segunda-feira, 22 de agosto de 2011

PERCEPÇÃO - RESPONSABILIDADE PESSOAL



SESSÃO #2116
“uma nova onda na consciência: percepção”
“definindo personalização e responsabilidade pessoal”
“esclarecendo compromisso e cooperação”
Sábado, 21 de outubro de 2006 (grupo/Brattleboro, Vermont)
Tradução: Amadeu Duarte


Participantes: Mary (Michael), Bill (Zit), Carl (Shani), Carole (Aileen), Christine (Lurine), Daniel (Zynn), Donna (Luera), Ella (Bella), Gail (William), Inna (Beatrix), Jan (Meude), Jim (Trecia), John (Rrussell), Kipp, Lorraine (Aiden), Lynda (Ruther), Mavis (Mouve), Natasha (Nichole), Pat (Treice), Rodney (Zacharie)

 (O equipamento de gravação avariou logo após a sessão ter iniciado, conforme se notará na transcrição que se segue. A transcrição completa só foi possível devido às gravações pessoais efectuadas por alguns dos participantes presentes na sessão de grupo: a Donna, a Natasha e o Rodney. Diz a Donna – que também fez um fantástico trabalho de transcrição desta sessão de difícil audição – “Sabem, ao princípio não estava na disposição de comparecer na sessão. Mas fui instada ininterruptamente a comparecer! Foi aborrecido. Como se alguém me estivesse a forçar e mesmo a acordar-me durante a noite como que a dizer-me: “Tu vais à sessão de grupo, não? Hmm, hmm? Tu vais, está bem? Caramba, agora dou-me por satisfeita por ter comparecido e a ter gravado!” Também nós, Donna; um muito obrigado!)

Elias chega às 12:10 da tarde. (O tempo de chegada não se acha disponível)

ELIAS: Boa tarde!

GRUPO: Boa tarde!

ELIAS: (Dá uma risada) Por ter consciência de estardes ansiosos por obter a informação acerca da nova onda que se está a formar na consciência, conforme já é habitual da vossa parte, posso-vos dizer que talvez vos tenhais surpreendido uma vez mais. Vós não escolhestes a ciência como a vossa onda actual no âmbito da consciência. Escolhestes colectivamente a percepção, o que na realidade se revela um seguimento apropriado à vossa onda que abordou as verdades, por já terdes estabelecido a fundação nessa onda para vos endereçardes a esta. Por isso, esta onda pode de facto revelar-se um tanto mais fácil de iniciardes, por já terdes estabelecido informação relativa à percepção. Já proporcionastes a vós próprios experiências de modo a serdes capazes de identificar percepções e a terdes mais consciência do vigor das vossas próprias percepções individuais, e do modo como elas coloram e influenciam e do modo como encarais o vosso mundo.

Bom; esta onda, conforme podeis estar cientes, é orquestrada pela família da essência Tumold.

Agora; de modo diferente do das outras ondas que a consciência atravessou – em que geralmente, aqueles que pertencem ou alinham pelas famílias (espirituais) que as coordenam, passam pela experiência duma maior intensidade em relação a essa onda particular do que aqueles que pertencem ou alinham pelas outras famílias – esta onda em particular difere, porque associado ao facto de estar a ser orquestrada pela família Tumold, cede uma energia de apoio a todos vós.

Em vez dos indivíduos que pertencem ou alinham pela família Tumold sentirem uma maior dificuldade ou desafio em relação a esta onda, na realidade eles revelar-se-ão numa maior ajuda, e podem mesmo chegar a sentir um desafio menor do que os outros na expressão das qualidades desta família, por meio do reconhecimento da diferença e da criação duma aceitação dela, apenas por meio da sua existência. Por isso, aqueles que estão associados a essa onda em particular podem revelar-se consideravelmente úteis a si próprios assim com a todos os demais nos movimentos desta onda.

Posso igualmente dizer-vos que, por terdes estabelecido tal fundação com a vossa onda anterior que se reportava às verdades – que envolviam alguns elementos inerentes à percepção – que é provável que esta onda particular não prossiga por muito tempo.

Ora bem; isto traduz uma probabilidade e não um dado adquirido. Mas, conforme estais presentemente a avançar, e com a expansão da consciência que estais presentemente a gerar e a consciência que tendes da percepção que presentemente incorporais, existe toda uma probabilidade desta onda particular não se estender demasiado, o que vos permitirá passar para a onda seguinte. E talvez por essa altura vós elejais a vossa onda da ciência, embora isso permaneça por ver! (Ri)

Bom; neste debate em particular, vou-me dirigir a todos vós. Que será que cada um de vós percebe presentemente como questão ou peleja ou confusão significativamente importante que podeis presentemente abordar? Deixo isso ao vosso critério.

ELLA: Como uma questão comum, ou ao nível individual?

ELIAS: No contexto individual, porque aquilo que experimentais individualmente também está a ser experimentado colectivamente.

ELLA: No começo do nosso diálogo inicial, eu pensava para comigo que era o que tinha vindo a fazer durante os últimos seis meses, pelo menos, provavelmente mais, alterar a percepção que tinha, o que se tem apresentado como um desafio. Para alterarmos a nossa percepção, primeiro precisamos identificar a percepção subjacente que temos, o que quer dizer que precisamos identificar uma crença que mantemos de tal modo intenso que nem chegamos a perceber que a encaramos como um facto inalterável.

ELIAS: Exacto.

ELLA: (Inaudível) Não tinha percebido estar talvez de um certo modo a preparar-me para esta onda, mas ela ressoou com força em mim.

Uma das crenças que recentemente identifiquei foi a do temor ao dinheiro, por abrigar uma inequívoca... (Inaudível) mas equaciono com clareza o facto do dinheiro equivaler ao poder e equivaler á corrupção. Assim que percebi isso, disse: “Espera lá, não tem forçosamente que ser desse modo.” Pelo que actualmente estou a alterar a percepção que tinha disso. Trouxe à minha realidade um desafio, o qual não entendo que seja negativo mas mais uma aventura ou um desafio dum tipo excitante, que é participar num negócio caseiro ou pelo menos tentar isso, e nessa medida, permitir-me sair do meu espaço pessoal onde me protejo desse... (Inaudível) e perceber o facto que, por definição, ter dinheiro não nos torna necessariamente numa pessoa corrupta.

ELIAS: Exacto. Essa é uma forte percepção que muitos têm, a de que o dinheiro possa representar um factor de corrupção. Mesmo que as pessoas não criem uma associação dessas, são capazes de criar associações como a de que o dinheiro seja prejudicial ou que desejar ter dinheiro seja danoso.

ELLA: Também abrigo essa. Uma outra, que não sei se de alguma maneira a resposta se me apresentará directa ou indirectamente. Ainda não entendo. Penso que me apoio na crença de que uma pessoa que tome parte na vida com outra tenha uma certa responsabilidade em relação a ela, pelo que isso torna a coisa sobremodo difícil perceber a distinção... (Inaudível) Se eu abandonasse uma pessoa que precisasse de mim... (Inaudível)

ELIAS: O modo como vos percebeis também se afigura como um enorme desafio ou é passível de o parecer, em relação aos outros, por isso envolver igualmente uma forte expressão associada à percepção: o modo como percebeis que os outros vos vejam, e nessa medida, o modo como desejais que os outros vos percebam, e como se vos pode afigurar ameaçador receber uma informação da parte dos outros que vos dê conta de vos perceberem diferentemente do modo como vos percebeis a vós próprios. Para muita gente isso pode ser altamente perturbante.

Porque vós tendes uma percepção de vós próprios; percebeis-vos de determinados modos. Percebeis-vos e vedes-vos relativamente às vossas directrizes, e no vosso íntimo, as directrizes que abrigais são boas. Por isso, ao seguirdes as vossas directrizes, no caso de outro indivíduo se expressar diferentemente e deixar de valorizar as mesmas expressões que vós valorizais, isso pode tornar-se ameaçador, por vos informar que eles vos vêm de modo diferente do modo como vos vedes a vós próprios.

Em grande medida, a maioria das pessoas deseja que os outros as encarem do mesmo modo que elas encaram a si próprias. Se o outro não o fizer, vós gerais uma outra associação, que é a de que ele não vos conhece ou não vos deseja ver com clareza. Por isso, a percepção que têm de vós, na vossa percepção, é distorcida, e isso influencia-vos a esforçar-vos arduamente para convencer o outro da percepção que tendes e desse modo criar essa uniformidade que vos permita entender que sois vistos e vistos adequadamente. Nessa medida, isso poderá muitas vezes influenciar-vos na criação de certas acções ou opções que não desejareis necessariamente eleger, ou que são passíveis de vos comprometer, de forma a acomodardes os outros e a influenciardes a percepção que eles têm de forma a equipará-la á percepção que tendes de vós próprios.

A título de exemplo, uma pessoa pode perceber ser um indivíduo óptimo, um indivíduo generoso, e pode ver-se influenciado em determinadas situações e interacções a eleger alternativas e acções, digamos assim, de modo a poder provar ser generoso e excelente para com um outro. Por isso, pode provocar certas acções ou certas opções em relação às quais ele próprio sinta hesitar, mas tal hesitação será suplantada pela necessidade de ser visto pelos outros do mesmo modo que ele se percebe. De certo modo, trata-se de acções que empreendeis a fim de provardes a vós próprios que sois bons e generosos.

Falando em termos gerais, as acções e escolhas que empreendeis para gerar esse tipo de expressão são acções superficiais. Elas são dádivas que fazeis aos outros. Pode ser uma dádiva financeira que é feita a um outro indivíduo; pode ser uma oferta de ajuda, de tempo, de atenção. Existem muitas expressões diferentes que podeis ofertar a uma outra pessoa de forma a permitir-vos perceber-vos como generosos e bons, e como tal, o ciclo tende a perpetuar-se.

Quando vos permitis deter-vos e questionar-vos, questionar a motivação que vos assiste: “Que me estará a motivar para empreender esta interacção? Que me estará a motivar para eleger esta opção? Estarei a envolver-me com esta alternativa para me apresentar como bom, ou estarei a criar esta escolha por desejar genuinamente envolver-me com ela sem que importe o modo como os outros me percebam à luz desta escolha?” Isso é uma questão de alterardes a percepção que tendes por meio da acção do questionamento pessoal e do questionamento da motivação que vos impele ao que estiverdes realmente a fazer.

Sim?

LYNDA: A primeira coisa que te queria dizer – antes de te dizer o que vou dizer-te – é que fazer isso com liberdade faz-nos sentir livres. A sensação de ignorar a hesitação faz-se sentir inteiramente diferente, para mim, por o ter conseguido ainda esta manhã. A experiência da noite passada é completamente diferente da desta manhã relativamente a umas quantas escolhas que estabeleci, pelo que quando efectivamente notei a motivação que me movia para estabelecer a alternativa e ela não resultou da melhor forma, eu abri mão dela. De manhã procedi exactamente à mesma escolha, só que o fiz com base numa motivação completamente diferente. Por isso, para mim, a linha base reside no sentimento, certo?

ELIAS: Sim.

LYNDA: Para mim, o indicador reside no sentimento da diferença da energia, quer seja tensa ou refinada.

ELIAS: Sim.

LYNDA: A outra questão é eu pensar que a câmara não esteja ligada e não sabermos de que modo a ligar correctamente, apesar da Natasha estar a gravar. Vou deixar isso ao teu critério, o facto de te despedires por um instante, de modo a podermos ter o Michael de volta e a podermos ligar esta.

ELIAS: Muito bem.

LYNDA: Obrigado.

(INTERVALO das 12:30 às 12:45 da tarde)

ELIAS: Continuemos!

DONNA: Elias, eu tenho uma pergunta. Esta nova onda será mais uma em que experimentaremos o conceito ao invés de o compreendermos intelectualmente?

ELIAS: É.

GAIL: Eu consegui entender perfeitamente tudo o que estavam a dizer com relação à situação pessoal. Estou a descobrir que o que eu exteriorizo ou sinto estar a fazer corresponde exactamente ao que quero fazer para mim. Acho isso muito mais árduo do que fazer isso por mais alguém. É tudo o que tenho a dizer.

ELIAS: É, e a maioria haveria de exprimir uma camaradagem em relação a ti, quanto a isso, por estares acostumada a te expressares no exterior. Estás acostumada a prestar atenção aos outros e a colocá-los acima de ti própria e em primeiro lugar. Isso está de facto associado às crenças religiosas da inferioridade – o indivíduo é menor do que (as colectividades, subentenda-se). Existe sempre alguma expressão que é superior ao indivíduo.

Esse é um dos desafios mais árduos da presente mudança. Um dos elementos mais vastos da mudança reside em colocar o significado e a importância do indivíduo em primeiro lugar. Consequentemente, aquilo que estás a fazer é inverter aquilo com que te achas familiarizada. Ao invés de te posicionares, enquanto indivíduo, numa posição inferior ou em segundo plano em relação a toda e qualquer outra expressão patente no vosso mundo e na vossa realidade, estás a mudar e a passar a dirigir-te a ti própria e a posicionar-te na primeira posição.

GAIL: Eu desejo de verdade chegar a uma posição dessas, só que muitas vezes penso que seja demasiado egoísta, e muito auto-centrado, e que seja desfavorável. Para mim torna-se demasiado fácil exteriorizar isso, por o ter feito a minha vida inteira.

Mas agora como tenho vindo a fazer esta leitura de empatia para as pessoas, atraio as pessoas a mim que se encontram em situações duma intensidade dessas e penso: “Diz algo! Faz algo! E a seguir volto costas e digo: “Presta atenção a ti própria! Faz alguma coisa! Diz alguma coisa!” Pelo que me encontro a verbalizar muito mais isso, e de cada vez que o faço, dou um pequeno passo. Mas isso acha-se tão profundamente embrenhado que me encontro constantemente a esforçar-me para me evadir disso e dizer: “Olha lá, é isto o que eu quero! Não, não quero isso.” É uma batalha permanente. Apesar de entender isso, criar essa acção numa base de regularidade torna-se sobremodo difícil.

ELIAS: É.

GAIL: Por estar bastante enraizado.

ELIAS: Sim, e é uma batalha, porque não só percebeis que dar atenção a vós próprios ou cuidar de vós próprios seja egoísta e como tal prejudicial, como isso também é percebido como uma arrogância. Por isso, isso uma vez mais desencadeia essa associação automática da preocupação em relação ao que os outros perceberão e ao modo como venham a perceber em ti.

Agora; uma outra dificuldade, ou desafio, deste movimento de alteração da percepção e da orientação pessoal e de dar ouvidos a vós próprios em primeiro lugar - para além de ser estranho – em associação com as vossas próprias directrizes consiste em quererdes ter razão. Quereis expressar-vos de modo correcto. Por isso há um factor que acaba envolvendo-se na vossa motivação, por vos questionardes quanto à acção correcta a empregar.

Torna-se confuso, porque como balançastes o pêndulo demasiado na direcção de vos diminuir e de vos colocar abaixo e atrás, a acção de passar a considerar-vos torna-se de tal modo estranha que aquilo que começais por gerar se torna um pouco numa falsa asserção. Começais a afirmar-vos por ser isso que a vossa ciência da psicologia defende, uma questão de deixardes de prestar atenção aos outros afirmando-vos em tudo aquilo que fazeis. Isso pode tornar-se factor de grande confusão e conflito. Porque, associada à vossa psicologia isso representa um encorajamento para vos projectardes unicamente no sentido do exterior e de dar pouco ou nenhuma atenção pelo que realmente quereis ou às próprias directrizes, e com muito pouco ou nenhum respeito pelas diferenças, continuando apenas a expressar-vos.

Isso, muitas vezes, também gera conflito, porque ao actuardes desse modo, começais a gerar essa percepção de precisardes forçar a vossa energia em relação ao exterior. Precisais gerar uma acção que force os outros a perceber-vos, e que os force a dar-vos ouvidos, por terdes criado esta percepção de vos terdes tornado numa sombra e de não serdes percebidos nem ouvidos e serdes destituídos de importância, por não terdes gerado isso por meio de um cuidado convosco próprios. Por isso, percebeis a existência dum vazio.

Com tal sentimento, procurais preencher esse vazio por meio do desenvolvimento dum carácter assertivo, mas isso consiste numa acção superficial que não alcança os resultados pretendidos. Na realidade, gera-vos mais conflito e uma maior frustração, por começardes a reconhecer estar realmente a deixar de satisfazer aquilo que quereis satisfazer. Não estais realmente a expressar-vos da forma que pretendeis, por estardes a forçar a energia. Não estais realmente a expressar gentileza em relação a vós próprios e consequentemente não estais a permitir-vos perceber-vos como indivíduos bons e amáveis e generosos, carinhosos.

Em grande medida, isso corresponde ao que a maior parte de vós deseja projectar de si mesmo (persona), e em grande medida fazei-lo, só que não creditais a vós próprios a expressão disso. Aquilo que percebeis são as vossas desvantagens ou as expressões do vazio na realização daquilo que desejais realizar. Por isso, de certo modo, suprimis-vos a vós próprios e começais a afirmar-vos, o que vai pressionar a energia – o que por sua vez vos acarreta conflito – e que geralmente acaba por se reflectir nos outros por meio do conflito ou da frustração.

Ora bem; um elemento chave relativo à percepção assenta no reconhecimento, antes de mais, de que a percepção que tendes é válida. Que é real e válida, e que em muitas áreas da vossa percepção constitui um absoluto – e que não é prejudicial e também não está sujeita à mudança. As vossas directrizes individuais não estão a mudar, e existem elementos ou aspectos inerentes às vossas directrizes que se vos revelam como bastante absolutas. O que está a mudar é o facto de reconhecerdes que sejam absolutos para VÓS mas não necessariamente para os outros, e de que os outros podem expressar diferentes factores absolutos.

O que se torna difícil é perceber-vos a vós próprios, na interacção que tendes com os outros, acolher esse reflexo, perceber esse reflexo como diferente do modo como vos percebeis a vós próprios, e não lhe reagir. Nisso reside o desafio, o reconhecimento da validade e a realidade da percepção que os outros têm de vós que pode diferenciar-se bastante da percepção que tendes de vós, e reconhecer que isso não vos invalida a percepção que tendes de vós próprios, e que é real, e que independentemente do modo como o outro vos perceba, ao invés de perceberdes isso automaticamente como mau, perceber isso como uma diferente faceta de vós, apenas.

RODNEY: Isto vem no seguimento disso. Em vez de me projectar no exterior e de me tornar sobremodo assertivo, tenho vindo a dizer que não a muita gente que preferia ver-me envolvido em várias actividades ou determinado tipo de conversas, etc., e tenho vindo a obter sucesso a dizer que não de uma forma amável. E descubro que agora preciso estar à altura de enfrentar a nova percepção que têm de mim. O que constitui um outro aspecto do que estavas a referir.

ELIAS: Sim.

RODNEY: Frequentemente parece-me que preciso colocar-me na posição de me tornar anti-social ou de revelar desinteresse por aquilo que eles dizem, quando na verdade me interesso. É somente que na avaliação que faço a conversa não me vai trazer o menor benefício, pelo que me interrogo da razão porque deverei prosseguir com ela. Assim, estou actualmente a aprender a lidar com a nova percepção que as pessoas têm do que elas julgavam que eu fosse.

ELIAS: Precisamente.

RODNEY: Isso é um outro aspecto do que está a acontecer por aqui.

ELIAS: É, porque inicialmente isso também se pode revelar ameaçador, por ser diferente da percepção que tinhas de ti.

A título de exemplo, como estais a alargar os horizontes estais cada vez mais a abordar-vos a vós próprios, aqueles com quem interagis que em grande parte não proporcionam a si próprios informação do mesmo modo que vós, podem expressar os seus absolutos em relação a vós. Nessa medida, podem expressar a percepção que têm de vós como menos sensíveis, e menos cooperativos, menos atenciosos...

RODNEY: E muitas outras coisas.

ELIAS: Sim, ou que tenhais menos consideração. Mas também se gera como que um paradoxo no que ocorre. À medida que os outros notam alterações em cada um de vós, eles filtram-nas por meio das suas próprias directrizes. Por isso, geram associações automáticas. Mas também se deixam atrair pelo modo como vos expressais, por se deixarem conduzir para o exemplo de vos orientardes a vós próprios sem vos permitirdes desviar do vosso curso. Por isso, há duas expressões em decurso, mas aquela que vos parecerá mais óbvia é aquela que parece desacreditar-vos e a que percebeis como negativa. Essa é uma das armadilhas inerente às diferenças e à personalização.

Quando estivemos a debater as verdades fundamentais, eu disse-vos a todos que duas associações automáticas que acompanham as vossas verdades fundamentais, caso sejam desencadeadas, são a personalização e a expectativa. São respostas automáticas que expressais de imediato. O que não quer dizer que não continueis a expressar alguns momentos de personalização nem expectativas em relação aos outros quanto ao facto deles deverem ter conhecimento, mas esses momentos deverão tornar-se progressivamente mais breves e vós devereis mais rapidamente reconhecer aquilo que estiverdes a expressar.

Assim que o identificardes: “Ah, estou a experimentar esta personalização; estou a gerar esta expectativa em relação ao indivíduo”, ela dissipa-se e deixará de continuar a influenciar-vos, a menos que vos oponhais a isso. Se apenas reconhecerdes: “Estou neste momento a reconhecer ter experimentado uma personalização desta interacção que tive com este indivíduo. Neste momento reconheço ter gerado uma resposta automática no sentido de esperar que ele se expressasse de modo diferente,” assim que o tiverdes reconhecido e admitido, isso dissipa-se de imediato.

Se vos opuserdes a isso e vos opuserdes a vós próprios, e disserdes a vós próprios: “Não devia expressar mais isto. Devia saber mais. Já devia ter consciência suficiente para não mais expressar uma reacção automática destas,” isso representará a mesma expressão que a tentativa de eliminação das crenças, e vós não estais a eliminar as crenças. Não as estais a mudar; não as estais a eliminar. Elas existem, acham-se presentes, e constituem um elemento da vossa realidade, um elemento do modelo que adoptastes. Não estais a alterar as vossas directrizes, não estais a eliminar as vossas directrizes, não estais a fazer com que sejam menos absolutas – porque elas são, para vós.

BILL: Elias, estás a mencionar esta onda da percepção. Pessoalmente tenho andado a notar, ao frequentar algumas das reuniões, quão crítica é a importância que a nossa linguagem tem. Antes de me cruzar contigo, eu entendia a percepção como algo que acolhia. Conforme entendo o modo como empregas o termo, a percepção consiste basicamente no que usamos para projectar no exterior.

ELIAS: É ambas as coisas. É o modo como filtrais a informação e como projectais no exterior e criais a realidade.

BILL: Então podemos utilizar o termo “compreensão” de modo quase alternado com a parte do acolhimento da percepção?

ELIAS: De alguma forma, por poderdes acolher informação que podeis no início necessariamente não compreender, e por isso influenciar o que projectais no exterior. Por isso, a compreensão não constitui necessariamente um requisito. Pode estar associada ao que acolheis para vós próprios, mas não na totalidade.

Porque existem muitos elementos informativos que acolheis, mesmo ao interagirdes com outros indivíduos. Podeis deparar-vos com um outro indivíduo que se expresse de tal modo diferente do vosso que realmente não compreendeis aquilo que expressa nem a percepção dele, e não compreendeis a possibilidade da perspectiva que defende. Mas estais a acolher essa informação a vós, a despeito disso, quer o compreendais ou não, e isso influencia-vos a percepção e o que projectais no exterior e o que criais na vossa realidade. Muitas vezes o que não compreendeis influencia-vos a criar fortes factores absolutos.

BILL: E a compreensão não procederá da interpretação que o pensamento faz disso?

ELIAS: Pode proceder.

BILL: Ou podemos simplesmente ter a sensação de o conhecermos?

ELIAS: Sim.

BILL: Mas o pensamento desempenha uma parte na compreensão, ou pode representar uma parte?

ELIAS: Pode, sim. Depende da vossa atenção.

BILL: Então utilizamos a percepção como meio de recepcionamento e de emissão?

ELIAS: Sim.

BILL: E o que acolhermos pode não ser necessariamente duma natureza compreensiva?

ELIAS: Exacto.

CARL: É como quando escutamos uma língua estrangeira, acolhemos o que escutamos mas não a compreendemos.

ELIAS: Exacto. Precisamente.

ELLA: Elias, em que consiste a personalização? Gostava de compreender exactamente o que queres dizer quando empregas esse termo.

ELIAS: Personalizar é o acto que empregais quando atribuís a vós próprios a responsabilidade pela acção ou expressão de um outro indivíduo.

CAROLE: Elias, de cada vez que começo a pensar em algo, tu começas imediatamente a seguir a falar nisso, e isso está a dar-me a volta à cabeça! (Elias ri)

Estou para aqui sentada a pensar não ser capaz de perceber uma relação entre aquilo de que estamos a falar e a responsabilidade pessoal. Existe somente um reduzido grupo de pessoas em relação às quais sinto essa responsabilidade pessoal nesta existência física particular. Não tenho realmente qualquer problema com as pessoas no geral quanto ao modo como me vêem. Mas é assim que isso soa no meu caso; talvez uma outra pessoa qualquer me possa encarar de um modo diferente.

Por exemplo, hoje tive que optar entre vir aqui e representar a “menina boazinha” e ir a um funeral. Faleceu alguém lá na vila. O meu marido ia ausentar-se em trabalho, mas deixou de ir para ir ao funeral, ir até à sepultura e regressar. Eu disse-lhe, “Bob, tens a certeza de querer fazer isto? Não conheces assim tão bem essa gente. As pessoas vão continuar a morrer. Eu não vou participar em todos esses velórios e funerais. Se tu quiseres ir, vai.”

Mas compreendo que ele tenha uma maior necessidade de ser encarado como bom do que eu. Na percepção que tenho, parte disso tem que ver com o facto do “bom” não ter sido propriamente apregoado na minha família; e o “ruim” foi. Se fôssemos ruins, tínhamos mais valor; se fôssemos bons, não tínhamos, e nós éramos positivos e íamos à Igreja e tudo o mais. Não sei se isso terá algum peso na questão mas eu não preciso assim tanto de ser encarada como boa e o meu marido precisa.

Eu disse-lhe, “Tu vais mesmo somar um monte de pontos quando morreres. Toda a gente vai comparecer por já teres ido a tantas dessas coisas.” Eu não quero saber disso para nada; jogai as minhas cinzas ao vento e pronto. Ele compreendeu e captou o que eu lhe disse, e respondeu: “Não, não, não me importo com quem venha a assistir ao meu velório ou ao meu funeral. Só sinto que preciso ir.” Eu respondi-lhe: “Bom, está bem, mas eu não vou. Vou lá acima ao Vermont e vou visitar a Mary e a Lynda e comparecer a uma sessão do Elias.”

Mas o factor da responsabilidade pessoal em que sinto pessoalmente um entrave e em que sempre tentarei fazer o que pensar pode ajudar o semelhante é em relação aos meus filhos. Isso representa um jogo completamente diferente, para mim. Tenho conhecimento de que a Mary passa por uma situação semelhante, por o Elias ter referido isso uma vez. Isso tem muita força no meu caso e eu tento contrariar o facto, de modo a não fazer sempre isso, mas é aí que me sinto entravada. Penso que as pessoas possam ter talvez mais uma rotina do que a outra, uma rotina em termos de bom/ruim ou uma rotina em termos de certo e de errado, que tenha mais que ver com quem são e com o que seja importante para elas.

Esta manhã estava a pensar cá com os meus botões na percepção quando estava à janela. Julguei que a percepção comum seria a de que aquela vista seria encantadora, e aquilo não passava duma percepção. Podia sentar-me nesta cadeira e ter a percepção de que uma cadeira com fundo de madeira duro seja terrível e podia sentar-me numa cadeira de rainha, de veludo e com costas altas e com franjas e ter a percepção de ser agradável. Tem realmente tudo a ver com a percepção que tenho. Por vezes fico palerma com o entendimento do quanto tudo não passa duma percepção.

ELIAS: Coisa que é um facto, só que é bem real.

CAROLE: É real, mas eu tenho talvez a tendência de passar para a terra da fantasia com uma maior facilidade do que algumas pessoas. Penso que não passe duma percepção e não seja grave. Por isso colho o proveito que colho, por me agradar, mesmo apesar da percepção comum ser a de que não seja nada que deva ser apreciado.

ELIAS: Eu estou a compreender.

ELLA: Poderias possivelmente voltar atrás à questão da personalização? Começaste a falar de se assumir responsabilidade pelos actos dos outros ou pelas suas vidas...

ELIAS: Não. É imputar a responsabilidade a vós próprios relativamente aos actos e opções e expressões dos outros. Tal como, poderdes interagir com um outro indivíduo e ele expressar-se do seguinte modo: “Sinto-me presentemente bastante aborrecido e frustrado e tu não estás a ajudar nada à situação.”

Bom; se personalizardes no caso duma interacção dessas, haveis automaticamente de assumir responsabilidade pela expressão dele e dizer para convosco: “É culpa minha que ele se sinta aborrecido. É responsabilidade minha, e como tal, tenho a responsabilidade de alterar o que ele está a expressar.” Assim como pode dar-se o caso de não estardes necessariamente a interagir com outro indivíduo. Podeis estar a gerar o vosso próprio movimento e defrontar-vos com um outro indivíduo no mesmo espaço que possa dizer-vos: “Estás a fazer tanto barulho que até sinto dificuldade em me concentrar.” Se personalizardes, haveis de assumir o que ele diz e dizer para convosco: “estou a fazer tanto barulho que o estou a deixar irritado”, independentemente de estardes a fazer barulho ou não.

ELLA: Envolvemos de imediato esta sensação de culpa, não é?

ELIAS: Sim, e responsabilidade por serdes a causa do que ele está a expressar.

ELLA: Desse modo, se o reconhecermos nesse instante sem dizermos que devíamos ou não devíamos, poderemos ser capazes de nos distanciarmos dessa sensação?

ELIAS: E avaliar também intimamente se estais de facto a tomar parte, se estais realmente envolvidos no que o outro está a expressar.

CAROLE: Mas também não nos sentiremos obrigados a repará-lo?

ELIAS: Em relação à personalização, sem dúvida, por gerardes essa responsabilidade. Sentis-vos responsáveis pelo que o outro expressa, e como tal, sim, sentis-vos compelidos a reparar isso a fim de rectificardes a situação. Por inicialmente ser falha vossa, independentemente disso. Por isso, se for uma falta da vossa parte, também vos sentireis na obrigação de alterar a situação.

Essa é a razão por que se torna importante que presteis atenção a vós próprios e vos permitais avaliar o que estais realmente a fazer. Estareis realmente a participar? Será essa a expressão do outro indivíduo e envolver-vos-á, ou querereis deixar-vos envolver?

ELLA: Os exemplos que forneceste foram cuidadosamente enumerados, porque ambas as experiências foram bastante impessoais. Em ambos os exemplos, o indivíduo não disse: “Tu estás a provocar isto.” Mas, e que dizer se nos encontrarmos numa situação em que o indivíduo realmente diga que estamos a fazer barulho? Provavelmente havíamos de nos sentir culpados de qualquer maneira por isso envolver uma interacção directa em que nos imputam uma acção qualquer.

ELIAS: Muito bem. No caso em que o indivíduo vos defronta e vos diz: “Estás a provocar demasiado barulho,” podeis gerar essa personalização automática e haveis de expressar um tipo de culpa e de obrigação em relação ao indivíduo, e subsequentemente haveis de tentar rectificar a situação. Assim como podeis deter-vos e avaliar se estais efectivamente a provocar demasiado barulho e se com efeito estais a provocar alguma acção que tenha a intenção de aborrecer alguém. Caso não estejais, podeis avaliar a percepção da diferença.

Podeis igualmente empreender o acto físico de vos aquietardes, e a motivação ser completamente diferente. Porque podeis aceitar o que o outro expressar e optar pela alternativa de vos tranquilizardes ou às acções que empreendíeis, mas também reconhecer que o outro pode expressar uma percepção diferente da vossa.

ELLA: E também não precisaremos sentir culpa em relação a isso?

ELIAS: Exacto, e desse modo reconhecer-vos a vós próprios, e gerar uma opção em relação ao que quereis ao invés de vos responsabilizardes pelas expressões dos outros e incorporardes culpa e desvalorização pessoal em relação às expressões dos outros.

ELLA: Isso serve de grande ajuda e eu vou pensar nisso por se aplicar a mim, em certos casos. Mas a questão que tenho em mente, antes de mais... Eu nem sequer sei se apresentar isso também não representará uma forma de personalização, mas é o que se me afigurou como difícil de resolver até agora. Uma outra pessoa qualquer acha-se envolvida numa acção auto-destrutiva. Enquanto eu opto por tomar parte, obviamente, embora seja coisa que não me passa pela ideia, ele torna-se auto-destrutivo. Isso não me importa, por ser uma opção que lhe diz respeito, mas eu também reconheço estar a projectar. Há algum tempo o indivíduo empregou uma acção idêntica, e a mim custou-me um enorme esforço ajudar a corrigir a situação por estarmos ligados. Aquilo em que julgo é que essa pessoa, ao ser negligente em relação a si própria, me deixou numa situação em que tive que andar a correr feita tola para tentar ajudar a pessoa a encarreirar.

Não me apraz assistir ao sofrimento seja de quem for; isso acarreta-me um monte de emoções desagradáveis. Por isso, começo a dizer: “Faz assim, por favor faz assim, porque de outro modo isso vai acontecer.” Tomo consciência de que estou a projectar, e compreendo. Só que é muito difícil deixar de o fazer, por ainda o ter demasiado vivo na memória; aconteceu mesmo. Sinto estar a personalizar, por estar a assumir responsabilidade de ter que fazer lembrar à pessoa que tem que fazer isto e mais aquilo; eu não! Só que não consigo parar de fazer isso.

ELIAS: Isso é responsabilidade pessoal. Isso é diferente.

JOHN: Eu gostava de fazer um comentário. Penso que aquilo de que estás a falar seja... (Inaudível) em relação ao que experimentei... (inaudível) fazer barulho. Nós mudamos de habitação e fomos para uma casa que tem um alpendre. Os paisagistas derrubaram uma série de arbustos, e o ruído e o som propagam-se com rapidez. Eu encontrava-me no exterior por volta das 10 horas a falar ao telefone e aconteceu que o quarto de dormir do nosso vizinho fica do outro lado do alpendre, e ele ficou agitado... (Inaudível) Eu queria ser um bom vizinho mas... (Inaudível)

O que creio que estás a referir é toda a dicotomia existente entre o compromisso e a cooperação, mas ainda não entendo a cooperação. Ainda não a experimentei nem a apliquei no contexto da definição e da explicação que lhe deste muitas vezes.

ELLA: Talvez nos servisse de ajuda definir a diferença entre a personalização e a responsabilidade pessoal. Embora... (Inaudível) tenham um significado similar na ideia que faço disso, referes envolver acções diferentes. Eu gostava de me divorciar a sério dessa acção. Ela deixa-me enervada.

ELIAS: A responsabilidade pessoal consiste na percepção de terdes de corrigir ou orientar o outro, de precisardes de instruir ou dar ordens ao indivíduo.

ELLA: Por uma questão de preservação pessoal. Esse foi o motivo que me assistiu, eu compreendo. Para mim a dificuldade é que o tempo todo penso estar a fazê-lo por uma necessidade egoísta! Preciso fazer isso! Não me importa o que ele fizer. Preciso disso por isso me afectar de verdade, e eu não quero ser afectada por isso. É uma acção. De que modo poderei cortar com isso? Que hei-de dizer a mim própria quando o contemplo e vejo que ele o está a fazer novamente?

ELIAS: Emprega precisamente esta acção: divorcia-te da acção. Não te envolvas com ela.

Se estiveres a tomar parte na experiência de outra pessoa e estiveres a gerar um desconforto considerável nessa interacção, estarás a expressar isso a ti própria como uma mensagem. Trata-se duma notificação que fazes a ti própria. Esse desconforto está a notificar-te, a expressar-te ou a comunicar-te que estás a gerar uma acção qualquer que é contrária aos teus princípios ou linhas de orientação e às tuas preferências. Isso é passível de ser expressado por diversos graus. Por vezes pode ser expressado de uma forma extrema.

Nessa medida, é uma questão de estabeleceres a opção de participares ou não, de continuares a tomar parte em determinadas interacções com o outro indivíduo ou não. Se continuares a tomar parte independentemente do desconforto e da notificação que te esteja a expressar que não queres participar por ser contrário às tuas linhas de orientação e às tuas preferências, estarás a acatar responsabilidade pessoal pelo outro.

Nessa medida, estás a desvalorizar-te e estás a desvalorizar o outro. Estás a gerar a camuflagem da elevação pessoal, por teres mais saber. Sabes mais, e sabes agir melhor, possuis métodos mais eficientes e mais eficazes do que ele. Por isso, é óbvio que estás a desvalorizá-lo, por não estares a criar a sua realidade suficientemente bem. Mas também te estás a desvalorizar a ti, por não estares a dar ouvidos às tuas próprias directrizes e às tuas próprias preferências, e estares a gerar uma energia de oposição em relação a ti própria. Por isso, também te estás a desvalorizar a ti própria.

Em situações dessas em que assumis responsabilidade pessoal pelos outros, aquilo que fazeis é causar dano a vós próprios e ao outro, além de gerardes conflito. O conflito pode expressar-se por vários modos. Vós expressais uma energia de oposição. Apesar de gerardes a associação de estardes a ser úteis, de estardes a ajudar, estais de facto a gerar uma energia de oposição, o que não serve de ajuda nenhuma.

ELLA: Eu já comecei a reconhecer isso. Em certas situações sou capaz de sentir estar a avançar, mas nesta... por vezes sinto estar igualmente a ajudar de uma forma efectiva quando permito que os outros façam aquilo que querem da maneira que preferirem. Mas logo a coisa rebenta-me na cara, pelo que provavelmente devem existir outros processos sub-reptícios que não avalio. Digamos que à superfície tudo parece perfeito. Ainda assim isso não quer dizer que possivelmente a intenção que projecto ainda se coloque, conforme disseste...

ELIAS: Sim.

ELLA: ... de saber mais ou de não aprovar necessariamente o outro. Não o aceito por completo, de modo que a coisa vai crescendo e eventualmente eclode por meio de algum tipo de acidente, e aí penso não me estar a proteger por meio da auto preservação.

ELIAS: Sim, e isso representa o acto de amontoar a energia no contentor que mencionamos anteriormente por várias vezes. Assim que esse contentor se esvaziar, voltais e plasmais toda essa energia num evento singular, o que se torna factor de opressão e de grande conflito e geralmente bastante desconfortável.

ELLA: Isso faz tudo perfeito sentido. Eu só queria entender o que significa personalizar nos termos da terminologia, não resolver a situação mas compreender o que estás a dizer.

ELIAS: Pois.

Quanto ao compromisso ou à cooperação, a cooperação não consiste em trabalho de equipa. A cooperação é uma acção que criais em vós próprios. É uma acção que incorporais, digamos assim, que vos honra. É a acção de não vos opordes a vós próprios. O compromisso consiste numa energia de oposição. Sempre comporta expectativa associada à cedência do comprometimento, de algum modo.

Em associação com a criação de interacções com outros indivíduos conforme tu expuseste, que sejam perturbantes, não é uma questão de instruirdes o indivíduo e pode não ser necessariamente uma questão de requererdes um comportamento da sua parte, mas de serdes genuínos em vós próprios e de vos permitirdes expressar-vos e à vossa preferência sem desvalorizardes o outro, o que pode gerar um ambiente mais pacífico. (Ri)

JOHN: Tal como tu, consigo perceber que a onda da percepção, o seu núcleo assenta num sentido de cooperação gerado a partir de nós e das nossas próprias escolhas, e em nos mantermos firmes na nossa própria percepção e imagem pessoal independentemente do modo como possa ser percebida.

ELIAS: Sim.

JOHN: A cooperação ajuda a remover o problema.

ELIAS: Sim.

DANIEL: No exemplo que empregaste, da criação de ruído, digamos que o compromisso assentaria na redução desse ruído um pouco para satisfazer o outro, mas ainda pensando que temos o direito de criar esse ruído e que o outro pode fazer esse pedido e nós podemos reduzir o volume do ruído por essa razão. Cooperação representaria ir para outra dependência ou colocar os auscultadores de modo a podermos continuar com a acção que estávamos a fazer e o outro prosseguir com a dele.

ELIAS: Isso depende da motivação que sentirdes, por poder não corresponder a uma expressão de compromisso. Conforme expressei, o resultado que escolheis num caso desses pode ser o mesmo, e pode ser motivado por diferentes expressões.

Uma motivação pode estar associada à personalização e à perspectiva de vós próprios como em falta em relação à situação ou expressão do outro indivíduo, e como tal podeis escolher suavizar a vossa expressão de ruído. Assim como podereis reconhecer a diferença inerente à percepção do outro, podeis igualmente reconhecer a diferença da vossa percepção, e podeis escolher o mesmo resultado, não associado à falta ou à culpa mas como a alternativa associada ao que pretendeis envolver. Por isso, isso não representaria necessariamente uma acção de compromisso.

Porque subjacente ao compromisso está a expectativa. Apresenta-se uma expectativa da vossa parte e uma expectativa de retorno da parte do indivíduo. Se envolverdes uma acção a título de compromisso com outra pessoa, esperareis que ela retribua uma resposta ao que tiverdes expressado. Por isso, nos vossos termos da gentileza, tratar-se ia duma situação de dar e receber.

RODNEY: Pagar na mesma moeda.

ELIAS: Sim. Mas é uma energia oposta sob a forma de expectativas, e ela desvaloriza-vos tanto a vós como ao outro, por não admitirdes a vossa expressão nem a expressão que assumis. Desvalorizai-la para poderdes comprometer-vos com o outro. Passareis a expressar-vos duma forma parcial se ele se expressar duma forma parcial, ou o inverso. Se ele se expressar duma forma parcial, também vos expressareis duma forma parcial.

RODNEY: Elias, eu tenho uma pergunta. Tu... (Inaudível) na percepção de ser o mecanismo por meio do qual criamos a nossa realidade.

ELIAS: Exacto.

RODNEY: A percepção que tenho deste debate é a de que está tudo envolto nos relacionamentos interpessoais.

ELIAS: Por corresponder ao que estais a debater, basicamente.

RODNEY: Nesta onda que a consciência atravessa, a qual rotulaste como onda da percepção, eu passei pela experiência de olhar fixamente um quadro, e de desfocar a atenção a ponto de recrear um quadro completamente diferente. Já debati isto contigo, e tu respondeste-me que sim, que eu tinha alterado a tinta e que eu tinha alterado tudo, e que o novo quadro realmente existe na realidade física. Poderias falar sobre este aspecto desta onda da consciência a que chamas percepção?

ELIAS: Esses tipos de experiências não serão inusuais, porque a percepção é o mecanismo que vos cria a realidade. Está estreitamente associada às crenças que abrigais e à vossa atenção. Mas nessa medida, tudo aquilo que criais constitui uma projecção da vossa percepção, e vós sois capazes de alterar qualquer das vossas realidades relativas à percepção que tendes. Aquilo que é, só é conforme é percebido.

RODNEY: Esta onda realçará...

ELIAS: Sim.

RODNEY: ... a capacidade que temos de ter consciência do modo como manipulamos a nossa percepção a fim de criarmos o que queremos...

ELIAS: Sim.

RODNEY: ...e além disso irá levar-nos a ver coisas que agora não somos capazes de ver?

ELIAS: Vai.

RODNEY: Eu leio os dados e posso constatar que as pessoas andam a ver coisas e a obter informação, que acho que no meu caso seria difícil. Se estiver um fantasma sentado no topo deste balcão, deve haver por aqui alguém que seja capaz de o ver. Não diria jamais ter visto, mas no meu caso não seria típico ver tal imagem.

ELIAS: Mas tu vês-me. (Riso por parte do grupo)

RODNEY: Eu sabia que te ias sair com essa!

ELIAS: (Ri de forma estrondosa) É claro. Estou a entender aquilo que me estás a dizer, mas sim, tens razão. Porque na exploração e investigação desta onda que se reporta à percepção, isso pode representar um passo extra na expansão da consciência que tendes e da permissão para incorporardes os vossos sentidos de um modo diferente, o que também irá influenciar a percepção que tendes e aquilo que com ela criais, por um outro factor estreitamente associado à percepção englobar todas as vossas formas de comunicação. Algumas das vossas vias de comunicação mais vigorosas são os vossos sentidos, os quais estão continuamente a acolher informação.

Nessa medida, dependendo da atenção que derdes e da forma como a deslocardes, isso pode tornar-se num elevado factor de influência na alteração da vossa percepção e na permissão da sua manipulação por diferentes vias por meio das quais podeis criar diferentes tipos de manifestação, tal como os teus quadros (para a Carole) ou a cadeira. Se reconhecerdes que a vossa percepção é flexível, e que não é tão rígida quanto anteriormente tereis associado e que ela é capaz de criar muito mais do que vos tereis permitido criar no passado, podeis estar efectivamente sentados numa cadeira de madeira e transformar essa cadeira num trono e tornar isso numa realidade física.

Por ser isso que a vossa percepção faz: cria a realidade física actual em que participais. Isso também vos pode alterar as células, por poderdes alterar a vossa forma física actual por meio da manipulação da percepção.

CARL: Isso irá tornar-se óbvio para os outros? Apresentar-se-á algum consenso?

ELIAS: Não é necessariamente uma questão de consenso. É uma questão de consciência e de abertura. É passível de ser percebido pelos outros, e muitas vezes é-o, quando de facto gerais um tipo de alteração desses. Os outros repararão.

Lembrai-vos de que cada um de vós cria a imagem de todo o indivíduo com quem vos deparais. Vós recebeis a energia da parte deles e configurais-lhe a forma. Por isso, quando o indivíduo vos projecta uma energia diferente, depende da forma como acolheis essa energia.

Se geralmente criardes uma abertura, não apenas em relação a um indivíduo mas falando mais em termos gerais, haveis de perceber as alterações na energia e haveis de configurar a imagem que tiverdes deles de um modo diferente. Isso pode atingir diferentes graus, dependendo da forma como acolherdes a energia da parte dele. Se vos permitirdes expressar uma menor rigidez na percepção, o que traduz um outro elemento desta onda, podereis permitir-vos receber energia mais ao modo em que é projectada do que filtrá-la por meio das vossas directrizes e configurá-la de um modo que vos seja muito mais familiar a vós – coisa que pode estar muito bem atada a uma transição suave, e também associada à percepção, naquilo que tiver sido criado durante o dia.

Qual será uma das vossas maiores vias de projecção da perfeição? É um modo de comunicação e também é uma via pela qual reconheceis a percepção, além do pensar.

RODNEY: A visão.

ELIAS: Exacto.

RODNEY: E nós estragamos a máquina visual.

ELIAS: (Ri) Talvez não a tenhais estragado, mas proporcionastes a vós próprios um excelente e claro exemplo de alterações na percepção. Nessa medida, aquilo que percebeis, aquilo que recepcionais em termos visuais influencia bastante a vossa percepção, muito mais do que qualquer dos vossos outros sentidos.

CARL: Gostava que me esclarecesses. Quando disseste ao Rodney que no entanto ele era capaz de te ver, o primeiro pensamento que me acometeu foi que não, o que eu vejo é o corpo da Mary. Poso constatar a diferença em termos auditivos e senti-la, mas isso não corresponde ao que vejo.

RODNEY: Mas ele estava brincar; ele não estava realmente a querer dizer aquilo. Ele acha-se posicionado na Área Regional 4, num vazio. Sabes que não te consigo perceber em termos visuais, pelo que percebi que estavas a brincar.

ELIAS: Eu não estava realmente a brincar. Existe mais do que um modo de ver. Podeis fechar os vossos olhos e ver. Aqueles que não dispõem do sentido da vista são capazes de ver. As imagens são expressadas. Independentemente de estardes a fazer uso do vosso sentido da visão ou não, podeis ver e sois mesmo capazes de perceber imagens. Apesar de perceberdes o corpo físico do indivíduo chamado Mary, quando interagis comigo, não estabeleceis nenhuma associação com esse indivíduo. Associais a mim, pelo que me estais a perceber em termos visuais.

GAIL: É quase como percebermos um ventilador em movimento, quando temos consciência de o termos ligado. A electricidade, a ideia de termos estado ali a ligá-lo, estamos cientes de estar ali, mesmo apesar de não nos vermos. Tal como tu no caso do corpo da Mary, estás a manipular a energia do ventilador, e isso traduz o reconhecimento da energia.

ELIAS: Exacto. Ou como ocorre quando me vedes no estado de sonhos, em que cada um de vós incorpora imagens de mim, e todas elas diferentes.

CARL: Eu tenho que colocar uma pergunta. Na nossa última sessão, debatemos o facto de eu ter tido uma conversa (mental) contigo e tu reconheceste o facto dela ter acontecido. Depois disso já tive mais algumas - confirmas o facto? (Elias acena com a cabeça) Aí pensei cá numas coisas; uma, a qualquer hora do dia ou da noite, se eu o quiser sou capaz de o conseguir fazer. Posso sintonizar contigo e manter um diálogo.

ELIAS: Tens razão.

CARL: Então suscitou-me que, se sou capaz de o fazer contigo, sou também capaz de o fazer com a minha falecida mãe, pai, com quem quer que seja, seja como for.

ELIAS: Tens razão.

CARL: Eu comecei a experimentar isso. Quando o faço, tenho a tendência para me desvalorizar, altura em que a experiência cessa e... (Inaudível).

ELIAS: O que é bastante comum. Se te reconheceres a ti próprio e reconheceres a realidade do que estiveres a fazer e a interacção que estiver em curso, em vez de a desculpares como um produto da imaginação, a interacção deverá prosseguir. Quando o desvalorizas e dizes para ti próprio teres imaginado isso, crias um bloqueio.

CARL: Numa destas noites, eu estava a dialogar contigo quando a minha mente começou a divagar. Comecei a obter quadros de imagens mentais disto e mais aquilo, ou seja lá o que for. A impressão que tive foi de me teres estado a dar exemplos da liberdade de pensamento ou da forma como as essências criam numa moldura de tempo não linear. Será esta uma avaliação exacta?

ELIAS: É, e da assimilação, o facto de não assimilardes necessariamente por intermédio do pensamento.

CARL: Para citar alguém que me antecedeu: “Caramba! Esta foi em grande!” (Elias e o grupo riem em voz alta) Penso que estou feito para o resto do dia.

ELIAS: Muito bem!

JAN: Penso que uma das coisas que me desperta, quando eu passo a fazer essa transição em que passo daquilo que quero e começo a fazer o que creio dever fazer, seja a sensação de frustração. Isso para mim não se assemelhará a um génio, Elias, essa frustração e essa sensação que sinto no corpo?

ELIAS: É um sinal, sim, mas tu podes usá-lo como um indicador, em especial em associação com a intensidade. Quanto mais intensidade experimentares, mais fortemente esse indicador te expressará.

JAN: Obrigado, Elias.

ELIAS: Não tens o que agradecer.

GAIL: Eu tenho uma pergunta. Tenho vindo a sentir esta dicotomia em mim. Não é que precise de mais alguém para sentir esta coisa do avanço e do retrocesso; eu já sinto isso do avanço e do retrocesso em mim. Eu estou a usar a imagem do fumar e do não querer fumar, coisa que já venho a fazer há um ano. Por vezes, quando fumo, torna-se relaxante. A seguir vou ao ponto de nem conseguir suportar o cheiro, nem conseguir suportar o sabor, de me inquirir da razão para estar a fazer isso, e depois paro durante um certo tempo. Tenho aquilo que o Jan estava a falar, que é esta irritação, mas não consigo descobrir porque razão farei isto. Isso deve ter que ver com a percepção que tenho, ainda que no meu íntimo?

ELIAS: Tem, e também com a associação que estabeleces com a escolha que deves fazer.

GAIL: Eu sei! Mas não é só com isso. É em relação ao local em que julgo querer viver, ao facto de julgar querer uma ou outra coisa. Sinto como se estivesse constantemente a dizer: “Escolhe! Escolhe! Escolhe!” Mas não consigo escolher por não me sentir compelida a isso. Geralmente, eu apenas fico a dar atenção a mim própria e digo: “Ah, cá estou eu a apresentar isto a mim própria; vou fazer assim.” Costumava ser fácil. Agora estou a obrigar-me a proceder a uma escolha quase em relação a tudo.

CARL: Deverei dar o fora nesse novo namorado? (O grupo ri)

ELIAS: É uma questão de te permitires parar de analisar e de vacilares em relação ao que seja a escolha correcta, e de reconheceres – e isto é significativo – que as preferências mudam e podem mudar com frequência. Por isso, associado ao acto de fumar, numa determinada altura podes sentir preferência para empreenderes esse acto e num momento subsequente podes não sentir tal preferência, e isso pode vacilar.

GAIL: Ah, mas é claro, e com frequência.

ELIAS: Isso não é prejudicial. Não é uma questão de gerares uma escolha de um tipo ou de outro, e isso é o que estás a apresentar a ti própria.

GAIL: Que queres dizer com isso de não precisar fazer uma escolha entre uma coisa e a outra? Que ou o faço ou deixo de o fazer; que ou quero avançar ou não quero avançar?

CARL: Ela procura a estabilidade de um vizinho estável, o que representaria um absoluto, não é?

GAIL: Mas não existe tal coisa.

ELIAS: Nisso, é uma questão de te permitires a flexibilidade que facultaste a ti própria anteriormente, flexibilidade essa em que não estejas a antecipar nem a projectar: “Que devo fazer? Que devo deixar de fazer? Em que direcção deverei avançar? Em que direcção não deverei avançar?” Anteriormente permitiste-te apresentar a ti própria...

GAIL: Claro, foi fácil.

ELIAS: Exacto, por não estares a antecipar. Agora, estás a projectar, estás a antecipar, e estás a vacilar. Não estás a prestar atenção às tuas preferências do momento, e estás a projectar no futuro e no passado em detrimento do agora, em relação ao qual te distrais.

GAIL: Tenho consciência de estar a fazer isso, mesmo quando sempre digo: “Permanece no teu momento. Exercita os teus cinco sentidos.” Como ficar na casa dos meus pais e tentar lidar com isso; o que me fez passar por isso foi prestar atenção aos meus cinco sentidos e ao meu momento. Sinto precisar praticar isso a cada instante por estar constantemente a fazer escolhas, não é?

ELIAS: É. Nisso reside a questão. Posso-te dizer que a prática comporta uma compensação e que chega a tornar-se mais fácil.

GAIL: Como quando me sentava com a Belinda e confiava no facto de ser capaz de fazer o que estava para fazer duma forma gratuita, não é? Será essa sensação?

ELIAS: É.

GAIL: Está bem, isso agrada-me.

ELIAS: (Ri) Muito bem! Vou aceitar só mais uma pergunta.

JOHN: Eu tenho uma. Um elemento inerente à percepção, conforme o entendo, ou ao mecanismo da percepção, são os quatro tipos de foco que expuseste anteriormente: pensamento, emocional, religioso e político. Esperaria que todas as diferenças que subentendem fossem enfatizadas nas pessoas. Além disso, a própria experiência que tenho no âmbito desta onda da percepção é a de que a emoção e o foco emocional, por exemplo, deviam desempenhar algum tipo de papel nas experiências que faço com relação a esta onda. Estarei certo?

ELIAS: É um factor. Não diria que desempenhe necessariamente um papel central, mas é um factor de influência, por isso representar lentes relativas à percepção, conforme expressei. Por isso, influenciam a forma como percebeis e como criais por intermédio dessa percepção.

Isso é um factor a que também é importante prestar atenção, à influência que exerce e o reconhecimento, em certas situações, da forma vigorosa como isso pode influenciar, assim como as diferenças inerentes aos outros tipos de focos que se expressam diferentemente e como tal percebem de forma diferente de vós, e nessa medida, permitir-vos criar uma abertura em relação a essas diferenças – sem vos desvalorizardes por meio das “lentes” que usais, reconhecendo isso, mas também permitindo-vos uma abertura para com as “lentes” dos outros, quer as entendais ou não, porquanto isso nem sempre é necessário, apenas o reconhecimento da existência de diferenças e de que podeis não necessariamente...

JOHN: (Inaudível)

ELIAS: Exacto. (Ri) Muito bem, meus amigos!

RODNEY: Espera! Não nos dás nenhum trabalho de casa?

ELIAS: Já estais todos a faze-los! Sede corajosos! (Ri) Ide em frente e conquistai! (Ri juntamente com o grupo) E criai novas aventuras e tende visões de novos objectos estranhos, e talvez de novos fantasmas!

A todos vós com um enorme apreço e um formidável carinho, uma querida amizade e como sempre, um enorme encorajamento na medida do vosso avanço, au revoir.

GRUPO: Au revoir.

Elias parte às 2:04 da tarde.



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