sábado, 2 de julho de 2011

ONDES TENDES A ATENÇÃO? - DIGNIDADE



SESSÃO #986
“Onde Tendes a Atenção?”
“Projecção de Energia No Exterior”
“Como Avaliais a Vossa Dignidade ”
Sábado, 19 de Janeiro de 2002 (Grupo/Castaic, California)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael), Ariel (Taniel), Ben (Albert), Bobbi (Jale), Bonnie, Carter (Cynthia), Cathy (Shynla), Cheryl (Wagga), Christy (Oliver), Daryl (Ashrah), Dave (Othello), Debi (Oona), Elizabeth (Elizabeth), Fran (Sandel), Gail (William), Gillian (Ari), Gregoria (Angelina), Howard (Bosht), Jenny (Emilio), Jeremy (Opan), Jewel, Jim (Yarr), Jo (Joseph), Jo H (Tyl), Joanne (Gildae), Joe (Malia), Jody, Ken (Connor), Kevin, Laura (Alon), Letty (Castille), Liz, Lynda (Ruther), Margot (Giselle), Marj (Grady), Mike (Mikah), Nicky (Candace), Norm (Stephen), Pamela, Pat (Fryolla), Paul H (Caroll), Paul T (Xutrah), Reta (Dehl), Rodney (Zacharie), Ron (Olivia), Rosey, Sabrina (Stencett), Sangshin, Sharon (Camdon), Sheri (Milde), Sherry (Seale), Stella (Cindel), Steve (Anton), Sue (Catherine), Valerie (Meah).

A sessão tem início com a Jewel, a neta de dois anos da Mary no colo dela.

ELIAS: Boa tarde!

GRUPO: Boa tarde, Elias!

ELIAS: (Elias olha para baixo e vê a Jewel no colo, e em seguida volta a fitar o grupo, esboçando um sorriso rasgado, o que provoca riso generalizado por parte do grupo) Sempre brincalhonas, não são? Muito bem, vamos prosseguir! (Sorri)

JEWEL: (Olha em redor) Onde ‘tá o dragão?

ELIZABETH: Ela deixou cair o dragão. Ela tinha um anel que a Mary lhe tinha dado, mas deixou-o cair no teu regaço.

ELIAS: Ah!

CATHY: Vai, apanha-o! (O grupo ri)

ELIAS: (Para a Jewel) Ah, vamos lá ver onde ele pára?

(A Jewel continua à procura do anel e a Elizabeth avança a fim de a ajudar a encontrar o tesouro perdido)

ELIZABETH: Precisas de ajuda? Vamos descobri-lo bem depressa. (Continua à procura) Oh, aqui está ele! (A Elizabeth devolve o anel à Jewel, que continua no colo do Elias)

ELIAS: Ah, descobriram! (Riso)

Muito bem, vamos prosseguir. A todos, neste dia, passarei a apresentar a questão, que rumo toma a vossa atenção?

JEREMY: O sentido da descoberta do dragão.

ELIAS: No caso da pequena, mas não; Para onde se acha a atenção da garota dirigida?

VÁRIOS PARTICIPANTES: Para ela própria.

ELIAS: Precisamente. Mas, que direcção toma a VOSSA atenção?

JIM: Todas as direcções! (Riso)

ELIAS: Bastante correcto, Yarr! (A sorrir)

(Elias prossegue num modo bastante dirigido e deliberado pelo resto da sessão, incluindo após o intervalo)

Neste movimento da mudança de consciência, ao estardes actualmente a inserir essa mudança na vossa realidade objectiva, a vossa atenção deve igualmente sofrer uma mudança. Estou ciente de que não é habitual eu empregar termos tais como “dever”. Mas é opção vossa participar nesta mudança de consciência e todos vós aqui presentes neste fórum estais a participar; e nessa participação, à medida que avançais para a inserção dessa mudança na vossa realidade, o evitar o choque torna-se mais significativo. Mas também se faz mais presente.

Cada instante que percebeis na vossa noção de tempo linear que decorre na percepção que tendes, expande essa mudança e torna-a mais intensa, pelo que se torna numa maior oportunidade de passardes a sofrer stress ou choque. E o modo através do qual vos permitireis evitar esse choque passa pela consciência da vossa atenção.

Que coisa é a vossa atenção? Como definiríeis a vossa atenção? Lembrem-se de que estão a viver um período de redefinição dos termos que empregam e estão a redefinir a vossa realidade, e nesse sentido vocês estão a alterar toda a vossa realidade de um modo verdadeiramente intenso.

Nesse sentido, algum de vós se aventurará a dizer-me em que termos definis a vossa atenção? Em que CONSISTE a vossa atenção?

JEREMY: É um instrumento que utilizamos a fim de processarmos ou dirigirmos a nossa experiência?

ELIAS: Sim, mas de que modo percebeis esse instrumento? (Pausa)

JEREMY: (A rir) Considero-me oficialmente posto de parte. (Riso)

ELIAS: Porque vós não visualizais a vossa atenção, por não constituir um objecto. Nem sequer é uma coisa que possais identificar, tal como um pensamento. Todavia, não associais a vossa atenção ao vosso pensamento? Absolutamente.

JEREMY: É mais um tipo de presença, não é?

ELIAS: Não. A vossa atenção sois vós. É a vossa consciência. É a expressão combinada das vossas consciências subjectiva e objectiva, essas expressões que vos corporificam enquanto o indivíduo que sois.

A vossa atenção não é a vossa personalidade. A vossa personalidade pode representar uma expressão vossa, uma preferência. Vós incorporais muitas preferências num único foco dos vossos, e criais muitas preferências ao “nível” da essência; mas a preferência também consiste numa expressão para a qual a vossa atenção se dirige. É uma expressão de vós. E tal como já expressei previamente, a vossa atenção é o volante que vos conduz, na qualidade do vosso próprio barco individual. O vosso barco move-vos ao longo das vossas experiências. (A Jewel escorrega do colo do Elias na direcção da mãe) Tal como a garota está a dirigir-se! (Riso)

Mas reparai como a garota não vos dá atenção, e no conceito que tendes, reparai na ausência de interesse com o modo como percebeis as escolhas dela. Nisso, posso-vos dizer a todos que uma das vossas expressões mais significativas de conflito e de desafio nesta altura reside na interrogação quanto ao que os outros percebem em vós.

(A Jewel volta a correr para o Elias e passa a fixar o rosto dele; O Elias sorri e acena de volta para ela. O grupo ri)

E vejam com que à-vontade a garota se move com a falta de interesse quanto ao modo como é percebida, ou quanto ao facto de ser percebida.

STELLA: Elias, consegues imaginar-nos, por exemplo, a portar-nos como ela? Alguém nos diria que éramos doidinhos, ou algo parecido. Se mantivesse a atenção em mim... mas eu percebo que a catraia faz o que faz devido ao facto da atenção dela se achar completamente situada nela própria. Portanto isso vai completamente contra todas as crenças que presentemente abrigamos, não é? Porque nós... não será?

ELIAS: De certo modo.

STELLA: Nesse caso, de que modo o poderei fazer de forma graciosa?

ELIAS:  A questão, Cindel, está em reconhecerdes que incorporais essas crenças, assim como em reconhecerdes dispordes de escolha. Escolheis alinhar pelas crenças assim como escolheis deixar de alinhar – não que as elimineis, nem tampouco as ignoreis, mas reconhecer  a sua existência e proporcionar a vós próprios escolha no momento, com consciência de poderdes escolher uma expressão num dado instante e poderdes escolher outra expressão numa outra altura, por não existirem absolutos.

E nesse sentido, qual será a importância de vos concederdes permissão para prestardes atenção a vós próprios?  Porque, não criareis toda a vossa realidade? (Olha para o grupo, à medida que se origina uma onda difusa de riso. Elias prossegue, bem humorado) Ah! Talvez... e talvez não.

Vós CRIAIS a vossa realidade toda. Por isso, ao criardes a vossa realidade inteira todos vós vos criais uns aos outros por intermédio da percepção que tendes, e se vos criais uns aos outros por meio das percepções que tendes, se proporcionardes a vós próprios permissão para prestardes atenção a vós no momento e gerardes o que quereis no momento, que resposta recebereis da parte daqueles que vos rodeiam se não a da aceitação, por estardes a criar isso? Se aceitardes aquilo que estiverdes a escolher, os outros também o farão, se a vossa aceitação for genuína – ah, mas a chave da questão reside nisso!

A chave reside em vos conhecerdes a vós próprios, e isso traduz a expressão do “DEVERDES” prestar atenção a vós próprios”, a fim de terdes conhecimento da direcção que tomais, do vosso desejo, do vosso querer do momento.

Aquilo a que estais a costumados é a prestar atenção aos vossos pensamentos, ao vosso pensar, coisa que previamente tive ocasião de referir e que na vossa expressão objectiva consiste na base das vossas crenças. Por isso é que as vossas crenças exercem uma enorme influência. Elas também influenciam subjectivamente, só que na expressão exterior elas influenciam BASTANTE mais em associação com o pensamento.

Bom; com isto, quando vos familiarizais com a vossa atenção, podeis dar início ao reconhecimento de que a atenção muda. Já vos expliquei que o pensamento consiste num mecanismo. É um mecanismo associado a esta dimensão física que vós criastes em associação com a vossa manifestação material. É tão intrínseco ao foco que estabeleceis na manifestação física quanto a vossa respiração e os vossos batimentos cardíacos. A vossa atenção geralmente não se foca na respiração nem no batimento cardíaco, mas essas funções prosseguem a despeito do facto.

Do mesmo modo, os vossos pensamentos estão continuamente a ser gerados, mas nem sempre tendes consciência do vosso pensamento. Isso não significa que não estejam a ser gerados a todo o instante do mesmo modo que o vosso batimento cardíaco, mas isso é a pista que vos prova o quão a vossa atenção cambia e incorpora a habilidade de se deslocar. Não se acha limitada aos vossos pensamentos, nem tampouco é pensamento.

Nesse sentido, ao vos familiarizardes de modo intencional com o movimento da vossa atenção por meio da prática, podeis permitir-vos acostumar-vos mais com outras expressões vossas que não representam simples mecanismos.

O pensamento consiste num mecanismo de tradução; é uma máquina de tradução objectiva. Tendes todos razão quanto ao facto de constituir uma realidade, só que ele não vos cria a realidade. Podeis concentrar-vos de forma objectiva no vosso pensamento, desde este instante e até ao momento em que escolherdes passar desta vida, a tentar manifestar aquilo que pensais querer por meio da concentração do pensamento, sem gerardes a manifestação disso todavia. Porque o movimento e a função do pensamento não reside na criação mas em traduzir, pelo que é isso que ele faz.

Mas ele nem sempre estabelece essa tradução de forma apurada. Porque, o facto de o fazer de forma precisa ou não depende da informação que lhe é sugerida, e a informação é-lhe estendida por meio da direcção que a vossa atenção toma. Por isso, se a vossa atenção se achar focada no pensamento ao invés do que comunicais a vós próprios, deixais de propor ao mecanismo do pensamento informação suficiente para ser traduzida.

Mas deixai igualmente que vos diga – com toda a satisfação, segundo a concepção que tendes – que o pensamento consiste num mecanismo de tal modo eficiente que até mesmo nas alturas em que não se encontra a traduzir com precisão ou emprega algum aspecto de distorção, ele incorpora algum aspecto de ausência de distorção. Ele permite-vos um reconhecimento objectivo em termos genéricos de informação que estais a apresentar a vós próprios. Apenas não vos estende informação alguma nessa sua tradução.

Por exemplo, podeis expressar para convosco, nos pensamentos que entretendes: “Eu desejo um emprego particular. Quero criar um tipo de emprego específico. Quero passar a empregar-me de um modo que me permita um contacto com a natureza.” E podeis no vosso pensamento avaliar estardes a expressá-lo de forma bastante específica. Na realidade estais a pensar em termos bastante generalizados. Os pensamentos podem estar a traduzir um querer genuíno, só que de uma forma distorcida.

Ora bem; de que modo instaurareis o acto de prestardes atenção e de vos acostumardes à linguagem que utilizais convosco próprios? Porque já reconheceis aquilo que criais, e ao reconhecerdes o que criais, por vezes confundis-vos e olhais o que criastes, coçais a cabeça e expressais frustração, e dizeis para convosco: “Porque razão terei criado aquilo que criei? Eu não queria criar isto. Tenho consciência daquilo que quero criar, mas criei o inverso. Porquê, porquê, porquê?”

Se prestardes atenção ao “como” haveis de não precisar de vos inquirir em relação ao “porquê”. Porque, se prestardes atenção a vós próprios haveis de voltar a vossa atenção para as escolhas que estabeleceis. Haveis de voltar a vossa atenção para o que estiverdes de facto a criar – não para o que pensais querer, mas para o que estais a fazer. O vosso aspecto do “fazer” move-se continuamente com a direcção que tomais. Quer penseis que esteja a mover-se ou não conjuntamente com a direcção que tomais, ele move-se.

Se prestardes a tenção ao que escolheis, proporeis a vós próprios informação relativa à direcção que tomais, e proporcionareis informação respeitante a vós e ao que vos está a influenciar.

Bom; prestar atenção ao que comunicais para convosco é chave em todo este processo, mas as comunicações obtêm variadas expressões, como estais conscientes. Uma das formas de comunicação que mais alto se faz ouvir é a das emoções, o que se torna significativo por constituir uma das vias de comunicação que mais eficientemente ignorais e com maior frequência. Vós não ignorais o sinal! (A sorrir) Sois suficientemente adeptos de prestar atenção aos sinais. Mas ao deixardes de prestar atenção à comunicação, o sinal apenas se intensifica e se faz ouvir mais alto, com maior frequência e maior intensidade.

Aquilo que comunicais a vós próprios por intermédio das vossas emoções diz-vos respeito. Posso não o realçar devidamente. Porque apesar de fazerdes uso do reconhecimento objectivo da explicação que dei e da definição que empreguei em relação à emoção, vós compreendeis e aceitais essa definição tal como compreendeis e aceitais que criais cada aspecto da vossa realidade. (A sorrir)

Quando vos refiro que a emoção não constitui reacção nenhuma – a emoção JAMAIS é uma reacção – vós podeis empregar essas palavras uma vez mais no vosso pensar objectivo, mas na altura em que interagis com outro indivíduo e empregais a emoção, dir-vos-ei definitivamente que a vossa atenção se deslocará uma vez mais na direcção dos vossos pensamentos – não da comunicação, mas voltada para o sinal e para os vossos pensamentos – e a vossa atenção descartar-se-á de vós para se focar no objecto do que vos tenha gerado a reacção, e essa reacção consiste na emoção. Mas, nesse instante empregareis o pensamento: “Ah, pois, o Elias declarou não ser uma reacção mas uma comunicação, mas reportar-se-á ela a mim próprio (a)?” Não, não empregais! Focais a vossa atenção no cenário, na situação, no indivíduo, quer se trate dum objecto ou doutro indivíduo, ou duma criatura ou dum vegetal ou até mesmo duma rocha com que tenhais feito chocar o vosso dedo (riso), e haveis de exclamar convosco próprios: “Isto provocou a emoção que estou actualmente a experimentar. Estou a reagir.”

(De forma bem humorada) Talvez chegueis mesmo a empregar o pensamento de que o Elias - ah ah ah ah! – possa estar com a cabeça cheia de ar cósmico e não saiba o que fala, e esteja muito por fora da realidade física! Em razão do que procurareis outro mestre, (riso generalizado) devido a que este esteja avariado da cabeça! (A sorrir e a acenar com a cabeça)

Mas, surpresa! Ele não é mestre nenhum, mas um companheiro vosso unicamente, um companheiro de viagem, tal como sois todos. Isto não constitui lição nenhuma a ser aprendida, meus amigos. Todavia pode envolver a prática, por consistir num movimento a que não estais habituados.

Agora; deixai que vos diga igualmente a todos quantos aqui estão presentes no fórum, que falei poucas vezes...

Sê bem-vinda, pequenina! (Fala para a Jewel, que corre a inclinar a cabeça junto do rosto do Elias. Ela esboça um sorriso aberto e corre a fugir de novo)

...acerca das qualidades ou expressões da orientação comum (common). Mas vou-vos dizer neste momento e neste fórum que a maioria das pessoas tem uma orientação comum e nesse sentido,  a maioria de quantos se acham à face da vossa Terra e na vossa dimensão física nesta presente época possuem uma orientação comum.

E quando vos falo em termos de trauma associado à presente mudança da consciência, no âmbito desta mudança a orientação comum emprega um maior potencial para dar expressão ao trauma, devido a que o acto de reconhecerdes a vossa atenção em vós próprios vos seja bastante pouco habitual, por a fluência da vossa de energia natural ser projectada para o exterior; e na actual mudança de consciência vós não estais a alterar essa fluência natural mas a empregar o reconhecimento de que simultaneamente e de forma harmoniosa podeis igualmente manter a vossa atenção em vós enquanto prestais atenção ao que comunicais a vós próprios, e de que podeis descobrir a vossa voz - não a vossa voz exterior nem aquilo que projectais no exterior mas o que estiver a ser gerado interiormente que vos motive essa projecção no exterior.

Aqueles que empregam esta orientação comum acham-se bastante familiarizados com as imagens objectivas, por elas vos sugerirem vastas fontes de informação. É-vos bastante familiar, e vós possuís compreensão em relação às imagens objectivas. Notai-las e prestais-lhes atenção.

Aqueles de vós que empregam o vosso novo equipamento, os vossos computadores, estão familiarizados com o acto de prestarem atenção ao facto de poderem estar a gerar expressões diferentes daquela que seja a sua função. Se a vossa maquinaria estiver a funcionar de modo diferente da avaliação que fazeis quanto ao seu funcionamento natural, vós haveis de o notar.

Isso poderá não vos parecer diferente nem pouco habitual porque vós naturalmente prestais atenção às expressões exteriores e encarai-las como um reflexo de algum elemento que tereis gerado no vosso íntimo; e nisso estais correctos só que a interpretação do que está a ser gerado poderá muitas vezes tornar-se bastante dificultada ou mesmo num desafio. Mas eu posso-vos dizer, a vós da orientação comum, que aqueles indivíduos que incorporam os outros dois tipos de orientação não encaram as imagens objectivas do mesmo modo que vós.

Aqueles que possuem uma orientação suave (soft) não prestam atenção às imagens objectivas de forma tão íntima quanto os da orientação comum (common). Aqueles que incorporam uma orientação intermédia (intermediate) mais depressa são dados a criar associações no seu acto de detectarem as imagens objectivas mas a sua percepção também se diferencia, porque apesar de poderem notar, eles muitas vezes também não se interessarem pelo que estão a notar. Eles expressam unicamente estar a detectá-lo, mas o acto é destituído de importância.

Mas a maioria daqueles que incorporam a maior parte das manifestações – na vossa dimensão física – prestam atenção àquilo que criam exteriormente. Vós focais a vossa atenção em tudo que se passa fora de vós, e apesar de muitas vezes pensardes estar a prestar atenção ao que gerais interiormente, na realidade não o fazeis, por estardes pouco habituados com o que procurareis perceber no vosso íntimo.

Que é que procurais? Que aspecto vosso dentro do vós? Se não forem os vossos pensamentos, qual será – a figura sombria que vos sussurra? Mas, que vos murmurará ela? E se ela vos murmurar alguma coisa, que é que ela vos expressará? Mas uma vez mais, a atenção volta-se para o exterior numa tentativa de interpretar.

Isso é significativo, meus amigos, por constituir a vossa fluência natural mas precisais familiarizar-vos com essa voz que sois vós, com aquilo que comunicais e que estendeis a vós próprios. Quando originais uma comunicação emocional, que estareis a expressar para convosco? Porque, vós não expressais em conjugação com nenhum outro indivíduo nem com coisa alguma nem situação alguma; não é a situação nem o indivíduo nem a energia nem o objecto que vos gera a comunicação. Sois vós.

(Em voz alta) Quererá algum de vós sugerir um exemplo da expressão encerrada numa emoção?

JIM: IAAAAAH! (Grita em voz alta, enquanto o grupo ri)

ELIAS: Muito bem, Yarr! (Sorriso amplo) Agora, algum de vós quererá expressar a identificação da resposta que dá à acção que terá sido criada?

ARIEL: Surpresa.

ELIAS: Muito bem, bom...

HOWARD: Humor – foi divertido.

ELIAS: Muito bem. Humor e surpresa. (Para a Ariel) Com isto criaste a acção, por meio da percepção que tiveste, do Yarr a berrar. (Riso)

JIM: Eu assustei-me! (Riso)

ELIAS: Por isso, a emoção que acompanha o sinal de surpresa representa o quê - naquilo que vos comunica? Que estais a produzir nesse momento?

RETA: A prestar atenção. (Pausa)

ARIEL: Estás a dirigir-te directamente a mim?

ELIAS: Estou.

ARIEL: Oh! Lá me vai a pressão subir! (Riso, enquanto o Elias sorri) Eu não sei.

ELIAS: Presta atenção à resposta que deste: “Eu não sei.” Porque essa resposta é-vos comum a todos. Vós reconheceis o sinal. O sinal consiste na surpresa, mas em que consistirá aquilo que é comunicado? “Eu não sei.”

Bosht – humor. Este é o sinal. Qual é a mensagem que a emoção comporta?

HOWARD: Bom, eu não estava a pensar numa resposta. O Jim deu uma e eu disse para comigo próprio “Muito bem, boa resposta”. Pensei que o humor pudesse ser uma boa forma de nos levantar o ânimo.

ELIAS: Por isso, que estarás a comunicar? Porque tu criaste o acto, e estás a gerar a emoção em simultâneo com o acto exterior. Uma não segue a outra. Por isso, não se trata de reacção nenhuma; elas ocorrem em simultâneo. Por isso, em que consistirá aquilo que estás a comunicar? Que estarás a produzir no momento?

HOWARD: Ocorreu-me estar a aproveitar a surpresa ao contrário de me sentir aborrecido com isso, suponho. Eu apreciei-a.

ELIAS: Estás a continuar a definir o sinal.

HOWARD: Bom, nesse caso, peço desculpa! (Elias ri, junto com o grupo) Tampouco o sei!

ELIAS: Ah ah ah ah! Que ardil!

Tenho-vos vindo a dizer desde o início deste fórum que não existe aspecto da vossa realidade que se vos ache oculto. Não existe subconsciente nenhum. Não existe coisa alguma que crieis que se não vos ache disponível na esfera da vossa consciência objectiva, e nisso reside a questão. Porque neste exemplo, vós não sabeis por perceberdes existir alguma expressão que vos esteja a ser ocultada; por desconhecerdes como o descobrir, por estardes pouco acostumados a prestar atenção a vós próprios.

(Para o Howard) Ora bem; neste cenário, tu crias a expressão do Yarr na percepção que tens, daquele grito que ele deu, e que crias no instante. Aquilo que estás a produzir no momento é aborrecimento por o Elias a falar de forma monótona. (Sorri enquanto o grupo ri) Por isso, aquilo que escolhes produzir é uma expressão de excitação e nesse instante é isso o que crias, e passas a expressar uma emoção que emprega o sinal de humor. A mensagem que estás a oferecer a ti próprio é um reconhecimento da diversão. Neste momento estás a expressar diversão e estás a reconhecer-te, pelo que crias o sinal de humor.

(Para a Ariel) No mesmo instante estás a focar intensamente a tua atenção fora de ti, a escutar o Elias. Mas estás igualmente a assimilar as palavras e os conceitos estão a ser empregues. No mesmo instante, crias o acto que o Yarr teve de gritar, e geras o sinal de surpresa. A comunicação que essa emoção comporta acha-se, neste instante, no reconhecimento do conceito, em procurares voltar a atenção para ti própria: “Ele está a expressar informação respeitante aos tipos de orientação. E eu volto a minha atenção para mim própria a experimentar. Onde está a minha atenção?” E geras o sinal de surpresa.
Outra pessoa poderá expressar apreensão ou a emoção momentânea do temor ou susto. E com isso reconhecer o sinal, e a consciência subjectiva estende-lhe a comunicação nesse preciso instante e muito simplesmente identifica-vos na vossa consciência objectiva aquilo que estais a gerar no momento. Essa é a razão de continuar a referir-vos a importância de manterdes a vossa atenção em vós próprios no momento, no instante.

JIM: Assusta-me que o tenha feito. (Elias sorri, enquanto o grupo ri)

SUE: Penso que o humor sempre envolva um elemento de surpresa, porque se não surpreender, nada que lhe diga respeito possuirá graça. E no passado observei que por vezes desatei a rir quando algo de inesperado se deu, e por vezes parecia prejudicial mas essa era a minha resposta, desatar a rir porque... não sei porquê.

ELIAS: Posso-te dizer que depende do indivíduo e da percepção que tenha. Enquadrado na experiência que fazes e na percepção que tens, tu podes dar lugar duma forma consistente ao humor com essa expressão de susto ou de imprevisibilidade. Já outro indivíduo pode dar lugar ao humor de um modo diferente. Reconhecei que cada um de vós cria a sua percepção individual singular pelo que não existe factor absoluto de expressão que deva empregar-se em relação a todos. E isso também possui significado porque vós frequentemente voltais a vossa atenção para os absolutos, e expressais que todos os outros possuem a mesma percepção que vós, mas não possuem.

(Para o Rodney) Espera um instante, Zacherie, porque vamos fazer um intervalo, e assim que regressarmos vou-vos  responder às vossas perguntas.

DAVID: Estamos aqui a precisar dalguma acção Sumari! (Elias ri junto com o grupo)

INTERVALO

ELIAS: Prossigamos. De seguida vamos abrir o fórum às vossas perguntas.

PAUL H: Eu tenho uma pergunta rápida a colocar, Elias, mesmo a propósito das orientações. Penso que empregas o termo “vasta maioria” no caso da comum. Em termos de percentagem, poderás avançar com uma percentagem aproximada para as orientações comum, intermédia e suave? (Riso disperso) Por exemplo, cinquenta, trinta, vinte por cento, comum, intermédia suave – poderias avançar com uma coisa desse tipo?

ELIAS: Muito bem. Na realidade, não se trata duma questão inconsequente. (Breve pausa) Em qualquer altura aproximadamente dois terços dos indivíduos que se manifestam fisicamente nesta dimensão empregam a orientação comum. O terço restante é dividido entre aqueles que empregam a orientação suave e intermédia, mais os que alinham pela suave do que pela intermédia.

PAUL H: Então, esses trinta por cento da intermédia e da suave... quererás avançar...?

ELIAS: Levando em consideração esse terço num todo?

PAUL H: Sim. Mais tarde fazemos as contas.

ELIAS: Muito bem. Nos vossos termos... aproximadamente (pausa) 5/8 (riso) das pessoas alinham pela suave e o restante pela intermédia.

PAUL H: E isso aplica-se a qualquer época? Existirá algum tipo de escolha colectiva para manter essa proporção mais ou menos nessa área por todo o decorrer do tempo e do espaço, ou isso diz somente respeito ao presente?

ELIAS: Não; aplica-se a todas as épocas, sim.

PAUL H: A todas as épocas - espantoso.

JO H: Então à medida que esta mudança progride não deve existir nenhuma diferença significativa com respeito a essas proporções, existe?

ELIAS: Não. Isso permanece como a escolha das essências ao se manifestarem nesta dimensão física. Tal como já tive ocasião de declarar, vós escolheis manifestar-vos pelo menos em três manifestações a fim disso vos proporcionar a experiência de cada orientação, mas enquanto essências podeis escolher experimentar apenas a manifestação de cada uma das demais orientações. Isso é escolha e preferência de cada essência ao tomar parte nesta dimensão física.

Na maioria dos casos, a opção da maioria – não de todas – é a de se manifestarem no enquadramento da orientação comum.

PAT: Mas porque razão?

ELIAS: Por isso se prestar ao esquema desta dimensão física particular. A escolha da experiência duma orientação diferente, a fim de explorarem esta dimensão física dum modo diferente, num tom de percepção diverso, é definida como uma expressão diferente em relação a esta realidade física.

Mas segundo a concepção desta dimensão física – em grande parte, e em termos gerais – a orientação comum presta-se a uma menor tensão e a um maior à-vontade em conjugação com a expressão desta realidade particular, assim como também em conjugação com as crenças que constam dum aspecto do projecto desta dimensão física particular. A orientação comum expressa menor fricção em relação às vossas crenças à medida que foram ganhando expressão ao longo da vossa história.

Mas em relação ao movimento desta mudança de consciência, isso também gera um desafio maior com a mudança, porque a maioria emprega a orientação comum, a qual acompanha com toda a eficiência a concepção desta dimensão física.

PAUL H: Só mais uma coisa, no seguimento das proporções que sugeriste, a fim de o clarificarmos. Parece que o consideraste em relação a toda a simultaneidade desta dimensão, no entanto se considerarmos a actualidade, essa proporção ainda se aplicará do mesmo modo que à simultaneidade?

ELIAS: Aplica.

PAUL H: Muito bem, obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

GILLIAN: Elias, com respeito ao alinhamento intermédio – que tipo de energia é que poderá prestar-se à expressão da consciência íntima que possamos ceder aos demais enquanto indivíduos que alinham pela orientação intermédia?

ELIAS: Relativamente ao sentido deste debate que estamos a ter hoje, dir-vos-ei que essa não é a questão. Porque quer tenham uma orientação intermédia, suave ou comum, a questão que se coloca no presente consiste em deslocardes a vossa atenção para vós próprios e em vos acostumardes ao modo como criais a vossa realidade – não meramente para o “quê”, mas para o “como”. E tal acto por si só presta-se – segundo a concepção que tendes – a uma ajuda aos outros.

Porque de cada vez que voltais a atenção para vós próprios e assumis uma expressão de autenticidade, projectais uma energia que irradia ao longo da consciência e vai proporcionar uma expressão de auxílio a todos quantos possam estar da mesma maneira a passar por desafios no seu avanço.

GILLIAN: A outra questão que queria colocar é o facto de ter andado a notar não ter sempre conhecimento do factor “como” no meu avanço. Dou-me conta da transformação ou duma consciência a decorrer ou do facto de ter consciência (de algo). E mesmo numa objectivação do que estou a criar, dizer com frequência que “não tem importância”, mas ao mesmo tempo por vezes sinto interesse pelo facto de estar somente a afastar isso. Ou será isso uma coisa natural em que poderei confiar - o facto de ainda estar a avançar e de possivelmente o vir a entender numa altura posterior, por ainda me encontrar a trabalhar nisso interiormente?

ELIAS: Estou a compreender, e isso na verdade é uma confusão e preocupação que muitos têm, permitirem-se confiar no que estão a expressar, e terem consciência do sentido que tomam mesmo nas alturas em que objectivamente não experimentam clareza mas sim uma certa confusão.

Nesse sentido, quando voltais a vossa atenção para o que estais a produzir ao invés de contardes o que estais a pensar – mas sem ignorardes o processo do vosso pensar, por se tratar dum mecanismo natural – permitis-vos habituar-vos mais ao vosso movimento.

Tens razão quanto ao facto de não poderdes necessariamente e de imediato traduzir objectivamente no campo do pensamento e disso por vezes poder gerar confusão. Mas se vos permitirdes descontrair e não forçar a energia em relação à confusão que possa sobrevir relacionada com o pensamento e a acção – permitindo a acção e admitindo a aceitação do que estais de facto a escolher, e notando o que estais efectivamente  a escolher mesmo nas alturas em que essa escolha não pareça estar em harmonia com o pensar - mas igualmente sem irdes contra esse pensar nem procurardes forçar esses dois vossos aspectos por um falso alinhamento mútuo – proporcionais a vós próprios clareza. Estás a entender?

GILLIAN: Estou, sim. De facto estou a dar-me conta de que com a descontracção a aceitação tende a evidenciar-se de forma mais regular e frequente na minha vida diária e a cada instante.

ELIAS: Exacto.

GILLIAN: Obrigado, Elias.

ELIAS: Não tens de quê.

JEREMY: Muito bem, portanto voltando ao modo como criamos a nossa realidade, e partindo dum ponto de vista comum individual inerente à minha experiência, neste momento isso tem início na com base na nossa atenção e a seguir, à medida que produzimos experiência, filtrámo-la por meio de mecanismos de filtragem tais como o pensamento, pelo nosso tipo de focalização e juntamos isso àquilo que comunicamos emocionalmente e às nossas escolhas do momento – os nossos desejos, as nossas motivações, esse tipo de coisa – e com base nos pressupostos ou crenças que abrigamos, que uma vez mais estão intimamente associados aos nossos pensamentos, concebemos uma percepção que cria ou vai influenciar a coloração do que experimentamos, e esse tipo de coisa.

Portanto, para passarmos à manipulação da realidade física enquanto reflexo do acto de movermos os objectos ou da manifestação das coisas ou da alteração das coisas seja de que modo for – e estou a referir-me a todos os elementos da nossa realidade – em que altura desse processo criaremos o reflexo que se equipare à nossa expressão objectiva do momento, no acto de movermos um objecto ou de o reconfigurarmos ou de o transformarmos de algum modo – por outras palavras, no emprego de truques de salão?

ELIAS: Estou a entender. (Riso) Nisso, ao voltardes a vossa atenção para o que estais de facto a criar por meio dos truques de salão em si mesmos, expressais a vós próprios por meio do pensamento a vontade de deslocardes um objecto, e concentrais-vos no pensamento.

Bom; quando empregas um cenário desses, que acto exerces, Opan? O acto que exerces é o de focares a tua visão no objecto, mas que é que incluis nessa acção? Focalizas a tua atenção no pensamento, repetes o pensamento, ou concentras-te.

JEREMY: Não em todas as situações, porque eu tenho vindo a conduzir-me para fora desse tipo de expressões nas quais terei manifestado certo tipo de outras coisas, mas gostava de poder reconhecer em que altura opero isso e gostava de o empregar com uma maior frequência.

ELIAS: Estou a compreender. Mas inicialmente a acção consiste em focares a tua atenção no pensamento e em repetires esse pensamento, porque isso, segundo a definição que lhe dais, traduz-se pela concentração. Por isso, a tua atenção não se situa na concentração genuína que estabeleces mas na concentração do pensamento que geras.

Bom; se te permitires voltar a tua atenção para uma perspectivação do que estás efectivamente a gerar, e inquirires e explorares interiormente aquilo que estiveres de facto a criar ou a produzir, também proporcionarás a ti próprio informação relativa às crenças que estejam a influenciar o que estiveres de facto a criar.

Dás lugar à ideia de pensar querer criar a acção de mover um objecto sem agires fisicamente sobre ele.

Bom; esse é o aspecto de que vos falei anteriormente hoje, no qual o pensamento pode não ser completamente impreciso, mas empregardes alguma distorção com esse pensamento. O pensamento exprime-vos que aquilo que quereis é deslocar esse objecto – mas talvez o desejo que tiverdes não seja o de o mover, mas tão só o de reconhecerdes as vossas capacidades. O objecto nesse movimento consiste numa estreita interpretação do desejo, por não estardes a propor ao processo do pensamento uma informação adequada, devido a que a vossa atenção não se ache focada no desejo íntimo ou nas influências das crenças que abrigais.

Ora bem; num cenário destes, podeis estar a tentar mover o objecto, e terdes uma consciência objectiva do facto dele não se estar a mover. Por isso procurais deixar de usar o pensamento mas desviar a vossa atenção dos vossos pensamentos, e tentais acalmar-vos e meditar. Agora a vossa atenção passa uma vez mais a deixar de se focar no objecto, e em vós – e a deixar simplesmente de continuar focada no pensamento.

Com isso, estais a deixar de voltar a vossa atenção para as crenças que sustentais em relação a essa acção, e é aí que a vossa atenção passa a situar-se. Porque, subjectivamente, onde a vossa atenção se focar, será o que manifestareis tal como muitas vezes o referi, a despeito dos pensamentos que sustentardes; e o que fortemente influencia essa atenção são as crenças que usais.

Bom; isso conduz-vos não somente a identificardes as crenças que vos estejam a influenciar como também ao reconhecimento de constituírem crenças que têm existência, sem as procurardes ignorar nem alterar, ou eliminar; essas três acções são bastante automáticas. Ainda que deis lugar à expressão que vos sugira que não estejais a procurar eliminar as crenças nem a alterá-las, esses actos são de tal modo automáticos que muitas vezes nem tendes consciência objectiva de estar a criar tais actos. O que prova o facto de não manifestardes o que pensais querer.

Tal como declarei, podeis pensar desejar mover um objecto – e talvez o desejeis – mas movê-lo na realidade não constitui o âmago daquilo que tentais expressar a vós próprios. O que estais a tentar expressar a vós próprios é uma confiança na capacidade que possuís, de que seja o que for que desejardes possuís a capacidade de o criar, seja deslocar um objecto sem o tocardes fisicamente ou passardes por um objecto sólido tal como uma qualquer manifestação desta dimensão física – atravessar uma parede – ou estabelecer um relacionamento à medida do vosso desejo, ou uma situação financeira conforme o vosso desejo ou criar um tipo particular de emprego que queirais. Não importa o que possais expressar no vosso enfoque que possa ser identificado como uma vontade porque o desejo será o de apresentardes a vós próprios um conhecimento objectivo de possuirdes efectivamente a capacidade de o gerardes pessoalmente de forma objectiva e de manifestardes essa vontade individualmente e saberdes que de facto criais a vossa realidade toda sem que nenhuma porção dela dependa de qualquer aspecto externo.

Por isso, quando não criais o que pensais desejar, voltai a atenção para o que estais efectivamente a criar, para o que estais de facto a fazer, porque isso sugere-vos informação. Ao perspectivardes o que estais de facto a fazer, “De facto estou focado neste objecto, e ele não se está a mover. Por isso, não estou a criar o movimento que desejo. Que estarei a criar?” – não “Que coisa estarei a deixar de criar”, porque vós estais a gerar um acto – poderá parecer-vos que nenhum acto esteja a decorrer, mas está uma acção a decorrer.

Que estareis a expressar a vós próprios nesse instante? Permiti-vos voltar a vossa atenção para dentro e reconhecer onde estais a negar as vossas escolhas e as áreas das vossas capacidades em que não confiais. Podeis mover um objecto sem contacto físico com tanta facilidade quanto aquela com que moveis os pés sobre o vosso chão, só que confiais que o movimento dos pés seja natural. Confiais nos vossos movimentos na solidez desta dimensão física como algo natural. Não confiais em vós enquanto essências, como mais vastas do que um foco da atenção.

Muitos ocupam temporariamente a atenção e com intensidade na descoberta, por assim dizer, de outros focos. A razão porque isso exerce tal fascínio para tantos consiste no facto de isso lhes proporcionar a informação de que enquanto indivíduos, eles incorporam mais do que um (foco) da atenção; e isso traduz a expressão da essência, o conhecimento de que este (foco) da atenção singular, apesar de altamente único - individual e grandioso se preferirdes - não passa dum foco da atenção. Não é menos do que a totalidade da essência por comportar a essência toda, mas consiste literalmente numa forma de atenção; e nesse sentido, essa atenção singular está de tal modo concentrada que não percebe mais nenhuma, nem se percebe na sua qualidade de essência.

Nos vossos focos individuais, proporcionais a vós próprios continuamente experiências que vos espelham o que vos estou a referir. Neste momento actual, Opan, a tua atenção acha-se focada na interacção que estás a ter comigo, e a tua percepção visual está concentrada em mim. A tua audição está concentrada nas palavras que estou a proferir. A tua atenção não está focada nas diversas funções do teu corpo físico. A tua atenção não se acha focada nos muitos indivíduos que ocupam esta sala. Por isso, essas expressões da realidade não têm existência neste momento, por teres concentrado a tua atenção de forma singular nesse enfoque intenso, e com esse mesmo foco intenso, muitos outros aspectos da tua realidade que continuam a ter realidade desaparecem.

Todos os teus focos, toda a tua essência, todo tu estás presente mas a tua atenção acha-se de tal forma focada intensamente numa direcção que as demais expressões da essência desaparecem. Onde tens o teu dedo? Não no teu campo da visão, e a menos que dirijas a tua atenção para o teu dedo, neste momento terás consciência dele? Não. Ele continua a existir, tu continuas a criá-lo e continuas a manifestá-lo. E a essência tem expressão, assim como a atenção que tens em relação a ela.

Nesse sentido, a atenção que a atenção toma é essencialmente importante em especial no actual movimento desta mudança da consciência, por estardes a expandir-vos e a alargar os vossos horizontes mentais. Isto não são meras palavras. Vós já procedestes literalmente à alteração de aspectos da vossa realidade. A vossa realidade NÃO permanece a mesma que anteriormente. Já vos encontrais a redefinir, e à medida que isso se intensificar e avançar, se não deslocardes a vossa atenção e não permitirdes que ela acompanhe em paralelo o vosso movimento de expansão da consciência, haveis de sofrer um choque traumático, e esse choque começa por ter lugar na frustração.

JEREMY: Em cuja projecção sou particularmente exímio. (A rir)

ELIAS: Nos termos que empregais isso tem início na frustração, e essa expressão assenta na ausência de reconhecimento das vossas escolhas, na consciência de vos assistir a escolha sem no entanto vos permitirdes reconhecer objectivamente qual seja.

JEREMY: Muito bem, então desviando-nos no nosso foco, será que o Mikah, o Rodney, o David e eu partilhamos algum foco num mesmo grupo, na pele do Robin Hood? (Riso esparso)

ELIAS: (Elias observa directamente o Jeremy por um momento, a sorrir) Num grupo de foras da lei! (O grupo irrompe numa gargalhada) Como a imaginação é real.

JEREMY: Então um de nós foi a manifestação do Robin Hood, ou fomos só foras da lei?

ELIAS: Ah! Os foras da lei! (A rir e a acenar com a cabeça) Tal como na actualidade, também! Ah ah ah ah ah! (Riso)

Sim, Zacharie?

RODNEY: A minha pergunta tem que ver com a capacidade de focar a atenção em mim em meio a uma conturbação emocional. Nesta semana que passou, dois dias antes de me preparar para vir aqui à Califórnia, o chefe da companhia para a qual trabalho deu-me conta da imensa quantidade de trabalho à espera de ser feito nos cinco ou sete dias seguintes, além do facto de eu ser peça fundamental no seu desempenho. A seguir ao que, lhe dei conta de me ter aprovado as férias, pelo que iria permanecer completamente indisponível para trabalhar. Ele ficou completamente zangado e começou a desvalorizar-me duma forma cabal. Assim, na primeira reunião, recordei-me do cenário da ausência de conflito e disse, “Chefe, desta forma não vamos chegar a lado nenhum, mais tarde conversarei consigo”, e afastei-me. Mais tarde, quando nos chegamos à conversa, continuou a desvalorizar-me duma forma incrível, e eu voltei o foco da minha atenção para, “Rodney, tu estás a criá-lo. Tu criaste tudo isto. Ele não passa dum reflexo da tua contínua desvalorização pessoal.” Percebi isso, mas sabes que mais, não consegui descobrir em que direcção rumar a partir daí. (Riso)

ELIAS: Ah!

RODNEY: Após ter procurado manter alguma integridade em meio à percepção pessoal que tinha, que era quase como dar-lhe a entender que me estava nas tintas para o facto de se convencer do que lhe dissera ou não - que é coisa que não se diz a um chefe - eu prossegui com o debate, e após a discussão, quando voltei a casa à noite, foquei a minha atenção no facto disso ser de facto a minha realidade e de o estar a criar, dele ser parte de mim e eu lhe estar a dar corpo. E realmente fiquei sem saber muito bem para onde me dirigir com isso, excepto que no dia seguinte me dirigi ao trabalho e no espaço dum único dia desempenhei uma quantidade imensa de trabalho ao seu agrado - quer ele o admita ou não – já que ele não estava presente.

ELIAS: Ah, mas está!

RODNEY: Muito bem, então faz o favor de me dares conta disso. A questão que estou a acentuar é a da dificuldade que senti em me focar verdadeiramente em mim próprio, em me centrar em mim próprio, e em me aperceber de mim próprio em meio àquilo. Eu tinha consciência de me restar a opção de mandar o meu trabalho e o meu salário e mais umas quantas coisas para trás das costas mas escolhi não o fazer, mas para onde me passei a dirigir a partir daí foi mais para um estado de confusão.

ELIAS: Muito bem. Vamos então considerar o cenário sugerido do que estás realmente a criar, o que foca a questão debatida na sua inteireza – a confusão que se segue pela falta de reconhecimento do modo como prestar atenção a vós próprios e ao que estais realmente a produzir, não prestar efectivamente atenção a vós nem ao que estais a expressar, ao que estais a dar expressão.

Ora bem; crias esse cenário, e tens razão, tu crias o cenário e crias a expressão do outro indivíduo, só que não estás a prestar atenção ao que estás a criar. Simulas o que terás incorporado enquanto conceito. Aquilo a que dás expressão contigo próprio é ao pensamento, voltas a tua atenção para o pensamento “Assimilei um conceito de estar a criar este cenário mas qual será a expressão mais familiar que terei reconhecido no que criei na minha realidade?” Resposta automática: Passo a desvalorizar-me. Essa é a resposta automática em termos informais que se tornou familiar.

Isto não quer dizer que automaticamente te estejas a desvalorizar; mas se prestares atenção a ti próprio, se estiveres a prestar atenção ao que efectivamente estiveres a produzir, hás-de propor a ti próprio informação.

A que terás dado expressão? “Escolhi viajar e deixar de permanecer na área de trabalho durante um tempo, e deparo-me com o meu empregador todo empertigado com tal possibilidade.” E qual será a expressão que o teu empregador usa inicialmente que te serve de reflexo, se prestares atenção? “Tu tens valor. Tu desempenhas um papel significativo. Eu preciso do teu desempenho para levar a cabo esta tarefa.”

Esse é o reflexo, e não a tua desvalorização pessoal. Com toda a clareza tu apresentas a ti próprio o reflexo que o outro te estende ao te dar conta da importância e do significado que representas, mas a resposta que dás passa a ser a de o negares, mas não, porque a resposta que dás passa a estabelecer-se de acordo com a percepção que tens da importância e da posição que desempenhas só que duma forma que dê expressão à tua independência, quanto a poderes criar a tua realidade e ela se mostrar de acordo com o modo com o qual pensas. Mas não estás a prestar atenção ao que estás de facto a gerar, em razão do que, a coisa prossegue.

Bom; a solução, segundo a concepção que tens, reside em continuares na tua opção de dares lugar à viagem segundo o teu desejo, mas também a de expressares o reconhecimento da importância que tens inerente à posição que exerces e desempenhares uma grande quantidade de trabalho a fim de realizares uma expressão de entrega que percebes irá satisfazer o teu empregador, o que se traduz pelo reconhecimento no teu íntimo do significado que desempenhas na posição que exerces.

RODNEY: Então a atenção que dei a mim próprio neste completo cenário foi realmente no sentido de perceber a percepção que tinha do valor pessoal?

ELIAS: No seu sentido de falsidade.

RODNEY: Perdão?

ELIAS: No seu sentido de falsidade – por meio do que produzes, não do que és.

RODNEY: Poderias fazer qualquer comentário sobre o modo como distinguirei ambos esses aspectos?

ELIAS: De modo semelhante a muitos, muitos indivíduos que alinham pela orientação comum. Vós medis o vosso valor e a vossa dignidade pela produtividade que gerais – aquilo que expressais externamente constitui a vossa própria medida. E o que fazeis constitui a vossa medida, não aquilo que sois.

Aquilo que fazeis é aquilo que fazeis. Não é o que sois.

RODNEY: De que modo poderei escapar da crença que me diz...

ELIAS: Tu não escapas! (Riso) Reconheces que incorporas essa crença e aceita-la, e admites a escolha. Num dado momento poderás alinhar por essa crença, e poderás escolher alinhar por essa crença duma forma destituída de condenação e com um conhecimento dela constituir a escolha que estabeleces. No momento seguinte poderás escolher deixar de alinhar por ela, reconhecendo ser uma opção que te cabe. Todavia, a crença permanece.

RODNEY: Eu tenho uma outra crença que se acha ligada a essa, e que me diz que a minha capacidade de sobrevivência neste planeta, se deva à remuneração que obtenha por parte das figuras de autoridade etc., etc.; ou seja, depende daquilo que eu produzir.

ELIAS: Mas se reconheceres que incorporas essa crença e te passares a permitir escolher seja em que altura for alinhar ou deixar de alinhar por ela, isso torna-se chave. Ela continuará a ter existência. A chave reside na escolha, e a escolha diz respeito ao momento. Não é um processo contínuo nem um absoluto, uma coisa inalterável. É uma escolha do momento destituída de condenação: “Neste momento opto por alinhar por esta crença por de momento se mostrar eficiente - sem condenação. Noutro momento opto por deixar de alinhar por essa crença, por se revelar ineficaz – sem condenação. Neste momento prefiro expressar-me em conjugação com esta crença; neste momento prefiro não expressar esta crença.”

RODNEY: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê, meu amigo.

STELLA: Elias, és de tal modo espantoso! E eu adoro-te tanto!

ELIAS: Ah ah ah! Estou bem ciente disso, Cindel! (Riso)

STELLA: Essa é a arrogância que desejo alcançar, querido!

ELIAS: Ah ah ah ah!

STELLA: Elias, isto é tão interessante, por se debruçar em todas estas coisas por que passei nesta semana que terminou. Tenho vindo a dar tratos à dignidade pessoal, duma forma associada aos algarismos.

Bom, já sabes como eu funciono com os algarismos – é uma dimensão completamente diferente, para o colocarmos duma forma sucinta. E tenho voltado a fazer face a isso de novo, mas estou bem ciente de responder pela criação da minha realidade; estou a trazer essa coisa de volta a mim própria. Certa vez tive um génio matemático que me disse, “Com pudeste sobreviver sem os algarismos?” ao que respondi que não tinha a menor pista do que queria dizer com aquilo. Disse... “Não que queira revelar-te a idade que tenho – estou com 53 – na altura estava com 41, mas ele pergunta-me como terei sobrevivido. Eu olhei para ele e pensei, “Deus do céu, este homem não acredita de verdade que eu tenha sobrevivido, e no entanto aqui estou! Eu estou a apresentar-me diante dele e ele ainda abana a cabeça num gesto de negação.” Mas tenho que te contar uma outra coisa. Quando eu era pequena eu dava-me muito bem com a matemática. Chegava a ganhar medalhas com a matemática, é verdade. Não sei o que aconteceu desde essa altura. Eu opero... esta é a minha patroa, gente (indicando a Letty). Bom, ela diz que se sente inclinada a fazer-me entender a matemática...

LETTY: Ela é contabilista!

STELLA: ...e eu pensei que fosse muito interessante por pensar que ela não o conseguisse, que não ia conseguir que eu fizesse fosse lá o que fosse que desejasse. Mas uma coisa é ter associado a dignidade pessoal à matemática, e por não ser boa nas matemáticas pensei que fosse estúpida. Ora, pensas que eu seja estúpida? Não sou! Eu não sou estúpida. Sou inteligente.

Sabes, Elias, tu conheces-me e sabes o quão terrível tem sido, mas preciso contar-te, esta manhã acordei... e aconteceu-me a coisa mais fascinante que se pode ter quando sonhamos, mas ele ajuda-me pessoal porque o vejo nos meus sonhos – obrigado, estás sempre presente – mas acordei esta manhã e disse, “Que coisa estupenda. Não preciso saber matemática, não preciso perceber o mundo através das variáveis nem coisas dessas!” (Riso) Eu percebo-te a ti e a ti e a todos vós e é isso que conta para mim. Assim, se isso para mim contar como matemática, tudo bem!

ELIAS: Ah, mas Cindel! (Riso) Não apresentas a ti própria essas imagens?

STELLA: Apresento.

ELIAS: Precisamente, por isso, que coisa estarás a apresentar a ti própria se te sais com isso de “tudo bem” em relação à coisa? Ah ah ah! Se isso não fosse um aspecto de ti própria ao qual desejasses dar atenção numa atitude equilibrada, porque razão apresentarias a ti própria tal cenário?

STELLA: Bom, não, sinto-me satisfeita com esse cenário! E reconheço...

ELIAS: Tens razão quanto à ausência de importância, só que continuas a dar expressão a associações relacionadas com o teu mérito e à capacidade de compreenderes objectivamente ou de criares adequadamente, segundo a percepção que tens, um envolvimento com as matemáticas.

LETTY: Terá sido por isso que ela me terá passado um relatório que não estava correcto?

STELLA: Oh, desculpa lá! (Riso)

ELIAS: Ah ah ah ah! Mas que quererá dizer a expressão do correcto ou incorrecto, Castille? (Riso)

LETTY: Correcto, para mim, é o que não era correcto para ela, pelo que se tratou duma percepção diferenciada. Mas quando ela se desvalorizou por causa dos algarismos reconheci o facto, ou por causa da percepção que tem em relação aos algarismos; contudo a percepção que tinha é a de que se lhes juntássemos uma história eles passariam a fazer mais sentido, e ela poderia passar a entregar-me o que considero ser relatórios mais precisos.

ELIAS: Ah, mas vós estais ambos a tomar parte uma com a outra, não estais? Por isso, que percepção terás, Castille? Que estarás a apresentar a ti própria?

LETTY: A de também estar a olhar para mim própria, e de não ter razão. A de estar a desvalorizar-me.

ELIAS: Ou a de estares a projectar a tua atenção no exterior, a procurar reparar o outro.

LETTY: Oh, isso soa ainda pior! (Riso)

PAT: Elias, poderei perguntar, quando ela era boa na matemática, e obtinha medalhas de mérito e a matemática se afigurava uma coisa positiva para ela, na exacta altura em que ela se tornou péssima na matéria ela terá delegado isso a um eu provável? Ter-se-á dado alguma mudança em relação a um eu provável? Porque haveríamos de alterar duma situação de sermos bons em algo, enquanto numa mesma experiência de vida e passarmos a ser maus na coisa?

STELLA: Boa pergunta! (Riso)

ELIAS: Posso-te dizer que estás parcialmente correcta na avaliação que fazes. Porque em qualquer altura em que um indivíduo escolha passar pelo que percebeis como uma mudança extrema, ele dá lugar a um eu provável. Vós fazeis isso com bastante frequência em todos os vossos focos, mas isso não quer dizer que a razão da ocorrência dessa mudança tenha tido que ver com a criação dum eu provável.

A criação dum Eu provável é um acto automático que ocorre de forma automática nas alturas ou ocasiões em que alterais uma direcção. Não importa o modo como altereis essa direcção. Mas de qualquer modo que escolhais desviar a direcção que tomais e estabelecer uma nova direcção, vós automaticamente dais lugar à criação dum eu provável que tem continuidade.

Bom; considerando o cenário desse indivíduo particular com que se defrontou, a Cindell expressou a excelência no campo das matemáticas a fim de alcançar uma expressão externa particular para lhe conferir mérito que ela não criou. Por isso a opção foi para a escolha duma expressão bastante diferente. Ambas as expressões foram criadas em relação ao mérito. Nenhuma sugere a expressão dum reconhecimento genuíno da dignidade que é procurada, porque cada expressão constitui uma tentativa de equiparar o mérito a uma expressão exterior e ao reconhecimento procedente por parte dos outros, o que tem constituído uma expressão contínua na maioria dos focos.

Ora bem; entendam que cada indivíduo estabelece opções em relação ao seu avanço individual obtido naquilo que escolhe explorar e no que escolhe dar atenção. Por isso, dois indivíduos são capazes de escolher expressões bem semelhantes, e quase da mesma forma, e podem dar lugar a isso por várias razões, por serdes, cada um de vós, altamente singulares. Mesmo os indivíduos que tomam parte no que percebeis como sendo uma partilha de experiências de grupo, por meio das quais muitos parecem gerar o mesmo tipo de imagens, eles criam as suas imagens individuais em relação às razões individuais e às direcções individuais que tomam. Por isso, o que a Cindel cria externamente pode não se aplicar a mais ninguém.

Portanto, o que vos estou a dizer é que apesar de poderdes empregar as experiências dos outros como exemplo para vós próprios e isso vos poder permitir uma compreensão mais clara do que gerais, tende consciência de que além disso a intenção reside em perceberdes essas expressões em vós próprios e o que VÓS estais a produzir.

RETA: Poderei juntar uma coisa a isso? Não tem importância. Se lermos os grandes autores, pintores, conferencistas e aqueles que conceberam ideias grandiosas, a maioria dar-nos-á conta de dificilmente ter conseguido acabar a universidade por causa das matemáticas. Por isso não é um pecado ser-se incapaz de fazer somas. Não tem importância, tal como disseste.

ELIAS: Ah, mas a questão reside na razão porque a Cindel cria essa expressão. Tens razão, o facto de incorporardes aquilo que identificais como competências ou falta de competências não tem genuinamente importância nessa expressão particular, mas a razão por que está a ser criada é digna da sua atenção.

LETTY: Elias, e com respeito à pretensão que tenho de a orientar? Isso na realidade diz-me respeito.

ELIAS: Exacto, o que também constitui uma expressão que tem continuidade como já debatemos imensas vezes em relação à projecção da vossa atenção no exterior e nos outros, e à concentração dessa atenção nas acções e opções e no desempenho e nas condutas dos outros, sem os perceberdes como um reflexo de vós próprios mas antes como uma entidade separada. E no desejo de deslocares a tua atenção a fim de te tornares útil a ti própria, Castille, tu procuras corrigir o outro.

LETTY: Isso soa-me melhor.

ELIAS: Ah ah ah ah! (Riso)

FRAN: Elias, não consigo evitar notar a semelhança sonora entre o nome da Cindel e o meu. Poderias fazer um comentário sobre isso?

ELIAS: Eles não se acham relacionados.

FRAN: Não?

ELIAS: Posso-te dizer que muitos nomes da essência são passíveis de soar de forma idêntica. Muitos podem até ter a mesma entoação mas isso não serve de indicador da similaridade sonora nem das expressões das essências. Não passa duma tradução objectiva nos termos da vossa linguagem, o que não é necessariamente um indicador do facto de estarem correlacionados.

FRAN: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

CHRISTY: Elias?

ELIAS: Ah, minha amiga!

CHRISTY: Quanto tempo, não?

ELIAS: Bastante!

CHRISTY: Falando da mulher – não sei o nome dela – ligada às matemáticas, a questão de todo esse debate centrar-se-á no facto dela considerar o pensamento da falta de destreza que tem nas matemáticas e da capacidade de lidar com elas em criança, e atingir realmente o ponto em que esse pensamento jamais lhe sobreviesse à mente, por assim ela passar a validar-se no seu íntimo, ao invés de o conseguir por intermédio da experiência externa?

ELIAS: Exacto.

CHRISTY: Tal como... só que a maioria de nós faz isso. Todos nós o fazemos, num ou noutro aspecto.

ELIAS: E aí reside a questão, em voltardes a vossa atenção para vós próprios e vos passardes a validar na vossa dignidade, com consciência de terdes dignidade e do assombro que vos caracteriza sem procurardes alcançar o que já possuís.

CHRISTY: Mas as nossas experiências de vida não nos conduzirão a isso? Não se darão acontecimentos na nossa vida que nos conduzem repetidamente a esse ponto? Experimentamos algo, regressamos a esse ponto, experimentamos mais alguma coisa e...

ELIAS: Vós experimentais na medida em que gerais a vossa exploração; mas sim, de certo modo, tens razão. Não se trata dum processo de aprendizado. O que estais a alcançar é um contínuo envolvimento convosco próprios que traduz o acto da transformação, o acto da essência e o acto da consciência, e que se traduz nesta dimensão física por intermédio da exploração que é gerada por meio da acção que a experiência acarreta – por isso, sim.

CHRISTY: A razão porque trouxe isto à baila deve-se ao facto de ter passado pela experiência dum acidente horrível no Verão passado, em frente à minha casa, em que um indivíduo do sexo masculino morreu incinerado. Foi um tanto duro durante um tempo, mas basicamente o que colhi da experiência foi a impressão do quão curta é a vida, e do quão precisamos focar a nossa atenção em nós próprios e tornar-nos felizes pois, porque razão não o haveremos de fazer, sabes? (Elias acena com a cabeça e sorri) De modo que estou a dizer se não terá sido essa a razão porque tal experiência sobreveio à minha vida? Porque se tratou duma coisa verdadeiramente desagradável.

ELIAS: Sim. Vós gerais muitos tipos de imagens a fim de vos captar a atenção para vós próprios, porque nisso reside a questão.

CHRISTY: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê, minha amiga.

Vou admitir mais uma pergunta esta noite e logo finalizaremos.

JENNY: Elias, qual será o meu tipo de personalidade?

ELIAS: Tipo de personalidade? Existirá alguma identificação relativa ao tipo de personalidade?

JENNY: Qual será? Pensamento, emocional, ou...?

ELIAS: Emocional.

PAUL T: Elias, meu querido velho amigo. Eu tenho a forte impressão de que o George Harrison foi um foco da essência da Lawrence. poderias confirmar-me essa impressão? (Pausa)

ELIAS: Exacto.

RODNEY: Elias, uma muito rápida – qual a associação que terei com o indivíduo conhecido por Schindler durante a segunda grande guerra? O C9 admitiu que isso tenha sido um outro foco meu, e eu estou ciente de que a Cathy também estaria associada a esse foco. Poderias revelar-me qual será a associação que tenho, porque li alguns livros sobre a experiência dele e pressinto uma familiaridade na expressão.

ELIAS: Contabilista.

RODNEY: Eu fui o contabilista dele?

ELIAS: Foste. Investiga!

Esta noite vamos dar por terminado. Dirijo-vos o meu encorajamento a todos em toda a vossa descoberta relativa ao assombro que vos caracteriza e à oferta genuína a vós próprios do conhecimento desse assombro. Prestai atenção e observai aquilo que escolheis e não necessariamente o que pensais.

A todos vós nesta noite com um tremendo afecto, até ao nosso próximo encontro, au revoir.

GRUPO: Au revoir, obrigado.

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O MATERIAL ELIAS