terça-feira, 19 de julho de 2011

CRIAR AQUILO QUE QUERO


SESSÃO #1151
“Como Poderei Criar Aquilo Que Quero?”
“Facilitação duma Troca de Energias”
Quinta-feira, 10 de Outubro de 2002 (Privada/Telefone)
Participantes: Mary (Michael) e Jen (Liva)
Tradução: Amadeu Duarte

ELIAS: Bom dia!

JEN: Bom dia, Elias!

ELIAS: Cá nos encontramos de novo!

JEN: É verdade. Mas já fazia tempo.

ELIAS: De que modo iremos prosseguir?

JEN: Eu estou a tentar assimilar e compreender as ideias que tens vindo a colocar na mesa, e só tenho algumas questões. Eu crio a minha realidade na TOTALIDADE?

ELIAS: Exacto.

JEN: E os outros são um reflexo de mim?

ELIAS: Exacto.

JEN: Então nesse caso, como é que por vezes nas sessões - como no caso da última sessão que tivemos, em que afirmaste; “Presta mais atenção aos outros”… eu interpretei isso mais no sentido duma co-criação. Por isso, na minha vida diária recente, penso que poderíamos dizer que tenha estado, em certa medida, a viver num estado mental mais familiar.

É claro que já estou infectada com a ideia, mas penso no facto de poder criar tudo isto, só que não penso nisso o tempo todo. Realmente não penso nisso o tempo todo. Penso que se o fizesse, nos termos de criar a minha realidade, talvez a criasse de modo diferente. Interrogo-me se me estarei a colocar no caminho da criação de determinadas coisas na minha própria vida por nem sempre me sentir completamente nesse estado mental, em que seja responsável pela criação crio disso tudo.

Já falamos no passado sobre o valor, mas isso soa quase ridículo só de pensar. Se tudoo que vemos somos nós, então, nesse caso, o que é que deixará de representar o valor pessoal?

Eu estou a tentar conversar contigo, já não conversava contigo há um tempo, e tenho pensado e tentado assimilar as ideias que surgem nas sessões, à medida que as vou obtendo. Durante algum tempo eu andei como que ao sabor da corrente só de pensar nisso. Durante algum tempo evitei de pensar nisso, mas agora tenho vontade de voltar a focar-me na posição em que me encontro em termos de me tornar objectiva em relação à minha vida diária.

ELIAS: Muito bem.

JEN: Bom; em termos da criação, tal como eu estava a dizer à Mary, da concentração que consigo na carreira, na pintura e nas artes... Estou a criar e parece que o estou a fazer sem pensar nisso, por não sentir necessidade de me sentar a tentar descobrir uma equação para a balística solar às sacudidelas ao redor do céu. Simplesmente é algo que sucede e que prossegue com naturalidade, tal como o meu estômago ou os meus intestinos, que funcionam, simplesmente.

Mas interrogo-me sobre o ponto do processo em que a minha parte desempenhará uma função, por querer criar determinadas coisas, apesar de não querer pôr-me a pensar nelas, não é? Assim, deixo-me ir e crio um desejo - pode-se dizer. Quase como quando sinto mesmo vontade de me encontrar com alguém e manter um bom relacionamento com a pessoa e depois abandono a ideia. Esqueço o assunto, simplesmente, e a coisa acaba por dar resultado. Certo? Ou gosto pela produção duma soma de dinheiro. Sinto vontade de criar uma soma de dinheiro. Gostava de voltar à escola e não queria comprometer-me demasiado com o débito. Sinto vontade de criar esse dinheiro extra mas só não consigo encontrá-lo. Talvez esteja a chegar no âmbito das probabilidades que me assistem, coisa que bem pode tornar-se num facto, mas acontece que gostava de verdade de fazer isso acontecer, sabes?

ELIAS: Estou a entender.

JEN: Penso que me sinto um tanto confusa quanto ao modo de o conseguir. Tal como conversamos, na última vez, tu disseste para simplesmente ter confiança. Mas será em relação ao que estou realmente a fazer? Será que tenha estado a produzir um desejo e a abrir mão disso, a permitir que aconteça por si? Estás a entender? Sinto-me confusa.

ELIAS: De certo modo, o método que utilizas é exacto. Não tem importância o modo como o defines necessariamente, para ti própria. Podes definir para ti própria o ato que empreendes como gerar um desejo sem permanecer por mais tempo nele, deixando desse modo que a energia flua e passes a criar a coisa. Estou a entender a confusão que sentes, por te permitires ver e reconhecer conseguires criar com facilidade o que desejas em meio a determinadas expressões, sem que isso requeira concentração do pensamento.

Deixa que te diga que o pensamento não vos cria a realidade. Ele constitui um elemento que faz parte da vossa realidade, e é bem real. Constitui um mecanismo que concebestes a fim de traduzir as comunicações que transmitis a vós próprios de uma forma objectiva. Mas não é o factor que vos cria a realidade e nem sempre antecede aquilo que criais na vossa realidade.

Muitas vezes passais a usar o pensamento a seguir à criação de algo. Podeis criar uma acção qualquer, um evento qualquer, uma expressão qualquer, e podeis pensar em relação a tal acto SUBSEQUENTEMENTE à criação do acto em si mesmo - e não antes. A confusão surge em associação com as suposições que as pessoas abrigam de que o pensamento crie a sua realidade ou anteceda o que quer que criem na sua realidade, o que é bastante inexacto. Não é preciso gerar pensamentos a fim de produzirdes acções ou manifestações.

Tal como declarei, o pensamento constitui um mecanismo que incorpora a acção de tradução do que é comunicado. O pensamento está continuamente a ocorrer com cada indivíduo, na vossa realidade física. É uma função da vossa manifestação física. Tal como já tive ocasião de referir a outros indivíduos, não constitui uma função menor do que a do vosso batimento cardíaco ou do a da vossa respiração, as quais estão continuamente a ocorrer. Estais continuamente a prestar uma atenção objectiva ao vosso batimento cardíaco ou à vossa respiração? Não. Terão essas funções continuidade, independentemente disso? Têm. Do mesmo modo, o pensamento tem expressão contínua.

É uma questão da vossa atenção e do local para onde a dirigis. Muitos dirigem a atenção de um modo concentrado em relação à acção do pensamento mas muitas vezes isso também é passível de se tornar confuso. Porque, se eles dirigirem a sua atenção continuamente para o pensamento, podem deixar de proporcionar traduções exactas relativamente às comunicações que estejam a expressar a si próprios. Isso não quer dizer que o pensamento não constitua uma função importante na vossa manifestação física, porque constitui.

Mas o que pode ser significativo de atrair a tua atenção é o que estás efectivamente a fazer, ao invés daquilo em que estiveres a pensar. Porque o que fazes de facto constitui a identificação daquilo que escolhes. Porque todo o movimento que produzas ou manifestação que empreendas constitui uma escolha. Por isso, podes com muito mais clareza identificar o que estiveres a escolher, e a direcção que estiveres a tomar se perceberes o que estiveres a FAZER a cada instante.

Isso é igualmente significativo, porque ao prestares atenção ao que estiveres a fazer e ao que estiveres a escolher de facto, proporcionas a ti própria informação respeitante à escolha. Porque, se estiveres a escolher um determinado rumo e evidenciares isso a ti própria por intermédio do que estiveres a fazer, e não te sentires satisfeita com os resultados que se te apresentem, terás estendido a ti própria uma oportunidade de empreender escolhas diferentes. Mas, como poderás reconhecer diferentes escolhas se não tiveres consciência nem prestares atenção às escolhas que estejas presentemente a estabelecer?

Nesse sentido, ao te referir anteriormente para prestares atenção às interacções que têm lugar entre ti e os demais, isso é enfatizado em termos de significado que decorra duma situação dessas, porque os outros REFLECTEM-TE diferentes aspectos de ti própria. Com isso, passas propositadamente a atrair a ti outros indivíduos em teu próprio benefício, a fim de te reflectirem diferentes aspectos de ti própria que escolhas passar a identificar ou reconhecer, e com que te passes a familiarizar. Isso constitui um instrumento eficaz, a fim de detectardes e prestardes atenção ao que VÓS estais a gerar, e a fim de poderdes percebe-lo por intermédio daqueles que atraís a vós e com quem interagis, porque não existem acidentes. Portanto, vós não vos deparais com ninguém de forma acidental. Atraís tais indivíduos a vós de um modo propositado, e cada encontro que tendes com um indivíduo reserva uma informação que estareis a estender a vós próprios.

Bom; posso-te dizer que compreendo a confusão que por vezes geras, por te interrogares quanto à possibilidade de criares efectivamente TODA a tua realidade, ou quanto ao facto de alguns aspectos dessa tua realidade poderem ser criados por outros ou pelas circunstâncias ou por diferentes cenários. E posso-te dizer que mais ninguém, nenhuma outra essência ou situação, nem coisa alguma cria aspecto algum da tua realidade em teu lugar, e que cada aspecto dessa tua realidade que experimentas também terá brotado duma escolha tua.

JEN: Nesse caso, que será que tu estás a reflectir-me? Quero dizer, será o desejo que tenho de obter conhecimento?

ELIAS: É, e a curiosidade que abrigas referente à informação que te permite tornar-te mais familiarizada contigo própria.

JEN: E muita gente reflectir-me-á um monte de suposições e crenças diferentes que eu abrigue?

ELIAS: Certamente.

JEN: Deparo-me com muita gente que coincide com esta data de nascimento de 15 de Dezembro. Soa a uma coisa característica, mas sinto-me realmente atraída por essas pessoas. Que será que me reflectem com isso?

ELIAS: Que impressão tens? Que será que percebes?

JEN: Qualquer coisa do tipo duma completa inocência, duma coisa comunicativa, ou confiança, será? É desse tipo.

ELIAS: Muito bem. Nisso reside a intenção, minha amiga, em PRESTARES atenção, em RECONHECERES, e avaliares a informação que estendes a ti própria em relação aos outros e ao modo como possam estar associados às suposições que abrigas, e ao modo como tais suposições ou crenças te influenciam a percepção e desse modo te influenciam aquilo que crias efectivamente em meio à tua realidade completa. (Pausa) Que será que experimentas ou sentes ao criares uma associação com tal essa data de 15 de Dezembro?

JEN: Oh, isso soa sempre tão atraente, e é sempre a mesma coisa. Parece-me de tal modo semelhante. Não é, só que na minha mente alcança uma tal conotação. É diferente mas assemelha-se bastante!

ELIAS: Mas a pergunta que te fiz...

JEN: Sobre o que experimento ou sinto?

ELIAS: Unicamente em relação à data, e não necessariamente em relação aos indivíduos em questão, por enquanto.

JEN: Está bem, em relação à data. (Pausa) Hum… não sei.

ELIAS: Isso não exige a menor ideia, minha amiga. Dá-me conta duma associação imediata que estabeleças.

JEN: É romântico!

ELIAS: Precisamente.

Ora bem; a razão porque te estendi este interrogatório prende-se com a possibilidade que te estende de teres percepção dum tipo de exercício por meio do MODO como processas a informação e a forma como sugeres a informação a ti própria. Um indivíduo como tu pode abordar-me e sugerir um número e formular-me a interrogação: “Que significado terá este número em associação comigo próprio? Eu continuo a sugerir a mim próprio imagens e esse número aparece-me repetidas vezes. Qual será o significado que isso terá?”

Eu posso-te dar uma resposta e identificar o sentido disso, mas é muito mais significativo que TU reconheças o que estás a comunicar a ti própria em associação com essas imagens.

Bom, tu apresentas a ti própria encontros com indivíduos que incorporam a mesma data de aniversário, 15 de Dezembro, data essa que detém importância para ti por te evocar algo que comunicas a ti própria em particular. Geras um sinal emotivo, e associado a esse sinal acha-se uma comunicação que identifica uma associação que se gera individualmente em relação a essa data – algo romântico, mágico, místico, uma altura pertencente ao limiar do inverno, e à associação que estabeleces contigo própria no contexto duma época mágica.

Isso é significativo por te influenciar a percepção e te proporcionar comprovação associada à inexistência de acidentes, e de propositadamente atraíres indivíduos associados aos próprios movimento que empreendes. Segundo a expressão que usas, atrais a ti própria indivíduos em associação com essa data como um modo através do qual te possas permitir reflectir qualidades que te valorizem. Essa é também a razão porque percebes esses indivíduos como bastante parecidos, por os atraíres a ti por razões bastante similares.

JEN: A fim de me validar a mim própria.

ELIAS: Correcto.

JEN: Então, nesse caso, eles não deverão ser tão maravilhosos quanto isso, são? (Elias ri)

ELIAS: (Mas) tu não o serás? (Pausa de 23 segundos)

JEN: Então é para me validar a mim própria?

ELIAS: É.

JEN: Mas isso não será fantástico? Eu adoro o 15 de Dezembro. (Elias ri, seguindo-se outra pausa de 20 segundos)

JEN: Nesse caso, penso que realmente não me entendo a mim própria, Elias. Então terás querido dizer para prestar atenção ao que faço.

ELIAS: Exacto.

JEN: É isso o que eu escolho.

ELIAS: Exacto.

JEN: Realmente não penso nisso - a sério.

ELIAS: Não tem importância.

JEN: Então, para sermos mais específicos, no que se reporta a esta coisa da carreira, eu sinto vontade de permanecer no ramo da arte. Não quero que o dinheiro me afaste disso nem me restrinja.

ELIAS: Muito bem, mas, que é que estás a fazer neste momento?

JEN: Tenho estado tipo a praticar e a estudar e como que a expor-me à coisa.

ELIAS: Muito bem, e a familiarizar-te contigo própria.

JEN: Pois é, esse é justamente o termo.

ELIAS: E qual é a natureza da preocupação que te invade?

JEN: Tenho vontade de permanecer lá. Gosto daquilo; quero continuar a fazer o que faço. Tenho receio... penso que me sinta preocupada por poder vir a não ser capaz de o fazer por causa do dinheiro me vir a afastar ou algo assim, e isso...

ELIAS: Isso estará a ter lugar neste instante?

JEN: Não, não está a ocorrer neste momento.

ELIAS: Então eu pergunto-te, porque razão te preocupas?

JEN: É bem verdade - é bem verdade.

ELIAS: Estás a especular em relação ao futuro, o que não passa duma ilusão. O que tem significado é o que estiveres a produzir agora, porque o que estiveres a gerar agora tornar-se-á no futuro.

JEN: Deveras. Então estás a dizer para não me preocupar com isso e apenas me voltar na direcção correcta, é isso?

ELIAS: Para produzires o que queres agora neste momento e para te permitires confiar no que estiveres a gerar presentemente, sem te preocupares com o que possa ou não achar-se contido na ilusão do futuro.

JEN: Eu estou a pensar em vir a frequentar esta escola – ando a pensar nisso. Eu vou passar a frequentá-las mas não vou assistir às aulas todas e não vou pedir uma quantia de dinheiro muito avultada de forma a não me endividar muito. Não sei se necessitarei obrigatoriamente desse dinheiro, mas aí é como se sentisse vir a querer passar por uma interacção dessas. Mas não sei se vou precisar dele; talvez não precise.

ELIAS: Não é uma questão de necessidade, minha amiga. É uma questão de querer.

JEN: Bom, eu penso que quero.

ELIAS: Nesse caso, porque haverás de deixar de te permitir criar e expressar o que queres?

JEN: Por ter medo de vir a contrair pesadíssimas prestações de empréstimo após dois anos de frequência.

ELIAS: Mas tu já estás a empreender a acção que desejas. Já estás a frequentar as tuas aulas, já estás a praticar.

JEN: Estou, sim.

ELIAS: E neste momento, ao gerares essas acções, estarás igualmente a gerar insatisfação ou infelicidade?

JEN: Não, realmente não. Eu gosto daquilo.

ELIAS: E eu coloco-te a pergunta do que é que estarás a expressar a ti própria que estejas a negar? Parece-me a mim que o teu presente momento se move bastante em associação com o que queres. Por isso, que é que ajuizarás como errado nesta situação? (Ri)

JEN: Oh! Então estás a referir que me encontro feliz com a situação que tenho presentemente; Não estou tão insatisfeita com ela, mas estou a FREQUENTAR o liceu, por isso, que é que isso terá de errado?

ELIAS: Exacto!

JEN: Sim, que é que existirá de errado com isso? (Elias ri) Quero dizer, realmente não há nada, só que um parte de mim continua a pensar em ir lá, parece-me a mim. Penso que tenha que ver com o facto de pensar poder ser bom para a minha carreira. Quero dizer, É bom para a minha carreira, mas acredito pensar precisar também de fazer coisas tipo no papel. Penso que isso me auxiliaria a introduzir-me às pessoas, mas tu estás a dizer-me: “E depois?” (Elias ri) Estou perto, estou a chegar mais perto!

ELIAS: Tu estás a gerar acções, nos teus termos, estás atenta em relação a ti própria a fim de não causares pressão sobre ti própria, em reconhecimento da tua realidade individual e das crenças que abrigas. Estás a gerar actos e escolhas que se apresentam satisfatórios e em relação aos quais concebes expressões de prazer. Estás a permitir-te expressar as tuas preferências sem causares pressão sobre ti própria.

Por isso, uma vez mais, a pergunta que te lanço é a do que perceberás estar errado em relação ao que estejas a gerar, para além da projecção do futuro que fazes, a qual estabelecemos ser uma ilusão. O que é significativo é o que estás a gerar agora.

JEN: Então, a tua pergunta tem que ver com aquilo com que estou insatisfeita, em meio ao que estou a criar agora?

ELIAS: Exacto.

JEN: A resposta é a de que na verdade não estou muito insatisfeita em relação a isso.

ELIAS: Precisamente! (A Jen ri)

JEN: Então estás a defender a atitude de: “para o diabo” com o pensar em relação ao liceu ou com o meter-me no débito, não é?

ELIAS: Exacto. Tu já estás a frequentar o teu curso ao continuares na tua escola.

JEN: Então, no que diz respeito ao 15 de Dezembro, as pessoas validam-me a mim própria e mostram-se de tal modo doces comigo que por vezes até me fazem sentir como se estivesse nas nuvens. Mas na realidade sou eu que estou a fazer isso a mim própria, certo?

ELIAS: És, mas estás a interagir com as energias dos outros indivíduos.

JEN: Então nesse caso não estou a criá-los?

ELIAS: Tu estás a criar a manifestação física e estás a criar a interacção. Mas estás igualmente a interagir com a energia dos outros, e conduzes esses indivíduos a ti propositadamente e não de forma acidental, de forma a poderes empregar esse tipo de expressão e de interacção.

JEN: Mas EXISTE outro indivíduo presente algures, não será?

ELIAS: Existe. Tu apenas geras a manifestação física do outro indivíduo por meio da percepção que tens, mas interages directamente com a energia do outro indivíduo.

JEN: Então nesse caso, a minha realidade estende-se às outras mentes, algures?

ELIAS: Às outras energias – por certo.

JEN: Mas isso não ocorre como uma alucinação.

ELIAS: Não, não é alucinação nenhuma, de todo; é algo bastante real!

JEN: (Ri) Mas de certo modo trata-se de alucinações, ou seja lá do que for.

ELIAS: Estou a entender o que estás a dizer, só que isto não traduz a expressão de alucinação nenhuma. É uma das tremendas expressões de liberdade e de diversidade associada à vossa realidade física, por terdes concebido esta realidade de um modo através do qual podeis interagir com outros enquanto incorporais igualmente a liberdade de manipulardes a vossa realidade da forma que escolherdes.

TU dispões da liberdade para aceitar e interagir e receber energia da parte dos outros e para a configurares da forma que escolheres e manifestares isso na tua realidade, o que traduz uma espantosa liberdade e uma tremenda expressão de poder. E cada um de vós...

JEN: E fazemos isso sem pensarmos, não é?

ELIAS: Exacto. Ao te deparares com outro indivíduo, empregarás algum processo de pensamento por meio do qual digas a ti própria: “Estou aqui a manifestar este outro indivíduo, que assume esta aparência perante mim e apresenta cabelo castanho, olhos azuis e um certo peso e uma determinada altura?” Não. Apenas te deparas com um outro indivíduo e automaticamente geras a percepção e a manifestação desse outro indivíduo.

JEN: Certo. Ele está ali diante de mim.

ELIAS: Exacto. Esse é o modo altamente eficaz em que a vossa percepção funciona.

JEN: Mas as minhas crenças afectam a percepção que tenho.

ELIAS: As tuas crenças...

JEN: Como poderei identificar as crenças que tenho? Reconheço – SE as reconhecer – reconheço-as e de seguida digo apenas para comigo própria, aqui estão. Tenho uma crença que é como uma ideia. Penso nela como tratando-se duma ideia entre parêntesis ou algo assim. É como uma ideia sobre alguma coisa. Isso não tenho dificuldade em perceber. Não é necessariamente verdadeiro, e torna-se-me fácil colocar isso como que de pernas para o ar. Só que tomo consciência disso continuar a surgir, e as crenças não vão a parte alguma.

ELIAS: Exacto.

JEN: Por se acharem aí. Contudo, não de uma forma exponencial.

ELIAS: Pois.

JEN: Mas afectam o modo como crio a minha realidade?

ELIAS: Exacto, mas elas permeiam igualmente a vossa realidade toda, tal como todo o indivíduo na vossa dimensão física. A intenção de reconhecerdes e aceitardes as crenças, tal como tenho declarado, não é a de as eliminardes a fim de proporcionardes liberdade a vós próprios mas a de manipulardes a vossa realidade do modo intencional que quiserdes, por meio do reconhecimento de que as crenças e suposições influenciam tudo na vossa realidade, mas VÒS incorporais a capacidade de escolherdes que crenças haveis de incorporar como influência e quais preferis que não influenciem.

JEN: Penso que em certa medida já faço isso.

ELIAS: Fazes!

JEN: Penso existir uma parte qualquer que não percebo, mas não tem problema.

ELIAS: Existem muitas crenças de que poderás não ter uma consciência objectiva, e em estado latente, no teu foco. Lembra-te de que cada indivíduo na vossa dimensão física incorpora todos os sistemas de crenças e como tal todos os aspectos pertencentes a cada um deles. Isso não quer dizer que expresseis essas crenças todas, só que as incorporais todas. Por isso, também dispondes duma tremenda liberdade com a vossa escolha relativa a que crenças devam passar a influenciar-vos a percepção, e incorporais a capacidade de produzir essa acção de escolher as crenças.

JEN: Penso que tenha conseguido isso em relação a certas crenças.

ELIAS: Conseguiste, sim.

JEN: Aí, passamos igualmente um pequeno polimento nas outras, ou pelo menos eu consegui isso.

ELIAS: Sim.

JEN: Mas seja como for, não é difícil. Não estou muito certa, provavelmente não disponho de tanto tempo assim mas tinha outras coisas que desejaria trazer à baila.

ELIAS: Muito bem.

JEN: Eu sou Liva, um fragmento de Olivia? Será isso verdade?

ELIAS: É.

JEN: Obtive a informação da existência de um certo Paul, e que este Paul está ligado a mim por intermédio da árvore de energia, e de que eu podia tornar-me médium em relação a este Paul. Bem sei que o Ron o faz através da escrita automática, só que já tive vontade de o fazer e já indaguei, poder-se-ia dizer. Não fiz isso, mas penso que seria capaz de o fazer – só que penso querer firmar-me mais nos meus próprios pés – o que não quer dizer que não possua nenhuma firmeza.

Só quero que isso apresente uma maior clareza duma forma objectiva sobre o modo como certas coisas... Eu tenho outras áreas de interesse. Tenho várias áreas que quero passar em revista, mas estou interessada em facilitar o Paul, seja lá como for. Soa divertido e interessante e como que uma recreação que esteja ao alcance dos meus dedos!

Só que ainda não consegui isso, pelo que não sei... Nunca fiz tal coisa. Que é que faço? Permaneço sentada até ficar cansada. Nada acontece. (Elias ri) Não acontece nada! Sei que tens ideia do que estou para aqui a dizer! Que hei-de fazer, Elias?


ELIAS: Permite-te relaxar e torna-te receptiva. Não é uma questão de fazer, mas de receber e de permitir uma expressão de descontracção. Se estiverdes na antecipação, haveis de gerar tensão, e essa tensão bloqueia a permissão. Mas posso-te dizer ser bastante compreensível que SE expresse uma certa tensão, por esse tipo de acção poder incorporar uma certa apreensão e até mesmo certas expressões de temor em certa medida. Porque, ao deixardes de dar expressão a uma expectativa e passardes unicamente a permitir, não possuís uma clareza objectiva sobre o modo que esse intercâmbio assumirá. Pode ser expressado de vários modos diferentes, mas isso diz respeito à outra essência. Por isso, a vossa escolha em participar consiste apenas em vos descontrairdes e permitirdes seja qual for a expressão que a outra essência escolha empregar.

JEN: Não estou certa de te chamar por não saber de que forma poderia ter a certeza, mas quando o meu avô faleceu recentemente, obtive uma pequena impressão, a que chamo a impressão do relógio do meu avô. Penso que a interpretação que encontrei tenha sido a de se tratar da energia dele como a captar a minha atenção. Foi só o modo como olhei para o relógio que me fez sentir como se tratasse de algum tipo de comunicação, uma pequena confirmação de que quando passamos desta vida não ficamos obliterados nem nada disso. Sabes o que estou a querer dizer? Não pretendo ser irrefutável quanto a isso, mas nós temos continuidade.

ELIAS: Exacto.

JEN: Foi muito satisfatório para mim. Terá sido uma interacção da parte da outra essência ou terá sido uma comunicação de mim para mim própria?

ELIAS: Foram ambas as coisas.

JEN: Foram ambas as coisas?

ELIAS: Foram, porque a energia é bastante real e a proposta que te foi feita em termos de energia foi bastante real. A imagem que obtiveste acerca do sucedido foi a participação que tiveste na tradução dessa proposta de energia, em associação com um elemento da vossa realidade física. Estás a compreender?

JEN: Estou.

ELIAS: Muito bem.

JEN: Qual será o nome da essência dele?

ELIAS: Nome da essência, Tonia.

JEN: Terá ele sido Sumafi?

ELIAS: Foi.

JEN: E alinhou porque família?

ELIAS: Qual é a impressão que colhes?

JEN: Vermelho. Milumet?

ELIAS: Sim.

JEN: Ele ainda estará focado (no plano físico)? Está, sim. Existirão focos presentes? Penso que existam.

ELIAS: Existem.

JEN: Eu penso que senti que ele tenha partido por causa das crenças que abrigava, e penso que se tenha igualmente devido à mudança e ao facto do seu foco não aguentar a mudança. Foi antes disso, mais quando ele era novo. Foi aí que os dramas principais – sabes a que me refiro – como os assuntos e interesses principais se situavam.

ELIAS: Eu estou a entender.

JEN: Será isso verdade?

ELIAS: Em parte.

JEN: Que outra parte haverá?

ELIAS: Tens razão. O indivíduo escolheu não continuar no aspecto objectivo desta mudança, o que nesta altura não é muito incomum.

JEN: Eu terei algum foco com o meu pai em que ele seja minha irmã?

ELIAS: Tens.

JEN: Não me parece que sejamos assim tão íntimos, mas não é que não fôssemos chegados. Penso que tenha que ver com o meu irmão.

ELIAS: Noutro foco, sim.

JEN: Mas e em relação ao meu actual namorado, qual será o nome da essência dele?

ELIAS: Nome da essência, Carlyle.

JEN: Qual será o nome da essência do meu pai?

ELIAS: Nome da essência, Tamara.

JEN: Ele tomará parte num outro foco dimensional comigo, como num foco de alienígenas?

ELIAS: Sim.

JEN: Numa guerra entre alienígenas? Muito bem, eu tenho uma pergunta! Ele acha-se associado a mim numa outra vida na área da ciência, não?

ELIAS: Sim.

JEN: E eu sou filha dele?

ELIAS: Filho.

JEN: No século dezanove?

ELIAS: Sim.

JEN: Mas esse não é o tal foco obscuro, é?

ELIAS: Não.

JEN: Qual será o nome da essência da minha irmã, se fazes favor?

ELIAS: Nome da essência, Lesa.

JEN: É giro como rimamos! Qual será o nome da essência da minha mãe?

ELIAS: Nome da essência, Markeet.

JEN: Terei eu sido mãe dela numa outra vida?

ELIAS: Foste.

JEN: Eu obtenho impressões em relação a estas coisas, como se as sentisse; apenas sinto com se tivesse acontecido. É como se traduzisse o modo como ocorreu, seja lá como for.

ELIAS: Estou-te a entender.

JEN: Posso perguntar-te em que cultura se terá expressado a nossa relação?

ELIAS: Não preferirás investigar?

JEN: Penso que tenha sido no Pacífico Sul, não? Algo desse género.

ELIAS: Junto com a tua mãe?

JEN: Sim.

ELIAS: Foi.

JEN: E no foco que tenho no holocausto Judeu, terei eu morrido em Birkenau?

ELIAS: Buchenwald.

JEN: Oh! Penso que tenha sido conduzida aos chuveiros de gás.

ELIAS: Sim.

JEN: Lembro-me de ter ido ao museu do Holocausto e de ter visto a menina que foi submetida às experiências científicas, e de me ter sentido como que gelada ao olhar para aquilo tudo. Não me afectou verdadeiramente, mas quando me voltei e contemplei o rosto da garota no retracto e observei o olhar dela, foi quando liguei isso à minha pessoa. Poderás dispensar alguma informação em relação a isso?

ELIAS: Tu passaste por alguns desses tipos de experiências, sim.

JEN: Onde eu talvez tenha sido testada, não?

ELIAS: Sim.

JEN: Aaah! (Elias ri) Meu Deus, mete nojo, todavia comporta um certo fascínio. Mas não estou certa, definitivamente devo ter um tipo científico de... sinto-me próxima da lógica e das ciências e de coisas dessas, e penso que isso se deva à curiosidade Sumafi que tenho. Estou a começar a perceber que isso faz todo o sentido. Como a busca actual que faço, que se centra mais no campo filosófico, apesar de pensar que noutras vidas se expresse mais no campo das ciências.

ELIAS: Exacto.

JEN: Por sentir bastante isso. Muitas vezes as pessoas associam-me a uma cientista, e eu crio a mesma associação.

ELIAS: Exacto.

JEN: Esse é mesmo o modo Sumafi, no meu modo de ver.

ELIAS: É um tema nos teus focos, mas não completamente associado à família Sumafi.

JEN: Então terei muito a ver com a expressão da ciência.

ELIAS: Tens.

JEN: Penso que seja mesmo MUITO. Poderás fornecer-me um número?

ELIAS: Vou deixar que investigues.

JEN: Muito bem – desculpa lá! (Elias ri) Bom, em relação ao foco do Oscar Wilde, o qual foi TÃO giro, e pelo qual sinto tanto gosto. Excelente trabalho! Terei interagido contigo, na qualidade de um outro foco, de um outro personagem? Terei encarnado alguma pessoa nesse drama?

ELIAS: Por breves instantes.

JEN: Poderei investigar isso por intermédio dum livro qualquer, ou não?

ELIAS: Talvez — um companheiro de escola.

JEN: Ah, pois! Vou só colocar mais umas quantas perguntas, mas já estou a ficar sem conversa. Poderei obter o nome da essência da minha avó Shirley e a seguir o da minha avó Dora?

ELIAS: Primeiro indivíduo, Unya; segundo indivíduo, Royce.

JEN: Obrigado, Elias.

ELIAS: Não tens de quê.

JEN: Vamos terminar, por hoje.

ELIAS: Fico na antecipação do nosso próximo encontro, e a estender-te energia de encorajamento entretanto, como sempre.

JEN: Obrigado.

ELIAS: Para ti, minha amiga, com carinho, au revoir.

JEN: Adeus.



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O MATERIAL ELIAS