quinta-feira, 4 de agosto de 2011

ACEITAÇÃO - PENSAR E CRIAR - ATENÇÃO


SESSÃO #1496
"Distorção, Absolutos e a Onda da Verdade na Consciência"
"Aceitação, Opinião e Preferência"
"A Realidade que Criais É a Realidade Oficial"
"Pensar e Criar; O Pensamento e a Atenção"
Sábado, 17 de Janeiro de 2004 (Grupo/Castaic, California)
(Tradução: Amadeu Duarte)

Participantes: Mary (Michael), Anet (Alexi), Bobbi (Jale), Bobby, Brad (Quinian), Catherine, Cathy (Shynla), Daryl (Ashrah), Don (Allard), Elena (Deena), Erin (Melody), Gail (William), George (Bethette), Gerald, Howard (Bosht), Jack, Jene (Rudim), Jo (Tyl), John (Tess), Jon (Sung), Julie (Fontine), Kathleen (Curt), Keith (Allistar), Letty (Castille), Margot (Giselle), Mike, Nancy (Caliegh), Naomi (Kallile), Pam (Pviette), Pat (Fryolla), Paul H (Caroll), Paul T (Xutrah), Ron (Olivia), Sabrina (Stencett), Sharon (Camden), Sheri (Milde), Stella (Cindel), Steve, Wendy (Myiisha) e Will

Elias chega à 1:26 da tarde. (Tempo de chegada, 25 segundos.)

ELIAS: Boa tarde!

GROUP: Boa tarde, Elias.

ELIAS: Sejam bem vindos!

Bom; hoje vamos dar início a um debate, vamos começar por conversar acerca da distorção.

Que termo empregam para definir distorção e que significado tem a distorção na avaliação que fazem? (Pausa)

MARGOT: A representação duma ideia que não se presta aos moldes de representação em que se procura apresentar, uma alteração no modo como o assunto é apresentado, ainda que por um ângulo menor – o significado do assunto, quero dizer.

ELIAS: Mas que é que define o “significado do assunto”?

MARGOT: Bom, isso diz respeito aos absolutos. Terá sido uma resposta apropriada? (Riso por parte do grupo)

ELIAS: Se houver uma resposta apropriada! (Ri) É isso que é significativo.

Cada um de vós faz uma avaliação daquilo que constitui a distorção; mas cada um de vós faz essa avaliação por meio da sua percepção, e cria o seu sentido de distorção em associação com as suas verdades.

Agora; à medida que prosseguimos por esta onda da consciência que se reporta às verdades, isso torna-se um factor significativo a considerar porque gera muitas diferenças e muitos conflitos, e em termos gerais, constitui um terreno comum para absolutos e verdades.

De que modo avaliais a informação que vos estendo? Pois já vos referi que vos estendo esta informação de modo associado ao sentido que lhe imprimo e com o que podeis designar como ordem de prioridades no contexto da menor distorção possível, o que já vos disse desde o início deste fórum. Mas que significado terá isso para cada um de vós e de que modo processais tal informação? Que associareis a tal declaração, e que influenciará isso em associação com as crenças que tendes, e de que modo permitis que as vossas crenças vos influenciem as acções, as vossas relações, e a avaliação da restante informação? (Ligeira pausa) Isto é uma pergunta. (Riso)

PAUL H: Menor distorção – sou o Paul H, para que fique registado – uma menor distorção é melhor, portanto algo que seja mais distorcido, qualquer outra informação que contenha distorção torna-se mais maléfica ou pior ainda.

ELIAS: Isso é bastante exacto.

PAUL H: E se essa informação for oferecida por uma qualquer das demais famílias da essência, já que associaste esse conceito ao propósito da Sumafi, nesse caso será mau ou pior ainda.

ELIAS: Mas qual será a directriz? A família da essência?

WENDY: Sou a Wendy. Quando recebo informação que contém uma menor distorção, por vezes experimento-a de modo pouco familiar e um pouco difícil de integrar na minha vida do dia-a-dia. Eu não sou Sumafi – tudo bem – mas tenho tido conhecimento da existência duma espécie de crença do Elias que nós mais ou menos concebemos. Não creio que compreenda ou me ache suficientemente familiarizado com informação que não contenha distorção para poder estabelecer comparação. Por isso recorro a isso, e tento ter isso presente sempre que tento integrar a informação. Tenho sempre cautela ao julgar algo em termos de melhor ou pior. Foi até aí que eu cheguei.

ELIAS: Muito bem.

STEVE: Pensei recentemente que costumasses referir que o material de Seth era mais distorcido do que o teu. Ele diria que nós só podemos assegurar a criação de algo que queremos por meio do pensamento - criá-lo desse modo - enquanto tu dizes que isso não é absolutamente correcto. Por isso deve querer dizer que a distorção traduza uma menor verdade do que o material sem distorção.

ELIAS: Ah! Aí é que assenta a questão. Isso é uma associação que todos vós gerais de certo modo, de que, se a informação contiver distorção, deixará de ser verdadeira, e de que a informação sem distorção deverá ser mais verdadeira – o que não é verdade. (Riso)

Porque, o que é significativo que compreendais é que, a despeito da informação que vos for proporcionada, seja quem for que vos ofereça essa informação a cada um de vós – seja eu ou alguma outra essência, que talvez em si mesma seja completamente isenta de distorção - o que representaria outro absoluto; não existe informação absolutamente isenta de distorção porque toda ela é filtrada através de camadas de consciência, formas de linguagens e de energia e de percepção – e nisso reside a chave, ou seja, que a despeito seja de que informação for que conduzam a vós – porque essa é a acção a que procedeis, pois não sou eu que lhes ofereço a informação mas vós que estais a atraí-la. Cada um de vós estabelece uma escolha individual de vos relacionardes comigo e isso é um elemento do vosso método ou processo de proporcionardes informação a vós próprios.

Eu não passo duma mera via nesse sentido.

Agora; com essa oferta de informação, cada um de vós passa a incorporá-la por meio da percepção que tem. Por isso, que será ou deixará de ser verdade? Estou ciente de que muitos nesta época abraçam uma grande confusão e dificuldade nesta onda que se reporta às verdades – talvez não muito conflito em muita gente, mas até talvez trauma, apesar de isso estar a ser igualmente expressado. Mas muitas pessoas passam a sentir uma expressão de frustração, devido a que as suas verdades se achem em conflito com as verdades de outros, razão porque realçam mais o certo e o errado, o verdadeiro e o falso, a distorção e a não distorção, e se enfatize muito mais a questão do que seja o correcto e de quem esteja correcto e do que seja errado e de quem esteja errado.

Nesta presente período, expressa-se muita comparação, e eu já vos declarei imensas vezes que a comparação é perigosa por vos depreciar automaticamente, assim como aos demais. Não existe o absolutamente certo nem o absolutamente errado; o que existe são muitas e diferentes formas de percepção e opiniões que as pessoas emitem.

Mas eu posso dizer-vos, permitam mesmo que o realce, a duplicidade consiste numa crença. É um elemento da concepção da vossa realidade. É uma crença que não é eliminada por forma nenhuma, tal como as demais crenças não estão a ser eliminadas. Foi em razão disso que vos declarei a todos, desde o começo deste fórum, que apesar de vos encontrardes a direccionar-vos rumo a esta mudança na consciência, e a despeito de estardes a abrir-vos à aceitação, haveis de continuar a incorporar as vossas opiniões e preferências; mas continuareis a incorporar as vossas opiniões e preferências com conhecimento de não estardes errados, mas também com a consciência de tais opiniões e preferências não serem absolutamente certas tão-pouco. Eles consistem nas vossas opiniões e preferências, e adequam-se-vos, nos vossos termos, mas isso não invalida a exactidão ou a rectidão das expressões do outro – ou nem sequer a expressão do outro mas a possibilidade duma expressão.

Em termos gerais as pessoas adoptam a percepção que fazem do comportamento correcto. A expressão dum comportamento correcto traduz honestidade. E cada um de vós incorpora a sua própria definição de honestidade e da forma como deve expressar-se.

Agora; a vossa definição de honestidade, vós tornai-la numa verdade absoluta pela percepção que tendes, e essa passa a ser a única definição de honestidade. Por isso não é simplesmente o que expressareis - apesar de automaticamente vos aterdes à vossa própria definição de honestidade - mas mais importante é a expectativa de como os outros se deviam comportar e do que deviam expressar em associação com a definição que fazeis da honestidade. Nesse sentido pondes em marcha esse ciclo da condenação.



Agora; podeis incorporar a vossa definição de honestidade e... (subitamente a Polly, a pequena cadela da Mary salta e começa a grunhir e a correr para a frente a para trás em frente à sala entre o Elias e os participantes, o que dá lugar a imensos comentários mudos e diversão por parte do grupo) ...Podeis abrigar a vossa opinião em relação ao comportamento, relativo ao comportamento correcto, em relação ao que seja comportamento correcto e podeis expressar isso para convosco. (A Polly continua a correr de um lado para o outro, a grunhir) Aquilo que gera conflito é vós estabelecerdes isso como linhas mestras para os outros e para outras expressões da consciência. (Ri enquanto o grupo ri) Mais uma vez, não existem acidentes! Ah, ah, ah! Um exemplo dum comportamento inaceitável, uma conduta menos correcta num cenário particular! (Riso)

CATHY: Oh, isso é bem verdade!

ELIAS: (Com humor) Uma vez mais providenciamos não só entretenimento como um exemplo daquilo que estamos a discutir; conduta correcta e o que se espera com isso, bem como o modo como vós respondeis automaticamente assim como a condenação automática que expressais. Ainda que não traduzais em termos de pensamento estardes a gerar um juízo, se estiverdes a experimentar um sentimento pungente no vosso íntimo - diante da expressão dum comportamento inadequado - posso assegurar-vos que estareis a expressar condenação. Apenas não a identificastes.

CATHY: Não o identifiquei?

ELIAS: Tu identificaste, Shynla. Mas quantos dos presentes deixam de abrigar pensamentos de juízo ou de identificar falta de conforto e experimentam algum sentimento pungente? Quer esse sentimento tenha traduzido bom humor ou de falta de conforto, isso não importa; porque se experimentastes um sobressalto desses, isso foi um sinal.

STELLA: Mesmo que tenha sido a título de entretenimento?

ELIAS: Sim.

STELLA: Isso é um sobressalto?

ELIAS: É.

DON: Entretenimento é condenação?

ELIAS: Em si memo, não. Mas em reacção a certos comportamentos e a certos cenários e acções pode ser, porque muitas vezes as pessoas expressam-se dum modo automático que avaliam como mais aceitável.

STELLA: Então eu estou a fazer isso?

ELIAS: Vós já gerais associações em conjugação com essa informação do que seja correcto e do que seja incorrecto em termos de expressão pessoal. Já expressais em vós próprios as linhas mestras que estabelecem um tom para o que definis como aceitável e inaceitável. Posso-vos expressar que muitos não entenderam bem aquilo em que a aceitação consiste; Todavia geras um conceito de aceitação e referes que em ti própria deves responder de determinado modo sem o que não estarás a aceitar.

Por isso, podeis não aceitar necessariamente e não vos sentirdes necessariamente confortáveis com uma situação ou conduta em particular, e em conjugação com o modo como interpretais e percebeis este conceito da aceitação, podeis fazer reverter a vossa reacção de forma automática do remorso desconfortável para uma de bom humor ou de diversão, por isso ser mais aceitável. Mas a reacção terá ocorrido.

Se a conduta tiver sido aceite de facto, se tivesses considerado as vossas próprias verdades de modo genuíno, o remorso não teria ocorrido. Não teria tido importância porque teríeis compreendido que as vossas verdades vos diziam respeito e se aplicam a vós, sem que o facto de não serem expressadas pelos demais detenha qualquer importância, a despeito do que os outros sejam. (Ri)

Posso avaliar como bastante divertido que todos os anos – segundo a concepção que fazeis do tempo - e neste fórum em particular, pareçamos adoptar algum tipo de entretenimento associado com o tópico em questão! Ah, ah, ah, ah! O que não se acha necessariamente associado comigo!

KEITH: Elias, poderás distinguir entre espírito crítico e crença? Eu estou como que a captar o sentido de que o juízo seja mau, visto que não nos conseguimos afastar das crenças mas o juízo… Estarias a dizer que se tivéssemos consciência duma crença nesse caso não formularíamos qualquer juízo?

ELIAS: Não necessariamente! Podeis ter bastante consciência das crenças que expressais e das crenças que os outros expressam. Podeis deter a faculdade de identificardes de forma objectiva diferentes tipos de crença e as diferentes correntes de opinião a que se acham associados, e de entenderdes conceptualmente aquilo que estiver a ser expressado e o facto de não passar de crenças; mas as crenças são bastante reais.

Com isto, aquilo que estou a sugerir-vos não é a erradicação completa do espírito crítico, porque isso representaria uma eliminação do sistema de crenças da duplicidade. E esse sistema de crenças acha-se interligado com toda a crença e constitui uma forma de avaliação do bom e do mau, do certo e do errado.

Agora; aquilo na direcção do que vos moveis com a aceitação não significa que deixeis de incorporar as vossas opiniões particulares respeitantes ao bem e ao mal, mas o quanto são relativas a vós e o reconhecimento de não constituírem absolutos, e aí é que reside a questão. Porque aquilo a que dais lugar com o juízo, e que eu tenho vindo a referir, é a expressão dos absolutos de acordo com isso que achais de bom ou de mau, de certo ou de errado, não somente como aplicável a vós mas nos termos dum absoluto que se espera da parte do que designais como todos e tudo, que a vossa realidade se mova de um modo particular e que deva mover-se dessa forma em particular, que as manifestações que ocorrem nela, os movimentos são absolutos e inalteráveis, e que isso se expressa por todo o vosso universo de um modo tão particular que é o que é, e que vos seja exterior –que existe alguma realidade exterior à vossa realidade, uma realidade convencional que não se traduz pela vossa realidade individual mas uma realidade superior que seja aquela que comanda e a realidade absoluta. É isso que estais a esforçar-vos por atingir, essa realidade absolutamente real em que se situa toda a verdade, sem que exista nenhuma outra realidade. (Nota do tradutor: Ponto importante por tocar no aspecto da homologação e unilateralidade do pensamento subjacente a todas as principais correntes religiosas, políticas e sociais, e que é não só inexacto como se acha muitas vezes em contradição com o seu escopo pelo manifesto desrespeito pelas minorias e pelas diferenças)

Existe a realidade que cada um de vós cria e essa é a realidade oficial. Essa É a realidade verdadeira, e mais nenhum poder possui a capacidade de estabelecer as suas regras ou de a conduzir que vos seja superior. Não existe qualquer manipulação exterior.

Por isso, o apreço e o valor de cada indivíduo – porque cada um é uma expressão da essência, da consciência; e nenhum é mais nem menos válido – e com isso, se cada um é único e válido e traduz uma expressão da consciência, e toda a expressão da consciência é única e válida e se toda a expressão da consciência é válida com base na mesma medida, como podereis determinar aquilo que seja absolutamente certo e o que seja absolutamente errado, ou o que seja absolutamente bom e absolutamente mau?

Nem um só indivíduo neste fórum de hoje incorpora todos os seus focos nos termos daquilo que neste presente instante consideraríeis como moral, bom, ético. A despeito do quanto vos percebais como indivíduos correctos presentemente, todos vós incorporais alguns biltres nos vossos focos. E porque razão? Devido a que empreendais esta realidade física a fim de explorardes e experimentardes, e como a vossa intenção é a de experimentardes, porque não havereis de escolher uma formidável variedade de experiências?

Permitam que vos diga – devido a que consiga recordar e por sentir uma grande satisfação por poder recordar! – que sou capaz de vos dizer a cada um que esses canalhas, esses patifes, esses indivíduos que percebeis serem tenebrosos e maus são bastante coloridos, e percebem-se a si próprios igualmente como bastante certos e encarar-vos-iam como errados, porque isso é o que vos motiva a todos, a rectidão em tudo aquilo que fazeis. E esses vis patifes também acreditam terem bastante razão e estar no direito de procederem ás escolhas e às acções que adoptam. Não têm qualquer consciência de estarem a ser tratantes; não têm consciência de estarem errados, mas encaram todos os demais como estando errados, tal como muitos de vós o fazeis actualmente. “Não sou eu que estou errado – mas o resto do mundo!”

Mas o resto do mundo não se acha errado, tão-pouco. Vós apenas incorporais diferenças na percepção que tendes, o que vos motiva diferentes tipos de acção. O significado consiste em reconhecerdes que a correcção que adoptais no que quer que crieis se acha associada às vossas verdades, e que as vossas verdades não estão erradas mas SÃO vossas, e que não representam um absoluto para o vosso mundo.

Recentemente alguns indivíduos empreenderam um debate comigo a respeito da realidade da vossa terra ser redonda e do facto de ser plana e se a vossa terra na verdade terá adoptado essa forma plana na altura em que acreditáveis ser plana. E eu posso dizer-vos que, na realidade da expressão das massas, o vosso mundo era plano pela simples razão de ser essa a percepção que era gerada.

Aquilo que é real é o que vos é dado perceber. Se perceberdes estar sentados numa cadeira, será aí que havereis de estar e o que estareis a fazer, e isso será real. Posso dizer-vos que estais sentados em pleno ar mas a vossa realidade é a de estardes sentados numa cadeira e é bastante real e sólida e suporta-vos.

Posso dizer-vos, uma vez mais, que esta onda relativa à verdade contém áreas traiçoeiras, porque nem sequer é necessário que acrediteis em qualquer expressão para incorporardes uma crença e para a expressardes. Podeis acreditar numa expressão, mas que será aquilo em que acreditais? Aquilo em que acreditais será uma tradução do que pensais, e que será o que pensais?

O vosso pensar consiste numa interpretação. Por isso, podeis pensar - o que por vezes poderá expressar aquilo em que acreditais - mas isso pode ser bastante diferente daquilo que efectivamente incorporareis enquanto crença expressa de facto, e isso pode igualmente dar lugar a uma tremenda confusão. Porque aquilo que percebeis é aquilo em que acreditais numa expressão – naquilo que pensais – e podeis proceder ao contrário. Essa será a razão porque esta “onda” (que a consciência atravessa) é tão vigorosa.



É igualmente significativo que falemos de distorção, porque a despeito daquilo que vos diga, cada um daqueles que se encontram nesta sala incorpora o seu próprio acto de distorção em relação àquilo que estou a referir. Apesar de incorporardes o vosso gravador e as vossas transcrições e serdes meticulosos com a gravação de cada palavra em termos do que designais como perfeição, não importa. Porque cada um há-de escutar de modo distinto, devido a que cada um incorpore a sua percepção distinta. Por isso através desse filtro haveis de incorporar a informação de algum modo distinto. Agora, qual de vós estará certo? (Paul H. ergue a mão) Ah, tu estás? (Riso)

PAUL H: (A rir) Eu estava só a fingir! (Riso)

LETTY: Elias, tenho uma pergunta a fazer. Quando dizes que pensamos entender uma crença e fazemos outra coisa, como quando no passado dialogamos sobre coisas que me aconteceram ou doenças, ou seja o que for, mencionaste que eu alinhava por uma crença colectiva e em geral uma crença que não tinha consciência de ter. Terá sido isso que queres dizer? Será isso o que explicaste acerca do processo de pensamento ao contrário do fazer, que pensamos ter uma crença enquanto através da acção estamos a proceder a outra crença?

ELIAS: Sim, por vezes. Vós pensais como um mecanismo de tradução.

Agora; tal como já expliquei anteriormente, traduzis em associação com a forma como dirigis a vossa atenção.

Bom; Muitas vezes, o vosso pensar traduz os vossos ideais: os ideais que tendes de vós próprios, os ideais que cultivais em relação às vossas crenças – os quais podem não necessariamente identificar crenças, mas achar-se associado às vossas crenças – os elementos de vós próprios ou do vosso mundo que vos são confortáveis e que preferis e apreciais. Vós automaticamente gravitais em torno desses ideais, em termos de pensamento. Gravitais de modo automático para o que encarais como bom ou melhor ou confortável ou prazenteiro, e a razão porque gerais essa acção automática reside no facto de automaticamente avaliardes em conjunto com as vossas crenças que se direccionam no sentido da utopia, de que o certo seja bom, e de que o confortável e o que confere alegria esteja associado ao valor.

Em termos de exemplo físico, se segurares num diamante na mão, ou um rubi, e segurares num seixo na outra, qual achais que valorizais? Se vos perguntarem, qual dessas pedras deterá valor? Automaticamente direis ser a que chamais de pedra preciosa, a mais valiosa, a mais brilhante, a mais lustrada e a que reflecte com perfeição. Não apontais para o seixo porque ele não passa duma pedra comum, e porque existem muitíssimas pedras que podeis descobrir em qualquer local; pelo que são bastante comuns. Por isso, aquilo que é menos comum é mais valoroso. Esta é uma questão interessante. A razão porque valorizais a alegria deve-se a que seja tão pouco frequente.

Se avaliardes de forma autêntica a forma como focais a atenção, as vossas horas e dias e minutos e meses e anos, quanto do vosso tempo real é experimentado em verdadeira alegria e excitação, e quanto do vosso tempo será dispendido na neutralidade e na confusão ou no conflito ou no desconforto ou no drama ou em associação com o mau – porque muitas pessoas associam qualquer expressão de drama a uma coisa má. Gerais muito mais expressões dessas e em resultado criais uma avaliação que traduz que aquilo que é menos comum seja mais válido.

Isso, uma vez mais, não é verdade, porque se não valorizardes essas outras expressões de desconforto ou de conflito ou de frustração, não haveríeis de as criar. E muitas vezes elas podem ser bastante motivadoras. Muitas vezes a excitação não é necessariamente motivante, porque o desconforto sugere um desafio; É um quebra-cabeças e os quebra-cabeças geram fascínio, porque fascinais-vos com a descoberta de soluções, problemas e soluções, e os problemas e as soluções são igualmente bons.

PAT: Elias, tenho uma pergunta relacionada com uma verdade; quando nascemos, quando ainda não passamos dum bebé tenrinho acabado de nascer, nascemos com as nossas verdades exactamente ali? Por exemplo, é óbvio que se nos sentirmos irritados ou molhados ou começarmos a chorar, já devemos ter uma sensação do que seja bom: que seja bom ser alimentado e mau sermos deixados a passar fome. Se ao nascermos escolhemos os nossos pais e eles concordam com isso, já albergaremos a nossa verdade disponível antes de alguma vez emergirmos neste mundo, ou será que ela se nos aflora a partir das crenças culturais colectivas, de todas essas áreas?

ELIAS: De certa forma desenvolveis as vossas verdades.

PAT: Então quando nascemos de fresco, não possuímos verdades?

ELIAS: Possuís sim. Começais imediatamente a adoptar verdades, absolutos, tal como referiste.

PAT: Não há mais nenhuma hipótese? (Riso)

ELIAS: Não é questão de hipótese, minha amiga. Trata-se do reconhecimento do que é e do que escolhestes. Vós achais-vos nesta realidade porque escolhestes esta realidade. Escolheste-a a título de exploração. Escolhestes experimentar numa manifestação física em conjugação com o modelo desta realidade física particular. Existem muitas, muitas realidades físicas, e participais em muitas delas. Esta não passa doutra, e nesta escolhestes participar em conjugação com o seu modelo.

PAT: Então estarás a dizer que quando nascemos já possuímos algum fundo de verdade, e que ao crescermos adquirimos ainda mais?

ELIAS: Vós desenvolveis diferentes verdades, e essas verdades sofrem uma mudança. Elas são influenciadas pelas vossas preferências e as vossas preferências consistem em crenças preferíveis. Nisto, como estabeleceis cada vez mais crenças vigorosas e as passais a expressar em termos absolutos, elas tornam-se nas vossas verdades.

Mas, em resposta à tua declaração de “não haver qualquer outra hipótese”, de certa forma existe. Porque apesar de continuardes a expressar as vossas verdades e a expressar as vossas crenças – em razão de continuardes a manifestar-vos nesta realidade – também incorporais a capacidade e a energia desta Mudança na Consciência a fim de vos assistir, por assim dizer, porque a energia colectiva gera mais à-vontade na mudança. Incorporais a capacidade de expandir os vossos conhecimentos duma forma que vos capacita a compreender as vossas próprias verdades e compreendeis que não consistem em absolutos.

PAT: Possuirá a essência a sua verdade, ou será que é só na qualidade de focos que possuímos verdades?

ELIAS: A essência é consciência e existem algumas expressões da consciência que poderiam ser considerados como verdades; mas essas são verdades que não se acham associadas com as crenças. Uma verdade que não esteja relacionada com crenças é passível de ser traduzida sob qualquer forma, seja em que área for da consciência, a despeito de poder ser física ou não física, mas não está associada com o que designais como conceitos ou ideias.

JON: Então digamos que eu acredito que os meus pensamentos criam a minha realidade e a Erin não acredita nisso, mas acredita que cria a realidade dela por meio da direcção da atenção dela e esse tipo de coisas. Dirias que um de nós estará mais acertado do que o outro? (pausa)

ELIAS: Na identificação que fazeis, sim; na acção, não. Em relação à exactidão em relação ao modo como avaliais a forma como criais, a vossa avaliação é menos precisa; naquilo que fazeis, automaticamente, a despeito daquilo que pensais, estás a gerar a mesma acção que ela. O modo como encarais o que estais a fazer e como o entendeis em termos objectivos, é menos preciso.

PAUL H: Isso aplicar-se-á igualmente à avaliação da terra plana em oposição à terra redonda, pelo que, servirá àqueles que acreditam viver numa terra plana e àqueles que acreditam viver num planeta esférico? Mas tu respondeste com um sim e um não à pergunta do Jon, por isso aplicar-se-á…


ELIAS: Não necessariamente. Existe uma distinção, porque isto consta duma avaliação do modo como estais a criar a vossa realidade, duma compreensão objectiva do modo como criais a vossa realidade e duma resposta a isso. Não é uma avaliação referente à forma como a realidade é criada; é apenas colocada e não respondida. Por isso, tal como te referi, (A olhar para o Jon) sim e não, porque tu estás a gerar a tua realidade de forma semelhante, mas a avaliação que fazes disso, a compreensão que tens disso, é menos precisa.

As acções são idênticas no teu cenário (A olhar para o Paul H.) Aqueles que criam a particularidade da terra ser plana geram a realidade dessa qualidade. Os que geram o aspecto esférico do vosso planeta estão a criá-lo.

(Voltando-se de novo para o Jon) Ambos estais a criar a vossa realidade de forma semelhante, mas o entendimento quanto ao modo como a estais a criar pode ser mais ou menos exacto quanto aos moldes em que na realidade está a ser criado.

(Para o Paul H.) As suas realidades estão a ser criadas de modo semelhante e as suas ideias ou compreensão da forma como estão a criar é igualmente semelhante.

STEVE: Elias, permites-me que dê dar continuidade a esta questão? No momento utilizas os termos “menos preciso”. Quando iniciamos este debate eu referi que o Seth menciona sermos capazes de criar com sucesso aquilo que pretendemos por meio dos pensamentos, apenas por meio da afirmação repetida de querermos isto ou aquilo. E tu já nos disseste muitas vezes que isso não resulta, e de que não é desse modo que é criada.

Todo o teu lema actual se resume à não existência de verdades absolutas. Portanto, dirias que os métodos do Seth poderão de facto resultar em determinado indivíduo enquanto que o teu não, e vice versa?

ELIAS: Sim.

STEVE: Nesse caso, quando referes estar ele a ser menos preciso quanto ao modo como isso efectivamente opera, isso consta da tua opinião, da tua preferência e não deve necessariamente traduzir a opinião ou preferência de mais nenhuma essência.

ELIAS: Não se trata duma opinião nem duma preferência porque eu não uso as vossas crenças. Trata-se duma avaliação.

Nesse sentido, reconhecendo que uma pessoa pode adoptar de forma bem sucedida uma acção de sugestibilidade em si mesmo – e todos vós adoptais em vós mesmos uma acção de sugestibilidade – e nessa tendência podeis por em marcha a vossa própria sugestibilidade, por meio da concentração da vossa atenção sobre o pensamento. Aquilo que de facto podeis estar a fazer é deslocar a vossa atenção para diferentes crenças, coisa que vos possibilita aquilo que avaliais como o pensar, e desse modo passardes a criar a partir do pensar. Isso passará a ser a vossa realidade. A compreensão objectiva do que estiverdes de facto a fazer pode ser menos exacta, mas isso não quer dizer que não ocorra.

STEVE: Estarás então a dizer que se trata duma verdade absoluta e que os pensamentos não criam a realidade?

ELIAS: Não se trata duma verdade absoluta, não. Mas…

STEVE: Então de facto podem criar?

ELIAS: De certa forma, mas não da forma que estais a associar-lhe.

O pensamento não é uma coisa. O pensamento consiste num mecanismo, um mecanismo objectivo que é adoptado na vossa realidade física a fim de vos traduzir transmissões e escolhas ou acções duma forma objectiva que associais às vossas crenças.

STEVE: Em que sentido deixará isso de corresponder a uma verdade absoluta? Pareces estar a descrevê-lo nos termos duma verdade absoluta. “É assim que opera; é assim que a coisa se processa.”

ELIAS: É um mecanismo. Mas dependendo da forma como manipulais esse mecanismo e das crenças que adoptais a fim de operar em conjugação com esse mecanismo, podeis colectar provas de que o vosso pensamento preceda aquilo que criais. Aquilo que vos estou a dizer é que…

STEVE: Como uma verdade absoluta?

ELIAS: Não.


STEVE: Porque razão?

ELIAS: Porque não existem absolutos.

STEVE: Nesse caso existirá alguma possibilidade de estares errado - será isso que queres dizer com a declaração de não existir aí qualquer verdade absoluta?

ELIAS: Isto não é uma questão de certo nem de errado, mas daquilo a que se resume este debate. Não existem certos nem errados absolutos; trata-se daquilo que VÓS criais e do que percebeis.

STEVE: Nesse caso eu seria capaz de criar uma realidade para mim próprio em termos dos meus pensamentos - não apenas como uma interpretação mas como um facto - estarem a criar a minha realidade?

ELIAS: Podes.

DON: Eu penso que entendo o que ele quer dizer. Também me interrogo como poderás falar em termos da precisão duma avaliação como superior ou inferior.

ELIAS: Estou a compreender.

Aquilo que vos estou a dizer aplica-se em conjugação com o que escolhestes. Eu não sou o criador da vossa realidade; sois vós. Nesse sentido, também não me encontro a participar em nenhuma manifestação física na vossa realidade; Vós estais. Vós INCORPORAIS as vossas crenças; VÓS incorporais a concepção. A despeito do facto de PODERDES alterar essa realidade e de PODERDES incluir uma realidade diferente e de transformardes o mecanismo do pensamento num mecanismo criador – coisa que podeis – não se trata de nenhum absoluto.

Vós podeis; mas fareis tal coisa? Isso é menos provável. Fareis, de facto? Não.

STEVE: Ninguém? Nem mesmo tipos que são telepatas como o Uri Geller ou isso?

ELIAS: Não.

STEVE: Ele dobra aquelas colheres!

ELIAS: Mas isso não é uma acção que seja empreendida por meio do pensamento.

A despeito do facto de PODERDES incorporar uma acção – de facto neste momento PODEIS levantar-vos e caminhar fisicamente por aquela parede acima; isso é possível. Mas fareis isso? O mais provável é que não, porque as vossas crenças são vigorosas e influenciam-vos aquilo que criais. Podereis criar por meio do pensamento se reconfigurardes o padrão do pensamento e da sua função? Podeis.

Por isso, posso não vos dizer que isso corresponda a um absoluto nem que eu vos esteja a referir uma verdade absoluta quanto a não conseguirdes gerar a realidade por meio do pensamento. Mas fareis vós tal coisa, nesta altura e nesta presente manifestação? Não. Estais a fazer? Não.

STEVE: Então de que modo dobrará o Uri Geller a colher? Ele pensa na colher a ser dobrada. É desse modo que ele defende estar a operar.

ELIAS: Isso é a avaliação que ele faz.

STEVE: Nesse caso, de que modo o fará ele?

ELIAS: Por meio da energia, através da concentração numa fusão com o objecto e por meio da permissão da energia dele e da energia do objecto para se moverem em conjunto e se dobrarem.

STEVE: Mas os pensamentos incitam isso, não?


ELIAS: O pensamento consiste numa tradução simultânea com a acção que está a decorrer. Aí reside a vossa confusão.

STEVE: Mas se ele não pensasse nisso, a energia não seria liberdade desse modo.

ELIAS: Não necessariamente.

STEVE: Isso só acontece quando ele pensa no processo; não acontece quando ele vai a conduzir pela estrada!

ELIAS: Isso é a tradução que ele faz. Ele está a gerar o pensamento numa altura em simultâneo com a acção.

Agora; se vos sentardes e pensardes numa colher diante de vós, neste momento, dobrá-la-eis?

STEVE: Eu?

ELIAS: Sim.

STEVE: Não.

ELIAS: Que diferença existirá? Se é o pensamento que está a gerar o efeito da dobragem!

STEVE: Bom, ele pode dispor duma disposição de condutores no cérebro que lhe permita efectivar isso.

ELIAS: Mas se todos possuís um poder e um mérito e uma medida idênticos então qualquer capacidade que qualquer um de vós possua, todos haveis de possuir.

STEVE: Mas devido ao facto de dispormos de condutores diferentes e talvez devido a possuirmos algum bloqueio na nossa capacidade telepática, ou a possuirmos crenças que operem o mesmo. Ele parece ter-se livrado das que possuía, se alguma vez as possuiu, para início de conversa.

ELIAS: Ah, mas eu asseguro-vos de que ele não “se livrou” das crenças que tinha. Fosse esse o cenário e ele não teria hipótese de incorporar qualquer manifestação nesta realidade física pois não teria escolhido participar, porque esse é o padrão correspondente a esta realidade.

Aquilo que vos posso dizer, para enfatizar, é que a vossa manifestação nesta realidade consiste numa escolha. Vós escolheis manifestar-vos nesta realidade, mas eu compreendo que para muitos isto represente um conceito de difícil aceitação, que tenhais escolhido manifestar-vos e participar nesta realidade em particular a fim de explorardes os elementos dela em conjugação com as crenças que consistem no seu padrão. Mas vós também não vos achais confinados a esta realidade, não estais apenas a escolher manifestar-vos nesta realidade, mas a escolher muitas realidades em simultâneo.

Nisto consiste o significado desta onda: nas vossas verdades individuais e no modo como as encarais e no vigor de que se acham investidas. Elas podem ser adoptadas em termos de poder a fim de vos revigorar e podem ser adoptadas em termos de poder a fim de vos limitar e de vos tornar numa vítima de vós próprios junto com elas, e isso pode igualmente ser bastante vigoroso. É nisso que reside a questão de o reconhecerdes e do identificardes e compreenderdes.

Esta expressão de absolutos em termos de distorção, traduz uma outra verdade que incorporais, de existirem alguns absolutos e de outros não o serem, que possam existir algumas expressões que sejam distorcidas enquanto outras que não o sejam, em absoluto. Isso NÃO é verdade.

DON: Foi aí que surgiu a minha confusão, mas não o referi. Se pudermos abrigar o conceito de alguma coisa como mais precisa, isso deve implicar uma avaliação de ser mais precisa e isso será indicação mais precisa de se tratar dum absoluto…

ELIAS: Não, não se trata dum absoluto. Estou a falar-te em conjugação com o que estás a expressar e em conjugação com as tuas crenças correspondentes a esta altura actual. Está fora de questão oferecer-te informação que não consigas avaliar e que não consigas incorporar na tua experiência actual e na tua actual compreensão objectiva.

Tu e eu já debatemos a ausência de absolutos em conjugação com a ausência de separação, e em relação à expressão das pessoas através da criação de factos singulares e em conjugação com a concentração e a imprecisão disso. Com isto de vos propor informação a cada um individualmente de modo que a possais atrair a vós próprios - tal como eu comecei a fazer - eu represento uma via para o vosso questionamento, e para o vosso próprio processo. Vós estais a atrair esta informação a vós. Não fosse esse o caso e eu não estaria aqui a falar convosco.

Cada um de vós, no seu próprio processo está a indagar-se em relação à informação que DESEJAIS, e em relação ao vosso método – ou em relação a um dos vossos métodos – de vos proporcionar essa informação – isso consiste em adoptardes o debate comigo, tanto individual como colectivamente. Isso é igualmente questão significativa para a vossa compreensão, por ser uma ocorrência que esteja a ter lugar em muitos, de vos tornardes frustrados e passardes a depreciar-vos: porque não tereis vós oferecido esta informação a vós próprios, porque razão precisaríeis de participar num debate ou um diálogo comigo a fim de oferecerdes a vós próprios essa informação? Este, de facto, É o vosso modo de estender essa informação a vós próprios! Por consistir numa das vias que empregais a título de método.

Não vos estenderei informação que não estejais a atrair a vós nem a procurar. Não passo de outra das vossas vias.

ERIN: Tenho uma pergunta. Acho verdadeiramente difícil identificar as minhas verdades e as minhas crenças. Interrogo-me se isso terá que ver com algum bloqueio da minha parte, talvez devido a não desejar identificá-las por alguma razão, talvez por pensar serem más ou não querer lidar com elas ou isso. Penso que a pergunta que quero colocar seja porque razão será tão difícil para mim identificar as minhas crenças e verdades?

ELIAS: Posso-te dizer que, em especial nesta altura em que está a decorrer a presente onda, é difícil para muitos, porque vós estais todos colectivamente a expressar a presente onda em termos de cooperação, mas de modo diferente das outras ondas. Tu incorporas uma acção com que te achas familiarizada, em termos de identificação intelectual. Tu identificas por meio do pensamento. Pensas, e isso traduz a identificação que fazes em relação às tuas crenças e verdades.

Esta onda está concebida de modo diferente, mas vós concebeste-a todos. A expressão das vossas verdades não está a ser apresentada por intermédio da tradução do pensamento mas por meio da acção. Por isso, torna-se significativo que presteis atenção ao que estiverdes de facto a fazer e a empreender, além do que, também não foi acidente nenhum que antes do início desta onda eu tenha tido muitos debates convosco em relação a prestardes atenção ao que estais de facto a fazer a título de preparativo para esta onda, devido a que seja desse modo que ela se esteja a expressar. Se não prestardes verdadeira atenção ao que estiverdes a fazer, também haveis de encontrar dificuldade em identificar aquilo em que as vossas verdades consistem.

ERIN: Eu tive uma experiência em que estava a falar para a minha irmã em relação ao meu irmão, ao telefone. E agora ao falar contigo tomei consciência de ter estado a expressar a minha crença em termos dum absoluto por altura da conversa, mas quando a estava a ter, soava como uma verdade e era como… Nesse momento não consegui identificá-la; Não consegui identificá-la até olhar para trás, no sentido dela. Por isso estou a criar experiências que de algum modo parecem perigosas; não sei se esse será o termo adequado…

ELIAS: Mas mesmo na incorporação do reconhecimento subsequente ao evento, tu ofereces a ti própria uma identificação e uma compreensão da acção que incorporaste, o que te possibilita uma maior consciência em diferentes situações e diferentes acções em que podes prestar atenção e despoletar associações com a mesma verdade.


É significativo ter consciência do que estiveres a fazer, e da forma como estiveres a expressar-te no momento, e do modo como estiveres a projectar energia e dos absolutos que estiveres a expressar. Estou ciente de que isso consiste num desafio, porque é um acto pouco familiar prestar atenção á forma como expressas um absoluto, por se tratar dum absoluto e ser bastante familiar do modo como se apresenta, sem precisar ser questionado. Se é um absoluto, então passa a SER. E por isso, que mais se poderá acrescentar?

ERIN: É disso que me recordo; foi assim que pareceu, que tinha que ser da forma como eu o estava a expressar. Também me recordo que nesse momento senti não gostar da expressão que usei na conversa.

ELIAS: O que te fornece uma oportunidade de avaliares aquilo que estás a expressar.

Vamos fazer um intervalo e já continuarei a responder-vos às perguntas, porque este assunto é significativo. (Ri)

INTERVALO (2:46 da tarde)
RECOMEÇO (3:38 da tarde; tempo de chegada é 19 segundos)


ELIAS: Continuemos! E as vossas perguntas?

PAT: Eu tenho uma a fazer. Sou a Pat B., para que fique registado. Não sou a única a formular esta pergunta mas vou formulá-la em nome de muitos. Quanto tempo irá durar esta onda relativa à verdade e afectar-nos? Porque alguns de nós estão a passar um mau bocado, para o referir ao de leve.

ELIAS: Não sou capaz de o dizer (Riso) porque isso depende da vossa escolha.

PAT: Que probabilidades existem de se tornar mais curta do que longa?


ELIAS: No momento actual?


PAT: Sim.

ELIAS: As probabilidades são de prosseguir em frente.

PAT: Bom, que se lixe! (Imenso riso da parte da audiência)

ELIAS: (Elias ri) Posso dizer-vos que é capaz de se dissipar, e que sois capazes de dar por isso, na altura em que tiverdes considerado as vossas verdades e elas deixarem de constituir um desafio.

PAT: Então, nós assumimos responsabilidade pela parte que nos toca…? Muito bem.

DON: Quererá isso dizer que deverá ter uma duração individual, como por exemplo, se estivermos a sentir-nos à-vontade com isso a coisa poderá já estar a diminuir?

ELIAS: Sim.

PAT: E no caso de algumas das nossas verdades serem mais fortes do que outras, o confronto deverá ter uma duração mais prolongada?

ELIAS: Não necessariamente; depende da direcção que lhe imprimirdes, e da vossa escolha. Podeis endereçar-vos a verdades que poderão ser mais fortes do que outras e incorporardes um tempo relativamente curto a considerá-las, assim como podeis levar mais tempo. Depende do modo como prestardes atenção e se estais ou não a reconhece-las, mas quando as tiverdes reconhecido, dependerá de as aceitardes como as vossas verdades e o avaliardes e vos voltardes no sentido duma aceitação e duma compreensão do facto genuínas.


PAT: Então quando utilizas o termo “onda da verdade”, não é como uma onda que suceda em relação a toda a gente. Pode tratar-se dum pouco para uma pessoa e um pedaço para outra.

ELIAS: Correcto. Trata-se duma onda no geral, traduzida em termos de energia.

Agora; nessa onda generalizada de energia, TODOS participam de algum modo. Alguns podem avaliar e dirigir-se às suas verdades no que designais como pouco tempo e continuarem a participar na energia através dessa onda por meio duma concessão de energia aos outros e em cooperação com eles, num acto de suporte daqueles que poderão despender mais tempo.

STEVE: Elias, tenho vindo a adoptar uma mentalidade de aceitação crónica em relação a tudo o que vem à tona: em relação aos outros, às condições da minha vida, e em relação ao que penso ser as crenças que tenho. Mas tu dizes que todos criamos na perfeição e no sentido da realização do nosso melhor sentido de valor, e aí eu penso cá com os meus botões, “Quererá o Elias dizer que eu crio na perfeição incluindo mesmo a influência que as minhas crenças exercem, ou a despeito dessa influência?” Porque tu não falas tão bem das crenças que temos, e se estivermos a criar na perfeição em conjugação com elas, isso parece contradizer o modo como nos sentimos em relação a elas.

Dirás, “Não vejo nenhuma negatividade nisso, nem julgo as vossas crenças mas elas são menos eficientes do que outros métodos de criação.” Nesse caso, se é assim tão perfeito, como poderá ser menos eficiente? Ou será que não estás a falar em termos de criarmos na perfeição incluindo que as nossas crenças fazem parte da influência?

ELIAS: Incluo, as vossas crenças constituem um aspecto dessa influência.

Que é que na vossa realidade definis como um método mais eficiente de criação, considerando que as vossas crenças consistem num aspecto do modelo desta realidade física particular?

STEVE: São as palavras que tu empregas quando referes, “Procurem aceitar as vossas crenças, mas ao mesmo tempo se desejardes alterá-las por estarem a deixar de servir-vos de modo tão eficiente quanto gostaríeis…” Tu mencionas isso, que se elas não estiverem a servir-vos de modo tão eficiente, nesse caso podereis alterá-las. Concordarias, uma vez que te achas aqui presente, que as nossas crenças nos estejam a deter em relação à mudança? Eu gostava de debater a mudança…

ELIAS: (Com paciência) Não, as vossas crenças…

STEVE: …E as crenças que albergo estão a controlar-me; por isso é que não tenho um conceito assim tão bom delas. Tenho uma sensação desagradável em relação a elas quando me recordo que elas me estão a controlar em relação à emoção forte da Mudança. Por isso como poderemos dizer que esteja a ser criado na perfeição?

ELIAS: Não estão, nos termos que empregas, a deter-te em relação à participação nesta mudança, mas tu não estás a eliminá-las. Elas não são negativas, mas algumas influências provenientes de algumas crenças podem limitar ou impedir, mas isso são igualmente escolhas.

Elas estão a mover-se em conjugação com o que estais a criar no momento, em conjugação com o propósito do momento, mas já em conjugação com o conhecimento e a expansão da vossa consciência, elas podem tornar-se de algum modo uma obstrução em algumas das influências que exercem – não a crença em si mesma, mas as influências que ocorrem em relação à crença.

Existem muitas influências associadas a cada crença. Existem muitas crenças associadas a cada sistema de crenças, e nisso, algumas influências são aquilo que podeis designar como boas, por se expressarem em conjugação com as vossas preferências, enquanto outras podereis considerar serem menos boas, por não se enquadrarem nas vossas preferências.

Agora; se a direcção que desejardes no movimento desta Mudança e na expansão da vossa consciência for o de vos direccionardes a vós próprios objectivamente naquilo que quereis, na criação daquilo que quereis, tornar-se-á significativo reconhecer aquilo em que essas crenças consistirão, porque algumas influências podem estar a ser expressadas de modo que influencie a vossa percepção e as vossas escolhas a fim de criardes em oposição àquilo que desejais. Mas o que antes de mais se torna significativo é ter consciência e obter clareza em relação ao que quereis.

STEVE: Elias, já que acabaste de mencionar que elas podem constituir um obstáculo para nós na obtenção de determinadas coisas que possamos querer ou poderem constituir um impedimento na passagem que podemos empreender nesta Mudança que a Consciência atravessa, de que modo alguma vez conseguirei chegar ao ponto de poder aceitar essas crenças, no sentido de não atribuir juízo a algo que constitua um obstáculo?

ELIAS: Ao reconhecerdes que uma crença incorpora variadas influências diferentes, também sereis capazes de reconhecer que possuís a capacidade de escolha e podereis passar a escolher de forma consciente e objectiva.

Vós estais objectivamente a escolher, o que não quer dizer que tenhais uma consciência objectiva daquilo que estais a escolher em qualquer momento em particular, porque podeis não estar a prestar atenção àquilo que estais efectivamente a fazer, e por isso não estais necessariamente conscientes do que estais a escolher.

Cada acto que adoptais consiste numa escolha, mas podeis não o perceber como tal. Podeis percebe-lo como uma mera ocorrência ou podeis perceber uma acção que incorporeis como tendo sido ditada por alguma influência externa e não esteja a ser gerada por vós próprios. Podeis também não reconhecer o modo como todas as vossas acções se acham entrelaçadas e relacionadas entre si, porque é a projecção do tipo de energia que estais a expressar exteriormente que gera as diferentes escolhas que criais e que implementais.

Muitas, muitas, muitas escolhas podem ser geradas num período relativamente curto e podem parecer-vos à superfície como não relacionadas e não estarem a gerar qualquer associação entre si; mas na realidade é o tipo de energia que projectais no exterior por meio da vossa percepção que gera a expressão generalizada da energia que afecta em qualquer direcção que empreendais durante o dia.

Agora; se permitirdes que uma crença se expresse nos termos de não vos encontrardes no controlo da vossa realidade ou de estardes a deixar de a criar por estardes a ser co-criadores da vossa realidade, haveis de projectar um tipo de energia que vos permitirá escolher muitas acções que vos parecerão não proceder da vossa escolha. Se estiverdes a criar permissão para reagirdes de modo automático sem prestardes atenção genuína ao que estiverdes a manifestar, se vos permitirdes expressar uma crença nalguma influência externa ou mesmo interna que vos esteja a dirigir, sem a vossa permissão, haveis de gerar uma percepção que se desloca a par com essa crença e projectará uma energia que vos validará essa crença e gerará essa realidade.

As crenças são reais, e influenciam-vos naquilo que criais, e influenciam-vos a percepção. A percepção que possuís cria-vos a realidade presente. Cria-vos a vós e à vossa manifestação física: cria o edifício em que vos encontrais; cria a cadeira em que vos sentais; cria os outros indivíduos presentes neste compartimento. Cria cada aspecto da vossa realidade que experimentais, e de modo influenciado pelas crenças que expressais.

E vós englobais as crenças todas nos vossos sistemas de crenças. Escolheis expressar algumas, mas não todas.

Agora; nos termos que empregaste em relação à “mudança duma crença”, na verdade não estais a mudar crença nenhuma. Não estais a transfigurá-la numa outra crença nem numa crença diferente. Não estais a eliminar uma nem a criar outra. Aquilo que estais a fazer é a redireccionar a vossa energia por meio da consciência que tendes e a permitir que a vossa atenção se volte para a expressão de crenças DIFERENTES. Elas já se acham todas disponíveis...

STEVE: Por meio da aceitação da crença, não é?

ELIAS: É. Pela aceitação da crença, reconheceis que continuais a sustentar essa crença. Ela não foi eliminada.

STEVE: E eu estarei a reconhecer tratar-se dum impedimento?

ELIAS: Tu reconheces existirem influências nessa crença que se estendem em determinadas direcções que poderão representar o que podereis perceber como um impedimento, mas reconheces igualmente...

STEVE: Eu não aceito impedimentos!

ELIAS: (De modo paciente e lento) Tu reconheces igualmente a existência dalgumas influências porque sentes preferência. Por isso, e de modo associado a esse reconhecimento, escolhes as influências que passarás a expressar e que passarás a permitir.

STEVE: Então fornece-nos uma declaração para usarmos...

WILL: Desculpa, Steve; Disponho dum exemplo que se relaciona com o que estás a falar. Estou a tentar compreender aquilo de que ambos estais a falar e só para ver se o entendo. Eu chamo-me Will.

Tenho três adolescentes lá em casa. Há pouco estavas a falar sobre o remorso, na situação do “cão às voltas”. Quando regresso a casa experimento problemas de consciência ao me deparar com roupas amarrotadas pelos sofás e comida por todo o lado. Sinto todos estes problemas de consciência e frustração em relação à interrogação sobre a razão porque esta casa não se encontra mais arrumada. E aquilo em que comecei a reflectir, há umas semanas atrás foi na crença de que uma casa arrumada signifique uma casa melhor, e que se a minha casa se achasse limpa a minha vida correria melhor. Desse modo isso tornou-se óbvio para mim, coisa que antes não era. Isso representou um primeiro passo.

O segundo passo foi quando comecei a alimentar esta ideia de que a minha casa se encontrava em perfeito estado do modo que estava. Isso simplesmente sobreveio-me à mente; jamais tinha pensado nisso antes. Por isso voltei lá a casa e ela encontrava-se no mesmo estado, e de repente parecia que era suposto aquela meia encontrar-se ali, aquele vidro era suposto estar ali, e os problemas de consciência desapareceram da minha vida.

Agora, do que ambos estais a debater, aquilo que me é dado escutar é que para mim, uma experiência dessas não é boa nem má, mas uma questão de aceitação.

ELIAS: Pois. Porque isso é o que já tive ocasião de referir a muitos, o facto de que muitas vezes podeis gerar uma forma de aceitação e experimentar essa aceitação, mas não se trata necessariamente duma acção que requeira análise por meio do pensamento. Apenas aceitais, e ela passa automaticamente a ocorrer. Esse é um exemplo interessante e válido o que propuseste, por se tratar do simples exemplo duma acção que não incorporava necessariamente um tremendo pensar mas incluiu o reconhecimento duma verdade.

Agora; o reconhecimento da verdade pode não ter sido necessariamente gerado de forma completamente clara por intermédio do pensamento. Podes não ter expressado por pensamentos, “Ah, reconheci uma verdade, que a despeito da nossa posição, do nosso estatuto, da riqueza ou da pobreza de que podemos gozar, na sociedade, a medida do nosso mérito, em termos de aceitação, se traduz pela ordem e pela arrumação.” Nem sequer geraste uma identificação dessas, mas ofereceste a ti próprio algum tipo de identificação, uma tradução em termos de pensamento, de que uma casa arrumada represente uma casa saudável. Isso consiste igualmente numa crença religiosa.

Agora; com isso não procedeste à avaliação nem à análise de todos esses elementos da crença que se acham em conjugação com o pensamento, nem tão-pouco o identificaste como uma verdade em si mesma, mas identificaste-a com suficiente clareza e reconheceste-lhe suficientemente o vigor para a identificares como uma das vossas verdades.


Agora; ao reconheceres isso, sem a ajuda da análise e sem incorporardes todos estes passos no campo do pensamento que muitos de vós usais – por vos ser familiar, por ter sido o modo através do qual vos dirigistes às ondas anteriores – permitis-vos apenas reconhecer as reacções que tendes, a vossa acção, e aquilo que estivestes a gerar no vosso íntimo, a vossa resposta automática. Isso terá representado uma identificação de reacções automáticas.

Por intermédio do reconhecimento da reacção automática permitiste-te relaxar e deslocares a tua atenção de modo diferente, sem te agarrares à percepção original em termos dum absoluto isento de qualquer outra escolha mas com o reconhecimento de preferires a casa arrumada, mas não está e isso não é necessariamente mau. Trata-se duma identificação da tua preferência e da tua opinião, mas não dum absoluto. Portanto, permitiste-te perceber a casa de modo diferente, ao deslocares a tua atenção.

Isso não representa uma eliminação da crença; continuas a incorporar a preferência da casa arrumada como sendo melhor, o que não é errado nem mau, nem precisa ser eliminado. Traduz a preferência que tens, mas consegues reconhecer não se tratar de nenhum absoluto e que outros poderão não expressar a mesma preferência ou a mesma atenção dessa forma, e que poderão expressar que o facto da casa se achar limpa ou não tenha importância, e que preferirão não prestar atenção à possibilidade da casa se achar numa desordem ou não. Mas se aceitares tratar-se da preferência que tens e se reconheceres não se tratar de nenhum absoluto, a percepção altera-se.

Agora; a crença, tal como já referi, permanece. Não foi eliminada. Continua a ser expressa mas foi NEUTRALIZADA, porque a crítica respeitante às diferenças deixa de estar presente.

Agora; isso é gerado no momento. Podes regressar à tua casa noutra altura e sentir a mesma pontada de remorso, porque a aceitação não traduz uma acção que seja criada de uma vez por todas; porque isso negaria a escolha e isso por sua vez negaria a mudança. Por isso, como a escolha e a mudança constituem qualidade inerentes à consciência - que se resume àquilo que vós sois - isso constitui o vosso livre-arbítrio, e com isso proporcionais a vós próprios uma oportunidade de aceitardes qualquer crença em qualquer altura.

Por vezes podereis aceitar uma crença e a experiência que fizerdes na vossa percepção pode ser suficientemente poderosa para facilmente gerardes essa aceitação repetidamente, e ela deixa de se tornar um desafio daí em diante. A repetição da aceitação torna-se familiar.

Por vezes pode tornar-se num desafio maior. Podeis passar a aceitar uma crença em certas situações, enquanto que noutras a mesma crença pode ser expressa e experimentardes um maior desafio com a experiência dessa aceitação. Isso é igualmente uma questão de energia e do facto da energia que estiverdes a expressar se achar familiarizada com a energia que outros estiverem a expressar, e do facto de poderdes estar genuinamente a permitir-vos um à-vontade na aceitação das diferenças, coisa que constitui um tremendo desafio nesta presente onda, porque estais a apresentar a vós próprios inúmeros exemplos de diferença, e isso ser o que gera os absolutos. Reconheceis ou detectais as VOSSAS preferências, e isso forma aquilo com que contais nas expressões e condutas dos demais.

Agora; também aí, o reconhecimento da expressão da vossa energia se torna bastante significativo. Porque se não reconhecerdes estar a gerar tais expressões, estardes a gerar a súbita pontada do remorso, e de ser a vossa verdade o que está a criar essa situação - a percepção que tendes, a gerar essas sensações, isso que é transmitido, essas reacções - deixareis de ter possibilidade de escolha e passareis a expressar um tipo de energia que deixa de incluir responsabilidade em relação às vossas próprias escolhas.

A responsabilidade não traduz um termo depreciativo. Trata-se duma acção bastante libérrima, porque, se fordes responsáveis estareis a dirigir o “processo” e deixareis de poder tornar-vos uma vítima.

STEVE: Elias, poso colocar-te uma última pergunta relacionada com o assunto sobre o qual te estava a interrogar? Poderás terminar esta declaração de modo a eu poder talvez compreender com que tipo de mentalidade possa supostamente atacá-la, se me perdoares a expressão. “Apesar das crenças que abrigo constituírem um impedimento à minha mudança no futuro imediato ainda assim aceito-as em razão...” Se fizeres o favor de terminar essa declaração por mim, sobre o modo como gostarias que a nossa mentalidade fosse. (Pausa)

ELIAS: "De possibilitar a mim próprio uma escolha."

Agora; completei a declaração que querias mas devo clarificar a forma como tem início: Tu já ESTÁS a participar nesta Mudança da Consciência.

STEVE: Muito bem! Mas eu quero completá-la; quero ir até ao fim. É esse o meu objectivo!

ELIAS: Não existe fim para a mudança de consciência.

STEVE: “Porque disponho de possibilidade de escolha”, é a resposta que me dás. Eu interrogo-me se algum de nós poderá chegar a uma aceitação verdadeira das coisas que nos provocam impedimento por meio duma mentalidade assim, “Muito bem, posso ter obstruções, mas disponho de escolha.” Estou a tentar entender exactamente o que é que isso significa. Estou a tentar deixar-me envolver pelo significado exacto disso. Eu disponho de outras escolhas, pelo que não formulo juízo de valor em relação ao impedimento por dispor de escolhas sem que sejam bloqueadas por ele, será essa a ideia?

ELIAS: Dá-me um exemplo duma crença que identifiques.

STEVE: Eu digo-te o seguinte. Seria mais útil para nós se nos dissesses a razão, ou em que consiste o ganho que obtemos por permanecermos nesta área da consciência que não inclui a mudança. Que paga obteremos por permanecermos num mundo que não é psíquico nem clarividente nem telepático nem consciente?

ELIAS: (Calmamente) Mas não permaneceis.

STEVE: Isso é a crença que nos está a impedir.

ELIAS: Vós ESTAIS a participar nesta Mudança na Consciência.

STEVE: Bom, antes de isso acontecer, antes de 1900. Que nos prenderia? E que será que nos prende e ir tão longe quanto pudermos com a Mudança?

ELIAS: Não está...

STEVE: Ainda estamos a ser impedidos pelo que quer que seja que as crenças representem. Mas porque razão teremos criado tais crenças, antes de mais? Que paga teremos obtido por criar essas crenças que nos mantém neste foco estreito?

ELIAS: (Suavemente) Experimentar, explorar.

STEVE: Então esse é o meu exemplo, a minha crença. A minha crença aparentemente traduz uma vontade de explorar um mundo limitado e estreito.

ELIAS: Será?

STEVE: Bom, tu disseste que era.

ELIAS: Eu não disse isso.

STEVE: Que essa é a razão porque o criamos, disseste tu.

ELIAS: Para o explorardes, mas não em termos de limitação.

STEVE: É o que isso representa, pensas tu. Tu pensas assim.

ELIAS: Eu não. (Riso disperso)

STEVE: Tu achas que é limitado. Estás sempre a utilizar o termo “limitado”.

ELIAS: Estou a reflectir-vos.

STEVE: Só utilizas o termo por pensarmos ser limitado?

ELIAS: Vós pensais. Mas isso traduz a vossa verdade colectiva, a de que estais a avançar rumo a esta Mudança e oferecer a vós próprios informação respeitante ao QUE estais realmente a fazer. Por isso eu respondo-vos e refiro-vos uma identificação daquilo que estais de facto a fazer. Não me estais a perguntar de que modo o podereis fazer; estais a faze-lo. Estais a escolher aquilo que estais a escolher. E estais a perguntar-me o que estais a fazer.

VÓS gerais o juízo de valor em relação ao que estais a fazer. EXPRESSAIS a avaliação respeitante ao que estais a fazer, quer em termos de bom ou de mau, de aceitável ou de inaceitável. Eu não vos refiro nenhuma apreciação em termos de o que estejais a fazer seja bom ou mau, melhor ou pior. Isso não tem importância, por ser o que estais a fazer.

STEVE: Vou-te deixar de fora da questão, e dizer que é dessa crença que gostaria de me livrar. É em razão disso que estarás a dizer que nós criamos isso, a fim de o explorarmos, mas não vou empregar mais o termo conotado da “limitação” – a fim de explorarmos uma consciência que aparente não é a mais ampla que podemos obter. É isso que para mim constitui um obstáculo, esse modo verbal, esse...

ELIAS: De não estares a participar nesta Mudança?

STEVE: Suponho que todos, dizes tu, estaremos até certo grau, mas até ao momento ainda não avançamos muito, pois não?

ELIAS: Isso depende do indivíduo e do modo como cada um expande a sua consciência e detém vontade de incorporar uma abertura para o que seja pouco familiar.

Agora; que será familiar para ti? Tudo o que expressaste. Referes-me que a identificação que fazes desta Mudança na Consciência seja a de vos tornardes mais telepatas, mais psíquicos.

STEVE: Isso seria bom! (Riso)

ELIAS: Isso traduz a identificação que fazes do que esta Mudança da Consciência seja, e de que não estás a participar nesta mudança da consciência por não ofereceres a ti próprio evidências suficientes de tais expressões.

STEVE: Penso que essa parte de mim esteja a ser bloqueada pelas crenças que tenho.


ELIAS: Mas que estará a influenciar essa associação que estabeleces de estares a ser bloqueado?


STEVE: É óbvio que não o consigo; pelo menos não conheço qualquer método para o conseguir, e eu gostava de o conseguir.

ELIAS: Mas qual será a crença que tens?

STEVE: Uma consciência mais expandida haveria de criar essa habilidade com maior à-vontade, e facilitá-la.

ELIAS: Não necessariamente.

STEVE: Ser clarividente equivale a possuir uma consciência expandida – na verdade são os mesmos termos.


ELIAS: Ah, mas terão eles tal consciência? As pessoas já possuem a clarividência (como tu chamas a isso) há séculos, sem que tenham adoptado a expansão da consciência que se associa com esta Mudança que a Consciência atravessa.

(Volta-se para a Elena, que tem estado a abanar a mão) Sim?

ELENA: Disseste previamente existirem verdades que não se acham ligadas às crenças?

ELIAS: Disse.


ELENA: Poderás revelar-nos um pouco disso?

ELIAS: Existem verdades que traduzem qualidades da consciência. Não consistem em expressões de crenças e traduzem-se em todas as áreas da consciência do mesmo modo. Não se acham associadas a conceitos mas sim à acção.

ELENA: A que tipo de acção, por exemplo?

ELIAS: À escolha.

ELENA: Existirão mais algumas?

ELIAS: Existem muitas expressões diferenciadas de verdade. Já vos oferecei previamente uma lista de verdades...


ELENA: A cor?

ELIAS: Sim, o tom, a consciência, a realidade. Existem muitas mas consistem em acções. Não são conceitos, porque a consciência traduz uma acção. Não é uma coisa. Por isso as verdades não são coisas.

As verdades sobre que estamos a falar neste debate são as VOSSAS verdades associadas às vossas crenças. São crenças que vós tornastes em absolutos, e que em razão disso se tornaram as vossas verdades. Mas as vossas verdades não são verdadeiras.

PAT: Serão as nossas verdades equivalentes às nossas formas de juízo que empregamos? Porque, se não tivermos uma opinião ou um parecer em relação a algo, como haveremos de definir aquilo que seja uma verdade? Estarás a dizer que as nossas verdades também incluam os pareceres que empregamos?

ELIAS: Não necessariamente.


PAT: Serás capaz de o explicar? Porque a minha verdade traduz-se do seguinte modo, “Acredito que isto seja correcto” e isso deve proceder do juízo que faço em relação a algo que seja incorrecto ou a algo que seja correcto ou bom ou mau, etc.

ELIAS: Procede.

PAT: Poderá a verdade ter o mesmo significado que o parecer?

ELIAS: Pode, a que está associada às vossas preferências individuais. Por traduzir uma avaliação daquilo que preferis e do que não preferis.

PAT: E aquilo que eu prefiro está em acordo com as minhas verdades.

ELIAS: Por certo, mas as vossas verdades também estão associadas com o que não preferis. O assassínio está errado – eis aí um absoluto. Isso não traduz aquilo que preferis mas o que não preferis.

PAT: Mas também consiste no juízo que faço de estar errado, pelo que...

ELIAS: Pois.

PAT: Então estará toda a verdade que qualquer pessoa alguma vez tem, baseada no seu espírito crítico?

ELIAS: Está.

NANCY: Elias, de que modo estará isso relacionado com as sensações referentes ao tom, como quando identificamos ou avaliamos o conhecimento por meio da sensação do tom? De que modo encaixará isso no que estás a referir?

ELIAS: De que forma?

NANCY: Numa identificação de informação que havemos de comportar como uma verdade pessoal.

ELIAS: De forma bastante similar. Podeis proporcionar a vós próprios informação por meio deste método e em conjugação com as vossas crenças a com aquilo que apresentardes a vós próprios e com as vossas preferências. Elas também podem ser tornadas numa verdade pela criação dum absoluto.

NANCY: Então, a apreensão da sensação respeitante ao tom...

ELIAS: Mas isso não são absolutos. Mas vós atraís isso a vós ou gerais isso de forma a oferecer-vos informação. O que não quererá dizer que a informação que ofereceis a vós próprios seja absoluta, apesar de poder estar em conjugação com as vossas preferências, e poder tratar-se duma concessão a vós próprios duma coisa que possa gerar em vós uma maior compreensão em relação a certos movimentos que criais.

NANCY: Porque é desse modo que eu avaliaria uma verdade. O valor dessa verdade, para mim, advém do que costumava chamar de barómetro da verdade. Por intermédio dessa sensação do tom reconheço que, “É isto o que me está a incomodar.”

ELIAS: Mas foi isso que eu disse desde o começo deste fórum. A questão reside em criardes a vossa própria lembrança - que não quer dizer o mesmo que recordação. Trata-se duma intimidade convosco próprios, dum conhecimento de vós próprios. Vós ofereceis a vós próprios informações por diversas vias; E eu constituo apenas uma. E proporcionais a vós próprios informações para gerardes essa lembrança, esse auto-conhecimento, e passais a conhecer por isso vos soar como uma verdade. O que não quer dizer que seja um absoluto, porque as diferenças também podem soar verdade aos outros. Mas o que identificardes com a vossa bitola em relação às medidas que se adequam às vossas preferências, ao vosso movimento e à vossa exploração, e se isso soará verdade para vós.

NANCY: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.


ERIN: A pergunta que queria fazer era, eu tenho vindo a prestar atenção à energia que tenho vindo a projectar e tenho consciência de que isso com toda a probabilidade se irá tornar numa questão pessoal em relação àquilo em que consistam as minhas crenças, mas por vezes projecto uma certa energia e sinto que não consigo alterá-la. O que quer que essa energia que esteja a projectar seja, deverá ser onde me encontro no momento. Se é uma sensação ou uma sensação em termos de energia, não me parece que na verdade o consiga alterar. Qual será a minha crença pessoal que me levará a sentir não ter escolha em relação à energia que projecto ou mesmo a emoção - seja o que for que eu esteja a experimentar no momento?

ELIAS: Muito bem. Posso referir-te, a título de identificação, que muitas pessoas criam de forma bastante similar em diferentes situações porque a crença de que o vosso aspecto subjectivo seja mais potente, como uma crença que é referida com mais frequência, e de que possui o poder de dirigir melhor do que o vosso aspecto objectivo. O vosso aspecto objectivo vós encarai-lo como menos controlador, menos poderoso, como o que dirige menos, e como achando-se mais sujeito à esfera do subjectivo.

Por isso, qualquer elemento que avalieis em termos duma acção subjectiva – uma forma qualquer de transmissão ou de comunicação, uma projecção de energia – não associais isso necessariamente à esfera objectiva. Porque continuais a separar a esfera do objectivo da do subjectivo como se fossem duas entidades e não necessariamente como entidades que se movem com harmonia entre si; como entidades que seguem a outra, e com a associação de que a subjectiva detenha maior poder e constitua o foco que dirige, enquanto a objectiva acompanha a subjectiva. Por isso, sendo a parte mais fraca de ambas, nem sempre possuirá a capacidade de escolher uma acção que esteja a ser expressada no momento. Mas isso, uma vez mais, não é verdade, mas traduz a forte influência duma crença.

DON: Será essa uma crença que seja mais expressada por parte dos que têm uma orientação intermédia?

ELIAS: Não, não necessariamente. Não se trata duma coisa que esteja necessariamente associada a uma orientação. Trata-se duma expressão, duma crença que é expressada por muitos, muitos, muitos indivíduos, e que se acha igualmente associada ao sistema de crenças da religião, porque existem muitas crenças que reforçam essa expressão de não vos dirigirdes, e de possuirdes aspectos que não controlais e que vos estejam a dirigir contra a vossa vontade. Apenas trocais os nomes.

Adoptastes, no passado, o que identificais como “Deus”, e dessa identificação de Deus avançastes para a identificação dum “poder superior”, e daí passastes a usar o termo “Essência”, e em seguida avançastes do que identificáveis como “Essência” para a “consciência Subjectiva”. Mas na verdade é tudo a mesma coisa, pela mera adopção de diferentes designações, e a consciência subjectiva continua a estar associada ao Deus.

PAM: E em relação ao aspecto que escolhe? Porque para mim isso está relacionado com o que estavas a mencionar, numa transcrição recente. Achei tão fascinante. E tal como entendi o que mencionaste, esse aspecto que procede à escolha acha-se separado das crenças que temos, e que exercem influência. Não consigo captá-lo, não o entendo, nem tenho uma perspectiva objectiva dessa parte de mim porque, para mim, eu escolho com base numa crença. Ou sucedeu algo que eu não desejava - e aí isso encontra validade na crença limitativa que apresento - ou escolho uma preferência baseada numa crença, e por isso as escolhas que faço baseiam-se em crenças...

ELIAS: Baseiam-se, sim.

PAM: ...Mas a transcrição refere que este aspecto que procede à escolha se acha na verdade bastante separado, que pode achar-se completamente separado desta crença.

ELIAS: Isso é um mal-entendido. Isso acha-se associado à atenção.

PAM: E que coisa é a atenção, senão pensamento?

ELIAS: Não é pensamento.

PAM: É alguma outra coisa em relação ao que eu preciso de ajuda! Eu continuo a pensar, por meio de que outro modo havemos de nos concentrar senão pensando em algo? Por isso, de que outro modo nos concentraremos?

ELIAS: Podeis concentrar-vos de muitos e variados modos, mas a atenção não significa pensamento. Pode estar dirigida para o pensamento mas em si mesmo não envolve o pensamento.

PAM: E também não consiste numa emoção, não é?

ELIAS: Não, é uma forma de comunicação.

Agora; a informação que foi apresentada achava-se associada à atenção e à consciência que possuís em relação ao que esteja a ocorrer.

Bom; ainda em relação à atenção, a vossa acção que escolhe pode necessariamente não estar relacionada a nenhuma crença particular. Isso não quer dizer que crenças específicas não te estejam a influenciar a escolha, mas a tua atenção pode não achar-se dirigida para a crença, e em resultado podes estar a criar em conjugação com uma crença e estares a ACREDITAR em algo diferente; porque acreditar não se acha necessariamente associado às crenças que expressais.

NAOMI: Elias, se não te importares que pergunte – eu sou a Naomi – porque é com a compreensão disso que me sinto um pouco confusa. Se eu observar a minha situação e não gostar dela, em determinada altura eu terei escolhido isso. Agora tomo consciência de que o querer não traduza crenças. Será isso o que estarás a dizer, que uma crença não seja necessariamente um querer? Por vezes fazemos coisas sem ser em conjugação com aquilo em que realmente acreditamos.

ELIAS: Correcto.


NAOMI: E isso ajuda-me a entender a questão. Se pudéssemos regressar à aceitação, em que altura passaremos a aceitar a posição em que nos achamos e em que altura escolheremos prosseguir? Será quando nos sentimos demasiado desconfortáveis para aceitarmos a nossa posição?

ELIAS: Isso depende do indivíduo.

NAOMI: Eu pensei que ias dizer isso! (Riso)

ELIAS: Depende da tua expressão individual e do que te motive e daquilo a que prestes atenção. Cada um é diferente, porque cada um possui uma percepção distinta. Também está associado ao que valorizais.

NAOMI: Por vezes sinto que se a nossa energia se encaminha para algum lado – e compreendo que possa ser assim, por se tratar de consciência, movimento, uma coisa natural que se faz – mas se a nossa energia se encaminha para algum lado, por vezes pode dar lugar a uma verdadeira luta fazer com que isso aconteça, devido à situação em que a pessoa se encontrar no momento.

Se me for permitido fazer uso do exemplo da casa arrumada – e se não quisermos desarrumação em casa, e expressarmos uma energia vigorosa em termos de não-aceitação da desarrumação e insistirmos em tê-la limpa? De facto temos que nos esforçar para fazer isso acontecer. Ou tratar-se-á duma crença que eu abrigo?

ELIAS: Isso consiste igualmente numa crença. Depende da energia que estiveres a projectar. Se estiveres a projectar uma energia de “dificuldade” e de “trabalheira”, isso deverá ser o que passarás a criar. Se projectares uma energia de à-vontade com uma consciência disso como fazendo parte do que queres, em consequência do que deverá ser aquilo que venhas a criar, não tens necessariamente que incorporar dificuldade nem ardor.

Isso traduz o significado de ter consciência do tipo de energia que estiverdes a expressar e de estardes ou não a expressar energia no sentido de forçar e uma energia de confronto, ou se, por outro lado estais a expressar uma energia de à-vontade, se estareis a expressar uma energia de temor ou de dúvida, ou uma energia de confiança e de reconhecimento pessoal, se estais a expressar uma energia de expectativa em relação aos outros e se estareis à espera que eles se expressem em primeiro lugar e por isso a permitir-vos reagir por não achardes que deveis começar vós. Existem muitos tipos diferentes de expressão e de energia, mas torna-se significativo ter consciência do tipo de energia estais a projectar.

O modo por meio do qual vos permitireis ter consciência do tipo de energia que estiverdes a projectar é pela consciência desses três elementos pessoais, não apenas em relação ao que estais a pensar mas àquilo que estiverdes a transmitir a vós próprios e o que estiverdes de facto a fazer, e se estais de facto a projectar energia por antecipação ou se vos achais presentes convosco próprios no momento.

NAOMI: Na semana passada tive um pico emocional – senti-me tão orgulhosa de mim própria que o reconheci, para começo de conversa – mas no trabalho, tomei consciência de não desejar permanecer nessa posição; pelo menos era isso que as minhas emoções me transmitiam. É aí que entra a paciência por pensar desejar proceder a uma alteração, mas não está a ocorrer exactamente no momento e eu tenho que esperar por uma oportunidade de inserir isso na minha realidade objectiva.


ELIAS: Isso não é paciência; é espera. A paciência traduz uma acção de permissão, e a espera não traduz um acto de permissão. Está a aguardar e permanece na antecipação, à espera que alguma ocorrência ou acção seja inserida na vossa realidade, não por vós mas em razão dalguma acção cósmica miraculosa (Riso) e isso deverá representar o sinal que obtereis e em face do que passareis a actuar. O que se reduz a um método que nem por isso é errado, mas eu estou apenas a clarificar aquilo que traduz a paciência e não a espera.

WENDY: Não poderias passar a paciência em revista, de novo?

ELIAS: A paciência é um acto de permissão. Trata-se dum acto de relaxamento e de permissão do fluxo de energia em vós próprios e de vos permitirdes participar juntamente com outras energias ao vosso redor num acto de permissão seja qual for a direcção em que flua com naturalidade, sem qualquer expectativa.

WENDY: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

STELLA: Elias, a Letty e eu, nós as duas nos completamos bastante bem em conjunto, mas ela tem estado a proceder de modo oposto àquele que tenho vindo a usar. Geralmente reflectimo-nos muito bem uma à outra, e actualmente ela sente-se verdadeiramente relaxada e eu sinto ciúme! (Riso) Sinto-me de tal modo frustrada, por estar à espera. Esta coisa da paciência, sabes – é para esquecer! Eu quero arranjar um emprego. Se alguém me estiver a ouvir que me faça o favor! (Riso) Sinto-me frustrada de verdade, e ela deixou de representar o que quer que seja. Poderás dizer-me o que se está a passar? De repente a nossa energia sofreu uma mudança. (1)

ELIAS: O que, uma vez mais, representa um complemento natural, que tens vindo a gerar há algum tempo.

STELLA: Nesse caso que deverei fazer? Deverei fazer como ela?

ELIAS: Não.

STELLA: Como que tirar proveito da energia dela?

ELIAS: Não é uma questão de gerar o mesmo que o outro mas apenas de dares atenção àquilo que estiveres a gerar e de dares atenção ao que estiveres a apresentar a ti própria com esse complemento, e de reconheceres e avaliares aquilo em que consistem as tuas preferências...

STELLA: Eu sei que gosto de me ver ocupada; quero trabalhar. Quero de verdade... Elias, já estou tão cansada! Já li tantos livros, e não tenho nenhum passatempo. Sou incapaz de lidar com as coisas; sou mesmo. Não faço jardinagem...

ELIAS: Mas estás a comparar.


STELLA: Não, não, estou a comparar-me comigo! Não tenho passatempos. Não sei, eu levanto-me pela manhã e penso, ”Que diabo hei-de fazer comigo, hoje?” Já pintei e voltei a pintar as minhas unhas, mas continuo a fazer essas coisas. E já li tantos livros. Já gastei tanto dinheiro com a compra de livros, Elias, que parece incrível. Não sei, não pareço... Só quero sair e fazer alguma coisa, Elias. Poderás ajudar-me?

ALGUNS MEMBROS DO GRUPO: Ela pode ajudar-me por algum tempo! (Imenso riso)

ELIAS: Mas qual será o desafio que...

STELLA: Vê bem, não sei de que forma me estarei a desafiar. Será que sinto preferência por trabalhar?

ELIAS: É.

STELLA: Oh, obrigado! Muito bem! (Riso)

ELIAS: O que...

STELLA: Penso que estaria a sentir isso, quando falei contigo da última vez, e tu disseste-me para relaxar e me tornar íntima de mim própria. Mas já o fiz (Mais riso) e agora pus um fim nisso! Não creio que necessite de mais tempo para me tornar íntima de mim própria! Já consegui perceber todos os meus aspectos e assimilá-los a todos – muito obrigado mas precisamos ir em frente – e por isso, sinto estar pronta! Está bem assim?

ELIAS: Está! Agora se interromperes apenas a comparação que estás a fazer com a Castille e te permitires...

STELLA: Eu sei que estou a começar a entender a mensagem, porque estou ciente de que em conjunto ambas nos completamos; mas de qualquer modo ela agora está lá e eu permaneço aqui, mas é como, “Espera lá, está alguma coisa aqui a acontecer.”

ELIAS: Não é assim tão diferente, Cindel. Trata-se dum mero reflexo de que a Castille se sente confortável na preferência de não ter um emprego e tu não te sentes confortável por não teres um emprego, por o teu conforto e preferência serem o de descobrires esse emprego. Tu estás a negar a ti própria isso através da comparação que estabeleces com a Castille, de deveres sentir-te confortável do que estás a fazer presentemente e de que devia ser a tua preferência. Mas não é.

LETTY: Então é relaxar e arranjar um emprego! (Riso)

STELLA: Porque justamente neste instante eu trabalho a troco de coisa nenhuma. Tu conheces aquela gente que leva aqueles cartazes a dizer “Trabalho por comida”? Quer dizer, eu trabalho de borla! (A rir, enquanto toda a gente desata a rir) Muito obrigado, Elias.

ELIAS: (A rir) Não tens de quê.

Vamos aceitar mais uma pergunta e ficamos por aqui.

STEVE: Elias, eu gostei da resposta, já que estou para aqui a pensar nela, com que terminaste a minha frase a respeito do facto das crenças constituírem um impedimento. Tu terminaste essa frase assim: “Eu aceito-as por dispor de outras escolhas.”

Agora; com isso tenho a esperança de quereres dizer que não devia pensar em termos negativos em relação a nenhuma das minhas crenças por dispor da capacidade de as neutralizar, e desse modo elas não terão qualquer efeito sobre mim e eu ver-me-ei livre para eleger outras opções. Como poderei ser capaz de me queixar de algo que consigo alterar? Será essa a ideia?

ELIAS: De certa forma.

STEVE: Quando dizes isso, geralmente queres dizer que não entendi direito. (Riso)

ELIAS: (Elias sorri) Não é uma questão de entender direito. Deixa que te diga, meu amigo, que nas crenças e na percepção que possuís, dir-te-ei que sim, tu incorporaste uma compreensão correcta, neste momento.

STEVE: No meu contexto ou no teu?

ELIAS: NO TEU.

STEVE: No meu contexto eu captei-o de modo correcto enquanto no teu não o terei conseguido?

ELIAS: Não é uma questão de não o captar; trata-se da tua percepção.

STEVE: Dá-nos a versão do teu contexto, talvez expandindo-o ligeiramente.


ELIAS: Vós não sois limitados, porque incorporais escolha. Não estais a eliminar as crenças...

STEVE: Já sei isso, foi por isso que utilizei esta coisa de “neutralizar”.

ELIAS: Estou a entender perfeitamente que essa foi a razão porque incorporaste essa palavra, mas também entendo que continuas a estabelecer a associação de que virás a ver-te livre de certas crenças.

STEVE: Não, não, não, eu entendo o que queres dizer com isso. Entendo o quanto pretendes que acreditemos nisso. Não precisas preocupar-te em relação a isso.

ELIAS: Muito bem! (Muito riso enquanto Elias prossegue num modo bem-humorado) Vou tomar nota disso e deixar de me preocupar!

STEVE: Então terei entendido bem a partir de ambos os nossos pontos de vista, como é evidente, não terei?

ELIAS: Muito bem! (Riso) E estendo-te o meu encorajamento e o meu apoio para que continues com a tua boa compreensão! (Ri)

Expresso-vos a todos, como sempre, que presteis atenção! Observai! Tende consciência! Mas lembrem-se de que já expandiram a consciência - todos vós - e muitos dos métodos que incorporáveis previamente já não – como vós dizeis – operam mais. Expressai uma vontade de explorardes o que não é familiar porque actualmente ele repercute mais na vossa realidade, enquanto o que vos era familiar já não encontra tanto lugar. Podeis escolher dificuldade assim como podeis escolher à-vontade. Seja o que for que escolherdes, da minha parte expresso-vos o meu apoio e o meu encorajamento, porque o que quer que vierdes a escolher será para o vosso benefício e será válido.

A cada um, como sempre, o meu formidável afecto por todos os meus amigos. Fico na antecipação da continuidade da nossa amizade e interacção e dirijo-vos um carinhoso au revoir.

GROUP: Au revoir.

(1) Só para que conste deste excerto, a Stella e a Letty tinham sido ambas dispensadas dos seus empregos uns meses antes, quando a companhia para quem elas trabalhavam foi vendida.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.

O MATERIAL ELIAS