domingo, 3 de julho de 2011

ENERGIA FEMININA E MASCULINA - BELA E O MONSTRO



SESSÃO #996
“Energia Feminina e Masculina”
“Mais Sobre As Crianças da Mudança”
“A Analogia da Bela e do Monstro”
Sábado, 26 de Janeiro de 2002 (Privada)
Participantes: Mary (Michael) e Kevin (Jashue)
Tradução: Amadeu Duarte

ELIAS: Bom dia!

KEVIN: Bom dia. Como estás?

ELIAS: Como sempre! (Sorri)

KEVIN: É um prazer estar aqui, na tua companhia.

ELIAS: Como vamos prosseguir?

KEVIN: Bom, eu tenho mais perguntas do que penso saber por onde começar...

ELIAS: Muito bem!

KEVIN: ...pelo que vou começar por as colocar. Em primeiro lugar gostava mesmo de conhecer o meu nome da essência e a família a que pertenço e essas coisas básicas.

ELIAS: Ah! Mas diz-me que impressão tens em relação à tua família da essência e ao alinhamento que tens e talvez em relação à orientação.

KEVIN: A impressão que tenho é de que pertença à Milumet. Não sei como se pronuncia isso. Escapa-me o nome da outra família – a dos organizadores – essa é a outra. Quanto à orientação, o pressentimento que tenho é de que seja intermédio. Não sei se será uma conjectura ou uma impressão.

ELIAS: Posso-te dizer que o alinhamento é Milumet e a família da essência Sumafi, mas tens razão na impressão respeitante à tua orientação intermédia.

KEVIN: Óptimo, porque eu iria ter que fazer um monte de perguntas se não fosse.

ELIAS: Quanto ao nome da essência, (pausa) Jashue.

KEVIN: Obrigado!

ELIAS: Não tens de quê.

KEVIN: Penso que a questão primordial que queira mencionar hoje seja a sensação que tenho de nos últimos cinco anos ou isso – o que está relacionado com a aproximação da mudança – como segui diferentes modos de expandir a minha consciência, a mensagem que sempre me chegava era: “Não é para ti. Isso não é coisa que precises fazer exactamente agora. Isso é como se já existisse, e tu precisas empreender mais trabalho no mundo físico, como interagir com os outros no domínio material.” Eu só queria saber se terei estruturado crenças que me estejam a direccionar no sentido errado, ou se estarei correcto, ou...?

ELIAS: Posso-te dizer, meu amigo, que tens toda a razão; Mas posso-te igualmente revelar que a razão por que estás a estender a ti próprio essa mensagem não tem que ver com o facto de não estares a expandir a consciência mas com o facto de que a associação que estabeleces em relação à expansão da tua consciência acompanhar as crenças de que esse acto compreenda o aspecto cósmico e não esteja associado ao material.

Deixa que te diga que, associado ao teu alinhamento, efectivamente isso é expressado com frequência por aqueles que alinham pela família Milumet, por existirem em muitas das vossas sociedades associações rígidas respeitantes à espiritualidade e uma clara separação associada à espiritualidade tanto material como não material. Essas qualidades ou expressões que julgas pertencerem ao não material, são definidas como espirituais, e aquelas que estão associadas ao material são definidas como não espirituais.

Associado a essa família da essência particular, a qual dá expressão a qualidades referentes à espiritualidade – só que por intermédio de expressões de espiritualidade REAIS – muitas vezes as pessoas empregam um mal entendido, por isso estar fortemente associado às crenças religiosas, não necessariamente em associação com o estabelecido pelas religiões, mas podeis empregar crenças religiosas, o que resulta num reforço da separação entre as expressões material e não material.

A expansão da vossa consciência abrange todas as vossas expressões, e como vos encontrais na manifestação física desta dimensão material, gera-se uma tremenda expressão de atenção e de expansão da consciência no que toca ao que manifestais em termos físicos e ao modo como interagis convosco próprios e com o vosso mundo, e por intermédio da concessão (a vós próprios) dum reconhecimento do modo como a expressão da consciência que possuís gera, por meio das expressões materiais e dos actos físicos, um efeito de propagação por toda a consciência. Também vos permite familiarizar-vos convosco próprios, o que vos possibilita dirigir e escolher objectiva e intencionalmente expressões que queirais produzir e formas de interacção em que desejeis participar, em relação às expressões pertinentes ao vosso rumo. Essa acção ESTÁ a expandir-te a consciência em relação ao que tiveres escolhido manifestar fisicamente a fim de explorares a consciência, no que diz respeito a ti, por meio da expressão física, com o que, passarás a produzir uma menor separação, o que traduz a intenção.

Por isso, segundo a tua concepção, não estás fora dos carris, nem estás a interpretar mal nem a gerar a mal-entendido algum. Mas se te permitires prestar atenção e voltar a atenção para a detecção ou o percebimento e a familiaridade com o que produzes em termos físicos, a mensagem que apresentaste a ti próprio torna-se bastante precisa: para não te preocupares com o cosmos por SERES o cosmos. (Ri)

KEVIN: Certo. Eu não pensei estar fora dos carris, mas não percebi tanto essa ligação entre o físico e o espiritual. Portanto, está óptimo.

O outro assunto principal sobre o qual quero falar é... muitos dos problemas que tenho tido prendem-se com o feminilidade e a masculinidade. Eu atravessei um período em que basicamente não senti estar a conseguir fazer nada, mas depois, com o nascimento da minha filha, descobri-o em mim o lado feminino e despertei-o. Isso foi há dezasseis anos. Há três anos, com o nascimento do meu filho, foi como se tivesse despertado a minha masculinidade. Não sei se quererás dizer algo sobre isso ou se deva avançar a pergunta...

ELIAS: Continua com a pergunta.

KEVIN: A pergunta específica assenta no facto de sentir um forte anelo para com a história de “A Bela e o Monstro”, e interrogo-me se isso terá paralelo aqui com a minha vida.

ELIAS: Diz-me, antes de mais, qual é a avaliação que fazes desta expressão de movimento de reconhecimento do feminino e do masculino, e qual é a natureza da preocupação que sentes em relação a esses aspectos.

KEVIN: A primeira impressão que tenho é a de que cresci sem me conhecer realmente a mim próprio, sem reconhecer o feminino dentro de mim. E por causa disso, ou em reacção a isso, nunca interagi muito com o mundo. Quando comecei a reconhecer o facto e comecei a aceitar isso em relação a mim próprio - a minha parte feminina, aí foi impecável. Isso introduziu-me à minha natureza e conduziu-me a um ponto em que subitamente decidi ou senti que a minha vida era aquilo que devia ser. Quando essa fase se concluiu, senti: “Tudo bem, agora sei quem sou e vou continuar para sempre a ser o que sou.”

ELIAS: Define-me o feminino, na concepção que abrigas.

KEVIN: O feminino é o aspecto mais intuitivo, mais benévolo, e penso que seria que o definiria nesses termos, especialmente naquela altura anterior. Subsistia a sensação de não ter vontade de prejudicar do mesmo modo que via os meus colegas com vontade de fazer. Mas é mais criativo e mais espiritual.

ELIAS: Define-me o reconhecimento da projecção exterior que fazes.

KEVIN: Agora?

ELIAS: Desse feminino.

KEVIN: Bom, até aos últimos cinco anos a projecção externa era em termos de brandura e de afabilidade, mas isso também se assemelhava um tanto a uma mistura de tímido e de pacato. Nos últimos cinco anos, e à medida que a minha masculinidade se sobressaiu mais, a gentileza ainda se acha presente mas a capacidade de interagir com os outros aumentou.

ELIAS: Bom, com a expressão que dás à energia eu reconheço uma preocupação em relação à expressão masculina. Não quererás defini-la?

KEVIN: Eu claramente alimentava uma conotação negativa em relação à expressão masculina, e penso que isso esteja patente na “Bela e o Monstro”, em que a Besta representa o aspecto masculino. Eu percebia o aspecto masculino como a parte que causa dano, a parte que exerce indevidamente o poder. Não estou absolutamente seguro de continuar a acreditar completamente nisso, mas são esses certamente os meus antecedentes.

ELIAS: Muito bem. Portanto, estás a dizer-me que a natureza da preocupação que sentes está associada às definições que empregas para cada sexo, porque as expressões masculina e feminina são expressões referentes ao sexo. Nesse sentido, as definições que empregas estão a ser questionadas, coisa que te posso igualmente garantir, é também um aspecto que faz parte do movimento desta mudança. Tal como já declarei muitas vezes, vós estais a redefinir os termos que utilizais e como tal, estais a redefinir toda a vossa realidade, redefinição essa com que efectivamente estais a alterar a vossa realidade de muitos modos.

Ao longo da vossa história, e de forma associada às crenças, todos criastes crenças ligadas ao género sexual, e como a sexualidade consiste no elemento básico nesta dimensão – um dos dois elementos básicos desta dimensão física – o tipo sexual traduz-se numa concepção significativa. Vós concebestes um modelo nesta dimensão que incorpora a separação de duas expressões específicas, uma masculina e a outra feminina. Vós concebeis as vossas formas físicas em associação com estes tipos ou géneros sexuais, e atribuís género a tudo que produzis nesta dimensão por isso constituir um elemento básico da concepção desta dimensão particular.

Vós atribuís qualidades ao masculino e ao feminino. As manifestações físicas estão associadas ao sexo, e até mesmo à vegetação ou às estruturas, à água, às montanhas, aos elementos. Atribuís masculinidade e feminilidade a todos os aspectos da vossa realidade. Todo o universo, que é produzido por vós, incorpora essas qualidades.

Agora; vós também gerais crenças associadas a esses géneros.

Deixa que te diga, antes de mais, que o género não passa disso mesmo. O género sexual é uma expressão de diferença inerente à função.

Posso-te dizer que na realidade, segundo a associação que estabeleceis, o modo como configurais a energia nesta dimensão física, implica uma energia feminina e uma energia masculina. Mas nenhuma delas é mais agressiva nem mais passiva do que a outra; nenhuma é mais suave nem mais potente do que a outra. A expressão da diferença pela energia que vós configurais de acordo com o género prende-se com a concepção da vossa dimensão física.

Tal como expressei, a sexualidade é um dos elementos básicos da vossa dimensão física. O outro é a emoção. O elemento da sexualidade não refere propriamente a actividade sexual. Sexualidade é tudo o que gerais em termos físicos, a expressão física da manifestação de qualquer forma, o que se acha igualmente associado ao género masculino. O género masculino é o intelectual, o qual é um aspecto da concepção desta dimensão física.

A emoção consta duma comunicação. A comunicação traduz-se por uma causação interior de energia; o físico é o (resultado) externo. Ambos movem-se em harmonia. Ambos consistem em expressões do todo, e como tal ambos são espirituais.

Mas a emoção consiste numa comunicação, e numa expressão de energia e no modo como configurais essa energia em relação a esta dimensão e à sua concepção é designando-a como feminina, e associando-a à intuição. Nos vossos termos materiais, a intuição não é menos branda do que o intelecto. Trata-se de duas expressões diferentes que se movem juntas e em equilíbrio.

Agora; ao longo da vossa história nesta dimensão e até ao momento, colectivamente, e claro que individualmente, vós explorastes a expressão masculina da energia, o tipo macho, a expressão do intelecto e a expressão externa da manifestação – por meio da exploração exterior da vossa realidade. Esta mudança de consciência consiste num Evento da Fonte que está a alterar a expressão da energia na vossa dimensão física, com o que, tal como já declarei, estais a alterar a expressão física da concepção da vossa dimensão.

Bom; com isso estais a tornar a expressão do masculino numa expressão do feminino de forma a que isso vos permita explorar a vossa realidade física de um modo diferente: interiormente – pelo que podeis gerar por intermédio duma capacidade natural de vós próprios e passar a orientar-vos – o que continua a manifestar-se no exterior, só que a percepção é alterada. A expressão está a mudar, deixando de se preocupar com a produção externa da manifestação e passando a acompanhar o reconhecimento da vossa capacidade genuína e o vosso movimento e o modo como manipulais a energia.

Com isso, como associastes qualidades ou expressões específicas ao masculino e ao feminino e estabelecestes critérios por meio dos quais um seja melhor do que o outro, e que um seja brando enquanto o outro é rude – e a crença que aceitais é a de que brando seja bom e o rude seja mau, o que evidencia o emprego de um critério de avaliação – ao estabelecerdes tais associações em relação às vossas crenças isso também vos permite reconhecer a expressão de masculino, ao que passais a gerar uma resposta em termos de não ser bom, mas ainda ligada a um reconhecimento subjacente de que o movimento desta mudança está a passar para uma expressão do género feminino - não a fim de eliminar o masculino, mas de voltar a atenção para o (aspecto) feminino, por já vos terdes comprazido nele por um tempo considerável. Mas, apesar de estardes nesta mudança a deslocar a energia para a expressão do género feminino associado à configuração intuitiva que comporta e a vós próprios, isso não quer dizer que estejais a negar a expressão masculina nem que estejais a reprovar o masculino, e revela tão só o reconhecimento, um movimento equilibrado.

Talvez em termos futuros, quando vos tiverdes permitido explorar a expressão interior, a expressão intuitiva e feminina em igualdade de termos com o que vos permitistes criar através da exploração do masculino, talvez possais escolher eliminar por completo o género nesta dimensão física. Mas por agora, não é isso o que estais a produzir. Estais a dar continuidade ao modelo desta dimensão física por se apresentar eficiente, e nisso, estais meramente a alterar as percepções que tendes.

Reconhece que o masculino não traduz necessariamente o que definis como agressivo, porque a definição de agressividade incorpora igualmente associações ligadas ao negativo. Nesse sentido, a expressão masculina, como expressão externa que é, uma expressão que manifesta em termos físicos, é bastante criativa e dotada duma elevada motivação. É por isso que a encarais como altamente motivada, porque ao projectardes energia no exterior e gerardes manifestações físicas, impressionais-vos a vós próprios com o modo através do qual podeis produzir fisicamente a partir do que não é físico. Mas com tal produção física vós também deslocais a vossa atenção de vós, que sois a fonte, assim como a desviais da energia, e do modo como isso é produzido e manipulado a fim de produzir manifestações e resultados físicos por qualquer meio.

Foi por isso que vos permitistes explorar por em cheio as manifestações materiais, as expressões masculinas, sem o equilíbrio do feminino. Agora passais a explorar a vossa realidade com o emprego do aspecto feminino, só que sem eliminardes o aspecto masculino. É apenas uma questão, meu amigo, de redefinires e reconheceres não comportar nenhuma ameaça. Aquilo que percebes nos comportamentos que associas ao género masculino e feminino é altamente influenciado pelas crenças.

KEVIN: Estarás a dizer, com isso, que as crenças que abrigo me estejam a criar as circunstâncias que percebo? Razão porque vejo, ou terei visto homens na criação dessas situações negativas, com base nas minhas crenças?

ELIAS: Exacto. Mas olha a história a que te associas com tanto vigor, a da “Bela e o Monstro” e olha o monstro. Não incorporará ele igualmente essa expressão gentil?

KEVIN: Incorpora, certamente.

ELIAS: Ele apenas parece maior e ofuscante, enquanto a bela parece menor menos agressiva, por assim dizer. Mas olha essa história, porque a bela, apesar de pequena, também está altamente motivada e na realidade expressa-se de forma agressiva ao produzir aquilo que quer. E qual deles parecerá mais passivo, senão a besta? E porque razão a besta parecerá ser passiva senão por temor de si própria e por se questionar e duvidar de si própria e se desvalorizar? A agressividade do personagem feminino da vossa história é o que produz a transformação da besta.

Por isso presta atenção à história com que estabeleces esse vínculo tão marcado, por estares a oferecer a ti próprio mensagens referentes à redefinição dos termos que empregais de masculino e feminino. A expressão feminina da energia não é passiva e a expressão que cria da brandura é mal interpretada, porque na realidade é a adopção dos aspectos protector e do apreço que é expressada, e isso é passível de ser expressado com agressividade.

KEVIN: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê, meu amigo.

KEVIN: Antes que se nos esgote o tempo, gostava de te questionar acerca de algumas relações estreitas que tenho e dos seus nomes da essência e famílias. A minha esposa, Lori? (Pausa)

ELIAS: Nome da essência, Luna. Qual é a impressão que colhes?

KEVIN: Não me lembro muito bem dos nomes. A impressão que tenho é a de que talvez pertença à Ilda, mas esqueci o... não sei. Ela é difícil de interpretar por parecer envolver-se demasiado. Ilda, e o outro nome de momento não consigo lembrar. (Pausa)

ELIAS: Família da essência, Sumafi – tal como tu – e o alinhamento, está correcto, é Ilda.

KEVIN: Orientação?

ELIAS: Comum.

KEVIN: E a minha filha, Erin? (Pausa)

ELIAS: Nome da essência, Allianne. Sugere a impressão que obténs.

KEVIN: A impressão que tenho é que comporte um tanto de Milumet e um tanto de Sumari.

ELIAS: Exacto.

KEVIN: Eu tinha como que um pressentimentos acerca dessa. (Elias ri) E por fim, o meu filho, Ender. Oh, e a orientação da Erin?

ELIAS: Comum.

KEVIN: E em relação ao Ender? (Pausa)

ELIAS: Nome da essência, Shangshu.

KEVIN: A impressão que obtenho é a de um tanto de Ilda – pode ser no alinhamento – enquanto em relação à outra não tenho a certeza absoluta.

ELIAS: Família da essência, Gramada; alinhamento, Ilda; orientação, comum.

KEVIN: Obrigado. Muito bem!

ELIAS: Não tens de quê.

KEVIN: Penso que agora devo colocar esta pergunta. Uma impressão que tive há cerca de um ano atrás foi a da existência, nessa altura, duma probabilidade de ter um terceiro filho, coisa que a minha mulher deseja, e uma impressão subsequente de que essa criança só viria se certas coisas ocorressem nas nossas vidas, um certo crescimento, penso, por a necessidade dum mundo melhor ter sido satisfeita. Penso que a pergunta seja; será uma probabilidade que se mantenha, ou será que tal probabilidade se desvaneceu? (Pausa)

ELIAS: É uma probabilidade. Posso-te dizer que existe uma predisposição associada à entrada de um novo foco, mas isso também depende da conformidade que estabelecerdes. A disponibilidade do foco que vai entrar está expressada. A vossa escolha consiste em gerardes o consentimento por intermédio da concessão duma facilitação dessa acção – não tu apenas mas da tua parte e da parte da tua companheira na facilitação da expressão dessa concessão.

Agora; o que vós estais a gerar é uma expressão de condicionamento, não em relação ao foco mas em relação a vós, e a razão porque estais a gerar tais condições está associada ao avanço que fazeis nesta mudança de consciência, o qual em reconhecimento da vossa energia – entendo-o perfeitamente - já vos propusestes o desafio referente aos dois focos cuja entrada facilitastes na manifestação.

Á medida que a mudança progride e aumenta na sua inserção e na sua intensidade, isso causa um maior desafio. Porque, cada manifestação nova que entra na vossa realidade física penetra a manifestação dotada duma mais ampla consciência, por estarem a entrar na manifestação física em associação com o movimento da mudança. Por isso, nos vosso termos físicos, cada ano que integrais desloca a consciência dos focos que entram para uma expressão mais ampla com o que o objectivo passa a ser o de vos orientardes a vós próprios, o que provoca um desafio enorme em associação com as crenças dos papéis familiares entre pais e filhos. Porque os filhos estão a manifestar-se com o conhecimento de se estarem a orientar a eles próprios, o que parecerá aos olhos dos pais - com base nas crenças que sustentam - como rebeldes e não cooperantes, e o que lhes colocará um tremendo desafio, por tais crenças serem vigorosamente expressadas em ligação com os papéis familiares e o facto de os pais deverem orientar os filhos, moldá-los, liderá-los e orientá-los, e os filhos reconhecerem isso como desnecessário. Eles SABEM estar a criar a sua realidade.

KEVIN: Então, enquanto pais, não precisamos preocupar-nos muito com respeito ao ensino disso, precisamos?

ELIAS: Justamente! Eles já incorporam uma consciência e estão a proporcionar a si próprios uma validação objectiva, por meio de informação, que lhes defina isso dentro deles. Eles estão a reconhecer as crenças mas de um modo diferente de vós, por se estarem mais facilmente a permitir avançar para a aceitação das crenças, com consciência de serem um elemento da concepção desta dimensão física, elemento esse que não será eliminado, mas também com a consciência de incorporarem escolha, o que traduz a intenção e aquilo para que estais a passar.

Em qualquer altura, meu amigo, em que te voltes para ti próprio e reconheças o avanço que conseguiste e a avaliação que fazes da posição que assumes na tua consciência e o que assimilaste e passaste a reconhecer em termos de informação, poderás assegurar a ti próprio que os pequenos já vos acompanham sem disporem de livros nem do emprego material de informação que proporcionais a vós próprios. Cada novo foco entra num movimento idêntico ao que é expressado pelas massas, e o que individualmente estais a expressar na vossa consciência neste momento já está a ser incorporado em paralelo com os focos que entram que ainda não tenham mais do que duas semanas de idade.

KEVIN: Deixa-me só perguntar especificamente em relação à ligação, ao relacionamento existente entre a minha mulher e o meu filho - o de três anos - por ela se sentir preocupada. Ela sempre se preocupa com o facto de poder estar a fazer-lhe mal e sente-se agoniada com isso, e isso leva-me a interrogar-me sobre o que se estará a passar.

ELIAS: Antes de mais, vou-te dizer para dirigires a tua atenção para ti, porque isso gera um exemplo que proporciona mais informação à tua companheira do que qualquer outra expressão, assim como a ti próprio. Também te posso estender um convite, o de que esse indivíduo o desejar e preferir, (companheira) para procurar informação por si própria em associação a essa situação, que eu submeter-me-ei complacentemente na oferta dessa informação.


Deixa que te diga, meu amigo, que compreendo a natureza da tua preocupação, por sentires afecto por ambos esses indivíduos; mas também reconheço a expressão automática de tentar corrigir, resultante do facto de incorporardes informação, coisa que na realidade não existe – expressão alguma a corrigir. Se ela escolher oferecer a ela própria informação ligada ao que motiva esta desvalorização dela própria, por ser isso que está a ter lugar e o que está a causar o conflito, eu estarei mais do que disponível.

KEVIN: Óptimo! Eu vou-lhe dizer.

ELIAS: Muito bem.

KEVIN: Bom, nesse caso vamos avançar para o relacionamento existente entre mim e a minha filha. Sempre tive a sensação de existir... Senti que existem relacionamentos entre pai e filhos e relações entre pais e filhos especiais. E aqui existe algo especial, e penso que apenas estou à espera dum comentário teu a confirmar se é como penso, ou o tipo de ligação existente.

ELIAS: Deixa que te diga que tu incorporas muitos focos com ambos esses indivíduos que encaras como crianças. Permites-te diversas associações diferentes com cada um deles, em parte em relação às crenças que sustentas em relação ao sexo e em parte num acto de permissão para reconheceres a familiaridade dum, a filha, por a expressão da energia da filha te ser mais agradável.

KEVIN: Pois, eu captei isso exactamente antes de o dizeres.

ELIAS: Mas tu incorporas muitas relações com ambos esses indivíduos, e nesse sentido não importa, porque ambos eles estão igualmente a gerar certos tipos de expressão em relação a ti e desse modo a projectar determinadas expressões de energia na tua direcção, às quais reages de diversos modos. Posso-te dizer que pela maior parte a influência mais marcante expressada diz respeito às associações que tens com as tuas crenças, e não à ligação, por assim dizer, com ambos esses indivíduos.

A aceitação é uma expressão maravilhosa, meu amigo, e com essa aceitação, ao te permitires aceitares-te em meio a todas as expressões e consciência, tu geras o resultado em termos de aceitação dos outros.

KEVIN: Muito bem. Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

KEVIN: Penso que o nosso tempo terminou.

ELIAS: Muito bem.

KEVIN: Quero-te agradecer imenso pela disposição que mostraste.

ELIAS: E continuarei a mostrar, meu amigo!

KEVIN: Obrigado.

ELIAS: O meu convite estende-se igualmente a ti, e a minha disponibilidade prolonga-se. Estendo-te um enorme encorajamento na exploração que estás a fazer.

KEVIN: Obrigado.

ELIAS: E para ti, com um tremendo afecto, au revoir.


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