAS: Coisa que, recorda, é igualmente importante equilibrar – não se comprometer nem aceitar sem questionar, mas criar um equilíbrio pelo qual te permitas a tua própria liberdade e as tuas próprias expressões e preferências, mas através do qual permitas igualmente que os outros emitam as próprias expressões, independentemente do facto de concordares com elas ou não.

NAOMI: Sim, e penso que à medida que exploro as minhas preferências, penso que poderia inclinar para um dos lados, no tocante ao facto de materializarmos efectivamente um relacionamento romântico do tipo “para toda a vida”. Penso que poderia encarregar-me de equilibrar as preferências dos outros com as minhas ou apenas continuar a expressar as minhas, mas tomo consciência de ainda não ter formulado tal escolha.

ELIAS: Sim. Mas lembra-te também de que se trata duma mera escolha. O que é significativo é que estejas a tornar-te mais consciente de ti e estejas a ter maior consciência das tuas preferências e desse modo estejas a gerar uma maior clareza. Essa clareza permite-te mover-te com maior liberdade e numa maior expressão de conforto em relação a ti própria.

NAOMI: Realmente sinto como se soubesse mais o que preciso ter para me sentir de facto assim confortável. Mas só quero perguntar, apesar de não estarmos a comunicar dum forma objectiva, sinto que subjectivamente estamos bastante em comunicação, especialmente nos sonhos.

ELIAS: Sim.

NAOMI: O que nos leva à questão mais importante das comunicações. Terá essa sido uma experiência real, quando ele me ligou pelo telefone durante o sonho que tive outro dia, assim como as outras comunicações que tive nos sonhos? Terá isso representado uma comunicação real da sua parte?

ELIAS: Foi.

NAOMI: Bem me pareceu. A razão porque pergunto é por desejar ser capaz de sentir essas coisas e não me querer enganar a mim própria em relação a isso.

ELIAS: Estou a compreender. Mas lembra-te igualmente de que tu própria ou os outros indivíduos podem necessariamente não ter uma consciência clara das projecções de energia que possais gerar subjectivamente.

NAOMI: Oh, tens razão! Eu sabia que se lhe dissesse que ele me tinha ligado num sonho, ele não faria a menor ideia do que eu estaria a dizer. Mas e em relação ao facto que experimentei quando saí do estado de sonhos e senti como se ele estivesse junto a mim na cama, a rir e a brincar? Terá sido uma projecção da sua parte ou terá sido uma projecção criada por mim?

ELIAS: Foi uma concessão da tua parte a fim de atraíres essa energia a ti, só que a energia é bastante real.

NAOMI: Eu sinto que seja. Não é tão poderosa quanto costumava ser, e eu ainda me debato com a procura de absolutos e além disso por enquanto ainda me debato com a compreensão das probabilidades serem criadas no momento. Mas penso que esteja a ficar melhor nessa área. Estou a esforçar-me por não abrigar expectativas. (Ambos riem)

ELIAS: Eu entendo que isso constitua como que um desafio. As expectativas são-vos bastante familiares, e permitir-vos não criar expectativas constitui um acto pouco habitual e exige que deis uma genuína atenção a vós próprios.

NAOMI: Eu repito constantemente isso a mim própria. Eu uso uma bracelete que contém uns dizeres, “Que Diria o Elias?”, e penso, tudo bem, o Elias diria apenas para me concentrar em mim própria...

ELIAS: Pois.

NAOMI: ...de modo que realmente me esforço por mais esse extra.

ELIAS: Essa é a questão no poder que te assiste, minha amiga. Isso é o que te permite criar aquilo que pretendes.

NAOMI: E sabe muito melhor do que sustentar expectativas.

ELIAS: Sim.

NAOMI: Comporta muito menos ansiedade agregada a nós.

ELIAS: Pois, porque as expectativas abrigam um potencial desapontamento. Se não gerardes expectativas, também não produzireis o potencial desapontamento, o que vos possibilita criar de forma mais objectiva e intencional aquilo que quereis.

NAOMI: E quem sabe se, à medida que o tempo linear passa, quem sabe o que virei a escolher?

ELIAS: Exacto. Porque nesse caso, as preferências também mudam. Á medida que te familiarizas contigo própria, certas experiências a que possas ter dado expressão previamente, mudam. Podes passar a expressar preferências diferentes que se achem mais associadas ao teu fluxo natural da energia.

NAOMI: Eu estou a preparar-me para o potencial de vir a fazer outra escolha. (Elias ri) Todavia, deixa-me colocar só mais um pergunta acerca do John. Qual será a ligação que aqui se apresenta? É uma ligação muito forte. Na verdade não sei o significado das almas gémeas, mas sinto tratar-se aqui duma ligação bastante poderosa.

ELIAS: Vós não sois essências gémeas, mas partilhastes muitos focos, o que gera essa forte familiaridade. Partilhastes muitos focos em relações íntimas, o que provoca um sentido marcante de familiaridade e de interligação.

NAOMI: Pois, na verdade assim parece.

Vou avançar para algumas perguntas relacionadas com o meu filho mais velho em particular, e depois talvez em relação aos meus outros filhos. Antes de mais, e para falar no caso do Ross, e do local onde actualmente se encontra, eu compreendo completamente que ele tenha escolhido a experiência em que se encontra, e a tenha aceite, penso que tudo esteja bem. A única coisa com que me debato é com a questão de ele poder estar a lidar com drogas pesadas. Ele já me mentiu tanto que eu só gostava de saber se poderias possivelmente dizer-me se ele as usa. Isso prende-se com a forma como o virei a tratar.

ELIAS: Antes de mais, diz-me de modo mais específico qual é a preocupação que sentes, qual é a interacção e qual é a motivação que te move nessa direcção.

NAOMI: A motivação que me impele tem que ver com todos os meus três filhos, e com o facto de querer que passem por um cumprimento de sentido de valor.

ELIAS: Mas eles estão a passar.

NAOMI: O problema é que algumas das coisas que eles escolhem são coisas com as quais na realidade não tenho vontade de me envolver.

ELIAS: Estou a compreender. Isso constitui um outro exemplo de tomares consciência das tuas preferências e de reconheceres as diferenças.

NAOMI: Penso que já o tenha feito, Elias. Realmente a motivação que me impele neste sentido é a de querer ajudar o Ross – sabes como é, aquela crença relacionada com o auxílio por parte da velha mãe. Eu quero ajudá-lo a fazer aquilo que ele quer fazer, mas sinto que ele não tenha apreciado muitas destas coisas que terei feito no passado, e não lhe tenha servido de nada. Está tudo bem, só que não sei quanto mais farei no futuro. Por vezes penso que não devia fazer nada, e deixá-lo fazer o que faz.

ELIAS: O elemento significativo dessa questão é, uma vez mais, prestares atenção a TI própria e reconheceres a diferença existente entre o que crês constituir uma ajuda a outro indivíduo e o que realmente serve de auxílio. O que constitui uma verdadeira ajuda para um indivíduo é expressar uma energia de aceitação e de apoio. Isso não requer necessariamente nenhuma outra acção.

Muitos indivíduos que desempenham a função de pais deixam-se confundir por exprimirem uma responsabilidade pessoal em associação com os filhos, o que os motiva a empreender actos que os comprometem a eles próprios, a fim de prestarem um auxílio aos filhos. Mas isso não é ser prestável. Com isso, geralmente o que na realidade motivais é o reforço dos comportamentos e das opções com que entrais em desacordo e de que não gostais, por continuardes a projectar energia desse modo. Quanto mais vos concentrardes naquilo com que não concordais ou de que não gostais, e quanto mais forçais a energia em associação a isso, mais o encorajais.

NAOMI: Nisso reside o dilema que vivo. Estou a familiarizar-me bastante com as preferências que tenho, e penso que esteja bastante habituada a umas quantas da parte dele. Não quero que ele fique a viver comigo. Na realidade não o quero ter aqui. O meu real dilema neste momento é saber se o deverei ajudar a ir para outro local de forma a deixar de o ter cá. Isso é o que gostava realmente de fazer só que não tenho a certeza disso me sair benéfico a mim ou a ele. Não tenho a certeza de vir realmente a funcionar. A única coisa que sei é que não o quero aqui, e não sei muito bem de que modo hei-de lidar com isso. Não sei o que faça em relação a isso.

ELIAS: Que é que estará a ganhar expressão no teu íntimo que te esteja a mover na direcção de lhe propores que vá para outro local?

NAOMI: Porque ele não estaria aqui...

ELIAS: Essa não é a questão. Compreendo que não desejes tê-lo a residir debaixo do mesmo tecto que tu. Mas que te motivará a gerar esse sentido de responsabilidade através do qual, segundo a concepção que apresentas, queres que mude para outro local?

NAOMI: Penso que se deva ao facto de sentir que não o faça a menos que eu actue de algum modo.

ELIAS: Mas isso não é responsabilidade tua. A responsabilidade que te cabe diz respeito a TI, e ao facto de manteres a tua expressão sem te deixares comprometer.

Ora bem; deixa igualmente que te diga que te estou a questionar por um motivo: o de te incitar a avaliar genuinamente o que está a ocorrer no teu íntimo, porque não é assim tão claro e escuro quanto poderá parecer. Porque eu entendo as crenças que abrigas enquanto mãe, na função que te cabe e o facto de incorporares crenças respeitantes à responsabilidade pessoal em relação aos teus filhos e de orientação e de proporcionares sustento e auxílio mas essas crenças podem obscurecer e confundir. Mas além disso elas também podem, dependendo do vigor das suas influências, podem por vezes facilitar-te uma permissão para avançares genuinamente para a tua própria expressão de liberdade e reconheceres o teu próprio poder e a tua própria confiança nisso.

Por vezes um indivíduo pode, como quem diz, utilizar as influências de determinadas crenças que superficialmente poderão parecer estarem a gerar um compromisso, uma solução, quando de facto, poderá estar a incorporar certas crenças que lhe permitam actuar de forma por meio da qual lhe dê a entender poder passar a permitir proporcionar a si próprio uma expressão das suas preferências sem se preocupar mais com o outro.

NAOMI: É mais ou menos nessa situação que me encontro, Elias. Sinto necessidade de expressar as minhas próprias preferências, e alturas tenho em que sinto vontade de as deitar para fora a todas, por desejar a minha própria vida, por querer fazer o que quero, e eles deverem estar a fazer o que querem fazer.

ELIAS: Bom; antes de mais, permite igualmente que te diga, em associação com este tema, que o primeiro movimento que te cabe em termos de responsabilidade é um movimento que tem relação contigo, e para parares de te preocupar com as escolhas deles, com os comportamentos deles, e para focares genuinamente a tua atenção em ti própria.

Bom; inicialmente, reforça esse acto e interrompe genuinamente as respostas automáticas que moves no sentido de salvá-los ou de os ajudares ou de os controlares; talvez fosse significativamente mais benéfico fazeres desaparecer temporariamente esses indivíduos da tua atmosfera. Eles continuam a ter existência física, mas se tu prestares atenção a ti própria e temporariamente fizeres com que desapareçam da tua realidade, deixará de existir qualquer razão para te preocupares com o que estejam a fazer ou com as escolhas ou condutas que promovam.

Nesse sentido, pode tornar-se útil se tu em diferentes alturas te afastares fisicamente da sua presença sem ofereceres obrigatoriamente qualquer explicação, por não precisares justificar o acto de prestares atenção a ti própria.

NAOMI: É verdade. Alturas tive em que eu fiz coisas tão simples como ir para o meu quarto e fechar a porta.

ELIAS: Eu sugeria-te que te afastasses de modo mais dramático, porque ao ires para o quarto, tu continuas a ocupar o mesmo espaço em tua casa, espaço esse que é partilhado com eles. Por isso, a tua energia continua a misturar-se. Ao passo que, se te afastares realmente e fores dar uma caminhada ou empreenderes uma outra actividade qualquer, deixarás de continuar a permanecer no ambiente familiar a participar com eles.

NAOMI: Mas eu faço isso. Eu faço caminhadas; vou ao cinema: Deixo deliberadamente de cozinhar refeições, de modo a não alimentarem expectativas.

ELIAS: Eu entendo. Mas o elemento mais significativo consiste em prestares atenção a ti própria. Não motivá-los, mas eles acabarão por ser automaticamente influenciados pela tua energia e pelas alterações que ela sofrer se te deixares de preocupar genuinamente com eles e deixares de alimentar a esperança de que as suas escolhas e comportamentos venham a alterar-se. Isso não passa duma outra expressão da expectativa.

Enquanto, se te preocupares unicamente CONTIGO, começarás a criar uma situação na qual aquilo que eles fizerem não terá importância. E isso é significativo, por não mais estares a reforçar a energia deles. Deixas de te opor a ela, deixas de alimentar expectativas, e não mais compensas a situação.

NAOMI: Isso dá-me muito sobre o que pensar. Aquilo que gostaria de verdade de fazer com o Ross era... tenho vindo a sentir essa vontade semelhante ao que descreveste. Encaixotei as coisas dele todas, e o plano original que tinha era de dizer, “Hei, aqui está a tua carrinha, aqui estão as tuas coisas, vai à tua vida conforme desejares; pára de me envolver.” Era isso o que eu realmente gostava de lhe dizer.

ELIAS: Podia oferecer-te uma outra sugestão. Podes, se o preferires, conversar com o Michael, relativamente a esse assunto, porque o Michael já passou por certas experiências relacionadas com este assunto. Isso é capaz de ajudar um tanto, essa partilha de experiências e proporcionares informação a ti própria desse modo.

NAOMI: Muito obrigado pela sugestão, Elias, e obrigado, uma vez mais, pela ajuda que me deste.

ELIAS: Não tens de quê.

NAOMI: Vou agora dar a vez à Elena por ela ter algumas perguntas a colocar-te.

ELIAS: Muito bem.

ELENA: Elias, aquilo da noite passada, que deixou a minha gatinha a olhar para ti, eras tu a dançar às voltas?

ELIAS: Era! Ah ah!

ELENA: Foi espantoso! E o desconforto que senti no dedo ao acordar, que terá sido isso?

ELIAS: Qual é a impressão que obténs?

ELENA: A impressão com que fico é a de pertencer a um outro foco. Estarei certa?

ELIAS: Estás.

ELENA: Não poderias dar-me uma pista em relação a quem se trata?

ELIAS: Posso sugerir-te que te permitas prestar mais atenção às imagens onírica que obténs, que haverás de apresentar o indivíduo a ti própria e informação adicional que poderás investigar.

ELENA: Eu sabia que dirias algo do género! (Elias ri) Em relação ao ponto de cegueira que estou a experimentar no meu olho esquerdo, a impressão que tenho é a de que esteja relacionado com um foco. Estarei certa?

ELIAS: Está correcto, mas também se acha associado a um foco de outra dimensão.

ELENA: Nessa dimensão isso será considerado uma doença?

ELIAS: Não, é considerado bastante normal, porque os focos dessa dimensão não comportam periferia. Por isso, isso é traduzido na tua realidade como um ponto de cegueira.

ELENA: Mas qual será essa dimensão?

ELIAS: Tal como referi anteriormente, na realidade nenhuma dessas dimensões incorpora designações a identificá-las. As pessoas na vossa realidade atribuem nomes como um modo que lhes permita contactar umas com as outras e partilharem informação. Dispor dum nome próprio para uma certa dimensão permite-lhes partilhar umas com as outras com maior facilidade e compreender o que exprimem umas às outras. Mas na realidade, nenhuma dimensão possui necessariamente uma designação, tal como a vossa. (Ambos riem)

ELENA: Muito bem! Sinto umas pontadas joelho direito, como espetadelas, aos pares. Terá isso que ver com um foco?

ELIAS: Não. Isso tem que ver contigo.

ELENA: Os ruídos nos ouvidos, eles variam em volume e tom, no nível e na duração. Tenho vindo a tentar relacioná-los com os movimentos telúricos. Estarei na direcção certa com isso?

ELIAS: Estás a relacioná-los com que tipo de movimentos, e de que forma?

ELENA: Com os tremores de terra.

ELIAS: Podes faze-lo, apesar de te poder dizer que essas expressões de energia prendem-se igualmente com outras dimensões. Mas tu podes manipular isso de modo a entrares em sintonia com a mudança e os movimentos da Terra, o que te poderá permitir obter uma maior consciência dos seus movimentos em associação com esse tipo de desenvolvimento. Isso representaria um sentido de sintonia semelhante ao das vossas criaturas. Elas também geram um sentido ou uma consciência elevada associada ao fenómeno que ocorre nos casos da vossa Terra e do vosso tempo.

ELENA: Por vezes vejo uma névoa esverdeada ou avermelhada. Que serão essas cores? Que simbolizarão?

ELIAS: De que forma é que as vês?

ELENA: Quando estou a cair no sono, normalmente. No caso da neblina avermelhada, geralmente percebo rostos, que penso corresponderem a outros focos.

ELIAS: Correspondem.

ELENA: Qual será o significado do vermelho?

ELIAS: O vermelho é a expressão da tua energia a ser projectada por ti a partir do teu centro de energia avermelhado, o qual possibilita que abrandes a tua energia. Além disso também te permite que te descontraias, se lhe corresponderes, e facilita um abrandamento dos movimentos, que te permite produzir uma maior clareza.

ELENA: Além disso também vejo uma tonalidade dum verde magnífico e nessa névoa percebo figuras geométricas. Qual será o significado do verde?

ELIAS: Isso é o que estás a permitir e a atrair a ti. Isso não é a tua energia; essa é a energia da essência chamada Otha. Isso está associado ao “Jogo” que costumamos usar. Essa é uma das essências que facilitam o intercâmbio energético (mediunidade empregue no caso do Elias). E essa essência está-te a apresentar a sua energia a título de introdução e de apoio.

ELENA: E em relação às formas geométricas? Elas são estupendas, essas formas geométricas.

ELIAS: Isso são imagens que estás a configurar em associação com essa energia, com a sua projecção e as suas qualidades, as quais traduzes por essas formas. O que é significativo é que tu estás a produzir um certo fascínio com essa energia, e estás a reconhecer e a apreciar a beleza dela e a força que lhe está associada.

ELENA: Bem, lá bela ela é! É realmente fascinante, mas só ocorre ocasionalmente. Ainda não consegui descobrir um padrão relativo à frequência com que acontece.

ELIAS: Não existe padrão propriamente nenhum. Trata-se duma oferta de energia da parte dessa essência, que tu percebes em alturas em que te permites uma maior abertura.

ELENA: (Ri) Não admira que pense ser maravilhosa! Deixa-me passar às perguntas relacionadas com os focos. Há este jogador de futebol profissional chamada Jevon Kearse, será ele um foco meu?

ELIAS: Contraparte.

ELENA: Não admira que tenha contraído as maleitas que ele apresenta. O foco chamado Chad – será esse de verdade o seu nome?

ELIAS: Esclarece.

ELENA: Com as dificuldades respiratórias que tinha referido ter manifestado a partir de um outro foco, ocorreu-me certa vez o nome Chad ao pensar em que foco seria esse. Estarei certa?

ELIAS: Estás.

ELENA: Esse Chad vive na Eritreia ou na Etiópia?

ELIAS: Na Etiópia.

ELENA: Eu terei alguma contraparte na Eritreia?

ELIAS: Tens.

ELENA: Masculina ou femenina?

ELIAS: Feminina.

ELENA: Que idade terá actualmente o Chad?

ELIAS: Ele não é um foco actual.

ELENA: Oh! A que tempo pertence?

ELIAS: Inícios de 1900.

ELENA: Será a mulher jovem que vi e que usava uma saia longa e cabelo pelos ombros um foco meu próximo a Emiliano Zapata?

ELIAS: É.

ELENA: A impressão que tenho é que faço unicamente parte da multidão que o rodeia.

ELIAS: Exacto.

ELENA: E o Vincent van Gogh? Eu serei essência observadora em relação a ele? (Pausa)

ELIAS: E contraparte, também.

ELENA: Esta é realmente uma pergunta interessante, para mim também. (Ri) Eu tive este sonho com uma altura, ou tempo, em que sou domadora de leões. E nesse sonho, eu fujo com um homem. A impressão que tenho é a de que esse indivíduo seja o meu actual marido. Estarei certa?

ELIAS: Estás.

ELENA: Muitíssimo obrigado! (Elias ri) Assim que entrei no apartamento da minha amiga Junie, senti-me de súbito como que em casa. Qual será a ligação que se apresentará entre a Junie e eu?

ELIAS: Vós incorporais muitos focos juntas.

ELENA: Foi o que pensei. Quantas vezes terão a Junie e o ex-marido dela, Gary, estado juntos?

ELIAS: Dezoito.

ELENA: O número que me ocorreu foi 16, mas 18 anda bastante por perto. Excelente. (Elias ri) Qual será o nome da essência da Junie?

ELIAS: Nome da essência, Sabtha.

ELENA: E qual será a família a que pertence e aquela por que alinha?

ELIAS: Que impressão tens?

ELENA: A impressão que tenho é Tumold/Milumet.

ELIAS: Ao contrário.

ELENA: Essa foi a impressão que obtive quando pensei nisso, mas depois inverti-a. (Elias ri) Será ela comum e emocional?

ELIAS: É.

ELENA: Vou passar às perguntas de carácter especificamente científicas, por assim dizer. De onde provém a água, Elias?

ELIAS: (Ri) Vós criaste-la!

ELENA: Pois, mas terá tido origem aqui?

ELIAS: Neste planeta?

ELENA: Sim.

ELIAS: Não necessariamente.

ELENA: Que queres dizer com, “não necessariamente”?

ELIAS: Não existe unicamente neste planeta particular. Em relação a esta planeta, ela teve origem aqui, mas não se trata dum produto primário único deste planeta. A água acha-se igualmente presente na concepção de outros planetas.

ELENA: Estarás familiarizado com o universo D-A-L?

ELIAS: Um pouco. Qual é a pergunta?

ELENA: Eu ando a ler este livro acerca dos Plejarens. (Nota do tradutor: Pleiadianos, conforme constam dos ficheiros dum contactado suíço de nome Billy Meier, que há décadas se dizia uma contactado) Penso que se encontram a dois passos de separação do nosso universo. No livro que ando a ler, os Plejarens descrevem o universo deles como similar ao nosso e designam-no como o universo Dal, e chamam ao nosso Dern. E eu interrogo-me, uma vez que mencionaste influências provenientes de outras dimensões, interrogo-me se alguns dos zumbidos nos ouvidos e manifestações semelhantes, se isso será proveniente duma contraparte ou dum foco do universo Dal.

ELIAS: Representa uma tradução, mas sim, estou a compreender o que estás a referir, e a resposta que te dou é sim.

ELENA: Será ela – digo “ela” por ter tido uma experiência da presença duma figura femenina – a impressão que tive era de pertencer ao universo Dal. Estarei certa?

ELIAS: Mais uma vez, isso representa uma tradução, mas sim, tens razão.

ELENA: Será que aqui na Terra, a nossa composição física, a nossa constituição genética incluirá um gene correspondente ao envelhecimento e outro correspondente à agressão?

ELIAS: Pode comportar, mas não obrigatoriamente.

ELENA: Então alguns de nós possuem-nos enquanto outros não?

ELIAS: Depende do que criardes, do que produzirdes, e do modo como criais a vossa constituição individual genética.

ELENA: Então o gene correspondente à agressão, digamos, não faz parte do modelo global?

ELIAS: Exacto.

ELENA: Na festa no barco retractada por Renoir, eu terei algum foco nesse barco?

ELIAS: Se terás um foco que se ache presente no evento?

ELENA: Sim.

ELIAS: Tens. Mas estarás tu necessariamente retractada nesse quadro? Não.

NAOMI: Elena, importas-te que te interrompa? Eu também tinha uma pergunta subordinada ao tema, se ainda dispusermos de tempo.

ELENA: Aproveita.

NAOMI: Elias, eu entendo que me encontre nesse quadro, mas não tenho a certeza. Poderás confirmar-me?

ELIAS: Eu diria que tu te encontras lá similarmente. Tu dispões dum foco que participa nessa festa, mas não estás necessariamente representada no quadro.

NAOMI: Isso explica a razão porque me sentia bloqueada e não obtenho impressões. (Riso geral) Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

ELENA: A vizinha que tenho do outro lado da rua, Miranda, ela tem manifestado interesse por mim desde que nos mudamos para aqui. Qual será a ligação existente entre a Miranda e eu?

ELIAS: Vós também incorporais imensos focos juntas, do que resulta um sentido de familiaridade.

ELENA: Desde que me mudei para aqui, senti constantemente que podia depender dela se precisasse de alguma coisa. Se algo acontecesse, eu podia atravessar a estrada e ir a casa dela. Podia depender dela. A minha vizinha Thereza, que mora mais abaixo na mesma rua, qual será a ligação que terei com ela?

ELIAS: Qual é a impressão que tens?

ELENA: A impressão que tenho é que capto empaticamente o que lhe acontece.

ELIAS: Um tanto, sim; tens razão, mas também empreendes uma acção de contraparte.

ELENA: Oh, meu deus! Bom, essa é uma surpreza de proporções descomunais! (Elias ri)

Bom, Elias, eu queria saber mais um pouco em relação a ti. O que é que te deixa satisfeito? Que é que gostas de fazer, em meio seja ao que for que estejas a fazer aí?
(Ambos riem)

ELIAS: Antes de mais, posso referir-te não sentir felicidade nem tristeza, por não comportar emoções. Ao expressar a minha energia através de camadas de consciência para empreender esta troca de energias, eu configuro essa energia de um modo que vos seja familiar e passo a interagir convosco. Por isso ela incorpora mudança no tom da voz e qualidades emocionais distintas com que vos achais familiarizados, o que gera um conforto na concessão duma interacção conjunta. Mas na realidade, nas áreas da consciência que ocupo, não experimento emoção alguma.

A emoção consta duma expressão objectiva, e eu não possuo uma consciência objectiva, por não me ser necessário. Por isso, grande parte do que vos é do domínio do conhecido, na vossa realidade física, não terá necessariamente relação com aquilo que experimento ou com o que designaríeis pelo que faço. Apesar de, parte do que eu faço ser interagir com todos vós e projectar continuamente energia para todos vós que podeis configurar da forma que desejardes.


Interajo de forma limitada com aqueles indivíduos que se desprenderam do físico, e incorporo focos da atenção em muitas outras dimensões. Por isso, dá-se uma manifestação real da participação noutras realidades, tal como tenho com a vossa, só que anteriores.

ELENA: Poderias descrever as manifestações que exibes nessas outras dimensões?

ELIAS: São inúmeras.

ELENA: Vou-te deixar escolher uma.

ELIAS: Muito bem, vou-te propor um exemplo. Eu incorporo um tipo de foco numa outra dimensão que, nos vosso termos, poderá ser traduzido por um apego ou inclinação por essas manifestações em particular. O modo por meio do qual poderá ser traduzida por algo que seja do vosso conhecimento na vossa realidade, será o de que tal manifestação se assemelha um pouco a uma substância de aparência gelatinosa que se apresenta bastante maleável e é capaz de assumir diversas formas, dependendo da expressão do momento.

Cada expressão que é gerada cria uma configuração diferente de formas reais. A forma é bastante maleável e pode mesmo ser separada em secções e reunida e absorvida uma vez mais, dependendo da expressão e do modo como afecta a manifestação física. Nessa dimensão física nós também dispomos dum equivalente aos vossos animais de estimação, tal como vós na vossa dimensão física. Esses animais são um tanto diferentes mas incorporam uma interconexão significativa com os focos. Eles possuem igualmente a capacidade de alterar a sua forma, e de expressar cores significativas associadas à sua forma, as quais mudam, o que resulta num certo entretenimento e divertimento. (Ri)

ELENA: Isso parece fascinante. Eles comem?

ELIAS: Eles consomem. Isso representa um desafio um tanto mais acentuado de traduzir para o que é do vosso conhecimento na vossa realidade, por vos poder parecer assemelhar-se ao ar, só que na realidade esse ar é mais substancial. Mas não possui coloração alguma, e como tal não comporta qualquer forma mas sim densidade.

ELENA: Essa dimensão terá um nome?

ELIAS: A vossa dimensão disporá de algum nome?

ELENA: Dispõe, é chamada universo, apesar de isso não constituir propriamente um nome.

ELIAS: Justamente. Cada dimensão comporta o seu próprio universo, mas nenhuma dessas dimensões incorpora efectivamente um nome, a menos que escolhais designá-lo. Em todo o caso, esse nome não seria oficial mas representaria a nome que determinaríeis.

ELENA: A que se assemelhará o conceito social?

ELIAS: O conceito social dessa dimensão... assemelha-se ao das plantas da vossa dimensão só que são detentoras de personalidade e curiosidade, fascínio e entretenimento Essa dimensão física comporta uma expressão de alegria e de diversão.

NAOMI: Plantas travessas.

ELIAS: Na realidade não se trata de plantas, mas a pergunta refere-se ao conceito social e o que se poderá traduzir com maior fidelidade assemelha-se ao conceito social das plantas e ao modo como têm a sua existência e interagem numa mesma disposição de espaço e partilham duma interligação, sem expressarem, em grande medida,   qualquer competitividade ou agressão.

ELENA: Isso soa de tal modo fascinante. Talvez te faça uma visita lá! (Ambos riem)

ELIAS: Mas tu és livre de o fazer!

NAOMI: Penso que o nosso tempo de terá esgotado.

ELIAS: Muito bem. Expresso-vos a cada uma o meu encorajamento e o meu apoio e deixo-vos um lembrete para se divertirem. Estendo-vos um enorme afecto. Em carinhosa amizade, au revoir.

ELENA: Au revoir.

NAOMI: Au revoir.




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