sexta-feira, 1 de julho de 2011

GUERRA DE IDEIAS - INSERSÃO DA MUDANÇA



SESSÃO #938
“Uma Guerra de Ideias”
“Antraz — Não é Contagiante”
“Como Havereis de Inserir a Mudança?”
Sábado, 27 de Outubro de 2001 (Grupo/Pensilvânia)
Tradução: Amadeu Duarte

Participantes: Mary (Michael), Ben (Albert), Curtis (Juva), Edward (Colleen), Eric (Cuffee), Frank (Christian/X-tian), Frank (Tyne), George (Mahidad), Gillian (Ari), Jan (Mona), Jim (Marion), Joanne (Gildae), Joe (Holden), Leslie (Myranda), Linda (Robert), Liz, Lorraine (Kayia), Luanne (Inez), Lynda (Ruther), MARJE (Grady), MARJE (Mikail), Mike (Mikah), Pat (Ling-Tu), Pat (Treice), Renate (Chaumbre), Rodney (Zacharie), Ron (Olivia), Rosie, Sheri (Milde), Suki (Lissethe), Ted (Cara), Vic (Lawrence), e 9 novos participantes: Andy, Arlene, Bruce, Donna, Joe, Linda, Martin, Ralph, e Yvonne.

ELIAS: (A rir para dentro) Boa tarde!

GROUP: Boa tarde, Elias!

ELIAS: Ah, ah! Sejam bem vindos! Esta tarde vou aceitar perguntas, mas vamos igualmente ocupar-nos com um tema.

HOMEM: Um (Inaudível)?

ELIAS: Um tema! (Ri, seguido de riso geral)

O tema desta sessão será subordinado aos eventos das massas que tendes vindo a criar e aquilo que estais AGORA a criar...

HOMEM: Obrigado! (Elias para dentro)

ELIAS: ...E a percepção que tendes daquilo que estais a criar, e o movimento desta mudança na consciência em relação ao que estais a criar com esse movimento.

Permiti, antes de mais, que vos identifique rapidamente essa criação, ou estabeleça um paralelo. Já vos ofereci informação prévia concernente aos focos por capítulos, que são focos através dos quais grupos de indivíduos se manifestam em conjunto a fim de criarem um género de capítulo do “livro”. Nesta presente altura vós estais a participar num género de capítulo do “livro” que inclui o tema desta mudança na consciência, e tal como declarei anteriormente, este foco particular consiste no capítulo final do “livro”. (1)

Isso não quer dizer que seja o mais avançado dentro do vosso tempo, na apreciação que fazeis, porque existe outro capítulo desse livro que incorpora aquilo que percebeis como um período posterior. Mas não tem importância, porque o tempo ocorre todo em simultâneo e este capítulo em particular consiste no final deste “livro” específico.

No vosso século anterior, tivestes um outro capítulo sobreposto a este, um capítulo final dum outro “livro”, do “livro” religioso. Esse capítulo centrou-se na altura da vossa segunda grande guerra. Muitos de vós, se não todos mesmo, participais em focos pertencentes a esse capítulo.

Esses dois capítulos incorporam pontos em comum, quase paralelos. Nesse capítulo final que põe termo a uma era, e neste capítulo final deste “livro” que inicia outra era, vós envolveis todo o vosso mundo. Todo o indivíduo que se manifesta no vosso planeta tem participação. Vós participais TODOS nos eventos de massa que ocorreram em ambos esses capítulos.

Também criastes eventos de massas traumáticos em ambos os capítulos. Em ambos incorporastes guerras e individualizais e personalizais a afectação do tema de cada um esses capítulos de formas únicas.

No vosso “livro” religioso escolheste criativamente individualizar e personalizar o tema desse “livro” pela escolha da religião e das diferenças inerentes à religião como uma expressão terminante desse capítulo particular, o que afectou toda a gente no vosso globo.

Posso-vos dizer que no capítulo final deste “livro” também fostes bastante criativos, pois escolhestes criar eventos de massas além dum modo através do qual pudestes personalizar e individualizar o vosso evento de massas por intermédio da enfermidade, e quer escolhais comportar ou não a enfermidade, todos vós lhe sentis o efeito, porque todos tendes consciência dele.

Além disso, e de forma bastante criativa, também não escolhestes o contágio como o método através do qual poderíeis individualizar e personalizar o vosso evento de massas, porque isso não poderia revelar-se em acordo com a vossa mudança, porque esta mudança que a consciência atravessa centra-se no indivíduo e na realidade que vós criais a cada momento e em cada aspecto da vossa realidade individual, além de se centrar no facto de toda a vossa realidade ser criada pela vossa percepção, e na vossa autonomia, ao invés de serdes dirigidos pelas crenças ou pelos outros indivíduos ou por aquilo que percebeis como as vossas autoridades.

Por isso, escolhestes a doença a fim de a manifestar ao nível do indivíduo e não como um método de transmissão de um para outro, mas escolhestes igualmente uma doença que proporcionará uma via de desenlace massivo. Vós oferecestes a vós próprios ESCOLHA.

Ora bem: actualmente estão a decorrer muitos movimentos. Muita gente questiona-se imenso. Já me enderecei a algumas dessas questões que as pessoas colocaram em relação ao vosso movimento, ao desta Mudança, aos vossos eventos de massa, e àquilo que VÓS estais a criar, e ao modo como este evento das massas se acha igualmente incorporado na vossa realidade individual, porque o está justamente a ser! Não vos iludais, meus amigos, expressando para convosco estardes à distância ou não estardes a participar, porque estais.

E tal como referi, nesta época, no começo do vosso novo século e milénio, actualmente estais a inserir esta mudança na vossa realidade objectiva e a apresentar a vós próprios escolhas. Como havereis de as inserir? Por intermédio da continuação do trauma ou pela aceitação pessoal e pela realização das vossas escolhas? Haveis de vos tornar vítimas ou vireis a expressar liberdade? Isso é opção vossa.

Agora podeis colocar as perguntas, de acordo com o tema.

CURTIS: Elias, na nossa decisão de bombardear como o diabo o Afeganistão, quererá isso dizer que tenhamos passado a incorporar um maior trauma e um maior conflito do que, digamos, dar uma olhada em nós próprios e no modo como tratamos as pessoas naquela área no passado?

ELIAS: Não necessariamente.

Posso-te dizer que existe uma grande divisão na energia da vossa dimensão actualmente. As pessoas estão divididas ao se conformarem com a duplicidade (de bem e mal). Muitos estão a reconhecer as escolhas que fazem. Muitos não. Tal como deverás ter consciência, uma das expressões mais espantosas que está a ser criada é a de vítima. As vítimas não percebem escolha.

Deixa que te diga de modo enfático, uma vez mais, que a escolha de se tornar vítima não é errada nem é para ser julgada, e não é pior do que aquela de o deixar de ser. Traduz a escolha duma experiência, e aqueles que escolhem essa expressão em particular também proporcionarão si próprios informação para a expansão da sua consciência. Eles não estão bloqueados.

Agora; com relação a este movimento que encarais como de bombardeio, existe presentemente mais do que uma expressão de energia a decorrer. Isto traduz as imagens objectivas inerentes à projecção de energia da parte daqueles que escolhem expressar esse papel de vítima.

Deixa que te diga, que todos vós, numa ou noutra altura nos vossos focos, já terão experimentado alguma forma de expressão de se tornar vítima, em que vos defendeis ou passais à agressão. Mas ao expressardes o papel de vítimas, por assim dizer, também projectais uma energia exterior no sentido de forçar na direcção do que percebeis como os outros.

Efectivamente, estais a tentar forçar a vossa própria energia porque não encarais escolhas e sentis-vos presos, mas isso é expressado com bastante frequência. Se perceberdes estar a ser atacados, haveis automaticamente de vos defender, porque isso engloba uma reacção automática. Mas a defesa consiste igualmente numa expressão de vítima.

Agora, aqueles que, tal como referi, andam por todo o vosso globo a expressar a energia de vítimas estão a criar aquilo que percebeis como um ataque – o ataque que percebeis ser o ataque perpetrado no vosso país e os ataques que se prolongam por outros territórios. Isso traduz a energia de vitimização das pessoas.

Mas existe uma energia evidente que está a ser expressada por todos aqueles que NÃO expressam o papel de vítimas. Isso é encarado por todos vós de forma óbvia por meio de novas e diferentes expressões naquilo que designais como a vossa “nova guerra”, porque vós podeis expressar bombardeio, mas estais também a expressar auxílio. Estais a contrabalançar. Estais a mover-vos, COM a duplicidade, no sentido do equilíbrio.

Permiti que vos recorde a todos, que a duplicidade também consiste numa crença. Os sistemas de crenças desta mudança da consciência não estão a ser eliminados. Vós estais a aceitá-los – ao lhe reconhecerdes a existência e ao continuardes a incorporar as vossas opiniões e as vossas preferências, sem adoptardes a condenação mas reconhecendo, ao invés, a escolha e a não existência de absolutos. Por isso, podeis preferir, e outro indivíduo poderá apresentar uma preferência que poderá situar-se nos antípodas da vossa. Mas reconheceis-lha como uma preferência apenas, sem que sintais qualquer condenação no vosso íntimo ou relativa a qualquer outra expressão de preferência. Estais a voltar-vos no sentido do equilíbrio.

Eu já vos expressei todas as formas de cautela. Já vos referi a todos exemplos como estais a provocar o tornado, e na vossa falta de atenção deixastes de escutar, e agora vedes aquilo que estais a criar. Aquilo que estais a criar não é mau, porque estais a debater-vos com os fundamentos das vossas crenças; não estais a eliminá-las mas a estremece-las, e estais a proporcionar a vós próprios uma oportunidade de as examinar.

E tal como declarei previamente, estais agora a redefinir toda a vossa realidade, e em resultado ela há-de reestruturar-se. Aquelas expressões a que dáveis previamente imenso valor parecem-vos agora muito menos válidas, porque o que está agora a tornar-se válido é o indivíduo, e o valor do indivíduo está a ser reconhecido, e isso é avanço, meus amigos! Isso é realização.

Por isso, aquilo que criastes não é mau, e apesar de encarardes o desenlace de muitos como trágico, essa foi a sua escolha, mas com o seu desenlace, eles continuam a estender energia para aquilo que continuais a criar na vossa dimensão física.

CURTIS: Continuando... Desculpa, tinhas terminado?

ELIAS: Podes prosseguir.

CURTIS: Muito bem. A partir daquilo que disseste no princípio em relação aos germes, e tenho consciência desta ser uma pergunta tipo bola de cristal, mas não poderemos antecipar alguma maior pressão por parte dos germes no futuro à medida que cada um de nós lida com isto individualmente nas nossas próprias vidas?

ELIAS: Posso-te dizer tratar-se dum potencial, mas ainda não o inseristes. Por isso, no actual presente, não constitui nenhuma probabilidade. Mas lembrai-vos de que vós criais com base no agora. Por isso, neste actual momento, não estais a criar essa acção.

CURTIS: Mas aquilo que criamos virá a ser algo com que teremos que lidar individualmente? Não virá a ser tipo o rebentamento duma massa atómica que nos envolva a todos? Poderá ser mais como um germe ou algo com que cada um terá que lidar nas nossas próprias vidas...

ELIAS: Sim, essa é a direcção que escolhestes no presente. Já vos expressei que actualmente estais a estabelecer (criar) a vossa ficção científica em termos duma ciência concreta, mas isso não quer dizer que venhais a aniquilar-vos e tornar-vos mutantes! (Riso)

EDWARD: Eu estava à espera que isso acontecesse!

ELIAS: Ah, Collen! Desejavas ser um mutante! Podes participar no teu estado de sonhos e perspectivar um outro foco numa outra dimensão física e satisfazer-te! (Desfazem-se a rir) Ah, ah,ah!

EDWARD: Tu referes continuamente “nós”. Quem é nós? Quer dizer, estarás a referir-te a nós aqui nos Estados Unidos, ou referes-te a... Referes-te a nós enquanto Estados Unidos? Quererás dizer nós enquanto mundo...

ELIAS: Nós enquanto mundo.

EDWARD: Nós enquanto mundo. Que é...

ELIAS: E aquelas essências tais como eu que tomam parte convosco.

EDWARD: Hum, hum. Isso não parece mostrar-se muito esperançoso.

MULHER: Isso depende da tua escolha.

EDWARD: Pois, bem sei que é suposto depender da minha escolha, mas depende da escolha de muito mais gente, por isso, se for escolha minha...Por isso, a nossa escolha é a nossa escolha...

ELIAS: Justamente.

EDWARD: É assustador.

ELIAS: Mas tal como referi, existe muita gente que não está a escolher trauma. Há muitos por todo o vosso planeta que não estão a escolher criar o familiar.

Vós não estais a empreender uma guerra mundial. Estais a empreender, tal como o IDENTIFICAIS, um novo tipo de guerra, um tipo diferente de guerra. Porque, ao que é que estais a fazer guerra? Às ideias – não necessariamente a uma multiplicidade de países mas às filosofias.

BEN: Nesse caso tenho... Não sei se isto será uma pergunta, mas eu li as tuas sessões em torno da ocorrência do World Trade Center, e comecei a pensar na ideia de tudo fazer parte de mim. Por isso estou a pensar que esses terroristas em particular praticaram esses actos por acreditarem que esta sociedade que aqui temos é ímpia e má, então nesse caso aquilo que estou a dizer é que eu acredito que esta sociedade seja má e ateia, e eu fiz com que o World Trade Center viesse abaixo.

ELIAS: Correcto. (Riso)

BEN: Então se for capaz de lidar com isso no meu próprio nível, o resto desaparece? Se aceitar o facto de acreditar em todas estas coisas ao mesmo tempo, então isso alterar-se-á nalguma outra coisa?

ELIAS: Sim, se o escolheres. (Riso)

EDWARD: Mas as outras pessoas têm que o escolher...

ELIAS: Não necessariamente.

EDWARD: Bom, somente o Albert (nome da essência de Ben) seria capaz de tornar isso numa outra coisa...

ELIAS: Mas aquilo que te estou a expressar é que ISSO é o movimento. Vós depreciais-vos e à vossa capacidade de afectarem e poder e em decorrência nem sequer vos permitis escolher nem expressá-lo. Porque expressais a vós próprios, “Isto não faz sentido, e não mobiliza nada. A minha energia é insignificante”. E aquilo que isso concede é a perpetuação do movimento de massa dessa expressão, e vós criais aquilo que criastes.

Mas em medida idêntica de poder que já demonstrastes através do trauma e do desespero, vós comportais esse mesmo poder de mudar as vossas percepções a nível individual – o que origina a criação da expressão das massas – de expressar jovialidade, apreço, e aquilo com que com mais vigor vos identificais, amor. (Pausa)

Tão vigorosamente quanto sois capazes de vos aniquilar, também sois capazes de revelar apreço. A energia não se move apenas numa direcção, mas depende do que escolherdes, e isso tem início com CADA um de vós.

Porque ao continuardes a projectar a vossa atenção fora de vós e na direcção dos outros, criais o quê? Esperais e continuais a esperar pelos outros para criarem a vossa realidade em vosso lugar, mas eles não o farão. Eles NÃO PODEM. (Pausa)

Vós expressais uma projecção exterior de responsabilidade nos outros, e isso nega-vos a vossa liberdade, porque vós não podeis expressar liberdade sem aceitardes a responsabilidade pessoal.

Se vos tornardes uma vítima encarais a responsabilidade em termos duma circunstância relativa a outro indivíduo ou circunstância ou a um caso ou até mesmo a um objecto, um bocado de papel – dinheiro. E nisso, onde reside o vosso poder? Se o objecto, se o outro indivíduo, se a circunstância ou situação vos está a criar a realidade em vosso lugar, e sois vítimas dela, onde param as vossas escolhas? Não as incorporais.

Mas se fordes responsáveis pela criação de todos os aspectos da vossa realidade, aí há-de residir a vossa liberdade, porque é aí que reside a vossa escolha e a vossa força. (Pausa)

RENATE: Eu tenho uma pergunta. Temos vindo a criar eventos das massas que são encarados como negativos. Também me é dado perceber que aquilo que criei especificamente para meu uso é igualmente expressado e pode ser visto como positivo ou duma forma positiva. Tenho vindo a tentar penetrar no íntimo durante estes últimos anos, e de algum modo consigo notar isso reflectido na liberdade de expressão, coisa que creio toda a gente está a sentir neste exacto momento. Não sinto ser capaz de me expressar tanto quanto costumava. É como que uma expressão de nos voltarmos para dentro ao invés de pensarmos nas palavras, por isso crio um movimento interior, duma forma estranha. Será isto verdade?

ELIAS: Não é estranho.

RENATE: É. Muito bem.

ELIAS: É novo.

MULHER: (Para a Renate) NÃO é estranho.

RENATE: Oh, está bem.

ELIAS: Não é familiar, por te encontrares a redefinir. Não vos achais a redefinir meramente aquilo que percebeis em termos objectivos mas os termos igualmente. Portanto, no teu movimento dirigido ao interior, ao te familiarizares contigo, as vossas palavras tornam-se inadequadas. Deixam de ter o mesmo sentido que comportavam anteriormente. Estais a redefinir. Isso é pouco familiar e novo, mas essa é a questão.

E tal como eu vos referi a todos, vós comunicais por intermédio da energia com muito mais eficiência do que o fazeis por intermédio da linguagem.

Abordais outra pessoa e ela poderá dizer-vos, “Bom dia, meu caro amigo” e em termos de energia estar a dizer-vos, “Sinto-me tão irritado contigo!” (Riso) Percebeis-lhe o sorriso no rosto e escutais o que ela diz, e podeis virar-vos para ela e responder com uma indagação do tipo, “Que se passa, meu amigo?” por terdes reconhecido imediatamente a energia.

Comunicais com muito mais eficiência e de forma mais sonora e com muito mais clareza por meio da energia do que o fazeis por intermédio das palavras ou da linguagem, mas estais a começar a reconhecer a existência de outras vias de comunicação, e estais a prestar atenção.

...

MULHER: Elias, disseste que todos comportamos o desejo de permanecer aqui para a conclusão deste capítulo. Teremos todos uma motivação comum para esse fim, ou tratar-se-á de cada um a sentir uma motivação individual?

ELIAS: Ambas. Cada um incorpora a sua motivação individual de modo associado ao vosso propósito individual, e incorporais igualmente uma motivação colectiva em relação à vossa escolha de movimento e à vossa escolha de conceder energia a esta Mudança na Consciência.

MULHER: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

MULHER: Tenho uma pergunta. Durante o intervalo estivemos a conversar acerca da criação da nossa realidade, e é-me dado observar na minha realidade actual, neste grupo, estarmos a criar um inter-relacionamento formidável uns com os outros. Sentimos uma sensação cálida de positividade com aqueles com quem nos importamos. A minha filha experimentou a criação de muitas coisas positivas na área da entreajuda que as pessoas manifestaram em relação a esta tragédia que ocorreu.

De que forma se traduzirá isso no meu nível seguinte da realidade, que consiste no bombardeamento e na violência que prossegue? Como irei ajudar esse nível que aparenta ser composto por condições insatisfatórias de modo a criar uma coisa mais pacífica, ao experimentar como estou a experimentar na minha realidade imediata? Isso fará sentido?

ELIAS: Faz, mas deixa que te diga que tu já estás a criar. (Com ênfase)

Estou ciente da associação que cada um de vós expressa através do vosso desejo, em relação à interrupção da expressão antagónica, (bombardeio) mas não é aí que reside a questão.

MULHER: É na aceitação.

ELIAS: Correcto; em reconhecer tratar-se duma expressão diferente. Essa pode não ser a expressão a que possais conceder energia, mas consiste igualmente numa oportunidade de incorporardes avanço rumo à aceitação, não ao espírito crítico.

MULHER: Obrigado.

ELIAS: Não tens de quê.

EDWARD: Disseste anteriormente que todos nós participamos na Segunda Grande Guerra, não foi? (Confuso) Então, toda a gente aqui reunida nesta sala e neste grupo ou num monte de sessões com o Elias está envolvida na segunda guerra?

ELIAS: Está.

EDWARD: E então escolhemos igualmente envolver-nos neste evento em particular?

ELIAS: Sim.

EDWARD: Estaremos a fazer isso por uma questão de nos realinharmos em relação a possíveis erros passados ou decisões que tomamos? Estaremos a experimentar um novo revestimento para este evento em particular? Tens consciência daquilo que estou a referir? Estamos a experimentar novas ideias e novas abordagens aos eventos das massas com que talvez não tenhamos lidado correctamente... Ou não correctamente, mas estaremos a tentá-lo de novo, por assim dizer? (Pausa) Quer dizer, achamo-nos todos aqui...

ELIAS: Correcto. Não necessariamente. Não estais a tentar criar diferentes modos de expressões similares. Estais a criar expressões similares em sentidos diferentes.

Aquilo que estais a criar com estes eventos de massas é similar em termos das imagens objectivas. Elas são familiares. Aquilo que estais a deslocar com esses eventos de massas é diferente, porque a direcção das vossas expressões é diferente. Estais a utilizar acções familiares, porém, a direcção que tomais é diferente.

Porque neste evento deste foco, o sentido que imprimis consiste em expandir a vossa consciência, proporcionar a vós próprios um reconhecimento das crenças que comportais e do vigor delas, mas também em proporcionardes um reconhecimento de vós próprios assim como da força inerente à vossa energia. Por isso, o vosso movimento é distinto, mas escolhestes incorporar imagens familiares.

Não estais a tentar “consegui-lo da forma acertada”. Não estais a implementar nenhum melhoramento. Estais a imprimir um sentido diferente a fim de que vos proporcione uma nova forma de exploração da vossa liberdade nesta dimensão física; de certa forma, a fim de expandirdes as vossas escolhas e a vossa exploração nesta dimensão física. (Pausa)

EDWARD: Muito bem. (Elias ri por entre os dentes) Jamais confiei em ti! (Riso)

ELIAS: Ah, ah, ah, ah, ah! Mas eu posso assegurar-te de que isso não tem a menor importância!

EDWARD: Bem sei! Já ouvi isso antes! (Desfazem-se todos de riso, inclusive o Elias)

RODNEY: Elias, uma das impressões que sinto é que... Empregarei o termo “Mundo muçulmano”. Mas em alguns desses países, gera-se uma tal quantidade de energia centrada na criação de crenças culturais com respeito à forma como pensar. Eu tenho reflectido na insistência que fazem no modo como as suas mulheres são tratadas, do tipo de pensamentos que têm, etc., e ao reflectir nisso, sobreveio-me o facto de que nós também fazemos isso, ao nos bombardearmos a nós próprios com mensagens via televisão e jornais e por aí, que nos canalizam o pensar em sentidos bastante específicos. Em seguida reflecti em tudo isso como parte de mim próprio e na aceitação disso nesse processo... E aí disse para comigo, e era mesmo isto que gostava de verificar, penso eu, que isso constitui a minha forma de avançar rumo a uma maior consciência da escolha.

ELIAS: Correcto.

RODNEY: Correcto?

ELIAS: Sim.

RODNEY: E tenho a impressão de que isso é o que toda esta mudança traduz. Não... Olho para uns vinte anos atrás, e percebo que não pensava desse modo.

ELIAS: Correcto.

RODNEY: Esse tipo de impressões não me acometeu (então) e nesse sentido, penso que me encontre aqui para as experimentar.

ELIAS: Aquilo que escolheste.

RODNEY: Aquilo que escolhi.

ELIAS: Sim. Posso dizer-te, uma vez mais, muito literalmente, que apesar de vós próprios ainda não vos proporcionardes muitas experiências que vos valide isso – apenas umas quantas – quando alterais a percepção que tendes, de facto alterais a vossa realidade. Alterais os eventos. Alterais efectivamente a realidade física.

RODNEY: Estarás a dizer que o reconhecimento que faço e a minha aceitação disso estarão efectivamente a mudar?

ELIAS: Estou. Não se trata apenas, meu amigo, de tu pensares de modo diferente. Também crias de modo diferente. Percebes de modo diferente, e como percebes de modo diferente, na realidade crias...

RODNEY: Vês, isso é o que é preciso captar. Consigo perceber isso a passar-me pela ideia, mas não estou acostumado a deparar-me com isso (inaudível) no exterior.

ELIAS: Precisamente, Mas estás a aproximar-te!

RODNEY: Um passinho de cada vez! (Riso, e Elias ri por entre os dentes)

ELIAS: As vossas crenças são muito vigorosas, e a crença que te sugere não seres capaz de criar determinadas expressões ou que a tua percepção individual não cria a tua realidade, é muito vigorosa.

A crença de que outros estejam a criar-te parcialmente a tua realidade é igualmente bastante vigorosa. Tu criaste termos novos. Vós criais a vossa realidade e “co-criais” a vossa realidade, o que consiste apenas num novo termo para expressar uma filosofia velha e uma forma de percepção que vos diz que NÃO criais a vossa realidade. (A rir por entre os dentes, seguido de riso)

VIC: Muito bem. Bom, nesse caso quero levantar outra questão. Quero trazer de volta as imagens desta transcrição, por estar a recrear de novo, e se acharem presentes neste compartimento quatro das pessoas que participaram; não toda a gente, é claro. E quando comecei a receber confirmação – não estou certa, terá sido há um mês? (alguém confirma) – senti-me surpreendida, por terem passado alguns anos, e ai na semana passada começou tudo de novo, o que também pensei ser interessante, e então na noite anterior a eu vir aqui, quinta-feira, fui à Internet e havia pelo menos quinze pessoas que me tinham escrito sobre esse aspecto, e umas cinco ou dez na manhã seguinte.

Houve muita troca de correspondência entre mim e essa gente com relação a essas imagens, e estou certa de ter ocorrido entre elas também, e aquilo que notei nessa coisa em particular, ao ocorrer uma vez mais, é que a maior parte da interacção em que as pessoas acorrem a mim é, uma vez mais, de ter que se tratar de algo fixo, de dever existir algo de errado com o meu computador ou com os deles, ou que se procedermos desta ou daquela forma...

RODNEY: Ou da outra...

VIC: O Rodney disse-me isto justamente no intervalo: “Eu descobri. Se o fizer deste modo no meu computador, aí a coisa corre bem.” Sinto-me fascinada por isso ter voltado a surgir e estou a falar nisso de novo por estarem aqui pessoas que o experimentaram, como o Mikey, e deixa-me procurar por entre a audiência; Não todos, mas...

MIKEY: Tu não estás a procurar ao teu redor. Estás a olhar para mim! (Toda a gente se ri)

VIC: Na verdade não sei mais o que dizer em relação a isso, excepto o facto de notar estar de novo a ocorrer, e eu penso ser parte deste... São imagens desta coisa de vítima, e nós estamos todos a criar imagens dessas em diversas áreas, e esta será apenas uma delas.

ELIAS: Sim, tens razão, e da depreciação das vossas capacidades – do facto das vossas capacidades não serem adequadas, de estardes inadequadamente equipados para criardes a vossa realidade na perfeição, e de estardes todos mal equipados ou de que não incorporais a habilidade de manifestardes aquilo que quereis fisicamente.

RODNEY: Também me parece óbvio que se patenteia uma sobrecarga pelo facto de não sermos capazes de manejar estas comunicações que estão a surgir. Sentimo-nos sobrecarregados, pelo que nos sabotamos.

ELIAS: Sim, algumas pessoas incorporam essa percepção; mas não toda a gente.

SHERI: Quando as sinto e elas se apresentam desse modo, eu apenas digo: envia-as de volta. Assim, não me aborrece dum nem doutro modo.

ERIC: Eu não tive esse problema. (Outros concordam)

ELIAS: Cada pessoa incorpora a sua própria imagética e procede à criação dessa acção pelas suas próprias razões. Já identifiquei uma dessas razões. Cada um daqueles que participa na criação desse tipo de imagens poderá notar se incorpora ou não conflito, porque vós ESTAIS a participar, do mesmo modo que em relação ao vosso evento das massas. Estais a participar quer incorporeis ou não conflito ou ansiedade.

Lembrem-se de que aquelas crenças que sugerem o bem ou o que designais como “crenças que surtem efeito” – são aquelas que podeis agora perceber e prestar atenção. Porque aquelas que criam conflito, vós facilmente as identificais, e podeis inicialmente voltar-vos numa expressão e numa tentativa de as reparar. Mas a esta altura já incorporais imensa informação para eventualmente vos olhardes e questionardes aquilo que estais a criar.

Mas se NÃO estiverdes a sentir conflito nem confusão, ao criardes neutralidade, ou percebeis certas imagens ou expressões como boas, estareis a continuar a expressar juízo crítico, e a apresentar a vós próprios imagens a fim de vos proporcionar informação. (pausa)

MARJE: Elias, eu tenho uma pergunta, e não sei se fará mesmo parte do que estavas a debater, por me encontrar bastante confusa ultimamente.

Na minha estreita realidade tem existido muito conflito, e quando este evento de massas estava para ocorrer, deu-se muita comunicação. Senti-me inundada de comunicação mesmo antes disso ocorrer, e durante a ocorrência e mesmo durante dias após o sucedido, com tanta emoção proveniente das pessoas que lá se encontravam, das suas famílias e das famílias delas e por aí fora, e alcançar o equilíbrio tornou-se num conflito e numa luta. (Emocionada)

Eu dei por mim no que me pareceu como uma posição egoísta, a pedir que toda aquela comunicação abrandasse por não me sentir capaz de assimilar toda a informação, e duas coisas ocorreram. Uma vez encontrava-me num grupo com C9 e eu estava como que a perseguir a comunicação, e eu disse; “C9, foi-se” porque ela não estava... Não sei se ela tinha a certeza da parte de quem eu estaria a tentar interromper a comunicação. E aí, deu-se também a situação em que eu simplesmente... Não sei se não cometerei uma injustiça comigo própria por não tentar somente tranquilizar-me e escutar e assimilar. Estarei a cometer mais enfermidade em mim própria ao tentar bloquear essa comunicação?

Eu tenho vindo a pedir... Eu pratico afirmações diariamente. Tenho vindo a rogar para recordar e para ter os meus sonhos e as minhas visões, as minhas comunicações e para as usar plenamente, tal como elas se destinam a ser usadas. Por isso, quando tudo isso ocorreu, senti-me oprimida, o que sei ser bastante normal nessas circunstâncias. Mas não estou certa sobre se não estaria a prejudicar-me mais ou a causar maior injustiça a mim própria ao tentar impedir isso quando correspondia ao que tinha pedido.

ELIAS: Eu compreendo. Nesta situação ocorrem dois elementos.

Um consta duma crença bastante difundida em relação à qual criastes um cliché. Vós referis para vós próprios, “Tem cuidado com aquilo que pedes”, e aquilo que insinuais a vós próprios com essa declaração é para terdes cuidado, por o tremendo potencial que estais a convidar não ser bom. Aquilo que com essa declaração presumis alude a algo negativo, e também se presta ao temor.

Agora; isso é o que estais a expressar, de forma subjacente, e por isso também adoptais a culpa por pedirdes e receberdes. Mas na realidade não pediste ao que percebes ser o universo mas pediste a ti própria, e respondeste a ti própria.

Nisso, tal como já declarei, as crenças são bastante vigorosa. Tal como vos referi a todos ao explicar as imagens objectivas que tivestes desse evento, as vossas crenças constituem estruturas imensas. As vossas torres e as vossas construções são meros símbolos do vigor das vossas crenças colectivas.

Nesse sentido, proporcionastes a vós próprios uma experiência, e colocais uma expectativa no sentido de avançardes nessa experiência, e de vos equilibrardes, e de não vos sobrecarregares.

Agora; tal como expressei previamente, isso em si mesmo é o que gera trauma, as pessoas oprimirem-se a si próprias ao procurarem correr. “Deixa-me experimentar mais, agora! Deixa-me abrir completamente agora! Deixa-me permitir que os véus da separação caiam completamente agora!” Mas vós podeis, ainda que por momentos, ma vireis a sobrecarregar-vos, por vos ser pouco familiar.

MARJE: Então eu devia ter pedido a mim própria por essas coisas por pequenos incrementos, porque eu precisava que elas fizessem parte do conhecimento que tenho do eu interno.

ELIAS: Não é uma questão de dever, minha amiga. Tu escolheste aquilo que escolheste. Proporcionaste a ti própria uma experiência a fim de te facilitar informação, e de reconheceres que podes ser facilmente oprimida por meio do que poderás expressar como um movimento demasiado rápido.

Podes, se o preferires, manifestar instantaneamente esta mudança da consciência. Já referi isso desde o começo deste fórum. Também referi, desde o começo deste fórum, que se escolherdes essa acção, vos SOBRECARREGAREIS e INCORPORAREIS trauma, devido a que esta mudança não vos seja completamente familiar, pois trata duma expressão que não foi incorporada na vossa dimensão física ao longo de toda a vossa história.

Tu ofereceste a ti própria uma experiência destinada a proporcionar informação e a permitir-te reconhecer um avanço confortável e isento de trauma.

Asseguro-te, minha amiga, que muitos estão a apresentar a si mesmos uma oportunidade de personalizar ou individualizar uma experiência traumática de qualquer tipo, o que de facto concede energia para a AUSÊNCIA de criação dum maior trauma por meio de eventos de massas.

RODNEY: Repetirias isso de novo, de algum modo? (O grupo murmura e ri em acordo)

ELIAS: Como já vos referi em toda esta conversação, o movimento diz respeito aos indivíduos, e ao criardes individualmente, afectais as massas. Afectais o colectivo.

Falando em termos figurativos, e do mesmo modo que as erupções de vapor que ocorrem no vosso planeta, essas pequenas erupções libertam pressão e impedem erupções maiores.

Por isso, à medida que cada um dá atenção a si próprio e se permite o próprio avanço, mesmo em meio às vossas expressões individuais de trauma, também constitui uma válvula de pressão e liberta energia, o que facilita a não criação de mais eventos de massas tais como aquele em que participastes recentemente.

MARJE: Isso que acabaste de referir liberta imensa carga. (Riso) Não, a sério que liberta! Ajuda a retirá-la (Inaudível).

ELIAS: Também vos posso sugerir, que ao encarardes as experiências que apresentais a vós próprios, experiências essas que vos parecem ser opressoras, tendes razão – quanto mais forçardes a energia de encontro ao que estiverdes a criar, mais experimentareis conflito e trauma.

Vós, na realidade não pedis uma experiência. Vós escolheis uma experiência e criais essa experiência. Ela não vos sobrevém. Vós gerais essa experiência, e uma vez tendo gerado e escolhido essa experiência, como também moveis a vossa energia em oposição ao que estais a criar, criais fricção em termos de energia - por estardes a criar dois movimentos em simultâneo. Estais a escolher, e estais também a “combinar essa energia” convosco (Faz uma pausa para dar ênfase). Estais a criar forças de oposição na vossa própria energia.

Agora; ao escolherdes a experiência que criastes, podeis ter experimentado uma menor sensação de opressão. Podeis ter realizado a mesma acção que a duma válvula de pressão, mas no vosso íntimo, podereis ter criado um menor trauma, ao vos permitir avançar junto com a onda de energia ao invés de tentar forçar de encontro a ela.

CURTIS: Então a repressão será o pior que podemos fazer? A repressão representa a forma de produzir mais trauma que podemos usar?

ELIAS: Ela gerará conflito e criará tensão de energia, e haveis de experimentar um maior conflito e uma maior comunicação, porque a vossa emoção deverá expressar uma comunicação mais audível.

CURTIS: Em ondas sucessivas. Quando reprimimos e deixamos de ser capazes de escutar o que tenhamos escutado da primeira vez, isso piora cada vez mais, e torna-se cada vez mais intenso.

ELIAS: Falando em termos gerais.

CURTIS: Muito bem. Então nesse caso a ideia é, retirar as mãos do volante e deixar que avance?

ELIAS: E acreditar que conduzireis na perfeição! (A rir por entre os dentes, seguido de riso) E que não precisais incorporar controle.

CURTIS: Se alguma vez eu na realidade tentar implementar isso, estarias lá, tipo rodas de segurança? (Riso geral)

ELIAS: Se o exigires, meu amigo, eu cumpri-lo-ei. Ah, ah, ah! (Riso, enquanto o Elias ri de satisfação)

GILLIAN: Elias, quando o sucedido se deu em Nova York, fiquei bastante emocionada. Ao mesmo tempo, no dia a seguir comecei a deixar de comunicar aos poucos até não sentir vontade de comunicar fosse com quem fosse. Estava a agir desse modo no trabalho, mas também ele envolve um grupo pequeno. Eu lia qualquer coisa e não sentia qualquer interesse naquilo e separava-me de tudo. Ao mesmo tempo, estava a criar uma enfermidade em mim própria sob a forma de dores de cabeça, dores de cabeça bastante agudas, particularmente do lado esquerdo da cabeça, pelo que nem sequer conseguia mover a cabeça, e isso ainda ocorre.

ELIAS: Mas que será que estará isso possivelmente a expressar-te? Isso também é expressado de forma bastante comum, mas talvez não através de imagens idênticas que apresenteis a vós próprios. Mas o que está a acontecer está associado à vossa crença de que o pensamento cria a realidade e de que o pensamento precede a criação da realidade. Vós confundistes aquilo que identificais. O pensamento É uma realidade, mas não a cria.

Por isso, no exemplo que apresentas, tu estás a permitir-te perceber esse evento, participar nesse evento, mas concentras-te na comunicação e retiras-te. Se não estiveres a comunicar, nem estiveres exteriormente a expressar pensamentos, não contribuirás para a perpetuação do que estiver a ser criado. Mas essa, minha amiga, não é a questão, e tu estás a expressar a ti própria, por meio de transmissões do teu corpo físico que te afectam, que isso não é a questão. Retirar-te não diminui a tua participação. Também não te diminui a percepção.

A verbalização do pensamento não é que cria a realidade. A percepção cria a realidade, mas a percepção não é pensamento. A percepção é guiada pela atenção, mas a atenção não está no pensamento. Mas vós colectivamente acreditais com muito vigor que se pensardes, e subsequentemente o verbalizardes, o criareis.

Posso vos dizer (Com humor) para examinardes as experiências que fazeis por intermédio do pensamento pelo que encarais (por exemplo) como uma ideia sórdida em relação a outra pessoa, e como verbalizais esse pensamento sórdido respeitante a esse indivíduo a outra pessoa e em seguida parais e dizeis para convosco (ofegante), “Eu retiro aquilo que disse! Retiro esse pensamento! Deixa-me retrair isso de volta a mim e não ao universo, por poder regressar de volta a mim e eu vir a criá-lo, devido a que o pensamento me crie a realidade. É este vapor maligno que passa através de mim e que vai criar realidades que eu não desejo criar!” (Todos se desmancham de riso)

O pensamento não é o que vos cria a realidade, minha amiga, nem a sua verbalização sequer, e retirares-te em relação à comunicação e retirares-te em ti mesma, não representou uma acção nem representa a acção de voltares a atenção para dentro de ti, mas (tão só) uma retirada do exterior.

GILLIAN: É isso. Mas além disso, ao mesmo tempo que procurei comunicar comigo própria, tal como já comecei a consegui-lo com maior sucesso, por assim dizer, onde eu conseguia escutar-me e à resposta que dava, não pareci conseguir mais isso. Parecia que de cada vez se me pregava uma branca.

ELIAS: Justamente, devido a que a acção não seja a mesma. Tu retiras-te e no acto de te retirares, não voltas a atenção para ti própria. Podes estar a pensar voltá-la na direcção de ti própria, mas essa é a razão porque tenho vindo a referir a tanta gente recentemente para prestarem atenção ao que estão a FAZER.

GILLIAN: Obrigado, Elias.

ELIAS: Não tens de quê.

MARJE: Elias, já terei entendido a coisa? Se sairmos por aí e começarmos pequenas quezílias entre nós e a criar conflitos, estaremos a libertar tensão? Nesse caso, numa escala maior o vulcão permanecerá calmo e isso resultará bem? Quero dizer... (Riso) Sabes o que quero dizer!

ELIAS: Depende do sentido e da motivação que tiverdes.

Se estiverdes a empreender conflitos convosco próprios ou com outras pessoas e a vossa motivação for a de criar uma válvula de escape, não, não o conseguireis! (Riso)

Se a intenção que tiverdes ao gerardes conflito for a de oferecerdes a vós próprios a oportunidade de perceberes a tua consciência mais ampla – o que CONSISTE em prestares atenção a ti – sim.

MARJE: É um subproduto disso.

ELIAS: É.

MARJE: Certo, entendido.

ELIAS: (De forma humorada) Portanto, não vos estou a encorajar a criar pequenos focos de conflito convosco próprios a fim de produzirdes válvulas de escape, (Riso) porque isso não será obtido!

Mas ESTOU a encorajá-los grandemente a criardes pequenos conflitos entre vós a fim de proporcionardes uma oportunidade de vos familiarizardes com a vossa expressão de consciência alargada... Mas também não crieis juízos de valor! Ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah! (Riso)

EDWARD: Deus do céu! Estás a pedir muito!

ELIAS: Justamente! (A rir por entre os dentes)

LYNDA: Elias, mas se ESTIVERMOS a criar juízo de valor, coisa que se torna bastante automática neste cenário específico, perceber isso, perceber a minha experiência – a qual tem sido bastante crua neste último ano, apenas por ser tão dura ou exigente comigo própria – quando percebo que o ver o juízo é percebe-lo, e passo a passo deixo que acelere - o não fazer caso. E ao voltar-me para mim própria, a sensação ao voltar-me para mim própria tem mais um sabor de confiança para mim, e por me familiarizar mais com isso, torna-se-me mais fácil voltar-me para isso após ter visto o outro aspecto, por o outro ser bastante automático...

ELIAS: Justamente.

LYNDA: ... Em todos nós, tal como é do teu conhecimento, e não se assemelha tanto ao papão, o sentimento de nos condenar ou de me condenar a mim própria. E o que estás a dizer acerca do pensamento não criar a minha realidade, eu não fazia ideia do quanto essa ideia se achava enraizada automaticamente no meu próprio pensar. Suponho ser algo psicológico. Em grande parte, para mim, penso tratar-se das crenças religiosas das massas na minha própria realidade, mas estou bastante certa de ser psicológico e afirmações e o que quer que seja. Mas isso tem sido um dos únicos factores de libertação para mim no futuro mais recente, e já conversámos acerca disso – que não se torna depreciativo para mim dizer algo danoso, ou até em ser brincalhona, até mesmo em me divertir , sem receio de me vir a meter em sarilhos, coisa que tenho consciência de ser... Mas é verdade! E só estes pequenos passos rumo à concretização disso, sem permanecer numa espécie de competição comigo própria. Só te quero dizer, tal como sempre o faço, isso é passível de ser conseguido.

ELIAS: Justamente. Lembrem-se de que a duplicidade consiste igualmente numa crença. Por isso, ao reconhecerdes estar a expressar juízo não agraveis esse juízo com mais juízo! (Riso) Reconhecei-o no momento em que estiver a ser expressado e aceitai o facto. (Pausa)

Porque, meus amigos, quanto mais praticardes a oferta a vós próprios da aceitação daquilo que expressais, mesmo em termos críticos, menos julgamento criareis, porque também vos familiarizareis mais com o reconhecimento e a validação e a aceitação pessoal, e expressareis condenação com menos frequência. (Pausa)

EDWARD: Eu não entendi o nome dela, o nome daquele senhorita, que estava a falar sobre o sucedido... McClaine?

MARJE: O meu nome é MARJE, e o meu nome da essência é Mikail.

EDWARD: Mikail, muito bem. Eu não pratico nada do que ela pratica, mas durante esse período, pude escutar, durante dias seguidos, gritos na minha cabeça. Isso distraía-me muito, tanto que até me tenho sentido enfermo desde então. Tenho-me sentido literalmente doente dum ou de outro modo, mas aqueles pobres desgraçados é que tiveram que lidar com aquilo tudo. Quer dizer agora contraí estas infecções no pulmão e isso tudo.

Mas aquilo que estou a ouvir é, se aceitarmos tão só o facto de nos sentirmos deste modo, isso erradicar-se-á, ou estaremos apenas a aceitar o facto desse ser o modo que sentimos em relação ao caso.

ELIAS: Exacto.

EDWARD Porque tens razão, eu estou a fazer um tremendo juízo de valor em torno da coisa e aí esse acúmulo de juízos é despoletado, e (Inaudível).

ELIAS: Precisamente, e isso perpetua a acção. Aquilo que estás a criar é bastante similar a este exemplo, porque à medida que forças a energia e promoves juízo de valor em relação a ti próprio, perpetuas o ciclo.

Deixa que te diga Collen, aquilo que criaste é similar, apesar de teres criado uma união empática. Tu assumiste a experiência daqueles que escolheram participar em termos físicos. Ao te depreciares e a aplicares juízo em ti próprio, continuas a perpetuar essa fusão empática.

O sentido empático não se traduz pela empatia mas sim pela actual experiência daquilo que os outros indivíduos experimentam e criam, e pela subsequente criação de partículas, poeiras e produtos irritantes, muitos criam essa experiência de enfermidade física do mesmo modo que tu. Tu estás a criá-la por intermédio da fusão empática e a perpetuá-la através da culpabilidade, e forças a tua energia contra a experiência que fazes, o que também tende a perpetuar a culpa, e em razão disso o ciclo prossegue, e tu continuas a criar a enfermidade.

HOMEM: Culpa porquê, pelo pensamento?

EDWARD: Oh, eu sei porque razão sinto culpa. Eu não tenho uma perspectiva por aí além, nem feliz dos humanos. Rodeio-me de gatos ou cães ou de outras coisas com mais facilidade. Eu não ligo. Sou capaz de pisar as pessoas na rua (inaudível) e aí quando tudo isso ocorreu, pareceu-me como... Eu não contava com aquilo. Eu não pratico nada. Eu não estava a pedir nada mas chorei dias seguidos, e foi mesmo dias seguidos! Foi a reacção mais inesperada, como quando não contamos...

HOMEM: Então estavas a forçar isso tudo e de repente voltou tudo de novo.

EDWARD: Foi, e aí senti-me culpado, porque “aqui estava eu, sem prestar qualquer atenção. É tipo essas coisas dos contos de natal. Não estás a prestar atenção à humanidade...

HOMEM: Tal como o Scrooge e o fantasma...

EDWARD: Pois, e de repente aí está a coisa. Eles decidiram justamente permanecer na minha mente durante dias, e é difícil abrir mão deles...

ELIAS: Essa é a aceitação pessoal que tenho vindo a expressar...

EDWARD: Pois, bom é tudo o que associo a gostar de mim próprio, o que, já sabes...

BEN: Que é coisa que não vai acontecer!

EDWARD: Não vai acontecer! (Partem-se todos de riso)

ELIAS: (Inaudível), meu amigo! (Abafado pelas gargalhadas)

EDWARD: Já devias saber disso melhor do que toda a gente, por esta altura!

ELIAS: Isso é escolha tua, chafurdares no auto comiseração. (Riso geral)

LYNDA: Longe do Elias impedir-te de chafurdar na auto comiseração!

EDWARD: Tudo bem. Eu já estou a retomar a minha joalharia, obrigado!

ELIAS: Muito bem! Agora percebo que a possuo! Ah, ah! (Riso geral seguido duma pausa)

MARJE: Elias, não será o nosso próprio sentido de valor o mais difícil ou aquele que levará mais tempo a...

MULHER: Sentir?

MARJE: Sim, a sentir.

HOMEM: A aceitar?

MARJE: Apesar de haver alturas em que sinto como se estivesse a chegar a algum lado, ainda sinto falta disso.

ELIAS: Não é a coisa mais difícil de sentir. Já o possuís! É difícil de reconhecer para a maioria; mas não para todos. Mas para muitos, sim, é uma das mais difíceis expressões de reconhecer.

MARJE: É tão fácil ser compassivo e sentir interesse em relação aos outros, dar uma oportunidade aos outros...

ELIAS: Isso acha-se bastante associado às crenças religiosas, porque elas são muito vigorosas.

PAT: Mas então porque razão alguns de nós acham verdadeiramente fácil a aceitação pessoal?

ELIAS: Por não alinharem pelas crenças religiosas.

PAT: Eu acho fácil! (a dar risadinhas)

HOMEM: Hei, tu és Deus! (Riso)

PAT: Nesse caso usa um sinal a dizer que és Deus!

MULHER: Ela não acredita.

MARJE: Todavia eu acredito. É quase uma dicotomia do pensamento, para a frente e para trás, (Inaudível). Mas eu sou uma Católica em recuperação.

ELIAS: Ah! (Riso) Outra vítima! (Desfazem-se todos a rir)

MARJE: E todos aqueles anos de...! Mas sinto-me satisfeita. Sentia-me tão contente por saber nunca ter feito nada errado. Sentia-me tão livre, mas ainda assim...

ELIAS: Não acreditas nisto! (Riso)

MARJE: Pois. É muito difícil.

ELIAS: Libertação temporária. (Riso) Encarceramento permanente. (Todos se desfazem de riso, o que abafa alguns comentários) Mas tu podes! (Inclina-se para a frente e estende a mão) Eu ofereço-te a chave! Aceita-a e liberta-te a ti mesma!

MULHER: Agarra-a depressa! (Riso)

ELIAS: A porta não está fechada. (Sorri, ao que se segue uma pausa)

Toda a vez que te depreciares, usarei a Lawrence (Vicki) para fazer eco comigo com o termo mais vasto do vosso vocabulário (A Vicki e o Elias juntos) PERCEBER.

Eu tenho vindo a expressar, desde o começo deste fórum – para perceberdes – porque o mero perceber permite-vos escolha. Ao perceberes estar a criar juízo em torno de ti própria, NOTA e refere para ti própria, “Em que consiste este julgamento?” Reconhece a crença, e ela deixará de ter importância.

MARJE: Reconhecer a crença de não ter valor? Porque é isso que tenho notado. Digo para comigo própria... Oh, não consigo recordar-me das palavras que uso, mas tenho consciência sempre que me condeno a mim própria, e a emoção básica que sinto é duma carência interior. Por isso, que estarei a aceitar – o sentimento dessa carência? Ou estarei a tentar identificar tratar-se duma crença religiosa? Como hei-de romper isso?

ELIAS: O sentimento é o sinal. A emoção é a mensagem. Descobre a mensagem. Recebe-a. A mensagem identifica precisamente aquilo que estás a criar no momento, em associação com as tuas crenças.

Assim que tiveres identificado a crença ou a associação agregada a ela, não a condenes. Expressa a sua aceitação e estarás a oferecer a ti própria a possibilidade de escolha. Porque assim que reconheceres a comunicação estarás a propor a ti própria informação, e aí poderás genuinamente expressar a ti própria que isso não tem importância.

MARJE: Por vezes chego perto, mas sem resultado.

ELIAS: Não tem que ver com nenhum resultado! (A rir para dentro, seguido de riso geral) Trata-se dum processo, e com isso, passas á prática, por teres escolhido um processo.

MARJE: Então nesse caso alguns de nós terão escolhido um processo mais longo? (Riso geral)

ELIAS: (A rir por entre os dentes) Não necessariamente, minha amiga, porque vós continuais todos no foco físico! Vedes alguns daqueles que cruzaram a linha final? (Vários comentários inaudíveis) Por isso não estais a ficar para trás!

MARJE: Bom, não era nem sequer uma sensação de ficar para trás. Era mais uma sensação disto estar a tornar-se velho! (Riso)

ELIAS: Ah, mas o teu processo prolonga-se por todo o teu foco. Estarás a tornar-te velha? (Riso, sem que obtenha qualquer resposta) Então talvez o teu processo também não esteja a ficar velho. (A rir para dentro)

MARJE: Eu só sei que o meu corpo me tem vindo a enviar um monte de mensagens e não estou a captar nada. Não consigo obter uma única pista!

VIC: Parece voltar a toda esta coisa de atribuirmos tanto juízo crítico àquilo que criamos.

ELIAS: Justamente.

VIC: E foi isso que eu notei imenso nas imagens da recente transcrição. As pessoas escreviam-me e diziam, “Estraguei tudo de novo”, ou algo semelhante. Até mesmo em relação a uma coisa tão simples quanto...

ELIAS: Correcto.

VIC: ...Gerou-se uma avaliação em termos de sucesso e fracasso e torna-se difícil sair desse processo particular. Bem sei que gerei uma enorme luta com isso (e gastei umas quantas lâmpadas e por aí) em relação a ser capaz de o realizar em determinadas áreas. Mas é a isso que tudo se refere, e aquilo de que toda a gente fala, penso eu, é de julgarmos aquilo que criamos, e pensarmos que o processo seja mau e tenha que levar tanto tempo, e quando terminar, tal como disseste, onde residirá a linha final? Essa é a crença a que nos dirigimos actualmente, não?

ELIAS: Correcto, mas essa é uma forma de juízo bastante implicante. Essa é a base.

VIC: Pois, mesmo quando o julgamos como bom.

ELIAS: Correcto.

VIC: Ainda estamos a criar um parecer. Não estamos... Na verdade aquilo de “não tem importância” ainda não se faz presente.

ELIAS: Correcto.

MARJE: Por isso vai levar mais uns 74 anos...

HOMEM: Setenta e três e meio! (Desatam todos na gargalhada)

GEORGE: Na sessão que tive há umas semanas atrás, tu ofereceste-me um verdadeiro presente, quando abordaste a intolerância com que fazemos face à intolerância e a falta e aceitação com que fazemos frente à falta de aceitação, o que interpretei como a quintessência da ligação dupla que detém o pensamento. Ocorreu-me poderem haver outras pessoas aqui a sofrer do mesmo, pelo que talvez possas expandir um pouco mais essas ideias, se achares apropriado.

ELIAS: Elas são simplesmente aquilo que são. Isso é o que tu dizes. Todos vós proferis estas duas expressões repetidas vezes.

Percebeis a intolerância e abordais isso com intolerância. Percebeis a falta de aceitação e sentis não aceitar essa falta de aceitação, seja noutro ou em vós próprios. Dais por vós a expressar falta de aceitação de qualquer expressão que tenhais criado, e não conseguis aceitar o facto de não a aceitardes.

Essa é a questão de tudo o que temos estado a debater - reconhece-lo sempre que estiverdes a criar julgamento. É isso que pedis com os vossos métodos. Por onde começaremos? Como havemos de avançar? Começai por aceitar aquilo que não aceitais!

No momento em que expressardes intolerância, tolerai a intolerância que sentis. Nas alturas em que não vos estiverdes a aceitar, reconhecei-o e tratai de aceitar o facto de não vos estardes a aceitar. Nisso consiste a prática. Quando percebeis a intolerância espelhada nos outros, tolerai essa intolerância.

Colocaste neste fórum perguntas sobre aquilo em que estais a participar com estes eventos de massas. Referiste o exemplo dos bombardeamentos. E em face do reconhecimento disso fizeste igualmente referência ao desejo de alterar essa circunstância de bombardeio, de a deter.

Isso não envolve tolerância em face da intolerância. Isso não é aceitação da falta de aceitação. Isso é ser igual. São expressões idênticas – intolerância em relação à intolerância, falta de aceitação em relação à falta de aceitação. E vós expressais isso exteriormente uns com os outros. Mas expressai-lo MAIS em relação a vós próprios.

GEORGE: Muito obrigado.

HOMEM: Elias, posso tentar uma coisa? Se alcançarmos auto-aceitação e passarmos a aceitar o mundo tal como se apresenta, nesse caso isso abre a porta à criatividade. Por outras palavras, podemos seleccionar acções ou escolher fazer aquilo que quisermos por proceder do nosso verdadeiro âmago e então podemos causar um impacte positivo no mundo. Isso fará sentido?

ELIAS: Sim – no enquadramento das vossas crenças relativas à criação dum impacte positivo, faz. (Vários comentários inaudíveis seguidos de riso)

RENATE: Deixa que coloque uma pergunta relativa às emoções nesta época de mudança, e em especial agora. Estou a aprender a... Não estou certa, mas estou a fazer algo com as emoções que sinto, ou a não deixar que me afectem de modo que me impeçam de mergulhar no meu íntimo, e só a tentar criar no momento, em mim, seja o que for. Não sei como hei-de dizer o que sinto, mas prosseguir com menos emoções pode parecer envolver uma atitude fria ou isso, mas não estou mais a expressar demasiada emoção, e sinto-me bem em relação a isso, por sentir igualmente que com isso posso aceitar-me mais, assim como aos outros.

HOMEM: Eu também. Não estou tão concentrado (Inaudível)

RENATE: Oh, está bem. Ele entende. Só queria compreensão! (A rir)

ELIAS: Estou a compreender.

RENATE: Muito bem, então tu também. Então já somos três! (A rir)

ELIAS: Deixa que te diga, tu não estás a interromper a tua expressão emotiva, porque a emoção consiste numa comunicação. Aquilo que estás a interromper é o sinal, por se mostrar desnecessário. Porque se estiveres a prestar atenção às tuas comunicações, não precisas gerar os sinais, que se traduz pelo sentimento. A emoção prossegue, porque ela consiste numa (forma de) comunicação, e na realidade é uma das vossas principais comunicações provenientes da consciência subjectiva para a objectiva. Por isso não está a ser interrompida, mas estás a silenciar a sinalização.

RENATE: Eu quase sinto vontade de dizer que então isso é bom sinal, não é? (Ri enquanto todos nos desfazemos a rir, seguido dalguns comentários inaudíveis)

ELIAS: Na expressão das tuas crenças, é! (A rir para dentro)

MULHER: Elias, será que confundimos o termo emocional com os sentimentos? Não fará isso parte do nosso problema?

ELIAS: Confundis.

MULHER: Quando ela referiu, “Sinto-me menos emotiva”, ela não terá feito menção ao facto de abrigar menos sentimentos, como a tristeza, a felicidade, esse tipo de sentimentos?

ELIAS: Sim, num grau menos extremo.

RENATE: Oh, eu costumava atingir os extremos. Ainda bem que o estou a conter ou a utilizar de outro modo. Soa mais a um outro tipo de utilização.

ELIAS: Tu estás a prestar atenção aos comunicados que recebes. E se prestares atenção, não necessitas gerar o sinal. O sinal...

MULHER: É como o telefone a tocar.

ELIAS: Sim. ...É gerado a fim de te atrair a atenção. Se já estiveres a aplicar a atenção na mensagem, não precisarás gerar o sinal para atrair a atenção.

MARJE: Esse sinal assume geralmente a configuração duma enfermidade?

ELIAS: Não necessariamente. É o sentimento.

CURTIS: Mas eu conduzi-o ao extremo quando perdi a energia para fazer a maior parte das coisas. Quer dizer, quando assisti à queda do World Trade Center, eu estava a pensar, que é que irei ter para o jantar? Não teve efeito absolutamente nenhum em mim, é verdade. Bem sei estar a julgar isso como mau, mas... (Riso)

ELIAS: Deixa que te diga, meu amigo, que nem toda a gente estabelece associações com as imagens do mesmo modo. Podes não gerar uma forte associação com o evento físico, apesar de participares, por não ocorrer no teu campo de percepção. Mas és capaz de gerar as tuas imagens noutra direcção, e achar-se associada ao que estiver a ser criado nas massas. Poderá ser imaginado de outro modo, mas achar-se-á associado. (Pausa)

HOMEM: Estás a dizer....

ELIAS: Mas nem é bom nem mau, nem melhor nem pior que vos aflijais ou entristeçais em relação a essas imagens ou que expresseis nada sentir. Elas são unicamente diferentes expressões mas vós haveis e estabelecer uma associação em termos de imagens com ALGUMA expressão extrema.

HOMEM: Elias, estarás a dizer que ele está a reagir ao evento apesar de não sentir que está, por estar a reagir no seu modo?

ELIAS: Não é uma reacção. É uma participação. Cada pessoa que incorpora qualquer percepção do evento, seja em que qualidade for, está a participar. A associação que estabeleceis em relação à participação pode expressar-se de variadas maneiras.

Uma pessoa pode criar uma expressão de deixar cair os véus de separação. Outro pode incorporar experiências de empatia. Outro pode gerar um conflito extremo no seu emprego. Outro pode gerar conflito no seu íntimo relativamente à percepção que tem de precisar de protecção pessoal. Outro poderá criar uma expressão extremada em relação às finanças.

ERIC: Terá tudo que envolver o conflito, todavia? Não poderemos expressar, digamos, duma forma diferente e produtiva? Durante as últimas três semanas e meia, tenho vindo a refazer a minha garagem, e isso assemelha-se a essa missão. Eu tenho-me absorvido completamente nisso. Estou em casa, trabalho fora dela, tomo conta das crianças, e quer dizer, tem sido assim uma imensa energia (Inaudível). Não sei para onde vai o tempo, e isso está relacionado com o estresse, penso eu, que tenho vindo a sentir com a ocorrência, mas presentemente está tudo a canalizar-se para, “Agora disponho duma garagem em que me posso mover. É maravilhoso! Está pintada, e bla, bla, bla.” Sou capaz de arrumar toneladas de coisas nela. Mas é assim que reajo.

ELIAS: Precisamente.

ERIC: Não me sinto em conflito devido àquilo em si mesmo, mas tenho consciência de que esse evento me fez mover nesse sentido, e não...

ELIAS: Precisamente. A questão está aí. Cada um poderá imaginar....

ERIC: E não passei necessariamente por uma reacção má.

ELIAS: Não, não está associado necessariamente ao mau ou ao negativo, mas ao extremo.

ERIC: Sim, e à quantidade de atenção e de concentração e de energia.

ELIAS: Sim. Esse é o movimento que tu estás a criar!

LORRAINE: Existirão alguns indivíduos no planeta nesta altura que não tenham percepção desse evento, alguns aborígenes, ou bosquímanos ou algo assim? Teremos todos consciência disso?

ELIAS: Nesta altura, todos no vosso planeta participam de algum modo – toda a gente.

LORRAINE: Então têm percepção disso. Têm conhecimento disso. Têm consciência e conhecimento objectivo disso.

ELIAS: Não do mesmo modo que vós, mas de alguma forma, sim, e de algum modo, objectivamente.

Muito bem, meus amigos! Vamos interromper por hoje, e ficarei a antecipar a continuidade da nossa interacção, e estendo-vos o meu convite a todos para que dialoguem, uma vez mais.

Para vós, com um formidável encorajamento a cada um nos vossos presentes desafios individuais, sejam quais forem, eu expresso-lhes reconhecimento a todos. Façam isso também no vosso íntimo! Com um espantoso carinho me despeço, au revoir.

GROUP: Au revoir.

Notas:

(1) - Elias introduziu o conceito de focos por capítulos afim de explicar as relações multidimensionais existentes no nosso grupo, as múltiplas vidas e simultâneas no contexto das experiências partilhadas e dos eventos das massas.

Elias usa a metáfora do “livro”, cada um formado pelo seu grupo de “capítulos” igualmente para explicar que nós, enquanto essências, criamos uma realidade multidimensional no contexto de vidas simultâneas. Dado que cada “capítulo” e “livro” consistem numa simultaneidade a partir da perspectiva subjectiva da essência, elas não se acham necessariamente ordenadas linearmente, mas ordenadas dum modo que conduz à resolução dos desafios envolvidos (por exemplo, a criatividade artística, as crenças religiosas, a manipulação da matéria e da energia, das relações íntimas, etc.).

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O MATERIAL ELIAS