sábado, 2 de julho de 2011

MEDO - O PODER É MAU E PERIGOSO



SESSÃO #987
“Medo em Relação aos Outros”
“A Crença de que o Poder SEJA Mau e Perigoso”
Domingo, 20 de Janeiro de 2002 (Privada)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael) e Sherry (Seale)

ELIAS: Bom dia!

SHERRY: Bom dia.

ELIAS: Ah! Proximidade em termos objectivos!

SHERRY: (Riso) Desta vez eu não desligo de forma alguma!

ELIAS: (Riso) Ah! Vamos ver!

SHERRY: Antes de mais, queres pregar uma partida na Daryl e na Debi? Porque esta manhã elas disseram-me para não te cansar demasiado.

ELIAS: Ah! Porque eu canso-me com tanta facilidade!

SHERRY: É verdade?!

ELIAS: Ah, sim! Ah, ah!

SHERRY: E se quiseres dar-lhes essa impressão apenas por um instante, eu ficaria tão satisfeita por brincar desse modo com elas! (Riso)

ELIAS: Ah, muito bem! Vamos lá fazer de conta!

SHERRY: (Riso) Obrigado!

ELIAS: Posso-te dizer que sou capaz de representar a minha parte muito bem neste papel. Vamos praticar? (Elias faz uma cara de enterro e a Sherry parte-se de riso) Sinto-me tão cansado! (Enquanto coloca as costas da mão à testa e se reclina no sofá de forma dramática)

SHERRY: Por a Seale te ter sobrecarregado em demasia! (A rir)

ELIAS: Deste modo será adequado? (A rir)

SHERRY: É.

ELIAS: Ah, muito bem! Ah, ah, ah, ah!

SHERRY: Mas tu podes faze-lo apenas por uns instantes para cada uma delas, porque elas partilham a sessão delas.

ELIAS: Muito bem, muito bem!

SHERRY: Elas precisam de algum brilharete e de diversão.

ELIAS: Entendo perfeitamente!

SHERRY: E quem melhor o faria para com elas?

ELIAS: Precisamente!

SHERRY: Eu queria colocar uma questão do Ken. Pode ser que não a faça da melhor maneira mas esse kay-Nah-Chi-Wah-Nung é um local no sul do Ontário chamado o local dos Long Rapids. Ele deseja saber se é nesse local que ele teve um foco e se será um local de reunião para muitos participantes deste fórum.

ELIAS: Local de reunião de que forma?

SHERRY: Ele não mencionou. Tenho que ler por ele.

ELIAS: Se ele possui um foco nesse local? Possui.

SHERRY: No século dezoito? Porque isso é a outra parte da pergunta que ele formula.

ELIAS: Sim. Quanto à questão do fórum de reunião, isso é uma opção. Se ele escolher apresentar isso como um local em que vos possais reunir, por assim dizer, em termos de projecção, sim, poderá ser adoptado nesses termos. Se ele se refere a um local de reunião físico no passado ou no futuro, no passado não; no futuro, isso deverá ser uma escolha da vossa parte enquanto indivíduos.

SHERRY: De acordo, óptimo. E agora para mim; porque tenho tanta coisa que espero não me desligar de forma nenhuma, estúpida!

Mas quando me encontrava em Cancun, quis saber se tu terias algo a ver com aquele golfinho que me abraçou. Aquele tipo não gostou nada. (Elias ri) sabes a quem me refiro, não?

ELIAS: Estou ciente, apesar de te poder dizer que não, isso não foi um encontro comigo mas antes tu a ofereceres a ti própria uma projecção da tua energia para atraíres aquilo que procuravas.

SHERRY: È isso que não consigo distinguir entre ti e mim própria. Isto está a tornar-se confuso. Mas nesse caso estou a tornar-me mais brincalhona comigo própria.

ELIAS: Estás.

SHERRY: Foi por isso que julguei tratar-se de ti, por ser algo mais do género do Elias e não coisa que a Sherry costume fazer.

ELIAS: Ah, mas tu estás a proporcionar para ti própria uma maior liberdade.

SHERRY: Mas tu estavas presente?

ELIAS: Em termos de consciência da tua relação e da tua presença, por assim dizer, por meio da energia, estava. Eu estou sempre presente convosco.

SHERRY: Eu sei, mas da forma que referiste que irias ser divertido, ou que consegues ser divertido? Então isso não aconteceu?

ELIAS: Por meio duma oferta de energia dirigida a ti, que tu permitiste que fosse traduzida na atracção da diversão com o animal.

SHERRY: Então foi assim que tive conhecimento da tua presença.

ELIAS: Foi.

SHERRY: Está bem. E com relação ao peixinho com pontos azuis e cauda amarela?

ELIAS: (Ri) E que impressão tens?

SHERRY: Que talvez se tenha tratado da tua maneira de dizer que estavas presente, e que eu não podia perder a tua presença.

ELIAS: Exacto.

SHERRY: Já me estou a habituar – adoro isto!

Nesse caso - queria validar para mim própria - tal como o golfinho bebé, aquele indivíduo estava a ficar aborrecido por eu não estar a respeitar as normas, e não conseguia compreender. Tive a impressão de que ele não conseguia compreender a razão porque aquele golfinho estava tão em sintonia já que eu não estava lá, e isso estava a irritá-lo.

ELIAS: De certa forma, sim, estás correcta.

SHERRY: Aqui foi formidável, não, que eu tenha decidido não permitir que ele decidisse a minha realidade? Foi tão estupendo quando abracei o golfinho! Eu desejava ter previsto isso mais cedo, mas, sem dúvida!

ELIAS: Ao concederes a ti própria permissão para prestar atenção a ti própria e liberdade para te exprimires, a despeito da reacção do outro.

SHERRY: Sim, eu sei. É um ponto que atribuo a mim própria neste momento! (Rizadinhas)

A coisa que não estou a entender ou de que ainda não tenho muita certeza, é o que está a ocorrer… Eu compreendi que a água do aquário me está a tentar dizer algo ou que seria suposto que eu prestasse atenção. Estou a tentar compreender a forma como comunico comigo própria. Por isso, quando coloquei aquela máscara de mergulho, senti como que a respirar… Compreendi que aquele medo, aquele receio de não ser capaz de respirar não tinha que ver comigo. Foi demasiado intenso. Quando regressei e ouvi sobre a Dale, pereceu-me que tivesse sido isso. Eu estava a respirar no lugar dela, de algum modo. Não serás capaz de me explicar isso sobre essa nossa ligação e sobre o que eu estava a fazer e porque razão?

ELIAS: Diz-me de modo específico. Qual é a tua pergunta?

SHERRY: Eu quero entender qual é a minha ligação com ela. Não compreendo isso das partes congéneres ou lá o que é, mas foi isso mais ou menos o que aconteceu comigo, que somos congéneres ou assim. Porque eu realmente senti como que estava a respirar por ela e quando fui capaz de relaxar isso também a ajudou. Eu não tinha experimentado nada assim antes, segundo a recordação que tenho. Mas foi essa a impressão que colhi.

ELIAS: E a impressão que tiveste é exacta.

Bom, posso dizer-te que incorporaste uma acção homóloga temporária com esse indivíduo. Não criaste o que designais como uma acção continuada ao longo do teu foco com ele mas estás a escolher contrair acção congénere agora durante uns tempos.

Agora; com isso, com a ampliação da tua consciência, Seale, também te permites prestar atenção aos intercâmbios que crias em termos de energia. Tu tens vindo a criar muitas formas de intercâmbio dessas, entre as quais a complementaridade é apenas uma. Presentemente não estás a empreender apenas essa. Tu fizeste-o ao longo do teu foco em relação a inúmeros indivíduos, porém, não ofereceste a ti própria uma consciência objectiva disso.

Agora; deixa também que te diga que não estás a mover a tua atenção ou consciência num acto de focares a tua atenção sobre todas as tuas interacções e trocas de energia com todas as pessoas. Apenas estás a oferecer a ti própria exemplos periódicos que te proporcionem uma prova e validação da ampliação da tua consciência. Na verdade trata-se dum acto bastante simples que estás a proporcionar a ti própria.

Agora; se incorporares isso com o teu sentido empático... coisa que tu podes empreender com toda a prontidão; presta atenção ao teu sentido de empatia. Muitos prestam, mas posso-te dizer também que muitos não o fazem. Todos vós adoptais esse sentido mas nem todos prestais atenção ou o usais ou vos permitis ter noção desse sentido particular, o qual depende do indivíduo e das suas preferências, da sua direcção e intenções.

Nesse sentido, tal como deverás ter consciência, tu permitiste-te ter consciência objectiva e incorporar esse sentido empático de variadas formas, e não só em relação aos outros indivíduos. Mas vós fazeis isso em relação a todas as vossas criações e a todo o vosso ambiente, tudo isso se acha na vossa percepção, seja animais ou o que percebeis como a vossa Terra. Vós permitis uma expressão de empatia em relação a qualquer elemento da vossa realidade, porque isso vos oferece uma maior informação a fim de gerardes aquela compreensão no relacionamento convosco, porque vós prestais atenção ao reflexo.

Nesse sentido, à medida que continuas a expandir a tua consciência de certa forma estarás a expandir as tuas experiências de forma a permitir-te uma compreensão objectiva por meio da experiência, o que na verdade traduz a forma como geras uma compreensão objectiva do que crias e do modo como crias na tua realidade através da experiência. Por isso, proporcionas a ti própria expressões temporárias de experiência, adoptadas igualmente com o teu sentido empático, de forma que possas objectivamente perceber e reconhecer e oferecer a ti própria uma compreensão clara dos conceitos que te estejam a ser transmitidos.

Tenho vindo a referir, desde o início deste fórum, ser capaz de vos oferecer um sem número de conceitos a todos, mas se não experimentardes realmente no vosso foco, esses conceitos permanecerão tal como são apresentados sem que os consigais traduzir para a vossa realidade. Permanecem como formas de reconhecimento intelectual ou teorias sem chegarem a ser adoptadas na vossa realidade, por ainda não os terdes experimentado. Isso é igualmente propositado em muitas das coisas que revelo às pessoas - o facto de não oferecer determinado tipo de informação até elas começarem a passar pela experiência.

Estendo-vos a todos informação sob a forma de conceitos que passais a assimilar intelectualmente, e quando cada um de vós se permite gerar uma experiência relativa aos conceitos, nessa altura posso realmente passar a validar e a oferecer mais informação, porque desse modo passais a incorporar uma compreensão efectiva, e não apenas uma compreensão intelectual.

SHERRY: Penso que terá sido isso o que ocorreu a noite passada, o facto de me achar a compreender. È como a minha tradução; eu estou representar uma tradução do conceito para as pessoas mesmo familiarizadas com este fórum em relação ao que estou a fazer, mas na verdade ir a Cancun e… Sabes o que quero dizer? Há lá algo que estou a traduzir, mas de facto estou a fazer a experiência ou a fornecer aos outros algum género de entendimento mais concreto do que abstracto por estar a dar lugar a isso.

ELIAS: E aí reside a questão em relação a todos vós. A questão em relação à analogia que vos estendi no começo deste fórum, na história do pequeno rebento. Porque com isso, cada um de vós gera a questão, em vos concederdes consideração pessoal e concentrardes a vossa atenção em vós próprios, o que dá lugar a uma energia de exemplo; e com tal exemplo e por meio do efeito ondulatório que ele origina na consciência, proporciona tanto ao nível objectivo como subjectivo um meio através do qual os outros poderão passar a compreender e a permitir-se aplicá-lo a si próprios.

SHERRY: Nesse caso isso já nos faz saltar para… Porque eu tenho diferentes perguntas mas isso faz-me recordar as orcas, porque eu leio que elas são igualmente golfinhos. Por isso, quando fui à prisão e eles surgiram, quer dizer, elas estavam lá, terei sido eu a evocar? Quer dizer, terei criado isso por na altura andar mesmo em busca duma experiência com eles aqui na minha área, ou terá isso tido algo a ver com alguma outra coisa, como a duplicidade ou isso? Existem tantas camadas que eu vejo-me em apuros… Sabes o que quero dizer? Camada atrás de camada.

ELIAS: Tu crias tudo.

SHERRY: Eu sei, mas estou a ter dificuldades em traduzir a minha própria criatividade para mim própria, razão porque te estou a perguntar de que modo poderei conseguir tal coisa ou como haverei de compreender aquilo que me acontece, de modo a eu poder dispor dum maior conhecimento sobre o modo como opero… sabes o que quero dizer.

ELIAS: Estou a compreender, por isso olha para o que crias no momento. Examinemos isso passo a passo, por assim dizer. Na altura, que é que criaste?

SHERRY: Baleias a saltar e a divertir-se.

ELIAS: Muito bem. Essas foram as imagens que geraste.

SHERRY: Terá sido o desejo? Terá o momento estado imbuído do desejo, da vontade de me juntar a elas?

ELIAS: Isso é outro aspecto. E no momento, a par com tais aspectos do que estás a gerar, que estás a transmitir a ti própria?

SHERRY: É com isso que sinto dificuldade, a parte de querer criar e de saber que consigo faze-lo.

ELIAS: Mas e que emoção terás sentido?

SHERRY: Que emoção terei sentido? Eu senti-me receosa em relação a faze-lo, o que me conduz igualmente a este aspecto de me sentir como que prestes a materializar a Emmy como que do nada, e isso ou vai acontecer aqui ou rapidamente. Estou a fazer uma leitura em relação a diferentes partes de mim, se sabes o que quero dizer. É quase como se dissesse, “Sherry tu acreditas verdadeiramente ser capaz de fazer isso mas…” E subsiste igualmente algum receio em relação ao imenso poder que isso envolve, e eu temo isso por não querer ser como a minha mãe. Quer dizer, não quero ver isso utilizado… E tenho medo de não ser capaz de lidar com isso e que isso me venha a conferir um poder extra ou isso.

ELIAS: Presta atenção ao que exprimiste neste instante. A identificação que estabeleceste do medo, associado a quem?

SHERRY: À minha mãe. (Elias acena com a cabeça) Isso envolve estas lágrimas, e não compreendo.

ELIAS: Diz-me, qual é a associação que estabeleces, porque razão geras esse medo, que crenças se acham associados a isso? Isso é significativo Seale.

SHERRY: Eu sei. É algo exterior a mim própria que o está a criar, não é? Quero dizer…

ELIAS: Em parte. Identifica-me a associação que estabeleces em relação á tua mãe. Que percepção tens?

SHERRY: Depende da idade que tinha porque penso que ela é uma pessoa que me teme, ou que sentiu medo de mim, ou tem vindo a sentir medo de mim, que eu provocava-lhe um verdadeiro pavor.

ELIAS: Mas a percepção que tens agora é a de que se te permitires criar efectivamente a tua realidade por meio da expressão genuína das tuas capacidades e do poder que elas fornecem, essa pessoa venha a sentir mais pavor de ti.

SHERRY: Mas eu sei que me controlo imenso em relação a quem sou devido a isso, por estar precisamente a libertar isso. Mas é algo que comporta um grande temor e não somente em relação a ela mas em relação a muita outra gente, por todo o isolamento que senti, a rejeição e o isolamento.

ELIAS: Ah, agora...

SHERRY: Mas isto faz parte da razão porque aqui apareço, por eu ter rompido com isso em alguma extensão, porque me encontro aqui e tenho consciência disso.

ELIAS: Exacto. Temos vindo a falar imenso sobre isso, mas tu não permitiste tocar nisso.

Agora; permite que te diga que na relação que manténs comigo incorporas uma linha de interrogatório constante, e a pergunta que circunscreves nessa linha é, “Porque estarei a criar este acto de me dissociar? Porque estarei a criar obstruções nas conversas com o Elias, nos encontros com o Elias?” Eu ofereci-te respostas breves e o que poderás designar como respostas superficiais e estou ciente de teres noção disso.

SHERRY: Tenho.

ELIAS: De cada vez que me interrogas sobre o que terás criado ou sobre a razão porque terás imposto tal obstrução, eu ofereço-te uma explicação simples, que não deixa de ser correcta dum ponto de vista superficial. Mas neste momento abriste a porta.

SHERRY: Foi desse modo que fiquei a saber que, depois disto, eu viria a ser verdadeiramente diferente. Eu sabia disso.

ELIAS: Porque concedeste a ti própria uma conscientização do assunto ao expressares isso a mim. Isso é o que tenho vindo a debater contigo durante um tempo considerável, esse assunto, mas não tens vindo a expressar vontade nem a abrir-te a uma permissão para a debatermos. Essa atitude tem representado uma porta fechada, e a energia que me tem sido projectada tem sido, “Não, Elias, não toques neste relicário porque ele é assustador e esmagador e não acho que esteja preparada”, razão porque me tenho mostrado complacente. Mas tu abriste a porta. Já falamos muitas vezes acerca da percepção dos demais e de como tu crias isso por meio da percepção que tens.

Agora; tens razão, isso não inclui apenas a tua mãe mas aquilo que criaste em relação a muitos outros indivíduos, indivíduos que atrais a ti no potencial que tens de amizade ou da tua relação, família, da tua filha – mas subsiste uma espantosa associação que geras em relação a ti própria na percepção que tens da tua filha e da tua mãe. Com a projecção da percepção que tens tu cria-las de forma bastante similar.

A questão reside no que expressei ontem, (# 986) mas ter-te-ás permitido prestar atenção? Se direccionares a tua atenção para ti própria e a voltares do exterior e dos demais, apesar de não eliminares a sua manifestação física na percepção que tiveres tu elimina-los devido a que a tua atenção se concentre numa direcção distinta. Mas, ao direccionares a atenção para ti própria voltando-a no sentido contrário a todos esses indivíduos, poderás começar a explorar aquilo que estiveres a criar. Porque cada um desses indivíduos, apesar de cada um deles consistir na sua própria manifestação, aquilo que vires neles será criação tua. Por isso a relação que mantiveres com cada um deles será criação tua.

Deixa que te diga com bastante exactidão que, sempre que te relacionas com outra pessoa – não importa quem esse indivíduo seja nem a que título estejas a relacionar-te com ele – aquilo com que estiveres a interagir traduz um intercâmbio de energia (consciência, segundo a terminologia que Elias emprega) e não uma manifestação física efectiva. Quando um indivíduo projecta energia... Presta atenção ao que te vou dizer, porque estou bem ciente de que transcrever isso para o concreto representa uma enorme desafio e de que esse conceito resulta deveras difícil: Quando uma pessoa projecta energia em relação a ti, nesse momento tu é que decides se recebes ou não essa energia.

Agora; tal como te referi a escolha de não a receberes não quer dizer que não permitas que a energia te contacte, para usar termos figurativos. Aquilo que “não receber” quer dizer é que quando outra pessoa projecta energia em direcção a ti tu escolhes permitir que essa energia penetre o teu campo de energia e seja traduzida e desse modo se desloque através dos mecanismos da tua a tenção, do teu pensar, das tuas crenças, e seja desse modo projectada no exterior por intermédio da tua percepção. Ou podes escolher amortecer e com tal acção crias uma chance dessa energia não penetrar e de passar a ser reconfigurada, o que se dá do mesmo modo por intermédio da tua percepção e é gerado no exterior, só que de um modo diferente.

Agora; as manifestações físicas efectivas – tu na tua manifestação e outro indivíduo na tua proximidade a estabelecer um diálogo contigo ou a permanecer apenas na tua presença – essa manifestação física através da matéria sólida efectiva consiste numa projecção da tua percepção. Tu criaste-a. Existe uma energia efectiva que se acha presente mas a manifestação física em termos de matéria física de facto, cria-la TU. Esta mesa (bate na mesa), esta forma física que vês diante de ti (bate na perna), esta habitação que percebes ao teu redor, TU criaste-la, e criaste-a de forma singular em associação contigo própria por meio da percepção que sustentas, e ela é-te única.

Agora; entendo muito bem o medo que sentes, porque te estás a permitir vislumbrar, uma vez mais em termos figurativos, a ponta do icebergue de ti própria. Aquilo que estás a perguntar é se este conceito de percepção com que te encontras a lidar, este conceito de tudo o que percebes e de tudo aquilo com que te relacionas consiste efectivamente numa projecção tua e da percepção que tens. Estás a arranhar o topo desse icebergue e estás a experimentar. Fizeste experiências relacionadas com os teus animais, fizeste algumas outras experiências, e agora sentes o desejo de explorar áreas relacionadas com os “relicários” (*) de modo a te permitires prestar uma atenção genuína em relação a ti própria e a examinares aquilo que és e em que consistem as tuas capacidades, mas isso conduz-te igualmente para uma examinação das crenças que te influenciam a percepção.

Nesse sentido, o reconhecimento estabelecido por este abrir da porta comigo, neste dia, em relação a abrigares medo em relação a outros indivíduos e á percepção que sustentam, consiste nesse teu movimento de examinação das crenças que te estão a influenciar a percepção. Não significa um movimento no sentido de alterares a percepção dos outros – porque isso não tem importância, já que tu a criaste – mas a forma como te poderás examinar e permitir-te a liberdade de te expressares e á tua direcção natural e á fluência natural da tua energia em termos de aceitação de ti própria e em função disso gerares tal coisa externamente como um subproduto. É sobre isso que temos vindo a falar durante este tempo todo.

E ao me interrogares em relação a, “Estou a tentar criar isso, porque é isso que desejo; estou a exprimir a mim própria que detenho a capacidade de gerar tal coisa. Porque não o estarei a gerar? Por estar a relacionar-me com tal indivíduo e recebo uma resposta destas”, porque até esta altura tens continuado a projectar a tua atenção no outro. A confusão tem sido gerada nessa área da tentativa de assimilação entre a alteração da percepção ou das escolhas ou formas de conduta do outro e o reconhecimento de que TU estás a criar esses comportamentos e expressões e escolhas, ao invés dele.

Agora; não me interpretes mal. Porque no intercâmbio que se estabelece a energia é bastante real, e eu posso-te dizer que, se prestares atenção, perceberás não empreender nenhum relacionamento acidental nem casual com os outros. Tu determinas cada indivíduo com que te defrontas de propósito porque vós escolheis aqueles com quem vos relacionais em função do que vos possam proporcionar nos termos dum tipo de intercâmbio de energia que vos seja benéfico, de forma a proporcionar-vos o reflexo que procurais defrontar no vosso íntimo.

Por isso, adoptemos muito simplesmente o exemplo da tua mãe. Podes dizer para contigo própria, “Porque razão estabelecerei este intercâmbio com esta pessoa? Com que propósito? Porque não serei eu capaz de alterar a conduta e a percepção dela?” Tu escolheste incorporar este indivíduo como tua mãe, por assim dizer. Isso NÃO constitui um acidente. Tu… Desculpa, pequena. (1) Tu na qualidade de foco a nascer escolheste todas as variantes. Este indivíduo apenas escolheu de acordo contigo a fim de te facilitar a penetração nesta dimensão física. Isso é tudo. Mas subsistem muitíssimas crenças em relação a esses tipos de relacionamento na vossa sociedade.

Agora; ao longo do teu foco tu incorporaste propositadamente este indivíduo na tua consideração e relacionamento de forma a que isso te possibilitasse criar determinado tipo de experiências.

Agora; neste presente instante e em conjugação com esta Mudança na Consciência – e a título de aparte, dir-te-ei que todas as experiências que tiveste com este indivíduo te cederam energia para o teu avanço nesta Mudança na Consciência – neste momento estás a tentar explorar aspectos de ti própria e a influenciar crenças que permites que te depreciem. Isso é propositado, Seale. Porque se não observares essas crenças que permites que te criem entraves nem obstáculos, tu não poderás proporcionar a ti própria qualquer oportunidade de escolha. Por isso podes experimentar desconforto diante da percepção dessas crenças, e eu estou bastante certo do quanto será fácil expressares juízo de desaprovação em relação a essas crenças ou permitires que elas te influenciem as escolhas, mas a questão não reside nisso.

A questão reside em te permitires voltar a atenção para ti própria, para poderes ver ou examinar essas crenças que te estão a influenciar e desse modo te permitas de forma espantosa a emancipação da consciência dessas crenças mas de saberes igualmente que tu escolhes. Não é mau que tenhas escolhido aquilo que previamente escolheste. Mas é incrível que agora comeces a perceber essas escolhas que geraste por meio da reacção automática e que comeces a ter conhecimento de que incorporas mais escolhas do que aquelas que se traduzem pelas reacções automáticas.

Nesse sentido, como tu estabeleces a associação, por intermédio das crenças que abrigas, de que o poder seja mau e perigoso, porque confias nas imagens objectivas… Recorda a conversa que tivemos ontem. Os indivíduos que incorporam a orientação comum projectam naturalmente no exterior e oferecem a si próprios naturalmente informação por meio da imagética objectiva. Isso tem estado – mas de facto não está – em conflito com a permissão de prestares atenção a ti própria.

Agora; no teu foco e por meio da projecção exteriorizada e da geração de imagens objectivas do que designas como todo este período de tempo (anos), tu associaste isso à crença relacionada com o poder e o perigo. Através das imagens que sustentas tu olhas para fora de ti própria, para a tua sociedade e para a tua comunidade e focas a tua atenção em imagens que coincidem com a associação que estabeleces em relação ao poder. Muitas vezes aquilo que percebes em termos de poder expressa-se por meio de autoridade ou do estabelecido (sistema), e com isso voltas a atenção para as acções que são incorporadas nesse sentido e elas tornam-se suspeitas, e quanto mais poder elas incorporam mais perigosas parecerão. Porque nesse poder, a associação que estabeleces é que essas expressões detenham a capacidade de poderem constituir um ditame para ti.

A associação é de tal modo vigorosa em relação a esta crença relacionada com esta expressão que quando começas a voltar-te para um exame de ti própria e das tuas crenças, isso gera medo. Porque, como haverás tu de gerar uma expressão genuína das tuas capacidades de forma assente no conhecimento da essência – que é muito superior a qualquer sistema ou autoridade que alguma vez possas apresentar a ti própria – se a associação que estabeleces seja a de que isso seja suspeito ou mau? Por isso, se admitires este tipo de expressão, dá um safanão no pensamento de como os outros te perceberão; quanto mais gerares o reforço desse temor, mais criarás imagens objectivas por meio da percepção que terás dos outros em termos de conflito e de falta de aceitação – e mais deixarás de permitir-te gerar aquilo que queres.

Agora; recordarás tu aquilo que expressei ontem no debate relacionado com o pensamento, a escolha e a percepção? Porque o pensamento enquanto mecanismo de tradução não se acha completamente distorcido e existem alguns aspectos que são traduzidos com precisão. A vontade de criar relacionamentos isentos de condenação e de conflito com outros indivíduos é genuína. Mas ela consiste numa tradução, porque essa vontade é expressada na direcção dos indivíduos.

Tu, nos pensamentos que sustentas, desejas objectivamente que os outros te aceitem – nisso consiste a distorção, não na vontade de ser aceite mas na direcção que essa aceitação toma. Porque aquilo que desejas de forma autêntica é expressar isso em ti própria e conhecer o teu poder; aceitá-lo e manifestá-lo de modo natural, simplesmente por intermédio da tua liberdade de expressão, o produto natural da expressão exteriorizada disso, o que cria a expressão disso por intermédio da aceitação no relacionamento com qualquer outro indivíduo: com a tua mãe, com outros por meio de expressões românticas, com outros através das expressões de amizade e com a tua filha em termos familiares.

Aquilo que desejas de forma autêntica não é que esses indivíduos te amem ou te respeitem ou revelem afecto para contigo – essas são as palavras que empregas – mas que te permitas expressar para contigo própria sem restrições, sem ser por antecipação e de forma isenta de expectativas, que te permitas expressar-te de forma genuína uma apreciação de ti própria, um afecto irrestrito por ti própria, sem que geres qualquer precaução e sem teres que abordar o outro com o conhecimento íntimo de te estares a afastar e com o conhecimento de estares a conter-te e a expressar precaução: “Eu posso amar-te mas somente numa certa extensão, porque tenho igualmente de usar de precaução, pois talvez não venhas a aceitar isso e possas vir a usar de condenação e a empregar expectativas.” Não, não, não, minha miga. Todos esses “talvez” constituem as restrições que colocas diante de ti, porque eu posso dizer-te em termos definitivos que, nas alturas em que não te restringes tu projectas a percepção da aceitação por parte do outro.

Também te posso dizer que durante um certo tempo – para falar em termos bastante realistas, já que vos achais tão pouco familiarizados com este tipo de acção – podes incorporar um período de tempo, por assim dizer, em que poderás continuar a gerar uma percepção exteriorizada por meio da qual o outro poderá expressar-se de uma forma que não desejas, mas podes igualmente começar a admiti-lo, coisa que consistirá na prova de estares a mudar, de que apesar do outro indivíduo continuar a expressar-se de um modo que não desejas, começarás a reconhecer sentires-te menos afectada e de que no teu íntimo admites não te depreciares e estares de facto a voltar a tua atenção para ti própria – não por meio da depreciação do outro mas da calma do teu íntimo – através do reconhecimento de estares a começar a deixar de reagir àquilo que efectivamente criaste – e não ao que o outro terá criado.

Por isso, à medida que prossegues – pois isso faz parte da tua prática – á medida que dás continuidade a essa expressão de tranquilidade e a ausência de condenação de ti própria se torna mais fácil e passa a expressar-se com mais frequência, no vigor dessa percepção e por meio do reforço de ti própria e da apresentação da comprovação de estares a gerar isso, também te permites começar a alterar a tua percepção – e passo a passo, a alteração dessa percepção muda a resposta do outro.

Ao prosseguires e ao deslocares a tua atenção para uma expressão genuína de ausência de importância, a manifestação exterior deixa de ter continuidade. Pois que razão haveria de ter para tal? Se expressares uma aceitação genuína e essa aceitação autêntica de “não importar”, deixas de incorporar motivação para examinar. Por isso a expressão exterior, a criação da tua percepção nos termos dum conflito com outro indivíduo deixa de ser necessária.

Reconhece que todas essas experiências se acham imbuídas de propósito e são benéficas e constituem uma oportunidade genuína, se não forçares a energia em oposição a elas.

SHERRY: Agradeço-te de verdade por tudo isto. O meu tempo terminou mas eu gostava de te dar um abraço. Serás capaz de o sentir se to der? Não sei se me será permitida tal coisa.

ELIAS: Podes, se assim o preferires. Eu experimento a tua energia apesar de tudo, mas se desejares incluir esse acto podes conceder a ti própria permissão para te expressares com liberdade.

SHERRY: (Abraça a Mary) Muito, muito obrigado.

ELIAS: Não tens de quê, minha amiga. Como sempre, ficarei a antecipar a continuidade da nossa relação recíproca.

SHERRY: Podes apostar a tua vida – ou seja lá o que for. (A rir) A tua energia! Obrigado.

ELIAS: E eu manifesto-te um formidável afecto e um enorme encorajamento. Lembra-te de que abriste a porta e eu fico-te reconhecido.

SHERRY: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê, minha amiga. Para ti, nesta manhã, no esplendor de ti própria, au revoir.

SHERRY: Au revoir.


(1) Exactamente antes desta observação, o gato da Vicky, Pismo, estava a constantemente saltar para o colo do Elias em busca da atenção dele para or fim se deitar sobre as suas mãos (clasped) no colo dele. Ela (gata) estava (jostled off) do colo dele quando ele ergueu as mãos num gesto, e se desculpou perante a pequena.

Notas do Tradutor:

(*)Na terminologia que o Elias emprega significa aqueles pontos ou questões que preservamos como sombra da experiência, e que geralmente são dolorosos, razão porque tendemos a ignorá-los quando não mesmo a suprimi-los.

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O MATERIAL ELIAS